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CURSO BÁSICO DE TEOLOGIA




      INTRODUÇÃO
            AO
    CONHECIMENTO




    Profº Alex Rodrigues


 INTRODUÇÃO AO CONHECIMENTO
INTRODUÇÃO
         O conhecimento é a aquisição de um novo saber, conceito ou perspectiva sobre
alguma coisa ou algo que antes se desconhecia, relacionado sobre um fato específico ou
fenômeno qualquer. “O conhecimento não nasce do vazio e sim das experiências que
acumulamos em nossa vida cotidiana, através de experiências, dos relacionamentos
interpessoais, das leituras de livros e artigos diversos”.
          Os seres humanos ao contrário dos animais têm a capacidade criadora, isto é, criar
sistemas para ajudar o seu desenvolvimento, isto se dá através de símbolos (linguagem) ou
códigos (cultura) para armazenar os registros de suas experiências e assim transmiti-las aos
outros seres humanos. A maneira a qual os seres humanos podem aprender é diversificada.
         Conhecer é incorporar um conceito novo, ou original, sobre um fato ou fenômeno
qualquer. O conhecimento não nasce do vazio e sim das experiências que acumulamos em
nossa vida cotidiana, através de experiências, dos relacionamentos interpessoais, das
leituras de livros e artigos diversos. Todos somos dotados de personalidade com seus
elementos (inteligência, cultura, temperamento e somatotipo).
         É vital para nossa trajetória enquanto peregrinos nesta terra, que cumpramos a
determinação Bíblica. (2ª Pd 3.18; Lc 2.52).


1.0 TIPOS DE CONHECIMENTO
Conhecimento Popular, Sensível ou do senso comum – valorativo; reflexivo;
assistemático; verificável; falível; inexato.
Conhecimento Religioso, teológico – valorativo; inspiracional; sistemático; não
verificável; infalível; exato.
Conhecimento Filosófico – valorativo; racional; sistemático; não verificável; infalível;
exato.
Conhecimento Científico – real (factual); contingente; sistemático; verificável; falível;
aproximadamente exato.
1.1 Conhecimento Popular ou Senso Comum
          O conhecimento popular é valorativo por excelência, pois se fundamenta numa
seleção operada com base em estados de ânimo e emoções; como conhecimento implica
uma dualidade de realidades, isto é, de um lado o sujeito cognoscente e, de outro, o objeto
conhecido, este é possuído, de certa forma, pelo cognoscente, os valores do sujeito
impregnam o objeto conhecido. É também reflexivo, mas, estando limitado pela
familiaridade com o objeto, não pode ser reduzido a uma formulação geral. A característica
de assistemático baseia-se na “organização” particular das experiências próprias do sujeito
cognoscente, e não em uma sistematização das ideias, na procura de uma formulação geral
que explique os fenômenos observados, aspecto que dificulta a transmissão, de pessoa a
pessoa, desse modo de conhecer. É verificável, visto que está limitado ao âmbito da vida
diária e diz respeito àquilo que se pode perceber no dia-a-dia. Finalmente é falível e
inexato, pois se conforma com a aparência e com o que se ouviu dizer a respeito do objeto.
Em outras palavras, não permite a formulação de hipóteses sobre a existência de fenômenos
situados além das percepções objetivas.
“Se o ‘bom-senso’, apesar de sua aspiração à racionalidade e objetividade, só consegue
atingir essa condição de forma muito limitada”, pode-se dizer que o conhecimento vulgar
ou popular, latu sensu, é o modo comum, corrente e espontâneo de conhecer, que se adquire
no trato direto com as coisas e os seres humanos: “é o saber que preenche nossa vida diária
e que possui sem o haver procurado ou estudado, sem a aplicação de um método e sem se
haver refletido sobre algo” (BABINI, 1975).
Para   Ander-Egg     (1978:13-4),   o     conhecimento   popular      caracteriza-se   por   se
predominantemente:
- Superficial, isto é, conforma-se com a aparência, com aquilo que se pode comprovar
simplesmente estando junto das coisas: Se expressa por frases como “porque o vi”,
“porque o senti”, “porque o disseram”, “porque todo mundo o diz”.
- Sensitivo, ou seja, referente às vivências, estados de ânimo e emoções da vida diária;
- Subjetivo, pois é o próprio sujeito que organiza suas experiências e conhecimentos, tanto
os que o adquire por vivência própria quanto os “por ouvi dizer”;
- Assistemático, pois esta “organização” das experiências não visa uma sistematização das
ideias, nem na forma de adquiri-las nem na tentativa de validá-las;
- Acrítico, pois, verdadeiros ou não, a pretensão de que esses conhecimentos o sejam não
se manifestam sempre de uma forma crítica.


1.2 Conhecimento religioso ou teológico
       O conhecimento religioso, isto é, teológico, apoia-se em doutrinas que contêm
proposições sagradas (valorativas), por terem sido reveladas pelo sobrenatural
(inspiracional) e, por esse motivo, tais verdades são consideradas infalíveis e indiscutíveis
(exatas); é um conhecimento sistemático do mundo (origem, significado, finalidade e
destino) como obra de um criador divino; suas evidências não são verificadas: está sempre
implícita uma atitude de fé perante um conhecimento revelado. Assim, o conhecimento
religioso ou teológico parte do princípio de que as “verdades” tratadas são infalíveis e
indiscutíveis, por consistirem em “revelações” da divindade (sobrenatural). A adesão das
pessoas passa a ser um ato de fé, pois a visão sistemática do mundo é interpretada como
decorrente do ato de um criador divino, cujas evidências não são postas em dúvida nem
sequer verificáveis. A postura dos teólogos e cientistas diante da teoria da evolução das
espécies, particularmente do Homem, demonstra as abordagens diversas: de um lado, as
posições dos teólogos fundamentam-se nos ensinamentos dos textos sagrados; de outro, os
cientistas buscam, em suas pesquisas, fatos concretos capazes de comprovar (ou refutar)
suas hipóteses. Na realidade, vai-se mais longe. Se o fundamento do conhecimento
científico consiste na evidência dos fatos observados e experimentalmente controlados, e o
do conhecimento filosófico e de seus enunciados, na evidência lógica, fazendo com que em
ambos os modos de conhecer deve a evidência resultar da pesquisa dos fatos ou da análise
dos conteúdos dos enunciados, no caso do conhecimento teológico o fiel não se detém nelas
à procura de evidência, pois a toma da causa primeira, ou seja, da revelação divina.
1.3 Conhecimento filosófico
       O conhecimento filosófico é valorativo, pois seu ponto de partida consiste em
hipóteses, que não poderão ser submetidas à observação: “as hipóteses filosóficas baseiam-
se na experiência, portanto, este conhecimento emerge da experiência e não da
experimentação (Trujillo, 1974); por este motivo, o conhecimento filosófico é não
verificável, já que os enunciados das hipóteses filosóficas, ao contrário do que ocorre no
campo da ciência, não podem ser conformados nem refutados. É racional, em virtude de
consistir num conjunto de enunciados logicamente correlacionados. Tem a característica de
sistemático, pois suas hipóteses e enunciados visam a uma representação coerente da
realidade estudada, numa tentativa de apreendê-la em sua totalidade. Por último, é infalível
e exato, já que, quer na busca da realidade capaz de abranger todas as outras, quer na
definição do instrumento capaz de apreender a realidade, seus postulados, assim como suas
hipóteses, não são submetidos ao decisivo teste da observação (experimentação). Portanto,
o conhecimento filosófico é caracterizado pelo esforço da razão pura para questionar os
problemas humanos e poder discernir entre o certo e o errado, unicamente recorrendo às
luzes da própria razão humana. Assim, se o conhecimento científico abrange fatos
concretos, positivos, e fenômenos perceptíveis pelos sentidos, através do emprego de
instrumentos, técnicas e recursos de observação, o objeto de análise da filosofia são ideias,
relações conceptuais, exigências lógicas que não são redutíveis a realidades materiais e, por
essa razão, não são passíveis de observação sensorial direta ou indireta (por instrumentos),
como a que é exigida pela ciência experimental. O método por excelência da ciência é o
experimental: ela caminha apoiada nos fatos reais e concretos, afirmando somente aquilo
que é autorizado pela experimentação. Ao contrário, a filosofia emprega “o método
racional, no qual prevalece o processo dedutivo, que antecede a experiência, e não. exige
confirmação experimental, mas somente coerência lógica” (Ruiz, 1979:110). O
procedimento científico leva a circunscrever, delimitar, fragmentar e analisar o que se
constitui o objeto da pesquisa, atingindo segmentos da realidade, ao passo que a filosofia
encontra-se sempre a procura do que é mais geral, interessando-se pela formulação de uma
concepção unificada e unificante do universo. Para tanto, procura responder às grandes
indagações do espírito humano e, até, busca as leis mais universais que englobem e
harmonizem as conclusões da ciência.
1.4 Conhecimento científico
             Ao se falar de conhecimento científico, o primeiro passo consiste em
diferenciá-lo de outros tipos de conhecimento existentes. Para tal, analisemos uma situação
histórica, que pode servir de exemplo.
Desde a Antiguidade, até aos nossos dias, um camponês, mesmo iletrado e/ou desprovido
de outros conhecimentos, sabe o momento certo da semeadura, a época da colheita, a
necessidade da utilização de adubos, as providências a serem tomadas para a defesa das
plantações de ervas daninhas e pragas e o tipo de solo adequado para as diferentes culturas.
Tem também conhecimento de que o cultivo do mesmo tipo, todos os anos, no mesmo
local, exaure o solo. Já no período feudal, o sistema de cultivo era em faixas: duas
cultivadas e uma terceira “em repouso”, alternando-as de ano para ano, nunca cultivando a
mesma planta, dois anos seguidos, numa única faixa. O início da Revolução Agrícola não
se prende ao aparecimento, no século XVIII, de melhores arados, enxadas e outros tipos de
maquinaria, mas à introdução, na segunda metade do século XVII, da cultura do nabo e do
trevo, pois seu plantio evitava o desperdício de deixar a terra em pousio: seu cultivo
“revitalizava” o solo, permitindo o uso constante. Hoje, a agricultura utiliza-se de sementes
selecionadas, de adubos químicos, de defensivos contra as pragas e tenta-se, até, o controle
biológico dos insetos daninhos.
Mesclam-se, neste exemplo, dois tipos de conhecimento: o primeiro, vulgar ou popular,
geralmente típico do camponês, transmitido de geração para geração por meio da educação
informal e baseado na imitação e experiência pessoal; portanto, empírico e desprovido de
conhecimento sobre a composição do solo, das causas do desenvolvimento das plantas, da
natureza das pragas, do ciclo reprodutivo dos insetos etc.: o segundo, científico, é
transmitido por intermédio de treinamento apropriado, sendo um conhecimento obtido de
modo racional, conduzido por meio de procedimentos científicos. Visa explicar “por que” e
“como” os fenômenos ocorrem, na tentativa de evidenciar os fatos que estão
correlacionados, numa visão mais globalizante do que relacionada com um simples fato –
uma cultura específica, de trigo, por exemplo. (LAKATOS, E. M. e MARCONI, M. 1991)


2.0 FILOSOFIA
2.1 Oque é Filosofia
       A Filosofia é um ramo do conhecimento que pode ser caracterizado de três modos:
seja pelos conteúdos ou temas tratados, seja pela função que exerce na cultura, seja pela
forma como trata tais temas. Com relação aos conteúdos, contemporaneamente, a Filosofia
trata de conceitos tais como bem, beleza, justiça, verdade. Mas, nem sempre a Filosofia
tratou de temas selecionados, como os indicados acima. No começo, na Grécia, a Filosofia
tratava de todos os temas, já que até o séc. XIX não havia uma separação entre ciência e
filosofia. Assim, na Grécia, a Filosofia incorporava todo o saber. No entanto, a Filosofia
inaugurou um modo novo de tratamento dos temas a que passa a se dedicar, determinando
uma mudança na forma de conhecimento do mundo até então vigente. Isto pode ser
verificado a partir de uma análise da assim considerada primeira proposição filosófica.
       Se dermos crédito a Nietzsche, a primeira proposição filosófica foi àquela
enunciada por Tales, a saber, que a água é o princípio de todas as coisas.
       Cabe perguntar o que haveria de filosófico na proposição de Tales. Muitos
ensaiaram uma resposta a esta questão. Hegel, por exemplo, afirma: “com ela a Filosofia
começa, porque através dela chega à consciência de que o um é a essência, o verdadeiro, o
único que é em si e para si”.
       O importante é a estrutura racional de tratamento das questões. Nietzsche analisa
esse texto, não sem crítica, e remarca a violência tirânica como essa frase trata toda a
empiria, mostrando que com essa frase se pode aprender como procedeu toda a filosofia,
indo, sempre, para além da experiência.
       A Filosofia representa, nessa perspectiva, a passagem do mito para o logos. No
pensamento mítico, a natureza é possuída por forças anímicas. O homem, para dominar a
natureza, apela a rituais apaziguadores. O homem, portanto, é uma vítima do processo,
buscando dominar a natureza por um modo que não depende dele, já que esta é concebida
como portadora de vontade. Por isso, essa passagem do mito à razão representa um passo
emancipador, na medida em que libera o homem desse mundo mágico.
       A ideia de uma arqué, que tem sentido amplo em grego, indo desde princípio,
origem, até destino, porta uma estrutura de pensamento que a diferencia do modo de pensar
anterior, mítico. Com Nietzsche, pode-se concluir que o logos da metafísica ocidental visa
desde o princípio à dominação do mundo e de si. Se atentarmos para a estrutura de
pensamento presente no nascimento da Filosofia, podemos dizer que seu logos engendrou
muitos anos depois, o conhecimento científico. Assim, a estrutura presente na idéia de
átomo é mesma que temos, na ciência atual, com idéia de partículas. Ou seja, a
consideração de que há um elemento mínimo na origem de tudo. A tabela periódica
também pode ser considerada uma sofisticação da idéia filosófica da combinatória dos
quatro elementos: ar, terra, fogo, água, da qual tanto tratou a filosofia eleática.
       Portanto, em seu início, a Filosofia pode ser considerada como uma espécie de saber
geral, omniabrangente. Um tal saber, hoje, haja vista os desenvolvimentos da ciência, é
impossível de ser atingido pelo filósofo.
Temos, portanto, até aqui:
a) Filosofia como conhecimento geral; e
b) Filosofia como conhecimento específico;
2.2 Do método da Filosofia
       A ciência moderna, caracterizada pelo método experimental, foi tornando-se
independente da Filosofia, dividindo-se em vários ramos de conhecimento, tendo em
comum o método experimental. Esse fenômeno, típico da modernidade, restringiu os temas
tratados pela Filosofia. Restaram aqueles cujo tratamento não poderia ser dado pela
empiria, ao menos não com a pretensão de esclarecimento que a Filosofia pretenderia.
       A característica destes temas determina um modo adequado de tratá-los, já que eles
não têm uma significação empírica. Em razão disso, o tratamento empírico de tais questões
não atinge o conhecimento próprio da Filosofia, ficando, em assim procedendo, adstrita ao
domínio das ciências.
Ora, o tratamento dos assuntos filosóficos não se pode dar de maneira empírica, porque,
desta forma, confundir-se-ia com o tratamento científico da questão. Por isso, no dizer de
Kant "o conhecimento filosófico é o conhecimento racional a partir de conceitos". Ou seja,
"as definições filosóficas são unicamente exposições de conceitos dados [...] obtidas
analiticamente através de um trabalho de desmembramento". Portanto, a Filosofia é um
conhecimento racional mediante conceitos, ela constitui-se num esclarecimento de
conceitos, cuja significação não pode ser ofertada de forma empírica, tais como o conceito
de justiça, beleza, bem, verdade, etc.
       Apesar de não termos uma clara noção destes conceitos, nem mesmo uma
significação unívoca, eles são operantes na nossa linguagem e determinam aspectos
importantes da vida humana, como as leis, os juízos de beleza, etc.
2.3 Da função da Filosofia
       Em razão da impossibilidade de abarcar, hodiernamente, todo o âmbito do
conhecimento humano, parece mais plausível pensar numa restrição temática à Filosofia,
deixando-a tratar de certos temas, como os mencionados acima. Nesse sentido, a filosofia
teria um âmbito de problemas específicos sobre os quais trataria. No entanto, o tratamento
desse âmbito específico continua a manter ao menos uma função geral, a qual pode ser
considerada de forma extremada ou de forma mais modesta. Assim, a lógica, a ética, a
teoria do conhecimento, a estética, a epistemologia são disciplinas filosóficas, tendo uma
função geral para o conhecimento em geral, seja para as ciências, a partir da lógica, teoria
do conhecimento, epistemologia, seja para os sistemas morais, a partir da ética filosófica,
seja para as artes, a partir dos conhecimentos estéticos. Por exemplo, no que concerne à
lógica, ao menos como a concebeu Aristóteles, ela pode apresentar uma refutação do
ceticismo e, portanto, estabelecer a possibilidade da verdade, determinando a obediência
necessária ao princípio de não contradição. De forma menos modesta, mas não sem o
mesmo efeito, podemos dizer que as outras disciplinas pretendem o mesmo, determinando,
portanto, a possibilidade de conhecimentos morais, estéticos, etc. No caso da moral, ela
pode mostrar que questões controversas podem ser resolvidas racionalmente, bem como
apontar para critérios de resolução racional de problemas.
       Essa tarefa pode ser considerada de uma forma mais ou menos audaciosa. Habermas
apresenta, nesse particular, três concepções. A de Kant, a de Rorty e a sua própria. Kant,
dentro do fundamentalismo da teoria do conhecimento, "ao pretender aclarar de uma vez
por todas os fundamentos da ciência e de uma vez por todas definir os limites do
experienciável, a Filosofia indica às ciências o seu lugar". É a função de indicador de
lugar. Conjugado com isso, Kant pôde afirmar: "pode-se encarar a Crítica da Razão Pura
como o verdadeiro tribunal para todos os conflitos da razão. Com efeito, não está envolvida
nestas disputas enquanto voltadas imediatamente para objetos, mas foi posta para
determinar e julgar os direitos da razão em geral segundo os princípios de sua primeira
instituição". Aqui, a Filosofia é concebida como um tribunal, exercendo o papel de juiz, a
partir de seu lugar privilegiado, de onde detém os fundamentos e dita leis.
Rorty, por sua vez, desconfia desse conhecimento privilegiado que a Filosofia possa
ter. Por isso, "abandonar a noção do filósofo que conhece alguma coisa acerca de conhecer
o que mais ninguém conhece tão bem seria abandonar a noção de que a sua voz tem sempre
um direito primordial à atenção dos outros participantes na conversação. Isto implica no
abandono de que o filósofo possa decidir quaestiones juris. A tese de Rorty é, portanto,
relativista. De fato, já Wittgenstein afirmara: "a filosofia não deve, de modo algum, tocar
no uso efetivo da linguagem; em último caso pode apenas descrevê-lo. Pois também não
pode fundamentá-lo. A filosofia deixa tudo como está".
       Já, Habermas propõe a função de guardiã de racionalidade no lugar da função de
indicador de lugar. Ou seja, a Filosofia seria uma espécie de defesa da racionalidade contra
o relativismo extremado. Por outro lado, função de juiz seria substituída pela de intérprete,
na medida em que faria uma mediação entre os saberes especializados e o mundo vivido.
Pode-se dizer que esse trabalho esclarecedor tem o papel de tornar explícitos saberes
operantes na linguagem e na nossa forma de ver o mundo e, nesse sentido, tem um papel
conscientizador e por que não, potencialmente crítico, já que torna as pessoas mais atentas a
certas determinações conceituais.
       Em suma, a filosofia tem como tarefa delimitar uma concepção mínima de
racionalidade. Porém, o conceito de razão daqui resultante não é, como em Kant, "uma ilha
fechada pela natureza mesma dentro de limites imensuráveis". Segundo Habermas, "a razão
comunicativa não passa certamente de uma casca oscilante – porém, ela não se afoga no
mar das contingências, mesmo que o estremecer em alto mar seja o único modo de ela
‘dominar’ as contingências". Nesta perspectiva, a filosofia conserva uma função crítica no
sentido kantiano, isto é, uma autoridade indiretamente legisladora, pois aponta os desvios
no cumprimento das condições de possibilidade da racionalidade. A recusa de uma posição
teórico-filosófica como sendo sem valor para a prática já foi diagnosticada por Kant como
sendo a pseudosabedoria do olhar de toupeira, incapaz de olhar com os olhos de um ser
feito para ficar de pé e contemplar o céu.


3.0 ASPECTOS DA FILOSOFIA
Em seus diferentes aspectos (Política, Lógica, Gnosiologia, Estética, Metafísica e a ética), a
Filosofia nos explica como surgiram as diferentes disciplinas existentes no mundo
contemporâneo.
3.1 A Política
É a conduta ideal do estado.
3.2 A Lógica
Que afirma ser o raciocínio que guia o pensamento.
3.3 A Gnosiologia
Que é a Teoria do Conhecimento.
3.4 A Estética
Que é a teoria das Belas Artes.
3.5 A Metafísica
Que estuda a verdadeira natureza da existência.
3.6 A Ética
Que estuda a conduta ideal do indivíduo.


4.0 ÉTICA
       A palavra Ética vem do grego, Ethos, que significa costume, disposição, hábito.
Então, Ética é, na prática, a conduta ideal e reta esperada de cada indivíduo. A Bíblia não
menciona especificamente a palavra ética, o equivalente para Ética é “íntegro e reto” e tem
o sentido de “Eticamente correto”. Logo a Ética está voltada para todos os atos livres do
indivíduo, tanto na família, quanto na igreja como na sociedade. Teologicamente, a ética
está fundamentada nos princípios esboçados na palavra de Deus. Filosoficamente, a ética
estuda os valores e princípios morais de uma sociedade e seus grupos. Ética pastoral é a
aplicação de princípios fundamentados na palavra de Deus e nos valores morais da
sociedade, que orientarão o obreiro em sua conduta nas diversas áreas da vida.
4.1 A Ética Ministerial
       “Sobretudo que se deve guardar, guarda o teu coração porque dele procedem às
fontes da vida”. (Pv 4.23)
       O gelo não é um agente livre (não tem vontade própria), portanto, não tem culpa de
derreter. O homem, entretanto, é um agente livre (tem vontade própria), logo, deve prestar
conta de seus atos, desejos, palavras e pensamentos.
       Ética ministerial é postura, é conduta, é estilo correto de vida. Falando mais
profundamente é integridade de coração. Meu coração deve manter-se conscientemente
disponível para submeter-se à correção do Espírito Santo, a fim de que não me desvie
involuntariamente para o meu próprio caminho, que tendem a me levar a uma conduta
infiel aos princípios da Palavra de Deus, que deveriam dirigir minha chamada ministerial.
       Dentre os atributos vitais de um líder Cristão, A Ética é o mais importante, pois a
influência e a proeminência surgirão naturalmente para aquele ministro que ama a verdade,
a responsabilidade como fundamento da dignidade pessoal, respeita a pessoa humana,
cumpre e faz cumprir as leis, é justo e imparcial e discreto em suas atitudes.
4.1.1 Ética e a submissão
         A hierarquia é fundamental em qualquer organização. Não existe organização sem
uma hierarquia a ser obedecida. Num colégio temos diretor, coordenadores, professores,
inspetores. Num banco temos diretoria, chefia, supervisores. Na igreja não é diferente. Já
pensou numa igreja sem pastor? Sem liderança?
         Depois da morte de Josué, a nação de Israel ficou sem governo e todos fizeram o
que bem lhes parecia a seus olhos fazer. Diante da desordem o Senhor levantou juízes para
governar o povo.
         A submissão à liderança deve ser de coração, de forma voluntária e irrestrita. Não
estar submisso à liderança da igreja e ser desobediente a Palavra e a visão ministerial.
         Melhor é mudar de ministério e procurar ser produtivo em outro lugar do que
atrapalhar a obra do Senhor.
4.1.2 Ética e o companheirismo
         O amor e o respeito entre os pastores manifesta-se na forma de como cada um se
refere ao outro, e ao trabalho. O amor entre os ministros deve ser expresso na ajuda mútua,
no desejo espontâneo e sincero de ver o progresso de seu colega de ministério.
         O apóstolo Paulo era um mestre que sabia o valor do companheirismo e a
necessidade de ter ao seu lado um verdadeiro amigo. Paulo lembra-se de Marcos e quanto
este obreiro lhe seria útil e também é categórico em afirmar que Lucas está com ele e que
Demas o abandonou. Paulo também declara que Alexandre, o latroeiro, lhe causou muitos
males.
         Desvio de comportamento ético tem levado a falta de companheirismo, e, às vezes,
por competição, soberba, orgulho, prepotência buscam um lugar mais alto, esquecendo-se
de que a visão é maior do que o visionário e que a honra pertence tão somente a Deus.
         O líder cristão é um cultivador de amizades sinceras e promotor da solidez, da
perpetuidade e da qualidade de seus relacionamentos com os de fora e com os de dentro, e
também com sua família. Não podemos admitir está estória de crente repelente, que não
tem amizades, se isola e ninguém tente se aproximar ou por medo, ou por dificuldades de
relacionamento, configuram-se personalidades desajustadas.
4.1.3 Ética e a integridade
Integridade é o que você faz quando está fora do alcance dos olhos de outrem. Esta
integridade revela minha fidelidade a minha esposa, estende-se a minha família e alcança a
minha igreja.
4.1.4 Ética e o vocabulário
       O ministro deve ter uma linguagem compatível com a Palavra de Deus, a qual está
exarada na Bíblia como padrão para todos os cristãos.
       No vocabulário do pregador devem-se evitar gírias e palavras que não condizem
com o ambiente do culto, porém como estratégia, deve lançar mão da comunicação eficaz.
       Cuidado com piadas e anedotas que extrapolam o ambiente de culto ao Senhor.
Gracejos que podem menosprezar visitantes e irmãos em Cristo.
4.1.5 Ética e a língua
       Grande parte dos problemas de nossa comunidade estão relacionados de alguma
forma ao uso indisciplinado da língua.
       O engano tem acompanhado o homem desde que pecou e a murmuração é a
companheira de todas as horas. A perda da fé é o ambiente mais propício para o surgimento
do pecado da murmuração. A incredulidade abre o caminho para a murmuração, que nos
afasta de Deus.
       Conta-se que o Rabino Simeão, filho de Gamaliel disse a seu servo Tobias. Vai ao
mercado e me traga um bom alimento, e o servo foi e trouxe línguas. Noutra ocasião, disse
ao mesmo servo: vai ao mercado e me traz algum alimento ruim, o servo foi e lhe trouxe
línguas. Então, o mestre lhe perguntou: por qual razão, quando te ordenei que me trouxesse
bom ou mau alimento, me trouxeste língua? O servo retrucou: o homem faz bem o mal com
a sua língua, se fizer o bem nada há de melhor; se fizer o mal, nada há de pior.
       Segundo a Palavra de Deus, a língua é como o leme de um navio (Tg 3.4), tem
poder de governar. É como uma pequena fagulha que tem poder de destruição (Tg 3.5). É
como um membro venenoso, tem poder de contaminação (Tg 3.6)
       É como um chicote que tem poder de tortura emocional (Jó 5.21). Tem o poder de
uma pena de escrever, marca o coração (Sl 45.1; 54.7). É como uma navalha afiada, tem o
poder de cortar relações. É como uma espada afiada, uma arma de guerra a curta distância
(Sl 57.4). É como uma flecha, uma arma de guerra à longa distância (Jr 9.8)
       Não deve haver duplicidade de palavras na vida de um servo de Deus. Pode-se uma
mesma fonte produzir dois tipos de águas? Doce e amarga? Um é o falar do ímpio e o outro
é o falar do cristão. O mesmo ocorre com ordens simultâneas e absurdas.
4.1.6 Ética e a sobriedade
Sóbrio é o mesmo que moderado, discreto, em que não há excesso, nem exageros.
Uma vida equilibrada do ministro reflete à igreja segurança, credibilidade e envolvimento
no Reino.
4.1.7 Ética e a Honra a Cristo
       Um pastor existe para servir, e não para ser servido (Mt 20.26). A excelência do
ministério está na dedicação total ao chamado, essa dedicação deduz-se pela fidelidade ao
ministério, à visão da igreja e o amor aos perdidos.
4.2 Bíblia – Manual de ética
       Sendo a Bíblia o livro Texto do Cristão, é imperioso que este a maneje bem para o
eficiente desempenho de sua missão (II Tm 2.15). Um bom profissional sabe empregar bem
as ferramentas de seus ofícios, o obreiro deve saber manejar bem a Palavra da verdade.
4.2.1 A Bíblia nos fornece um vasto repertório de material Ético
2.1.1 Nos Dez mandamentos temos um sumário.
2.1.2 Sabedoria em epigramas, nos Provérbios.
2.1.3 Reflexões sobre a vida e valores, no livro de Eclesiastes.
2.1.4 Pregação de justiça social, nos profetas.
2.1.5 Homilias dirigidas aos homens, nos Evangelhos.
2.1.6 Afirmações sistemáticas, nas Epístolas de Paulo.
4.2.2 Ética e os dez mandamentos
       Se os Dez mandamentos fossem observados e cumpridos, o mundo seria um
paraíso. Não haveria cadeias. Os relacionamentos humanos seriam de excelente nível. Os
lares equilibrados. Deus seria realmente honrado.
4.2.3 A Bíblia e sua influência Ética
       É impressionante a mudança que a Palavra de Deus gera na vida das pessoas (1 Pe
1, 3, 4). Nesse momento seria interessante selecionar alguns testemunhos de ex-drogados,
ex-assaltantes, etc, e verificar o poder de mudança na vida desses seres humanos.
- Na vida de Reis e Príncipes
       Muitos reis e príncipes foram beneficiados pela Palavra de Deus. Os vários desvios
da nação de Israel surgiram em consequência da ignorância da Palavra (II Cr 36.16). Por
outro lado, quando o povo buscava ao Senhor e voltava-se para a Palavra, a nação
prosperava (II Cr 26.5). Essa é uma constante na história de Israel. “queda e levantamento”.
- Nos tempos de Esdras
       Conforme o plano de Deus, Cristo devia nascer em Belém de Judá e não em
Babilônia. Para realizar este plano, Deus operou no coração de um rei pagão no sentido de
autorizar Zorobabel a conduzir um grupo de remanescentes judeus exilados à palestina.
Nesse ínterim, Deus encarrega Esdras, o sacerdote, para promover a maior reconstrução
espiritual: o retorno a Palavra (Ne 8). Esse capítulo descreve um dos maiores avivamentos
da história, que é o avivamento pela Palavra. A Palavra de Deus remodelou seu povo e
gerou em seus corações uma grande fome da palavra, mudando suas atitudes pecaminosas e
renovando suas forças (Ne 8.5-6,10).
- Na vida dos Profetas
       Os profetas eram movidos pela Palavra resultante da inspiração Divina. Os profetas,
movidos pelo Espírito Santo de Deus, transmitiam cobrança de posturas éticas que
influenciariam as gerações da época e futuras.
4.3 Ética na Família
       O vocábulo família vem do latim. Definida como sistema social básico instituído no
éden (lugar de deleite ou paraíso) por Deus para a constituição da sociedade e prossecução
da raça humana. Célula mater da sociedade. É uma extensão da Igreja, por isso, devemos
nos portar como salvos não apenas no templo. Obra prima de Deus, pois somos coroa da
criação.
4.3.1 A formação da família
       Casal heterossexual + filhos até que se casem constituindo uma nova família, onde
deverão sair de casa. (Ef 5.31).
4.3.2 O julgo desigual
       Namoro, noivado e casamento (2ºCo 6.14).
4.3.3 Divórcio
       Deus ajunta (Mt 19.6). Única condição para Deus separar (Mt 19.9).
4.3.4 Deveres dos conjugues
        Am 3.3 – Flexibilidade.
- Igreja: Ex. A peça do dia da Bíblia.
- Sociedade: Ex. Como seus filhos são educados.
- Trabalho: Ex. Não fala isso perto dele que ele é crente.
- Saúde: Física, emocional e espiritual.
- Sexo.
- Educação: Art 205 a 208 da constituição da república federativa do Brasil.
4.3.5 Os deveres do marido
- Amar a esposa, com o mesmo modelo com que Cristo amou a Igreja (Ef 5.25)
- Não devem ficar impacientes com elas, nem provocá-las ou encolerizar-se contra elas.
- Coabitar com entendimento.
- Dando honra a mulher.
- Consultar com ela.
- Assisti-la materialmente e espiritualmente.
- Dar-lhe carinho.
- Viver com ela a vida toda.
4.3.6 Os deveres da esposa
- Ser submissa ao marido (Ef 5.22)
- Ser auxiliadora no sentido afetivo, profissional e espiritual. Ler Pv 31.
- Os deveres dos filhos
- Os pais devem ensinar os filhos no caminho do Senhor.
- Os filhos devem aprender a obediência (Ef 6.1)
- Temer a Deus (Pv 1.7)
- Ofertar ao Senhor (Gn 4.3)
- Respeitar as autoridades, reverenciar os idosos (I Pe 5.5);
- Praticar a oração, honrar a Deus e trabalhar (I Tm 4.11)
4.3.8 A importância do culto doméstico
- Metódico.
- Louvor (de acordo com a faixa etária).
- Oração.
- Palavra.
- Rodízios nas escalas e divisões de funções para que todos cresçam com equilíbrio.
4.4 Ética e a Contribuição
       O obreiro vive o que prega e prega o que vive, logo deve ser exemplo para a igreja
na contribuição, tanto nos dízimos quanto nas ofertas.
       Não é eticamente correto assumir o púlpito para falar de dízimo, quando o sonega,
para falar de oferta que quando semeia é a pior semente e até muitas vezes nem oferta.
       A igreja observa o comportamento e atitudes do obreiro, e quando sabe que o
obreiro fala uma coisa e pratica outra, não lhe dá mais crédito. Nos púlpitos das igrejas
devem ser proclamadas palavras de ânimo, de vitórias, de fé, de respostas condizentes com
nossas atitudes na hora da contribuição.
4.5 Ética e a Imparcialidade
       Não é eticamente correto tratar diferencialmente as ovelhas do Senhor. Líderes
eficazes e eficientes não fazem acepção de pessoas, pelo contrário, são imparciais no trato.
Para Jesus não importa a condição social, se rico ou pobre; branco ou negro, para Ele todos
tem o mesmo valor, porém temos muitas vezes que fazer escolhas e sem hipocrisia, preferir
aqueles que merecem mais, fazem jus.
4.6 Ética Pastoral
4.6.1 Princípios básicos
- O pastor deve estar consciente de que seu ministério é uma vocação divina, e que o
alcançou não por seus próprios méritos, mas através da convicção de sua chamada.
- O pastor, apesar da posição elevada que exerce, deve sempre lembrar-se de que está na
condição de servo do Senhor Jesus Cristo.
- O pastor, como mordomo de seu tempo, deve administrá-lo exercendo domínio sobre o
seu uso, e com denodada sabedoria.
- O pastor deve cultivar o seu crescimento espiritual diário, orando, estudando, meditando e
possuindo um coração cheio do fruto do Espírito.
- O pastor deve esforçar-se para viver dentro dos limites de seu orçamento e com
honestidade saldar integralmente seus compromissos financeiros.
- O pastor deve agir honesta e corretamente com sua família, dando-lhe o sustento
adequado, o vestuário, a educação, a assistência médica e espiritual, bem assim o tempo
que esta merece.
- O pastor deve abster-se de tratar dos problemas eclesiásticos diante dos filhos e nunca
citar nomes de pessoas envolvidas.
- O pastor não deve fazer ou aprovar qualquer manobra política para manter-se em seu
cargo.
- A humildade deve ser uma das características que acompanha o pastor como líder, e estar
pronto a acatar de terceiros, orientações e projetos para o bem da obra de Deus.
4.6.2 Caráter
         O caráter, ao lado do temperamento, cultura, inteligência e somatotipo, formam a
Personalidade e é manifesto pela maneira como vivemos, pelo nosso comportamento, pelas
nossas escolhas e decisões que tomamos. O ministro do evangelho jamais deve estar no
mesmo nível de um novato na fé, espera-se dele que seja alguém amadurecido, munido de
força interior com discernimento para saber prontamente separar o “precioso do vil”. Zelar
pelo caráter deve ser uma preocupação de todos. Há quatro virtudes que devem compor o
caráter do homem que serve a Deus:
     1 – Prudência – saber fazer escolhas e tomar decisões certas.
     2 – Autocontrole – capacidade de conter os impulsos
     3 – Coragem – força que não se deixa neutralizar na adversidade
         4 – Justiça – é a aplicação correta e honesta de todas as demais virtudes em nossos
relacionamentos com outras pessoas.
         O desenvolvimento do caráter cristão e o resultado de um trabalho realizado pelo
Espírito Santo em nosso interior, porém esta obra requer a nossa cooperação, quando
saímos para pregar Ele, o Espírito coopera conosco Mc 16.20, mas quando Ele, o Espírito
está nos moldando somos nós que cooperamos com Ele! A crise de caráter em nossos dias é
por demais aguda e faz-se necessário termos cuidado com algumas coisas:
     1 – Nunca desrespeite a autoridade espiritual que está sobre sua vida – I Sm 15.27
     2 – Nunca brinque com suas debilidades – Ef 4.27
     3 – Nunca dê espaço para a mentira – Cl 3.9
     4 – Nunca negocie sua autoridade – Tg 2.1-4
     5 – Nunca retire sua confiança em Deus – Is 50.10
      Conheça a si próprio aí você estará qualificado para ajudar ao Espírito Santo, porque
você demarcará seus próprios limites. “A mão que intenciona limpar outrem, deve estar
limpa”.
4.7 Detalhes que fazem a diferença
- Faça questão de lembrar-se dos aniversários dos outros.
- Quando cumprimentar alguém, tenha um aperto de mão firme.
- No diálogo, olhe as pessoas nos olhos.
- Na economia, gaste menos do que ganha.
- Tenha o hábito de devolver tudo o que pegar emprestado.
- Trate a todos como gostaria de ser tratado.
- Não desista com facilidade das pessoas. Milagres acontecem sempre.
- Procure manter seu mau gênio sob rédea curta.
- Surpreenda os que você ama com presentes inesperados.
- Não viva em função da opinião dos outros.
- Fuja dos bajuladores hipócritas.
- Elogie em público e critique em particular.
- Se emocione, e deixe as pessoas perceberem.
- Seja otimista sempre.
- Não aceite que difamem pessoas perto de você.
- Elogie uma pessoa logo pela manhã.
- Aprenda a prestar atenção; às vezes, a oportunidade bate na porta muito baixinho.
- Nunca se esqueça de que respeito gera respeito.
- Seja o melhor amigo da sua esposa.
- Meça as pessoas pelo tamanho dos seus corações e não pelo tamanho das suas contas
bancárias.
- Tenha sempre em mente que a maior necessidade emocional de uma pessoa é se sentir
valorizada.
- Faça sempre além do que foi pedido pelo superior.
- Assuma consigo mesmo o compromisso de estar melhorando sempre.
- Jamais corte o que pode ser desatado.
- Deixe tudo um pouco melhor do que você encontrou.
- Cuidado com a pessoa que não tem nada a perder.
- Não queime as pontes. Você ficará surpreso ao descobrir quantas vezes terá de atravessar
o mesmo rio.
- Não queira fazer tudo. Aprenda a dizer não com simpatia.
- Saiba que entre o líder e o chefe há uma distância muito grande.
- Julgue seu sucesso pela medida em que você está desfrutando de paz, de saúde e de amor.
- Nunca perca a oportunidade de fazer um elogio sincero.
- Ouça sempre os dois lados, antes de julgar.
- Lembre-se que os vencedores fazem aquilo que os perdedores não querem fazer.
- Busque sempre oportunidades, e não segurança.
- Nunca desperdice uma oportunidade de dizer a uma pessoa que você a ama.
- Ouça as pessoas olhando-as nos olhos.
- Nunca se esqueça de dizer: obrigado, com licença e por favor.
- Assuma o comando da sua atitude. Não deixe que outra pessoa a escolha por você.
- Nunca menospreze os detalhes. Muitas vezes perde-se ou ganha-se nos detalhes.
- Concentre-se em fazer coisas melhores, e não maiores.
- Nunca tenha medo de dizer: “Preciso de ajuda “.
- Mostre respeito por todos aqueles que trabalham para viver, por mais trivial que seja o
serviço.
- Não use o seu tempo e as suas palavras com descuido. Nenhuma das suas coisas pode ser
recuperada.
- Jamais ria dos sonhos alheios.
- Nunca se esqueça de que se conhece o caráter de uma pessoa, através do seu
comportamento, quando ninguém a está observando.
- Seja Influente e proeminente.
- Comunique-se eficazmente.
- Acima de tudo, sempre valorize o exemplo e sua força.
5.0 A MORAL
       Muitos são os problemas a serem enfrentados pelo homem contemporâneo, ao discutir
a respeito da moral: o espontaneísmo, o individualismo, o relativismo moral, o narcisismo
hedonista, a recusa da razão dominadora. Se lembrarmos ainda os riscos de massificação do
homem pelos meios de comunicação, estaremos diante de um quadro às avessas do que
poderíamos considerar como condições adequadas de uma vida moral autêntica, já que esta
supõe consciência crítica, liberdade, reciprocidade e responsabilidade. A questão que se coloca
hoje é a da superação dos empecilhos que dificultam a existência de uma vida moral autêntica.
       Ainda mais: o esforço de recuperação da ética passa pela necessidade de não se
esquecer da dimensão planetária da sociedade contemporânea, quando todos os pontos da
Terra, essa "aldeia global", se acham ligados pelos meios de comunicação de massa e pelos
mais velozes transportes. Isso nos faz considerar a moral além dos limites restritos dos
pequenos grupos, como a família, o bairro, a cidade, a pátria. A generosidade da moral planetá-
ria supõe a garantia da pluralidade dos estilos de vida, a aceitação das diferenças, sem que se
sucumba à tentação de dominar o outro por considerar a diferença um sinal de inferioridade.


CONCLUSÃO
       Entre todos os animais, nós, os seres humanos, somos os únicos capazes de criar e
transformar o conhecimento; somos os únicos capazes de aplicar o que aprendemos, por
diversos meios, numa situação de mudança do conhecimento; somos os únicos capazes de
criar um sistema de símbolos, como a linguagem, e com ele registrar nossas próprias
experiências e passar para outros seres humanos. Essa característica é o que nos permite
dizer que somos diferentes dos gatos, dos cães, dos macacos e dos leões. Ao criarmos este
sistema de símbolos, através da evolução da espécie humana, permitimo-nos também ao
pensar e, por consequência, a ordenação e a previsão dos fenômenos que nos cerca.
       Assim, devemos estar imbuídos da necessidade de se buscar o conhecimento, não
apenas como uma ordem de Deus, mas porque somos seres racionais e sedentos das três
grandes perguntas filosóficas que somente podem ser respondidas à luz da Bíblia.


CONTATOS

- Residência: 3547-1490
- Celular: 9273-5988
- Trabalho: 2126-6058
- E-mail: monicaealex20@yahoo.com.br
INFORMAÇÕES SOBRE O AUTOR

- Graduado em Pedagogia Empresarial.
- Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional com Docência do Ensino
Superior.
- Técnico em Mecânica.
- Bacharel em Teologia (cursando).
- Professor dos cursos (CDM) e (CAPED) da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
- Coordenador pedagógico / Professor / Diácono da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
- Professor credenciado da SEAP (secretaria estadual de administração penitenciária).
- Palestrante em diversas áreas: Administrativa, Eclesiástica, Educacional, e de Segurança.
- Multiplicador (Secretaria de Combate às Drogas) da Prefeitura da Cidade do Rio de
Janeiro.
- Professor de Formação Militar, Relações Humanas, Liderança e Gestão na Marinha do
Brasil.
- Professor na Escola Técnica Sandra Silva.
- Professor no Seminário Teológico IBADERJ.
- Professor no Seminário Teológico da IERV.
- Professor do centro de recuperação de dependência química (SEMEADOR).


REFERÊNCIAS

ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia Sagrada. Revista e Corrigida. São Paulo: VIDA, 1997.

APEL, Karl-Otto. O desafio da crítica total da razão e o programa de uma teoria filosófica
dos tipos de racionalidade. Novos Estudos CEBRAP. São Paulo: n. 23, mar. 1989. p. 67-84.
CHAUÍ, Marilena et al. Primeira Filosofia: lições introdutórias. Sugestões para o ensino
básico de Filosofia. 5. ed., São Paulo: Brasiliense, 1986.
HABERMAS, J. Pensamento pós-metafísico: estudos filosóficos. Rio de Janeiro, Tempo
Brasileiro, 1990.
HEGEL, Georg W. F. Preleções sobre a história da filosofia. [Trad. E. Stein]. In SOUZA,
José Cavalcante de [org.] Os pré-socráticos. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
KANT, I. Crítica da razão pura. (Trad. de Valério Rohden: Kritik der reinen Vernunft).
São Paulo: Abril Cultural, 1980.
NIETZSCHE, Friedrich. Os filósofos trágicos. [Trad. R. R. Torres Filho]. In SOUZA, José
Cavalcante de [org.] Os pré-socráticos. São Paulo: Abril Cultural, 1973.

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Apostila de introdução ao conhecimento

  • 1. CURSO BÁSICO DE TEOLOGIA INTRODUÇÃO AO CONHECIMENTO Profº Alex Rodrigues INTRODUÇÃO AO CONHECIMENTO
  • 2. INTRODUÇÃO O conhecimento é a aquisição de um novo saber, conceito ou perspectiva sobre alguma coisa ou algo que antes se desconhecia, relacionado sobre um fato específico ou fenômeno qualquer. “O conhecimento não nasce do vazio e sim das experiências que acumulamos em nossa vida cotidiana, através de experiências, dos relacionamentos interpessoais, das leituras de livros e artigos diversos”. Os seres humanos ao contrário dos animais têm a capacidade criadora, isto é, criar sistemas para ajudar o seu desenvolvimento, isto se dá através de símbolos (linguagem) ou códigos (cultura) para armazenar os registros de suas experiências e assim transmiti-las aos outros seres humanos. A maneira a qual os seres humanos podem aprender é diversificada. Conhecer é incorporar um conceito novo, ou original, sobre um fato ou fenômeno qualquer. O conhecimento não nasce do vazio e sim das experiências que acumulamos em nossa vida cotidiana, através de experiências, dos relacionamentos interpessoais, das leituras de livros e artigos diversos. Todos somos dotados de personalidade com seus elementos (inteligência, cultura, temperamento e somatotipo). É vital para nossa trajetória enquanto peregrinos nesta terra, que cumpramos a determinação Bíblica. (2ª Pd 3.18; Lc 2.52). 1.0 TIPOS DE CONHECIMENTO Conhecimento Popular, Sensível ou do senso comum – valorativo; reflexivo; assistemático; verificável; falível; inexato. Conhecimento Religioso, teológico – valorativo; inspiracional; sistemático; não verificável; infalível; exato. Conhecimento Filosófico – valorativo; racional; sistemático; não verificável; infalível; exato. Conhecimento Científico – real (factual); contingente; sistemático; verificável; falível; aproximadamente exato. 1.1 Conhecimento Popular ou Senso Comum O conhecimento popular é valorativo por excelência, pois se fundamenta numa seleção operada com base em estados de ânimo e emoções; como conhecimento implica uma dualidade de realidades, isto é, de um lado o sujeito cognoscente e, de outro, o objeto conhecido, este é possuído, de certa forma, pelo cognoscente, os valores do sujeito impregnam o objeto conhecido. É também reflexivo, mas, estando limitado pela
  • 3. familiaridade com o objeto, não pode ser reduzido a uma formulação geral. A característica de assistemático baseia-se na “organização” particular das experiências próprias do sujeito cognoscente, e não em uma sistematização das ideias, na procura de uma formulação geral que explique os fenômenos observados, aspecto que dificulta a transmissão, de pessoa a pessoa, desse modo de conhecer. É verificável, visto que está limitado ao âmbito da vida diária e diz respeito àquilo que se pode perceber no dia-a-dia. Finalmente é falível e inexato, pois se conforma com a aparência e com o que se ouviu dizer a respeito do objeto. Em outras palavras, não permite a formulação de hipóteses sobre a existência de fenômenos situados além das percepções objetivas. “Se o ‘bom-senso’, apesar de sua aspiração à racionalidade e objetividade, só consegue atingir essa condição de forma muito limitada”, pode-se dizer que o conhecimento vulgar ou popular, latu sensu, é o modo comum, corrente e espontâneo de conhecer, que se adquire no trato direto com as coisas e os seres humanos: “é o saber que preenche nossa vida diária e que possui sem o haver procurado ou estudado, sem a aplicação de um método e sem se haver refletido sobre algo” (BABINI, 1975). Para Ander-Egg (1978:13-4), o conhecimento popular caracteriza-se por se predominantemente: - Superficial, isto é, conforma-se com a aparência, com aquilo que se pode comprovar simplesmente estando junto das coisas: Se expressa por frases como “porque o vi”, “porque o senti”, “porque o disseram”, “porque todo mundo o diz”. - Sensitivo, ou seja, referente às vivências, estados de ânimo e emoções da vida diária; - Subjetivo, pois é o próprio sujeito que organiza suas experiências e conhecimentos, tanto os que o adquire por vivência própria quanto os “por ouvi dizer”; - Assistemático, pois esta “organização” das experiências não visa uma sistematização das ideias, nem na forma de adquiri-las nem na tentativa de validá-las; - Acrítico, pois, verdadeiros ou não, a pretensão de que esses conhecimentos o sejam não se manifestam sempre de uma forma crítica. 1.2 Conhecimento religioso ou teológico O conhecimento religioso, isto é, teológico, apoia-se em doutrinas que contêm proposições sagradas (valorativas), por terem sido reveladas pelo sobrenatural (inspiracional) e, por esse motivo, tais verdades são consideradas infalíveis e indiscutíveis (exatas); é um conhecimento sistemático do mundo (origem, significado, finalidade e destino) como obra de um criador divino; suas evidências não são verificadas: está sempre
  • 4. implícita uma atitude de fé perante um conhecimento revelado. Assim, o conhecimento religioso ou teológico parte do princípio de que as “verdades” tratadas são infalíveis e indiscutíveis, por consistirem em “revelações” da divindade (sobrenatural). A adesão das pessoas passa a ser um ato de fé, pois a visão sistemática do mundo é interpretada como decorrente do ato de um criador divino, cujas evidências não são postas em dúvida nem sequer verificáveis. A postura dos teólogos e cientistas diante da teoria da evolução das espécies, particularmente do Homem, demonstra as abordagens diversas: de um lado, as posições dos teólogos fundamentam-se nos ensinamentos dos textos sagrados; de outro, os cientistas buscam, em suas pesquisas, fatos concretos capazes de comprovar (ou refutar) suas hipóteses. Na realidade, vai-se mais longe. Se o fundamento do conhecimento científico consiste na evidência dos fatos observados e experimentalmente controlados, e o do conhecimento filosófico e de seus enunciados, na evidência lógica, fazendo com que em ambos os modos de conhecer deve a evidência resultar da pesquisa dos fatos ou da análise dos conteúdos dos enunciados, no caso do conhecimento teológico o fiel não se detém nelas à procura de evidência, pois a toma da causa primeira, ou seja, da revelação divina. 1.3 Conhecimento filosófico O conhecimento filosófico é valorativo, pois seu ponto de partida consiste em hipóteses, que não poderão ser submetidas à observação: “as hipóteses filosóficas baseiam- se na experiência, portanto, este conhecimento emerge da experiência e não da experimentação (Trujillo, 1974); por este motivo, o conhecimento filosófico é não verificável, já que os enunciados das hipóteses filosóficas, ao contrário do que ocorre no campo da ciência, não podem ser conformados nem refutados. É racional, em virtude de consistir num conjunto de enunciados logicamente correlacionados. Tem a característica de sistemático, pois suas hipóteses e enunciados visam a uma representação coerente da realidade estudada, numa tentativa de apreendê-la em sua totalidade. Por último, é infalível e exato, já que, quer na busca da realidade capaz de abranger todas as outras, quer na definição do instrumento capaz de apreender a realidade, seus postulados, assim como suas hipóteses, não são submetidos ao decisivo teste da observação (experimentação). Portanto, o conhecimento filosófico é caracterizado pelo esforço da razão pura para questionar os problemas humanos e poder discernir entre o certo e o errado, unicamente recorrendo às luzes da própria razão humana. Assim, se o conhecimento científico abrange fatos concretos, positivos, e fenômenos perceptíveis pelos sentidos, através do emprego de instrumentos, técnicas e recursos de observação, o objeto de análise da filosofia são ideias, relações conceptuais, exigências lógicas que não são redutíveis a realidades materiais e, por
  • 5. essa razão, não são passíveis de observação sensorial direta ou indireta (por instrumentos), como a que é exigida pela ciência experimental. O método por excelência da ciência é o experimental: ela caminha apoiada nos fatos reais e concretos, afirmando somente aquilo que é autorizado pela experimentação. Ao contrário, a filosofia emprega “o método racional, no qual prevalece o processo dedutivo, que antecede a experiência, e não. exige confirmação experimental, mas somente coerência lógica” (Ruiz, 1979:110). O procedimento científico leva a circunscrever, delimitar, fragmentar e analisar o que se constitui o objeto da pesquisa, atingindo segmentos da realidade, ao passo que a filosofia encontra-se sempre a procura do que é mais geral, interessando-se pela formulação de uma concepção unificada e unificante do universo. Para tanto, procura responder às grandes indagações do espírito humano e, até, busca as leis mais universais que englobem e harmonizem as conclusões da ciência. 1.4 Conhecimento científico Ao se falar de conhecimento científico, o primeiro passo consiste em diferenciá-lo de outros tipos de conhecimento existentes. Para tal, analisemos uma situação histórica, que pode servir de exemplo. Desde a Antiguidade, até aos nossos dias, um camponês, mesmo iletrado e/ou desprovido de outros conhecimentos, sabe o momento certo da semeadura, a época da colheita, a necessidade da utilização de adubos, as providências a serem tomadas para a defesa das plantações de ervas daninhas e pragas e o tipo de solo adequado para as diferentes culturas. Tem também conhecimento de que o cultivo do mesmo tipo, todos os anos, no mesmo local, exaure o solo. Já no período feudal, o sistema de cultivo era em faixas: duas cultivadas e uma terceira “em repouso”, alternando-as de ano para ano, nunca cultivando a mesma planta, dois anos seguidos, numa única faixa. O início da Revolução Agrícola não se prende ao aparecimento, no século XVIII, de melhores arados, enxadas e outros tipos de maquinaria, mas à introdução, na segunda metade do século XVII, da cultura do nabo e do trevo, pois seu plantio evitava o desperdício de deixar a terra em pousio: seu cultivo “revitalizava” o solo, permitindo o uso constante. Hoje, a agricultura utiliza-se de sementes selecionadas, de adubos químicos, de defensivos contra as pragas e tenta-se, até, o controle biológico dos insetos daninhos. Mesclam-se, neste exemplo, dois tipos de conhecimento: o primeiro, vulgar ou popular, geralmente típico do camponês, transmitido de geração para geração por meio da educação informal e baseado na imitação e experiência pessoal; portanto, empírico e desprovido de conhecimento sobre a composição do solo, das causas do desenvolvimento das plantas, da
  • 6. natureza das pragas, do ciclo reprodutivo dos insetos etc.: o segundo, científico, é transmitido por intermédio de treinamento apropriado, sendo um conhecimento obtido de modo racional, conduzido por meio de procedimentos científicos. Visa explicar “por que” e “como” os fenômenos ocorrem, na tentativa de evidenciar os fatos que estão correlacionados, numa visão mais globalizante do que relacionada com um simples fato – uma cultura específica, de trigo, por exemplo. (LAKATOS, E. M. e MARCONI, M. 1991) 2.0 FILOSOFIA 2.1 Oque é Filosofia A Filosofia é um ramo do conhecimento que pode ser caracterizado de três modos: seja pelos conteúdos ou temas tratados, seja pela função que exerce na cultura, seja pela forma como trata tais temas. Com relação aos conteúdos, contemporaneamente, a Filosofia trata de conceitos tais como bem, beleza, justiça, verdade. Mas, nem sempre a Filosofia tratou de temas selecionados, como os indicados acima. No começo, na Grécia, a Filosofia tratava de todos os temas, já que até o séc. XIX não havia uma separação entre ciência e filosofia. Assim, na Grécia, a Filosofia incorporava todo o saber. No entanto, a Filosofia inaugurou um modo novo de tratamento dos temas a que passa a se dedicar, determinando uma mudança na forma de conhecimento do mundo até então vigente. Isto pode ser verificado a partir de uma análise da assim considerada primeira proposição filosófica. Se dermos crédito a Nietzsche, a primeira proposição filosófica foi àquela enunciada por Tales, a saber, que a água é o princípio de todas as coisas. Cabe perguntar o que haveria de filosófico na proposição de Tales. Muitos ensaiaram uma resposta a esta questão. Hegel, por exemplo, afirma: “com ela a Filosofia começa, porque através dela chega à consciência de que o um é a essência, o verdadeiro, o único que é em si e para si”. O importante é a estrutura racional de tratamento das questões. Nietzsche analisa esse texto, não sem crítica, e remarca a violência tirânica como essa frase trata toda a empiria, mostrando que com essa frase se pode aprender como procedeu toda a filosofia, indo, sempre, para além da experiência. A Filosofia representa, nessa perspectiva, a passagem do mito para o logos. No pensamento mítico, a natureza é possuída por forças anímicas. O homem, para dominar a natureza, apela a rituais apaziguadores. O homem, portanto, é uma vítima do processo, buscando dominar a natureza por um modo que não depende dele, já que esta é concebida
  • 7. como portadora de vontade. Por isso, essa passagem do mito à razão representa um passo emancipador, na medida em que libera o homem desse mundo mágico. A ideia de uma arqué, que tem sentido amplo em grego, indo desde princípio, origem, até destino, porta uma estrutura de pensamento que a diferencia do modo de pensar anterior, mítico. Com Nietzsche, pode-se concluir que o logos da metafísica ocidental visa desde o princípio à dominação do mundo e de si. Se atentarmos para a estrutura de pensamento presente no nascimento da Filosofia, podemos dizer que seu logos engendrou muitos anos depois, o conhecimento científico. Assim, a estrutura presente na idéia de átomo é mesma que temos, na ciência atual, com idéia de partículas. Ou seja, a consideração de que há um elemento mínimo na origem de tudo. A tabela periódica também pode ser considerada uma sofisticação da idéia filosófica da combinatória dos quatro elementos: ar, terra, fogo, água, da qual tanto tratou a filosofia eleática. Portanto, em seu início, a Filosofia pode ser considerada como uma espécie de saber geral, omniabrangente. Um tal saber, hoje, haja vista os desenvolvimentos da ciência, é impossível de ser atingido pelo filósofo. Temos, portanto, até aqui: a) Filosofia como conhecimento geral; e b) Filosofia como conhecimento específico; 2.2 Do método da Filosofia A ciência moderna, caracterizada pelo método experimental, foi tornando-se independente da Filosofia, dividindo-se em vários ramos de conhecimento, tendo em comum o método experimental. Esse fenômeno, típico da modernidade, restringiu os temas tratados pela Filosofia. Restaram aqueles cujo tratamento não poderia ser dado pela empiria, ao menos não com a pretensão de esclarecimento que a Filosofia pretenderia. A característica destes temas determina um modo adequado de tratá-los, já que eles não têm uma significação empírica. Em razão disso, o tratamento empírico de tais questões não atinge o conhecimento próprio da Filosofia, ficando, em assim procedendo, adstrita ao domínio das ciências. Ora, o tratamento dos assuntos filosóficos não se pode dar de maneira empírica, porque, desta forma, confundir-se-ia com o tratamento científico da questão. Por isso, no dizer de Kant "o conhecimento filosófico é o conhecimento racional a partir de conceitos". Ou seja, "as definições filosóficas são unicamente exposições de conceitos dados [...] obtidas analiticamente através de um trabalho de desmembramento". Portanto, a Filosofia é um conhecimento racional mediante conceitos, ela constitui-se num esclarecimento de
  • 8. conceitos, cuja significação não pode ser ofertada de forma empírica, tais como o conceito de justiça, beleza, bem, verdade, etc. Apesar de não termos uma clara noção destes conceitos, nem mesmo uma significação unívoca, eles são operantes na nossa linguagem e determinam aspectos importantes da vida humana, como as leis, os juízos de beleza, etc. 2.3 Da função da Filosofia Em razão da impossibilidade de abarcar, hodiernamente, todo o âmbito do conhecimento humano, parece mais plausível pensar numa restrição temática à Filosofia, deixando-a tratar de certos temas, como os mencionados acima. Nesse sentido, a filosofia teria um âmbito de problemas específicos sobre os quais trataria. No entanto, o tratamento desse âmbito específico continua a manter ao menos uma função geral, a qual pode ser considerada de forma extremada ou de forma mais modesta. Assim, a lógica, a ética, a teoria do conhecimento, a estética, a epistemologia são disciplinas filosóficas, tendo uma função geral para o conhecimento em geral, seja para as ciências, a partir da lógica, teoria do conhecimento, epistemologia, seja para os sistemas morais, a partir da ética filosófica, seja para as artes, a partir dos conhecimentos estéticos. Por exemplo, no que concerne à lógica, ao menos como a concebeu Aristóteles, ela pode apresentar uma refutação do ceticismo e, portanto, estabelecer a possibilidade da verdade, determinando a obediência necessária ao princípio de não contradição. De forma menos modesta, mas não sem o mesmo efeito, podemos dizer que as outras disciplinas pretendem o mesmo, determinando, portanto, a possibilidade de conhecimentos morais, estéticos, etc. No caso da moral, ela pode mostrar que questões controversas podem ser resolvidas racionalmente, bem como apontar para critérios de resolução racional de problemas. Essa tarefa pode ser considerada de uma forma mais ou menos audaciosa. Habermas apresenta, nesse particular, três concepções. A de Kant, a de Rorty e a sua própria. Kant, dentro do fundamentalismo da teoria do conhecimento, "ao pretender aclarar de uma vez por todas os fundamentos da ciência e de uma vez por todas definir os limites do experienciável, a Filosofia indica às ciências o seu lugar". É a função de indicador de lugar. Conjugado com isso, Kant pôde afirmar: "pode-se encarar a Crítica da Razão Pura como o verdadeiro tribunal para todos os conflitos da razão. Com efeito, não está envolvida nestas disputas enquanto voltadas imediatamente para objetos, mas foi posta para determinar e julgar os direitos da razão em geral segundo os princípios de sua primeira instituição". Aqui, a Filosofia é concebida como um tribunal, exercendo o papel de juiz, a partir de seu lugar privilegiado, de onde detém os fundamentos e dita leis.
  • 9. Rorty, por sua vez, desconfia desse conhecimento privilegiado que a Filosofia possa ter. Por isso, "abandonar a noção do filósofo que conhece alguma coisa acerca de conhecer o que mais ninguém conhece tão bem seria abandonar a noção de que a sua voz tem sempre um direito primordial à atenção dos outros participantes na conversação. Isto implica no abandono de que o filósofo possa decidir quaestiones juris. A tese de Rorty é, portanto, relativista. De fato, já Wittgenstein afirmara: "a filosofia não deve, de modo algum, tocar no uso efetivo da linguagem; em último caso pode apenas descrevê-lo. Pois também não pode fundamentá-lo. A filosofia deixa tudo como está". Já, Habermas propõe a função de guardiã de racionalidade no lugar da função de indicador de lugar. Ou seja, a Filosofia seria uma espécie de defesa da racionalidade contra o relativismo extremado. Por outro lado, função de juiz seria substituída pela de intérprete, na medida em que faria uma mediação entre os saberes especializados e o mundo vivido. Pode-se dizer que esse trabalho esclarecedor tem o papel de tornar explícitos saberes operantes na linguagem e na nossa forma de ver o mundo e, nesse sentido, tem um papel conscientizador e por que não, potencialmente crítico, já que torna as pessoas mais atentas a certas determinações conceituais. Em suma, a filosofia tem como tarefa delimitar uma concepção mínima de racionalidade. Porém, o conceito de razão daqui resultante não é, como em Kant, "uma ilha fechada pela natureza mesma dentro de limites imensuráveis". Segundo Habermas, "a razão comunicativa não passa certamente de uma casca oscilante – porém, ela não se afoga no mar das contingências, mesmo que o estremecer em alto mar seja o único modo de ela ‘dominar’ as contingências". Nesta perspectiva, a filosofia conserva uma função crítica no sentido kantiano, isto é, uma autoridade indiretamente legisladora, pois aponta os desvios no cumprimento das condições de possibilidade da racionalidade. A recusa de uma posição teórico-filosófica como sendo sem valor para a prática já foi diagnosticada por Kant como sendo a pseudosabedoria do olhar de toupeira, incapaz de olhar com os olhos de um ser feito para ficar de pé e contemplar o céu. 3.0 ASPECTOS DA FILOSOFIA Em seus diferentes aspectos (Política, Lógica, Gnosiologia, Estética, Metafísica e a ética), a Filosofia nos explica como surgiram as diferentes disciplinas existentes no mundo contemporâneo. 3.1 A Política É a conduta ideal do estado.
  • 10. 3.2 A Lógica Que afirma ser o raciocínio que guia o pensamento. 3.3 A Gnosiologia Que é a Teoria do Conhecimento. 3.4 A Estética Que é a teoria das Belas Artes. 3.5 A Metafísica Que estuda a verdadeira natureza da existência. 3.6 A Ética Que estuda a conduta ideal do indivíduo. 4.0 ÉTICA A palavra Ética vem do grego, Ethos, que significa costume, disposição, hábito. Então, Ética é, na prática, a conduta ideal e reta esperada de cada indivíduo. A Bíblia não menciona especificamente a palavra ética, o equivalente para Ética é “íntegro e reto” e tem o sentido de “Eticamente correto”. Logo a Ética está voltada para todos os atos livres do indivíduo, tanto na família, quanto na igreja como na sociedade. Teologicamente, a ética está fundamentada nos princípios esboçados na palavra de Deus. Filosoficamente, a ética estuda os valores e princípios morais de uma sociedade e seus grupos. Ética pastoral é a aplicação de princípios fundamentados na palavra de Deus e nos valores morais da sociedade, que orientarão o obreiro em sua conduta nas diversas áreas da vida. 4.1 A Ética Ministerial “Sobretudo que se deve guardar, guarda o teu coração porque dele procedem às fontes da vida”. (Pv 4.23) O gelo não é um agente livre (não tem vontade própria), portanto, não tem culpa de derreter. O homem, entretanto, é um agente livre (tem vontade própria), logo, deve prestar conta de seus atos, desejos, palavras e pensamentos. Ética ministerial é postura, é conduta, é estilo correto de vida. Falando mais profundamente é integridade de coração. Meu coração deve manter-se conscientemente disponível para submeter-se à correção do Espírito Santo, a fim de que não me desvie involuntariamente para o meu próprio caminho, que tendem a me levar a uma conduta infiel aos princípios da Palavra de Deus, que deveriam dirigir minha chamada ministerial. Dentre os atributos vitais de um líder Cristão, A Ética é o mais importante, pois a influência e a proeminência surgirão naturalmente para aquele ministro que ama a verdade,
  • 11. a responsabilidade como fundamento da dignidade pessoal, respeita a pessoa humana, cumpre e faz cumprir as leis, é justo e imparcial e discreto em suas atitudes. 4.1.1 Ética e a submissão A hierarquia é fundamental em qualquer organização. Não existe organização sem uma hierarquia a ser obedecida. Num colégio temos diretor, coordenadores, professores, inspetores. Num banco temos diretoria, chefia, supervisores. Na igreja não é diferente. Já pensou numa igreja sem pastor? Sem liderança? Depois da morte de Josué, a nação de Israel ficou sem governo e todos fizeram o que bem lhes parecia a seus olhos fazer. Diante da desordem o Senhor levantou juízes para governar o povo. A submissão à liderança deve ser de coração, de forma voluntária e irrestrita. Não estar submisso à liderança da igreja e ser desobediente a Palavra e a visão ministerial. Melhor é mudar de ministério e procurar ser produtivo em outro lugar do que atrapalhar a obra do Senhor. 4.1.2 Ética e o companheirismo O amor e o respeito entre os pastores manifesta-se na forma de como cada um se refere ao outro, e ao trabalho. O amor entre os ministros deve ser expresso na ajuda mútua, no desejo espontâneo e sincero de ver o progresso de seu colega de ministério. O apóstolo Paulo era um mestre que sabia o valor do companheirismo e a necessidade de ter ao seu lado um verdadeiro amigo. Paulo lembra-se de Marcos e quanto este obreiro lhe seria útil e também é categórico em afirmar que Lucas está com ele e que Demas o abandonou. Paulo também declara que Alexandre, o latroeiro, lhe causou muitos males. Desvio de comportamento ético tem levado a falta de companheirismo, e, às vezes, por competição, soberba, orgulho, prepotência buscam um lugar mais alto, esquecendo-se de que a visão é maior do que o visionário e que a honra pertence tão somente a Deus. O líder cristão é um cultivador de amizades sinceras e promotor da solidez, da perpetuidade e da qualidade de seus relacionamentos com os de fora e com os de dentro, e também com sua família. Não podemos admitir está estória de crente repelente, que não tem amizades, se isola e ninguém tente se aproximar ou por medo, ou por dificuldades de relacionamento, configuram-se personalidades desajustadas. 4.1.3 Ética e a integridade
  • 12. Integridade é o que você faz quando está fora do alcance dos olhos de outrem. Esta integridade revela minha fidelidade a minha esposa, estende-se a minha família e alcança a minha igreja. 4.1.4 Ética e o vocabulário O ministro deve ter uma linguagem compatível com a Palavra de Deus, a qual está exarada na Bíblia como padrão para todos os cristãos. No vocabulário do pregador devem-se evitar gírias e palavras que não condizem com o ambiente do culto, porém como estratégia, deve lançar mão da comunicação eficaz. Cuidado com piadas e anedotas que extrapolam o ambiente de culto ao Senhor. Gracejos que podem menosprezar visitantes e irmãos em Cristo. 4.1.5 Ética e a língua Grande parte dos problemas de nossa comunidade estão relacionados de alguma forma ao uso indisciplinado da língua. O engano tem acompanhado o homem desde que pecou e a murmuração é a companheira de todas as horas. A perda da fé é o ambiente mais propício para o surgimento do pecado da murmuração. A incredulidade abre o caminho para a murmuração, que nos afasta de Deus. Conta-se que o Rabino Simeão, filho de Gamaliel disse a seu servo Tobias. Vai ao mercado e me traga um bom alimento, e o servo foi e trouxe línguas. Noutra ocasião, disse ao mesmo servo: vai ao mercado e me traz algum alimento ruim, o servo foi e lhe trouxe línguas. Então, o mestre lhe perguntou: por qual razão, quando te ordenei que me trouxesse bom ou mau alimento, me trouxeste língua? O servo retrucou: o homem faz bem o mal com a sua língua, se fizer o bem nada há de melhor; se fizer o mal, nada há de pior. Segundo a Palavra de Deus, a língua é como o leme de um navio (Tg 3.4), tem poder de governar. É como uma pequena fagulha que tem poder de destruição (Tg 3.5). É como um membro venenoso, tem poder de contaminação (Tg 3.6) É como um chicote que tem poder de tortura emocional (Jó 5.21). Tem o poder de uma pena de escrever, marca o coração (Sl 45.1; 54.7). É como uma navalha afiada, tem o poder de cortar relações. É como uma espada afiada, uma arma de guerra a curta distância (Sl 57.4). É como uma flecha, uma arma de guerra à longa distância (Jr 9.8) Não deve haver duplicidade de palavras na vida de um servo de Deus. Pode-se uma mesma fonte produzir dois tipos de águas? Doce e amarga? Um é o falar do ímpio e o outro é o falar do cristão. O mesmo ocorre com ordens simultâneas e absurdas. 4.1.6 Ética e a sobriedade
  • 13. Sóbrio é o mesmo que moderado, discreto, em que não há excesso, nem exageros. Uma vida equilibrada do ministro reflete à igreja segurança, credibilidade e envolvimento no Reino. 4.1.7 Ética e a Honra a Cristo Um pastor existe para servir, e não para ser servido (Mt 20.26). A excelência do ministério está na dedicação total ao chamado, essa dedicação deduz-se pela fidelidade ao ministério, à visão da igreja e o amor aos perdidos. 4.2 Bíblia – Manual de ética Sendo a Bíblia o livro Texto do Cristão, é imperioso que este a maneje bem para o eficiente desempenho de sua missão (II Tm 2.15). Um bom profissional sabe empregar bem as ferramentas de seus ofícios, o obreiro deve saber manejar bem a Palavra da verdade. 4.2.1 A Bíblia nos fornece um vasto repertório de material Ético 2.1.1 Nos Dez mandamentos temos um sumário. 2.1.2 Sabedoria em epigramas, nos Provérbios. 2.1.3 Reflexões sobre a vida e valores, no livro de Eclesiastes. 2.1.4 Pregação de justiça social, nos profetas. 2.1.5 Homilias dirigidas aos homens, nos Evangelhos. 2.1.6 Afirmações sistemáticas, nas Epístolas de Paulo. 4.2.2 Ética e os dez mandamentos Se os Dez mandamentos fossem observados e cumpridos, o mundo seria um paraíso. Não haveria cadeias. Os relacionamentos humanos seriam de excelente nível. Os lares equilibrados. Deus seria realmente honrado. 4.2.3 A Bíblia e sua influência Ética É impressionante a mudança que a Palavra de Deus gera na vida das pessoas (1 Pe 1, 3, 4). Nesse momento seria interessante selecionar alguns testemunhos de ex-drogados, ex-assaltantes, etc, e verificar o poder de mudança na vida desses seres humanos. - Na vida de Reis e Príncipes Muitos reis e príncipes foram beneficiados pela Palavra de Deus. Os vários desvios da nação de Israel surgiram em consequência da ignorância da Palavra (II Cr 36.16). Por outro lado, quando o povo buscava ao Senhor e voltava-se para a Palavra, a nação prosperava (II Cr 26.5). Essa é uma constante na história de Israel. “queda e levantamento”. - Nos tempos de Esdras Conforme o plano de Deus, Cristo devia nascer em Belém de Judá e não em Babilônia. Para realizar este plano, Deus operou no coração de um rei pagão no sentido de
  • 14. autorizar Zorobabel a conduzir um grupo de remanescentes judeus exilados à palestina. Nesse ínterim, Deus encarrega Esdras, o sacerdote, para promover a maior reconstrução espiritual: o retorno a Palavra (Ne 8). Esse capítulo descreve um dos maiores avivamentos da história, que é o avivamento pela Palavra. A Palavra de Deus remodelou seu povo e gerou em seus corações uma grande fome da palavra, mudando suas atitudes pecaminosas e renovando suas forças (Ne 8.5-6,10). - Na vida dos Profetas Os profetas eram movidos pela Palavra resultante da inspiração Divina. Os profetas, movidos pelo Espírito Santo de Deus, transmitiam cobrança de posturas éticas que influenciariam as gerações da época e futuras. 4.3 Ética na Família O vocábulo família vem do latim. Definida como sistema social básico instituído no éden (lugar de deleite ou paraíso) por Deus para a constituição da sociedade e prossecução da raça humana. Célula mater da sociedade. É uma extensão da Igreja, por isso, devemos nos portar como salvos não apenas no templo. Obra prima de Deus, pois somos coroa da criação. 4.3.1 A formação da família Casal heterossexual + filhos até que se casem constituindo uma nova família, onde deverão sair de casa. (Ef 5.31). 4.3.2 O julgo desigual Namoro, noivado e casamento (2ºCo 6.14). 4.3.3 Divórcio Deus ajunta (Mt 19.6). Única condição para Deus separar (Mt 19.9). 4.3.4 Deveres dos conjugues Am 3.3 – Flexibilidade. - Igreja: Ex. A peça do dia da Bíblia. - Sociedade: Ex. Como seus filhos são educados. - Trabalho: Ex. Não fala isso perto dele que ele é crente. - Saúde: Física, emocional e espiritual. - Sexo. - Educação: Art 205 a 208 da constituição da república federativa do Brasil. 4.3.5 Os deveres do marido - Amar a esposa, com o mesmo modelo com que Cristo amou a Igreja (Ef 5.25) - Não devem ficar impacientes com elas, nem provocá-las ou encolerizar-se contra elas. - Coabitar com entendimento. - Dando honra a mulher. - Consultar com ela. - Assisti-la materialmente e espiritualmente.
  • 15. - Dar-lhe carinho. - Viver com ela a vida toda. 4.3.6 Os deveres da esposa - Ser submissa ao marido (Ef 5.22) - Ser auxiliadora no sentido afetivo, profissional e espiritual. Ler Pv 31. - Os deveres dos filhos - Os pais devem ensinar os filhos no caminho do Senhor. - Os filhos devem aprender a obediência (Ef 6.1) - Temer a Deus (Pv 1.7) - Ofertar ao Senhor (Gn 4.3) - Respeitar as autoridades, reverenciar os idosos (I Pe 5.5); - Praticar a oração, honrar a Deus e trabalhar (I Tm 4.11) 4.3.8 A importância do culto doméstico - Metódico. - Louvor (de acordo com a faixa etária). - Oração. - Palavra. - Rodízios nas escalas e divisões de funções para que todos cresçam com equilíbrio. 4.4 Ética e a Contribuição O obreiro vive o que prega e prega o que vive, logo deve ser exemplo para a igreja na contribuição, tanto nos dízimos quanto nas ofertas. Não é eticamente correto assumir o púlpito para falar de dízimo, quando o sonega, para falar de oferta que quando semeia é a pior semente e até muitas vezes nem oferta. A igreja observa o comportamento e atitudes do obreiro, e quando sabe que o obreiro fala uma coisa e pratica outra, não lhe dá mais crédito. Nos púlpitos das igrejas devem ser proclamadas palavras de ânimo, de vitórias, de fé, de respostas condizentes com nossas atitudes na hora da contribuição. 4.5 Ética e a Imparcialidade Não é eticamente correto tratar diferencialmente as ovelhas do Senhor. Líderes eficazes e eficientes não fazem acepção de pessoas, pelo contrário, são imparciais no trato. Para Jesus não importa a condição social, se rico ou pobre; branco ou negro, para Ele todos tem o mesmo valor, porém temos muitas vezes que fazer escolhas e sem hipocrisia, preferir aqueles que merecem mais, fazem jus. 4.6 Ética Pastoral 4.6.1 Princípios básicos
  • 16. - O pastor deve estar consciente de que seu ministério é uma vocação divina, e que o alcançou não por seus próprios méritos, mas através da convicção de sua chamada. - O pastor, apesar da posição elevada que exerce, deve sempre lembrar-se de que está na condição de servo do Senhor Jesus Cristo. - O pastor, como mordomo de seu tempo, deve administrá-lo exercendo domínio sobre o seu uso, e com denodada sabedoria. - O pastor deve cultivar o seu crescimento espiritual diário, orando, estudando, meditando e possuindo um coração cheio do fruto do Espírito. - O pastor deve esforçar-se para viver dentro dos limites de seu orçamento e com honestidade saldar integralmente seus compromissos financeiros. - O pastor deve agir honesta e corretamente com sua família, dando-lhe o sustento adequado, o vestuário, a educação, a assistência médica e espiritual, bem assim o tempo que esta merece. - O pastor deve abster-se de tratar dos problemas eclesiásticos diante dos filhos e nunca citar nomes de pessoas envolvidas. - O pastor não deve fazer ou aprovar qualquer manobra política para manter-se em seu cargo. - A humildade deve ser uma das características que acompanha o pastor como líder, e estar pronto a acatar de terceiros, orientações e projetos para o bem da obra de Deus. 4.6.2 Caráter O caráter, ao lado do temperamento, cultura, inteligência e somatotipo, formam a Personalidade e é manifesto pela maneira como vivemos, pelo nosso comportamento, pelas nossas escolhas e decisões que tomamos. O ministro do evangelho jamais deve estar no mesmo nível de um novato na fé, espera-se dele que seja alguém amadurecido, munido de força interior com discernimento para saber prontamente separar o “precioso do vil”. Zelar pelo caráter deve ser uma preocupação de todos. Há quatro virtudes que devem compor o caráter do homem que serve a Deus: 1 – Prudência – saber fazer escolhas e tomar decisões certas. 2 – Autocontrole – capacidade de conter os impulsos 3 – Coragem – força que não se deixa neutralizar na adversidade 4 – Justiça – é a aplicação correta e honesta de todas as demais virtudes em nossos relacionamentos com outras pessoas. O desenvolvimento do caráter cristão e o resultado de um trabalho realizado pelo Espírito Santo em nosso interior, porém esta obra requer a nossa cooperação, quando
  • 17. saímos para pregar Ele, o Espírito coopera conosco Mc 16.20, mas quando Ele, o Espírito está nos moldando somos nós que cooperamos com Ele! A crise de caráter em nossos dias é por demais aguda e faz-se necessário termos cuidado com algumas coisas: 1 – Nunca desrespeite a autoridade espiritual que está sobre sua vida – I Sm 15.27 2 – Nunca brinque com suas debilidades – Ef 4.27 3 – Nunca dê espaço para a mentira – Cl 3.9 4 – Nunca negocie sua autoridade – Tg 2.1-4 5 – Nunca retire sua confiança em Deus – Is 50.10 Conheça a si próprio aí você estará qualificado para ajudar ao Espírito Santo, porque você demarcará seus próprios limites. “A mão que intenciona limpar outrem, deve estar limpa”. 4.7 Detalhes que fazem a diferença - Faça questão de lembrar-se dos aniversários dos outros. - Quando cumprimentar alguém, tenha um aperto de mão firme. - No diálogo, olhe as pessoas nos olhos. - Na economia, gaste menos do que ganha. - Tenha o hábito de devolver tudo o que pegar emprestado. - Trate a todos como gostaria de ser tratado. - Não desista com facilidade das pessoas. Milagres acontecem sempre. - Procure manter seu mau gênio sob rédea curta. - Surpreenda os que você ama com presentes inesperados. - Não viva em função da opinião dos outros. - Fuja dos bajuladores hipócritas. - Elogie em público e critique em particular. - Se emocione, e deixe as pessoas perceberem. - Seja otimista sempre. - Não aceite que difamem pessoas perto de você. - Elogie uma pessoa logo pela manhã. - Aprenda a prestar atenção; às vezes, a oportunidade bate na porta muito baixinho. - Nunca se esqueça de que respeito gera respeito. - Seja o melhor amigo da sua esposa. - Meça as pessoas pelo tamanho dos seus corações e não pelo tamanho das suas contas bancárias.
  • 18. - Tenha sempre em mente que a maior necessidade emocional de uma pessoa é se sentir valorizada. - Faça sempre além do que foi pedido pelo superior. - Assuma consigo mesmo o compromisso de estar melhorando sempre. - Jamais corte o que pode ser desatado. - Deixe tudo um pouco melhor do que você encontrou. - Cuidado com a pessoa que não tem nada a perder. - Não queime as pontes. Você ficará surpreso ao descobrir quantas vezes terá de atravessar o mesmo rio. - Não queira fazer tudo. Aprenda a dizer não com simpatia. - Saiba que entre o líder e o chefe há uma distância muito grande. - Julgue seu sucesso pela medida em que você está desfrutando de paz, de saúde e de amor. - Nunca perca a oportunidade de fazer um elogio sincero. - Ouça sempre os dois lados, antes de julgar. - Lembre-se que os vencedores fazem aquilo que os perdedores não querem fazer. - Busque sempre oportunidades, e não segurança. - Nunca desperdice uma oportunidade de dizer a uma pessoa que você a ama. - Ouça as pessoas olhando-as nos olhos. - Nunca se esqueça de dizer: obrigado, com licença e por favor. - Assuma o comando da sua atitude. Não deixe que outra pessoa a escolha por você. - Nunca menospreze os detalhes. Muitas vezes perde-se ou ganha-se nos detalhes. - Concentre-se em fazer coisas melhores, e não maiores. - Nunca tenha medo de dizer: “Preciso de ajuda “. - Mostre respeito por todos aqueles que trabalham para viver, por mais trivial que seja o serviço. - Não use o seu tempo e as suas palavras com descuido. Nenhuma das suas coisas pode ser recuperada. - Jamais ria dos sonhos alheios. - Nunca se esqueça de que se conhece o caráter de uma pessoa, através do seu comportamento, quando ninguém a está observando. - Seja Influente e proeminente. - Comunique-se eficazmente. - Acima de tudo, sempre valorize o exemplo e sua força.
  • 19. 5.0 A MORAL Muitos são os problemas a serem enfrentados pelo homem contemporâneo, ao discutir a respeito da moral: o espontaneísmo, o individualismo, o relativismo moral, o narcisismo hedonista, a recusa da razão dominadora. Se lembrarmos ainda os riscos de massificação do homem pelos meios de comunicação, estaremos diante de um quadro às avessas do que poderíamos considerar como condições adequadas de uma vida moral autêntica, já que esta supõe consciência crítica, liberdade, reciprocidade e responsabilidade. A questão que se coloca hoje é a da superação dos empecilhos que dificultam a existência de uma vida moral autêntica. Ainda mais: o esforço de recuperação da ética passa pela necessidade de não se esquecer da dimensão planetária da sociedade contemporânea, quando todos os pontos da Terra, essa "aldeia global", se acham ligados pelos meios de comunicação de massa e pelos mais velozes transportes. Isso nos faz considerar a moral além dos limites restritos dos pequenos grupos, como a família, o bairro, a cidade, a pátria. A generosidade da moral planetá- ria supõe a garantia da pluralidade dos estilos de vida, a aceitação das diferenças, sem que se sucumba à tentação de dominar o outro por considerar a diferença um sinal de inferioridade. CONCLUSÃO Entre todos os animais, nós, os seres humanos, somos os únicos capazes de criar e transformar o conhecimento; somos os únicos capazes de aplicar o que aprendemos, por diversos meios, numa situação de mudança do conhecimento; somos os únicos capazes de criar um sistema de símbolos, como a linguagem, e com ele registrar nossas próprias experiências e passar para outros seres humanos. Essa característica é o que nos permite dizer que somos diferentes dos gatos, dos cães, dos macacos e dos leões. Ao criarmos este sistema de símbolos, através da evolução da espécie humana, permitimo-nos também ao pensar e, por consequência, a ordenação e a previsão dos fenômenos que nos cerca. Assim, devemos estar imbuídos da necessidade de se buscar o conhecimento, não apenas como uma ordem de Deus, mas porque somos seres racionais e sedentos das três grandes perguntas filosóficas que somente podem ser respondidas à luz da Bíblia. CONTATOS - Residência: 3547-1490 - Celular: 9273-5988 - Trabalho: 2126-6058 - E-mail: monicaealex20@yahoo.com.br
  • 20. INFORMAÇÕES SOBRE O AUTOR - Graduado em Pedagogia Empresarial. - Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional com Docência do Ensino Superior. - Técnico em Mecânica. - Bacharel em Teologia (cursando). - Professor dos cursos (CDM) e (CAPED) da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. - Coordenador pedagógico / Professor / Diácono da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. - Professor credenciado da SEAP (secretaria estadual de administração penitenciária). - Palestrante em diversas áreas: Administrativa, Eclesiástica, Educacional, e de Segurança. - Multiplicador (Secretaria de Combate às Drogas) da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. - Professor de Formação Militar, Relações Humanas, Liderança e Gestão na Marinha do Brasil. - Professor na Escola Técnica Sandra Silva. - Professor no Seminário Teológico IBADERJ. - Professor no Seminário Teológico da IERV. - Professor do centro de recuperação de dependência química (SEMEADOR). REFERÊNCIAS ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia Sagrada. Revista e Corrigida. São Paulo: VIDA, 1997. APEL, Karl-Otto. O desafio da crítica total da razão e o programa de uma teoria filosófica dos tipos de racionalidade. Novos Estudos CEBRAP. São Paulo: n. 23, mar. 1989. p. 67-84. CHAUÍ, Marilena et al. Primeira Filosofia: lições introdutórias. Sugestões para o ensino básico de Filosofia. 5. ed., São Paulo: Brasiliense, 1986. HABERMAS, J. Pensamento pós-metafísico: estudos filosóficos. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1990. HEGEL, Georg W. F. Preleções sobre a história da filosofia. [Trad. E. Stein]. In SOUZA, José Cavalcante de [org.] Os pré-socráticos. São Paulo: Abril Cultural, 1973. KANT, I. Crítica da razão pura. (Trad. de Valério Rohden: Kritik der reinen Vernunft). São Paulo: Abril Cultural, 1980. NIETZSCHE, Friedrich. Os filósofos trágicos. [Trad. R. R. Torres Filho]. In SOUZA, José Cavalcante de [org.] Os pré-socráticos. São Paulo: Abril Cultural, 1973.