Fundação Municipal de Saúde
Departamento de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses
Centro de Controle de Zoonoses e Doenças de Transmissão Vetorial
Seção de Controle Ambiental
IEC – Informação, Educação e Comunicação em Saúde
ARBOVIROSES
Niterói, 2016
VIROSES EMERGENTES
Vetor artrópodo
Arbovírus
MarionBurger 03/março/2016
“AR BO VIROSES”
Arthropod borne virus
são vírus que podem ser transmitidos ao
homem por vetores artrópodos
ou
Arbovírus
WNV
DENV
CHKV
ZIKV
MarionBurger 03/março/2016
Thiboutotet al, PLOS Neglected Tropical Diseases, 2010
TRANSMISSÃO
MarionBurger 03/março/2016
Togaviridae
Flaviridae
Bunyaviridae
Reoviridae
Rhabdoviridae
Chikungunya
Mayaro
Mucambo
Sindbis
Dengue 1, 2, 3, 4
Febreamarela
Zika
WestNile
Encefalitejaponesa
Banzi
Rocio
SaintLouis
Apeu, Caraparu
Nepuyo
Oropouche
Alenquer, Candiru
Febre do Vale Rift
Febrehemorragica
da Crimeia
Changuinola
Kemerovo
VSV
Chandipura
ARBOVIROSES
Síndrome febril
Síndrome febril
exantemática
Síndrome febril
hemorrágica
Encefalite
SÍNDROMES CLÍNICAS
Infecção inaparente
Exemplos de vetores artrópodos
Aedes sp.
Alguns Carrapatos
Phlebotomíneo (Sandfly,
mosquito pólvora)
Culex Mosquito
Vírus da Dengue
 Incubação: Varia de 3 a 15 dias, sendo em média de 5 a 6 dias.
 Causa Dengue clássico (DC) e febre hemorrágica do Dengue
(FHD)
 Possui 4 sorotipos distintos (DENV-1, 2, 3, 4)
 Cada sorotipo confere imunidade sorotipo específica permanente e
contra outros sorotipos, por curto período
 Todos os sorotipos podem causar doença grave e fatal
 Novas infecções com outro sorotipo, entre 3 -15 mêses após a
primeira infecção podem levar a dengue hemorrágico por
desencadeamento de processo de hipersensibilidade.
Família Flaviviridae, Gênero Flavivirus
DENGUE
 Manifestações hemorrágicas
 Hemorragias na pele (ex: petéquias)
 Gengivorragia
 Sangramento nasal
 Sangramento gastrointestinal
 Hematúria
 Fluxo menstrual aumentado
 Febre
 Prostração
 Cefaléia
 Dor retro-orbital
 Artralgia e mialgia
 Náuseas/vômito
 Anorexia
 Rash
Rash
Manifestações Clínicas
DENGUE
Sem
sinais
de
alarme
Grupos
de risco
ou Prova
do Laço
positiva
•Dor abd.
•Vômitos
•Ascite, DP
•Hemorragias
•Letargia
•Hepatomeg.
•VG
• Choque
• Hemorragias imptes
• Extravasamento
plasmático grave
• Comprometimento
grave de órgãos
Fonte: WHO/TDR
DENGUE
DENGUE
GRAVE
... 2014 – Adoção da nova definição de casos OMS
DENGUE COM
SINAIS DE
ALARME
GRUPO A
• Tratamento em domicílio
• Orientar hidratação oral,
antitérmicos e repouso
• Orientar sobre sinais de alarme
• Coletar sorologia
• Notificar
• Acompanhamento diário na
Unidade de Saúde ou retorno no
1° dia de desaparecimento da
febre ou em caso de sinais de
alarme
DENGUE
Sem sangramento
Sem sinais de alarme
Sem sinais de choque
Prova do laço negativa
GRUPO B
Atendimento na UPA
Coletar sorologia.
Realizar hemograma e avaliar
plaquetopenia e hemoconcentração.
Notificar.
Hidratação oral ou venosa
supervisionada.
Se apresentar hemorragias
espontâneas manter em observação
com hidratação por 12 horas.
Acompanhamento diário na Unidade de
Saúde e retorno imediato em caso de
sinais de alarme.
DENGUE
prova do laço
positiva ou
situações especiais
MarionBurger 03/março/2016
Pacientes em situação especial
 criança (< 1 ano), gestante e idoso (> 65 anos),
 hipertensão arterial,
 diabetes mellitus,
 asma,
 doença hematológica ou renal crônicas,
 doença severa do sistema cardiovascular,
 doença ácido-péptica,
 doença auto-imune.
A presença de co-morbidade aumenta o risco de
evolução desfavorável.
Estes pacientes devem ter acompanhamento clínico e
laboratorial diferenciado.
GRUPO C
Internação na UPA ou
hospital de retaguarda.
Hidratação venosa vigorosa
com soro fisiológico ou
ringer lactato.
Coletar sorologia e outros
exames conforme o quadro
clínico e notificar.
DENGUE
com sinais de alarme
MarionBurger 03/março/2016
Sinais de alarme DENGUE
 Dor abdominal intensa e contínua ou dor à
palpação
 Vômitos persistentes
 Acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural ou
pericárdico)
 Sangramento de mucosas
 Letargia ou irritabilidade
 Hipotensão postural
 Hepatomegalia
 Aumento progressivo do hematócrito
GRUPO D
Internação em UTI.
Hidratação venosa vigorosa e
reavaliação contínua.
Adequação da hidratação de
acordo com a
hemoconcentração.
Investigar hemorragias.
Corrigir possível acidose
metabólica, hiponatremia e
hipocalemia.
Coletar sorologia e notificar
DENGUE
com sinais
de choque
Distribuição global dos
sorotipos de vírus dengue,
1970
Distribuição global dos sorotipos de
vírus dengue, 2004
Mackenzie et al., 2004
Mudança na distribuição dos sorotipos
de dengue nos últimos 30 anos
DENGUE
Diagrama de Controle da Dengue com
Taxa de Incidência no Estado do RJ
DENGUE
Vírus Chikungunya
 Casos humanos aparentando ser CHIKV foram relatados em 1770.
 Isolamento do vírus a partir de 1952-53 na epidemia da Tanzânia.
 O nome chikungunya deriva de uma palavra do idioma Makonde,
falado no sudeste da Tanzânia, que significa "curvar-se ou tornar-se
contorcido" descrevendo a postura adotada pelos pacientes devido à
artralgia intensa.
Tanzania 1952
Histórico
CHIKUNGUNYA
Kenia 2004 Brasil 2014Europa 2007
Mapa com países e territórios onde
casos de CHIKV são reportados
Fonte: http://www.cdc.gov, acesso em 12 de maio de 2016.
Os primeiros casos no Brasil => 2010 apresentaram os sintomas
depois de uma viagem à Indonésia. A terceira paciente, uma
paulista de 25 anos, esteve na Índia.
Em junho de 2014 => seis casos no Brasil de soldados que
retornaram de uma missão no Haiti.
Em 15 de outubro de 2014, foram confirmados 337 casos no país,
sendo 274 apenas na cidade de Feira de Santana, na Bahia.
Em 2015 ocorreu um surto na América do sul nos primeiros quatro
meses deste ano com estimativa de 10 mil casos e 113 mortes.
No Brasil...
CHIKUNGUNYA
A Chikungunya
 O período de incubação é em média de 3 a 7 dias (podendo
variar de 1 a 12 dias)
 Todos os indivíduos não previamente expostos têm risco de
adquirir infecção e manifestar a doença, desenvolvendo
imunidade duradoura e protetora contra novas infecções.
 A transmissão humana do CHIKV normalmente é sustentada
pelo ciclo urbano. No entanto, o ciclo silvestre mantem o vírus
em ambientes selvagens na África e Ásia. Nos ambientes
silvestres podem ocorrer acidentalmente casos humanos
esporádicos.
MarionBurger 03/março/2016
FEBRE CHIKUNGUNYA
 Tríade clássica:
Febre, exantema e
artralgia
 Evolução clínica
trifásica
 Assintomáticos 3-12%
Espectro clínico
Até o 10° dia 3 meses Até 6 anos
CHIKUNGUNYA
Incubação: 3 a 7 dias (podendo variar
de 1 a 12 dias)
Cerca de 70% de infecção sintomática
- Febre
- Poliartralgias (pode haver edemas)
- Dor de cabeça
- Dores musculares
- Dor nas costas
- Náusea
- Vômito
- Eritema
- Poliartrite
- Conjuntivite
- Calafrios
Em crianças=> tende a ser mais grave.
Sinais clínicos
Poliartralgia
 Ocorre em 90% dos pacientes
na fase aguda;
 Principal sintomas da fase
subaguda e da fase crônica;
 Fase crônica recorrente em 30–
40% dos infectados podendo
durar até 3 anos;
 Fatores de risco para a
cronificação: idade > 45 anos,
desordem articular preexistente
e maior intensidade das lesões
articulares na fase aguda;
 Dor articular flutuante;
 Morte rara.
CHIKUNGUNYA
MarionBurger 03/março/2016
Simon et al. Medicine, 86 (3), May 2007
MANIFESTAÇÕES ARTICULARES
FASE AGUDA:
ARTICULAÇÕES
COM RUBOR E
EDEMA
FEBRE CHIKUNGUNYA
MarionBurger 03/março/2016
REPUBLICA DOMINICANA, 2014
www.paho.org/chikungunya
CONJUNTIVITE
Simon et al. Medicine, 86 (3), May 2007
EXANTEMA
FEBRE CHIKUNGUNYA
FASE AGUDA: exantema e conjuntivite
DESCAMAÇÃO
Emerging Infectious Diseases
www.cdc.gov/eid • Vol. 18, No. 3, March 2012
FEBRE CHIKUNGUNYA
FASE AGUDA: descamação
MarionBurger 03/março/2016
Duração:
02 a 03 meses após
início sintomas
 FASE SUBAGUDA:
 Recaída dos sintomas:
 Poliartrites distais, exacerbação
 da dor e outros sintomas
 FASE CRÔNICA
 Período afebril Persistência dos
sintomas:
• Poliartralgia inflamatória
Duração maior
03 meses
FEBRE CHIKUNGUNYA
Mapa DENV, CHIKV e ZIKV Incidência – Taxa de
Incidência de casos prováveis de Dengue,
Chikungunya e Zika no Estado do RJ
Vírus Zika
 O primeiro caso bem documentado do vírus Zika foi em 1964, começando
com uma leve dor de cabeça que progrediu para um exantema máculo-papular,
febre e dor nas costas.
 Em sete dias os sintomas cessaram permanecendo apenas a erupção.
Sinais
- dor de cabeça leve
- exantema maculopapular,
- febre,
- mal estar,
- conjuntivite,
- artralgia.
Dois primeiros casos de morte por Zika no
Mundo notificados no Brasil em 2015:
- Paciente de 45 anos com Lúpus em São Luis
do Maranhão;
- Paciente de 16 anos em Benevides, Pará.
Vírus Zika
ZIKA
Zikavírus – distribuição até 2007
ZIKA
Zikavírus – distribuição até Maio 2016
ZIKA
Zikavírus – distribuição no Brasil
INFECÇÃO POR VÍRUS ZIKA
EXANTEMAPRURIGINOSO
Secretaria Municipal de Saúde
de SãoLuís/MA
CONJUNTIVITE
EDEMA DE PUNHO
E DEDOS MAÕS
Dr Kleber Luz (RN)
INFECÇÃO POR VÍRUS ZIKA
Infecção por vírus Zika
ZIKA
 Ministério da Saúde e a
Organização Mundial de
Saúde (OMS) conectaram o
Zika à casos de microcefalia.
 São 2.033 casos confirmados
até dia 8 de outubro 2016
com 486 mortes suspeitas de
ter ligação com a infecção
por zika e a microcefalia.
 Risco no primeiro trimestre
da gestação.
Zika e Microcefalia
<32 cm
Fonte: Ministério da Saúde
(08/10/2016)
ZIKA
2015-2016
2033 CASOS
Síndrome congênita do Zika
 A zika pode provocar uma série de outros distúrbios de
desenvolvimento, como surdez, epilepsia, problemas de
cognição, de fala, motores, que não são aparentes no
recém-nascido. A criança pode não ser microcéfala e ter
distúrbios.
Síndrome de Guillain-Barré
Cuidado com boatos...
 Mosquitos modificados em laboratórios;
 Os casos de microcefalia foram causados por vacinas
contra rubéola vencidas?
 A microcefalia está ligada ao uso do larvicida Pyriproxifen
(Diflubenzuron)?
 O vírus da zika pode ser transmitido por beijo?
 Por que não há casos de microcefalia registrado na
Colômbia, país que também enfrenta surto de zika?
 O governo brasileiro mudou o critério de notificação de
casos de zika para encobrir a real dimensão do surto?
 Problemas neurológicos em crianças e idosos.
ZIKA
Comparando a clínica das Arboviroses
Comparando a clínica das Arboviroses
Durante os primeiros dias de enfermidade, quando é quase
impossível diferenciar dengue de outras viroses.
DENGUE, CHIKUNGUNYA, ZIKA E SARAMPO
PRESENÇA E FREQUÊNCIA DOS PRINCIPAIS SINAIS/SINTOMAS
Prevenção...
O que temos de novidades?
 Vacinas:
 FIOCRUZ e a GlaxoSmithKline (Vírus inativado – Fase 1) ;
 Takeda – (Vacina recombinante - Concluido a fase 2)
 Instituto Butantan, Hospital das Clinicas da USP e NIH (Institutos
Nacionais de Saúde dos EUA) (Vacina recombinante com vírus
Dengue - metade da fase 3);
 Sanofi –Pasteur – Aventis (Vacina recombinante com vírus
amarílico- Liberado pela ANS para uso).
 9 a 45 anos;
 3 doses, uma a cada 6 meses;
 Eficácia de 66% (Tipo 1: 58%, Tipo 2: 47%, Tipo 3: 73% e Tipo 4: 83%);
 Eficácia de 93% em casos graves;
 Diminui em até 80% os casos de internação;
 Ministério definiu preço (R$ 132,76 até R$ 138,53) mas não adotou por conta
da baixa eficácia e faixa etária de atuação da vacina;
 Estado do Paraná distribui 500 mil doses mas a procura foi pequena.
Controle do Aedes aegypti
•Mosquito transgênico:
Linhagem inglesa
Produzido em Juazeiro – BA
Limitações
•Wolbachia:
Bactéria presente em 60% dos insetos;
Experimento iniciado em 2009;
FIOCRUZ iniciou pesquisa de campo no Brasil.
O que temos de novidades?
Pensar em novas ações:
 Repensar no modelo atual de trabalho de campo;
 Exemplo de Cingapura;
 Pesado investimento em controle;
 Coleta e análise de informação estratégica;
 Punição ao desleixo;
 Limitações.
 Uso de agentes comunitários;
 Utilização inteligente dos mecanismos de controle
 Inceticidas e larvicidas;
 Controle biológico;
 Vacinas;
Referências:
 Folha de São Paulo
 http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2015/04/1612740-corrida-para-lancar-primeira-vacina-contra-dengue-pode-terminar-em-2015.shtml
 Universidade de São Paulo:
 https://www.mixcloud.com/CienciaUSP/ci%C3%AAncia-usp-v%C3%ADrus-zika/
 http://www5.usp.br/102765/especialistas-da-usp-desmentem-boatos-sobre-o-zika-virus/
 Ministério da Saúde
 Guia de Vigilância Epidemiológica
 http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/noticias-svs/21020-ministerio-da-saude-divulga-novos-dados-de-microcefalia
 http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/21447-nota-sobre-o-registro-da-primeira-vacina
 Manejo Clínico da Chikunguya
 O Globo:
 http://oglobo.globo.com/rio/bairros/jurujuba-vira-laboratorio-contra-mosquito-transmissor-da-dengue-18268224
 Fundação Oswaldo Cruz
 http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1591&sid=32
Obrigado!
Secretaria Municipal de Saúde
Fundação Municipal de Saúde
Departamento de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses
Centro de Controle de Zoonoses e Doenças de Transmissão Vetorial
INFORMAÇÃO, EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO EM SAÚDE
VIROSES EMERGENTES
MarionBurger 03/março/2016
ESPONTÂNEO
INDUZIDO PROVA DO LAÇO
2,5 5,0 cm
Aferir a pressão arterial e definir a
pressão arterial média (PA sist+diast/2)
Garrotear mantendo na pressão média
por 3 min (crianças) ou 5 min (adultos)
POSITIVA 20 ou + petéquias (adultos)
10 ou + petéquias (crianças)
DX DIFERENCIAL: DENGUE
NÃO ESQUECER DE PESQUISAR SANGRAMENTOS !!!!!
VIROSES
EMERGENT
ES
MarionBurger 03/março/2016
A PROVA DO LAÇO

Arboviroses

  • 1.
    Fundação Municipal deSaúde Departamento de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses Centro de Controle de Zoonoses e Doenças de Transmissão Vetorial Seção de Controle Ambiental IEC – Informação, Educação e Comunicação em Saúde ARBOVIROSES Niterói, 2016
  • 2.
    VIROSES EMERGENTES Vetor artrópodo Arbovírus MarionBurger03/março/2016 “AR BO VIROSES” Arthropod borne virus são vírus que podem ser transmitidos ao homem por vetores artrópodos ou Arbovírus WNV DENV CHKV ZIKV
  • 3.
    MarionBurger 03/março/2016 Thiboutotet al,PLOS Neglected Tropical Diseases, 2010 TRANSMISSÃO
  • 4.
    MarionBurger 03/março/2016 Togaviridae Flaviridae Bunyaviridae Reoviridae Rhabdoviridae Chikungunya Mayaro Mucambo Sindbis Dengue 1,2, 3, 4 Febreamarela Zika WestNile Encefalitejaponesa Banzi Rocio SaintLouis Apeu, Caraparu Nepuyo Oropouche Alenquer, Candiru Febre do Vale Rift Febrehemorragica da Crimeia Changuinola Kemerovo VSV Chandipura ARBOVIROSES Síndrome febril Síndrome febril exantemática Síndrome febril hemorrágica Encefalite SÍNDROMES CLÍNICAS Infecção inaparente
  • 5.
    Exemplos de vetoresartrópodos Aedes sp. Alguns Carrapatos Phlebotomíneo (Sandfly, mosquito pólvora) Culex Mosquito
  • 6.
  • 7.
     Incubação: Variade 3 a 15 dias, sendo em média de 5 a 6 dias.  Causa Dengue clássico (DC) e febre hemorrágica do Dengue (FHD)  Possui 4 sorotipos distintos (DENV-1, 2, 3, 4)  Cada sorotipo confere imunidade sorotipo específica permanente e contra outros sorotipos, por curto período  Todos os sorotipos podem causar doença grave e fatal  Novas infecções com outro sorotipo, entre 3 -15 mêses após a primeira infecção podem levar a dengue hemorrágico por desencadeamento de processo de hipersensibilidade. Família Flaviviridae, Gênero Flavivirus DENGUE
  • 8.
     Manifestações hemorrágicas Hemorragias na pele (ex: petéquias)  Gengivorragia  Sangramento nasal  Sangramento gastrointestinal  Hematúria  Fluxo menstrual aumentado  Febre  Prostração  Cefaléia  Dor retro-orbital  Artralgia e mialgia  Náuseas/vômito  Anorexia  Rash Rash Manifestações Clínicas DENGUE
  • 9.
    Sem sinais de alarme Grupos de risco ou Prova doLaço positiva •Dor abd. •Vômitos •Ascite, DP •Hemorragias •Letargia •Hepatomeg. •VG • Choque • Hemorragias imptes • Extravasamento plasmático grave • Comprometimento grave de órgãos Fonte: WHO/TDR DENGUE DENGUE GRAVE ... 2014 – Adoção da nova definição de casos OMS DENGUE COM SINAIS DE ALARME
  • 10.
    GRUPO A • Tratamentoem domicílio • Orientar hidratação oral, antitérmicos e repouso • Orientar sobre sinais de alarme • Coletar sorologia • Notificar • Acompanhamento diário na Unidade de Saúde ou retorno no 1° dia de desaparecimento da febre ou em caso de sinais de alarme DENGUE Sem sangramento Sem sinais de alarme Sem sinais de choque Prova do laço negativa
  • 11.
    GRUPO B Atendimento naUPA Coletar sorologia. Realizar hemograma e avaliar plaquetopenia e hemoconcentração. Notificar. Hidratação oral ou venosa supervisionada. Se apresentar hemorragias espontâneas manter em observação com hidratação por 12 horas. Acompanhamento diário na Unidade de Saúde e retorno imediato em caso de sinais de alarme. DENGUE prova do laço positiva ou situações especiais
  • 12.
    MarionBurger 03/março/2016 Pacientes emsituação especial  criança (< 1 ano), gestante e idoso (> 65 anos),  hipertensão arterial,  diabetes mellitus,  asma,  doença hematológica ou renal crônicas,  doença severa do sistema cardiovascular,  doença ácido-péptica,  doença auto-imune. A presença de co-morbidade aumenta o risco de evolução desfavorável. Estes pacientes devem ter acompanhamento clínico e laboratorial diferenciado.
  • 13.
    GRUPO C Internação naUPA ou hospital de retaguarda. Hidratação venosa vigorosa com soro fisiológico ou ringer lactato. Coletar sorologia e outros exames conforme o quadro clínico e notificar. DENGUE com sinais de alarme
  • 14.
    MarionBurger 03/março/2016 Sinais dealarme DENGUE  Dor abdominal intensa e contínua ou dor à palpação  Vômitos persistentes  Acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural ou pericárdico)  Sangramento de mucosas  Letargia ou irritabilidade  Hipotensão postural  Hepatomegalia  Aumento progressivo do hematócrito
  • 15.
    GRUPO D Internação emUTI. Hidratação venosa vigorosa e reavaliação contínua. Adequação da hidratação de acordo com a hemoconcentração. Investigar hemorragias. Corrigir possível acidose metabólica, hiponatremia e hipocalemia. Coletar sorologia e notificar DENGUE com sinais de choque
  • 16.
    Distribuição global dos sorotiposde vírus dengue, 1970 Distribuição global dos sorotipos de vírus dengue, 2004 Mackenzie et al., 2004 Mudança na distribuição dos sorotipos de dengue nos últimos 30 anos DENGUE
  • 17.
    Diagrama de Controleda Dengue com Taxa de Incidência no Estado do RJ DENGUE
  • 18.
  • 19.
     Casos humanosaparentando ser CHIKV foram relatados em 1770.  Isolamento do vírus a partir de 1952-53 na epidemia da Tanzânia.  O nome chikungunya deriva de uma palavra do idioma Makonde, falado no sudeste da Tanzânia, que significa "curvar-se ou tornar-se contorcido" descrevendo a postura adotada pelos pacientes devido à artralgia intensa. Tanzania 1952 Histórico CHIKUNGUNYA Kenia 2004 Brasil 2014Europa 2007
  • 20.
    Mapa com paísese territórios onde casos de CHIKV são reportados Fonte: http://www.cdc.gov, acesso em 12 de maio de 2016.
  • 21.
    Os primeiros casosno Brasil => 2010 apresentaram os sintomas depois de uma viagem à Indonésia. A terceira paciente, uma paulista de 25 anos, esteve na Índia. Em junho de 2014 => seis casos no Brasil de soldados que retornaram de uma missão no Haiti. Em 15 de outubro de 2014, foram confirmados 337 casos no país, sendo 274 apenas na cidade de Feira de Santana, na Bahia. Em 2015 ocorreu um surto na América do sul nos primeiros quatro meses deste ano com estimativa de 10 mil casos e 113 mortes. No Brasil... CHIKUNGUNYA
  • 22.
    A Chikungunya  Operíodo de incubação é em média de 3 a 7 dias (podendo variar de 1 a 12 dias)  Todos os indivíduos não previamente expostos têm risco de adquirir infecção e manifestar a doença, desenvolvendo imunidade duradoura e protetora contra novas infecções.  A transmissão humana do CHIKV normalmente é sustentada pelo ciclo urbano. No entanto, o ciclo silvestre mantem o vírus em ambientes selvagens na África e Ásia. Nos ambientes silvestres podem ocorrer acidentalmente casos humanos esporádicos.
  • 23.
    MarionBurger 03/março/2016 FEBRE CHIKUNGUNYA Tríade clássica: Febre, exantema e artralgia  Evolução clínica trifásica  Assintomáticos 3-12%
  • 24.
    Espectro clínico Até o10° dia 3 meses Até 6 anos CHIKUNGUNYA
  • 25.
    Incubação: 3 a7 dias (podendo variar de 1 a 12 dias) Cerca de 70% de infecção sintomática - Febre - Poliartralgias (pode haver edemas) - Dor de cabeça - Dores musculares - Dor nas costas - Náusea - Vômito - Eritema - Poliartrite - Conjuntivite - Calafrios Em crianças=> tende a ser mais grave. Sinais clínicos Poliartralgia  Ocorre em 90% dos pacientes na fase aguda;  Principal sintomas da fase subaguda e da fase crônica;  Fase crônica recorrente em 30– 40% dos infectados podendo durar até 3 anos;  Fatores de risco para a cronificação: idade > 45 anos, desordem articular preexistente e maior intensidade das lesões articulares na fase aguda;  Dor articular flutuante;  Morte rara. CHIKUNGUNYA
  • 26.
    MarionBurger 03/março/2016 Simon etal. Medicine, 86 (3), May 2007 MANIFESTAÇÕES ARTICULARES FASE AGUDA: ARTICULAÇÕES COM RUBOR E EDEMA FEBRE CHIKUNGUNYA
  • 27.
    MarionBurger 03/março/2016 REPUBLICA DOMINICANA,2014 www.paho.org/chikungunya CONJUNTIVITE Simon et al. Medicine, 86 (3), May 2007 EXANTEMA FEBRE CHIKUNGUNYA FASE AGUDA: exantema e conjuntivite
  • 28.
    DESCAMAÇÃO Emerging Infectious Diseases www.cdc.gov/eid• Vol. 18, No. 3, March 2012 FEBRE CHIKUNGUNYA FASE AGUDA: descamação
  • 29.
    MarionBurger 03/março/2016 Duração: 02 a03 meses após início sintomas  FASE SUBAGUDA:  Recaída dos sintomas:  Poliartrites distais, exacerbação  da dor e outros sintomas  FASE CRÔNICA  Período afebril Persistência dos sintomas: • Poliartralgia inflamatória Duração maior 03 meses FEBRE CHIKUNGUNYA
  • 31.
    Mapa DENV, CHIKVe ZIKV Incidência – Taxa de Incidência de casos prováveis de Dengue, Chikungunya e Zika no Estado do RJ
  • 32.
  • 33.
     O primeirocaso bem documentado do vírus Zika foi em 1964, começando com uma leve dor de cabeça que progrediu para um exantema máculo-papular, febre e dor nas costas.  Em sete dias os sintomas cessaram permanecendo apenas a erupção. Sinais - dor de cabeça leve - exantema maculopapular, - febre, - mal estar, - conjuntivite, - artralgia. Dois primeiros casos de morte por Zika no Mundo notificados no Brasil em 2015: - Paciente de 45 anos com Lúpus em São Luis do Maranhão; - Paciente de 16 anos em Benevides, Pará. Vírus Zika ZIKA
  • 34.
  • 35.
    Zikavírus – distribuiçãoaté Maio 2016 ZIKA
  • 36.
  • 37.
  • 38.
    EXANTEMAPRURIGINOSO Secretaria Municipal deSaúde de SãoLuís/MA CONJUNTIVITE EDEMA DE PUNHO E DEDOS MAÕS Dr Kleber Luz (RN) INFECÇÃO POR VÍRUS ZIKA
  • 39.
  • 40.
     Ministério daSaúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS) conectaram o Zika à casos de microcefalia.  São 2.033 casos confirmados até dia 8 de outubro 2016 com 486 mortes suspeitas de ter ligação com a infecção por zika e a microcefalia.  Risco no primeiro trimestre da gestação. Zika e Microcefalia
  • 41.
  • 42.
    Fonte: Ministério daSaúde (08/10/2016) ZIKA 2015-2016 2033 CASOS
  • 43.
    Síndrome congênita doZika  A zika pode provocar uma série de outros distúrbios de desenvolvimento, como surdez, epilepsia, problemas de cognição, de fala, motores, que não são aparentes no recém-nascido. A criança pode não ser microcéfala e ter distúrbios.
  • 44.
  • 45.
    Cuidado com boatos... Mosquitos modificados em laboratórios;  Os casos de microcefalia foram causados por vacinas contra rubéola vencidas?  A microcefalia está ligada ao uso do larvicida Pyriproxifen (Diflubenzuron)?  O vírus da zika pode ser transmitido por beijo?  Por que não há casos de microcefalia registrado na Colômbia, país que também enfrenta surto de zika?  O governo brasileiro mudou o critério de notificação de casos de zika para encobrir a real dimensão do surto?  Problemas neurológicos em crianças e idosos. ZIKA
  • 46.
    Comparando a clínicadas Arboviroses
  • 47.
    Comparando a clínicadas Arboviroses Durante os primeiros dias de enfermidade, quando é quase impossível diferenciar dengue de outras viroses.
  • 48.
    DENGUE, CHIKUNGUNYA, ZIKAE SARAMPO PRESENÇA E FREQUÊNCIA DOS PRINCIPAIS SINAIS/SINTOMAS
  • 49.
  • 50.
    O que temosde novidades?  Vacinas:  FIOCRUZ e a GlaxoSmithKline (Vírus inativado – Fase 1) ;  Takeda – (Vacina recombinante - Concluido a fase 2)  Instituto Butantan, Hospital das Clinicas da USP e NIH (Institutos Nacionais de Saúde dos EUA) (Vacina recombinante com vírus Dengue - metade da fase 3);  Sanofi –Pasteur – Aventis (Vacina recombinante com vírus amarílico- Liberado pela ANS para uso).  9 a 45 anos;  3 doses, uma a cada 6 meses;  Eficácia de 66% (Tipo 1: 58%, Tipo 2: 47%, Tipo 3: 73% e Tipo 4: 83%);  Eficácia de 93% em casos graves;  Diminui em até 80% os casos de internação;  Ministério definiu preço (R$ 132,76 até R$ 138,53) mas não adotou por conta da baixa eficácia e faixa etária de atuação da vacina;  Estado do Paraná distribui 500 mil doses mas a procura foi pequena.
  • 51.
    Controle do Aedesaegypti •Mosquito transgênico: Linhagem inglesa Produzido em Juazeiro – BA Limitações •Wolbachia: Bactéria presente em 60% dos insetos; Experimento iniciado em 2009; FIOCRUZ iniciou pesquisa de campo no Brasil. O que temos de novidades?
  • 52.
    Pensar em novasações:  Repensar no modelo atual de trabalho de campo;  Exemplo de Cingapura;  Pesado investimento em controle;  Coleta e análise de informação estratégica;  Punição ao desleixo;  Limitações.  Uso de agentes comunitários;  Utilização inteligente dos mecanismos de controle  Inceticidas e larvicidas;  Controle biológico;  Vacinas;
  • 53.
    Referências:  Folha deSão Paulo  http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2015/04/1612740-corrida-para-lancar-primeira-vacina-contra-dengue-pode-terminar-em-2015.shtml  Universidade de São Paulo:  https://www.mixcloud.com/CienciaUSP/ci%C3%AAncia-usp-v%C3%ADrus-zika/  http://www5.usp.br/102765/especialistas-da-usp-desmentem-boatos-sobre-o-zika-virus/  Ministério da Saúde  Guia de Vigilância Epidemiológica  http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/noticias-svs/21020-ministerio-da-saude-divulga-novos-dados-de-microcefalia  http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/21447-nota-sobre-o-registro-da-primeira-vacina  Manejo Clínico da Chikunguya  O Globo:  http://oglobo.globo.com/rio/bairros/jurujuba-vira-laboratorio-contra-mosquito-transmissor-da-dengue-18268224  Fundação Oswaldo Cruz  http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1591&sid=32
  • 54.
    Obrigado! Secretaria Municipal deSaúde Fundação Municipal de Saúde Departamento de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses Centro de Controle de Zoonoses e Doenças de Transmissão Vetorial INFORMAÇÃO, EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO EM SAÚDE
  • 55.
    VIROSES EMERGENTES MarionBurger 03/março/2016 ESPONTÂNEO INDUZIDOPROVA DO LAÇO 2,5 5,0 cm Aferir a pressão arterial e definir a pressão arterial média (PA sist+diast/2) Garrotear mantendo na pressão média por 3 min (crianças) ou 5 min (adultos) POSITIVA 20 ou + petéquias (adultos) 10 ou + petéquias (crianças) DX DIFERENCIAL: DENGUE NÃO ESQUECER DE PESQUISAR SANGRAMENTOS !!!!!
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