SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 11
O MÉTODO CIENTÍFICO
(O falsificacionismo e a crítica de
K. Popper ao método indutivo)
• A problemática sobre o método científico
advém de uma das suas características
• Método indutivo VS. Método hipotético-
dedutivo
O MÉTODO CIENTÍFICO
• A Ciência é metódica;
• Possui uma especificidade
metodológica
O Método indutivo parte dos seguintes pressupostos:
• Os indutivistas defendem que só o conhecimento que resulta deste método
se pode considerar como científico.
É o método indutivo que permite demarcar a ciência de outras formas
de conhecimento.
• Segundo os indutivistas a ciência evolui a partir da acumulação de
novos dados. Na prática, as novas teorias acrescentam
conhecimentos sem alterar a sua estrutura.
• No método indutivo a tónica é colocada na
verificação e confirmação da teoria através
da experiência.
O MÉTODO INDUTIVO
ETAPAS DO MÉTODO
INDUTIVO
O ganso 1 é branco;
O ganso 2 é branco;
O ganso 3 é branco;
O ganso 1000 é branco
Relação entre o ganso
e a cor (Branco)
Compara-se e classifica-
se os fenómenos tentando
aproximá-los ou
estabelecer relações entre
eles.
Todos os gansos são
brancos.
A relação entre o ganso e
a cor é generalizada e
traduzida em lei universal.
Se observo mil gansos e se todos eles são brancos, concluo que todos os gansos
são brancos.
CRÍTICAS AO MÉTODO INDUTIVO
(O problema da indução)
David Hume – Séc. XVIII Karl Popper – Séc. XX
Num argumento indutivo, as premissas não
fornecem supostamente uma garantia de que
a conclusão é verdadeira. As premissas
fornecem apenas indícios de que a conclusão
é verdadeira. Não podemos garantir que o
que aconteça no passado e no presente,
aconteça também no futuro.
A Ciência não se baseia na indução,
progredindo em vez disso através da
“falsificação”“falsificação” de teorias.
“Não é, portanto, a razão o guia da vida, mas
o hábito que por si só determina em todos os
casos a mente a supor o futuro conforme ao
passado”
David Hume, Tratado sobre a Natureza Humana
“Acredito que todos os gansos são brancos,
mas numa visita à Nova Zelândia, vejo um
ganso negro. A minha observação de que
existe um ganso negro falsifica, torna falsa a
minha teoria original de que “todos os gansos
são brancos”.
Popper propõe a substituição do método
indutivo pelo hipotético-dedutivohipotético-dedutivo e o
falsificacionismofalsificacionismo em vez do verificacionismo.
• Para Karl Popper o critério que permite distinguir o conhecimento científico
(ciência) de outras formas de conhecimento (pseudociência – Ex: teoria do
inconsciente de Freud ou o marxismo) é o critério de falsificacionismo.
• O problema da demarcação entre ciências e pseudociências é
resolvido através deste critério.
• Para Popper, o trabalho dos cientistas não se deve centrar na
verificação e confirmação da teoria. Em vez disso, o cientista deve
trabalhar no sentido de falsificar a teoria.
• O trabalho do cientista deve servir para testar a
resistência da hipótese à falsificação. A teoria
será tanto mais válida quanto mais resistir à
sua falsificação.
O MÉTODO HIPOTÉTICO-DEDUTIVO
ETAPAS DO MÉTODO
HIPOTÉTICO-DEDUTIVO
Resulta de uma
observação ativa.
O problema surge
em função de um
interesse ou
crença particular.
A formulação de hipóteses
é uma atividade criativa
(resulta de um raciocínio
abdutivo).
As hipóteses são
explicações provisórias
(são conjeturas).
Depois da formulação
das hipóteses, deduz-
se as consequências a
partir delas.
As hipóteses são
testadas,
experimentadas e
confrontadas com a
realidade. Os
resultados podem
confirmar ou
invalidar as
hipóteses.
• Uma das regras do método hipotético-dedutivo é a aplicação do Modus
Tollens:
O MÉTODO HIPOTÉTICO-DEDUTIVO
e a aplicação do MODUS TOLLENS
Se P, então Q: P Q
Não Q: ~ Q
Logo, não P: ~ P
Se P implica Q,
Q é falso,
Podemos concluir que P é falso
Todos os gansos são brancos;
O ganso da minha tia devia ser branco,
mas é vermelho;
Logo, a teoria de que todos os gansos são
brancos é falsa.
O método hipotético-dedutivo preconizado por Popper considera dois
pressupostos que permitem distinguir o conhecimento científico dos demais
conhecimentos:
1 – Nenhuma teoria científica pode ser confirmada como sendo verdadeira;
2 – Uma teoria científica só pode ser provada que é falsa.
CRITÉRIO VERIFICACIONISTA
VS
CRITÉRIO FALSIFICACIONISTA
• Para o verificacionismo, a
experiência científica deverá servir
para verificar e confirmar a hipótese.
A tónica é colocada na verificação e
confirmação.
• Segundo o critério verificacionista,
basta um número de casos
particulares para validar a hipótese.
Um conjunto de casos particulares
leva à generalização. A hipótese
“transforma-se” em lei científica.
• Para o falsificacionismo a
experiência científica deverá servir
para falsificar / tornar falsas as
hipóteses.
• Um enunciado será científico se for
passível de ser empiricamente
falsificável.
• Segundo o critério falsificacionista,
uma teoria será tanto mais válida
quanto mais resistir à falsificação.
Critério Verificacionista Critério Falsificacionista
Falsificacionismo de K. Popper
“O método da ciência é o
método de conjeturas
audazes e engenhosas
seguidas de tentativas
rigorosas de falseá-las. Só
sobrevivem as teorias mais
aptas. Nunca se pode dizer
licitamente que uma teoria é
verdadeira, pode-se dizer
com otimismo que é a
melhor disponível, que é
melhor do que qualquer das
que existiam antes.”
K. Popper, Conhecimento
Objetivo (1975)
Falsificacionismo de K. Popper
Para concluir:Para concluir:
(…) «só há um caminho para a ciência:(…) «só há um caminho para a ciência:
encontrar um problema, ver a sua beleza eencontrar um problema, ver a sua beleza e
apaixonar-se por ele; casar e viver feliz comapaixonar-se por ele; casar e viver feliz com
ele até que a morte nos separe – a não serele até que a morte nos separe – a não ser
que obtenhamos uma solução. Mas, mesmoque obtenhamos uma solução. Mas, mesmo
que obtenhamos uma solução, poderemosque obtenhamos uma solução, poderemos
então descobrir, para nosso deleite, aentão descobrir, para nosso deleite, a
existência de toda uma família de problemas-existência de toda uma família de problemas-
filhos, encantadores ainda que talvez difíceis,filhos, encantadores ainda que talvez difíceis,
para cujo bem-estar poderemos trabalhar,para cujo bem-estar poderemos trabalhar,
com um sentido, até ao fim dos nossos dias».com um sentido, até ao fim dos nossos dias».
Karl Popper, “O Futuro está Aberto” (p.3)

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Capa, contra capa, introdução ,conclusão, biografia,
Capa, contra capa, introdução ,conclusão, biografia,Capa, contra capa, introdução ,conclusão, biografia,
Capa, contra capa, introdução ,conclusão, biografia,Jaqueline Sarges
 
Senso comum e conhecimento científico
Senso comum e conhecimento científicoSenso comum e conhecimento científico
Senso comum e conhecimento científicoHelena Serrão
 
Hume_tipos_conhecimento
Hume_tipos_conhecimentoHume_tipos_conhecimento
Hume_tipos_conhecimentoIsabel Moura
 
Resenha crítica modelo
Resenha crítica   modeloResenha crítica   modelo
Resenha crítica modelotaise_paz
 
Exemplos de Cronogramas de Pesquisa
Exemplos de Cronogramas de PesquisaExemplos de Cronogramas de Pesquisa
Exemplos de Cronogramas de Pesquisarichard_romancini
 
O empirismo e o racionalismo
O empirismo e o racionalismoO empirismo e o racionalismo
O empirismo e o racionalismoJoaquim Melro
 
Modelo relatorio
Modelo relatorioModelo relatorio
Modelo relatoriorsaloes
 
11º b final
11º b   final11º b   final
11º b finalj_sdias
 
O que é paradigma segundo thomas kuhn
O que é paradigma segundo thomas kuhnO que é paradigma segundo thomas kuhn
O que é paradigma segundo thomas kuhnMíria Alves Cirqueira
 
Quadro_hume vs descartes
Quadro_hume vs descartesQuadro_hume vs descartes
Quadro_hume vs descartesIsabel Moura
 
Relatorio pronto
Relatorio prontoRelatorio pronto
Relatorio prontoDiego Moura
 
Modelo de relatorio
Modelo de relatorioModelo de relatorio
Modelo de relatorioatja12
 
Sermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesSermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesvermar2010
 
Provas da existência de Deus segundo Descartes
Provas da existência de Deus segundo DescartesProvas da existência de Deus segundo Descartes
Provas da existência de Deus segundo DescartesJoana Filipa Rodrigues
 

Mais procurados (20)

Capa, contra capa, introdução ,conclusão, biografia,
Capa, contra capa, introdução ,conclusão, biografia,Capa, contra capa, introdução ,conclusão, biografia,
Capa, contra capa, introdução ,conclusão, biografia,
 
Senso comum e conhecimento científico
Senso comum e conhecimento científicoSenso comum e conhecimento científico
Senso comum e conhecimento científico
 
O empirismo de david hume
O empirismo de david humeO empirismo de david hume
O empirismo de david hume
 
Hume_tipos_conhecimento
Hume_tipos_conhecimentoHume_tipos_conhecimento
Hume_tipos_conhecimento
 
A Psicologia da Aprendizagem
A Psicologia da AprendizagemA Psicologia da Aprendizagem
A Psicologia da Aprendizagem
 
Resenha crítica modelo
Resenha crítica   modeloResenha crítica   modelo
Resenha crítica modelo
 
Modelo de Projeto de Pesquisa
Modelo de Projeto de PesquisaModelo de Projeto de Pesquisa
Modelo de Projeto de Pesquisa
 
Fichamento de Texto
Fichamento de TextoFichamento de Texto
Fichamento de Texto
 
Exemplos de Cronogramas de Pesquisa
Exemplos de Cronogramas de PesquisaExemplos de Cronogramas de Pesquisa
Exemplos de Cronogramas de Pesquisa
 
O empirismo e o racionalismo
O empirismo e o racionalismoO empirismo e o racionalismo
O empirismo e o racionalismo
 
O indutivismo
O indutivismoO indutivismo
O indutivismo
 
Modelo relatorio
Modelo relatorioModelo relatorio
Modelo relatorio
 
11º b final
11º b   final11º b   final
11º b final
 
O que é paradigma segundo thomas kuhn
O que é paradigma segundo thomas kuhnO que é paradigma segundo thomas kuhn
O que é paradigma segundo thomas kuhn
 
Quadro_hume vs descartes
Quadro_hume vs descartesQuadro_hume vs descartes
Quadro_hume vs descartes
 
A teoria ética de kant
A teoria ética de kantA teoria ética de kant
A teoria ética de kant
 
Relatorio pronto
Relatorio prontoRelatorio pronto
Relatorio pronto
 
Modelo de relatorio
Modelo de relatorioModelo de relatorio
Modelo de relatorio
 
Sermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesSermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixes
 
Provas da existência de Deus segundo Descartes
Provas da existência de Deus segundo DescartesProvas da existência de Deus segundo Descartes
Provas da existência de Deus segundo Descartes
 

Destaque

método científico indutivo dedutivo
método científico indutivo dedutivométodo científico indutivo dedutivo
método científico indutivo dedutivoLene Gomes
 
Conhecimento Científico - Popper
Conhecimento Científico - PopperConhecimento Científico - Popper
Conhecimento Científico - PopperJorge Barbosa
 
Karl popper - Filosofia 11º ano
Karl popper - Filosofia 11º anoKarl popper - Filosofia 11º ano
Karl popper - Filosofia 11º anoFilipaFonseca
 
21 o método científico
21 o método científico21 o método científico
21 o método científicoJoao Balbi
 
Comparação entre as éticas de kant e de mill
Comparação entre as éticas de kant e de millComparação entre as éticas de kant e de mill
Comparação entre as éticas de kant e de millLuis De Sousa Rodrigues
 
ARGUMENTAÇÃO E RETÓRICA
ARGUMENTAÇÃO E RETÓRICAARGUMENTAÇÃO E RETÓRICA
ARGUMENTAÇÃO E RETÓRICAnorberto faria
 
Métodos deductivo y inductivo
 Métodos deductivo y inductivo Métodos deductivo y inductivo
Métodos deductivo y inductivoLuz Castellano
 
Método_hipotético dedutivo
Método_hipotético dedutivoMétodo_hipotético dedutivo
Método_hipotético dedutivoIsabel Moura
 
Gêneros textuais no ensino de língua - Marcuschi
Gêneros textuais no ensino de língua - MarcuschiGêneros textuais no ensino de língua - Marcuschi
Gêneros textuais no ensino de língua - MarcuschiGabriela Pileggi
 
Englishteachers2010
Englishteachers2010Englishteachers2010
Englishteachers2010FALE - UFMG
 

Destaque (20)

Slide
SlideSlide
Slide
 
método científico indutivo dedutivo
método científico indutivo dedutivométodo científico indutivo dedutivo
método científico indutivo dedutivo
 
Método científico indutivo
Método científico   indutivoMétodo científico   indutivo
Método científico indutivo
 
Conhecimento Científico - Popper
Conhecimento Científico - PopperConhecimento Científico - Popper
Conhecimento Científico - Popper
 
Método Hipotético Dedutivo
 Método Hipotético Dedutivo Método Hipotético Dedutivo
Método Hipotético Dedutivo
 
Karl popper - Filosofia 11º ano
Karl popper - Filosofia 11º anoKarl popper - Filosofia 11º ano
Karl popper - Filosofia 11º ano
 
21 o método científico
21 o método científico21 o método científico
21 o método científico
 
Hermeneutica
Hermeneutica Hermeneutica
Hermeneutica
 
Comparação entre as éticas de kant e de mill
Comparação entre as éticas de kant e de millComparação entre as éticas de kant e de mill
Comparação entre as éticas de kant e de mill
 
A teoria ética utilitarista de mill
A teoria ética utilitarista de millA teoria ética utilitarista de mill
A teoria ética utilitarista de mill
 
ARGUMENTAÇÃO E RETÓRICA
ARGUMENTAÇÃO E RETÓRICAARGUMENTAÇÃO E RETÓRICA
ARGUMENTAÇÃO E RETÓRICA
 
Métodos deductivo y inductivo
 Métodos deductivo y inductivo Métodos deductivo y inductivo
Métodos deductivo y inductivo
 
Hermeneutica
HermeneuticaHermeneutica
Hermeneutica
 
Método_hipotético dedutivo
Método_hipotético dedutivoMétodo_hipotético dedutivo
Método_hipotético dedutivo
 
Gêneros textuais no ensino de língua - Marcuschi
Gêneros textuais no ensino de língua - MarcuschiGêneros textuais no ensino de língua - Marcuschi
Gêneros textuais no ensino de língua - Marcuschi
 
Método dedutivo.
Método dedutivo.Método dedutivo.
Método dedutivo.
 
Popper contra o indutivismo
Popper contra o indutivismoPopper contra o indutivismo
Popper contra o indutivismo
 
Englishteachers2010
Englishteachers2010Englishteachers2010
Englishteachers2010
 
Problema da demarcação - Karl Popper
Problema da demarcação - Karl PopperProblema da demarcação - Karl Popper
Problema da demarcação - Karl Popper
 
Popper 11ºN (2009)
Popper 11ºN (2009)Popper 11ºN (2009)
Popper 11ºN (2009)
 

Semelhante a Método indutivo vs hipotetico dedutivo

O que e ciencia afinal
O que e ciencia afinalO que e ciencia afinal
O que e ciencia afinalIvo Mai
 
Método Científico em 6 passos
Método Científico em 6 passosMétodo Científico em 6 passos
Método Científico em 6 passosThiago Xavier
 
eqt11_estatuto_conhecimento_cientifico.pptx
eqt11_estatuto_conhecimento_cientifico.pptxeqt11_estatuto_conhecimento_cientifico.pptx
eqt11_estatuto_conhecimento_cientifico.pptxMnicaMatos22
 
Karl Popper e o Falsificacionismo
Karl Popper e o FalsificacionismoKarl Popper e o Falsificacionismo
Karl Popper e o Falsificacionismoguestbdb4ab6
 
O conhecimento e a lógica
O conhecimento e a lógicaO conhecimento e a lógica
O conhecimento e a lógicaArlindo Picoli
 
MÉTODO CIENTÍFICO.pptx
MÉTODO CIENTÍFICO.pptxMÉTODO CIENTÍFICO.pptx
MÉTODO CIENTÍFICO.pptxTixaAlmeida
 
16 o método científico
16 o método científico16 o método científico
16 o método científicoJoao Balbi
 
REA_DOSSIE SOBRE A FILOSOFIA DA CIENCIA DE KARL POPPER.docx
REA_DOSSIE SOBRE A FILOSOFIA DA CIENCIA DE KARL POPPER.docxREA_DOSSIE SOBRE A FILOSOFIA DA CIENCIA DE KARL POPPER.docx
REA_DOSSIE SOBRE A FILOSOFIA DA CIENCIA DE KARL POPPER.docxElianeMacedo22
 
Epistemologia20032007empowerpoint
Epistemologia20032007empowerpointEpistemologia20032007empowerpoint
Epistemologia20032007empowerpointamajordao
 
Fontes de Info em C&T - Labjor/Unicamp - Aula 4
Fontes de Info em C&T - Labjor/Unicamp - Aula 4Fontes de Info em C&T - Labjor/Unicamp - Aula 4
Fontes de Info em C&T - Labjor/Unicamp - Aula 4Marcelo Knobel
 
Metodologia cientíca - tipos de método
Metodologia cientíca - tipos de métodoMetodologia cientíca - tipos de método
Metodologia cientíca - tipos de métodoLetícia Oliveira
 
MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA
MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISAMÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA
MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISAJadde Caroline
 

Semelhante a Método indutivo vs hipotetico dedutivo (20)

Popper
PopperPopper
Popper
 
Popper
PopperPopper
Popper
 
O que e ciencia afinal
O que e ciencia afinalO que e ciencia afinal
O que e ciencia afinal
 
Método Científico em 6 passos
Método Científico em 6 passosMétodo Científico em 6 passos
Método Científico em 6 passos
 
Construção da ciência
Construção da ciênciaConstrução da ciência
Construção da ciência
 
eqt11_estatuto_conhecimento_cientifico.pptx
eqt11_estatuto_conhecimento_cientifico.pptxeqt11_estatuto_conhecimento_cientifico.pptx
eqt11_estatuto_conhecimento_cientifico.pptx
 
Karl Popper e o Falsificacionismo
Karl Popper e o FalsificacionismoKarl Popper e o Falsificacionismo
Karl Popper e o Falsificacionismo
 
O conhecimento e a lógica
O conhecimento e a lógicaO conhecimento e a lógica
O conhecimento e a lógica
 
MÉTODO CIENTÍFICO.pptx
MÉTODO CIENTÍFICO.pptxMÉTODO CIENTÍFICO.pptx
MÉTODO CIENTÍFICO.pptx
 
Verificab..
Verificab..Verificab..
Verificab..
 
A01 +metodologia+cientifica
A01 +metodologia+cientificaA01 +metodologia+cientifica
A01 +metodologia+cientifica
 
Apresentaomtodohipottico dedutivo-131102095730-phpapp01
Apresentaomtodohipottico dedutivo-131102095730-phpapp01Apresentaomtodohipottico dedutivo-131102095730-phpapp01
Apresentaomtodohipottico dedutivo-131102095730-phpapp01
 
Ciência
CiênciaCiência
Ciência
 
16 o método científico
16 o método científico16 o método científico
16 o método científico
 
filosofia cartazes.docx
filosofia cartazes.docxfilosofia cartazes.docx
filosofia cartazes.docx
 
REA_DOSSIE SOBRE A FILOSOFIA DA CIENCIA DE KARL POPPER.docx
REA_DOSSIE SOBRE A FILOSOFIA DA CIENCIA DE KARL POPPER.docxREA_DOSSIE SOBRE A FILOSOFIA DA CIENCIA DE KARL POPPER.docx
REA_DOSSIE SOBRE A FILOSOFIA DA CIENCIA DE KARL POPPER.docx
 
Epistemologia20032007empowerpoint
Epistemologia20032007empowerpointEpistemologia20032007empowerpoint
Epistemologia20032007empowerpoint
 
Fontes de Info em C&T - Labjor/Unicamp - Aula 4
Fontes de Info em C&T - Labjor/Unicamp - Aula 4Fontes de Info em C&T - Labjor/Unicamp - Aula 4
Fontes de Info em C&T - Labjor/Unicamp - Aula 4
 
Metodologia cientíca - tipos de método
Metodologia cientíca - tipos de métodoMetodologia cientíca - tipos de método
Metodologia cientíca - tipos de método
 
MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA
MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISAMÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA
MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA
 

Mais de j_sdias

Ppt 11º c
Ppt 11º cPpt 11º c
Ppt 11º cj_sdias
 
Joana ribeiro
Joana ribeiroJoana ribeiro
Joana ribeiroj_sdias
 
Francisca cardoso
Francisca cardosoFrancisca cardoso
Francisca cardosoj_sdias
 
Maria pontes
Maria pontesMaria pontes
Maria pontesj_sdias
 
Assistências rafaela francisca cardoso
Assistências rafaela francisca cardosoAssistências rafaela francisca cardoso
Assistências rafaela francisca cardosoj_sdias
 
Regência 18 francisca cardoso
Regência 18 francisca cardosoRegência 18 francisca cardoso
Regência 18 francisca cardosoj_sdias
 
Regência 16 e 17 francisca cardoso
Regência 16 e 17 francisca cardosoRegência 16 e 17 francisca cardoso
Regência 16 e 17 francisca cardosoj_sdias
 
Regência 14 e 15 francisca cardoso
Regência 14 e 15 francisca cardosoRegência 14 e 15 francisca cardoso
Regência 14 e 15 francisca cardosoj_sdias
 
Heteroavaliação regência-18
Heteroavaliação regência-18Heteroavaliação regência-18
Heteroavaliação regência-18j_sdias
 
Heteroavaliação regência-14-e-15
Heteroavaliação regência-14-e-15Heteroavaliação regência-14-e-15
Heteroavaliação regência-14-e-15j_sdias
 
Ficha de heteroavaliação joana r ibeiro 3.
Ficha de heteroavaliação joana r ibeiro 3.Ficha de heteroavaliação joana r ibeiro 3.
Ficha de heteroavaliação joana r ibeiro 3.j_sdias
 
Ficha de heteroavaliação joana ribeiro 2.
Ficha de heteroavaliação joana ribeiro 2.Ficha de heteroavaliação joana ribeiro 2.
Ficha de heteroavaliação joana ribeiro 2.j_sdias
 
Ficha de heteroavaliação joana ribeiro 1
Ficha de heteroavaliação joana ribeiro   1Ficha de heteroavaliação joana ribeiro   1
Ficha de heteroavaliação joana ribeiro 1j_sdias
 
Heteroavaliação maria pontes 2.
Heteroavaliação maria pontes 2.Heteroavaliação maria pontes 2.
Heteroavaliação maria pontes 2.j_sdias
 
Heteroavaliação maria pontes 3.
Heteroavaliação maria pontes 3.Heteroavaliação maria pontes 3.
Heteroavaliação maria pontes 3.j_sdias
 
Heteroavaliação maria pontes 1
Heteroavaliação maria pontes   1Heteroavaliação maria pontes   1
Heteroavaliação maria pontes 1j_sdias
 
Auto avaliação 3
Auto avaliação 3Auto avaliação 3
Auto avaliação 3j_sdias
 
Auto avaliação 2
Auto avaliação 2Auto avaliação 2
Auto avaliação 2j_sdias
 
Auto avaliação 1
Auto avaliação  1Auto avaliação  1
Auto avaliação 1j_sdias
 
Nota nº de aulas lecionadas
Nota   nº de aulas lecionadasNota   nº de aulas lecionadas
Nota nº de aulas lecionadasj_sdias
 

Mais de j_sdias (20)

Ppt 11º c
Ppt 11º cPpt 11º c
Ppt 11º c
 
Joana ribeiro
Joana ribeiroJoana ribeiro
Joana ribeiro
 
Francisca cardoso
Francisca cardosoFrancisca cardoso
Francisca cardoso
 
Maria pontes
Maria pontesMaria pontes
Maria pontes
 
Assistências rafaela francisca cardoso
Assistências rafaela francisca cardosoAssistências rafaela francisca cardoso
Assistências rafaela francisca cardoso
 
Regência 18 francisca cardoso
Regência 18 francisca cardosoRegência 18 francisca cardoso
Regência 18 francisca cardoso
 
Regência 16 e 17 francisca cardoso
Regência 16 e 17 francisca cardosoRegência 16 e 17 francisca cardoso
Regência 16 e 17 francisca cardoso
 
Regência 14 e 15 francisca cardoso
Regência 14 e 15 francisca cardosoRegência 14 e 15 francisca cardoso
Regência 14 e 15 francisca cardoso
 
Heteroavaliação regência-18
Heteroavaliação regência-18Heteroavaliação regência-18
Heteroavaliação regência-18
 
Heteroavaliação regência-14-e-15
Heteroavaliação regência-14-e-15Heteroavaliação regência-14-e-15
Heteroavaliação regência-14-e-15
 
Ficha de heteroavaliação joana r ibeiro 3.
Ficha de heteroavaliação joana r ibeiro 3.Ficha de heteroavaliação joana r ibeiro 3.
Ficha de heteroavaliação joana r ibeiro 3.
 
Ficha de heteroavaliação joana ribeiro 2.
Ficha de heteroavaliação joana ribeiro 2.Ficha de heteroavaliação joana ribeiro 2.
Ficha de heteroavaliação joana ribeiro 2.
 
Ficha de heteroavaliação joana ribeiro 1
Ficha de heteroavaliação joana ribeiro   1Ficha de heteroavaliação joana ribeiro   1
Ficha de heteroavaliação joana ribeiro 1
 
Heteroavaliação maria pontes 2.
Heteroavaliação maria pontes 2.Heteroavaliação maria pontes 2.
Heteroavaliação maria pontes 2.
 
Heteroavaliação maria pontes 3.
Heteroavaliação maria pontes 3.Heteroavaliação maria pontes 3.
Heteroavaliação maria pontes 3.
 
Heteroavaliação maria pontes 1
Heteroavaliação maria pontes   1Heteroavaliação maria pontes   1
Heteroavaliação maria pontes 1
 
Auto avaliação 3
Auto avaliação 3Auto avaliação 3
Auto avaliação 3
 
Auto avaliação 2
Auto avaliação 2Auto avaliação 2
Auto avaliação 2
 
Auto avaliação 1
Auto avaliação  1Auto avaliação  1
Auto avaliação 1
 
Nota nº de aulas lecionadas
Nota   nº de aulas lecionadasNota   nº de aulas lecionadas
Nota nº de aulas lecionadas
 

Último

Sequência didática Carona 1º Encontro.pptx
Sequência didática Carona 1º Encontro.pptxSequência didática Carona 1º Encontro.pptx
Sequência didática Carona 1º Encontro.pptxCarolineWaitman
 
QUESTÃO 4 Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...
QUESTÃO 4   Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...QUESTÃO 4   Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...
QUESTÃO 4 Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...azulassessoria9
 
História concisa da literatura brasileira- Alfredo Bosi..pdf
História concisa da literatura brasileira- Alfredo Bosi..pdfHistória concisa da literatura brasileira- Alfredo Bosi..pdf
História concisa da literatura brasileira- Alfredo Bosi..pdfGisellySobral
 
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantilPower Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantilMariaHelena293800
 
RENASCIMENTO E HUMANISMO_QUIZ 7º ANO.pptx
RENASCIMENTO E HUMANISMO_QUIZ 7º ANO.pptxRENASCIMENTO E HUMANISMO_QUIZ 7º ANO.pptx
RENASCIMENTO E HUMANISMO_QUIZ 7º ANO.pptxAntonioVieira539017
 
Slides Lição 7, Betel, Ordenança para uma vida de fidelidade e lealdade, 2Tr2...
Slides Lição 7, Betel, Ordenança para uma vida de fidelidade e lealdade, 2Tr2...Slides Lição 7, Betel, Ordenança para uma vida de fidelidade e lealdade, 2Tr2...
Slides Lição 7, Betel, Ordenança para uma vida de fidelidade e lealdade, 2Tr2...LuizHenriquedeAlmeid6
 
Periodo da escravidAo O Brasil tem seu corpo na América e sua alma na África
Periodo da escravidAo O Brasil tem seu corpo na América e sua alma na ÁfricaPeriodo da escravidAo O Brasil tem seu corpo na América e sua alma na África
Periodo da escravidAo O Brasil tem seu corpo na América e sua alma na Áfricajuekfuek
 
13_mch9_hormonal.pptx............................
13_mch9_hormonal.pptx............................13_mch9_hormonal.pptx............................
13_mch9_hormonal.pptx............................mariagrave
 
Missa catequese para o dia da mãe 2025.pdf
Missa catequese para o dia da mãe 2025.pdfMissa catequese para o dia da mãe 2025.pdf
Missa catequese para o dia da mãe 2025.pdfFbioFerreira207918
 
Quiz | Dia da Europa 2024 (comemoração)
Quiz | Dia da Europa 2024  (comemoração)Quiz | Dia da Europa 2024  (comemoração)
Quiz | Dia da Europa 2024 (comemoração)Centro Jacques Delors
 
Histogramas.pptx...............................
Histogramas.pptx...............................Histogramas.pptx...............................
Histogramas.pptx...............................mariagrave
 
Química-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptx
Química-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptxQuímica-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptx
Química-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptxKeslleyAFerreira
 
Maio Laranja - Combate à violência sexual contra crianças e adolescentes
Maio Laranja - Combate à violência sexual contra crianças e adolescentesMaio Laranja - Combate à violência sexual contra crianças e adolescentes
Maio Laranja - Combate à violência sexual contra crianças e adolescentesMary Alvarenga
 
SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdf
SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdfSQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdf
SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdfAndersonW5
 
Religiosidade de Assaré - Prof. Francisco Leite
Religiosidade de Assaré - Prof. Francisco LeiteReligiosidade de Assaré - Prof. Francisco Leite
Religiosidade de Assaré - Prof. Francisco Leiteprofesfrancleite
 
12_mch9_nervoso.pptx...........................
12_mch9_nervoso.pptx...........................12_mch9_nervoso.pptx...........................
12_mch9_nervoso.pptx...........................mariagrave
 
Pré-História do Brasil, Luzia e Serra da Capivara
Pré-História do Brasil, Luzia e Serra da CapivaraPré-História do Brasil, Luzia e Serra da Capivara
Pré-História do Brasil, Luzia e Serra da Capivararambomarcos
 
Tema de redação - A prática do catfish e seus perigos.pdf
Tema de redação - A prática do catfish e seus perigos.pdfTema de redação - A prática do catfish e seus perigos.pdf
Tema de redação - A prática do catfish e seus perigos.pdfAnaAugustaLagesZuqui
 

Último (20)

Sequência didática Carona 1º Encontro.pptx
Sequência didática Carona 1º Encontro.pptxSequência didática Carona 1º Encontro.pptx
Sequência didática Carona 1º Encontro.pptx
 
QUESTÃO 4 Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...
QUESTÃO 4   Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...QUESTÃO 4   Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...
QUESTÃO 4 Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...
 
História concisa da literatura brasileira- Alfredo Bosi..pdf
História concisa da literatura brasileira- Alfredo Bosi..pdfHistória concisa da literatura brasileira- Alfredo Bosi..pdf
História concisa da literatura brasileira- Alfredo Bosi..pdf
 
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantilPower Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
 
Poema - Aedes Aegypt.
Poema - Aedes Aegypt.Poema - Aedes Aegypt.
Poema - Aedes Aegypt.
 
RENASCIMENTO E HUMANISMO_QUIZ 7º ANO.pptx
RENASCIMENTO E HUMANISMO_QUIZ 7º ANO.pptxRENASCIMENTO E HUMANISMO_QUIZ 7º ANO.pptx
RENASCIMENTO E HUMANISMO_QUIZ 7º ANO.pptx
 
Slides Lição 7, Betel, Ordenança para uma vida de fidelidade e lealdade, 2Tr2...
Slides Lição 7, Betel, Ordenança para uma vida de fidelidade e lealdade, 2Tr2...Slides Lição 7, Betel, Ordenança para uma vida de fidelidade e lealdade, 2Tr2...
Slides Lição 7, Betel, Ordenança para uma vida de fidelidade e lealdade, 2Tr2...
 
Novena de Pentecostes com textos de São João Eudes
Novena de Pentecostes com textos de São João EudesNovena de Pentecostes com textos de São João Eudes
Novena de Pentecostes com textos de São João Eudes
 
Periodo da escravidAo O Brasil tem seu corpo na América e sua alma na África
Periodo da escravidAo O Brasil tem seu corpo na América e sua alma na ÁfricaPeriodo da escravidAo O Brasil tem seu corpo na América e sua alma na África
Periodo da escravidAo O Brasil tem seu corpo na América e sua alma na África
 
13_mch9_hormonal.pptx............................
13_mch9_hormonal.pptx............................13_mch9_hormonal.pptx............................
13_mch9_hormonal.pptx............................
 
Missa catequese para o dia da mãe 2025.pdf
Missa catequese para o dia da mãe 2025.pdfMissa catequese para o dia da mãe 2025.pdf
Missa catequese para o dia da mãe 2025.pdf
 
Quiz | Dia da Europa 2024 (comemoração)
Quiz | Dia da Europa 2024  (comemoração)Quiz | Dia da Europa 2024  (comemoração)
Quiz | Dia da Europa 2024 (comemoração)
 
Histogramas.pptx...............................
Histogramas.pptx...............................Histogramas.pptx...............................
Histogramas.pptx...............................
 
Química-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptx
Química-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptxQuímica-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptx
Química-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptx
 
Maio Laranja - Combate à violência sexual contra crianças e adolescentes
Maio Laranja - Combate à violência sexual contra crianças e adolescentesMaio Laranja - Combate à violência sexual contra crianças e adolescentes
Maio Laranja - Combate à violência sexual contra crianças e adolescentes
 
SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdf
SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdfSQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdf
SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdf
 
Religiosidade de Assaré - Prof. Francisco Leite
Religiosidade de Assaré - Prof. Francisco LeiteReligiosidade de Assaré - Prof. Francisco Leite
Religiosidade de Assaré - Prof. Francisco Leite
 
12_mch9_nervoso.pptx...........................
12_mch9_nervoso.pptx...........................12_mch9_nervoso.pptx...........................
12_mch9_nervoso.pptx...........................
 
Pré-História do Brasil, Luzia e Serra da Capivara
Pré-História do Brasil, Luzia e Serra da CapivaraPré-História do Brasil, Luzia e Serra da Capivara
Pré-História do Brasil, Luzia e Serra da Capivara
 
Tema de redação - A prática do catfish e seus perigos.pdf
Tema de redação - A prática do catfish e seus perigos.pdfTema de redação - A prática do catfish e seus perigos.pdf
Tema de redação - A prática do catfish e seus perigos.pdf
 

Método indutivo vs hipotetico dedutivo

  • 1. O MÉTODO CIENTÍFICO (O falsificacionismo e a crítica de K. Popper ao método indutivo)
  • 2. • A problemática sobre o método científico advém de uma das suas características • Método indutivo VS. Método hipotético- dedutivo O MÉTODO CIENTÍFICO • A Ciência é metódica; • Possui uma especificidade metodológica
  • 3. O Método indutivo parte dos seguintes pressupostos: • Os indutivistas defendem que só o conhecimento que resulta deste método se pode considerar como científico. É o método indutivo que permite demarcar a ciência de outras formas de conhecimento. • Segundo os indutivistas a ciência evolui a partir da acumulação de novos dados. Na prática, as novas teorias acrescentam conhecimentos sem alterar a sua estrutura. • No método indutivo a tónica é colocada na verificação e confirmação da teoria através da experiência. O MÉTODO INDUTIVO
  • 4. ETAPAS DO MÉTODO INDUTIVO O ganso 1 é branco; O ganso 2 é branco; O ganso 3 é branco; O ganso 1000 é branco Relação entre o ganso e a cor (Branco) Compara-se e classifica- se os fenómenos tentando aproximá-los ou estabelecer relações entre eles. Todos os gansos são brancos. A relação entre o ganso e a cor é generalizada e traduzida em lei universal. Se observo mil gansos e se todos eles são brancos, concluo que todos os gansos são brancos.
  • 5. CRÍTICAS AO MÉTODO INDUTIVO (O problema da indução) David Hume – Séc. XVIII Karl Popper – Séc. XX Num argumento indutivo, as premissas não fornecem supostamente uma garantia de que a conclusão é verdadeira. As premissas fornecem apenas indícios de que a conclusão é verdadeira. Não podemos garantir que o que aconteça no passado e no presente, aconteça também no futuro. A Ciência não se baseia na indução, progredindo em vez disso através da “falsificação”“falsificação” de teorias. “Não é, portanto, a razão o guia da vida, mas o hábito que por si só determina em todos os casos a mente a supor o futuro conforme ao passado” David Hume, Tratado sobre a Natureza Humana “Acredito que todos os gansos são brancos, mas numa visita à Nova Zelândia, vejo um ganso negro. A minha observação de que existe um ganso negro falsifica, torna falsa a minha teoria original de que “todos os gansos são brancos”. Popper propõe a substituição do método indutivo pelo hipotético-dedutivohipotético-dedutivo e o falsificacionismofalsificacionismo em vez do verificacionismo.
  • 6. • Para Karl Popper o critério que permite distinguir o conhecimento científico (ciência) de outras formas de conhecimento (pseudociência – Ex: teoria do inconsciente de Freud ou o marxismo) é o critério de falsificacionismo. • O problema da demarcação entre ciências e pseudociências é resolvido através deste critério. • Para Popper, o trabalho dos cientistas não se deve centrar na verificação e confirmação da teoria. Em vez disso, o cientista deve trabalhar no sentido de falsificar a teoria. • O trabalho do cientista deve servir para testar a resistência da hipótese à falsificação. A teoria será tanto mais válida quanto mais resistir à sua falsificação. O MÉTODO HIPOTÉTICO-DEDUTIVO
  • 7. ETAPAS DO MÉTODO HIPOTÉTICO-DEDUTIVO Resulta de uma observação ativa. O problema surge em função de um interesse ou crença particular. A formulação de hipóteses é uma atividade criativa (resulta de um raciocínio abdutivo). As hipóteses são explicações provisórias (são conjeturas). Depois da formulação das hipóteses, deduz- se as consequências a partir delas. As hipóteses são testadas, experimentadas e confrontadas com a realidade. Os resultados podem confirmar ou invalidar as hipóteses.
  • 8. • Uma das regras do método hipotético-dedutivo é a aplicação do Modus Tollens: O MÉTODO HIPOTÉTICO-DEDUTIVO e a aplicação do MODUS TOLLENS Se P, então Q: P Q Não Q: ~ Q Logo, não P: ~ P Se P implica Q, Q é falso, Podemos concluir que P é falso Todos os gansos são brancos; O ganso da minha tia devia ser branco, mas é vermelho; Logo, a teoria de que todos os gansos são brancos é falsa. O método hipotético-dedutivo preconizado por Popper considera dois pressupostos que permitem distinguir o conhecimento científico dos demais conhecimentos: 1 – Nenhuma teoria científica pode ser confirmada como sendo verdadeira; 2 – Uma teoria científica só pode ser provada que é falsa.
  • 9. CRITÉRIO VERIFICACIONISTA VS CRITÉRIO FALSIFICACIONISTA • Para o verificacionismo, a experiência científica deverá servir para verificar e confirmar a hipótese. A tónica é colocada na verificação e confirmação. • Segundo o critério verificacionista, basta um número de casos particulares para validar a hipótese. Um conjunto de casos particulares leva à generalização. A hipótese “transforma-se” em lei científica. • Para o falsificacionismo a experiência científica deverá servir para falsificar / tornar falsas as hipóteses. • Um enunciado será científico se for passível de ser empiricamente falsificável. • Segundo o critério falsificacionista, uma teoria será tanto mais válida quanto mais resistir à falsificação. Critério Verificacionista Critério Falsificacionista
  • 10. Falsificacionismo de K. Popper “O método da ciência é o método de conjeturas audazes e engenhosas seguidas de tentativas rigorosas de falseá-las. Só sobrevivem as teorias mais aptas. Nunca se pode dizer licitamente que uma teoria é verdadeira, pode-se dizer com otimismo que é a melhor disponível, que é melhor do que qualquer das que existiam antes.” K. Popper, Conhecimento Objetivo (1975)
  • 11. Falsificacionismo de K. Popper Para concluir:Para concluir: (…) «só há um caminho para a ciência:(…) «só há um caminho para a ciência: encontrar um problema, ver a sua beleza eencontrar um problema, ver a sua beleza e apaixonar-se por ele; casar e viver feliz comapaixonar-se por ele; casar e viver feliz com ele até que a morte nos separe – a não serele até que a morte nos separe – a não ser que obtenhamos uma solução. Mas, mesmoque obtenhamos uma solução. Mas, mesmo que obtenhamos uma solução, poderemosque obtenhamos uma solução, poderemos então descobrir, para nosso deleite, aentão descobrir, para nosso deleite, a existência de toda uma família de problemas-existência de toda uma família de problemas- filhos, encantadores ainda que talvez difíceis,filhos, encantadores ainda que talvez difíceis, para cujo bem-estar poderemos trabalhar,para cujo bem-estar poderemos trabalhar, com um sentido, até ao fim dos nossos dias».com um sentido, até ao fim dos nossos dias». Karl Popper, “O Futuro está Aberto” (p.3)