Aula 10:
Chikungunuya
Profª Camila Amato
Montalbano
Mestranda do Programa
de Pós- Graduação em
Doenças Infecciosas e
Parasitária- UFMS
Arbovirose – transmissão por
artrópodes hematógafos
Histórico
Tanzânia (África), 1952: foi registrada uma epidemia de uma
doença que lembrava dengue, porém apresentava algumas
características clínicas e epidemiológicas distintas daquelas até
então observadas, fato que alertou para a possibilidade de tratar-
se de nova enfermidade
Surtos esporádicos a partir daí, e poucas notificações foram
relatadas após a década de 1980.
2004: a doença se espalhado a partir de um surto na costa do
Quênia, chegando a 500.000 casos registrados até 2006.
A epidemia se espalhou depois dos surtos ocorridos em 2006 nas
Ilhas do Oceano Índico para a Índia
2010: surtos na Índia contribuiram para disseminação nas Ilhas Maldivas,
Andaman, Nicobar, Sri Lanka, Singapura, Malásia, Indonésia.
2013: Chegada na América Central e
América do Sul
Quase 1.000.000 de notificações de casos nas Américas
em 2015.
2016: 75.140 casos suspeitos e 8.377 casos confirmados
até 06 de maio
Foi levada por viajantes até países da
Europa como Itália e França
Brasil
 Iniciou Chikungunya em 2014
 Unidades de saúde são obrigadas a notificar
 38.332 casos de febre chikungunya notificados em
2015, sendo 13.236 confirmados (696 municípios)
 39.017 casos notificados e 6.159 casos
confirmados em 2016 até 04/04 (1.126
municípios);
Óbitos por
ChikvEm 2015- 3 óbitos
Em 2016 até 04/04- 12 óbitos
subnotificação
Distribuição dos
casos de
Chikungunya em 2016
MATO GROSSO DO SUL
Primeira ocorrência em Campo Grande, outubro de
2014. Também registrou- se uma suspeita em Três
Lagoas e outra em São Gabriel do Oeste. 66 casos no
Estados em 2015
Índice de Infestação por Aedes aegypti, realizado em outubro, dos 82 bairros
de Campo Grande: 26 tem risco médio de infestação, o que preocupa ainda
mais a SESAU pela possibilidade de ter epidemia desta (KOBER, 2014).
39 casos suspeitos em 2016
Controle social
 Controle de vetores
 Epidemia: gasto públicos, afastamento dos
postos de trabalho, depressão, perda do
contato social por longo período
Vetor
 A. aegypti
 A. albopictus
Outros Aedes
 Existem muitas outras espécies de Aedes sp.
pelo mundo, mas apenas os dois citados
estão presentes no Brasil
 A. hesilli e A. polinesiensis transmitindo zika
na Ásia e África
O Mosquito Pode se contaminar
ao mesmo tempo com mais de um
vírus, em picadas diferentes!!!!!!!!
Fisiopatologia
do
Chikungunya
Vírus é
injetado no
hospedeiro
Incubação
de 2 a 5
dias
Viremia
Vírus
migram
para as
articulações
em
macrófafos
Recruta-
mento de
células de
defesa
Artrite
Características clínicas
Sintomática em cerca de 80% dos casos,
mas existem caos assintomáticos
também.
Pode ocorrer nas formas aguda,
subaguda e crônica.
Edema associado a tenossinovite.
óbito raro
não ocorre reinfeção
Características clínicas
 Comprometimento articular simétrico, ocorrendo mais
comumente nas mãos e pés, podendo afetar as
articulações mais próximas
 Doentes são muitas vezes severamente
incapacitados devido a dor, sensibilidade, inchaço e
rigidez articular, não podendo realizar atividades
como dirigir, digitar ou ir para o trabalho, e muitos
ficam confinados à cama devido a esses sintomas
Aguda : 1-10 dias
 É caracterizada por início súbito de febre alta
(normalmente 39° C) e dois ou mais dos seguintes
sinais e sintomas:
• Dor de cabeça
• Dores nas costas
• Mialgias
• Náuseas
• Vômitos
• Diarréia
• Erupção cutânea
• Prurido
• Conjuntivite.
• Bradicardia
associada a febre
• Poliartrite
• Artralgia
Sinais e sintomas-
Fase Aguda
Sinais e sintomas-
Fase Aguda
Subaguda:
mais de10 dias e menos de 3 meses
Artralgia
Artrite
Crônica: mais de 3 meses
 Em média dura 8 meses
 Existem relatos de até 18 meses
 Artralgia
 Artrite
 Artrose
 Depressão
Crianças
Sintomatologia
leve
Raramente vai
para fase
subaguda
Atenção aos
nascidos com
chikungunya:
sintomas graves e
aumento das
chances de óbito
Características laboratoriais
 Não existem achados hematológicos
significativos observados nas infecções com
CHIKV
 PCR aumentado(proteína C reativa)
Diagnóstico
Imunocromatografia- teste rápido
Clínico
PCR (Polimerase em cadeia)
Até 5 dias
ELISA (IgM- a partir de 7 dias
e IgG a partir de 30 dias)
Tratamento
 O tratamento inicila baseia- se em hidratação e
medicações sintomáticas (Paracetamol 750 mg e
Dipirona 1g)
 Em seguida, se não melhorar, antiinflamatórios
potentes : Ibuprofeno, Nimesulida, Diclofenaco.
 Em seguida, corticóides: Predinisona, Betametasona,
Dexametasona, Tenoxicam, Meloxicam. Utilizar e parar
várias vezes (usar direto aumenta viremia, parar de
usar aumenta processo inflamatório)
 Em seguida, Antidepressivos: Amitriptilina
Novos desafios
 132 óbitos em Pernambuco por insuficiência
renal, positivos para Chikv, será que Chikv
não é assim tão pouco letal?
 Epidemia de Nova Iguaçu- RJ:
Muitos casos brandos: dores pouco debilitantes
ou de curta duração. O que faz com que a
epidemia de menor impacto?
chikungunya
chikungunya

chikungunya

  • 1.
    Aula 10: Chikungunuya Profª CamilaAmato Montalbano Mestranda do Programa de Pós- Graduação em Doenças Infecciosas e Parasitária- UFMS
  • 2.
    Arbovirose – transmissãopor artrópodes hematógafos
  • 3.
    Histórico Tanzânia (África), 1952:foi registrada uma epidemia de uma doença que lembrava dengue, porém apresentava algumas características clínicas e epidemiológicas distintas daquelas até então observadas, fato que alertou para a possibilidade de tratar- se de nova enfermidade Surtos esporádicos a partir daí, e poucas notificações foram relatadas após a década de 1980. 2004: a doença se espalhado a partir de um surto na costa do Quênia, chegando a 500.000 casos registrados até 2006. A epidemia se espalhou depois dos surtos ocorridos em 2006 nas Ilhas do Oceano Índico para a Índia 2010: surtos na Índia contribuiram para disseminação nas Ilhas Maldivas, Andaman, Nicobar, Sri Lanka, Singapura, Malásia, Indonésia.
  • 5.
    2013: Chegada naAmérica Central e América do Sul Quase 1.000.000 de notificações de casos nas Américas em 2015. 2016: 75.140 casos suspeitos e 8.377 casos confirmados até 06 de maio Foi levada por viajantes até países da Europa como Itália e França
  • 7.
    Brasil  Iniciou Chikungunyaem 2014  Unidades de saúde são obrigadas a notificar  38.332 casos de febre chikungunya notificados em 2015, sendo 13.236 confirmados (696 municípios)  39.017 casos notificados e 6.159 casos confirmados em 2016 até 04/04 (1.126 municípios);
  • 8.
    Óbitos por ChikvEm 2015-3 óbitos Em 2016 até 04/04- 12 óbitos subnotificação
  • 11.
  • 12.
    MATO GROSSO DOSUL Primeira ocorrência em Campo Grande, outubro de 2014. Também registrou- se uma suspeita em Três Lagoas e outra em São Gabriel do Oeste. 66 casos no Estados em 2015 Índice de Infestação por Aedes aegypti, realizado em outubro, dos 82 bairros de Campo Grande: 26 tem risco médio de infestação, o que preocupa ainda mais a SESAU pela possibilidade de ter epidemia desta (KOBER, 2014). 39 casos suspeitos em 2016
  • 13.
    Controle social  Controlede vetores  Epidemia: gasto públicos, afastamento dos postos de trabalho, depressão, perda do contato social por longo período
  • 14.
  • 18.
    Outros Aedes  Existemmuitas outras espécies de Aedes sp. pelo mundo, mas apenas os dois citados estão presentes no Brasil  A. hesilli e A. polinesiensis transmitindo zika na Ásia e África
  • 19.
    O Mosquito Podese contaminar ao mesmo tempo com mais de um vírus, em picadas diferentes!!!!!!!!
  • 20.
    Fisiopatologia do Chikungunya Vírus é injetado no hospedeiro Incubação de2 a 5 dias Viremia Vírus migram para as articulações em macrófafos Recruta- mento de células de defesa Artrite
  • 21.
    Características clínicas Sintomática emcerca de 80% dos casos, mas existem caos assintomáticos também. Pode ocorrer nas formas aguda, subaguda e crônica. Edema associado a tenossinovite. óbito raro não ocorre reinfeção
  • 22.
    Características clínicas  Comprometimentoarticular simétrico, ocorrendo mais comumente nas mãos e pés, podendo afetar as articulações mais próximas  Doentes são muitas vezes severamente incapacitados devido a dor, sensibilidade, inchaço e rigidez articular, não podendo realizar atividades como dirigir, digitar ou ir para o trabalho, e muitos ficam confinados à cama devido a esses sintomas
  • 23.
    Aguda : 1-10dias  É caracterizada por início súbito de febre alta (normalmente 39° C) e dois ou mais dos seguintes sinais e sintomas: • Dor de cabeça • Dores nas costas • Mialgias • Náuseas • Vômitos • Diarréia • Erupção cutânea • Prurido • Conjuntivite. • Bradicardia associada a febre • Poliartrite • Artralgia
  • 24.
  • 25.
  • 26.
    Subaguda: mais de10 diase menos de 3 meses Artralgia Artrite
  • 27.
    Crônica: mais de3 meses  Em média dura 8 meses  Existem relatos de até 18 meses  Artralgia  Artrite  Artrose  Depressão
  • 29.
    Crianças Sintomatologia leve Raramente vai para fase subaguda Atençãoaos nascidos com chikungunya: sintomas graves e aumento das chances de óbito
  • 30.
    Características laboratoriais  Nãoexistem achados hematológicos significativos observados nas infecções com CHIKV  PCR aumentado(proteína C reativa)
  • 31.
    Diagnóstico Imunocromatografia- teste rápido Clínico PCR(Polimerase em cadeia) Até 5 dias ELISA (IgM- a partir de 7 dias e IgG a partir de 30 dias)
  • 32.
    Tratamento  O tratamentoinicila baseia- se em hidratação e medicações sintomáticas (Paracetamol 750 mg e Dipirona 1g)  Em seguida, se não melhorar, antiinflamatórios potentes : Ibuprofeno, Nimesulida, Diclofenaco.  Em seguida, corticóides: Predinisona, Betametasona, Dexametasona, Tenoxicam, Meloxicam. Utilizar e parar várias vezes (usar direto aumenta viremia, parar de usar aumenta processo inflamatório)  Em seguida, Antidepressivos: Amitriptilina
  • 33.
    Novos desafios  132óbitos em Pernambuco por insuficiência renal, positivos para Chikv, será que Chikv não é assim tão pouco letal?  Epidemia de Nova Iguaçu- RJ: Muitos casos brandos: dores pouco debilitantes ou de curta duração. O que faz com que a epidemia de menor impacto?