Anais
  VIII ENCONTRO NACIONAL DE
GERENCIAMENTO EM ENFERMAGEM
TRABALHO 01:
               ESTUDO DO PROCESSO DE ACREDITAÇÃO EM UMA INSTITUIÇÃO DE SAÚDE DA REDE PÚBLICA
                                                           DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Duarte MSM, Silvino ZR.
Mestrado Acadêmico em Ciências do Cuidado em Saúde/Universidade Federal Fluminense
E-mail: monicasmd@gmail.com
            Palavras-chave: acreditação; qualidade da assistência à saúde, acesso e avaliação; enfermagem; gestão em saúde.
            Resumo
A acreditação se define como “um processo no qual uma entidade, geralmente não governamental, separada e independente da
instituição de saúde, avalia a instituição de saúde para determinar se ela obedece a uma série de padrões criados para
aperfeiçoar a segurança e a qualidade do cuidado”.                  1:01   É uma forma de organização empresarial, cada “coisa” é colocada em
seu devido lugar, de maneira sistêmica, com responsabilidades e integração grupal. Essas certificações ajudam as empresas a
entenderem o que se passa internamente, como realmente funcionam e, de certa forma, orientam como devem tratar seus
processos, as suas não conformidades, os seus eventos, os fatores potenciais de risco, os incidentes e danos; para atuarem de
forma preventiva e corretiva, utilizando planos de ação e análises críticas de tal sorte e preparo que desvios não ocorram
novamente.       2   “Um sistema que traduz a qualidade nos serviços de saúde, no qual o usuário terá segurança no cuidado
recebido”.     3:1079   O uso dessa metodologia torna-se particularmente valiosa se considerarmos a situação atual da gestão de
serviços de saúde no Brasil com a inexistência de uma cultura de qualidade voltada para a qualificação da estrutura
organizacional e, principalmente, para a satisfação dos usuários.                    4   Apesar de a literatura existente apontar diversas vantagens
às instituições que aderem aos programas de acreditação, observa-se que poucas instituições, principalmente públicas do
Estado do Rio de Janeiro, conseguiram percorrer esse caminho de trabalho contínuo de sensibilização, envolvimento, liderança
efetiva da direção, perseverança e uma mudança cultural organizacional significativa para alcançarem a acreditação. Este
trabalho trata-se de uma Nota Prévia da Dissertação em desenvolvimento no MACCS/UFF, aprovada pelo CEP do HEMORIO
sob o número 230/10. Tem como objeto de estudo o processo de acreditação em uma instituição de saúde da rede pública
acreditada no Rio de Janeiro e será norteado pelos seguintes objetivos: caracterizar uma instituição de saúde da rede pública do
Estado do Rio de Janeiro acreditada, identificar os caminhos percorridos por esta instituição de saúde para ser acreditada e
discutir os benefícios institucionais obtidos ao ser acreditada. A definição dos objetivos direcionou a condução de um estudo
exploratório e descritivo, com abordagem qualitativa, método de estudo de caso único que está sendo desenvolvido no
HEMORIO. Utiliza-se como fonte de evidência a documentação referente ao processo de gestão da instituição e entrevistas
semi-estruturadas com os profissionais administrativos e de saúde que trabalham na instituição e acompanharam o processo de
acreditação. Os dados obtidos serão triangulados e tratados através da análise de conteúdo temática, um conjunto de técnicas
de análise das comunicações no intuito de obter, por métodos sistemáticos e objetivos a descrição do conteúdo das mensagens.
5    Espera-se que os resultados deste projeto contribuam para uma reflexão acerca da temática qualidade dos serviços de saúde
em instituições públicas, desperte e sensibilize gestores e profissionais de saúde das demais instituições de saúde da rede
pública do Estado do Rio de Janeiro não acreditadas a aderirem à implementação desta ferramenta da qualidade.
Bibliografia
1.       JCI. Padrões de acreditação da Joint Commision International para Hospitais. 3a ed. Rio de Janeiro; 2008.
2.       Feldman LB. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari; 2008. Farias SMC, Carvalho OLT, Ernestino EO, Silva FCA, Fernandes MSP,
         Pinto MA, et al. Hospital accreditation: the certainty of care with excellence. Rev Enferm UFPE Online [periódico na internet]. 2010 Abr/Jun [acesso em 2011
         Mar 14]; 4(esp):1076-80. Disponível em: http://www.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/view/927/pdf_101
3.       Rodrigues EAA. Uma revisão da acreditação hospitalar como método de avaliação de qualidade e da experiência brasileira [dissertação]. Rio de Janeiro:
         Programa de Mestrado Profissional da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz/MS, 2004.
4.       Bardin L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70; 2009.
TRABALHO 02
                         ACREDITAÇÃO HOSPITALAR: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA


Duarte MSM, Zenith RS.
Mestrado Acadêmico em Ciências do Cuidado em Saúde/Universidade Federal Fluminense
E-mail: monicasmd@gmail.com
Palavras chave: Acreditação, Qualidade da assistência à saúde, acesso e avaliação, Enfermagem.
Resumo
Na medida em que se sucedem mudanças nas ciências da saúde, nos acontecimentos mundiais, nas formas educativas e nas
condições sociais, afetadas pelas tendências políticas e econômicas atuais, tem sido um desafio assegurar a qualidade nos
serviços de saúde. Estudos recentes relatam que a gestão da qualidade oferece uma opção para a reorientação gerencial das
organizações.   (1)   As novas tendências em gestão reforçam a idéia da qualidade como instrumento-chave na busca da
sobrevivência em um mercado competitivo. Um enfoque dinâmico, contínuo e participativo, onde deve estar implícita a
responsabilidade pessoal de todos os membros da organização no desenvolvimento de novas formas de informação e
comunicação, orientado para a implementação da efetividade, eficiência e lucro nos processos que aportam valor agregado e
oculto à organização e aos usuários. (2) Entendendo que um dos conceitos relacionados à qualidade é o de avaliação, destaca-se
a acreditação hospitalar, uma ferramenta que contém critérios que colaboram e estimulam a melhoria da qualidade, um processo
no qual uma entidade, separada e independente da instituição de saúde, avalia a instituição de saúde para determinar se ela
obedece a uma série de padrões criados para aperfeiçoar a segurança e a qualidade do cuidado, propiciando a criação de uma
cultura de segurança e qualidade no interior de uma instituição que se empenha em aperfeiçoar continuamente os métodos de
prestação de cuidados ao paciente e os resultados obtidos.          (3)   Diante deste contexto e da importância da temática, resolveu-se
investigar o assunto, tendo como propósito subsidiar o projeto de pesquisa “Estudo do processo de acreditação em uma
instituição de saúde da rede pública do Estado do Rio de Janeiro” em desenvolvimento junto ao Programa do MACCS/UFF e,
por compreender que a Enfermagem é uma categoria profissional que se preocupa com a qualidade, estando sempre disposta a
aprender, melhorar e implementar um processo de qualidade.                   (4)   Este estudo tem por objetivo verificar como a temática
acreditação e/ou avaliação dos serviços de saúde está sendo abordada na literatura. Caracteriza-se em uma revisão integrativa
da literatura nas bases de dados eletrônicas: LILACS, IBECS, BEDENF e MEDLINE. Foram utilizados dois descritores:
Acreditação e Qualidade da assistência à saúde, acesso e avaliação, com recorte temporal entre os anos de 2005 a 2010.
Foram analisados 18(dezoito) artigos na íntegra online e uma dissertação de mestrado. Para analisar os dados encontrados,

utilizamos a leitura interpretativa e análise temática. Emergiram as categorias: Critérios de Resultado e Processo de Avaliação;
Benefícios para a assistência e Mudança cultural. Concluiu-se que a acreditação dos serviços de saúde é uma ferramenta que
está sendo utilizada mundialmente e tem evoluído seus processos continuamente para dar conta de alcançar com excelência
seus objetivos. Apesar de não evitar a ocorrência de erros profissionais, tem sido uma oportunidade das instituições de saúde
melhorarem a qualidade do atendimento, atenção e cuidado ao paciente. No que se refere ao Serviço de Enfermagem, o estudo
possibilitou identificar a sua participação no processo, pontuando a necessidade de ajustes para avaliação mais efetiva da
prestação do cuidado e conscientização de toda equipe.
Bibliografia
1.     Leitão RER, Kurcgant, P. Qualidade na prática gerencial da Enfermagem: as duas faces da mesma moeda. Niterói: Intertexto; 2004.
2.     Feldman LB. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari; 2008.
3.     JCI. Padrões de acreditação da Joint Commision International para Hospitais. 3a ed. Rio de Janeiro; 2008.
4.     Soares de Lima SB, Erdman AL, Prochnow AG, Leite JL, Moreira MCh. Percepção dos enfermeiros do serviço de urgência e emergência
       em relação à acreditação hospitalar. Enfermería Global [periódico na internet] 2007 Nov. [acesso em 18 mar 2011];        6(11):1-14.
       Disponível em http://revistas.um.es/eglobal/article/view/351/517
TRABALHO 03

    GERENCIAMENTO DE ENFERMAGEM: SELEÇÃO E INTEGRAÇÃO DO ENFERMEIRO RECÉM FORMADO EM UM
                           HOSPITAL PRIVADO – RELATO DE EXPERIÊNCIA

Fernandes OB, Tavora GN, Crisci SP
Beneficência Nipo Brasileiro
olivia.fernandes@hospitalnipo.org.br
Palavras Chaves: Processo Seletivo, Retenção de Talentos, Novos Profissionais, Integração.

Introdução
Trata-se de relato de experiência sobre o processo seletivo e integração de enfermeiros com menos de dois anos de formação,
sem experiência anterior como enfermeiros, que ocorreu em instituição privada, generalista e de médio porte, no primeiro
semestre do ano de 2010,com candidatos internos e externos.
Justificativa
Motivou-se a realização deste projeto, após identificarmos a necessidade de elevação do nível de comprometimento dos
profissionais, através de vínculo que se estabelece com a instituição que o recebeu, ainda recém formado, e proporcionou
oportunidade de aperfeiçoamento, tornando assim mais efetiva a retenção de talentos na instituição.
Objetivo
Selecionar, integrar e reter talentos.
Método
Realizamos um processo seletivo dividido em três etapas. A primeira foi uma verificação de conhecimento, contendo 14
questões técnicas e 7 gerenciais, a qual o candidato deveria atingir a pontuação mínima de 7. A segunda etapa foi uma
entrevista individual com a psicóloga da instituição, onde pode ser traçado o perfil psicológico de cada candidato. A terceira
etapa foi uma apresentação coletiva , sobre um tema aleatório, onde cada candidato teve a oportunidade de, além de abordar o
tema solicitado, apresentar-se aos coordenadores de áreas e colegas de seleção, que assistiram a apresentação, sendo esta
etapa utilizada para finalização da seleção, onde os gestores de área, através das competências traçadas para o cargo,
classificaram os candidatos.
A integração dos candidatos selecionados, ocorreu em duas etapas. Na primeira etapa os mesmos passaram por revisão
teórico/prático de técnicas básicas e iniciação a gestão em enfermagem. A segunda etapa, com o auxilio de um enfermeiro tutor,
foram acompanhados individualmente, em toda a rotina institucional, através de um instrumento de avaliação, modelo check list
e um plano de desenvolvimento, onde os mesmos tinham requisitos a desenvolver com prazos determinados.
Resultados
Tínhamos 5 vagas a serem trabalhadas, na primeira etapa do processo, houve 14 candidatos externos e 24 internos (
colaboradores que já trabalhavam na instituição).Desses,14 foram aprovados, 10 internos e 04 externos. Na etapa seguinte,
todos os aprovados, passaram por avaliação de perfil psicológico, o que proporcionou aos coordenadores de área uma
ferramenta adicional para a seleção. Na terceira etapa, foram aprovados 05 candidatos, sendo 2 externos e 3 internos,
preenchendo assim as vagas.
Obtivemos, no decorrer de um ano, o cumprimento de todos os requisitos planejados para os 05 novos colaboradores, tornando
assim possível, iniciarmos um novo processo de seleção interna para promoção dos mesmos como enfermeiros assistenciais.
Conclusão
Para Chiavenato, “Talento é preciso saber atrair, aplicar, desenvolver, recompensar, reter e monitorar esse ativo precioso para
as organizações”, sendo assim concluímos que promover oportunidade para o crescimento pessoal e profissional de novos
profissionais,embora seja um trabalho árduo, tem se tornado uma ferramenta útil para retenção de talentos.
Bibliografia
        CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos novos tempos. 2. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
TRABALHO 04

       IMPACTO DO USO DO CHECKLIST EM VISITAS À UTI NA QUALIDADE ASSISTENCIAL

Crisci SP, Proggert GLFG, Covas TG, Dalfior LJ
Hospital Nipo-Brasileiro
e-mail: Silvana.crisci@hospitalnipo.org.br

Palavras-chave: protocolos, checklist, UTI, infecção hospitalar

Resumo

Introdução
A assistência de enfermagem é um processo fundamental e poderoso no hospital. A relação: qualidade, segurança e
competência sustentam a tríade excelência (Feldman, 2007). Para tanto, ferramentas como protocolos ou checklists
podem ser utilizadas possibilitando uma pesquisa clínica mais rigorosa, além de prevenir, por exemplo, que um
paciente deixe de ser alimentado ou medicado.
Justificativa
O checklist desenvolvido surgiu pela necessidade de valorizar o tratamento do paciente dentro da Unidade de
Terapia Intensiva (UTI), reduzindo o tempo de permanência do mesmo na unidade e assim, diminuir o seu risco de
contrair infecção hospitalar.
Objetivo
O objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto da implantação do checklist desenvolvido, na redução das infecções
hospitalares na UTI do Hospital Nipo Brasileiro.
Método
A proposta surgiu da interação entre as equipes de enfermagem, médica, fisioterapia, nutrição, farmácia e a
Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).
O formulário do checklist foi idealizado com base em características do “fast hug” (Vincent JL, 2005) e da regra
mnemônica “Suspeita para o bem” (AMIB, 2009), contemplando tanto áreas como nutrição, profilaxia, precaução de
isolamento e programação quanto informações sobre analgesia, sedação, ventilação e dispositivos invasivos. Os
formulários foram preenchidos diariamente pela equipe de enfermagem com dados obtidos através da prescrição
médica e do exame clínico rotineiro de cada paciente. Com esses dados, os representantes das áreas médica,
enfermagem e fisioterapia se reuniam e discutiam, uma vez ao dia, sobre as decisões que seriam tomadas. O
mesmo era feito, uma vez por semana, pela equipe multidisciplinar. O presente trabalho iniciou-se em abril de 2010
e para a análise de resultados tomaremos por base os meses de abril, maio e junho do mesmo ano
Resultados
Em relação à aderência dos profissionais à ferramenta, inicialmente foi baixa (abril=55,46% dos dias preenchidos),
melhorando no mês seguinte (maio=81,74%) e voltando a cair em junho (62,46%).
Quanto à densidade de utilização de sonda vesical, que pode ser considerada como indicadora de infecção
hospitalar, já que quanto mais prolongado o seu uso, maior o risco de ocorrer infecção do trato urinário, constatou-se
que, em abril, 36 pacientes as utilizavam, sendo que 3 foram retiradas após o checklist (8,34%); em maio, foram 11
de 34 (32,35%), em junho, 5 de 19 (26,31%).
Conclusão
O uso de ferramentas como checklists pode reduzir o risco de infecções hospitalares e melhorar a qualidade do
atendimento. Entretanto, mais estudos são necessários a fim de simplificar o processo e, dessa maneira, conquistar
a adesão de novos profissionais.

Bibliografia
Avaliações Obrigatórias Diárias; In: Manual Prático de Medicina Intensiva./ Coordenadores Milton Caldeira Filho,
Glauco Adrieno Weftphal – 6ª Ed – São Paulo: seguimento Farma, 2009. 372p;il. ISDN 978-85-98353-93-7. Vários
autores
Feldman, LB; D‟Innocenzo, M; Cunha, ICK. Como fazer o gerenciamento de riscos? : proposta de um método
brasileiro de segurança hospitalar. Rev Einstein, São Paulo, v.5, (supl.1), p. 548-563. RC-17, set.2007.
TRABALHO 05

  AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO DOS CLIENTES QUANTO O MANUAL DE ORIENTAÇÃO PRÉ E
                            PÓS CIRURGIA CARDÍACA

                                                                   BITTAR, E; SILVA, E. A; DUARTE, D

                                                  INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA

                                         Email: elainenasc@yahoo.com.br; elianabi.fnr@terra.com.br

Resumo: Introdução: A experiência da cirurgia é causadora de estresse e ansiedade ao paciente e sua
família, pelo receio do desconhecido e pelas dúvidas e incertezas quanto ao processo de recuperação.
Justificativa: O que nos motivou para realizar este trabalho foi a necessidade em saber se os pacientes
estavam satisfeitos com o manual de orientação que recebiam no dia que antecede sua cirurgia e se este
atendia a expectativa de conhecimento referente a cirurgia através de um questionário o qual obtivemos
estas respostas. Objetivo: Avaliar a satisfação dos pacientes quanto o Manual de Orientações Pré e
Pós-Cirurgia Cardíaca e propôr melhorias e modificação do manual nos próximos exemplares. Método:
Trata-se de um estudo quantitativo descritivo exploratório, com uma amostra de 131 pacientes.
Resultados: Constatamos que houve importante aceitação dos pacientes em receber o manual de
orientação pré e pós operatório de cirurgia cardíaca no dia que antecede sua cirurgia, o que nos motiva a
desenvolver esta prática em outras especialidades como cirurgias vasculares, marcapasso e outras
realizadas na instituição de estudo. Conclusão: Evidenciamos que 98% dos pacientes acharam que o
manual contribuiu para o preparo de sua cirurgia e 99% classificou o manual como sendo ótimo e
conseguimos também algumas sugestões para melhoria deste manual nos próximos exemplares como
aumento das fotos nele contida, diminuindo a parte escrita.

Bibliografia:
       1Zago MMF, Casagrande LDR. A comunicação do enfermeiro cirúrgico na orientação com o
       paciente: a influência cultural. Rev Latino-am Enfermagem 1997; 5(4): 69-74.

       2Alexander EL, Rothrock JC, Meeker MH. Cuidados de Enfermagem ao Paciente Cirúrgico 10ª
       Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997; (1):21-35.

       3Silva AA - Visita pré-operatória de enfermagem pela enfermeira de Centro Cirúrgico. Rev. Esc.
       Enferm. USP ;21(2):145-60, ago. 1989.

       4Souza AA, Souza ZC, Fenili RM. Orientação pré operatória ao cliente: uma medida preventiva
       aos estressores do processo cirúrgico. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 07, n. 02, p. 215 -
       220, 2005.

       5Assis CC - Avaliação da efetividade de um manual informativo para redução de estresse em
       familiares de pacientes submetidos à cirurgia cardíaca – Tese de mestrado – São Paulo; s.n.;
       2005 (76) p.

       6Brasil, Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 196 que regulariza a
       pesquisa envolvendo seres humanos. [on line] 2006 [citado 1996] Disponível em: URL:
       http://conselho.saude.gov.br/docs/resolucoes/reso196 de 96.doc
TRABALHO 06

                       AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM DE UM
                                          CENTRO CIRÚRGICO

                                                                                                        BITTAR, E; SILVA, E. A.

                                                                     INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA

                                                          Email: elainenasc@yahoo.com.br; elianabi.fnr@terra.com.br

Resumo: Introdução: O ambiente de trabalho dentro de um centro cirúrgico (CC) exige ações sincronizadas entre a
equipe médica e de enfermagem apresentando-se assim como um ambiente repleto de novas situações e
expectativas, que podem resultar em fracassos ou vitórias. Ao longo do tempo, observa-se que estes profissionais
de enfermagem têm suportado cargas de trabalho cada vez maiores, com desproporcionalidade entre profissionais
por sala de cirurgia, turnos rotativos e presença de fatores de risco ocupacionais inerentes ao ambiente. Tais
situações podem gerar uma sobrecarga física e emocional a tais colaboradores, influenciando na sua satisfação com
seu trabalho. Justificativa: Diante da convivência com as dificuldades e estresse que os funcionários vivenciam no
ambiente cirúrgico, realizamos o presente trabalho para avaliar a satisfação dos colaboradores, necessidades e
sugestões de treinamentos. Objetivos: Avaliar a satisfação da equipe de enfermagem de um Centro-Cirúrgico e
identificar as necessidades da dessa equipe. Método: Trata-se se um estudo descritivo, exploratório, transversal
com análise quantitativa dos dados. Resultados: Constatamos que 97% da amostra estão satisfeitos com a
instituição; 98% referiram ter bom relacionamento com os colegas e chefia; 88,5% referiram ter uma ambiente
agradável de trabalho; 37% consideram a estrutura física adequada e 85% consideram o setor organizado.
Referente a área que mais gostam de trabalhar dentro do centro cirúrgico obtivemos os seguintes resultados:75%
preferem circular sala de cirurgia, 19,5% preferem trabalhar na anestesia e 15,5% preferem a área do arsenal. 63%
referem sentir necessidade de treinamentos em manuseio de equipamentos no CC e aulas de eletrocardiograma.
Quanto ao quadro de pessoal, 46% referem necessidade de aumentar o quadro. Valorização do profissional, 86%
sentem-se valorizados, porém 98% indicariam este local para um amigo trabalhar. Conclusão: Concluímos que
97% da amostra estão satisfeitos com a instituição, gostam de trabalhar no centro cirúrgico e indicariam este local
para um amigo trabalhar. Quanto as necessidades, foi apontado treinamentos em manuseio de equipamentos e
aulas de eletrocardiograma. Este resultado foi muito satisfatório, mesmo diante de todo estresse vivenciado no dia a
dia dos profissionais em ambiente cirúrgico.

. Bibliografia:
1. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização
(SOBECC). Práticas recomendadas da SOBECC. 4ª ed. São Paulo: SOBECC; 2007.
2. Brasil. Ministério da Saúde (MS). Portaria Interministerial 482 de 16 de abril de 1999. Diário Oficial da República Federativa do
Brasil, Brasília; 19 abr 1999. Seção I, p.15.
3. Silva A. Organização do trabalho na unidade de centro de material. Rev Esc Enf USP 1998; 32(2):169-78.
4. Moura MLPA. Gerenciamento da central de material e esterilização. São Paulo: SENAC; 1996.
5. Imai MT. Satisfação dos clientes e funcionários da central de materiais e esterilização. RAS 2003; 5(19): 5-16.
TRABALHO 07

   PRAZER NO TRABALHO DE TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO PRONTO-SOCORRO DE UM HOSPITAL
                                UNIVERSITÁRIO PÚBLICO

Garcia AB, Dellaroza MSG, Haddad MCL, Pachemsky LR
Universidade Estadual de Londrina (UEL)
alessandrabg@gmail.com

Introdução: As questões subjetivas dos trabalhadores em saúde têm sido bastante discutidas, nos últimos anos,
pela comunidade científica. Vários estudos apresentam o aspecto emocional como causador de doenças e com
impacto profundo na saúde do trabalhador. Tais considerações envolvem a psicodinâmica do trabalho, a qual
considera o trabalho como constituinte do sujeito e central nos processos de subjetivação, fazendo uma análise
sóciopsíquica do trabalho a partir de sua organização, pois passamos uma vida inteira dentro das organizações, as
quais se revelam por ser a base da organização da sociedade e o núcleo definidor do sentido da existência humana.
Assim, faz-se essencial que o trabalho seja o mais prazeroso possível, sendo o prazer até mesmo uma forma de
aliviar a carga laboral. A qualidade de vida no labor é um dos maiores determinantes para a qualidade de vida do ser
humano. Justificativa: A qualidade da assistência prestada aos pacientes está diretamente relacionada com a
qualidade de vida no trabalho da equipe. Conhecer as fontes de prazer no trabalho pode ajudar o gestor a realizar
ações que melhorem o ambiente de trabalho, tornando-o também uma fonte de prazer. Objetivo: Revelar os
sentimentos de prazer vivenciados por técnicos de enfermagem que trabalham em um pronto-socorro, buscando
compreender também aspectos deste processo de trabalho. Método: Estudo descritivo com abordagem qualitativa,
coleta de dados através de entrevista semi-estruturada, utilizando-se a técnica de análise de conteúdo para a análise.
O local de estudo foi o pronto-socorro de um hospital do Paraná e para a seleção dos sujeitos foi utilizada a técnica
bola-de-neve dentre os técnicos de enfermagem que trabalhavam há pelo menos um ano nesta unidade.
Resultados: Surgiram das falas dos entrevistados aspectos importantes do processo de trabalho, como a
imprevisibilidade do pronto-socorro trazendo a necessidade de estar sempre alerta; o impacto do trabalho em equipe
e a interdependência multiprofissional podendo interferir na qualidade da assistência prestada; e o modelo de
cuidados integrais no processo de trabalho como precursor da humanização ao paciente e de um cuidado consciente
e significativo, envolvendo aspectos relacionais. Quanto aos sentimentos de prazer, os mesmos originam-se de uma
só vertente: o reconhecimento do trabalho; seja ele pelo paciente, pela equipe, pela sociedade ou pelo próprio sujeito
que o executa. Outros trabalhos trazem o Status Profissional, a Autonomia e a Interação como fatores de satisfação
profissional, o que se relaciona intimamente com o reconhecimento do trabalho em seus vários aspectos,
encontrados como resultado desta pesquisa. Conclusão: As falas apontam para a real importância da prática do
cuidado consciente, humanizado e reconhecido para a saúde emocional do sujeito em seu processo de trabalho,
sendo estas três características primordiais para uma relação sujeito-trabalho saudável. O reconhecimento do
trabalho se configurou como uma variável subjetiva complexa no âmbito da psicodinâmica do trabalho e transpareceu
a importância extrema de se valorizar o nosso profissional com a mesma preocupação que temos em capacitá-lo
cognitivamente, pois o prazer no trabalho colabora para a saúde psíquica do trabalhador. Cuidar da equipe é cuidar
da qualidade da assistência.

Bibliografia
Bendassolli PF, Soboll LAP, organizadores. Clínicas do trabalho. São Paulo (SP): Atlas; 2011. p. 3-21.
Zanelli JC, Silva N. Programa de preparação para aposentadoria. Florianópolis (SC): Insular; 1996.
Haddad MCL. Qualidade de vida dos profissionais de enfermagem. Espaço para Saúde [internet]. 2000 [acesso em: 22 mar
2010]. Disponível em: http://www.ccs.uel.br/espacoparasaude/v1n2/doc/artigos2/QUALIDADE.htm.
Schmidt DRC, Dantas, RAS. Quality of life at work among nursing professionals at surgical wards from the perspective of
satisfaction. Rev Latino-am Enfermagem. 2006 janeiro-fevereiro; 14(1):54-60.
TRABALHO 08

SATISFAÇÃO DO PACIENTE QUANTO À ASSISTÊNCIA PRESTADA PELA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UM
                               HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Simões ALA, Silva APM, Duarte JMG, Ferreira MBG
Universidade Federal do Triângulo Mineiro – Uberaba (MG)
joyceduarte@hotmail.com

O atual cenário mercadológico exige qualidade dos serviços oferecidos. Na área da saúde, a qualidade tornou-se
essencial à sobrevivência das instituições. A satisfação do usuário constitui importante atributo para a avaliação da
qualidade dos serviços de saúde. A satisfação representa a qualidade percebida após a experimentação de um
serviço, envolvendo uma avaliação subjetiva. Nas instituições hospitalares, a equipe de enfermagem permanece por
maior tempo junto ao paciente sendo responsável por cuidados diretos e ininterruptos, o que justifica esse estudo
pelo fato da satisfação do paciente ser diretamente influenciável pelos cuidados recebidos. Nesse contexto, esse
estudo tem como objetivo identificar o grau de satisfação apresentado pelos pacientes de um Hospital Universitário
em relação à assistência prestada pela equipe de Enfermagem. Trata-se de um estudo quantitativo, exploratório e
descritivo, desenvolvido nas unidades de Clínica Médica e Cirúrgica. Os participantes foram indivíduos que estiveram
internados nas clínicas por mais de três dias, maiores de 18 anos, orientados no tempo e espaço e comunicando-se
verbalmente. Para identificar o grau de satisfação dos usuários, foi utilizado o Instrumento de Satisfação do Paciente
(ISP), validado e adaptado do Patient Satisfaction Instrument, o qual contempla 25 proposições dividas em três
domínios: confiança; educacional; técnico-profissional. Os dados foram coletados no período de janeiro a março de
2011. Dentre as 274 pessoas hospitalizadas nesse período, nas referidas clínicas, 33 recusaram-se a participar, 48
foram excluídos por não atender aos critérios de inclusão, resultando na participação de 193 individuos. Todos foram
informados sobre os objetivos do estudo e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para a análise
dos dados utilizou-se: análise descritiva, Teste t-Student (p<0,05) e correlação de Pearson. Os resultados
demonstraram que dos 193 participantes, 95 estavam internados na Clínica Cirúrgica, e 98 na Clínica Médica; 76
eram do sexo feminino e 117 do sexo masculino. A média da idade foi de 52 anos, e do tempo de internação 4,16
dias. A média geral dos escores dos três domínios foi de 3,81. O maior score médio refere-se ao domínio técnico
profissional (4,09), seguido, respectivamente, pelo educacional (3,90) e confiança (3,58). Constatou-se que não
houve diferenças estatisticamente significantes entre as médias de scores dos domínios e os sexos, feminino (3,75) e
masculino (3,85) (t= 1,030; p=0,304); e entre as médias de scores dos domínios e as clínicas, Médica (3,73) e
Cirúrgica (3,89) (t= -1,666; p=0,097). O coeficiente de correlação de Pearson (r = -0,087) demonstrou correlação
fraca entre os dias de internação e os scores dos domínios, porém não foi estatisticamente significativa. Conclui-se
que a maior satisfação apresentada pelos participantes em relação à assistência prestada pela equipe de
Enfermagem, relaciona-se ao domínio técnico-profissional e a menor ao domínio confiança.
Descritores: Satisfação do paciente; qualidade da assistência à saúde; enfermagem

Referências:
Oliveira AML, Guirardello EB. Satisfação do paciente com cuidados de enfermagem: comparação entre dois hospitais.
RevEscEnferm USP. 2006; 40(1): 71-7.
Polizer R, D‟Innocenzo M. Satisfação do cliente na avaliação da assistência de enfermagem. RevBrasEnferm 2006 jul-ago; 59(4):
548-51.
Lopes JL etal.Satisfação de clientes sobre os cuidados de enfermagem no contexto hospitalar. Acta Paul Enferm 2009; 22(2):
136-41.
Pascoe G.C, Patient satisfaction in primary health care: a literature review and analysis. Eval.Progr. Plann.1983; 6: 185-210
TRABALHO 09

                          RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE O CUIDADO HUMANIZADO
                                           À FAMÍLIA NA UTI:
                                    UM DESAFIO PARA A ENFERMAGEM

Duarte JMG, Trovó HC, Nascimento RH, Dutra AS.
Universidade de Uberaba – Uberaba (MG)
joyceduarte@hotmail.com

A família é constituída por pessoas que convivem em um espaço de tempo, unidas por laços consangüíneos,
afetivos e/ou de doação. Quando em situação de adoecimento, o indivíduo pode demandar internação em uma UTI,
nesta ocasião a interação família-paciente ocorre exclusivamente durante o horário de visitas. Associado à
criticidade, que caracteriza a necessidade de internação em uma UTI, é natural que os integrantes da família
possam apresentar sentimentos como: esperança, alívio, medo e insegurança. Considerando tais aspectos, propôs-
se este estudo, que objetivou compreender a assistência de enfermagem prestada a família de clientes internados
na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital universitário em uma cidade do Interior de Minas Gerais, durante o
horário de visitas. Trata-se de um relato de experiência, de caráter qualitativo, exploratório e descritivo. Foi utilizado
o relato das experiências das autoras durante estágio voluntário observacional realizado em um Hospital
Universitário. As participantes observaram a assistência de enfermagem oferecida ao familiar de pacientes
internados na UTI, durante o horário de visitas. Foi construído um roteiro norteador contendo aspectos relevantes,
que eram registrados em um diário de campo. A população do estudo constituiu-se de todos os visitantes de
pacientes internados na UTI no período de setembro a outubro de 2009, quando ocorreu a saturação dos dados.
Para análise dos mesmos foi utilizada a análise de conteúdo. Os resultados foram apresentados como: interação
familiar e cliente internado em UTI; interação família e equipe de enfermagem; equipe de enfermagem frente ao
familiar; observação da tríade: família, cliente e profissional e descrição das intervenções. Seis categorias foram
construídas baseadas nos registros das observações das participantes e em referências bibliográficas, as quais
foram definidas como: mudanças cotidianas frente à internação de um familiar, UTI como local de recuperação e
esperança, necessidade de segurança, satisfação do familiar, insegurança ao orientar e enfrentamento do
sofrimento familiar. A partir dos resultados foram elaboradas e executadas as seguintes intervenções: educação
continuada direcionada aos profissionais de enfermagem da unidade, produção de um panfleto informativo e de um
cartaz com orientações aos visitantes da UTI. Consideramos importante a atuação da equipe de enfermagem no
sentido de promoção de efetiva interação com a família, por uso da comunicação como principal instrumento de
humanização. No entanto, deve ser destacada, também, a necessidade de maior atenção à humanização das
condições de trabalho deste profissional sugerindo-se a constituição de grupos de trabalho de humanização que
possam propor melhorias. Notamos ser de grande relevância a presença do enfermeiro durante o horário de visitas
acolhendo ao familiar. E enfim, salientamos a necessidade de produção de estudos referentes ao tema e maior
atenção a este assunto na grade curricular das escolas de enfermagem.

Palavras-chave: Unidade de Terapia Intensiva; cuidados de Enfermagem; família; enfermagem.

Referências:

Inaba LC, SMJP, Telles SCR. Paciente crítico e comunicação: visão de familiares sobre sua adequação pela equipe de
enfermagem. Rev Esc Enferm USP. 2005; 39(4).

Montefusco SRA, Bachion MM, Nakatani AYK. Avaliação de familiares no contexto hospitalar: uma aproximação entre o modelo
Calgary e a Taxonomia da NANDA. Texto Contexto Enferm. 2008; 17(1): 72-80.

BRASIL. Política Nacional de Humanização de 2004. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. Disponível em:
<http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/doc_base.pdf>.
TRABALHO 10

        A ESTRUTURA DE UM SERVIÇO DE URGÊNCIA PÚBLICO NA ÓTICA DOS TRABALHADORES:
                                PERSPECTIVAS DA QUALIDADE


Silva LG, Matsuda LM, Waidman MAP
Universidade Estadual de Londrina - PR
E-mail: larissagutierrez@yahoo.com.br


Introdução
As mudanças nas relações sociais e nos processos produtivos, vivenciados pela sociedade contemporânea, têm
resultado em maior preocupação com a qualidade dos serviços.
                 No contexto hospitalar, permeado de especificidades e complexidades, as unidades de urgência são
desafiadas a incorporar a qualidade no seu gerenciamento com o intuito de garantir um atendimento adequado, no
menor espaço de tempo possível, evitando ou minimizando sequelas e outros danos à saúde dos usuários e
trabalhadores.
Justificativa e Objetivo
Considerando que a tríade de avaliação em saúde proposta por Donabedian - Estrutura, Processo e Resultado -
permite uma análise sistemática da qualidade do atendimento à saúde; que apesar dos avanços no atendimento à
urgência no Brasil quanto à organização do sistema de saúde, muitos serviços desta área, principalmente aqueles
de natureza pública, ainda permanecem superlotados e em situações precárias e; que os recursos humanos ocupam
posição de grande destaque na prestação de serviços e refletem a imagem da instituição, este trabalho tem o
objetivo de apreender a percepção de trabalhadores de um serviço de urgência público em relação à qualidade da
estrutura local.
Método
Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratório-descritiva realizada em um serviço de urgência público do estado
de São Paulo. Os dados foram coletados em abril de 2010 por meio de entrevistas individuais com dez
trabalhadores da equipe multiprofissional, utilizando a frase norteadora: “Fale-me sobre a sua vivência em relação à
Gestão da Qualidade no Serviço de Urgência”. A análise dos dados fundamentou-se no referencial de Bardin. Este
estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Estadual de Maringá- PR sob o parecer n.
013/2010.
Resultados
A compreensão da percepção de trabalhadores de um serviço de urgência público em relação à Estrutura
possibilitou a análise das seguintes categorias: recursos físicos; materiais; humanos; financeiros; normativos e do
sistema de informação.
Os resultados demonstraram que os entrevistados avaliaram positivamente a Estrutura do serviço em que atuam,
destacando a disponibilidade dos recursos materiais em quantidade e qualidade satisfatórias; reformas e
adequações realizadas na estrutura física; qualificação e capacitação profissional; repasse dos recursos financeiros
conforme metas institucionais; direcionamento do atendimento por meio de protocolos estabelecidos com os
serviços intra e extra hospitalares; e monitoramento das informações através de indicadores de qualidade.
Conclusão
Conclui-se que, apesar de haver certas fragilidades no setor como alta temperatura do ambiente e déficit de
recursos humanos, os trabalhadores consideram que a dimensão Estrutura atende satisfatoriamente aos preceitos
da qualidade e isso certamente contribui para que o atendimento no serviço também seja de qualidade.

Bibliografia
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2008.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n.º 3125, de 07 de dezembro de 2006. Institui o Programa de Qualificação da Atenção
Hospitalar de Urgência no Sistema Único de Saúde - Programa QualiSUS e define competências. Ministério da Saúde, 2006.
DONABEDIAN, A. The quality of care: how can it be assessed? J. Am. Med. Assoc. v. 260, n.12, p.1743-1748, 1988.
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2008.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n.º 3125, de 07 de dezembro de 2006. Institui o Programa de Qualificação da Atenção
Hospitalar de Urgência no Sistema Único de Saúde - Programa QualiSUS e define competências. Ministério da Saúde, 2006.
DONABEDIAN, A. The quality of care: how can it be assessed? J. Am. Med. Assoc. v. 260, n.12, p.1743-1748, 1988.
TRABALHO 11

A QUALIDADE E O RESULTADO DO ATENDIMENTO: PERCEPÇÃO DE TRABALHADORES DE UM SERVIÇO
                                    DE URGÊNCIA


Silva LG, Matsuda LM
Universidade Estadual de Londrina - PR
E-mail: larissagutierrez@yahoo.com.br

No contexto das transformações que ocorrem na sociedade contemporânea a qualidade tornou-se uma exigência.
Isso ocorre também na área da saúde e têm impulsionado as instituições a realizarem readequações no seu
gerenciamento com o propósito de reduzir os custos, aumentar a produtividade e satisfazer as expectativas dos
clientes. Frente à necessidade de melhorar o atendimento, os serviços de urgência e emergência são desafiados a
incorporarem os preceitos da qualidade na sua gestão, atendendo às premissas da Política de Qualificação da
Atenção à Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) – QualiSUS - que considera prioritária realização de melhorias
no atendimento às urgências. Considerando a imperiosa necessidade de abordar a qualidade e os resultados do
atendimento das unidades de urgência associada à importância de conhecer a vivência dos trabalhadores que
atuam nestes serviços, este trabalho tem como objetivo apreender a percepção de trabalhadores de um serviço de
urgência público sobre os resultados do atendimento no sistema de gestão pela qualidade. Trata-se de uma
pesquisa qualitativa, exploratório-descritiva com dez trabalhadores da equipe multiprofissional de um serviço de
urgência público do estado de São Paulo que adota o sistema de Gestão pela Qualidade. Foram realizadas
entrevistas individuais utilizando a frase norteadora: “Fale-me sobre a sua vivência em relação à Gestão da
Qualidade no Serviço de Urgência”. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade
Estadual de Maringá-PR sob o parecer n. 013/2010. Os dados foram tratados de acordo com o método Análise de
Conteúdo, o que possibilitou a formação da categoria “Explorando o resultado do atendimento e a sua relação com a
qualidade” e duas subcategorias “A busca de resultados positivos no cotidiano do Serviço de Urgência” e “A
satisfação do cliente como foco das práticas no Serviço de Urgência”. Constatou-se que os trabalhadores valorizam
a avaliação do processo de cuidado para o alcance de resultados positivos; que se empenham para a resolutividade
dos problemas apresentados pelos usuários; que estão dispostos a enfrentar os desafios relacionados à nova
certificação de qualidade. Além disso, os entrevistados assumem a postura de que não basta atingir metas
institucionais, mas também é preciso atuar com humanidade e em parceria com o usuário. Concluiu-se que, apesar
de não haver participação efetiva do usuário no processo de atendimento, os trabalhadores do serviço investigado
percebem que os resultados produzidos por intermédio da Gestão da Qualidade são positivos. Neste sentido,
tomando como exemplo o local deste estudo, é essencial desenvolver e estimular uma            cultura organizacional que
direcione os profissionais de saúde, principalmente nos serviços de urgência, a refletirem sobre os efeitos das suas
práticas cotidianas no produto final do processo produtivo, que neste caso é a vidas e a saúde das pessoas.




Bibliografia
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2008.
DONABEDIAN, A. The quality of care: how can it be assessed? J. Am. Med. Assoc. v. 260, n.12, p.1743-1748, 1988.
JUNIOR, G.D.G.; VIEIRA, M.M.F. Qualidade total e administração hospitalar: explorando disjunções conceituais. Ciência saude
coletiva. n.7, v.2, p.325-334, 2002.
TRABALHO 12

    UM OLHAR PARA A QUALIDADE NO PROCESSO DE ATENDIMENTO DE UM SERVIÇO DE URGÊNCIA
                       PÚBLICO: PERSPECTIVAS DE TRABALHADORES


Silva LG, Matsuda LM
Universidade Estadual de Londrina - PR
E-mail: larissagutierrez@yahoo.com.br


Introdução: Uma unidade de urgência e emergência tem o propósito de acolher e atender adequadamente os
usuários através de uma avaliação rápida, estabilização do quadro agudo e pronta admissão no hospital. Almejando
a prestação de serviços em melhores níveis de qualidade, o Ministério da Saúde, em 2003, instituiu a Política de
Qualificação da Atenção à Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) - “QualiSus” - que prioriza o processo de
qualificação nos serviços de urgência e emergência. Justificativa e Objetivo: Mediante a importância de se obter
informações que contribuam na melhoria da assistência à urgência e emergência e por considerar que a avaliação
do processo de atendimento reflete a essência da qualidade da atenção à saúde e constitui condição essencial
nessa busca, este trabalho tem o objetivo de compreender a percepção de trabalhadores de um serviço de urgência
público quanto à qualidade no processo de atendimento. Método: Trata-se de uma pesquisa qualitativa,
exploratório-descritiva, realizada em um serviço de urgência público do estado de São Paulo, o qual adota o sistema
de Gestão da Qualidade. Em abril de 2010, foram realizadas dez entrevistas individuais com a equipe
multiprofissional utilizando a frase norteadora: “Fale-me sobre a sua vivência em relação à Gestão da Qualidade no
Serviço de Urgência”. Os dados foram tratados de acordo com o método Análise de Conteúdo proposto por Bardin.
Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Estadual de Maringá- PR sob o parecer
n. 013/2010. Resultados: Os depoimentos foram categorizados em duas dimensões intituladas de “Técnica” e
“Relacional” segundo o referencial de Donabedian. Na primeira dimensão os entrevistados identificaram a qualidade
no processo de atendimento, com destaque à integração entre a unidade de urgência e os serviços extrahospilares;
a necessidade da qualidade estar presente em todos os níveis de atenção do sistema de saúde; a expectativa e
direcionamento das lideranças em relação à qualidade do serviço; a gestão de eventos não desejados focada no
processo de trabalho e não na punição de pessoas; a promoção da qualidade a partir do Acolhimento com
Classificação de Risco e do atendimento de casos referenciados. Em relação à segunda dimensão, os entrevistados
enfatizaram as práticas humanizadas através do respeito às necessidades e preferências dos usuários e a relação
favorável entre os trabalhadores. Conclusão: Conclui-se que, apesar de haver relatos de descontentamento quanto
ao trabalho em equipe, os entrevistados percebem que o processo de atendimento no serviço de urgência está em
sintonia com os preceitos da qualidade, o que permite oferecer uma assistência segura e qualificada assim como
aumenta a possibilidade de produzir resultados satisfatórios.



Bibliografia
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2008.
BRASIL. Ministério da Saúde. Qualisus: Política de qualificação da atenção à saúde. Brasília, 2004.
DONABEDIAN, A. The quality of care: how can it be assessed? J. Am. Med. Assoc. v. 260, n.12, p.1743-1748, 1988.
TRABALHO 13


  PORTFÓLIO REFLEXIVO COMO INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: PERCEPÇÃO DE
                              RESIDENTES DE ENFERMAGEM

França, TE, Vannuchi MTO, Guariente, MHDM
Universidade Estadual de Londrina
E-mail para contato: mhguariente@sercomtel.com.br


RESUMO

A avaliação é um assunto amplamente discutido nas instituições de ensino e constitui-se em um desafio para os
educadores e estudantes. No meio educacional o portfólio reflexivo apresenta-se como estratégia possibilitadora de
práticas de avaliação emancipatória, coerentes com o processo de ensino aprendizagem comprometido com a
formação crítico-reflexiva. O processo de avaliação da Residência em Gerência de Serviços de Enfermagem do
Programa Integrado de Especialização da Universidade Estadual de Londrina (UEL) utiliza o portfólio reflexivo,
considerando que oportuniza o acompanhamento do processo de aprendizagem, por meio do registro das
produções do residente, suas percepções e estudos. O portfólio é estruturado em três partes: A minha trajetória, que
consiste em descrever a trajetória do aluno até chegar à residência, as percepções e sentimentos frente a essa nova
fase acadêmica; a Área acadêmica, etapa em que o aluno apresenta todas as discussões realizadas em sala de
aula de acordo com propostos e as metodologias de ensino utilizadas e a Área pessoal, em que contextualiza o seu
momento de vida acadêmica e é estimulado a ilustrar suas ações e reflexões através de colagem de fotos. Além
disso, esta etapa consiste em levar o estudante a refletir, semanalmente, sobre sua prática diária, acúmulo de
experiências, dificuldades encontradas e crescimento pessoal e profissional que advém do processo vivenciado
durante a residência. As reflexões semanais são encaminhadas via e-mail ao docente que as lê a as devolve com as
suas considerações. Considerando a importância do portfólio reflexivo como instrumento de avaliação, este estudo
teve o objetivo descrever as percepções dos estudantes da Residência em Gerência de Serviços de Enfermagem,
envolvidos na construção/implementação deste instrumento. Trata-se de uma pesquisa descritiva na abordagem
qualitativa, desenvolvida no curso de Residência em Gerência de Serviços de Enfermagem, alocado no Centro de
Ciências da Saúde, da Universidade Estadual de Londrina. Os sujeitos da pesquisa foram ex-alunos e atuais alunos
do curso de Residência em Gerência dos Serviços de Enfermagem, totalizando, 23 alunos. Os dados foram
coletados por entrevistas realizadas, individualmente, com base em um questionário pré-elaborado. Para a análise
dos dados utilizou-se a análise do conteúdo proposta por Bardin. Os resultados demonstraram que a utilização do
portfólio reflexivo na Residência tem um potencial significativo quando se evidenciam algumas possibilidades, dentre
elas o desenvolvimento da capacidade reflexiva, a auto-avaliação, a avaliação pelo docente, o desenvolvimento da
competência de comunicação escrita e a organização de material teórico pedagógico. Como aspectos facilitadores
do portfólio reflexivo identificaram-se: a relação professor-aluno; o feedback docente e articulação teoria e prática.
Como aspectos dificultadores os discursos dos residentes evidenciaram: a falta da habilidade escrita; o ato de
refletir, a reflexão extemporânea e a falta de tempo. O uso do portfólio reflexivo na Residência demonstrou-se
concordante com uma avaliação a serviço da aprendizagem, todavia, instala desafios particulares aos sujeitos
envolvidos em sua implementação. O portfólio reflexivo desponta como uma promissora ferramenta de avaliação,
que pode sugerir outras possibilidades além das descritas neste trabalho.
TRABALHO 14

Estratégias de prevenção de eventos adversos em quimioterapia antineoplásica:
subsídios à efetividade do processo de cuidar em enfermagem

                                                     Santos, VO¹, Moreira, MC²


Introdução. Prestação de assistência à saúde sem riscos e falhas no atendimento é objetivo de profissionais de
saúde. Na especificidade do trabalho em unidades de quimioterapia antineoplásica necessita-se de atualização e
sensibilização das enfermeiras acerca das condições necessárias para garantia da qualidade da assistência aos
clientes, principalmente, prevenção e controle dos eventos adversos. O gerenciamento desses eventos pela
enfermeira é estabelecido na Resolução 220, de 21 de setembro de 2004, pela Agência Nacional de Vigilância
Sanitária, que destaca responsabilidade da equipe da enfermagem na manutenção das boas práticas na
administração da quimioterapia., levando à responsabilidade de detectar e prevenir precocemente erros de
medicação. Medicamentos antineoplásicos são considerados de alto risco, podendo produzir reações e eventos
adversos em qualquer fase do processo de medicação (prescrição, dispensação, preparação e administração). É
considerado erro de medicação relacionado aos antineoplásicos qualquer erro real e/ou fatal identificado num
medicamento prescrito, dispensado, preparado e administrado em diferentes doses adequadas para o paciente, com
data errada, técnica incorreta de administração, incluindo velocidade, concentração. (García, et al 2007) Portanto,
necessita-se de busca por estratégias de prevenção básica para toda equipe de enfermagem, garantindo qualidade
e segurança prestada aos pacientes. Trata-se de recorte da dissertação de mestrado. Eventos adversos em
quimioterapia antineoplásica: subsídios para Gerenciamento de Enfermagem. Objetivo Discutir estratégias
apontadas pelas enfermeiras que favoreçam prevenção de eventos adversos numa central de quimioterapia.
Metodologia Tratou-se de estudo descritivo, abordagem qualitativa que utilizou método do estudo de caso
representativo e longitudinal com entrevista semi-estruturada e observação não-participante com análise documental
do prontuário e relatórios de enfermagem do setor. Oito enfermeiras com mais de dois anos numa central de
quimioterapia de hospital federal do Rio de janeiro participaram do estudo. Resultado. Dentre estratégias apontadas
pelas enfermeiras, incluem-se educação da equipe e fornecimento de alertas sobre antineoplásicos, verificação da
prescrição anterior e superfície corporal; consulta de enfermagem sistematizada Conclusão. Ao finalizar o estudo,
percebemos existir na instituição, política de administração de medicamentos de antineoplásicos, como: avaliação
da prescrição por enfermeiros que atuam na central de quimioterapia. Estratégias para prevenção indicam
necessidade de aprofundamento do processo de gerenciar eventos adversos em quimioterapia diante de situações
complexas na dinâmica do trabalho assistencial das enfermeiras.


Bibliografia

ASHP COUNCIL ON PROFESSIONAL AFFAIRS. ASHP guidelines on preventing medication errors with Antineoplastic agents.
American Journal of Health System Pharmacy, v. 59, n. 17, p. 1648-1668, 2002.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Agência Nacional de Vigilância Sanitária/ANVISA, Resolução N° 220, 21 de setembro de
2004. Disponível em: <http://e-legis.bvs.br/leisref/public/showAct. php?mode=PRINT_VERSION&id=12639>. Acesso em: 25 out.
2007.
GARCÍA et al Sistema integrado de prevención de errores en el proceso de utilización de medicamentos en oncología. Revista
cubana de farmacia
1Gestão Hospitalar (ENSP/FIOCRUZ), Administração Hospitalar (Soc. São Camilo de Ensino, Mestre em enfermagem (UFRJ/EEAN,)

Chefe do Serviço em Procedimentos Externos HCI (INCA)

2Doutora em enfermagem Universidade federal do Rio de janeiro Professora adjunta da UFRJ/EEAN, coordenadora do curso de
Mestrado EEAN/UFRJ
TRABALHO 15

REFORMULAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM EM UMA INSTITUIÇÃO PRIVADA UTILIZANDO AS TAXONOMIAS
NANDA, NOC E NIC.

                                                                       Brito AC, Ribeiro APF, Veiga MF, Silva RV, Sobreira RM

                                                           Resumo

A enfermagem como ciência advêm de uma progressão de teorias transpostas às classificações de diagnósticos, resultados e
intervenções. Os modelos teóricos têm avançado desde os anos 60 até os dias atuais onde já dispomos de terminologia única
(NNN) contribuindo para maior qualidade do cuidado de enfermagem. O objetivo desse trabalho é relatar a historia da
implantação do processo de enfermagem em uma instituição privada da cidade de Salvador e descrever o processo de
reformulação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) associando às terminologias NANDA/NOC/NIC (NNN),
iniciado no ano de 2008. A necessidade de remodelar o instrumento de trabalho se deu pela falta de subsídios em avaliar a
assistência prestada aos nossos clientes e consequentemente o acompanhamento da evolução e resolução dos diagnósticos
traçados. A estratégia metodológica aplicada é um relato de experiência descrevendo como iniciou o processo na instituição e
todas as suas etapas de evolução até o momento atual na reformulação do seu modelo. Os resultados obtidos neste estudo
permitiram verificar dentro do processo evolutivo da SAE, alguns pontos chaves nas etapas de mudanças: a) Inaugurou a
instituição já utilizando a SAE embasada no modelo conceitual das Teorias de padrões de resposta humana - Necessidades
Humanas Básicas (Wanda Horta) e Auto Cuidado (Dorothea Oren) correlacionando aos problemas detectados; b) Em 1999 o
serviço de Neonatologia reestruturou seus Protocolos Assistenciais utilizando a Terminologia da NANDA, iniciando outro tipo de
abordagem na consistência do Prontuário de Enfermagem; c) Em 2008, realizou-se uma auditoria pelo Escritório de Qualidade
nos prontuários e entrevista com os Enfermeiros com a finalidade de avaliar o grau de conhecimento sobre o Processo e sua
efetividade; d) em 2009 criou-se uma Comissão da SAE para reformulação do Processo de Enfermagem utilizando (NNN). Como
conclusão observa-se que a Comissão da SAE deu um novo direcionamento ao processo de enfermagem utilizado na instituição.
Atendendo a uma Missão Institucional buscou o conhecimento unificado como equipe e estrategicamente a formação de uma
comissão com pessoas que alcançassem a maior representatividade do hospital, constituído pela equipe de staf da Enfermagem
(1 Diretora de Enfermagem, 2 Gerentes (unidade de internação e unidade Pediátrica); 4 Coordenações (Neonatologia, UTIs,
unidade de internação). A partir dessa Comissão foi proposto um desafio para as Líderes das unidades em se aperfeiçoar e
aprimorar sobre as mudanças ocorridas no decorrer dos anos dos modelos teóricos e terminologias da SAE e em seguida
reformular o sistema de informação de enfermagem utilizando a terminologia NNN, com a missão de disseminar ou multiplicar
junto às equipes a construção do conteúdo.


Referências Bibliográficas:

                    1BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. LEI 7498/86, DE 25 DE JUNHO DE 1986.
                    Dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem. [texto da internet] disponível em URL:
                    HTTP://www.portalcofen.gov.br
2NANDA, Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2009-2011/NANDA Internacional; tradução Regina Machado
Garcez-Porto Alegre:Artmed,2010
3DOCHTERMAN, JM, BULECHECK, GM. Classificação das intervenções de enfermagem (NIC).4ª.ed.Porto Alegre:Artmed;2008
4MOORHEAD, S, et al. Classificação dos resultados de enfermagem (NOC). Marta Avena, tradutora. 3ed. Porto Alegre: Artmed, 2008.
5JOHNSON, M, BULECHEK, G, BUTCHER, H, DOCHTERMAN, JM, MAAS, M, MOORHEAD, S, AWANSON, E. Ligações entre NANDA, NOC,
e NIC: diagnósticos, resultados e intervenções. Regina Machado Garcez, tradutora. Porto Alegre: Artmed, 2009.
6ALFARO-LEFEVRE, R. Aplicação de Processo de Enfermagem: promoção o cuidado colaborativo. Artmed, 5 ed, Porto Alegre,2005.
7HORTA, W. de A. Processo de Enfermagem. São Paulo: EPU, 1979.
8TANNURE, MC. SAE, Sistematização da Assistência de Enfermagem: Guia prático. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2008.



                                                                                        Hospital Aliança, Salvador (Ba), Brasil.
                                                                                                 veiga@hospitalalianca.com.br
TRABALHO 16

                     FERRAMENTAS PARA A GESTÃO CONTEMPORÂNEA DA ENFERMAGEM
            EXCELÊNCIA NA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE ATRAVÉS DA CONQUISTA DO MODELO PRIMARY NURSE


Autores: Fonseca DA
Liberman SM
Instituição: Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos
E-mail: dfonseca@hpev.com.br

                                          RESUMO DO TRABALHO – SESSÃO PÔSTER
I - Introdução
A transformação social e econômica no setor de saúde, somado ao aumento das exigências do consumidor com relação à
qualidade dos serviços hospitalares e à crescente incorporação de tecnologias, têm forçado os hospitais a adotarem modelos de
assistência que ofereçam respostas satisfatórias e imediatas às demandas do novo contexto.
II - Justificativa
No Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos (CHEV), as mudanças ocorridas criaram grande impacto para a Enfermagem.
Em 2007 foi definido o modelo de assistência Primary Nurse baseado no conceito da assistência personalizada integrada e
seqüencial associada à implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE).
Para os modelos implantados foi necessária a reestruturação do serviço de enfermagem, com a definição dos cargos de
enfermeiro pleno e enfermeiro clínico, considerando as adequações quantitativas e qualitativas.
III - Objetivo
A missão do Serviço de Enfermagem do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos (CHEV) é o aprimoramento de
conhecimentos pelos seus profissionais, procurando manter e conquistar novos clientes, oferecendo-lhes atendimento de
qualidade e confiabilidade que satisfaça de forma crescente suas expectativas.
Para atender o propósito citado acima, iniciou-se o processo de avaliação das competências e o desenho das características que
o hospital reconhecia como necessário para cada cargo.
Ao enfermeiro pleno definiu-se como a principal atividade a liderança da unidade com foco na gestão da unidade de negócio.
Para tanto foram empreendidas sessenta e três horas de treinamento. Ao enfermeiro clínico designou-se o acompanhamento ao
paciente e a execução das atividades mais complexas. Para este grupo iniciou-se um trabalho de capacitação de implantação da
SAE, totalizando 254 horas.
A viabilização das mudanças ocorridas foi ancorada em algumas estratégias, como a implantação do programa de qualidade
total. Para atender esse objetivo foram criadas diversas comissões, compostas pelos enfermeiros clínicos e plenos.
Informar e envolver o corpo clínico, a fim de que fossem parceiros nesse processo de mudança, foi primordial para a implantação
do Primary Nurse.
IV - Método
Para a implantação do modelo assistencial foi realizado benchmarking nacional e internacional e counseling executivo, com foco
a aconselhamento profissional e orientação comportamental.
V - Resultados
Após três anos desse investimento e reformulação, evidenciamos os resultados apresentados: melhoria na qualidade da
assistência em decorrência do cuidado individualizado ao paciente, remetendo principalmente à humanização; maior segurança
da assistência prestada ao paciente, evidenciada pelo gerenciamento de riscos; referência do colaborador da enfermagem pelo
paciente; valorização dos profissionais da equipe de enfermagem pelo corpo clínico.
VI - Conclusão
O próximo desafio em 2011 é estender o processo de reestruturação aos demais setores de atendimento da Enfermagem
(Pronto Socorro, UTI e Unidade Cirúrgica), priorizando a especialização dos enfermeiros de cada setor. Em paralelo, iniciaremos
o treinamento de todo o quadro da Enfermagem para introdução da SAE no modelo eletrônico, que compõe o Histórico de
Enfermagem, Diagnóstico de Enfermagem, Prescrição e Evolução de Enfermagem, anotação, checagem e outros.


VII - Bibliografia
VIDES, Maria L. P. C. Diagnóstico, planejamento e estratégia para a implantação de um novo sistema de gerenciamento hospitalar. São Paulo:
FBAH, 2010.
MARX, Lore Cecília; Morita, Luiza Chitose. Manual de Gerenciamento de Enfermagem. 2 ed. São Paulo: EPUB, 2003.
BORBA, Valdir Ribeiro. Do Planejamento ao Controle de Gestão Hospitalar: instrumento para o desenvolvimento empresarial e técnico. Rio de
Janeiro: Qualitymark, 2006.
NANDA. DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM DA NANDA- DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO – 2001-2002. Porto Alegre: Artmed,2002.
TRABALHO 17

                     O CURRÍCULO INTEGRADO E AS PERCEPÇÕES DOS ALUNOS DE ENFERMAGEM NO
                                      PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM


                 Cacciari P; Costa D B; Alves E
                 Universidade Estadual de Londrina
                 pamella_cacciari@hotmail.com

Introdução: No Brasil, desde o início da organização do sistema de saúde, muito se fala sobre a necessidade de
promover melhorias qualitativas e quantitativas dos recursos humanos responsáveis pelas ações de saúde. O
Currículo Integrado implantado pelo curso de Enfermagem da UEL no ano 2000 contempla conhecimentos,
habilidades e atitudes nos quatro domínios: o saber, o saber fazer, o saber ser e o saber conviver (1). O currículo
integrado trabalha com metodologias ativas onde aprendizagem é baseada em problemas – PBL através de
aplicação de provas teóricas, casos clínicos, elaboração de portfólio e participação nos grupos tutoriais. A Avaliação
ocorre de forma continua, através do conceito bidimensional de: apto e não apto após uma avaliação formativa,
fundamentada nos processos de aprendizagem, em seus aspectos cognitivos, afetivos e relacionais. Considerando a
proposição de auxiliar os alunos frente a essa realidade, os cursos de Enfermagem e Medicina criaram a Comissão
de Apoio Docente e Discente (CADD) para os respectivos cursos. A CADD é um instrumento eficaz para lidar com
parte das ansiedades e dificuldades pedagógicas decorrentes do currículo.
Justificativa: A partir do Projeto CADD composto por alunos do 3° e 4° ano enfermagem, sentiu-se necessidade
de verificar a percepção dos alunos de enfermagem no processo ensino aprendizagem no currículo integrado.
Objetivo: Constatar as adaptações dos estudantes em relação ao currículo identificando vantagens e desvantagens
da inserção destes na nova proposta pedagógica.
Método: Trata-se de uma pesquisa descritiva, desenvolvida na Universidade Estadual de Londrina. A coleta de
dados foi entrevista semi-estruturada, realizada durante uma oficina com estudantes do primeiro ano do curso de
Enfermagem através de cinco grupos focais, após os sujeitos lerem e assinarem o Termo de Consentimento Livre
Esclarecido.
Resultados: Os resultados quanto às vantagens e desvantagens do currículo integrado aparecem pelas categorias:
método ensino aprendizagem, as metodologias ativas do currículo incentivam o estudo individual e a expressão do
aluno. O aprendizado envolve habilidades de busca, seleção e avaliação crítica de dados e informações. Avaliação
dimensional, expressa o resultado através de: apto e não apto após uma avaliação formativa, sendo de difícil
compreensão para o aluno por fugir dos métodos tradicionais.
Conclusão: De acordo com estes resultados, nota-se a importância de um projeto como a CADD que desenvolve
ações para auxiliar nas dificuldades da adaptação ao novo currículo, diminuindo o impacto da mudança do ensino
tradicional para metodologias ativas.
Palavras-chave: Estudantes de Enfermagem; Ensino; Apredizagem


Bibliografia:
        1.Delors J. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez; Brasília: MEC; 2000
        2.Teixeira G. Elaboração de objetivos educacionais no Ensino Superior [homepage na internet] São Paulo: Ser
        professor universitário. Inc.: 2003 [atualizada em 28 mar. 2005; acesso em 20 out. 2007]. Disponível em:
        http://www.serprofessoruniversitario.pro.br/ler.php?modulo=16&texto=967
       3.Bloom BS. Taxonomia de objetivos educacionais: domínio cognitivo. Porto Alegre: Globo; 1973.
TRABALHO 18

      PROPOSTA E FERRAMENTAS METODOLÓGICAS PARA A DISCIPLINA ADMINISTRAÇÃO EM
   ENFERMAGEM: UMA EXPERIÊNCIA NA FACULDADE SÃO VICENTE DE PÃO DE AÇÚCAR, ALAGOAS.

Autores: Moreira EM, Riscado JLS, Malta JMA, Nunes I D, FreireMC Leite


Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar – FASVIPA
E-mail: euridicemmoreira@hotmail.com

RESUMO

Introdução: A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde é uma proposta de ação estratégica que visa a
transformação e a qualificação na atenção à saúde, os processos formativos, as práticas de saúde e pedagógicas,
além de incentivar a organização das ações e dos serviços. A implantação dessa política implica o trabalho
articulado entre o sistema de saúde e as instituições de ensino, colocando em evidência a formação e o
desenvolvimento para o SUS, na perspectiva da educação permanente (BRASIL, Ministério da Saúde, 2010). O
artigo de PEDROSA (2008) apresenta reflexões sobre a contribuição da educação popular e saúde para a gestão
participativa no SUS,tendo como base os discursos e as proposições apresentadas nos Anais do III Encontro
Nacional de Educação Popular e Saúde, comparando proposições e diretrizes, o artigo assinala similitudes entre
alguns pontos emergentes dos coletivos da sociedade civil e as ações desenvolvidas pelo Ministério, ressaltando os
desafios da educação popular e saúde em apresentar características de projeto político de ampliação dos espaços
de interlocução entre a gestão do SUS e os movimentos sociais, dispositivo com capacidade de mobilizar a
população pelo direito à saúde e pela eqüidade, e estratégia pedagógica constituinte de sujeitos críticos e
propositivos com potencialidade para formulação e deliberação de projetos políticos, no sentido de fortalecer a
gestão participativa.
Justificativa: o trabalho justifica-se por tratar-se de medidas adotadas junto agrade curricular de disciplina de uma
Instituição formadora de profissionais de saúde.
Objetivos: Despertar no alunado habilidades para outra lógica comunicativa de informação e educação, propiciando
uma aproximação às práticas de enfermagem em comunidade e, contribuir com a política nacional de educação
permanente em saúde, através da proposta de educação popular em saúde.
Metodologia:
- Contexto: Disciplina de administração aplicada à enfermagem;
- Sujeitos: alunado do bacharelado em Enfermagem da FASVIPA;
- Etapas: disponibilização de temáticas e, visita e busca aos sites da BVS e DATASUS. Ofícios às instituições
contactadas, sensibilizadas, envolvidas e parceiras Preparação do materiale produção das atividades lúdicas.
Produtos originados:
- 12 trabalhos de intervenção junto à comunidade, cujas temáticas permearam a prevenção das DST/AIDS, Dengue,
Hipertensão Arterial, Obesidade;
- Características: Roda de Conversa contra a Obesidade, Fanzini na Escola contra a DST/AIDS, Radialistas contra
Dengue, Forró conta a AIDS, Apregoador de Rua, Esquete de Mamulengos, Repente na Feira Popular contra
Dengue.
-Considerações Finais: Acreditamos sensibilizar o alunado para uma forma diferenciada de levar a informação, o
conhecimento às camadas populares, assim como partimos da premissa de contribuir para a formação de um
laboratório de educação popular em saúde, da Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar (LEPS/FASVIPA).


Referências Bibliográficas:
- BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação
na Saúde. Plano Nacional de Educação Permanente em Saúde. Disponível em www.saude.gov.brAcesso em 170/05/2010.
- PEDROSA, J. I. S. Educação popular em saúde e gestão participativa no Sistema Único de Saúde. Revista APS.V. 11, n. 3, p.
303–313, jul./set., 2008. Disponível em www.scielo.br Acesso em 25/05/2010.
TRABALHO 19

  TREINAMENTO CONTÍNUO DE HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS, IN LOCO, REALIZADO POR ESTAGIÁRIAS DE
                 ENFERMAGEM NO HOSPITAL DA PREFEITURA DE SÃO PAULO.

                           NEVES DF, VITOR IO, MARQUES JD, LOUREIRO MPM.
                 HOSPITAL MUNICIPAL MATERNIDADE ESCOLA DE VILA NOVA CACHOEIRINHA
                                      palmira_loureiro@hotmail.com

RESUMO

A higienização das mãos é a medida mais simples, importante e reconhecida para a prevenção e controle das
infecções nos serviços de saúde. A ação de lavar as mãos com água e sabão comum, água e sabão com anti-
séptico ou fricção com álcool a 70% proporciona a remoção mecânica da microbiota transitória da pele e ou quando
associado a anti-séptico tem ação química letal aos microrganismos. O grande desafio da atualidade é a
sensibilização dos profissionais de saúde quanto à importância, adesão, prática e técnica já desenvolvida que são
de extrema importância para a excelência da assistência à saúde e para a segurança do paciente. Este trabalho
além de ser um trabalho constante e periódico, tem resultados eficazes na redução dos índices de infecção
hospitalar, é um trabalho realizado in loco, sem necessidade de deslocamento dos funcionários das unidades
assistenciais, realizado por estagiárias de enfermagem sob supervisão direta do enfermeiro e é consiste em aula
teórica-prática. O objetivo desse trabalho é prevenir as infecções hospitalares, relembrar e demonstrar a técnica de
higienização das mãos e sensibilizar quanto à importância da adesão da técnica . O treinamento foi realizado pelo
setor de Educação Continuada de Enfermagem e Núcleo Epidemiológico, por estagiárias de enfermagem, sob
coordenação, orientação e supervisão direta das enfermeiras responsáveis pelos setores citados. Realizado por
meio de aula explicativa, com uso de álbum seriado e distribuição de folder, nos setores: Unidade de Terapia
Intensiva,Pronto Socorro Obstétrico , Casa da Gestante de Alto Risco , Ambulatório , Alojamento Conjunto , Centro
Cirúrgico Obstétrico , Pré Parto , Recuperação Pós Anestésica , Central de Materiais Esterilizados , Clínica
Ginecológica Obstétrica e Unidade Neonatal. Os resultados mostram que o número total foi de 179 colaboradores,
destes 177 pertencem à equipe de enfermagem. O treinamento apresentou os seguintes valores: Unidade Neonatal
foram treinados 36 colaboradores representando 20% do total; Centro Cirúrgico Obstétrico foram treinados 23
colaboradores representando 13% do total; Recuperação Pós Anestésica foram treinados 9 colaboradores
representando 5% do total; Unidade de Terapia Intensiva foram treinados 10 colaboradores representando 6% do
total; Pré-Parto foram treinados 12 colaboradores representando 7% do total; Casa da Gestante de Alto Risco foram
treinados 13 colaboradores representando 7% do total; Alojamento Conjunto foram treinados 24 colaboradores
representando 13% do total; Central de Material Esterilização foram treinados 7 colaboradores representando 4% do
total; Clínica Ginecológica Obstétrica foram treinados 14 colaboradores representando 8% do total; Ambulatório
foram treinados 18 colaboradores representando 10% do total; Pronto Socorro Obstétrico foram treinados 11
colaboradores representando 6% do total e outros setores (SCIH- Serviço de Controle de Infecção Hospitalar e
Núcleo Epidemiológico) foram treinados 2 colaboradores representando 1% do total.Concluímos que houve uma
redução considerável no índice de Infecção Hospitalar, a sensibilização de toda equipe de Enfermagem e da equipe
multiprofissional.Mediante ao exposto pode-se concluir que a estratégia de treinamento local utilizada se diferenciou
pelo contato direto das estagiárias de enfermagem junto aos colaboradores, o que proporcionou um impacto
satisfatório e que refletiu nos resultados positivos a pequeno e médio prazo.


REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

BRASIL,Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Higienização das mãos em serviços de saúde- Brasília : Anvisa, 2007.
CRUZ,Eliane Drehmer de Almeida.et al.Higienização de mãos:20 anos de divergências entre a prática e o idealizado. Revista Ciência e
Enfermagem,vol.XV,p.33-38.Disponível em:
<www.scielo.br/pdf/rn/v23n1/a05v23n1.pdf >. Acesso em 25 out. 2010.
SANTOS, Adélia Aparecida Marçal dos. Higienização das mãos no controle das infecções em serviços de saúde. Disponível em
<www.cqh.org.br/files/artigoras15.pdf>.Acesso em 25 out. 2010.
FARO. Norma de Higiene das mãos. Setembro de 2004 Centro Regional de Saúde Pública do Algarve CCI dos Cuidados de Saúde Primários.
TRABALHO 20


RESULTADOS NO GERENCIAMENTO ESTRUTURADO COM REDUÇÃO DE CUSTOS NO PROCESSAMENTO
                     DE ROUPAS DE SERVIÇOS DE SAÚDE NO “C.P.P”.

Loureiro MPM, Cedran ML.
CENTRO DE ATENÇÃO INTEGRADA EM SAÚDE MENTAL – PHILIPPE PINEL
palmira_loureiro@hotmail.com


Resumo
Introdução: O processamento de roupas de serviços de saúde é uma atividade de apoio que influencia
grandemente a qualidade da assistência à saúde, principalmente no que se refere à segurança e conforto do
paciente e trabalhador e que para um bom funcionamento depende diretamente da equipe envolvida nesta atividade,
atua de forma responsável e organizada neste serviço, desde o recolhimento, pesagem, envio até a distribuição de
roupas e devem ocorrer perfeitas condições de higiene e conservação, em quantidade adequada a todos os
equipamentos do hospital. Justificativa: Este trabalho consta de um relato de experiência de mudança organização
de administração onde possibilitou resultado em curto prazo, a motivação da equipe, reuniões e valorização da
equipe com redução de gastos institucionais. Objetivo: Descrever os resultados obtidos por uma nova
administração, que obteve junto à diretoria institucional ajuda e parceria para ações que resultaram em diminuição
imediata de custos, além de ter uma equipe que atualmente encontra-se motivada e integrada nas ações
institucionais e na importância de seu trabalho. Método: Reuniões pontuais semanais e mensal com toda a equipe
onde foram apresentadas discussões, resoluções de conflitos, sugestões e soluções por toda a equipe para melhoria
de suas atividades. Resultados: Foram obtidos resultados pontuais imediatos: otimização do trabalho em equipe,
integração da lavanderia com os outros equipamentos institucionais, diminuição dos custos institucionais,
apresentando resultados imediatos de 4º bimestre/2010 para 1º bimestre/2011, redução de custos em 5,2%, mesmo
com aumento de mais um equipamento com 08 leitos em 2011 além de integração da equipe onde que segundo
relatos não ocorria. Conclusão: No início de uma nova administração foram realizadas ações que aperfeiçoaram
este serviço visando atender a todos os equipamentos desta instituição de forma adequada, como também
minimização de custos em curto prazo, com um controle maior do envio desta roupa, pesagem organizada e
controlada bem como a distribuição com adequação a realidade de cada equipamento institucional. O sucesso desta
experiência ocorreu pela autonomia e credibilidade que foi dada a nova administração por toda a diretoria desta
instituição, o apoio e respeito e possibilidades de mudanças.



Bibliografia: ANVISA, Processamento de Roupas no Serviço de Saúde: 2007. Disponível em: www.anvisa.gov.br. Acesso: em
Março 2011.

CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos: edição compacta. 5ed. São

Paulo: Atlas, 1999.

MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria Geral da Administração: da escola científica à competitividade na economia
globalizada. 2ed. São Paulo, Atlas, 2000.
Palavras-chave: redução de custos, motivação, nova administração, autonomia.
TRABALHO 21

   IMPLANTAÇÃO DO PROCESSO DE CIRURGIA SEGURA NUM HOSPITAL PUBLICO DE VITÓRIA – ES :
                               RELATO DE EXPERIÊNCIA

AUTORES : Borba EL , Muto VCD.
HOSPITAL ESTADUAL CENTRAL – Vitória - ES
Email: vera.muto@prosaude.org.br

RESUMO

PALAVRA CHAVE:; Assistência cirúrgica, Cirurgia segura
INTRODUÇÃO
A estimativa de eventos adversos em todo o mundo mobilizou a OMS a lançar uma Aliança Mundial para a Segurança da
Assistência Cirúrgica. O ponto mais crítico deste cenário é a interação dos membros da própria equipe cirúrgica. O protocolo
universal é um processo de três etapas no qual cada uma complementa a pratica de confirmar o paciente, local e procedimentos
corretos, assim, minimizar os riscos, promovendo uma cirurgia segura.
JUSTIFICATIVA
Este relato de experiência baseado na “Campanha Cirurgias Seguras Salvam Vidas” da OMS , pretende demonstrar a
elaboração do protocolo multidisciplinar de verificação para a Cirurgia Segura e a implantação do mesmo num hospital público.
OBJETIVOS
Assegurar a qualidade da assistência cirúrgica através da definição de um conjunto central de padrões de segurança que
possam ser aplicados para melhorar assistência ao paciente.
MÉTODO
Para a obtenção deste objetivo, o referido hospital (primeiro hospital público do estado do ES a receber o titulo de Hospital
Acreditado nível I pela ONA) desde sua abertura, em dezembro de 2009, trabalhava com a proposta de hospital seguro .
A partir de sua inauguração foi constituída a Comissão de Estudos e Pesquisas, cujo primeiro intuito foi estudar a proposta da
Campanha Cirurgia Segura Salva Vidas da OMS.
Com isso, foi elaborado um processo com várias etapas para a implantação desse projeto, são elas: protocolo multidisciplinar
com itens de verificação que norteiam a segurança na assistência cirúrgica aos pacientes da instituição, capacitação da equipe
envolvida, elaboração de quadro ilustrativo instalado nas salas cirúrgicas contendo as etapas das pausas da cirurgia, criação de
impresso para documentar em prontuário os registros pertinentes a esse protocolo, auditoria de processos e levantamento de
indicadores com acompanhamento dos resultados obtidos.
RESULTADO
Motivados pela busca da excelência e pela melhoria continua em seus processos a referida instituição , confiando que a
qualidade da assistência propicia a segurança cirúrgica e reduz o numero de mortes e complicações conseguiu demonstrar que
os resultados são positivos , pois desde a implantação deste protocolo não observamos nenhum evento adverso , sentinela ou
iatrogênias.
CONCLUSÃO
Esta implementação exige o aprimoramento contínuo para garantir a qualidade na assistência aos pacientes. É um projeto
educacional que introduz a cultura da qualidade , um processo de verificação que documenta as etapas do protocolo de cirurgia
segura .
Além disso participar deste processo pioneiro no estado do ES sensibiliza toda a equipe para alcançar os objetivos.

BIBLIOGRAFIA
Organização Mundial da Saúde. Segundo desafio global para a segurança do paciente: Manual - cirurgias seguras salvam vidas
Disponível em: http://proqualis.net/seguranca/
Haynes AB et al. A Surgical Safety Checklist to Reduce Morbidity and Mortality in a Global Population. N Engl J Med
2009;360:491-9. [Link Livre para o Artigo Original]
Joint Commission. Universal protocol for preventing wrong site, wrong procedure, wrong person surgery. 2003.
TRABALHO 22

   OS FATORES PRÉ-DISPONENTES QUE CONTRIBUEM PARA O ERRO DE MEDICAÇÃO EM UMA INSTITUIÇÃO DE
                                           SAÚDE

        Resumo


A segurança dos pacientes no decorrer da internação hospitalar, têm merecido atenção crescente da equipe de enfermagem na
busca por uma assistência que assegure o máximo de qualidade e o mínimo de riscos para o cliente. O termo segurança do
paciente envolve em geral a prevenção de erros no cuidado e eliminação de danos causados aos pacientes por tais erros. O erro
no cuidado em saúde, resulta de ação não intencional causada por algum problema ou falha, durante a realização da
assistencia. Muitas são as condições facilitadoras para que ocorram erros no âmbito hospitalar. Atualmente a evidência do erro
de medicação requer uma investigação sobre o evento. É de fundamental importância promover a confiabilidade durante a
administração do medicamento bem como a segurança do cliente.
As causas desses erros podem estar relacionadas com fatores individuais como por exemplo: Estresse, Ansiedade, deficiência
na formação acadêmica, dupla jornada de trabalho, falta de profissionais, ilegibilidade da prescrição médica e etc. Trata-se de
uma pesquisa bibliográfica de caráter exploratório, que tem como objetivos determinar os fatores que contribuem para o erro de
medicação em uma instituição hospitalar. Este estudo veio resgatar a importância das medidas de Segurança durante a
hospitalização do cliente no que diz respeito a administração de medicação. É imprescindível, portanto, que a enfermagem
possua visão ampliada do sistema de medicação e de cada um dos seus processos e, principalmente, que dêem garantias de
segurança e qualidade ao processo que está sob sua responsabilidade, buscando informações a respeito do fluxo de suas
atividades, sobre os problemas existentes com o ambiente e com os recursos humanos, assim como conhecimento sobre os
fármacos, interações medicamentosas etc., contribuindo para que a terapêutica medicamentosa seja cumprida de maneira
eficiente, responsável e segura.


                 Palavras-chave: Enfermagem, Erro de medicação, Ilegibilidade na prescrição médica, Notificação do evento.


                 REFERÊNCIAS

1 - Conseqüências de medicação em unidades de terapia intensiva e semi-intensiva Toffoletto M.C, Padilha K.G; 2 Rev Esc
Enferm USP 2006; 40(2):247-52. www.ee.usp.br/reeusp/

2 - Analise de causa raiz: Erro de medicação em um hospital universitario Rev. Alux T.C Cassiani S.H.B.; Esc Enferm USP; 44
(1):139-46,Rev. Latino-Am. Enfermagem 18(6):[10 telas] nov-dez 2010 www.eerp.usp.br/rlae

3 - Cuidados de enfermagem e segurança do paciente: visualizando a organização, acondicionamento e distribuição de
medicamentos com método de pesquisa fotográfica Raduenz A.C; Hoffmann P.C; Radunz V; Sasso G.T.M.D; Maliska I.C.A.;
Marck P.B.; 18(6):[10 telas] nov-dez 2010 Rev. Latino-Am. Enfermagem

4 - Identificando os riscos do paciente hospitalizado. Lima L.F, Leventhal L.C, Fernandes M.P.P; Einstein. 2008; 6(4):434-8

5 - Segurança do paciente na terapêutica medicamentosa e a influência da prescrição médica nos erros de dose.
Gimenes F.R.E, Mota M.L.S, Teixeira T.C.A, Silva A.E.B.C, Opitz S.P, Cassiani S.H.B; Rev. Latino-Am. Enfermagem 18(6):
nov-dez 2010 www.eerp.usp.br/rlae
TRABALHO 23

  BOPE – Bases da Oncologia Pediátrica para a Enfermagem – estratégia de ensino e desenvolvimento em
                                              Enfermagem

Duarte AM1*, Melaragno ALP1, Dias CG1.
1Instituto de Oncologia Pediátrica – IOP/GRAACC/UNIFESP.

E-mail: *adrianaduarte@graacc.org.br

Introdução: no cotidiano da prática em Oncologia Pediátrica, os profissionais se deparam com crianças e
adolescentes acometidos pelos distúrbios onco-hematológicos. Para a enfermagem, o cuidado nesta área é muito
abrangente, pois inclui não somente os pacientes, mas também seus familiares em todas as etapas de tratamento. A
alta complexidade desta especialidade exige do profissional muita dedicação e busca constante de conhecimento
técnico-científico1. Justificativa: constatou-se que, para os profissionais, era um desafio cuidar da criança e do
adolescente com câncer, frente a diferentes diagnósticos e tratamentos. Objetivo: relatar as experiências
vivenciadas junto a equipe de Enfermagem do Instituto de Oncologia Pediátrica – IOP/GRAACC/UNIFESP, durante
a atividade de ensino/aprendizado sobre as principais neoplasias pediátricas. Método: trata-se de um relato de
experiência2. Como estratégia de aprendizagem, optou-se por uma atividade denominada BOPE – Bases da
Oncologia Pediátrica para a Enfermagem, elaborada pela área de Ensino e Desenvolvimento em Enfermagem da
referida instituição, com a finalidade de os profissionais discutirem e expressarem suas dúvidas, idéias (pré)
concebidas, sentimentos e expectativas acerca do cuidar da criança e do adolescente com câncer e sua família.
Resultados: o BOPE foi dividido em três momentos - no primeiro momento, denominado Preparando o BOPE,
consistiu na escolha das neoplasias pediátricas a serem discutidas; distribuição das temáticas por mês; e, escolha
dos materiais didáticos (capítulo de livros, artigos, manuais de orientação) de cada patologia para leitura. No
segundo momento, denominado Conhecendo a Nova Atividade, foi realizada oficinas de orientação para a
elaboração do BOPE. No último e terceiro momento – Construindo os Resultados, foi realizada a leitura
crítica/analítica do material didático, por todos os plantões; elaboração do banner final; e, apresentação dos
materiais produzidos nos setores da instituição. Conclusões: evidenciou-se um singular momento de
reflexão/sensibilização, que resultou em um preparo e um reconhecimento das peculiaridades da criança e
adolescente com câncer e uma atitude de aproximação para o cuidar no espaço hospitalar. Percebeu-se uma
aproximação entre os membros da equipe, através das discussões e elaboração do material escrito. Possibilitou a
valorização dos conhecimentos e experiências da equipe, convidando-os a discussão e, principalmente,
instrumentalizando-os, a fim de buscar soluções para os problemas que emergem do cotidiano. Com está estratégia
alcançou-se um aprimoramento e capacitação da equipe de Enfermagem no cuidado da criança e adolescente com
câncer e sua família, à compreensão da experiência de doença vivenciada nas dimensões biológicas, sociais,
emocionais e espirituais destes indivíduos. Bibliografia: 1. Brasil. Ministério da Saúde. Diagnóstico Precoce do
Câncer na Criança e no Adolescente. Instituto Nacional de Câncer, Instituto Ronald Mcdonald. Rio de Janeiro: INCA,
2009. 114p. 2. Marcus MT, Liehr PR. Abordagens de Pesquisa Qualitativa. In: LoBiondo-Wood G, Haber J. Pesquisa
em Enfermagem: métodos, avaliação crítica e utilização. 4ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2001.p:122-139.
Descritores: enfermagem; oncologia pediátrica; ensino.
TRABALHO 24


          ONCOLOGIA PEDIÁTRICA - Necessidades de Treinamento para a equipe de enfermagem


Duarte AM1*, Melaragno ALP1, Dias CG1.
1Instituto de Oncologia Pediátrica – IOP/GRAACC/UNIFESP.

E-mail: *adrianaduarte@graacc.org.br


Introdução: nas instituições de saúde a enfermagem corresponde a aproximadamente 60% do quadro total de
funcionários1. Devido ao avanço da terapêutica e tecnologia utilizadas no tratamento da criança e adolescente com
câncer, bem como os diferentes níveis de formação profissional da equipe de saúde, há a necessidade de processos
de treinamento e desenvolvimento que envolva a área de Educação Continuada e promova a melhoria da qualidade
da assistência de enfermagem. Esta área é responsável por ampliar e qualificar o conhecimento e o ensino dos
profissionais e deve ser coordenada por enfermeiro habilitado. Justificativa: para que o processo ensino-
aprendizagem seja efetivo é necessário um planejamento de atividades que deve partir do levantamento das
necessidades de treinamento. Objetivo: este estudo tem por finalidade identificar as necessidades de treinamento
da equipe de enfermagem de um hospital especializado no tratamento de crianças e adolescentes com câncer, na
cidade de São Paulo. Método: é um estudo não experimental de natureza descritiva exploratória2, quantitativo,
realizado por meio da aplicação de um formulário, elaborado por estagiarias do 8º semestre do curso de graduação
em enfermagem de uma universidade de São Paulo, e modificado e aprovado pela Coordenação de Ensino e
Desenvolvimento em Enfermagem da referida instituição. Resultados: foi aplicado um formulário para cada plantão
(manhã, tarde, noturno I e noturno II), em cada um dos sete setores da instituição, num total de 26 formulários. Os
participantes foram a equipe de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, composta por um total de 148
profissionais. Dos formulários entregues, 73% (19) foram devolvidos e respondidos e suas respostas classificadas e
agrupadas em: relativa à especialidade de oncologia pediátrica; à procedimentos técnicos; e, aos aspectos
comportamentais. A maioria dos temas solicitados foi referente a conhecimento sobre a especialidade (principais
patologias e terapêuticas), com 19 solicitações; relacionadas aos aspectos comportamentais (como lidar com a
família em momentos difíceis e de decisões, cuidados paliativos) foram 18 solicitações, sendo que o tema principal
proposto está ligado aos aspectos emocionais dos profissionais, principalmente abordando o tema “morte e morrer”;
com relação a capacitação técnica (administração de medicamentos, manipulação de derivação ventricular externa)
foram 14 solicitações. Conclusões: Percebeu-se que a temática relacionada a aspectos comportamentais, apesar
de não aparecer como primeira solicitação, é intensamente solicitado, demonstrando a necessidade do preparo do
profissional para o cuidar da criança e adolescente com câncer e sua família. Com a realização deste estudo o setor
de Ensino e Desenvolvimento da instituição estudada programou as atividades para o ano de 2011, abordando os
temas solicitados na forma de treinamentos e cursos de capacitação. Todos os temas solicitados serão abordados
durante o ano por profissionais qualificados, e as estratégias educacionais a serem utilizadas serão: aulas
expositivas dialogadas, discussão de casos, reuniões clínicas e grupos de estudo. Bibliografia: 1. Gaidzinski RR,
Fugulin FMT, Castilho V. Dimensionamento de Pessoal de Enfermagem em Instituições de Saúde. In: Kurcgant P.
org. Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005.p.125-137. 2. LoBiondo-Wood G,
Haber J. Desenhos não-experimentais. In: LoBiondo-Wood G, Haber J. Pesquisa em Enfermagem: métodos,
avaliação crítica e utilização. 4ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2001.p.110-121. Descritores: equipe de
enfermagem; oncologia pediátrica; treinamento.
TRABALHO 25

   A PERCEPÇÃO DOS ENFERMEIROS QUANTO À ANSIEDADE NA RELAÇÃO TRABALHO E COTIDIANO
                            Ferraz TG, Cacciari P, Machado RCBR
                              Universidade Estadual de Londrina
                                pamella_cacciari@hotmail.com

Introdução: Trabalhadores da área da saúde tendem a apresentar níveis altos de ansiedade, como, o óbito
inesperado de um paciente, procedimentos de alta complexidade, escassez de material e de recursos humanos,
relação com a equipe médica, dentre outras.
A dinâmica do trabalho de enfermagem envolve tanto intervenções com o corpo e mente dos pacientes, como
também, estão expostos as mais variáveis formas de estímulos físicos e mentais no ambiente de trabalho, estando
susceptíveis a desenvolver sentimentos de impotência profissional, ansiedade, depressão e medo, comprometendo
a qualidade de assistência prestada e, interferindo diretamente na saúde mental desses profissionais, que por vezes
necessitam receber apoio e acompanhamento de uma equipe multiprofissional, que possa auxiliar esse trabalhador
na identificação de seu sofrimento e conseqüentemente desenvolver programas de prevenção e manutenção da
saúde mental do profissional de enfermagem (1) .
Justificativa: A sobrecarga de trabalho, relacionamento com a equipe multiprofissional, o manejo de lidar com a
morte, o relacionamento com o usuário e a família, as condições inadequadas de trabalho, causam sentimentos de
ansiedade no enfermeiro, influenciando na qualidade da assistência de enfermagem e sua vida social.
Objetivos: Identificar a percepção dos enfermeiros a relação dos sintomas de ansiedade com seu cotidiano.
Metodologia: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, onde foram entrevistados oito enfermeiros de um Hospital
Universitário Público no Norte do Paraná. Foi utilizada uma entrevista semi-estruturada e conforme emergiam as
respostas, novas questões eram criadas, buscando explorar e esclarecer as informações. A pesquisa obedeceu
todos os critérios éticos.
Resultados: Os resultados permitiram organizar os relatos dos participantes recorrentes da questão norteadora em
três temas: Conceito de ansiedade; Situações que causam ansiedade e Vivência de sintomas de ansiedade no
cotidiano, onde muitos sujeitos correlacionam ansiedade com humor. Situações como tomadas de decisões,
situações inesperadas e trabalho em equipe foram relatadas como geradoras de ansiedade, e que os sintomas de
ansiedade no cotidiano podem comprometer atividades familiares, sociais e de trabalho. Conclusão: Dessa forma,
acreditamos que se o enfermeiro utilizar de estratégias para lidar com sintomas de ansiedade, mantendo-os em
intensidade leves, lhes propiciaria uma melhora de seu desempenho profissional, social e familiar.
Palavras-chave: Ansiedade; Enfermagem; Enfermeiro.



Bibliografia:
1-OLER, Fabiana G. et.al. Qualidade de vida da equipe de enfermagem do centro cirúrgico. Arq. Ciênc. Saúde 2005 abr-jun;
12(2):102-10.

STUART, G. W.; Laraia, M.T. Enfermagem psiquiátrica: princípios e práticas.
Porto Alegre: ed. Artes Medicas, 2001.
ROMAN, Sonia e SAVOIA, Mariângela Gentil. Pensamentos automáticos e
ansiedade num grupo de jogadores de futebol de campo. Psicol. teor. prat.,
dez. 2003, vol.5, no.2, p.13-22. ISSN 1516-3687.
MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento – pesquisa qualitativa em saúde. 8º ed. São Paulo: Editora Hucitec. 2004.
TRABALHO 26

        CARACTERIZAÇÃO SÓCIO DEMOGRÁFICA E OCUPACIONAL DE TRABALHADORES DE ENFERMAGEM
                  READAPTADOS E READEQUADOS EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICO

                                    Cacciari P, Haddad MCL, Vannuchi MOT, Marengo RA

                                              Hospital Universitário de Londrina
                                               Pamella_cacciari@hotmail.com

Introdução: A realidade do processo de trabalho nas instituições de saúde, como as longas jornadas e intensificação do ritmo
de trabalho, escassez de recursos humanos e materiais, sobrecarga de trabalho, problemas de relacionamento interpessoal,
acabam por refletir na vida do trabalhador. Este contexto gera um desgaste físico e psicológico, afetando de maneira geral a
saúde dos trabalhadores o que poderia levar o profissional a não exercer mais suas atividades de rotina dentro da instituição,
sendo, então, necessário readaptar este profissional em outra função. A reabilitação ou readaptação de trabalhadores visa
àqueles indivíduos que por alguma razão tiveram que mudar de função ou adquirir novas responsabilidades em decorrência de
problemas de saúde. Em 1990, foi publicada a lei Federal nº 8.112, na qual em seu artigo 24, estabelece que a readaptação “é a
investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua
capacidade física ou mental, verificada em inspeção médica” (1,2).
Justificativa: Consideramos relevante estudar o perfil dos trabalhadores readaptados e readequados em hospital universitário
público que até o momento, foi pouco investigada. Acreditamos que conhecer a situação desses profissionais será importante
para identificar os fatores que contribuem para o estabelecimento de uma adequada política de recursos humanos, no sentido de
potencializar sua utilização e implementar ações de promoção da saúde para esse grupo.
Objetivo: Caracterizar o perfil dos trabalhadores de enfermagem readequados e readaptados em um hospital Universitário
Público.
Método: Trata-se de um estudo descritivo do tipo corte transversal. A população potencial do estudo foi constituída por
servidores readaptados e readequados lotados na Diretoria de Enfermagem de um hospital universitário público. Segundo dados
do Serviço da Medicina do Trabalho da instituição 47 trabalhadores encontravam-se cadastrados como readaptados e ou
readequados até dezembro de 2010.
Resultado: De acordo com os resultados 93,3% dos readequados e redaptados são do sexo feminino, 50,0% da cor branca, a
maioria casado 40,0%, com mais de sete anos de estudo, e possuíam renda maior que dois salários mínimos. Quanto às
características ocupacionais, 90,0% dos readequados e readaptados trabalham na instituição há mais de 16 anos, 53,3% são
readaptados e 33,3% readequados, 13,4% não responderam essa pergunta. Verificou-se que o motivo da readequação e
readaptação é físico 90,0%, mesmo com restrições 30,0% informaram que realizavam horas extras. Com relação ao cargo
46,6% é auxiliar operacional, 40% auxiliar de enfermagem, 6,7% técnicos de enfermagem e 6,7% técnico administrativo. Em
relação à lotação observou-se que 20,0 % encontram-se na Divisão de Atendimento e Internamento seguido de 16,7% no Centro
Cirúrgico.
Conclusão: È indispensável que as Instituições de saúde resgatem a promoção da saúde do trabalhador, pois se verificou que
muitos dos agravos são previsíveis podendo ser evitados, sensibilizando os gestores a promoverem ações educativas que
melhorem a qualidade de vida desses trabalhadores.
Palavras chave: Enfermagem, Saúde do trabalhador, Recursos Humanos em Saude


Bibliografia:

1-NUNES, I. M. et al. O trabalho em saúde no contexto hospitalar: processos e necessidade como subsídios para a formação
profissional. R Enferm Esc Anna Nery. 2006;10(3):509-13.

2- BRASIL, Lei n° 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União,
das Autarquias e das Fundações Públicas Federais. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8112cons.htm.
Acesso em 19 set. 2009.
TRABALHO 27

 NOTIFICAÇÕES DE QUEIXA TÉCNICA DE MATERIAL DE CONSUMO DE USO HOSPITALAR EM HOSPITAL DE ENSINO
                                             Gil RB, Laus AM.
                     Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo
                                             roseligil@usp.br


RESUMO


Na atualidade, a preocupação com a gestão dos hospitais está associada à inserção de novas tecnologias à prática clínica,
trazendo benefícios inegáveis à população, porém elevando os custos da assistência e impactando severamente nas
organizações hospitalares(1). Um gerenciamento efetivo diante da disponibilidade restrita de recursos financeiros tem sido uma
exigência constante aos gestores, particularmente de instituições públicas, que buscam a otimização dos recursos disponíveis
através de controles mais efetivos, evitando o desperdício(2,3). Neste sentido, o monitoramento da qualidade de materiais médico-
hospitalares tem sido fundamental para que os riscos aos quais os pacientes e profissionais de saúde estão sujeitos, envolvendo
o uso de produtos e equipamentos, possam ser minimizados. Este estudo teve por objetivo identificar e analisar as queixas
técnicas de material de consumo de uso hospitalar a partir das notificações elaboradas pelos diferentes usuários de uma
instituição hospitalar de ensino. Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, documental, com abordagem quantitativa. Os
dados foram coletados dos Impressos de Notificação de queixa técnica recebidos pela Seção de Parecer Técnico de um Hospital
Universitário Público do Norte do Paraná, no período de 1º de janeiro de 2007 a 31 de dezembro de 2009, e que integra o
Projeto Hospital Sentinela da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Os materiais notificados foram separados em
três grupos: material médico-hospitalar, higiene pessoal e de uso no processo de esterilização e foram construídas três
categorias de queixa técnica: embalagem, estrutura e aspecto alterado, utilizando-se dos critérios sugeridos pela ANVISA. No
período analisado foram obtidas 260 notificações, sendo a queixa técnica relativa ao grupo de material médico-hospitalar a mais
predominante com 80,38%. As não conformidades mais acentuadas foram identificadas no material luva cirúrgica, que
correspondeu a 17,70% das queixas. Entre os materiais para higiene pessoal, o papel toalha interfolha destacou-se com 68,29%
e no grupo de material para uso no processo de esterilização, todas as notificações referiram-se a embalagens. Quanto à análise
da categoria queixa técnica, o que se refere a estrutura dos materiais (rachadura, quebra do produto ou parte dele, problemas
relacionados a encaixe, obstrução, vazamento, tamanho, absorção, perda de corte, e a presença de corpo estranho) foi a que
apresentou maiores percentuais com 76,15% (198) das notificações analisadas. As notificações foram elaboradas em sua
maioria (91,4%) no período diurno e o enfermeiro foi o profissional que mais notificou correspondendo a 81,15% (211). Das
queixas técnicas recebidas, 7,69% (20) originaram notificações ao sistema NOTIVISA pela Gerência de Risco Hospitalar da
instituição. O estudo evidenciou a necessidade do monitoramento da pós-comercialização dos produtos médico-hospitalares
utilizados nas instituições de saúde e a necessidade de adoção de ferramentas para o registro das queixas técnicas. Um sistema
de notificação pode se constituir num elemento estratégico do gerenciamento de recursos materiais, pois possibilita o
estabelecimento de um mecanismo de feedback do usuário com a Seção de Parecer Técnico, bem como subsidia a tomada de
decisão durante o processo de avaliação para a aquisição, no intuito de preservar a qualidade mínima exigida para os produtos
utilizados para prestação da assistência segura à saúde.

Referências



                 1REHEM,R. Os hospitais e a nova realidades. Caderno & Saúde Coletiva. São Paulo, 2007. V. 12, n 4, p.
                 843-846.



                 2MATOS, A. J. Gestão de Custos Hospitalares. 2. ed. São Paulo: STS, 2002.



                 3CASTILHO, V.; FUGULIN, F. M. T.; GAIDZINSKI, R. R. Gerenciamento de Custos nos Serviços de
                 Enfermagem. In: KURCGANT P. (Org.) Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara
                 Koogan, 2005. cap. 13, p.171-183.
TRABALHO 28

  INFLUÊNCIA DA GESTÃO DE MATERIAL MÉDICO HOSPITALAR NO TRABALHO DE PROFISSIONAIS DE HOSPITAL
                                 PÚBLICO DE MÉDIA COMPLEXIDADE

                              Garcia, SD, Costa, DB, Haddad MCL, Dellaroza MSG, Miranda, JM
                                             Universidade Estadual de Londrina
                                                 sidomingues@yahoo.com.br

Introdução:No processo gerencial na área da saúde um dos setores mais complexos e de maior custo, que exige constantes
atualizações devido às mudanças e surgimentos de novos produtos é a área de gestão de materiais (1).
A atuação do enfermeiro na administração de recursos materiais constitui-se uma conquista nas esferas de tomada de decisão,
destacando o importante papel na dimensão técnico-administrativa inerente ao processo de cuidar e gerenciar(2).É fundamental
que a equipe de enfermagem conheça a política adotada pelo hospital em relação ao processo de compras de materiais e
equipamentos garantindo, assim, a aquisição de produtos que mesmo com o menor preço, satisfaçam os padrões técnicos e de
segurança (3). É importante que os serviços de saúde aprimorem os sistemas de gerenciamento de materiais, a fim de garantirem
uma assistência contínua e de qualidade a um menor custo, e ainda, assegurarem a quantidade e qualidade dos materiais
necessários para a realização do trabalho(2).Justificativa: Trata-se de um tema atual, de abrangência gerencial na área de
enfermagem, que necessita de maiores discussões por trazer conhecimentos aos profissionais que exercem a gestão de
serviços na área hospitalar e na atenção básica.Objetivo:Identificar a influência da gestão de material médico hospitalar no
processo de trabalho de profissionais de hospital público de média complexidade.Método:Trata-se de um estudo descritivo,
exploratório de natureza qualitativa(4), realizado em um hospital público de média complexidade, integrado ao Sistema Único de
Saúde e localizado na região norte do Paraná.O estudo foi desenvolvido em duas etapas, sendo que na primeira realizou-se a
análise de documentos referentes a gestão de materiais e a segunda etapa realizou-se entrevistas com trabalhadores
envolvidos no processo de gestão e utilização de material médico hospitalar. A opinião do entrevistado foi obtida por meio da
questão norteadora: Qual a influência da gestão de material médico hospitalar no seu processo de trabalho? Após a coleta os
dados foram transcritos e analisados buscando encontrar seu real significado para os atores envolvidos. Resultados:Foi
elaborado um fluxograma do processo de compra de material médico hospitalar na instituição, contendo a sequência desde a
necessidade do material até sua possível aquisição, explicitando o processo licitatório de compra,abastecimento de materiais,
armazenamento, diferenças entre materiais padronizados e não padronizados e tempo hábil para o recebimento do produto
adquirido. A análise das entrevistas resultou em cinco categorias de estudo, sendo:1) Ausência de autonomia na escolha dos
materiais; 2) Falta de manutenção de equipamentos e materiais médico hospitalar; 3) Burocracia no processo de compra; 4)
Falta de qualidade de alguns materiais; e 5) Ausência de capacitação profissional voltada para a gestão de
materiais.Conclusão:Os resultados demonstraram à necessidade de realizar educação continuada com a equipe abrangendo o
uso adequado dos materiais, a preservação dos equipamentos em uso, a consequência do desperdício para o serviço e
integração dos profissionais envolvidos no processo de compra para melhorar a qualidade dos materiais adquiridos. O estudo
identificou os pontos importantes para o gerenciamento de materiais e a necessidade de novas pesquisas na área para
aprimorar e melhorar a qualidade da gestão de recursos materiais.


Referências:

(1)-Honório MT, Albuquerque GL. A gestão de materiais em enfermagem. Ciênc Cuid e Saúde 2005 set/dez; 4(3): 259-68. (2)-
Castilho C. Gerenciamento de recursos materiais. In: Kurcgant P, Tronchin DMR, Fugulin FMT, Peres HHC, Marrarollo MCKB,
Fernandes MFP, et al. Gerenciamento em enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005. cap 12 p. 157-170.(3)-
BARTMANN,Mercilda;TÚLIO, Ruth;KRAUSER,Lucia Toyoshima. Administração na saúde e na enfermagem.Rio de
Janeiro:Senac Nacional, 2008. cap 3 p.61-65.(4)-MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde.
8. ed. São Paulo: HUCITEC, 2004.
TRABALHO 29

    GRAU DE DEPENDÊNCIA DE CLIENTES INTERNADOS EM HOSPITAL FILANTRÓPICO DE ALTA COMPLEXIDADE


                                 Gvozd R, Vannuchi MTO, Haddad MCL, Jenal S, Fortes FC
                                            Universidade Estadual de Londrina
                                               raquelgvozd@yahoo.com.br


Introdução: O Sistema de Classificação de Pacientes (SCP) objetiva agrupar os clientes por complexidade assistencial e surgiu
da necessidade das organizações de saúde em racionalizar o trabalho e, conseqüentemente, os recursos humanos e materiais
1,2. Constitui-se em instrumento útil para o planejamento da assistência de enfermagem, dimensionamento de recursos humanos

e materiais e para a distribuição das atividades entre os membros da equipe de enfermagem. Justificativa: Trata-se de um tema
de abrangência gerencial, que auxilia os gestores na manutenção da qualidade dos serviços de saúde. Objetivo: Identificar o
grau de dependência de pacientes internados em Hospital Filantrópico de Alta Complexidade. Método: Estudo exploratório
descritivo, de abordagem quantitativa. O instrumento utilizado para classificação dos pacientes contempla as seguintes áreas do
cuidado: estado mental, oxigenação, sinais vitais, motilidade, deambulação, alimentação, cuidado corporal, eliminação,
terapêutica, integridade cutâneo mucosa/ comprometimento tecidual, curativo e tempo utilizado na realização de curativos. Os
resultados foram processados e tabulados no programa Microsoft Office Excel 2007 e analisados por porcentagem. Resultados:
Observou-se que 68% da população pesquisada eram do sexo masculino e 32% do feminino. A mediana de idade dói de 54
anos, variando de 14 a 96 anos. Dos 926 pacientes classificados, 81,9% eram orientados no tempo e espaço; 66,4% não
utilizaram oxigênio em sua terapêutica; 41,6% movimentavam todos os segmentos corporais, seguidos por 32,8% que
apresentaram limitação de movimentos. Houve maior frequência de pacientes restritos ao leito (34,9%); 36% necessitaram de
banho no leito, seguido de 35,1% que receberam auxilio para o banho de chuveiro e/ou higiene oral, 35% necessitaram de
auxilio para a realização das eliminações em vaso sanitário ou realizadas no leito em comadre; 75,7% dos medicamentos foram
administrados por via endovenosa intermitente; 44,8% apresentaram presença de solução de continuidade na pele envolvendo
tecido subcutâneo e músculo, ou ainda incisão cirúrgica, ostomias ou drenos; 52,4% necessitaram da realização de curativos
duas vezes ao dia, sendo que 31,2% dos curativos foram realizado entre 15 a 30 minutos. A classificação dos pacientes nas
áreas do cuidado mostrou que 29,9% indicavam para o cuidado de alta dependência de enfermagem, seguido por cuidado semi-
intensivo (21,6%) e intensivo (17,2%). Conclusão: Os resultados demonstraram o elevado grau de dependência dos pacientes
internados na unidade pesquisada. Ressalta-se a necessidade de uma análise referente à insuficiência de leitos de Unidades de
Terapia Intensiva na rede de atendimento a saúde do município, o que provavelmente tem influenciado a internação de
pacientes graves em unidades de internação não especializada.



Bibliografias
1. MARTINS, E.A.P.; HADDAD, M.do C.L. Validação de um instrumento que classifica os pacientes em quatro graus de
dependência do cuidado de enfermagem. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 8, n. 2, p. 74-82, abril
2000.
2. FUGULIN, F.M.T.; GAIDZINSKI, R.R. Sistema de classificação de pacientes: análise das horas de assistência de
enfermagem. Nursing. São Paulo, v.11, n. 2, p. 27-34, abr. 1999.
 3. CARMONA LMP, ÉVORA YDM. Sistema de classificação de pacientes: aplicação de um instrumento validado. Rev Esc
Enferm USP 2002; 36(1): 42-9.
4. FUGULIN, F.M.T.; GAIDZINSKI, R.R.; KURCGANT, P. Sistema de classificação de pacientes: identificação do perfil
assistencial dos pacientes das unidades de internação do HU-USP. Revista Latino-Americana de Enfermagem. Ribeirão
Preto, v.13, n.1, p.72-8, jan.-fev. 2005.
5. SANTOS, F et al. Sistema de classificação de pacientes: proposta de complementação do instrumento de Fugulin et al.
Revista Latino-Americana de Enfermagem. Ribeirão Preto, v.15, n.5, set.-out. 2007.
TRABALHO 30

   SOFRIMENTO: SENTIMENTOS VIVENCIADOS POR TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO PRONTO-SOCORRO DE UM
                                HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICO

Garcia AB, Gvozd R, Dellaroza MSG, Haddad MCL
Universidade Estadual de Londrina (UEL)
alessandrabg@gmail.com

Introdução: O pensamento sobre as conseqüências da forma como o trabalho está organizado na saúde psíquica dos
trabalhadores tem ganhado a atenção de pesquisadores. A organização de trabalho pode ter um impacto sobre aparelho
psíquico deste trabalhador, trazendo condições de sofrimento devido ao choque entre seus projetos e esperanças baseados em
uma construção histórico-social individual e uma organização que os ignora. A enfermagem, em geral, é desgastante, e em
unidades como um pronto-socorro existem fatores que favorecem o desgaste emocional, pois os trabalhadores lidam com a
morte, luto dos familiares, sofrimento dos pacientes e ainda organizam uma estrutura dinâmica e constantemente mutável, que
necessita de ações imediatas e rápidas tomadas de decisões, executando suas atividades sob forte “pressão”. Estes fatores
podem determinar sofrimento nos trabalhadores, influenciando no bem-estar psicoemocional da equipe. Justificativa: As
questões subjetivas ainda são consideradas como invisíveis para muitos gerentes, chefes, supervisores ou até mesmo
trabalhadores. Conhecer estes sentimentos pode colaborar no gerenciamento dos recursos humanos destas unidades, tornando-
se igualmente importante a saúde psíquica de quem cuida. Objetivo: Revelar os sentimentos de sofrimento vivenciados por
técnicos de enfermagem que trabalham em um pronto-socorro. Método: Estudo descritivo com abordagem qualitativa,
utilizando-se a técnica de análise de conteúdo de Bardin para a análise dos dados, coletados por entrevista semi-estruturada
com os técnicos de enfermagem do pronto-socorro de um hospital do Paraná. Para a seleção dos sujeitos foi utilizada a técnica
bola-de-neve. Resultados: As falas revelaram seis subcategorias. A primeira traz a superlotação e a grande demanda de
pacientes graves como origem de sentimento de estresse e sobrecarga. A segunda revela que a possibilidade iminente de
imprevistos nesta unidade abrange sentimentos de preocupação e tensão constante, sendo que, há um sentimento de tristeza e
impotência que resulta de uma assistência insuficiente devido à sobrecarga, caracterizando a terceira categoria encontrada e
demonstrando um grande comprometimento deste trabalhador. A quarta categoria surge quando o trabalhador se depara com
determinados perfis de pacientes associados a diagnósticos que fazem emergir sentimentos de tristeza, indignação, revolta e até
raiva, ao encontrar o paciente agressor, agredido ou a criança com câncer. O sofrimento também é ilustrado pela influência da
vida pessoal no trabalho e do trabalho na vida pessoal, o que pode causar algum desequilíbrio nas atividades desempenhadas
em ambos os ambientes, demonstrando que o sujeito não pode ser “compartimentalizado”, pois trata-se de um ser integral. A
última categoria traz o sofrimento pela falta de reconhecimento por parte dos enfermeiros no dia-a-dia, trazendo a percepção de
que o trabalho não tem sentido e demonstrando a grande importância do feedback no processo de trabalho. Conclusão: Os
trabalhadores de enfermagem no pronto-socorro sofrem por motivos relacionados ao intenso processo de trabalho, mas também
quando se deparam com a impossibilidade de praticar uma assistência mais qualificada e quando o seu trabalho passa
desapercebido pelo seu supervisor. O estudo demonstra também que não é possível separar a vida no trabalho da vida e
sentimentos pessoais, e que isto não deve ser considerado como algo periférico pelos gestores.


Bibliografia
Dejours C, Abdoucheli E, Jayet C. Psicodinâmica do trabalho: contribuição da escola Dejouriana à análise da relação prazer,
sofrimento e trabalho. São Paulo (SP): Atlas; 1994. 145 p.
Martins JT. Prazer e sofrimento no trabalho do enfermeiro em Unidades de Terapia Intensiva: estratégias defensivas [tese de
doutorado]. Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo; 2008. 199 p.
Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2003. 226 p.
Atkinson R, Flint J. Accessing hidden and hard-to-reach populations: snowball research strategies. Social Research Update
[internet]. 2001 [acesso em: 15 abr 2010]; 33. Disponível em: http://sru.soc.surrey.ac.uk/SRU33.html.
TRABALHO 31

    PERFIL OCUPACIONAL DE TRABALHADORES DE INSTITUIÇÃO UNIVERSITÁRIA PÚBLICA EM PRÉ-
                                        APOSENTADORIA
                  Gvozd R, Garcia AB, Haddad MCL, Vannuchi MTO, Sentone ADD
                               Universidade Estadual de Londrina
                                    raquelgvozd@yahoo.com.br

Introdução: Com a mudança na pirâmide populacional brasileira, a maioria dos indivíduos se encontra em idade
produtiva, condicionando como foco de suas vidas o trabalho, estimulados pela supervalorização da produtividade e
do capital(1). Na sucessão dos anos observa-se um crescimento mais elevado na faixa etária da população idosa em
relação às demais. As implicações de ordem demográfica, econômica e social do processo de envelhecimento já
surtem seus efeitos, seja na alteração de vida dos indivíduos e das estruturas familiares, seja nas mudanças da
composição da força de trabalho(2). Tais modificações exigem novas demandas por políticas públicas que auxiliam
no preparo desta população para um envelhecimento saudável, proporcionando maior capacidade para o trabalho
frente à aposentadoria. Justificativa: Trata-se de um tema atual, de abrangência gerencial devido aumento
progressivo do envelhecimento da força de trabalho. Objetivo: Caracterizar o perfil ocupacional dos trabalhadores
de uma Instituição Universitária Pública que estão em fase de pré-aposentadoria. Metodologia: Estudo descritivo
transversal, realizado em uma Instituição Universitária Pública do Norte do Paraná. A população de estudo foi
composta por todos os trabalhadores que se encontravam em fase de pré-aposentaria por idade ou tempo de
serviço e também por aqueles que já poderiam estar aposentados, identificados por meio de lista emitida pela Pró-
Reitoria de Recursos Humanos da instituição. Foi adotada legislação previdenciária onde, para os trabalhadores do
sexo masculino foram selecionados os que possuíam 65 anos de idade e para as mulheres, 60 anos(3). Também
foram incluídos na pesquisa os servidores do sexo masculino que possuíam acima de 53 anos de idade somados a
35 anos de contribuição, e mulheres acima de 48 anos de idade e 30 anos de contribuição, de acordo com o que
estabelece Emenda Constitucional(4). Os dados foram tabulados com auxílio do programa Microsoft Excel 2010.
Resultados: Do total de 5.248 servidores da instituição, 1.048 (20,0%) estão em fase de pré-aposentadoria, sendo
que 35% são do sexo masculino e 65% do feminino. A maior parcela dos trabalhadores se encontra na faixa dos 56
aos 60 anos (37,1%). Dos 1.555 docentes, 20,3% encontram-se na fase de pré-aposentadoria, e para os 3.693
técnicos, o percentual é de 19,8%. Há contingente de trabalhadores em fase de pré-aposentadoria tanto no Hospital
Universitário (HUL) como no campus. No HUL, os departamentos com maior concentração destes servidores são a
divisão de educação e treinamento, internamento, serviços gerais, laboratório de análises clínicas, centro cirúrgico e
divisão de atendimento. No campus universitário, há maior número atuando na prefeitura do campus, no centro de
ciências da saúde, ciências exatas, biológicas, agrárias, estudos sociais aplicados, ciências humanas, e educação,
comunicação e artes. Conclusão: Os resultados demonstraram que uma parcela significativa da população de
servidores está envelhecida. Ressalta-se que na instituição inexistem programas que auxiliem na preparação destes
servidores para a aposentadoria, fato este que necessita de maiores discussões devido considerável
envelhecimento da força de trabalho percebido e consequente diminuição da capacidade para o trabalho desta
população, que será tema de outra pesquisa.


Bibliografias:
(1) Soares, D.H.P.; Costa, A.B.; Rosa, A.M.; Oliveira, M.L.S. de. Aposenta-ação: programa de preparação para aposentadoria.
Estudos Interdisciplinares do Envelhecimento. Porto Alegre, v. 12, p. 143 – 161, 2007.
(2) KRELING, N. Trabalhadores mais maduros predominam na Região Metropolitana de Porto Alegre. In: BASTOS, R. (Coord.)
Dimensões da precarização do mercado de trabalho da Região Metropolitana de Porto Alegre. Porto Alegre: Convênio FEE,
FGTAS/SINE-RS, DIEESE, SEADE-SP, MTE/FAT e apoio PMPA, 2007. _______. Envelhecimento do trabalhador impõe novos
desafios às políticas públicas. In: TONI, M. (Coord.) Políticas públicas do trabalho: uma discussão sobre sua efetividade e a
necessidade de ações específicas, a partir das características do mercado de trabalho da Região Metropolitana de Porto Alegre.
Porto Alegre: Convênio FEE, FGTAS/SINE-RS, DIEESE, SEADE-SP, MTE/FAT e apoio PMPA, 2009.
(3) BRASIL. LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras
providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, em 24 de julho de 1991; 170º da Independência e 103º da
República. Disponível em: http://www010.dataprev.gov.br/sislex/paginas/42/1991/8213.HTM.
(4) BRASIL. Emenda Constitucional 47 de 5 de julho de 2005. Altera os arts. 37, 40, 195 e 201 da Constituição Federal, para
dispor      sobre        a       previdência      social,     e        dá      outras       providências.     Disponível     em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc47.htm
TRABALHO 32

CUSTO DE EDUCAÇÃO CONTINUADA PARA EQUIPE DE ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
                                     PÚBLICO
                         Costa DB , Vannuchi MTO, Haddad MCL, Cardoso MGP, Garcia SD
                                          Universidade Estadual de Londrina
                                             danielebernardi@hotmail.com



Introdução: A Educação Continuada é um processo educativo dinâmico, dialógico e contínuo, de revitalização
pessoal e profissional, individual e coletivo, que busca qualificação, postura ética, ter consciência, reafirmação ou
reformulação de valores, construindo relações integradoras entre os sujeitos envolvidos, para uma transformação
humana crítica e criadora. Informações sobre custos para os enfermeiros dos centros de educação continuada é
fundamental, uma vez que a maioria das decisões importantes dentro da instituição passa pela análise de custo-
benefício, podendo desta maneira respaldar os argumentos referentes à necessidade de investimento em
treinamento, bem como a alocação de recursos para essa atividade, junto à administração geral. Justificativa: A
nossa vivência enquanto residente de gerência de serviços de enfermagem no setor que coordena as atividades de
educação continuada aliada à necessidade de se conhecer o investimento deste setor na qualificação de recursos
humanos estimulou-nos a desenvolver esta pesquisa. Objetivo: Determinar os custos diretos e indiretos dos
programas de educação continuada para equipe de enfermagem de um Hospital Universitário Público. Método:
Trata-se de um estudo transversal de abordagem quantitativa, realizado na Divisão de Educação e Pesquisa em
Enfermagem e na Divisão de Finanças e Orçamentos-Seção de Custo Hospitalar deste hospital. Foi considerado o
custo de cada treinamento realizado no período de junho/2009 a maio/2010. Para o cálculo dos custos utilizou-se a
unidade monetária brasileira, o Real. Resultados: Constatou-se que durante o período em estudo foram realizados
22 programas de educação continuada totalizando um custo de 10.256,56 reais. Destes 86,42% foram custos diretos
e 13,58% custos indiretos. Dos 22 treinamentos realizados 88,21% foram de formação técnica, e o restante na área
comportamental. Obteve-se uma média de 35 participantes e 10 horas de duração por evento. Conclusão: Através
do estudo pode-se analisar os investimentos realizados pela instituição para capacitação de recursos humanos de
enfermagem. A informação gerada sobre custo por ser uma ferramenta gerencial auxilia o enfermeiro responsável
pelo setor de educação continuada na tomada de decisões. O gerenciamento de custos deve ser conhecido pelo
enfermeiro e estar voltado para a redução e a otimização dos recursos, mantendo a qualidade dos serviços
prestados.


Referências:
1- Backes VM, Nietsche EA, Camponogara S, Fraga RS, Cerezer RC. Continuing education of graduate students: a commitment
of the university? Rev Bras Enferm. 2002;55(2):200-4.
2- Kurcgant P et al. Gerenciamento em enfermagem. São Paulo: Guanabara Koogan, 2005.
3- Organização Panamericana de La Salud. Educación Contínua – Guia para la organización de programas de educación
continua para personal de salud. Whashington: División de Recursos Humanos e Investigación; 1979.
4- Silva GM; Seiffert OMLB. Educação continuada em enfermagem: uma proposta metodológica. Rev. bras. enferm., Brasília, v.
62, n. 3, June 2009 .
5- Jerico MC; Castilho V. Treinamento e desenvolvimento de pessoal de enfermagem: um modelo de planilha de custos. Rev.
esc. enferm. USP, São Paulo, v. 38, n. 3, Sept. 2004 .
TRABALHO 33

AVALIAÇÃO DO TEMPO MÁXIMO DE PERMANÊNCIA DE CATETER VENOSO PERIFÉRICO EM CRIANÇAS INTERNADAS
 EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA E SUA ASSOCIAÇÃO A INFECÇÕES CUTÂNEAS E SISTÊMICAS

Ribeiro APF
Instituição: Hospital Aliança, Salvador (BA), Brasil.
E-mail: anapaula@hospitalalianca.com.br


 O uso do cateter venoso periférico (CVC) para infusão de medicamentos e soluções por via intravenosa é um dos recursos
terapêuticos mais utilizados em unidade de terapia intensiva pediátrica (UTIP). A flebite, a infiltração,o extravasamento e a dor
são as complicações mais freqüentes relacionadas ao uso deste dispositivo.
 Para os pacientes pediátricos, não existe recomendação de troca sistemática conforme o CDC 2002 (Center for Disease Control
and Prevention), estando sua troca condicionada a presença de sinais clínicos de complicações, no entanto, pelo protocolo da
CCHI desta instituição era recomendado troca a cada 5 dias.
O objetivo deste trabalho foi avaliar o tempo de permanência máximo de cateter venoso periférico para infusão endovenosa em
crianças internadas na UTIP e sua associação com infecções cutânea e sistêmica. Trata-se de estudo prospectivo onde foram
observados os acessos venosos periféricos de todas as crianças internadas na unidade de terapia intensiva pediátrica, no
período de 27/04/2008 á 28/04/2009. Foram avaliados 412 pacientes em uso de cateter intravenoso periférico (CVP) 24 G de
poliuretano, fixado com bandagem estéril. As soluções venosas foram infundidas por sistema fechado, utilizado padrão de troca
de equipos e conectores a cada 03 dias conforme protocolo da CCIH da instituição, exceto o polifix cuja troca estava
condicionada a troca do cateter venoso.
Foi observado tempo máximo de permanência de CVP de 13 dias. Vinte acessos venosos periféricos permaneceram por um
período superior a 5 dias: 02 eram em lactentes entre 5 e 11meses; 11 entre 1 e 4 anos; 02 entre 6 e 9 anos e 05 de 10 a 18
anos. 15 eram do sexo masculino e 05 eram do sexo feminino. Todos os diagnósticos estavam associados a patologias do
sistema respiratório. Os locais de maior inserção do cateter foram as veias do arco da mão. A maioria dos acessos investigados
recebeu terapia com antibióticos e soluções com eletrólitos. Dezoito tiveram permanência de 5 a 10 dias, e 02 de 11 a 13 dias.
Os motivos de troca foram associados a edema e dor (10 crianças); resistência, exteriorização e vazamento no orifício de
inserção (05 crianças) e 05 foram suspensos por melhora clínica.
 Podemos concluir que o uso prolongado de CVP em crianças não está relacionado com complicações significativas, como
positividade de hemoculturas e bacteremia. As complicações como edemas e dor independem do tempo de permanência, não
sendo determinante para a padronização de troca sistemática. Porem, faz-se necessário o acompanhamento contínuo dos
acessos venosos e a adoção de técnicas de inserção e manutenção que garantam uma pratica segura sem riscos para as
crianças.


Bibliografia
                   1Centers for Disease Control and Prevention. Guidelines for the prevention of      intravascular catheter-
                   related infections. MMWR 2002; 51(RR-10).
2Brasil.Diretrizes Praticas para Terapia Intravenosa –INS-Infusion Nurses Society /2008. WWW.insbrasil.org.br
                   3Phillips D L. Manual de Terapia Intravenosa. 2ª ed. Porto Alegre : Artmed; 2001. p 551
44. Infusion Nurses Society. Infusion Nursing Standards of Pratice.J Inf Nursing 2006; 29 ( 1S):S1-S92
                   5Machado AF, Pedreira MLG, Chaud MN. Estudo prospectivo, randomizado e controlado sobre o tempo de
                   permanência de cateteres venosos periféricos em crianças, segundo três tipos de curativos. Rev Latino-am
       Enfermagem 2005 maio-junho; 13(3):291-8.
TRABALHO 34


                ANÁLISE DA RELEVÂNCIA DA DIMENSÃO ESPIRITUAL A PARTIR DA VISÃO E VIVÊNCIA DE
                  COLABORADORES EM UM HOSPITAL DO MUNICÍPIO DE BRUSQUE SANTA CATARINA



Autora: Silva, M.E.
Instituição: Hospital Arquidiocesano Consul Carlos Renaux
irmamesilva@bol.com.br e sistereugenia@haccr.org.br
Introdução: A espiritualidade é um fenômeno humano, histórico e multidimensional que transcende a qualquer
credo ou denominação religiosa. O tema espiritualidade no trabalho vem crescendo nos últimos anos no mundo
empresarial e, se insere neste contexto como uma dimensão estratégica no gerenciamento, na medida em que dá
significado à missão da empresa e ao trabalho das pessoas. Boff, abordando o tema diz: “A espiritualidade dará
leveza à vida, e fará que os seres humanos não se sintam condenados a um vale de lágrimas, mas se sintam filhos
e filhas da alegria de viver juntos neste mundo, sob o arco-íris da graça e da benevolência divina.” (PESSINI et al
Boff, 2008),
Justificativa: A presente pesquisa foi “gerada e nasceu” a partir das indagações cotidianas neste universo
complexo e permeado por situações geradoras de crises e sofrimentos que é o ambiente hospitalar. A partir da
afinidade com o tema: espiritualidade e humanização, como também Impelida e norteada pela hipótese de que,
supostamente a dimensão espiritual pudesse vir a ser uma grande aliada na minimização e enfrentamento dos
fatores conflitantes e adversidades inerentes ao trabalho neste ambiente.
Objetivo: Esta pesquisa tem como objetivo Identificar e mensurar a compreensão e relevância da dimensão
espiritual na visão e vivência dos colaboradores de um hospital do município de Brusque em Santa Catarina, como
também obter dados concretos         de embasamento para uma possível e posterior inserção da dimensão da
espiritualidade no Programa de Educação Continuada da Instituição.
Método: Para coleta de dados foi utilizado um questionário contendo nove perguntas abertas e fechadas, de
múltipla escolha, abordando a temática espiritualidade. Foram distribuídos 90 questionários para os colaboradores
de todos os setores e departamentos, que após serem convidados e informados, livremente aceitaram fazer parte da
pesquisa. Ressaltamos que tivemos uma devolutiva de 64 questionários preenchidos.
Resultados: Segundo as respostas obtidas nas questões, foi possível detectar e constatar que na visão dos
participantes da pesquisa, a espiritualidade é uma dimensão muito importante na vida e no trabalho; afirmaram que
o estado físico, emocional e espiritual, interfere na qualidade do atendimento e no desempenho do trabalho;
alegaram que existe sim, a diferença no perfil do profissional que cultiva a espiritualidade, destacaram a visibilidade
de alguns valores e qualidades como: alegria, paz, equilíbrio, humanização, amor ao próximo. Foi evidenciado que
são favoráveis a inserção de um projeto de apoio e suporte a partir da dimensão espiritual na Instituição. Ressalta-
se que segundo o interesse dos pesquisados, destaque as opções: Dinâmicas de grupo, meditação, grupo musical
e reflexão, estudo Bíblico e palestras.
 Conclusão: Segundo os resultados obtidos na pesquisa, conclui-se que ficou evidenciado a relevância da
dimensão da espiritualidade na vivência dos colaboradores,como também, a contribuição da mesma no ambiente de
trabalho.


Bibliografia: PESSINI, L. Buscar sentido e plenitude de vida, et al Boff, L. Ed. Paulinas,2008.
TRABALHO 35

 GESTÃO DO CUIDADO EM ENFERMAGEM E INDICADORES DA ASSISTÊNCIA: REVISÃO DA LITERATURA

                             Silva FJCP, Sousa AB, Dias MS, Gois CFL, Santana MAV
                                         Universidade Federal de Sergipe
                                             fjanolio@infonet.com.br

Os indicadores permitem estabelecer cuidados dirigidos para resultados alicerçados na qualidade e humanização.
Estão relacionados à avaliação de aspectos qualitativos e/ou quantitativos referentes ao meio ambiente, à estrutura,
aos processos e aos resultados (BITTAR, 2001). De acordo com Campbell et al. (2003) é importante a utilização de
indicadores como ferramentas para a promoção da melhoria da qualidade do cuidado à saúde. O objetivo dessa
pesquisa foi conhecer a produção científica brasileira sobre a gestão do cuidado em enfermagem e a utilização de
indicadores. Estudo de revisão, com levantamento bibliográfico na base de dados MEDLINE e LILACS. Para
selecionar os artigos foram empregados os descritores: cuidados de enfermagem and indicadores básicos de saúde.
As buscas limitaram-se aos títulos e resumos dos trabalhos, tendo como critério de seleção publicações sobre os
indicadores de saúde aplicados ao cuidado do paciente/cliente. Por meio do levantamento realizado foram
encontrados 50 artigos, desses foram descartados 25, por não abordarem o tema em questão, e 10 por duplicidade.
Ao final foram selecionados 15 estudos que descreveram a utilização de indicadores como ferramenta para avaliar o
cuidado prestado ao paciente/cliente nos serviços de saúde. A análise dos trabalhos selecionados foi realizada por
meio da leitura dos artigos disponíveis no referido banco de dados e apresentados em português. A região sudeste
publicou a maioria dos trabalhos 13 (87%), seguida pela região sul 2 (13%), verificou-se a primeira publicação no
ano de 1999 1(7%) com maior concentração das publicações entre os anos 2006 a 2009. Quanto aos indicadores
abordados, verificou-se que o maior percentual 8 (53%) descrevia a utilização de mais de um indicador por artigo,
dentre eles: registro de enfermagem, registro de iatrogenias em prontuário, escalas de controle da dor, controle dos
sinais vitais e taxas de flebite, enquanto os demais artigos concentraram-se em um único indicador como: satisfação
do cliente, erros de medicação, taxas de queda do leito, flebite e infecção. Os resultados do presente estudo
sinalizam a necessidade de um incremento nas pesquisas de campo que discorram sobre a utilização dos
indicadores como ferramenta para avaliar a assistência de enfermagem prestada ao paciente, em particular nas
regiões centro oeste, norte e nordeste do Brasil.


Referências bibliográficas

                1BITTAR, O. J. N. V. Indicadores de qualidade e quantidade em saúde. RAS, v.3, n.2 , Jul-Set,
                2001.
2CAMPBELL, S. M. et al. Research methods used in developing and applying quality indicators in primary care.
BMJ, v.326, n.7393, p.816-819, 2003.
3SILVA, L.D. Indicadores de qualidade do cuidado de enfermagem. Rev. Enferm. UERJ, n.11, p. 111-116, 2003.
TRABALHO 36

                                                 Processo de Auditoria da SAE

                                                                               Bomfim CB, Brito SSJ1, Trabuco MQB, Maeda DY

Introdução: A Sistematização da Assistência de Enfermagem – SAE compreende uma metodologia científica que
direciona o desenvolvimento do processo de trabalho do enfermeiro. No hospital do estudo, ela foi implantada em
1992, baseada na teoria de Wanda Horta, com as fases: histórico, prescrição e evolução. Manteve-se assim até
agosto de 2009, quando foi revisada e inclusas as fases de diagnóstico e plano de alta completando todas as fases
preconizadas pela teoria.
Justificativa: A gerência de enfermagem do hospital em estudo, iniciou em 2009 um processo de reestruturação
interna que acarretou mudanças na sua estrutura organizacional e operacional, entre estas, a gestão da qualidade
do prontuário. No diagnostico inicial evidenciou-se pontos críticos como: carência de informações sobre os cuidados
prestados, falta de checagem de registros dos executores dos cuidados, impacto no faturamento entre outras não
conformidades que comprometiam a qualidade final do prontuário e da assistência. Paralelamente, aumentou o
turnover de enfermeiros, e houve a implantação do processo de acreditação hospitalar, que aceleraram a
implantação de projeto de melhoria. Foi escolhida a ferramenta da auditoria como método para analisar os registros
da SAE para identificação de possíveis não conformidades.
Objetivo: Analisar as Não Conformidades – NC encontradas nos prontuários durante o processo de auditoria da
SAE.
Método: Trata-se de um estudo com abordagem quantitativa realizado por enfermeiros em um hospital filantrópico
da cidade de Salvador. O instrumento utilizado foi um questionário estruturado, relacionado às cinco etapas da SAE.
A coleta de dados foi realizada pelos enfermeiros assistenciais de abril a dezembro de 2010. A amostra foi
composta de 116 prontuários em unidades clínicas e cirúrgicas. Para manter a confiabilidade da coleta a aplicação
do instrumento ocorreu em unidades distintas daquelas da alocação do enfermeiro coletador. Os resultados estão
apresentados em percentual simples sob forma de tabela e gráficos e agrupados de acordo com cada etapa da SAE
.
Resultados: As principais NC, encontradas foram: a) histórico: ausência de assinatura e COREN do enfermeiro
(11%) e ausência de registros do exame físico (7%); b) diagnóstico: ausência de assinatura e COREN do
enfermeiro (48%) e ausência de diagnostico de problemas de saúde relatados no histórico (23%); c) prescrição:
ausência de justificativas para horários do aprazamento “bolados” (59%) e não atualização da prescrição após
paciente apresentar intercorrência (42%): d) evolução: ausência de registro da condição clínica do paciente após
intervenção nas intercorrências (47%) e ausência de anotações dos técnicos de enfermagem (44%).
Conclusão: O estudo realizado evidenciou fragilidade nos registros em todas as etapas da SAE e forneceu
indicadores de qualidade do registro em prontuário. A partir daí, foram criadas as seguintes estratégias de
melhorias: reativação do grupo de estudo da SAE, adoção de programas de capacitação, criação de oficinas
semanais para discussão da SAE, continuidade do processo de auditoria e extensão da atividade para as unidades
intensivistas. A pesquisa também possibilitou o reconhecimento da ferramenta da auditoria como importante recurso
gerencial, na verificação do cumprimento de padrões desejáveis, levantamento de indicadores e implantação de
ações corretivas.

Palavras Chave: Sistematização / Enfermagem / Auditoria

Bibliografia:

         –Kurcgant P. Administração em enfermagem. São Paulo: EPU;1991. 243p

         –Horr L. Auditoria em enfermagem. In: Anais do 5º Ciclo Nacional de Administração em Enfermagem; 1989 out 9-12; Maringá (PR),
         Brasil. Maringá (PR): ABEn;1989. 157p. p.95-114

         –Rebelo ARC. Auditoria de qualidade. Rio de Janeiro (RJ): Qualitymark;1994. 287p.

          –Faraco MM, Albuquerque GL. Auditoria do método de assistência de enfermagem. Rev Bras Enferm. 2004; 57(4): 421-4.
          –Lopes CM. Auditoria e distorções: ênfase nas atividades de anotações de enfermagem. Rev Bras Enferm. 1998; 51(1): 105-22.
          –Haddad MCL. Qualidade da assistência de enfermagem: o processo de avaliação em hospital universitário público. Ribeirão Preto:
          Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo; 2004.
–Souza V, Moura LF, Flores ML. Fatores determinantes e conseqüências de falhas registradas na assistência de enfermagem – um processo
educativo. Rev Min Enferm. 2002; 6(1/2): 30-4.
TRABALHO 37

Instituição: Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo – Projeto Competências Técnicos de Enfermagem
E-mail para contato: celina.marra@coren-sp.org.br, celinamarra@uol.com.br

Informações complementares:
Palavras-chave: Gestão do conhecimento para a pesquisa em saúde. Acesso à informação. Competência
Profissional.
Grupo de Trabalho do Projeto Competências Técnicos de Enfermagem do COREN-SP: Isabel Cristina Kowal Olm
Cunha (coordenador), Ana Lygia Pires Melaragno, Celina Castagnari Marra, Denise Augusto da Costa Lorencette,
Luiza Hiromi Tanaka, Marcia Rodrigues de Lima, Maria de Lourdes Neves Fonseca Azevedo da Costa.

Observação: Qualquer dificuldade surgida na isncrição do trabalho comunicar-se com Cézar da Silva, membro da
SOBRAGEM.
O GRUPO FOCAL COMO FERRAMENTA DE GESTÃO NO MAPEAMENTO DE COMPETÊNCIAS LABORAIS

Autores: Cunha ICKO, Marra CC(Relator), Lima MR, Lorencette DAC, Neves ML.

Introdução: As ferramentas de gestão são instrumentos que fazem uso de método para tornar a prática
administrativa na empresa mais eficiente e mais eficaz pelo processo de obter informações complexas de forma
estruturada. Os modelos de gestão são variáveis para atender as necessidades da empresa na área que atua. O
mapeamento de competências laborais tem na Gestão do Conhecimento infraestrutura significativa para evidenciar
essas competências nas organizações. A competência laboral considera a produtividade do indivíduo pelo
desempenho no trabalho no conjunto saber, saber-fazer e saber-ser, e não somente obtida na formação acadêmica
e/ou títulos acumulados. O Grupo Focal caracteriza-se como técnica para obtenção de informações confiáveis na
relação sujeito/facilitador, partindo de quem faz a ação e lhe conferindo um significado. Justificativa: Atualmente é
sabido que o sucesso das organizações é proporcional a definição de competências feitas por elas, segundo suas
características ou da percepção de integrantes de um recurso humano competente. O mapeamento de
competências representa uma das etapas mais complexas no Sistema de Gestão do Conhecimento, fator
estratégico para gerir a empresa dentro do cumprimento da sua missão. Nesse processo, o perfil desejado para o
profissional norteia a identificação, coleta, processamento e disponibilização das informações sobre competências
básicas na obtenção de resultados organizacionais sustentáveis. A escolha de um instrumento metodológico, como
o Grupo Focal, é básico no mapeamento de competências laborais, podendo-se indagar: há possibilidade da
técnica de Grupo Focal caracterizar-se como uma ferramenta usada na Gestão do Conhecimento na geração de
competências? Objetivo: Compreender as caracteristicas da técnica de Grupo Focal como ferramenta compatível
no desenvolvimento da Gestão do Conhecimento. Método: Pesquisa bibliográfica para acúmulo de fontes com
conteúdo suficiente no respaldo da problemática em estudo. Resultados: As fontes bibliográficas consultadas
permitiram verificar que o Grupo Focal cria ambiente favorável ao diálogo e consegue obter informações de forma
não-diretiva pela interação de facilitador/grupo de pessoas para gerir resultados definidos com conhecimento sólido
e confiável extraídos de significados imputados pelo grupo em um determinado assunto ou contexto, sempre de
forma controlada. Preocupa-se com a homogeneidade do grupo de pessoas em certas características e
heterogeneidade no equilíbrio de aspectos para sua constituição uniforme e diversa. Cuida do tamanho do grupo e
lhe dá informes orientadores sobre o tema a ser discutido, sem conduzir a participação das pessoas com ideias pré-
concebidas. Respeita critérios condizentes com o objeto estudado e o alcance de um produto íntegro. Registra as
discussões em gravadores de forma a transcreve-las posteriormente de forma fidedigna, analisando-as com o uso
de método científico para entender o significado conferido pelo grupo. Durante todo seu caminhar mantém condições
para respaldar o surgimento de informações de alta qualidade das informações emitidas pelos participantes e usa
recursos disponíveis para limitar a concepção prévia de avaliadores. Conclusão: Diante do fato da ferramenta de
gestão constituir-se como instrumento metodológico para realizar processo de forma eficiente e eficaz na busca de
informações complexas, as características do Grupo Focal preenchem condições necessárias para ser
compreendida como uma ferramenta apropriada à Gestão do Conhecimento.

Bibliografia:
Ciampone, MHT; Dall‟agnol, CM. Grupos focais como estratégia metodológica em pesquisas de enfermagem. Rev Gaúcha
Enferm. 1999; 20(1):5-25.
Ibarra, AA. Formación de los Recursos Humanos y Competencia Laboral. Boletín Cinterfor. (149) :95-108, mai-ago 2000.
Disponível em: http://www.cinterfor.org.uy/public/spanish/region/ampro/cinterfor/publ/boletin/149/pdf/ibarra.pdf
Terra, JCC. Gestão do Conhecimento: o grande desafio empresarial. Rio de Janeiro: Negócio, 2000.
TRABALHO 38

           DIMENSIONAMENTO DO QUADRO DE ENFERMAGEM COMO FERRAMENTA DE GESTÃO
                                             Santos Dumont Hospital – Unimed São José dos Campos

Autoras: 1Moreira JS, 2 Buani JNF, 3 D‟Innocenzo M.

Introdução: Hoje, quando pensamos no processo do cuidar, somos levados imediatamente a fazer uma leitura mais
ampla e abrangente sobre o tema. Considerando que o percentual mais significativo do contingente de profissionais
são os da enfermagem, o impacto de suas práticas reflete e representa a qualidade da assistência prestada pela
instituição.
Dimensionamento, segundo Kurcgant, constitui a etapa inicial do processo de provimento de pessoal e tem por
finalidade a previsão da quantidade de funcionários por categoria1.
Sistema de classificação de pacientes, conforme Fugulin, é a forma de determinar o grau de dependência de uma
paciente em relação à equipe de enfermagem, objetivando estabelecer o tempo dispendido no cuidado direto e
indireto3.
Justificativa: Evidenciado inadequação do quadro de enfermagem nas unidades de internação médica e cirúrgica
refletida na alta taxa de rotatividade e absenteísmo, unida a recorrentes insatisfações dos clientes, mobilizou-se
todos os esforços para o levantamento de estudos realizados sobre o tema, a fim de propor com base na literatura e
Resolução do COFEN, o dimensionamento adequado do quadro de enfermagem com vistas à melhor “performance”
assistencial das referidas unidades.
Objetivo: Dimensionar quadro de enfermagem das unidades de internação das clínicas médica e cirúrgica.
Método: Trata-se de um estudo descritivo, realizado nas unidades de internação médica e cirúrgica de um Hospital
privado de médio porte, recurso próprio de uma cooperativa médica, no interior de São Paulo. Levantado literatura
sobre o assunto nas bases de dados Lilacs, Pubmed, e Sciello, porém o principal recurso bibliográfico foi a
Resolução do COFEN nº 293/2004. O sistema de classificação de pacientes, taxa de ocupação média por unidade,
índice de segurança técnica (empírica de 15%), total de horas de enfermagem, foram instrumentos primordiais para
definir o perfil dos clientes e o tempo de cuidados diretos necessários à assistência segura. Este estudo utilizou-se
de dados colhidos de agosto/2010 a janeiro/2011.
Resultados: Evidenciado que no setor de internação cirúrgica, considerando o grau de dependência dos pacientes,
foi previsto 157 horas de assistência de enfermagem nas 24hs, e para tanto seria necessário aumento de quadro de
06 colaboradores. Já na unidade de clínica médica, o número de horas necessárias nas 24hs foi de 268,2 horas o
que significava aumento de quadro de 22 colaboradores, totalizando um aumento de efetivo de 28 colaboradores.
Em vista do cenário e argumentação técnica fortemente embasada em literatura, esse aumento de quadro foi
concedido em esquema de escalonamento, que será iniciado em abril 2011 e concluído em março 2012.
Conclusão: Concluiu-se que o dimensionamento do quadro de enfermagem, baseia-se em fundamentos científicos,
e é um instrumento de apoio à gestão e de argumentação eficaz para adequação do quadro de enfermagem, e que
deve ser amplamente utilizado como ferramenta de gestão pelo serviço de enfermagem.

BIBLIOGRAFIA
1 KURCGANT, P, ET ALL. Administração em enfermagem. São Paulo: EPU, 1991.
2 CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM – COFEN – Resolução 293/2004.
3 FUGULIN, F.M.T. ET ALL. Implantação do Sistema de Classificação de pacientes na Unidade de Clínica Médica do
Hospital Universitário da USP. Rev. Med. HU-USP, 1994.
1 Joselma Silva Moreira, Enfermeira, Especialista em enfermagem do trabalho, e Gestão de planos de saúde, coordenadora do serviço de
enfermagem do Hospital Santos Dumont. Email: joselma.moreira@santosdumonthospital.com.br
2 Juliana Nogueira Franco Buani, Enfermeira, Administradora Hospitalar do Hospital Santos Dumont, Especialista Qualidade e Gestão em

Saúde. Mestranda em Ciências pela UNIFESP e membro do GEPAV-SE – Grupo de ensino e pesquisa em avaliação da qualidade em de
serviços de saúde         e enfermagem e coordenadora da REBRAENSP do Núcleo do Vale do Paraíba. E-mail:
juliana.franco@santosdumonthospital.com.br
3 Maria D’Innocenzo, Doutora em Enfermagem, Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem da UNIFESP, Líder do Grupo de Ensino


e Pesquisa de Avaliação em Qualidade de Serviços de Saúde e de Enfermagem - GEPAV-SE. Email: mdinnocenzo@unifesp.br
TRABALHO 39

                                                 G.A-GESTÃO DA ASSISTÊNCIA E DO RISCO
                                                  CONTROLE DOS RISCOS – NOTIFICAÇÃO

                                                                                       ROSO, AS,OLIVEIRA, AP, CAMPOS, KA
Introdução:

Nas áreas de assistência à saúde, o trabalho em equipes interdisciplinares e a idéia de clientes consumidores de determinados
produtos que deverão ser oferecidos com qualidade, têm sido apontados como fundamentais dentro dos atuais cenários
tecnológicos e profissionais, trazendo transformações paradigmáticas. O pressuposto de que, garantida a qualificação de cada
grupo profissional, a qualidade do produto final estará completamente garantida revela-se falso; ainda que a premissa acima seja
imprescindível para um resultado de alto padrão. Contudo, a qualidade final dos serviços prestados depende de uma química
mais complexa, cuja base relaciona-se com as diferentes equipes e sua competência geral e comunicativa. A gerência do
cotidiano passa por enfermeiros, médicos e supervisores de diferentes áreas tais como: farmacêutica, de apoio diagnóstico e
terapêutico, manutenção de equipamentos, entre outros. O bom funcionamento da assistência (produto final da instituição
Hospital), depende de produtos intermediários (fluxos de insumos, higiene, exames complementares, contatos com a família,
nutrição, etc.), que devem responder a alguns critérios fundamentais e combinados, os quais poderiam ser traduzidos nas seis
exigências dos clientes em relação aos fornecedores: qualidade, serviço, custo, tempos de resposta, variabilidade e flexibilidade
(Shoenberguer e Knod Jr.,1999). A melhoria da qualidade é a redução contínua dos riscos para os pacientes e o corpo
profissional. Estes riscos podem ser encontrados nos processos clínicos e no meio ambiente, portanto a abordagem por
processos prevê o monitoramento de eventos inesperados (administração de risco) e o uso de recursos (gerenciamento de
recursos). Os processos operacionais, mesmo os mais simples impactam o funcionamento do Hospital e interferem na qualidade
dos produtos. Uma etapa importante após a identificação do processo ou procedimento relevante é a focalização dos pontos de
risco.     Sendo assim o Escritório da Qualidade e a Gerencia de Enfermagem vem trabalhando o controle, gerenciamento dos
riscos gerados na Instituição seja ele Riscos Administrativo ou Assistencial.
                    PROGRAMA DE GERENCIAMENTO
                            DE RISCOS


   GESTÃO DE         GESTÃO         SEGURANÇA        SOCIAL
   NEGÓCIOS        ASSISTENCIAL    OCUPACIONAL


   PROCESSO         PROCESSOS      OCUPACIONAL    GERENCIAMENTO
 ADMINISTRATIVO-   ASSISTENCIAIS                        DE
   FINANCEIRO                                        RESÍDUOS

Objetivo: Diminuir a probabilidade da ocorrência de falhas, atuais ou potenciais, em processos;
        Aumentar a confiabilidade dos processos já em operação por meio da análise das falhas que já ocorreram;
        Diminuir os riscos de erros e aumentar a qualidade em procedimentos clínicos e administrativos.
Método: Tanto nos riscos classificados como Administrativos e Assistências seguem fluxo abaixo para notificação e controle dos
mesmos.




Resultado: Controle de 95% dos riscos gerados na Instituição pró ativamente e a garantia de notificação eficaz de novos riscos
detectado pela fácil maneira notificação.
Conclusão: Podemos concluir que o gerenciamento de riscos só terá um resultado satisfatório com responsabilidade e
participação de todos os colaboradores da instituição. Ficando claro a todos suas funções e responsabilidades para que o
processo seja efetivo e eficaz.

Bibliografia: NUNES, A. B. – Gerenciamento de Riscos, Banas Qualidade, set./out. – 2007
Instituição: Banco de Olhos de Sorocaba – Hospital Oftalmológico de Sorocaba
Contato: perla.moraes@bos.org.br
TRABALHO 40

              PLANO ASSISTENCIAL: O ENFERMEIRO COMO ELO ENTRE A EQUIPE MULTIPROFISSIONAL
               ASSISTANCE PLAN: THE NURSE AS A LINK BETWEEN THE TEAM MULTIPROFESSIONAL

Aline Martins Balula, Sandra Miziara

Introdução: Entende-se por equipe multiprofissional o grupo de profissionais de diferentes categorias que prestam assistência
ao cliente. No Hospital Municipal de Cubatão caracterizam-se como membros da equipe multiprofissional: o médico, enfermeiro,
farmacêutico, nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo, assistente social, serviço de infecção hospitalar e comissões hospitalares
(EMTN, transplante, curativo). A proposta do plano assistencial é uniformizar as ações entre as equipes, melhorando a
comunicação e incentivando, propondo e planejando a assistência ao cliente. Destarte, foi criado um protocolo pela equipe
multiprofissional.Justificativa: Os maiores problemas encontrados na assistência ao cliente estão relacionados com a falta de
interação e comunicação entre a equipe multiprofissional. Tal falta de entrosamento propicia uma maior permanência desse
paciente no hospital, menor giro de leitos e um índice maior de reinternação (BRASIL). No Hospital Municipal de Cubatão
mensuram-se as reinternações em até 72 horas após a alta. De acordo com BORGES (2008), estudos internacionais
identificaram taxas de reinternação hospitalar que variam de 0,47% a 25,4% dependendo das características de complexidade
do hospital e o tempo de reinternação mensurado. Tendo como base a necessidade de maior entrosamento da equipe
multiprofissional foi desenvolvido o plano assistencial, com o enfermeiro gestor da unidade de internação responsável pelo elo
entre a equipe. Esse estudo tem como finalidade apresentar os resultados obtidos na melhoria da assistência prestada ao
cliente.Objetivo: Identificar oportunidades de melhoria da qualidade na assistência prestada através da interação da equipe
multiprofissional, justificando sua aplicação.Método: Foram realizadas pesquisas bibliográficas e estudo de caso, com
observações da metodologia aplicada em hospital público. Consiste em 2 fases: a comunicação inter-equipes e o preenchimento
do impresso, parte integrante do prontuário, sendo o enfermeiro, o agente promotor da integração. Como indicador será medida
a adesão ao plano assistencial e a taxa de reinternação. Resultados: Excelência na assistência caracterizada pela crescente
melhoria no indicador de adesão ao plano e conseqüente diminuição dos índices de reinternação.




Conclusão: Os dados apresentados demonstram que o atendimento multiprofissional evidenciado através do plano assistencial
influencia diretamente na qualidade da assistência prestada ao cliente onde, após início do protocolo, evidenciou-se diminuição
no número de re-internações e uma melhor assistência ao cliente, caracterizado por uma maior interação entre a equipe
multiprofissional tendo o enfermeiro como elo das equipes.
Unitermos: Plano Assistencial; Equipe Multiprofissional.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BARROS S.M.P.F. Gerenciamento em saúde: implicações, tendências e perspectivas para a enfermagem. in 45° Congresso Brasileiro de
Enfermagem - Associação Brasileira de Enfermagem, Recife, 1993.
BORGES, Flávia Kessler et al. Reinternação hospitalar precoce: avaliação de um indicador de qualidade assistencial. Porto Alegre:
Revista do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, 2008 – disponível em http://seer.ufrgs.br/hcpa - acesso em 24/03/2011.
BRASIL, Ministério da Saúde. Disponível em http://www.saude.gov.br. Acesso em:
14 / 03 / 2011.
FERNANDES M.S. et al. A conduta gerencial da enfermeira: um estudo fundamentado nas teorias gerais da administração. Ribeirão
Preto: Revista Latino – Americana de Enfermagem v.11 n° 2, 2003.
KURCGANT P. Administração em enfermagem. São Paulo: EPU, 1991.
PEDUZZI M. Equipe multiprofissional de saúde: conceito e tipologia. São Paulo: Revista Pública, vol.35 n° 1, 2001.
Equipe multiprofissional de saúde: a interface entre trabalho e interação - Tese. Campinas: Faculdade de Ciências Médicas da
Universidade Estadual de Campinas, 1998.
TRABALHO 41

      Perspectivas de alunos de graduação sobre qualidade na assistência de enfermagem hospitalar

                         Gabriel CS , Miguelaci TP , Évora YDM, Bernardes A, Françolin L

A qualidade deve estar presente em todo o processo de discussão da assistência do enfermeiro, uma vez que o foco
de assistência de enfermagem deve ser o indivíduo e o atendimento de suas necessidades1. Para Donabedian o
termo qualidade dificilmente pode ser reduzido a um conceito unitário (2) .Assim destaca-se o papel fundamental das
instituições de ensino enquanto formadoras de um enfermeiro capacitado a avaliar a qualidade da assistência de
enfermagem. Objetivo: Identificar, na perspectiva de alunos matriculados no terceiro ano do curso de bacharelado
em enfermagem de uma escola pública do interior paulista, o que venha a ser qualidade na assistência de
enfermagem hospitalar. Estudo descritivo-exploratório, com abordagem quantitativa. Realizado com 46 alunos, da
Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, que cursavam o terceiro ano de
bacharelado em Enfermagem. Os dados foram coletados utilizando-se questionário estruturado, Os aspectos que
mais interferem na qualidade da assistência de enfermagem, na opinião dos alunos são as Necessidades dos
pacientes atendidos, 41,9% dos alunos e a Organização do trabalho da equipe de enfermagem, 23,2% dos alunos.
Verificou-se que 58% dos alunos consideraram que a maior barreira para a enfermagem realizar assistência com
qualidade é o “Relacionamento com a equipe médica”. Na opinião dos alunos o aspecto mais valorizados por
pacientes e familiares em relação a qualidade da assistência de enfermagem é a resolutividade dos problemas e S
93% dos alunos consideram que a equipe de enfermagem e o paciente/familiares possuem entendimentos
diferentes sobre o que é qualidade na assistência. Os indicadores destacados pelos alunos como os mais
pertinentes para avaliar a qualidade da assistência foram a satisfação do paciente,conhecimento técnico teórico da
equipe de enfermagem,número de enfermeiros por leito,índices de eventos adversos,índices de infecção hospitalar e
mortalidade. O estudo demonstrou que os alunos possuem uma visão abrangente sobre qualidade na assistência de
enfermagem. Para estes a qualidade é atingida se os pacientes não sofrerem danos e deixarem o ambiente
hospitalar satisfeitos, e que profissionais de saúde e pacientes/familiares possuem concepções diferentes sobre o
conceito de qualidade assistencial. Ressalta-se a importância dada ao relacionamento com a equipe médica como
forte barreira para que a enfermagem preste assistência com qualidade. Verificou-se ainda o forte destaque que os
alunos atribuem ao conhecimento técnico-científico dos profissionais de enfermagem como qualificador da
assistência o que pode ser atribuído ao paradigma biomédico hegemônico ainda predominante no contexto em
saúde, no qual se verifica uma tendência de valorização do tecnicismo da assistência em detrimento dos aspectos
individuais e emocionais do paciente.

Estudantes de enfermagem. Qualidade dos cuidados de saúde. Serviço hospitalar de enfermagem.

1 PAIVA, S.M.A. Qualidade da Assistência hospitalar: avaliação da satisfação dos usuários durante seu período de
internação. 2006. Tese (Doutorado). Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo.
2 Donabedian, A. Quality assurancein health care: consumers‟ role. Given at St Catherine „s College,
Oxford.1992;1:247-251.
TRABALHO 42

   Avaliação da qualidade na elaboração da prescrição de enfermagem em um hospital público de média
                                             complexidade


Borsato FG, Tenani MNF, Oliveira E, Haddad MCFL, Vannuchi MTO.
Hospital Dr. Anísio Figueiredo - Londrina – PR / Universidade Estadual de Londrina
Email: fabigorni@hotmail.com

Introdução: Desde a década de 40, o tema da qualidade vem se expandido pelo mundo, sendo, a partir do final da
década de 60, absorvido e engajado na área da saúde (D`INOCCENZO, ADAMI, CUNHA; 2006). O termo qualidade
sempre existiu na enfermagem passando a receber maior importância com o advento da sistematização da
assistência de enfermagem (SAE) (HADDAD, 2004). A elaboração da prescrição de enfermagem constitui-se em
uma das etapas da SAE e é definida como a etapa na qual o enfermeiro toma decisões acerca das condutas a
serem implementadas na prestação de cuidados e as registra, objetivando uma assistência individualizada e de
qualidade. Justificativa: Considerando à importância dos registros de enfermagem, os resultados desta pesquisa
permitem contribuir com a qualidade da assistência de enfermagem prestada na instituição em estudo, possibilitando
que a tomada de decisão gerencial seja fundamentada em informações obtidas em tempo real. Objetivo: Avaliar a
qualidade da elaboração da prescrição de enfermagem em um hospital público de média complexidade no norte do
Paraná. Método: Foi realizada uma pesquisa exploratória, descritiva de caráter quantitativa realizada a partir da
aplicação de um instrumento de coleta de dados adaptado(2) pelo Serviço de Controle de Qualidade em Enfermagem
(SCQE) da instituição em estudo. A coleta de dados foi realizada em fevereiro de 2011, em uma unidade de
internação médico-cirúrgica, em 10% dos prontuários, totalizando 26 prontuários que foram analisados segundo a
qualidade dos registros. Os itens referentes à qualidade na elaboração da prescrição de enfermagem foram
avaliados segundo os critérios completo, incompleto, não-preenchido e incorreto, para os quais o padrão de
qualidade adotado foi de: acima de 80%, abaixo de 15%, abaixo de 5% e 0%, respectivamente (HADDAD, 2004).
Resultados: Os resultados mostraram valores satisfatórios no que tange a existência de uma prescrição de
enfermagem nas 24 horas com 96,7% e dessas 88,3% indicaram as necessidades do cliente segundo grau de
dependência; 91,7% das prescrições permitiram identificar as necessidades gerais do cliente quanto à higienização
e demais cuidados básicos; em relação à adequação dos cuidados e referências a sinais e sintomas conforme sua
patologia foi identificada índice satisfatório, sendo respectivamente, 80,0% e 88,1%. Foram encontrados valores
insatisfatórios quanto à checagem e presença de rubrica nos itens prescritos, com respectivamente, 27,1% e 8,5%.
Conclusão: A partir da análise dos dados apresentados, foi possível observar adequação na elaboração da
prescrição de enfermagem e reforçar planos de manutenção da qualidade por meio de feedbacks aos profissionais e
atuação em educação permanente. Ainda, foi possível reafirmar a importância da aplicação de indicadores para
determinar a qualidade da prática assistencial.

Bibliografia:
D`INOCCENZO, M.; ADAMI, N.P.; CUNHA, I.C.K.O. O movimento pela qualidade nos serviços de enfermagem e
saúde. Revista Brasileira de Enfermagem. n.59, v.1, p. 84-8, jan-fev., 2006.
HADDAD, M.C.L. Qualidade da assistência de enfermagem: processo de avaliação em hospital – escola público.
2004. 201f. Tese (Doutorado em Enfermagem Fundamental) – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto,
Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2004.
TRABALHO 43

      Avaliação da SATISFAÇÃO DO USUÁRIO DE UM HOSPITAL PÚBLICO DE MÉDIA COMPLEXIDADE

Borsato FG, Tenani MNF, Oliveira E, Haddad MCFL, Vannuchi MTO.
Hospital Dr. Anísio Figueiredo - Londrina – PR / Universidade Estadual de Londrina
Email: fabigorni@hotmail.com

Introdução: A avaliação dos serviços de saúde tem como uma de suas linhas de trabalho, a pesquisa de satisfação
do usuário, surgindo, no Brasil na década de 90 diante do processo de redemocratização (MENDES et al.; 2006). A
satisfação pode ocorrer quando suas necessidades são atendidas permitindo ao cliente idéias positivas em relação
aos serviços (CRUZ, MELLEIRO; 2010). Justificativa: A instituição em estudo passou por um processo de grandes
transformações estruturais e gerenciais provocando mudanças nos processos de trabalho. Viu-se a necessidade de
permitir a manifestação do usuário quanto a sua satisfação em relação aos serviços prestados nesta nova realidade
institucional, com o aperfeiçoamento do método da “Pesquisa de Satisfação” adotada no local de estudo. Objetivo:
Descrever o processo de reformulação instrumento de Pesquisa de Satisfação do Usuário em um hospital público de
média complexidade no norte do Paraná. Método: Pesquisa descritiva e exploratória, iniciando-se pela adaptação
de um instrumento de Avaliação pelo Usuário Internado (HADDAD, 2004). Embasou-se, num primeiro momento, por
uma discussão entre os serviços de Controle de Qualidade em Enfermagem, Educação e Pesquisa, Coordenação
de Enfermagem, Administração Hospitalar, Psicologia Clínica e Serviço social que levantaram os itens essenciais
para compor o instrumento. Cada item foi classificado segundo os critérios ótimo, bom, regular e ruim. Após,
procedeu-se a aplicação do instrumento nos setores de internação médica e cirúrgica, num período de 20 dias.
Optou-se por realizar a entrega do formulário no momento da alta hospitalar a fim de assegurar maior número de
preenchimento de formulários. Resultados: Observou-se, uma taxa de retorno de formulários preenchidos de 28,2%
para o setor de internação cirúrgica e 26,0% para o setor de internação médica, podendo-se inferir que o retorno
destes surgiram a partir da necessidade do usuário em manifestar sua opinião frente as transformações estruturais e
nos processos de trabalho ocorridos na instituição em estudo. Os valores de satisfação no setor de internação
cirúrgica variou de ótimo (30,8%) a bom (69,2%) enquanto no setor de internação médica esta variação foi de ótimo
(37,8%), bom (54,1%) e regular (8,1%). Quanto a taxa de fidelização (se o paciente indicaria esta instituição a outras
pessoas), observou-se valores positivos, com 100% para a clínica cirúrgica e 97,3% para a clínica médica.
Conclusão: Com este estudo, foi possível identificar a possibilidade de aplicação do referido instrumento nos
setores de internação da instituição em estudo, identificar uma taxa de retorno otimizada e valores percentuais
satisfatórios no que tange a qualidade dos serviços prestados e ainda, gerar feedback a alta e média gestão e
demais profissionais, no intuito de proporcionar melhoria contínua da qualidade assistencial.


Bibliografia:
         1MENDES, A.C.G. et al. Avaliação da satisfação dos usuários com a qualidade do atendimento nas grandes
         emergências do Recife, Pernambuco, Brasil. Revista Brasileira Materno Infantil, v.9, n.2, p. 157-65, abr- jun, 2009.
2CRUZ, W.B.S.; MELLEIRO, M.M. Análise da satisfação dos usuários de um hospital privado. Revista da Escola de Enfermagem
da USP, v.44, n. 1, p.147-53, 2010.
3HADDAD, M.C.L. Qualidade da assistência de enfermagem: processo de avaliação em hospital – escola público. 2004. 201f.
Tese (Doutorado em Enfermagem Fundamental) – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo,
Ribeirão Preto, 2004.
TRABALHO 44

   Qualidade das anotações de enfermagem em unidade de terapia intensiva de um hospital universitário

Borsato FG, Rossaneis MA, Haddad MCFL, Vannuchi MTO, Vituri DW.
Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná / Universidade Estadual de Londrina
Email: fabigorni@hotmail.com

Introdução: Os registros em enfermagem constituem uma fonte escrita de informações relativas à assistência
prestada permitindo a comunicação entre os membros da equipe multiprofissional e, por meio de registros
fidedignos, torna-se possível avaliar a assistência prestada (MATSUDA, CARVALHO, ÉVORA; 2007). Trata-se aqui
a avaliação como julgamento ou apreciação de algo tendo como referência uma escala de valores (FELDMAN;
2009). Justificativa: Neste contexto que envolve as dificuldades em se alcançar a qualidade dos registros como
uma das formas de possibilitar comunicação efetiva entre os membros de uma equipe multiprofissional, optou-se por
realizar um estudo minucioso identificando os nós críticos que envolvem os registros de enfermagem. Objetivo:
Analisar os resultados da avaliação da qualidade das anotações de enfermagem em um hospital público de ensino
no norte do Paraná. Método: Pesquisa exploratória, descritiva e quantitativa utiliando dados secundários da
Assessoria de Controle de Qualidade da Assistência de Enfermagem (ACQAE) da instituição. Os dados analisados
provem dos relatórios mensais da ACQAE referentes à avaliação da qualidade das prescrições de enfermagem, no
ano de 2009 contemplando os subitens de avaliação relacionados ao item Anotação de Enfermagem. Cada subitem
foi avaliado segundo os critérios completo, incompleto, não-preenchido e incorreto, para os quais o padrão de
qualidade adotado foi de: acima de 80%, abaixo de 15%, abaixo de 5% e 0%, respectivamente (HADDAD; 2004).
Resultados: Foram identificados valores satisfatórios relativos à existência de uma anotação por turno, registros de
prestação de cuidados, inclusive pré e pós-operatórios/exames. Houve queda nos valores relativos ao registro de
sinais e sintomas pertinentes a patologia, intercorrências com o paciente e resposta do profissional a prescrição de
enfermagem. Os itens relacionados à estética textual, identificação do autor e checagem de itens ficaram aquém dos
valores adequados. Conclusão: Os resultados apontaram para diversas inadequações nas formas de registro e
permitiram a busca por medidas de intervenções educativas visando o aprimoramento técnico-assistencial dos
profissionais atuantes neste setor. Ainda, a partir dos resultados obtidos, espera-se suscitar discussões sobre a
importância da avaliação da qualidade como ferramenta gerencial eficaz na busca de uma assistência segura e livre
de riscos.




Bibliografia:
        1MATSUDA, L.M.; CARVALHO, .A.R.S.; ÉVORA, Y.D.M. Anotações / registros de enfermagem em um
        hospital-escola. Revista Ciência, Cuidado e Saúde, v.6, supl. 2, p. 337-46, 2007.
        2FELDMAN, L.B. Avaliação do Serviço de Enfermagem: Construção de critérios para análise do serviço. In:
        MALAGUTTI, W.; CAETANO, KC (org.). Gestão do Serviço de Enfermagem no mundo globalizado. Rio
        de Janeiro: Editora Rubio; cap. 3, p.29-39, 2009.
        3HADDAD, M.C.L. Qualidade da assistência de enfermagem: processo de avaliação em hospital – escola
        público. 2004. 201f. Tese (Doutorado em Enfermagem Fundamental) – Escola de Enfermagem de Ribeirão
        Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2004.
TRABALHO 45

 DIMENSIONAMENTO DE PESSOAL DE ENFERMAGEM E SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES:
                 FERRAMENTAS PRÁTICAS PARA O DESENVOLVIMENTO DA
                          AÇÃO GERENCIAL DO ENFERMEIRO.

                                                                          DUTRA A. S., SILVA P. A., ALVES M. A.
                                                                                       Universidade de Uberaba
                                                                                    guimara.andrea@gmail.com

O serviço de enfermagem encontra várias dificuldades associadas à administração de recursos materiais, físicos e
humanos, tanto em aspectos quantitativos quanto qualitativos. A temática sobre recursos humanos (RH) de
enfermagem tem sido cada vez mais abordada, solicitando a atenção dos responsáveis por gerenciar os serviços de
saúde. Uma das ferramentas administrativas mais importantes para realizar o dimensionamento de pessoal em
enfermagem é o sistema de classificação de pacientes (SCP). (LAUS; ANSELMI, 2004). Este trabalho justifica-se
por ser a adequação do pessoal de enfermagem às necessidades básicas da clientela um dos grandes desafios, na
perspectiva de administração de RH para o enfermeiro. O objetivo do trabalho é demonstrar a importância do
dimensionamento de pessoal de enfermagem e dos sistemas de classificação de pacientes como ferramentas para
um bom gerenciamento de RH pelo enfermeiro. Trata-se de pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa, por
revisão da literatura que utilizou como bases de dados SCIELO; LILACS, site do COFEN e banco de teses e
dissertações da USP.Os instrumentos gerenciais, como o dimensionamento e o SCP, possibilitam determinar o
quantitativo e o qualitativo de RH necessários para atender a clientela, auxiliando no controle de custos,
planejamento do cuidado, melhoria da qualidade assistencial e das condições de trabalho da equipe, entre outros
benefícios. Com a prática empírica não há como comprovar e justificar a necessidade de aumento no quadro de
pessoal. Sendo assim, haverá um número escasso de funcionários, que repercute em queda na qualidade
assistencial, com risco de imprudência, na prestação de cuidados; sobrecarga de trabalho que gera insatisfação e
desmotivação, além de riscos ocupacionais mais elevados aumentando o absenteísmo; aumento dos custos
institucionais com processos dos pacientes em decorrência de acidentes e falhas ocasionadas pelo déficit de
trabalhadores. Concluiu-se que a alocação de recursos humanos de enfermagem numa instituição de saúde ainda é
um desafio frente às dificuldades sociopolítico-econômicas que dificultam a contratação de pessoal. Assim, é preciso
que o enfermeiro utilize os métodos científicos de dimensionamento e que desenvolva habilidades como capacidade
de tomada de decisão de forma crítica, liderança, comunicação, negociação e sensibilização. Tais habilidades
permitem a articulação de meios junto à diretoria, para o provimento adequado do pessoal de enfermagem.


REFERÊNCIAS: GAIDZINSKI, Raquel Rapone. Dimensionamento de pessoal de enfermagem em instituições
hospitalares. [Tese Livre Docência]. São Paulo (SP): Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem da USP;
1998.
KURCGANT, Paulina; CUNHA, Kátia de Carvalho; GAIDZINSKI, Raquel Rapone. Subsídios para a estimativa de
pessoal em enfermagem. Enfoque, São Paulo, v.17, n.3, p. 79-81, set. 1989.     „‟
LAUS, Ana Maria; ANSELMI, Maria Luiza. Caracterização dos pacientes internados nas unidades médicas e
cirúrgicas do HCFMRP-USP, segundo o grau de dependência em relação ao cuidado de enfermagem. Revista
Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 12 n. 4, p. 643-649, jul./ago. 2004.
TRABALHO 46

       O GERENCIAMENTO DE RISCO COMO ESTRATÉGIA DE QUALIFICAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE
                                     ENFERMAGEM

Bernardes A, Alfonsetti J, Gabriel CS

Diante da realidade que vivemos hoje com a ocorrência de eventos adversos na assistência de enfermagem,
necessitamos melhorar os processos com foco em um resultado que hoje se torna cada vez mais visível, que é a
segurança do paciente(1). As organizações têm demonstrado uma preocupação cada vez maior no que se refere à
qualidade de prestação de serviços e à segurança do paciente, a fim de minimizar e se possível eliminar todo e
qualquer impacto negativo ao paciente. A gestão de risco é um processo implantado na instituição de forma
sistêmica e sistemática com a finalidade de detectar precocemente situações que podem gerar consequências aos
pacientes e colaboradores(2). Esse processo evidencia a participação do enfermeiro, pois além de identificar e
notificar o risco, ele toma medidas preventivas, corrige o risco para minimizá-lo ou eliminá-lo, e ainda acompanha o
desenvolvimento das ações implementadas para melhoria contínua. Este estudo objetiva avaliar a implantação do
gerenciamento de risco em um hospital filantrópico de um município do Estado de São Paulo. Trata-se de um estudo
quantitativo e de caráter interventivo realizado em uma Unidade de Terapia Intensiva Adulto, sendo que a avaliação
foi realizada através da ficha de notificação de risco. Foram monitorados os seguintes riscos: extubação acidental,
queda do leito, perda de sonda nasoenteral, flebite, e úlcera por pressão desenvolvida na unidade durante o ano de
2010. No fechamento de cada mês eram colocados os dados em planilha e apresentados em reuniões com
gestores de cuidados, equipe de enfermagem e apresentação em mural da unidade. O estudo encontra-se em fase
de análise estatística e, portanto, os resultados parciais demonstram que, no ano de 2010, houve 8 casos de
extubação acidental, 1 caso de queda do leito, 40 casos de perda de sonda nasoenteral, 2 casos de flebite e 48
casos novos de úlcera por pressão num total de 430 pacientes. Foram realizadas reuniões mensalmente com a
equipe de enfermagem dentro da Unidade de Terapia Intensiva para apresentar dados e discutir melhorias a serem
seguidas quanto à assistência. Notou-se grande queda nos índices do monitoramento de risco no decorrer dos
meses, melhorando e qualificando o resultado da assistência.

Palavras-Chave: Gerenciamento de Segurança, Educação em Enfermagem, Serviço Hospitalar de Enfermagem.


Referências:
       1. Feldman LB. Gerenciamento de Risco no Processo de Assistência em Saúde. Revista Nursing, 2009.
       Edição 154.
       2. Feldman LB, D‟INNOCENZO M, CUNHA ICKO. Como fazer o gerenciamento de risco? Proposta de um
       método brasileiro de segurança hospitalar. Einstein, v.5. Suplemento 1, p.55, set.2007.
TRABALHO 47

                             MODELOS DE GESTÃO HOSPITALARES: A REALIDADE CANADENSE

Bernardes A, Gabriel CS, Évora YDM, Santos MC, Melo MRAC

A discussão sobre os modelos de sistemas de saúde vem ganhando novos contornos após as diversas reformas
que, desde os anos noventa, vêm sendo implantadas em vários países, inclusive no Canadá. Assim como no Brasil,
o Canadá tem repensado a gestão no sentido de liberá-la dos princípios rígidos da administração pública com uma
pesada burocracia que já se revelou incompatível com a organização da qualidade dos serviços de saúde(1). Analisar
as experiências de implantação da Gestão Participativa em uma instituição hospitalar no Canadá, no que se refere à
tomada de decisão, comunicação e poder. Adotou-se a abordagem teórica de Bolman e Deal(2) que elaboraram, a
partir de insights gerados da pesquisa e da prática, quatro classificações: estrutura, recursos humanos, política e
símbolos. Trata-se de um estudo exploratório e descritivo, com abordagem qualitativa dos dados. Foi usada a
Pesquisa-Ação Participante (PAP) que possibilita privilegiada forma de informação aos pesquisadores e grupos de
sujeitos da prática(3). Este estudo foi realizado em um hospital público localizado na província de Alberta, Canadá. A
coleta de dados foi realizada com os profissionais que integram a equipe de enfermagem, bem como com os
dirigentes/gestores. Foram incluídas duas unidades do hospital universitário canadense. Na primeira unidade, está
ocorrendo, como um projeto piloto, uma transformação na estrutura gerencial. A segunda unidade mantém o modelo
gerencial mais centralizado, com linhas de autoridade bem definidas e um esquema rígido de poder. A iniciativa de
transformação gerencial e do cuidado está em fase inicial de implantação, sendo que a deficiência no processo
comunicativo é um dos principais problemas destacados na instituição. Após as reuniões, os representantes das
diferentes categorias que pertencem ao Meta-Conselho repassam as informações apenas para o seu grupo de
trabalho. Esses membros têm grande autonomia para decidir em todos os aspectos, no entanto, a equipe de
enfermagem detém alto poder de decisão apenas em relação ao cuidado a ser prestado. A participação nas
reuniões propostas é incipiente, visto a elevada demanda de trabalho, o que acaba por prejudicar sobremaneira a
efetivação da iniciativa. Grandes mudanças têm ocorrido no cenário canadense. Tem havido extremo esforço para que a Iniciativa de Transformação Gerencial e
do Cuidado traga ótimos resultados para a qualidade da assistência. Contudo, como era esperado, os profissionais têm enfrentado inúmeras dificuldades nesse processo
de implantação.



Palavras-Chave: Equipe de Enfermagem; Organização e Administração; Comunicação; Poder; Gestão em Saúde.



Referências:
       1. Bolman LG, Deal TE. Reframing organizations: artistry, choice, and leadership. 4th ed. United States of
       America: Jossey-Bass; 2008.
       2. Novaes MBC, Gil AC. A pesquisa-ação participante como estratégia metodológica para o estudo do
       empreendedorismo social em administração de empresas. Revista de Administração Mackenzie 2009.
       Jan/Fev; 10(1):135-160.
       3. Bernardes A, Cecílio LCO, Nakao JRS, Évora YDM. Os ruídos encontrados na construção de um modelo
       democrático e participativo de gestão hospitalar. Ciência e Saúde Coletiva. 2007 jul/ago; (12)4: 861-870.
TRABALHO 48

 DESAFIOS NA IMPLANTAÇÃO DE UM MODELO DE GESTÃO PARTICIPATIVO EM UM HOSPITAL PÚBLICO
                               DO ESTADO DE SÃO PAULO

Bernardes A, Gabriel CS, Évora YDM, Carvalho MB, Rocha FLR.

Na atualidade, o enfermeiro e demais profissionais da saúde estão sendo chamados a compartilhar de uma tarefa
voltada ao usuário e ao cotidiano das unidades, que exigirá habilidades e conhecimento clínico e a transposição do
estilo de gerência científica para o gerenciamento mais flexível e sensível(1,2). Este estudo objetiva identificar as
dificuldades encontradas pela equipe de enfermagem em função da implantação do Modelo de Gestão Participativa
em um hospital público terciário localizado no Estado de São Paulo. Trata-se de um estudo de caso histórico-
organizacional(3) na vertente qualitativa pautada no referencial teórico-analítico do modelo de gestão colegiada. Este
estudo foi realizado em um hospital público localizado no Estado de São Paulo, que a partir de 1999 passou a
apostar na descentralização da estrutura administrativa. A coleta de dados foi realizada com a equipe de
enfermagem da Sala de Urgência e do Centro de Terapia Intensiva. Os sujeitos da pesquisa foram os enfermeiros,
auxiliares e técnicos de enfermagem e a assistente técnica de saúde, num total de 39 trabalhadores. Para análise
dos dados utilizou-se a Análise Temática de Conteúdo de Bardin(4). Um dos resultados importantes recai-se sobre a
estratégia utilizada pelo gestor para a implantação deste modelo compartilhado de gestão. Não houve um momento
de articulação com os envolvidos buscando entender as necessidades grupais e atender ao pressuposto de que se
trata de uma construção coletiva. A adesão ao modelo ficou prejudicada, uma vez que a capacitação/orientação da
equipe em relação aos pressupostos que determinam o agir colegiado foi incipiente. Essa importante constatação
tem estreita relação com a postura mais impositiva dos idealizadores da proposta que a implementaram
independentemente da necessidade percebida pela equipe. Atualmente, percebem-se características dos moldes
tradicionais de gestão na medida em que houve retorno à centralização do poder e das decisões nas figuras centrais
da organização. A comunicação interunidades prevista neste modelo colegiado de gestão, nunca se estabeleceu
efetivamente nesta instituição. Contudo, o processo comunicativo intra-unidade que havia se intensificado, levando à
maior motivação e satisfação do grupo, voltou a ser informativo e de cima para baixo. Outro aspecto importante
refere-se a não inserção dos trabalhadores do período noturno. Pelo exposto, pode-se considerar que o modelo
gerencial adotado na instituição hospitalar estudada é, formalmente, o Modelo Compartilhado de Gestão, porém, o
que opera na realidade é o Modelo Gerencial Tradicional, pautado na Abordagem Clássica da Administração.



Palavras-Chave: Equipe de Enfermagem; Organização e Administração; Comunicação; Poder; Gestão em Saúde.


Referências:

        1. Bernardes A, Cecílio LCO, Nakao JRS, Évora YDM. Os ruídos encontrados na construção de um modelo
        democrático e participativo de gestão hospitalar. Ciênc Saúde Colet. 2007; 12(4):861-70.
        2. Bernardes A, Évora YDM, Nakao JRS. Gestão Colegiada na visão dos técnicos e auxiliares de
        enfermagem em um hospital público brasileiro. Cienc Enferm. 2008; 14(2):65-74.
        3. Triviños ANS. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo:
        Atlas; 1987.
        4. Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Persona; 2007.
TRABALHO 49

EDUCAÇÃO PERMANENTE E CONTINUADA COMO ESTRATÉGIAS DE GESTÃO NOS SERVIÇOS DE
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

Bernardes A, El Hetti LB, Gabriel CS, Évora YDM

Historicamente as urgências no Brasil se caracterizam por insuficiente qualificação profissional, baixa capacidade
pedagógica instalada para a educação permanente em emergências e ausência de espaços descentralizados e
tecnologicamente equipados para a formação específica(1). A Educação Permanente é aprendizagem no trabalho,
onde o aprender e o ensinar se incorporam ao cotidiano das organizações e ao trabalho. Já a Educação Continuada
é o processo de aquisição de informações técnico-científicas pelo trabalhador, por meio de escolarização formal, de
vivências, de experiências laborais e de participação no âmbito institucional ou fora dele(2,3). O estudo objetiva
analisar as contribuições das pesquisas produzidas sobre a educação permanente/continuada como estratégia da
gestão dos serviços de urgência/emergência tomando por base as publicações em periódicos nacionais e
internacionais no período de 1999 a 2009. Trata-se de Revisão Integrativa da Literatura(4), sendo incluídas
dissertações, monografias e artigos indexados nos portais Medline e Lilacs. A amostra constitui-se de 14
publicações que incluem os termos educação permanente, educação continuada, urgência, emergência e
enfermagem. O tipo de publicação mais encontrado foi na forma de artigos indexados (78,6%). Grande parte das
publicações foi encontrada na base de dados Medline/Pubmed (78,6%), sendo o acesso 85,7% on-line. As
publicações dos anos de 2002 e 2003 foram as que mais se destacaram (21,4%). O periódico “Journal of Emergency
Nursing” teve a maioria das publicações (36,4%) e a abordagem qualitativa foi a mais utilizada pelos autores
(64,2%). As publicações foram agrupadas em oito diferentes categorias, sendo: “A educação permanente como
elemento facilitador para a mobilização de competências gerenciais”, “Cursos de capacitação”, “Custos e educação
continuada / permanente”, “Educação continuada em urgência e emergência”, “Percepção de enfermeiros de
emergência sobre educação continuada”, “Capacitação em emergência pediátrica”, “Avaliação de desempenho e
educação continuada” e “Educação continuada em emergência oftalmológica”. Todas as publicações ressaltam a
importância da educação continuada para os profissionais de saúde que trabalham nos serviços de urgência e
emergência. A maioria dos artigos converge para a idéia de que a instituição deve ser uma das principais
responsáveis pelo incentivo e promoção dos cursos oferecidos, pois com exceção do paciente, ela é a principal
beneficiária desse sistema. Não há abordagem de aspectos relacionados à Educação Permanente, sendo este um
investimento necessário e urgente.


Palavras-Chave: Administração em Enfermagem, Educação Permanente em Saúde, Educação Continuada,
Urgência e Emergência.


Referências:

        1. Brasil (MS). Projeto de reorganização da atenção ás urgência e emergência, Implantação do componente
        pré- hospitalar móvel e regulação da atenção ás urgência (SAMU – 192), Ministério da Saúde. Secretaria de
        Atenção á Saúde, Departamento de Atenção Especializada, 2003.
        2. Brasil (MS). Política nacional de humanização – humaniza - SUS: Documento base para gestores e
        trabalhadores do SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.
        3. Seiffert OMLB, Silva GM. Educação continuada em enfermagem: uma proposta metodológica. Rev. Bras.
        Enferm. 2009; 62(3):362-6.
        4. Ganong LH. Integrative reviews of nursing research. Research in Nursing & Health. 1987; 10:(1):1-11.
TRABALHO 50

IMPLEMENTAÇÃO DAS TEORIAS DE ENFERMAGEM NA PRÁTICA PROFISSIONAL COMO INSTRUMENTO NO CUIDADO
                         AO PACIENTE CRÍTICO. RELATO DE EXPERIÊNCIA.

Omena LMC, Duarte MSM, Feijó EJ, Fernandes AS, Nascimento TS.
Hospital da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro - Niterói
E-mail: leania@uol.com.br

Palavras-chave: Teoria de enfermagem, unidade de terapia intensiva, modelos de enfermagem.

RESUMO
Trata-se de um estudo descritivo de caráter quantitativo que relata a experiência de um hospital militar que visa a
implementação da sistematização da assistência de enfermagem, cujo os objetivos são discutir quais as
implicâncias que refletem no enfermeiro a não implementação das teorias na sua prática assistencial, diretamente
no manejo do cuidado ao cliente crítico, analisar o conhecimento do enfermeiro em adaptar os conteúdos teóricos a
prática, conhecimentos estes adquiridos durante o curso de graduação em enfermagem, e identificar se o aparato
tecnológico dominante no cuidado ao cliente crítico confrontam-se diretamente com o cuidado realizado pelo
enfermeiro que utiliza como referência as teorias de enfermagem. As teorias de enfermagem são bases para uma
práxis transformadora visando à qualidade da assistência pautada em uma metodologia fundamentada se
implementada de forma a ser vista como resolutiva e potencialmente organizativa para a otimização do serviço de
enfermagem. Participaram da pesquisa 18 oficiais enfermeiros atuantes no hospital militar localizado na cidade de
Niterói. Os mesmos responderam ao questionário com perguntas semi-estruturadas de forma individualizada. Foi
realizada análise estatística descritiva das respostas através da correlação entre os dados levantados nos
questionários distribuídos aos enfermeiros. Os resultados ressaltam maior conhecimento dos profissionais neófitos
na enfermagem, enquanto os enfermeiros com tempo maior de formação possuem dificuldades para associar a
prática às teorias de enfermagem, contudo todos os enfermeiros assumiram a importância de se implementar as
teorias de enfermagem como instrumentos eficazes para a qualidade da assistência de enfermagem. Foi eleita a
Teoria das Necessidades Humanas Básicas para nortear o cuidado ao cliente crítico. Os enfermeiros afirmaram que
o avanço tecnológico não distância o cuidado individualizado, e todos sentem a necessidade de participar de
educação em serviço para implementação na prática das teorias de enfermagem. Conclui-se que os profissionais
enfermeiros devem constantemente se atualizar, participar ativamente do desenvolvimento de pesquisas como
elaborar protocolos que permitam uniformizar a prática assegurando que os resultados sejam confiáveis, visando
ajudar a delinear um padrão assistencial de enfermagem especializado, na busca pela qualidade da assistência
dispensada.

Bibliografia:
1. Galbreath JG. In: George JB. Teorias de enfermagem: os fundamentos à prática profissional. Porto Alegre: Artes Médicas,
2000. cap. 15, p.203-224.
2. Leopardi MT. Teoria e método em assistência de enfermagem. 2ª edição. Florianópolis: Soldasoft, 2006.
3. Rodrigues P, Martins JJ, Nascimento ERP, Barra DCC, Albuquerque GL. Proposta para a sitematização da assistência de
enfermagem em UTI: o caminho percorrido. Rev Min Enf 2007; 11(2):161-167.
4. Lima LR, Stival MM, Lima LR, Oliveira CR, Chianca TCM. Proposta de instrumento para coleta de dados de enfermagem em
uma Unidade de Terapia Intensiva fundamentado em horta. Rev. eletrônica enferm 2006;8(3):349-357.
5. Vianna ACA, Crossetti MGO. Movimento entre cuidar e cuidar-se em UTI: uma análise através da Teoria do Cuidado
Transpessoal de Watson.Rev. gaúch. Enferm 2004;25(1):56-69.
6. Moreira AB, Machado AA, Martins FG, Ribas GL, Marques PA, Tannure MC. Seleção do Referencial Teórico de Orem para a
Utilização em CTI Adulto. Nursing (São Paulo) 2008;11(121):261-267.
 7. Nascimento KC, Erdmann AL. Cuidado transpessoal de enfermagem a seres humanos em unidade crítica. Rev Enferm.
UERJ 2006;14(3):333-341.
 8. Mercês CAMF, Rocha RM. Teoria de Paterson e Zderad: um cuidado de enfermagem ao cliente crítico sustentado no diálogo
vivido. Rev. Enferm. UERJ 2006;14(3):470-475.
 9. Nascimento ERP, Trentini M. O cuidado de enfermagem na unidade de terapia intensiva (UTI): teoria humanística de
Paterson e Zderad.Rev. latinoam. Enferm 2004;12(2):250-257.
10. Gonzales RMB, Beck CLC, Denardin ML. Cenários de cuidado: aplicação de teorias de enfermagem. Santa Maria; Pallotti;
1999. 263 p.
TRABALHO 51

                           AÇÕES DE SAÚDE COM POPULAÇÃO DE RIBEIRINHOS
                                 Cacciari P, Barbosa BF, Guariente MHDM
                                    Universidade Estadual de Londrina

                                          pamella_cacciari@hotmail.com

Introdução: A Enfermagem é sinônimo de cuidado, envolvendo bem-estar físico, mental e social. O cuidado está
relacionado com a maneira de lidar, de interagir, de assistir, de realizar e de perceber o indivíduo como um todo. O
cuidado se opõe ao descuido e ao descaso, pois cuidar para ele é mais que um ato, é uma atitude. As praticas de
cuidar tem maior influência cultural de um povo, e em especial, as não convencionais, pelas raízes da construção
desse saber e dessas práticas, pela forma como tradicionalmente são passadas de gerações a gerações (1).
Justificativa: Durante a graduação, através de parcerias com ONGS é possível que os alunos vivenciem situações
peculiares do processo saúde doença em determinadas populações vulneráveis. Em busca dessas experiências,
uma dupla de graduandas de enfermagem propôs-se a participar de um programa de ações de saúde voluntario em
região isolada e relatar suas vivencias.
Objetivo: Relatar a experiência vivenciada por duas acadêmicas de enfermagem frente atuação voluntária em uma
comunidade isolada de ribeirinhos no estado do Pará.
Método: Trata-se de um relato a experiência de duas acadêmicas de enfermagem durante atuação voluntária em
uma comunidade Ribeirinha, os Iririteua, localizada em região isolada do Pará. As atividades foram desenvolvidas
no mês de novembro de 2008 durante uma semana, em parceria com uma entidade humanitária cristã, que atua em
regiões de difícil acesso, em cooperação com outras entidades, com propósito de fornecer apoio logístico através de
transporte aéreo, programas assistenciais e desenvolvimento comunitário mobilizando voluntários, especialmente
profissionais de saúde.
Resultados: Foram realizadas visitas domiciliares, atividades educativas e informativas sobre de câncer prevenção
de câncer de mama e colo do útero, planejamento familiar, pré-natal, sexualidade, hipertensão arterial, diabetes,
saúde bucal, higiene, prevenção de parasitoses.
Conclusão: A oportunidade de atuação no voluntariado revelou as estudantes os vários desafios que a Saúde em
nosso país deve vencer a falta de atenção dos governantes as populações isoladas, contradiz com o princípio
garantido em constituição. A saúde é, direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e
econômicas redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços
para sua promoção, proteção e recuperação.


Bibliografia

1. BOFF, L. Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela terra. Petrópolis: Vozes, 1999.
2. GARRIDO, M. C. F. Cotidiano da educação continuada em enfermagem: valorização do cuidar. Revista O Mundo
da Saúde (Centro Universitário São Camilo), São Paulo, set./out. 24(5), 2000.
TRABALHO 52

                     CONCLUSÃO DA GRADUAÇÃO: PERSPECTIVAS DOS FORMANDOS
                                     Universidade Estadual de Londrina
                       Barbosa BF, Cacciari P; Dias AL; Rodrigues BC, Guariente MHDM

                                         Pamella_cacciari@hotmail.com

Introdução: O ensino superior é visto, quase como via de regra, como uma forma para se alcançar o sucesso
profissional. Concluir um curso de graduação significa momento de grande realização e satisfação pessoal, mas
muitas vezes é motivo de grande angústia e ansiedade (1). No contexto globalizado onde o mercado de trabalho
mostra-se cada vez mais exigente e competitivo, somente o diploma não significa uma garantia de emprego. Com as
mudanças ocorridas no cenário econômico e o aumento gradativo de mão de obra na área da saúde, o formando
entra em conflito em se dedicar ao último ano que possui uma extensa carga horária e a preocupação com seu
futuro profissional.
Justificativa: O interesse pelo estudo parte do pressuposto que a expectativa do formando na inserção no mercado
de trabalho, continuidade da carreira acadêmica, busca da independência financeira, acarretam uma sobrecarga
emocional no formando.
Objetivo: Descrever as perspectivas dos formandos de Enfermagem em relação ao mercado de trabalho, seus
medos, expectativas e planos quanto sua futura carreira.
Métodos: Trata-se de um estudo descritivo quantitativo, realizado com 58 estudantes da 4ª série do curso de
Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina, através de um questionário semi-estruturado, mediante
assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido.
Resultados: Os resultados encontrados quanto a expectativas dos formandos mostraram que 68,0% dos
entrevistados tem uma razoável expectativa quanto ao mercado de trabalho, 17,4% uma expectativa boa, e 12,0%
expectativa ruim. As dificuldades relatadas pelos formandos 35,0% correspondem a inexperiência, 31,0% a
saturação do mercado de trabalho, 28,0% baixa remuneração, 6,0% retorno a cidade de origem. Após a conclusão
do curso 35,0% pretendem prestar residência.
Conclusão: Conclui-se que o último ano de graduação é permeado por dúvidas e angústias, acentuados pela
pressão social e familiar. Nesta etapa, a orientação, o apoio e a compreensão no âmbito familiar e acadêmico são de
fundamental importância para o enfrentamento deste período.


Bibliografia:

1- DIAS, A.O.; GUARIENTE, M.H.D.M.; BELEI, R.A. O enfermeiro recém-graduado e o primeiro emprego.
Percepções da formação na graduação e da atuação profissional.Arq.Ciênc.Saúde Unipar, Umuarama, 8(1),
jan./abril p.19-24, 2004. Disponível em: htt://revistas.unipar.br/saude/article/viewFile/237/210
2- MACEDO, L. A. RABELO, N. S. EXPECTATIVA DOS FORMANDOS DE ODONTOLOGIA COM RELAÇÃO AO
MERCADO DE TRABALHO EM UBERLÂNDIA,Universidade Federal de Uberlândia, MG 2000.
BRAZ. M.G. O mercado de trabalho da enfermagem frente às transformações sociais. São Paulo SP, 2008.
Disponível em: htp://pronep.com.br/noticias/not_22.htm
TRABALHO 53

            Indicador assistencial de punção venosa sem Êxito em tomografia computadorizada
                                             Claro RNO, Hangai RK.
                                        Instituto de Radiologia HCFMUSP
                                               rclaro@hcnet.usp.br

Introdução: Na Unidade de Tomografia são realizadas cercas de 5184 exames de tomografia computadorizada,
dentre eles, 2100 exames com necessidade de administração de contraste endovenoso, tendo assim que realizar a
punção venosa. As punções venosas periféricas representam, aproximadamente, a maior parte das atividades
executadas pelos profissionais de enfermagem; é um procedimento que possui um nível de complexidade, que exige
do profissional conhecimento técnico científico, é executado por profissionais com diferentes níveis de formação ou
habilidades o que pode gerar variabilidade no desempenho. Justificativa: Tendo como a base a variabilidade no
desempenho deste procedimento optou-se por criar o indicador de punção venosa sem êxito para avaliar o
desempenho dos profissionais de enfermagem na execução do procedimento punção venosa periférica para
conhecermos a realidade e verificar possíveis oportunidades de melhoria uma vez que recebemos queixas de
paciente questionando o desempenho da equipe neste procedimento. A punção venosa sem êxito é definida como a
situação na qual a equipe de enfermagem realiza por mais de uma vez a punção venosa no paciente e a sua fórmula
para cálculo consiste na relação entre o número de punções venosas sem êxito e o número de pacientes
puncionados /dia, multiplicado por 100. Esse é considerado um evento indesejável na assistência ao paciente, pois
afeta na satisfação do cliente. A gestão da qualidade enfatiza a melhoria contínua pela utilização do método
científico e monitorização de dados que embasam a tomada de decisão, objetivando o atendimento à clientela com a
máxima satisfação e o mínimo de riscos que possam comprometer a qualidade da assistência. Objetivo: Relatar a
experiência na aplicação, coleta e monitoramento do indicador punção venosa sem êxito. Metodologia: Trata-se de
um relato de experiência do processo de aplicação, coleta e monitoramento do indicador de punção venosa sem
êxito. 01) Foi desenvolvida ficha de identificação do indicador de acordo com o modelo adotado pelo CQH e ficha de
coleta, no intuito de manter a clareza do indicador, com os dados de definição, fórmula e periodicidade. 02)
Realizou-se treinamento dos colaboradores para utilização da ficha de coleta. Resultados Obtidos: No mês de
julho obtivemos um índice de 25%. No mês de agosto, realizamos novo treinamento aos colaboradores envolvidos
na punção venosa, limitamos o número de punções por colaborador (duas punções por profissional), tivemos um
índice de 22,9%. 4) Mantivemos a coleta de dados e no mês de setembro obtivemos um índice de 19%. Conclusão:
O controle do índice de punção venosa sem êxito e as intervenções com base nele realizada como os treinamentos
sobre punção venosa, cujo conteúdo abordou tanto a questão técnica quanto a comportamental, agregou à equipe
competências técnico-científicas para poder atender com mais qualidade os pacientes submetidos a exames de
tomografia com contraste. A partir dos dados coletados após um ano será estabelecida a meta, devido à falta de
referências.
TRABALHO 54

       Aplicação do “Check List – Procedimento Seguro” em uma unidade de diagnóstico por imagem
                                    Rodrigues AB, Claro RNO, Hangai RK.
                                     Instituto de Radiologia do HCFMUSP
                                       adriana.bertaccini@hcnet.usp.br

Introdução: A promoção da segurança do paciente é preocupação global, a Organização Mundial da Saúde (OMS)
estima se que um em cada dez pacientes são vítimas de erro durante a assistência. Em outubro de 2004, a OMS
lançou a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, que tem o objetivo de despertar a consciência profissional
e o comprometimento político para uma melhor segurança na assistência à saúde. Justificativa: Na área de
procedimentos por imagem, estes erros estão relacionados com exames realizados de forma incorreta que podem
mudar um diagnóstico investigado ou levar a tratamentos incorretos. A segurança na realização de exames por
imagem depende de profissionais que realizam um trabalho de forma eficaz e eficiente. Objetivo:Relatar a
experiência da implantação do instrumento desenvolvido para realização segura de exames radiológicos em duas
unidades na área de imagem de um hospital de ensino de grande porte, com intuito de diminuir o número de não
conformidades relacionadas a identificação incorreta de pacientes submetido a exames por imagem. Método: Trata-
se de um relato de experiência da aplicação de um instrumento denominado de “Checklist de Procedimento Seguro”
para sistematizar a checagem de dados do paciente internado a ser submetido a Tomografia Computadorizada e
Ressonância Magnética. O instrumento contempla a checagem dos seguintes itens: nome, número de registro
hospitalar (pulseira de identificação); exame a ser realizado (pedido do exame), posicionamento, lateralidade, jejum,
alergias, conferência work list (Lista de trabalho). Resultados: Este processo foi dividido em: 1) escolha das áreas
para aplicação piloto; 2) treinamento da equipe multiprofissional; 3) momento da aplicação e; 4) acompanhamento
das não conformidades pelo sistema PACS (Programa de Gerenciamento de Imagens). Após um mês de
implantação, observou ausência de ocorrência de não conformidades em relação à identificação de paciente e troca
de exame. Conclusão: A adoção do instrumento de “Checklist de Procedimento Seguro” reduziu as ocorrências de
não conformidades nos setores onde foi aplicado e houve a participação efetiva da equipe multiprofissional. Para as
autoras, os profissionais de enfermagem exercem um papel fundamental na segurança do paciente e na utilização
do instrumento de checagem junto à equipe multiprofissional.




Bibliografia:
Segundo desafio global para a segurança do paciente: Cirurgias seguras salvam vidas (orientações para cirurgia
segura da OMS) / Organização Mundial da Saúde; Rio de Janeiro: Organização Pan-Americana da Saúde;
Ministério da Saúde; Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2009.
TRABALHO 55

                           Indicadores de Qualidade em Enfermagem na Radiologia
                                     Hangai RK, Claro RNO, Almeida SAP.
                                       Instituto de Radiologia HCFMUSP
                                        rosemeire.hangai@hcnet.usp.br

Introdução: A unidade de Diagnóstico por Imagem possui áreas de baixa a alta complexidade relacionadas à
assistência e realiza diferentes exames e/ou intervenções como radiologia convencional, tomografia, mamografia,
ultrassonografia, ressonância magnética, medicina nuclear e radiologia intervencionista, tendo como produto a
imagem diagnóstica e/ou a terapêutica. A busca da qualidade em torno de seus produtos visa atender as
necessidades e expectativas do usuário, garantir uma assistência segura com o objetivo de aprimorar os serviços
prestados através de uma infra-estrutura adequada e recursos humanos qualificados. Justificativa:Para avaliar a
qualidade da assistência de enfermagem, é necessário traduzir os conceitos e definições gerais, da melhor maneira,
em critérios operacionais, parâmetros e indicadores, validados e calibrados pelos atributos da estrutura, processo e
resultado. Indicadores são instrumentos elaborados e utilizados para valorar o cumprimento de objetivos e metas;
são variáveis dependentes de modelo experimental, usadas para quantificar os resultados das ações. Os
indicadores deverão ser utilizados pela instituição para determinar a adequação e a eficácia das práticas utilizadas
para avaliação critica de desempenho a partir de comparação com organização similar. Objetivo: Relatar a
experiência na seleção e na aplicação de indicadores assistenciais específicos para medir a assistência de
enfermagem nas áreas da radiologia de um hospital de ensino. Metodologia: Trata-se de relato de experiência do
processo de seleção e aplicação de indicadores assistenciais específicos da Enfermagem em Radiologia, após
pesquisa exploratória bibliográfica: os artigos foram identificados em bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde
(BVS), Dedalus e Pubmed. Resultados: Foram estabelecidos os seguintes indicadores assistenciais: Incidência de
extravasamento de contraste é definido como extravasamento de contraste iodado. Equação: Relação entre o
número de casos de extravasamentos de contraste e o número de pacientes que receberam contraste
endovenoso/dia, multiplicado por 100. Incidência de punção venosa sem êxito é definida como a situação na qual
o profissional de enfermagem realiza por mais de uma vez a punção venosa no paciente. Equação: Relação entre o
número de punção venosa sem êxito e o número de punção venosa/dia por paciente, multiplicado por 100.Taxa de
atividade extravascular por radiofármaco é definido como extravasamento de radiofármaco para o meio
extravascular. Equação: Relação entre o número de ocorrências de atividade extravascular por radiofármaco e o
número de pacientes que receberam radiofármaco por via endovenoso/dia, multiplicado por 100. A taxa de atividade
extravascular por radiofármaco é coletado apenas na Medicina Nuclear. Os dados coletados estão sendo
armazenados e os resultados trabalhados através de implementação de ações de melhoria nas áreas. Seguem
abaixo os resultados coletados.




Conclusão: A seguir, os indicadores serão validados e comparados com outras instituições similares. A
Mensuração dos indicadores viabiliza aos enfermeiros o processo de tomada de decisão baseado em seus
resultados, sendo possível modificar e aprimorar suas práticas. Bibliografia: Juchem BC, Dall‟Agnol CM,
Magalhães, AMM. Contraste iodado em tomografia computadorizada: prevenção de reações adversas. Rev Bras
Enfermagem 2004 janeiro/fevereiro; 57(1):57-61.
TRABALHO 56

            Indicador de qualidade assistencial de enfermagem em tomografia computadorizada
                                        Claro RNO, Keiko RH, Almeida SA.
                                         Instituto de radiologia HCFMUSP
                                               rclaro@hcnet.usp.br

Introdução/ Justificativa: Na busca por conceitos que pudessem traduzir a qualidade de enfermagem na área de
tomografia computadorizada, realizamos levantamento bibliográfico na busca por indicadores que pudessem traduzir
e evidenciar a qualidade prestada. O extravasamento de contraste iodado é um evento adverso local à
administração intravenosa da substância radiopaca, na qual a equipe de enfermagem atuante nos serviços de
tomografia computadorizada desenvolve importante papel na prevenção, detecção e tratamento destes eventos
causados pelo uso de contraste iodado. O extravasamento é definido como administração inadvertida de uma
solução vesicante em tecidos adjacentes do acesso venoso e a sua fórmula para cálculo consiste na relação entre o
número de casos de extravasamentos de contraste e o número de pacientes receberam contraste EV /dia,
multiplicado por 100. A gestão da qualidade enfatiza a melhoria contínua pela utilização do método científico e
monitorização de dados que embasam a tomada de decisão, objetivando o atendimento à clientela com a máxima
satisfação e o mínimo de riscos que possam comprometer a qualidade e segurança pretendidas. Objetivo: Relatar a
experiência na aplicação, coleta e monitoramento do indicador de extravasamento de contraste endovenoso.
Metodologia: Trata-se de um relato de experiência da aplicação, coleta e monitoramento do indicador de
extravasamento de contraste endovenoso. Desenvolvida ficha de identificação do indicador de acordo com o modelo
adotado pelo CQH e ficha de coleta, no intuito de manter a clareza do indicador, com os dados de definição, fórmula
e periodicidade. Buscou-se a definição de metas de acordo com referência levantada em literatura nos quais os
artigos foram identificados em bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Dedalus e Pubmed. A coleta
de dados ocorreu através da notificação do evento de extravasamento de contraste e ficha de coleta preenchida pela
equipe de enfermagem atuante na Tomografia. Após treinamento e conscientização da equipe sobre a importância
da aplicação das técnicas corretas em relação à punção do acesso venoso, administração de contraste por bomba
injetora de alto fluxo e notificação do evento, para que medidas pudessem ser implementadas. Resultados obtidos:
Observamos que na análise anual houve diminuição do índice de extravasamento sendo a série histórica de 1,1%
em 2008, 0,6% em 2009 e 0,5% em 2010, atingindo a meta estabelecida baseada na literatura, sendo os índices
evidenciados no presente estudo encontram-se dentro dos limites de 0,3 a 3,6%. Este indicador foi apresentado e
aprovado no NAGEH – Núcleo de Apoio A Gestão Hospitalar , subgrupo de CQH que desenvolve atividades
voltadas relacionados melhoria da gestão hospitalar – em setembro e será publicado no próximo Manual de
Indicadores de Enfermagem - NAGEH em 2011. Conclusão: Os resultados apresentados permitem um
conhecimento qualitativo em toda equipe de enfermeiros contribuindo no desenvolvimento, de uma visão sistêmica
da assistência e um olhar critico para o gerenciamento da unidade. Bibliografia: Juchem BC, Dall‟Agnol CM,
Magalhães, AMM. Contraste iodado em tomografia computadorizada: prevenção de reações adversas. Rev Bras
Enfermagem 2004 janeiro/fevereiro; 57(1): 57-61.
TRABALHO 57

                      REFLETINDO a Liderança COM ENFERMEIROS RECéM CONTRATADOS

Garcia AB, Tada CN, Silva Junior MC, Haddad MCL, Tenani MF
Universidade Estadual de Londrina (UEL)
alessandrabg@gmail.com

Introdução: Hospital público de média complexidade localizado na região norte de Londrina (PR), passou por
grande mudança estrutural em 2010. Além da conclusão das obras de ampliação da área física (passando de 56
para 130 leitos), admitiu coletivamente 346 novos funcionários via concurso público, que vieram se somar aos 188
que já se encontravam em atividade. As alterações no contingente de recursos humanos, apesar de aguardada, se
deu de maneira repentina – praticamente todos os novos funcionários foram admitidos ao mesmo tempo, juntamente
com a liberação das novas alas do hospital provocando impacto direto no processo de trabalho da equipe de saúde.
Considerando que a enfermagem foi o serviço que recebeu o maior contingente de concursados – 49 enfermeiros e
133 técnicos de enfermagem – e, sabendo que os enfermeiros possuem, como uma de suas atribuições, a de
gerenciar equipes em sua prática diária, os serviços de psicologia organizacional e do trabalho, em conjunto com a
coordenação de enfermagem, elaboraram uma capacitação denominada “Liderança na Enfermagem: subsídios para
o desenvolvimento da liderança no cotidiano dos enfermeiros”, visando propiciar um suporte para que os
enfermeiros, ao refletir sobre suas práticas e sobre os modos de intervenção, pudessem construir um serviço de
atendimento de qualidade ao usuário e amparados por referenciais que os auxiliassem no gerenciamento das
equipes. Justificativa: Mostrar a importância da educação com foco na liderança como um instrumento
potencializador de solução de alguns problemas gerenciais. Objetivo: Descrever o processo de planejamento e
implementação de uma atividade de educação em liderança com enfermeiros recém admitidos em hospital de média
complexidade. Método: O estudo consiste em um relato de experiência vivenciado por duas enfermeiras residentes
em Gerência dos Serviços de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina juntamente com o psicólogo
organizacional do hospital, nos meses de novembro e dezembro de 2010. Resultados: Foram organizados dois
encontros de uma hora e meia de duração com os enfermeiros: o primeiro tratando dos tipos de liderança, a
liderança na prática profissional do enfermeiro e apontamentos acerca da liderança situacional; o segundo abordou a
interface entre liderança e comunicação – conceitos gerais acerca da comunicação, problemas na comunicação
grupal, papéis informativos do líder, feedback, dicas para uma comunicação eficaz. Os encontros foram realizados
em todos os turnos de trabalho (manhã, tarde e noite), dividindo tais turnos em dois grupos, que, por meio de escala,
permitiu a participação durante a própria jornada de trabalho sem que o serviço ficasse desfalcado. Os encontros
mesclaram exposições teóricas, exibição de vídeos, dinâmicas de grupo e diálogos/trocas de experiências entre os
participantes. Ao fim, obtivemos um índice de participação de 76% no primeiro encontro e de 62% no segundo.
Conclusão: Os resultados demonstraram que a educação com foco na liderança pode contribuir no desempenho
das competências do enfermeiro no local de trabalho, possibilitando uma melhor atuação nas práticas gerenciais.

Referências:

SANTOS, Kátia Massuda Alves Batista dos; SILVA, Maria Julia Paes da. Comunicação entre líderes e liderados: visão dos
enfermeiros. Revista da Escola de Enfermagem da USP. 37(2): 97-108. 2003.
GAIDZINSKI, Raquel Rapone; PERES, Heloisa Helena Ciqueto; FERNANDES, Maria de Fátima Prado. Liderança: aprendizado
contínuo no gerenciamento em enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem. 57(4): 464-466. 2004.
OLIVEIRA, Alcinéia Cristina Ferreira de Oliveira; PAZ, Aneth Rolin de Araújo da; TELLES, Eleny Alves de Brito; STIPP, Marluci
Andrade Conceição. Liderança e enfermagem: elementos para reflexão. Revista Brasileira de Enfermagem. 57(4): 487-489.
2004.
LAPIERRE, Laurent (org). Imaginário e liderança: na sociedade, no governo, nas empresas e na mídia. São Paulo: Atlas, 1995.
MARQUIS, Bessiel; HOUSTON, Carol J. Administração e liderança em enfermagem: teoria e prática. Porto Alegre: Artmed,
2005.
ROUCHY, Jean Claude; DESROCHE, Monique Soula. Instituição e mudança: processo psíquico e organização. São Paulo: Casa do Psicólogo,
2005.
MOSCOVICI, Fela. Desenvolvimento interpessoal. Rio de Janeiro: José Olympio, 2000.
TRABALHO 58

   PROFISSIONAL DE REFERÊNCIA: UMA ADAPTAÇÃO DA METODOLOGIA PRIMARY NURSING E SUA
                  IMPLENTAÇÃO EM UMA INSTITUIÇÃO HOSPITALAR PRIVADA


Autores: Biehl JI,Andrade ICS, Silva GL,

A cientificidade do cuidado de enfermagem foi estabelecida e consolidada pela Sistematização da Assistência de
Enfermagem (SAE), obrigatória em todas as instituições de saúde de acordo com a Resolução do COFEN 272/2002
e também pela lei do exercício profissional de enfermagem, que permite a organização das ações de enfermagem
de maneira integrada e inter-relacionadas. Nesta perspectiva se introduziu novos conceitos de organização da
prática da enfermagem e em 1959 surgiu nos EUA o conceito de Primary Nursing (PN). Esta metodologia de
trabalho possibilita o cuidado individualizado, integral e humano aos pacientes e familiares à medida que propõe a
permanência de um mesmo funcionário durante toda internação. Dessa forma, a Enfermagem da Clínica São
Vicente, acredita que este método venha impactar positivamente nos conceitos assistenciais, humanos, de
segurança e de qualidade para o paciente, sendo assim, optou a partir de maio de 2010 a disseminação e
implantação do modelo assistencial PN nos diferentes setores do hospital. Este trabalho tem como objetivo, relatar
a percepção dos enfermeiros com a implantação do modelo, identificando as vantagens e desvantagens. Utilizou-se
como metodologia o relato de experiência com análise de conteúdo , aplicando um questionário com 3 perguntas
abertas acerca da experiência dos enfermeiros com a metodologia, suas vantagens e desvantagens, em uma
unidade piloto. Os resultados da pesquisa salientam como vantagens da aplicação da metodologia, o
estabelecimento do vínculo profissional-cliente, que contribuiu para execução das etapas da SAE, assim como a
detecção precoce de alterações relacionadas a clínica do mesmo e o desenvolvimento do perfil de liderança do
enfermeiro enquanto gerenciador do cuidado. Quando se refere a desvantagens, uma dificuldade encontrada pelos
enfermeiros foi a resistência relacionada a mudanças de paradigmas assistenciais e a necessidade de
desenvolvimento da habilidade líder do enfermeiro. Conclui-se que a metodologia aplicada enfatiza o compromisso
dos cuidados à medida que facilita a criação do vínculo. A identificação precoce de complicações e o
estabelecimento de ações direcionadas minimizam os danos relacionados a assistência. Estabelecer uma filosofia
de trabalho inovadora e ousada em um ambiente acostumado com processos tradicionais, naturalmente se têm
resistência o que, ao mesmo tempo, tornou-se uma vantagem pois despertou nos enfermeiros a habilidade de
liderança assistencial.



Bibliografia:

CARMONA, L. M. P.; LALUNA, M. C. M. C. “Primary nursing” : pressupostos e implicações na prática. Revista
Eletrônica de Enfermagem (on-line em formato pdf), v. 4, n. 1, p. 12 – 17, 2002. Disponível em http://www.fen.ufg.br
JOST. G.S. Et al. Integrated Primary Nursing. A care delivery model for the 21st- Century Knowledge worker.
Nursing adninistration. V.34, Nº.3, p. 208-216. 2008. Philadelphia- USA.
MAGALHÃES, AMM et al. A implantação do modelo Primary Nursing: relato de experiência. Caderno de Ciências da
Saúde. 2004. Rio Grande do Sul. Disponível em : http://hdl.handle.net/10183/4914. Acessado em 10/01/2011.
SELLICK. K.J et al. Primary Nursing: an evaluation of its effects on patiente perception of care and staff satisfaction.
International Journal of Nursing Studies 40, 2003, p. 545-551. Melbourne- Australian.
TRABALHO 59


 GESTÃO DO CUIDADO EM ENFERMAGEM E INDICADORES DA ASSISTÊNCIA: REVISÃO DA LITERATURA

                             Silva FJCP, Sousa AB, Dias MS, Gois CFL, Santana MAV
                                         Universidade Federal de Sergipe
                                             fjanolio@infonet.com.br


Os indicadores permitem estabelecer cuidados dirigidos para resultados alicerçados na qualidade e humanização.
Estão relacionados à avaliação de aspectos qualitativos e/ou quantitativos referentes ao meio ambiente, à estrutura,
aos processos e aos resultados (BITTAR, 2001). De acordo com Campbell et al. (2003) é importante a utilização de
indicadores como ferramentas para a promoção da melhoria da qualidade do cuidado à saúde. O objetivo dessa
pesquisa foi conhecer a produção científica brasileira sobre a gestão do cuidado em enfermagem e a utilização de
indicadores. Estudo de revisão, com levantamento bibliográfico na base de dados MEDLINE e LILACS. Para
selecionar os artigos foram empregados os descritores: cuidados de enfermagem and indicadores básicos de saúde.
As buscas limitaram-se aos títulos e resumos dos trabalhos, tendo como critério de seleção publicações sobre os
indicadores de saúde aplicados ao cuidado do paciente/cliente. Por meio do levantamento realizado foram
encontrados 50 artigos, desses foram descartados 25, por não abordarem o tema em questão, e 10 por duplicidade.
Ao final foram selecionados 15 estudos que descreveram a utilização de indicadores como ferramenta para avaliar o
cuidado prestado ao paciente/cliente nos serviços de saúde. A análise dos trabalhos selecionados foi realizada por
meio da leitura dos artigos disponíveis no referido banco de dados e apresentados em português. A região sudeste
publicou a maioria dos trabalhos 13 (87%), seguida pela região sul 2 (13%), verificou-se a primeira publicação no
ano de 1999 1(7%) com maior concentração das publicações entre os anos 2006 a 2009. Quanto aos indicadores
abordados, verificou-se que o maior percentual 8 (53%) descrevia a utilização de mais de um indicador por artigo,
dentre eles: registro de enfermagem, registro de iatrogenias em prontuário, escalas de controle da dor, controle dos
sinais vitais e taxas de flebite, enquanto os demais artigos concentraram-se em um único indicador como: satisfação
do cliente, erros de medicação, taxas de queda do leito, flebite e infecção. Os resultados do presente estudo
sinalizam a necessidade de um incremento nas pesquisas de campo que discorram sobre a utilização dos
indicadores como ferramenta para avaliar a assistência de enfermagem prestada ao paciente, em particular nas
regiões centro oeste, norte e nordeste do Brasil.

Referências bibliográficas


       1BITTAR, O. J. N. V. Indicadores de qualidade e quantidade em saúde. RAS, v.3, n.2 , Jul-Set, 2001.
2CAMPBELL, S. M. et al. Research methods used in developing and applying quality indicators in primary care.
BMJ, v.326, n.7393, p.816-819, 2003.
3SILVA, L.D. Indicadores de qualidade do cuidado de enfermagem. Rev. Enferm. UERJ, n.11, p. 111-116, 2003.
TRABALHO 60

                 O EMPREENDEDORISMO NA ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

                 Moreira AP, Escudeiro CL, Giorgio D, Silvino ZR.

Universidade Federal Fluminense, Hospital Universitário Antônio Pedro e Laboratórios BBRAUN S/A. E - mail:
moreira.ana78@gmail.com


A visibilidade da Enfermagem perpassa o aprofundado de seus conhecimentos científicos, tecnológicos e
humanísticos voltados para o cuidado do ser humano1. Atualmente a enfermeira possui inúmeras possibilidades de
trilhar a vida profissional desempenhando diferentes atividades; dentre as quais destaca-se a atuação de forma
autônoma e empreendedora no campo da gestão da saúde2. Recentemente a atividade de Consultoria Técnica (CT)
nas empresas fornecedoras de produtos médico-hospitalares, que engloba o conhecimento específico de
enfermagem associando-o a utilização de novas tecnologias voltadas para a prática assistencial, vem se ampliando
consideravelmente. Neste estudo procura-se oferecer subsídios para que as enfermeiras compreendam melhor a
profissão e o potencial empreendedor no campo de gestão em serviços de saúde dentro do mercado inovador e
competitivo da área. O objetivo do estudo é descrever e discutir as conquistas e os desafios encontrados pela
enfermeira na busca da visibilidade de sua profissão e, sobretudo, do reconhecimento da Enfermagem como uma
profissão empreendedora. Trata-se de relato de experiência de duas enfermeiras formadas há mais de 10 anos que
atuam na área assistencial e empresas multinacionais de produtos médico-hospitalares. A enfermeira que atua
como CT de produtos em empresas multinacionais, possui uma flexibilidade de horários para o desempenho de
suas atividades; e a remuneração, principalmente em empresas multinacionais, proporcionam salários mais atrativos
além de outros benefícios que indiretamente aumentam a remuneração final. Como o profissional encontra-se
inserido em um cenário mercadológico altamente competitivo, é fundamental que este desenvolva habilidades
referentes à negociação comercial, o que está intimamente relacionada às questões técnicas e de qualidade do
produto a ser negociado. O relacionamento interpessoal com profissionais em diferentes áreas e instituições é um
ponto fundamental para a enfermeira CT, que por vezes não encontra boa receptividade de outros profissionais.
Ainda há resistência dos profissionais/usuários à inovação, às questões que possam lhes trazer inquietação dentro
da zona de conforto que se encontram, causando obstáculos no desenvolvimento das atividades da enfermeira CT.
Ao trabalharmos produtos inovadores para o mercado da saúde, o foco principal para o profissional que não o utiliza
em seu dia-a-dia será o custo, deixando de lado características como a otimização do tempo de trabalho de uma
equipe, queda nos índices de infecção, aumento dos indicadores de qualidade, (re) trabalho das equipes, entre
outros. Por isso, não basta que o produto seja bom apenas aos que trabalham diretamente com o usuário final
(paciente), mas deve também ser economicamente viável. A enfermeira CT possui dificuldade em ministrar
treinamentos devido à baixa adesão dos profissionais pelos mais variados motivos: déficit de recursos humanos na
escala de serviço, ocasionando sobrecarga de trabalho, desvalorização do assunto abordado, descrença de que se
possa agregar algum conhecimento relevante ou simplesmente por desinteresse pessoal. O campo de Consultoria
Técnica para as enfermeiras é promissor exigindo dedicação, conhecimento técnico-científico e divulgação de suas
atividades e contribuições para o campo de conhecimento da profissão; entretanto percebe-se o déficit de
publicações e divulgação acerca da visibilidade da enfermagem e de suas facetas empreendedoras.

Bibliografia:
        1Gentil RC. O enfermeiro não faz marketing pessoal: a história explica por quê? Rev Bras Enferm, Brasília 2009 nov-
        dez; 62(6): 916-8.
        2Erdmann AL, Fernandes JV, Melo C, Carvalho BR, Menezes Q, Freitas R, Emarinony E, Backes MT. A visibilidade da
        profissão de enfermeiro: reconhecendo conquistas e lacunas. Rev Bras Enferm, Brasília 2009 jul-ago; 62(4): 637-43.
TRABALHO 61

       DESOSPITALIZAÇÃO: COMO COOPERAR FRENTE À PACIENTES DE LONGA PERMANÊNCIA?

                                                                                                      Santo, D.E *
                                                                                                       Gomes, L.*
                                                                                                    Motta, M.B.G**
                                                                                                    Laselva, C.R***

                                                                                 Hospital Israelita Albert Einstein


                  Introdução: Atualmente a desospitalização é uma tendência no segmento da saúde no país,
principalmente em instituições hospitalares privadas, devido ao alto custo da internação para operadoras de saúde e
pela perda de oportunidade pelas instituições de saúde com altas taxa de ocupação de pacientes clínicos.
Justificativa: Refletir e intervir com ações que favoreçam o giro de leito e diminuição do tempo de permanência,
colabora a favor dessa tendência. Objetivo: Relatar experiência de gerenciamento dos pacientes com internação
prolongada. Método: Relato de experiência, em hospital privado de São Paulo, no período de junho a dezembro de
2010. A metodologia de intervenção ocorreu em fases: a) criação de unidade para pacientes de longa permanência
(internação superior trinta dias); b) composição e preparação da equipe multiprofissional, focada no planejamento de
alta hospitalar; c) estabelecimento e execução de ações educativas à pacientes, familiares e cuidadores, centrada
na desospitalização; d) implementação de reuniões multidisciplinares semanais, visando uniformizar o cuidado
assistencial. Resultados: Após a abertura da unidade diferenciada, nos seis primeiros meses, do total de 16
pacientes de longa permanência obtivemos um resultado de 6 % de sucesso de desospitalização. Conclusão: O
processo de desospitalização dos pacientes de longa permanência, não é tarefa fácil, por afetar diretamente o
cotidiano do paciente e família, bem como, o contexto de vida social e econômica. Interfaces são necessárias, nesse
estudo, a anuência médica com a desospitalização, a gerencia comercial e o setor de Home Care foram parceiras
fundamentais para a efetividade deste processo. Mesmo diante dificuldades, acreditamos que a saída do paciente
do contexto hospitalar é benéfica na promoção da saúde, por proporcionar qualidade de vida, menor índice de
infecções e retorno ao convívio familiar.
Bibliografia: CARNEIRO, N.G. ; ROCHA, L.C. O Processo de Desospitalização de Pacientes Asilares de uma
Instituição Psiquiátrica da Cidade de Curitiba Psicologia Ciência e Profissão, 2004, 24 (3), 66-75
Marin MJS, Angerami ELS. Caracterização de um grupo de idosas hospitalizadas e seus cuidadores visando o
cuidado pós alta hospitalar. Rev Esc Enferm USP 2002; 36(1):33-41.
MATOS, E.; PIRES, D.E.P. Práticas de Cuidado na Perspectiva Interdisciplinar: Um Caminho Promissor Texto
Contexto Enfermagem, Florianópolis, 2009 Abr-Jun; 18(2): 338-46.
PEREIRA, M.J.S.B.; FILGUEIRAS, M.S.T. A Dependência no Processo de Envelhecimento uma Revisão sobre
Cuidadores Informais de Idosos Rev. APS, v. 12, n. 1, p. 72-82, jan./mar. 2009
VERAS, Renato. Em busca de uma assistência adequada à saúde do idoso: revisão da literatura e aplicação de um
instrumento de detecção precoce e de previsibilidade de agravos. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 19, n.
3, June 2003

*Enfermeiro Sênior Unidade Pacientes de Longa Permanência Clínica Médico Cirúrgica Hospital Albert Einstein
** Coordenador de Enfermagem Unidade Pacientes de Longa Permanência Clínica Médico Cirúrgica Hospital Albert
Einstein
***Gerente de Enfermagem Clínica Médico Cirúrgica Hospital Albert Einstein

Email contato: motta@eisntein.br
TRABALHO 62


           ATIVIDADES DO ENFERMEIRO EM CENTRAL DE QUIMIOTERAPIA: DESENVOLVIMENTO E
                                  VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTO




       Souza CA, Perroca MG, Jericó MC.
       Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) – São Paulo.
       E-mail para contato: marcia.perroca@gmail.com


RESUMO

Introdução: O conceito de atividade abrange os comportamentos ou ações específicos realizados por enfermeiros
para implementar uma intervenção e que auxiliam pacientes/clientes a obterem o resultado desejado. Justificativa:
Estudos para mensuração da quantidade de tempo que o pessoal de enfermagem despende na realização de
atividades instrumentalizam os gerentes de enfermagem na identificação das funções cuidativas da equipe e da
carga de trabalho, proporcionam visualização dos processos assistenciais e auxiliam na busca de estratégias para
melhoria da produtividade e qualidade do cuidado. Objetivos: Identificar e validar as atividades/intervenções
desenvolvidas por enfermeiros em uma central de quimioterapia. Método: Foi utilizada a triangulação de dados
através da combinação de três fontes de informação: entrevista semi-estruturada, análise de documento e
questionário. O cenário do estudo foi uma Central de Quimioterapia de um hospital oncológico do Estado de São
Paulo. Participaram do estudo nove enfermeiros assistenciais. O instrumento construído em linguagem padronizada
pela Classificação de Intervenção de Enfermagem (NIC) foi, posteriormente, submetido à validação de conteúdo
através de reuniões com os participantes. Resultados: O instrumento final encontra-se composto por 35
intervenções e 53 atividades organizadas em cinco domínios (fisiológico básico, fisiológico complexo,
comportamental, segurança, e sistema de saúde) e 11 classes. Conclusão: O mapeamento das atividades
realizadas pelos enfermeiros de central de quimioterapia durante o processo assistencial constituiu-se em etapa
inicial no estudo de gestão do tempo no trabalho e instrumentaliza a determinação da carga de trabalho da equipe e
produtividade.
Descritores: recursos humanos de enfermagem no hospital; quimioterapia; enfermagem oncológica/recursos
humanos; carga de trabalho.
TRABALHO 63


                TOMADA DE DECISÃO GERENCIAL: DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DA NOVA VERSÃO
                           DE UM INSTRUMENTO PARA CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES

Perroca MG.
Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) – São Paulo.
E-mail para contato: marcia.perroca@gmail.com

RESUMO

Introdução: Instrumentos de classificação constituem-se em ferramentas gerenciais utilizadas para avaliação das
necessidades de cuidado dos pacientes agrupando-os em categorias. Justificativa: A validação de escalas de
mensuração vem sendo questionada no cenário da saúde devido à proliferação de instrumentos cujos constructos
não são válidos e confiáveis. Dessa forma, no desenvolvimento de instrumentos para classificação de pacientes, o
monitoramento da validade e confiabilidade constituem-se elementos essenciais. Objetivos: Reconstruir o
instrumento de classificação de pacientes proposto por Perroca e avaliar a confiabilidade (interna e entre
avaliadores) e validade (de conteúdo e de constructo) da nova versão. Método: Para validação de conteúdo foi
aplicada a Técnica Delphi sendo juízes dez enfermeiros. A amostra foi composta por 194 pacientes (avaliação da
validade de constructo) e 60 pacientes (estudo da confiabilidade entre avaliadores) internados em um hospital de
ensino no interior do Estado de São Paulo. Para análise foram utilizadas a correlação de Spearman e Alfa de
Cronbach (consistência interna), o Kappa ponderado (confiabilidade entre observadores), Análise de Componentes
Principais (validade de construto) e regressão logística (capacidade preditiva do instrumento). Resultados: A nova
versão passou a ser constituída por nove áreas de cuidados. Houve concordância ≥ 90% em relação à estrutura do
instrumento e de 80 a 96% nas áreas de cuidados. Encontrou-se alto nível de concordância entre os avaliadores. A
análise mostrou a participação de todas as áreas de cuidados escolhidas para compor o novo instrumento na
discriminação das necessidades e categoria de cuidados dos pacientes. Os resultados apontaram, também, alta
capacidade preditiva do instrumento (99,4%). Conclusões: Os achados permitiram concluir que o novo instrumento
para classificação de pacientes apresenta evidências de confiabilidade e validade podendo ser utilizado para
embasar a tomada de decisão gerencial relativa ao planejamento da assistência e mensuração de carga de trabalho
da equipe de enfermagem.
Descritores: pacientes internados/classificação; carga de trabalho; estudos de validação; avaliação em
enfermagem.
TRABALHO 64


                   ENGAJAMENTO E A EQUIPE DE ENFERMAGEM: O PAPEL DO GESTOR.

                                                                                      Martins, PASF; Souza, AO de.
                                                                                            Hospital Santa Catarina
                                                                                       Paula.martins@hsc.org.br


                                                     RESUMO

INTRODUÇÃO: Engajamento vem sendo utilizado com regularidade numa das tentativas de evidenciar o clima das
empresas, o empenho e a satisfação de seus empregados. JUSTIFICATIVA: Serviços de saúde já são avaliados
por este aspecto como um indicador e, questiona-se se os gestores estão preparados para o melhor uso deste
elemento no reconhecimento de suas ações e planejamentos futuros. OBJETIVO: Este estudo tem por objetivo
desencadear as discussões em busca da apropriação e melhor uso do termo “engajamento” relacionando-o a alguns
comportamentos adotados por gestores de Enfermagem. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo de serviços
gerenciais conduzido pela parceria entre as Gerências de RH e Enfermagem numa instituição privada de grande
porte na região central da cidade de São Paulo. RESULTADOS: O reconhecimento ocupa um espaço importante de
atenção ao gestor de Enfermagem e, devolver considerações observadas e esclarecer acontecimentos encerra o
círculo de comportamentos discutidos neste estudo entre: confiança, vínculo, respeito e exemplo, como facilitadores
em busca do profissional engajado. CONCLUSÃO: É possível afirmar que, ao despertar gestores cria-se um
impacto de suas ações no “engajamento” dos colaboradores e lhes dá uma nova oportunidade no alcance dos
objetivos estratégicos e operacionais estabelecidos para o grupo que gerencia. Sugere-se assim, para a melhor
prática da gestão em Enfermagem, que outros estudos sejam desencadeados sobre este tema.



BIBLIOGRAFIA

        1Bichuetti JL. Gestão de pessoas não é com o RH! Harvard Bussiness Review Brasil. Fevereiro, 2011.

        2Mishima SM; Fortuna CM; Scochi CGS; Pereira MJB; Lima RAG de; Matumoto S. Maria Cecília Puntel de
        Almeida: a trajetória de uma protagonista da enfermagem brasileira. Texto contexto – enferm. 2009
        Oct/Dec.; 18 (4).

3Minzoni MA. Alguns aspectos da integração docente-assistencial. Rev Esc Enferm USP. 1980 dec.;14(3):213-7.

4Lencioni, P. Os 5 desafios das equipes: uma fábula sobre liderança. Ed. Campus Elsevier, 2003.

5Dal Pai D; Lautert L.Work under urgency and emergency and its relation with the health of nursing professionals.
Rev Lat Am Enfermagem. 2008 May-Jun.; 16(3):439-44.


        Palavras chaves: serviços de enfermagem, administração de recursos humanos em saúde, gestor de saúde,
                                                satisfação no emprego
TRABALHO 65

     UTILIZAÇÃO DO TEMPO POR PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM HORÁRIO EXTRA LABORAL

                        Tada CN, Dellaroza MSG, Haddad MCL, Vannuchi MTO, Mazieiro VG


Instituição: Universidade Estadual de Londrina (UEL)
E-mail: cristiane_tada@hotmail.com

Introdução: O modo de utilização do tempo para realização de atividades ou distribuição de tarefas em um
determinado período, envolve características pessoais, comportamentais, bem como valores e princípios que
norteiam a vida da pessoa. Justificativa: Este estudo evidenciará um rol de atividades que o profissional de
enfermagem realiza em seu momento extra laboral. Esse diagnóstico de atividades é um ponto inicial para mostrar
aos profissionais como estão desempenhando o gerenciamento de suas atividades. Objetivos: Identificar como os
profissionais da equipe de enfermagem utilizam seu tempo no horário extra laboral. Método: Revisão integrativa
cuja pergunta norteadora foi: como os profissionais da equipe de enfermagem utilizam seu tempo no horário extra
laboral? Os dados foram coletados no período de agosto à novembro de 2010, nas bases de dados: Scielo, Lilacs,
Bdenf e Tesenf. Utilizaram-se as palavras chaves: qualidade de vida, estilo de vida, valor de vida, gerenciamento do
tempo, enfermeiros, equipe de enfermagem e atividades de lazer. Os critérios de inclusão foram: artigos publicados
nos últimos 10 anos disponíveis em inglês, espanhol e português, cuja população fossem os profissionais de
enfermagem. Resultados: Dos 2077 estudos encontrados, somente 13 deles foram selecionados. Os artigos
selecionados foram publicados em 08 periódicos diferentes e três teses de mestrado indexados no Bdenf. Dois
periódicos se destacaram por apresentar maior número de artigos: Revista Latino Americana, Revista da Escola de
Enfermagem da USP . Quanto ao ano de publicação dos artigos, no período pesquisado de 2000 à 2010, o ano de
2010 publicou o maior número de artigos (03 ou 23,07%). A base de dado com o maior número de artigos foi o
LILACS com 874 (42,07%) destes, cinco foram incluídos nas análises. A partir da análise de conteúdo dos estudos
estabeleceram-se duas categorias temáticas: A influência do trabalho na realização de atividades extra laborais:
Estudos demonstram que o trabalho influencia no descuido com a saúde de profissionais de enfermagem. Esse
descuido é comprovado pela pouca freqüência ao médico e dentistas por enfermeiros.. Em decorrência do trabalho,
há também a redução do tempo para o convívio familiar e social, para as relações interpessoais e a realização de
lazer e cultura. Descrição de atividades realizadas em momento extra laboral: Identificou-se nos estudos que os
profissionais de enfermagem realizam diversas atividades em momento extra laboral como: os cuidados com sua
família e casa, atividades físicas e de lazer. Quanto às atividades físicas encontrou-se que os profissionais a
realizam com pouca freqüência. O lazer é composto por atividades como: assistir televisão, ouvir música, realização
de leitura geral e científica, repousar, dormir e brincar com filhos. Atividades como viagens, pesca, passeios a
piscina e ao clube são esporádicas. Conclusão: De acordo os estudos selecionados, evidencia-se que o trabalho
influencia na organização das atividades realizadas em momento extra laboral pelos profissionais de enfermagem.
Desta forma, é extremamente necessário que estes profissionais reflitam sobre o seu desempenho como
gerenciador de suas atividades pessoais e as repercussões na qualidade de vida.


Referências Bibliográficas:
SOUZA, A.B.G.; MIYADAHIRA, A.M.K. Formas de lazer utilizadas por enfermeiras. Rev. Esc. Enf. USP, v. 34, n.3, p.294-231,
set.2000
ELIAS, M.A.; NAVARRO, V.L. A relação entre o trabalho, a saúde e as condições de vida: negatividade e positividade no
trabalho das profissionais de enfermagem de um Hospital Escola. Rev. Latino-am Enfermagem, v.14, n.4: 517-525, julh-ago.
2006
OLER, G.F. et al, Qualidade de vida da equipe de enfermagem do centro cirúrgico. Arq. Ciênc. Saúde , v. 12, n. 2: 102-110,
abr-jun. 2005
FERNANDES, S.J. et al. Qualidadede vida dos enfermeiros das equipes de saúde da família: a relação das variáveis
sociodemográficas. Texto e Contexto Enfermagem, v.19, n.3: 434-42, Jul-Set. 2010
FOGAÇA, C.M.; CARVALHO, B.W.; MARTINS, N. L.A. Estudo preliminar sobre qualidade de vida de médicos e enfermeiros
intensivistas pediátricos e neonatais. Rev. Esc. Enferm. USP, v. 44, n.3:708-12, 2010
TRABALHO 66

   DIFICULDADES VIVENCIADAS POR ENFERMEIROS NA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO DOENTE
                              MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA

                                      Tada CN, Okumura LE, Siqueira Júnior AC


Instituição: Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA)
E-mail: cristiane_tada@hotmail.com


Introdução: A assistência de enfermagem a portadores de doença mental tem sido desafiador e preocupante para
enfermeiros atuantes na atenção primária. Com a vinda da reforma psiquiátrica, possibilitou-se a substituição de
uma assistência hospitalocêntrica para a rede de serviços extra-hospitalares, o que exigiu maior preparo destes
profissionais para a assistência a este tipo de paciente. Justificativa: A partir de vivências no cenário da prática, nos
dois primeiros anos do curso de enfermagem, as autoras observaram a alta freqüência de doentes mentais na área
de abrangência das Unidades de Saúde da Família (USF) que freqüentavam. No entanto, perceberam que não havia
uma atenção específica a este tipo de paciente. Objetivo: Identificar e analisar se nas USF‟s de Marília os
enfermeiros apresentam dificuldades em lidar com o doente mental de sua área de abrangência e se existem, como
superam essas dificuldades. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de campo com abordagem qualitativa. Os
dados foram coletados através de entrevista semi-estruturada, por meio gravações e realizadas com os enfermeiros
de cinco USF‟s, cuja forma de seleção dos locais foi aleatória dentre as USF‟s que tem parceria com a Faculdade de
Medicina de Marília (FAMEMA). As cinco USF‟s são: Cavalari, Figueirinha, Novo Horizonte, Vila Real e Vila Nova.
As entrevistas foram realizadas pelas autoras, no período de setembro a novembro de 2008. Para análise dos dados
foi utilizada a análise de conteúdo, seguindo as etapas propostas por Minayo, Deslandes e Gomes (2007). Foram
utilizadas as seguintes questões norteadoras: 1) Você tem dificuldades em lidar com o doente mental? Em caso
afirmativo, quais recursos utiliza para superá-las? 2) Na sua opinião, qual(is) mudança(s) deve(m) ocorrer para
melhorar o atendimento de enfermagem aos pacientes psiquiátricos. Essa pesquisa obteve a aprovação do Comitê
de Ética em Pesquisa da FAMEMA, em cumprimento da Resolução 196/96. Resultados: Os enfermeiros
verbalizaram sentir dificuldades na assistência de enfermagem ao doente mental. Alguns enfermeiros justificaram
essa dificuldade, pelo fato do doente mental não ser um tipo de paciente que costuma freqüentar a unidade.
Somente um enfermeiro referiu não possuir dificuldade na assistência ao doente mental, pois, sempre vai em busca
de conhecimentos por meio de livros e auxílio de profissionais da área. Quanto ao reconhecimento de mudanças
que deveriam ocorrer para melhorar a assistência de enfermagem, citaram que deveriam ser realizado melhorias no
ensino de enfermagem psiquiátrica no cenário da prática, não somente com foco hospitalar, mas também na
atenção primária, maior suporte pelo município de especialistas da área para melhorar o serviço de referência,
melhor capacitação dos profissionais de enfermagem na área e no preparo deles para realização de atividades em
grupo. Um dos sujeitos estudados, defende que a educação permanente seja a melhor alternativa. Conclusão: Os
enfermeiros atuantes no setor primário, em sua maioria, possuem dificuldades na assistência de enfermagem ao
portador de doença mental. Diante deste desafio, é necessário que cada enfermeiro atuante na atenção primária,
reflita e se conscientize da sua responsabilidade em promover uma assistência digna e com qualidade a esses
pacientes.



Referências Bibliográficas:

MINAYO, M. C. S. (Org.); DESLANDES, S. F.; GOMES, R. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 25. ed.
Petrópolis: Vozes, 2007. 108 p.
TRABALHO 67

                        GESTÃO DE RISCO HOSPITALAR: REVISÃO DA LITERATURA
                        Silva FJC P, Santos AC FS, Oliveira JC, Barreto L d‟AS, Rocha TFS
                                         Universidade Federal de Sergipe
                                             fjanolio@infonet.com.br

Uma preocupação recente nas organizações hospitalares e entre os profissionais de saúde é a gestão de risco, a
qual é definida como conjunto de condições que reduzem ou eliminam os eventos adversos ao mínimo possível1. A
gestão ou gerenciamento de risco tem como fio condutor a qualidade da assistência prestada. Ademais, vale
ressaltar que o risco possui ligação direta com a responsabilidade civil e os possíveis danos causados ao
paciente/cliente2. O despertar para a qualidade da assistência tem início no século XIX com Florence Nightingale,
quando na guerra da Criméia, m 1854, já tinha a preocupação de agrupar os pacientes por tipo de tratamento,
contribuindo assim para a melhora dos resultados em saúde. Em virtude da importância do tema para a qualidade do
cuidado ao paciente/cliente e, portanto para a enfermagem, objetivou-se realizar uma revisão bibliográfica de artigos
publicados sobre gestão de risco no ambiente hospitalar. Estudo de revisão, com levantamento bibliográfico em
bases de dados que fazem parte da Biblioteca Virtual de Saúde - BVS. As palavras usadas na busca foram: gestão
de risco and hospital. As buscas limitaram-se aos títulos e resumos dos trabalhos, tendo como critério de seleção
artigos publicados que abordaram a gestão de risco hospitalar no contexto brasileiro. Após a seleção os estudos
foram agrupados por categorias de risco assistencial, ocupacional, estrutural, ambiental e institucional; por tipo de
instituição (pública ou privada) e por estado onde foram desenvolvidos. A busca bibliográfica resultou em oito
artigos. Destes, foram excluídos dois, um por não ter relação com o objetivo proposto e outro por ter sido realizado
na Espanha, totalizando seis estudos. A análise dos trabalhos foi realizada inicialmente através dos títulos, resumos.
Após essa etapa procedeu-se a leitura dos artigos selecionados que encontravam-se disponíveis. Os seis artigos
foram publicados entre os anos de 2004 e 2010, quatro abordavam mais de uma categoria de risco, sendo o risco
ocupacional o de maior foco, dois abordaram vários aspectos do gerenciamento de risco hospitalar, dentre eles risco
ocupacional, ambiental e estrutural, apenas um artigo tratava do risco assistencial especificamente. Dos artigos
selecionados, três (33%) foram realizados no estado do Rio de Janeiro. Com relação ao tipo de instituição em que
os estudos foram desenvolvidos, a maioria foi realizada em hospitais públicos (3,43%). Um estudo comparou
aspectos do gerenciamento de risco em dois hospitais, um público e o outro privado. Faz-se necessário o
desenvolvimento de mais estudos sobre gestão de risco hospitalar na área assistencial nos diversos tipos de
instituições de saúde e regiões do país.



        1ABBOUD, C.S.; SILVA, R.R.; FELDMAN, L.B. Implantação do Programa Gestão de Risco: experiência do
        Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo. Revista Nursing, v. 11, n. 129, p. 71-76, 2009.

       2 POLIZER R, D‟INNOCENZO M. Satisfação do cliente na avaliação da assistência de enfermagem. Rev
Bras Enferm, jul-ago; 59(4): 548-51. 2006
TRABALHO 68

                          PERCEPÇÃO DOS CALOUROS NO INGRESSO Á VIDA UNIVERSITÁRIA
                                             Cacciari P, Alves E

                                                Universidade Estadual de Londrina
                                                 Pamella_cacciari@hotmail.com

Introdução: O ingresso na universidade implica em varias mudanças na sua rede de apoio, suas amizades, muitas
vezes a distancia da família. Ajustar- se à universidade implica, assim, integrar-se socialmente com as pessoas
desse novo contexto, participando de atividades sociais¹. O Currículo Integrado implantado pelo curso de
Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (UEL) no ano 2000 contempla conhecimentos, habilidades e
atitudes. Para enfrentar o desafio de preparar tais profissionais com novas habilidades, incorporando tais saberes,
especialmente o saber ser e saber conviver, com valores éticos e humanizados, compromissados com a
transformação qualitativa da sociedade. Dessa maneira, o ingressante que está acostumado com os métodos
tradicionais de ensino sofre um maior impacto na adaptação a esta nova realidade na vida universitária. Sendo
assim a Universidade Possui o projeto Comissão de Apoio Discente Docente (CADD) sendo um dos objetivos
trabalhar com as dificuldades que os ingressantes enfrentam na adaptação á universidade, tentando minimizar o
impacto dos calouros com a nova realidade.
Justificativa: Após perceber que existam estratégias de recepção dos alunos ingressantes, as mesmas são frágeis
no diagnóstico das dificuldades dos estudantes e no auxílio para a superação dos novos desafios, os integrantes de
Enfermagem da CADD, realizaram uma oficina na qual buscaram captar as percepçoes advindas da inserção dos
calouros na universidade.
Objetivo: Levantar a percepção dos ingressantes ao adentrar na vida universitária considerando a nova proposta
curricular.
 Material e Método: O estudo foi realizado através da técnica qualitativa de grupo focal. A população de estudo
foram alunos ingressantes do curso de enfermagem da Universidade Estadual de londrina, obtendo a participação
de 60 alunos. Para a realização deste trabalho, foi elaborado um roteiro com questões, sendo aplicado em uma
oficina com os alunos através de cinco grupos focais.
Resultados e Discussão: Dos resultados aferidos surgiram as seguintes categorias: 1- Questões de Ordem pratica:
“Tive Existe dificuldade em encontrar apartamento no começo” G1. Não saber Desconhecimento de onde buscar
serviços como: chaveiro, água, telefone “G3. 2-Questões de ordem afetiva: “Maior dificuldade é a saudade da
família” G2. “Não tenho vontade de voltar para minha casa, me adaptei muito bem” G4. 3-Ordem interpessoal: “A
Relação da turma, a interação esta sendo muito boa” G4. 4-Ordem profissional “Ainda tenho uma visão
preconceituosa em relação ao curso, por ter tentado medicina. Acho que com a prática isso muda” G5. “Enfermagem
tem um contato maior com as pessoas precisando ter conhecimento” G1. 5- Questões de processo ensino
aprendizagem: “O método ajuda a se expressar, você opina, mostra seus conhecimentos sem briga” G5. “Tive um
susto na diferença do método do cursinho e da graduação” G3.
Conclusão: De acordo com estes resultados, fica comprovada a preponderância do projeto CADD, orientando a
comissão para futuras ações de apoio aos alunos em suas necessidades. A CADD mostra-se importante na
disposição para ajudá-los a enfrentar os problemas cotidianos e as dificuldades relacionadas ao curso,
disponibilizando alternativas para o estudante, frente às suas necessidades.
Palavras-chave: Adaptação, Estudantes de Enfermagem, Universidade


Bibliografia
1. Diniz, A. M., & Almeida, L. S. (2006). Adaptação à universidade em estudantes de primeiro ano: Estudo diacrónico da
interacção entre o relacionamento com pares, o bem-estar pessoal e o equilíbrio emocional. Análise Psicológica, 1(XXIV), 29-38
2. Soares, A. P., Almeida, L. A., Diniz, A. M., & Guisande, M. A. (2006). Modelo multidimensional de ajustamento de jovens ao
contexto universitário (MMAU): Estudo com estudantes de ciências e tecnologias versus ciências sociais e humanas. Análise
Psicológica, 1(XXIV), 15-27.
3. Soubhia Z, et al. Repensando a avaliação. In: Dellarosa MSG, Vannuchi, MTO. O currículo integrado do curso de Enfermagem
da Universidade Estadual de Londrina: do sonho à realidade. São Paulo: Hucitec; 2005.
4. TEIXEIRA, Marco Antônio Pereira, DIAS, Ana Cristina Garcia, WOTTRICH, Shana Hastenpflug et al. Adaptação à
universidade em jovens calouros. Psicol. esc. educ., jun. 2008, vol.12, no.1, p.185-202
TRABALHO 69

ELABORAÇÃO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL POR EQUIPE DE ENFERMAGEM DE UM
                            HOSPITAL DE GRANDE PORTE

Gabriel CS, Rossaneis MA, Jenal S, Évora YD.
Instituição: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto /Universidade Estadual de São Paulo, Ribeirão Preto/ São
Paulo.
E-mail: cgabriel@eerp.usp.br

RESUMO

O planejamento estratégico situacional é importante instrumento que favorece fazer escolhas e a elaboração de
planos que ajudam a enfrentar os processos de mudança. Este método é um permanente exercício de diálogo e de
reflexão sobre os problemas que incidem em uma dada realidade, visando prever situações e alternativas, antecipar
possibilidades de decisão e preparar estratégias para a obtenção de governabilidade sobre as mesmas (1). Este
estudo justifica-se pela necessidade de identificar os problemas da realidade do processo de trabalho da instituição
na visão dos próprios autores envolvidos, por meio do planejamento estratégico situacional e assim estabelecer as
possíveis resoluções dos problemas levantados visando a melhoria da dinâmica de trabalho. Dessa forma, tem-se
por objetivo relatar a experiência da utilização do planejamento estratégico situacional realizado em um hospital
filantrópico de grande porte na cidade de Londrina, Estado do Paraná. Participaram desse estudo funcionários da
equipe de enfermagem das Unidades de Internação, Unidades de Terapia Intensiva e Pronto Socorro, que foram
capacitados para a realização do planejamento estratégico conforme os quatro momentos citados por Matus (2), ou
seja, momento explicativo, momento normativo, momento estratégico e momento tático-operacional. Os
participantes foram orientados a construírem o planejamento estratégico em conjunto com as suas respectivas
equipes e com os profissionais de todos os turnos de trabalho. Os problemas da instituição relatados foram: falta de
capacitação dos profissionais, carencia de recursos humanos, estrutura administrativa e organizacional burucratica,
estrutura física inadequada, excassez e sucateamento de materiais e equipamentos e dificuldade de relacionamento
interpessoal. Para os problemas com governabilidade de resolução, foram estabelecidas estratégias de ação que
determinam seus prazos e responsáveis. Após quatro meses da realização do planejamento estratégico percebeu-
se um melhora na resolução dos problemas em que os profissionais possuiam governabilidade, proncipalmente na
capacitção dos profissionais, por meio de atividades de educação permanente e dificuldade de relacionamento
interpessoal, que foi amenizada promovendo maior comunicação e atividades de interação entre os membros das
equipes. Além disso. O enfermeiro no seu dia-a-dia se depara com situações que exigem ações planejadas, que
facilitam o gerenciamento dos serviços da equipe de enfermagem. O planejamento estratégico é uma ferramenta
essencial para que os serviços de saúde avancem na busca de melhorias nas condições de trabalho para os
profissionais e, conseqüentemente, na qualidade da assistência de enfermagem.


1. Melleiro MM, Tronchin DMR, Ciampone MHT. O planejamento estratégico situacional no ensino do gerenciamento
em enfermagem. Acta Paul Enferm. 2005;18(2):165-71.
2. Matus C. Política, planejamento & governo. Brasília, DF: IPEA; 1996.
TRABALHO 70

       PRÁTICAS DE SEGURANÇA NA ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIENCIA

Gabriel CS, Jenal S, Rossaneis MA, Évora DY;Bernardes A

Instituição: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto /Universidade Estadual de São Paulo, Ribeirão Preto/ São
Paulo.
E-mail: cgabriel@eerp.usp.br

RESUMO


Atualmente, milhões de pacientes hospitalizados são vítimas de lesões ou morrem em decorrência de atos
inseguros. Esses números são ainda mais alarmantes em países em desenvolvimento(1).               A segurança do
paciente é um problema de saúde pública global, partindo desse princípio, no ano de 2004, a Organização Mundial
de Saúde lançou em Washington, a Aliança Mundial para Segurança do Paciente, um programa em parceria com
grupos de pacientes e gestores da saúde, cujo objetivo é reduzir eventos adversos aos cuidados à saúde e também
as conseqüências sociais advindas do cuidado inseguro(2). A Aliança Mundial para Segurança do Paciente e seus
programas sucessores além de sensibilizar para o problema da segurança do paciente, procuram divulgar
conhecimentos e desenvolver ferramentas capazes de mudar a realidade do cenário mundial no que diz respeito à
realização do cuidado seguro, facilitando a inserção de políticas e práticas voltadas para esse objetivo. Mediante ao
exposto, considerou-se relevante descrever a experiência da implantação de um programa com medidas que visam
a segurança do paciente em uma instituição de saúde. Dessa forma, este estudo tem como objetivo descrever as
ações do Programa de Segurança do Paciente de um Hospital Filantrópico de grande porte. As práticas
desenvolvidas neste programa foram baseadas nas metas para atingir a segurança do paciente lançadas pela
Organização Mundial da Saúde(3). Para atingir estas metas foram implantadas as seguintes ações: implantação do
prontuário eletrônico; identificação correta dos pacientes; passagem de plantão sistematizada e realizado por escrito;
controle de antimicrobianos; dispensação de medicação por paciente; distribuição de tabelas de diluição de
medicamentos nos setores; adequação da estrutura física nos postos de enfermagem para adequar o
armazenamento e as condições para o preparo das medicações; conferencia dos medicamentos durante a
passagem de plantão; realização atividades de educação permanente para todos os profissionais de saúde
baseadas em protocolos assistenciais; preparo das unidades de internação para evitar quedas (barras de apoio,
grades em leitos, campainha.) e aplicação da escala de risco de queda nos pacientes internados; construção de
relatórios mensais com os indicadores relacionados a segurança do paciente para elaboração de estratégias de
prevenção . Após a implantação das medidas identificou-se uma redução significativa dos indicadores de eventos
adversos. Proporcionando maior segurança ao paciente e consequentemente melhoria na qualidade da assistência
prestada.



1- World Health Organization (WHO). World Alliance for Patient Safety. Forward Program 2006-2007. Disponível em
:http://www.who.int/patientsafety/information_centre/WHO_EIP_HDS_PSP_2006.1.pdf . Acesso em 04/10/2010
2 - World Health Organization (WHO). Nine patient safety solutions, 2007. Disponível em
http://www.who.int/mediacentre/news/releases/2007/pr22/en/index.html.Acesso em 30/09/2010.
3 - World Health Organization (WHO). The World alliance for patient safety. 2004. Disponível em:
http://www.who.int/patientsafety/en/brochure_final.pdf Acesso em: 02 de outubro 2010
TRABALHO 71


         Utilização de indicadores de desempenho em serviço de enfermagem de hospital público
      Gabriel CS , Melo MRAC , Bernardes A , Rocha FLR , Miguelaci T

A melhoria contínua da qualidade assistencial deve ser considerada pelos enfermeiros um processo dinâmico e
exaustivo de identificação dos fatores intervenientes no processo de trabalho da equipe de enfermagem e requer do
profissional enfermeiro a implementação de ações e a elaboração de instrumentos que possibilitem avaliar de
maneira sistemática os níveis de qualidade dos cuidados prestados1.O enfermeiro precisa analisar os resultados da
assistência prestada para (re) definir estratégias gerenciais. Uma maneira efetiva de avaliação do desempenho e
avaliação da gestão de serviços de saúde é a utilização de indicadores que demonstrem sua evolução ao longo do
tempo, permitindo a comparação com referenciais internos e externos. O estudo objetiva identificar indicadores de
desempenho adotados pelo Serviço de Enfermagem de hospital público e analisar a opinião dos enfermeiros em
relação à utilização destes indicadores para avaliar a qualidade da assistência de enfermagem. Trata-se de estudo
descritivo, prospectivo, quantitativo, que utilizou dados dos relatórios gerenciais da instituição e aplicou questionário
numa amostra de 25 enfermeiros. Verificou-se que a instituição trabalha com três bancos de dados de indicadores,
sendo dois gerais e um específico de enfermagem que analisa 11 indicadores. Os indicadores de incidência de
úlcera por pressão e incidência de quedas foram os únicos considerados muito pertinentes para qualificar a
assistência de enfermagem por 100% dos enfermeiros. Outros indicadores considerados pelos enfermeiros como
muito pertinentes ou pertinentes para qualificar a assistência estão intimamente relacionados às tarefas diárias da
enfermagem, tais como incidência de flebite, incidência de extubação acidental, não conformidade na administração
de medicamentos, acidentes de trabalho ocorridos com a equipe de enfermagem, incidência de extubação acidental,
satisfação do paciente com a equipe de enfermagem e taxa de infecção hospitalar. Concluiu-se que a instituição
utiliza indicadores para acompanhamento de resultados e há uma valorização da utilização de indicadores de
processos pelos enfermeiros para avaliar desempenho da enfermagem, sendo necessário ampliar a análise para
indicadores multidisciplinares2. Ainda predomina no grupo o foco na análise de indicadores de processos
relacionados à assistência de enfermagem, sendo necessário ampliar a avaliação para outros indicadores
relacionados a resultados assistenciais multidisciplinares, o que requer envolvimento de toda a equipe de saúde da
instituição e não somente da enfermagem. Ressalta-se a importância de ampliar cada vez mais a cultura da
qualidade nos serviços de enfermagem, capacitando enfermeiros para o desenvolvimento e análise de indicadores e
possibilitando uma reflexão sobre a assistência de enfermagem de forma dinâmica, objetivando a excelência do
cuidado.
Indicadores de serviços de saúde; serviço hospitalar de enfermagem;qualidade da assistência a saúde

1.Kurcgant P, Tronchin DMR, MELLEIRO MM. A construção de indicadores de qualidade para a avaliação de
recursos humanos nos serviços de enfermagem: pressupostos teóricos. Acta Paul Enferm. 2006; 19(1):88-91.
2.Simões e Silva C, Gabriel CS, Bernardes A, Évora YDM. Opinião do enfermeiro sobre indicadores que avaliam a
qualidade na assistência de enfermagem. Rev Gaúcha Enferm. 2009; 30(2):263-71.
TRABALHO 72


   SENTIMENTOS DESPERTADOS EM ENFERMEIROS DURANTE A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO
                        DOENTE MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA

                                     Tada CN, Okumura LE, Siqueira Júnior AC

Instituição: Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA)
E-mail: cristiane_tada@hotmail.com

Introdução: A assistência ao doente mental deve ser desenvolvida utilizando-se o envolvimento empático, de modo
que possibilite a compreensão das dificuldades e potencialidades do paciente portador de doença mental. No
momento da assistência de enfermagem ao doente mental, o enfermeiro deve tentar compreender o paciente sem
julgamentos, para assim, conseguir ajudá-lo. Justificativa: possibilitar o zelo ao cuidador, caso necessite, pois o
seu estado psíquico influencia na qualidade da assistência de enfermagem ao doente mental. Objetivo: Identificar
os sentimentos despertados em enfermeiros durante a assistência de enfermagem, ao portador de doença mental,
na atenção primária. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de campo com abordagem qualitativa. Os dados
foram coletados através de entrevista semi-estruturada, por meio gravações e realizadas com os enfermeiros de
cinco USF‟s, cuja forma de seleção dos locais foi aleatória dentre as USF‟s que tem parceria com a Faculdade de
Medicina de Marília (FAMEMA). As cinco USF‟s são: Cavalari, Figueirinha, Novo Horizonte, Vila Real e Vila Nova.
As entrevistas foram realizadas pelas autoras, no período de setembro a novembro de 2008. Para análise dos dados
foi utilizada a análise de conteúdo, seguindo as etapas propostas por Minayo, Deslandes e Gomes (2007). Foi
utilizada a seguinte questão norteadora: Quais sentimentos são despertados em você, durante o atendimento ao
paciente portador de doença mental? Resultados: quando indagados sobre os sentimentos despertados na
assistência ao doente mental, a maioria dos enfermeiros responderam ter um sentimento de impotência e somente
um respondeu que tinha sentimento de empatia. Além de identificar o sentimento de impotência, os enfermeiros
conseguem relacionar esse sentimento aos fatores que contribuem para o surgimento dele, como: falta de estrutura
física e de organização do processo de trabalho para atender as necessidades dos portadores de doenças mentais.
O enfermeiro que respondeu sentir empatia no momento da assistência de enfermagem ao doente mental,
compreende a empatia no sentido de “ter dó” e não no sentido de se colocar no lugar do outro. Conclusão:
identificou-se que o sentimento de impotência está predominantemente presente nos discurssos dos enfermeiros e
que somente um enfermeiro teve o sentimento de empatia. Frente a esse diagnóstico, os enfermeiros necessitam
refletir sobre o assunto e pensar em estratégias para minimizar esse sofrimento. Uma alternativa, seria a valorização
do planejamento estratégico como instrumento de trabalho, o qual poderia auxiliá-los na organização e priorização
de atividades que promovam o aprendizado significativo na área de saúde mental, pois assim poderiam auxiliar
tanto o paciente psiquiátrico bem como cuidar de sua saúde mental.


Referências Bibliográficas:

STEFANELLI, M. C.; ARANTES, E. C.; FUKUDA, I. M. K. Aceitação, empatia e envolvimento emocional no relacionamento
enfermeiro–paciente. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 16, n. 3, p. 245-253, dez. 1982.
ZIMERMAN, D. E. A formação psicológica do médico. In: MELLO FILHO, J. (Ed.). Psicossomática hoje. Porto Alegre: Artes
Médicas, 1992. cap. 6, p. 64-69.
MINAYO, M. C. S. (Org.); DESLANDES, S. F.; GOMES, R. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 25. ed. Petrópolis:
Vozes, 2007. 108 p.
TRABALHO 73


AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DOS ENFERMEIROS SOBRE A FERRAMENTA DA QUALIDADE 5S EM UM
                  HOSPITAL DE GRANDE PORTE DO SUL DE MINAS GERAIS

                                                    TOSO JR, MODESTI FS, RENNÓ CSN, TORRES AL
                   PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS - CAMPUS POÇOS DE CALDAS
                                                                            jeisatoso@hotmail.com

Descritores: Enfermagem Hospitalar. Qualidade. Saúde. Gestão de Qualidade Total.

INTRODUÇÃO: Qualidade é considerada um conjunto de propriedades que se adapta a missão de uma
organização comprometida em atender as necessidades dos clientes (MEZOMO, 2001). Assim, o Programa 5
Sensos (5S) contribui para uma mudança na cultura organizacional e qualidade dos serviços. Trata-se de um
sistema de cinco conceitos: Seiri, senso de utilização/descarte; Seiton, senso de arrumação; Seiso, senso de
limpeza; Seiketsu: senso de saúde/higiene e Shitsuke; senso de autodisciplina, que aprimora a aparência do local de
trabalho e modifica atitudes e comportamentos (RIBEIRO, 1994). JUSTIFICATIVA: O Programa 5S propõe a criação
de um novo modelo de trabalho, promovendo mudança no ambiente laboral e nas atitudes, visando melhoria dos
processos internos e aumento da qualidade da assistência. Neste contexto, propôs-se um estudo que contemplasse
a análise da atual situação do conhecimento do programa para subsidiar novos investimentos em busca da
qualidade da assistência de Enfermagem. OBJETIVO: Verificar o conhecimento dos enfermeiros sobre o Programa
5S. MÉTODO: Estudo exploratório descritivo com abordagem quantitativa, realizado em hospital de grande porte do
sul de Minas Gerais (MG), cuja coleta de dados ocorreu no segundo semestre de 2010. Foram incluídos enfermeiros
que trabalham na instituição há mais de 12 meses e que aceitaram participar do estudo, após assinatura do Termo
de Consentimento Livre e Esclarecido. Excluíram-se enfermeiros em férias, licença maternidade/doença ou que
recusaram participar. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica
MG (0209.0.213.000-10). Utilizou-se para coleta dos dados um instrumento do tipo questionário com perguntas
fechadas, para identificação do perfil socioeducacional e conhecimento acerca do tema. Para análise dos dados
utilizou-se estatística descritiva simples. RESULTADOS: Estudou-se 31 enfermeiros sendo 29 (94%) mulheres e 2
(6%) homens. A idade média foi de 30 anos, variando de 20 a 50 anos. Quanto à especialização, 23 (74%)
enfermeiros possuem e 8 (26%) não possuem. Quanto ao conhecimento do Programa 5S, 29 (94%) referem
conhecer e 2 (6%) referem não conhecer. Ao relacionar o Programa 5S com outras ferramentas de gestão, 14 (45%)
escolheram o tema senso de higiene/ limpeza, demonstrando conhecimento adequado sobre o Programa 5S,
enquanto 8 (26%) escolheram ferramentas não relacionadas ao programa. Quanto à afirmação de que o programa
promove mudança de cultura na organização, 24 (77%) responderam verdadeiro, 02 (7%) responderam falso e 05
(16%) não responderam. Em relação à utilização do programa durante suas atividades de trabalho, 20 (65%)
responderam que usam com baixa freqüência, 08 (26%) responderam diariamente, 02 (6%) responderam não
aplicam e 01 (3%) não respondeu. CONCLUSÃO: Verificou-se que a maioria dos enfermeiros relata conhecer o
Programa 5S, entretanto, percebe-se que uma parcela dos enfermeiros associa outras ferramentas de gestão ao
programa 5S. Assim, sugere- assistência.
                            ,




BIBLIOGRAFIA
MEZOMO, João Catarin. Gestão da qualidade na saúde. São Paulo (SP): Manole, 2001.

RIBEIRO, Haroldo. 5S: um roteiro para uma implantação bem sucedida. Salvador-BA: Casa da qualidade, 1994.
TRABALHO 74


 ORGANIZAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UNIDADES DE INTERNAÇÃO: ESTUDO DA VARIÁVEL
                                      IDADE


Calil ASG, Perroca MG, Jericó MC.
Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) – São Paulo.
E-mail para contato: angela@famerp.br


RESUMO

Introdução: Modificações na estrutura etária da população mundial e seu conseqüente envelhecimento vêm
ocasionando grande impacto na demanda de cuidados de enfermagem e de profissionais em saúde. Há uma
tendência dos trabalhadores permanecerem por mais tempo no mercado de trabalho devido a questões legais e
socioeconômicas. Justificativa: Embora estudos internacionais apontem que a idade média dos enfermeiros tem
aumentado, inexiste literatura nacional investigando a organização da equipe de enfermagem sob a ótica da idade.
Objetivos: Descrever a composição quantiqualitativa da equipe de enfermagem em unidades de internação
hospitalares segundo a variável idade. Método: Estudo descritivo-exploratório retrospectivo realizado em oito
unidades de internação (uma clínica médica, uma clínica cirúrgica, duas clínicas médico-cirúrgicas e quatro
unidades de terapias intensivas) de um hospital de ensino de capacidade extra no interior do Estado de São Paulo.
Teve como sujeitos a totalidade dos funcionários lotados nas unidades investigadas durante o período de 2007 a
2009. Constituíram fontes de informações: registros do Departamento de Pessoal sobre dados demográficos da
equipe de enfermagem; escalas mensais de enfermagem e, base de dados do sistema de gestão hospitalar.
Resultados: Dos 681 profissionais de enfermagem investigados, 275(40,4%) encontravam-se na faixa etária de 31
a 40 anos e 200 (29,4%) entre 20 e 30 anos. Observou-se que 57 (8,3%) dos trabalhadores tinham idade acima de
50 anos. A idade média dos enfermeiros, técnicos e auxiliares foi, respectivamente, de 35,4(7,4), 39,7(6,8) e
36,8(9,0). Considerando-se as diferentes categorias profissionais, houve predomínio da faixa etária de 20 a 40 anos
– 100 (80%) para os enfermeiros e auxiliares de enfermagem - 365 (67,5%) e da faixa de 30 a 50 para os técnicos
de enfermagem – 13 (86,6%). Os trabalhadores de enfermagem lotados nas clínicas médico-cirúrgicas
apresentaram idade média variando de 36,8 (8,3) a 38,8 (8,2) anos enquanto que os das terapias intensivas
variaram de 34,2 (7,8) a 37,7(9,2) anos. Conclusão: Embora a idade média dos enfermeiros em diversos países
seja superior a 40 anos, os achados deste estudo evidenciaram uma população em torno de 35 anos. Contudo,
consoante com as tendências internacionais, despontam trabalhadores acima de 50 anos, embora, ainda, em
pequeno contingente.
 Descritores: distribuição por idade, equipe de enfermagem/organização & administração, administração de
recursos humanos, recursos humanos de enfermagem no hospital.
TRABALHO 75


Nome da Instituição
Home-care cenehospitallar
Email para contato –ed.rocha25@hotmail.com


                     A IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO DOS CUIDADOS DOMICILIARES
                             NA PREVENÇÃO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO.


Introdução :- A úlcera por pressão pode ser definida como:- “Uma área localizada de necrose celular que atende
a desenvolver-se quando os tecidos moles são comprimidos entre uma proeminência óssea e uma superfície
plana
por um período prolongado de tempo” (Bergstan ET AL.,1955)
Vários fatores podem aumentar o risco para desenvolvimento da ulcera por pressão, entre eles:- tabagismo,
imobilidade, pressão prolongada, fricção, idade avançada, desnutrição, incontinência urinária e fecal, entre outros.
As úlceras por pressão são classificadas em estágio: I, II, III, IV.
Estágio I:- Quando a pele está intacta, mas observa-se vermelhidão e inicio da ulceração da
pele .
Estágio II:- A pele já está perdendo sua espessura, manifestando abrasão, bolha ou lesão
superficial
Estágio III:- Já consiste na lesão envolvendo epiderme, derme ou até mesmo tecido
 subcutâneo.
Estágio IV:- Há lesões com comprometimento de tecido muscular, ósseo, estrutura de
suporte (tendões e cápsula articular).

Objetivo:- orientar, treinar e educar o cuidador á identificar sinais e sintomas que levam a desenvolver úlcera
por pressão.

Método:- Trata-se de um relato de experiência realizado entre os anos de 2008 á 2010,
em uma empresa privada de assistência domiciliar de São Jose do Rio Preto (Cene Home
Care), onde foram analisado 20 casos onde os mesmos não evoluirão com up.

Resultados:- Com a implantação e implementação de medidas educativas podemos evidenciar o
envolvimento do cuidador no processo de identificação de up e tomada de medidas precoces no processo
de prevenção onde nos possibilitou o controle e redução
de ocorrências,proporcionando melhor qualidade de vida aos pacientes e cuidadores.

Conclusão:-
                 Concluímos que o cuidador é a principal ferramenta aplicada no no contexto
domiciliar para prevenir UP, desde que o processo de orientação e treinamento seja eficaz , proporcionando
resultados satisfatórios.

Bibliografia
                Feridas – tratamento e cicatrização

                Prem P. Gogia – Ed. Revinter 2003

                Feridas – fundamentos e atualizações em enfermagem

                   Silva R. C. Lyra, Figueiredo N. M. Almeida, Meireles I. Barbosa -
          Ed. Yendis 2007


Autores Rocha FE, Oliveira AJ ,Silva AH, Kaiser NS,Menis M,Oliveira FA

           Autores Rocha FE, Oliveira AJ ,Silva AH, Kaiser NS,Menis M,Oliveira FA
TRABALHO 76


       ARTICULAÇÕES EM SAÚDE MEDIADAS PELA PUC: ENGENDRANDO CAPS´s E ESF´S PARA
                     FORTALECIMENTO DOS SERVIÇOS EM REDE NO SUS


                                                                              Fernandes MJ, Miranda JR, Rocha HA.
                                      Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – Unidade Arcos.
                                                                                      Contato: joiceluz1@hotmail.com


Equipes interdisciplinares têm potencializado a eficácia não somente de ações curativas, mas também na promoção
da saúde. Apoiados pelos princípios norteadores do SUS, universalidade, integralidade e equidade (BRASIL, 1990),
os serviços de saúde têm como meta o trabalho articulado em redes de atenção, pelas quais os profissionais se co-
responsabilizam pela condução do tratamento dos pacientes, juntamente com as suas famílias e a comunidade onde
estão inseridos.
No atual cenário brasileiro, algumas adversidades ainda dificultam o engendramento entre unidades assistenciais,
sendo esse um agravante para a efetivação de políticas públicas relevantes como as propostas pelo SUS. Esta
pesquisa-ação busca identificar como os dois serviços de saúde – ESF e CAPS – têm articulado as suas práticas e
conhecimentos, investigando o nível de interação entre as equipes, a percepção que uma equipe tem acerca da
importância do trabalho da outra, as possibilidades e as dificuldades apresentadas para a articulação e interação.
Busca-se evidenciar o papel fundamental da Enfermagem enquanto gestora, a fim de que haja melhoria nos
processos assistenciais, de forma articulada entre os serviços de saúde aqui descritos.
O público alvo corresponde a todas as 9 ESFs e 1 CAPs totalizando 96 profissionais da saúde pública da cidade de
Arcos. Na fase diagnóstica da pesquisa, estão sendo utilizadas entrevistas semi-estruturadas e questionários, que
serão submetidos à análises quali-quantitativas. Em seguida, serão desenvolvidos encontros, nos quais serão
trabalhados temas identificados como necessários a partir do diagnóstico. Também acontecerão encontros entre
todas as equipes do município, para integração, troca de conhecimentos e experiências entre as equipes. No final de
2011, serão convidadas as equipes dos municípios vizinhos para participarem do Seminário.
Esta pesquisa-ação é subsidiada pela PROEX/ PUC MG e se enquadrada nos projetos de extensão. Foi aprovado
em 2011, tendo início em março deste mesmo ano. A Secretaria Municipal de Saúde, as enfermeiras e equipes das
ESFs e a Psicológa e equipe do CAPs já foram apresentadas ao projeto e estão empolgadas com o mesmo, uma
vez que elas reconhecem a importância dessa articulação, ficando assim mais fácil gerir os serviços. A atuação foi
dividida entre diagnóstico e ação. Pretende-se, portanto, apresentar dados parciais da pesquisa e iniciais
observações e impactos das ações propostas nessa primeira etapa do projeto.
Este estudo foi embasado nas legislações do SUS e busca evidenciar a importância dos serviços em rede,
evidenciando o papel da enfermagem na efetivação dos mesmos.
Palavras-Chave: articulação, serviços de saúde, conscientização.
Referências
BRASIL. Lei Orgânica da Saúde 8.080, de 19 de setembro de 1990. Diário Oficial da União. Brasília, 20 setembro
1990.
BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde Mental no SUS: acesso ao tratamento e mudança do modelo de atenção.
Relatório de Gestão 2003-2006. Secretaria de Atenção à Saúde/DAPE. Coordenação Geral de Saúde Mental.
Brasília:          janeiro          de             2007,           85          p.         Disponível            em
<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relatorio_gestao_saude_mental_2003-2006.pdf>. Acesso em: 10 out.
2010
            Autores Rocha FE, Oliveira AJ ,Silva AH, Kaiser NS,Menis M,Oliveira FA
TRABALHO 77


         SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM COM FOCO NA ATENÇÃO BÁSICA


                                                        Nativo RO, Santos FN, Oliveira CC, Arruda SS, Gomide MR.
                                                        Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
                                                                                  Contato: renasnativo@yahoo.com.br


A política nacional de atenção básica, na Portaria 648 de 2006, vem reforçar a Estratégia Saúde da Família (ESF)
como um modelo de reorientação à prática assistencial, em direção a uma assistência a saúde centrada na família,
entendida e percebida a partir de seu ambiente físico e social.
O enfermeiro é responsável por coordenar e gerir as atividades de sua equipe, organizando o ambiente e liderando
os profissionais nele inseridos. Para sistematizar a assistência prestada à população e otimizar as relações
humanas, o profissional enfermeiro tem utilizado de uma ferramenta denominada Sistematização da Assistência de
Enfermagem (SAE). Sua política é estabelecida pela Resolução COFEN Nº. 358, de 15 de outubro de 2009 que
exige no artigo 1° a realização do Processo de Enfermagem, de modo deliberado e sistemático, em todos os
ambientes, públicos ou privados, onde ocorra o cuidado profissional de Enfermagem.
Na atenção básica, a visita domiciliar do enfermeiro pode identificar necessidades de saúde e traçar planos de
assistência para a melhoria da qualidade das famílias cadastradas em seu território, utilizando para isso a SAE. Este
estudo teve por objetivos analisar os diagnósticos e prescrições de enfermagem, às famílias de uma ESF realizados
por acadêmicos de enfermagem da PUC – Minas, campus Arcos, e classificar os diagnósticos de enfermagem
segundo os domínios da taxonomia NANDA 2009-2011. Tratou-se de um estudo descritivo, prospectivo, com
abordagem quanti-qualitativa, a partir de evoluções de enfermagem em prontuários a partir de visitas domiciliares,
realizadas por acadêmicos de enfermagem durante o Estágio Supervisionado I, em Atenção Básica, em um bairro
com ESF, no município de Arcos, no período de Fevereiro a Abril de 2011.
A taxonomia do NANDA foi utilizada na montagem de diagnósticos onde os mesmos foram classificados de acordo
com os domínios. Ao serem analisados 239 diagnósticos de enfermagem, os mesmos foram agrupados em 13
domínios. Resultados: Pôde-se observar que as prescrições de enfermagem estão mais voltadas para a educação
em saúde, com orientações de higiene, alimentação, apoio emocional e social, ensinando a população a buscar
qualidade de vida e prevenção de doenças, de acordo com as teorias de Wanda Horta e Orem.
Conclui-se que os problemas encontrados, vão de encontro a uma manutenção do lar prejudicada, o que faz com
que enfermeiros tenham certas dificuldades, mas que promovam um cuidado coordenado e menos fragmentado,
com enfoque não apenas na esfera biológica, mas também nas dimensões social, psíquica e espiritual, aumentando
a possibilidade de melhora na qualidade da assistência. Palavras-chave: Sistematização da Assistência de
Enfermagem. Estratégia Saúde da Família. Atenção Básica.


REFERÊNCIAS:

GARCEZ, Regina Machado. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2009-2011
/NANDA Internacional. Porto Alegre: Artmed, 2011. 456p.
TANNURE, Meire Chucre; PINHEIRO, Ana Maria. SAE: Sistematização da Assistência de Enfermagem: Guia
Prático. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2010. 2ed.




            Autores Rocha FE, Oliveira AJ ,Silva AH, Kaiser NS,Menis M,Oliveira FA
TRABALHO 78


ARTICULAÇÕES EM SAÚDE MEDIADAS PELA PUC: ENGENDRANDO                                 CAPS´s E ESF´S PARA
FORTALECIMENTO DOS SERVIÇOS EM REDE NO SUS

                                                                              Fernandes MJ, Miranda JR, Rocha HA.
                                      Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – Unidade Arcos.
                                                                                      Contato: joiceluz1@hotmail.com

Equipes interdisciplinares têm potencializado a eficácia não somente de ações curativas, mas também na promoção
da saúde. Apoiados pelos princípios norteadores do SUS, universalidade, integralidade e equidade (BRASIL, 1990),
os serviços de saúde têm como meta o trabalho articulado em redes de atenção, pelas quais os profissionais se co-
responsabilizam pela condução do tratamento dos pacientes, juntamente com as suas famílias e a comunidade onde
estão inseridos.
No atual cenário brasileiro, algumas adversidades ainda dificultam o engendramento entre unidades assistenciais,
sendo esse um agravante para a efetivação de políticas públicas relevantes como as propostas pelo SUS. Esta
pesquisa-ação busca identificar como os dois serviços de saúde – ESF e CAPS – têm articulado as suas práticas e
conhecimentos, investigando o nível de interação entre as equipes, a percepção que uma equipe tem acerca da
importância do trabalho da outra, as possibilidades e as dificuldades apresentadas para a articulação e interação.
Busca-se evidenciar o papel fundamental da Enfermagem enquanto gestora, a fim de que haja melhoria nos
processos assistenciais, de forma articulada entre os serviços de saúde aqui descritos.
O público alvo corresponde a todas as 9 ESFs e 1 CAPs totalizando 96 profissionais da saúde pública da cidade de
Arcos. Na fase diagnóstica da pesquisa, estão sendo utilizadas entrevistas semi-estruturadas e questionários, que
serão submetidos à análises quali-quantitativas. Em seguida, serão desenvolvidos encontros, nos quais serão
trabalhados temas identificados como necessários a partir do diagnóstico. Também acontecerão encontros entre
todas as equipes do município, para integração, troca de conhecimentos e experiências entre as equipes. No final de
2011, serão convidadas as equipes dos municípios vizinhos para participarem do Seminário.
Esta pesquisa-ação é subsidiada pela PROEX/ PUC MG e se enquadrada nos projetos de extensão. Foi aprovado
em 2011, tendo início em março deste mesmo ano. A Secretaria Municipal de Saúde, as enfermeiras e equipes das
ESFs e a Psicológa e equipe do CAPs já foram apresentadas ao projeto e estão empolgadas com o mesmo, uma
vez que elas reconhecem a importância dessa articulação, ficando assim mais fácil gerir os serviços. A atuação foi
dividida entre diagnóstico e ação. Pretende-se, portanto, apresentar dados parciais da pesquisa e iniciais
observações e impactos das ações propostas nessa primeira etapa do projeto.
Este estudo foi embasado nas legislações do SUS e busca evidenciar a importância dos serviços em rede,
evidenciando o papel da enfermagem na efetivação dos mesmos.
Palavras-Chave: articulação, serviços de saúde, conscientização.

Referências
BRASIL. Lei Orgânica da Saúde 8.080, de 19 de setembro de 1990. Diário Oficial da União. Brasília, 20 setembro
1990.
BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde Mental no SUS: acesso ao tratamento e mudança do modelo de atenção.
Relatório de Gestão 2003-2006. Secretaria de Atenção à Saúde/DAPE. Coordenação Geral de Saúde Mental.
Brasília:         janeiro           de           2007,          85         p.          Disponível          em
<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relatorio_gestao_saude_mental_2003-2006.pdf>. Acesso em: 10 out.
2010
TRABALHO 79


Nome da Instituição
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                aderfranco@ig.com.br

      IMPLANTAÇÃO DE PROTOCOLO DE PREVENÇÃO DE ÚLCERA POR PRESSÃO EM UNIDADE DE
                                     INTERNAÇÃO


Introdução: As úlceras de pressão são definidas como áreas localizadas de necrose tecidual que tendem a se
desenvolver quando tecidos moles são comprimidos entre uma proeminência óssea e uma superfície externa por um
período prolongado.
A prevalência das úlceras de pressão varia de 3% (três por cento) a 14% (catorze por cento) em ambientes de
cuidados de urgência, 15% (quinze por cento) a 25% (vinte e cinco por cento) em ambientes de cuidados ao longo
prazo e 7% (sete por cento) a 12% (doze por cento) em cuidados domiciliares.
A úlcera por pressão causa dor, sofrimento e incapacidade com sérias conseqüências sociais e econômicas e pode
resultar em morte devido septicemia.

Justificativa : Necessidade de criar um instrumento que possibilita ao enfermeiro mensurar o índice de pacientes
com risco de desenvolver úlcera por pressão, as causas e implementar medidas preventivas eficazes.

Objetivo: Identificar pacientes com riscos de desenvolver úlceras, otimizar as medidas preventivas padronizadas,
melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações,dentro de uma abordagem multidisciplinar.

Metodologia:    Com a implantação do protocolo foram instituídas as ferramentas, como escala de avaliação de
risco para úlcera por pressão (Escala de Braden), escala de mudanças de decúbito com horários e escala de
medidas alternativas e intervencionistas de acordo com o grau de risco apresentado, treinamento dos profissionais
da enfermagem e interação de equipe multiprofissional.

Resultados :     Com as ações implementadas há um ano e a instituição de protocolo, possibilitou o controle e
diminuição de ocorrências, maior comprometimento dos profissionais, elevação do espírito de equipe, otimização da
assistência multiprofissional e melhor qualidade de vida dos pacientes.

Conclusão:     Concluímos que o protocolo de prevenção da úlcera por pressão,é uma importante ferramenta
norteadora das ações e indispensável na avaliação dos resultados e na qualidade da assistência prestada.


Bibliografia
               Feridas – tratamento e cicatrização

               Prem P. Gogia – Ed. Revinter 2003

               Feridas – fundamentos e atualizações em enfermagem

                   Silva R. C. Lyra, Figueiredo N. M. Almeida, Meireles I. Barbosa -
          Ed. Yendis 2007


Autores
               Oliveira F. A., Nogueira B. S. D., Rocha F. E., Fernandes A. F. M.
TRABALHO 80


  REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE, SOB A PERSPECTIVA DOS
                            GESTORES MUNICIPAIS DE SAÚDE


                                                       Nativo RO, Miranda PSC, Silva MR, Torres LR, Goulart LM.
                                                      Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
                                                                                Contato: renasnativo@yahoo.com.br


Considerando que os governos municipais entendam a importância da busca da qualidade da assistência à saúde,
esse estudo teve como objetivo, identificar as representações sociais dos gestores municipais de saúde da
microrregião de Formiga-MG sobre a qualidade da assistência à saúde em nível local. A base conceitual do estudo é
a Teoria das Representações Sociais.
O estudo foi realizado no ano de 2008, sendo a pesquisa utilizada exploratória com abordagem qualitativa e como
instrumento de coleta de dados um roteiro de entrevista semi-estruturada com perguntas objetivas e subjetivas. A
amostra foi composta de 05 (cinco) Gestores Municipais de Saúde da microrregião de Formiga-MG. Para a análise
dos dados, optou-se pela análise de contéudo proposta por Bardin, onde foi delimitado a análise temática.
Os resultados apresentaram uma população jovem assumindo o poder, uma visão do que seja qualidade da
assistência e ao mesmo tempo de gestão dos serviços de saúde muito distanciada do que é preconizado para uma
pessoa que ocupe esse cargo. As políticas públicas de saúde precisam ser do domínio dos gestores que
administram uma secretaria municipal de saúde, o que nos leva a repensar forma de contratação, formação e
reorganização das competências essenciais para o gerenciamento dos serviços municipais de saúde.
Palavras-chave: Qualidade da assistência à saúde. Gestão dos serviços em saúde. Representações Sociais.


REFERÊNCIAS

ANDRÉ, A.M. Competências para a gestão de unidades básicas de saúde: percepção do gestor. [dissertação].
São Paulo (SP): Escola de Enfermagem/USP, 2006.

BARDIN, I. Análise de Conteúdo. Lisboa: Editorial Presença, 1997.

RESTREPO, H. E. Agenda para la acción en Promoción de la Salud. In: H. E. RESTREPO & H. MÁLAGA (Orgs.).
Promoción de la salud: cómo contruir vida saludable. Bogotá: Editoria Médica Panamericana, p. 34-55, 2001.

VANDERLEI, M.I.G. O gerenciamento na estratégia da saúde da Família: o processo de trabalho dos gestores
e dos gerentes municipais de saúde em municípios do estado do Maranhão. [tese]. Ribeirão Preto (SP): Escola
de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP, 2005.
TRABALHO 81


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       IMPLANTAÇÃO DE PROTOCOLO DE PREVENÇÃO DE ÚLCERA POR PRESSÃO EM UNIDADE DE
                                      INTERNAÇÃO


Introdução : As úlceras de pressão são definidas como áreas localizadas de necrose tecidual que tendem a se
desenvolver quando tecidos moles são comprimidos entre uma proeminência óssea e uma superfície externa por um
período prolongado.
A prevalência das úlceras de pressão varia de 3% (três por cento) a 14% (catorze por cento) em ambientes de
cuidados de urgência, 15% (quinze por cento) a 25% (vinte e cinco por cento) em ambientes de cuidados ao longo
prazo e 7% (sete por cento) a 12% (doze por cento) em cuidados domiciliares.
A úlcera por pressão causa dor, sofrimento e incapacidade com sérias conseqüências sociais e econômicas e pode
resultar em morte devido septicemia.

Justificativa : Necessidade de criar um instrumento que possibilita ao enfermeiro mensurar o índice de pacientes
com risco de desenvolver úlcera por pressão, as causas e implementar medidas preventivas eficazes.

Objetivo: Identificar pacientes com riscos de desenvolver úlceras, otimizar as medidas preventivas padronizadas,
melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações,dentro de uma abordagem multidisciplinar.

Metodologia: Com a implantação do protocolo foram instituídas as ferramentas, como escala de avaliação de risco
para úlcera por pressão (Escala de Braden), escala de mudanças de decúbito com horários e escala de medidas
alternativas e intervencionistas de acordo com o grau de risco apresentado, treinamento dos profissionais da
enfermagem e interação de equipe multiprofissional.

Resultados: Com as ações implementadas há um ano e a instituição de protocolo, possibilitou o controle e
diminuição de ocorrências, maior comprometimento dos profissionais, elevação do espírito de equipe, otimização da
assistência multiprofissional e melhor qualidade de vida dos pacientes.

Conclusão: Concluímos que o protocolo de prevenção da úlcera por pressão,é uma importante ferramenta
norteadora das ações e indispensável na avaliação dos resultados e na qualidade da assistência prestada.

Bibliografia
                  Feridas – tratamento e cicatrização

                  Prem P. Gogia – Ed. Revinter 2003

                  Feridas – fundamentos e atualizações em enfermagem

                     Silva R. C. Lyra, Figueiredo N. M. Almeida, Meireles I. Barbosa -
           Ed. Yendis 2007

Autores
                  Oliveira F. A., Nogueira B. S. D., Rocha F. E., Fernandes A. F. M.
TRABALHO 82


       DESOSPITALIZAÇÃO: COMO COOPERAR FRENTE À PACIENTES DE LONGA PERMANÊNCIA?

                                                                                                        Santo, D.E *
                                                                                                         Gomes, L.*
                                                                                                     Motta, M.B.G**
                                                                                                     Laselva, C.R***
                                                                                                       Laube, G.****

                                                                                    Hospital Israelita Albert Einstein


                  Introdução: Atualmente a desospitalização é uma tendência no segmento da saúde no país,
principalmente em instituições hospitalares privadas, devido ao alto custo da internação para operadoras de saúde e
pela perda de oportunidade pelas instituições de saúde com altas taxa de ocupação de pacientes clínicos.
Justificativa: Refletir e intervir com ações que favoreçam o giro de leito e diminuição do tempo de permanência,
colabora a favor dessa tendência. Objetivo: Relatar experiência de gerenciamento dos pacientes com internação
prolongada. Método: Relato de experiência, em hospital privado de São Paulo, no período de junho a dezembro de
2010. A metodologia de intervenção ocorreu em fases: a) criação de unidade para pacientes de longa permanência
(internação superior trinta dias); b) composição e preparação da equipe multiprofissional, focada no planejamento de
alta hospitalar; c) estabelecimento e execução de ações educativas à pacientes, familiares e cuidadores, centrada
na desospitalização; d) implementação de reuniões multidisciplinares semanais, visando uniformizar o cuidado
assistencial. Resultados: Após a abertura da unidade diferenciada, nos seis primeiros meses, do total de 16
pacientes de longa permanência obtivemos um resultado de 6 % de sucesso de desospitalização. Conclusão: O
processo de desospitalização dos pacientes de longa permanência, não é tarefa fácil, por afetar diretamente o
cotidiano do paciente e família, bem como, o contexto de vida social e econômica. Interfaces são necessárias, nesse
estudo, a anuência médica com a desospitalização, a gerencia comercial e o setor de Home Care foram parceiras
fundamentais para a efetividade deste processo. Mesmo diante dificuldades, acreditamos que a saída do paciente
do contexto hospitalar é benéfica na promoção da saúde, por proporcionar qualidade de vida, menor índice de
infecções e retorno ao convívio familiar.
Bibliografia: CARNEIRO, N.G. ; ROCHA, L.C. O Processo de Desospitalização de Pacientes Asilares de uma
Instituição Psiquiátrica da Cidade de Curitiba Psicologia Ciência e Profissão, 2004, 24 (3), 66-75
Marin MJS, Angerami ELS. Caracterização de um grupo de idosas hospitalizadas e seus cuidadores visando o
cuidado pós alta hospitalar. Rev Esc Enferm USP 2002; 36(1):33-41.
MATOS, E.; PIRES, D.E.P. Práticas de Cuidado na Perspectiva Interdisciplinar: Um Caminho Promissor Texto
Contexto Enfermagem, Florianópolis, 2009 Abr-Jun; 18(2): 338-46.
PEREIRA, M.J.S.B.; FILGUEIRAS, M.S.T. A Dependência no Processo de Envelhecimento uma Revisão sobre
Cuidadores Informais de Idosos Rev. APS, v. 12, n. 1, p. 72-82, jan./mar. 2009
VERAS, Renato. Em busca de uma assistência adequada à saúde do idoso: revisão da literatura e aplicação de um
instrumento de detecção precoce e de previsibilidade de agravos. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 19, n.
3, June 2003


*Enfermeiro Sênior Unidade Pacientes de Longa Permanência Clínica Médico Cirúrgica Hospital Albert Einstein
** Coordenador de Enfermagem Unidade Pacientes de Longa Permanência Clínica Médico Cirúrgica Hospital Albert
Einstein
***Gerente de Clínica Médico Cirúrgica Hospital Albert Einstein
**** Enfermeira Gerenciadora Pacientes Crônicos- Longa Permanência/Home care HIAE
Email contato: motta@eisntein.br
TRABALHO 83


  UM ESTUDO DOS PROCESSOS DE DESINFECÇÃO E ESTERELIZAÇÃO DOS ARTIGOS UTILIZADOS NAS
                             ESFs DE ARCOS, MINAS GERAIS.

                                                      Miranda JR, Nativo RO, Ribeiro GA, Ferreira MF, Silva NCP.
                                                      Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
                                                                                    Contato: joiceluz1@hotmail.com

Os artigos críticos oferecem alto risco de infecção, caracterizados pela contaminação com microorganismos e/ou
esporos bacterianos. A equipe de Enfermagem deve ser capacitada e estar atenta para esse processo a fim de
minimizar os danos que podem ser causados pelos mesmos.
Esta pesquisa visa contribuir e melhorar os processos de trabalho dos profissionais de saúde e minimizar os riscos
de contaminação através do contato com os artigos infectados.
                 Foi realizada uma revisão bibliográfica para compreender os processos de limpeza e
descontaminação dos artigos e a partir deste estudo, partiu-se para estudo observacional nas ESFs de Arcos, Minas
Gerais.
                 Constatou que o método de limpeza utilizado pelas unidades não é feito como preconizado. Os
materiais são imersos em hipoclorito com detergente comum ao invés da utilização prévia do detergente enzimático
que deveria ser utilizado, mas que, não é fornecido pelo município.
                 Verificou-se que os artigos não só podem continuar contaminados, como os profissionais da equipe
de enfermagem que realizam os procedimentos de limpeza está exposta a mesma. Além disso, notou-se que a
imersão dos artigos no hipoclorito por tempo estendido, acabam danificando o material, aparecendo, por exemplo,
ferrugem e enrijecendo as partes de articulação.
Pensando em melhorias na rotina de trabalho da equipe de enfermagem este estudo continua sendo realizado a fim
de levantar dados que contribuam com o problema apontado. A relação custo/benefício de se utilizar o detergente
enzimático está sendo estudado, já que os danos freqüentes aos materiais acabam exigindo a compra freqüente de
mais artigos. Busca-se também encontrar métodos alternativos para apresentar as equipes de enfermagem das
ESFs, a fim de capacitá-las quanto ao método correto a ser adotado nas unidades e alertá-las quanto aos ricos de
manuseio.
Após a conclusão tem-se o intuito de divulgar os dados supracitados e apresenta-los à Secretaria Municipal de
Saúde de Arcos, a fim de que a mesma esteja ciente dos problemas relacionados e dos benefícios de se realizar as
práticas corretas com os materiais necessários.
Nas ESFs, o enfermeiro além de gerenciar a unidade, deve estar atento aos processos de trabalho, contudo, pela
falta de recursos matérias e/ou pela própria rotina, pequenas falhas no procedimento técnico diário passam
despercebidas. Para reverter ou no mínimo amenizar os números apontados pela ANVISA, deve-se refletir esta e
outras questões.
Conclui-se que, essa percepção deve partir do enfermeiro, uma vez que ele é capacitado e conhecedor desses
processos, sendo ele responsável por sua própria saúde e pela saúde de sua equipe, portanto, os processos de
reciclagem e capacitação devem ser adaptados a rotina de unidade.
Palavras- chave: contaminação, riscos, processos de limpeza.


REFERÊNCIAS

NR 32 Norma Regulamentadora – Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde.
RDC nº 50 de 21/02/02 – ANVISA Dispõe sobre regulamento técnico, planejamento, programação, elaboração e
avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde.
TRABALHO 84


A DINÂMICA DO TRABALHO EM UM PRONTO-SOCORRO: PROPOSTA DE DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÃO

Silva Jr MC, Tenani MNF, Sardinha DSS
Hospital Dr Anisio Figueiredo / Universidade Estadual de Londrina
Email: mari.tenani@sercomtel.com.br


Introdução: a estrutura dinâmica de um hospital compreende o modo de funcionamento e organização do trabalho e
as relações estabelecidas entre seus atores(1). Os serviços prestado em pronto socorro possuem como
características inerentes o número excessivo de pacientes, a instabilidade, pacientes críticos ao lado de pacientes
estáveis, a escassez de recursos, a sobrecarga da equipe de enfermagem, o predomínio de jovens profissionais, a
fadiga, o relacionamento interpessoal, a descontinuidade do cuidado, supervisão inadequada, a dificuldade de
determinação de rotinas e a falta de valorização dos profissionais envolvidos(2). Justificativa: a ampliação na
estrutura física e transformações na capacidade de atendimento e quantidade de trabalhadores de um hospital
público de média complexidade se deu de maneira repentina. Isso teve impacto direto na estrutura dinâmica. Com
uma boa estrutura física para seu funcionamento, podemos dizer que, no que concerne à dinâmica e organização do
trabalho, o hospital ainda se encontra em fase de transição e adaptação, assim problemas na organização do
trabalho transparecem. Considerando que o pronto-socorro configura-se como um setor dinâmico e crítico em
relação à organização do trabalho, buscou-se dar suporte para este processo de mudança na organização,
propondo um recorte situacional. Este se justificou pela urgência em solucionar problemas do setor, demanda
apresentada pela Coordenação de Enfermagem e coordenada pelo Serviço de Psicologia Organizacional e do
Trabalho. Objetivo: traçar um diagnóstico organizacional do setor como instrumento gerencial da enfermagem. .
Métodos: o estudo foi realizado no segundo semestre de 2010 em um hospital público de média complexidade
situado na região norte do Estado do Paraná. A proposta de diagnostico organizacional foi traçada diante dos
seguintes aspectos: visão do trabalhador sobre o seu próprio trabalho; relação do trabalhador com os demais
membros de seu grupo de trabalho; relação do trabalhador com os demais membros/setores/serviços da
organização; relação do trabalhador com suas chefias; propostas de melhorias para os problemas identificados.
Para tanto, foram realizadas entrevistas individuais semi-estruturadas com os enfermeiros do pronto-socorro do
período diurno. O psicólogo organizacional realizou análise das informações obtidas, com foco na visão dos
enfermeiros. Resultados: foram identificadas as falas em comum e agrupadas em categorias. Os principais
problemas identificados pelos enfermeiros do setor foram: problemas de relacionamento com a equipe médica (falta
de clareza acerca das responsabilidades, escalas e horários dos médicos), dificuldades em relação à classificação
de risco, dificuldades de diálogo com os supervisores e chefia, necessidade de capacitações para o aprimoramento
profissional e dificuldades em relação ao estabelecimento de uma rotina e um fluxo do setor. Essa análise foi
transmitida aos enfermeiros em reunião coletiva, para discussão dos problemas vivenciados e possíveis soluções,
bem como apresentada à direção do hospital, coordenação de enfermagem, assessoria administrativa e seção de
educação e pesquisa em enfermagem para a resolução dos problemas encontrados. Conclusão: estratégias
gerenciais de enfermagem, por meio de trabalhos multidisciplinar, forneceram aos serviços envolvidos subsídios
para fundamentar ações necessárias ao hospital, muitas vezes não-manifestas ou que não foram alvos de
intervenção por parte da organização.


Bibliografia:
        1Angerami-Camon VA. Elementos Institucionais básicos para a implantação do serviço de psicologia. In: A
        psicologia no hospital. São Paulo: Traço, 1988.
        2Galloti RMD. Eventos adversos e óbitos hospitalares em serviço de emergência clínicas de um hospital
        universitário terciário: um olhar para a qualidade da atenção. [dissertação de Mestrado]. São Paulo:
        Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo; 2003. 148 f.
TRABALHO 85


   Análise dos custos das internações de diabéticos submetidos à amputação de membros inferiores em
                                             hospital público

                      Garcia SD, Rossaneis MA, Haddad MCL, Vanucchi MTO, Gabriel CS.
                                     Universidade Estadual de Londrina
                                        sidomingues@yahoo.com.br

RESUMO
Introdução: O Diabetes Mellitus (DM) é um problema de importância crescente em saúde pública. Sua incidência e
prevalência estão aumentando, alcançando proporções epidêmicas(1). O diabético apresenta maior propensão a
desenvolver úlceras nas extremidades, especialmente nos pés. A presença de neuropatia diabética predispõe a
lesões que terão cicatrização mais lenta em decorrência tanto das alterações na vascularização periférica quanto
das alterações metabólicas, ambas decorrentes do DM(2).A demora no inicio do tratamento adequado de pé
diabético aumenta a ocorrência de complicações e a necessidade de amputações(3). Justificativa: Mediante aos
danos a saúde e a qualidade de vida dos indivíduos submetidos à amputação decorrente do DM e ao impacto
socioeconômico aos pacientes e a sociedade, considerou-se relevante avaliar a relação entre amputações de
membros inferiores e outras variáveis clínicas de interesse no contexto da atenção ao diabético, como dados
socioeconômicos, tempo de diagnóstico da doença e comorbidades associadas e buscou-se relacionar os custos
referentes às hospitalizações destes pacientes a fim de compará-los com o desembolso do Sistema Único de Saúde
(SUS) para analisar as condições de assistência aos portadores de diabetes no SUS. Objetivo: Este estudo tem
como objetivo analisar os custos referentes às internações de diabéticos submetidos à amputação de membros
inferiores em um hospital universitário público, comparando-os com o faturamento repassado pelo Sistema Único de
Saúde (SUS) a esta instituição. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva de análise documental que
verificou o custo apurado no ano de 2008, decorrente da internação de 21 pacientes diabéticos submetidos à
amputação de membros inferiores. Para obtenção dos dados socioeconômicos e dados clínicos, foram analisados
os prontuários destes pacientes utilizando-se de um formulário tipo checklist. Resultados: Dentre os pacientes
estudados, 57,14% eram do sexo feminino e 42,86% do masculino, com idades entre 40 a 90 anos. O tempo de
diagnóstico variou entre 5 e 25 anos. A média de internações foi de 14 dias por paciente. O custo para o hospital foi
de R$ 99.455,74; com custo médio por paciente de R$ 4.735,98. O valor total repassado ao hospital pelo SUS foi de
R$ 27.740,15, valor 3,6 vezes menor que os custos do hospital. O SUS realiza o repasse de acordo com os valores
pré-determinados por sua tabela de procedimento. Conclusão: Os custos crescentes no setor de saúde resultaram
na necessidade dos hospitais públicos desenvolverem ferramentas gerenciais e administrativas, a fim de se obter
um equilíbrio econômico para a manutenção dos serviços de saúde. Os fatores como o envelhecimento da
população e o crescimento na incidência das doenças crônico-degenerativas, como a DM, exigem maiores
investimento em políticas de saúde que objetivem o alcance de uma melhor qualidade de vida aos portadores
desses agravos, buscando evitar ou prolongar o aparecimento das complicações decorrentes destas patologias. A
prevenção é a única alternativa para diminuir o percentual de amputação e aumentar a sobrevida dos portadores de
diabetes. Faz-se necessário um diagnóstico precoce, além de melhor controle do diabetes mellitus com políticas
governamentais e institucionais apropriadas.



        .Sociedade Brasileira de Diabetes. Consenso brasileiro sobre diabetes 2002: diagnóstico e classificação do
        diabetes mellito e tratamento do diabete mellito tipo 2. Rio de Janeiro: Brasil. Diagrafic; 2003.


        .Sader HS, Durazzo A. Terapia antimicrobiana nas infecções do pé diabético. J Vasc Br. 2003; 2(1): 61-6.
Brasileiro JL, Oliveira WTP, Monteiro LB, Chen J, Pinho EL, Molkenthin S, Santos MA. Pé diabético - aspectos
clínicos. J Vasc Br. 2005; 4(1): 11-21.
TRABALHO 86


 A AVALIAÇÃO DA DOR PEDIÁTRICA PELA EQUIPE DE ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
                                          PÚBLICO
                                  Cacciari P, Tacla MTGM
                               Hospital Universitário de Londrina
                                Pamella_cacciari@hotmail.com

Introdução: A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável associada à lesão tissular real ou
potencial (1). Também é um componente crítico e no seu aparecimento estão relacionados uma série de fatores além
da patologia de base. Podemos citar aqui os fatores sensoriais, afetivos, comportamentais, cognitivos, sócio-
culturais e fisiológicos, entre outros (2). A dor é sempre subjetiva e aprendemos a identificar esta sensação através
de nossas experiências anteriores (3). Crenças errôneas a respeito do assunto são constantes. Entre as mais
comuns encontramos: a criança sente menos dor que o adulto, a criança se acostuma ou tolera a dor mais
facilmente que o adulto, o uso de opióides pode ser viciante, é muito difícil e toma muito tempo avaliar a dor na
criança (4).
Justificativa: A dor foi implantada como 5° sinal vital em 2007 no hospital de estudo. A equipe de enfermagem
participou de cursos de capacitação para a avaliação da dor. Mesmo após capacidade a equipe apresentou
resistência na avaliação, frente a isso percebeu-se a necessidade de verificar a opinião da equipe de enfermagem
sobre a avaliação da dor.
Objetivo: Analisar a opinião da equipe sobre a avaliação da dor em uma unidade pediátrica de um Hospital
Universitário Público.
Método: Trata- se de um estudo descritivo-exploratório, com abordagem metodológica qualitativa, desenvolvido na
unidade pediátrica de um Hospital Universitário Publico do Norte do Paraná. Os sujeitos da pesquisa foram oito
auxiliares, dois técnicos e duas residentes de enfermagem da Unidade de Internação Pediátrica dos turnos da
manhã e da tarde. Foram excluídos os profissionais de férias ou licença.
Resultados: Os resultados foram agrupados nas seguintes categorias: a) Avaliação Sistemática da dor; Pelo choro
insistente, porque criança só manifesta a dor com o choro mesmo. Choro bem forte, irritante, típico de quem nada tá
bom. (A1.)... porque a gente sabe mais ou menos quando a criança tem dor. Porque é a criança que fica chorosa,
que nada está bom, que fica inquieto... tem dor. (T3). b) Intervenções Farmacológicas para o Alivio da Dor;... é dor,
pode medicar imediato. Só a dificuldade é se não tem a medicação pra dor, mas se tá prescrito, não tem nenhuma
contra indicação pode fazer (A3). Porque eles já estão internados, fora do seu ambiente natural... e se tem medidas
farmacológicas pra evitar a dor, então porque não fazê-la. ( R1). Influencia da Família para o controle da dor: E
quando a criança ta com dor às vezes uma mudança de decúbito já ajudaria, mas as mães querem que damos
remédios, não entendem. (A5). ...se a criança chora eles já vão olhar se tem mediação de analgesia se necessário e
já fazem, é complicado as mães entenderem isso também, temos que trabalhar isso com elas. (R1).
Conclusão: Torna-se necessário que a equipe envolva os cuidadores no processo do cuidado e a capacitação dos
profissionais da saúde para avaliar e tratar a dor contribuindo para uma assistência de qualidade.

Bibliografia:

1. INTERNATIONAL ASSOCIATION FOR STUDY OF PAIN. IASP pain terminology. Disponível em:
<http://www.iasp-pain.org/terms-p.html>. Acesso em 6 out. 2009.
2. WONG, D. L. Wong, Fundamentos de enfermagem pediátrica. 7. ed. Mosby Elsevier, Rio de Janeiro, RJ, 2006,
1303p.
3. ROSSATO, L. M.; ANGELO, M. Utilizando instrumentos para avaliação da percepção de dor em pré-escolares
face a procedimento doloroso. Rev.Esc.Enf.USP. v.33. p.236-19. set. 1999.
4- TACLA, M. T. G. M.; HAYASHIDA, M.; LIMA, R. A. G. Registros sobre dor pós-operatória em crianças: uma
análise retrospectiva de hospitais de Londrina, PR, Brasil. Rev. Bras. Enferm, v. 61, n. 3, p. 289-95, mai-jun 2008.
TRABALHO 87


     QUALIDADE DOS REGISTROS DOS CONTROLES DE ENFERMAGEM EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

                          Tada CN, Maziero VG, Vannuchi MTO, Haddad MCL, Vituri DW,

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
E-mail para contato: cristiane_tada@hotmail.com

INTRODUÇÃO: Os registros são fontes de documentação das ações e atividades exercidas pela equipe de
enfermagem tornando-se uma forma de garantir e comprovar a prestação do cuidado e a qualidade da assistência
prestada por toda a equipe. Legalmente, são considerados como documentos para embasar questões jurídicas,
educacionais e de pesquisa, além de servir como uma forma de comunicação entre a equipe, fornecendo subsídios
para as condutas médicas. JUSTIFICATIVA: Acredita-se que a avaliação da qualidade dos registros de
enfermagem pode ser utilizada para reforçar o desejo dos profissionais de saúde em melhorar a forma como se
registra o cuidado que está sendo prestado ao indivíduo. OBJETIVO: Analisar a qualidade dos registros dos
controles de enfermagem realizados em uma unidade de internação de adultos de um hospital universitário.
MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo e prospectivo de abordagem quantitativa, realizado em um hospital
universitário de alta complexidade. Os dados foram coletados a partir do banco de dados do serviço de Assessoria
de Controle de Qualidade da Assistência de Enfermagem. A análise da qualidade dos registros se baseou em
estudo realizado na mesma instituição que propõe cinco níveis de avaliação do preenchimento: 1- não se aplica, 2-
completo, 3- incompleto, 4- não preenchido e 5 - incorreto. Os registros foram considerados satisfatórios ao
atingirem níveis de preenchimento igual ou maior a 80%, não ultrapassando 15% para o item incompleto, 5% para o
não preenchido e 0% para incorreto. Quando atingem o nível de preenchimento descrito acima, as anotações são
consideradas satisfatórias. RESULTADOS: No cômputo geral os registros dos controles de enfermagem foram
considerados satisfatórios em outubro de 2008 (100% completo) e julho de 2010 (84,91% completo; 11,08%
incompleto e 4,01% não preenchido). No ano de 2009 os registros dos controles de enfermagem foram considerados
insatisfatórios. Nos relatórios dos três períodos estudados, verificaram-se itens completos que mantém os resultados
satisfatórios nos três anos descritos, são: registros de higiene oral, higiene corporal, sinais vitais, evacuações
controladas a cada período, ingestão de alimentos, e se os procedimentos invasivos estão datados; esses são
controles de rotinas supervisionados pelo enfermeiro responsável pelo paciente e prescrito pelo mesmo. Os itens
considerados incompletos em dois ou nos três anos descritos, são relacionados a situações que deverão ser
observados durante o plantão e registradas no momento em que acontece como a ocorrência de vômitos, a ingestão
de líquidos e o volume de drenos. É de extrema importância o cumprimento da prescrição de enfermagem na rotina
de toda a equipe, pois promove assistência de maior qualidade ao paciente institucionalizado. CONSIDERAÇÕES
FINAIS: Identificou-se a necessidade de rever a forma como os registros são realizados, com intuito de aperfeiçoar
o processo de trabalho desenvolvido pelo Enfermeiro e sua equipe, garantindo a realização de registros fidedignos
dos controles de enfermagem de cada paciente. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Carrijo AR, Oguisso T.
Tragetória das anotações de enfermagem: Um levantamento em periódicos nacionais (1997 a 2005). Rev. bras.
Enferm. 2006; 59 (spec): 454-58. Matsuda LM, Carvalho ARS, Évora YDM. Anotações/registros de enfermagem em
um hospital escola. Cienc Cuid Saúde. 2007; 6 suppl 2: 337-346. Haddad M do CL. Qualidade da assistência de
enfermagem: O processo de avaliação em um hospital universitário público [tese]. Ribeirão Preto: Universidade de
São Paulo – Escola de Enfermagem; 2004. Ochoa-Vigo K, Pace AE, Rossi LA, Hayashida M. Avaliação da qualidade
das anotações de enfermagem embasadas no processo de enfermagem. Rev. Esc. Enferm. USP. 2001; 35(4): 390-
8.
TRABALHO 88


   ANÁLISE DO CONSUMO DE PAPEL TOALHA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE UM HOSPITAL
                                   UNIVERSITÁRIO PÚBLICO
                     Garcia SD, Gil RB, Laus AM, Haddad MCL, Vannuchi MT
                               Universidade Estadual de Londrina
                                   sidomingues@yahoo.com.br

 Introdução: Apesar da importância epidemiológica da higienização das mãos na prevenção das infecções
hospitalares, a adesão a essa medida tem se constituído um grande desafio para as Comissões de Controle de
Infecção Hospitalar que, dentre outros aspectos, envolve os recursos humanos nos estabelecimentos de saúde, seu
preparo e sua conscientização(1). Estudos(1) apresentam diferentes motivos para a baixa adesão à higienização das
mãos: falta de motivação, ausência de pias próximas ao paciente e de recursos adequados, reações cutâneas nas
mãos, falta de tempo, falta de consciência sobre a importância das mãos na transmissão de microrganismos. Dessa
forma, estratégias diferenciadas que envolvem o receptor como construtor de seu próprio conhecimento profissional,
conscientiza-o para a mudança de comportamento(1). A lavagem das mãos é, sem dúvida, um tema que pode tornar-
se embaraçoso quando abordado diretamente, pois é difícil a um profissional de saúde assumir que falha em um
aspecto tão elementar(2) .Os recursos materiais utilizados na lavagem das mãos, como sabão, papel para secagem,
outro tipo de anti-séptico podem influenciar de forma positiva ou negativa o ato, e com isso devem ser analisados
cuidadosamente por uma instituição de saúde. Os profissionais de saúde adquirem durante cursos e capacitações
conceitos básicos a respeito da lavagem correta das mãos, porém o conhecimento adquirido deve estar atrelado à
disponibilidade de materiais adequados para a lavagem, agindo como incentivador da ação. Justificativa: Trata-se
de um tema de extrema importância gerencial para a instituição e necessário discussão para viabilizar alternativas
que sensibilizem os usuários. Objetivo: Analisar o consumo e custo do papel toalha bobina associado ao tipo
interfolha em uma Unidade de Terapia Intensiva Adulto (UTI) e comparar com o papel toalha interfolha usado
anteriormente. Método: Estudo documental, retrospectivo com abordagem quantitativa, realizado na UTI de um
Hospital Universitário Público do Norte do Paraná que possui 17 leitos. Analisou-se o relatório informatizado de
consumo e do custo dos dois tipos de papel toalha: em bobina e interfolha utilizados neste setor, no período de
fevereiro de 2010 a fevereiro de 2011, e comparou-se ao único tipo de papel toalha existente até 2009, o interfolha.
Uma bobina corresponde a um fardo, em termos de rendimento. Resultados: No período estudado foram
consumidas 719 bobinas de papel toalha e 885 fardos do papel toalha interfolha. No relatório de 2009, o consumo do
papel toalha interfolha, foi de 3.182 fardos. Desta forma, a associação dos dois tipos de papel (2010-2011)
demonstrou redução de consumo de 50,4% do papel interfolha quando comparado a 2009. Em termos financeiros a
avaliação foi inversa, pois em 2010 ocorreu um aumento de 181% no preço do papel toalha interfolha. Conclusão:
O impacto direto observado foi a diminuição da frequência de reposição do papel toalha bobina por parte da equipe
de higiene hospitalar; a manutenção da limpeza ao redor das pias e piso, promovendo ambiente limpo e agradável, e
a satisfação do usuário, visto a ausência de notificação de queixa técnica do produto para a Seção de Parecer
Técnico. Espera-se que isto possa estimular ainda mais a lavagem das mãos.

Referências:

1- Neves ZCP, Tipple AFV, Souza ACS, Pereira MS, Melo DS, Ferreira LR Higienização das mãos: o impacto de
estratégias de incentivo a adesão entre profissionais de saúde de uma unidade de terapia intensiva neonatal.Rev
Latino-am Enfermagem 2006 julho-agosto; 14(4)www.eerp.usp.br/rlae

 2- Mendonça AP, Fernandes MSC,Rosa JM, Silveira WCR, Souza ACS Lavagem das mãos:adesão dos
profissionais de saúde em uma unidade de terapia intensiva neonatal Acta Scientiarum. Health Sciences Maringá, v.
25, no. 2, p. 147-153, 2003
TRABALHO 89


             SUPERVISÃO EM ENFERMAGEM: UMA ABORDAGEM DA TRADICIONAL À SOCIAL

Correia VS, Servo, MLS.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA
valesca.correia@gmail.com

A prática da supervisão em enfermagem vem sofrendo alterações em virtude das transformações ocorridas nos
cenários onde se concretizam as ações de saúde em virtude das mudanças nos contextos sociais, econômicos e
político, assim como da institucionalização das políticas públicas de saúde vigentes. Neste sentido, a abordagem da
supervisão atribuída pela enfermeira nas instituições de saúde influenciará na qualidade da assistência do paciente,
pois a supervisão poderá ser utilizada como um instrumento de gestão da qualidade da atenção ou como um
instrumento coercitivo para fiscalizar, punir ou criticar de forma negativa os trabalhadores de saúde. O presente
estudo tem como objetivo compreender a representação social da supervisão em enfermagem na estratégia de
saúde da família. Trata-se de um estudo de caso descritivo, de abordagem qualitativa, fundamentado na Teoria da
Representação Social de Serge Moscovici e no referencial teórico da supervisão social. Os sujeitos deste estudo
foram cinco enfermeiras em pleno exercício profissional nas unidades de saúde da família do município de
Conceição do Jacuípe - BA. A técnica utilizada na coleta de dados foi a entrevista semi-estruturada e o grupo focal.
O método utilizado para a análise dos dados foi a análise de conteúdo de Bardin. Os resultados encontrados
revelaram que a representação da supervisão sob a ótica das enfermeiras é ambígua e contraditória na medida em
que está ancorada nas concepções da supervisão tradicional, pois esta prática é influenciada pelo modelo
biomédico, pela desvalorização do conhecimento científico relativo ao processo saúde-doença na rede de atenção
básica e pela submissão da enfermeira aos demais setores da estrutura organizacional ao mesmo tempo em que
sinaliza a possibilidade do desenvolvimento da supervisão social na equipe de saúde da família quando se
compreende a importância do trabalho em equipe, do planejamento estratégico em saúde, do uso das tecnologias
leves, leve-duras e duras, da criação do vínculo com o usuário através das visitas domiciliares, da valorização do
trabalho do agente comunitário de saúde, dentre outros fatores existentes no processo de trabalho em saúde na
estratégia saúde da família. Conclui-se que as representações das enfermeiras inseridas nas equipes de saúde da
família têm relação com a gênese da profissionalização da enfermagem fazendo-se necessário um
redimensionamento de visão rumo à criação de espaços de escuta dos desejos da comunidade, da participação da
mesma na organização dos serviços de saúde, da efetivação de relações horizontais de poder entre os setores que
compõem a rede de atenção a saúde, da busca pela resolutividade das necessidades de saúde dos usuários e
valorização da capacidade criativa dos trabalhadores de saúde condizentes com a abordagem da supervisão social.
Palavras-chave: supervisão; representação social; saúde da família.


BIBLIOGRAFIA:
GUARESCHI P.; JOVCHELOVITCH S. (Orgs.) Textos em Representações Sociais. 2. ed. Petrópolis, Rio de
Janeiro: 1995.
SERVO, M. L. S. Supervisão em enfermagem o (re) velado de uma práxis. Feira de Santana – BA. Universidade
Estadual de Feira de Santana. 2001b. 246p.
SILVA, E. M. A supervisão do trabalho de enfermagem em saúde pública no nível local. 1997. 308p. Tese
(Doutorado em Enfermagem). USP. São Paulo-SP.
TRABALHO 90


                          METAS INTERNACIONAIS DE SEGURANÇA DO PACIENTE:
                                         SENSIBILIZAR PARA MUDAR
                            Garcia, SD, Tada, CN, Vituri DW, Haddad MCL, Silva, LG
                                       Universidade Estadual de Londrina
                                          sidomingues@yahoo.com.br

Introdução: Com o movimento global sobre segurança na área da saúde, pesquisadores tem chamado a atenção
sobre como fazer essa abordagem para a equipe de saúde como estratégia de melhorar a segurança dos ambientes
e pacientes(1). A Organização Mundial da Saúde, Organização Pan Americana de Saúde e Rede Brasileira de
Enfermagem e Segurança do Paciente(2) têm divulgado amplamente as seis metas internacionais de segurança que
são: identificar os pacientes corretamente; melhorar a eficácia da comunicação; melhorar a segurança para
medicamentos de alto risco; eliminar cirurgias/procedimentos errados no paciente errado e na parte errada; reduzir o
risco de infecções hospitalares e reduzir o risco de lesões resultante de quedas. Justificativa: Trata-se de um
assunto de extrema relevância para a enfermagem na busca de aprimorar a qualidade da assistência prestada.
Objetivo: Descrever a implantação das Seis Metas Internacionais de Segurança do paciente no processo de
trabalho da equipe de enfermagem. Método: Trata-se de um estudo descritivo realizado em um hospital
universitário público localizado no norte do Paraná, que é referência para o Sistema Único de Saúde. A coleta de
dados foi realizada na segunda quinzena de fevereiro e primeira quinzena de março, mantendo-se até os dias atuais
devido o trabalho ser contínuo na instituição. Resultados: O trabalho se divide em três fases: Primeira fase:
Sensibilização para as metas com todas as equipes de enfermagem por meio de reuniões setoriais em cada turno
de trabalho, abrindo discussões com o tema, distribuição de folderes educativos e divulgação do projeto pelo
sistema informatizado; Segunda fase: Aprofundamento do tema com discussões entre as equipes de enfermagem
dos diversos setores de assistência sobre as estratégias para viabilização de cada meta, bem como, das
necessidades de reestruturação dos processos de trabalho; Terceira fase: implementação das propostas de cada
meta aliado a atividades de educação permanente e continuada, em parceria com os enfermeiros supervisores dos
setores. A partir da viabilização da primeira fase do projeto, percebeu-se que o assunto despertou grande interesse
em toda a equipe de enfermagem, que reafirmou a preponderância do cuidado seguro durante o seu trabalho.
Consideraram essencial a discussão em equipe para que o crescimento seja proporcionado a todos. As
peculiaridades de cada unidade foram importantes para estruturar a fase de implantação, pois a dinâmica do
trabalho é diferenciada, e a metodologia de ensino utilizada necessita ser direcionada a cada setor para alcançar
maior êxito. Conclusão: Considera-se que é necessário trabalhar com as metas internacionais de segurança de
forma inovadora e criativa, para alcançar a participação de toda a equipe. O comprometimento dos enfermeiros
supervisores com o tema é essencial para que o mesmo consiga ser introduzido ao processo de trabalho de forma
efetiva. A valorização do assunto com o envolvimento da Diretoria de Enfermagem foi fundamental pois, a
formalização do projeto como diretriz do Planejamento Estratégico para 2011 estimulou a participação dos setores
no seu desenvolvimento. Trata-se de uma iniciativa de caráter contínuo e permanente, que tem como escopo a
instituição de uma cultura de segurança com vista à transformação do processo de trabalho.

Bibliografia:

1-Compreendendo a segurança do paciente/Robert M. Watcher; tradução: Laura Souza Berquó-Porto Alegre:
Artmed, 2010
 2-REBRAENSP-          Rede      Brasileira    de      Enfermagem e    Segurança     do      Paciente
http://rebraensp.blogspot.com/2010/04/rebraensp-e-sindhosp.html
TRABALHO 91

     EDUCAÇAO CONTINUADA: ESTRATÉGIA PARA A CAPACITAÇAO DE RECEM ADMITIDOS EM UM
                       HOSPITAL PUBLICO DE MÉDIA COMPLEXIDADE

Tenani, MNF, Borsato FG, Sardinha, DSS, Haddad, MCL, Vannuchi, MTO
Hospital Dr Anisio Figueiredo / Universidade Estadual de Londrina
Email: mari.tenani@sercomtel.com.br

Introdução: a educação continuada constitui uma forma de assegurar a competência da equipe de enfermagem.
Sua atuação é definida como um processo permanente de educação dos profissionais de enfermagem,
complementando a formação básica, objetivando atualização e melhor capacitação de pessoas e grupos, frente às
mudanças técnico científicas. Prepara o profissional para as mudanças desejadas pela instituição e também para as
requeridas pela sociedade, desenvolvendo-o como pessoa e como profissional. Esta qualificação pode ser adquirida
pela sistematização do aprendizado nos serviço de enfermagem(1-3). Justificativa: para atender ao novo contexto de
um hospital público de média complexidade, que devido à ampliação de 50% dos seus leitos foi estabelecido uma
estratégia de capacitação dos 168 trabalhadores de enfermagem que foram contratados coletivamente. Objetivo:
descrever a estratégia de capacitação empregada em um processo de contratação em grande escala. Método: o
estudo foi realizado no segundo semestre de 2010 em um hospital público de média complexidade situado na região
norte do Estado do Parana. Resultados: o programa foi determinado de forma a diminuir o tempo de treinamento e
possibilitar a participação dos enfermeiros, como multiplicadores dos temas abordados e foi dividido em duas fases.
A primeira destinou-se a atualização das técnicas básicas, denominado de Como eu Faço, com a participação dos
enfermeiros que, depois de capacitados, repassavam o conhecimento, por meio de acompanhamento direto das
técnicas, utilizando-se de painéis para a teorização, disponibilizados, de acordo com os temas, nas unidades. Esta
metodologia objetivou promover atividades no ambiente de trabalho para que o profissional adquirisse sua
competência, visando o cumprimento de suas responsabilidades e uma maior qualidade de assistência prestada ao
paciente. As capacitações ocorreram semanalmente, todas no horário de serviço. No período de três meses foram
realizados dez temas de capacitação, divididos em oito encontros, distribuídos nos quatro turnos de trabalho.
Conclusão: Observou-se que a estratégia de abordar primeiramente os enfermeiros e inseri-los como
multiplicadores, atingiu um número significativo de trabalhadores. Assim, verificou-se que as estratégias utilizadas
no processo educativo são diversas, podendo ser realizadas pelo próprio profissional do setor, centralizar na
educação continuada ou realizar-se com a utilização de ambos os processos, pois o que se almeja é buscar um
desenvolvimento amplo das atividades exercidas pelos trabalhadores de enfermagem, de forma que atinjam não
somente a técnica, mas que possam prestar um cuidado mais humanizado e uma melhor qualidade da assistência
integral.


Bibliografia:

Davim RMB, Torres GV, Santos SR. Educação continuada em enfermagem: conhecimentos, atividades e barreiras
encontradas em uma maternidade escola. Rev Latino-am enfermagem. 1999 dez; 7 (5): 43-49.
Peres AM, Ciampone MHT. Gerência e competências gerais do enfermeiro. Texto contexto – enferm. 2006 jul./set.
15(3): 492-9.
Thofehrn MB, Muniz RM, Silva RR. Educaçao continuada em enfermagem no hospital-escola: um diagnóstico. Ver
Brás enferm. 2000 out./dez.; 53 (4): 524-32.
TRABALHO 92

A UTILIZAÇÃO DE TECNOLOGIAS EM SAÚDE: A ENFERMAGEM NO CUIDADO AO PACIENTE CRÍTICO NAS
                                TERAPIAS INTRAVENOSAS.

                                           Moreira AP, Escudeiro CL
   Universidade Federal Fluminense, Hospital Universitário Antônio Pedro e Laboratórios BBRAUN S/A. E - mail:
                                          moreira.ana78@gmail.com

A história da terapia intravenosa (TIV) deu início no século XV quando a primeira aplicação de TIV foi documentada
e os equipamentos destinados a esse fim se resumiam a bexigas e penas. No século XVII, Cristopher Wren
introduziu ópio na rede venosa de um cão através de uma pena de ave, ocasionando repercussão imediata. Desde
então, a tecnologia e a pesquisa possibilitaram o desenvolvimento de produtos e equipamentos específicos para a
administração parenteral de soluções e de fármacos1-2. Hoje, no século XXI, dispomos de uma série de novas
tecnologias e a TIV é considerada mundialmente como um importante recurso terapêutico, sendo indicado para a
maioria dos pacientes hospitalizados, representando por vezes uma condição básica no seu tratamento3, e por se
tratar de uma prática comum no cotidiano dos profissionais de Enfermagem, abordaremos apenas as TIVs centrais e
contínuas. No Brasil, dispomos de 2556 empresas de produtos para a saúde que podem contribuir para a qualidade
e segurança dos profissionais, pacientes e processos dentro das Unidades de Saúde4. Portanto, hoje temos a
tecnologia e inovação ao nosso favor disponibilizando no mercado uma gama de produtos que irá contribuir para um
cuidado de Enfermagem eficiente e seguro durante as TIVs. O estudo se justifica, pois permitirá ao profissional de
Enfermagem estabelecer prioridades durante sua prática, minimizar desperdícios com redução de custos, evitar a
ocorrência do (re)trabalho e principalmente fortalecer a qualidade assistencial como uma premissa e não como uma
conseqüência do trabalho. Para esse estudo foram traçados os seguintes objetivos: identificar as tecnologias em
saúde disponíveis para uso durante a TIV central contínua no Centro de Terapia Intensiva (CTI), verificar a utilização
dessas tecnologias pela equipe de enfermagem no cuidado às TIVs centrais contínuas instaladas nos pacientes
internados no CTI e discutir as facilidades e dificuldades no uso das tecnologias durante a TIV central contínua.
Trata-se de nota prévia de dissertação do Mestrado Profissional Enfermagem Assistencial da Escola de
Enfermagem Aurora de Afonso Costa/UFF. Estudo qualitativo, do tipo descritivo que será desenvolvido em um CTI
de um Hospital Universitário de grande porte situado no estado do Rio de Janeiro, tendo a equipe de enfermagem
que atua no cuidado ao paciente crítico em uso de TVI central contínua como sujeitos. Utilizar-se-á a entrevista
semi-estruturada e a observação participante como técnicas de coleta de dados. A observação ocorrerá a partir de
um roteiro observacional, em turnos distintos devido o regime de plantão 12 x 60 (diurno e noturno), através de
visitas realizadas ao setor, com o objetivo de registrar como a equipe de enfermagem faz uso das tecnologias
durante as TIVs centrais e contínuas. O tratamento dos dados obtidos será realizado a partir da análise de conteúdo
categorial-temática. O estudo foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa da UFF, sob o n° CAAE:
0250.0.000.258-10. Espera-se que os resultados obtidos contribuam para que a Enfermagem vislumbre um melhor
gerenciamento das tecnologias em saúde disponíveis durante o cuidado às TIVs.
Descritores: tecnologia de produtos; serviços de saúde; enfermagem

Referências:
1. Banton, J, Brady, C, O‟Kelley, S. D. Terapia Intravenosa. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
2. Martins, M. J, Pecinalli, N. R, Sixel, P. J. Cálculos de Gotejamento: validade das fórmulas e comparação de
equipos. R. Enferm UERJ. 2003. 11: 133-8.
3. Dopico Silva, L, Oliveira Tinoco, F. Recomendações para o uso de solução salina 0,9% em cateteres venosos
periféricos. Enfermeríe Global. 2007. 11, pág 1 - 9.
4. Barbano, D. Safety Symposium Qualidade do cuidado: segurança do paciente. Políticas de Segurança em Saúde.
Visão da ANVISA; 2010; Mai 21; São Paulo, São Paulo.
TRABALHO 93

                O EMPREENDEDORISMO NA ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

              Moreira AP, Escudeiro CL, Giorgio D, Silvino ZR.
Universidade Federal Fluminense, Hospital Universitário Antônio Pedro e Laboratórios BBRAUN S/A. E - mail:
moreira.ana78@gmail.com

A visibilidade da Enfermagem perpassa o aprofundando de seus conhecimentos científicos, tecnológicos e
humanísticos voltados para o cuidado do ser humano. Atualmente a enfermeira possui inúmeras possibilidades de
trilhar a vida profissional desempenhando diferentes atividades; dentre as quais destaca-se a atuação de forma
autônoma e empreendedora no campo da gestão da saúde2. Recentemente a atividade de Consultoria Técnica (CT)
nas empresas fornecedoras de produtos médico-hospitalares, que engloba o conhecimento específico de
enfermagem associando-o a utilização de novas tecnologias voltadas para a prática assistencial, vem se ampliando
consideravelmente. Neste estudo procura-se oferecer subsídios para que as enfermeiras compreendam melhor a
profissão e o potencial empreendedor no campo de gestão em serviços de saúde dentro do mercado inovador e
competitivo da área. O objetivo do estudo é descrever e discutir as conquistas e os desafios encontrados pela
enfermeira na busca da visibilidade de sua profissão e, sobretudo, do reconhecimento da Enfermagem como uma
profissão empreendedora. Trata-se de relato de experiência de duas enfermeiras formadas há mais de 10 anos que
atuam na área assistencial e empresas multinacionais de produtos médico-hospitalares. A enfermeira que atua
como CT de produtos em empresas multinacionais, possui uma flexibilidade de horários para o desempenho de
suas atividades; e a remuneração, principalmente em empresas multinacionais, proporcionam salários mais atrativos
além de outros benefícios que indiretamente aumentam a remuneração final. Como o profissional encontra-se
inserido em um cenário mercadológico altamente competitivo, é fundamental que este desenvolva habilidades
referentes à negociação comercial, o que está intimamente relacionada às questões técnicas e de qualidade do
produto a ser negociado. O relacionamento interpessoal com profissionais em diferentes áreas e instituições é um
ponto fundamental para a enfermeira CT, que por vezes não encontra boa receptividade de outros profissionais.
Ainda há resistência dos profissionais/usuários à inovação, às questões que possam lhes trazer inquietação dentro
da zona de conforto que se encontram, causando obstáculos no desenvolvimento das atividades da enfermeira CT.
Ao trabalharmos produtos inovadores para o mercado da saúde, o foco principal para o profissional que não o utiliza
em seu dia-a-dia será o custo, deixando de lado características como a otimização do tempo de trabalho de uma
equipe, queda nos índices de infecção, aumento dos indicadores de qualidade, (re) trabalho das equipes, entre
outros. Por isso, não basta que o produto seja bom apenas aos que trabalham diretamente com o usuário final
(paciente), mas deve também ser economicamente viável. A enfermeira CT possui dificuldade em ministrar
treinamentos devido à baixa adesão dos profissionais pelos mais variados motivos: déficit de recursos humanos na
escala de serviço, ocasionando sobrecarga de trabalho, desvalorização do assunto abordado, descrença de que se
possa agregar algum conhecimento relevante ou simplesmente por desinteresse pessoal. O campo de Consultoria
Técnica para as enfermeiras é promissor exigindo dedicação, conhecimento técnico-científico e divulgação de suas
atividades e contribuições para o campo de conhecimento da profissão; entretanto percebe-se o déficit de
publicações e divulgação acerca da visibilidade da enfermagem e de suas facetas empreendedoras.
Descritores: enfermagem; tecnologia de produtos; empreendedorismo

Bibliografia:
        1Gentil RC. O enfermeiro não faz marketing pessoal: a história explica por quê? Rev Bras Enferm, Brasília
        2009 nov-dez; 62(6): 916-8.

        2Erdmann AL, Fernandes JV, Melo C, Carvalho BR, Menezes Q, Freitas R, Emarinony E, Backes MT. A
        visibilidade da profissão de enfermeiro: reconhecendo conquistas e lacunas. Rev Bras Enferm, Brasília 2009
        jul-ago; 62(4): 637-43.
TRABALHO 94

               O EMPREENDEDORISMO NA ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
              Moreira AP, Escudeiro CL, Giorgio D, Silvino ZR.
Universidade Federal Fluminense, Hospital Universitário Antônio Pedro e Laboratórios BBRAUN S/A. E - mail:
moreira.ana78@gmail.com

A visibilidade da Enfermagem perpassa o aprofundado de seus conhecimentos científicos, tecnológicos e
humanísticos voltados para o cuidado do ser humano1. Atualmente a enfermeira possui inúmeras possibilidades de
trilhar a vida profissional desempenhando diferentes atividades; dentre as quais destaca-se a atuação de forma
autônoma e empreendedora no campo da gestão da saúde2. Recentemente a atividade de Consultoria Técnica (CT)
nas empresas fornecedoras de produtos médico-hospitalares, que engloba o conhecimento específico de
enfermagem associando-o a utilização de novas tecnologias voltadas para a prática assistencial, vem se ampliando
consideravelmente. Neste estudo procura-se oferecer subsídios para que as enfermeiras compreendam melhor a
profissão e o potencial empreendedor no campo de gestão em serviços de saúde dentro do mercado inovador e
competitivo da área. O objetivo do estudo é descrever e discutir as conquistas e os desafios encontrados pela
enfermeira na busca da visibilidade de sua profissão e, sobretudo, do reconhecimento da Enfermagem como uma
profissão empreendedora. Trata-se de relato de experiência de duas enfermeiras formadas há mais de 10 anos que
atuam na área assistencial e empresas multinacionais de produtos médico-hospitalares. A enfermeira que atua
como CT de produtos em empresas multinacionais, possui uma flexibilidade de horários para o desempenho de
suas atividades; e a remuneração, principalmente em empresas multinacionais, proporcionam salários mais atrativos
além de outros benefícios que indiretamente aumentam a remuneração final. Como o profissional encontra-se
inserido em um cenário mercadológico altamente competitivo, é fundamental que este desenvolva habilidades
referentes à negociação comercial, o que está intimamente relacionada às questões técnicas e de qualidade do
produto a ser negociado. O relacionamento interpessoal com profissionais em diferentes áreas e instituições é um
ponto fundamental para a enfermeira CT, que por vezes não encontra boa receptividade de outros profissionais.
Ainda há resistência dos profissionais/usuários à inovação, às questões que possam lhes trazer inquietação dentro
da zona de conforto que se encontram, causando obstáculos no desenvolvimento das atividades da enfermeira CT.
Ao trabalharmos produtos inovadores para o mercado da saúde, o foco principal para o profissional que não o utiliza
em seu dia-a-dia será o custo, deixando de lado características como a otimização do tempo de trabalho de uma
equipe, queda nos índices de infecção, aumento dos indicadores de qualidade, (re) trabalho das equipes, entre
outros. Por isso, não basta que o produto seja bom apenas aos que trabalham diretamente com o usuário final
(paciente), mas deve também ser economicamente viável. A enfermeira CT possui dificuldade em ministrar
treinamentos devido à baixa adesão dos profissionais pelos mais variados motivos: déficit de recursos humanos na
escala de serviço, ocasionando sobrecarga de trabalho, desvalorização do assunto abordado, descrença de que se
possa agregar algum conhecimento relevante ou simplesmente por desinteresse pessoal. O campo de Consultoria
Técnica para as enfermeiras é promissor exigindo dedicação, conhecimento técnico-científico e divulgação de suas
atividades e contribuições para o campo de conhecimento da profissão; entretanto percebe-se o déficit de
publicações e divulgação acerca da visibilidade da enfermagem e de suas facetas empreendedoras.


Bibliografia:
        1Gentil RC. O enfermeiro não faz marketing pessoal: a história explica por quê? Rev Bras Enferm, Brasília
        2009 nov-dez; 62(6): 916-8.

        2Erdmann AL, Fernandes JV, Melo C, Carvalho BR, Menezes Q, Freitas R, Emarinony E, Backes MT. A
        visibilidade da profissão de enfermeiro: reconhecendo conquistas e lacunas. Rev Bras Enferm, Brasília 2009
        jul-ago; 62(4): 637-43.
TRABALHO 95


    PERFIL DAS OCORRÊNCIAS DE QUEDAS ENVOLVENDO PACIENTES SEGUNDO NOTIFICAÇÕES DE
                 EVENTOS INDESEJÁVEIS EM HOSPITAL PÚBLICO UNIVERSITÁRIO.

Rodrigues CRC, Ferreira CS, Sousa KAS.

Hospital Risoleta Tolentino Neves

camila.rodrigues@hrtn.fundep.ufmg.br

cristiane.ferreira@hrtn.fundep.ufmg.br

kelen.sousa@hrtn.fundep.ufmg.br



Introdução : Os indicadores de qualidade e a monitorização de eventos indesejáveis relacionados à assistência de
enfermagem são ferramentas essenciais ao gerenciamento do cuidado e à prevenção de erros no ambiente
hospitalar. A ocorrência de quedas é um indicador da assistência e sua prevenção favorece a melhoria do cuidado
prestado contribuindo para a garantia de uma assistência de enfermagem livre de imprudência, imperícia ou
negligência. Justificativa :Os incidentes envolvendo quedas dos pacientes são motivos de preocupação para os
profissionais e gestores da saúde uma vez que podem acarretar em um maior tempo de internação, maior custo do
tratamento, causar prejuízos à saúde e gerar um descrédito em relação à qualidade dos serviços prestados.
Objetivo :Delinear o perfil das quedas sofridas pelos pacientes durante a internação em um hospital público
universitário. Metodologia :Trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo para o qual foram coletados dados a
partir de 113 notificações de eventos indesejáveis relacionadas a quedas recebidas pelo Núcleo de Gestão da
Qualidade, no período de março de 2010 à fevereiro de 2011. Os dados foram categorizados de acordo com a faixa
etária, gênero, turno de trabalho, tipo de queda, tempo de internação (dias) até a ocorrência da queda, unidade de
internação e desfecho da queda. Foi realizado o processamento dos dados e análise estatística pelo programa
SPSS 15.0 for windows. Resultados :Os dados obtidos mostraram que a maior freqüência de quedas foi verificada
na faixa etária com mais de 60 anos (46,15%), no gênero masculino (76,92%), no turno de trabalho noturno
(61,53%), no tempo de internação e a ocorrência da queda de até 5 dias (69,23%). Verificou-se que foram mais
prevalentes as quedas na unidade de pronto socorro (55,70%), como maior desfecho da queda pacientes não
afetados (70.19%) e sendo a queda da maca (48,07%) de maior incidência. Conclusão :O trabalho descreve as
características das ocorrências de quedas em um hospital universitário e evidencia a importância de se elaborar um
protocolo de gestão de riscos relacionados à prevenção de quedas como forma de favorecer a segurança do
paciente e contribuir para a qualidade da assistência hospitalar.
Palavras chaves: Acidentes por quedas; enfermagem; gerenciamento de risco.


Bibliografia

Rocha FLR, Marziale, MHP. Percepções dos enfermeiros quanto as quedas dos pacientes hospitalizados. Rev. Gaúcha de
Enfermagem, Porto Alegre, v 19, n.2. Jul.1998.
Paiva MCMS et al. Caracterização das quedas de pacientes segundo notificação em boletins de eventos adversos. Rev. Escola
de enfermagem da USP, São Paulo, v.44, n 1, 2010.
Diccini S, Pinho PG, Silva FO. Avaliação de risco e incidência de queda em pacientes neurocirúrgicos. Rev. Latino-americana de
enfermagem, v 16, n 4, 2008.
Marin, HF, Bourie P, Safran C. Desenvolvimento de um sistema de alerta para prevenção de quedas em pacientes
hospitalizados. Rev.latino-americana de enfermagem, Ribeirão Preto, v. 8, n. 3, 2000.
Joke Coussement, MSN et al. Interventions for preventing falls in acute-and chronic-care hospitals: a systematic review and
meta-analysis. Journal American Geriatrics Society, v 56, 2008.
TRABALHO 96


                                                      Resumo
IMPLANTAÇÃO DO PROTOCOLO DE PREVENÇÃO DE EXTUBAÇÃO: PROPOSTA DE INTERVENÇÕES PARA
A EQUIPE MULTIPROFISSIONAL E FAMÍLIA.

                                     Instituição: Hospital Santa Catarina/ SP

E-mail: simone-isidoro@ig.com.br
Autores: Sasaki MLVS, Prado SI.



INTRODUÇÃO: O interesse em realizar este trabalho vem de encontro com o refinamento das ações e resultados
institucionais, visando a correlação entre a extubação acidental e a aplicabilidade de cuidados relacionado ao Rn
em ventilação mecânica, sendo caracterizada como um evento adverso do cuidado. OBJETIVO: Realizar práticas
segura no cuidado de enfermagem na unidade de terapia intensiva neonatal prevenindo a incidência de extubação
acidental, após a implantação de um guia preventivo da extubação. MATERIAL E MÉTODO: Estudo observacional
retrospectivo, de intervenção prospectiva, realizado em uma Unidade de Terapia Neonatal de um hospital geral de
grande porte, privado, da cidade de São Paulo. . A população em estudo será composta pelos RNs internados na
Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do hospital, que utilizavam o dispositivo ventilatório. DESENVOLVIMENTO:
O instrumento utilizado será dividido em duas partes: a primeira relacionada à intubação e a segunda relacionada a
extubação acidental. As variáveis consideradas serão: idade gestacional, sexo, data de intubação e tipo de
dispositivo ventilatório. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O cuidado de enfermagem deve gerar segurança ao paciente e
sua família deve sentir confiança na equipe multiprofissional, que precisa ser efetiva para contribuir com a evolução
do paciente, prevenindo suas complicações, reduzindo o tempo de estada na Unidade de Terapia Intensiva e com
isso o custo pessoal e familiar de uma internação.



Palavra chave:ventilação mecânica, extubação acidental, enfermagem.



e-mail: simone_isidoro@ig.com.br
TRABALHO 97

                                                      Resumo


UM RELATO DE EXPERIÊNCIA: INOVANDO O CUIDADO

Instituição; Hospital Santa Catarina/ SP

e-mail: simone-isidoro@ig.com.br

Autores: Sasaki MLVS, Prado SI, Giancoli M, Bim APA,


INTRODUÇÃO: O interesse em realizar este trabalho, vem de encontro com as inquietações constante que surge
nas unidades de terapia intensiva neonatal, relacionada a segurança do paciente durante a hospitalização e as
práticas seguranças implementadas. Visto esta realidade apresentada, partiu-se a consciência de modificar a cultura
punitiva à preventiva para educá-lo em práticas assistenciais seguras. OBJETIVO: Realizar práticas segura no
cuidado de enfermagem na unidade de terapia intensiva neonatal com a construção de um check list “INOVAR”.
MATERIAL E MÉTODO: Este realizado de natureza descritiva, exploratória, com abordagem quantitativa, realizado
na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal de um hospital geral de grande porte, privado, da cidade de São Paulo.
Sendo assim foi criado um impresso de checagem à beira leito utilizando a palavra INOVAR, onde I refere-se a
identificação do paciente, N para nutrição, O para ordem nas estativas, V para ventilação mecânica, A para acesso
venoso e R para risco de queda.. RESULTADOS: O impresso facilitou a memorização da equipe de enfermagem
sobre os cuidados e dispositivos durante a visita à beira leito, além de enfatizar que a avaliação constante da clinica
e da segurança do recém nascido, deve estar embutido no processo de cuidar, desde a internação até a alta.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: A visita diária aos pacientes internados pela equipe de saúde faz parte das boas
práticas e pode identificar prevenir e intervir na assistência adequada e segura ao paciente. Sabe-se que esta
prática à beira leito auxilia na informação subsidiando o planejamento dos cuidados ao paciente de forma objetiva e
sistematizada, evidenciando de forma metodológica à tomada de decisões na eficácia dos cuidados com o paciente,
facilitando o processo de educação, elaboração de protocolos, treinamento e integração da equipe de enfermagem.


Palavra chave: protocolos, segurança do paciente, fast hug

E-mail: simone_isidoro@ig.com.br
TRABALHO 98


  PROPOSTA DA APLICABILIDADE DO MODELO CALGARY DURANTE A HOSPITALIZAÇÃO DO RECÉM-
            NASCIDO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL E PEDIÁTRICA

                                     Intituição: Hospital Santa Catarina/ SP



e-mail: simone-isidoro@ig.com.br



                                                             Autores: Prado SI, Sasaki MLVS, Fraga C, Giancoli M.



INTRODUÇÃO: Atualmente os enfermeiros têm buscado constantemente a melhoria na assistência de enfermagem,
porém para aplicabilidade deste processo torna-se necessário a utilização de instrumentos teóricos para inserir no
processo de cuidar, não somente o paciente mais também à família, na busca de descentralizar o cuidar. O
genograma e o ecomapa têm se mostrado como valiosos instrumentos para a compreensão de processos
familiares. OBJETIVO: Compreender através do Modelo Calgary as experiências e as necessidades das famílias
durante a hospitalização na unidade de terapia intensiva neonatal e pediátrica. MATERIAL E MÉTODO: Este estudo
será de natureza descritiva, exploratória, com abordagem qualitativa, realizado na Unidade de Terapia Intensiva
Neonatal de um hospital geral de grande porte, privado, da cidade de São Paulo. DESENVOLVIMENTO:
Realizaremos reuniões com os pais em sala privativa da respectiva unidade infantil. A técnica utilizada será a
observação direta, através da observação da pesquisa de campo e construção do genograma e ecomapa.
CONCLUSÃO: A aplicabilidade de instrumentos de intervenções em famílias, tem sido inserida e utilizada como
estratégia de subsidiar o enfermeiro na abordagem e compreensão dos processos familiares e intervenções aos
cuidadores. A proposta de inserir o modelo calgary nas reuniões de pais das respectivas unidades citadas está
embasada na necessidade de conscientizar os enfermeiros a identificarem e obter a percepção da família como
unidade de cuidado no processo saúde-doença durante a hospitalização e lidar com a vulnerabilidade da família.

Palavras chaves: Modelo Calgary, unidade de terapia intensiva infantil, famílias, grupo de pais, enfermagem.
TRABALHO 99



        CONHECIMENTO DO ENFERMEIRO EM RELAÇÃO À COMPLICAÇÕES DO PICC EM NEONATOS
Instituição: Hospital Santa Catarina/ SP.
    Autores: Couto AV, Sasaki MLVS, Prado SI.

Introdução:A utilização do PICC nos neonatos tem sido aplicado ao longo da terapia intravenosa como estratégia
de minimizar os estímulos dolorosos ocorrem durante o processo de hospitalização do neonato na Terapia Intensiva
Neonatal. A necessidade de obter conhecimento em identificar as complicações desta terapia tem sido discutida ao
longo dos anos. Justificativa: A busca de desvendar o papel dos enfermeiros na inserção, manipulação e
manutenção do cateter central de inserção periférica a durante a hospitalização do neonato na Unidade de Terapia
Intensiva Neonatal. Objetivo: Verificar a capacitação dos enfermeiros em identificar as complicações relacionadas
ao cateter central de inserção periférica e suas ações para promover a qualidade da assistência aplicada ao
neonatal na terapia intravenosa. Método: Estudo descrito exploratório com análise quantitativa dos dados sendo
expresso o resultado em números por meio de análises e estatísticas, realizado em uma instituição de grande porte
do Estado do São Paulo. Desenvolvimento: Será aplicado um questionário com perguntas estruturadas sobre o
conhecimento dos enfermeiros em gerenciar as complicações relacionadas ao cateter central de inserção periférica
no neonato durante a hospitalização na terapia intensiva neonatal. Conclusão: A necessidade verificar e identificar a
capacitação dos enfermeiros no cuidado ao cateter central de inserção em neonatal tem sido evidenciado como
unidade singular de melhorias a terapia, uma vez que as complicações desta terapia quando não são gerenciadas e
monitorada de formas efetivas pode desncadear déficit da segurança do paciente ao longo desta terapia o que
consequentemente promovera o prolongamento da internação na respectiva unidade.
Palavras chaves: eventos adversos, terapia intensiva neonatal; cateterismo periférico.


Bibliografia

        Lourenço SA, Kakehashi TY. Assistência de enfermagem pré e pós – inserção imediata do cateter venoso
        central de inserção periférica em pacientes neonatal. Nursing 2003; 63: 24.

        Phillips LD. Manual de terapia intravenosa. 2ª ed. Porto Alegre(RS): Artmed; 2001

Centers for Diesase Control and Prevention. Departament of Health and Human Services. Intravascular device -
related infections preventions; guideline availability: notice. Atlanta (GO): CDC; 2004.

JESUS, V.C. et al. Complicações acerca do cateter venoso central de inserção periférica (PICC). In: SECOLI, S.R.
Ciência Cuidado e Saúde, abr-jun , v.6, n°2 p. 252-260 , 2007.

        D‟ ELIA, C. et al. Fístula broncovascular – complicação de cateter venoso central percutâneo em neonato.
        In: CORRÊA, M.S.; OLIVEIRA, S.D.; BARBOSA, N.M.M. Jornal de Pediatria. Sociedade Brasileira de
        Pediatria, v.78 , n°4 , p.347-350 , 2002.
TRABALHO 100



A UTILIZAÇÃO DO CATETER CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA NAS UNIDADES PEDIÁTRICAS: COMO
                 REDUZIR OS EVENTOS ADVERSOS NA PRÁTICA ASSISTENCIAL

                                    Instituição: Hospital Santa Catarina/ SP.



e-mail: simone_isidoro@ig.com.br

                                                                        Autores: Prado SI, Sasaki MLV, Giancoli, M.



Introdução: A utilização do cateter central de inserção periférica na área pediátrica tornou-se cada vez mais
necessária como estratégia a ser utilizada na terapia intravenosa em crianças, uma vez que essa terapêutica
apresenta determinadas particularidades, que vão de encontro desde a via de escolha até a manutenção do cateter
central de inserção periférica (PICC). A indicação da utilização do PICC de acordo com a literatura está evidenciada
pelo tempo prolongado de terapia intravenosa e a necessidade da administração medicamentosa de drogas
vasoativas como também a administração de nutrições parenterais. Objetivo: Identificar os eventos adversos
relacionado a manutenção do cateter central de inserção periférica na criança durante a hospitalização e Oferecer
subsídios aos enfermeiros na prática assistencial. Material e Método: Trata-se de um estudo retrospectivo, de
natureza descritiva e documental, realizado no período de Janeiro de 2009 à Dezembro de 2010, realizado na
unidade de terapia intensiva neonatal, pediátrica e pediatria de um Hospital privado do Estado de São Paulo.
Resultados: A amostra foi composta de 142 Piccs inseridos nas unidades infantis nos anos de 2009 à 2010, no qual
a média de permanência foram de 7.8 a 53 dias,neste período tornou-se possível identificar que ocorreram em
média de 20 perdas de Piccs ao longo deste estudo, identificamos também que as perdas estavam correlacionadas
à obstrução (09); (06) extravazamento; 05 por suspeita de infecção. Conclusão: Ao longo do estudo evidenciamos
a necessidade de oferecer subsídios científicos aos enfermeiros pediátricos no cuidado com o PICC, através de
instrumento de validações que visam avaliar os enfermeiros na prática assistencial desde a passagem até a
manutenção do cateter durante o período de hospitalização da criança.

Palavras chaves: cuidados de enfermagem, cateterismo venoso, eventos adversos.
TRABALHO 101



APLICABILIDADE DO TIME DE RESPOSTA RÁPIDA EM UNIDADES INFANTIS: INDICADOR DE QUALIDADE.
                                COMO DEVEMOS ATUAR?

                                      Instituição: Hospital Santa Catarina/ SP



E-mail: simone_isidoro@ig.com.br

Autores: Prado SP, Florentino EDG, Sasaki MLVS, Oliveira DPS, Nardini J.



Introdução: A aplicabilidade do time de resposta rápida nas unidades infantis está relacionada à identificação e
atuação imediata dos enfermeiros, médicos e fisioterapeutas em situações de vulnerabilidade fisiológica da criança
durante a internação como também reduzir os danos subseqüentes que ocorrem durante o processo de
deteriorizações orgânicas à criança.Justificativa: A necessidade de inserir o time de resposta rápida vem de
encontro com as demandas das intercorrencias identificadas nos setores infantis como também a necessidade de
utilizar instrumentos que possam oferecer subsídios aos profissionais envolvidos a identificar os sinais e sintomas
característicos de insuficiência respiratória. Objetivo: Identificar e descrever os papeis dos membros envolvidos no
projeto. Facilitar as intervenções precoces para atingir a melhora da evolução do paciente e melhorar a sobrevida.
Identificar precocemente os sinais de deteriorização através do Score de Alerta Precoce. Método: Estudo descrito
exploratório com análise quantitativa dos dados sendo expresso o resultado em números por meio de análises e
estatísticas, através do instrumento de identificação dos sinais e sintomas de sinais de vulnerabilidades fisiológicas à
criança, sendo realizado nas unidades infantis de uma instituição de grande porte do Estado do São Paulo no
período de 2010 a 2011. Resultados: A inserção de métodos orientativos, e o instrumento de avaliação inserido na
prática assistencial aos membros envolvidos nos setores infantis possibilitaram a todos a melhoria no gerenciamento
e identificação dos sinais e sintomas de insuficiência respiratória e outras alterações fisiológicas na criança, o que
tornou possível neste estudo identificar a redução do índice de transferência para as unidades de terapia intensiva e
o índice de mortalidade, quando a percepção da gravidade da criança era identificada precocemente e as ações dos
membros envolvidos eram sincronizadas. Conclusão: A necessidade da inserção do time de resposta rápida
promoverá aos enfermeiros, médicos e fisioterapeuta sincronia nas ações e tomada de decisão imediata como
também o gerenciamento das ações que desencadearam a instabilidade hemodinamica da criança durante a
hospitalização e tem o intuito de fornecer subsídios para a melhoria na segurança do paciente desde sua admissão
até a alta hospitalar.
TRABALHO 102



Nome da Instituição
Home-care cenehospitallar
Email para contato –ed.rocha25@hotmail.com


                     A IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO DOS CUIDADOS DOMICILIARES
                             NA PREVENÇÃO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO.


Introdução :- A úlcera por pressão pode ser definida como:- “Uma área localizada de necrose celular que atende a
desenvolver-se quando os tecidos moles são comprimidos entre uma proeminência óssea e uma superfície plana
por um período prolongado de tempo” (Bergstan ET AL.,1955) . Vários fatores podem aumentar o risco para
desenvolvimento da ulcera por pressão, entre eles:- tabagismo, imobilidade, pressão prolongada, fricção,
idade avançada, desnutrição, incontinência urinária e fecal, entre outros. As úlceras por pressão são classificadas
em estágio: I, II, III, IV.
Estágio I:- Quando a pele está intacta, mas observa-se vermelhidão e inicio da ulceração da pele .
Estágio II:- A pele já está perdendo sua espessura, manifestando abrasão, bolha ou lesão superficial
Estágio III:- Já consiste na lesão envolvendo epiderme, derme ou até mesmo tecido subcutâneo.
Estágio IV:- Há lesões com comprometimento de tecido muscular, ósseo, estrutura de suporte
(tendões e cápsula articular).
Objetivo:- orientar, treinar e educar o cuidador á identificar sinais e sintomas que levam a desenvolver
úlcera por pressão.
Método:- Trata-se de um relato de experiência realizado entre os anos de 2008 á 2010, em uma empresa
privada de assistência domiciliar de São Jose do Rio Preto (Cene Home Care), onde foram analisado 20 casos
onde os mesmos não evoluirão com up.
Resultados:- Com a implantação e implementação de medidas educativas podemos evidenciar o envolvimento
do cuidador no processo de identificação de up e tomada de medidas precoces no processo de prevenção onde
nos possibilitou o controle e redução de ocorrências,proporcionando melhor qualidade de vida aos pacientes
 e cuidadores.
Conclusão:- Concluímos que o cuidador é a principal ferramenta aplicada no no contexto domiciliar para prevenir
UP, desde que o processo de orientação e treinamento seja eficaz , proporcionando resultados satisfatórios.

Bibliografia
                Feridas – tratamento e cicatrização

                Prem P. Gogia – Ed. Revinter 2003

                Feridas – fundamentos e atualizações em enfermagem

                   Silva R. C. Lyra, Figueiredo N. M. Almeida, Meireles I. Barbosa -
          Ed. Yendis 2007

Autores Rocha FE, Oliveira AJ ,Silva AH, Kaiser NS,Menis M,Oliveira FA
TRABALHO 103



    EXERCÍCIO PROFISSIONAL TUTELADO: FERRRAMENTA PARA A GESTÃO CONTEMPORÂNEA DE
                                      ENFERMAGEM

Instituição: Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo – Câmara de Apoio Técnico
Autores: Munhoz S, Marra CC, Porto CA.

Introdução: Diante de um período em que há uma explosão de oferta de vagas no ensino da enfermagem, nem
sempre em cursos com qualidade garantida, dois fatores consequentes se apresentam: disponiblidade do número de
profissionais acima do que o mercado pode absorver e qualificação insuficiente no atendimento de exigências atuais
dos órgãos empregadores. O primeiro pertence ao âmbito dos órgãos de ensino, porém para o segundo é preciso
encontrar caminhos de solução a curto prazo, envolvendo a elaboração de uma ferramenta de gestão. Essa
ferramenta é instrumento metodológico que auxilia o desenvolvimento do fazer na prática administrativa, de forma
eficiente e eficaz. Justificativa: Essa realidade de descompasso entre formação e absorção do profissional pelo
mercado de trabalho, trouxe um espaço para que o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, COREN-SP,
decidisse pela criação do Exercício Profissional Tutelado, EPT, como mais uma alternativa de educação permanente
a ser disponibilizado, metodologicamente desenvolvido. Objetivo: Divulgar o Exercício Profissional Tutelado como
ferramenta para a gestão contemporânea de enfermagem. Método: Estudo exploratório na caracterização de
condições de modificação da realidade no fazer em enfermagem, saindo da competência pura para a laboral.
Resultados: Ao consultar fontes bibliográficas relativas às ferramentas de gestão contemporâneas e aos textos
sobre a transformação de competências gerais em laborais, depreendeu-se da apropriação do EPT como
instrumento metodológico facilitador para caminho de incremento da produtividade do profissional de enfermagem e
das ações gerenciais do enfermeiro, na expansão de condições empregatícias no mercado de trabalho em saúde. O
EPT, entendido como período de adequação, informação, direcionamento e transição para a prática profissional no
desenvolvimento de competências laborais , destina-se aos egressos de escolas de enfermagem nos últimos dois
anos. Estabelece um processo de acompanhamento do exercício profissional em seu primeiro emprego, com
tomada de decisão em níveis progressivos de responsabilidade, sob a orientação e supervisão de monitores. Tem a
duração de 12 meses, utilizando metodologia e ferramentas fundamentadas em competências laborais, no
estabelecimento de marcos qualificadores onde o recém-formado valida competências, cumprindo todas as etapas
do processo avaliativo até que atinja total autonomia em práticas seguras e excelência do cuidar. Conclusão: O
processo de desenvolvimento do EPT permite que o rito de passagem do ser aluno para o ser profissional seja
consolidado progressivamente, conferindo um perfil adequado à gestão contemporânea de enfermagem, enquanto
ferramenta.

Bibliografia:
Catalano, AM; Avolio de Cols, S; Sladogna, M. Diseño curricular basado en normas de competencia laboral:
conceptos y orientaciones metodológicas. Buenos Aires: BID/FOMIN; CINTERFOR, 2004. 226p.
Gallart, MA. Competencias, productividad y crecimiento del empleo: el caso de América Latina. Montevideo: OIT/
Cinterfor, 2008. 111 p. (Trazos de la Formación, 36)
Nunes,TCM; Martins, MIC; Sório, RER. Proposições e estratégias de transformação dos recursos humanos em
profissionais de saúde comprometidos com um sistema de saúde acessível, qualificado, sensível e humanizado.
Cadernos da Décima Primeira Conferência Nacional de Saúde, Brasília, 2000.
Palavras-chave: Competência Profissional, Exercício Profissional, Gestão da Prática Profissional, Enfermagem.
E-mail para contato: sarahmunhoz@uol.com.br

Obs: A inscrição dos autores está vinculada ao Contrato de Patrocínio do COREN-SP. Qualquer dúvida consultar o
Sr. Cézar da Silva.
TRABALHO 104

      RELATO DE EXPERIÊNCIA: DESAFIOS DA ENFERMAGEM NA IMPLANTAÇÃO DO PRONTUÁRIO
                                       ELETRÔNICO

                                                          Gerolin FSF, Fini A, Saraiva JC, Ferrari LCS, Leekning,R
                                                                                    Hospital Alemão Oswaldo Cruz
                                                                                              fatima@haoc.com.br
Introdução:
Os hospitais são considerados organizações complexas pela sua variabilidade e complexidade de processos. Por
isso, necessitam de um sistema de gestão que facilite o fluxo de informações entre os setores da empresa e integre
todos os processos hospitalares. Esta integração elimina dados redundantes e retrabalho, garante a confiabilidade
das informações e proporciona aos gestores uma visão global da organização.
A implementação de sistemas de informação em saúde e, mais especificamente, no hospitalal, focados
principalmente na atuação do enfermeiro, iniciou na década de 50 transformando-se nos dias de hoje em uma
tendência mundial. O prontuário eletrônico do paciente veio para suprir as necessidades operacionais dos setores,
promover integração e interação de dados, permitir total acesso às informações produzidas pelas diversas áreas,
por outros serviços nacionais e internacionais, facilitar acesso rápido, agilizar a execução de alguns processos e
fornecer um banco de dados para pesquisa. Também trata-se de uma excelente ferramenta na elaboração e
monitoramento dos resultados dos cuidados de enfermagem prestados ao paciente, permitindo a visualização do
caminho percorrido desde a coleta de dados até o planejamento da assistência..
Objetivo:
Apresentar o processo de implantação do prontuário eletrônico no Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) com
ênfase nas etapas de planejamento, treinamento, implantação, utilização e aprimoramento contínuo junto à equipe
de enfermagem. Este trabalho pretende demonstrar as fases percorridas pelos enfermeiros na continuidade da
realização da Sistematização da Assistência de Enfermagem sem prejuízo na obtenção de informações para o
planejamento e acompanhamento do cuidado.
Descrição:
Caracterização do HAOC: Hospital geral, privado, de alta complexidade. Possui 252 Leitos distribuídos em
apartamentos individuais, sendo 34 leitos de UTI. O corpo funcional é composto por 1773 colaboradores. Possui
corpo clínico aberto, com 5047 médicos cadastrados.
Tendo como base as necessidades da organização, um grupo multidisciplinal avaliou três empresas para definição
de qual seria a escolhida para a implantação do prontuário eletrônico. Em 2010 um grupo formado por enfermeiros,
farmacêuticos e colaboradores da área de informática, foi capacitado para instrumentalização relacionada ao
software, bem como para alinhamento das estratégias para implantação do prontuário eletrônico em janeiro de 2011.
Muitas etapas foram percorridas, envolvendo questões da ética, do sigilo da informação, da estrutura, até chegar a
um consenso em relação ao formato das documentações e relatórios que seriam obtidos. Grupos de trabalhos foram
formados a fim de operacionalizar a construção dos cadastros e para discussão de melhorias a serem
implementadas. O envolvimento de todos foi fator determinante para o alcance do que seria nosso maior objetivo
naquele momento.
Conclusão:
A busca pelo desenvolvimento/aprimoramento de ferramentas que contribuam para o alcance de melhores
resultados na assistência é fundamental para a sustentação da prática assistencial.
Superadas as dificuldades, o prontuário eletrônico trará benefícios na continuidade do cuidado, na integração da
equipe multidisciplinar, no resgate de informações e no monitoramento dos diferentes aspectos relacionados ao
paciente, além de ser um meio eficaz para documentação.

Bibliografia:
1.Marin, H.F. Vocabulário: recurso para construção de base de dados em enfermagem. Acta Paul Enf, São Paulo, v.
13, n.1, p. 86-89, 2000.
2.Possari JF, Prontuário do Paciente e Registos de Enfermagem. Edição/reimpressão: 2005, 248 p. Editor: Erica
3.Massadi E, Marin HF, Azevedo Neto RS. O prontuário eletrôncio do paciente na assistência, informação e
conhecimento médico. São Paulo, 2003
Obs: A inscrição dos autores está vinculada ao Contrato de Patrocínio do COREN-SP. Qualquer dúvida consultar o
Sr. Cézar da Silva.
TRABALHO 105

     REESTRUTURAÇÃO DOS CARROS DE EMERGÊNCIA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO: relato de
                                     experiência


                        Silva IAS1, Carneiro TM2, Sant‟Anna MV3, Ribeiro EAF4, Brandão KR5.

                                             monalisaviana@terra.com.br

                  COMPLEXO HOSPITALAR UNIVERSITÁRIO PROESSOR EDGARD SANTOS

INTRODUÇÃO: o carro de emergência é um dos componentes imprescindíveis ao atendimento de intercorrências
nas unidades assistenciais de saúde. No sentido de garantir as boas práticas e atender aos pré requisitos da Joint
Commission International e, por seguinte, a acreditação deste complexo, ficou evidenciado a necessidade de
reestruturar a padronização e o controle dos componentes integrantes deste carro. OBJETIVO: apresentar proposta
de reestruturação dos carros de emergência para unidades de alta complexidade e enfermarias de um complexo
hospitalar universitário, público, federal, de pesquisa, assistência e extensão, prestador de serviços aos usuários do
Sistema Único de Saúde. METODOLOGIA: trata-se de um estudo do tipo relato de experiência, da coordenação de
enfermagem e enfermeiras colaboradoras para a elaboração e implementação de mudanças nos carros de
emergência das unidades de alta complexidade e enfermarias deste complexo, durante o período de janeiro a março
de 2011, no sentido de favorecer a praticidade no uso e a efetividade do controle de materiais, medicamentos e
equipamentos. Para tanto foi revisado a padronização existente e posteriormente criado um novo modo de controle
diário na forma de impresso tipo check-list, contendo: data e turno, número do lacre encontrado ou trocado,
testagem do desfibrilador e laringoscópio, avaliação do cilindro de oxigênio quanto ao número de libras, avaliação do
ressuscitador manual quanto à validade de esterilização, funcionamento e existência de todos os seus componentes.
A este impresso foi anexado uma folha na qual os profissionais de enfermagem irão registrar as ocorrências e ações
corretivas realizadas. Revisto o quantitativo e a especificidade de materiais, adequando-os às demandas das
unidades gerenciais. Quanto aos medicamentos foi aceita a proposta da unidade do serviço de farmácia para efetuar
o controle do quantitativo, validade e reposição destes. RESULTADOS: a proposta foi concluída, avaliada por
enfermeiras e encaminhada para a assessoria de comunicação da organização para verificação do layout e futura
impressão. CONSIDERAÇÕES FINAIS: diante do exposto, consideramos que a elaboração e a possível
implementação desta proposta possa favorecer as boas praticas em saúde e o controle, no sentido de garantir a
segurança dos processos implicados no momento da produção do cuidado emergencial. A experiência em elaborar
esta reestruturação, possibilitou-nos reflexão sobre a importância da organização e uniformidade dos carros de
emergência para o atendimento seguro nas situações críticas, para favorecer o ensino e reduzir os desperdícios.
PALAVRAS CHAVE: Enfermagem; Hospital; Carro de emergência.


REFERÊNCIAS:
BRASIL. Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Consulta Pública n.21, de 27 de abril de 2006.
Regulamento técnico para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva e Unidades de Cuidados Intermediários.
DOU, Brasília, DF, de 28/04/2006. Disponível em: www.anvisa.gov.br/consulta. Acesso em 10 dez 2010.
CONSÓRCIO BRASILEIRO DE ACREDITAÇÃO DE SISTEMAS E SERVIÇOS DE SAÚDE. Padrões de Acreditação da Joint
Commission. Rio de Janeiro: CBA, 2008.
MALLAGUTTI, William (Org). Gestão do Serviço de Enfermagem no Mundo Globalizado. Rio de Janeiro: Ed. Rubio, 2009.
TRABALHO 106

     A IMPORTÂNCIA DOS INSTRUMENTOS PARA O PLANEJAMENTO E GESTAÕ EM ENFERMAGEM

                                                                              Silva RDC, Mancusi FCM, Suadicani CMO
                                                                                         Hospital Alemão Oswaldo Cruz
                                                                                     Email:rosilene.duarte@haoc.com.br

Introdução :A gestão tem sido cada vez mais, um grande desafio para os líderes nas instituições hospitalares. Com
o desenvolvimento tecnológico, globalização , infra-estrutura e informatização, o mercado coorporativo tornou-se
competitivo exigindo da organização uma postura proativa, dinâmica e inovadora, com um corpo funcional
qualificado. O enfermeiro encontra-se neste contexto em todos os níveis: estratégico, tático e operacional. e
desenvolve em todas as suas funções o planejamento como uma ferramenta ou um instrumento nas mais diversas
áreas em que atua .(1). O enfermeiro possui em sua formação conhecimento científico e sistematizado direcionado
para a solução de problemas de saúde seja de indivíduos, grupos ou instituições.(1)
Objetivo : Demonstrar a importância do planejamento e utilização adequada de instrumentos para o alcance dos
objetivos .
Justificativa : O Hospital Alemão Oswaldo Cruz definiu alguns instrumentos que estão sendo utilizados pelos
gestores para o alcance dos objetivos estratégicos . Sua premissa é na assistência e o cuidado integral, e sua
aplicação ocorre em todas as fases da Sistematização da Assistência de Enfermagem.
 O modelo assistencial Primary Nurse e o Relationship-Based Care ( BRC) definem e fundamentam nossas
práticas , fortalecendo o cuidado, o relacionamento , respeito e acolhimento ao outro.( 3 e 2)
A Ferramenta Lean ( enxuta) definido como uma estratégia de negócio tem a finalidade de evitar desperdícios,
alinhar, evitar retrabalhos e perda de tempo, buscando melhorias juntamente com a equipe que atua na área e
desenvolvendo responsabilidades, diminuindo custos sem racionalizar materiais e pessoas..(5)
O Prontuário Eletrônico é uma ferramenta para a equipe multiprofissional. Auxilia na comunicação efetiva , legitima
as informações, traz segurança ao paciente . Facilita o registro de informações           promove visão de recursos
materiais e humanos e suas locações, criação e acompanhamento de indicadores de qualidade , bem como planos
de investimentos a médio e longo prazo.( 4)
O programa Bem Estar esta voltado para a qualidade de vida de seus colaboradores , proporcionando atenção a
sua saúde.
Método : Trata-se de uma reflexão teórica em relação aos instrumentos.
Conclusão: Percebemos que ao utilizar os instrumentos disponíveis em nossa instituição de maneira eficiente e
eficaz, investindo em educação e formação dos profissionais, fortalecendo a equidade, qualidade e a segurança dos
serviços prestados aos nossos clientes, bem como o comprometimento com a qualidade de vida de nossos
colaboradores, estamos alcançando os objetivos eficazmente em nossa instituição, juntamente Acreditação
Hospitalar ( Organização Nacional de Acreditação e a Joint Commission International ) que formaliza e efetiva
nosso serviço.

Bibliografias
1- Fugita,R,M; Farah.O,G,d; Instrumentos Básicos para o cuidar In O Planejamento como instrumento Básico para o cuidar. p 99
A 109.
2- Koloroutis,M ( 2004).Relationship-Based Care: A model for transforming practice. Creative Health Care Management,
Minneapolis, MN.
3- Manthey,M. The Practice of Primary Nursing.2th Ed. Minneapolis, MN: Creative Helth Care Management,2002.
4- Costa ,C.G.A. da Prontuário Eletrônico do Paciente: Legislação, Auditoria,Conectividade,8º Congresso Latino Americano de
Serviços de Saúde, 2003.
5- Htpp:// WWW.lean.org.br/o_que_e.aspx. Lean Institute Brasil. Lean Thinking.
TRABALHO 107

 PNEUMONIA HOSPITALAR: CUSTOS DO TRATAMENTO ANTIMICROBIANO EM PACIENTES DE UNIDADE
                                DE TERAPIA INTENSIVA

                           Costa DB, Gvozd R, Belei RA, Vannuchi MTA, Haddad MCL
                                      Universidade Estadual de Londrina
                                         raquelgvozd@yahoo.com.br

Introdução: Aproximadamente 5% dos pacientes hospitalizados adquirem algum tipo de infecção a qual não
apresentavam no momento do ingresso hospitalar. Atualmente, as infecções hospitalares causam um grande
impacto para a economia dos serviços de saúde, representando um importante problema de saúde pública1. Entre
todas as infecções hospitalares, a pneumonia é a mais freqüente em pacientes internados nas Unidades de Terapia
Intensiva (UTIs) e também a responsável pelas maiores taxas de letalidade, aumento no tempo de hospitalização e
de custos com a internação2. Os custos crescentes da saúde se mostram insustentáveis, tanto aos cofres públicos
como às organizações de saúde privadas. Planejar e controlar custos são mecanismos que podem garantir a
sobrevivência das instituições hospitalares uma vez que os tratamentos médicos são onerosos3. Justificativa: A
vivência enquanto residente de gerência de serviços de enfermagem na Comissão de Controle de Infecção
Hospitalar (CCIH) e a necessidade de se conhecer o custo dos tratamentos das pneumonias hospitalares com
antibióticos nos estimularam a desenvolver tal pesquisa. Objetivos: Analisar o custo com o uso de antibióticos em
pacientes com pneumonia hospitalar internados nas UTIs de um Hospital Universitário Público. Metodologia: Trata-
se de um estudo exploratório-descritivo, de abordagem quantitativa, desenvolvido em um Hospital Universitário
Público do Paraná, que é centro de referência regional para o Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição possui
quatro UTIs, das quais duas são para pacientes adultos, totalizando 17 leitos. Foram incluídos todos os pacientes
que desenvolveram Pneumonia Hospitalar (PH) relacionadas à internação nestas duas unidades, no período de
julho a agosto de 2010. A coleta de dados foi realizada por meio de análise das fichas de notificação de Infecção
Hospitalar da CCIH, que utiliza a metodologia norte-americana National Nosocomial Infection Surveillance (NNIS).
Utilizou-se como unidade monetária o Real. Resultados: Do total de 138 pacientes analisados, 57,6% eram do sexo
masculino e 42,4% do feminino; a idade variou entre 17 a 93 anos, com uma distribuição equilibrada na faixa de
idade dos 21 aos 80 anos. Cento e quinze pacientes (83,33%) apresentaram intubação endotraqueal como fator de
risco. Os antibióticos utilizados foram: Tazocin, Vancomicina, Imipenem, Meropenem, Linezulida, Cefepime,
Teicoplamina e Azitromicina. Entre esses antibióticos foram realizados 41 associações, as mais frequentes foram:
tazocin + vancomicina (12, 31%), e tazocin + vancomicina + linezulida (9,4%), sendo que o tempo médio de
tratamento foi de oito dias. O custo com estes antimicrobianos foi de R$264.785,98 reais, valor elevado
considerando que no mesmo período a instituição gastou R$778.628,45 reais para o tratamento das infecções dos
demais 299 pacientes internados nas outras unidades. Conclusão: Observa-se o alto custo do uso de antibióticos
para o tratamento de PHs em UTI. O elevado número de associações entre os antibióticos indica a necessidade de
implantação de um protocolo que oriente os médicos na utilização de associações mais indicadas no tratamento
desta patologia, evitando elevados custos e a não resolutividade do tratamento. Considerando o contexto atual da
saúde pública, medidas preventivas de PH necessitam de adesão, reduzindo custos e mortalidade.


Referências:
1. Hautemaniére, A.; Florentin, A.; Hartemann, P.; Hunter, P.R. Identifying possible deaths associated with
nosocomial infection in a hospital by data mining. American Journal of Infection Control. Nancy, France. p. 1-5, 2010.
Disponível em: <http://www.ajicj
2. Carrilho CMDM. Fatores associados ao risco de desenvolvimento de pneumonia hospitalar na Unidade de Terapia
Intensiva do Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná, Londrina-PR. Revista da Sociedade Brasileira de
Medicina Tropical, 32(4):455-456, jul-ago, 1999.
3. Gonçalves AA, Oliveira ML Novaes, Simonetti VMM. Otimização de farmácias hospitalares: eficácia da utilização
de indicadores para gestão de estoques. XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006.
TRABALHO 108

 ESTRUTURA FÍSICA PLANEJADA E UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: SEGURANÇA EM CONTROLE DE
                                              INFECÇÕES
                    Gerolin, FSF; Santoro, CM; Watanabe, M; Cipriano, E; Uechi, K.
        HOSPITAL ALEMÃO OSWALDO CRUZ – Unidade de Terapia Intensiva – São Paulo/ SP.
                                e-mail: cristianesantoro@haoc.com.br


INTRODUÇÃO: A infraestrutura física de uma unidade de terapia intensiva (UTI) segue padrões estabelecidos pela
RDC/Anvisa nº 50 de 21 de fevereiro de2002, porém o bom planejamento garante melhores práticas com qualidade ,
segurança e controle de infecção hospitalar.
JUSTIFICATIVA: Os padrões de Joint Commission referente à “Gestão de Ambiente de Assistência à Saúde”,
englobam o projeto de prédios construção e reformas, gestão de equipamentos médicos e hospitalares e sistemas
de utilidades.
OBJETIVO: Relacionar o tipo de acomodação com a taxa de infecção hospitalar.
METODO: Estudo do tipo descritivo, prospectivo no período de janeiro de 2009 a dezembro de 2010, realizado na
UTI de um hospital privado de 34 leitos, no qual os leitos foram divididos em 3 categorias de acordo com a estrutura
física: leitos abertos (box), leitos com móvel lavatório/vaso e leitos com banheiros privativos. Os leitos categorizados
foram relacionados com presença de infecções hospitalares, segundo sítio de infecção e microrganismos de maior
prevalência.
RESULTADOS: Os leitos abertos (box) representam 20,1% na taxa de infecção hospitalar com predomínio de
P.aeruginosa em sítio de infecção em corrente sanguínea, ferida cirúrgica e pulmão. O mesmo comportamento foi
observado em leitos com banheiro privativo com 20,8 % na taxa de infecção por S.aureus e E.faecalis em sítio de
ferida cirúrgica. Os leitos com móvel lavatório/vaso foi implantada para melhor aproveitamento de espaço físico e
praticidade de atendimento ao paciente crítico pela equipe multiprofissional, porém os leitos representaram 59,1 %
na taxa de infecção com predomínio de P.aeruginosa e E.coli, respectivamente em sítio de corrente sanguínea e
urina.
CONCLUSÃO: A implantação de novos recursos de arquitetura é fundamental para o planejamento de uma nova
área, mas devemos considerar conceitos básicos de controle ambiental para práticas em meio hospitalar.




REFERÊNCIAS
         1Brasil.Resolução-RDC/ANVISA nº 7 de 24 de fevereiro de 2010.Diário Oficial da República Federativa do
         Brasil,25 fev.2010. Seção 1.p.48.
2Bartley J, Streifel AJ.Design of the environment of care for safey of patients and personnel:Does form follow function
or vice versa in the intensive care unit? Crit Care Med 2010; 38:S388-98.
3Lundstrom T, Pugliese G, Bartley J, et al. Organizational and environmental factors that affect worker health and
safety and patient outcomes. Am J Infec Control 2002; 30:93-106.
4The Joint Commission:National Patient Safety Goals. Available at
http://www.jointcommission.org/patientsafetygoals. Accessed Mar, 2011.
5Bracco D, Duboi MJ, Bousali R, et al. Single rroms may help to prevent nosocomial bloodstream infection and
cross-transmission of methicilin-resistent Sthaphylococcus aureus in intensive care units. Int Care Med 2007;33:836-
40.
TRABALHO 109

 Implantação do Time de Resposta como Estratégia para Redução dos Eventos de Parada Cárdio Respiratória (PCR) no
                                                      HIAE
Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein
E-mail: isabellemb@einstein.br
Autoras: Bérgamo IMB, Jaures M, Canero TR, Rodrigues IG, Waisbeck TMB.

Introdução: O sucesso no atendimentoda PCR depende do rápido diagnóstico e do atendimento especializado. Preocupado
com a sobrevida dos pacientes vítimas de PCR, o HIAE implantou, em agosto de 2005, o Código azul, sistema de atendimento
24 horas a vítimas de PCR nos locais onde não há médicos. Estudos mostram que 70% dos pacientes apresentam deterioração
nas 8 horas prévias a PCR e que o médico é notificado antes do evento em apenas 25% dos casos. É vital para a segurança do
paciente, a implantação de medidas que visem identificar mudanças agudas e precoces nos parâmetros vitais do paciente
permitindo ações imediatas e prevenindo a PCR. A partir de Fevereiro de 2007, 18 meses após a implementação Código Azul,
foi implementado o Código Amarelo, serviço de atendimento a urgências e emergências nos moldes do Rapid Response Teams
(com exceção da PCR, já atendida pelo código azul). O Código Amarelo aperfeiçoa o atendimento nos casos de Urgências e
Emergências prevenindo as ocorrências de paradas cardiorrespiratórias (PCR) fora das unidades de internação onde não há
médicos durante todo o dia.
Objetivos: Tornar o atendimento às urgências e emergências mais ágil e efetivo, reduzindo os eventos de PCR na instituição.
Métodos: Os enfermeiros das unidades foram capacitados a identificar, no quadro clínico do paciente, um ou mais sinais de
alterações agudas que possam oferecer risco ao paciente. O enfermeiro aciona o Código Amarelo pelo ramal 59000,
mobilizando um Médico intensivista até o local onde está o paciente. Foi criado um impresso institucional para registro deste
atendimento a ser preenchido pelo médico e enfermeiro, para facilitar o registro dos eventos no prontuário e levantar os
indicadores. Estabelecemos as seguintes metas: 1. Tempo de chegada do médico após a identificação dos sinais de
deteriorização clínica: no máximo 5 minutos em pelo menos 90% das vezes. 2. Chamados para pacientes em fase terminal de
doença grave e incurável (cuidados paliativos): até 5% dos chamados. 3.Reduzir em 50% os chamados de Código Azul, no
HIAE.
Resultados: O índice de transferência de pacientes para a UTI após o atendimento foi de 35% nos 3 anos consecutivos (2008,
2009 e 2010). Os indicadores do Código Amarelo ao longo dos 3 últimos anos mantiveram-se dentro do proposto: 1-Tempo de
chegada do médico após a identificação dos sinais de deteriorização clínica pelo enfermeiro: no máximo 5 minutos em pelo
menos 90% das vezes. Em 2008 95% de conformidade, em 2009 94% de conformidade e em 2010 95% de conformidade. 2-
Chamados para pacientes em fase terminal de doença grave e incurável (cuidados paliativos): até 5% dos chamados. Em 2008:
4%. Em 2009: 3%. Em 2010: 5%. 3-Reduzir em 50% os chamados de Código Azul, no Hospital Israelita Albert Einstein. A
redução no número de eventos de PCR ao longo dos 04 últimos anos foi significativa e pode ser demonstrada na tabela abaixo.
                                                           Número de PCRs fora do CTI - HIAE
                     Distribuição mensal dos acionamentos do Código Amarelo. HIAE, 2010.
                                                            98

                                                                                              86
                                  80                                          80                         80
                                                   76
        73                                73       72                         72
                                                                                                                Média 2010 =
                                                                                                                                                 25
                 70       69      70                        71        70                     67               70 acionam entos
                                                                                                                    /m ês
                                                   66       65                         65     66         65
                 61                       60                                                             60
                          58              58                          59               58
                                                                                       57     57
                 56                                                   56      55       54                       Média 2009 =
        52                53     51
                                                                     54       53                              68 acionam entos
                          51              49                                                                        /m ês
                                                            46
                                                   42
                                  40                                                                     40
        35                                                                                                      Média 2008 =
                                                                                                              56 acionam entos
                                                                                                                    /m ês



                                                                                                                Média 2007 =
                                                                                                              47 acionam entos
                                                                                                                    /m ês                                      6
                 2
      Jan     Fev       Mar     Abr    Mai     Jun      Jul        Ago      Set     Out     Nov        Dez

      2007 (519 acionamentos)     2008 (674 acionamentos)        2009 (816 acionamentos)    2010 (842 acionamentos)
                                                                                                                                          2006          2010




Paciente/dia
Ano                                            PCR                                                 Código Amarelo                CMC                  Maternidade   Total
2006                                           25                                                  -                             75.889               11.026        86.915
2007                                           15                                                  519                           75.276               11.066        86.342
2008                                           11                                                  674                           76.594               12.172        88.766
2009                                           9                                                   816                           84.579               12.826        97.405
2010                                           6                                                   842                           68.315               9.347         77.662
Total                                          60                                                  2.851                         380.653              56.437        437.090

Conclusões: Para avaliar o efeito do tempo (ano) no número de PCRs usando como referência o total de pacientes-dia. Houve
uma redução significativa no número de episódios no período estudado, adotando o ano de 2006 como referência foram
registrados 25 ocorrências de PCRs fora do CTI, em 2007 este número caiu para 15 ocorrências (redução em 40%), em 2008
para 11 ocorrências (redução em 56%), em 2009 para 9 ocorrências (redução em 64%) e em 2010 para 6 ocorrências (redução
de 76% dos casos de PCR fora do CTI).
Esses resultados demonstram o sucesso dessa iniciativa em prol da segurança dos nossos pacientes. A implantação do Código
Amarelo tem se mostrado uma estratégia eficaz na redução dos eventos de PCR na instituição.
TRABALHO 110

                          GESTÃO FINANCEIRA EM SAÚDE: FOCO EM REDUÇÃO DA
                                         PERDA DE RECEITA

Canero TR, Vargas RO, Fonseca TR, Frazilio AAM, Sicoli AA
Hospital Israelita Albert Einstein
e-mail: tatianerc@einstein.br

Introdução: Os serviços de saúde podem ser vistos como entidades transformadoras de recursos: que utilizam os
recursos físicos, humanos e tecnológicos, para produzir serviços de saúde. Os principais objetivos da gestão
financeira nos serviços de saúde são a melhoria da eficiência e a garantia da estabilidade e sustentação
econômicas. A perda de receita contradiz a sustentabilidade econômica das organizações de saúde, uma vez que
por falhas na cobrança, registro ou desperdício, o retorno financeiro é prejudicado. Justificativa: Frente a essas
premissas, iniciamos um trabalho com foco financeiro, em uma unidade de internação da clínica médico cirúrgica,
em um hospital de grande porte da cidade de São Paulo. Objetivo: Reduzir a perda de receita da unidade de
internação, através do aumento na adesão ao registro, em prontuário, dos materiais utilizados e da cobrança dos
procedimentos realizados, durante a prestação diária da assistência de enfermagem. Método: Elaboramos um plano
de ação com a participação dos enfermeiros assistenciais, as ações compreenderam: o treinamento da equipe
assistencial de enfermagem, quanto à gestão financeira dos serviços de saúde, e a importância da adequada
cobrança dos materiais e procedimentos realizados para a sustentabilidade financeira da unidade, bem como o
esclarecimento de como registrar os materiais utilizados, em anotação de enfermagem, e em como realizar a
cobrança dos procedimentos de enfermagem no sistema eletrônico. Os enfermeiros passaram a sinalizar as
cobranças pertinentes a cada paciente, com os técnicos no início do plantão, e ao término do turno de trabalho,
enfermeiros e técnicos realizavam a dupla checagem no impresso de cobrança, para assegurar que todos os itens
pertinentes a assistência individual a cada paciente, estavam cobrados. Para mensurar a eficácia das ações,
aplicamos um instrumento de auditoria, comparando os registros de cobrança na conta dos pacientes, com os
registros, em prontuário, dos procedimentos realizados. A auditoria foi realizada em dois momentos, antes da
implantação do plano de ação, para a construção do cenário pré projeto, e um mês após a implantação das ações,
para avaliação. Resultados: Na auditoria pré projeto, a adesão ao registro, em prontuário, dos materiais utilizados foi
de 81%, existiam 27 materiais cobrados na conta dos pacientes (como película adesiva, placa de hidrocolóide,
fralda, ataduras, cotonete para higiene oral), e apenas 22 registros, em prontuário da utilização destes, ou seja, 19%
dos materiais utilizados foram glosados por falta de evidência do uso no paciente. No momento pós projeto, a
adesão ao registro, em prontuário, dos materiais utilizados subiu para 98%, dos 62 materiais cobrados na conta dos
pacientes, 61 apresentavam registro de utilização em prontuário. Quanto à cobrança dos procedimentos de
enfermagem, no momento pré projeto existiam 63 procedimentos cobrados na conta dos pacientes, e a evidência
em prontuário era de 91 procedimentos (como aplicação de injeção, realização de curativo, instalação de soro,
glicemia capilar, controle de dreno, controle de diurese), a adesão a cobrança era de 69%, ou seja, 31% dos
procedimentos de enfermagem realizados não estavam sendo cobrados. Após o projeto, a adesão a cobrança
aumentou para 99%, dos 107 procedimentos de enfermagem realizados, 106 estavam cobrados na conta dos
pacientes. Conclusão: Concluímos que o gerenciamento dia-a-dia das cobranças, e a educação para a
responsabilidade financeira representam importantes estratégias para reduzir a perda de receita.

Referências bibliográficas:

1. Couttolenc BF, Zucchi P. Gestão de recursos financeiros. São Paulo : Fundação Petrópolis; 1998. 139 p.
2. Rogrigues VA, Perroca MG, Jericó MC. Glosas hospitalares: importância das anotações de enfermagem. Arq
Ciênc Saúde. 2004 out-dez; 11 (4): 210 – 214.
TRABALHO 111

                    ENFERMAGEM E A GESTÃO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE

Frazilio AAM, Canero TR, Motta MBG, Vogel C, Luvisotto MM
Hospital Israelita Albert Einstein
e-mail: andreiaamf@einstein.br

Introdução: A resolução 283 do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA - de 12 de julho de 2001 define
Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) como aqueles provenientes de qualquer unidade que execute atividades de
natureza médico-assistencial humana ou animal, os provenientes de centros de pesquisa, desenvolvimento ou
experimentação na área de farmacologia e saúde, medicamentos e imunoterápicos vencidos ou deteriorados,
aqueles provenientes de necrotérios, funerárias e serviços de medicina legal e aqueles provenientes de barreiras
sanitárias. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o Brasil produz, diariamente, cerca de
4.073 toneladas de RSS, de todo este resíduo apenas 10 a 25% necessitam de cuidados especiais. Justificativa: A
implantação de processos de segregação dos diferentes tipos de resíduos em sua fonte e no momento de sua
geração conduz à minimização de resíduos, em especial àqueles que requerem um tratamento prévio à disposição
final. Objetivo: Otimizar a prática de ações sustentáveis, na Clínica Médico Cirúrgica (CMC), relacionadas ao
processo de descarte de resíduos, reduzindo a quantidade de resíduos infectantes, e aumentando os recicláveis,
contribuindo assim, na diminuição do desperdício de recursos e do volume de resíduos gerados. Método:
Elaboramos um plano de ação que compreendeu a criação, em Janeiro de 2011, de um grupo de controle de RSS
na CMC, com a participação de um profissional assistencial por unidade de internação, denominado ponto focal, que
assumiram o papel de multiplicador e avaliador do descarte de resíduos em suas unidades. Através de reuniões
semanais estratégias de ação foram desenvolvidas como: -inclusão de recipientes para coleta seletiva de resíduos
recicláveis nos apartamentos de internação. A instituição já realizava a coleta seletiva de resíduos recicláveis nas
áreas de trabalho, associando a identificação do tipo de resíduo com as cores dos recipientes, porém todo o resíduo
gerado nos apartamentos de internação, eram tratados como resíduos infectantes; -Adequação de uma tabela de
classificação dos resíduos produzidos na instituição, validada pela ANVISA, discriminando o material, tipo de
resíduo, e o local de descarte (exemplo: fralda descartável – resíduo comum – desprezar em lixo preto, sonda
nasogástrica – resíduo infectante – desprezar em lixo branco); -Educação dos colaboradores quanto ao
gerenciamento de RSS e descarte de resíduos, utilizando a metodologia e-learning; -Padronização dos tipos e da
localização dos recipientes de descarte de resíduos nas unidades de internação. Resultados: No primeiro trimestre
de 2011 ocorreu a redução em 6% na média mensal de resíduos infectantes produzidos na instituição, e aumento
em 12% da quantidade de resíduos recicláveis. Conclusão: Concluímos que as ações realizadas contribuíram para
a redução dos resíduos infectantes, e aumento dos resíduos recicláveis, contudo o projeto está em desenvolvimento.


Referências bibliográficas:

1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Manual de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde: Brasília:
Ministério da Saúde; 2006.
TRABALHO 112

       RELATO DE EXPERIÊNCIA: CONSTRUÇÃO DE UM MODELO DE GESTÃO DA QUALIDADE POR
                                ENFERMEIRAS ASSISTENCIAIS

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein
E-mail: isabellemb@einstein.br
Autores: Bérgamo IB, Waisbeck TMB, Rodrigues IG, Canero TR.

1 – Introdução: A preocupação pela qualidade na prestação de serviços em saúde é antiga. Têm-se como exemplo
a pioneira Florence Nightingale (1820-1910), enfermeira inglesa que implantou o primeiro modelo de melhoria
contínua de qualidade em saúde no ano de 1854, baseando-se em dados estatísticos e gráficos. Sua participação na
guerra da Criméia foi impressionante. Seis meses após sua chegada ao Hospital Scutari, as taxas de mortalidade
recuaram de 42,7% para 2,2% , com os rígidos padrões sanitários e de cuidados de enfermagem por ela
estabelecidos. O processo do Modelo de Gestão da Qualidade necessita de planejamento, utilização e controle de
recursos materiais, tecnológicos, financeiros e humanos, é o principal meio de implementação da assistência
planejada, permite um ambiente mais seguro para paciente e colaboradores com a uniformização de procedimentos,
técnicas, materiais e medicamentos; promove o desenvolvimento da equipe de profissionais devido aos
treinamentos realizados e o gerenciamento de recursos baseados em indicadores, e reconhecimento nacional e
internacional da instituição. Um produto ou serviço de qualidade é aquele que atende perfeitamente, de forma
confiável, acessível, segura e no tempo certo, às expectativas do cliente.
A busca pela excelência nas ações aparece como condição essencial nos dias atuais. Atender os anseios dos
clientes superando suas expectativas torna-se prioridade para as organizações. Logo qualidade consiste em
alcançar os resultados desejados pela empresa e simultaneamente encantar aqueles que consomem nossos
produtos e/ou serviços.
2 – Justificativa: Observa-se nas últimas décadas, em vários países, uma mobilização em torno da aplicação de
programas de qualidade nas organizações hospitalares, com o objetivo de incrementar seu gerenciamento e
melhorar a eficiência destes serviços.
Foi criado um Modelo de Gestão da Qualidade para alcançar os melhores resultados através de auditorias internas.
3 – Objetivo: Relatar a construção de um Modelo de Gestão da Qualidade por enfermeiras assistenciais;
4 – Método: Este trabalho consiste no relato de experiência de enfermeiras assistenciais que trabalham no Grupo
de Gestão da Qualidade da Clínica Médica e Cirúrgica de um hospital geral, privado, de grande porte da cidade de
São Paulo.
5 - Relato de Experiência: Em 2005, com o intuito de melhorar o processo assistencial foi criado o Grupo de
Gestão da Qualidade da Clínica Médica e Cirúrgica, formado por enfermeiras assistenciais que trabalham duas
horas por dia para realização de auditorias internas. Através de auditorias realizadas para Acreditações Nacional e
Internacional, observou-se que alguns segmentos assistenciais eram falhos. Com a avaliação desses segmentos
criaram se os protocolos institucionais e conseqüente monitoramento contínuo do processo para busca dos
melhores resultados. Para avaliar a qualidade da assistência é necessário traduzir os conceitos e definições gerais,
da melhor maneira, em critérios operacionais, parâmetros e indicadores, validados e calibrados. Indicadores são
variáveis que medem quantitativamente as variações no comportamento dos critérios de qualidade anteriormente
estabelecidos.
6 – Conclusão: Promover qualidade em saúde é uma responsabilidade dos profissionais e uma expectativa do
pacientes.

7 - Referências Bibliográficas
1. Balsanelli AP, Jericó MC. Os reflexos da gestão pela qualidade total em instituições hospitalares brasileiras. Acta
paul. enferm.      [revista na Internet]. 2005 [acesso em 14 de abril de 2011];             18(4). Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.
2. Laet VLB. Experiência de gerenciamento de enfermagem em Unidade de Cardiologia: em busca de melhor
qualidade de prestação de serviços [tese]. São Paulo (SP): Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de
São Paulo; 1998.
TRABALHO 113

 Impacto da Atuação do Enfermeiro exclusivo da Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) na
                 Qualidade da Assistência à Saúde de um hospital privado de São Paulo

AUGUSTO MRS,TOTTI FR.

martha.augusto@unimedpaulistana.com.br

Introdução: A prática da Terapia Nutricional (TN) não é tão recente no Brasil. A tecnicização do processo de
alimentação hospitalar tem sido lenta, incluindo o investimento em recursos humanos. Sua regulamentação, no
entanto, aconteceu apenas no final da década de 90, com a publicação da portaria 272/98 que regulamenta a
nutrição parenteral, e em 2000 com a publicação da resolução 63/00, regulamentando a nutrição enteral. O trabalho
da EMTN (Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional) é primordial no tratamento global do doente, sendo o
enfermeiro parte essencial na eficácia da TN (Terapia Nutricional), como responsável pela administração das dietas,
prevenção e detecção precoce das causas da não efetividade da dietoterapia. Sabe-se que a ineficácia da TN, gera
aumento de custos para a instituição hospitalar, órgãos financiadores e o aumento de dias de internação. A inserção
do profissional de enfermagem (especialista e exclusivo) ocorreu mediante a necessidade de controles rigorosos dos
eventos adversos e indicadores gerenciados por esta equipe. Objetivo: Evidenciar a importância da atuação do
Enfermeiro especialista e exclusivo na EMTN para o sucesso da assistência nutricional hospitalar. Métodos: Trata-
se de um trabalho descritivo e comparativo, utilizando-se dados dos indicadores de qualidade relacionados à
assistência de enfermagem na EMTN nos períodos de Janeiro a Abril de 2007 a 2010 (análise quadrimestral). Para
tal, foram elaborados e padronizados os procedimentos de enfermagem relacionados à TNE e utilizou-se de planilha
de controle contendo os seguintes campos: Nome do paciente, dias do mês, via de infusão, tipo de dieta, volume
prescrito, horas de infusão, volume administrado, débitos do volume (positivo e negativo) e intercorrências.
Resultados: Com a implantação dos procedimentos e rotinas, o uso da planilha de coleta dos dados, a
conscientização da equipe de enfermagem nas anotações e com a melhora no processo de comunicação com os
membros passou a realizar a analise dos dados relacionados à perda e obstrução de sonda. Os dados antes não
anotados ou subnotificados passam a ficar evidenciados de forma mais consistentes. Conclusão: A atuação do
enfermeiro especialista em TN é um processo contínuo, focado em treinamentos periódicos e orientação diária in-
loco das equipes de enfermagem, baseadas em desvios de indicadores e gestão de eventos adversos. Diante dos
resultados obtidos, evidenciamos a importância do profissional Enfermeiro inserido na EMTN, contribuindo para a
eficácia da terapia nutricional intra-hospitalar, através da padronização de protocolos e procedimentos,
acompanhamento diário aos pacientes nas unidades de internação e treinamentos intensivos mediante as não
conformidades na TN. A Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional do Hospital Unimed Santa Helena foi
avaliada por órgão certificador e classificada como Nível 3-Excelência, na assistência nutricional aos pacientes
críticos.

Referencias Bibliográficas:

1-Godoy AM, Lopes DA, Garcia RWD. Sociocultural transformations in hospital food. História, Ciências, Saúde-
Manguinhos. 2007; 14(4). Disponível em: www.scielo.br.
2-Ministério da Saúde (BR). Resolução nº 272/1998. Dispõe sobre regulamento técnico da Terapia Nutricional
Parenteral. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 1998. Disponível em: URL: http://cnes.darasus.gov.br.

3-Ministério da Saúde (BR). Resolução nº 63/2000. Dispõe sobre regulamento técnico da Terapia Nutricional Enteral.
Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2000. Disponível em: URL: http://cnes.darasus.gov.br.

4-Castilho V, Leite MMJ. A administração de recursos materiais na enfermagem. In: Kurcgant P, organizadora.
Administração em enfermagem. São Paulo: EPU; 1991. p. 73-88.

Schull PD. Enfermagem básica: teoria e prática. 3ª ed. São Paulo: Rideel; 2004.
5-Gonçalves VLM. Anotação de enfermagem. In: Cianciarullo TI, Gualda DMR, Melleiro MM, Anabuki MH,
organizadoras. Sistema de assistência de enfermagem: evolução e tendências. São Paulo: Ícone; 2001. p. 221-33.
TRABALHO 114

                   PASSAGEM DE PLANTÃO: A ESCOLHA DA MODALIDADE ADEQUADA
                           Cazzolato E, Cerqueira R, Costa JMS, Martinelli TT

                              Hospital e Maternidade São Luiz – Unidade Brasil S.A
                                        ecazzolato@hospitalbrasil.com.br


       Introdução: A passagem de plantão constitui uma atividade fundamental para a organização do trabalho de
       enfermagem. Nela acontece a transmissão de informações sobre as condições dos pacientes, assistência
       prestada, intercorrências, pendências, tratamentos realizados e propostos e situações referentes a fatos
       específicos que merecem atenção1. Existem diversas modalidades de passagem de plantão e a escolha da
       melhor estratégia deve ser norteada pelo perfil da unidade e pelas necessidades evidenciadas pelo grupo
       que passa e recebe, com objetivo de aprimorar a comunicação2. Justificativa: Foram analisados os
       aspectos negativos e as dificuldades encontradas na modalidade de passagem de plantão em grupo,
       utilizada habitualmente nas Unidades de Terapia Intensiva e, dentre esses aspectos, foram evidenciadas: a
       demora na passagem de plantão devido à quantidade de informações transmitidas (referente à taxa de
       ocupação ou complexidade dos tratamentos e da assistência); relatos detalhados e extensos; problemas
       trabalhistas decorrentes de ultrapassar o horário de trabalho; descontinuidade na prestação da assistência
       durante a passagem das informações. A partir dessa análise, surgiu a necessidade de sistematizar e
       implantar uma outra modalidade de passagem de plantão que favorecesse a transmissão das informações
       sem perda de conteúdo, como alternativa para melhoria desse processo dentro das UTI´s. Objetivo:
       Relatar a experiência na implantação de uma nova modalidade de passagem de plantão nas UTI´s adulto,
       com foco no enfermeiro como principal agente do processo, de forma a estabelecer informações claras e
       concisas, otimizar o tempo para passagem de plantão e eliminar divergências de informações entre os
       turnos. Método: Relato de experiência realizado a partir de um projeto de melhoria assistencial desenvolvido
       em Unidades de Terapia Intensiva de um hospital geral, privado, de grande porte, localizado na cidade de
       Santo André (SP). Resultados: O projeto foi iniciado a partir da descrição em forma de fluxo da nova
       modalidade de passagem de plantão, avaliação e treinamento de todos os enfermeiros e técnicos do setor.
       Foi desenvolvido um impresso específico para atender às necessidades da nova modalidade e
       acompanhamento da passagem de plantão com um check list elaborado para avaliação do processo. A nova
       modalidade de passagem de plantão adotada apresentou pontos positivos como a melhor organização do
       trabalho, principalmente ao atendimento das prioridades; os registros passaram a ser revisados pelas
       equipes, diminuindo falhas e divergências no prontuário; a assistência realizada no período é avaliada pelo
       enfermeiro e técnico e atingiu-se o objetivo do cumprimento dos horários de entrada e saída do trabalho por
       toda a equipe. A equipe demonstra maior receptividade à modalidade, apresentando atitudes participativas e
       compromissadas com a assistência. Alguns pontos negativos podem ser descritos pela adesão ao
       preenchimento do impresso e centralização das informações no enfermeiro como coordenador da passagem
       de plantão. Conclusões: Concluímos que uma passagem de plantão mais adequada à dinâmica
       assistencial, pode surgir como uma estratégia para melhorar o processo comunicativo, minimizar
       dificuldades identificadas e gerar maior qualidade e segurança na transmissão das informações e, ainda,
       assegurar a continuidade da assistência ao paciente.


Referências:

1 Siqueira ILCP, Kurcgant, P. Passagem de plantão: falando de paradigmas e estratégias. Acta paul. enferm. São
Paulo, 2005 Oct/Dec; 18(4):446-51.

2 Portal KM, Magalhães AMM. Passagem de plantão: um recurso estratégico para a continuidade do cuidado em
enfermagem. Rev. Gaúcha Enferm., Porto Alegre, 2008 jun; 29(2): 246-53


Palavras chaves: Passagem de plantão / Modalidades de comunicação / Comunicação em enfermagem
TRABALHO 115

      ÚLCERAS POR PRESSÃO: NOVAS ESTRATÉGIAS E CAMINHOS PARA AS BOAS PRÁTICAS NA
                                     PREVENÇÃO.

AUGUSTO MRS, PEPES C, TAVEIRA EA, TIRADENTES T.
HOSPITAL UNIMED SANTA HELENA

martha.augusto@unimedpaulistana.com.br
clodine.pepes@unimedpaulistana.com.br
elza.taveira@unimedpaulistana.com.br
tatiana.tiradentes@unimedpaulistana.com.br

INTRODUÇÃO O Institute for Healthcare Improvement (IHI) é uma organização sem fins lucrativos que visa
melhorar a assistência à saúde em todo o mundo. Este trabalho está baseado em uma iniciativa liderada pelo “IHI”, a
campanha “Salve 5 Milhões de vidas” que visa melhorar a qualidade da assistência à saúde através da prevenção
da ocorrência de incidentes. A ferramenta disponibilizada permite um adequado controle da aderência a cada um
destes elementos, um retrato da assistência dada pelas equipes e, aponta um melhor gerenciamento da qualidade
assistencial da unidade. Bundle é um grupo de intervenções relacionadas a um processo de cuidado, que quando
executados em conjunto, resultam num desfecho muito melhor do que quando implementados individualmente. A
prevenção de úlceras por pressão (UPP) se resume a dois passos principais: identificação dos pacientes de risco e
implementação de estratégias de prevenção para aqueles identificados como sendo de risco. OBJETIVO Apresentar
os desafios encontrados com os resultados dos indicadores de desempenho como integrante do processo de
prevenção de úlceras por pressão juntamente com os demais profissionais envolvidos: enfermagem, fisioterapia e
nutrição, atuando na unidade de terapia intensiva adulto - plano piloto. MÉTODO Trata-se de um relato de
experiência da implantação de boas práticas no processo de prevenção de úlceras por pressão em um hospital
privado do município de São Paulo. Na primeira fase fizemos uma revisão de todo o material do IHI de acordo com a
nossa realidade. O Segundo passo foi realizar um levantamento dos casos novos de úlceras (incidência), revisamos
todo o nosso protocolo anterior e levantamos os custos com os materiais utilizados. Havendo uma alteração de todo
protocolo anterior. Realizamos a identificação de todos os pacientes em risco e implementação das novas
estratégias de prevenção que são os “Seis Elementos Essenciais para a Prevenção”, parceria com a equipe de
fisioterapia e nutrição na sinalização do paciente com alto risco para implementação de estratégias com uma
abordagem multidisciplinar; pois a união de diversos profissionais para atingir um mesmo objetivo agrega valor ao
processo. Elaboramos um fluxograma para nortear as ações da enfermagem de acordo com o risco encontrado na
escala de Braden e iniciamos os treinamentos práticos de toda a equipe de enfermagem. Realizamos um
gerenciamento do protocolo mensalmente para verificar a adesão das estratégias implantadas. RESULTADOS
Apresentar o resultado dos indicadores de desempenho e de qualidade sugeridos para controlar a aplicação dos
seis elementos da prevenção no ano de 2010 de janeiro a dezembro. CONCLUSÃO Quando todos os profissionais
são envolvidos nos processos de prevenção: temos um comprometimento em prol de um único resultado: o cliente.
A medição dos indicadores de desempenho nos formatos “tudo ou nada” nos permite obter resultados importantes e
nos mostra aonde devemos atuar ou onde ainda apresentamos falhas. A inclusão das equipes de fisioterapia e
nutrição, compreendendo a escala de risco e atuando nos pacientes com maiores necessidades fez aumentar as
ações e a parceria destes grupos. O gerenciamento das atividades de prevenção deixou a equipe de enfermagem
mais próxima do seu papel de agentes que atuam na prevenção e a divulgação de todo este trabalho que são os
chamados Bundles pelo hospital, é ótima maneira de motivar os colaboradores, informá-los sobre os progressos e
conscientizar os familiares das ações e de todas as medidas tomadas a fim de evitarmos as úlceras por pressão.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
1. 5 MILLION LIVES CAMPAIGN. Getting Started Kit: Prevent Pressure Ulcers How-to Guide. Cambridge, MA:
Institute for Healthcare Improvement; 2008. (Available at www.ihi.org).
2. SILVA, RCL DA; FIGUEIREDO, NMA; MEIRELLES, IB; Feridas: fundamentos e atualizações em enfermagem, -
São Caetano do Sul, SP, Yendis, 2edição 2009.
3. REDDY M, GILL SS, ROCHON PA. Preventing pressure ulcers: A systematic review. JAMA. 2006; 296:974-984.
TRABALHO 116

 IMPLANTAÇÃO DA COMISSÃO DE ENSINO, PREVENÇÃO E TRATAMENTO DAS ÚLCERAS E LESÕES DE
                       PELE (COMPELE): RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores: Almeida G. V.F., Araujo, S.R., Freitas, J.S.C., Rangel, A. G.C. Silva D.A.
Instituição: Hospital Santa Izabel (HSI) – Salvador/ Ba
Email: silvanarodrigues@scmba.com.br
Introdução: Meirelles et al (2007), enfatizam que, no que tange o cuidado ao cliente portador de lesões cutâneas, o
trabalho interdisciplinar vem se tornando uma premissa fundamental para o alcance do sucesso no tratamento
dessas feridas. As lesões de pele são consideradas eventos adversos ocorridos no processo de hospitalização, que
refletem de forma indireta na percepção do cuidado prestado e impactam significativamente na otimização do
processo terapêutico e na qualidade de vida dos pacientes. A adoção de ações multidisciplinares por equipes
motivadas, pautadas em conhecimento científico atualizado e na construção de pensamento crítico norteará ações
efetivas para prevenção e tratamento das citadas lesões. (Raquel & Alves, 2009).
Justificativa: Considerando o perfil de clientela assistida no Hospital Santa Izabel –HSI, a Instituição adota por
diretriz intensificar as ações referentes à prevenção e tratamento das úlceras e lesões de pele, motivando o
desenvolvimento de estudo que evidencie a experiência de implantação da Comissão de Pele- ComPele.
Objetivo: Relatar a experiência de implantação de uma Comissão Interdisciplinar para sistematizar assistência no
cuidado da pele.
Método: Relato de experiência acerca da implantação de Comissão de Pele no HSI.
Resultados: A partir da elaboração de Regimento, definição de metas de atuação e atribuições de membros, foi
viabilizada a ComPele, promovendo assistência integral na prevenção e tratamento das úlceras e lesões de pele;
oportunizando normatização de condutas e padronização de produtos, fornecendo subsídios para promoção de
pesquisa e acompanhamento de itens de controle e atualização profissional, vislumbrando redução das infecções
hospitalares e do tempo de internação.
A experiência inicial de atuação da Compele ocorreu a partir da percepção de seus membros da necessidade de
instituir Protocolo para Prevenção de Lesões de Pele, considerando a criticidade, tempo de permanência e condição
clínica da clientela, que favorecem risco para lesões de pele. Tal condição pôde ser evidenciada através da
aplicação assistemática da Escala de Braden – escore de risco para desenvolvimento de U.P.- em unidades do HSI,
ratificando risco moderado e alto nesta clientela.
Conclusão: Reunir uma equipe multiprofissional, consensuar opiniões e focar nos mesmos objetivos é premissa
para operacionalização de uma Comissão de Pele. A atuação de uma Comissão Interdisciplinar de Prevenção e
Tratamento de Lesões Cutâneas deve ter respaldo Institucional, envolver membros ativos da equipe interdisciplinar,
avaliando perfil da clientela, necessidades de cuidado, implementando rotinas viáveis e exequíveis para alcance dos
resultados.

Bibliografia:
BLANES, L. Tratamento de Feridas., Baptista-silva J.C. . Editor. Cirurgia vascular: guia ilustrado.SP:2004.
MATOS, L.S.;DUARTE,N.L.V. and MINETTO,R.C. Incidência e prevalência de úlcera por pressão no CTI de um
Hospital Público do DF.Rev .Eletr. Enf.2010;vol12,n 4,pp719-726.
MEDEIROS, A.B.F.; LOPES,C.H.A.F and JORGE, M.S.B. Análise da prevenção e tratamento das úlceras por
pressão propostas por Enfermeiros. Rev. Esc. Enferm.USP[online].2009,vol.43,n.1,pp. 223-228.
MEIRELES, I. B. et al. Feridas: fundamentos e atualizações em enfermagem. São Caetano do Sul: Yendis,
2001.
TRABALHO 117

A IMPORTÂNCIA DAS ORIENTAÇÕES DE ENFERMAGEM FORNECIDAS AOS PACIENTES NO SERVIÇO DE
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

Autores: Santos L.M.T, Matos S.A, Roriz V.B., Rangel, A. G.C.
Instituição: Hospital Santa Izabel (HSI) – Salvador/ Ba
Email: vanessa.roriz@scmba.com.br
Introdução: A evolução da tecnologia utilizada a partir da segunda metade do século XX permitiu que novos
métodos de diagnósticos por imagem fossem desenvolvidos, como exemplo, a Ressonância Magnética - RM. O
exame de RM não deve ser iniciado sem que antes o paciente seja submetido a uma entrevista para afastar possível
contra-indicação ao procedimento, assegurando minimização de riscos. A entrevista de enfermagem é de grande
importância, fornecendo informações clínicas que norteiam o procedimento, capaz de promover a redução do
estresse durante a realização do exame, tornando a assistência mais humanizada. É necessário oferecer apoio
emocional, acesso a informações e oportunizar ao cliente a expressão de sentimentos através da abordagem
específica do enfermeiro. Sabendo da importância da assistência humanizada, o setor de RM do Hospital Santa
Izabel –HSI realiza a entrevista de enfermagem à beira leito do cliente hospitalizado, tornando-se inovadora no
âmbito hospitalar.
Justificativa: A motivação para esse estudo surgiu da necessidade de identificar o efeito das orientações de
enfermagem diante de possíveis contra-indicações e sinais de claustrofobia do paciente, possibilitando a sua
atuação.
Objetivo: Destacar a importância da equipe de enfermagem no que concerne a fornecer informações precisas e
fundamentadas em conhecimento científico, para diminuir a impressão negativa sobre a RM, mapear riscos
inerentes ao procedimento e sistematizar a condução do exame.
Método: Trata-se de um estudo analítico/dedutivo, utilizando instrumentos de análise que darão suporte para um
estudo mais específico e aprofundado, tendo como método abordagem qualitativa com análise bibliográfica e
revisões dos levantamentos. A coleta ocorreu no período de dezembro de 2010 a fevereiro de 2011, no setor de
Ressonância Magnética do HSI, com um total de 819 exames realizados no período.
Resultados: Foram observados 819 clientes durante a pesquisa. Desse total, 51 pacientes com relato de
claustrofobia, representando 6,23%, apenas 02 recusaram-se a realizar o exame de RM, correspondendo a 0,24%.O
baixo percentual de exames não realizados por relato de claustrofobia pode estar associado à atuação da equipe de
enfermagem durante o preparo do paciente e entrevista prévia do enfermeiro fornecendo informações seguras e
esclarecedoras.
Conclusão: Na prática da equipe de enfermagem da RM do HSI as orientações de enfermagem são fornecidas a
todos os pacientes – ambulatoriais e internados, no intuito de não só fazer a triagem das contra-indicações, mas
minimizar a ansiedade a cerca do equipamento e exame, promovendo assim a aquisição de imagens de boa
qualidade de diagnóstico. Neste contexto, favoreceremos minimização do estresse relacionado ao exame,
otimizando qualidade da imagem ,oportunizando redução de custos inerentes ao tempo de realização do mesmo e
repetições por falhas relacionadas a mobilização e posicionamento e por conseqüência favorecendo redução de não
conformidades relacionados ao exame de RM.
Bibliografia: Haddad. M. C. L.; Zago, E.; Andreassa, F. J. Desconfortos referidos por indivíduos submetidos à
ressonância magnética, Maringá, v. 4, n. 2, p. 149-155, maio/ago. 2005. MEDINA, R. F.; BACKES, V. M. S. A
humanização no cuidado com o cliente cirúrgico. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, DF, v. 55, n° 5, p.
522-527, set./out. 2002.
TRABALHO 118

                   PRONTUÁRIO ELETRÔNICO: DIFERENCIAL DE UM SISTEMA PRÓPRIO
                                  PARA O SERVIÇO DE ENFERMAGEM
                                     RANGEL A. G. C., SANTOS V. M.
                                 Hospital Santa Izabel- HSI - Salvador/ Bahia
                       anagabriela@scmba.com.br, vaniamiranda@scmba.com.br


Introdução:O Prontuário Eletrônico do Paciente – PEP – representa para a área de saúde um recurso para a
melhoria da qualidade dos registros e acesso às informações relacionadas à assistência ao paciente, promovendo
legibilidade e confiabilidade no armazenamento de dados, sistematização de ações e segurança na tomada de
decisão.

Justificativa: Interesse em identificar como um software personalizado, baseado em sistemáticas de trabalho
vigentes, é um diferencial na gestão e operacionalização da assistência de enfermagem.

Objetivo: Registrar benefícios e restrições no desenvolvimento e implantação de um sistema de informação próprio,
identificando oportunidades de melhoria.

Método: Relato de experiência sobre o desenvolvimento e implantação de um P.E.P. denominado Prontus no
Hospital Santa Izabel.

Resultado: O módulo de enfermagem do Prontus iniciou com aprazamento e checagem da prescrição médica
eletrônica, seguido da informatização do Processo de Enfermagem. Atualmente está disponível em 59% dos leitos
da Instituição, contemplando as funcionalidades: aprazamento e checagem da prescrição médica eletrônica com
alertas de pendência, relatórios de aprazamento e auditoria de checagem, etapas do processo de enfermagem,
triagem em emergência, escores de dependência (NAS e SCP), sinalização de isolamento, avaliação de lesões de
pele e relatórios gerenciais.

Conclusão: Os recursos do PEP conduzem à sistematização das ações, facilitando o gerenciamento do cuidar,
promovendo segurança na tomada de decisão e melhoria na qualidade da assistência.
É pertinente o desenvolvimento de um sistema de informação próprio fundamentado no conhecimento da realidade
institucional e adequado às necessidades de uso, somado à facilidade de customização. Oportunamente, melhorias
deverão ser viabilizadas, promovendo interface entre ações assistenciais e gerenciamento de recursos.

Palavras-chave: prontuário eletrônico do paciente, sistema próprio, gerenciamento, enfermagem, relato de
experiência.


Referências
BEZERRA, Selene Maria. Prontuário Eletrônico do Paciente: uma ferramenta para aprimorar a qualidade dos
serviços de saúde. Meta: Avaliação - Rio de Janeiro, v. 1, n. 1, p. 73-82, jan./abr. 2009
C.F.Jr. Crispim e A.M.R. Fernades. Desenvolvimento de um prontuário eletrônico do paciente para as clinicas
de saúde da UNIVALI- IV Workshop de Informática aplicada a Saúde- CBComp 2004.
MARIN, H. F.; MASSAD, E.; AZEVEDO NETO, R.S. O prontuário eletrônico do paciente na assistência,
informação e conhecimento médico. SP: USP, 2003.
TRABALHO 119

                    REFLEXÕES SOBRE MODELO ASSISTENCIAL NA ÁREA DE ENFERMAGEM
                                     UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

                                                                                   Gerolin FSF, Berlofi L, Bianchini S, Cunha ICKO
                                                                                                    Hospital Alemão Oswaldo Cruz
                                                                                 GEPAG- Escola Paulista de Enfermagem UNIFESP
                                                                                                               fatima@haoc.com.br

INTRODUÇÃO: A discussão relacionada à modelo assistencial, muitas vezes pouco compreendido na sua
totalidade, nos traz a reflexão de como podemos definir a assistência hospitalar no Brasil face às diferenças
econômicas, sociais e políticas quando comparado com outros países e mesmo entre as diversas regiões. O modelo
assistencial pode ser definido como o modo como são organizadas, em uma dada sociedade, as ações de atenção à
saúde, envolvendo os aspectos tecnológicos e assistenciais. Ou seja, é uma forma de organização e articulação
entre os diversos recursos físicos, tecnológicos e humanos disponíveis para enfrentar e resolver os problemas de
saúde de uma coletividade. O resultado do significado da hospitalização é de fundamental importância quando
pensamos no processo que transcorre desta experiência e não necessariamente em como será o desfecho deste
processo. O seu transcorrer, a vivência do paciente e seus familiares no dia-a-dia com a equipe assistencial, entre
outras variáveis, interfere diretamente no bem estar do paciente e contribui para sua recuperação. Esta vivência
pode ou não trazer conteúdos que reforcem a confiança naqueles que o assistem, o que reflete uma condição
fundamental para o estabelecimento e fortalecimento de um relacionamento positivo, ou seja, que permita a fluidez
nas diversas relações que o paciente vivencia.
OBJETIVO E JUSTIFICATIVA: Identificar modelos assistenciais publicados, possibilitando a análise da prática
assistencial.
MÉTODO: Estudo de revisão bibliográfica através da análise de artigos científicos disponíveis on line na base de
dados PUBMED, no recorte temporal de 2006 a 2011, identificadas através das palavras chaves “Models, Nursing”.
Após leitura dos artigos estes foram tabulados por conteúdo e país de publicação, e separados em áreas temáticas
segundo a abordagem compreendida. Foram identificados 1240 artigos estrangeiros, incluindo 06 países e destes
foram selecionados 59 por estarem diretamente vinculados ao objeto da pesquisa.
RESULTADO: Dos 59 artigos localizados, 41 (69,5%) eram de publicação nos Estados Unidos, 09 (15,2%) na
Inglaterra, 03 (5%) na Austrália, 03 (5%)no Canadá, 02 (3,4%) na Nova Zelândia e 01(1,7%) na África do Sul.
                 Nos 59 artigos, identificamos 11 diferentes modelos assistenciais com nomenclatura definida e as
respectivas quantidades de artigos que descrevem o modelo: Modelo Baseado em Evidência – 09 (81,8%), Modelo
Assistencial Centrado no Paciente- 08(72,7%), Sistema Clínico Avançado – 01(9%), Modelo Baseado no Significado
Social – 01(9%), Primary Nursing – 01(9%), Cuidado Restaurativo para Autonomia Assistida – 01(9%), Cuidado
Holístico -01(9%), Modelo de Sistema Neumann – 01(9%), Modelo Colaborativo de Prestação de Cuidados -01(9%),
Cuidado Baseado na Espiritualidade-01(9%) e Modelo de Cuidado Whanaungatanga -01(9%). Identificamos
ainda que 13 (22,03%) do total dos 59 artigos são revisões teóricas e 08 (13,5%) modelos foram testados em
instituições de saúde e/ou no atendimento domiciliar.
CONCLUSÃO: Conclui-se, portanto, que dos 11 modelos identificados, a predominância é do Modelo Baseado em
Evidências, seguido do Modelo Assistencial Centrado no Paciente. Estes permitem uma análise e reflexão em
relação aos modelos descritos, contribuindo para que os enfermeiros gestores repensem o modelo assistencial
instituído nos hospitais face à realidade econômica, social e política, assegurando melhoria no cuidado em saúde.O
estudo, ainda em seu início destaca a importância de mais pesquisas analisando modelos assistenciais
e,principalmente outros que os testem, permitindo assim novas possibilidades para a gestão da assistência.

REFERÊNCIAS BIBLIIOGRÀFICAS
       1Clarck JS. Organizing Patient Care. Leadershipe Roles and Management Functions in Nursing- Theory and Applications. 6ª Ed.,
       2009. 315-334.George JB. Teorias de Enfermagem: os fundamentos à prática profissional/ Julia B. Georges; Trad. Ana Maria
       Vasconcellos Thorell – 4ª. ed. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.Grant D, Murphy, ML . Building a new nursing model: patient
       care services and nursing philosophy, Stanford Nurse: 2004. P. 3-5.Lucena AF, Paskulin LMG, SouzaMF, Gutierrez MGV. Construção
       do Conhecimento e do fazer enfermagem e os modelos assistenciais. Rev Esc Enferm USP: 2006; 40(2):292-8.
       www.ee.usp.br/reeusp/.Magalhães AMM, Juchem BC. Primary Nursing: adaptando um novo modelo de trabalho no serviço de
       enfermagem cirúrgica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. R. Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre: jul. 2000, v.21, p.5-18.
       Watson J (1999). Postmodern nursing and beyond. Edinburgh: Churchill Livingstone.
TRABALHO 120

    RELATO DE EXPERIÊNCIA: IMPLANTAÇÃO DO MODELO ASSISNTENCIAL BASEADO NO RELACIONAMENTO NO HOSPITAL
                                           ALEMÃO OSWALO CRUZ

                                                                                Gerolin FSF, Lech J, Berlofi L, Bianchini S, Dr. Rodrigo....
                                                                                                           Hospital Alemão Oswaldo Cruz
                                                                                                                     fatima@haoc.com.br
Introdução:
                    No Modelo Assistencial denominado Relationship-Based Care (BRC) – Cuidado Baseado no Relaconamento, os
profisisonais da saúde reconhecem que seu objetivo é cuidar de pacientes e familiares, sendo que os melhores resultados são obtidos quando
o paciente se sente seguro dentro de um relacionamento de confiança. O relacionamento do profissional da saúde e do paciente é reforçado
através do foco na continuidade da assistência prestada no âmbito de uma colaboração interdisciplinar. Esta estrutura é composta de quatro
princípios: 1.autonomia na relação equipe assistencial/ paciente; 2. equipe assistencial para suprir as necessiades dos pacientes/familiares; 3.
comunicação entre enfermiero, paciente e equipe multiprofissional e 4. gerenciamento do ambiente do cuidado.
                    O Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) definiu como modelo ideal para a prática assistencial o Primary Nursing e o
RBC, sendo que estes se complementam e promovem a manutenção da identidade do cuidado ao paciente nesta instituição, a qual está
fundamentada no acolhimento e respeito ao outro.

Objetivo e Justificativa
Apresentar o processo de implantação do Modelo Assistencial baseado no Primary Nursing e no Relationship-based care no Hospital Alemão
Oswaldo Cruz.

Descrição
Caracterização do HAOC: Hospital geral, privado, de alta complexidade. Possui 252 Leitos distribuídos em apartamentos individuais, sendo
34 leitos de UTI. O corpo funcional é composto por 1773 colaboradores. Possui corpo clínico aberto, com 5047 médicos cadastrados.
O HAOC tem como premissa na assistência o cuidado integral, bem como a aplicação de todas as fases da SAE (Sistematização da
Assistência de Enfermagem). O enfermeiro realiza o planejamento da assistência ao paciente através da prescrição de enfermagem, levando
em consideração o levantamento de problemas e o Diagnóstico de Enfermagem; evolui diariamente o paciente, modificando o planejamento
da assistência baseado em evidências. O planejamento da alta é realizado durante o processo de internação. Em 2009, todos os
colaboradores das áreas assistenciais participaram de um curso específico sobre o modelo Primary Nursing iniciando este modelo em
algumas Unidades de Internação.
Como parte do projeto de aprimoramento do modelo assistencial, realizamos um curso prático intensivo relacionado ao Modelo RBC,
envolvendo trinta e duas lideranças da instituição em 2010, possibilitando aos líderes do projeto RBC clareza do método e competências
essenciais para a construção de uma equipe que irá colaborar com as mudanças necessárias para a sua implantação.
Em 2011 realizamos o programa de capacitação de 130 profissionais de diversas áreas, sendo elas assistenciais e
administrativas. Parte deste projeto começa a se consolidar com iniciativas em alguma áreas.
Conclusão:
A busca pelo desenvolvimento de modelos que alcancem cada vez mais as necessidades individuais de cada
paciente e que fortaleçam o trabalho da equipe multiprofissional é fundamental para a sustentação da prática
assistencial.

Bibliografia:

       1.American Nurses Association Bill of Rights for Registered Nurses, (2001), ANA website:
       http://nursing world.org/
       2.Koloroutis, M. ed. (2004) Relationship-Based Care: A model for transforming practice. Creative
       Health Care Management, Minneapolis, MN.
       3.Manthey, M (2003). Aka Primary Nursing, Journal of Nursing Administration, 33, 7/8, p 369-370.
       Nursing: Scope and Standards of Practice, (2004) American Nurses Association, Silver Spring,
       MD.
4.Manthey, M. The Practice of Primary Nursing. 2th Ed. Minneapolis, MN: Creative Health Care Management, 2002.
Orem D E. Nursing: Concepts of Practice. 6th Ed. New York: Mosby, 2001. Care Model
TRABALHO 120

    RELATO DE EXPERIÊNCIA: IMPLANTAÇÃO DO MODELO ASSISNTENCIAL BASEADO NO RELACIONAMENTO NO HOSPITAL
                                           ALEMÃO OSWALO CRUZ

                                                                                Gerolin FSF, Lech J, Berlofi L, Bianchini S, Dr. Rodrigo....
                                                                                                           Hospital Alemão Oswaldo Cruz
                                                                                                                     fatima@haoc.com.br
Introdução:
                    No Modelo Assistencial denominado Relationship-Based Care (BRC) – Cuidado Baseado no Relaconamento, os
profisisonais da saúde reconhecem que seu objetivo é cuidar de pacientes e familiares, sendo que os melhores resultados são obtidos quando
o paciente se sente seguro dentro de um relacionamento de confiança. O relacionamento do profissional da saúde e do paciente é reforçado
através do foco na continuidade da assistência prestada no âmbito de uma colaboração interdisciplinar. Esta estrutura é composta de quatro
princípios: 1.autonomia na relação equipe assistencial/ paciente; 2. equipe assistencial para suprir as necessiades dos pacientes/familiares; 3.
comunicação entre enfermiero, paciente e equipe multiprofissional e 4. gerenciamento do ambiente do cuidado.
                    O Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) definiu como modelo ideal para a prática assistencial o Primary Nursing e o
RBC, sendo que estes se complementam e promovem a manutenção da identidade do cuidado ao paciente nesta instituição, a qual está
fundamentada no acolhimento e respeito ao outro.

Objetivo e Justificativa
Apresentar o processo de implantação do Modelo Assistencial baseado no Primary Nursing e no Relationship-based care no Hospital Alemão
Oswaldo Cruz.

Descrição
Caracterização do HAOC: Hospital geral, privado, de alta complexidade. Possui 252 Leitos distribuídos em apartamentos individuais, sendo
34 leitos de UTI. O corpo funcional é composto por 1773 colaboradores. Possui corpo clínico aberto, com 5047 médicos cadastrados.
O HAOC tem como premissa na assistência o cuidado integral, bem como a aplicação de todas as fases da SAE (Sistematização da
Assistência de Enfermagem). O enfermeiro realiza o planejamento da assistência ao paciente através da prescrição de enfermagem, levando
em consideração o levantamento de problemas e o Diagnóstico de Enfermagem; evolui diariamente o paciente, modificando o planejamento
da assistência baseado em evidências. O planejamento da alta é realizado durante o processo de internação. Em 2009, todos os
colaboradores das áreas assistenciais participaram de um curso específico sobre o modelo Primary Nursing iniciando este modelo em
algumas Unidades de Internação.
Como parte do projeto de aprimoramento do modelo assistencial, realizamos um curso prático intensivo relacionado ao Modelo RBC,
envolvendo trinta e duas lideranças da instituição em 2010, possibilitando aos líderes do projeto RBC clareza do método e competências
essenciais para a construção de uma equipe que irá colaborar com as mudanças necessárias para a sua implantação.
Em 2011 realizamos o programa de capacitação de 130 profissionais de diversas áreas, sendo elas assistenciais e
administrativas. Parte deste projeto começa a se consolidar com iniciativas em alguma áreas.
Conclusão:
A busca pelo desenvolvimento de modelos que alcancem cada vez mais as necessidades individuais de cada
paciente e que fortaleçam o trabalho da equipe multiprofissional é fundamental para a sustentação da prática
assistencial.

Bibliografia:

       1.American Nurses Association Bill of Rights for Registered Nurses, (2001), ANA website:
       http://nursing world.org/
       2.Koloroutis, M. ed. (2004) Relationship-Based Care: A model for transforming practice. Creative
       Health Care Management, Minneapolis, MN.
       3.Manthey, M (2003). Aka Primary Nursing, Journal of Nursing Administration, 33, 7/8, p 369-370.
       Nursing: Scope and Standards of Practice, (2004) American Nurses Association, Silver Spring,
       MD.
4.Manthey, M. The Practice of Primary Nursing. 2th Ed. Minneapolis, MN: Creative Health Care Management, 2002.
Orem D E. Nursing: Concepts of Practice. 6th Ed. New York: Mosby, 2001. Care Model
TRABALHO 121

   PREPARO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS BEIRA LEITO: UMA SISTEMÁTICA COM FOCO NA
                          SEGURANÇA E NA GESTÃO DE RISCOS
                        Martinelli TT, Tasca MA, Cazzolato E, Grando RM.

                              Hospital e Maternidade São Luiz – Unidade Brasil S.A
                                         tmartinelli@hospitalbrasil.com.br

       Introdução: São muitos os riscos pertinentes ao complexo processo de administração de medicamentos.
       Refletir sobre eles é a melhor forma de elaborar estratégias eficientes e modelos sistemáticos para detecção
       precoce e prevenção de erros1. Para que a prática da enfermagem possa ser exercida de maneira segura,
       todas as fases envolvidas no processo devem ser bem conhecidas e descritas. Ações integradas entre
       farmácia, enfermagem e médicos também são fundamentais para a segurança institucional e do paciente2.
       Justificativa: A partir de uma avaliação criteriosa e reflexiva do processo de administração de
       medicamentos, foram implantadas melhorias estruturais e ações sistematizadas de conferência a beira leito,
       a fim de oferecer subsídio para prevenção de erros e garantir a segurança do paciente. Objetivo: Relatar a
       experiência na implantação do projeto de preparo e administração de medicamentos beira leito,
       descrevendo ações de melhoria estruturais e de fluxos, desde o recebimento da medicação até a checagem
       da prescrição médica, com vistas à garantia da segurança do processo. Método: Relato de experiência
       realizado a partir de um projeto de gestão de riscos assistenciais desenvolvido em um hospital geral,
       privado, de grande porte, localizado na cidade de Santo André (SP). Resultados: O projeto foi iniciado a
       partir da aquisição de carrinhos para medicação beira leito e descrição do fluxo de recebimento, conferência
       e administração dos medicamentos. Foram realizados treinamentos específicos sobre o uso dos carrinhos,
       enfatizando a conferência das medicações no momento da entrega das mesmas pela farmácia, antes de
       guardá-las nos respectivos carrinhos e antes do preparo e administração das mesmas nos pacientes. O
       processo de conferência ocorre integralmente com a prescrição médica e a checagem passou a ser
       realizada imediatamente após a administração, garantindo a segurança das informações registradas no
       prontuário. Foram realizadas reuniões periódicas com a equipe usuária desta sistemática para
       acompanhamento do processo e ajuste às necessidades evidenciadas. Conclusões: Além da segurança
       transmitida ao paciente com o preparo e administração beira leito, outros pontos positivos identificados
       foram: organização na guarda dos materiais e medicamentos; ausência de “tumulto” no posto de
       enfermagem durante período de preparo de medicação e checagem imediata da prescrição médica a beira
       leito favorecendo a diminuição de não conformidades no prontuário. Todos esses aspectos levaram à
       conclusão de que essa é uma prática que minimiza os riscos de divergências na administração de
       medicamentos, nas suas diversas dimensões e, sendo essa uma das atividades mais importantes da
       enfermagem, conhecer os fatores que favorecem o erro é imprescindível para a redução dos mesmos e
       para uma assistência de segura e de qualidade.

Referências:
1 Franco, JN; Ribeiro, G; D'Innocenzo, M; Barros, BPA. Percepção da equipe de enfermagem sobre fatores causais
de erros na administração de medicamentos.Rev. bras. enferm. 63(6): 927-932, 2010 Dec.
2 Carvalho V T. Erros na administração de medicamentos: análise de relatos dos profissionais de
enfermagem.[Dissertação]. Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP; 2000.


Palavras chaves: Administração de medicamentos                  / Medicamentos beira leito / Gestão de riscos




               .
TRABALHO 122

                              EMAGRECER EM GRUPO: RELATO DE EXPERIÊNCIA

                                        Cruz LMN, Curcio BF, Peniche, ACG
                        Unidade de Saúde da Família Jardim Imperial de Pindamonhangaba - SP
                            Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EEUSP)

        1. Cruz, Léia Mello Nunes. Enfermeira da Saúde da Família de Pindamonhangaba-SP. Aluna de Mestrado da Escola de
        Enfermagem da Universidade de São Paulo. End: Av. Abel Correa Guimarães 81 apto 26 Bl 1, Pindamonhangaba-SP,
        12420-680. Tel (12) 9719 9721, Fax (12) 3645 7782. E-mail: leiamello@uol.com.br.
        2. Curcio, Beatriz Franco. Médica da Saúde da Família em Pindamonhangaba – SP.
                3. Peniche, Aparecida de Cassia Giani. Profª Livre Docente da Escola de Enfermagem da Universidade de São
        Paulo, Departamento Médico-Cirúrgica.

                                        e-mail para contato: leiamello@uol.com.br

                                                        RESUMO

 O número de pessoas que tem o peso excessivo aumentou e atingiu proporções preocupantes e de risco à saúde.
Da obesidade decorrem várias considerações importantes, dentre as quais, podemos citar a existência de uma série
de agravos à saúde, uma vez que a obesidade contribui para o surgimento de doenças crônicas, como a
hipertensão, diabetes e a dislipidemia, bem como, o grande investimento financeiro e de recursos humanos que são
aplicados para a recuperação dessa situação (1). É importante que os tratamentos para obesidade não estejam
voltados apenas para a redução do peso corporal, mas também levem em conta as necessidades de cada indivíduo,
para que ocorra tanto a melhora da qualidade de vida relacionada à saúde física, como também a saúde mental (2).
A educação alimentar tem um papel importante em relação ao processo de transformação e mudanças, à
recuperação e promoção de hábitos alimentares saudáveis que pode proporcionar conhecimentos necessários à
auto-tomada de decisão de formar atitudes, hábitos e práticas alimentares sadias e variadas (3). Neste contexto
descrito do problema da obesidade e da percepção de um aumento no número de pacientes com sobrepeso e
obesidade atendidos em consulta de enfermagem na Unidade de Saúde da Família Jardim Imperial em
Pindamonhangaba, cidade do interior de São Paulo, houve a necessidade de prestar uma intervenção mais
específica a estes pacientes através da implantação de um grupo de reeducação alimentar que foi denominado
Pense Leve. Este estudo teve como objetivo descrever o desenvolvimento de um grupo de reeducação alimentar
(Pense Leve) para pessoas obesas e com sobrepeso na Estratégia de Saúde da Família. Inicialmente, para a
implantação do grupo, foram realizadas reuniões com a equipe de profissionais da Unidade onde ocorreram
discussões sobre a obesidade, sobre os temas que deveriam ser abordados no Pense Leve e estratégias de
operacionalização do grupo, como horário, palestrantes e profissionais que seriam convidados e periodicidade dos
encontros. Foi então realizada uma divulgação na Unidade por meio de cartazes, consultas e através de visita
domiciliar. A etapa seguinte consistiu na abertura de um prazo de trinta dias para que os pacientes pudessem
comparecer na unidade e realizar sua inscrição na recepção. O grupo foi desenvolvido de agosto a dezembro de
2010. Os encontros aconteceram semanalmente e foram divididos entre palestras, roda de terapia comunitária e
degustação light onde sempre uma receita com caloria reduzida era ensinada aos pacientes e degustada. Foram
sujeitos deste estudo 19 pacientes do sexo feminino dos quais 32% estavam com sobrepeso e 68% com obesidade.
No final do programa foi verificado que 79% dos participantes eliminaram peso e cinco pessoas obtiveram redução
no grau de classificação da obesidade. O presente estudo permitiu reconhecer a complexidade dos aspectos
envolvidos na adoção de estilos de vida mais saudáveis e eliminação de peso corporal. O modelo proposto para o
grupo se mostrou eficaz e contribui para uma melhora na qualidade de vida dos pacientes. Recomenda-se que o
grupo continue sendo monitorado pelos profissionais para que seja possível futuramente ser avaliado de forma mais
profunda.
1. Gentil P. Comer com os olhos [entrevista online] São Paulo; Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. [citado
em 2005 Ago 8]. Disponível em: http://www.fapesp.br/agencia.2. Almeida GAN, Loureir SR, Santos JE. Obesidade Mórbida em
Mulheres -Estilos Alimentares e Qualidade de Vida. Archivos Lationoamericanos de Nutricion. 2001; 4(51): 359-365. 3.
Rotenberg S, Vargas S. Práticas alimentares e o cuidado da saúde: da alimentação da criança à alimentação da família. Rev
Bras Saúde Mater Infant. 2004; 4:85-9
TRABALHO 123

    ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO UTILIZADAS POR TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO PRONTO-
                     SOCORRO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICO

Garcia AB, Dellaroza MSG, Haddad MCL, Vannuchi MTO
Universidade Estadual de Londrina (UEL)
alessandrabg@gmail.com

Introdução: Os recursos humanos em saúde são parte principal e mais complexa do instrumento que dispomos
para alcançar a missão de uma instituição, porém, as questões subjetivas referentes à estes trabalhadores são, na
maioria das vezes, ignoradas, quando deveriam ocupar um grande espaço no gerenciamento dos mesmos. A forma
com que o indivíduo relaciona-se com o seu trabalho, considerando a forma como este está organizado, pode fazer
emergir certo sofrimento, com o qual o indivíduo tem que lidar e enfrentar para que este se torne suportável e não
comprometa seu equilíbrio psíquico. Para isso, ele utiliza estratégias que podem ser inconscientes e configuram-se
como alavanca para modificar e transformar as situações adversas do trabalho, tornando aceitável aquilo que não
era. Usar estratégias de enfrentamento é fundamental para a continuação do trabalho, bem como para uma real
adaptação às pressões. Justificativa: A saúde psíquica de quem cuida influencia diretamente na forma como este
cuidado será realizado, assim, torna-se importante entender quais estratégias de enfrentamento os trabalhadores
utilizam para tentar equilibrá-la, visto que este tema tem emergido expressivamente na atualidade. Objetivo:
Desvelar as estratégias utilizadas por técnicos de enfermagem que atuam em um Pronto-Socorro para enfrentar os
sentimentos de sofrimento no trabalho. Método: Estudo descritivo qualitativo, utilizou entrevista semi-estruturada
para coleta de dados e técnica de análise de conteúdo para a análise dos mesmos. Realizado com técnicos de
enfermagem do Pronto-Socorro de um hospital do Paraná. Para a seleção dos sujeitos foi utilizada a técnica bola-
de-neve. Resultados: Os sujeitos entrevistados revelaram estratégias individuais e coletivas para enfrentar o
sofrimento. As estratégias individuais são processos mentais onde o trabalhador busca modificar ou minimizar a
percepção da realidade que o faz sofrer. Trouxeram a tentativa de não se envolver emocionalmente com o paciente
para evitar o sofrimento; a mentalização da separação entre a vida profissional e pessoal; o relacionamento/diálogo
com o paciente como instrumento terapêutico para minimizar o sofrimento sentido pelo trabalhador pela condição do
próprio paciente; e a espiritualidade como suporte para o enfrentamento através da compreensão do processo de
vida, morte e sofrimento. As estratégias coletivas dependem de condições externas e se mantêm no consenso de
grupos de trabalhadores. A partir disso, as falas revelaram uma rotina/organização no dia-a-dia como intrínseca ao
trabalho e composta por um planejamento das ações para preparação antecipada para imprevistos nesta unidade;
um ambiente de ajuda mútua e cumplicidade entre os colegas pela possibilidade do trabalhador depender da ajuda
do outro; e a tentativa de obter o reconhecimento dos enfermeiros de forma indireta, através de diálogos que
induzam ao feedback ou tragam algum retorno sobre o resultado do trabalho realizado. Conclusão: Percebe-se que
a equipe utiliza-se de estratégias individuais e coletivas: buscando principalmente superar o sofrimento provocado
pelo convívio com a o sofrimento alheio, com a imprevisibilidade do processo de trabalho, além de buscar a
valorização de seu trabalho através do reconhecimento. É necessário que os gerentes conheçam estas estratégias
para que possam potencializá-las em suas equipes, diminuindo as conseqüências do sofrimento quando este é
inevitável.

Bibliografia

Bendassolli PF, Soboll LAP, organizadores. Clínicas do trabalho. São Paulo (SP): Atlas; 2011. p. 3-21.
Martins JT. Prazer e sofrimento no trabalho do enfermeiro em Unidades de Terapia Intensiva: estratégias defensivas [tese de
doutorado]. Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo; 2008. 199 p.
Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2003. 226 p.

Atkinson R, Flint J. Accessing hidden and hard-to-reach populations: snowball research strategies. Social Research Update
[internet]. 2001 [acesso em: 15 abr 2010]; 33. Disponível em: http://sru.soc.surrey.ac.uk/SRU33.html.
TRABALHO 124

       SISTEMA DE NOTIFICAÇÃO DE EVENTOS – UMA FERRAMENTA PARA O GERENCIAMENTO DE
                                          ENFERMAGEM
                           Reis EAA1, Barros CG2, Mayer SM3, Simões RO4

Introdução: Na área da saúde as mudanças relacionadas à segurança iniciam-se na década de 90 com a publicação do livro
“To Err is Human: Building a Safer Health System” que alerta para fragilidade do sistema de saúde. Assim, focar no sistema e no
processo, e não em pessoas, é a essência dos atuais sistemas para a redução ou eliminação dos erros. Gerenciar eventos
adversos é uma das formas de instituir a segurança do paciente.
Objetivo: Realizar análise de dados de um sistema de notificação de eventos adverso informatizado, com o objetivo de
compreender os processos envolvidos e propor melhorias.
Método: Trata-se de um estudo descritivo retrospectivo de uma base de dados do sistema de notificação de eventos. Este
estudo foi realizado em um hospital privado, sem fins lucrativos da cidade de São Paulo. Foram considerados somente os
eventos relacionados ao paciente que totalizaram 3747 eventos e excluídos dados incompletos.
Resultados e Análise: Na análise verificou-se que o total de pacientes envolvidos nestes eventos foi 2593, sendo que 1981
(76,40%) pacientes tiveram 1 notificação; 364 (14,04%) 2; 110 (4,24%) 3; 66 (2,55%) 4; 33 (1,27%) 5 e 39 (1,50%) de 6 a 13.
Isto se deve ao fato dos pacientes se internarem várias vezes durante o ano. Destes pacientes 1323 (51%) era do sexo
masculino e 1270 (49%) feminino, o que demonstra que não há diferença na distribuição entre os sexos. A idade dos pacientes
variou de 0 a 110 anos com uma média de 51,6 anos e uma mediana de 51,5 anos. A distribuição dos eventos por faixa etária foi
172 (5%) em menor de 1 ano; 95 (3%) em lactentes; 183 (5%) em crianças; 1409 (38%) em adultos; 1888 (50%) em idosos.
Nota-se nesta análise que a maior parte dos eventos estava relacionada à população idosa 50% e 12% na população pediátrica,
este fato demonstra que estas faixas etárias merecem uma atenção. “Outros Eventos” foram o maior numero notificados
(caracterizados por vários processos assistenciais) 1559 (41%); seguido de Ulcera Pressão 568 (15%); Erro Medicação 560
(15%); Flebite527 (14%); Queda 187 (5%); Evento Sentinela 192 (5%); Perda SNE 155 (4%) e RAM 6 (0,2%), são comparáveis
com dados encontrados na literatura. Quanto ao período de ocorrência verificamos que maioria dos eventos aconteceu no
período da manhã 1636 (44%); 1223 (33%) à tarde e 888 (24%) à noite, inferimos que os eventos podem estar relacionados com
os períodos de maior execução de procedimentos.
Conclusão: Este estudo demonstra que um sistema de notificação de eventos pode ser utilizado para traçar a tendência dos
eventos que mais ocorrem na instituição, contribuindo para a melhoria dos processos assistenciais: revisão dos protocolos e
implantação de um grupo específico para análise de causa raiz focado nos eventos graves. Podemos concluir que uma
sistemática de notificação e análise de eventos adversos é necessária para que a enfermagem gerencie os riscos relacionados
ao paciente prevenindo a ocorrência e implantando processos mais seguros para o paciente.

Referencias:
Kohn LT, Corrigan JM, Donaldson MS, editors. To Err Is Human - Building a Safer Health System. 4ª ed. Institute of medicine.
National Academy Press Washington, D.C; 2003.
Leape LL, Berwick DM. Five Years After To Err Is Human – What Have We Learned? JAMA. 2005;293(19):2384-2390.
Leape LL, Berwick DM. Safe health care: are we up to it? BMJ. March 2000; 320: 725.
Aiken LH, Clarke S, Sloane DM, Sochalski JA, Busse R, Clarke H, Giovannetti P, Hunt J, Rafferty AM, Shamian J. Nurses‟
Reports On Hospital Care In Five Countries. Health Aff. May 2001; vol. 20 no. 3 43-53.
Wilson RMcL, Harrison BT, Gibberd RW, Hamilton JD. An analysis of the causes of adverse events from the Quality in Australian
Health Care Study. MJA 1999; 170: 411-415.
Runciman WB, Williamson JAH, Deakin A, Benveniste KA, Bannon K, Hibbert PD. An integrated framework for safety, quality
and risk management: an information and incident management system based on a universal patient safety classification. Qual.
Saf. Health Care 2006;15;82-90.
Stelfox HT, Palmisani S, Scurlock C, Orav EJ, Bates DW. The "To Err is Human" report and the patient safety literature. Qual.
Saf. Health Care 2006;15;174-178.
Autores: Consultora de Qualidade e Segurança do Hospital Albert Einstein
2Diretora de Prática Assistencial, Qualidade e Segurança do Hospital Albert Einstein
3Analista de Qualidade e Segurança do Hospital Albert Einstein
4Consultora de Qualidade e Segurança do Hospital Albert Einstein
Instituição:
Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein
Contato:
Elisa Aparecida Alves Reis
elisa_reis@einstein.br
Avenida Albert Einstein, 627/701 – 6º andar Bloco D
São Paulo, 05652-900
 (011) 2151-1233 – Ramal: 72662
TRABALHO 125

RELATO DE EXPERIÊNCIA

Relato de experiência: implantação do Time out no centro cirúrgico do
Hospital Alvorada de Moema

Autor: Fabíola Portella Ribas Martins
      Elaine Alves de Sá Pimenta
      Karina Banhos Silva
      Elide Pereira Amarante

Introdução:
A cultura corporativa é muitas vezes referida como a "cola" que mantém uma organização unida. A cultura incorpora a filosofia de líderes, que
são traduzidas e influência os comportamentos dos colaboradores de uma forma que aumenta o comprometimento com os objetivos da
organização.
Estudos sobre o uso eficaz da gestão da qualidade total descobriram que alta e média liderança desempenha um papel importante na
transmissão                     da                      cultura                 para                 a                 linha                 de                  frente.
The National Patient Safety Agency (NPSA) descreve a cultura de segurança nos cuidados de saúde como onde os colaboradores e a
organização tem uma preocupação constante e atuante do potencial para que as coisas sejam resolvidas, todos, são capazes de reconhecer os
erros,              aprender                  com               eles,             e            tomar             medidas               para              corrigi-los.(1)
O sistema de saúde do inicio do século XX era centrado na figura do medico, que detentor do conhecimento, com limitada tecnologia e sozinho, atendia o paciente
no hospital, no consultório ou na sua residência. Esse sistema simples, direto e no qual o medico era detentor do controle dificilmente produzia coisas erradas.
Na década de 1990, os serviços de saúde sofrem uma drástica mudança na estrutura e nas relações com a sociedade. Isso se deve em parte pelo aumento dos custos
dos procedimentos médico-hospitalares, pela introdução de procedimentos ainda sem comprovação de utilidade clinica, e da excessiva variabilidade nos padrões na
pratica medica, entre outras, que começam a exigir também como padrão a qualidade dos cuidados prestados pelos médicos e serviços de saúde. (2)
 A qualidade da assistência médica, baseada nos princípios de segurança, atendimento centrado no paciente, eficácia, eficiência, atendimento apropriado e equidade,
principais premissas do relatório Errar é Humano (3) passou-se a exigir também na saúde melhorias continuas da qualidade, com a adoção de práticas antes restritas à
área da indústria.
 Essas práticas, que tem como objetivo a segurança de todos os processos de assistência ao doente, e tiram do médico a responsabilidade única do cuidado e dão
consistência aos processos assistenciais e a possibilidade de periodicamente analisa-los e aperfeiçoá-los.
Para garantir a qualidade da assistência ao paciente cirúrgico, em julho de 2003, a Joint Commission Board of Commissioners (JCAHO) propôs o Protocolo Universal para
Prevenção do lado errado, procedimento errado e paciente errado(4-5); sendo também recomendado pelo Colégio Americano de Cirurgiões(10). Nesta mesma direção,
em 2004 foi criada a World Alliance for Patient Safety, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que em 2007 iniciou um programa direcionado para a redução de erros
e eventos relacionados a procedimentos cirúrgicos, denominado de Save Surgery Saves Lives (Cirurgia segura salva vidas)(6). Este programa, semelhantemente ao
proposto pela JCAHO, recomenda a utilização de um checklist para cirurgia segura que inclui algumas tarefas e procedimentos básicos de segurança.
O protocolo Universal da JCAHO inclui três etapas:
Etapas do Protocolo Universal da JCAHO(7):
1. Verificação pré-operatória: visa assegurar que todos os documentos e informações relevantes ou equipamentos estejam disponíveis antes do início do
procedimento, estejam corretamente identificados e etiquetados, estejam concordantes com o registro de identificação do paciente e sejam consistentes entre si, com
as expectativas do paciente e com a compreensão da equipe sobre o paciente, o procedimento, o local da cirurgia. A falta de informações ou as discrepâncias, devem
ser abordadas e resolvidas antes do início do procedimento.
2. Marcação do sítio operatório (lateralidade): visa identificar, sem ambigüidade, o local do procedimento cirúrgico. Para os procedimentos envolvendo a
distinção entre estruturas bilaterais (direita e a esquerda), estruturas múltiplas (como os dedos das mãos e dos pés) ou níveis múltiplos (como nos procedimentos de
coluna), o sítio deve ser marcado de modo que a marca seja visível após o paciente ter sido preparado.
3. Pausa -TIME OUT: esta etapa é fundamental, sendo realizada em sala cirúrgica antes do início do procedimento. Tem por objetivo avaliar e assegurar que o
paciente, o local cirúrgico, o procedimento e o posicionamento estão corretos, e que todos os documentos, equipamentos e informações estão disponíveis. Nesta
etapa, todo o processo de conferência é realizado verbalmente, em voz alta e com a participação da totalidade dos membros da equipe cirúrgica, sendo requerida a
interrupção de toda e qualquer atividade em sala. A leitura dos itens é realizada de forma integral e exatamente como escrito no formulário.
O processo de verificação deve ser interdisciplinar, contando com a participação de todos os membros da equipe, sendo exigida a comunicação ativa entre todos.
O protocolo deve ser iniciado por um membro designado na equipe e conduzido de modo seguro, para evitar falhas. Para isto, o procedimento cirúrgico não é
iniciado até que todas as questões ou preocupações estejam resolvidas. Este papel é geralmente desempenhando pelo enfermeiro, que pode, ocasionalmente, sentir-se
pouco à vontade ao insistir com que a pausa seja realizada logo antes do início do procedimento. Entretanto, os enfermeiros devem ser leais e comprometidos com a
segurança do paciente em suas interações com a equipe cirúrgica, a fim de garantir que ocorra a verificação final (TIME OUT)(1).
MÉTODO
O presente trabalho é um estudo descritivo de relato da experiência. Foi realizado no Centro Cirúrgico (CC) do Hospital Alvorada Moema Estado de São Paulo, que
é uma Organização privada. O CC possui 12 salas de operação , com produtividade mensal de 800 cirurgias.

REFERENCIAS:
1. Reason J: Managing the risks of organizational accidents. Ashgate, 1997. 2. Berwick,D; Godfrey,A; Roessner,J.Melhorando a qualidade dos serviços
médicos hospitalares e da saúde.São Paulo: Makron Books, 1994. Institute of Medicine.To err is human: building a safer health system. Washington,D.C., National
Academy Press, 1999. 4. Joint Commission on Accreditation of Healthcare Organizations. JCAHO to hold summit on wrong-site, wrong-procedure, wrong-person
surgeries. Jt Comm Perspect.2003;23(3):7-8.
5. Joint Commission on Accreditation of Healthcare Organizations. Approved: revisions to 2007 National Patient Safety Goals and Universal Protocol. Jt Comm
Perspect. 2007;27(3):5-6. 6. World Health Organization (WHO). Checklists save lives. Bull World Health Organ. 2008;86(7):501-2.
7. Joint Commission on Accreditation of Healthcare Organizations, editor. Temas e estratégias para liderança em enfermagem: enfrentando os desafios hospitalares
atuais. Porto Alegre: Artmed; 2008. 8. VendraminiI RCR; Silva EA; Ferreira KAS et al. Segurança do paciente em cirurgia oncológica: experiência do Instituto do
Câncer do Estado de São Paulo. Rev. esc. enferm. USP vol.44 no.3. São Paulo Sept. 2010
TRABALHO 126

 ADEQUAÇÃO DO TAMANHO DO MANGUITO DO APARELHO DE PRESSÃO ARTERIAL NÃO INVASIVO NA
                                   CLÍNICA MÉDICO CIRÚRGICA (CMC)
Jaurés M, Canero TR, Sicoli AA, Miguel AC, Katayama DA
Hospital Albert Einstein
e-mail: michelej@einstein.br

Introdução: Diferentes fatores podem influenciar na medida precisa da pressão arterial (PA). Para evitar que a PA
seja super ou subestimada, a razão da circunferência braquial/manguito deve ser em torno de 40% da largura do
braço, e o manguito deve circundar de 80 a 100% do comprimento, conforme recomendação da America Heart
Association (AHA). Justificativa: O desempenho da CMC, na auditoria do Projeto de Padronização da Medida da
Pressão Arterial do Programa de Cardiologia, de um hospital particular de grande porte na cidade de São Paulo, foi
24% inferior à meta preconizada (meta 80% de conformidade na adequação do tamanho do manguito, de acordo
com a circunferência braquial do paciente – desempenho CMC 61% de conformidade). O Programa de Cardiologia
adaptou uma tabela da AHA, que classificava o paciente de acordo com o tamanho da circunferência braquial,
através de adesivos coloridos na capa do prontuário, determinando o tamanho do manguito a ser utilizado. Porém
percebeu-se que os tamanhos dos manguitos descritos não eram compatíveis com os tamanhos disponíveis na
instituição, e que o registro na capa do prontuário perdia-se quando, o mesmo, era arquivado na alta hospitalar.
Resultando em dificuldade na compreensão da tabela, e inadequação do tamanho do manguito utilizado nos
pacientes. Objetivo: Aumentar a adequação do tamanho do manguito do aparelho de pressão arterial não invasivo,
na CMC, conforme a circunferência braquial dos pacientes. Método: Realizou-se análise dos resultados da auditoria
no Grupo de Discussão da CMC (GDC), time de trabalho composto por representantes da enfermagem da CMC,
resultando em propostas de melhorias no processo de registro e escolha do tamanho do manguito. Com isso,
eliminou-se a tabela adaptada da AHA, a utilização de adesivos coloridos, e o registro na capa do prontuário. O
tamanho da circunferência braquial passou a ser registrado na folha de evolução, anotação e controles de
enfermagem, assim como o tamanho do manguito correspondente utilizado. Exemplo: circunferência braquial 28 cm
MSD (26 – 32 cm). Resultados: A adequação do tamanho do manguito utilizado aumentou em 46%, na CMC, após
as ações implantadas, e as despesas com os adesivos coloridos foram eliminadas.
         Comparativo da adequação do tamanho do manguito de
            pressão arterial não invasivo, conforme tamanho da                               Comparativo da adequação do tamanho do manguito de
         circunferência braquial - CMC. São Paulo, Outubro - 2010.                              pressão arterial não invasivo, conforme tamanho da
                                                                                             circunferência braquial - CMC. São Paulo, Outubro - 2010.

                                                                                                                                                  89%

                   61%                                       64%
                                                                                                       61%




    Auditoria Programa Cardiologia 2009     Auditoria Pré Projeto Piloto Abril-2010
                                                                                        Auditoria Programa Cardiologia 2009     Auditoria Pós Projeto Piloto Junho-2010
                             Conformidade       Meta (80%)
                                                                                                                 Conformidade        Meta (80%)




Conclusão: Concluímos que as ações implantadas contribuíram para a qualidade da assistência prestada,
segurança do paciente e redução de custos. A revisão do processo permitiu a compreensão dos executores, quanto
à finalidade e objetivo em adequar o tamanho do manguito conforme a circunferência braquial. A nova proposta de
registro do tamanho do manguito utilizado, na folha de controles, garantiu a permanência desta informação no
prontuário do paciente após a alta hospitalar. Frente os resultados positivos da implementação na CMC, o Programa
de Cardiologia multiplicou esta prática para toda a instituição.
TRABALHO 127

        LIDERANÇA DO ENFERMEIRO: UMA ANÁLISE DE ESTILOS SOB O ENFOQUE DO GRID GERENCIAL
                  Ferreira MBG, Duarte JMG, Presotto GV, Dal Poggetto MT, Simões ALA
                     Universidade Federal do Triângulo Mineiro/UFTM - Uberaba (MG)
                                         mariabgfo@bol.com.br

No contexto das organizações, a liderança constitui-se se em ferramenta gerencial eficaz, contribuindo para o
alcance dos objetivos. Nos serviços de enfermagem, enfermeiros coordenam equipes e gerenciam a assistência;
tais funções implicam no exercício de influência na equipe, caracterizando liderança(1,2). Este estudo teve como
objetivos: identificar os estilos de liderança exercidos pelo enfermeiro, na ótica dos membros da equipe de
enfermagem; comparar as médias de escores entre os estilos de liderança nos comportamentos real e ideal, e
comparar as médias dos escores de estilos correspondentes entre diferentes comportamentos. Estudo descritivo e
exploratório, desenvolvido nas unidades de Clínica Médica, Cirúrgica, Neurologia, Doenças Infecto-Parasitárias e
Ortopedia de um hospital universitário, após aprovação do Comitê de Ética, sob o protocolo 1469. Os participantes
foram técnicos e auxiliares de enfermagem. Para identificar o estilo de liderança do enfermeiro, foram utilizados os
Instrumentos Grid & Liderança em Enfermagem: Comportamento Real e Comportamento Ideal, os quais
contemplam cinco estilos de liderança, conforme maior pontuação atribuída: estilo 9,1 - enfermeiro preocupa-se com
produção; 1,9 - amigo da equipe e faz tudo para que gostem dele; 1,1 - preocupa-se apenas com o seu emprego,
interesse irrelevante pela equipe e serviço; 5,5 - guia sua supervisão pelos regulamentos hospitalares; 9,9 - consulta
a equipe, guia o trabalho baseado em objetivos comuns e contempla resolução conjunta dos problemas(3). Foram
incluídos todos os profissionais que estavam no plantão correspondente ao dia de aplicação do questionário,
totalizando 109 colaboradores. Destes, 13 recusaram-se a participar e cinco foram excluídos, pelo preenchimento
inadequado, resultando na participação de 91 profissionais. A coleta de dados ocorreu em julho de 2010. Para
análise dos dados utilizou-se: análise descritiva, Anova-F seguido por Bonferroni e Teste t-Student (p<0,05). Os
resultados demonstraram que o principal estilo de liderança identificado pela equipe de enfermagem, referente ao
comportamento real, corresponde ao estilo 9,9 (25,59%) seguido pelos estilos 5,5 (22,59%); 1,9 (21,67%), 9,1
(16,2%) e 1,1 (14,25%). Como comportamento ideal evidenciou-se o estilo 9,9 (26,7%), sendo o mais desejável, e o
1,1 (13,05%) como o mais indesejável; os estilos 5,5 (23,92%), 1,9 (22,75%) e 9,1 (13,58%) figuraram entre
desejável e indesejável. A comparação entre os estilos dos comportamentos real e ideal demonstrou que a média de
escore do estilo 9,9 foi significativamente superior aos demais, evidenciando ser o estilo de liderança mais praticado
pelos enfermeiros e o mais desejável. Constatou-se que as médias do comportamento ideal foram significativamente
superiores ao real nos estilos 9,1 (t=2,149; p=0,033), 1,9 (t=-4,584; p<0,001), 5,5 (t=-4,613; p<0,001) e 9,9 (t=-4,999;
p<0,001), evidenciando que o valor atribuído ao estilo idealizado é maior que o identificado. Pode-se concluir que a
liderança exercida e a idealizada foram caracterizadas pelo estilo 9,9; ou seja, comportamentos que refletem
envolvimento e comprometimento com a missão da instituição, espírito de trabalho em equipe e gestão participativa.
Observou-se, ainda, que o estilo de liderança exercido ainda não corresponde ao idealizado pela equipe de
enfermagem.
Descritores: liderança, enfermagem, gerência.


Referências Bibliográficas
1. Trevizan MA, Mendes IAC, Hayashida M, Galvão CM, Cury SRR. Análise de expectativas sobre a liderança do
enfermeiro à luz das Teorias Grid. Rev Gaúcha Enferm. 2001 Jan; 22(1):20-9.
2. Santos I, Oliveira SEM, Castro CB. Gerência do processo de trabalho em enfermagem: liderança da enfermeira
em unidades hospitalares. Texto Contexto Enferm. 2006 JulSet; 15(3): 393-400.
3. Trevizan MA. Liderança do Enfermeiro: O ideal e o real no contexto hospitalar. São Paulo: Sarvier, 1993. 94p.
TRABALHO 128

                 IDEALIZAÇÃO DOS ENFERMEIROS SOBRE SEU PROCESSO DE TRABALHO
                                   Presotto GV, Ferreira MBG, Simões ALA
                          Universidade Federal do Triângulo Mineiro - Uberaba (MG)
                                            mariabgfo@bol.com.br



Na prática profissional, frequentemente, discute-se a indefinição do trabalho do enfermeiro, confrontando-se o
sistema de ensino que apresenta grande parte do conteúdo curricular direcionado para aprendizagem de funções
assistenciais, e a prática profissional, caracterizada pela sobrecarga de funções administrativas(1). O trabalho do
enfermeiro tem sido caracterizado pelo excesso de funções, pela realização de atividades não-específicas da
profissão e por desvios em sua atuação, levando ao distanciamento do seu principal foco de trabalho: assistência ao
cliente(2). Estudos têm apontado para a multiplicidade de papéis do enfermeiro nas instituições de saúde; no entanto,
pouco se discute sobre as opiniões e sentimentos desse profissional acerca da configuração de seu processo de
trabalho, no que concerne às atividades que desempenha e aquelas que, por motivos diversos, deixa de realizar(3).
Conhecer a opinião dos enfermeiros a respeito do seu fazer cotidiano poderá contribuir para a reflexão sobre a
configuração de seu processo de trabalho, bem como possibilitar a discussão de estratégias que possam viabilizar
uma prática condizente com a abrangência de sua formação profissional. Esta pesquisa objetivou identificar as
atividades que, na opinião dos enfermeiros, deveriam ser desenvolvidas durante o seu processo de trabalho e
verificar quais motivos têm impedido sua realização. Estudo qualitativo, na modalidade estudo de caso, realizado
com enfermeiros vinculados ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Os dados foram
coletados por meio das técnicas de observação participante e entrevista semi-estruturada, e submetidos à técnica de
análise de conteúdo. Foram entrevistados 19 enfermeiros. Os resultados evidenciaram a opinião dos enfermeiros
sobre funções que são inerentes a sua formação profissional, contudo encontram obstáculos para o seu
desenvolvimento. Atividades de educação permanente e a implementação da Sistematização da Assistência de
Enfermagem foram mencionadas como sendo as atribuições mais almejadas; entretanto, justificam a não realização
destas devido ao número insuficiente de profissionais para atender a demanda do serviço, o que, segundo relatos
dos mesmos, resulta em sobrecarga de trabalho. Não obstante, os enfermeiros reconhecem tais funções como
instrumentos de melhoria da qualidade assistencial. Determinantes de ordem institucional como falta de
equipamentos e cobertura de mais de um setor ao mesmo tempo, bem como justificativas relacionadas à falta de
tempo e realização de outras atividades que não são de competência do enfermeiro foram referidos como motivos
que contribuem para a não realização de atividades que os enfermeiros julgam importantes e têm sido
negligenciadas por estes profissionais. Refletir sobre o processo de trabalho do enfermeiro é fundamental para a
seleção de estratégias que viabilizem uma prática condizente com a abrangência de sua formação profissional e
com a qualidade da assistência de enfermagem.


Descritores: processo de trabalho; gerenciamento; assistência de enfermagem.

Referências Bibliográficas
       1SILVA AM. Processo de trabalho e atividades educativas de trabalhadores de Enfermagem em
       hospitais públicos. 2010.197f. (tese doutorado). Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem, Universidade de
       São Paulo; 2010.
       2Costa RA, Shimizu HE. Atividades desenvolvidas pelos enfermeiros nas unidades de internação de um
       hospital-escola. Revista Latino Americana de Enfermagem. 2005; 13(5): 654-62.
       3Andrade JS, VIEIRA MJ. Prática assistencial de Enfermagem: problemas, perspectivas e necessidade de
       sistematização. Revista Brasileira de Enfermagem. 2005; 58(3): 261-65.
TRABALHO 129

                          AUDITORIA INTERNA NAS UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA
                                                        Esteves JT, Malaquias AP, Santos JM, Silva ARA
                                                                      Hospital Santa Cruz de São Paulo
                                                                     arsilva@hospitalsantacruz.com.br

Introdução: A auditoria de enfermagem é um processo pelo qual as atividades de enfermagem são examinadas,
mensuradas e avaliadas, em confronto com padrões preestabelecidos, por meio de revisões das anotações de
enfermagem que constam no Prontuário. Justificativa: Baseado no alto índice de operadoras e frente à ausência de
registros de materiais e procedimentos realizados, observou-se a necessidade de um trabalho interno de auditoria,
onde será realizada a conferência diária dos prontuários, sinalizando as divergências encontradas e atuando junto à
equipe multidisciplinar, conscientizando de forma educacional, visando a excelência na assistência de enfermagem
e realização correta da documentação da assistência prestada pela instituição. Objetivo: Mensurar a qualidade da
assistência de enfermagem e conscientizar a equipe multidisciplinar da necessidade e importância na descrição dos
cuidados prestados ao cliente, além de proporcionar a equipe de enfermagem o aprimoramento na descrição da
assistência prestada ao cliente, desenvolver a competência administrativa – financeira dos enfermeiros, com o
intuito de diminuir os índices de glosas, avaliar a sistemática da equipe de enfermagem, visando um atendimento de
qualidade e uma cobrança adequada para um pagamento justo das ações realizadas ao cliente. Método:
Levantamento bibliográfico relacionado ao tema auditoria de enfermagem e de dados dos prontuários, identificando
e analisando as deficiências nos registros, as inexistências de cobranças dos procedimentos realizados e materiais
utilizados e a falta de checagem. Com a elaboração de aulas e orientações, relacionadas aos problemas
encontrados e demonstração de resultados através de gráficos comparativos, realizados antes e após as ações
propostas de melhoria. Resultados: Foram um total de 192 prontuários analisados de setembro a novembro de
2010, comparados com a taxa de internação que foi de 388 internações. O total de glosas das UTIs no mês de
setembro seria: R$9.700,00, no mês de outubro: R$10.200,00 e no mês de novembro: R$19.500,00. Nos últimos 02
meses foram computadas a falta de cobrança dos escriturários que foi no mês de outubro: R$2.900,00 e no mês de
novembro: R$4.800,00, totalizando R$7.600,00. Somando esses valores destes 03 meses, teríamos um total de
glosas de: R$39.407,00, referente a 49% da taxa de internações. Essas glosas relacionadas a enfermagem , inclui
falta de checagem de drogas e sedações, anotações sem imprimir e carimbar ou sem ser realizada, falta de
checagem de dietas e falta de registro de materiais. Em relação aos escriturários esses valores são referentes a
falta de cobrança de itens do nosso estoque como: soros, ringer, drogas, materiais como adaptic, jelcos, polifix, etc.
Realizando um balanço de setembro/2010 a fevereiro/2011, conseguiu-se evitar em média R$ 95.000,00 que seriam
glosados, mas que foram revertidos com o trabalho em questão. Conclusão: Houve melhorar na qualidade do
serviço prestado pela equipe de enfermagem, beneficiando o cliente e criando subsídios para melhoria da qualidade
assistencial, com aumento do comprometimento da equipe em relação à descrição da assistência prestada ao
cliente e otimização do processo de faturamento, resultando na lucratividade e crescimento da instituição.


Bibliografia

Auditoria do método de assistência de enfermagem. Rev. Bras. Enferm. v.57. n.4. Brasília Jul/Ago. 2004.

Auditoria em Enfermagem identificando sua concepção e métodos. Rev. Bras. Enferm. v. 61.n.3.

Avaliação da qualidade dos registros de enfermagem no prontuário por meio da auditoria. Brasília Maio/ Junho 2008. Acta
Paul. Enferm. v.22 n.3. São Paulo Mai/Jun. 2009.

Abordagem conceitual de métodos e finalidades da auditoria de enfermagem. Rev. Rene v. 10. n.1, p. 1- 165. Fortaleza. Jan/
Mar.2009.
TRABALHO 130

     GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE: IMPLANTAÇÃO DA ESTRATÉGIA DE
                         VISTORIA DO PROCESSO DE SEGREGAÇÃO

Ezaias GM, Sardinha DSs, Silva LA, Souza D
Hospital Doutor Anísio Figueiredo
Email: gabimez@hotmail.com

Introdução: Os resíduos sólidos de serviços de saúde (RSS) são aqueles produzidos e manipulados em todos os
tipos de estabelecimentos prestadores de atenção à saúde, resultantes do exercício das atividades assistenciais
(ABNT,1993); e representam possíveis veículos de contaminação do ambiente, assim como são considerados
agentes de risco, visto que podem afetar a saúde dos indivíduos (TAKAHASHI, GONÇALVES, 2005.). O risco
oferecido pelos RSS pode ser minimizado pelo seu correto gerenciamento, estabelecido por um Programa de
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), que define e descreve as ações relativas ao manejo
dos resíduos sólidos desde a sua geração, passando pelo tratamento, até sua disposição final. A inadequada
segregação de resíduos (operação de identificação e separação dos mesmos no momento de sua geração, em
função da classificação previamente adotada no PGRSS), constitui-se em grande risco para a saúde do trabalhador.
Vivenciando um processo de trabalho, no qual o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) representa o
órgão responsável pelo PGRSS em uma instituição de saúde pública de média complexidade, e identificando grande
número de inadequações na segregação de resíduos nas unidades geradoras, optou-se pela implantação da
estratégia de vistoria diária com o objetivo de identificar falhas nesse processo que comprometam a segurança do
trabalhador. Objetivo: Descrever o processo de implantação da rotina de vistoria diária da segregação de resíduos
em uma instituição de saúde pública de média complexidade e apresentar os dados iniciais levantados no período
de Janeiro a Fevereiro de 2011. Metodologia: Estudo descritivo, no qual se utilizou para coleta de dados diária um
instrumento de observação para avaliação da segregação dos resíduos dos setores de Pronto Socorro, Internação
Clínica e Cirúrgica, adulta e pediátrica. O processo de vistoria foi realizado por dois técnicos de enfermagem do
SCIH, previamente capacitados quanto aos padrões a serem observados e tipos de inadequações a serem
notificados. Para classificação das inadequações foram utilizados os conceitos de infração comum (sem risco
ocupacional) e infração grave (com risco ocupacional). Resultados: Durante o período do estudo foram encontradas
82 inadequações referentes à segregação de resíduos, sendo 80,5% na unidade de Pronto Socorro e 19,5% nas
unidades de Internação. Destas, 11% foram classificadas como infração grave, uma vez que envolviam a presença
de materiais perfuro-cortantes e/ou com presença de sangue e outros fluidos corporais, que oferecem risco a saúde
dos trabalhadores quando inadequadamente descartados. Das infrações graves, 77,8% ocorreram no setor de
Pronto Socorro e 22,2% nas unidades de Internação, com predomínio no período noturno (sete infrações graves).
Constatou-se no transcorrer da implantação da estratégia de vistoria diária melhora significativa do processo de
segregação, no entanto devido a ausência de ações de responsabilização dos membros da equipe e suas
lideranças, percebeu-se um declínio na qualidade do processo de segregação. Conclusão: A estratégia de vistoria
diária de segregação de resíduos apresentou resultados positivos, porém isoladamente tal ação não garante uma
mudança de comportamento efetiva dos membros da equipe de saúde, o que evidencia a necessidade de ações
complementares que envolvam a responsabilidade profissional.

Bibliografia:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12807: resíduos de serviço de saúde – terminologia.
Rio de Janeiro, jan.1993;
TAKAHASHI, R.T.; GONÇALVES, V.L.M. Gerenciamento de recursos físicos e ambientais. In: KURCGANT
(Coords). Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 2005, p.184-194;
TRABALHO 131

 MANISFESTAÇÕES PSICO-COMPORTAMENTAIS DO BURNOUT EM TRABALHADORES DE UM HOSPITAL
                              DE MÉDIA COMPLEXIDADE

Ezaias GM, Gouvea PB, Haddad MCL, Vannuchi MTO, Sardinha DSs
Hospital Doutor Anísio Figueiredo / Universidade Estadual de Londrina
Email: gabimez@hotmail.com

Introdução: Burnout é uma síndrome psicológica que ocorre devido à tensão emocional crônica no processo de
trabalho e constitui-se em uma experiência subjetiva que gera atitudes e sentimentos relacionados ao trabalho,
afetando a atuação do profissional e trazendo conseqüências para a organização (TAMAYO; TRÓCCOLI, 2002).
Manifesta-se por diversos sinais e sintomas, alterações fisiológicas, disfunções psicológicas e mudanças
comportamentais, que interferem diretamente no processo de trabalho, afetando aspectos relativos à qualidade e
produtividade. No âmbito hospitalar, as conseqüências se refletem na organização e na qualidade da assistência de
saúde prestada ao paciente, podendo comprometer a recuperação da saúde do mesmo. Diante disto, vivenciando o
processo de trabalho em uma instituição hospitalar de média complexidade, permeado por fatores de risco para o
desenvolvimento da síndrome de Burnout, como sobrecarga de trabalho, relacionada ao aumento do grau de
dependência e gravidade dos pacientes; dificuldades estruturais e falta de recursos materiais e humanos, percebeu-
se a necessidade de investigar a ocorrência do Burnout entre os profissionais de saúde, assim como buscar sinais e
sintomas que caracterizem a ocorrência desta síndrome. Objetivo: Identificar e relacionar sintomas psíquicos e
comportamentais com as dimensões positivas da síndrome de Burnout em profissionais de um hospital público de
média complexidade. Metodologia: Estudo descritivo de natureza quantitativa com trabalhadores das diversas
categorias profissionais atuantes em um hospital público de média complexidade da cidade de Londrina/PR. Para a
coleta de dados foi utilizado um instrumento auto-aplicável, constituído das principais variáveis dependentes da
síndrome de Burnout, criado por Christine Maslach e validado no Brasil por Benevides-Pereira; para a identificação
dos sinais e sintomas da síndrome de Burnout, utilizou-se questionário desenvolvido por Menegaz (2004).
Resultados: A análise dos dados permitiu encontrar relações entre as dimensões da síndrome e sintomas
pesquisados com valores de p significativos, através do teste Qui-quadrado, evidenciando a repercussão do
sofrimento psíquico na produtividade e qualidade do trabalho, sendo que 33,8% dos trabalhadores apresentavam
alto grau de exaustão emocional, 26,9% alto grau de despersonalização e 30% demonstraram baixa realização
profissional, sendo estes os graus de cada dimensão que caracterizam a presença de síndrome de Burnout.
Também foi encontrada relação entre a manifestação de sintomas psíquicos e comportamentais, como irritabilidade
fácil, sentimento de pouco tempo para si mesmo, estado de aceleração contínuo, aumento do consumo de álcool,
cigarro e/ou drogas e perda do senso de humor, e as dimensões positivas para a síndrome. Conclusão: A
manifestação de diferentes sintomas psíquicos e comportamentais associados à síndrome de Burnout mostrou-se
significativa, e dentre eles, destacou-se a presença da irritabilidade fácil. Considerando que o sofrimento psíquico
possui impacto negativo na produtividade e qualidade do trabalho, fica evidente a necessidade no reconhecimento
precoce destas manifestações para a realização de intervenções que visem à interrupção deste processo de
adoecimento.

Bibliografia:
MENEGAZ, F.D.L. Características da incidência de burnout em pediatras de uma organização hospitalar pública
[tese]. Florianópolis (SC): Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Santa Catarina; 2004;

TAMAYO, M.R.; TRÓCCOLI, B.T. Exaustão emocional: relações com a percepção de suporte organizacional e com
as estratégias de coping no trabalho. Estud. psicol., v.7, n. 1, p. 37-46, 2002.
TRABALHO 132

         RESIDÊNCIA DE GERÊNCIA EM SERVIÇOS DE ENFERMAGEM: FORMAÇÃO
                  PROFISSIONAL COM MÉTODO PROBLEMATIZADOR

Ezaias GM, Sardinha DSs, Haddad MCL, Vannuchi MTO
Hospital Doutor Anísio Figueiredo/Universidade Estadual de Londrina
Email: gabimez@hotmail.com

Introdução: A educação problematizadora rompe com o modelo educacional tradicional, que vê o educando como
ser passivo; transformando-o em ser ativo, livre e responsável pelo seu conhecimento. Tem caráter reflexivo e
promove criticidade em relação à realidade e conduz consequentemente, a mudanças de paradigmas (CYRINO,
TORALLES-PEREIRA, 2004). A problematização tem nos estudos de Paulo Freire (1975), a sua origem, enfatizando
que os problemas a serem estudados, precisam valer-se de um cenário real. Os problemas obtidos pela observação
da realidade manifestam-se para alunos e professores com todas as suas contradições, daí o caráter fortemente
político do trabalho pedagógico na problematização, marcado por uma postura crítica de educação. O processo de
gerenciar em enfermagem pressupõe a tomada de decisões, e depende do grau de autonomia do gerente de
enfermagem e de como se dá a sua relação com as pessoas e com a própria política de instituição; ressalta-se que
o perfil do gerente e sua postura na tomada de decisões afetam significativamente os resultados das mesmas
(MASSAROLLO, FERNANDES, 2002). Frente ao exposto, o Programa de Residência de Enfermagem da
Universidade Estadual de Londrina (UEL) adotou o modelo de educação problematizadora para a formação de
Enfermeiro Gerente, buscando assim capacitar o enfermeiro a atuar na área de administração dos serviços de
enfermagem, com vistas a analisar, intervir e modificar o quadro vigente, quando necessário, levando em conta a
complexidade da organização (VANNUCHI, CAMPOS, 2007). Objetivo: Descrever a experiência da utilização do
método problematizador na formação de enfermeiros inseridos no Programa de Residência em Gerência em
Serviços de Enfermagem. Metodologia: O programa de Residência da UEL é desenvolvido nos diversos níveis de
atenção à saúde, que se articulam em duas etapas, sendo a primeira constituída por práticas interdisciplinares e a
outra composta por práticas específicas com característica multiprofissional. O curso possui carga horária de 5.010
horas, distribuídas em dois anos, incluindo atividades teóricas e práticas. Resultados: A formação baseada no
método problematizador proporciona o desenvolvimento de diversas competências gerenciais em enfermagem,
atuando como um agente facilitador no processo de inserção no mercado, uma vez que aprimora a capacidade
crítico-reflexiva com ampliação da visão do processo de trabalho nos diferentes níveis de atenção; contribui com o
desenvolvimento das habilidades de gerenciamento de conflitos, liderança e dimensionamento de recursos
humanos, materiais, físicos e ambientais, assim como proporciona um melhor entendimento nas relações
organizacionais da área da saúde. Conclusão: Acredita-se que a proposta de utilização do método problematizador
na formação de Enfermeiros Gerentes representa uma estratégia eficaz, que proporciona o desenvolvimento de
competências gerenciais necessárias para a atuação profissional, assim como promove o fortalecimento da parceira
academia-serviço-comunidade, elemento essencial para o sucesso do processo gerencial.

Bibliografia:
CYRINO, E.G.; TORALLES-PEREIRA, M.L. Trabalhando com estratégias de ensino-aprendizagem por descoberta
na área da saúde: a problematização e a aprendizagem baseada em evidências. Cad. Saúde Pública, v. 20, n. 3,
p.780-788, mai/jun, 2004;

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975;

MASSAROLLO, M.C.K.B.; FERNANDES, M.F.P. Ética e gerenciamento em enfermagem. In: KURCGANT (Coords).
Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 2005, p.14-25;

VANNUCHI, M.; CAMPOS, J. A Metodologia Ativa na Residência em Gerência do Curso de Enfermagem da UEL.
Cogitare Enferm, v.12, n. 3, p. 358-64, jul/set, 2007.
TRABALHO 133

    MULTIDISCIPLINARIDADE NA CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS DO SERVIÇO DE
  HIGIENE HOSPITALAR: UMA ESTRATÉGIA DO SERVIÇO DE CONTROLE DE INFECÇÃO
                                HOSPITALAR

Ezaias GM, Sardinha DSs, Silva Junior MC
Hospital Doutor Anísio Figueiredo
Email: gabimez@hotmail.com

Introdução: O Serviço de Higiene, Limpeza e Conservação (SHLC) em Serviços de Saúde apresenta relevante
papel na prevenção das infecções relacionadas à assistência em saúde (IRAS), sendo imprescindível à criação de
estratégias que promovam o aperfeiçoamento das técnicas de limpeza e o eficaz controle da disseminação de
microrganismo no ambiente hospitalar (BRASIL, 2010). A educação consiste em um processo dinâmico e contínuo
de construção do conhecimento, que por meio do desenvolvimento do pensamento livre, da consciência crítico-
reflexiva e relações humanas, leva à criação de compromisso pessoal e profissional, capacitando para a
transformação da realidade (PASCHOAL; MANTOVANI; MÉIER, 2007). A realização de treinamentos tem como
resultado o aumento do conhecimento teórico e prático que proporciona ao indivíduo eficiência para a realização de
seu trabalho, enquanto a promoção do desenvolvimento vai além da eficiência, e visa à ampliação de competências
profissionais e pessoais (PERES, LEITE, GONÇALVES, 2005). Aspectos psicológicos também devem ser
considerados no processo de capacitação, uma vez que fatores individuais, como auto-estima e motivação, são
fatores importantes no sucesso do processo de trabalho (TORRES, 2008). Justificativa: Diante do exposto, e
considerando a responsabilidade do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) em promover o
conhecimento, assim como sensibilizar os profissionais de saúde no que se refere ao controle das IRAS, constatou-
se a necessidade de realização de capacitação com foco multidisciplinar da equipe do SHLC. Objetivo: Descrever o
processo de capacitação da equipe do Serviço de Higiene, Limpeza e Conservação de um hospital público de média
complexidade e apresentar as percepções dos agentes capacitadores envolvidos neste processo. Metodologia: A
capacitação foi realizada em março de 2011, com 22 Auxiliares de Higiene divididas em dois grupos com 10 e 12
participantes; teve duração de oito horas dividido em dois momentos, com abordagem metodológica
problematizadora, utilizando-se a estratégia de exposição dialogada e dinâmicas de grupo. Resultados: O Primeiro
Momento foi composto por uma dinâmica de apresentação, com o objetivo de reforçar os laços interpessoais da
equipe e outra visando o fortalecimento do grupo frente à instituição, com foco no trabalho em equipe e estímulo
para reconhecimento do valor de suas atividades na estrutural organizacional. No Segundo Momento foram
abordadas questões técnico-operacionais, por meio de exposição dialogada e dinâmica de grupo, com foco no
esclarecimento de dúvidas e apresentação/discussão do novo Protocolo de Rotinas do SHLC. Conclusão:
Observou-se a participação ativa dos profissionais nos dois momentos do processo de capacitação, porém com
relevantes diferenças entre os grupos, no qual foram resgatados conceitos, técnicas e estratégias pertinentes ao
momento de reestruturação do SHLC. Pode-se sugerir que o Primeiro Momento atuou como um facilitador no
processo de aprendizagem e integração. Constatou-se também o suprimento de demandas referentes a vieses do
conhecimento, que geram diferentes padrões técnico-operacionais na prática de limpeza. Frente ao exposto, vê-se a
necessidade de criação de um programa de capacitação periódico para o serviço, com vista a promover e manter a
qualificação e motivação dos profissionais, assim como garantir a qualidade do processo de assistência.

Bibliografia:

BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e
desinfecção de superfícies. Brasília, 2010;
PASCHOAL, A.S.; MANTOVANI, M.F.; MÉIER, M.J. Percepção da educação permanente, continuada e em serviço para
enfermeiros de um hospital de ensino. Rev Esc Enferm USP, v. 41, n. 3, p.478-484, 2007;
PERES, H.H.C.; LEITE, M.M.J.; GONÇALVES, V.L.M. Educação Continuada: recrutamento e seleção, treinamento e
desenvolvimento, e avaliação do desempenho profissional. In: KURCGANT (Coords). Gerenciamento em Enfermagem. Rio de
Janeiro:Guanabara Koogan, 2005, p.138-156;
TORRES, S. Estruturação da equipe por meio do treinamento e desenvolvimento. In: TORRES, S.; LISBOA, T.C. Gestão dos
serviços limpeza, higiene e lavanderia em estabelecimentos de saúde. 3.ed. São Paulo:SARVIER, 2008, p. 33-51.
TRABALHO 134

REGISTRO INFORMATIZADO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM NO PONTO DE CUIDADO DO PACIENTE:
AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO DOS ENFERMEIROS

Palomo JSH, Silva RCG, Gutierrez MA.

Instituto do Coração (InCor) do Hospital da Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

E-mail: jurema.palomo@incor.usp.br

Palavras-chaves: Informática em Enfermagem, Sistemas Automatizados de Assistência junto ao leito, Registros de
Enfermagem, Gerenciamento.

RESUMO:
Introdução: a entrada da Tecnologia da Informação nas instituições de Saúde causa uma verdadeira evolução, com
propostas novas e inovadoras que objetivam agregar melhorias nos registros dos cuidados aos pacientes. Os
enfermeiros que atuam em hospitais dizem que “a maior vantagem dessas transformações é a volta do foco de suas
ações de enfermagem para o cuidado direto ao paciente”1. O Sistema de Informação Hospitalar tem sido usado para
resolver importantes problemas relacionados ao uso de prontuário convencional em papel (físico) volumoso,
incômodo e pouco eficiente2,3, possibilitando o registro das ações do cuidado no Prontuário Eletrônico do Paciente,
que é “um conjunto de informações referentes ao paciente, armazenadas em formato digital”4. Entretanto, algumas
desvantagens têm sido relatadas, especialmente quando os registros precisam ser feitos no ponto de cuidado ou à
beira do leito. Justificativa: estudo desenvolvido sobre a aplicação da Informática para organizar o Processo de
Enfermagem no momento e local de atendimento do paciente. Objetivo: avaliar o uso de um computador móvel
especialmente desenvolvido para auxiliar o enfermeiro no processo de registro da assistência de enfermagem no
ponto de cuidado do paciente (Medkart®). Método: trata-se de estudo descritivo, transversal com abordagem quali-
quantitativa, que incluiu 25 enfermeiros experientes no uso e aplicação do processo de enfermagem. Os dados
quantitativos foram analisados por estatística descritiva e os dados qualitativos por meio da análise de conteúdo.
Resultados: todos os enfermeiros tinham habilidade com sistemas informatizados e 52% consideraram que o
Medkart® foi um facilitador para o registro da avaliação inicial do paciente. Entretanto, 64% relataram que o
dispositivo não facilitou o registro das intervenções de enfermagem durante a avaliação inicial. 84% concordaram
que o Medkart® facilitou os registros posteriores. Os enfermeiros consideraram que o uso do dispositivo permitiu
rápido acesso a informações adicionais do paciente e permitiu a confiabilidade dos dados armazenados à medida
que os registros foram feitos imediatamente após a avaliação do paciente, evitando a perda de informações.
Contudo, observou-se que o interferiu na relação enfermeiro-paciente. Conclusão: o Medkart® transpôs as limitações
do dispositivo portáteis utilizados a beira do leito até o momento, acarretou trabalho adicional para o enfermeiro,
embora consideraram que esse tipo de dispositivo foi útil para a prática profissional.

Bibliografia:

Ball MJ, Weaver C, Abbot PA. Enabling technologies promise to revitalize the role of nursing in an era of patient
safety. Int J Med Inform. 2003; 69(1): 29-38.
Marin HF. Improving Patient Safety with technology. Int J Med Inform. 2004; 73: 543-6.
Évora YDM, Dalri MCB. O uso do computador como ferramenta para a implantação do processo de enfermagem.
Rev Bras Enferm. 2002; 55: 709-13.
Marin HF, Massad E, Azevedo Neto RS. Prontuário eletrônico do paciente: definições e conceitos. In: Massad E,
Marin HF, Azevedo Neto RS. O prontuário eletrônico do paciente na assistência, informação e conhecimento
médico. São Paulo: 2003. p.1-20.
TRABALHO 135

INVESTIGAÇÃO DA OCORRÊNCIA DE QUEDAS EM HOSPITAL DE ALTA COMPLEXIDADE ESPECIALIZADO
                               EM CARDIOPNEUMOLOGIA

Palomo JSH, Fiorante MLS, Kameoka AM, Rodrigues LAB, Silva RCG.

Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

E-mail: jurema.palomo@incor.usp.br

Palavras-chaves: Avaliação de Risco, Indicadores, Queda, Gerenciamento.

RESUMO:
Introdução: as quedas são motivo de grande preocupação para os profissionais e gestores das organizações de
saúde, sendo que as ações preventivas exigem criteriosa avaliação de risco. Entretanto, não há escalas validadas
no Brasil para a identificação desses eventos em Serviços de Atendimento de Alta Complexidade (SAC).
Justificativa: buscar subsídios clínicos para a elaboração de escala de avaliação de risco de queda específica para
SAC. Objetivos: identificar a incidência de quedas e caracterizar os fatores ambientais que colaboraram para a
ocorrência da queda e o perfil sociodemográfico e clínico dos pacientes que sofreram tal incidente em um SAC.
Método: trata-se de estudo descritivo, retrospectivo, com abordagem quantitativa realizado em SAC especializado
em cardiopneumologia. Adotou-se a definição de queda e de incidência de quedas conforme preconização pelo
CQH (Compromisso com a Qualidade Hospitalar). Os dados relacionados ao perfil sociodemográfico e clínico, bem
como os fatores ambientais que colaboraram para a ocorrência do evento, foram analisados por meio de estatística
descritiva. Resultados: os dados foram obtidos da análise do registro de eventos adversos de 2009 (n=756), dos
quais 171 corresponderam à ocorrência de quedas, com a incidência de 1,3/1000 paciente-dia. Verificou-se que
50,3% (n=86) dos pacientes que caíram tinham 71 anos ou mais e 1,8% (n=3) tinham menos de 5 anos. Quanto ao
gênero, 56,1% (n=96) eram do sexo masculino. Verificou-se que 84,8% (n=145) dos pacientes não apresentaram
alterações do nível de consciência, porém em 35,1% (n=60) dos registros houve notificação de déficits motores,
dentre os quais, o mais prevalente foi a dificuldade de marcha (41,7%;n=25). O diagnóstico médico mais frequente
foi a insuficiência cardíaca (22,8%;n=39) e o procedimento cirúrgico mais comum entre os que caíram foi a
revascularização do miocárdio (8,8%;n=15). Quanto à terapia medicamentosa, mais da metade dos pacientes
haviam utilizado diuréticos e vasodilatadores nas seis horas que precederam o evento. As quedas ocorreram
predominantemente nas clínicas médico-cirúrgicas (77,2%;n=132). Ainda, observou-se que 74,3% (n=127) dos
pacientes que caíram não tinham acompanhante no momento da queda. Notou-se que os pacientes caíram,
predominantemente, nos turnos da manhã e tarde (53,2%;n=91), da própria altura (61,4%;n=105) no quarto
(68,4%;n=117) e/ou da cama/maca (26,3%;n=45), embora estivessem liberados para levantar sozinhos
(44,4%;n=76) ou com auxílio (39,2%;n=67). Conclusão: os dados obtidos por meio do impresso de eventos
adversos possibilitaram análise preliminar do perfil sociodemográfico e clínico, assim como dos fatores ambientais
que, possivelmente, contribuíram para a ocorrência de quedas em pacientes atendidos em SAC. Entretanto,
percebeu-se a necessidade de estudo mais aprofundado com vistas à elaboração de escala de avaliação de risco
específica para essa população.


Bibliografia:
Pereira SRM, Buksman S, Perracini M, Py L, Barreto KML, Leite VMM. Projeto Diretrizes: quedas em idosos.
Disponível em: http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/082.pdf
Vitor AF, Lopes MVO, Araújo TL. Diagnóstico de enfermagem: risco de quedas em pacientes com angina instável.
Rev. Rene. Fortaleza, v. 11, n. 1, p. 105-113, jan./mar.2010
Machado TR, Oliveira CJ, Costa FBC, Araújo TL. Avaliação da presença de risco para queda em idosos. Rev. Eletr.
Enf. [Internet]. 2009;11(1):32-8. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v11/n1/v11n1a04.htm.
TRABALHO 136

 TREINAMENTO EM DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM: FERRAMENTA PARA APRIMORAR O RACIOCÍNIO
                                      CLÍNICO

Palomo JSH, Silva RCG, Margarido ES, Ferreira FG, Lopes JL.

Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

E-mail: jurema.palomo@incor.usp.br

Palavras-chaves: Treinamento, Diagnóstico de Enfermagem, Taxonomia, Gerenciamento.

RESUMO:
Introdução: os diagnósticos de enfermagem são usados como ferramenta para planejar e direcionar o cuidado, bem
como organizar o conhecimento de enfermagem. Há várias classificações de diagnósticos de enfermagem,
entretanto, a mais utilizada em nosso meio é a classificação de diagnósticos da NANDA-Internacional. Contudo, as
enfermeiras relatam dificuldade em utilizar a taxonomia, porque não tiveram esse conteúdo durante o curso de
graduação. De fato, a introdução dos diagnósticos de enfermagem nos currículos das faculdades de enfermagem
ocorreu recentemente no Brasil. Ainda, o conteúdo das disciplinas que abordam o processo de enfermagem varia de
forma significativa. Desse modo, o conhecimento específico relacionado à linguagem padronizada varia de modo
importante entre os enfermeiros. Justificativa: aprimorar o conhecimento dos enfermeiros de nosso hospital em
relação ao uso da classificação de diagnósticos da NANDA-I. Objetivo: avaliar a retenção do conhecimento e o
efeito de um modelo de treinamento para o raciocínio clínico de enfermagem que trabalham num hospital
especializado em cardiopneumologia. Método: trata-se de estudo descritivo e exploratório. Os enfermeiros
participaram de uma sessão de treinamento teórico-prático, com carga horária total de quatro horas. O conteúdo
versava sobre processo diagnóstico e as atividades práticas foram realizadas por meio de estudos de caso. Cada
estudo de caso foi submetido à validação consensual por especialistas. A efetividade do treinamento em melhorar o
raciocínio diagnóstico, foi avaliada por meio de um estudo de caso teste, para o qual os diagnósticos identificados
pelos especialistas foram: “Risco de glicemia instável”, “Risco de infecção” e “Ansiedade”, sendo este o principal
para o caso. Resultados: o estudo de caso teste foi aplicado em duas ocasiões: antes da aula teórica e após as
atividades práticas. O raciocínio diagnóstico foi avaliado baseado na assertividade do diagnóstico e na identificação
do diagnóstico mais acurado. Foram treinados 234 enfermeiros. Na primeira avaliação, os enfermeiros identificaram
maior número de diagnósticos (61) em comparação com a segunda (34). O número médio de diagnósticos
identificados na primeira avaliação foi dez (10) e na segunda, oito (8). Observou-se que na primeira avaliação, 89%
dos enfermeiros identificaram o diagnóstico “Ansiedade”, 65% “Risco de infecção” e 61% “Risco de glicemia
instável”. Na segunda avaliação, 92% dos enfermeiros identificaram o diagnóstico “Ansiedade”, 86% “Risco de
infecção” e 55% “Risco de glicemia instável”. Em relação à assertividade do diagnóstico mais acurado, 28%
identificaram “Ansiedade” na primeira avaliação e 34% na segunda. Conclusão: o modelo de treinamento mostrou
que os enfermeiros apresentaram um aprimoramento do raciocínio clínico, bem como para a identificação dos
diagnósticos de enfermagem.

Bibliografia:
Barros, A.L.B.L., Michel, J.L.M., Nóbrega, M.M.L., Garcia, T.L. (2000). The use of nursing diagnosis in Brazil. Acta
Paulista de Enfermagem, 13, 37-40.
Carpenito-Moyet, L.J. (2010). Nursing diagnosis: application to clinical practice. (13th ed.). Philadelphia: Lippincott,
Williams & Wilkins.
Grossman, S., Krom, Z., O'Connor, R. (2010). Innovative Solutions: Using Case Studies to Generate Increased
Nurse's Clinical Decision-Making Ability in Critical Care. Dimensions of Critical Care Nursing, 29, 138-142.
Lunney, M. (2009). Critical thinking to achieve positive health outcomes: nursing case studies and analyses. (2nd ed.).
Iowa: Wiley-Blackwell.
TRABALHO 137

        A LIDERANÇA DO ENFERMEIRO EM UTI E SUA RELAÇÃO COM O AMBIENTE DE TRABALHO
                                                         Balsanelli AP, Cunha ICKO, Macedo RCR

Instituições: Hospital Israelita Albert Einstein – SP e Escola Paulista de Enfermagem – UNIFESP;
E-mail para contato: pazetto@terra.com.br

Resumo
Introdução: A liderança é extremamente necessária e requerida do enfermeiro em todos os seus campos de
atuação. Isto também inclui a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) que deve propiciar condições adequadas para o
exercício desta competência. Analisar a relação entre o ambiente de trabalho e a liderança do enfermeiro na UTI
possibilita ao gestor manter, aprimorar ou realizar mudanças estratégicas para que o exercício desta competência
aconteça com resultados eficazes. Objetivos: verificar o estilo de liderança ideal, segundo a percepção do
enfermeiro e o real de acordo com a avaliação de um de seus liderados; mensurar o ambiente de trabalho em
enfermagem e correlacionar às variáveis liderança real e ambiente de trabalho. Método: estudo transversal e
correlacional realizado numa Unidade de Terapia Intensiva Geral de um hospital particular localizado na zona sul do
município de São Paulo – SP. A amostra constitui-se de 12 enfermeiros e 12 técnicos em enfermagem. A coleta de
dados ocorreu no período de agosto de 2010. A abordagem inicial deu-se com os enfermeiros que após aceitarem
participar sortearam um técnico em enfermagem. Os enfermeiros receberam três instrumentos de coleta de dados:
caracterização, subescalas do Nursing Work Index Revised (NWI-R) versão brasileira validadas1 e Grid & Liderança
em Enfermagem – comportamento ideal2. Aos técnicos em enfermagem foram entregues os seguintes instrumentos:
caracterização e Grid & Liderança em Enfermagem – comportamento real2 tendo como fonte de avaliação o
enfermeiro que o sorteou. Combinou-se uma data posterior para entrega dos questionários. Os dados foram tratados
com estatística descritiva e a ANOVA (p<0,05). Resultados: Os enfermeiros foram unânimes quanto ao perfil ideal
de liderança, preferindo o 9,9. Os técnicos em enfermagem classificaram seus líderes em 3 estilos, sendo: 8 como
9,9, 1 em 5,5, 1 como 1,1 e os outros 2 empataram (5,5; 9,9) e (1,9; 5,5). Houve uma concordância de 9 em 12, ou
75% (IC 95% - [43%;93%]). O ambiente de trabalho em enfermagem teve uma média de 26,9 (min 26,6 e max 31
com desvio padrão 5,11). Destaca-se que quanto menor a pontuação obtida mais favorável é a prática em
enfermagem. Quando correlacionou-se o estilo real de liderança com o ambiente de trabalho percebeu-se que
liderança autocrática (1,1) está diretamente associada com a percepção de ambiente de trabalho menos propício à
prática da enfermagem (NWI-R= 31,0). Já o estilo participativo (9,9) encontra NWI-R=26,6. Limitações: destaca-se
que esta amostra é pouco representativa e que há necessidade de ampliar o seu tamanho para atender os objetivos
propostos. Conclusão: Este estudo mostra que há uma tendência das percepções do ambiente de trabalho em
enfermagem mais adequado relacionar-se a estilos de liderança mais participativos.

Descritores: Liderança, Enfermagem, Ambiente de Instituições de Saúde, Unidade de Terapia Intensiva
.
Bibliografia: 1- Gasparino RC. Adaptação cultural e validação do instrumento “Nursing Work Index – Revised” para
a cultura brasileira. [dissertação]. Campinas (SP): Unicamp; 2008. 2- Trevizan MA. Liderança do enfermeiro:
situação de um hospital de ensino. In: Trevizan MA. Liderança do enfermeiro: o ideal e o real no contexto hospitalar.
São Paulo (SP): Sarvier; 1993. p. 47-94.
TRABALHO 138

                            REDUÇÃO NO TEMPO DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR

Autores: Alcântara KG, Cavalieri MA, Moreira LF, Santos RP
Instituicão: Hospital Israelita Albert Einstein
E-mail: keniagomes@einstein.br

Introdução: O processo de internação hospitalar é complexo, envolve procedimentos obrigatórios e de segurança,
verificação de documentação. É necessária equipe administrativa que elabora, alimenta os dados e efetua cadastros
e equipe de enfermeiras que contabilizam e distribuem adequadamente os leitos conforme motivo de internação. O
serviço de cadastro e internação do Hospital Albert Einstein faz em média 3500 internações/mês, sendo 55%
cirúrgicas. O objetivo é a redução dos tempos de espera para atendimento, o atendimento em si e a alocação do
paciente no leito. Umas das iniciativas mais importantes é o pré cadastro, porque, além de reduzir o tempo de
atendimento, favorece a padronização e qualidade do mesmo.
Justificativa: O setor de pré-cadastro aumenta a efetividade do planejamento e gestão do sistema de internação
hospitalar garantindo a satisfação dos pacientes com alocações nas áreas da especialidade como estratégia de
promover segurança para o paciente, para o profissional da especialidade.
Objetivo: Verificar a redução do tempo total de atendimento da internação programada, com a participação do pré-
cadastro e gestão do Enfermeiro no gerenciamento dos leitos.
Material e Métodos: Levantamento e coleta de setembro/2010 a abril/2011, da chegada dos pacientes na
Internação, partindo da retirada da senha até o atendimento no box, (Tempo Médio de Espera para o atendimento -
TME). A partir daí inicia-se o Tempo Médio de Atendimento (TMA), desde o acionamento da senha até a finalização
do cadastro. Tempo variável conforme a presença ou não de pré-cadastro. Finalizado atendimento, o controle de
leitos gerencia as requisições do cadastro de pacientes, onde a atividade principal é alocá-los de acordo com a
prioridade estabelecida pela enfermeira da internação que considera: motivo de internação, necessidades especiais
dos pacientes, urgências, plano de catástrofe/contingência e especialidade médica (Tempo Médio de Espera Leito -
TMEL). A partir da alocação o mensageiro é acionado para acompanhar o paciente (Tempo Médio Mensageiro -
TMM). O mensageiro confere dados do prontuário e pulseira de identificação e o encaminha até seu leito (Tempo
Médio de Locomoção - TML). A soma destes compõe o tempo total de internação. O estudo detalhado do fluxo de
cada fase e oportunidades de melhorias foi realizado com ajuda de representante de áreas parceiras, pois os
procedimentos impactavam diretamente no tempo de internação.
Conclusão: Concluímos que, para alcançar o objetivo do alto padrão de atendimento e reduzir o tempo de espera
de internação de 1:55h (abril 2010/setembro 2010) para 1:21h (outubro 2010/março 2011), contamos com três
primordiais fatores:
Otimização do cadastro de pacientes, através do pré-cadastro;
Redução do tempo de espera para alocação, com otimização da requisição de leito através de uma planilha
informatizada e compartilhada entre as áreas comercial, jurídico, financeira e controle de senhas das seguradoras
de saúde;
Alocação de pacientes por especialidade, com a gestão do enfermeiro.

Referências Bibliográficas:
Boyle, S.M. Nursing unit characteristics and patient outcomes. Nursing Economics. 2004; 22(3): 111-119.
TRABALHO 139

O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar como base para o desenvolvimento do processo de Qualidade
e Acreditação

Costa RL
Hospital Santa Cruz de são Paulo
regianelc@pop.com.br

Introdução: A busca pela qualidade na assistência hospitalar vem crescendo em todo o mundo, sendo um processo
dinâmico, ininterrupto e de exaustiva atividade permanente, buscando a identificação de falhas nas rotinas e
procedimentos, que devem ser periodicamente revisados, atualizados e divulgados, com participação da alta gestão
do hospital até os funcionários operacionais. Segundo Couto; Pedrosa (2009), o primeiro programa de garantia da
qualidade implantado em hospitais foi o controle de infecção. As infecções adquiridas em decorrência de ações de
saúde constituem uma ocorrência ímpar das atividades voltadas à recuperação da saúde das pessoas. De fato,
quem recorre a um serviço de saúde o faz para curar-se e ter seu problema resolvido e não para ser acometido de
outro, no caso, uma infecção, independente de sua gravidade, em decorrência da assistência que lhe foi prestada.
Justificativa: Sendo o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar um dos principais requisitos mínimos exigidos pela
proposta de acreditação de hospitais para a América e para o mundo, o mesmo deve ser bem estruturado e
implantado dentro dos serviços de saúde. Objetivo: Contextualizar e embasar a necessidade e importância do
Serviço de Controle de Infecção Hospitalar dentro do processo de qualidade e acreditação das instituições de saúde.
Método: Levantamento de referências bibliográficas sobre o tema proposto através das bases de dados científicas:
BVS e Scielo, livros técnicos e manuais de 2000 a 2010. Resultados: O programa de garantia da qualidade em
controle de infecção apresenta várias características interessantes e fundamentais por atuar em subprocessos
assistenciais, como a prevenção de infecção de sítios específicos, com base em rotinas, manuais e treinamentos;
além de indicadores de estrutura, de processo e de resultados voltados às melhorias contínuas da instituição.
Conclusão: Os serviços de saúde têm passado por uma fase de dificuldades em todo o mundo, a implantação de
programas de qualidade é de suma importância, uma vez que favorece a redução dos custos e consequentemente
da morbimortalidade, levando aos clientes um atendimento de maior qualidade. Com isso, o serviço de controle de
infecção hospitalar acaba sendo a interface em todos os processos devido às consequências do resultado de
morbidade, mortalidade e gerenciamento dos custos hospitalares.
Palavras-chave: Qualidade, Acreditação, Infecção hospitalar.


Bibliografia:
BITTAR, O.J.N.V. Gestão de processos e certificação para qualidade. Rev. Ass. Méd. Bras. 46(1): 1-19. 2000.
COUTO, R.C.; PEDROSA, T.M.G. Técnicas básicas para implementação da acreditação. 1.ed. Belo Horizonte:
Iag saúde, 2009. v.1. 462p.
FELDMAN, L.B.; GATTO, M.A.F.; CUNHA, I.C.K.O. História da evolução da qualidade hospitalar: dos padrões a
acreditação. Acta Paul Enferm. 18(2): 213-9, 2005.
ORGANIZAÇÃO NACIONAL DE ACREDITAÇÃO (ONA). Manual de avaliadores da Organização Nacional de
Acreditação (ONA). Brasília. 4.ed. 2006.
RODRIGUES, E. A. A. Uma revisão da acreditação hospitalar como método de avaliação de qualidade e da
experiência brasileira. Dissertação de Mestrado. Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz.
MS. 2004. 75p.
TRABALHO 140

               Projeto de Fiscalização e Atuação na Prevenção e Tratamento de Feridas em UTI
                                                                             Bastos AM, Pinheiro AK, SILVA ARA
                                                                                Hospital Santa Cruz de São Paulo
                                                                                arsilva@hospitalsantacruz.com.br


Introdução: A pele é o maior órgão do corpo humano, tendo as funções: proteção contra infecções, lesões ou
traumas, raios solares e possui importante função no controle da temperatura corpórea. As feridas são consequência
de uma agressão por um agente ao tecido vivo. O tratamento das feridas vem evoluindo desde 3000 anos A.C.,
onde as feridas hemorrágicas eram tratadas com cauterização; o uso de torniquete é descrito em 400 A.C. As
feridas podem ser classificadas de várias maneiras: pelo tipo do agente causal, de acordo com o grau de
contaminação, pelo tempo de traumatismo, pela profundidade das lesões, sendo que as duas primeiras são as mais
utilizadas. Uma das feridas mais importantes e amplamente abordadas é a chamada úlcera por pressão (UP), sendo
os fatores de risco para o desenvolvimento de UP: imobilidade, desnutrição, anemia, edema, vasoconstrição
medicamentosa, alterações do nível de consciência, incontinências e vasculopatias. A úlcera de pressão causa
problemas adicionais como dor, sofrimento e aumento na morbimortalidade, prolongando o tempo e o custo da
internação. Justificativa: Verificou-se a necessidade de aprimorar nossa assistência e conhecimentos enquanto
profissionais da área da enfermagem em relação ao controle, tratamento e prevenção de feridas dentro da
instituição. Existe a necessidade de avaliar, em particular, potencialidades/riscos para o desenvolvimento de UP,
que nesta instituição segue como normativa a escala de Braden, pois estudos recentes apontam que seus
descritores são mais fiéis a realidade sobre avaliação da pele, de forma fácil e com aceitação positiva por parte dos
colaboradores. Objetivo: Prevenir, tratar e intensificar os cuidados prestados ao paciente em UTI em relação a
úlceras por pressão, cisalhamento, estomas e infecções por cateteres, bem como formular estratégias gerenciais
eficazes para controle de riscos. Método: O projeto será direcionado prioritariamente por meio de uma pesquisa de
campo e na construção e validação de protocolos e formulários capazes de auxiliar na compreensão destas
temáticas.        Após a obtenção dos resultados destas abordagens (evidências), serão construídos
instrumentos/protocolos que auxiliem a assistência de enfermagem no que tange ao cuidado do paciente quanto à
prevenção e tratamento de feridas e úlceras por pressão nas UTI. Resultados esperados: A minimização de taxas
ou não desenvolvimento da úlcera de pressão em pacientes de unidades de terapia intensiva, com o esclarecimento
e sensibilização dos profissionais quanto à necessidade de cumprimento de protocolos destinados a prevenção e
tratamento de úlceras por pressão. Além do aprimoramento de técnicas de curativos de acordo com recursos
disponíveis com melhora na evolução de feridas e úlceras por pressão nos pacientes de UTI pela equipe de
enfermagem e utilização adequada e eficaz de curativos e produtos disponíveis para tratamento e prevenção de
úlceras por pressão nos pacientes em UTI. Conclusão: Com o desenvolvimento deste projeto buscou-se aprimorar
progressivamente o senso crítico no cuidado de enfermagem aos pacientes em UTI, com desenvolvimento de
cuidados específicos relacionado ao tratamento e prevenção de feridas e úlceras por pressão e oferecendo
orientações sobre a assistência de enfermagem adequada a ser prestada ao paciente potencial para
desenvolvimento de ferida e/ou úlcera por pressão.


Palavras-chave: ferida, úlcera por pressão, enfermagem, curativo


Bibliografia
FERNANDES, Luis Roberto Araujo. Feridas e curativos. http://www.unimes.br. Capturado em 20/10/2010.
NÚCLEO INTERDISCIPLINAR NO TRATAMENTO                     DE    FERIDAS.    Escala   de   Braden.    Capturado   em
www.feridologo.com.br em 20/10/2010.
OLIVEIRA, Mariza Silva de; FERNANDES, Ana Fátima Carvalho; SAWADA, Namiê Okino. Manual educativo para o
autocuidado da mulher mastectomizada: um estudo de validação. Texto contexto - enferm., Florianópolis, v.
17, n. 1, Mar. 2008.
PESQUISA DE CAMPO. www.facape.br/vania/tpc/PESQUISA_DE_CAMPO.ppt .Capturado em: 22/10/2010.
TRABALHO 141

                       Relato de experiência - Projeto de Aprimoramento Intensivo (pai)
                                                                                                        Silva ARA
                                                                               Hospital Santa Cruz de São Paulo
                                                                              arsilva@hospitalsantacruz.com.br


Introdução: No intuito de integrar a equipe de Enfermagem das unidades de terapia intensiva e ao mesmo tempo,
aprimorar seu conhecimento técnico-científico, os enfermeiros assistenciais e a supervisão de Enfermagem
propuseram-se a criar o “Projeto de Aprimoramento Intensivo - PAI”. Justificativa: Esta iniciativa não teve só a
proposta de desenvolvimento técnico-científico que é de real importância, mas, despertar e desenvolver no
enfermeiro a liderança, a visão estratégica, a percepção das necessidades da equipe, voltados para a melhoria da
qualidade da assistência ao cliente interno e externo com impacto no crescimento da instituição. Objetivo: Integrar
os Enfermeiros das UTIs através do desenvolvimento e aprimoramento do conhecimento técnico científico. Além de
motivar a equipe de enfermagem; oferecer assistência de Enfermagem com qualidade ao paciente grave e resgatar
a importância do cumprimento das rotinas hospitalares relacionadas aos temas abordados. Método: Levantamento
bibliográfico dos temas que serão abordados; definição do conteúdo e da estratégia de apresentação, elaboração de
material didático; apresentação à educação permanente para apreciação e parecer; apresentação à equipe com
discussão dos temas para troca de experiências. Sendo que após uma semana do treinamento, é aplicado um
questionário aos colaboradores contendo cinco questões referentes ao tema abordado com o objetivo de avaliar a
fixação do conteúdo apresentado, sendo as apresentações quinzenais com duração média de uma hora. E o
conteúdo é disponibilizado na intranet da instituição. Resultados: Comprometimento na execução das rotinas e
melhoria do conhecimento técnico-científico dos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem; integração entre
o enfermeiro e sua equipe desenvolvendo sua percepção em relação às necessidades de cada profissional; o
enfermeiro identifica e desenvolve as competências necessárias nos colaboradores para seu desempenho
profissional. Conclusão: Com a abordagem de temas referentes à assistência ao paciente grave tendo como
embasamento os indicadores de assistência de Enfermagem e necessidades específicas apontadas pela equipe,
percebe-se a melhora progressiva da assistência prestada por toda a equipe de enfermagem, além do maior
envolvimento dos profissionais pela busca do conhecimento científico.
Palavras-chave: Desenvolvimento, enfermagem, terapia intensiva.


Bibliografia
TREVISAN, M.A. et al. Aspectos éticos na ação gerencial do enfermeiro. Revista Latinoamericana de
Enfermagem. São Paulo, 2002.
STRAPASSON, M.R.; MEDEIROS, C.R.G. Liderança transformacional na enfermagem. Rev. Bras. Enfermagem.
v.62. n.2 Brasília: mar/abr. 2009.
SANTOS, I.; SANDRA, R. M. CASTRO, C.B. Gerência do processo de trabalho em enfermagem: liderança do
enfermeiro em unidades hospitalares. Disponível em www.scielo.br acesso em 01/04/2011.
TRABALHO 142

                 Prevenção de risco para úlcera por pressão em UTI com uso de pulseira azul

                                                                                             Hoefler V, Silva ARA
                                                                                Hospital Santa Cruz de São Paulo
                                                                               arsilva@hospitalsantacruz.com.br

Introdução: As úlceras por pressão (UP), também conhecidas como úlceras de decúbito, são áreas de dano
localizado que afetam a pele e tecido subjacente e são resultantes de uma combinação de pressão prolongada ou
persistente, cisalhamento e fricção. As UP podem ocorrer em qualquer área do corpo, entretanto, são mais
frequentes abaixo da linha da cintura e sobre as proeminências ósseas, como região sacra trocantérica, calcâneos,
maléolos, joelhos, cotovelos, orelha e nuca também são áreas afetadas. Pacientes idosos, com doenças graves,
como os de terapia intensiva; com mobilidade afetada, como os pacientes ortopédicos; com deficiências
neurológicas, como os portadores de lesão medular, possuem uma combinação de fatores que aumentam
significativamente seu risco para o desenvolvimento das UP. Justificativa: Devido a menor irritação da pele poder
progredir para maiores complicações severas ocasionando dor, desconforto e prejuízo na qualidade de vida dos
pacientes, além de contribuir para prolongar o tempo de hospitalização e o aumento nos custos do tratamento.
Objetivo: Atualizar a equipe de enfermagem e sistematizar as medidas de prevenção de UP. Método: Padronizar
as medidas assistenciais nas unidades de terapia intensiva. Resultado: Descrição de rotina para os cuidados
preventivos: higienizar as mãos antes e após procedimentos; inspecionar a pele diariamente e anotar; realizar
mudança de decúbito 2/2hs; evitar exposição da pele a excesso de umidade; decúbito elevado a 30 graus; aplicar
creme hidratante; utilizar dispositivos aliviadores de pressão: colchão piramidal, salva pés, colchão pneumático;
evitar cisalhamento e fricção provocados pela má utilização do lençol e posicionamento do paciente; utilizar filmes
transparentes para proteção de proeminências ósseas; avaliação nutricional; colocar pulseira de identificação de cor
azul no paciente; cuidados com excesso de umidade pele/ incontinência; usar creme barreira para proteção do
paciente contra urina e fezes; inspecionar a pele pelo menos uma vez ao dia e passar plantão com esta referência;
aplicar cremes para hidratar, não massagear proeminências ósseas; evitar água muito quente e usar sabonete
neutro. Conclusão: Compete ao enfermeiro realizar avaliação diária do cliente identificando os fatores de risco para
desenvolvimento de úlcera por pressão através de aplicação da escala de Braden identificando o risco de acordo
com a pontuação iqual ou menor que 16. E toda equipe de enfermagem deve identificar os pacientes com o risco
com a pulseira azul no pulso direito, exceto quando recusa do paciente, ou membro amputado. Em caso de recusa
do uso da pulseira azul o paciente/ familiar e/ ou responsável deve ser orientado quanto à importância do seu uso.
Desta forma é possível aplicar medidas de prevenção conforme protocolo de prevenção de úlcera por pressão.
Palavras-chave: enfermagem, úlcera por pressão, prevenção

Bibliografia
CQH- Programa de controle de qualidade do atendimento médico- hospitalar: manual de orientação aos hospitais
participantes. 3 ed. São Paulo: Atheneu; 2001.
Dantas SRPE, Jorge AS, Feridas e estomas: Livro para orientação de profissionais e estudantes neste fascinante
processo da prevenção e tratamento de feridas. Biblioteca Central da UNICAMP. Campinas- SP, 1 ed; 2005.
TRABALHO 143
O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar como base para o desenvolvimento do processo de Qualidade
                                              e Acreditação

                                                                                                         Costa RL



                                                                               Hospital Santa Cruz de são Paulo



                                                                                          regianelc@pop.com.br

  Introdução: A busca pela qualidade na assistência hospitalar vem crescendo em todo o mundo, sendo um
processo dinâmico, ininterrupto e de exaustiva atividade permanente, buscando a identificação de falhas nas rotinas
e procedimentos, que devem ser periodicamente revisados, atualizados e divulgados, com participação da alta
gestão do hospital até os funcionários operacionais. Segundo Couto; Pedrosa (2009), o primeiro programa de
garantia da qualidade implantado em hospitais foi o controle de infecção. As infecções adquiridas em decorrência de
ações de saúde constituem uma ocorrência ímpar das atividades voltadas à recuperação da saúde das pessoas. De
fato, quem recorre a um serviço de saúde o faz para curar-se e ter seu problema resolvido e não para ser acometido
de outro, no caso, uma infecção, independente de sua gravidade, em decorrência da assistência que lhe foi
prestada. Justificativa: Sendo o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar um dos principais requisitos mínimos
exigidos pela proposta de acreditação de hospitais para a América e para o mundo, o mesmo deve ser bem
estruturado e implantado dentro dos serviços de saúde. Objetivo: Contextualizar e embasar a necessidade e
importância do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar dentro do processo de qualidade e acreditação das
instituições de saúde. Método: Levantamento de referências bibliográficas sobre o tema proposto através das bases
de dados científicas: BVS e Scielo, livros técnicos e manuais de 2000 a 2010. Resultados: O programa de garantia
da qualidade em controle de infecção apresenta várias características interessantes e fundamentais por atuar em
subprocessos assistenciais, como a prevenção de infecção de sítios específicos, com base em rotinas, manuais e
treinamentos; além de indicadores de estrutura, de processo e de resultados voltados às melhorias contínuas da
instituição. Conclusão: Os serviços de saúde têm passado por uma fase de dificuldades em todo o mundo, a
implantação de programas de qualidade é de suma importância, uma vez que favorece a redução dos custos e
consequentemente da morbimortalidade, levando aos clientes um atendimento de maior qualidade. Com isso, o
serviço de controle de infecção hospitalar acaba sendo a interface em todos os processos devido às consequências
do resultado de morbidade, mortalidade e gerenciamento dos custos hospitalares.



Palavras-chave: Qualidade, Acreditação, Infecção hospitalar.

Bibliografia:

 BITTAR, O.J.N.V. Gestão de processos e certificação para qualidade. Rev. Ass. Méd. Bras. 46(1): 1-19.
2000. COUTO, R.C.; PEDROSA, T.M.G. Técnicas básicas para implementação da acreditação. 1.ed. Belo
Horizonte: Iag saúde, 2009. v.1. 462p. FELDMAN, L.B.; GATTO, M.A.F.; CUNHA, I.C.K.O. História da evolução da
qualidade hospitalar: dos padrões a acreditação. Acta Paul Enferm. 18(2): 213-9, 2005. ORGANIZAÇÃO
NACIONAL DE ACREDITAÇÃO (ONA). Manual de avaliadores da Organização Nacional de Acreditação (ONA).
Brasília. 4.ed. 2006. RODRIGUES, E. A. A. Uma revisão da acreditação hospitalar como método de avaliação de
qualidade e da experiência brasileira. Dissertação de Mestrado. Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação
Oswaldo Cruz. MS. 2004. 75p.
TRABALHO 144

      RELATO DE EXPERIÊNCIA: ELABORAÇÃO DE FOLDER COM ORIENTAÇÃO AO
             PACIENTE INTERNADO SOBRE PREPARO PARA COLONOSCOPIA
Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein
E-mail: isabellemb@einstein.br
Autores: Bérgamo IB, Leme AJS, Paiva AMC, Saito MLFS, Queiros SSP.

1 – Introdução
                 A colonoscopia é um exame endoscópico que permite a visualização da mucosa intestinal. Sua
indicação pode ser diagnóstica ou terapêutica, sendo o exame mais utilizado para a detecção e tratamento de lesões
do cólon.
       O preparo para a realização do exame engloba basicamente dieta restrita na véspera, administração de
laxantes por via oral e jejum devido à anestesia/sedação realizada durante o procedimento. Há diversas substâncias
que podem ser utilizadas para a limpeza do cólon sendo a escolha feita pelo médico ou serviço solicitante.
      Estudos demonstram que o sucesso do procedimento está diretamente relacionado com a limpeza do cólon.
Restos fecais na parede colônica dificultam o procedimento, podendo impedir a correta visualização e análise das
imagens. O preparo intestinal adequado diminui o tempo de duração da colonoscopia, bem como seus custos.
Sabe-se que o preparo de cólon mal conduzido pode causar alterações hemodinâmicas e hidroeletrolíticas
importantes, tais como: desidratação, hipotensão, hiponatremia, hipopotassemia e outros desconfortos como:
náuseas, vômitos, dores abdominais. O conhecimento dessas alterações é de fundamental importância, de forma a
prevenir as complicações associadas ao preparo do cólon.

2 - Objetivos
      - Elaborar folder explicativo sobre o preparo para colonoscopia ao paciente internado;
       - Uniformizar orientações fornecidas pela equipe de enfermagem;
       - Estimular a participação do paciente no preparo para o exame;

3 - Metodologia
             Este trabalho consiste no relato de experiência das enfermeiras assistenciais da unidade de
        gastroenterologia de um hospital geral, privado, de grande porte da cidade de São Paulo, na padronização
        das orientações fornecidas ao paciente internado sobre o preparo de cólon para colonoscopia.

4 - Discussão
                Pacientes em preparo de cólon têm facilidade de desidratação associado aos diversos episódios de
        evacuação, pela ingestão de líquidos em quantidade inadequada e tempo de jejum. Sabe-se que a
        hidratação via oral (ingesta de mais ou menos 2 litros de água) é fundamental no preparo de cólon, porque
        além de hidratar todas as células do corpo, ela mantém o bolo fecal hidratado, facilitando as evacuações e a
        limpeza completa do cólon.
                O enfermeiro deve ter conhecimento para realizar um preparo bem conduzido, de forma a colaborar
        com o sucesso da intervenção diagnóstica ou terapêutica e a garantir a segurança e o bem estar do
        paciente e de seus familiares.
               Sendo assim, foi elaborado um “folder” explicativo com orientações sobre o preparo de cólon e
        como o paciente internado pode auxiliar a equipe de enfermagem durante o preparo do seu cólon.

5 - Considerações Finais
                 A elaboração do Folder de orientação tem como objetivo subsidiar a orientação verbal dos
profissionais da saúde aos pacientes e familiares, reforçando assim, a educação em saúde.
Podemos inferir que o preparo intestinal adequado está diretamente relacionado à qualidade e eficácia do
procedimento de colonoscopia, e que a qualidade do preparo está relacionado à participação efetiva do paciente e
avaliação da equipe de enfermagem.

6 - Referências Bibliográficas
1. Arezzo A. Prospective randomized trial comparing bowel cleaning reparations for colonoscopy. Surgical Laparoscopy,
Endoscopy and Percutaneous Techniques, 2000;10(4):215-217.
TRABALHO 145

Informações de Enfermagem registradas nos prontuários frente às exigências do Conselho Federal de
Enfermagem

Adriana Silveira Gomes Candido
Sarah Munhoz
Kelly Regina Souza Bichini


Resumo


Estudo descritivo, exploratório, retrospectivo de investigação de informações nos prontuários de pacientes
internados em um hospital público, durante um trimestre. O objetivo deste estudo foi avaliar o padrão de registro de
enfermagem, a identificação do profissional após o registro e a checagem da prescrição do enfermeiro e do médico,
em relação aos requisitos já estabelecidos pela instituição e pela legislação. Sendo analisado 287 prontuários,
verificando os itens: avaliação da assistência de enfermagem, exame do prontuário do paciente, anotação de
enfermagem e checagem da prescrição do enfermeiro e do médico.Nos resultados constatou-se que dos 287
prontuários auditados na média 88% destes estavam em conformidade. Quanto a identificação 82% estavam
conforme. E ao verificar a checagem da prescrição do enfermeiro, 86,5% e do médico 90% estavam conformes.
Descritores: 1. Auditoria de enfermagem; 2.Gerenciamento de informação; 3. Registros de enfermagem; 4.
Enfermagem.
TRABALHO 146

Qualidade na assistência: Primary Nursing x Enfermagem Funcional

Adriana Silveira Gomes Candido
Eliane Patrícia Souza de Brito

Resumo

Trata-se de estudo exploratório, cujos objetivos foram estudar os modelos assistenciais existentes e relacioná-los à
aplicação da Sistematização de Assistência de Enfermagem – SAE, verificar o conhecimento dos enfermeiros em
relação ao método assistencial Primary Nursing e descrever as vantagens e desvantagens que permeiam o
emprego dos modelos assistenciais adotados na prática de enfermagem. Os dados foram coletados em dois
hospitais da região do Alto Tiete, a amostra se constituiu de um total de 26 enfermeiros. Os resultados
demonstraram que o modelo assistencial, Primary Nursing, é um sistema de atendimento que favorece a autonomia
do enfermeiro, além de contribuir para o estabelecimento de laços estreitos entre cliente, família e profissional,
através de um atendimento personalizado e humanizado. Observou-se ainda que, no modelo Primary Nursing o
enfermeiro tem autonomia para o cuidado integral de todos os pacientes que são assistidos por ele e sua equipe, no
dia-a-dia, desde a sua admissão até a alta, enquanto no método funcional a equipe e os cuidados tornam-se mais
fragmentados. O cuidado holístico individualizado e profissional gera autonomia aos enfermeiros no modelo Primary
Nursing. Concluiu-se que, entre os modelos assistenciais estudados, o modelo assistencial Primary Nursing é o que
oferece significativas vantagens na prática da enfermagem assistencial quando comparado ao modelo de
Enfermagem Funcional.
Palavras-chave: Qualidade na assistência, primary nursing, enfermagem funcional.
TRABALHO 147

                               HUMANIZAÇÃO: NÓS ABRAÇAMOS ESTA IDÉIA

                       Mello BLD, Oliveira AR, Vannuchi MTO, Haddad MCL, Cardoso MGP

                      Universidade Estadual de Londrina – Hospital Universitário de Londrina
                                           buicamello@yahoo.com.br

Introdução
A presença da alta tecnologia nas Unidades de Terapia Intensiva pode contribuir para o distanciamento nas relações
humanas, fazendo com que o cliente se sinta abandonado e com a percepção que os profissionais saibam mais
sobre a máquina e pouco sobre o cliente que está assistindo, tratando-o às vezes como objeto das determinações
ou do cuidado (NASCIMENTO; ERDMANN, 2006).
Justificativa
A partir deste contexto percebe-se a pertinência de trabalhar com os profissionais a importância da humanização
nas ações em saúde, uma vez que este tema permeia de maneira direta e/ou indireta o cuidado ao cliente. Somado
a isso, vê-se que a abordagem precisa ser pautada em uma metodologia onde o profissional seja o cerne do
aprendizado, porém não se tem muitas publicações de atividades de educação envolvendo o tema em questão.
Objetivo
Descrever a utilização de uma metodologia ativa sobre humanização do cuidado em uma atividade de educação
permanente em duas Unidades de Terapia Intensiva adulto de um hospital universitário público.
Método
Trata-se de um estudo descrito de uma atividade de educação permanente desenvolvida em uma Divisão de Terapia
Intensiva (DTI) adulto de um hospital universitário público.
A ação educativa denominada “Humanização: nós abraçamos esta idéia” foi desenvolvida por três residentes de
enfermagem sendo um da residência de gerência de serviços de enfermagem e dois da residência em médico-
cirúrgica, pela enfermeira chefe de divisão do setor, em parceria com a Divisão de Educação e Pesquisa (DEPE) da
instituição.
A ação educativa utilizada baseou-se em uma metodologia pedagógica problematizadora tendo como base o arco
de Charles Marguerez (BORDENAVE; PEREIRA, 2005).
Resultados
O arco de Marguerez é composto por cinco etapas: observação da realidade, pontos-chaves, teorização, hipóteses
de solução e aplicação à realidade.
Na fase um abordou-se o descuido com privacidade dos clientes internados; na fase dois o ponto-chave levantado
foi humanização prejudicada durante a assistência ao cliente; na fase três a teorização se deu sobre a necessidade
de cuidado com o indivíduo em seus aspectos bio-psico-sociais e espirituais; na fase quatro viu-se a necessidade de
abordar junto à equipe de enfermagem e auxiliares operacionais onze ações e/ou cuidados considerados parte de
uma atitude humanizada e, na fase cinco, aplicou-se à realidade os conceitos levantados através de um método
pedagógico ativo.
A metodologia reflexiva aplicada na fase cinco ocorreu em quatro momentos: depoimentos de pacientes desta
unidade, reflexão sobre práticas de humanização na atuação profissional, Humanização: nós abraçamos esta idéia e
empatia.
Conclusão
Logo, esta metodologia ativa problematizadora, junto aos participantes, possibilitou o alcance do objetivo, que era
uma reflexão sobre a prática profissional humanizada. Isto pode ser verificado através do relato verbal dos
participantes. Além disso, pode-se ver a aplicabilidade da dinâmica no cotidiano de trabalho de uma Unidade de
Terapia Intensiva e, possibilidade de reprodução deste trabalho em outras instituições.

Bibliografia
BORDENAVE, J.; PEREIRA, A. A estratégia de ensino aprendizagem. 26ª ed. Petrópolis: Vozes; 2005.
NASCIMENTO, K.C.; ERDMANN, A.L. Cuidado transpessoal de enfermagem a seres humanos em unidade crítica.
Revista Enfermagem UERJ, v.14, n.3, p.333-41, 2006.
TRABALHO 148

  PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO ELABORADO COM A EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DO SERVIÇO DE
          ATENDIMENTO À COMUNIDADE DE UMA UNIVERSIDADE ESTADUAL PÚBLICA
                    Mello BLD, Haddad MCL, Vannuchi MTO, Sentone ADD

                      Universidade Estadual de Londrina – Hospital Universitário de Londrina
                                           buicamello@yahoo.com.br

Introdução
O Planejamento Estratégico Situacional (PES) tem como uma de suas características o subjetivismo, centrado nos
atores envolvidos, suas interpretações e percepções da realidade (RIEG; ARAÚJO FILHO, 2002).
Assim, evidencia-se a importância da construção multiprofissional do PES, pois quanto maior a diversidade de
percepções e vivencias e mais inseridos estão os atores no processo de planejamento, mais rica é a construção do
planejamento estratégico e maiores são as chances de se alcançar a meta, uma vez que os participantes sentem-se
responsáveis pela construção e execução dos objetivos.
Justificativa
Assim, este estudo visa contribuir com a realidade de outros serviços através da divulgação de uma metodologia
pró-ativa na elaboração do planejamento estratégico de um órgão de apoio constituído de profissionais de diferentes
áreas de atuação.
Objetivo
Descrever a elaboração do planejamento estratégico situacional, juntamente com a equipe multiprofissional de um
serviço de atendimento à comunidade de uma universidade estadual pública.
Método
Trata-se de um estudo do tipo descritivo, referente à elaboração do planejamento realizado em um serviço que
presta atendimento à comunidade (professores, técnicos e alunos) de uma universidade estadual pública.
Este órgão de apoio é composto por cinco divisões de trabalho: apoio administrativo, serviço social, restaurante
universitário, moradia estudantil e serviço especializado em engenharia de segurança e medicina do trabalho.
O planejamento estratégico foi elaborado durante uma oficina que ocorreu em quatro momentos distintos. O grupo
de trabalho era multidisciplinar e composto por 19 chefes de divisão e seção do órgão em questão.
As percepções, considerações e resultados advindos dos momentos com o grupo eram redigidos em tempo real no
computador portátil do próprio serviço. Com isso, os dados e informações resultantes desta construção foram
disponibilizados pela diretoria do órgão de apoio em que ocorreu a oficina.
O trabalho foi apreciado pelo Comitê de Ética em Pesquisa.
Resultados
No primeiro encontro, a diretora do serviço expôs suas expectativas quanto às melhorias no trabalho a partir da
realização da oficina e dos objetivos que levaram à construção daquele momento. Além disso, ocorreu a primeira
aproximação dos participantes com a metodologia.
A partir disso, foram realizados outros três encontros, correspondentes aos quatro momentos do PES: explicativo,
normativo, estratégico e tático-operacional (MATUS, 1996).
No último encontro, constatou-se que 73,5% das ações planejadas haviam sido cumpridas total ou parcialmente em
apenas quatro meses, e que as não atingidas não eram de governabilidade dos participantes para serem
concretizadas e/ ou correspondiam a ações de longo prazo.
Conclusão
Logo, a realização deste planejamento estratégico possibilitou aos participantes conhecer e aprofundar na
construção desta ferramenta gerencial e perceberem o quanto as ações formalizadas e documentadas proporcionam
visibilidade ao trabalho desenvolvido. Além disso, um crescimento enquanto serviço e um maior reconhecimento da
atuação profissional perante os colegas.

Bibliografia
MATUS, C. Política, planejamento & governo. Brasília, DF: IPEA, 1996.
RIEG, D.L.; ARAÚJO FILHO, T. O uso das metodologias “Planejamento Estratégico Situacional” e “Mapeamento
cognitivo” em uma situação concreta: o caso da pró-reitoria de extensão da UFSCar. Gestão e produção, v.9, n.2,
p.163-179, ago. 2002.
TRABALHO 149

                             REFLEXÕES E AUTOCONCEITO NA AÇÃO DOCENTE



Kelly Regina Souza Bichini



Resumo

Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica, cujos objetivos são facilitar o autoconceito do docente que é definido
como representações a respeito de si, reconhecidas e valorizadas socialmente que coincidem com as apreciações
da pessoa a respeito de si mesmo. Nesta construção participam: as imagens socialmente e historicamente
constituídas; a emoção; a autoestima; o reconhecimento da profissão e os níveis de aspiração ligados a ela; assim
como, a formação inicial e continuada; a qualidade e totalidade de suas relações. Educar é processo em que a
cultura do docente é significativa. No autoconceito da pessoa/professor esses dois elementos, essas duas
representações se fundem. Se a ação for reflexiva, reconstrutiva, com base na interação social promoverá a
autonomia e a construção de Eus positivos, pessoa e professor. Como resultado desse processo dinâmico, dialético
e sempre inacabado o docente assume-se como agente social e político, sua ação é prática que transforma reflexão
que analisa e avalia a tomada de decisão com intenção de mudança e inovação. Neste sentido educar tem um
compromisso ético. Justifica-se, portanto a necessidade do autor em se aprofundar no assunto, já que o início da
carreira docente é representado por um estado de imaturidade e falta de autoconhecimento. Objetiva-se então que a
pesquisa venha ajudar os docentes a se conhecerem e explorarem seus aspectos positivos.

Palavras-chave: AUTOCONCEITO. DOCENTE. REFLEXÃO.

Anais VIII Enenge

  • 1.
    Anais VIIIENCONTRO NACIONAL DE GERENCIAMENTO EM ENFERMAGEM
  • 2.
    TRABALHO 01: ESTUDO DO PROCESSO DE ACREDITAÇÃO EM UMA INSTITUIÇÃO DE SAÚDE DA REDE PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Duarte MSM, Silvino ZR. Mestrado Acadêmico em Ciências do Cuidado em Saúde/Universidade Federal Fluminense E-mail: monicasmd@gmail.com Palavras-chave: acreditação; qualidade da assistência à saúde, acesso e avaliação; enfermagem; gestão em saúde. Resumo A acreditação se define como “um processo no qual uma entidade, geralmente não governamental, separada e independente da instituição de saúde, avalia a instituição de saúde para determinar se ela obedece a uma série de padrões criados para aperfeiçoar a segurança e a qualidade do cuidado”. 1:01 É uma forma de organização empresarial, cada “coisa” é colocada em seu devido lugar, de maneira sistêmica, com responsabilidades e integração grupal. Essas certificações ajudam as empresas a entenderem o que se passa internamente, como realmente funcionam e, de certa forma, orientam como devem tratar seus processos, as suas não conformidades, os seus eventos, os fatores potenciais de risco, os incidentes e danos; para atuarem de forma preventiva e corretiva, utilizando planos de ação e análises críticas de tal sorte e preparo que desvios não ocorram novamente. 2 “Um sistema que traduz a qualidade nos serviços de saúde, no qual o usuário terá segurança no cuidado recebido”. 3:1079 O uso dessa metodologia torna-se particularmente valiosa se considerarmos a situação atual da gestão de serviços de saúde no Brasil com a inexistência de uma cultura de qualidade voltada para a qualificação da estrutura organizacional e, principalmente, para a satisfação dos usuários. 4 Apesar de a literatura existente apontar diversas vantagens às instituições que aderem aos programas de acreditação, observa-se que poucas instituições, principalmente públicas do Estado do Rio de Janeiro, conseguiram percorrer esse caminho de trabalho contínuo de sensibilização, envolvimento, liderança efetiva da direção, perseverança e uma mudança cultural organizacional significativa para alcançarem a acreditação. Este trabalho trata-se de uma Nota Prévia da Dissertação em desenvolvimento no MACCS/UFF, aprovada pelo CEP do HEMORIO sob o número 230/10. Tem como objeto de estudo o processo de acreditação em uma instituição de saúde da rede pública acreditada no Rio de Janeiro e será norteado pelos seguintes objetivos: caracterizar uma instituição de saúde da rede pública do Estado do Rio de Janeiro acreditada, identificar os caminhos percorridos por esta instituição de saúde para ser acreditada e discutir os benefícios institucionais obtidos ao ser acreditada. A definição dos objetivos direcionou a condução de um estudo exploratório e descritivo, com abordagem qualitativa, método de estudo de caso único que está sendo desenvolvido no HEMORIO. Utiliza-se como fonte de evidência a documentação referente ao processo de gestão da instituição e entrevistas semi-estruturadas com os profissionais administrativos e de saúde que trabalham na instituição e acompanharam o processo de acreditação. Os dados obtidos serão triangulados e tratados através da análise de conteúdo temática, um conjunto de técnicas de análise das comunicações no intuito de obter, por métodos sistemáticos e objetivos a descrição do conteúdo das mensagens. 5 Espera-se que os resultados deste projeto contribuam para uma reflexão acerca da temática qualidade dos serviços de saúde em instituições públicas, desperte e sensibilize gestores e profissionais de saúde das demais instituições de saúde da rede pública do Estado do Rio de Janeiro não acreditadas a aderirem à implementação desta ferramenta da qualidade. Bibliografia 1. JCI. Padrões de acreditação da Joint Commision International para Hospitais. 3a ed. Rio de Janeiro; 2008. 2. Feldman LB. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari; 2008. Farias SMC, Carvalho OLT, Ernestino EO, Silva FCA, Fernandes MSP, Pinto MA, et al. Hospital accreditation: the certainty of care with excellence. Rev Enferm UFPE Online [periódico na internet]. 2010 Abr/Jun [acesso em 2011 Mar 14]; 4(esp):1076-80. Disponível em: http://www.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/view/927/pdf_101 3. Rodrigues EAA. Uma revisão da acreditação hospitalar como método de avaliação de qualidade e da experiência brasileira [dissertação]. Rio de Janeiro: Programa de Mestrado Profissional da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz/MS, 2004. 4. Bardin L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70; 2009.
  • 3.
    TRABALHO 02 ACREDITAÇÃO HOSPITALAR: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA Duarte MSM, Zenith RS. Mestrado Acadêmico em Ciências do Cuidado em Saúde/Universidade Federal Fluminense E-mail: monicasmd@gmail.com Palavras chave: Acreditação, Qualidade da assistência à saúde, acesso e avaliação, Enfermagem. Resumo Na medida em que se sucedem mudanças nas ciências da saúde, nos acontecimentos mundiais, nas formas educativas e nas condições sociais, afetadas pelas tendências políticas e econômicas atuais, tem sido um desafio assegurar a qualidade nos serviços de saúde. Estudos recentes relatam que a gestão da qualidade oferece uma opção para a reorientação gerencial das organizações. (1) As novas tendências em gestão reforçam a idéia da qualidade como instrumento-chave na busca da sobrevivência em um mercado competitivo. Um enfoque dinâmico, contínuo e participativo, onde deve estar implícita a responsabilidade pessoal de todos os membros da organização no desenvolvimento de novas formas de informação e comunicação, orientado para a implementação da efetividade, eficiência e lucro nos processos que aportam valor agregado e oculto à organização e aos usuários. (2) Entendendo que um dos conceitos relacionados à qualidade é o de avaliação, destaca-se a acreditação hospitalar, uma ferramenta que contém critérios que colaboram e estimulam a melhoria da qualidade, um processo no qual uma entidade, separada e independente da instituição de saúde, avalia a instituição de saúde para determinar se ela obedece a uma série de padrões criados para aperfeiçoar a segurança e a qualidade do cuidado, propiciando a criação de uma cultura de segurança e qualidade no interior de uma instituição que se empenha em aperfeiçoar continuamente os métodos de prestação de cuidados ao paciente e os resultados obtidos. (3) Diante deste contexto e da importância da temática, resolveu-se investigar o assunto, tendo como propósito subsidiar o projeto de pesquisa “Estudo do processo de acreditação em uma instituição de saúde da rede pública do Estado do Rio de Janeiro” em desenvolvimento junto ao Programa do MACCS/UFF e, por compreender que a Enfermagem é uma categoria profissional que se preocupa com a qualidade, estando sempre disposta a aprender, melhorar e implementar um processo de qualidade. (4) Este estudo tem por objetivo verificar como a temática acreditação e/ou avaliação dos serviços de saúde está sendo abordada na literatura. Caracteriza-se em uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados eletrônicas: LILACS, IBECS, BEDENF e MEDLINE. Foram utilizados dois descritores: Acreditação e Qualidade da assistência à saúde, acesso e avaliação, com recorte temporal entre os anos de 2005 a 2010. Foram analisados 18(dezoito) artigos na íntegra online e uma dissertação de mestrado. Para analisar os dados encontrados, utilizamos a leitura interpretativa e análise temática. Emergiram as categorias: Critérios de Resultado e Processo de Avaliação; Benefícios para a assistência e Mudança cultural. Concluiu-se que a acreditação dos serviços de saúde é uma ferramenta que está sendo utilizada mundialmente e tem evoluído seus processos continuamente para dar conta de alcançar com excelência seus objetivos. Apesar de não evitar a ocorrência de erros profissionais, tem sido uma oportunidade das instituições de saúde melhorarem a qualidade do atendimento, atenção e cuidado ao paciente. No que se refere ao Serviço de Enfermagem, o estudo possibilitou identificar a sua participação no processo, pontuando a necessidade de ajustes para avaliação mais efetiva da prestação do cuidado e conscientização de toda equipe. Bibliografia 1. Leitão RER, Kurcgant, P. Qualidade na prática gerencial da Enfermagem: as duas faces da mesma moeda. Niterói: Intertexto; 2004. 2. Feldman LB. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari; 2008. 3. JCI. Padrões de acreditação da Joint Commision International para Hospitais. 3a ed. Rio de Janeiro; 2008. 4. Soares de Lima SB, Erdman AL, Prochnow AG, Leite JL, Moreira MCh. Percepção dos enfermeiros do serviço de urgência e emergência em relação à acreditação hospitalar. Enfermería Global [periódico na internet] 2007 Nov. [acesso em 18 mar 2011]; 6(11):1-14. Disponível em http://revistas.um.es/eglobal/article/view/351/517
  • 4.
    TRABALHO 03 GERENCIAMENTO DE ENFERMAGEM: SELEÇÃO E INTEGRAÇÃO DO ENFERMEIRO RECÉM FORMADO EM UM HOSPITAL PRIVADO – RELATO DE EXPERIÊNCIA Fernandes OB, Tavora GN, Crisci SP Beneficência Nipo Brasileiro olivia.fernandes@hospitalnipo.org.br Palavras Chaves: Processo Seletivo, Retenção de Talentos, Novos Profissionais, Integração. Introdução Trata-se de relato de experiência sobre o processo seletivo e integração de enfermeiros com menos de dois anos de formação, sem experiência anterior como enfermeiros, que ocorreu em instituição privada, generalista e de médio porte, no primeiro semestre do ano de 2010,com candidatos internos e externos. Justificativa Motivou-se a realização deste projeto, após identificarmos a necessidade de elevação do nível de comprometimento dos profissionais, através de vínculo que se estabelece com a instituição que o recebeu, ainda recém formado, e proporcionou oportunidade de aperfeiçoamento, tornando assim mais efetiva a retenção de talentos na instituição. Objetivo Selecionar, integrar e reter talentos. Método Realizamos um processo seletivo dividido em três etapas. A primeira foi uma verificação de conhecimento, contendo 14 questões técnicas e 7 gerenciais, a qual o candidato deveria atingir a pontuação mínima de 7. A segunda etapa foi uma entrevista individual com a psicóloga da instituição, onde pode ser traçado o perfil psicológico de cada candidato. A terceira etapa foi uma apresentação coletiva , sobre um tema aleatório, onde cada candidato teve a oportunidade de, além de abordar o tema solicitado, apresentar-se aos coordenadores de áreas e colegas de seleção, que assistiram a apresentação, sendo esta etapa utilizada para finalização da seleção, onde os gestores de área, através das competências traçadas para o cargo, classificaram os candidatos. A integração dos candidatos selecionados, ocorreu em duas etapas. Na primeira etapa os mesmos passaram por revisão teórico/prático de técnicas básicas e iniciação a gestão em enfermagem. A segunda etapa, com o auxilio de um enfermeiro tutor, foram acompanhados individualmente, em toda a rotina institucional, através de um instrumento de avaliação, modelo check list e um plano de desenvolvimento, onde os mesmos tinham requisitos a desenvolver com prazos determinados. Resultados Tínhamos 5 vagas a serem trabalhadas, na primeira etapa do processo, houve 14 candidatos externos e 24 internos ( colaboradores que já trabalhavam na instituição).Desses,14 foram aprovados, 10 internos e 04 externos. Na etapa seguinte, todos os aprovados, passaram por avaliação de perfil psicológico, o que proporcionou aos coordenadores de área uma ferramenta adicional para a seleção. Na terceira etapa, foram aprovados 05 candidatos, sendo 2 externos e 3 internos, preenchendo assim as vagas. Obtivemos, no decorrer de um ano, o cumprimento de todos os requisitos planejados para os 05 novos colaboradores, tornando assim possível, iniciarmos um novo processo de seleção interna para promoção dos mesmos como enfermeiros assistenciais. Conclusão Para Chiavenato, “Talento é preciso saber atrair, aplicar, desenvolver, recompensar, reter e monitorar esse ativo precioso para as organizações”, sendo assim concluímos que promover oportunidade para o crescimento pessoal e profissional de novos profissionais,embora seja um trabalho árduo, tem se tornado uma ferramenta útil para retenção de talentos. Bibliografia CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos novos tempos. 2. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
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    TRABALHO 04 IMPACTO DO USO DO CHECKLIST EM VISITAS À UTI NA QUALIDADE ASSISTENCIAL Crisci SP, Proggert GLFG, Covas TG, Dalfior LJ Hospital Nipo-Brasileiro e-mail: Silvana.crisci@hospitalnipo.org.br Palavras-chave: protocolos, checklist, UTI, infecção hospitalar Resumo Introdução A assistência de enfermagem é um processo fundamental e poderoso no hospital. A relação: qualidade, segurança e competência sustentam a tríade excelência (Feldman, 2007). Para tanto, ferramentas como protocolos ou checklists podem ser utilizadas possibilitando uma pesquisa clínica mais rigorosa, além de prevenir, por exemplo, que um paciente deixe de ser alimentado ou medicado. Justificativa O checklist desenvolvido surgiu pela necessidade de valorizar o tratamento do paciente dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), reduzindo o tempo de permanência do mesmo na unidade e assim, diminuir o seu risco de contrair infecção hospitalar. Objetivo O objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto da implantação do checklist desenvolvido, na redução das infecções hospitalares na UTI do Hospital Nipo Brasileiro. Método A proposta surgiu da interação entre as equipes de enfermagem, médica, fisioterapia, nutrição, farmácia e a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). O formulário do checklist foi idealizado com base em características do “fast hug” (Vincent JL, 2005) e da regra mnemônica “Suspeita para o bem” (AMIB, 2009), contemplando tanto áreas como nutrição, profilaxia, precaução de isolamento e programação quanto informações sobre analgesia, sedação, ventilação e dispositivos invasivos. Os formulários foram preenchidos diariamente pela equipe de enfermagem com dados obtidos através da prescrição médica e do exame clínico rotineiro de cada paciente. Com esses dados, os representantes das áreas médica, enfermagem e fisioterapia se reuniam e discutiam, uma vez ao dia, sobre as decisões que seriam tomadas. O mesmo era feito, uma vez por semana, pela equipe multidisciplinar. O presente trabalho iniciou-se em abril de 2010 e para a análise de resultados tomaremos por base os meses de abril, maio e junho do mesmo ano Resultados Em relação à aderência dos profissionais à ferramenta, inicialmente foi baixa (abril=55,46% dos dias preenchidos), melhorando no mês seguinte (maio=81,74%) e voltando a cair em junho (62,46%). Quanto à densidade de utilização de sonda vesical, que pode ser considerada como indicadora de infecção hospitalar, já que quanto mais prolongado o seu uso, maior o risco de ocorrer infecção do trato urinário, constatou-se que, em abril, 36 pacientes as utilizavam, sendo que 3 foram retiradas após o checklist (8,34%); em maio, foram 11 de 34 (32,35%), em junho, 5 de 19 (26,31%). Conclusão O uso de ferramentas como checklists pode reduzir o risco de infecções hospitalares e melhorar a qualidade do atendimento. Entretanto, mais estudos são necessários a fim de simplificar o processo e, dessa maneira, conquistar a adesão de novos profissionais. Bibliografia Avaliações Obrigatórias Diárias; In: Manual Prático de Medicina Intensiva./ Coordenadores Milton Caldeira Filho, Glauco Adrieno Weftphal – 6ª Ed – São Paulo: seguimento Farma, 2009. 372p;il. ISDN 978-85-98353-93-7. Vários autores Feldman, LB; D‟Innocenzo, M; Cunha, ICK. Como fazer o gerenciamento de riscos? : proposta de um método brasileiro de segurança hospitalar. Rev Einstein, São Paulo, v.5, (supl.1), p. 548-563. RC-17, set.2007.
  • 6.
    TRABALHO 05 AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO DOS CLIENTES QUANTO O MANUAL DE ORIENTAÇÃO PRÉ E PÓS CIRURGIA CARDÍACA BITTAR, E; SILVA, E. A; DUARTE, D INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA Email: elainenasc@yahoo.com.br; elianabi.fnr@terra.com.br Resumo: Introdução: A experiência da cirurgia é causadora de estresse e ansiedade ao paciente e sua família, pelo receio do desconhecido e pelas dúvidas e incertezas quanto ao processo de recuperação. Justificativa: O que nos motivou para realizar este trabalho foi a necessidade em saber se os pacientes estavam satisfeitos com o manual de orientação que recebiam no dia que antecede sua cirurgia e se este atendia a expectativa de conhecimento referente a cirurgia através de um questionário o qual obtivemos estas respostas. Objetivo: Avaliar a satisfação dos pacientes quanto o Manual de Orientações Pré e Pós-Cirurgia Cardíaca e propôr melhorias e modificação do manual nos próximos exemplares. Método: Trata-se de um estudo quantitativo descritivo exploratório, com uma amostra de 131 pacientes. Resultados: Constatamos que houve importante aceitação dos pacientes em receber o manual de orientação pré e pós operatório de cirurgia cardíaca no dia que antecede sua cirurgia, o que nos motiva a desenvolver esta prática em outras especialidades como cirurgias vasculares, marcapasso e outras realizadas na instituição de estudo. Conclusão: Evidenciamos que 98% dos pacientes acharam que o manual contribuiu para o preparo de sua cirurgia e 99% classificou o manual como sendo ótimo e conseguimos também algumas sugestões para melhoria deste manual nos próximos exemplares como aumento das fotos nele contida, diminuindo a parte escrita. Bibliografia: 1Zago MMF, Casagrande LDR. A comunicação do enfermeiro cirúrgico na orientação com o paciente: a influência cultural. Rev Latino-am Enfermagem 1997; 5(4): 69-74. 2Alexander EL, Rothrock JC, Meeker MH. Cuidados de Enfermagem ao Paciente Cirúrgico 10ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997; (1):21-35. 3Silva AA - Visita pré-operatória de enfermagem pela enfermeira de Centro Cirúrgico. Rev. Esc. Enferm. USP ;21(2):145-60, ago. 1989. 4Souza AA, Souza ZC, Fenili RM. Orientação pré operatória ao cliente: uma medida preventiva aos estressores do processo cirúrgico. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 07, n. 02, p. 215 - 220, 2005. 5Assis CC - Avaliação da efetividade de um manual informativo para redução de estresse em familiares de pacientes submetidos à cirurgia cardíaca – Tese de mestrado – São Paulo; s.n.; 2005 (76) p. 6Brasil, Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 196 que regulariza a pesquisa envolvendo seres humanos. [on line] 2006 [citado 1996] Disponível em: URL: http://conselho.saude.gov.br/docs/resolucoes/reso196 de 96.doc
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    TRABALHO 06 AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM DE UM CENTRO CIRÚRGICO BITTAR, E; SILVA, E. A. INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA Email: elainenasc@yahoo.com.br; elianabi.fnr@terra.com.br Resumo: Introdução: O ambiente de trabalho dentro de um centro cirúrgico (CC) exige ações sincronizadas entre a equipe médica e de enfermagem apresentando-se assim como um ambiente repleto de novas situações e expectativas, que podem resultar em fracassos ou vitórias. Ao longo do tempo, observa-se que estes profissionais de enfermagem têm suportado cargas de trabalho cada vez maiores, com desproporcionalidade entre profissionais por sala de cirurgia, turnos rotativos e presença de fatores de risco ocupacionais inerentes ao ambiente. Tais situações podem gerar uma sobrecarga física e emocional a tais colaboradores, influenciando na sua satisfação com seu trabalho. Justificativa: Diante da convivência com as dificuldades e estresse que os funcionários vivenciam no ambiente cirúrgico, realizamos o presente trabalho para avaliar a satisfação dos colaboradores, necessidades e sugestões de treinamentos. Objetivos: Avaliar a satisfação da equipe de enfermagem de um Centro-Cirúrgico e identificar as necessidades da dessa equipe. Método: Trata-se se um estudo descritivo, exploratório, transversal com análise quantitativa dos dados. Resultados: Constatamos que 97% da amostra estão satisfeitos com a instituição; 98% referiram ter bom relacionamento com os colegas e chefia; 88,5% referiram ter uma ambiente agradável de trabalho; 37% consideram a estrutura física adequada e 85% consideram o setor organizado. Referente a área que mais gostam de trabalhar dentro do centro cirúrgico obtivemos os seguintes resultados:75% preferem circular sala de cirurgia, 19,5% preferem trabalhar na anestesia e 15,5% preferem a área do arsenal. 63% referem sentir necessidade de treinamentos em manuseio de equipamentos no CC e aulas de eletrocardiograma. Quanto ao quadro de pessoal, 46% referem necessidade de aumentar o quadro. Valorização do profissional, 86% sentem-se valorizados, porém 98% indicariam este local para um amigo trabalhar. Conclusão: Concluímos que 97% da amostra estão satisfeitos com a instituição, gostam de trabalhar no centro cirúrgico e indicariam este local para um amigo trabalhar. Quanto as necessidades, foi apontado treinamentos em manuseio de equipamentos e aulas de eletrocardiograma. Este resultado foi muito satisfatório, mesmo diante de todo estresse vivenciado no dia a dia dos profissionais em ambiente cirúrgico. . Bibliografia: 1. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Práticas recomendadas da SOBECC. 4ª ed. São Paulo: SOBECC; 2007. 2. Brasil. Ministério da Saúde (MS). Portaria Interministerial 482 de 16 de abril de 1999. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília; 19 abr 1999. Seção I, p.15. 3. Silva A. Organização do trabalho na unidade de centro de material. Rev Esc Enf USP 1998; 32(2):169-78. 4. Moura MLPA. Gerenciamento da central de material e esterilização. São Paulo: SENAC; 1996. 5. Imai MT. Satisfação dos clientes e funcionários da central de materiais e esterilização. RAS 2003; 5(19): 5-16.
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    TRABALHO 07 PRAZER NO TRABALHO DE TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO PRONTO-SOCORRO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICO Garcia AB, Dellaroza MSG, Haddad MCL, Pachemsky LR Universidade Estadual de Londrina (UEL) alessandrabg@gmail.com Introdução: As questões subjetivas dos trabalhadores em saúde têm sido bastante discutidas, nos últimos anos, pela comunidade científica. Vários estudos apresentam o aspecto emocional como causador de doenças e com impacto profundo na saúde do trabalhador. Tais considerações envolvem a psicodinâmica do trabalho, a qual considera o trabalho como constituinte do sujeito e central nos processos de subjetivação, fazendo uma análise sóciopsíquica do trabalho a partir de sua organização, pois passamos uma vida inteira dentro das organizações, as quais se revelam por ser a base da organização da sociedade e o núcleo definidor do sentido da existência humana. Assim, faz-se essencial que o trabalho seja o mais prazeroso possível, sendo o prazer até mesmo uma forma de aliviar a carga laboral. A qualidade de vida no labor é um dos maiores determinantes para a qualidade de vida do ser humano. Justificativa: A qualidade da assistência prestada aos pacientes está diretamente relacionada com a qualidade de vida no trabalho da equipe. Conhecer as fontes de prazer no trabalho pode ajudar o gestor a realizar ações que melhorem o ambiente de trabalho, tornando-o também uma fonte de prazer. Objetivo: Revelar os sentimentos de prazer vivenciados por técnicos de enfermagem que trabalham em um pronto-socorro, buscando compreender também aspectos deste processo de trabalho. Método: Estudo descritivo com abordagem qualitativa, coleta de dados através de entrevista semi-estruturada, utilizando-se a técnica de análise de conteúdo para a análise. O local de estudo foi o pronto-socorro de um hospital do Paraná e para a seleção dos sujeitos foi utilizada a técnica bola-de-neve dentre os técnicos de enfermagem que trabalhavam há pelo menos um ano nesta unidade. Resultados: Surgiram das falas dos entrevistados aspectos importantes do processo de trabalho, como a imprevisibilidade do pronto-socorro trazendo a necessidade de estar sempre alerta; o impacto do trabalho em equipe e a interdependência multiprofissional podendo interferir na qualidade da assistência prestada; e o modelo de cuidados integrais no processo de trabalho como precursor da humanização ao paciente e de um cuidado consciente e significativo, envolvendo aspectos relacionais. Quanto aos sentimentos de prazer, os mesmos originam-se de uma só vertente: o reconhecimento do trabalho; seja ele pelo paciente, pela equipe, pela sociedade ou pelo próprio sujeito que o executa. Outros trabalhos trazem o Status Profissional, a Autonomia e a Interação como fatores de satisfação profissional, o que se relaciona intimamente com o reconhecimento do trabalho em seus vários aspectos, encontrados como resultado desta pesquisa. Conclusão: As falas apontam para a real importância da prática do cuidado consciente, humanizado e reconhecido para a saúde emocional do sujeito em seu processo de trabalho, sendo estas três características primordiais para uma relação sujeito-trabalho saudável. O reconhecimento do trabalho se configurou como uma variável subjetiva complexa no âmbito da psicodinâmica do trabalho e transpareceu a importância extrema de se valorizar o nosso profissional com a mesma preocupação que temos em capacitá-lo cognitivamente, pois o prazer no trabalho colabora para a saúde psíquica do trabalhador. Cuidar da equipe é cuidar da qualidade da assistência. Bibliografia Bendassolli PF, Soboll LAP, organizadores. Clínicas do trabalho. São Paulo (SP): Atlas; 2011. p. 3-21. Zanelli JC, Silva N. Programa de preparação para aposentadoria. Florianópolis (SC): Insular; 1996. Haddad MCL. Qualidade de vida dos profissionais de enfermagem. Espaço para Saúde [internet]. 2000 [acesso em: 22 mar 2010]. Disponível em: http://www.ccs.uel.br/espacoparasaude/v1n2/doc/artigos2/QUALIDADE.htm. Schmidt DRC, Dantas, RAS. Quality of life at work among nursing professionals at surgical wards from the perspective of satisfaction. Rev Latino-am Enfermagem. 2006 janeiro-fevereiro; 14(1):54-60.
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    TRABALHO 08 SATISFAÇÃO DOPACIENTE QUANTO À ASSISTÊNCIA PRESTADA PELA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO Simões ALA, Silva APM, Duarte JMG, Ferreira MBG Universidade Federal do Triângulo Mineiro – Uberaba (MG) joyceduarte@hotmail.com O atual cenário mercadológico exige qualidade dos serviços oferecidos. Na área da saúde, a qualidade tornou-se essencial à sobrevivência das instituições. A satisfação do usuário constitui importante atributo para a avaliação da qualidade dos serviços de saúde. A satisfação representa a qualidade percebida após a experimentação de um serviço, envolvendo uma avaliação subjetiva. Nas instituições hospitalares, a equipe de enfermagem permanece por maior tempo junto ao paciente sendo responsável por cuidados diretos e ininterruptos, o que justifica esse estudo pelo fato da satisfação do paciente ser diretamente influenciável pelos cuidados recebidos. Nesse contexto, esse estudo tem como objetivo identificar o grau de satisfação apresentado pelos pacientes de um Hospital Universitário em relação à assistência prestada pela equipe de Enfermagem. Trata-se de um estudo quantitativo, exploratório e descritivo, desenvolvido nas unidades de Clínica Médica e Cirúrgica. Os participantes foram indivíduos que estiveram internados nas clínicas por mais de três dias, maiores de 18 anos, orientados no tempo e espaço e comunicando-se verbalmente. Para identificar o grau de satisfação dos usuários, foi utilizado o Instrumento de Satisfação do Paciente (ISP), validado e adaptado do Patient Satisfaction Instrument, o qual contempla 25 proposições dividas em três domínios: confiança; educacional; técnico-profissional. Os dados foram coletados no período de janeiro a março de 2011. Dentre as 274 pessoas hospitalizadas nesse período, nas referidas clínicas, 33 recusaram-se a participar, 48 foram excluídos por não atender aos critérios de inclusão, resultando na participação de 193 individuos. Todos foram informados sobre os objetivos do estudo e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para a análise dos dados utilizou-se: análise descritiva, Teste t-Student (p<0,05) e correlação de Pearson. Os resultados demonstraram que dos 193 participantes, 95 estavam internados na Clínica Cirúrgica, e 98 na Clínica Médica; 76 eram do sexo feminino e 117 do sexo masculino. A média da idade foi de 52 anos, e do tempo de internação 4,16 dias. A média geral dos escores dos três domínios foi de 3,81. O maior score médio refere-se ao domínio técnico profissional (4,09), seguido, respectivamente, pelo educacional (3,90) e confiança (3,58). Constatou-se que não houve diferenças estatisticamente significantes entre as médias de scores dos domínios e os sexos, feminino (3,75) e masculino (3,85) (t= 1,030; p=0,304); e entre as médias de scores dos domínios e as clínicas, Médica (3,73) e Cirúrgica (3,89) (t= -1,666; p=0,097). O coeficiente de correlação de Pearson (r = -0,087) demonstrou correlação fraca entre os dias de internação e os scores dos domínios, porém não foi estatisticamente significativa. Conclui-se que a maior satisfação apresentada pelos participantes em relação à assistência prestada pela equipe de Enfermagem, relaciona-se ao domínio técnico-profissional e a menor ao domínio confiança. Descritores: Satisfação do paciente; qualidade da assistência à saúde; enfermagem Referências: Oliveira AML, Guirardello EB. Satisfação do paciente com cuidados de enfermagem: comparação entre dois hospitais. RevEscEnferm USP. 2006; 40(1): 71-7. Polizer R, D‟Innocenzo M. Satisfação do cliente na avaliação da assistência de enfermagem. RevBrasEnferm 2006 jul-ago; 59(4): 548-51. Lopes JL etal.Satisfação de clientes sobre os cuidados de enfermagem no contexto hospitalar. Acta Paul Enferm 2009; 22(2): 136-41. Pascoe G.C, Patient satisfaction in primary health care: a literature review and analysis. Eval.Progr. Plann.1983; 6: 185-210
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    TRABALHO 09 RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE O CUIDADO HUMANIZADO À FAMÍLIA NA UTI: UM DESAFIO PARA A ENFERMAGEM Duarte JMG, Trovó HC, Nascimento RH, Dutra AS. Universidade de Uberaba – Uberaba (MG) joyceduarte@hotmail.com A família é constituída por pessoas que convivem em um espaço de tempo, unidas por laços consangüíneos, afetivos e/ou de doação. Quando em situação de adoecimento, o indivíduo pode demandar internação em uma UTI, nesta ocasião a interação família-paciente ocorre exclusivamente durante o horário de visitas. Associado à criticidade, que caracteriza a necessidade de internação em uma UTI, é natural que os integrantes da família possam apresentar sentimentos como: esperança, alívio, medo e insegurança. Considerando tais aspectos, propôs- se este estudo, que objetivou compreender a assistência de enfermagem prestada a família de clientes internados na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital universitário em uma cidade do Interior de Minas Gerais, durante o horário de visitas. Trata-se de um relato de experiência, de caráter qualitativo, exploratório e descritivo. Foi utilizado o relato das experiências das autoras durante estágio voluntário observacional realizado em um Hospital Universitário. As participantes observaram a assistência de enfermagem oferecida ao familiar de pacientes internados na UTI, durante o horário de visitas. Foi construído um roteiro norteador contendo aspectos relevantes, que eram registrados em um diário de campo. A população do estudo constituiu-se de todos os visitantes de pacientes internados na UTI no período de setembro a outubro de 2009, quando ocorreu a saturação dos dados. Para análise dos mesmos foi utilizada a análise de conteúdo. Os resultados foram apresentados como: interação familiar e cliente internado em UTI; interação família e equipe de enfermagem; equipe de enfermagem frente ao familiar; observação da tríade: família, cliente e profissional e descrição das intervenções. Seis categorias foram construídas baseadas nos registros das observações das participantes e em referências bibliográficas, as quais foram definidas como: mudanças cotidianas frente à internação de um familiar, UTI como local de recuperação e esperança, necessidade de segurança, satisfação do familiar, insegurança ao orientar e enfrentamento do sofrimento familiar. A partir dos resultados foram elaboradas e executadas as seguintes intervenções: educação continuada direcionada aos profissionais de enfermagem da unidade, produção de um panfleto informativo e de um cartaz com orientações aos visitantes da UTI. Consideramos importante a atuação da equipe de enfermagem no sentido de promoção de efetiva interação com a família, por uso da comunicação como principal instrumento de humanização. No entanto, deve ser destacada, também, a necessidade de maior atenção à humanização das condições de trabalho deste profissional sugerindo-se a constituição de grupos de trabalho de humanização que possam propor melhorias. Notamos ser de grande relevância a presença do enfermeiro durante o horário de visitas acolhendo ao familiar. E enfim, salientamos a necessidade de produção de estudos referentes ao tema e maior atenção a este assunto na grade curricular das escolas de enfermagem. Palavras-chave: Unidade de Terapia Intensiva; cuidados de Enfermagem; família; enfermagem. Referências: Inaba LC, SMJP, Telles SCR. Paciente crítico e comunicação: visão de familiares sobre sua adequação pela equipe de enfermagem. Rev Esc Enferm USP. 2005; 39(4). Montefusco SRA, Bachion MM, Nakatani AYK. Avaliação de familiares no contexto hospitalar: uma aproximação entre o modelo Calgary e a Taxonomia da NANDA. Texto Contexto Enferm. 2008; 17(1): 72-80. BRASIL. Política Nacional de Humanização de 2004. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. Disponível em: <http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/doc_base.pdf>.
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    TRABALHO 10 A ESTRUTURA DE UM SERVIÇO DE URGÊNCIA PÚBLICO NA ÓTICA DOS TRABALHADORES: PERSPECTIVAS DA QUALIDADE Silva LG, Matsuda LM, Waidman MAP Universidade Estadual de Londrina - PR E-mail: larissagutierrez@yahoo.com.br Introdução As mudanças nas relações sociais e nos processos produtivos, vivenciados pela sociedade contemporânea, têm resultado em maior preocupação com a qualidade dos serviços. No contexto hospitalar, permeado de especificidades e complexidades, as unidades de urgência são desafiadas a incorporar a qualidade no seu gerenciamento com o intuito de garantir um atendimento adequado, no menor espaço de tempo possível, evitando ou minimizando sequelas e outros danos à saúde dos usuários e trabalhadores. Justificativa e Objetivo Considerando que a tríade de avaliação em saúde proposta por Donabedian - Estrutura, Processo e Resultado - permite uma análise sistemática da qualidade do atendimento à saúde; que apesar dos avanços no atendimento à urgência no Brasil quanto à organização do sistema de saúde, muitos serviços desta área, principalmente aqueles de natureza pública, ainda permanecem superlotados e em situações precárias e; que os recursos humanos ocupam posição de grande destaque na prestação de serviços e refletem a imagem da instituição, este trabalho tem o objetivo de apreender a percepção de trabalhadores de um serviço de urgência público em relação à qualidade da estrutura local. Método Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratório-descritiva realizada em um serviço de urgência público do estado de São Paulo. Os dados foram coletados em abril de 2010 por meio de entrevistas individuais com dez trabalhadores da equipe multiprofissional, utilizando a frase norteadora: “Fale-me sobre a sua vivência em relação à Gestão da Qualidade no Serviço de Urgência”. A análise dos dados fundamentou-se no referencial de Bardin. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Estadual de Maringá- PR sob o parecer n. 013/2010. Resultados A compreensão da percepção de trabalhadores de um serviço de urgência público em relação à Estrutura possibilitou a análise das seguintes categorias: recursos físicos; materiais; humanos; financeiros; normativos e do sistema de informação. Os resultados demonstraram que os entrevistados avaliaram positivamente a Estrutura do serviço em que atuam, destacando a disponibilidade dos recursos materiais em quantidade e qualidade satisfatórias; reformas e adequações realizadas na estrutura física; qualificação e capacitação profissional; repasse dos recursos financeiros conforme metas institucionais; direcionamento do atendimento por meio de protocolos estabelecidos com os serviços intra e extra hospitalares; e monitoramento das informações através de indicadores de qualidade. Conclusão Conclui-se que, apesar de haver certas fragilidades no setor como alta temperatura do ambiente e déficit de recursos humanos, os trabalhadores consideram que a dimensão Estrutura atende satisfatoriamente aos preceitos da qualidade e isso certamente contribui para que o atendimento no serviço também seja de qualidade. Bibliografia BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2008. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n.º 3125, de 07 de dezembro de 2006. Institui o Programa de Qualificação da Atenção Hospitalar de Urgência no Sistema Único de Saúde - Programa QualiSUS e define competências. Ministério da Saúde, 2006. DONABEDIAN, A. The quality of care: how can it be assessed? J. Am. Med. Assoc. v. 260, n.12, p.1743-1748, 1988. BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2008. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n.º 3125, de 07 de dezembro de 2006. Institui o Programa de Qualificação da Atenção Hospitalar de Urgência no Sistema Único de Saúde - Programa QualiSUS e define competências. Ministério da Saúde, 2006. DONABEDIAN, A. The quality of care: how can it be assessed? J. Am. Med. Assoc. v. 260, n.12, p.1743-1748, 1988.
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    TRABALHO 11 A QUALIDADEE O RESULTADO DO ATENDIMENTO: PERCEPÇÃO DE TRABALHADORES DE UM SERVIÇO DE URGÊNCIA Silva LG, Matsuda LM Universidade Estadual de Londrina - PR E-mail: larissagutierrez@yahoo.com.br No contexto das transformações que ocorrem na sociedade contemporânea a qualidade tornou-se uma exigência. Isso ocorre também na área da saúde e têm impulsionado as instituições a realizarem readequações no seu gerenciamento com o propósito de reduzir os custos, aumentar a produtividade e satisfazer as expectativas dos clientes. Frente à necessidade de melhorar o atendimento, os serviços de urgência e emergência são desafiados a incorporarem os preceitos da qualidade na sua gestão, atendendo às premissas da Política de Qualificação da Atenção à Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) – QualiSUS - que considera prioritária realização de melhorias no atendimento às urgências. Considerando a imperiosa necessidade de abordar a qualidade e os resultados do atendimento das unidades de urgência associada à importância de conhecer a vivência dos trabalhadores que atuam nestes serviços, este trabalho tem como objetivo apreender a percepção de trabalhadores de um serviço de urgência público sobre os resultados do atendimento no sistema de gestão pela qualidade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratório-descritiva com dez trabalhadores da equipe multiprofissional de um serviço de urgência público do estado de São Paulo que adota o sistema de Gestão pela Qualidade. Foram realizadas entrevistas individuais utilizando a frase norteadora: “Fale-me sobre a sua vivência em relação à Gestão da Qualidade no Serviço de Urgência”. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Estadual de Maringá-PR sob o parecer n. 013/2010. Os dados foram tratados de acordo com o método Análise de Conteúdo, o que possibilitou a formação da categoria “Explorando o resultado do atendimento e a sua relação com a qualidade” e duas subcategorias “A busca de resultados positivos no cotidiano do Serviço de Urgência” e “A satisfação do cliente como foco das práticas no Serviço de Urgência”. Constatou-se que os trabalhadores valorizam a avaliação do processo de cuidado para o alcance de resultados positivos; que se empenham para a resolutividade dos problemas apresentados pelos usuários; que estão dispostos a enfrentar os desafios relacionados à nova certificação de qualidade. Além disso, os entrevistados assumem a postura de que não basta atingir metas institucionais, mas também é preciso atuar com humanidade e em parceria com o usuário. Concluiu-se que, apesar de não haver participação efetiva do usuário no processo de atendimento, os trabalhadores do serviço investigado percebem que os resultados produzidos por intermédio da Gestão da Qualidade são positivos. Neste sentido, tomando como exemplo o local deste estudo, é essencial desenvolver e estimular uma cultura organizacional que direcione os profissionais de saúde, principalmente nos serviços de urgência, a refletirem sobre os efeitos das suas práticas cotidianas no produto final do processo produtivo, que neste caso é a vidas e a saúde das pessoas. Bibliografia BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2008. DONABEDIAN, A. The quality of care: how can it be assessed? J. Am. Med. Assoc. v. 260, n.12, p.1743-1748, 1988. JUNIOR, G.D.G.; VIEIRA, M.M.F. Qualidade total e administração hospitalar: explorando disjunções conceituais. Ciência saude coletiva. n.7, v.2, p.325-334, 2002.
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    TRABALHO 12 UM OLHAR PARA A QUALIDADE NO PROCESSO DE ATENDIMENTO DE UM SERVIÇO DE URGÊNCIA PÚBLICO: PERSPECTIVAS DE TRABALHADORES Silva LG, Matsuda LM Universidade Estadual de Londrina - PR E-mail: larissagutierrez@yahoo.com.br Introdução: Uma unidade de urgência e emergência tem o propósito de acolher e atender adequadamente os usuários através de uma avaliação rápida, estabilização do quadro agudo e pronta admissão no hospital. Almejando a prestação de serviços em melhores níveis de qualidade, o Ministério da Saúde, em 2003, instituiu a Política de Qualificação da Atenção à Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) - “QualiSus” - que prioriza o processo de qualificação nos serviços de urgência e emergência. Justificativa e Objetivo: Mediante a importância de se obter informações que contribuam na melhoria da assistência à urgência e emergência e por considerar que a avaliação do processo de atendimento reflete a essência da qualidade da atenção à saúde e constitui condição essencial nessa busca, este trabalho tem o objetivo de compreender a percepção de trabalhadores de um serviço de urgência público quanto à qualidade no processo de atendimento. Método: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratório-descritiva, realizada em um serviço de urgência público do estado de São Paulo, o qual adota o sistema de Gestão da Qualidade. Em abril de 2010, foram realizadas dez entrevistas individuais com a equipe multiprofissional utilizando a frase norteadora: “Fale-me sobre a sua vivência em relação à Gestão da Qualidade no Serviço de Urgência”. Os dados foram tratados de acordo com o método Análise de Conteúdo proposto por Bardin. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Estadual de Maringá- PR sob o parecer n. 013/2010. Resultados: Os depoimentos foram categorizados em duas dimensões intituladas de “Técnica” e “Relacional” segundo o referencial de Donabedian. Na primeira dimensão os entrevistados identificaram a qualidade no processo de atendimento, com destaque à integração entre a unidade de urgência e os serviços extrahospilares; a necessidade da qualidade estar presente em todos os níveis de atenção do sistema de saúde; a expectativa e direcionamento das lideranças em relação à qualidade do serviço; a gestão de eventos não desejados focada no processo de trabalho e não na punição de pessoas; a promoção da qualidade a partir do Acolhimento com Classificação de Risco e do atendimento de casos referenciados. Em relação à segunda dimensão, os entrevistados enfatizaram as práticas humanizadas através do respeito às necessidades e preferências dos usuários e a relação favorável entre os trabalhadores. Conclusão: Conclui-se que, apesar de haver relatos de descontentamento quanto ao trabalho em equipe, os entrevistados percebem que o processo de atendimento no serviço de urgência está em sintonia com os preceitos da qualidade, o que permite oferecer uma assistência segura e qualificada assim como aumenta a possibilidade de produzir resultados satisfatórios. Bibliografia BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2008. BRASIL. Ministério da Saúde. Qualisus: Política de qualificação da atenção à saúde. Brasília, 2004. DONABEDIAN, A. The quality of care: how can it be assessed? J. Am. Med. Assoc. v. 260, n.12, p.1743-1748, 1988.
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    TRABALHO 13 PORTFÓLIO REFLEXIVO COMO INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: PERCEPÇÃO DE RESIDENTES DE ENFERMAGEM França, TE, Vannuchi MTO, Guariente, MHDM Universidade Estadual de Londrina E-mail para contato: mhguariente@sercomtel.com.br RESUMO A avaliação é um assunto amplamente discutido nas instituições de ensino e constitui-se em um desafio para os educadores e estudantes. No meio educacional o portfólio reflexivo apresenta-se como estratégia possibilitadora de práticas de avaliação emancipatória, coerentes com o processo de ensino aprendizagem comprometido com a formação crítico-reflexiva. O processo de avaliação da Residência em Gerência de Serviços de Enfermagem do Programa Integrado de Especialização da Universidade Estadual de Londrina (UEL) utiliza o portfólio reflexivo, considerando que oportuniza o acompanhamento do processo de aprendizagem, por meio do registro das produções do residente, suas percepções e estudos. O portfólio é estruturado em três partes: A minha trajetória, que consiste em descrever a trajetória do aluno até chegar à residência, as percepções e sentimentos frente a essa nova fase acadêmica; a Área acadêmica, etapa em que o aluno apresenta todas as discussões realizadas em sala de aula de acordo com propostos e as metodologias de ensino utilizadas e a Área pessoal, em que contextualiza o seu momento de vida acadêmica e é estimulado a ilustrar suas ações e reflexões através de colagem de fotos. Além disso, esta etapa consiste em levar o estudante a refletir, semanalmente, sobre sua prática diária, acúmulo de experiências, dificuldades encontradas e crescimento pessoal e profissional que advém do processo vivenciado durante a residência. As reflexões semanais são encaminhadas via e-mail ao docente que as lê a as devolve com as suas considerações. Considerando a importância do portfólio reflexivo como instrumento de avaliação, este estudo teve o objetivo descrever as percepções dos estudantes da Residência em Gerência de Serviços de Enfermagem, envolvidos na construção/implementação deste instrumento. Trata-se de uma pesquisa descritiva na abordagem qualitativa, desenvolvida no curso de Residência em Gerência de Serviços de Enfermagem, alocado no Centro de Ciências da Saúde, da Universidade Estadual de Londrina. Os sujeitos da pesquisa foram ex-alunos e atuais alunos do curso de Residência em Gerência dos Serviços de Enfermagem, totalizando, 23 alunos. Os dados foram coletados por entrevistas realizadas, individualmente, com base em um questionário pré-elaborado. Para a análise dos dados utilizou-se a análise do conteúdo proposta por Bardin. Os resultados demonstraram que a utilização do portfólio reflexivo na Residência tem um potencial significativo quando se evidenciam algumas possibilidades, dentre elas o desenvolvimento da capacidade reflexiva, a auto-avaliação, a avaliação pelo docente, o desenvolvimento da competência de comunicação escrita e a organização de material teórico pedagógico. Como aspectos facilitadores do portfólio reflexivo identificaram-se: a relação professor-aluno; o feedback docente e articulação teoria e prática. Como aspectos dificultadores os discursos dos residentes evidenciaram: a falta da habilidade escrita; o ato de refletir, a reflexão extemporânea e a falta de tempo. O uso do portfólio reflexivo na Residência demonstrou-se concordante com uma avaliação a serviço da aprendizagem, todavia, instala desafios particulares aos sujeitos envolvidos em sua implementação. O portfólio reflexivo desponta como uma promissora ferramenta de avaliação, que pode sugerir outras possibilidades além das descritas neste trabalho.
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    TRABALHO 14 Estratégias deprevenção de eventos adversos em quimioterapia antineoplásica: subsídios à efetividade do processo de cuidar em enfermagem Santos, VO¹, Moreira, MC² Introdução. Prestação de assistência à saúde sem riscos e falhas no atendimento é objetivo de profissionais de saúde. Na especificidade do trabalho em unidades de quimioterapia antineoplásica necessita-se de atualização e sensibilização das enfermeiras acerca das condições necessárias para garantia da qualidade da assistência aos clientes, principalmente, prevenção e controle dos eventos adversos. O gerenciamento desses eventos pela enfermeira é estabelecido na Resolução 220, de 21 de setembro de 2004, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que destaca responsabilidade da equipe da enfermagem na manutenção das boas práticas na administração da quimioterapia., levando à responsabilidade de detectar e prevenir precocemente erros de medicação. Medicamentos antineoplásicos são considerados de alto risco, podendo produzir reações e eventos adversos em qualquer fase do processo de medicação (prescrição, dispensação, preparação e administração). É considerado erro de medicação relacionado aos antineoplásicos qualquer erro real e/ou fatal identificado num medicamento prescrito, dispensado, preparado e administrado em diferentes doses adequadas para o paciente, com data errada, técnica incorreta de administração, incluindo velocidade, concentração. (García, et al 2007) Portanto, necessita-se de busca por estratégias de prevenção básica para toda equipe de enfermagem, garantindo qualidade e segurança prestada aos pacientes. Trata-se de recorte da dissertação de mestrado. Eventos adversos em quimioterapia antineoplásica: subsídios para Gerenciamento de Enfermagem. Objetivo Discutir estratégias apontadas pelas enfermeiras que favoreçam prevenção de eventos adversos numa central de quimioterapia. Metodologia Tratou-se de estudo descritivo, abordagem qualitativa que utilizou método do estudo de caso representativo e longitudinal com entrevista semi-estruturada e observação não-participante com análise documental do prontuário e relatórios de enfermagem do setor. Oito enfermeiras com mais de dois anos numa central de quimioterapia de hospital federal do Rio de janeiro participaram do estudo. Resultado. Dentre estratégias apontadas pelas enfermeiras, incluem-se educação da equipe e fornecimento de alertas sobre antineoplásicos, verificação da prescrição anterior e superfície corporal; consulta de enfermagem sistematizada Conclusão. Ao finalizar o estudo, percebemos existir na instituição, política de administração de medicamentos de antineoplásicos, como: avaliação da prescrição por enfermeiros que atuam na central de quimioterapia. Estratégias para prevenção indicam necessidade de aprofundamento do processo de gerenciar eventos adversos em quimioterapia diante de situações complexas na dinâmica do trabalho assistencial das enfermeiras. Bibliografia ASHP COUNCIL ON PROFESSIONAL AFFAIRS. ASHP guidelines on preventing medication errors with Antineoplastic agents. American Journal of Health System Pharmacy, v. 59, n. 17, p. 1648-1668, 2002. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Agência Nacional de Vigilância Sanitária/ANVISA, Resolução N° 220, 21 de setembro de 2004. Disponível em: <http://e-legis.bvs.br/leisref/public/showAct. php?mode=PRINT_VERSION&id=12639>. Acesso em: 25 out. 2007. GARCÍA et al Sistema integrado de prevención de errores en el proceso de utilización de medicamentos en oncología. Revista cubana de farmacia 1Gestão Hospitalar (ENSP/FIOCRUZ), Administração Hospitalar (Soc. São Camilo de Ensino, Mestre em enfermagem (UFRJ/EEAN,) Chefe do Serviço em Procedimentos Externos HCI (INCA) 2Doutora em enfermagem Universidade federal do Rio de janeiro Professora adjunta da UFRJ/EEAN, coordenadora do curso de Mestrado EEAN/UFRJ
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    TRABALHO 15 REFORMULAÇÃO DOPROCESSO DE ENFERMAGEM EM UMA INSTITUIÇÃO PRIVADA UTILIZANDO AS TAXONOMIAS NANDA, NOC E NIC. Brito AC, Ribeiro APF, Veiga MF, Silva RV, Sobreira RM Resumo A enfermagem como ciência advêm de uma progressão de teorias transpostas às classificações de diagnósticos, resultados e intervenções. Os modelos teóricos têm avançado desde os anos 60 até os dias atuais onde já dispomos de terminologia única (NNN) contribuindo para maior qualidade do cuidado de enfermagem. O objetivo desse trabalho é relatar a historia da implantação do processo de enfermagem em uma instituição privada da cidade de Salvador e descrever o processo de reformulação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) associando às terminologias NANDA/NOC/NIC (NNN), iniciado no ano de 2008. A necessidade de remodelar o instrumento de trabalho se deu pela falta de subsídios em avaliar a assistência prestada aos nossos clientes e consequentemente o acompanhamento da evolução e resolução dos diagnósticos traçados. A estratégia metodológica aplicada é um relato de experiência descrevendo como iniciou o processo na instituição e todas as suas etapas de evolução até o momento atual na reformulação do seu modelo. Os resultados obtidos neste estudo permitiram verificar dentro do processo evolutivo da SAE, alguns pontos chaves nas etapas de mudanças: a) Inaugurou a instituição já utilizando a SAE embasada no modelo conceitual das Teorias de padrões de resposta humana - Necessidades Humanas Básicas (Wanda Horta) e Auto Cuidado (Dorothea Oren) correlacionando aos problemas detectados; b) Em 1999 o serviço de Neonatologia reestruturou seus Protocolos Assistenciais utilizando a Terminologia da NANDA, iniciando outro tipo de abordagem na consistência do Prontuário de Enfermagem; c) Em 2008, realizou-se uma auditoria pelo Escritório de Qualidade nos prontuários e entrevista com os Enfermeiros com a finalidade de avaliar o grau de conhecimento sobre o Processo e sua efetividade; d) em 2009 criou-se uma Comissão da SAE para reformulação do Processo de Enfermagem utilizando (NNN). Como conclusão observa-se que a Comissão da SAE deu um novo direcionamento ao processo de enfermagem utilizado na instituição. Atendendo a uma Missão Institucional buscou o conhecimento unificado como equipe e estrategicamente a formação de uma comissão com pessoas que alcançassem a maior representatividade do hospital, constituído pela equipe de staf da Enfermagem (1 Diretora de Enfermagem, 2 Gerentes (unidade de internação e unidade Pediátrica); 4 Coordenações (Neonatologia, UTIs, unidade de internação). A partir dessa Comissão foi proposto um desafio para as Líderes das unidades em se aperfeiçoar e aprimorar sobre as mudanças ocorridas no decorrer dos anos dos modelos teóricos e terminologias da SAE e em seguida reformular o sistema de informação de enfermagem utilizando a terminologia NNN, com a missão de disseminar ou multiplicar junto às equipes a construção do conteúdo. Referências Bibliográficas: 1BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. LEI 7498/86, DE 25 DE JUNHO DE 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem. [texto da internet] disponível em URL: HTTP://www.portalcofen.gov.br 2NANDA, Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2009-2011/NANDA Internacional; tradução Regina Machado Garcez-Porto Alegre:Artmed,2010 3DOCHTERMAN, JM, BULECHECK, GM. Classificação das intervenções de enfermagem (NIC).4ª.ed.Porto Alegre:Artmed;2008 4MOORHEAD, S, et al. Classificação dos resultados de enfermagem (NOC). Marta Avena, tradutora. 3ed. Porto Alegre: Artmed, 2008. 5JOHNSON, M, BULECHEK, G, BUTCHER, H, DOCHTERMAN, JM, MAAS, M, MOORHEAD, S, AWANSON, E. Ligações entre NANDA, NOC, e NIC: diagnósticos, resultados e intervenções. Regina Machado Garcez, tradutora. Porto Alegre: Artmed, 2009. 6ALFARO-LEFEVRE, R. Aplicação de Processo de Enfermagem: promoção o cuidado colaborativo. Artmed, 5 ed, Porto Alegre,2005. 7HORTA, W. de A. Processo de Enfermagem. São Paulo: EPU, 1979. 8TANNURE, MC. SAE, Sistematização da Assistência de Enfermagem: Guia prático. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2008. Hospital Aliança, Salvador (Ba), Brasil. veiga@hospitalalianca.com.br
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    TRABALHO 16 FERRAMENTAS PARA A GESTÃO CONTEMPORÂNEA DA ENFERMAGEM EXCELÊNCIA NA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE ATRAVÉS DA CONQUISTA DO MODELO PRIMARY NURSE Autores: Fonseca DA Liberman SM Instituição: Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos E-mail: dfonseca@hpev.com.br RESUMO DO TRABALHO – SESSÃO PÔSTER I - Introdução A transformação social e econômica no setor de saúde, somado ao aumento das exigências do consumidor com relação à qualidade dos serviços hospitalares e à crescente incorporação de tecnologias, têm forçado os hospitais a adotarem modelos de assistência que ofereçam respostas satisfatórias e imediatas às demandas do novo contexto. II - Justificativa No Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos (CHEV), as mudanças ocorridas criaram grande impacto para a Enfermagem. Em 2007 foi definido o modelo de assistência Primary Nurse baseado no conceito da assistência personalizada integrada e seqüencial associada à implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Para os modelos implantados foi necessária a reestruturação do serviço de enfermagem, com a definição dos cargos de enfermeiro pleno e enfermeiro clínico, considerando as adequações quantitativas e qualitativas. III - Objetivo A missão do Serviço de Enfermagem do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos (CHEV) é o aprimoramento de conhecimentos pelos seus profissionais, procurando manter e conquistar novos clientes, oferecendo-lhes atendimento de qualidade e confiabilidade que satisfaça de forma crescente suas expectativas. Para atender o propósito citado acima, iniciou-se o processo de avaliação das competências e o desenho das características que o hospital reconhecia como necessário para cada cargo. Ao enfermeiro pleno definiu-se como a principal atividade a liderança da unidade com foco na gestão da unidade de negócio. Para tanto foram empreendidas sessenta e três horas de treinamento. Ao enfermeiro clínico designou-se o acompanhamento ao paciente e a execução das atividades mais complexas. Para este grupo iniciou-se um trabalho de capacitação de implantação da SAE, totalizando 254 horas. A viabilização das mudanças ocorridas foi ancorada em algumas estratégias, como a implantação do programa de qualidade total. Para atender esse objetivo foram criadas diversas comissões, compostas pelos enfermeiros clínicos e plenos. Informar e envolver o corpo clínico, a fim de que fossem parceiros nesse processo de mudança, foi primordial para a implantação do Primary Nurse. IV - Método Para a implantação do modelo assistencial foi realizado benchmarking nacional e internacional e counseling executivo, com foco a aconselhamento profissional e orientação comportamental. V - Resultados Após três anos desse investimento e reformulação, evidenciamos os resultados apresentados: melhoria na qualidade da assistência em decorrência do cuidado individualizado ao paciente, remetendo principalmente à humanização; maior segurança da assistência prestada ao paciente, evidenciada pelo gerenciamento de riscos; referência do colaborador da enfermagem pelo paciente; valorização dos profissionais da equipe de enfermagem pelo corpo clínico. VI - Conclusão O próximo desafio em 2011 é estender o processo de reestruturação aos demais setores de atendimento da Enfermagem (Pronto Socorro, UTI e Unidade Cirúrgica), priorizando a especialização dos enfermeiros de cada setor. Em paralelo, iniciaremos o treinamento de todo o quadro da Enfermagem para introdução da SAE no modelo eletrônico, que compõe o Histórico de Enfermagem, Diagnóstico de Enfermagem, Prescrição e Evolução de Enfermagem, anotação, checagem e outros. VII - Bibliografia VIDES, Maria L. P. C. Diagnóstico, planejamento e estratégia para a implantação de um novo sistema de gerenciamento hospitalar. São Paulo: FBAH, 2010. MARX, Lore Cecília; Morita, Luiza Chitose. Manual de Gerenciamento de Enfermagem. 2 ed. São Paulo: EPUB, 2003. BORBA, Valdir Ribeiro. Do Planejamento ao Controle de Gestão Hospitalar: instrumento para o desenvolvimento empresarial e técnico. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2006. NANDA. DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM DA NANDA- DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO – 2001-2002. Porto Alegre: Artmed,2002.
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    TRABALHO 17 O CURRÍCULO INTEGRADO E AS PERCEPÇÕES DOS ALUNOS DE ENFERMAGEM NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM Cacciari P; Costa D B; Alves E Universidade Estadual de Londrina pamella_cacciari@hotmail.com Introdução: No Brasil, desde o início da organização do sistema de saúde, muito se fala sobre a necessidade de promover melhorias qualitativas e quantitativas dos recursos humanos responsáveis pelas ações de saúde. O Currículo Integrado implantado pelo curso de Enfermagem da UEL no ano 2000 contempla conhecimentos, habilidades e atitudes nos quatro domínios: o saber, o saber fazer, o saber ser e o saber conviver (1). O currículo integrado trabalha com metodologias ativas onde aprendizagem é baseada em problemas – PBL através de aplicação de provas teóricas, casos clínicos, elaboração de portfólio e participação nos grupos tutoriais. A Avaliação ocorre de forma continua, através do conceito bidimensional de: apto e não apto após uma avaliação formativa, fundamentada nos processos de aprendizagem, em seus aspectos cognitivos, afetivos e relacionais. Considerando a proposição de auxiliar os alunos frente a essa realidade, os cursos de Enfermagem e Medicina criaram a Comissão de Apoio Docente e Discente (CADD) para os respectivos cursos. A CADD é um instrumento eficaz para lidar com parte das ansiedades e dificuldades pedagógicas decorrentes do currículo. Justificativa: A partir do Projeto CADD composto por alunos do 3° e 4° ano enfermagem, sentiu-se necessidade de verificar a percepção dos alunos de enfermagem no processo ensino aprendizagem no currículo integrado. Objetivo: Constatar as adaptações dos estudantes em relação ao currículo identificando vantagens e desvantagens da inserção destes na nova proposta pedagógica. Método: Trata-se de uma pesquisa descritiva, desenvolvida na Universidade Estadual de Londrina. A coleta de dados foi entrevista semi-estruturada, realizada durante uma oficina com estudantes do primeiro ano do curso de Enfermagem através de cinco grupos focais, após os sujeitos lerem e assinarem o Termo de Consentimento Livre Esclarecido. Resultados: Os resultados quanto às vantagens e desvantagens do currículo integrado aparecem pelas categorias: método ensino aprendizagem, as metodologias ativas do currículo incentivam o estudo individual e a expressão do aluno. O aprendizado envolve habilidades de busca, seleção e avaliação crítica de dados e informações. Avaliação dimensional, expressa o resultado através de: apto e não apto após uma avaliação formativa, sendo de difícil compreensão para o aluno por fugir dos métodos tradicionais. Conclusão: De acordo com estes resultados, nota-se a importância de um projeto como a CADD que desenvolve ações para auxiliar nas dificuldades da adaptação ao novo currículo, diminuindo o impacto da mudança do ensino tradicional para metodologias ativas. Palavras-chave: Estudantes de Enfermagem; Ensino; Apredizagem Bibliografia: 1.Delors J. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez; Brasília: MEC; 2000 2.Teixeira G. Elaboração de objetivos educacionais no Ensino Superior [homepage na internet] São Paulo: Ser professor universitário. Inc.: 2003 [atualizada em 28 mar. 2005; acesso em 20 out. 2007]. Disponível em: http://www.serprofessoruniversitario.pro.br/ler.php?modulo=16&texto=967 3.Bloom BS. Taxonomia de objetivos educacionais: domínio cognitivo. Porto Alegre: Globo; 1973.
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    TRABALHO 18 PROPOSTA E FERRAMENTAS METODOLÓGICAS PARA A DISCIPLINA ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM: UMA EXPERIÊNCIA NA FACULDADE SÃO VICENTE DE PÃO DE AÇÚCAR, ALAGOAS. Autores: Moreira EM, Riscado JLS, Malta JMA, Nunes I D, FreireMC Leite Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar – FASVIPA E-mail: euridicemmoreira@hotmail.com RESUMO Introdução: A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde é uma proposta de ação estratégica que visa a transformação e a qualificação na atenção à saúde, os processos formativos, as práticas de saúde e pedagógicas, além de incentivar a organização das ações e dos serviços. A implantação dessa política implica o trabalho articulado entre o sistema de saúde e as instituições de ensino, colocando em evidência a formação e o desenvolvimento para o SUS, na perspectiva da educação permanente (BRASIL, Ministério da Saúde, 2010). O artigo de PEDROSA (2008) apresenta reflexões sobre a contribuição da educação popular e saúde para a gestão participativa no SUS,tendo como base os discursos e as proposições apresentadas nos Anais do III Encontro Nacional de Educação Popular e Saúde, comparando proposições e diretrizes, o artigo assinala similitudes entre alguns pontos emergentes dos coletivos da sociedade civil e as ações desenvolvidas pelo Ministério, ressaltando os desafios da educação popular e saúde em apresentar características de projeto político de ampliação dos espaços de interlocução entre a gestão do SUS e os movimentos sociais, dispositivo com capacidade de mobilizar a população pelo direito à saúde e pela eqüidade, e estratégia pedagógica constituinte de sujeitos críticos e propositivos com potencialidade para formulação e deliberação de projetos políticos, no sentido de fortalecer a gestão participativa. Justificativa: o trabalho justifica-se por tratar-se de medidas adotadas junto agrade curricular de disciplina de uma Instituição formadora de profissionais de saúde. Objetivos: Despertar no alunado habilidades para outra lógica comunicativa de informação e educação, propiciando uma aproximação às práticas de enfermagem em comunidade e, contribuir com a política nacional de educação permanente em saúde, através da proposta de educação popular em saúde. Metodologia: - Contexto: Disciplina de administração aplicada à enfermagem; - Sujeitos: alunado do bacharelado em Enfermagem da FASVIPA; - Etapas: disponibilização de temáticas e, visita e busca aos sites da BVS e DATASUS. Ofícios às instituições contactadas, sensibilizadas, envolvidas e parceiras Preparação do materiale produção das atividades lúdicas. Produtos originados: - 12 trabalhos de intervenção junto à comunidade, cujas temáticas permearam a prevenção das DST/AIDS, Dengue, Hipertensão Arterial, Obesidade; - Características: Roda de Conversa contra a Obesidade, Fanzini na Escola contra a DST/AIDS, Radialistas contra Dengue, Forró conta a AIDS, Apregoador de Rua, Esquete de Mamulengos, Repente na Feira Popular contra Dengue. -Considerações Finais: Acreditamos sensibilizar o alunado para uma forma diferenciada de levar a informação, o conhecimento às camadas populares, assim como partimos da premissa de contribuir para a formação de um laboratório de educação popular em saúde, da Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar (LEPS/FASVIPA). Referências Bibliográficas: - BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Plano Nacional de Educação Permanente em Saúde. Disponível em www.saude.gov.brAcesso em 170/05/2010. - PEDROSA, J. I. S. Educação popular em saúde e gestão participativa no Sistema Único de Saúde. Revista APS.V. 11, n. 3, p. 303–313, jul./set., 2008. Disponível em www.scielo.br Acesso em 25/05/2010.
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    TRABALHO 19 TREINAMENTO CONTÍNUO DE HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS, IN LOCO, REALIZADO POR ESTAGIÁRIAS DE ENFERMAGEM NO HOSPITAL DA PREFEITURA DE SÃO PAULO. NEVES DF, VITOR IO, MARQUES JD, LOUREIRO MPM. HOSPITAL MUNICIPAL MATERNIDADE ESCOLA DE VILA NOVA CACHOEIRINHA palmira_loureiro@hotmail.com RESUMO A higienização das mãos é a medida mais simples, importante e reconhecida para a prevenção e controle das infecções nos serviços de saúde. A ação de lavar as mãos com água e sabão comum, água e sabão com anti- séptico ou fricção com álcool a 70% proporciona a remoção mecânica da microbiota transitória da pele e ou quando associado a anti-séptico tem ação química letal aos microrganismos. O grande desafio da atualidade é a sensibilização dos profissionais de saúde quanto à importância, adesão, prática e técnica já desenvolvida que são de extrema importância para a excelência da assistência à saúde e para a segurança do paciente. Este trabalho além de ser um trabalho constante e periódico, tem resultados eficazes na redução dos índices de infecção hospitalar, é um trabalho realizado in loco, sem necessidade de deslocamento dos funcionários das unidades assistenciais, realizado por estagiárias de enfermagem sob supervisão direta do enfermeiro e é consiste em aula teórica-prática. O objetivo desse trabalho é prevenir as infecções hospitalares, relembrar e demonstrar a técnica de higienização das mãos e sensibilizar quanto à importância da adesão da técnica . O treinamento foi realizado pelo setor de Educação Continuada de Enfermagem e Núcleo Epidemiológico, por estagiárias de enfermagem, sob coordenação, orientação e supervisão direta das enfermeiras responsáveis pelos setores citados. Realizado por meio de aula explicativa, com uso de álbum seriado e distribuição de folder, nos setores: Unidade de Terapia Intensiva,Pronto Socorro Obstétrico , Casa da Gestante de Alto Risco , Ambulatório , Alojamento Conjunto , Centro Cirúrgico Obstétrico , Pré Parto , Recuperação Pós Anestésica , Central de Materiais Esterilizados , Clínica Ginecológica Obstétrica e Unidade Neonatal. Os resultados mostram que o número total foi de 179 colaboradores, destes 177 pertencem à equipe de enfermagem. O treinamento apresentou os seguintes valores: Unidade Neonatal foram treinados 36 colaboradores representando 20% do total; Centro Cirúrgico Obstétrico foram treinados 23 colaboradores representando 13% do total; Recuperação Pós Anestésica foram treinados 9 colaboradores representando 5% do total; Unidade de Terapia Intensiva foram treinados 10 colaboradores representando 6% do total; Pré-Parto foram treinados 12 colaboradores representando 7% do total; Casa da Gestante de Alto Risco foram treinados 13 colaboradores representando 7% do total; Alojamento Conjunto foram treinados 24 colaboradores representando 13% do total; Central de Material Esterilização foram treinados 7 colaboradores representando 4% do total; Clínica Ginecológica Obstétrica foram treinados 14 colaboradores representando 8% do total; Ambulatório foram treinados 18 colaboradores representando 10% do total; Pronto Socorro Obstétrico foram treinados 11 colaboradores representando 6% do total e outros setores (SCIH- Serviço de Controle de Infecção Hospitalar e Núcleo Epidemiológico) foram treinados 2 colaboradores representando 1% do total.Concluímos que houve uma redução considerável no índice de Infecção Hospitalar, a sensibilização de toda equipe de Enfermagem e da equipe multiprofissional.Mediante ao exposto pode-se concluir que a estratégia de treinamento local utilizada se diferenciou pelo contato direto das estagiárias de enfermagem junto aos colaboradores, o que proporcionou um impacto satisfatório e que refletiu nos resultados positivos a pequeno e médio prazo. REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO BRASIL,Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Higienização das mãos em serviços de saúde- Brasília : Anvisa, 2007. CRUZ,Eliane Drehmer de Almeida.et al.Higienização de mãos:20 anos de divergências entre a prática e o idealizado. Revista Ciência e Enfermagem,vol.XV,p.33-38.Disponível em: <www.scielo.br/pdf/rn/v23n1/a05v23n1.pdf >. Acesso em 25 out. 2010. SANTOS, Adélia Aparecida Marçal dos. Higienização das mãos no controle das infecções em serviços de saúde. Disponível em <www.cqh.org.br/files/artigoras15.pdf>.Acesso em 25 out. 2010. FARO. Norma de Higiene das mãos. Setembro de 2004 Centro Regional de Saúde Pública do Algarve CCI dos Cuidados de Saúde Primários.
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    TRABALHO 20 RESULTADOS NOGERENCIAMENTO ESTRUTURADO COM REDUÇÃO DE CUSTOS NO PROCESSAMENTO DE ROUPAS DE SERVIÇOS DE SAÚDE NO “C.P.P”. Loureiro MPM, Cedran ML. CENTRO DE ATENÇÃO INTEGRADA EM SAÚDE MENTAL – PHILIPPE PINEL palmira_loureiro@hotmail.com Resumo Introdução: O processamento de roupas de serviços de saúde é uma atividade de apoio que influencia grandemente a qualidade da assistência à saúde, principalmente no que se refere à segurança e conforto do paciente e trabalhador e que para um bom funcionamento depende diretamente da equipe envolvida nesta atividade, atua de forma responsável e organizada neste serviço, desde o recolhimento, pesagem, envio até a distribuição de roupas e devem ocorrer perfeitas condições de higiene e conservação, em quantidade adequada a todos os equipamentos do hospital. Justificativa: Este trabalho consta de um relato de experiência de mudança organização de administração onde possibilitou resultado em curto prazo, a motivação da equipe, reuniões e valorização da equipe com redução de gastos institucionais. Objetivo: Descrever os resultados obtidos por uma nova administração, que obteve junto à diretoria institucional ajuda e parceria para ações que resultaram em diminuição imediata de custos, além de ter uma equipe que atualmente encontra-se motivada e integrada nas ações institucionais e na importância de seu trabalho. Método: Reuniões pontuais semanais e mensal com toda a equipe onde foram apresentadas discussões, resoluções de conflitos, sugestões e soluções por toda a equipe para melhoria de suas atividades. Resultados: Foram obtidos resultados pontuais imediatos: otimização do trabalho em equipe, integração da lavanderia com os outros equipamentos institucionais, diminuição dos custos institucionais, apresentando resultados imediatos de 4º bimestre/2010 para 1º bimestre/2011, redução de custos em 5,2%, mesmo com aumento de mais um equipamento com 08 leitos em 2011 além de integração da equipe onde que segundo relatos não ocorria. Conclusão: No início de uma nova administração foram realizadas ações que aperfeiçoaram este serviço visando atender a todos os equipamentos desta instituição de forma adequada, como também minimização de custos em curto prazo, com um controle maior do envio desta roupa, pesagem organizada e controlada bem como a distribuição com adequação a realidade de cada equipamento institucional. O sucesso desta experiência ocorreu pela autonomia e credibilidade que foi dada a nova administração por toda a diretoria desta instituição, o apoio e respeito e possibilidades de mudanças. Bibliografia: ANVISA, Processamento de Roupas no Serviço de Saúde: 2007. Disponível em: www.anvisa.gov.br. Acesso: em Março 2011. CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos: edição compacta. 5ed. São Paulo: Atlas, 1999. MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria Geral da Administração: da escola científica à competitividade na economia globalizada. 2ed. São Paulo, Atlas, 2000. Palavras-chave: redução de custos, motivação, nova administração, autonomia.
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    TRABALHO 21 IMPLANTAÇÃO DO PROCESSO DE CIRURGIA SEGURA NUM HOSPITAL PUBLICO DE VITÓRIA – ES : RELATO DE EXPERIÊNCIA AUTORES : Borba EL , Muto VCD. HOSPITAL ESTADUAL CENTRAL – Vitória - ES Email: vera.muto@prosaude.org.br RESUMO PALAVRA CHAVE:; Assistência cirúrgica, Cirurgia segura INTRODUÇÃO A estimativa de eventos adversos em todo o mundo mobilizou a OMS a lançar uma Aliança Mundial para a Segurança da Assistência Cirúrgica. O ponto mais crítico deste cenário é a interação dos membros da própria equipe cirúrgica. O protocolo universal é um processo de três etapas no qual cada uma complementa a pratica de confirmar o paciente, local e procedimentos corretos, assim, minimizar os riscos, promovendo uma cirurgia segura. JUSTIFICATIVA Este relato de experiência baseado na “Campanha Cirurgias Seguras Salvam Vidas” da OMS , pretende demonstrar a elaboração do protocolo multidisciplinar de verificação para a Cirurgia Segura e a implantação do mesmo num hospital público. OBJETIVOS Assegurar a qualidade da assistência cirúrgica através da definição de um conjunto central de padrões de segurança que possam ser aplicados para melhorar assistência ao paciente. MÉTODO Para a obtenção deste objetivo, o referido hospital (primeiro hospital público do estado do ES a receber o titulo de Hospital Acreditado nível I pela ONA) desde sua abertura, em dezembro de 2009, trabalhava com a proposta de hospital seguro . A partir de sua inauguração foi constituída a Comissão de Estudos e Pesquisas, cujo primeiro intuito foi estudar a proposta da Campanha Cirurgia Segura Salva Vidas da OMS. Com isso, foi elaborado um processo com várias etapas para a implantação desse projeto, são elas: protocolo multidisciplinar com itens de verificação que norteiam a segurança na assistência cirúrgica aos pacientes da instituição, capacitação da equipe envolvida, elaboração de quadro ilustrativo instalado nas salas cirúrgicas contendo as etapas das pausas da cirurgia, criação de impresso para documentar em prontuário os registros pertinentes a esse protocolo, auditoria de processos e levantamento de indicadores com acompanhamento dos resultados obtidos. RESULTADO Motivados pela busca da excelência e pela melhoria continua em seus processos a referida instituição , confiando que a qualidade da assistência propicia a segurança cirúrgica e reduz o numero de mortes e complicações conseguiu demonstrar que os resultados são positivos , pois desde a implantação deste protocolo não observamos nenhum evento adverso , sentinela ou iatrogênias. CONCLUSÃO Esta implementação exige o aprimoramento contínuo para garantir a qualidade na assistência aos pacientes. É um projeto educacional que introduz a cultura da qualidade , um processo de verificação que documenta as etapas do protocolo de cirurgia segura . Além disso participar deste processo pioneiro no estado do ES sensibiliza toda a equipe para alcançar os objetivos. BIBLIOGRAFIA Organização Mundial da Saúde. Segundo desafio global para a segurança do paciente: Manual - cirurgias seguras salvam vidas Disponível em: http://proqualis.net/seguranca/ Haynes AB et al. A Surgical Safety Checklist to Reduce Morbidity and Mortality in a Global Population. N Engl J Med 2009;360:491-9. [Link Livre para o Artigo Original] Joint Commission. Universal protocol for preventing wrong site, wrong procedure, wrong person surgery. 2003.
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    TRABALHO 22 OS FATORES PRÉ-DISPONENTES QUE CONTRIBUEM PARA O ERRO DE MEDICAÇÃO EM UMA INSTITUIÇÃO DE SAÚDE Resumo A segurança dos pacientes no decorrer da internação hospitalar, têm merecido atenção crescente da equipe de enfermagem na busca por uma assistência que assegure o máximo de qualidade e o mínimo de riscos para o cliente. O termo segurança do paciente envolve em geral a prevenção de erros no cuidado e eliminação de danos causados aos pacientes por tais erros. O erro no cuidado em saúde, resulta de ação não intencional causada por algum problema ou falha, durante a realização da assistencia. Muitas são as condições facilitadoras para que ocorram erros no âmbito hospitalar. Atualmente a evidência do erro de medicação requer uma investigação sobre o evento. É de fundamental importância promover a confiabilidade durante a administração do medicamento bem como a segurança do cliente. As causas desses erros podem estar relacionadas com fatores individuais como por exemplo: Estresse, Ansiedade, deficiência na formação acadêmica, dupla jornada de trabalho, falta de profissionais, ilegibilidade da prescrição médica e etc. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica de caráter exploratório, que tem como objetivos determinar os fatores que contribuem para o erro de medicação em uma instituição hospitalar. Este estudo veio resgatar a importância das medidas de Segurança durante a hospitalização do cliente no que diz respeito a administração de medicação. É imprescindível, portanto, que a enfermagem possua visão ampliada do sistema de medicação e de cada um dos seus processos e, principalmente, que dêem garantias de segurança e qualidade ao processo que está sob sua responsabilidade, buscando informações a respeito do fluxo de suas atividades, sobre os problemas existentes com o ambiente e com os recursos humanos, assim como conhecimento sobre os fármacos, interações medicamentosas etc., contribuindo para que a terapêutica medicamentosa seja cumprida de maneira eficiente, responsável e segura. Palavras-chave: Enfermagem, Erro de medicação, Ilegibilidade na prescrição médica, Notificação do evento. REFERÊNCIAS 1 - Conseqüências de medicação em unidades de terapia intensiva e semi-intensiva Toffoletto M.C, Padilha K.G; 2 Rev Esc Enferm USP 2006; 40(2):247-52. www.ee.usp.br/reeusp/ 2 - Analise de causa raiz: Erro de medicação em um hospital universitario Rev. Alux T.C Cassiani S.H.B.; Esc Enferm USP; 44 (1):139-46,Rev. Latino-Am. Enfermagem 18(6):[10 telas] nov-dez 2010 www.eerp.usp.br/rlae 3 - Cuidados de enfermagem e segurança do paciente: visualizando a organização, acondicionamento e distribuição de medicamentos com método de pesquisa fotográfica Raduenz A.C; Hoffmann P.C; Radunz V; Sasso G.T.M.D; Maliska I.C.A.; Marck P.B.; 18(6):[10 telas] nov-dez 2010 Rev. Latino-Am. Enfermagem 4 - Identificando os riscos do paciente hospitalizado. Lima L.F, Leventhal L.C, Fernandes M.P.P; Einstein. 2008; 6(4):434-8 5 - Segurança do paciente na terapêutica medicamentosa e a influência da prescrição médica nos erros de dose. Gimenes F.R.E, Mota M.L.S, Teixeira T.C.A, Silva A.E.B.C, Opitz S.P, Cassiani S.H.B; Rev. Latino-Am. Enfermagem 18(6): nov-dez 2010 www.eerp.usp.br/rlae
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    TRABALHO 23 BOPE – Bases da Oncologia Pediátrica para a Enfermagem – estratégia de ensino e desenvolvimento em Enfermagem Duarte AM1*, Melaragno ALP1, Dias CG1. 1Instituto de Oncologia Pediátrica – IOP/GRAACC/UNIFESP. E-mail: *adrianaduarte@graacc.org.br Introdução: no cotidiano da prática em Oncologia Pediátrica, os profissionais se deparam com crianças e adolescentes acometidos pelos distúrbios onco-hematológicos. Para a enfermagem, o cuidado nesta área é muito abrangente, pois inclui não somente os pacientes, mas também seus familiares em todas as etapas de tratamento. A alta complexidade desta especialidade exige do profissional muita dedicação e busca constante de conhecimento técnico-científico1. Justificativa: constatou-se que, para os profissionais, era um desafio cuidar da criança e do adolescente com câncer, frente a diferentes diagnósticos e tratamentos. Objetivo: relatar as experiências vivenciadas junto a equipe de Enfermagem do Instituto de Oncologia Pediátrica – IOP/GRAACC/UNIFESP, durante a atividade de ensino/aprendizado sobre as principais neoplasias pediátricas. Método: trata-se de um relato de experiência2. Como estratégia de aprendizagem, optou-se por uma atividade denominada BOPE – Bases da Oncologia Pediátrica para a Enfermagem, elaborada pela área de Ensino e Desenvolvimento em Enfermagem da referida instituição, com a finalidade de os profissionais discutirem e expressarem suas dúvidas, idéias (pré) concebidas, sentimentos e expectativas acerca do cuidar da criança e do adolescente com câncer e sua família. Resultados: o BOPE foi dividido em três momentos - no primeiro momento, denominado Preparando o BOPE, consistiu na escolha das neoplasias pediátricas a serem discutidas; distribuição das temáticas por mês; e, escolha dos materiais didáticos (capítulo de livros, artigos, manuais de orientação) de cada patologia para leitura. No segundo momento, denominado Conhecendo a Nova Atividade, foi realizada oficinas de orientação para a elaboração do BOPE. No último e terceiro momento – Construindo os Resultados, foi realizada a leitura crítica/analítica do material didático, por todos os plantões; elaboração do banner final; e, apresentação dos materiais produzidos nos setores da instituição. Conclusões: evidenciou-se um singular momento de reflexão/sensibilização, que resultou em um preparo e um reconhecimento das peculiaridades da criança e adolescente com câncer e uma atitude de aproximação para o cuidar no espaço hospitalar. Percebeu-se uma aproximação entre os membros da equipe, através das discussões e elaboração do material escrito. Possibilitou a valorização dos conhecimentos e experiências da equipe, convidando-os a discussão e, principalmente, instrumentalizando-os, a fim de buscar soluções para os problemas que emergem do cotidiano. Com está estratégia alcançou-se um aprimoramento e capacitação da equipe de Enfermagem no cuidado da criança e adolescente com câncer e sua família, à compreensão da experiência de doença vivenciada nas dimensões biológicas, sociais, emocionais e espirituais destes indivíduos. Bibliografia: 1. Brasil. Ministério da Saúde. Diagnóstico Precoce do Câncer na Criança e no Adolescente. Instituto Nacional de Câncer, Instituto Ronald Mcdonald. Rio de Janeiro: INCA, 2009. 114p. 2. Marcus MT, Liehr PR. Abordagens de Pesquisa Qualitativa. In: LoBiondo-Wood G, Haber J. Pesquisa em Enfermagem: métodos, avaliação crítica e utilização. 4ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2001.p:122-139. Descritores: enfermagem; oncologia pediátrica; ensino.
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    TRABALHO 24 ONCOLOGIA PEDIÁTRICA - Necessidades de Treinamento para a equipe de enfermagem Duarte AM1*, Melaragno ALP1, Dias CG1. 1Instituto de Oncologia Pediátrica – IOP/GRAACC/UNIFESP. E-mail: *adrianaduarte@graacc.org.br Introdução: nas instituições de saúde a enfermagem corresponde a aproximadamente 60% do quadro total de funcionários1. Devido ao avanço da terapêutica e tecnologia utilizadas no tratamento da criança e adolescente com câncer, bem como os diferentes níveis de formação profissional da equipe de saúde, há a necessidade de processos de treinamento e desenvolvimento que envolva a área de Educação Continuada e promova a melhoria da qualidade da assistência de enfermagem. Esta área é responsável por ampliar e qualificar o conhecimento e o ensino dos profissionais e deve ser coordenada por enfermeiro habilitado. Justificativa: para que o processo ensino- aprendizagem seja efetivo é necessário um planejamento de atividades que deve partir do levantamento das necessidades de treinamento. Objetivo: este estudo tem por finalidade identificar as necessidades de treinamento da equipe de enfermagem de um hospital especializado no tratamento de crianças e adolescentes com câncer, na cidade de São Paulo. Método: é um estudo não experimental de natureza descritiva exploratória2, quantitativo, realizado por meio da aplicação de um formulário, elaborado por estagiarias do 8º semestre do curso de graduação em enfermagem de uma universidade de São Paulo, e modificado e aprovado pela Coordenação de Ensino e Desenvolvimento em Enfermagem da referida instituição. Resultados: foi aplicado um formulário para cada plantão (manhã, tarde, noturno I e noturno II), em cada um dos sete setores da instituição, num total de 26 formulários. Os participantes foram a equipe de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, composta por um total de 148 profissionais. Dos formulários entregues, 73% (19) foram devolvidos e respondidos e suas respostas classificadas e agrupadas em: relativa à especialidade de oncologia pediátrica; à procedimentos técnicos; e, aos aspectos comportamentais. A maioria dos temas solicitados foi referente a conhecimento sobre a especialidade (principais patologias e terapêuticas), com 19 solicitações; relacionadas aos aspectos comportamentais (como lidar com a família em momentos difíceis e de decisões, cuidados paliativos) foram 18 solicitações, sendo que o tema principal proposto está ligado aos aspectos emocionais dos profissionais, principalmente abordando o tema “morte e morrer”; com relação a capacitação técnica (administração de medicamentos, manipulação de derivação ventricular externa) foram 14 solicitações. Conclusões: Percebeu-se que a temática relacionada a aspectos comportamentais, apesar de não aparecer como primeira solicitação, é intensamente solicitado, demonstrando a necessidade do preparo do profissional para o cuidar da criança e adolescente com câncer e sua família. Com a realização deste estudo o setor de Ensino e Desenvolvimento da instituição estudada programou as atividades para o ano de 2011, abordando os temas solicitados na forma de treinamentos e cursos de capacitação. Todos os temas solicitados serão abordados durante o ano por profissionais qualificados, e as estratégias educacionais a serem utilizadas serão: aulas expositivas dialogadas, discussão de casos, reuniões clínicas e grupos de estudo. Bibliografia: 1. Gaidzinski RR, Fugulin FMT, Castilho V. Dimensionamento de Pessoal de Enfermagem em Instituições de Saúde. In: Kurcgant P. org. Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005.p.125-137. 2. LoBiondo-Wood G, Haber J. Desenhos não-experimentais. In: LoBiondo-Wood G, Haber J. Pesquisa em Enfermagem: métodos, avaliação crítica e utilização. 4ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2001.p.110-121. Descritores: equipe de enfermagem; oncologia pediátrica; treinamento.
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    TRABALHO 25 A PERCEPÇÃO DOS ENFERMEIROS QUANTO À ANSIEDADE NA RELAÇÃO TRABALHO E COTIDIANO Ferraz TG, Cacciari P, Machado RCBR Universidade Estadual de Londrina pamella_cacciari@hotmail.com Introdução: Trabalhadores da área da saúde tendem a apresentar níveis altos de ansiedade, como, o óbito inesperado de um paciente, procedimentos de alta complexidade, escassez de material e de recursos humanos, relação com a equipe médica, dentre outras. A dinâmica do trabalho de enfermagem envolve tanto intervenções com o corpo e mente dos pacientes, como também, estão expostos as mais variáveis formas de estímulos físicos e mentais no ambiente de trabalho, estando susceptíveis a desenvolver sentimentos de impotência profissional, ansiedade, depressão e medo, comprometendo a qualidade de assistência prestada e, interferindo diretamente na saúde mental desses profissionais, que por vezes necessitam receber apoio e acompanhamento de uma equipe multiprofissional, que possa auxiliar esse trabalhador na identificação de seu sofrimento e conseqüentemente desenvolver programas de prevenção e manutenção da saúde mental do profissional de enfermagem (1) . Justificativa: A sobrecarga de trabalho, relacionamento com a equipe multiprofissional, o manejo de lidar com a morte, o relacionamento com o usuário e a família, as condições inadequadas de trabalho, causam sentimentos de ansiedade no enfermeiro, influenciando na qualidade da assistência de enfermagem e sua vida social. Objetivos: Identificar a percepção dos enfermeiros a relação dos sintomas de ansiedade com seu cotidiano. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, onde foram entrevistados oito enfermeiros de um Hospital Universitário Público no Norte do Paraná. Foi utilizada uma entrevista semi-estruturada e conforme emergiam as respostas, novas questões eram criadas, buscando explorar e esclarecer as informações. A pesquisa obedeceu todos os critérios éticos. Resultados: Os resultados permitiram organizar os relatos dos participantes recorrentes da questão norteadora em três temas: Conceito de ansiedade; Situações que causam ansiedade e Vivência de sintomas de ansiedade no cotidiano, onde muitos sujeitos correlacionam ansiedade com humor. Situações como tomadas de decisões, situações inesperadas e trabalho em equipe foram relatadas como geradoras de ansiedade, e que os sintomas de ansiedade no cotidiano podem comprometer atividades familiares, sociais e de trabalho. Conclusão: Dessa forma, acreditamos que se o enfermeiro utilizar de estratégias para lidar com sintomas de ansiedade, mantendo-os em intensidade leves, lhes propiciaria uma melhora de seu desempenho profissional, social e familiar. Palavras-chave: Ansiedade; Enfermagem; Enfermeiro. Bibliografia: 1-OLER, Fabiana G. et.al. Qualidade de vida da equipe de enfermagem do centro cirúrgico. Arq. Ciênc. Saúde 2005 abr-jun; 12(2):102-10. STUART, G. W.; Laraia, M.T. Enfermagem psiquiátrica: princípios e práticas. Porto Alegre: ed. Artes Medicas, 2001. ROMAN, Sonia e SAVOIA, Mariângela Gentil. Pensamentos automáticos e ansiedade num grupo de jogadores de futebol de campo. Psicol. teor. prat., dez. 2003, vol.5, no.2, p.13-22. ISSN 1516-3687. MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento – pesquisa qualitativa em saúde. 8º ed. São Paulo: Editora Hucitec. 2004.
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    TRABALHO 26 CARACTERIZAÇÃO SÓCIO DEMOGRÁFICA E OCUPACIONAL DE TRABALHADORES DE ENFERMAGEM READAPTADOS E READEQUADOS EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICO Cacciari P, Haddad MCL, Vannuchi MOT, Marengo RA Hospital Universitário de Londrina Pamella_cacciari@hotmail.com Introdução: A realidade do processo de trabalho nas instituições de saúde, como as longas jornadas e intensificação do ritmo de trabalho, escassez de recursos humanos e materiais, sobrecarga de trabalho, problemas de relacionamento interpessoal, acabam por refletir na vida do trabalhador. Este contexto gera um desgaste físico e psicológico, afetando de maneira geral a saúde dos trabalhadores o que poderia levar o profissional a não exercer mais suas atividades de rotina dentro da instituição, sendo, então, necessário readaptar este profissional em outra função. A reabilitação ou readaptação de trabalhadores visa àqueles indivíduos que por alguma razão tiveram que mudar de função ou adquirir novas responsabilidades em decorrência de problemas de saúde. Em 1990, foi publicada a lei Federal nº 8.112, na qual em seu artigo 24, estabelece que a readaptação “é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, verificada em inspeção médica” (1,2). Justificativa: Consideramos relevante estudar o perfil dos trabalhadores readaptados e readequados em hospital universitário público que até o momento, foi pouco investigada. Acreditamos que conhecer a situação desses profissionais será importante para identificar os fatores que contribuem para o estabelecimento de uma adequada política de recursos humanos, no sentido de potencializar sua utilização e implementar ações de promoção da saúde para esse grupo. Objetivo: Caracterizar o perfil dos trabalhadores de enfermagem readequados e readaptados em um hospital Universitário Público. Método: Trata-se de um estudo descritivo do tipo corte transversal. A população potencial do estudo foi constituída por servidores readaptados e readequados lotados na Diretoria de Enfermagem de um hospital universitário público. Segundo dados do Serviço da Medicina do Trabalho da instituição 47 trabalhadores encontravam-se cadastrados como readaptados e ou readequados até dezembro de 2010. Resultado: De acordo com os resultados 93,3% dos readequados e redaptados são do sexo feminino, 50,0% da cor branca, a maioria casado 40,0%, com mais de sete anos de estudo, e possuíam renda maior que dois salários mínimos. Quanto às características ocupacionais, 90,0% dos readequados e readaptados trabalham na instituição há mais de 16 anos, 53,3% são readaptados e 33,3% readequados, 13,4% não responderam essa pergunta. Verificou-se que o motivo da readequação e readaptação é físico 90,0%, mesmo com restrições 30,0% informaram que realizavam horas extras. Com relação ao cargo 46,6% é auxiliar operacional, 40% auxiliar de enfermagem, 6,7% técnicos de enfermagem e 6,7% técnico administrativo. Em relação à lotação observou-se que 20,0 % encontram-se na Divisão de Atendimento e Internamento seguido de 16,7% no Centro Cirúrgico. Conclusão: È indispensável que as Instituições de saúde resgatem a promoção da saúde do trabalhador, pois se verificou que muitos dos agravos são previsíveis podendo ser evitados, sensibilizando os gestores a promoverem ações educativas que melhorem a qualidade de vida desses trabalhadores. Palavras chave: Enfermagem, Saúde do trabalhador, Recursos Humanos em Saude Bibliografia: 1-NUNES, I. M. et al. O trabalho em saúde no contexto hospitalar: processos e necessidade como subsídios para a formação profissional. R Enferm Esc Anna Nery. 2006;10(3):509-13. 2- BRASIL, Lei n° 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das Autarquias e das Fundações Públicas Federais. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8112cons.htm. Acesso em 19 set. 2009.
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    TRABALHO 27 NOTIFICAÇÕESDE QUEIXA TÉCNICA DE MATERIAL DE CONSUMO DE USO HOSPITALAR EM HOSPITAL DE ENSINO Gil RB, Laus AM. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo roseligil@usp.br RESUMO Na atualidade, a preocupação com a gestão dos hospitais está associada à inserção de novas tecnologias à prática clínica, trazendo benefícios inegáveis à população, porém elevando os custos da assistência e impactando severamente nas organizações hospitalares(1). Um gerenciamento efetivo diante da disponibilidade restrita de recursos financeiros tem sido uma exigência constante aos gestores, particularmente de instituições públicas, que buscam a otimização dos recursos disponíveis através de controles mais efetivos, evitando o desperdício(2,3). Neste sentido, o monitoramento da qualidade de materiais médico- hospitalares tem sido fundamental para que os riscos aos quais os pacientes e profissionais de saúde estão sujeitos, envolvendo o uso de produtos e equipamentos, possam ser minimizados. Este estudo teve por objetivo identificar e analisar as queixas técnicas de material de consumo de uso hospitalar a partir das notificações elaboradas pelos diferentes usuários de uma instituição hospitalar de ensino. Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, documental, com abordagem quantitativa. Os dados foram coletados dos Impressos de Notificação de queixa técnica recebidos pela Seção de Parecer Técnico de um Hospital Universitário Público do Norte do Paraná, no período de 1º de janeiro de 2007 a 31 de dezembro de 2009, e que integra o Projeto Hospital Sentinela da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Os materiais notificados foram separados em três grupos: material médico-hospitalar, higiene pessoal e de uso no processo de esterilização e foram construídas três categorias de queixa técnica: embalagem, estrutura e aspecto alterado, utilizando-se dos critérios sugeridos pela ANVISA. No período analisado foram obtidas 260 notificações, sendo a queixa técnica relativa ao grupo de material médico-hospitalar a mais predominante com 80,38%. As não conformidades mais acentuadas foram identificadas no material luva cirúrgica, que correspondeu a 17,70% das queixas. Entre os materiais para higiene pessoal, o papel toalha interfolha destacou-se com 68,29% e no grupo de material para uso no processo de esterilização, todas as notificações referiram-se a embalagens. Quanto à análise da categoria queixa técnica, o que se refere a estrutura dos materiais (rachadura, quebra do produto ou parte dele, problemas relacionados a encaixe, obstrução, vazamento, tamanho, absorção, perda de corte, e a presença de corpo estranho) foi a que apresentou maiores percentuais com 76,15% (198) das notificações analisadas. As notificações foram elaboradas em sua maioria (91,4%) no período diurno e o enfermeiro foi o profissional que mais notificou correspondendo a 81,15% (211). Das queixas técnicas recebidas, 7,69% (20) originaram notificações ao sistema NOTIVISA pela Gerência de Risco Hospitalar da instituição. O estudo evidenciou a necessidade do monitoramento da pós-comercialização dos produtos médico-hospitalares utilizados nas instituições de saúde e a necessidade de adoção de ferramentas para o registro das queixas técnicas. Um sistema de notificação pode se constituir num elemento estratégico do gerenciamento de recursos materiais, pois possibilita o estabelecimento de um mecanismo de feedback do usuário com a Seção de Parecer Técnico, bem como subsidia a tomada de decisão durante o processo de avaliação para a aquisição, no intuito de preservar a qualidade mínima exigida para os produtos utilizados para prestação da assistência segura à saúde. Referências 1REHEM,R. Os hospitais e a nova realidades. Caderno & Saúde Coletiva. São Paulo, 2007. V. 12, n 4, p. 843-846. 2MATOS, A. J. Gestão de Custos Hospitalares. 2. ed. São Paulo: STS, 2002. 3CASTILHO, V.; FUGULIN, F. M. T.; GAIDZINSKI, R. R. Gerenciamento de Custos nos Serviços de Enfermagem. In: KURCGANT P. (Org.) Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. cap. 13, p.171-183.
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    TRABALHO 28 INFLUÊNCIA DA GESTÃO DE MATERIAL MÉDICO HOSPITALAR NO TRABALHO DE PROFISSIONAIS DE HOSPITAL PÚBLICO DE MÉDIA COMPLEXIDADE Garcia, SD, Costa, DB, Haddad MCL, Dellaroza MSG, Miranda, JM Universidade Estadual de Londrina sidomingues@yahoo.com.br Introdução:No processo gerencial na área da saúde um dos setores mais complexos e de maior custo, que exige constantes atualizações devido às mudanças e surgimentos de novos produtos é a área de gestão de materiais (1). A atuação do enfermeiro na administração de recursos materiais constitui-se uma conquista nas esferas de tomada de decisão, destacando o importante papel na dimensão técnico-administrativa inerente ao processo de cuidar e gerenciar(2).É fundamental que a equipe de enfermagem conheça a política adotada pelo hospital em relação ao processo de compras de materiais e equipamentos garantindo, assim, a aquisição de produtos que mesmo com o menor preço, satisfaçam os padrões técnicos e de segurança (3). É importante que os serviços de saúde aprimorem os sistemas de gerenciamento de materiais, a fim de garantirem uma assistência contínua e de qualidade a um menor custo, e ainda, assegurarem a quantidade e qualidade dos materiais necessários para a realização do trabalho(2).Justificativa: Trata-se de um tema atual, de abrangência gerencial na área de enfermagem, que necessita de maiores discussões por trazer conhecimentos aos profissionais que exercem a gestão de serviços na área hospitalar e na atenção básica.Objetivo:Identificar a influência da gestão de material médico hospitalar no processo de trabalho de profissionais de hospital público de média complexidade.Método:Trata-se de um estudo descritivo, exploratório de natureza qualitativa(4), realizado em um hospital público de média complexidade, integrado ao Sistema Único de Saúde e localizado na região norte do Paraná.O estudo foi desenvolvido em duas etapas, sendo que na primeira realizou-se a análise de documentos referentes a gestão de materiais e a segunda etapa realizou-se entrevistas com trabalhadores envolvidos no processo de gestão e utilização de material médico hospitalar. A opinião do entrevistado foi obtida por meio da questão norteadora: Qual a influência da gestão de material médico hospitalar no seu processo de trabalho? Após a coleta os dados foram transcritos e analisados buscando encontrar seu real significado para os atores envolvidos. Resultados:Foi elaborado um fluxograma do processo de compra de material médico hospitalar na instituição, contendo a sequência desde a necessidade do material até sua possível aquisição, explicitando o processo licitatório de compra,abastecimento de materiais, armazenamento, diferenças entre materiais padronizados e não padronizados e tempo hábil para o recebimento do produto adquirido. A análise das entrevistas resultou em cinco categorias de estudo, sendo:1) Ausência de autonomia na escolha dos materiais; 2) Falta de manutenção de equipamentos e materiais médico hospitalar; 3) Burocracia no processo de compra; 4) Falta de qualidade de alguns materiais; e 5) Ausência de capacitação profissional voltada para a gestão de materiais.Conclusão:Os resultados demonstraram à necessidade de realizar educação continuada com a equipe abrangendo o uso adequado dos materiais, a preservação dos equipamentos em uso, a consequência do desperdício para o serviço e integração dos profissionais envolvidos no processo de compra para melhorar a qualidade dos materiais adquiridos. O estudo identificou os pontos importantes para o gerenciamento de materiais e a necessidade de novas pesquisas na área para aprimorar e melhorar a qualidade da gestão de recursos materiais. Referências: (1)-Honório MT, Albuquerque GL. A gestão de materiais em enfermagem. Ciênc Cuid e Saúde 2005 set/dez; 4(3): 259-68. (2)- Castilho C. Gerenciamento de recursos materiais. In: Kurcgant P, Tronchin DMR, Fugulin FMT, Peres HHC, Marrarollo MCKB, Fernandes MFP, et al. Gerenciamento em enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005. cap 12 p. 157-170.(3)- BARTMANN,Mercilda;TÚLIO, Ruth;KRAUSER,Lucia Toyoshima. Administração na saúde e na enfermagem.Rio de Janeiro:Senac Nacional, 2008. cap 3 p.61-65.(4)-MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 8. ed. São Paulo: HUCITEC, 2004.
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    TRABALHO 29 GRAU DE DEPENDÊNCIA DE CLIENTES INTERNADOS EM HOSPITAL FILANTRÓPICO DE ALTA COMPLEXIDADE Gvozd R, Vannuchi MTO, Haddad MCL, Jenal S, Fortes FC Universidade Estadual de Londrina raquelgvozd@yahoo.com.br Introdução: O Sistema de Classificação de Pacientes (SCP) objetiva agrupar os clientes por complexidade assistencial e surgiu da necessidade das organizações de saúde em racionalizar o trabalho e, conseqüentemente, os recursos humanos e materiais 1,2. Constitui-se em instrumento útil para o planejamento da assistência de enfermagem, dimensionamento de recursos humanos e materiais e para a distribuição das atividades entre os membros da equipe de enfermagem. Justificativa: Trata-se de um tema de abrangência gerencial, que auxilia os gestores na manutenção da qualidade dos serviços de saúde. Objetivo: Identificar o grau de dependência de pacientes internados em Hospital Filantrópico de Alta Complexidade. Método: Estudo exploratório descritivo, de abordagem quantitativa. O instrumento utilizado para classificação dos pacientes contempla as seguintes áreas do cuidado: estado mental, oxigenação, sinais vitais, motilidade, deambulação, alimentação, cuidado corporal, eliminação, terapêutica, integridade cutâneo mucosa/ comprometimento tecidual, curativo e tempo utilizado na realização de curativos. Os resultados foram processados e tabulados no programa Microsoft Office Excel 2007 e analisados por porcentagem. Resultados: Observou-se que 68% da população pesquisada eram do sexo masculino e 32% do feminino. A mediana de idade dói de 54 anos, variando de 14 a 96 anos. Dos 926 pacientes classificados, 81,9% eram orientados no tempo e espaço; 66,4% não utilizaram oxigênio em sua terapêutica; 41,6% movimentavam todos os segmentos corporais, seguidos por 32,8% que apresentaram limitação de movimentos. Houve maior frequência de pacientes restritos ao leito (34,9%); 36% necessitaram de banho no leito, seguido de 35,1% que receberam auxilio para o banho de chuveiro e/ou higiene oral, 35% necessitaram de auxilio para a realização das eliminações em vaso sanitário ou realizadas no leito em comadre; 75,7% dos medicamentos foram administrados por via endovenosa intermitente; 44,8% apresentaram presença de solução de continuidade na pele envolvendo tecido subcutâneo e músculo, ou ainda incisão cirúrgica, ostomias ou drenos; 52,4% necessitaram da realização de curativos duas vezes ao dia, sendo que 31,2% dos curativos foram realizado entre 15 a 30 minutos. A classificação dos pacientes nas áreas do cuidado mostrou que 29,9% indicavam para o cuidado de alta dependência de enfermagem, seguido por cuidado semi- intensivo (21,6%) e intensivo (17,2%). Conclusão: Os resultados demonstraram o elevado grau de dependência dos pacientes internados na unidade pesquisada. Ressalta-se a necessidade de uma análise referente à insuficiência de leitos de Unidades de Terapia Intensiva na rede de atendimento a saúde do município, o que provavelmente tem influenciado a internação de pacientes graves em unidades de internação não especializada. Bibliografias 1. MARTINS, E.A.P.; HADDAD, M.do C.L. Validação de um instrumento que classifica os pacientes em quatro graus de dependência do cuidado de enfermagem. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 8, n. 2, p. 74-82, abril 2000. 2. FUGULIN, F.M.T.; GAIDZINSKI, R.R. Sistema de classificação de pacientes: análise das horas de assistência de enfermagem. Nursing. São Paulo, v.11, n. 2, p. 27-34, abr. 1999. 3. CARMONA LMP, ÉVORA YDM. Sistema de classificação de pacientes: aplicação de um instrumento validado. Rev Esc Enferm USP 2002; 36(1): 42-9. 4. FUGULIN, F.M.T.; GAIDZINSKI, R.R.; KURCGANT, P. Sistema de classificação de pacientes: identificação do perfil assistencial dos pacientes das unidades de internação do HU-USP. Revista Latino-Americana de Enfermagem. Ribeirão Preto, v.13, n.1, p.72-8, jan.-fev. 2005. 5. SANTOS, F et al. Sistema de classificação de pacientes: proposta de complementação do instrumento de Fugulin et al. Revista Latino-Americana de Enfermagem. Ribeirão Preto, v.15, n.5, set.-out. 2007.
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    TRABALHO 30 SOFRIMENTO: SENTIMENTOS VIVENCIADOS POR TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO PRONTO-SOCORRO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICO Garcia AB, Gvozd R, Dellaroza MSG, Haddad MCL Universidade Estadual de Londrina (UEL) alessandrabg@gmail.com Introdução: O pensamento sobre as conseqüências da forma como o trabalho está organizado na saúde psíquica dos trabalhadores tem ganhado a atenção de pesquisadores. A organização de trabalho pode ter um impacto sobre aparelho psíquico deste trabalhador, trazendo condições de sofrimento devido ao choque entre seus projetos e esperanças baseados em uma construção histórico-social individual e uma organização que os ignora. A enfermagem, em geral, é desgastante, e em unidades como um pronto-socorro existem fatores que favorecem o desgaste emocional, pois os trabalhadores lidam com a morte, luto dos familiares, sofrimento dos pacientes e ainda organizam uma estrutura dinâmica e constantemente mutável, que necessita de ações imediatas e rápidas tomadas de decisões, executando suas atividades sob forte “pressão”. Estes fatores podem determinar sofrimento nos trabalhadores, influenciando no bem-estar psicoemocional da equipe. Justificativa: As questões subjetivas ainda são consideradas como invisíveis para muitos gerentes, chefes, supervisores ou até mesmo trabalhadores. Conhecer estes sentimentos pode colaborar no gerenciamento dos recursos humanos destas unidades, tornando- se igualmente importante a saúde psíquica de quem cuida. Objetivo: Revelar os sentimentos de sofrimento vivenciados por técnicos de enfermagem que trabalham em um pronto-socorro. Método: Estudo descritivo com abordagem qualitativa, utilizando-se a técnica de análise de conteúdo de Bardin para a análise dos dados, coletados por entrevista semi-estruturada com os técnicos de enfermagem do pronto-socorro de um hospital do Paraná. Para a seleção dos sujeitos foi utilizada a técnica bola-de-neve. Resultados: As falas revelaram seis subcategorias. A primeira traz a superlotação e a grande demanda de pacientes graves como origem de sentimento de estresse e sobrecarga. A segunda revela que a possibilidade iminente de imprevistos nesta unidade abrange sentimentos de preocupação e tensão constante, sendo que, há um sentimento de tristeza e impotência que resulta de uma assistência insuficiente devido à sobrecarga, caracterizando a terceira categoria encontrada e demonstrando um grande comprometimento deste trabalhador. A quarta categoria surge quando o trabalhador se depara com determinados perfis de pacientes associados a diagnósticos que fazem emergir sentimentos de tristeza, indignação, revolta e até raiva, ao encontrar o paciente agressor, agredido ou a criança com câncer. O sofrimento também é ilustrado pela influência da vida pessoal no trabalho e do trabalho na vida pessoal, o que pode causar algum desequilíbrio nas atividades desempenhadas em ambos os ambientes, demonstrando que o sujeito não pode ser “compartimentalizado”, pois trata-se de um ser integral. A última categoria traz o sofrimento pela falta de reconhecimento por parte dos enfermeiros no dia-a-dia, trazendo a percepção de que o trabalho não tem sentido e demonstrando a grande importância do feedback no processo de trabalho. Conclusão: Os trabalhadores de enfermagem no pronto-socorro sofrem por motivos relacionados ao intenso processo de trabalho, mas também quando se deparam com a impossibilidade de praticar uma assistência mais qualificada e quando o seu trabalho passa desapercebido pelo seu supervisor. O estudo demonstra também que não é possível separar a vida no trabalho da vida e sentimentos pessoais, e que isto não deve ser considerado como algo periférico pelos gestores. Bibliografia Dejours C, Abdoucheli E, Jayet C. Psicodinâmica do trabalho: contribuição da escola Dejouriana à análise da relação prazer, sofrimento e trabalho. São Paulo (SP): Atlas; 1994. 145 p. Martins JT. Prazer e sofrimento no trabalho do enfermeiro em Unidades de Terapia Intensiva: estratégias defensivas [tese de doutorado]. Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo; 2008. 199 p. Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2003. 226 p. Atkinson R, Flint J. Accessing hidden and hard-to-reach populations: snowball research strategies. Social Research Update [internet]. 2001 [acesso em: 15 abr 2010]; 33. Disponível em: http://sru.soc.surrey.ac.uk/SRU33.html.
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    TRABALHO 31 PERFIL OCUPACIONAL DE TRABALHADORES DE INSTITUIÇÃO UNIVERSITÁRIA PÚBLICA EM PRÉ- APOSENTADORIA Gvozd R, Garcia AB, Haddad MCL, Vannuchi MTO, Sentone ADD Universidade Estadual de Londrina raquelgvozd@yahoo.com.br Introdução: Com a mudança na pirâmide populacional brasileira, a maioria dos indivíduos se encontra em idade produtiva, condicionando como foco de suas vidas o trabalho, estimulados pela supervalorização da produtividade e do capital(1). Na sucessão dos anos observa-se um crescimento mais elevado na faixa etária da população idosa em relação às demais. As implicações de ordem demográfica, econômica e social do processo de envelhecimento já surtem seus efeitos, seja na alteração de vida dos indivíduos e das estruturas familiares, seja nas mudanças da composição da força de trabalho(2). Tais modificações exigem novas demandas por políticas públicas que auxiliam no preparo desta população para um envelhecimento saudável, proporcionando maior capacidade para o trabalho frente à aposentadoria. Justificativa: Trata-se de um tema atual, de abrangência gerencial devido aumento progressivo do envelhecimento da força de trabalho. Objetivo: Caracterizar o perfil ocupacional dos trabalhadores de uma Instituição Universitária Pública que estão em fase de pré-aposentadoria. Metodologia: Estudo descritivo transversal, realizado em uma Instituição Universitária Pública do Norte do Paraná. A população de estudo foi composta por todos os trabalhadores que se encontravam em fase de pré-aposentaria por idade ou tempo de serviço e também por aqueles que já poderiam estar aposentados, identificados por meio de lista emitida pela Pró- Reitoria de Recursos Humanos da instituição. Foi adotada legislação previdenciária onde, para os trabalhadores do sexo masculino foram selecionados os que possuíam 65 anos de idade e para as mulheres, 60 anos(3). Também foram incluídos na pesquisa os servidores do sexo masculino que possuíam acima de 53 anos de idade somados a 35 anos de contribuição, e mulheres acima de 48 anos de idade e 30 anos de contribuição, de acordo com o que estabelece Emenda Constitucional(4). Os dados foram tabulados com auxílio do programa Microsoft Excel 2010. Resultados: Do total de 5.248 servidores da instituição, 1.048 (20,0%) estão em fase de pré-aposentadoria, sendo que 35% são do sexo masculino e 65% do feminino. A maior parcela dos trabalhadores se encontra na faixa dos 56 aos 60 anos (37,1%). Dos 1.555 docentes, 20,3% encontram-se na fase de pré-aposentadoria, e para os 3.693 técnicos, o percentual é de 19,8%. Há contingente de trabalhadores em fase de pré-aposentadoria tanto no Hospital Universitário (HUL) como no campus. No HUL, os departamentos com maior concentração destes servidores são a divisão de educação e treinamento, internamento, serviços gerais, laboratório de análises clínicas, centro cirúrgico e divisão de atendimento. No campus universitário, há maior número atuando na prefeitura do campus, no centro de ciências da saúde, ciências exatas, biológicas, agrárias, estudos sociais aplicados, ciências humanas, e educação, comunicação e artes. Conclusão: Os resultados demonstraram que uma parcela significativa da população de servidores está envelhecida. Ressalta-se que na instituição inexistem programas que auxiliem na preparação destes servidores para a aposentadoria, fato este que necessita de maiores discussões devido considerável envelhecimento da força de trabalho percebido e consequente diminuição da capacidade para o trabalho desta população, que será tema de outra pesquisa. Bibliografias: (1) Soares, D.H.P.; Costa, A.B.; Rosa, A.M.; Oliveira, M.L.S. de. Aposenta-ação: programa de preparação para aposentadoria. Estudos Interdisciplinares do Envelhecimento. Porto Alegre, v. 12, p. 143 – 161, 2007. (2) KRELING, N. Trabalhadores mais maduros predominam na Região Metropolitana de Porto Alegre. In: BASTOS, R. (Coord.) Dimensões da precarização do mercado de trabalho da Região Metropolitana de Porto Alegre. Porto Alegre: Convênio FEE, FGTAS/SINE-RS, DIEESE, SEADE-SP, MTE/FAT e apoio PMPA, 2007. _______. Envelhecimento do trabalhador impõe novos desafios às políticas públicas. In: TONI, M. (Coord.) Políticas públicas do trabalho: uma discussão sobre sua efetividade e a necessidade de ações específicas, a partir das características do mercado de trabalho da Região Metropolitana de Porto Alegre. Porto Alegre: Convênio FEE, FGTAS/SINE-RS, DIEESE, SEADE-SP, MTE/FAT e apoio PMPA, 2009. (3) BRASIL. LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, em 24 de julho de 1991; 170º da Independência e 103º da República. Disponível em: http://www010.dataprev.gov.br/sislex/paginas/42/1991/8213.HTM. (4) BRASIL. Emenda Constitucional 47 de 5 de julho de 2005. Altera os arts. 37, 40, 195 e 201 da Constituição Federal, para dispor sobre a previdência social, e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc47.htm
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    TRABALHO 32 CUSTO DEEDUCAÇÃO CONTINUADA PARA EQUIPE DE ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICO Costa DB , Vannuchi MTO, Haddad MCL, Cardoso MGP, Garcia SD Universidade Estadual de Londrina danielebernardi@hotmail.com Introdução: A Educação Continuada é um processo educativo dinâmico, dialógico e contínuo, de revitalização pessoal e profissional, individual e coletivo, que busca qualificação, postura ética, ter consciência, reafirmação ou reformulação de valores, construindo relações integradoras entre os sujeitos envolvidos, para uma transformação humana crítica e criadora. Informações sobre custos para os enfermeiros dos centros de educação continuada é fundamental, uma vez que a maioria das decisões importantes dentro da instituição passa pela análise de custo- benefício, podendo desta maneira respaldar os argumentos referentes à necessidade de investimento em treinamento, bem como a alocação de recursos para essa atividade, junto à administração geral. Justificativa: A nossa vivência enquanto residente de gerência de serviços de enfermagem no setor que coordena as atividades de educação continuada aliada à necessidade de se conhecer o investimento deste setor na qualificação de recursos humanos estimulou-nos a desenvolver esta pesquisa. Objetivo: Determinar os custos diretos e indiretos dos programas de educação continuada para equipe de enfermagem de um Hospital Universitário Público. Método: Trata-se de um estudo transversal de abordagem quantitativa, realizado na Divisão de Educação e Pesquisa em Enfermagem e na Divisão de Finanças e Orçamentos-Seção de Custo Hospitalar deste hospital. Foi considerado o custo de cada treinamento realizado no período de junho/2009 a maio/2010. Para o cálculo dos custos utilizou-se a unidade monetária brasileira, o Real. Resultados: Constatou-se que durante o período em estudo foram realizados 22 programas de educação continuada totalizando um custo de 10.256,56 reais. Destes 86,42% foram custos diretos e 13,58% custos indiretos. Dos 22 treinamentos realizados 88,21% foram de formação técnica, e o restante na área comportamental. Obteve-se uma média de 35 participantes e 10 horas de duração por evento. Conclusão: Através do estudo pode-se analisar os investimentos realizados pela instituição para capacitação de recursos humanos de enfermagem. A informação gerada sobre custo por ser uma ferramenta gerencial auxilia o enfermeiro responsável pelo setor de educação continuada na tomada de decisões. O gerenciamento de custos deve ser conhecido pelo enfermeiro e estar voltado para a redução e a otimização dos recursos, mantendo a qualidade dos serviços prestados. Referências: 1- Backes VM, Nietsche EA, Camponogara S, Fraga RS, Cerezer RC. Continuing education of graduate students: a commitment of the university? Rev Bras Enferm. 2002;55(2):200-4. 2- Kurcgant P et al. Gerenciamento em enfermagem. São Paulo: Guanabara Koogan, 2005. 3- Organização Panamericana de La Salud. Educación Contínua – Guia para la organización de programas de educación continua para personal de salud. Whashington: División de Recursos Humanos e Investigación; 1979. 4- Silva GM; Seiffert OMLB. Educação continuada em enfermagem: uma proposta metodológica. Rev. bras. enferm., Brasília, v. 62, n. 3, June 2009 . 5- Jerico MC; Castilho V. Treinamento e desenvolvimento de pessoal de enfermagem: um modelo de planilha de custos. Rev. esc. enferm. USP, São Paulo, v. 38, n. 3, Sept. 2004 .
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    TRABALHO 33 AVALIAÇÃO DOTEMPO MÁXIMO DE PERMANÊNCIA DE CATETER VENOSO PERIFÉRICO EM CRIANÇAS INTERNADAS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA E SUA ASSOCIAÇÃO A INFECÇÕES CUTÂNEAS E SISTÊMICAS Ribeiro APF Instituição: Hospital Aliança, Salvador (BA), Brasil. E-mail: anapaula@hospitalalianca.com.br O uso do cateter venoso periférico (CVC) para infusão de medicamentos e soluções por via intravenosa é um dos recursos terapêuticos mais utilizados em unidade de terapia intensiva pediátrica (UTIP). A flebite, a infiltração,o extravasamento e a dor são as complicações mais freqüentes relacionadas ao uso deste dispositivo. Para os pacientes pediátricos, não existe recomendação de troca sistemática conforme o CDC 2002 (Center for Disease Control and Prevention), estando sua troca condicionada a presença de sinais clínicos de complicações, no entanto, pelo protocolo da CCHI desta instituição era recomendado troca a cada 5 dias. O objetivo deste trabalho foi avaliar o tempo de permanência máximo de cateter venoso periférico para infusão endovenosa em crianças internadas na UTIP e sua associação com infecções cutânea e sistêmica. Trata-se de estudo prospectivo onde foram observados os acessos venosos periféricos de todas as crianças internadas na unidade de terapia intensiva pediátrica, no período de 27/04/2008 á 28/04/2009. Foram avaliados 412 pacientes em uso de cateter intravenoso periférico (CVP) 24 G de poliuretano, fixado com bandagem estéril. As soluções venosas foram infundidas por sistema fechado, utilizado padrão de troca de equipos e conectores a cada 03 dias conforme protocolo da CCIH da instituição, exceto o polifix cuja troca estava condicionada a troca do cateter venoso. Foi observado tempo máximo de permanência de CVP de 13 dias. Vinte acessos venosos periféricos permaneceram por um período superior a 5 dias: 02 eram em lactentes entre 5 e 11meses; 11 entre 1 e 4 anos; 02 entre 6 e 9 anos e 05 de 10 a 18 anos. 15 eram do sexo masculino e 05 eram do sexo feminino. Todos os diagnósticos estavam associados a patologias do sistema respiratório. Os locais de maior inserção do cateter foram as veias do arco da mão. A maioria dos acessos investigados recebeu terapia com antibióticos e soluções com eletrólitos. Dezoito tiveram permanência de 5 a 10 dias, e 02 de 11 a 13 dias. Os motivos de troca foram associados a edema e dor (10 crianças); resistência, exteriorização e vazamento no orifício de inserção (05 crianças) e 05 foram suspensos por melhora clínica. Podemos concluir que o uso prolongado de CVP em crianças não está relacionado com complicações significativas, como positividade de hemoculturas e bacteremia. As complicações como edemas e dor independem do tempo de permanência, não sendo determinante para a padronização de troca sistemática. Porem, faz-se necessário o acompanhamento contínuo dos acessos venosos e a adoção de técnicas de inserção e manutenção que garantam uma pratica segura sem riscos para as crianças. Bibliografia 1Centers for Disease Control and Prevention. Guidelines for the prevention of intravascular catheter- related infections. MMWR 2002; 51(RR-10). 2Brasil.Diretrizes Praticas para Terapia Intravenosa –INS-Infusion Nurses Society /2008. WWW.insbrasil.org.br 3Phillips D L. Manual de Terapia Intravenosa. 2ª ed. Porto Alegre : Artmed; 2001. p 551 44. Infusion Nurses Society. Infusion Nursing Standards of Pratice.J Inf Nursing 2006; 29 ( 1S):S1-S92 5Machado AF, Pedreira MLG, Chaud MN. Estudo prospectivo, randomizado e controlado sobre o tempo de permanência de cateteres venosos periféricos em crianças, segundo três tipos de curativos. Rev Latino-am Enfermagem 2005 maio-junho; 13(3):291-8.
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    TRABALHO 34 ANÁLISE DA RELEVÂNCIA DA DIMENSÃO ESPIRITUAL A PARTIR DA VISÃO E VIVÊNCIA DE COLABORADORES EM UM HOSPITAL DO MUNICÍPIO DE BRUSQUE SANTA CATARINA Autora: Silva, M.E. Instituição: Hospital Arquidiocesano Consul Carlos Renaux irmamesilva@bol.com.br e sistereugenia@haccr.org.br Introdução: A espiritualidade é um fenômeno humano, histórico e multidimensional que transcende a qualquer credo ou denominação religiosa. O tema espiritualidade no trabalho vem crescendo nos últimos anos no mundo empresarial e, se insere neste contexto como uma dimensão estratégica no gerenciamento, na medida em que dá significado à missão da empresa e ao trabalho das pessoas. Boff, abordando o tema diz: “A espiritualidade dará leveza à vida, e fará que os seres humanos não se sintam condenados a um vale de lágrimas, mas se sintam filhos e filhas da alegria de viver juntos neste mundo, sob o arco-íris da graça e da benevolência divina.” (PESSINI et al Boff, 2008), Justificativa: A presente pesquisa foi “gerada e nasceu” a partir das indagações cotidianas neste universo complexo e permeado por situações geradoras de crises e sofrimentos que é o ambiente hospitalar. A partir da afinidade com o tema: espiritualidade e humanização, como também Impelida e norteada pela hipótese de que, supostamente a dimensão espiritual pudesse vir a ser uma grande aliada na minimização e enfrentamento dos fatores conflitantes e adversidades inerentes ao trabalho neste ambiente. Objetivo: Esta pesquisa tem como objetivo Identificar e mensurar a compreensão e relevância da dimensão espiritual na visão e vivência dos colaboradores de um hospital do município de Brusque em Santa Catarina, como também obter dados concretos de embasamento para uma possível e posterior inserção da dimensão da espiritualidade no Programa de Educação Continuada da Instituição. Método: Para coleta de dados foi utilizado um questionário contendo nove perguntas abertas e fechadas, de múltipla escolha, abordando a temática espiritualidade. Foram distribuídos 90 questionários para os colaboradores de todos os setores e departamentos, que após serem convidados e informados, livremente aceitaram fazer parte da pesquisa. Ressaltamos que tivemos uma devolutiva de 64 questionários preenchidos. Resultados: Segundo as respostas obtidas nas questões, foi possível detectar e constatar que na visão dos participantes da pesquisa, a espiritualidade é uma dimensão muito importante na vida e no trabalho; afirmaram que o estado físico, emocional e espiritual, interfere na qualidade do atendimento e no desempenho do trabalho; alegaram que existe sim, a diferença no perfil do profissional que cultiva a espiritualidade, destacaram a visibilidade de alguns valores e qualidades como: alegria, paz, equilíbrio, humanização, amor ao próximo. Foi evidenciado que são favoráveis a inserção de um projeto de apoio e suporte a partir da dimensão espiritual na Instituição. Ressalta- se que segundo o interesse dos pesquisados, destaque as opções: Dinâmicas de grupo, meditação, grupo musical e reflexão, estudo Bíblico e palestras. Conclusão: Segundo os resultados obtidos na pesquisa, conclui-se que ficou evidenciado a relevância da dimensão da espiritualidade na vivência dos colaboradores,como também, a contribuição da mesma no ambiente de trabalho. Bibliografia: PESSINI, L. Buscar sentido e plenitude de vida, et al Boff, L. Ed. Paulinas,2008.
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    TRABALHO 35 GESTÃODO CUIDADO EM ENFERMAGEM E INDICADORES DA ASSISTÊNCIA: REVISÃO DA LITERATURA Silva FJCP, Sousa AB, Dias MS, Gois CFL, Santana MAV Universidade Federal de Sergipe fjanolio@infonet.com.br Os indicadores permitem estabelecer cuidados dirigidos para resultados alicerçados na qualidade e humanização. Estão relacionados à avaliação de aspectos qualitativos e/ou quantitativos referentes ao meio ambiente, à estrutura, aos processos e aos resultados (BITTAR, 2001). De acordo com Campbell et al. (2003) é importante a utilização de indicadores como ferramentas para a promoção da melhoria da qualidade do cuidado à saúde. O objetivo dessa pesquisa foi conhecer a produção científica brasileira sobre a gestão do cuidado em enfermagem e a utilização de indicadores. Estudo de revisão, com levantamento bibliográfico na base de dados MEDLINE e LILACS. Para selecionar os artigos foram empregados os descritores: cuidados de enfermagem and indicadores básicos de saúde. As buscas limitaram-se aos títulos e resumos dos trabalhos, tendo como critério de seleção publicações sobre os indicadores de saúde aplicados ao cuidado do paciente/cliente. Por meio do levantamento realizado foram encontrados 50 artigos, desses foram descartados 25, por não abordarem o tema em questão, e 10 por duplicidade. Ao final foram selecionados 15 estudos que descreveram a utilização de indicadores como ferramenta para avaliar o cuidado prestado ao paciente/cliente nos serviços de saúde. A análise dos trabalhos selecionados foi realizada por meio da leitura dos artigos disponíveis no referido banco de dados e apresentados em português. A região sudeste publicou a maioria dos trabalhos 13 (87%), seguida pela região sul 2 (13%), verificou-se a primeira publicação no ano de 1999 1(7%) com maior concentração das publicações entre os anos 2006 a 2009. Quanto aos indicadores abordados, verificou-se que o maior percentual 8 (53%) descrevia a utilização de mais de um indicador por artigo, dentre eles: registro de enfermagem, registro de iatrogenias em prontuário, escalas de controle da dor, controle dos sinais vitais e taxas de flebite, enquanto os demais artigos concentraram-se em um único indicador como: satisfação do cliente, erros de medicação, taxas de queda do leito, flebite e infecção. Os resultados do presente estudo sinalizam a necessidade de um incremento nas pesquisas de campo que discorram sobre a utilização dos indicadores como ferramenta para avaliar a assistência de enfermagem prestada ao paciente, em particular nas regiões centro oeste, norte e nordeste do Brasil. Referências bibliográficas 1BITTAR, O. J. N. V. Indicadores de qualidade e quantidade em saúde. RAS, v.3, n.2 , Jul-Set, 2001. 2CAMPBELL, S. M. et al. Research methods used in developing and applying quality indicators in primary care. BMJ, v.326, n.7393, p.816-819, 2003. 3SILVA, L.D. Indicadores de qualidade do cuidado de enfermagem. Rev. Enferm. UERJ, n.11, p. 111-116, 2003.
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    TRABALHO 36 Processo de Auditoria da SAE Bomfim CB, Brito SSJ1, Trabuco MQB, Maeda DY Introdução: A Sistematização da Assistência de Enfermagem – SAE compreende uma metodologia científica que direciona o desenvolvimento do processo de trabalho do enfermeiro. No hospital do estudo, ela foi implantada em 1992, baseada na teoria de Wanda Horta, com as fases: histórico, prescrição e evolução. Manteve-se assim até agosto de 2009, quando foi revisada e inclusas as fases de diagnóstico e plano de alta completando todas as fases preconizadas pela teoria. Justificativa: A gerência de enfermagem do hospital em estudo, iniciou em 2009 um processo de reestruturação interna que acarretou mudanças na sua estrutura organizacional e operacional, entre estas, a gestão da qualidade do prontuário. No diagnostico inicial evidenciou-se pontos críticos como: carência de informações sobre os cuidados prestados, falta de checagem de registros dos executores dos cuidados, impacto no faturamento entre outras não conformidades que comprometiam a qualidade final do prontuário e da assistência. Paralelamente, aumentou o turnover de enfermeiros, e houve a implantação do processo de acreditação hospitalar, que aceleraram a implantação de projeto de melhoria. Foi escolhida a ferramenta da auditoria como método para analisar os registros da SAE para identificação de possíveis não conformidades. Objetivo: Analisar as Não Conformidades – NC encontradas nos prontuários durante o processo de auditoria da SAE. Método: Trata-se de um estudo com abordagem quantitativa realizado por enfermeiros em um hospital filantrópico da cidade de Salvador. O instrumento utilizado foi um questionário estruturado, relacionado às cinco etapas da SAE. A coleta de dados foi realizada pelos enfermeiros assistenciais de abril a dezembro de 2010. A amostra foi composta de 116 prontuários em unidades clínicas e cirúrgicas. Para manter a confiabilidade da coleta a aplicação do instrumento ocorreu em unidades distintas daquelas da alocação do enfermeiro coletador. Os resultados estão apresentados em percentual simples sob forma de tabela e gráficos e agrupados de acordo com cada etapa da SAE . Resultados: As principais NC, encontradas foram: a) histórico: ausência de assinatura e COREN do enfermeiro (11%) e ausência de registros do exame físico (7%); b) diagnóstico: ausência de assinatura e COREN do enfermeiro (48%) e ausência de diagnostico de problemas de saúde relatados no histórico (23%); c) prescrição: ausência de justificativas para horários do aprazamento “bolados” (59%) e não atualização da prescrição após paciente apresentar intercorrência (42%): d) evolução: ausência de registro da condição clínica do paciente após intervenção nas intercorrências (47%) e ausência de anotações dos técnicos de enfermagem (44%). Conclusão: O estudo realizado evidenciou fragilidade nos registros em todas as etapas da SAE e forneceu indicadores de qualidade do registro em prontuário. A partir daí, foram criadas as seguintes estratégias de melhorias: reativação do grupo de estudo da SAE, adoção de programas de capacitação, criação de oficinas semanais para discussão da SAE, continuidade do processo de auditoria e extensão da atividade para as unidades intensivistas. A pesquisa também possibilitou o reconhecimento da ferramenta da auditoria como importante recurso gerencial, na verificação do cumprimento de padrões desejáveis, levantamento de indicadores e implantação de ações corretivas. Palavras Chave: Sistematização / Enfermagem / Auditoria Bibliografia: –Kurcgant P. Administração em enfermagem. São Paulo: EPU;1991. 243p –Horr L. Auditoria em enfermagem. In: Anais do 5º Ciclo Nacional de Administração em Enfermagem; 1989 out 9-12; Maringá (PR), Brasil. Maringá (PR): ABEn;1989. 157p. p.95-114 –Rebelo ARC. Auditoria de qualidade. Rio de Janeiro (RJ): Qualitymark;1994. 287p. –Faraco MM, Albuquerque GL. Auditoria do método de assistência de enfermagem. Rev Bras Enferm. 2004; 57(4): 421-4. –Lopes CM. Auditoria e distorções: ênfase nas atividades de anotações de enfermagem. Rev Bras Enferm. 1998; 51(1): 105-22. –Haddad MCL. Qualidade da assistência de enfermagem: o processo de avaliação em hospital universitário público. Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo; 2004. –Souza V, Moura LF, Flores ML. Fatores determinantes e conseqüências de falhas registradas na assistência de enfermagem – um processo educativo. Rev Min Enferm. 2002; 6(1/2): 30-4.
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    TRABALHO 37 Instituição: ConselhoRegional de Enfermagem de São Paulo – Projeto Competências Técnicos de Enfermagem E-mail para contato: celina.marra@coren-sp.org.br, celinamarra@uol.com.br Informações complementares: Palavras-chave: Gestão do conhecimento para a pesquisa em saúde. Acesso à informação. Competência Profissional. Grupo de Trabalho do Projeto Competências Técnicos de Enfermagem do COREN-SP: Isabel Cristina Kowal Olm Cunha (coordenador), Ana Lygia Pires Melaragno, Celina Castagnari Marra, Denise Augusto da Costa Lorencette, Luiza Hiromi Tanaka, Marcia Rodrigues de Lima, Maria de Lourdes Neves Fonseca Azevedo da Costa. Observação: Qualquer dificuldade surgida na isncrição do trabalho comunicar-se com Cézar da Silva, membro da SOBRAGEM. O GRUPO FOCAL COMO FERRAMENTA DE GESTÃO NO MAPEAMENTO DE COMPETÊNCIAS LABORAIS Autores: Cunha ICKO, Marra CC(Relator), Lima MR, Lorencette DAC, Neves ML. Introdução: As ferramentas de gestão são instrumentos que fazem uso de método para tornar a prática administrativa na empresa mais eficiente e mais eficaz pelo processo de obter informações complexas de forma estruturada. Os modelos de gestão são variáveis para atender as necessidades da empresa na área que atua. O mapeamento de competências laborais tem na Gestão do Conhecimento infraestrutura significativa para evidenciar essas competências nas organizações. A competência laboral considera a produtividade do indivíduo pelo desempenho no trabalho no conjunto saber, saber-fazer e saber-ser, e não somente obtida na formação acadêmica e/ou títulos acumulados. O Grupo Focal caracteriza-se como técnica para obtenção de informações confiáveis na relação sujeito/facilitador, partindo de quem faz a ação e lhe conferindo um significado. Justificativa: Atualmente é sabido que o sucesso das organizações é proporcional a definição de competências feitas por elas, segundo suas características ou da percepção de integrantes de um recurso humano competente. O mapeamento de competências representa uma das etapas mais complexas no Sistema de Gestão do Conhecimento, fator estratégico para gerir a empresa dentro do cumprimento da sua missão. Nesse processo, o perfil desejado para o profissional norteia a identificação, coleta, processamento e disponibilização das informações sobre competências básicas na obtenção de resultados organizacionais sustentáveis. A escolha de um instrumento metodológico, como o Grupo Focal, é básico no mapeamento de competências laborais, podendo-se indagar: há possibilidade da técnica de Grupo Focal caracterizar-se como uma ferramenta usada na Gestão do Conhecimento na geração de competências? Objetivo: Compreender as caracteristicas da técnica de Grupo Focal como ferramenta compatível no desenvolvimento da Gestão do Conhecimento. Método: Pesquisa bibliográfica para acúmulo de fontes com conteúdo suficiente no respaldo da problemática em estudo. Resultados: As fontes bibliográficas consultadas permitiram verificar que o Grupo Focal cria ambiente favorável ao diálogo e consegue obter informações de forma não-diretiva pela interação de facilitador/grupo de pessoas para gerir resultados definidos com conhecimento sólido e confiável extraídos de significados imputados pelo grupo em um determinado assunto ou contexto, sempre de forma controlada. Preocupa-se com a homogeneidade do grupo de pessoas em certas características e heterogeneidade no equilíbrio de aspectos para sua constituição uniforme e diversa. Cuida do tamanho do grupo e lhe dá informes orientadores sobre o tema a ser discutido, sem conduzir a participação das pessoas com ideias pré- concebidas. Respeita critérios condizentes com o objeto estudado e o alcance de um produto íntegro. Registra as discussões em gravadores de forma a transcreve-las posteriormente de forma fidedigna, analisando-as com o uso de método científico para entender o significado conferido pelo grupo. Durante todo seu caminhar mantém condições para respaldar o surgimento de informações de alta qualidade das informações emitidas pelos participantes e usa recursos disponíveis para limitar a concepção prévia de avaliadores. Conclusão: Diante do fato da ferramenta de gestão constituir-se como instrumento metodológico para realizar processo de forma eficiente e eficaz na busca de informações complexas, as características do Grupo Focal preenchem condições necessárias para ser compreendida como uma ferramenta apropriada à Gestão do Conhecimento. Bibliografia: Ciampone, MHT; Dall‟agnol, CM. Grupos focais como estratégia metodológica em pesquisas de enfermagem. Rev Gaúcha Enferm. 1999; 20(1):5-25. Ibarra, AA. Formación de los Recursos Humanos y Competencia Laboral. Boletín Cinterfor. (149) :95-108, mai-ago 2000. Disponível em: http://www.cinterfor.org.uy/public/spanish/region/ampro/cinterfor/publ/boletin/149/pdf/ibarra.pdf Terra, JCC. Gestão do Conhecimento: o grande desafio empresarial. Rio de Janeiro: Negócio, 2000.
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    TRABALHO 38 DIMENSIONAMENTO DO QUADRO DE ENFERMAGEM COMO FERRAMENTA DE GESTÃO Santos Dumont Hospital – Unimed São José dos Campos Autoras: 1Moreira JS, 2 Buani JNF, 3 D‟Innocenzo M. Introdução: Hoje, quando pensamos no processo do cuidar, somos levados imediatamente a fazer uma leitura mais ampla e abrangente sobre o tema. Considerando que o percentual mais significativo do contingente de profissionais são os da enfermagem, o impacto de suas práticas reflete e representa a qualidade da assistência prestada pela instituição. Dimensionamento, segundo Kurcgant, constitui a etapa inicial do processo de provimento de pessoal e tem por finalidade a previsão da quantidade de funcionários por categoria1. Sistema de classificação de pacientes, conforme Fugulin, é a forma de determinar o grau de dependência de uma paciente em relação à equipe de enfermagem, objetivando estabelecer o tempo dispendido no cuidado direto e indireto3. Justificativa: Evidenciado inadequação do quadro de enfermagem nas unidades de internação médica e cirúrgica refletida na alta taxa de rotatividade e absenteísmo, unida a recorrentes insatisfações dos clientes, mobilizou-se todos os esforços para o levantamento de estudos realizados sobre o tema, a fim de propor com base na literatura e Resolução do COFEN, o dimensionamento adequado do quadro de enfermagem com vistas à melhor “performance” assistencial das referidas unidades. Objetivo: Dimensionar quadro de enfermagem das unidades de internação das clínicas médica e cirúrgica. Método: Trata-se de um estudo descritivo, realizado nas unidades de internação médica e cirúrgica de um Hospital privado de médio porte, recurso próprio de uma cooperativa médica, no interior de São Paulo. Levantado literatura sobre o assunto nas bases de dados Lilacs, Pubmed, e Sciello, porém o principal recurso bibliográfico foi a Resolução do COFEN nº 293/2004. O sistema de classificação de pacientes, taxa de ocupação média por unidade, índice de segurança técnica (empírica de 15%), total de horas de enfermagem, foram instrumentos primordiais para definir o perfil dos clientes e o tempo de cuidados diretos necessários à assistência segura. Este estudo utilizou-se de dados colhidos de agosto/2010 a janeiro/2011. Resultados: Evidenciado que no setor de internação cirúrgica, considerando o grau de dependência dos pacientes, foi previsto 157 horas de assistência de enfermagem nas 24hs, e para tanto seria necessário aumento de quadro de 06 colaboradores. Já na unidade de clínica médica, o número de horas necessárias nas 24hs foi de 268,2 horas o que significava aumento de quadro de 22 colaboradores, totalizando um aumento de efetivo de 28 colaboradores. Em vista do cenário e argumentação técnica fortemente embasada em literatura, esse aumento de quadro foi concedido em esquema de escalonamento, que será iniciado em abril 2011 e concluído em março 2012. Conclusão: Concluiu-se que o dimensionamento do quadro de enfermagem, baseia-se em fundamentos científicos, e é um instrumento de apoio à gestão e de argumentação eficaz para adequação do quadro de enfermagem, e que deve ser amplamente utilizado como ferramenta de gestão pelo serviço de enfermagem. BIBLIOGRAFIA 1 KURCGANT, P, ET ALL. Administração em enfermagem. São Paulo: EPU, 1991. 2 CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM – COFEN – Resolução 293/2004. 3 FUGULIN, F.M.T. ET ALL. Implantação do Sistema de Classificação de pacientes na Unidade de Clínica Médica do Hospital Universitário da USP. Rev. Med. HU-USP, 1994. 1 Joselma Silva Moreira, Enfermeira, Especialista em enfermagem do trabalho, e Gestão de planos de saúde, coordenadora do serviço de enfermagem do Hospital Santos Dumont. Email: joselma.moreira@santosdumonthospital.com.br 2 Juliana Nogueira Franco Buani, Enfermeira, Administradora Hospitalar do Hospital Santos Dumont, Especialista Qualidade e Gestão em Saúde. Mestranda em Ciências pela UNIFESP e membro do GEPAV-SE – Grupo de ensino e pesquisa em avaliação da qualidade em de serviços de saúde e enfermagem e coordenadora da REBRAENSP do Núcleo do Vale do Paraíba. E-mail: juliana.franco@santosdumonthospital.com.br 3 Maria D’Innocenzo, Doutora em Enfermagem, Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem da UNIFESP, Líder do Grupo de Ensino e Pesquisa de Avaliação em Qualidade de Serviços de Saúde e de Enfermagem - GEPAV-SE. Email: mdinnocenzo@unifesp.br
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    TRABALHO 39 G.A-GESTÃO DA ASSISTÊNCIA E DO RISCO CONTROLE DOS RISCOS – NOTIFICAÇÃO ROSO, AS,OLIVEIRA, AP, CAMPOS, KA Introdução: Nas áreas de assistência à saúde, o trabalho em equipes interdisciplinares e a idéia de clientes consumidores de determinados produtos que deverão ser oferecidos com qualidade, têm sido apontados como fundamentais dentro dos atuais cenários tecnológicos e profissionais, trazendo transformações paradigmáticas. O pressuposto de que, garantida a qualificação de cada grupo profissional, a qualidade do produto final estará completamente garantida revela-se falso; ainda que a premissa acima seja imprescindível para um resultado de alto padrão. Contudo, a qualidade final dos serviços prestados depende de uma química mais complexa, cuja base relaciona-se com as diferentes equipes e sua competência geral e comunicativa. A gerência do cotidiano passa por enfermeiros, médicos e supervisores de diferentes áreas tais como: farmacêutica, de apoio diagnóstico e terapêutico, manutenção de equipamentos, entre outros. O bom funcionamento da assistência (produto final da instituição Hospital), depende de produtos intermediários (fluxos de insumos, higiene, exames complementares, contatos com a família, nutrição, etc.), que devem responder a alguns critérios fundamentais e combinados, os quais poderiam ser traduzidos nas seis exigências dos clientes em relação aos fornecedores: qualidade, serviço, custo, tempos de resposta, variabilidade e flexibilidade (Shoenberguer e Knod Jr.,1999). A melhoria da qualidade é a redução contínua dos riscos para os pacientes e o corpo profissional. Estes riscos podem ser encontrados nos processos clínicos e no meio ambiente, portanto a abordagem por processos prevê o monitoramento de eventos inesperados (administração de risco) e o uso de recursos (gerenciamento de recursos). Os processos operacionais, mesmo os mais simples impactam o funcionamento do Hospital e interferem na qualidade dos produtos. Uma etapa importante após a identificação do processo ou procedimento relevante é a focalização dos pontos de risco. Sendo assim o Escritório da Qualidade e a Gerencia de Enfermagem vem trabalhando o controle, gerenciamento dos riscos gerados na Instituição seja ele Riscos Administrativo ou Assistencial. PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS GESTÃO DE GESTÃO SEGURANÇA SOCIAL NEGÓCIOS ASSISTENCIAL OCUPACIONAL PROCESSO PROCESSOS OCUPACIONAL GERENCIAMENTO ADMINISTRATIVO- ASSISTENCIAIS DE FINANCEIRO RESÍDUOS Objetivo: Diminuir a probabilidade da ocorrência de falhas, atuais ou potenciais, em processos; Aumentar a confiabilidade dos processos já em operação por meio da análise das falhas que já ocorreram; Diminuir os riscos de erros e aumentar a qualidade em procedimentos clínicos e administrativos. Método: Tanto nos riscos classificados como Administrativos e Assistências seguem fluxo abaixo para notificação e controle dos mesmos. Resultado: Controle de 95% dos riscos gerados na Instituição pró ativamente e a garantia de notificação eficaz de novos riscos detectado pela fácil maneira notificação. Conclusão: Podemos concluir que o gerenciamento de riscos só terá um resultado satisfatório com responsabilidade e participação de todos os colaboradores da instituição. Ficando claro a todos suas funções e responsabilidades para que o processo seja efetivo e eficaz. Bibliografia: NUNES, A. B. – Gerenciamento de Riscos, Banas Qualidade, set./out. – 2007 Instituição: Banco de Olhos de Sorocaba – Hospital Oftalmológico de Sorocaba Contato: perla.moraes@bos.org.br
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    TRABALHO 40 PLANO ASSISTENCIAL: O ENFERMEIRO COMO ELO ENTRE A EQUIPE MULTIPROFISSIONAL ASSISTANCE PLAN: THE NURSE AS A LINK BETWEEN THE TEAM MULTIPROFESSIONAL Aline Martins Balula, Sandra Miziara Introdução: Entende-se por equipe multiprofissional o grupo de profissionais de diferentes categorias que prestam assistência ao cliente. No Hospital Municipal de Cubatão caracterizam-se como membros da equipe multiprofissional: o médico, enfermeiro, farmacêutico, nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo, assistente social, serviço de infecção hospitalar e comissões hospitalares (EMTN, transplante, curativo). A proposta do plano assistencial é uniformizar as ações entre as equipes, melhorando a comunicação e incentivando, propondo e planejando a assistência ao cliente. Destarte, foi criado um protocolo pela equipe multiprofissional.Justificativa: Os maiores problemas encontrados na assistência ao cliente estão relacionados com a falta de interação e comunicação entre a equipe multiprofissional. Tal falta de entrosamento propicia uma maior permanência desse paciente no hospital, menor giro de leitos e um índice maior de reinternação (BRASIL). No Hospital Municipal de Cubatão mensuram-se as reinternações em até 72 horas após a alta. De acordo com BORGES (2008), estudos internacionais identificaram taxas de reinternação hospitalar que variam de 0,47% a 25,4% dependendo das características de complexidade do hospital e o tempo de reinternação mensurado. Tendo como base a necessidade de maior entrosamento da equipe multiprofissional foi desenvolvido o plano assistencial, com o enfermeiro gestor da unidade de internação responsável pelo elo entre a equipe. Esse estudo tem como finalidade apresentar os resultados obtidos na melhoria da assistência prestada ao cliente.Objetivo: Identificar oportunidades de melhoria da qualidade na assistência prestada através da interação da equipe multiprofissional, justificando sua aplicação.Método: Foram realizadas pesquisas bibliográficas e estudo de caso, com observações da metodologia aplicada em hospital público. Consiste em 2 fases: a comunicação inter-equipes e o preenchimento do impresso, parte integrante do prontuário, sendo o enfermeiro, o agente promotor da integração. Como indicador será medida a adesão ao plano assistencial e a taxa de reinternação. Resultados: Excelência na assistência caracterizada pela crescente melhoria no indicador de adesão ao plano e conseqüente diminuição dos índices de reinternação. Conclusão: Os dados apresentados demonstram que o atendimento multiprofissional evidenciado através do plano assistencial influencia diretamente na qualidade da assistência prestada ao cliente onde, após início do protocolo, evidenciou-se diminuição no número de re-internações e uma melhor assistência ao cliente, caracterizado por uma maior interação entre a equipe multiprofissional tendo o enfermeiro como elo das equipes. Unitermos: Plano Assistencial; Equipe Multiprofissional. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BARROS S.M.P.F. Gerenciamento em saúde: implicações, tendências e perspectivas para a enfermagem. in 45° Congresso Brasileiro de Enfermagem - Associação Brasileira de Enfermagem, Recife, 1993. BORGES, Flávia Kessler et al. Reinternação hospitalar precoce: avaliação de um indicador de qualidade assistencial. Porto Alegre: Revista do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, 2008 – disponível em http://seer.ufrgs.br/hcpa - acesso em 24/03/2011. BRASIL, Ministério da Saúde. Disponível em http://www.saude.gov.br. Acesso em: 14 / 03 / 2011. FERNANDES M.S. et al. A conduta gerencial da enfermeira: um estudo fundamentado nas teorias gerais da administração. Ribeirão Preto: Revista Latino – Americana de Enfermagem v.11 n° 2, 2003. KURCGANT P. Administração em enfermagem. São Paulo: EPU, 1991. PEDUZZI M. Equipe multiprofissional de saúde: conceito e tipologia. São Paulo: Revista Pública, vol.35 n° 1, 2001. Equipe multiprofissional de saúde: a interface entre trabalho e interação - Tese. Campinas: Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, 1998.
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    TRABALHO 41 Perspectivas de alunos de graduação sobre qualidade na assistência de enfermagem hospitalar Gabriel CS , Miguelaci TP , Évora YDM, Bernardes A, Françolin L A qualidade deve estar presente em todo o processo de discussão da assistência do enfermeiro, uma vez que o foco de assistência de enfermagem deve ser o indivíduo e o atendimento de suas necessidades1. Para Donabedian o termo qualidade dificilmente pode ser reduzido a um conceito unitário (2) .Assim destaca-se o papel fundamental das instituições de ensino enquanto formadoras de um enfermeiro capacitado a avaliar a qualidade da assistência de enfermagem. Objetivo: Identificar, na perspectiva de alunos matriculados no terceiro ano do curso de bacharelado em enfermagem de uma escola pública do interior paulista, o que venha a ser qualidade na assistência de enfermagem hospitalar. Estudo descritivo-exploratório, com abordagem quantitativa. Realizado com 46 alunos, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, que cursavam o terceiro ano de bacharelado em Enfermagem. Os dados foram coletados utilizando-se questionário estruturado, Os aspectos que mais interferem na qualidade da assistência de enfermagem, na opinião dos alunos são as Necessidades dos pacientes atendidos, 41,9% dos alunos e a Organização do trabalho da equipe de enfermagem, 23,2% dos alunos. Verificou-se que 58% dos alunos consideraram que a maior barreira para a enfermagem realizar assistência com qualidade é o “Relacionamento com a equipe médica”. Na opinião dos alunos o aspecto mais valorizados por pacientes e familiares em relação a qualidade da assistência de enfermagem é a resolutividade dos problemas e S 93% dos alunos consideram que a equipe de enfermagem e o paciente/familiares possuem entendimentos diferentes sobre o que é qualidade na assistência. Os indicadores destacados pelos alunos como os mais pertinentes para avaliar a qualidade da assistência foram a satisfação do paciente,conhecimento técnico teórico da equipe de enfermagem,número de enfermeiros por leito,índices de eventos adversos,índices de infecção hospitalar e mortalidade. O estudo demonstrou que os alunos possuem uma visão abrangente sobre qualidade na assistência de enfermagem. Para estes a qualidade é atingida se os pacientes não sofrerem danos e deixarem o ambiente hospitalar satisfeitos, e que profissionais de saúde e pacientes/familiares possuem concepções diferentes sobre o conceito de qualidade assistencial. Ressalta-se a importância dada ao relacionamento com a equipe médica como forte barreira para que a enfermagem preste assistência com qualidade. Verificou-se ainda o forte destaque que os alunos atribuem ao conhecimento técnico-científico dos profissionais de enfermagem como qualificador da assistência o que pode ser atribuído ao paradigma biomédico hegemônico ainda predominante no contexto em saúde, no qual se verifica uma tendência de valorização do tecnicismo da assistência em detrimento dos aspectos individuais e emocionais do paciente. Estudantes de enfermagem. Qualidade dos cuidados de saúde. Serviço hospitalar de enfermagem. 1 PAIVA, S.M.A. Qualidade da Assistência hospitalar: avaliação da satisfação dos usuários durante seu período de internação. 2006. Tese (Doutorado). Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo. 2 Donabedian, A. Quality assurancein health care: consumers‟ role. Given at St Catherine „s College, Oxford.1992;1:247-251.
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    TRABALHO 42 Avaliação da qualidade na elaboração da prescrição de enfermagem em um hospital público de média complexidade Borsato FG, Tenani MNF, Oliveira E, Haddad MCFL, Vannuchi MTO. Hospital Dr. Anísio Figueiredo - Londrina – PR / Universidade Estadual de Londrina Email: fabigorni@hotmail.com Introdução: Desde a década de 40, o tema da qualidade vem se expandido pelo mundo, sendo, a partir do final da década de 60, absorvido e engajado na área da saúde (D`INOCCENZO, ADAMI, CUNHA; 2006). O termo qualidade sempre existiu na enfermagem passando a receber maior importância com o advento da sistematização da assistência de enfermagem (SAE) (HADDAD, 2004). A elaboração da prescrição de enfermagem constitui-se em uma das etapas da SAE e é definida como a etapa na qual o enfermeiro toma decisões acerca das condutas a serem implementadas na prestação de cuidados e as registra, objetivando uma assistência individualizada e de qualidade. Justificativa: Considerando à importância dos registros de enfermagem, os resultados desta pesquisa permitem contribuir com a qualidade da assistência de enfermagem prestada na instituição em estudo, possibilitando que a tomada de decisão gerencial seja fundamentada em informações obtidas em tempo real. Objetivo: Avaliar a qualidade da elaboração da prescrição de enfermagem em um hospital público de média complexidade no norte do Paraná. Método: Foi realizada uma pesquisa exploratória, descritiva de caráter quantitativa realizada a partir da aplicação de um instrumento de coleta de dados adaptado(2) pelo Serviço de Controle de Qualidade em Enfermagem (SCQE) da instituição em estudo. A coleta de dados foi realizada em fevereiro de 2011, em uma unidade de internação médico-cirúrgica, em 10% dos prontuários, totalizando 26 prontuários que foram analisados segundo a qualidade dos registros. Os itens referentes à qualidade na elaboração da prescrição de enfermagem foram avaliados segundo os critérios completo, incompleto, não-preenchido e incorreto, para os quais o padrão de qualidade adotado foi de: acima de 80%, abaixo de 15%, abaixo de 5% e 0%, respectivamente (HADDAD, 2004). Resultados: Os resultados mostraram valores satisfatórios no que tange a existência de uma prescrição de enfermagem nas 24 horas com 96,7% e dessas 88,3% indicaram as necessidades do cliente segundo grau de dependência; 91,7% das prescrições permitiram identificar as necessidades gerais do cliente quanto à higienização e demais cuidados básicos; em relação à adequação dos cuidados e referências a sinais e sintomas conforme sua patologia foi identificada índice satisfatório, sendo respectivamente, 80,0% e 88,1%. Foram encontrados valores insatisfatórios quanto à checagem e presença de rubrica nos itens prescritos, com respectivamente, 27,1% e 8,5%. Conclusão: A partir da análise dos dados apresentados, foi possível observar adequação na elaboração da prescrição de enfermagem e reforçar planos de manutenção da qualidade por meio de feedbacks aos profissionais e atuação em educação permanente. Ainda, foi possível reafirmar a importância da aplicação de indicadores para determinar a qualidade da prática assistencial. Bibliografia: D`INOCCENZO, M.; ADAMI, N.P.; CUNHA, I.C.K.O. O movimento pela qualidade nos serviços de enfermagem e saúde. Revista Brasileira de Enfermagem. n.59, v.1, p. 84-8, jan-fev., 2006. HADDAD, M.C.L. Qualidade da assistência de enfermagem: processo de avaliação em hospital – escola público. 2004. 201f. Tese (Doutorado em Enfermagem Fundamental) – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2004.
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    TRABALHO 43 Avaliação da SATISFAÇÃO DO USUÁRIO DE UM HOSPITAL PÚBLICO DE MÉDIA COMPLEXIDADE Borsato FG, Tenani MNF, Oliveira E, Haddad MCFL, Vannuchi MTO. Hospital Dr. Anísio Figueiredo - Londrina – PR / Universidade Estadual de Londrina Email: fabigorni@hotmail.com Introdução: A avaliação dos serviços de saúde tem como uma de suas linhas de trabalho, a pesquisa de satisfação do usuário, surgindo, no Brasil na década de 90 diante do processo de redemocratização (MENDES et al.; 2006). A satisfação pode ocorrer quando suas necessidades são atendidas permitindo ao cliente idéias positivas em relação aos serviços (CRUZ, MELLEIRO; 2010). Justificativa: A instituição em estudo passou por um processo de grandes transformações estruturais e gerenciais provocando mudanças nos processos de trabalho. Viu-se a necessidade de permitir a manifestação do usuário quanto a sua satisfação em relação aos serviços prestados nesta nova realidade institucional, com o aperfeiçoamento do método da “Pesquisa de Satisfação” adotada no local de estudo. Objetivo: Descrever o processo de reformulação instrumento de Pesquisa de Satisfação do Usuário em um hospital público de média complexidade no norte do Paraná. Método: Pesquisa descritiva e exploratória, iniciando-se pela adaptação de um instrumento de Avaliação pelo Usuário Internado (HADDAD, 2004). Embasou-se, num primeiro momento, por uma discussão entre os serviços de Controle de Qualidade em Enfermagem, Educação e Pesquisa, Coordenação de Enfermagem, Administração Hospitalar, Psicologia Clínica e Serviço social que levantaram os itens essenciais para compor o instrumento. Cada item foi classificado segundo os critérios ótimo, bom, regular e ruim. Após, procedeu-se a aplicação do instrumento nos setores de internação médica e cirúrgica, num período de 20 dias. Optou-se por realizar a entrega do formulário no momento da alta hospitalar a fim de assegurar maior número de preenchimento de formulários. Resultados: Observou-se, uma taxa de retorno de formulários preenchidos de 28,2% para o setor de internação cirúrgica e 26,0% para o setor de internação médica, podendo-se inferir que o retorno destes surgiram a partir da necessidade do usuário em manifestar sua opinião frente as transformações estruturais e nos processos de trabalho ocorridos na instituição em estudo. Os valores de satisfação no setor de internação cirúrgica variou de ótimo (30,8%) a bom (69,2%) enquanto no setor de internação médica esta variação foi de ótimo (37,8%), bom (54,1%) e regular (8,1%). Quanto a taxa de fidelização (se o paciente indicaria esta instituição a outras pessoas), observou-se valores positivos, com 100% para a clínica cirúrgica e 97,3% para a clínica médica. Conclusão: Com este estudo, foi possível identificar a possibilidade de aplicação do referido instrumento nos setores de internação da instituição em estudo, identificar uma taxa de retorno otimizada e valores percentuais satisfatórios no que tange a qualidade dos serviços prestados e ainda, gerar feedback a alta e média gestão e demais profissionais, no intuito de proporcionar melhoria contínua da qualidade assistencial. Bibliografia: 1MENDES, A.C.G. et al. Avaliação da satisfação dos usuários com a qualidade do atendimento nas grandes emergências do Recife, Pernambuco, Brasil. Revista Brasileira Materno Infantil, v.9, n.2, p. 157-65, abr- jun, 2009. 2CRUZ, W.B.S.; MELLEIRO, M.M. Análise da satisfação dos usuários de um hospital privado. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v.44, n. 1, p.147-53, 2010. 3HADDAD, M.C.L. Qualidade da assistência de enfermagem: processo de avaliação em hospital – escola público. 2004. 201f. Tese (Doutorado em Enfermagem Fundamental) – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2004.
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    TRABALHO 44 Qualidade das anotações de enfermagem em unidade de terapia intensiva de um hospital universitário Borsato FG, Rossaneis MA, Haddad MCFL, Vannuchi MTO, Vituri DW. Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná / Universidade Estadual de Londrina Email: fabigorni@hotmail.com Introdução: Os registros em enfermagem constituem uma fonte escrita de informações relativas à assistência prestada permitindo a comunicação entre os membros da equipe multiprofissional e, por meio de registros fidedignos, torna-se possível avaliar a assistência prestada (MATSUDA, CARVALHO, ÉVORA; 2007). Trata-se aqui a avaliação como julgamento ou apreciação de algo tendo como referência uma escala de valores (FELDMAN; 2009). Justificativa: Neste contexto que envolve as dificuldades em se alcançar a qualidade dos registros como uma das formas de possibilitar comunicação efetiva entre os membros de uma equipe multiprofissional, optou-se por realizar um estudo minucioso identificando os nós críticos que envolvem os registros de enfermagem. Objetivo: Analisar os resultados da avaliação da qualidade das anotações de enfermagem em um hospital público de ensino no norte do Paraná. Método: Pesquisa exploratória, descritiva e quantitativa utiliando dados secundários da Assessoria de Controle de Qualidade da Assistência de Enfermagem (ACQAE) da instituição. Os dados analisados provem dos relatórios mensais da ACQAE referentes à avaliação da qualidade das prescrições de enfermagem, no ano de 2009 contemplando os subitens de avaliação relacionados ao item Anotação de Enfermagem. Cada subitem foi avaliado segundo os critérios completo, incompleto, não-preenchido e incorreto, para os quais o padrão de qualidade adotado foi de: acima de 80%, abaixo de 15%, abaixo de 5% e 0%, respectivamente (HADDAD; 2004). Resultados: Foram identificados valores satisfatórios relativos à existência de uma anotação por turno, registros de prestação de cuidados, inclusive pré e pós-operatórios/exames. Houve queda nos valores relativos ao registro de sinais e sintomas pertinentes a patologia, intercorrências com o paciente e resposta do profissional a prescrição de enfermagem. Os itens relacionados à estética textual, identificação do autor e checagem de itens ficaram aquém dos valores adequados. Conclusão: Os resultados apontaram para diversas inadequações nas formas de registro e permitiram a busca por medidas de intervenções educativas visando o aprimoramento técnico-assistencial dos profissionais atuantes neste setor. Ainda, a partir dos resultados obtidos, espera-se suscitar discussões sobre a importância da avaliação da qualidade como ferramenta gerencial eficaz na busca de uma assistência segura e livre de riscos. Bibliografia: 1MATSUDA, L.M.; CARVALHO, .A.R.S.; ÉVORA, Y.D.M. Anotações / registros de enfermagem em um hospital-escola. Revista Ciência, Cuidado e Saúde, v.6, supl. 2, p. 337-46, 2007. 2FELDMAN, L.B. Avaliação do Serviço de Enfermagem: Construção de critérios para análise do serviço. In: MALAGUTTI, W.; CAETANO, KC (org.). Gestão do Serviço de Enfermagem no mundo globalizado. Rio de Janeiro: Editora Rubio; cap. 3, p.29-39, 2009. 3HADDAD, M.C.L. Qualidade da assistência de enfermagem: processo de avaliação em hospital – escola público. 2004. 201f. Tese (Doutorado em Enfermagem Fundamental) – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2004.
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    TRABALHO 45 DIMENSIONAMENTODE PESSOAL DE ENFERMAGEM E SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES: FERRAMENTAS PRÁTICAS PARA O DESENVOLVIMENTO DA AÇÃO GERENCIAL DO ENFERMEIRO. DUTRA A. S., SILVA P. A., ALVES M. A. Universidade de Uberaba guimara.andrea@gmail.com O serviço de enfermagem encontra várias dificuldades associadas à administração de recursos materiais, físicos e humanos, tanto em aspectos quantitativos quanto qualitativos. A temática sobre recursos humanos (RH) de enfermagem tem sido cada vez mais abordada, solicitando a atenção dos responsáveis por gerenciar os serviços de saúde. Uma das ferramentas administrativas mais importantes para realizar o dimensionamento de pessoal em enfermagem é o sistema de classificação de pacientes (SCP). (LAUS; ANSELMI, 2004). Este trabalho justifica-se por ser a adequação do pessoal de enfermagem às necessidades básicas da clientela um dos grandes desafios, na perspectiva de administração de RH para o enfermeiro. O objetivo do trabalho é demonstrar a importância do dimensionamento de pessoal de enfermagem e dos sistemas de classificação de pacientes como ferramentas para um bom gerenciamento de RH pelo enfermeiro. Trata-se de pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa, por revisão da literatura que utilizou como bases de dados SCIELO; LILACS, site do COFEN e banco de teses e dissertações da USP.Os instrumentos gerenciais, como o dimensionamento e o SCP, possibilitam determinar o quantitativo e o qualitativo de RH necessários para atender a clientela, auxiliando no controle de custos, planejamento do cuidado, melhoria da qualidade assistencial e das condições de trabalho da equipe, entre outros benefícios. Com a prática empírica não há como comprovar e justificar a necessidade de aumento no quadro de pessoal. Sendo assim, haverá um número escasso de funcionários, que repercute em queda na qualidade assistencial, com risco de imprudência, na prestação de cuidados; sobrecarga de trabalho que gera insatisfação e desmotivação, além de riscos ocupacionais mais elevados aumentando o absenteísmo; aumento dos custos institucionais com processos dos pacientes em decorrência de acidentes e falhas ocasionadas pelo déficit de trabalhadores. Concluiu-se que a alocação de recursos humanos de enfermagem numa instituição de saúde ainda é um desafio frente às dificuldades sociopolítico-econômicas que dificultam a contratação de pessoal. Assim, é preciso que o enfermeiro utilize os métodos científicos de dimensionamento e que desenvolva habilidades como capacidade de tomada de decisão de forma crítica, liderança, comunicação, negociação e sensibilização. Tais habilidades permitem a articulação de meios junto à diretoria, para o provimento adequado do pessoal de enfermagem. REFERÊNCIAS: GAIDZINSKI, Raquel Rapone. Dimensionamento de pessoal de enfermagem em instituições hospitalares. [Tese Livre Docência]. São Paulo (SP): Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem da USP; 1998. KURCGANT, Paulina; CUNHA, Kátia de Carvalho; GAIDZINSKI, Raquel Rapone. Subsídios para a estimativa de pessoal em enfermagem. Enfoque, São Paulo, v.17, n.3, p. 79-81, set. 1989. „‟ LAUS, Ana Maria; ANSELMI, Maria Luiza. Caracterização dos pacientes internados nas unidades médicas e cirúrgicas do HCFMRP-USP, segundo o grau de dependência em relação ao cuidado de enfermagem. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 12 n. 4, p. 643-649, jul./ago. 2004.
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    TRABALHO 46 O GERENCIAMENTO DE RISCO COMO ESTRATÉGIA DE QUALIFICAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Bernardes A, Alfonsetti J, Gabriel CS Diante da realidade que vivemos hoje com a ocorrência de eventos adversos na assistência de enfermagem, necessitamos melhorar os processos com foco em um resultado que hoje se torna cada vez mais visível, que é a segurança do paciente(1). As organizações têm demonstrado uma preocupação cada vez maior no que se refere à qualidade de prestação de serviços e à segurança do paciente, a fim de minimizar e se possível eliminar todo e qualquer impacto negativo ao paciente. A gestão de risco é um processo implantado na instituição de forma sistêmica e sistemática com a finalidade de detectar precocemente situações que podem gerar consequências aos pacientes e colaboradores(2). Esse processo evidencia a participação do enfermeiro, pois além de identificar e notificar o risco, ele toma medidas preventivas, corrige o risco para minimizá-lo ou eliminá-lo, e ainda acompanha o desenvolvimento das ações implementadas para melhoria contínua. Este estudo objetiva avaliar a implantação do gerenciamento de risco em um hospital filantrópico de um município do Estado de São Paulo. Trata-se de um estudo quantitativo e de caráter interventivo realizado em uma Unidade de Terapia Intensiva Adulto, sendo que a avaliação foi realizada através da ficha de notificação de risco. Foram monitorados os seguintes riscos: extubação acidental, queda do leito, perda de sonda nasoenteral, flebite, e úlcera por pressão desenvolvida na unidade durante o ano de 2010. No fechamento de cada mês eram colocados os dados em planilha e apresentados em reuniões com gestores de cuidados, equipe de enfermagem e apresentação em mural da unidade. O estudo encontra-se em fase de análise estatística e, portanto, os resultados parciais demonstram que, no ano de 2010, houve 8 casos de extubação acidental, 1 caso de queda do leito, 40 casos de perda de sonda nasoenteral, 2 casos de flebite e 48 casos novos de úlcera por pressão num total de 430 pacientes. Foram realizadas reuniões mensalmente com a equipe de enfermagem dentro da Unidade de Terapia Intensiva para apresentar dados e discutir melhorias a serem seguidas quanto à assistência. Notou-se grande queda nos índices do monitoramento de risco no decorrer dos meses, melhorando e qualificando o resultado da assistência. Palavras-Chave: Gerenciamento de Segurança, Educação em Enfermagem, Serviço Hospitalar de Enfermagem. Referências: 1. Feldman LB. Gerenciamento de Risco no Processo de Assistência em Saúde. Revista Nursing, 2009. Edição 154. 2. Feldman LB, D‟INNOCENZO M, CUNHA ICKO. Como fazer o gerenciamento de risco? Proposta de um método brasileiro de segurança hospitalar. Einstein, v.5. Suplemento 1, p.55, set.2007.
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    TRABALHO 47 MODELOS DE GESTÃO HOSPITALARES: A REALIDADE CANADENSE Bernardes A, Gabriel CS, Évora YDM, Santos MC, Melo MRAC A discussão sobre os modelos de sistemas de saúde vem ganhando novos contornos após as diversas reformas que, desde os anos noventa, vêm sendo implantadas em vários países, inclusive no Canadá. Assim como no Brasil, o Canadá tem repensado a gestão no sentido de liberá-la dos princípios rígidos da administração pública com uma pesada burocracia que já se revelou incompatível com a organização da qualidade dos serviços de saúde(1). Analisar as experiências de implantação da Gestão Participativa em uma instituição hospitalar no Canadá, no que se refere à tomada de decisão, comunicação e poder. Adotou-se a abordagem teórica de Bolman e Deal(2) que elaboraram, a partir de insights gerados da pesquisa e da prática, quatro classificações: estrutura, recursos humanos, política e símbolos. Trata-se de um estudo exploratório e descritivo, com abordagem qualitativa dos dados. Foi usada a Pesquisa-Ação Participante (PAP) que possibilita privilegiada forma de informação aos pesquisadores e grupos de sujeitos da prática(3). Este estudo foi realizado em um hospital público localizado na província de Alberta, Canadá. A coleta de dados foi realizada com os profissionais que integram a equipe de enfermagem, bem como com os dirigentes/gestores. Foram incluídas duas unidades do hospital universitário canadense. Na primeira unidade, está ocorrendo, como um projeto piloto, uma transformação na estrutura gerencial. A segunda unidade mantém o modelo gerencial mais centralizado, com linhas de autoridade bem definidas e um esquema rígido de poder. A iniciativa de transformação gerencial e do cuidado está em fase inicial de implantação, sendo que a deficiência no processo comunicativo é um dos principais problemas destacados na instituição. Após as reuniões, os representantes das diferentes categorias que pertencem ao Meta-Conselho repassam as informações apenas para o seu grupo de trabalho. Esses membros têm grande autonomia para decidir em todos os aspectos, no entanto, a equipe de enfermagem detém alto poder de decisão apenas em relação ao cuidado a ser prestado. A participação nas reuniões propostas é incipiente, visto a elevada demanda de trabalho, o que acaba por prejudicar sobremaneira a efetivação da iniciativa. Grandes mudanças têm ocorrido no cenário canadense. Tem havido extremo esforço para que a Iniciativa de Transformação Gerencial e do Cuidado traga ótimos resultados para a qualidade da assistência. Contudo, como era esperado, os profissionais têm enfrentado inúmeras dificuldades nesse processo de implantação. Palavras-Chave: Equipe de Enfermagem; Organização e Administração; Comunicação; Poder; Gestão em Saúde. Referências: 1. Bolman LG, Deal TE. Reframing organizations: artistry, choice, and leadership. 4th ed. United States of America: Jossey-Bass; 2008. 2. Novaes MBC, Gil AC. A pesquisa-ação participante como estratégia metodológica para o estudo do empreendedorismo social em administração de empresas. Revista de Administração Mackenzie 2009. Jan/Fev; 10(1):135-160. 3. Bernardes A, Cecílio LCO, Nakao JRS, Évora YDM. Os ruídos encontrados na construção de um modelo democrático e participativo de gestão hospitalar. Ciência e Saúde Coletiva. 2007 jul/ago; (12)4: 861-870.
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    TRABALHO 48 DESAFIOSNA IMPLANTAÇÃO DE UM MODELO DE GESTÃO PARTICIPATIVO EM UM HOSPITAL PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO Bernardes A, Gabriel CS, Évora YDM, Carvalho MB, Rocha FLR. Na atualidade, o enfermeiro e demais profissionais da saúde estão sendo chamados a compartilhar de uma tarefa voltada ao usuário e ao cotidiano das unidades, que exigirá habilidades e conhecimento clínico e a transposição do estilo de gerência científica para o gerenciamento mais flexível e sensível(1,2). Este estudo objetiva identificar as dificuldades encontradas pela equipe de enfermagem em função da implantação do Modelo de Gestão Participativa em um hospital público terciário localizado no Estado de São Paulo. Trata-se de um estudo de caso histórico- organizacional(3) na vertente qualitativa pautada no referencial teórico-analítico do modelo de gestão colegiada. Este estudo foi realizado em um hospital público localizado no Estado de São Paulo, que a partir de 1999 passou a apostar na descentralização da estrutura administrativa. A coleta de dados foi realizada com a equipe de enfermagem da Sala de Urgência e do Centro de Terapia Intensiva. Os sujeitos da pesquisa foram os enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem e a assistente técnica de saúde, num total de 39 trabalhadores. Para análise dos dados utilizou-se a Análise Temática de Conteúdo de Bardin(4). Um dos resultados importantes recai-se sobre a estratégia utilizada pelo gestor para a implantação deste modelo compartilhado de gestão. Não houve um momento de articulação com os envolvidos buscando entender as necessidades grupais e atender ao pressuposto de que se trata de uma construção coletiva. A adesão ao modelo ficou prejudicada, uma vez que a capacitação/orientação da equipe em relação aos pressupostos que determinam o agir colegiado foi incipiente. Essa importante constatação tem estreita relação com a postura mais impositiva dos idealizadores da proposta que a implementaram independentemente da necessidade percebida pela equipe. Atualmente, percebem-se características dos moldes tradicionais de gestão na medida em que houve retorno à centralização do poder e das decisões nas figuras centrais da organização. A comunicação interunidades prevista neste modelo colegiado de gestão, nunca se estabeleceu efetivamente nesta instituição. Contudo, o processo comunicativo intra-unidade que havia se intensificado, levando à maior motivação e satisfação do grupo, voltou a ser informativo e de cima para baixo. Outro aspecto importante refere-se a não inserção dos trabalhadores do período noturno. Pelo exposto, pode-se considerar que o modelo gerencial adotado na instituição hospitalar estudada é, formalmente, o Modelo Compartilhado de Gestão, porém, o que opera na realidade é o Modelo Gerencial Tradicional, pautado na Abordagem Clássica da Administração. Palavras-Chave: Equipe de Enfermagem; Organização e Administração; Comunicação; Poder; Gestão em Saúde. Referências: 1. Bernardes A, Cecílio LCO, Nakao JRS, Évora YDM. Os ruídos encontrados na construção de um modelo democrático e participativo de gestão hospitalar. Ciênc Saúde Colet. 2007; 12(4):861-70. 2. Bernardes A, Évora YDM, Nakao JRS. Gestão Colegiada na visão dos técnicos e auxiliares de enfermagem em um hospital público brasileiro. Cienc Enferm. 2008; 14(2):65-74. 3. Triviños ANS. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas; 1987. 4. Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Persona; 2007.
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    TRABALHO 49 EDUCAÇÃO PERMANENTEE CONTINUADA COMO ESTRATÉGIAS DE GESTÃO NOS SERVIÇOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA Bernardes A, El Hetti LB, Gabriel CS, Évora YDM Historicamente as urgências no Brasil se caracterizam por insuficiente qualificação profissional, baixa capacidade pedagógica instalada para a educação permanente em emergências e ausência de espaços descentralizados e tecnologicamente equipados para a formação específica(1). A Educação Permanente é aprendizagem no trabalho, onde o aprender e o ensinar se incorporam ao cotidiano das organizações e ao trabalho. Já a Educação Continuada é o processo de aquisição de informações técnico-científicas pelo trabalhador, por meio de escolarização formal, de vivências, de experiências laborais e de participação no âmbito institucional ou fora dele(2,3). O estudo objetiva analisar as contribuições das pesquisas produzidas sobre a educação permanente/continuada como estratégia da gestão dos serviços de urgência/emergência tomando por base as publicações em periódicos nacionais e internacionais no período de 1999 a 2009. Trata-se de Revisão Integrativa da Literatura(4), sendo incluídas dissertações, monografias e artigos indexados nos portais Medline e Lilacs. A amostra constitui-se de 14 publicações que incluem os termos educação permanente, educação continuada, urgência, emergência e enfermagem. O tipo de publicação mais encontrado foi na forma de artigos indexados (78,6%). Grande parte das publicações foi encontrada na base de dados Medline/Pubmed (78,6%), sendo o acesso 85,7% on-line. As publicações dos anos de 2002 e 2003 foram as que mais se destacaram (21,4%). O periódico “Journal of Emergency Nursing” teve a maioria das publicações (36,4%) e a abordagem qualitativa foi a mais utilizada pelos autores (64,2%). As publicações foram agrupadas em oito diferentes categorias, sendo: “A educação permanente como elemento facilitador para a mobilização de competências gerenciais”, “Cursos de capacitação”, “Custos e educação continuada / permanente”, “Educação continuada em urgência e emergência”, “Percepção de enfermeiros de emergência sobre educação continuada”, “Capacitação em emergência pediátrica”, “Avaliação de desempenho e educação continuada” e “Educação continuada em emergência oftalmológica”. Todas as publicações ressaltam a importância da educação continuada para os profissionais de saúde que trabalham nos serviços de urgência e emergência. A maioria dos artigos converge para a idéia de que a instituição deve ser uma das principais responsáveis pelo incentivo e promoção dos cursos oferecidos, pois com exceção do paciente, ela é a principal beneficiária desse sistema. Não há abordagem de aspectos relacionados à Educação Permanente, sendo este um investimento necessário e urgente. Palavras-Chave: Administração em Enfermagem, Educação Permanente em Saúde, Educação Continuada, Urgência e Emergência. Referências: 1. Brasil (MS). Projeto de reorganização da atenção ás urgência e emergência, Implantação do componente pré- hospitalar móvel e regulação da atenção ás urgência (SAMU – 192), Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção á Saúde, Departamento de Atenção Especializada, 2003. 2. Brasil (MS). Política nacional de humanização – humaniza - SUS: Documento base para gestores e trabalhadores do SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. 3. Seiffert OMLB, Silva GM. Educação continuada em enfermagem: uma proposta metodológica. Rev. Bras. Enferm. 2009; 62(3):362-6. 4. Ganong LH. Integrative reviews of nursing research. Research in Nursing & Health. 1987; 10:(1):1-11.
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    TRABALHO 50 IMPLEMENTAÇÃO DASTEORIAS DE ENFERMAGEM NA PRÁTICA PROFISSIONAL COMO INSTRUMENTO NO CUIDADO AO PACIENTE CRÍTICO. RELATO DE EXPERIÊNCIA. Omena LMC, Duarte MSM, Feijó EJ, Fernandes AS, Nascimento TS. Hospital da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro - Niterói E-mail: leania@uol.com.br Palavras-chave: Teoria de enfermagem, unidade de terapia intensiva, modelos de enfermagem. RESUMO Trata-se de um estudo descritivo de caráter quantitativo que relata a experiência de um hospital militar que visa a implementação da sistematização da assistência de enfermagem, cujo os objetivos são discutir quais as implicâncias que refletem no enfermeiro a não implementação das teorias na sua prática assistencial, diretamente no manejo do cuidado ao cliente crítico, analisar o conhecimento do enfermeiro em adaptar os conteúdos teóricos a prática, conhecimentos estes adquiridos durante o curso de graduação em enfermagem, e identificar se o aparato tecnológico dominante no cuidado ao cliente crítico confrontam-se diretamente com o cuidado realizado pelo enfermeiro que utiliza como referência as teorias de enfermagem. As teorias de enfermagem são bases para uma práxis transformadora visando à qualidade da assistência pautada em uma metodologia fundamentada se implementada de forma a ser vista como resolutiva e potencialmente organizativa para a otimização do serviço de enfermagem. Participaram da pesquisa 18 oficiais enfermeiros atuantes no hospital militar localizado na cidade de Niterói. Os mesmos responderam ao questionário com perguntas semi-estruturadas de forma individualizada. Foi realizada análise estatística descritiva das respostas através da correlação entre os dados levantados nos questionários distribuídos aos enfermeiros. Os resultados ressaltam maior conhecimento dos profissionais neófitos na enfermagem, enquanto os enfermeiros com tempo maior de formação possuem dificuldades para associar a prática às teorias de enfermagem, contudo todos os enfermeiros assumiram a importância de se implementar as teorias de enfermagem como instrumentos eficazes para a qualidade da assistência de enfermagem. Foi eleita a Teoria das Necessidades Humanas Básicas para nortear o cuidado ao cliente crítico. Os enfermeiros afirmaram que o avanço tecnológico não distância o cuidado individualizado, e todos sentem a necessidade de participar de educação em serviço para implementação na prática das teorias de enfermagem. Conclui-se que os profissionais enfermeiros devem constantemente se atualizar, participar ativamente do desenvolvimento de pesquisas como elaborar protocolos que permitam uniformizar a prática assegurando que os resultados sejam confiáveis, visando ajudar a delinear um padrão assistencial de enfermagem especializado, na busca pela qualidade da assistência dispensada. Bibliografia: 1. Galbreath JG. In: George JB. Teorias de enfermagem: os fundamentos à prática profissional. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000. cap. 15, p.203-224. 2. Leopardi MT. Teoria e método em assistência de enfermagem. 2ª edição. Florianópolis: Soldasoft, 2006. 3. Rodrigues P, Martins JJ, Nascimento ERP, Barra DCC, Albuquerque GL. Proposta para a sitematização da assistência de enfermagem em UTI: o caminho percorrido. Rev Min Enf 2007; 11(2):161-167. 4. Lima LR, Stival MM, Lima LR, Oliveira CR, Chianca TCM. Proposta de instrumento para coleta de dados de enfermagem em uma Unidade de Terapia Intensiva fundamentado em horta. Rev. eletrônica enferm 2006;8(3):349-357. 5. Vianna ACA, Crossetti MGO. Movimento entre cuidar e cuidar-se em UTI: uma análise através da Teoria do Cuidado Transpessoal de Watson.Rev. gaúch. Enferm 2004;25(1):56-69. 6. Moreira AB, Machado AA, Martins FG, Ribas GL, Marques PA, Tannure MC. Seleção do Referencial Teórico de Orem para a Utilização em CTI Adulto. Nursing (São Paulo) 2008;11(121):261-267. 7. Nascimento KC, Erdmann AL. Cuidado transpessoal de enfermagem a seres humanos em unidade crítica. Rev Enferm. UERJ 2006;14(3):333-341. 8. Mercês CAMF, Rocha RM. Teoria de Paterson e Zderad: um cuidado de enfermagem ao cliente crítico sustentado no diálogo vivido. Rev. Enferm. UERJ 2006;14(3):470-475. 9. Nascimento ERP, Trentini M. O cuidado de enfermagem na unidade de terapia intensiva (UTI): teoria humanística de Paterson e Zderad.Rev. latinoam. Enferm 2004;12(2):250-257. 10. Gonzales RMB, Beck CLC, Denardin ML. Cenários de cuidado: aplicação de teorias de enfermagem. Santa Maria; Pallotti; 1999. 263 p.
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    TRABALHO 51 AÇÕES DE SAÚDE COM POPULAÇÃO DE RIBEIRINHOS Cacciari P, Barbosa BF, Guariente MHDM Universidade Estadual de Londrina pamella_cacciari@hotmail.com Introdução: A Enfermagem é sinônimo de cuidado, envolvendo bem-estar físico, mental e social. O cuidado está relacionado com a maneira de lidar, de interagir, de assistir, de realizar e de perceber o indivíduo como um todo. O cuidado se opõe ao descuido e ao descaso, pois cuidar para ele é mais que um ato, é uma atitude. As praticas de cuidar tem maior influência cultural de um povo, e em especial, as não convencionais, pelas raízes da construção desse saber e dessas práticas, pela forma como tradicionalmente são passadas de gerações a gerações (1). Justificativa: Durante a graduação, através de parcerias com ONGS é possível que os alunos vivenciem situações peculiares do processo saúde doença em determinadas populações vulneráveis. Em busca dessas experiências, uma dupla de graduandas de enfermagem propôs-se a participar de um programa de ações de saúde voluntario em região isolada e relatar suas vivencias. Objetivo: Relatar a experiência vivenciada por duas acadêmicas de enfermagem frente atuação voluntária em uma comunidade isolada de ribeirinhos no estado do Pará. Método: Trata-se de um relato a experiência de duas acadêmicas de enfermagem durante atuação voluntária em uma comunidade Ribeirinha, os Iririteua, localizada em região isolada do Pará. As atividades foram desenvolvidas no mês de novembro de 2008 durante uma semana, em parceria com uma entidade humanitária cristã, que atua em regiões de difícil acesso, em cooperação com outras entidades, com propósito de fornecer apoio logístico através de transporte aéreo, programas assistenciais e desenvolvimento comunitário mobilizando voluntários, especialmente profissionais de saúde. Resultados: Foram realizadas visitas domiciliares, atividades educativas e informativas sobre de câncer prevenção de câncer de mama e colo do útero, planejamento familiar, pré-natal, sexualidade, hipertensão arterial, diabetes, saúde bucal, higiene, prevenção de parasitoses. Conclusão: A oportunidade de atuação no voluntariado revelou as estudantes os vários desafios que a Saúde em nosso país deve vencer a falta de atenção dos governantes as populações isoladas, contradiz com o princípio garantido em constituição. A saúde é, direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Bibliografia 1. BOFF, L. Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela terra. Petrópolis: Vozes, 1999. 2. GARRIDO, M. C. F. Cotidiano da educação continuada em enfermagem: valorização do cuidar. Revista O Mundo da Saúde (Centro Universitário São Camilo), São Paulo, set./out. 24(5), 2000.
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    TRABALHO 52 CONCLUSÃO DA GRADUAÇÃO: PERSPECTIVAS DOS FORMANDOS Universidade Estadual de Londrina Barbosa BF, Cacciari P; Dias AL; Rodrigues BC, Guariente MHDM Pamella_cacciari@hotmail.com Introdução: O ensino superior é visto, quase como via de regra, como uma forma para se alcançar o sucesso profissional. Concluir um curso de graduação significa momento de grande realização e satisfação pessoal, mas muitas vezes é motivo de grande angústia e ansiedade (1). No contexto globalizado onde o mercado de trabalho mostra-se cada vez mais exigente e competitivo, somente o diploma não significa uma garantia de emprego. Com as mudanças ocorridas no cenário econômico e o aumento gradativo de mão de obra na área da saúde, o formando entra em conflito em se dedicar ao último ano que possui uma extensa carga horária e a preocupação com seu futuro profissional. Justificativa: O interesse pelo estudo parte do pressuposto que a expectativa do formando na inserção no mercado de trabalho, continuidade da carreira acadêmica, busca da independência financeira, acarretam uma sobrecarga emocional no formando. Objetivo: Descrever as perspectivas dos formandos de Enfermagem em relação ao mercado de trabalho, seus medos, expectativas e planos quanto sua futura carreira. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo quantitativo, realizado com 58 estudantes da 4ª série do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina, através de um questionário semi-estruturado, mediante assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. Resultados: Os resultados encontrados quanto a expectativas dos formandos mostraram que 68,0% dos entrevistados tem uma razoável expectativa quanto ao mercado de trabalho, 17,4% uma expectativa boa, e 12,0% expectativa ruim. As dificuldades relatadas pelos formandos 35,0% correspondem a inexperiência, 31,0% a saturação do mercado de trabalho, 28,0% baixa remuneração, 6,0% retorno a cidade de origem. Após a conclusão do curso 35,0% pretendem prestar residência. Conclusão: Conclui-se que o último ano de graduação é permeado por dúvidas e angústias, acentuados pela pressão social e familiar. Nesta etapa, a orientação, o apoio e a compreensão no âmbito familiar e acadêmico são de fundamental importância para o enfrentamento deste período. Bibliografia: 1- DIAS, A.O.; GUARIENTE, M.H.D.M.; BELEI, R.A. O enfermeiro recém-graduado e o primeiro emprego. Percepções da formação na graduação e da atuação profissional.Arq.Ciênc.Saúde Unipar, Umuarama, 8(1), jan./abril p.19-24, 2004. Disponível em: htt://revistas.unipar.br/saude/article/viewFile/237/210 2- MACEDO, L. A. RABELO, N. S. EXPECTATIVA DOS FORMANDOS DE ODONTOLOGIA COM RELAÇÃO AO MERCADO DE TRABALHO EM UBERLÂNDIA,Universidade Federal de Uberlândia, MG 2000. BRAZ. M.G. O mercado de trabalho da enfermagem frente às transformações sociais. São Paulo SP, 2008. Disponível em: htp://pronep.com.br/noticias/not_22.htm
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    TRABALHO 53 Indicador assistencial de punção venosa sem Êxito em tomografia computadorizada Claro RNO, Hangai RK. Instituto de Radiologia HCFMUSP rclaro@hcnet.usp.br Introdução: Na Unidade de Tomografia são realizadas cercas de 5184 exames de tomografia computadorizada, dentre eles, 2100 exames com necessidade de administração de contraste endovenoso, tendo assim que realizar a punção venosa. As punções venosas periféricas representam, aproximadamente, a maior parte das atividades executadas pelos profissionais de enfermagem; é um procedimento que possui um nível de complexidade, que exige do profissional conhecimento técnico científico, é executado por profissionais com diferentes níveis de formação ou habilidades o que pode gerar variabilidade no desempenho. Justificativa: Tendo como a base a variabilidade no desempenho deste procedimento optou-se por criar o indicador de punção venosa sem êxito para avaliar o desempenho dos profissionais de enfermagem na execução do procedimento punção venosa periférica para conhecermos a realidade e verificar possíveis oportunidades de melhoria uma vez que recebemos queixas de paciente questionando o desempenho da equipe neste procedimento. A punção venosa sem êxito é definida como a situação na qual a equipe de enfermagem realiza por mais de uma vez a punção venosa no paciente e a sua fórmula para cálculo consiste na relação entre o número de punções venosas sem êxito e o número de pacientes puncionados /dia, multiplicado por 100. Esse é considerado um evento indesejável na assistência ao paciente, pois afeta na satisfação do cliente. A gestão da qualidade enfatiza a melhoria contínua pela utilização do método científico e monitorização de dados que embasam a tomada de decisão, objetivando o atendimento à clientela com a máxima satisfação e o mínimo de riscos que possam comprometer a qualidade da assistência. Objetivo: Relatar a experiência na aplicação, coleta e monitoramento do indicador punção venosa sem êxito. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência do processo de aplicação, coleta e monitoramento do indicador de punção venosa sem êxito. 01) Foi desenvolvida ficha de identificação do indicador de acordo com o modelo adotado pelo CQH e ficha de coleta, no intuito de manter a clareza do indicador, com os dados de definição, fórmula e periodicidade. 02) Realizou-se treinamento dos colaboradores para utilização da ficha de coleta. Resultados Obtidos: No mês de julho obtivemos um índice de 25%. No mês de agosto, realizamos novo treinamento aos colaboradores envolvidos na punção venosa, limitamos o número de punções por colaborador (duas punções por profissional), tivemos um índice de 22,9%. 4) Mantivemos a coleta de dados e no mês de setembro obtivemos um índice de 19%. Conclusão: O controle do índice de punção venosa sem êxito e as intervenções com base nele realizada como os treinamentos sobre punção venosa, cujo conteúdo abordou tanto a questão técnica quanto a comportamental, agregou à equipe competências técnico-científicas para poder atender com mais qualidade os pacientes submetidos a exames de tomografia com contraste. A partir dos dados coletados após um ano será estabelecida a meta, devido à falta de referências.
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    TRABALHO 54 Aplicação do “Check List – Procedimento Seguro” em uma unidade de diagnóstico por imagem Rodrigues AB, Claro RNO, Hangai RK. Instituto de Radiologia do HCFMUSP adriana.bertaccini@hcnet.usp.br Introdução: A promoção da segurança do paciente é preocupação global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima se que um em cada dez pacientes são vítimas de erro durante a assistência. Em outubro de 2004, a OMS lançou a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, que tem o objetivo de despertar a consciência profissional e o comprometimento político para uma melhor segurança na assistência à saúde. Justificativa: Na área de procedimentos por imagem, estes erros estão relacionados com exames realizados de forma incorreta que podem mudar um diagnóstico investigado ou levar a tratamentos incorretos. A segurança na realização de exames por imagem depende de profissionais que realizam um trabalho de forma eficaz e eficiente. Objetivo:Relatar a experiência da implantação do instrumento desenvolvido para realização segura de exames radiológicos em duas unidades na área de imagem de um hospital de ensino de grande porte, com intuito de diminuir o número de não conformidades relacionadas a identificação incorreta de pacientes submetido a exames por imagem. Método: Trata- se de um relato de experiência da aplicação de um instrumento denominado de “Checklist de Procedimento Seguro” para sistematizar a checagem de dados do paciente internado a ser submetido a Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética. O instrumento contempla a checagem dos seguintes itens: nome, número de registro hospitalar (pulseira de identificação); exame a ser realizado (pedido do exame), posicionamento, lateralidade, jejum, alergias, conferência work list (Lista de trabalho). Resultados: Este processo foi dividido em: 1) escolha das áreas para aplicação piloto; 2) treinamento da equipe multiprofissional; 3) momento da aplicação e; 4) acompanhamento das não conformidades pelo sistema PACS (Programa de Gerenciamento de Imagens). Após um mês de implantação, observou ausência de ocorrência de não conformidades em relação à identificação de paciente e troca de exame. Conclusão: A adoção do instrumento de “Checklist de Procedimento Seguro” reduziu as ocorrências de não conformidades nos setores onde foi aplicado e houve a participação efetiva da equipe multiprofissional. Para as autoras, os profissionais de enfermagem exercem um papel fundamental na segurança do paciente e na utilização do instrumento de checagem junto à equipe multiprofissional. Bibliografia: Segundo desafio global para a segurança do paciente: Cirurgias seguras salvam vidas (orientações para cirurgia segura da OMS) / Organização Mundial da Saúde; Rio de Janeiro: Organização Pan-Americana da Saúde; Ministério da Saúde; Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2009.
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    TRABALHO 55 Indicadores de Qualidade em Enfermagem na Radiologia Hangai RK, Claro RNO, Almeida SAP. Instituto de Radiologia HCFMUSP rosemeire.hangai@hcnet.usp.br Introdução: A unidade de Diagnóstico por Imagem possui áreas de baixa a alta complexidade relacionadas à assistência e realiza diferentes exames e/ou intervenções como radiologia convencional, tomografia, mamografia, ultrassonografia, ressonância magnética, medicina nuclear e radiologia intervencionista, tendo como produto a imagem diagnóstica e/ou a terapêutica. A busca da qualidade em torno de seus produtos visa atender as necessidades e expectativas do usuário, garantir uma assistência segura com o objetivo de aprimorar os serviços prestados através de uma infra-estrutura adequada e recursos humanos qualificados. Justificativa:Para avaliar a qualidade da assistência de enfermagem, é necessário traduzir os conceitos e definições gerais, da melhor maneira, em critérios operacionais, parâmetros e indicadores, validados e calibrados pelos atributos da estrutura, processo e resultado. Indicadores são instrumentos elaborados e utilizados para valorar o cumprimento de objetivos e metas; são variáveis dependentes de modelo experimental, usadas para quantificar os resultados das ações. Os indicadores deverão ser utilizados pela instituição para determinar a adequação e a eficácia das práticas utilizadas para avaliação critica de desempenho a partir de comparação com organização similar. Objetivo: Relatar a experiência na seleção e na aplicação de indicadores assistenciais específicos para medir a assistência de enfermagem nas áreas da radiologia de um hospital de ensino. Metodologia: Trata-se de relato de experiência do processo de seleção e aplicação de indicadores assistenciais específicos da Enfermagem em Radiologia, após pesquisa exploratória bibliográfica: os artigos foram identificados em bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Dedalus e Pubmed. Resultados: Foram estabelecidos os seguintes indicadores assistenciais: Incidência de extravasamento de contraste é definido como extravasamento de contraste iodado. Equação: Relação entre o número de casos de extravasamentos de contraste e o número de pacientes que receberam contraste endovenoso/dia, multiplicado por 100. Incidência de punção venosa sem êxito é definida como a situação na qual o profissional de enfermagem realiza por mais de uma vez a punção venosa no paciente. Equação: Relação entre o número de punção venosa sem êxito e o número de punção venosa/dia por paciente, multiplicado por 100.Taxa de atividade extravascular por radiofármaco é definido como extravasamento de radiofármaco para o meio extravascular. Equação: Relação entre o número de ocorrências de atividade extravascular por radiofármaco e o número de pacientes que receberam radiofármaco por via endovenoso/dia, multiplicado por 100. A taxa de atividade extravascular por radiofármaco é coletado apenas na Medicina Nuclear. Os dados coletados estão sendo armazenados e os resultados trabalhados através de implementação de ações de melhoria nas áreas. Seguem abaixo os resultados coletados. Conclusão: A seguir, os indicadores serão validados e comparados com outras instituições similares. A Mensuração dos indicadores viabiliza aos enfermeiros o processo de tomada de decisão baseado em seus resultados, sendo possível modificar e aprimorar suas práticas. Bibliografia: Juchem BC, Dall‟Agnol CM, Magalhães, AMM. Contraste iodado em tomografia computadorizada: prevenção de reações adversas. Rev Bras Enfermagem 2004 janeiro/fevereiro; 57(1):57-61.
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    TRABALHO 56 Indicador de qualidade assistencial de enfermagem em tomografia computadorizada Claro RNO, Keiko RH, Almeida SA. Instituto de radiologia HCFMUSP rclaro@hcnet.usp.br Introdução/ Justificativa: Na busca por conceitos que pudessem traduzir a qualidade de enfermagem na área de tomografia computadorizada, realizamos levantamento bibliográfico na busca por indicadores que pudessem traduzir e evidenciar a qualidade prestada. O extravasamento de contraste iodado é um evento adverso local à administração intravenosa da substância radiopaca, na qual a equipe de enfermagem atuante nos serviços de tomografia computadorizada desenvolve importante papel na prevenção, detecção e tratamento destes eventos causados pelo uso de contraste iodado. O extravasamento é definido como administração inadvertida de uma solução vesicante em tecidos adjacentes do acesso venoso e a sua fórmula para cálculo consiste na relação entre o número de casos de extravasamentos de contraste e o número de pacientes receberam contraste EV /dia, multiplicado por 100. A gestão da qualidade enfatiza a melhoria contínua pela utilização do método científico e monitorização de dados que embasam a tomada de decisão, objetivando o atendimento à clientela com a máxima satisfação e o mínimo de riscos que possam comprometer a qualidade e segurança pretendidas. Objetivo: Relatar a experiência na aplicação, coleta e monitoramento do indicador de extravasamento de contraste endovenoso. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência da aplicação, coleta e monitoramento do indicador de extravasamento de contraste endovenoso. Desenvolvida ficha de identificação do indicador de acordo com o modelo adotado pelo CQH e ficha de coleta, no intuito de manter a clareza do indicador, com os dados de definição, fórmula e periodicidade. Buscou-se a definição de metas de acordo com referência levantada em literatura nos quais os artigos foram identificados em bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Dedalus e Pubmed. A coleta de dados ocorreu através da notificação do evento de extravasamento de contraste e ficha de coleta preenchida pela equipe de enfermagem atuante na Tomografia. Após treinamento e conscientização da equipe sobre a importância da aplicação das técnicas corretas em relação à punção do acesso venoso, administração de contraste por bomba injetora de alto fluxo e notificação do evento, para que medidas pudessem ser implementadas. Resultados obtidos: Observamos que na análise anual houve diminuição do índice de extravasamento sendo a série histórica de 1,1% em 2008, 0,6% em 2009 e 0,5% em 2010, atingindo a meta estabelecida baseada na literatura, sendo os índices evidenciados no presente estudo encontram-se dentro dos limites de 0,3 a 3,6%. Este indicador foi apresentado e aprovado no NAGEH – Núcleo de Apoio A Gestão Hospitalar , subgrupo de CQH que desenvolve atividades voltadas relacionados melhoria da gestão hospitalar – em setembro e será publicado no próximo Manual de Indicadores de Enfermagem - NAGEH em 2011. Conclusão: Os resultados apresentados permitem um conhecimento qualitativo em toda equipe de enfermeiros contribuindo no desenvolvimento, de uma visão sistêmica da assistência e um olhar critico para o gerenciamento da unidade. Bibliografia: Juchem BC, Dall‟Agnol CM, Magalhães, AMM. Contraste iodado em tomografia computadorizada: prevenção de reações adversas. Rev Bras Enfermagem 2004 janeiro/fevereiro; 57(1): 57-61.
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    TRABALHO 57 REFLETINDO a Liderança COM ENFERMEIROS RECéM CONTRATADOS Garcia AB, Tada CN, Silva Junior MC, Haddad MCL, Tenani MF Universidade Estadual de Londrina (UEL) alessandrabg@gmail.com Introdução: Hospital público de média complexidade localizado na região norte de Londrina (PR), passou por grande mudança estrutural em 2010. Além da conclusão das obras de ampliação da área física (passando de 56 para 130 leitos), admitiu coletivamente 346 novos funcionários via concurso público, que vieram se somar aos 188 que já se encontravam em atividade. As alterações no contingente de recursos humanos, apesar de aguardada, se deu de maneira repentina – praticamente todos os novos funcionários foram admitidos ao mesmo tempo, juntamente com a liberação das novas alas do hospital provocando impacto direto no processo de trabalho da equipe de saúde. Considerando que a enfermagem foi o serviço que recebeu o maior contingente de concursados – 49 enfermeiros e 133 técnicos de enfermagem – e, sabendo que os enfermeiros possuem, como uma de suas atribuições, a de gerenciar equipes em sua prática diária, os serviços de psicologia organizacional e do trabalho, em conjunto com a coordenação de enfermagem, elaboraram uma capacitação denominada “Liderança na Enfermagem: subsídios para o desenvolvimento da liderança no cotidiano dos enfermeiros”, visando propiciar um suporte para que os enfermeiros, ao refletir sobre suas práticas e sobre os modos de intervenção, pudessem construir um serviço de atendimento de qualidade ao usuário e amparados por referenciais que os auxiliassem no gerenciamento das equipes. Justificativa: Mostrar a importância da educação com foco na liderança como um instrumento potencializador de solução de alguns problemas gerenciais. Objetivo: Descrever o processo de planejamento e implementação de uma atividade de educação em liderança com enfermeiros recém admitidos em hospital de média complexidade. Método: O estudo consiste em um relato de experiência vivenciado por duas enfermeiras residentes em Gerência dos Serviços de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina juntamente com o psicólogo organizacional do hospital, nos meses de novembro e dezembro de 2010. Resultados: Foram organizados dois encontros de uma hora e meia de duração com os enfermeiros: o primeiro tratando dos tipos de liderança, a liderança na prática profissional do enfermeiro e apontamentos acerca da liderança situacional; o segundo abordou a interface entre liderança e comunicação – conceitos gerais acerca da comunicação, problemas na comunicação grupal, papéis informativos do líder, feedback, dicas para uma comunicação eficaz. Os encontros foram realizados em todos os turnos de trabalho (manhã, tarde e noite), dividindo tais turnos em dois grupos, que, por meio de escala, permitiu a participação durante a própria jornada de trabalho sem que o serviço ficasse desfalcado. Os encontros mesclaram exposições teóricas, exibição de vídeos, dinâmicas de grupo e diálogos/trocas de experiências entre os participantes. Ao fim, obtivemos um índice de participação de 76% no primeiro encontro e de 62% no segundo. Conclusão: Os resultados demonstraram que a educação com foco na liderança pode contribuir no desempenho das competências do enfermeiro no local de trabalho, possibilitando uma melhor atuação nas práticas gerenciais. Referências: SANTOS, Kátia Massuda Alves Batista dos; SILVA, Maria Julia Paes da. Comunicação entre líderes e liderados: visão dos enfermeiros. Revista da Escola de Enfermagem da USP. 37(2): 97-108. 2003. GAIDZINSKI, Raquel Rapone; PERES, Heloisa Helena Ciqueto; FERNANDES, Maria de Fátima Prado. Liderança: aprendizado contínuo no gerenciamento em enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem. 57(4): 464-466. 2004. OLIVEIRA, Alcinéia Cristina Ferreira de Oliveira; PAZ, Aneth Rolin de Araújo da; TELLES, Eleny Alves de Brito; STIPP, Marluci Andrade Conceição. Liderança e enfermagem: elementos para reflexão. Revista Brasileira de Enfermagem. 57(4): 487-489. 2004. LAPIERRE, Laurent (org). Imaginário e liderança: na sociedade, no governo, nas empresas e na mídia. São Paulo: Atlas, 1995. MARQUIS, Bessiel; HOUSTON, Carol J. Administração e liderança em enfermagem: teoria e prática. Porto Alegre: Artmed, 2005. ROUCHY, Jean Claude; DESROCHE, Monique Soula. Instituição e mudança: processo psíquico e organização. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2005. MOSCOVICI, Fela. Desenvolvimento interpessoal. Rio de Janeiro: José Olympio, 2000.
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    TRABALHO 58 PROFISSIONAL DE REFERÊNCIA: UMA ADAPTAÇÃO DA METODOLOGIA PRIMARY NURSING E SUA IMPLENTAÇÃO EM UMA INSTITUIÇÃO HOSPITALAR PRIVADA Autores: Biehl JI,Andrade ICS, Silva GL, A cientificidade do cuidado de enfermagem foi estabelecida e consolidada pela Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), obrigatória em todas as instituições de saúde de acordo com a Resolução do COFEN 272/2002 e também pela lei do exercício profissional de enfermagem, que permite a organização das ações de enfermagem de maneira integrada e inter-relacionadas. Nesta perspectiva se introduziu novos conceitos de organização da prática da enfermagem e em 1959 surgiu nos EUA o conceito de Primary Nursing (PN). Esta metodologia de trabalho possibilita o cuidado individualizado, integral e humano aos pacientes e familiares à medida que propõe a permanência de um mesmo funcionário durante toda internação. Dessa forma, a Enfermagem da Clínica São Vicente, acredita que este método venha impactar positivamente nos conceitos assistenciais, humanos, de segurança e de qualidade para o paciente, sendo assim, optou a partir de maio de 2010 a disseminação e implantação do modelo assistencial PN nos diferentes setores do hospital. Este trabalho tem como objetivo, relatar a percepção dos enfermeiros com a implantação do modelo, identificando as vantagens e desvantagens. Utilizou-se como metodologia o relato de experiência com análise de conteúdo , aplicando um questionário com 3 perguntas abertas acerca da experiência dos enfermeiros com a metodologia, suas vantagens e desvantagens, em uma unidade piloto. Os resultados da pesquisa salientam como vantagens da aplicação da metodologia, o estabelecimento do vínculo profissional-cliente, que contribuiu para execução das etapas da SAE, assim como a detecção precoce de alterações relacionadas a clínica do mesmo e o desenvolvimento do perfil de liderança do enfermeiro enquanto gerenciador do cuidado. Quando se refere a desvantagens, uma dificuldade encontrada pelos enfermeiros foi a resistência relacionada a mudanças de paradigmas assistenciais e a necessidade de desenvolvimento da habilidade líder do enfermeiro. Conclui-se que a metodologia aplicada enfatiza o compromisso dos cuidados à medida que facilita a criação do vínculo. A identificação precoce de complicações e o estabelecimento de ações direcionadas minimizam os danos relacionados a assistência. Estabelecer uma filosofia de trabalho inovadora e ousada em um ambiente acostumado com processos tradicionais, naturalmente se têm resistência o que, ao mesmo tempo, tornou-se uma vantagem pois despertou nos enfermeiros a habilidade de liderança assistencial. Bibliografia: CARMONA, L. M. P.; LALUNA, M. C. M. C. “Primary nursing” : pressupostos e implicações na prática. Revista Eletrônica de Enfermagem (on-line em formato pdf), v. 4, n. 1, p. 12 – 17, 2002. Disponível em http://www.fen.ufg.br JOST. G.S. Et al. Integrated Primary Nursing. A care delivery model for the 21st- Century Knowledge worker. Nursing adninistration. V.34, Nº.3, p. 208-216. 2008. Philadelphia- USA. MAGALHÃES, AMM et al. A implantação do modelo Primary Nursing: relato de experiência. Caderno de Ciências da Saúde. 2004. Rio Grande do Sul. Disponível em : http://hdl.handle.net/10183/4914. Acessado em 10/01/2011. SELLICK. K.J et al. Primary Nursing: an evaluation of its effects on patiente perception of care and staff satisfaction. International Journal of Nursing Studies 40, 2003, p. 545-551. Melbourne- Australian.
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    TRABALHO 59 GESTÃODO CUIDADO EM ENFERMAGEM E INDICADORES DA ASSISTÊNCIA: REVISÃO DA LITERATURA Silva FJCP, Sousa AB, Dias MS, Gois CFL, Santana MAV Universidade Federal de Sergipe fjanolio@infonet.com.br Os indicadores permitem estabelecer cuidados dirigidos para resultados alicerçados na qualidade e humanização. Estão relacionados à avaliação de aspectos qualitativos e/ou quantitativos referentes ao meio ambiente, à estrutura, aos processos e aos resultados (BITTAR, 2001). De acordo com Campbell et al. (2003) é importante a utilização de indicadores como ferramentas para a promoção da melhoria da qualidade do cuidado à saúde. O objetivo dessa pesquisa foi conhecer a produção científica brasileira sobre a gestão do cuidado em enfermagem e a utilização de indicadores. Estudo de revisão, com levantamento bibliográfico na base de dados MEDLINE e LILACS. Para selecionar os artigos foram empregados os descritores: cuidados de enfermagem and indicadores básicos de saúde. As buscas limitaram-se aos títulos e resumos dos trabalhos, tendo como critério de seleção publicações sobre os indicadores de saúde aplicados ao cuidado do paciente/cliente. Por meio do levantamento realizado foram encontrados 50 artigos, desses foram descartados 25, por não abordarem o tema em questão, e 10 por duplicidade. Ao final foram selecionados 15 estudos que descreveram a utilização de indicadores como ferramenta para avaliar o cuidado prestado ao paciente/cliente nos serviços de saúde. A análise dos trabalhos selecionados foi realizada por meio da leitura dos artigos disponíveis no referido banco de dados e apresentados em português. A região sudeste publicou a maioria dos trabalhos 13 (87%), seguida pela região sul 2 (13%), verificou-se a primeira publicação no ano de 1999 1(7%) com maior concentração das publicações entre os anos 2006 a 2009. Quanto aos indicadores abordados, verificou-se que o maior percentual 8 (53%) descrevia a utilização de mais de um indicador por artigo, dentre eles: registro de enfermagem, registro de iatrogenias em prontuário, escalas de controle da dor, controle dos sinais vitais e taxas de flebite, enquanto os demais artigos concentraram-se em um único indicador como: satisfação do cliente, erros de medicação, taxas de queda do leito, flebite e infecção. Os resultados do presente estudo sinalizam a necessidade de um incremento nas pesquisas de campo que discorram sobre a utilização dos indicadores como ferramenta para avaliar a assistência de enfermagem prestada ao paciente, em particular nas regiões centro oeste, norte e nordeste do Brasil. Referências bibliográficas 1BITTAR, O. J. N. V. Indicadores de qualidade e quantidade em saúde. RAS, v.3, n.2 , Jul-Set, 2001. 2CAMPBELL, S. M. et al. Research methods used in developing and applying quality indicators in primary care. BMJ, v.326, n.7393, p.816-819, 2003. 3SILVA, L.D. Indicadores de qualidade do cuidado de enfermagem. Rev. Enferm. UERJ, n.11, p. 111-116, 2003.
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    TRABALHO 60 O EMPREENDEDORISMO NA ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Moreira AP, Escudeiro CL, Giorgio D, Silvino ZR. Universidade Federal Fluminense, Hospital Universitário Antônio Pedro e Laboratórios BBRAUN S/A. E - mail: moreira.ana78@gmail.com A visibilidade da Enfermagem perpassa o aprofundado de seus conhecimentos científicos, tecnológicos e humanísticos voltados para o cuidado do ser humano1. Atualmente a enfermeira possui inúmeras possibilidades de trilhar a vida profissional desempenhando diferentes atividades; dentre as quais destaca-se a atuação de forma autônoma e empreendedora no campo da gestão da saúde2. Recentemente a atividade de Consultoria Técnica (CT) nas empresas fornecedoras de produtos médico-hospitalares, que engloba o conhecimento específico de enfermagem associando-o a utilização de novas tecnologias voltadas para a prática assistencial, vem se ampliando consideravelmente. Neste estudo procura-se oferecer subsídios para que as enfermeiras compreendam melhor a profissão e o potencial empreendedor no campo de gestão em serviços de saúde dentro do mercado inovador e competitivo da área. O objetivo do estudo é descrever e discutir as conquistas e os desafios encontrados pela enfermeira na busca da visibilidade de sua profissão e, sobretudo, do reconhecimento da Enfermagem como uma profissão empreendedora. Trata-se de relato de experiência de duas enfermeiras formadas há mais de 10 anos que atuam na área assistencial e empresas multinacionais de produtos médico-hospitalares. A enfermeira que atua como CT de produtos em empresas multinacionais, possui uma flexibilidade de horários para o desempenho de suas atividades; e a remuneração, principalmente em empresas multinacionais, proporcionam salários mais atrativos além de outros benefícios que indiretamente aumentam a remuneração final. Como o profissional encontra-se inserido em um cenário mercadológico altamente competitivo, é fundamental que este desenvolva habilidades referentes à negociação comercial, o que está intimamente relacionada às questões técnicas e de qualidade do produto a ser negociado. O relacionamento interpessoal com profissionais em diferentes áreas e instituições é um ponto fundamental para a enfermeira CT, que por vezes não encontra boa receptividade de outros profissionais. Ainda há resistência dos profissionais/usuários à inovação, às questões que possam lhes trazer inquietação dentro da zona de conforto que se encontram, causando obstáculos no desenvolvimento das atividades da enfermeira CT. Ao trabalharmos produtos inovadores para o mercado da saúde, o foco principal para o profissional que não o utiliza em seu dia-a-dia será o custo, deixando de lado características como a otimização do tempo de trabalho de uma equipe, queda nos índices de infecção, aumento dos indicadores de qualidade, (re) trabalho das equipes, entre outros. Por isso, não basta que o produto seja bom apenas aos que trabalham diretamente com o usuário final (paciente), mas deve também ser economicamente viável. A enfermeira CT possui dificuldade em ministrar treinamentos devido à baixa adesão dos profissionais pelos mais variados motivos: déficit de recursos humanos na escala de serviço, ocasionando sobrecarga de trabalho, desvalorização do assunto abordado, descrença de que se possa agregar algum conhecimento relevante ou simplesmente por desinteresse pessoal. O campo de Consultoria Técnica para as enfermeiras é promissor exigindo dedicação, conhecimento técnico-científico e divulgação de suas atividades e contribuições para o campo de conhecimento da profissão; entretanto percebe-se o déficit de publicações e divulgação acerca da visibilidade da enfermagem e de suas facetas empreendedoras. Bibliografia: 1Gentil RC. O enfermeiro não faz marketing pessoal: a história explica por quê? Rev Bras Enferm, Brasília 2009 nov- dez; 62(6): 916-8. 2Erdmann AL, Fernandes JV, Melo C, Carvalho BR, Menezes Q, Freitas R, Emarinony E, Backes MT. A visibilidade da profissão de enfermeiro: reconhecendo conquistas e lacunas. Rev Bras Enferm, Brasília 2009 jul-ago; 62(4): 637-43.
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    TRABALHO 61 DESOSPITALIZAÇÃO: COMO COOPERAR FRENTE À PACIENTES DE LONGA PERMANÊNCIA? Santo, D.E * Gomes, L.* Motta, M.B.G** Laselva, C.R*** Hospital Israelita Albert Einstein Introdução: Atualmente a desospitalização é uma tendência no segmento da saúde no país, principalmente em instituições hospitalares privadas, devido ao alto custo da internação para operadoras de saúde e pela perda de oportunidade pelas instituições de saúde com altas taxa de ocupação de pacientes clínicos. Justificativa: Refletir e intervir com ações que favoreçam o giro de leito e diminuição do tempo de permanência, colabora a favor dessa tendência. Objetivo: Relatar experiência de gerenciamento dos pacientes com internação prolongada. Método: Relato de experiência, em hospital privado de São Paulo, no período de junho a dezembro de 2010. A metodologia de intervenção ocorreu em fases: a) criação de unidade para pacientes de longa permanência (internação superior trinta dias); b) composição e preparação da equipe multiprofissional, focada no planejamento de alta hospitalar; c) estabelecimento e execução de ações educativas à pacientes, familiares e cuidadores, centrada na desospitalização; d) implementação de reuniões multidisciplinares semanais, visando uniformizar o cuidado assistencial. Resultados: Após a abertura da unidade diferenciada, nos seis primeiros meses, do total de 16 pacientes de longa permanência obtivemos um resultado de 6 % de sucesso de desospitalização. Conclusão: O processo de desospitalização dos pacientes de longa permanência, não é tarefa fácil, por afetar diretamente o cotidiano do paciente e família, bem como, o contexto de vida social e econômica. Interfaces são necessárias, nesse estudo, a anuência médica com a desospitalização, a gerencia comercial e o setor de Home Care foram parceiras fundamentais para a efetividade deste processo. Mesmo diante dificuldades, acreditamos que a saída do paciente do contexto hospitalar é benéfica na promoção da saúde, por proporcionar qualidade de vida, menor índice de infecções e retorno ao convívio familiar. Bibliografia: CARNEIRO, N.G. ; ROCHA, L.C. O Processo de Desospitalização de Pacientes Asilares de uma Instituição Psiquiátrica da Cidade de Curitiba Psicologia Ciência e Profissão, 2004, 24 (3), 66-75 Marin MJS, Angerami ELS. Caracterização de um grupo de idosas hospitalizadas e seus cuidadores visando o cuidado pós alta hospitalar. Rev Esc Enferm USP 2002; 36(1):33-41. MATOS, E.; PIRES, D.E.P. Práticas de Cuidado na Perspectiva Interdisciplinar: Um Caminho Promissor Texto Contexto Enfermagem, Florianópolis, 2009 Abr-Jun; 18(2): 338-46. PEREIRA, M.J.S.B.; FILGUEIRAS, M.S.T. A Dependência no Processo de Envelhecimento uma Revisão sobre Cuidadores Informais de Idosos Rev. APS, v. 12, n. 1, p. 72-82, jan./mar. 2009 VERAS, Renato. Em busca de uma assistência adequada à saúde do idoso: revisão da literatura e aplicação de um instrumento de detecção precoce e de previsibilidade de agravos. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 19, n. 3, June 2003 *Enfermeiro Sênior Unidade Pacientes de Longa Permanência Clínica Médico Cirúrgica Hospital Albert Einstein ** Coordenador de Enfermagem Unidade Pacientes de Longa Permanência Clínica Médico Cirúrgica Hospital Albert Einstein ***Gerente de Enfermagem Clínica Médico Cirúrgica Hospital Albert Einstein Email contato: motta@eisntein.br
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    TRABALHO 62 ATIVIDADES DO ENFERMEIRO EM CENTRAL DE QUIMIOTERAPIA: DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTO Souza CA, Perroca MG, Jericó MC. Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) – São Paulo. E-mail para contato: marcia.perroca@gmail.com RESUMO Introdução: O conceito de atividade abrange os comportamentos ou ações específicos realizados por enfermeiros para implementar uma intervenção e que auxiliam pacientes/clientes a obterem o resultado desejado. Justificativa: Estudos para mensuração da quantidade de tempo que o pessoal de enfermagem despende na realização de atividades instrumentalizam os gerentes de enfermagem na identificação das funções cuidativas da equipe e da carga de trabalho, proporcionam visualização dos processos assistenciais e auxiliam na busca de estratégias para melhoria da produtividade e qualidade do cuidado. Objetivos: Identificar e validar as atividades/intervenções desenvolvidas por enfermeiros em uma central de quimioterapia. Método: Foi utilizada a triangulação de dados através da combinação de três fontes de informação: entrevista semi-estruturada, análise de documento e questionário. O cenário do estudo foi uma Central de Quimioterapia de um hospital oncológico do Estado de São Paulo. Participaram do estudo nove enfermeiros assistenciais. O instrumento construído em linguagem padronizada pela Classificação de Intervenção de Enfermagem (NIC) foi, posteriormente, submetido à validação de conteúdo através de reuniões com os participantes. Resultados: O instrumento final encontra-se composto por 35 intervenções e 53 atividades organizadas em cinco domínios (fisiológico básico, fisiológico complexo, comportamental, segurança, e sistema de saúde) e 11 classes. Conclusão: O mapeamento das atividades realizadas pelos enfermeiros de central de quimioterapia durante o processo assistencial constituiu-se em etapa inicial no estudo de gestão do tempo no trabalho e instrumentaliza a determinação da carga de trabalho da equipe e produtividade. Descritores: recursos humanos de enfermagem no hospital; quimioterapia; enfermagem oncológica/recursos humanos; carga de trabalho.
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    TRABALHO 63 TOMADA DE DECISÃO GERENCIAL: DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DA NOVA VERSÃO DE UM INSTRUMENTO PARA CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES Perroca MG. Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) – São Paulo. E-mail para contato: marcia.perroca@gmail.com RESUMO Introdução: Instrumentos de classificação constituem-se em ferramentas gerenciais utilizadas para avaliação das necessidades de cuidado dos pacientes agrupando-os em categorias. Justificativa: A validação de escalas de mensuração vem sendo questionada no cenário da saúde devido à proliferação de instrumentos cujos constructos não são válidos e confiáveis. Dessa forma, no desenvolvimento de instrumentos para classificação de pacientes, o monitoramento da validade e confiabilidade constituem-se elementos essenciais. Objetivos: Reconstruir o instrumento de classificação de pacientes proposto por Perroca e avaliar a confiabilidade (interna e entre avaliadores) e validade (de conteúdo e de constructo) da nova versão. Método: Para validação de conteúdo foi aplicada a Técnica Delphi sendo juízes dez enfermeiros. A amostra foi composta por 194 pacientes (avaliação da validade de constructo) e 60 pacientes (estudo da confiabilidade entre avaliadores) internados em um hospital de ensino no interior do Estado de São Paulo. Para análise foram utilizadas a correlação de Spearman e Alfa de Cronbach (consistência interna), o Kappa ponderado (confiabilidade entre observadores), Análise de Componentes Principais (validade de construto) e regressão logística (capacidade preditiva do instrumento). Resultados: A nova versão passou a ser constituída por nove áreas de cuidados. Houve concordância ≥ 90% em relação à estrutura do instrumento e de 80 a 96% nas áreas de cuidados. Encontrou-se alto nível de concordância entre os avaliadores. A análise mostrou a participação de todas as áreas de cuidados escolhidas para compor o novo instrumento na discriminação das necessidades e categoria de cuidados dos pacientes. Os resultados apontaram, também, alta capacidade preditiva do instrumento (99,4%). Conclusões: Os achados permitiram concluir que o novo instrumento para classificação de pacientes apresenta evidências de confiabilidade e validade podendo ser utilizado para embasar a tomada de decisão gerencial relativa ao planejamento da assistência e mensuração de carga de trabalho da equipe de enfermagem. Descritores: pacientes internados/classificação; carga de trabalho; estudos de validação; avaliação em enfermagem.
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    TRABALHO 64 ENGAJAMENTO E A EQUIPE DE ENFERMAGEM: O PAPEL DO GESTOR. Martins, PASF; Souza, AO de. Hospital Santa Catarina Paula.martins@hsc.org.br RESUMO INTRODUÇÃO: Engajamento vem sendo utilizado com regularidade numa das tentativas de evidenciar o clima das empresas, o empenho e a satisfação de seus empregados. JUSTIFICATIVA: Serviços de saúde já são avaliados por este aspecto como um indicador e, questiona-se se os gestores estão preparados para o melhor uso deste elemento no reconhecimento de suas ações e planejamentos futuros. OBJETIVO: Este estudo tem por objetivo desencadear as discussões em busca da apropriação e melhor uso do termo “engajamento” relacionando-o a alguns comportamentos adotados por gestores de Enfermagem. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo de serviços gerenciais conduzido pela parceria entre as Gerências de RH e Enfermagem numa instituição privada de grande porte na região central da cidade de São Paulo. RESULTADOS: O reconhecimento ocupa um espaço importante de atenção ao gestor de Enfermagem e, devolver considerações observadas e esclarecer acontecimentos encerra o círculo de comportamentos discutidos neste estudo entre: confiança, vínculo, respeito e exemplo, como facilitadores em busca do profissional engajado. CONCLUSÃO: É possível afirmar que, ao despertar gestores cria-se um impacto de suas ações no “engajamento” dos colaboradores e lhes dá uma nova oportunidade no alcance dos objetivos estratégicos e operacionais estabelecidos para o grupo que gerencia. Sugere-se assim, para a melhor prática da gestão em Enfermagem, que outros estudos sejam desencadeados sobre este tema. BIBLIOGRAFIA 1Bichuetti JL. Gestão de pessoas não é com o RH! Harvard Bussiness Review Brasil. Fevereiro, 2011. 2Mishima SM; Fortuna CM; Scochi CGS; Pereira MJB; Lima RAG de; Matumoto S. Maria Cecília Puntel de Almeida: a trajetória de uma protagonista da enfermagem brasileira. Texto contexto – enferm. 2009 Oct/Dec.; 18 (4). 3Minzoni MA. Alguns aspectos da integração docente-assistencial. Rev Esc Enferm USP. 1980 dec.;14(3):213-7. 4Lencioni, P. Os 5 desafios das equipes: uma fábula sobre liderança. Ed. Campus Elsevier, 2003. 5Dal Pai D; Lautert L.Work under urgency and emergency and its relation with the health of nursing professionals. Rev Lat Am Enfermagem. 2008 May-Jun.; 16(3):439-44. Palavras chaves: serviços de enfermagem, administração de recursos humanos em saúde, gestor de saúde, satisfação no emprego
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    TRABALHO 65 UTILIZAÇÃO DO TEMPO POR PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM HORÁRIO EXTRA LABORAL Tada CN, Dellaroza MSG, Haddad MCL, Vannuchi MTO, Mazieiro VG Instituição: Universidade Estadual de Londrina (UEL) E-mail: cristiane_tada@hotmail.com Introdução: O modo de utilização do tempo para realização de atividades ou distribuição de tarefas em um determinado período, envolve características pessoais, comportamentais, bem como valores e princípios que norteiam a vida da pessoa. Justificativa: Este estudo evidenciará um rol de atividades que o profissional de enfermagem realiza em seu momento extra laboral. Esse diagnóstico de atividades é um ponto inicial para mostrar aos profissionais como estão desempenhando o gerenciamento de suas atividades. Objetivos: Identificar como os profissionais da equipe de enfermagem utilizam seu tempo no horário extra laboral. Método: Revisão integrativa cuja pergunta norteadora foi: como os profissionais da equipe de enfermagem utilizam seu tempo no horário extra laboral? Os dados foram coletados no período de agosto à novembro de 2010, nas bases de dados: Scielo, Lilacs, Bdenf e Tesenf. Utilizaram-se as palavras chaves: qualidade de vida, estilo de vida, valor de vida, gerenciamento do tempo, enfermeiros, equipe de enfermagem e atividades de lazer. Os critérios de inclusão foram: artigos publicados nos últimos 10 anos disponíveis em inglês, espanhol e português, cuja população fossem os profissionais de enfermagem. Resultados: Dos 2077 estudos encontrados, somente 13 deles foram selecionados. Os artigos selecionados foram publicados em 08 periódicos diferentes e três teses de mestrado indexados no Bdenf. Dois periódicos se destacaram por apresentar maior número de artigos: Revista Latino Americana, Revista da Escola de Enfermagem da USP . Quanto ao ano de publicação dos artigos, no período pesquisado de 2000 à 2010, o ano de 2010 publicou o maior número de artigos (03 ou 23,07%). A base de dado com o maior número de artigos foi o LILACS com 874 (42,07%) destes, cinco foram incluídos nas análises. A partir da análise de conteúdo dos estudos estabeleceram-se duas categorias temáticas: A influência do trabalho na realização de atividades extra laborais: Estudos demonstram que o trabalho influencia no descuido com a saúde de profissionais de enfermagem. Esse descuido é comprovado pela pouca freqüência ao médico e dentistas por enfermeiros.. Em decorrência do trabalho, há também a redução do tempo para o convívio familiar e social, para as relações interpessoais e a realização de lazer e cultura. Descrição de atividades realizadas em momento extra laboral: Identificou-se nos estudos que os profissionais de enfermagem realizam diversas atividades em momento extra laboral como: os cuidados com sua família e casa, atividades físicas e de lazer. Quanto às atividades físicas encontrou-se que os profissionais a realizam com pouca freqüência. O lazer é composto por atividades como: assistir televisão, ouvir música, realização de leitura geral e científica, repousar, dormir e brincar com filhos. Atividades como viagens, pesca, passeios a piscina e ao clube são esporádicas. Conclusão: De acordo os estudos selecionados, evidencia-se que o trabalho influencia na organização das atividades realizadas em momento extra laboral pelos profissionais de enfermagem. Desta forma, é extremamente necessário que estes profissionais reflitam sobre o seu desempenho como gerenciador de suas atividades pessoais e as repercussões na qualidade de vida. Referências Bibliográficas: SOUZA, A.B.G.; MIYADAHIRA, A.M.K. Formas de lazer utilizadas por enfermeiras. Rev. Esc. Enf. USP, v. 34, n.3, p.294-231, set.2000 ELIAS, M.A.; NAVARRO, V.L. A relação entre o trabalho, a saúde e as condições de vida: negatividade e positividade no trabalho das profissionais de enfermagem de um Hospital Escola. Rev. Latino-am Enfermagem, v.14, n.4: 517-525, julh-ago. 2006 OLER, G.F. et al, Qualidade de vida da equipe de enfermagem do centro cirúrgico. Arq. Ciênc. Saúde , v. 12, n. 2: 102-110, abr-jun. 2005 FERNANDES, S.J. et al. Qualidadede vida dos enfermeiros das equipes de saúde da família: a relação das variáveis sociodemográficas. Texto e Contexto Enfermagem, v.19, n.3: 434-42, Jul-Set. 2010 FOGAÇA, C.M.; CARVALHO, B.W.; MARTINS, N. L.A. Estudo preliminar sobre qualidade de vida de médicos e enfermeiros intensivistas pediátricos e neonatais. Rev. Esc. Enferm. USP, v. 44, n.3:708-12, 2010
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    TRABALHO 66 DIFICULDADES VIVENCIADAS POR ENFERMEIROS NA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO DOENTE MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA Tada CN, Okumura LE, Siqueira Júnior AC Instituição: Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA) E-mail: cristiane_tada@hotmail.com Introdução: A assistência de enfermagem a portadores de doença mental tem sido desafiador e preocupante para enfermeiros atuantes na atenção primária. Com a vinda da reforma psiquiátrica, possibilitou-se a substituição de uma assistência hospitalocêntrica para a rede de serviços extra-hospitalares, o que exigiu maior preparo destes profissionais para a assistência a este tipo de paciente. Justificativa: A partir de vivências no cenário da prática, nos dois primeiros anos do curso de enfermagem, as autoras observaram a alta freqüência de doentes mentais na área de abrangência das Unidades de Saúde da Família (USF) que freqüentavam. No entanto, perceberam que não havia uma atenção específica a este tipo de paciente. Objetivo: Identificar e analisar se nas USF‟s de Marília os enfermeiros apresentam dificuldades em lidar com o doente mental de sua área de abrangência e se existem, como superam essas dificuldades. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de campo com abordagem qualitativa. Os dados foram coletados através de entrevista semi-estruturada, por meio gravações e realizadas com os enfermeiros de cinco USF‟s, cuja forma de seleção dos locais foi aleatória dentre as USF‟s que tem parceria com a Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA). As cinco USF‟s são: Cavalari, Figueirinha, Novo Horizonte, Vila Real e Vila Nova. As entrevistas foram realizadas pelas autoras, no período de setembro a novembro de 2008. Para análise dos dados foi utilizada a análise de conteúdo, seguindo as etapas propostas por Minayo, Deslandes e Gomes (2007). Foram utilizadas as seguintes questões norteadoras: 1) Você tem dificuldades em lidar com o doente mental? Em caso afirmativo, quais recursos utiliza para superá-las? 2) Na sua opinião, qual(is) mudança(s) deve(m) ocorrer para melhorar o atendimento de enfermagem aos pacientes psiquiátricos. Essa pesquisa obteve a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da FAMEMA, em cumprimento da Resolução 196/96. Resultados: Os enfermeiros verbalizaram sentir dificuldades na assistência de enfermagem ao doente mental. Alguns enfermeiros justificaram essa dificuldade, pelo fato do doente mental não ser um tipo de paciente que costuma freqüentar a unidade. Somente um enfermeiro referiu não possuir dificuldade na assistência ao doente mental, pois, sempre vai em busca de conhecimentos por meio de livros e auxílio de profissionais da área. Quanto ao reconhecimento de mudanças que deveriam ocorrer para melhorar a assistência de enfermagem, citaram que deveriam ser realizado melhorias no ensino de enfermagem psiquiátrica no cenário da prática, não somente com foco hospitalar, mas também na atenção primária, maior suporte pelo município de especialistas da área para melhorar o serviço de referência, melhor capacitação dos profissionais de enfermagem na área e no preparo deles para realização de atividades em grupo. Um dos sujeitos estudados, defende que a educação permanente seja a melhor alternativa. Conclusão: Os enfermeiros atuantes no setor primário, em sua maioria, possuem dificuldades na assistência de enfermagem ao portador de doença mental. Diante deste desafio, é necessário que cada enfermeiro atuante na atenção primária, reflita e se conscientize da sua responsabilidade em promover uma assistência digna e com qualidade a esses pacientes. Referências Bibliográficas: MINAYO, M. C. S. (Org.); DESLANDES, S. F.; GOMES, R. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 25. ed. Petrópolis: Vozes, 2007. 108 p.
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    TRABALHO 67 GESTÃO DE RISCO HOSPITALAR: REVISÃO DA LITERATURA Silva FJC P, Santos AC FS, Oliveira JC, Barreto L d‟AS, Rocha TFS Universidade Federal de Sergipe fjanolio@infonet.com.br Uma preocupação recente nas organizações hospitalares e entre os profissionais de saúde é a gestão de risco, a qual é definida como conjunto de condições que reduzem ou eliminam os eventos adversos ao mínimo possível1. A gestão ou gerenciamento de risco tem como fio condutor a qualidade da assistência prestada. Ademais, vale ressaltar que o risco possui ligação direta com a responsabilidade civil e os possíveis danos causados ao paciente/cliente2. O despertar para a qualidade da assistência tem início no século XIX com Florence Nightingale, quando na guerra da Criméia, m 1854, já tinha a preocupação de agrupar os pacientes por tipo de tratamento, contribuindo assim para a melhora dos resultados em saúde. Em virtude da importância do tema para a qualidade do cuidado ao paciente/cliente e, portanto para a enfermagem, objetivou-se realizar uma revisão bibliográfica de artigos publicados sobre gestão de risco no ambiente hospitalar. Estudo de revisão, com levantamento bibliográfico em bases de dados que fazem parte da Biblioteca Virtual de Saúde - BVS. As palavras usadas na busca foram: gestão de risco and hospital. As buscas limitaram-se aos títulos e resumos dos trabalhos, tendo como critério de seleção artigos publicados que abordaram a gestão de risco hospitalar no contexto brasileiro. Após a seleção os estudos foram agrupados por categorias de risco assistencial, ocupacional, estrutural, ambiental e institucional; por tipo de instituição (pública ou privada) e por estado onde foram desenvolvidos. A busca bibliográfica resultou em oito artigos. Destes, foram excluídos dois, um por não ter relação com o objetivo proposto e outro por ter sido realizado na Espanha, totalizando seis estudos. A análise dos trabalhos foi realizada inicialmente através dos títulos, resumos. Após essa etapa procedeu-se a leitura dos artigos selecionados que encontravam-se disponíveis. Os seis artigos foram publicados entre os anos de 2004 e 2010, quatro abordavam mais de uma categoria de risco, sendo o risco ocupacional o de maior foco, dois abordaram vários aspectos do gerenciamento de risco hospitalar, dentre eles risco ocupacional, ambiental e estrutural, apenas um artigo tratava do risco assistencial especificamente. Dos artigos selecionados, três (33%) foram realizados no estado do Rio de Janeiro. Com relação ao tipo de instituição em que os estudos foram desenvolvidos, a maioria foi realizada em hospitais públicos (3,43%). Um estudo comparou aspectos do gerenciamento de risco em dois hospitais, um público e o outro privado. Faz-se necessário o desenvolvimento de mais estudos sobre gestão de risco hospitalar na área assistencial nos diversos tipos de instituições de saúde e regiões do país. 1ABBOUD, C.S.; SILVA, R.R.; FELDMAN, L.B. Implantação do Programa Gestão de Risco: experiência do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo. Revista Nursing, v. 11, n. 129, p. 71-76, 2009. 2 POLIZER R, D‟INNOCENZO M. Satisfação do cliente na avaliação da assistência de enfermagem. Rev Bras Enferm, jul-ago; 59(4): 548-51. 2006
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    TRABALHO 68 PERCEPÇÃO DOS CALOUROS NO INGRESSO Á VIDA UNIVERSITÁRIA Cacciari P, Alves E Universidade Estadual de Londrina Pamella_cacciari@hotmail.com Introdução: O ingresso na universidade implica em varias mudanças na sua rede de apoio, suas amizades, muitas vezes a distancia da família. Ajustar- se à universidade implica, assim, integrar-se socialmente com as pessoas desse novo contexto, participando de atividades sociais¹. O Currículo Integrado implantado pelo curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (UEL) no ano 2000 contempla conhecimentos, habilidades e atitudes. Para enfrentar o desafio de preparar tais profissionais com novas habilidades, incorporando tais saberes, especialmente o saber ser e saber conviver, com valores éticos e humanizados, compromissados com a transformação qualitativa da sociedade. Dessa maneira, o ingressante que está acostumado com os métodos tradicionais de ensino sofre um maior impacto na adaptação a esta nova realidade na vida universitária. Sendo assim a Universidade Possui o projeto Comissão de Apoio Discente Docente (CADD) sendo um dos objetivos trabalhar com as dificuldades que os ingressantes enfrentam na adaptação á universidade, tentando minimizar o impacto dos calouros com a nova realidade. Justificativa: Após perceber que existam estratégias de recepção dos alunos ingressantes, as mesmas são frágeis no diagnóstico das dificuldades dos estudantes e no auxílio para a superação dos novos desafios, os integrantes de Enfermagem da CADD, realizaram uma oficina na qual buscaram captar as percepçoes advindas da inserção dos calouros na universidade. Objetivo: Levantar a percepção dos ingressantes ao adentrar na vida universitária considerando a nova proposta curricular. Material e Método: O estudo foi realizado através da técnica qualitativa de grupo focal. A população de estudo foram alunos ingressantes do curso de enfermagem da Universidade Estadual de londrina, obtendo a participação de 60 alunos. Para a realização deste trabalho, foi elaborado um roteiro com questões, sendo aplicado em uma oficina com os alunos através de cinco grupos focais. Resultados e Discussão: Dos resultados aferidos surgiram as seguintes categorias: 1- Questões de Ordem pratica: “Tive Existe dificuldade em encontrar apartamento no começo” G1. Não saber Desconhecimento de onde buscar serviços como: chaveiro, água, telefone “G3. 2-Questões de ordem afetiva: “Maior dificuldade é a saudade da família” G2. “Não tenho vontade de voltar para minha casa, me adaptei muito bem” G4. 3-Ordem interpessoal: “A Relação da turma, a interação esta sendo muito boa” G4. 4-Ordem profissional “Ainda tenho uma visão preconceituosa em relação ao curso, por ter tentado medicina. Acho que com a prática isso muda” G5. “Enfermagem tem um contato maior com as pessoas precisando ter conhecimento” G1. 5- Questões de processo ensino aprendizagem: “O método ajuda a se expressar, você opina, mostra seus conhecimentos sem briga” G5. “Tive um susto na diferença do método do cursinho e da graduação” G3. Conclusão: De acordo com estes resultados, fica comprovada a preponderância do projeto CADD, orientando a comissão para futuras ações de apoio aos alunos em suas necessidades. A CADD mostra-se importante na disposição para ajudá-los a enfrentar os problemas cotidianos e as dificuldades relacionadas ao curso, disponibilizando alternativas para o estudante, frente às suas necessidades. Palavras-chave: Adaptação, Estudantes de Enfermagem, Universidade Bibliografia 1. Diniz, A. M., & Almeida, L. S. (2006). Adaptação à universidade em estudantes de primeiro ano: Estudo diacrónico da interacção entre o relacionamento com pares, o bem-estar pessoal e o equilíbrio emocional. Análise Psicológica, 1(XXIV), 29-38 2. Soares, A. P., Almeida, L. A., Diniz, A. M., & Guisande, M. A. (2006). Modelo multidimensional de ajustamento de jovens ao contexto universitário (MMAU): Estudo com estudantes de ciências e tecnologias versus ciências sociais e humanas. Análise Psicológica, 1(XXIV), 15-27. 3. Soubhia Z, et al. Repensando a avaliação. In: Dellarosa MSG, Vannuchi, MTO. O currículo integrado do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina: do sonho à realidade. São Paulo: Hucitec; 2005. 4. TEIXEIRA, Marco Antônio Pereira, DIAS, Ana Cristina Garcia, WOTTRICH, Shana Hastenpflug et al. Adaptação à universidade em jovens calouros. Psicol. esc. educ., jun. 2008, vol.12, no.1, p.185-202
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    TRABALHO 69 ELABORAÇÃO DOPLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL POR EQUIPE DE ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL DE GRANDE PORTE Gabriel CS, Rossaneis MA, Jenal S, Évora YD. Instituição: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto /Universidade Estadual de São Paulo, Ribeirão Preto/ São Paulo. E-mail: cgabriel@eerp.usp.br RESUMO O planejamento estratégico situacional é importante instrumento que favorece fazer escolhas e a elaboração de planos que ajudam a enfrentar os processos de mudança. Este método é um permanente exercício de diálogo e de reflexão sobre os problemas que incidem em uma dada realidade, visando prever situações e alternativas, antecipar possibilidades de decisão e preparar estratégias para a obtenção de governabilidade sobre as mesmas (1). Este estudo justifica-se pela necessidade de identificar os problemas da realidade do processo de trabalho da instituição na visão dos próprios autores envolvidos, por meio do planejamento estratégico situacional e assim estabelecer as possíveis resoluções dos problemas levantados visando a melhoria da dinâmica de trabalho. Dessa forma, tem-se por objetivo relatar a experiência da utilização do planejamento estratégico situacional realizado em um hospital filantrópico de grande porte na cidade de Londrina, Estado do Paraná. Participaram desse estudo funcionários da equipe de enfermagem das Unidades de Internação, Unidades de Terapia Intensiva e Pronto Socorro, que foram capacitados para a realização do planejamento estratégico conforme os quatro momentos citados por Matus (2), ou seja, momento explicativo, momento normativo, momento estratégico e momento tático-operacional. Os participantes foram orientados a construírem o planejamento estratégico em conjunto com as suas respectivas equipes e com os profissionais de todos os turnos de trabalho. Os problemas da instituição relatados foram: falta de capacitação dos profissionais, carencia de recursos humanos, estrutura administrativa e organizacional burucratica, estrutura física inadequada, excassez e sucateamento de materiais e equipamentos e dificuldade de relacionamento interpessoal. Para os problemas com governabilidade de resolução, foram estabelecidas estratégias de ação que determinam seus prazos e responsáveis. Após quatro meses da realização do planejamento estratégico percebeu- se um melhora na resolução dos problemas em que os profissionais possuiam governabilidade, proncipalmente na capacitção dos profissionais, por meio de atividades de educação permanente e dificuldade de relacionamento interpessoal, que foi amenizada promovendo maior comunicação e atividades de interação entre os membros das equipes. Além disso. O enfermeiro no seu dia-a-dia se depara com situações que exigem ações planejadas, que facilitam o gerenciamento dos serviços da equipe de enfermagem. O planejamento estratégico é uma ferramenta essencial para que os serviços de saúde avancem na busca de melhorias nas condições de trabalho para os profissionais e, conseqüentemente, na qualidade da assistência de enfermagem. 1. Melleiro MM, Tronchin DMR, Ciampone MHT. O planejamento estratégico situacional no ensino do gerenciamento em enfermagem. Acta Paul Enferm. 2005;18(2):165-71. 2. Matus C. Política, planejamento & governo. Brasília, DF: IPEA; 1996.
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    TRABALHO 70 PRÁTICAS DE SEGURANÇA NA ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIENCIA Gabriel CS, Jenal S, Rossaneis MA, Évora DY;Bernardes A Instituição: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto /Universidade Estadual de São Paulo, Ribeirão Preto/ São Paulo. E-mail: cgabriel@eerp.usp.br RESUMO Atualmente, milhões de pacientes hospitalizados são vítimas de lesões ou morrem em decorrência de atos inseguros. Esses números são ainda mais alarmantes em países em desenvolvimento(1). A segurança do paciente é um problema de saúde pública global, partindo desse princípio, no ano de 2004, a Organização Mundial de Saúde lançou em Washington, a Aliança Mundial para Segurança do Paciente, um programa em parceria com grupos de pacientes e gestores da saúde, cujo objetivo é reduzir eventos adversos aos cuidados à saúde e também as conseqüências sociais advindas do cuidado inseguro(2). A Aliança Mundial para Segurança do Paciente e seus programas sucessores além de sensibilizar para o problema da segurança do paciente, procuram divulgar conhecimentos e desenvolver ferramentas capazes de mudar a realidade do cenário mundial no que diz respeito à realização do cuidado seguro, facilitando a inserção de políticas e práticas voltadas para esse objetivo. Mediante ao exposto, considerou-se relevante descrever a experiência da implantação de um programa com medidas que visam a segurança do paciente em uma instituição de saúde. Dessa forma, este estudo tem como objetivo descrever as ações do Programa de Segurança do Paciente de um Hospital Filantrópico de grande porte. As práticas desenvolvidas neste programa foram baseadas nas metas para atingir a segurança do paciente lançadas pela Organização Mundial da Saúde(3). Para atingir estas metas foram implantadas as seguintes ações: implantação do prontuário eletrônico; identificação correta dos pacientes; passagem de plantão sistematizada e realizado por escrito; controle de antimicrobianos; dispensação de medicação por paciente; distribuição de tabelas de diluição de medicamentos nos setores; adequação da estrutura física nos postos de enfermagem para adequar o armazenamento e as condições para o preparo das medicações; conferencia dos medicamentos durante a passagem de plantão; realização atividades de educação permanente para todos os profissionais de saúde baseadas em protocolos assistenciais; preparo das unidades de internação para evitar quedas (barras de apoio, grades em leitos, campainha.) e aplicação da escala de risco de queda nos pacientes internados; construção de relatórios mensais com os indicadores relacionados a segurança do paciente para elaboração de estratégias de prevenção . Após a implantação das medidas identificou-se uma redução significativa dos indicadores de eventos adversos. Proporcionando maior segurança ao paciente e consequentemente melhoria na qualidade da assistência prestada. 1- World Health Organization (WHO). World Alliance for Patient Safety. Forward Program 2006-2007. Disponível em :http://www.who.int/patientsafety/information_centre/WHO_EIP_HDS_PSP_2006.1.pdf . Acesso em 04/10/2010 2 - World Health Organization (WHO). Nine patient safety solutions, 2007. Disponível em http://www.who.int/mediacentre/news/releases/2007/pr22/en/index.html.Acesso em 30/09/2010. 3 - World Health Organization (WHO). The World alliance for patient safety. 2004. Disponível em: http://www.who.int/patientsafety/en/brochure_final.pdf Acesso em: 02 de outubro 2010
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    TRABALHO 71 Utilização de indicadores de desempenho em serviço de enfermagem de hospital público Gabriel CS , Melo MRAC , Bernardes A , Rocha FLR , Miguelaci T A melhoria contínua da qualidade assistencial deve ser considerada pelos enfermeiros um processo dinâmico e exaustivo de identificação dos fatores intervenientes no processo de trabalho da equipe de enfermagem e requer do profissional enfermeiro a implementação de ações e a elaboração de instrumentos que possibilitem avaliar de maneira sistemática os níveis de qualidade dos cuidados prestados1.O enfermeiro precisa analisar os resultados da assistência prestada para (re) definir estratégias gerenciais. Uma maneira efetiva de avaliação do desempenho e avaliação da gestão de serviços de saúde é a utilização de indicadores que demonstrem sua evolução ao longo do tempo, permitindo a comparação com referenciais internos e externos. O estudo objetiva identificar indicadores de desempenho adotados pelo Serviço de Enfermagem de hospital público e analisar a opinião dos enfermeiros em relação à utilização destes indicadores para avaliar a qualidade da assistência de enfermagem. Trata-se de estudo descritivo, prospectivo, quantitativo, que utilizou dados dos relatórios gerenciais da instituição e aplicou questionário numa amostra de 25 enfermeiros. Verificou-se que a instituição trabalha com três bancos de dados de indicadores, sendo dois gerais e um específico de enfermagem que analisa 11 indicadores. Os indicadores de incidência de úlcera por pressão e incidência de quedas foram os únicos considerados muito pertinentes para qualificar a assistência de enfermagem por 100% dos enfermeiros. Outros indicadores considerados pelos enfermeiros como muito pertinentes ou pertinentes para qualificar a assistência estão intimamente relacionados às tarefas diárias da enfermagem, tais como incidência de flebite, incidência de extubação acidental, não conformidade na administração de medicamentos, acidentes de trabalho ocorridos com a equipe de enfermagem, incidência de extubação acidental, satisfação do paciente com a equipe de enfermagem e taxa de infecção hospitalar. Concluiu-se que a instituição utiliza indicadores para acompanhamento de resultados e há uma valorização da utilização de indicadores de processos pelos enfermeiros para avaliar desempenho da enfermagem, sendo necessário ampliar a análise para indicadores multidisciplinares2. Ainda predomina no grupo o foco na análise de indicadores de processos relacionados à assistência de enfermagem, sendo necessário ampliar a avaliação para outros indicadores relacionados a resultados assistenciais multidisciplinares, o que requer envolvimento de toda a equipe de saúde da instituição e não somente da enfermagem. Ressalta-se a importância de ampliar cada vez mais a cultura da qualidade nos serviços de enfermagem, capacitando enfermeiros para o desenvolvimento e análise de indicadores e possibilitando uma reflexão sobre a assistência de enfermagem de forma dinâmica, objetivando a excelência do cuidado. Indicadores de serviços de saúde; serviço hospitalar de enfermagem;qualidade da assistência a saúde 1.Kurcgant P, Tronchin DMR, MELLEIRO MM. A construção de indicadores de qualidade para a avaliação de recursos humanos nos serviços de enfermagem: pressupostos teóricos. Acta Paul Enferm. 2006; 19(1):88-91. 2.Simões e Silva C, Gabriel CS, Bernardes A, Évora YDM. Opinião do enfermeiro sobre indicadores que avaliam a qualidade na assistência de enfermagem. Rev Gaúcha Enferm. 2009; 30(2):263-71.
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    TRABALHO 72 SENTIMENTOS DESPERTADOS EM ENFERMEIROS DURANTE A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO DOENTE MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA Tada CN, Okumura LE, Siqueira Júnior AC Instituição: Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA) E-mail: cristiane_tada@hotmail.com Introdução: A assistência ao doente mental deve ser desenvolvida utilizando-se o envolvimento empático, de modo que possibilite a compreensão das dificuldades e potencialidades do paciente portador de doença mental. No momento da assistência de enfermagem ao doente mental, o enfermeiro deve tentar compreender o paciente sem julgamentos, para assim, conseguir ajudá-lo. Justificativa: possibilitar o zelo ao cuidador, caso necessite, pois o seu estado psíquico influencia na qualidade da assistência de enfermagem ao doente mental. Objetivo: Identificar os sentimentos despertados em enfermeiros durante a assistência de enfermagem, ao portador de doença mental, na atenção primária. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de campo com abordagem qualitativa. Os dados foram coletados através de entrevista semi-estruturada, por meio gravações e realizadas com os enfermeiros de cinco USF‟s, cuja forma de seleção dos locais foi aleatória dentre as USF‟s que tem parceria com a Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA). As cinco USF‟s são: Cavalari, Figueirinha, Novo Horizonte, Vila Real e Vila Nova. As entrevistas foram realizadas pelas autoras, no período de setembro a novembro de 2008. Para análise dos dados foi utilizada a análise de conteúdo, seguindo as etapas propostas por Minayo, Deslandes e Gomes (2007). Foi utilizada a seguinte questão norteadora: Quais sentimentos são despertados em você, durante o atendimento ao paciente portador de doença mental? Resultados: quando indagados sobre os sentimentos despertados na assistência ao doente mental, a maioria dos enfermeiros responderam ter um sentimento de impotência e somente um respondeu que tinha sentimento de empatia. Além de identificar o sentimento de impotência, os enfermeiros conseguem relacionar esse sentimento aos fatores que contribuem para o surgimento dele, como: falta de estrutura física e de organização do processo de trabalho para atender as necessidades dos portadores de doenças mentais. O enfermeiro que respondeu sentir empatia no momento da assistência de enfermagem ao doente mental, compreende a empatia no sentido de “ter dó” e não no sentido de se colocar no lugar do outro. Conclusão: identificou-se que o sentimento de impotência está predominantemente presente nos discurssos dos enfermeiros e que somente um enfermeiro teve o sentimento de empatia. Frente a esse diagnóstico, os enfermeiros necessitam refletir sobre o assunto e pensar em estratégias para minimizar esse sofrimento. Uma alternativa, seria a valorização do planejamento estratégico como instrumento de trabalho, o qual poderia auxiliá-los na organização e priorização de atividades que promovam o aprendizado significativo na área de saúde mental, pois assim poderiam auxiliar tanto o paciente psiquiátrico bem como cuidar de sua saúde mental. Referências Bibliográficas: STEFANELLI, M. C.; ARANTES, E. C.; FUKUDA, I. M. K. Aceitação, empatia e envolvimento emocional no relacionamento enfermeiro–paciente. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 16, n. 3, p. 245-253, dez. 1982. ZIMERMAN, D. E. A formação psicológica do médico. In: MELLO FILHO, J. (Ed.). Psicossomática hoje. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992. cap. 6, p. 64-69. MINAYO, M. C. S. (Org.); DESLANDES, S. F.; GOMES, R. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 25. ed. Petrópolis: Vozes, 2007. 108 p.
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    TRABALHO 73 AVALIAÇÃO DOCONHECIMENTO DOS ENFERMEIROS SOBRE A FERRAMENTA DA QUALIDADE 5S EM UM HOSPITAL DE GRANDE PORTE DO SUL DE MINAS GERAIS TOSO JR, MODESTI FS, RENNÓ CSN, TORRES AL PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS - CAMPUS POÇOS DE CALDAS jeisatoso@hotmail.com Descritores: Enfermagem Hospitalar. Qualidade. Saúde. Gestão de Qualidade Total. INTRODUÇÃO: Qualidade é considerada um conjunto de propriedades que se adapta a missão de uma organização comprometida em atender as necessidades dos clientes (MEZOMO, 2001). Assim, o Programa 5 Sensos (5S) contribui para uma mudança na cultura organizacional e qualidade dos serviços. Trata-se de um sistema de cinco conceitos: Seiri, senso de utilização/descarte; Seiton, senso de arrumação; Seiso, senso de limpeza; Seiketsu: senso de saúde/higiene e Shitsuke; senso de autodisciplina, que aprimora a aparência do local de trabalho e modifica atitudes e comportamentos (RIBEIRO, 1994). JUSTIFICATIVA: O Programa 5S propõe a criação de um novo modelo de trabalho, promovendo mudança no ambiente laboral e nas atitudes, visando melhoria dos processos internos e aumento da qualidade da assistência. Neste contexto, propôs-se um estudo que contemplasse a análise da atual situação do conhecimento do programa para subsidiar novos investimentos em busca da qualidade da assistência de Enfermagem. OBJETIVO: Verificar o conhecimento dos enfermeiros sobre o Programa 5S. MÉTODO: Estudo exploratório descritivo com abordagem quantitativa, realizado em hospital de grande porte do sul de Minas Gerais (MG), cuja coleta de dados ocorreu no segundo semestre de 2010. Foram incluídos enfermeiros que trabalham na instituição há mais de 12 meses e que aceitaram participar do estudo, após assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Excluíram-se enfermeiros em férias, licença maternidade/doença ou que recusaram participar. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica MG (0209.0.213.000-10). Utilizou-se para coleta dos dados um instrumento do tipo questionário com perguntas fechadas, para identificação do perfil socioeducacional e conhecimento acerca do tema. Para análise dos dados utilizou-se estatística descritiva simples. RESULTADOS: Estudou-se 31 enfermeiros sendo 29 (94%) mulheres e 2 (6%) homens. A idade média foi de 30 anos, variando de 20 a 50 anos. Quanto à especialização, 23 (74%) enfermeiros possuem e 8 (26%) não possuem. Quanto ao conhecimento do Programa 5S, 29 (94%) referem conhecer e 2 (6%) referem não conhecer. Ao relacionar o Programa 5S com outras ferramentas de gestão, 14 (45%) escolheram o tema senso de higiene/ limpeza, demonstrando conhecimento adequado sobre o Programa 5S, enquanto 8 (26%) escolheram ferramentas não relacionadas ao programa. Quanto à afirmação de que o programa promove mudança de cultura na organização, 24 (77%) responderam verdadeiro, 02 (7%) responderam falso e 05 (16%) não responderam. Em relação à utilização do programa durante suas atividades de trabalho, 20 (65%) responderam que usam com baixa freqüência, 08 (26%) responderam diariamente, 02 (6%) responderam não aplicam e 01 (3%) não respondeu. CONCLUSÃO: Verificou-se que a maioria dos enfermeiros relata conhecer o Programa 5S, entretanto, percebe-se que uma parcela dos enfermeiros associa outras ferramentas de gestão ao programa 5S. Assim, sugere- assistência. , BIBLIOGRAFIA MEZOMO, João Catarin. Gestão da qualidade na saúde. São Paulo (SP): Manole, 2001. RIBEIRO, Haroldo. 5S: um roteiro para uma implantação bem sucedida. Salvador-BA: Casa da qualidade, 1994.
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    TRABALHO 74 ORGANIZAÇÃODA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UNIDADES DE INTERNAÇÃO: ESTUDO DA VARIÁVEL IDADE Calil ASG, Perroca MG, Jericó MC. Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) – São Paulo. E-mail para contato: angela@famerp.br RESUMO Introdução: Modificações na estrutura etária da população mundial e seu conseqüente envelhecimento vêm ocasionando grande impacto na demanda de cuidados de enfermagem e de profissionais em saúde. Há uma tendência dos trabalhadores permanecerem por mais tempo no mercado de trabalho devido a questões legais e socioeconômicas. Justificativa: Embora estudos internacionais apontem que a idade média dos enfermeiros tem aumentado, inexiste literatura nacional investigando a organização da equipe de enfermagem sob a ótica da idade. Objetivos: Descrever a composição quantiqualitativa da equipe de enfermagem em unidades de internação hospitalares segundo a variável idade. Método: Estudo descritivo-exploratório retrospectivo realizado em oito unidades de internação (uma clínica médica, uma clínica cirúrgica, duas clínicas médico-cirúrgicas e quatro unidades de terapias intensivas) de um hospital de ensino de capacidade extra no interior do Estado de São Paulo. Teve como sujeitos a totalidade dos funcionários lotados nas unidades investigadas durante o período de 2007 a 2009. Constituíram fontes de informações: registros do Departamento de Pessoal sobre dados demográficos da equipe de enfermagem; escalas mensais de enfermagem e, base de dados do sistema de gestão hospitalar. Resultados: Dos 681 profissionais de enfermagem investigados, 275(40,4%) encontravam-se na faixa etária de 31 a 40 anos e 200 (29,4%) entre 20 e 30 anos. Observou-se que 57 (8,3%) dos trabalhadores tinham idade acima de 50 anos. A idade média dos enfermeiros, técnicos e auxiliares foi, respectivamente, de 35,4(7,4), 39,7(6,8) e 36,8(9,0). Considerando-se as diferentes categorias profissionais, houve predomínio da faixa etária de 20 a 40 anos – 100 (80%) para os enfermeiros e auxiliares de enfermagem - 365 (67,5%) e da faixa de 30 a 50 para os técnicos de enfermagem – 13 (86,6%). Os trabalhadores de enfermagem lotados nas clínicas médico-cirúrgicas apresentaram idade média variando de 36,8 (8,3) a 38,8 (8,2) anos enquanto que os das terapias intensivas variaram de 34,2 (7,8) a 37,7(9,2) anos. Conclusão: Embora a idade média dos enfermeiros em diversos países seja superior a 40 anos, os achados deste estudo evidenciaram uma população em torno de 35 anos. Contudo, consoante com as tendências internacionais, despontam trabalhadores acima de 50 anos, embora, ainda, em pequeno contingente. Descritores: distribuição por idade, equipe de enfermagem/organização & administração, administração de recursos humanos, recursos humanos de enfermagem no hospital.
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    TRABALHO 75 Nome daInstituição Home-care cenehospitallar Email para contato –ed.rocha25@hotmail.com A IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO DOS CUIDADOS DOMICILIARES NA PREVENÇÃO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO. Introdução :- A úlcera por pressão pode ser definida como:- “Uma área localizada de necrose celular que atende a desenvolver-se quando os tecidos moles são comprimidos entre uma proeminência óssea e uma superfície plana por um período prolongado de tempo” (Bergstan ET AL.,1955) Vários fatores podem aumentar o risco para desenvolvimento da ulcera por pressão, entre eles:- tabagismo, imobilidade, pressão prolongada, fricção, idade avançada, desnutrição, incontinência urinária e fecal, entre outros. As úlceras por pressão são classificadas em estágio: I, II, III, IV. Estágio I:- Quando a pele está intacta, mas observa-se vermelhidão e inicio da ulceração da pele . Estágio II:- A pele já está perdendo sua espessura, manifestando abrasão, bolha ou lesão superficial Estágio III:- Já consiste na lesão envolvendo epiderme, derme ou até mesmo tecido subcutâneo. Estágio IV:- Há lesões com comprometimento de tecido muscular, ósseo, estrutura de suporte (tendões e cápsula articular). Objetivo:- orientar, treinar e educar o cuidador á identificar sinais e sintomas que levam a desenvolver úlcera por pressão. Método:- Trata-se de um relato de experiência realizado entre os anos de 2008 á 2010, em uma empresa privada de assistência domiciliar de São Jose do Rio Preto (Cene Home Care), onde foram analisado 20 casos onde os mesmos não evoluirão com up. Resultados:- Com a implantação e implementação de medidas educativas podemos evidenciar o envolvimento do cuidador no processo de identificação de up e tomada de medidas precoces no processo de prevenção onde nos possibilitou o controle e redução de ocorrências,proporcionando melhor qualidade de vida aos pacientes e cuidadores. Conclusão:- Concluímos que o cuidador é a principal ferramenta aplicada no no contexto domiciliar para prevenir UP, desde que o processo de orientação e treinamento seja eficaz , proporcionando resultados satisfatórios. Bibliografia Feridas – tratamento e cicatrização Prem P. Gogia – Ed. Revinter 2003 Feridas – fundamentos e atualizações em enfermagem Silva R. C. Lyra, Figueiredo N. M. Almeida, Meireles I. Barbosa - Ed. Yendis 2007 Autores Rocha FE, Oliveira AJ ,Silva AH, Kaiser NS,Menis M,Oliveira FA Autores Rocha FE, Oliveira AJ ,Silva AH, Kaiser NS,Menis M,Oliveira FA
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    TRABALHO 76 ARTICULAÇÕES EM SAÚDE MEDIADAS PELA PUC: ENGENDRANDO CAPS´s E ESF´S PARA FORTALECIMENTO DOS SERVIÇOS EM REDE NO SUS Fernandes MJ, Miranda JR, Rocha HA. Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – Unidade Arcos. Contato: joiceluz1@hotmail.com Equipes interdisciplinares têm potencializado a eficácia não somente de ações curativas, mas também na promoção da saúde. Apoiados pelos princípios norteadores do SUS, universalidade, integralidade e equidade (BRASIL, 1990), os serviços de saúde têm como meta o trabalho articulado em redes de atenção, pelas quais os profissionais se co- responsabilizam pela condução do tratamento dos pacientes, juntamente com as suas famílias e a comunidade onde estão inseridos. No atual cenário brasileiro, algumas adversidades ainda dificultam o engendramento entre unidades assistenciais, sendo esse um agravante para a efetivação de políticas públicas relevantes como as propostas pelo SUS. Esta pesquisa-ação busca identificar como os dois serviços de saúde – ESF e CAPS – têm articulado as suas práticas e conhecimentos, investigando o nível de interação entre as equipes, a percepção que uma equipe tem acerca da importância do trabalho da outra, as possibilidades e as dificuldades apresentadas para a articulação e interação. Busca-se evidenciar o papel fundamental da Enfermagem enquanto gestora, a fim de que haja melhoria nos processos assistenciais, de forma articulada entre os serviços de saúde aqui descritos. O público alvo corresponde a todas as 9 ESFs e 1 CAPs totalizando 96 profissionais da saúde pública da cidade de Arcos. Na fase diagnóstica da pesquisa, estão sendo utilizadas entrevistas semi-estruturadas e questionários, que serão submetidos à análises quali-quantitativas. Em seguida, serão desenvolvidos encontros, nos quais serão trabalhados temas identificados como necessários a partir do diagnóstico. Também acontecerão encontros entre todas as equipes do município, para integração, troca de conhecimentos e experiências entre as equipes. No final de 2011, serão convidadas as equipes dos municípios vizinhos para participarem do Seminário. Esta pesquisa-ação é subsidiada pela PROEX/ PUC MG e se enquadrada nos projetos de extensão. Foi aprovado em 2011, tendo início em março deste mesmo ano. A Secretaria Municipal de Saúde, as enfermeiras e equipes das ESFs e a Psicológa e equipe do CAPs já foram apresentadas ao projeto e estão empolgadas com o mesmo, uma vez que elas reconhecem a importância dessa articulação, ficando assim mais fácil gerir os serviços. A atuação foi dividida entre diagnóstico e ação. Pretende-se, portanto, apresentar dados parciais da pesquisa e iniciais observações e impactos das ações propostas nessa primeira etapa do projeto. Este estudo foi embasado nas legislações do SUS e busca evidenciar a importância dos serviços em rede, evidenciando o papel da enfermagem na efetivação dos mesmos. Palavras-Chave: articulação, serviços de saúde, conscientização. Referências BRASIL. Lei Orgânica da Saúde 8.080, de 19 de setembro de 1990. Diário Oficial da União. Brasília, 20 setembro 1990. BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde Mental no SUS: acesso ao tratamento e mudança do modelo de atenção. Relatório de Gestão 2003-2006. Secretaria de Atenção à Saúde/DAPE. Coordenação Geral de Saúde Mental. Brasília: janeiro de 2007, 85 p. Disponível em <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relatorio_gestao_saude_mental_2003-2006.pdf>. Acesso em: 10 out. 2010 Autores Rocha FE, Oliveira AJ ,Silva AH, Kaiser NS,Menis M,Oliveira FA
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    TRABALHO 77 SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM COM FOCO NA ATENÇÃO BÁSICA Nativo RO, Santos FN, Oliveira CC, Arruda SS, Gomide MR. Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Contato: renasnativo@yahoo.com.br A política nacional de atenção básica, na Portaria 648 de 2006, vem reforçar a Estratégia Saúde da Família (ESF) como um modelo de reorientação à prática assistencial, em direção a uma assistência a saúde centrada na família, entendida e percebida a partir de seu ambiente físico e social. O enfermeiro é responsável por coordenar e gerir as atividades de sua equipe, organizando o ambiente e liderando os profissionais nele inseridos. Para sistematizar a assistência prestada à população e otimizar as relações humanas, o profissional enfermeiro tem utilizado de uma ferramenta denominada Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Sua política é estabelecida pela Resolução COFEN Nº. 358, de 15 de outubro de 2009 que exige no artigo 1° a realização do Processo de Enfermagem, de modo deliberado e sistemático, em todos os ambientes, públicos ou privados, onde ocorra o cuidado profissional de Enfermagem. Na atenção básica, a visita domiciliar do enfermeiro pode identificar necessidades de saúde e traçar planos de assistência para a melhoria da qualidade das famílias cadastradas em seu território, utilizando para isso a SAE. Este estudo teve por objetivos analisar os diagnósticos e prescrições de enfermagem, às famílias de uma ESF realizados por acadêmicos de enfermagem da PUC – Minas, campus Arcos, e classificar os diagnósticos de enfermagem segundo os domínios da taxonomia NANDA 2009-2011. Tratou-se de um estudo descritivo, prospectivo, com abordagem quanti-qualitativa, a partir de evoluções de enfermagem em prontuários a partir de visitas domiciliares, realizadas por acadêmicos de enfermagem durante o Estágio Supervisionado I, em Atenção Básica, em um bairro com ESF, no município de Arcos, no período de Fevereiro a Abril de 2011. A taxonomia do NANDA foi utilizada na montagem de diagnósticos onde os mesmos foram classificados de acordo com os domínios. Ao serem analisados 239 diagnósticos de enfermagem, os mesmos foram agrupados em 13 domínios. Resultados: Pôde-se observar que as prescrições de enfermagem estão mais voltadas para a educação em saúde, com orientações de higiene, alimentação, apoio emocional e social, ensinando a população a buscar qualidade de vida e prevenção de doenças, de acordo com as teorias de Wanda Horta e Orem. Conclui-se que os problemas encontrados, vão de encontro a uma manutenção do lar prejudicada, o que faz com que enfermeiros tenham certas dificuldades, mas que promovam um cuidado coordenado e menos fragmentado, com enfoque não apenas na esfera biológica, mas também nas dimensões social, psíquica e espiritual, aumentando a possibilidade de melhora na qualidade da assistência. Palavras-chave: Sistematização da Assistência de Enfermagem. Estratégia Saúde da Família. Atenção Básica. REFERÊNCIAS: GARCEZ, Regina Machado. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2009-2011 /NANDA Internacional. Porto Alegre: Artmed, 2011. 456p. TANNURE, Meire Chucre; PINHEIRO, Ana Maria. SAE: Sistematização da Assistência de Enfermagem: Guia Prático. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2010. 2ed. Autores Rocha FE, Oliveira AJ ,Silva AH, Kaiser NS,Menis M,Oliveira FA
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    TRABALHO 78 ARTICULAÇÕES EMSAÚDE MEDIADAS PELA PUC: ENGENDRANDO CAPS´s E ESF´S PARA FORTALECIMENTO DOS SERVIÇOS EM REDE NO SUS Fernandes MJ, Miranda JR, Rocha HA. Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – Unidade Arcos. Contato: joiceluz1@hotmail.com Equipes interdisciplinares têm potencializado a eficácia não somente de ações curativas, mas também na promoção da saúde. Apoiados pelos princípios norteadores do SUS, universalidade, integralidade e equidade (BRASIL, 1990), os serviços de saúde têm como meta o trabalho articulado em redes de atenção, pelas quais os profissionais se co- responsabilizam pela condução do tratamento dos pacientes, juntamente com as suas famílias e a comunidade onde estão inseridos. No atual cenário brasileiro, algumas adversidades ainda dificultam o engendramento entre unidades assistenciais, sendo esse um agravante para a efetivação de políticas públicas relevantes como as propostas pelo SUS. Esta pesquisa-ação busca identificar como os dois serviços de saúde – ESF e CAPS – têm articulado as suas práticas e conhecimentos, investigando o nível de interação entre as equipes, a percepção que uma equipe tem acerca da importância do trabalho da outra, as possibilidades e as dificuldades apresentadas para a articulação e interação. Busca-se evidenciar o papel fundamental da Enfermagem enquanto gestora, a fim de que haja melhoria nos processos assistenciais, de forma articulada entre os serviços de saúde aqui descritos. O público alvo corresponde a todas as 9 ESFs e 1 CAPs totalizando 96 profissionais da saúde pública da cidade de Arcos. Na fase diagnóstica da pesquisa, estão sendo utilizadas entrevistas semi-estruturadas e questionários, que serão submetidos à análises quali-quantitativas. Em seguida, serão desenvolvidos encontros, nos quais serão trabalhados temas identificados como necessários a partir do diagnóstico. Também acontecerão encontros entre todas as equipes do município, para integração, troca de conhecimentos e experiências entre as equipes. No final de 2011, serão convidadas as equipes dos municípios vizinhos para participarem do Seminário. Esta pesquisa-ação é subsidiada pela PROEX/ PUC MG e se enquadrada nos projetos de extensão. Foi aprovado em 2011, tendo início em março deste mesmo ano. A Secretaria Municipal de Saúde, as enfermeiras e equipes das ESFs e a Psicológa e equipe do CAPs já foram apresentadas ao projeto e estão empolgadas com o mesmo, uma vez que elas reconhecem a importância dessa articulação, ficando assim mais fácil gerir os serviços. A atuação foi dividida entre diagnóstico e ação. Pretende-se, portanto, apresentar dados parciais da pesquisa e iniciais observações e impactos das ações propostas nessa primeira etapa do projeto. Este estudo foi embasado nas legislações do SUS e busca evidenciar a importância dos serviços em rede, evidenciando o papel da enfermagem na efetivação dos mesmos. Palavras-Chave: articulação, serviços de saúde, conscientização. Referências BRASIL. Lei Orgânica da Saúde 8.080, de 19 de setembro de 1990. Diário Oficial da União. Brasília, 20 setembro 1990. BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde Mental no SUS: acesso ao tratamento e mudança do modelo de atenção. Relatório de Gestão 2003-2006. Secretaria de Atenção à Saúde/DAPE. Coordenação Geral de Saúde Mental. Brasília: janeiro de 2007, 85 p. Disponível em <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relatorio_gestao_saude_mental_2003-2006.pdf>. Acesso em: 10 out. 2010
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    TRABALHO 79 Nome daInstituição Associação Portuguesa de Beneficência de São José do Rio Preto-SP. e-mail para contato aderfranco@ig.com.br IMPLANTAÇÃO DE PROTOCOLO DE PREVENÇÃO DE ÚLCERA POR PRESSÃO EM UNIDADE DE INTERNAÇÃO Introdução: As úlceras de pressão são definidas como áreas localizadas de necrose tecidual que tendem a se desenvolver quando tecidos moles são comprimidos entre uma proeminência óssea e uma superfície externa por um período prolongado. A prevalência das úlceras de pressão varia de 3% (três por cento) a 14% (catorze por cento) em ambientes de cuidados de urgência, 15% (quinze por cento) a 25% (vinte e cinco por cento) em ambientes de cuidados ao longo prazo e 7% (sete por cento) a 12% (doze por cento) em cuidados domiciliares. A úlcera por pressão causa dor, sofrimento e incapacidade com sérias conseqüências sociais e econômicas e pode resultar em morte devido septicemia. Justificativa : Necessidade de criar um instrumento que possibilita ao enfermeiro mensurar o índice de pacientes com risco de desenvolver úlcera por pressão, as causas e implementar medidas preventivas eficazes. Objetivo: Identificar pacientes com riscos de desenvolver úlceras, otimizar as medidas preventivas padronizadas, melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações,dentro de uma abordagem multidisciplinar. Metodologia: Com a implantação do protocolo foram instituídas as ferramentas, como escala de avaliação de risco para úlcera por pressão (Escala de Braden), escala de mudanças de decúbito com horários e escala de medidas alternativas e intervencionistas de acordo com o grau de risco apresentado, treinamento dos profissionais da enfermagem e interação de equipe multiprofissional. Resultados : Com as ações implementadas há um ano e a instituição de protocolo, possibilitou o controle e diminuição de ocorrências, maior comprometimento dos profissionais, elevação do espírito de equipe, otimização da assistência multiprofissional e melhor qualidade de vida dos pacientes. Conclusão: Concluímos que o protocolo de prevenção da úlcera por pressão,é uma importante ferramenta norteadora das ações e indispensável na avaliação dos resultados e na qualidade da assistência prestada. Bibliografia Feridas – tratamento e cicatrização Prem P. Gogia – Ed. Revinter 2003 Feridas – fundamentos e atualizações em enfermagem Silva R. C. Lyra, Figueiredo N. M. Almeida, Meireles I. Barbosa - Ed. Yendis 2007 Autores Oliveira F. A., Nogueira B. S. D., Rocha F. E., Fernandes A. F. M.
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    TRABALHO 80 REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE, SOB A PERSPECTIVA DOS GESTORES MUNICIPAIS DE SAÚDE Nativo RO, Miranda PSC, Silva MR, Torres LR, Goulart LM. Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Contato: renasnativo@yahoo.com.br Considerando que os governos municipais entendam a importância da busca da qualidade da assistência à saúde, esse estudo teve como objetivo, identificar as representações sociais dos gestores municipais de saúde da microrregião de Formiga-MG sobre a qualidade da assistência à saúde em nível local. A base conceitual do estudo é a Teoria das Representações Sociais. O estudo foi realizado no ano de 2008, sendo a pesquisa utilizada exploratória com abordagem qualitativa e como instrumento de coleta de dados um roteiro de entrevista semi-estruturada com perguntas objetivas e subjetivas. A amostra foi composta de 05 (cinco) Gestores Municipais de Saúde da microrregião de Formiga-MG. Para a análise dos dados, optou-se pela análise de contéudo proposta por Bardin, onde foi delimitado a análise temática. Os resultados apresentaram uma população jovem assumindo o poder, uma visão do que seja qualidade da assistência e ao mesmo tempo de gestão dos serviços de saúde muito distanciada do que é preconizado para uma pessoa que ocupe esse cargo. As políticas públicas de saúde precisam ser do domínio dos gestores que administram uma secretaria municipal de saúde, o que nos leva a repensar forma de contratação, formação e reorganização das competências essenciais para o gerenciamento dos serviços municipais de saúde. Palavras-chave: Qualidade da assistência à saúde. Gestão dos serviços em saúde. Representações Sociais. REFERÊNCIAS ANDRÉ, A.M. Competências para a gestão de unidades básicas de saúde: percepção do gestor. [dissertação]. São Paulo (SP): Escola de Enfermagem/USP, 2006. BARDIN, I. Análise de Conteúdo. Lisboa: Editorial Presença, 1997. RESTREPO, H. E. Agenda para la acción en Promoción de la Salud. In: H. E. RESTREPO & H. MÁLAGA (Orgs.). Promoción de la salud: cómo contruir vida saludable. Bogotá: Editoria Médica Panamericana, p. 34-55, 2001. VANDERLEI, M.I.G. O gerenciamento na estratégia da saúde da Família: o processo de trabalho dos gestores e dos gerentes municipais de saúde em municípios do estado do Maranhão. [tese]. Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP, 2005.
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    TRABALHO 81 Nome daInstituição Associação Portuguesa de Beneficência de São José do Rio Preto-SP. e-mail para contato aderfranco@ig.com.br IMPLANTAÇÃO DE PROTOCOLO DE PREVENÇÃO DE ÚLCERA POR PRESSÃO EM UNIDADE DE INTERNAÇÃO Introdução : As úlceras de pressão são definidas como áreas localizadas de necrose tecidual que tendem a se desenvolver quando tecidos moles são comprimidos entre uma proeminência óssea e uma superfície externa por um período prolongado. A prevalência das úlceras de pressão varia de 3% (três por cento) a 14% (catorze por cento) em ambientes de cuidados de urgência, 15% (quinze por cento) a 25% (vinte e cinco por cento) em ambientes de cuidados ao longo prazo e 7% (sete por cento) a 12% (doze por cento) em cuidados domiciliares. A úlcera por pressão causa dor, sofrimento e incapacidade com sérias conseqüências sociais e econômicas e pode resultar em morte devido septicemia. Justificativa : Necessidade de criar um instrumento que possibilita ao enfermeiro mensurar o índice de pacientes com risco de desenvolver úlcera por pressão, as causas e implementar medidas preventivas eficazes. Objetivo: Identificar pacientes com riscos de desenvolver úlceras, otimizar as medidas preventivas padronizadas, melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações,dentro de uma abordagem multidisciplinar. Metodologia: Com a implantação do protocolo foram instituídas as ferramentas, como escala de avaliação de risco para úlcera por pressão (Escala de Braden), escala de mudanças de decúbito com horários e escala de medidas alternativas e intervencionistas de acordo com o grau de risco apresentado, treinamento dos profissionais da enfermagem e interação de equipe multiprofissional. Resultados: Com as ações implementadas há um ano e a instituição de protocolo, possibilitou o controle e diminuição de ocorrências, maior comprometimento dos profissionais, elevação do espírito de equipe, otimização da assistência multiprofissional e melhor qualidade de vida dos pacientes. Conclusão: Concluímos que o protocolo de prevenção da úlcera por pressão,é uma importante ferramenta norteadora das ações e indispensável na avaliação dos resultados e na qualidade da assistência prestada. Bibliografia Feridas – tratamento e cicatrização Prem P. Gogia – Ed. Revinter 2003 Feridas – fundamentos e atualizações em enfermagem Silva R. C. Lyra, Figueiredo N. M. Almeida, Meireles I. Barbosa - Ed. Yendis 2007 Autores Oliveira F. A., Nogueira B. S. D., Rocha F. E., Fernandes A. F. M.
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    TRABALHO 82 DESOSPITALIZAÇÃO: COMO COOPERAR FRENTE À PACIENTES DE LONGA PERMANÊNCIA? Santo, D.E * Gomes, L.* Motta, M.B.G** Laselva, C.R*** Laube, G.**** Hospital Israelita Albert Einstein Introdução: Atualmente a desospitalização é uma tendência no segmento da saúde no país, principalmente em instituições hospitalares privadas, devido ao alto custo da internação para operadoras de saúde e pela perda de oportunidade pelas instituições de saúde com altas taxa de ocupação de pacientes clínicos. Justificativa: Refletir e intervir com ações que favoreçam o giro de leito e diminuição do tempo de permanência, colabora a favor dessa tendência. Objetivo: Relatar experiência de gerenciamento dos pacientes com internação prolongada. Método: Relato de experiência, em hospital privado de São Paulo, no período de junho a dezembro de 2010. A metodologia de intervenção ocorreu em fases: a) criação de unidade para pacientes de longa permanência (internação superior trinta dias); b) composição e preparação da equipe multiprofissional, focada no planejamento de alta hospitalar; c) estabelecimento e execução de ações educativas à pacientes, familiares e cuidadores, centrada na desospitalização; d) implementação de reuniões multidisciplinares semanais, visando uniformizar o cuidado assistencial. Resultados: Após a abertura da unidade diferenciada, nos seis primeiros meses, do total de 16 pacientes de longa permanência obtivemos um resultado de 6 % de sucesso de desospitalização. Conclusão: O processo de desospitalização dos pacientes de longa permanência, não é tarefa fácil, por afetar diretamente o cotidiano do paciente e família, bem como, o contexto de vida social e econômica. Interfaces são necessárias, nesse estudo, a anuência médica com a desospitalização, a gerencia comercial e o setor de Home Care foram parceiras fundamentais para a efetividade deste processo. Mesmo diante dificuldades, acreditamos que a saída do paciente do contexto hospitalar é benéfica na promoção da saúde, por proporcionar qualidade de vida, menor índice de infecções e retorno ao convívio familiar. Bibliografia: CARNEIRO, N.G. ; ROCHA, L.C. O Processo de Desospitalização de Pacientes Asilares de uma Instituição Psiquiátrica da Cidade de Curitiba Psicologia Ciência e Profissão, 2004, 24 (3), 66-75 Marin MJS, Angerami ELS. Caracterização de um grupo de idosas hospitalizadas e seus cuidadores visando o cuidado pós alta hospitalar. Rev Esc Enferm USP 2002; 36(1):33-41. MATOS, E.; PIRES, D.E.P. Práticas de Cuidado na Perspectiva Interdisciplinar: Um Caminho Promissor Texto Contexto Enfermagem, Florianópolis, 2009 Abr-Jun; 18(2): 338-46. PEREIRA, M.J.S.B.; FILGUEIRAS, M.S.T. A Dependência no Processo de Envelhecimento uma Revisão sobre Cuidadores Informais de Idosos Rev. APS, v. 12, n. 1, p. 72-82, jan./mar. 2009 VERAS, Renato. Em busca de uma assistência adequada à saúde do idoso: revisão da literatura e aplicação de um instrumento de detecção precoce e de previsibilidade de agravos. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 19, n. 3, June 2003 *Enfermeiro Sênior Unidade Pacientes de Longa Permanência Clínica Médico Cirúrgica Hospital Albert Einstein ** Coordenador de Enfermagem Unidade Pacientes de Longa Permanência Clínica Médico Cirúrgica Hospital Albert Einstein ***Gerente de Clínica Médico Cirúrgica Hospital Albert Einstein **** Enfermeira Gerenciadora Pacientes Crônicos- Longa Permanência/Home care HIAE Email contato: motta@eisntein.br
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    TRABALHO 83 UM ESTUDO DOS PROCESSOS DE DESINFECÇÃO E ESTERELIZAÇÃO DOS ARTIGOS UTILIZADOS NAS ESFs DE ARCOS, MINAS GERAIS. Miranda JR, Nativo RO, Ribeiro GA, Ferreira MF, Silva NCP. Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Contato: joiceluz1@hotmail.com Os artigos críticos oferecem alto risco de infecção, caracterizados pela contaminação com microorganismos e/ou esporos bacterianos. A equipe de Enfermagem deve ser capacitada e estar atenta para esse processo a fim de minimizar os danos que podem ser causados pelos mesmos. Esta pesquisa visa contribuir e melhorar os processos de trabalho dos profissionais de saúde e minimizar os riscos de contaminação através do contato com os artigos infectados. Foi realizada uma revisão bibliográfica para compreender os processos de limpeza e descontaminação dos artigos e a partir deste estudo, partiu-se para estudo observacional nas ESFs de Arcos, Minas Gerais. Constatou que o método de limpeza utilizado pelas unidades não é feito como preconizado. Os materiais são imersos em hipoclorito com detergente comum ao invés da utilização prévia do detergente enzimático que deveria ser utilizado, mas que, não é fornecido pelo município. Verificou-se que os artigos não só podem continuar contaminados, como os profissionais da equipe de enfermagem que realizam os procedimentos de limpeza está exposta a mesma. Além disso, notou-se que a imersão dos artigos no hipoclorito por tempo estendido, acabam danificando o material, aparecendo, por exemplo, ferrugem e enrijecendo as partes de articulação. Pensando em melhorias na rotina de trabalho da equipe de enfermagem este estudo continua sendo realizado a fim de levantar dados que contribuam com o problema apontado. A relação custo/benefício de se utilizar o detergente enzimático está sendo estudado, já que os danos freqüentes aos materiais acabam exigindo a compra freqüente de mais artigos. Busca-se também encontrar métodos alternativos para apresentar as equipes de enfermagem das ESFs, a fim de capacitá-las quanto ao método correto a ser adotado nas unidades e alertá-las quanto aos ricos de manuseio. Após a conclusão tem-se o intuito de divulgar os dados supracitados e apresenta-los à Secretaria Municipal de Saúde de Arcos, a fim de que a mesma esteja ciente dos problemas relacionados e dos benefícios de se realizar as práticas corretas com os materiais necessários. Nas ESFs, o enfermeiro além de gerenciar a unidade, deve estar atento aos processos de trabalho, contudo, pela falta de recursos matérias e/ou pela própria rotina, pequenas falhas no procedimento técnico diário passam despercebidas. Para reverter ou no mínimo amenizar os números apontados pela ANVISA, deve-se refletir esta e outras questões. Conclui-se que, essa percepção deve partir do enfermeiro, uma vez que ele é capacitado e conhecedor desses processos, sendo ele responsável por sua própria saúde e pela saúde de sua equipe, portanto, os processos de reciclagem e capacitação devem ser adaptados a rotina de unidade. Palavras- chave: contaminação, riscos, processos de limpeza. REFERÊNCIAS NR 32 Norma Regulamentadora – Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. RDC nº 50 de 21/02/02 – ANVISA Dispõe sobre regulamento técnico, planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde.
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    TRABALHO 84 A DINÂMICADO TRABALHO EM UM PRONTO-SOCORRO: PROPOSTA DE DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÃO Silva Jr MC, Tenani MNF, Sardinha DSS Hospital Dr Anisio Figueiredo / Universidade Estadual de Londrina Email: mari.tenani@sercomtel.com.br Introdução: a estrutura dinâmica de um hospital compreende o modo de funcionamento e organização do trabalho e as relações estabelecidas entre seus atores(1). Os serviços prestado em pronto socorro possuem como características inerentes o número excessivo de pacientes, a instabilidade, pacientes críticos ao lado de pacientes estáveis, a escassez de recursos, a sobrecarga da equipe de enfermagem, o predomínio de jovens profissionais, a fadiga, o relacionamento interpessoal, a descontinuidade do cuidado, supervisão inadequada, a dificuldade de determinação de rotinas e a falta de valorização dos profissionais envolvidos(2). Justificativa: a ampliação na estrutura física e transformações na capacidade de atendimento e quantidade de trabalhadores de um hospital público de média complexidade se deu de maneira repentina. Isso teve impacto direto na estrutura dinâmica. Com uma boa estrutura física para seu funcionamento, podemos dizer que, no que concerne à dinâmica e organização do trabalho, o hospital ainda se encontra em fase de transição e adaptação, assim problemas na organização do trabalho transparecem. Considerando que o pronto-socorro configura-se como um setor dinâmico e crítico em relação à organização do trabalho, buscou-se dar suporte para este processo de mudança na organização, propondo um recorte situacional. Este se justificou pela urgência em solucionar problemas do setor, demanda apresentada pela Coordenação de Enfermagem e coordenada pelo Serviço de Psicologia Organizacional e do Trabalho. Objetivo: traçar um diagnóstico organizacional do setor como instrumento gerencial da enfermagem. . Métodos: o estudo foi realizado no segundo semestre de 2010 em um hospital público de média complexidade situado na região norte do Estado do Paraná. A proposta de diagnostico organizacional foi traçada diante dos seguintes aspectos: visão do trabalhador sobre o seu próprio trabalho; relação do trabalhador com os demais membros de seu grupo de trabalho; relação do trabalhador com os demais membros/setores/serviços da organização; relação do trabalhador com suas chefias; propostas de melhorias para os problemas identificados. Para tanto, foram realizadas entrevistas individuais semi-estruturadas com os enfermeiros do pronto-socorro do período diurno. O psicólogo organizacional realizou análise das informações obtidas, com foco na visão dos enfermeiros. Resultados: foram identificadas as falas em comum e agrupadas em categorias. Os principais problemas identificados pelos enfermeiros do setor foram: problemas de relacionamento com a equipe médica (falta de clareza acerca das responsabilidades, escalas e horários dos médicos), dificuldades em relação à classificação de risco, dificuldades de diálogo com os supervisores e chefia, necessidade de capacitações para o aprimoramento profissional e dificuldades em relação ao estabelecimento de uma rotina e um fluxo do setor. Essa análise foi transmitida aos enfermeiros em reunião coletiva, para discussão dos problemas vivenciados e possíveis soluções, bem como apresentada à direção do hospital, coordenação de enfermagem, assessoria administrativa e seção de educação e pesquisa em enfermagem para a resolução dos problemas encontrados. Conclusão: estratégias gerenciais de enfermagem, por meio de trabalhos multidisciplinar, forneceram aos serviços envolvidos subsídios para fundamentar ações necessárias ao hospital, muitas vezes não-manifestas ou que não foram alvos de intervenção por parte da organização. Bibliografia: 1Angerami-Camon VA. Elementos Institucionais básicos para a implantação do serviço de psicologia. In: A psicologia no hospital. São Paulo: Traço, 1988. 2Galloti RMD. Eventos adversos e óbitos hospitalares em serviço de emergência clínicas de um hospital universitário terciário: um olhar para a qualidade da atenção. [dissertação de Mestrado]. São Paulo: Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo; 2003. 148 f.
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    TRABALHO 85 Análise dos custos das internações de diabéticos submetidos à amputação de membros inferiores em hospital público Garcia SD, Rossaneis MA, Haddad MCL, Vanucchi MTO, Gabriel CS. Universidade Estadual de Londrina sidomingues@yahoo.com.br RESUMO Introdução: O Diabetes Mellitus (DM) é um problema de importância crescente em saúde pública. Sua incidência e prevalência estão aumentando, alcançando proporções epidêmicas(1). O diabético apresenta maior propensão a desenvolver úlceras nas extremidades, especialmente nos pés. A presença de neuropatia diabética predispõe a lesões que terão cicatrização mais lenta em decorrência tanto das alterações na vascularização periférica quanto das alterações metabólicas, ambas decorrentes do DM(2).A demora no inicio do tratamento adequado de pé diabético aumenta a ocorrência de complicações e a necessidade de amputações(3). Justificativa: Mediante aos danos a saúde e a qualidade de vida dos indivíduos submetidos à amputação decorrente do DM e ao impacto socioeconômico aos pacientes e a sociedade, considerou-se relevante avaliar a relação entre amputações de membros inferiores e outras variáveis clínicas de interesse no contexto da atenção ao diabético, como dados socioeconômicos, tempo de diagnóstico da doença e comorbidades associadas e buscou-se relacionar os custos referentes às hospitalizações destes pacientes a fim de compará-los com o desembolso do Sistema Único de Saúde (SUS) para analisar as condições de assistência aos portadores de diabetes no SUS. Objetivo: Este estudo tem como objetivo analisar os custos referentes às internações de diabéticos submetidos à amputação de membros inferiores em um hospital universitário público, comparando-os com o faturamento repassado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a esta instituição. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva de análise documental que verificou o custo apurado no ano de 2008, decorrente da internação de 21 pacientes diabéticos submetidos à amputação de membros inferiores. Para obtenção dos dados socioeconômicos e dados clínicos, foram analisados os prontuários destes pacientes utilizando-se de um formulário tipo checklist. Resultados: Dentre os pacientes estudados, 57,14% eram do sexo feminino e 42,86% do masculino, com idades entre 40 a 90 anos. O tempo de diagnóstico variou entre 5 e 25 anos. A média de internações foi de 14 dias por paciente. O custo para o hospital foi de R$ 99.455,74; com custo médio por paciente de R$ 4.735,98. O valor total repassado ao hospital pelo SUS foi de R$ 27.740,15, valor 3,6 vezes menor que os custos do hospital. O SUS realiza o repasse de acordo com os valores pré-determinados por sua tabela de procedimento. Conclusão: Os custos crescentes no setor de saúde resultaram na necessidade dos hospitais públicos desenvolverem ferramentas gerenciais e administrativas, a fim de se obter um equilíbrio econômico para a manutenção dos serviços de saúde. Os fatores como o envelhecimento da população e o crescimento na incidência das doenças crônico-degenerativas, como a DM, exigem maiores investimento em políticas de saúde que objetivem o alcance de uma melhor qualidade de vida aos portadores desses agravos, buscando evitar ou prolongar o aparecimento das complicações decorrentes destas patologias. A prevenção é a única alternativa para diminuir o percentual de amputação e aumentar a sobrevida dos portadores de diabetes. Faz-se necessário um diagnóstico precoce, além de melhor controle do diabetes mellitus com políticas governamentais e institucionais apropriadas. .Sociedade Brasileira de Diabetes. Consenso brasileiro sobre diabetes 2002: diagnóstico e classificação do diabetes mellito e tratamento do diabete mellito tipo 2. Rio de Janeiro: Brasil. Diagrafic; 2003. .Sader HS, Durazzo A. Terapia antimicrobiana nas infecções do pé diabético. J Vasc Br. 2003; 2(1): 61-6. Brasileiro JL, Oliveira WTP, Monteiro LB, Chen J, Pinho EL, Molkenthin S, Santos MA. Pé diabético - aspectos clínicos. J Vasc Br. 2005; 4(1): 11-21.
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    TRABALHO 86 AAVALIAÇÃO DA DOR PEDIÁTRICA PELA EQUIPE DE ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICO Cacciari P, Tacla MTGM Hospital Universitário de Londrina Pamella_cacciari@hotmail.com Introdução: A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável associada à lesão tissular real ou potencial (1). Também é um componente crítico e no seu aparecimento estão relacionados uma série de fatores além da patologia de base. Podemos citar aqui os fatores sensoriais, afetivos, comportamentais, cognitivos, sócio- culturais e fisiológicos, entre outros (2). A dor é sempre subjetiva e aprendemos a identificar esta sensação através de nossas experiências anteriores (3). Crenças errôneas a respeito do assunto são constantes. Entre as mais comuns encontramos: a criança sente menos dor que o adulto, a criança se acostuma ou tolera a dor mais facilmente que o adulto, o uso de opióides pode ser viciante, é muito difícil e toma muito tempo avaliar a dor na criança (4). Justificativa: A dor foi implantada como 5° sinal vital em 2007 no hospital de estudo. A equipe de enfermagem participou de cursos de capacitação para a avaliação da dor. Mesmo após capacidade a equipe apresentou resistência na avaliação, frente a isso percebeu-se a necessidade de verificar a opinião da equipe de enfermagem sobre a avaliação da dor. Objetivo: Analisar a opinião da equipe sobre a avaliação da dor em uma unidade pediátrica de um Hospital Universitário Público. Método: Trata- se de um estudo descritivo-exploratório, com abordagem metodológica qualitativa, desenvolvido na unidade pediátrica de um Hospital Universitário Publico do Norte do Paraná. Os sujeitos da pesquisa foram oito auxiliares, dois técnicos e duas residentes de enfermagem da Unidade de Internação Pediátrica dos turnos da manhã e da tarde. Foram excluídos os profissionais de férias ou licença. Resultados: Os resultados foram agrupados nas seguintes categorias: a) Avaliação Sistemática da dor; Pelo choro insistente, porque criança só manifesta a dor com o choro mesmo. Choro bem forte, irritante, típico de quem nada tá bom. (A1.)... porque a gente sabe mais ou menos quando a criança tem dor. Porque é a criança que fica chorosa, que nada está bom, que fica inquieto... tem dor. (T3). b) Intervenções Farmacológicas para o Alivio da Dor;... é dor, pode medicar imediato. Só a dificuldade é se não tem a medicação pra dor, mas se tá prescrito, não tem nenhuma contra indicação pode fazer (A3). Porque eles já estão internados, fora do seu ambiente natural... e se tem medidas farmacológicas pra evitar a dor, então porque não fazê-la. ( R1). Influencia da Família para o controle da dor: E quando a criança ta com dor às vezes uma mudança de decúbito já ajudaria, mas as mães querem que damos remédios, não entendem. (A5). ...se a criança chora eles já vão olhar se tem mediação de analgesia se necessário e já fazem, é complicado as mães entenderem isso também, temos que trabalhar isso com elas. (R1). Conclusão: Torna-se necessário que a equipe envolva os cuidadores no processo do cuidado e a capacitação dos profissionais da saúde para avaliar e tratar a dor contribuindo para uma assistência de qualidade. Bibliografia: 1. INTERNATIONAL ASSOCIATION FOR STUDY OF PAIN. IASP pain terminology. Disponível em: <http://www.iasp-pain.org/terms-p.html>. Acesso em 6 out. 2009. 2. WONG, D. L. Wong, Fundamentos de enfermagem pediátrica. 7. ed. Mosby Elsevier, Rio de Janeiro, RJ, 2006, 1303p. 3. ROSSATO, L. M.; ANGELO, M. Utilizando instrumentos para avaliação da percepção de dor em pré-escolares face a procedimento doloroso. Rev.Esc.Enf.USP. v.33. p.236-19. set. 1999. 4- TACLA, M. T. G. M.; HAYASHIDA, M.; LIMA, R. A. G. Registros sobre dor pós-operatória em crianças: uma análise retrospectiva de hospitais de Londrina, PR, Brasil. Rev. Bras. Enferm, v. 61, n. 3, p. 289-95, mai-jun 2008.
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    TRABALHO 87 QUALIDADE DOS REGISTROS DOS CONTROLES DE ENFERMAGEM EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO Tada CN, Maziero VG, Vannuchi MTO, Haddad MCL, Vituri DW, UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA E-mail para contato: cristiane_tada@hotmail.com INTRODUÇÃO: Os registros são fontes de documentação das ações e atividades exercidas pela equipe de enfermagem tornando-se uma forma de garantir e comprovar a prestação do cuidado e a qualidade da assistência prestada por toda a equipe. Legalmente, são considerados como documentos para embasar questões jurídicas, educacionais e de pesquisa, além de servir como uma forma de comunicação entre a equipe, fornecendo subsídios para as condutas médicas. JUSTIFICATIVA: Acredita-se que a avaliação da qualidade dos registros de enfermagem pode ser utilizada para reforçar o desejo dos profissionais de saúde em melhorar a forma como se registra o cuidado que está sendo prestado ao indivíduo. OBJETIVO: Analisar a qualidade dos registros dos controles de enfermagem realizados em uma unidade de internação de adultos de um hospital universitário. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo e prospectivo de abordagem quantitativa, realizado em um hospital universitário de alta complexidade. Os dados foram coletados a partir do banco de dados do serviço de Assessoria de Controle de Qualidade da Assistência de Enfermagem. A análise da qualidade dos registros se baseou em estudo realizado na mesma instituição que propõe cinco níveis de avaliação do preenchimento: 1- não se aplica, 2- completo, 3- incompleto, 4- não preenchido e 5 - incorreto. Os registros foram considerados satisfatórios ao atingirem níveis de preenchimento igual ou maior a 80%, não ultrapassando 15% para o item incompleto, 5% para o não preenchido e 0% para incorreto. Quando atingem o nível de preenchimento descrito acima, as anotações são consideradas satisfatórias. RESULTADOS: No cômputo geral os registros dos controles de enfermagem foram considerados satisfatórios em outubro de 2008 (100% completo) e julho de 2010 (84,91% completo; 11,08% incompleto e 4,01% não preenchido). No ano de 2009 os registros dos controles de enfermagem foram considerados insatisfatórios. Nos relatórios dos três períodos estudados, verificaram-se itens completos que mantém os resultados satisfatórios nos três anos descritos, são: registros de higiene oral, higiene corporal, sinais vitais, evacuações controladas a cada período, ingestão de alimentos, e se os procedimentos invasivos estão datados; esses são controles de rotinas supervisionados pelo enfermeiro responsável pelo paciente e prescrito pelo mesmo. Os itens considerados incompletos em dois ou nos três anos descritos, são relacionados a situações que deverão ser observados durante o plantão e registradas no momento em que acontece como a ocorrência de vômitos, a ingestão de líquidos e o volume de drenos. É de extrema importância o cumprimento da prescrição de enfermagem na rotina de toda a equipe, pois promove assistência de maior qualidade ao paciente institucionalizado. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Identificou-se a necessidade de rever a forma como os registros são realizados, com intuito de aperfeiçoar o processo de trabalho desenvolvido pelo Enfermeiro e sua equipe, garantindo a realização de registros fidedignos dos controles de enfermagem de cada paciente. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Carrijo AR, Oguisso T. Tragetória das anotações de enfermagem: Um levantamento em periódicos nacionais (1997 a 2005). Rev. bras. Enferm. 2006; 59 (spec): 454-58. Matsuda LM, Carvalho ARS, Évora YDM. Anotações/registros de enfermagem em um hospital escola. Cienc Cuid Saúde. 2007; 6 suppl 2: 337-346. Haddad M do CL. Qualidade da assistência de enfermagem: O processo de avaliação em um hospital universitário público [tese]. Ribeirão Preto: Universidade de São Paulo – Escola de Enfermagem; 2004. Ochoa-Vigo K, Pace AE, Rossi LA, Hayashida M. Avaliação da qualidade das anotações de enfermagem embasadas no processo de enfermagem. Rev. Esc. Enferm. USP. 2001; 35(4): 390- 8.
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    TRABALHO 88 ANÁLISE DO CONSUMO DE PAPEL TOALHA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICO Garcia SD, Gil RB, Laus AM, Haddad MCL, Vannuchi MT Universidade Estadual de Londrina sidomingues@yahoo.com.br Introdução: Apesar da importância epidemiológica da higienização das mãos na prevenção das infecções hospitalares, a adesão a essa medida tem se constituído um grande desafio para as Comissões de Controle de Infecção Hospitalar que, dentre outros aspectos, envolve os recursos humanos nos estabelecimentos de saúde, seu preparo e sua conscientização(1). Estudos(1) apresentam diferentes motivos para a baixa adesão à higienização das mãos: falta de motivação, ausência de pias próximas ao paciente e de recursos adequados, reações cutâneas nas mãos, falta de tempo, falta de consciência sobre a importância das mãos na transmissão de microrganismos. Dessa forma, estratégias diferenciadas que envolvem o receptor como construtor de seu próprio conhecimento profissional, conscientiza-o para a mudança de comportamento(1). A lavagem das mãos é, sem dúvida, um tema que pode tornar- se embaraçoso quando abordado diretamente, pois é difícil a um profissional de saúde assumir que falha em um aspecto tão elementar(2) .Os recursos materiais utilizados na lavagem das mãos, como sabão, papel para secagem, outro tipo de anti-séptico podem influenciar de forma positiva ou negativa o ato, e com isso devem ser analisados cuidadosamente por uma instituição de saúde. Os profissionais de saúde adquirem durante cursos e capacitações conceitos básicos a respeito da lavagem correta das mãos, porém o conhecimento adquirido deve estar atrelado à disponibilidade de materiais adequados para a lavagem, agindo como incentivador da ação. Justificativa: Trata-se de um tema de extrema importância gerencial para a instituição e necessário discussão para viabilizar alternativas que sensibilizem os usuários. Objetivo: Analisar o consumo e custo do papel toalha bobina associado ao tipo interfolha em uma Unidade de Terapia Intensiva Adulto (UTI) e comparar com o papel toalha interfolha usado anteriormente. Método: Estudo documental, retrospectivo com abordagem quantitativa, realizado na UTI de um Hospital Universitário Público do Norte do Paraná que possui 17 leitos. Analisou-se o relatório informatizado de consumo e do custo dos dois tipos de papel toalha: em bobina e interfolha utilizados neste setor, no período de fevereiro de 2010 a fevereiro de 2011, e comparou-se ao único tipo de papel toalha existente até 2009, o interfolha. Uma bobina corresponde a um fardo, em termos de rendimento. Resultados: No período estudado foram consumidas 719 bobinas de papel toalha e 885 fardos do papel toalha interfolha. No relatório de 2009, o consumo do papel toalha interfolha, foi de 3.182 fardos. Desta forma, a associação dos dois tipos de papel (2010-2011) demonstrou redução de consumo de 50,4% do papel interfolha quando comparado a 2009. Em termos financeiros a avaliação foi inversa, pois em 2010 ocorreu um aumento de 181% no preço do papel toalha interfolha. Conclusão: O impacto direto observado foi a diminuição da frequência de reposição do papel toalha bobina por parte da equipe de higiene hospitalar; a manutenção da limpeza ao redor das pias e piso, promovendo ambiente limpo e agradável, e a satisfação do usuário, visto a ausência de notificação de queixa técnica do produto para a Seção de Parecer Técnico. Espera-se que isto possa estimular ainda mais a lavagem das mãos. Referências: 1- Neves ZCP, Tipple AFV, Souza ACS, Pereira MS, Melo DS, Ferreira LR Higienização das mãos: o impacto de estratégias de incentivo a adesão entre profissionais de saúde de uma unidade de terapia intensiva neonatal.Rev Latino-am Enfermagem 2006 julho-agosto; 14(4)www.eerp.usp.br/rlae 2- Mendonça AP, Fernandes MSC,Rosa JM, Silveira WCR, Souza ACS Lavagem das mãos:adesão dos profissionais de saúde em uma unidade de terapia intensiva neonatal Acta Scientiarum. Health Sciences Maringá, v. 25, no. 2, p. 147-153, 2003
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    TRABALHO 89 SUPERVISÃO EM ENFERMAGEM: UMA ABORDAGEM DA TRADICIONAL À SOCIAL Correia VS, Servo, MLS. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA valesca.correia@gmail.com A prática da supervisão em enfermagem vem sofrendo alterações em virtude das transformações ocorridas nos cenários onde se concretizam as ações de saúde em virtude das mudanças nos contextos sociais, econômicos e político, assim como da institucionalização das políticas públicas de saúde vigentes. Neste sentido, a abordagem da supervisão atribuída pela enfermeira nas instituições de saúde influenciará na qualidade da assistência do paciente, pois a supervisão poderá ser utilizada como um instrumento de gestão da qualidade da atenção ou como um instrumento coercitivo para fiscalizar, punir ou criticar de forma negativa os trabalhadores de saúde. O presente estudo tem como objetivo compreender a representação social da supervisão em enfermagem na estratégia de saúde da família. Trata-se de um estudo de caso descritivo, de abordagem qualitativa, fundamentado na Teoria da Representação Social de Serge Moscovici e no referencial teórico da supervisão social. Os sujeitos deste estudo foram cinco enfermeiras em pleno exercício profissional nas unidades de saúde da família do município de Conceição do Jacuípe - BA. A técnica utilizada na coleta de dados foi a entrevista semi-estruturada e o grupo focal. O método utilizado para a análise dos dados foi a análise de conteúdo de Bardin. Os resultados encontrados revelaram que a representação da supervisão sob a ótica das enfermeiras é ambígua e contraditória na medida em que está ancorada nas concepções da supervisão tradicional, pois esta prática é influenciada pelo modelo biomédico, pela desvalorização do conhecimento científico relativo ao processo saúde-doença na rede de atenção básica e pela submissão da enfermeira aos demais setores da estrutura organizacional ao mesmo tempo em que sinaliza a possibilidade do desenvolvimento da supervisão social na equipe de saúde da família quando se compreende a importância do trabalho em equipe, do planejamento estratégico em saúde, do uso das tecnologias leves, leve-duras e duras, da criação do vínculo com o usuário através das visitas domiciliares, da valorização do trabalho do agente comunitário de saúde, dentre outros fatores existentes no processo de trabalho em saúde na estratégia saúde da família. Conclui-se que as representações das enfermeiras inseridas nas equipes de saúde da família têm relação com a gênese da profissionalização da enfermagem fazendo-se necessário um redimensionamento de visão rumo à criação de espaços de escuta dos desejos da comunidade, da participação da mesma na organização dos serviços de saúde, da efetivação de relações horizontais de poder entre os setores que compõem a rede de atenção a saúde, da busca pela resolutividade das necessidades de saúde dos usuários e valorização da capacidade criativa dos trabalhadores de saúde condizentes com a abordagem da supervisão social. Palavras-chave: supervisão; representação social; saúde da família. BIBLIOGRAFIA: GUARESCHI P.; JOVCHELOVITCH S. (Orgs.) Textos em Representações Sociais. 2. ed. Petrópolis, Rio de Janeiro: 1995. SERVO, M. L. S. Supervisão em enfermagem o (re) velado de uma práxis. Feira de Santana – BA. Universidade Estadual de Feira de Santana. 2001b. 246p. SILVA, E. M. A supervisão do trabalho de enfermagem em saúde pública no nível local. 1997. 308p. Tese (Doutorado em Enfermagem). USP. São Paulo-SP.
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    TRABALHO 90 METAS INTERNACIONAIS DE SEGURANÇA DO PACIENTE: SENSIBILIZAR PARA MUDAR Garcia, SD, Tada, CN, Vituri DW, Haddad MCL, Silva, LG Universidade Estadual de Londrina sidomingues@yahoo.com.br Introdução: Com o movimento global sobre segurança na área da saúde, pesquisadores tem chamado a atenção sobre como fazer essa abordagem para a equipe de saúde como estratégia de melhorar a segurança dos ambientes e pacientes(1). A Organização Mundial da Saúde, Organização Pan Americana de Saúde e Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente(2) têm divulgado amplamente as seis metas internacionais de segurança que são: identificar os pacientes corretamente; melhorar a eficácia da comunicação; melhorar a segurança para medicamentos de alto risco; eliminar cirurgias/procedimentos errados no paciente errado e na parte errada; reduzir o risco de infecções hospitalares e reduzir o risco de lesões resultante de quedas. Justificativa: Trata-se de um assunto de extrema relevância para a enfermagem na busca de aprimorar a qualidade da assistência prestada. Objetivo: Descrever a implantação das Seis Metas Internacionais de Segurança do paciente no processo de trabalho da equipe de enfermagem. Método: Trata-se de um estudo descritivo realizado em um hospital universitário público localizado no norte do Paraná, que é referência para o Sistema Único de Saúde. A coleta de dados foi realizada na segunda quinzena de fevereiro e primeira quinzena de março, mantendo-se até os dias atuais devido o trabalho ser contínuo na instituição. Resultados: O trabalho se divide em três fases: Primeira fase: Sensibilização para as metas com todas as equipes de enfermagem por meio de reuniões setoriais em cada turno de trabalho, abrindo discussões com o tema, distribuição de folderes educativos e divulgação do projeto pelo sistema informatizado; Segunda fase: Aprofundamento do tema com discussões entre as equipes de enfermagem dos diversos setores de assistência sobre as estratégias para viabilização de cada meta, bem como, das necessidades de reestruturação dos processos de trabalho; Terceira fase: implementação das propostas de cada meta aliado a atividades de educação permanente e continuada, em parceria com os enfermeiros supervisores dos setores. A partir da viabilização da primeira fase do projeto, percebeu-se que o assunto despertou grande interesse em toda a equipe de enfermagem, que reafirmou a preponderância do cuidado seguro durante o seu trabalho. Consideraram essencial a discussão em equipe para que o crescimento seja proporcionado a todos. As peculiaridades de cada unidade foram importantes para estruturar a fase de implantação, pois a dinâmica do trabalho é diferenciada, e a metodologia de ensino utilizada necessita ser direcionada a cada setor para alcançar maior êxito. Conclusão: Considera-se que é necessário trabalhar com as metas internacionais de segurança de forma inovadora e criativa, para alcançar a participação de toda a equipe. O comprometimento dos enfermeiros supervisores com o tema é essencial para que o mesmo consiga ser introduzido ao processo de trabalho de forma efetiva. A valorização do assunto com o envolvimento da Diretoria de Enfermagem foi fundamental pois, a formalização do projeto como diretriz do Planejamento Estratégico para 2011 estimulou a participação dos setores no seu desenvolvimento. Trata-se de uma iniciativa de caráter contínuo e permanente, que tem como escopo a instituição de uma cultura de segurança com vista à transformação do processo de trabalho. Bibliografia: 1-Compreendendo a segurança do paciente/Robert M. Watcher; tradução: Laura Souza Berquó-Porto Alegre: Artmed, 2010 2-REBRAENSP- Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente http://rebraensp.blogspot.com/2010/04/rebraensp-e-sindhosp.html
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    TRABALHO 91 EDUCAÇAO CONTINUADA: ESTRATÉGIA PARA A CAPACITAÇAO DE RECEM ADMITIDOS EM UM HOSPITAL PUBLICO DE MÉDIA COMPLEXIDADE Tenani, MNF, Borsato FG, Sardinha, DSS, Haddad, MCL, Vannuchi, MTO Hospital Dr Anisio Figueiredo / Universidade Estadual de Londrina Email: mari.tenani@sercomtel.com.br Introdução: a educação continuada constitui uma forma de assegurar a competência da equipe de enfermagem. Sua atuação é definida como um processo permanente de educação dos profissionais de enfermagem, complementando a formação básica, objetivando atualização e melhor capacitação de pessoas e grupos, frente às mudanças técnico científicas. Prepara o profissional para as mudanças desejadas pela instituição e também para as requeridas pela sociedade, desenvolvendo-o como pessoa e como profissional. Esta qualificação pode ser adquirida pela sistematização do aprendizado nos serviço de enfermagem(1-3). Justificativa: para atender ao novo contexto de um hospital público de média complexidade, que devido à ampliação de 50% dos seus leitos foi estabelecido uma estratégia de capacitação dos 168 trabalhadores de enfermagem que foram contratados coletivamente. Objetivo: descrever a estratégia de capacitação empregada em um processo de contratação em grande escala. Método: o estudo foi realizado no segundo semestre de 2010 em um hospital público de média complexidade situado na região norte do Estado do Parana. Resultados: o programa foi determinado de forma a diminuir o tempo de treinamento e possibilitar a participação dos enfermeiros, como multiplicadores dos temas abordados e foi dividido em duas fases. A primeira destinou-se a atualização das técnicas básicas, denominado de Como eu Faço, com a participação dos enfermeiros que, depois de capacitados, repassavam o conhecimento, por meio de acompanhamento direto das técnicas, utilizando-se de painéis para a teorização, disponibilizados, de acordo com os temas, nas unidades. Esta metodologia objetivou promover atividades no ambiente de trabalho para que o profissional adquirisse sua competência, visando o cumprimento de suas responsabilidades e uma maior qualidade de assistência prestada ao paciente. As capacitações ocorreram semanalmente, todas no horário de serviço. No período de três meses foram realizados dez temas de capacitação, divididos em oito encontros, distribuídos nos quatro turnos de trabalho. Conclusão: Observou-se que a estratégia de abordar primeiramente os enfermeiros e inseri-los como multiplicadores, atingiu um número significativo de trabalhadores. Assim, verificou-se que as estratégias utilizadas no processo educativo são diversas, podendo ser realizadas pelo próprio profissional do setor, centralizar na educação continuada ou realizar-se com a utilização de ambos os processos, pois o que se almeja é buscar um desenvolvimento amplo das atividades exercidas pelos trabalhadores de enfermagem, de forma que atinjam não somente a técnica, mas que possam prestar um cuidado mais humanizado e uma melhor qualidade da assistência integral. Bibliografia: Davim RMB, Torres GV, Santos SR. Educação continuada em enfermagem: conhecimentos, atividades e barreiras encontradas em uma maternidade escola. Rev Latino-am enfermagem. 1999 dez; 7 (5): 43-49. Peres AM, Ciampone MHT. Gerência e competências gerais do enfermeiro. Texto contexto – enferm. 2006 jul./set. 15(3): 492-9. Thofehrn MB, Muniz RM, Silva RR. Educaçao continuada em enfermagem no hospital-escola: um diagnóstico. Ver Brás enferm. 2000 out./dez.; 53 (4): 524-32.
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    TRABALHO 92 A UTILIZAÇÃODE TECNOLOGIAS EM SAÚDE: A ENFERMAGEM NO CUIDADO AO PACIENTE CRÍTICO NAS TERAPIAS INTRAVENOSAS. Moreira AP, Escudeiro CL Universidade Federal Fluminense, Hospital Universitário Antônio Pedro e Laboratórios BBRAUN S/A. E - mail: moreira.ana78@gmail.com A história da terapia intravenosa (TIV) deu início no século XV quando a primeira aplicação de TIV foi documentada e os equipamentos destinados a esse fim se resumiam a bexigas e penas. No século XVII, Cristopher Wren introduziu ópio na rede venosa de um cão através de uma pena de ave, ocasionando repercussão imediata. Desde então, a tecnologia e a pesquisa possibilitaram o desenvolvimento de produtos e equipamentos específicos para a administração parenteral de soluções e de fármacos1-2. Hoje, no século XXI, dispomos de uma série de novas tecnologias e a TIV é considerada mundialmente como um importante recurso terapêutico, sendo indicado para a maioria dos pacientes hospitalizados, representando por vezes uma condição básica no seu tratamento3, e por se tratar de uma prática comum no cotidiano dos profissionais de Enfermagem, abordaremos apenas as TIVs centrais e contínuas. No Brasil, dispomos de 2556 empresas de produtos para a saúde que podem contribuir para a qualidade e segurança dos profissionais, pacientes e processos dentro das Unidades de Saúde4. Portanto, hoje temos a tecnologia e inovação ao nosso favor disponibilizando no mercado uma gama de produtos que irá contribuir para um cuidado de Enfermagem eficiente e seguro durante as TIVs. O estudo se justifica, pois permitirá ao profissional de Enfermagem estabelecer prioridades durante sua prática, minimizar desperdícios com redução de custos, evitar a ocorrência do (re)trabalho e principalmente fortalecer a qualidade assistencial como uma premissa e não como uma conseqüência do trabalho. Para esse estudo foram traçados os seguintes objetivos: identificar as tecnologias em saúde disponíveis para uso durante a TIV central contínua no Centro de Terapia Intensiva (CTI), verificar a utilização dessas tecnologias pela equipe de enfermagem no cuidado às TIVs centrais contínuas instaladas nos pacientes internados no CTI e discutir as facilidades e dificuldades no uso das tecnologias durante a TIV central contínua. Trata-se de nota prévia de dissertação do Mestrado Profissional Enfermagem Assistencial da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa/UFF. Estudo qualitativo, do tipo descritivo que será desenvolvido em um CTI de um Hospital Universitário de grande porte situado no estado do Rio de Janeiro, tendo a equipe de enfermagem que atua no cuidado ao paciente crítico em uso de TVI central contínua como sujeitos. Utilizar-se-á a entrevista semi-estruturada e a observação participante como técnicas de coleta de dados. A observação ocorrerá a partir de um roteiro observacional, em turnos distintos devido o regime de plantão 12 x 60 (diurno e noturno), através de visitas realizadas ao setor, com o objetivo de registrar como a equipe de enfermagem faz uso das tecnologias durante as TIVs centrais e contínuas. O tratamento dos dados obtidos será realizado a partir da análise de conteúdo categorial-temática. O estudo foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa da UFF, sob o n° CAAE: 0250.0.000.258-10. Espera-se que os resultados obtidos contribuam para que a Enfermagem vislumbre um melhor gerenciamento das tecnologias em saúde disponíveis durante o cuidado às TIVs. Descritores: tecnologia de produtos; serviços de saúde; enfermagem Referências: 1. Banton, J, Brady, C, O‟Kelley, S. D. Terapia Intravenosa. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. 2. Martins, M. J, Pecinalli, N. R, Sixel, P. J. Cálculos de Gotejamento: validade das fórmulas e comparação de equipos. R. Enferm UERJ. 2003. 11: 133-8. 3. Dopico Silva, L, Oliveira Tinoco, F. Recomendações para o uso de solução salina 0,9% em cateteres venosos periféricos. Enfermeríe Global. 2007. 11, pág 1 - 9. 4. Barbano, D. Safety Symposium Qualidade do cuidado: segurança do paciente. Políticas de Segurança em Saúde. Visão da ANVISA; 2010; Mai 21; São Paulo, São Paulo.
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    TRABALHO 93 O EMPREENDEDORISMO NA ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Moreira AP, Escudeiro CL, Giorgio D, Silvino ZR. Universidade Federal Fluminense, Hospital Universitário Antônio Pedro e Laboratórios BBRAUN S/A. E - mail: moreira.ana78@gmail.com A visibilidade da Enfermagem perpassa o aprofundando de seus conhecimentos científicos, tecnológicos e humanísticos voltados para o cuidado do ser humano. Atualmente a enfermeira possui inúmeras possibilidades de trilhar a vida profissional desempenhando diferentes atividades; dentre as quais destaca-se a atuação de forma autônoma e empreendedora no campo da gestão da saúde2. Recentemente a atividade de Consultoria Técnica (CT) nas empresas fornecedoras de produtos médico-hospitalares, que engloba o conhecimento específico de enfermagem associando-o a utilização de novas tecnologias voltadas para a prática assistencial, vem se ampliando consideravelmente. Neste estudo procura-se oferecer subsídios para que as enfermeiras compreendam melhor a profissão e o potencial empreendedor no campo de gestão em serviços de saúde dentro do mercado inovador e competitivo da área. O objetivo do estudo é descrever e discutir as conquistas e os desafios encontrados pela enfermeira na busca da visibilidade de sua profissão e, sobretudo, do reconhecimento da Enfermagem como uma profissão empreendedora. Trata-se de relato de experiência de duas enfermeiras formadas há mais de 10 anos que atuam na área assistencial e empresas multinacionais de produtos médico-hospitalares. A enfermeira que atua como CT de produtos em empresas multinacionais, possui uma flexibilidade de horários para o desempenho de suas atividades; e a remuneração, principalmente em empresas multinacionais, proporcionam salários mais atrativos além de outros benefícios que indiretamente aumentam a remuneração final. Como o profissional encontra-se inserido em um cenário mercadológico altamente competitivo, é fundamental que este desenvolva habilidades referentes à negociação comercial, o que está intimamente relacionada às questões técnicas e de qualidade do produto a ser negociado. O relacionamento interpessoal com profissionais em diferentes áreas e instituições é um ponto fundamental para a enfermeira CT, que por vezes não encontra boa receptividade de outros profissionais. Ainda há resistência dos profissionais/usuários à inovação, às questões que possam lhes trazer inquietação dentro da zona de conforto que se encontram, causando obstáculos no desenvolvimento das atividades da enfermeira CT. Ao trabalharmos produtos inovadores para o mercado da saúde, o foco principal para o profissional que não o utiliza em seu dia-a-dia será o custo, deixando de lado características como a otimização do tempo de trabalho de uma equipe, queda nos índices de infecção, aumento dos indicadores de qualidade, (re) trabalho das equipes, entre outros. Por isso, não basta que o produto seja bom apenas aos que trabalham diretamente com o usuário final (paciente), mas deve também ser economicamente viável. A enfermeira CT possui dificuldade em ministrar treinamentos devido à baixa adesão dos profissionais pelos mais variados motivos: déficit de recursos humanos na escala de serviço, ocasionando sobrecarga de trabalho, desvalorização do assunto abordado, descrença de que se possa agregar algum conhecimento relevante ou simplesmente por desinteresse pessoal. O campo de Consultoria Técnica para as enfermeiras é promissor exigindo dedicação, conhecimento técnico-científico e divulgação de suas atividades e contribuições para o campo de conhecimento da profissão; entretanto percebe-se o déficit de publicações e divulgação acerca da visibilidade da enfermagem e de suas facetas empreendedoras. Descritores: enfermagem; tecnologia de produtos; empreendedorismo Bibliografia: 1Gentil RC. O enfermeiro não faz marketing pessoal: a história explica por quê? Rev Bras Enferm, Brasília 2009 nov-dez; 62(6): 916-8. 2Erdmann AL, Fernandes JV, Melo C, Carvalho BR, Menezes Q, Freitas R, Emarinony E, Backes MT. A visibilidade da profissão de enfermeiro: reconhecendo conquistas e lacunas. Rev Bras Enferm, Brasília 2009 jul-ago; 62(4): 637-43.
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    TRABALHO 94 O EMPREENDEDORISMO NA ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Moreira AP, Escudeiro CL, Giorgio D, Silvino ZR. Universidade Federal Fluminense, Hospital Universitário Antônio Pedro e Laboratórios BBRAUN S/A. E - mail: moreira.ana78@gmail.com A visibilidade da Enfermagem perpassa o aprofundado de seus conhecimentos científicos, tecnológicos e humanísticos voltados para o cuidado do ser humano1. Atualmente a enfermeira possui inúmeras possibilidades de trilhar a vida profissional desempenhando diferentes atividades; dentre as quais destaca-se a atuação de forma autônoma e empreendedora no campo da gestão da saúde2. Recentemente a atividade de Consultoria Técnica (CT) nas empresas fornecedoras de produtos médico-hospitalares, que engloba o conhecimento específico de enfermagem associando-o a utilização de novas tecnologias voltadas para a prática assistencial, vem se ampliando consideravelmente. Neste estudo procura-se oferecer subsídios para que as enfermeiras compreendam melhor a profissão e o potencial empreendedor no campo de gestão em serviços de saúde dentro do mercado inovador e competitivo da área. O objetivo do estudo é descrever e discutir as conquistas e os desafios encontrados pela enfermeira na busca da visibilidade de sua profissão e, sobretudo, do reconhecimento da Enfermagem como uma profissão empreendedora. Trata-se de relato de experiência de duas enfermeiras formadas há mais de 10 anos que atuam na área assistencial e empresas multinacionais de produtos médico-hospitalares. A enfermeira que atua como CT de produtos em empresas multinacionais, possui uma flexibilidade de horários para o desempenho de suas atividades; e a remuneração, principalmente em empresas multinacionais, proporcionam salários mais atrativos além de outros benefícios que indiretamente aumentam a remuneração final. Como o profissional encontra-se inserido em um cenário mercadológico altamente competitivo, é fundamental que este desenvolva habilidades referentes à negociação comercial, o que está intimamente relacionada às questões técnicas e de qualidade do produto a ser negociado. O relacionamento interpessoal com profissionais em diferentes áreas e instituições é um ponto fundamental para a enfermeira CT, que por vezes não encontra boa receptividade de outros profissionais. Ainda há resistência dos profissionais/usuários à inovação, às questões que possam lhes trazer inquietação dentro da zona de conforto que se encontram, causando obstáculos no desenvolvimento das atividades da enfermeira CT. Ao trabalharmos produtos inovadores para o mercado da saúde, o foco principal para o profissional que não o utiliza em seu dia-a-dia será o custo, deixando de lado características como a otimização do tempo de trabalho de uma equipe, queda nos índices de infecção, aumento dos indicadores de qualidade, (re) trabalho das equipes, entre outros. Por isso, não basta que o produto seja bom apenas aos que trabalham diretamente com o usuário final (paciente), mas deve também ser economicamente viável. A enfermeira CT possui dificuldade em ministrar treinamentos devido à baixa adesão dos profissionais pelos mais variados motivos: déficit de recursos humanos na escala de serviço, ocasionando sobrecarga de trabalho, desvalorização do assunto abordado, descrença de que se possa agregar algum conhecimento relevante ou simplesmente por desinteresse pessoal. O campo de Consultoria Técnica para as enfermeiras é promissor exigindo dedicação, conhecimento técnico-científico e divulgação de suas atividades e contribuições para o campo de conhecimento da profissão; entretanto percebe-se o déficit de publicações e divulgação acerca da visibilidade da enfermagem e de suas facetas empreendedoras. Bibliografia: 1Gentil RC. O enfermeiro não faz marketing pessoal: a história explica por quê? Rev Bras Enferm, Brasília 2009 nov-dez; 62(6): 916-8. 2Erdmann AL, Fernandes JV, Melo C, Carvalho BR, Menezes Q, Freitas R, Emarinony E, Backes MT. A visibilidade da profissão de enfermeiro: reconhecendo conquistas e lacunas. Rev Bras Enferm, Brasília 2009 jul-ago; 62(4): 637-43.
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    TRABALHO 95 PERFIL DAS OCORRÊNCIAS DE QUEDAS ENVOLVENDO PACIENTES SEGUNDO NOTIFICAÇÕES DE EVENTOS INDESEJÁVEIS EM HOSPITAL PÚBLICO UNIVERSITÁRIO. Rodrigues CRC, Ferreira CS, Sousa KAS. Hospital Risoleta Tolentino Neves camila.rodrigues@hrtn.fundep.ufmg.br cristiane.ferreira@hrtn.fundep.ufmg.br kelen.sousa@hrtn.fundep.ufmg.br Introdução : Os indicadores de qualidade e a monitorização de eventos indesejáveis relacionados à assistência de enfermagem são ferramentas essenciais ao gerenciamento do cuidado e à prevenção de erros no ambiente hospitalar. A ocorrência de quedas é um indicador da assistência e sua prevenção favorece a melhoria do cuidado prestado contribuindo para a garantia de uma assistência de enfermagem livre de imprudência, imperícia ou negligência. Justificativa :Os incidentes envolvendo quedas dos pacientes são motivos de preocupação para os profissionais e gestores da saúde uma vez que podem acarretar em um maior tempo de internação, maior custo do tratamento, causar prejuízos à saúde e gerar um descrédito em relação à qualidade dos serviços prestados. Objetivo :Delinear o perfil das quedas sofridas pelos pacientes durante a internação em um hospital público universitário. Metodologia :Trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo para o qual foram coletados dados a partir de 113 notificações de eventos indesejáveis relacionadas a quedas recebidas pelo Núcleo de Gestão da Qualidade, no período de março de 2010 à fevereiro de 2011. Os dados foram categorizados de acordo com a faixa etária, gênero, turno de trabalho, tipo de queda, tempo de internação (dias) até a ocorrência da queda, unidade de internação e desfecho da queda. Foi realizado o processamento dos dados e análise estatística pelo programa SPSS 15.0 for windows. Resultados :Os dados obtidos mostraram que a maior freqüência de quedas foi verificada na faixa etária com mais de 60 anos (46,15%), no gênero masculino (76,92%), no turno de trabalho noturno (61,53%), no tempo de internação e a ocorrência da queda de até 5 dias (69,23%). Verificou-se que foram mais prevalentes as quedas na unidade de pronto socorro (55,70%), como maior desfecho da queda pacientes não afetados (70.19%) e sendo a queda da maca (48,07%) de maior incidência. Conclusão :O trabalho descreve as características das ocorrências de quedas em um hospital universitário e evidencia a importância de se elaborar um protocolo de gestão de riscos relacionados à prevenção de quedas como forma de favorecer a segurança do paciente e contribuir para a qualidade da assistência hospitalar. Palavras chaves: Acidentes por quedas; enfermagem; gerenciamento de risco. Bibliografia Rocha FLR, Marziale, MHP. Percepções dos enfermeiros quanto as quedas dos pacientes hospitalizados. Rev. Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre, v 19, n.2. Jul.1998. Paiva MCMS et al. Caracterização das quedas de pacientes segundo notificação em boletins de eventos adversos. Rev. Escola de enfermagem da USP, São Paulo, v.44, n 1, 2010. Diccini S, Pinho PG, Silva FO. Avaliação de risco e incidência de queda em pacientes neurocirúrgicos. Rev. Latino-americana de enfermagem, v 16, n 4, 2008. Marin, HF, Bourie P, Safran C. Desenvolvimento de um sistema de alerta para prevenção de quedas em pacientes hospitalizados. Rev.latino-americana de enfermagem, Ribeirão Preto, v. 8, n. 3, 2000. Joke Coussement, MSN et al. Interventions for preventing falls in acute-and chronic-care hospitals: a systematic review and meta-analysis. Journal American Geriatrics Society, v 56, 2008.
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    TRABALHO 96 Resumo IMPLANTAÇÃO DO PROTOCOLO DE PREVENÇÃO DE EXTUBAÇÃO: PROPOSTA DE INTERVENÇÕES PARA A EQUIPE MULTIPROFISSIONAL E FAMÍLIA. Instituição: Hospital Santa Catarina/ SP E-mail: simone-isidoro@ig.com.br Autores: Sasaki MLVS, Prado SI. INTRODUÇÃO: O interesse em realizar este trabalho vem de encontro com o refinamento das ações e resultados institucionais, visando a correlação entre a extubação acidental e a aplicabilidade de cuidados relacionado ao Rn em ventilação mecânica, sendo caracterizada como um evento adverso do cuidado. OBJETIVO: Realizar práticas segura no cuidado de enfermagem na unidade de terapia intensiva neonatal prevenindo a incidência de extubação acidental, após a implantação de um guia preventivo da extubação. MATERIAL E MÉTODO: Estudo observacional retrospectivo, de intervenção prospectiva, realizado em uma Unidade de Terapia Neonatal de um hospital geral de grande porte, privado, da cidade de São Paulo. . A população em estudo será composta pelos RNs internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do hospital, que utilizavam o dispositivo ventilatório. DESENVOLVIMENTO: O instrumento utilizado será dividido em duas partes: a primeira relacionada à intubação e a segunda relacionada a extubação acidental. As variáveis consideradas serão: idade gestacional, sexo, data de intubação e tipo de dispositivo ventilatório. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O cuidado de enfermagem deve gerar segurança ao paciente e sua família deve sentir confiança na equipe multiprofissional, que precisa ser efetiva para contribuir com a evolução do paciente, prevenindo suas complicações, reduzindo o tempo de estada na Unidade de Terapia Intensiva e com isso o custo pessoal e familiar de uma internação. Palavra chave:ventilação mecânica, extubação acidental, enfermagem. e-mail: simone_isidoro@ig.com.br
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    TRABALHO 97 Resumo UM RELATO DE EXPERIÊNCIA: INOVANDO O CUIDADO Instituição; Hospital Santa Catarina/ SP e-mail: simone-isidoro@ig.com.br Autores: Sasaki MLVS, Prado SI, Giancoli M, Bim APA, INTRODUÇÃO: O interesse em realizar este trabalho, vem de encontro com as inquietações constante que surge nas unidades de terapia intensiva neonatal, relacionada a segurança do paciente durante a hospitalização e as práticas seguranças implementadas. Visto esta realidade apresentada, partiu-se a consciência de modificar a cultura punitiva à preventiva para educá-lo em práticas assistenciais seguras. OBJETIVO: Realizar práticas segura no cuidado de enfermagem na unidade de terapia intensiva neonatal com a construção de um check list “INOVAR”. MATERIAL E MÉTODO: Este realizado de natureza descritiva, exploratória, com abordagem quantitativa, realizado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal de um hospital geral de grande porte, privado, da cidade de São Paulo. Sendo assim foi criado um impresso de checagem à beira leito utilizando a palavra INOVAR, onde I refere-se a identificação do paciente, N para nutrição, O para ordem nas estativas, V para ventilação mecânica, A para acesso venoso e R para risco de queda.. RESULTADOS: O impresso facilitou a memorização da equipe de enfermagem sobre os cuidados e dispositivos durante a visita à beira leito, além de enfatizar que a avaliação constante da clinica e da segurança do recém nascido, deve estar embutido no processo de cuidar, desde a internação até a alta. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A visita diária aos pacientes internados pela equipe de saúde faz parte das boas práticas e pode identificar prevenir e intervir na assistência adequada e segura ao paciente. Sabe-se que esta prática à beira leito auxilia na informação subsidiando o planejamento dos cuidados ao paciente de forma objetiva e sistematizada, evidenciando de forma metodológica à tomada de decisões na eficácia dos cuidados com o paciente, facilitando o processo de educação, elaboração de protocolos, treinamento e integração da equipe de enfermagem. Palavra chave: protocolos, segurança do paciente, fast hug E-mail: simone_isidoro@ig.com.br
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    TRABALHO 98 PROPOSTA DA APLICABILIDADE DO MODELO CALGARY DURANTE A HOSPITALIZAÇÃO DO RECÉM- NASCIDO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL E PEDIÁTRICA Intituição: Hospital Santa Catarina/ SP e-mail: simone-isidoro@ig.com.br Autores: Prado SI, Sasaki MLVS, Fraga C, Giancoli M. INTRODUÇÃO: Atualmente os enfermeiros têm buscado constantemente a melhoria na assistência de enfermagem, porém para aplicabilidade deste processo torna-se necessário a utilização de instrumentos teóricos para inserir no processo de cuidar, não somente o paciente mais também à família, na busca de descentralizar o cuidar. O genograma e o ecomapa têm se mostrado como valiosos instrumentos para a compreensão de processos familiares. OBJETIVO: Compreender através do Modelo Calgary as experiências e as necessidades das famílias durante a hospitalização na unidade de terapia intensiva neonatal e pediátrica. MATERIAL E MÉTODO: Este estudo será de natureza descritiva, exploratória, com abordagem qualitativa, realizado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal de um hospital geral de grande porte, privado, da cidade de São Paulo. DESENVOLVIMENTO: Realizaremos reuniões com os pais em sala privativa da respectiva unidade infantil. A técnica utilizada será a observação direta, através da observação da pesquisa de campo e construção do genograma e ecomapa. CONCLUSÃO: A aplicabilidade de instrumentos de intervenções em famílias, tem sido inserida e utilizada como estratégia de subsidiar o enfermeiro na abordagem e compreensão dos processos familiares e intervenções aos cuidadores. A proposta de inserir o modelo calgary nas reuniões de pais das respectivas unidades citadas está embasada na necessidade de conscientizar os enfermeiros a identificarem e obter a percepção da família como unidade de cuidado no processo saúde-doença durante a hospitalização e lidar com a vulnerabilidade da família. Palavras chaves: Modelo Calgary, unidade de terapia intensiva infantil, famílias, grupo de pais, enfermagem.
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    TRABALHO 99 CONHECIMENTO DO ENFERMEIRO EM RELAÇÃO À COMPLICAÇÕES DO PICC EM NEONATOS Instituição: Hospital Santa Catarina/ SP. Autores: Couto AV, Sasaki MLVS, Prado SI. Introdução:A utilização do PICC nos neonatos tem sido aplicado ao longo da terapia intravenosa como estratégia de minimizar os estímulos dolorosos ocorrem durante o processo de hospitalização do neonato na Terapia Intensiva Neonatal. A necessidade de obter conhecimento em identificar as complicações desta terapia tem sido discutida ao longo dos anos. Justificativa: A busca de desvendar o papel dos enfermeiros na inserção, manipulação e manutenção do cateter central de inserção periférica a durante a hospitalização do neonato na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Objetivo: Verificar a capacitação dos enfermeiros em identificar as complicações relacionadas ao cateter central de inserção periférica e suas ações para promover a qualidade da assistência aplicada ao neonatal na terapia intravenosa. Método: Estudo descrito exploratório com análise quantitativa dos dados sendo expresso o resultado em números por meio de análises e estatísticas, realizado em uma instituição de grande porte do Estado do São Paulo. Desenvolvimento: Será aplicado um questionário com perguntas estruturadas sobre o conhecimento dos enfermeiros em gerenciar as complicações relacionadas ao cateter central de inserção periférica no neonato durante a hospitalização na terapia intensiva neonatal. Conclusão: A necessidade verificar e identificar a capacitação dos enfermeiros no cuidado ao cateter central de inserção em neonatal tem sido evidenciado como unidade singular de melhorias a terapia, uma vez que as complicações desta terapia quando não são gerenciadas e monitorada de formas efetivas pode desncadear déficit da segurança do paciente ao longo desta terapia o que consequentemente promovera o prolongamento da internação na respectiva unidade. Palavras chaves: eventos adversos, terapia intensiva neonatal; cateterismo periférico. Bibliografia Lourenço SA, Kakehashi TY. Assistência de enfermagem pré e pós – inserção imediata do cateter venoso central de inserção periférica em pacientes neonatal. Nursing 2003; 63: 24. Phillips LD. Manual de terapia intravenosa. 2ª ed. Porto Alegre(RS): Artmed; 2001 Centers for Diesase Control and Prevention. Departament of Health and Human Services. Intravascular device - related infections preventions; guideline availability: notice. Atlanta (GO): CDC; 2004. JESUS, V.C. et al. Complicações acerca do cateter venoso central de inserção periférica (PICC). In: SECOLI, S.R. Ciência Cuidado e Saúde, abr-jun , v.6, n°2 p. 252-260 , 2007. D‟ ELIA, C. et al. Fístula broncovascular – complicação de cateter venoso central percutâneo em neonato. In: CORRÊA, M.S.; OLIVEIRA, S.D.; BARBOSA, N.M.M. Jornal de Pediatria. Sociedade Brasileira de Pediatria, v.78 , n°4 , p.347-350 , 2002.
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    TRABALHO 100 A UTILIZAÇÃODO CATETER CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA NAS UNIDADES PEDIÁTRICAS: COMO REDUZIR OS EVENTOS ADVERSOS NA PRÁTICA ASSISTENCIAL Instituição: Hospital Santa Catarina/ SP. e-mail: simone_isidoro@ig.com.br Autores: Prado SI, Sasaki MLV, Giancoli, M. Introdução: A utilização do cateter central de inserção periférica na área pediátrica tornou-se cada vez mais necessária como estratégia a ser utilizada na terapia intravenosa em crianças, uma vez que essa terapêutica apresenta determinadas particularidades, que vão de encontro desde a via de escolha até a manutenção do cateter central de inserção periférica (PICC). A indicação da utilização do PICC de acordo com a literatura está evidenciada pelo tempo prolongado de terapia intravenosa e a necessidade da administração medicamentosa de drogas vasoativas como também a administração de nutrições parenterais. Objetivo: Identificar os eventos adversos relacionado a manutenção do cateter central de inserção periférica na criança durante a hospitalização e Oferecer subsídios aos enfermeiros na prática assistencial. Material e Método: Trata-se de um estudo retrospectivo, de natureza descritiva e documental, realizado no período de Janeiro de 2009 à Dezembro de 2010, realizado na unidade de terapia intensiva neonatal, pediátrica e pediatria de um Hospital privado do Estado de São Paulo. Resultados: A amostra foi composta de 142 Piccs inseridos nas unidades infantis nos anos de 2009 à 2010, no qual a média de permanência foram de 7.8 a 53 dias,neste período tornou-se possível identificar que ocorreram em média de 20 perdas de Piccs ao longo deste estudo, identificamos também que as perdas estavam correlacionadas à obstrução (09); (06) extravazamento; 05 por suspeita de infecção. Conclusão: Ao longo do estudo evidenciamos a necessidade de oferecer subsídios científicos aos enfermeiros pediátricos no cuidado com o PICC, através de instrumento de validações que visam avaliar os enfermeiros na prática assistencial desde a passagem até a manutenção do cateter durante o período de hospitalização da criança. Palavras chaves: cuidados de enfermagem, cateterismo venoso, eventos adversos.
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    TRABALHO 101 APLICABILIDADE DOTIME DE RESPOSTA RÁPIDA EM UNIDADES INFANTIS: INDICADOR DE QUALIDADE. COMO DEVEMOS ATUAR? Instituição: Hospital Santa Catarina/ SP E-mail: simone_isidoro@ig.com.br Autores: Prado SP, Florentino EDG, Sasaki MLVS, Oliveira DPS, Nardini J. Introdução: A aplicabilidade do time de resposta rápida nas unidades infantis está relacionada à identificação e atuação imediata dos enfermeiros, médicos e fisioterapeutas em situações de vulnerabilidade fisiológica da criança durante a internação como também reduzir os danos subseqüentes que ocorrem durante o processo de deteriorizações orgânicas à criança.Justificativa: A necessidade de inserir o time de resposta rápida vem de encontro com as demandas das intercorrencias identificadas nos setores infantis como também a necessidade de utilizar instrumentos que possam oferecer subsídios aos profissionais envolvidos a identificar os sinais e sintomas característicos de insuficiência respiratória. Objetivo: Identificar e descrever os papeis dos membros envolvidos no projeto. Facilitar as intervenções precoces para atingir a melhora da evolução do paciente e melhorar a sobrevida. Identificar precocemente os sinais de deteriorização através do Score de Alerta Precoce. Método: Estudo descrito exploratório com análise quantitativa dos dados sendo expresso o resultado em números por meio de análises e estatísticas, através do instrumento de identificação dos sinais e sintomas de sinais de vulnerabilidades fisiológicas à criança, sendo realizado nas unidades infantis de uma instituição de grande porte do Estado do São Paulo no período de 2010 a 2011. Resultados: A inserção de métodos orientativos, e o instrumento de avaliação inserido na prática assistencial aos membros envolvidos nos setores infantis possibilitaram a todos a melhoria no gerenciamento e identificação dos sinais e sintomas de insuficiência respiratória e outras alterações fisiológicas na criança, o que tornou possível neste estudo identificar a redução do índice de transferência para as unidades de terapia intensiva e o índice de mortalidade, quando a percepção da gravidade da criança era identificada precocemente e as ações dos membros envolvidos eram sincronizadas. Conclusão: A necessidade da inserção do time de resposta rápida promoverá aos enfermeiros, médicos e fisioterapeuta sincronia nas ações e tomada de decisão imediata como também o gerenciamento das ações que desencadearam a instabilidade hemodinamica da criança durante a hospitalização e tem o intuito de fornecer subsídios para a melhoria na segurança do paciente desde sua admissão até a alta hospitalar.
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    TRABALHO 102 Nome daInstituição Home-care cenehospitallar Email para contato –ed.rocha25@hotmail.com A IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO DOS CUIDADOS DOMICILIARES NA PREVENÇÃO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO. Introdução :- A úlcera por pressão pode ser definida como:- “Uma área localizada de necrose celular que atende a desenvolver-se quando os tecidos moles são comprimidos entre uma proeminência óssea e uma superfície plana por um período prolongado de tempo” (Bergstan ET AL.,1955) . Vários fatores podem aumentar o risco para desenvolvimento da ulcera por pressão, entre eles:- tabagismo, imobilidade, pressão prolongada, fricção, idade avançada, desnutrição, incontinência urinária e fecal, entre outros. As úlceras por pressão são classificadas em estágio: I, II, III, IV. Estágio I:- Quando a pele está intacta, mas observa-se vermelhidão e inicio da ulceração da pele . Estágio II:- A pele já está perdendo sua espessura, manifestando abrasão, bolha ou lesão superficial Estágio III:- Já consiste na lesão envolvendo epiderme, derme ou até mesmo tecido subcutâneo. Estágio IV:- Há lesões com comprometimento de tecido muscular, ósseo, estrutura de suporte (tendões e cápsula articular). Objetivo:- orientar, treinar e educar o cuidador á identificar sinais e sintomas que levam a desenvolver úlcera por pressão. Método:- Trata-se de um relato de experiência realizado entre os anos de 2008 á 2010, em uma empresa privada de assistência domiciliar de São Jose do Rio Preto (Cene Home Care), onde foram analisado 20 casos onde os mesmos não evoluirão com up. Resultados:- Com a implantação e implementação de medidas educativas podemos evidenciar o envolvimento do cuidador no processo de identificação de up e tomada de medidas precoces no processo de prevenção onde nos possibilitou o controle e redução de ocorrências,proporcionando melhor qualidade de vida aos pacientes e cuidadores. Conclusão:- Concluímos que o cuidador é a principal ferramenta aplicada no no contexto domiciliar para prevenir UP, desde que o processo de orientação e treinamento seja eficaz , proporcionando resultados satisfatórios. Bibliografia Feridas – tratamento e cicatrização Prem P. Gogia – Ed. Revinter 2003 Feridas – fundamentos e atualizações em enfermagem Silva R. C. Lyra, Figueiredo N. M. Almeida, Meireles I. Barbosa - Ed. Yendis 2007 Autores Rocha FE, Oliveira AJ ,Silva AH, Kaiser NS,Menis M,Oliveira FA
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    TRABALHO 103 EXERCÍCIO PROFISSIONAL TUTELADO: FERRRAMENTA PARA A GESTÃO CONTEMPORÂNEA DE ENFERMAGEM Instituição: Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo – Câmara de Apoio Técnico Autores: Munhoz S, Marra CC, Porto CA. Introdução: Diante de um período em que há uma explosão de oferta de vagas no ensino da enfermagem, nem sempre em cursos com qualidade garantida, dois fatores consequentes se apresentam: disponiblidade do número de profissionais acima do que o mercado pode absorver e qualificação insuficiente no atendimento de exigências atuais dos órgãos empregadores. O primeiro pertence ao âmbito dos órgãos de ensino, porém para o segundo é preciso encontrar caminhos de solução a curto prazo, envolvendo a elaboração de uma ferramenta de gestão. Essa ferramenta é instrumento metodológico que auxilia o desenvolvimento do fazer na prática administrativa, de forma eficiente e eficaz. Justificativa: Essa realidade de descompasso entre formação e absorção do profissional pelo mercado de trabalho, trouxe um espaço para que o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, COREN-SP, decidisse pela criação do Exercício Profissional Tutelado, EPT, como mais uma alternativa de educação permanente a ser disponibilizado, metodologicamente desenvolvido. Objetivo: Divulgar o Exercício Profissional Tutelado como ferramenta para a gestão contemporânea de enfermagem. Método: Estudo exploratório na caracterização de condições de modificação da realidade no fazer em enfermagem, saindo da competência pura para a laboral. Resultados: Ao consultar fontes bibliográficas relativas às ferramentas de gestão contemporâneas e aos textos sobre a transformação de competências gerais em laborais, depreendeu-se da apropriação do EPT como instrumento metodológico facilitador para caminho de incremento da produtividade do profissional de enfermagem e das ações gerenciais do enfermeiro, na expansão de condições empregatícias no mercado de trabalho em saúde. O EPT, entendido como período de adequação, informação, direcionamento e transição para a prática profissional no desenvolvimento de competências laborais , destina-se aos egressos de escolas de enfermagem nos últimos dois anos. Estabelece um processo de acompanhamento do exercício profissional em seu primeiro emprego, com tomada de decisão em níveis progressivos de responsabilidade, sob a orientação e supervisão de monitores. Tem a duração de 12 meses, utilizando metodologia e ferramentas fundamentadas em competências laborais, no estabelecimento de marcos qualificadores onde o recém-formado valida competências, cumprindo todas as etapas do processo avaliativo até que atinja total autonomia em práticas seguras e excelência do cuidar. Conclusão: O processo de desenvolvimento do EPT permite que o rito de passagem do ser aluno para o ser profissional seja consolidado progressivamente, conferindo um perfil adequado à gestão contemporânea de enfermagem, enquanto ferramenta. Bibliografia: Catalano, AM; Avolio de Cols, S; Sladogna, M. Diseño curricular basado en normas de competencia laboral: conceptos y orientaciones metodológicas. Buenos Aires: BID/FOMIN; CINTERFOR, 2004. 226p. Gallart, MA. Competencias, productividad y crecimiento del empleo: el caso de América Latina. Montevideo: OIT/ Cinterfor, 2008. 111 p. (Trazos de la Formación, 36) Nunes,TCM; Martins, MIC; Sório, RER. Proposições e estratégias de transformação dos recursos humanos em profissionais de saúde comprometidos com um sistema de saúde acessível, qualificado, sensível e humanizado. Cadernos da Décima Primeira Conferência Nacional de Saúde, Brasília, 2000. Palavras-chave: Competência Profissional, Exercício Profissional, Gestão da Prática Profissional, Enfermagem. E-mail para contato: sarahmunhoz@uol.com.br Obs: A inscrição dos autores está vinculada ao Contrato de Patrocínio do COREN-SP. Qualquer dúvida consultar o Sr. Cézar da Silva.
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    TRABALHO 104 RELATO DE EXPERIÊNCIA: DESAFIOS DA ENFERMAGEM NA IMPLANTAÇÃO DO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO Gerolin FSF, Fini A, Saraiva JC, Ferrari LCS, Leekning,R Hospital Alemão Oswaldo Cruz fatima@haoc.com.br Introdução: Os hospitais são considerados organizações complexas pela sua variabilidade e complexidade de processos. Por isso, necessitam de um sistema de gestão que facilite o fluxo de informações entre os setores da empresa e integre todos os processos hospitalares. Esta integração elimina dados redundantes e retrabalho, garante a confiabilidade das informações e proporciona aos gestores uma visão global da organização. A implementação de sistemas de informação em saúde e, mais especificamente, no hospitalal, focados principalmente na atuação do enfermeiro, iniciou na década de 50 transformando-se nos dias de hoje em uma tendência mundial. O prontuário eletrônico do paciente veio para suprir as necessidades operacionais dos setores, promover integração e interação de dados, permitir total acesso às informações produzidas pelas diversas áreas, por outros serviços nacionais e internacionais, facilitar acesso rápido, agilizar a execução de alguns processos e fornecer um banco de dados para pesquisa. Também trata-se de uma excelente ferramenta na elaboração e monitoramento dos resultados dos cuidados de enfermagem prestados ao paciente, permitindo a visualização do caminho percorrido desde a coleta de dados até o planejamento da assistência.. Objetivo: Apresentar o processo de implantação do prontuário eletrônico no Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) com ênfase nas etapas de planejamento, treinamento, implantação, utilização e aprimoramento contínuo junto à equipe de enfermagem. Este trabalho pretende demonstrar as fases percorridas pelos enfermeiros na continuidade da realização da Sistematização da Assistência de Enfermagem sem prejuízo na obtenção de informações para o planejamento e acompanhamento do cuidado. Descrição: Caracterização do HAOC: Hospital geral, privado, de alta complexidade. Possui 252 Leitos distribuídos em apartamentos individuais, sendo 34 leitos de UTI. O corpo funcional é composto por 1773 colaboradores. Possui corpo clínico aberto, com 5047 médicos cadastrados. Tendo como base as necessidades da organização, um grupo multidisciplinal avaliou três empresas para definição de qual seria a escolhida para a implantação do prontuário eletrônico. Em 2010 um grupo formado por enfermeiros, farmacêuticos e colaboradores da área de informática, foi capacitado para instrumentalização relacionada ao software, bem como para alinhamento das estratégias para implantação do prontuário eletrônico em janeiro de 2011. Muitas etapas foram percorridas, envolvendo questões da ética, do sigilo da informação, da estrutura, até chegar a um consenso em relação ao formato das documentações e relatórios que seriam obtidos. Grupos de trabalhos foram formados a fim de operacionalizar a construção dos cadastros e para discussão de melhorias a serem implementadas. O envolvimento de todos foi fator determinante para o alcance do que seria nosso maior objetivo naquele momento. Conclusão: A busca pelo desenvolvimento/aprimoramento de ferramentas que contribuam para o alcance de melhores resultados na assistência é fundamental para a sustentação da prática assistencial. Superadas as dificuldades, o prontuário eletrônico trará benefícios na continuidade do cuidado, na integração da equipe multidisciplinar, no resgate de informações e no monitoramento dos diferentes aspectos relacionados ao paciente, além de ser um meio eficaz para documentação. Bibliografia: 1.Marin, H.F. Vocabulário: recurso para construção de base de dados em enfermagem. Acta Paul Enf, São Paulo, v. 13, n.1, p. 86-89, 2000. 2.Possari JF, Prontuário do Paciente e Registos de Enfermagem. Edição/reimpressão: 2005, 248 p. Editor: Erica 3.Massadi E, Marin HF, Azevedo Neto RS. O prontuário eletrôncio do paciente na assistência, informação e conhecimento médico. São Paulo, 2003 Obs: A inscrição dos autores está vinculada ao Contrato de Patrocínio do COREN-SP. Qualquer dúvida consultar o Sr. Cézar da Silva.
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    TRABALHO 105 REESTRUTURAÇÃO DOS CARROS DE EMERGÊNCIA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO: relato de experiência Silva IAS1, Carneiro TM2, Sant‟Anna MV3, Ribeiro EAF4, Brandão KR5. monalisaviana@terra.com.br COMPLEXO HOSPITALAR UNIVERSITÁRIO PROESSOR EDGARD SANTOS INTRODUÇÃO: o carro de emergência é um dos componentes imprescindíveis ao atendimento de intercorrências nas unidades assistenciais de saúde. No sentido de garantir as boas práticas e atender aos pré requisitos da Joint Commission International e, por seguinte, a acreditação deste complexo, ficou evidenciado a necessidade de reestruturar a padronização e o controle dos componentes integrantes deste carro. OBJETIVO: apresentar proposta de reestruturação dos carros de emergência para unidades de alta complexidade e enfermarias de um complexo hospitalar universitário, público, federal, de pesquisa, assistência e extensão, prestador de serviços aos usuários do Sistema Único de Saúde. METODOLOGIA: trata-se de um estudo do tipo relato de experiência, da coordenação de enfermagem e enfermeiras colaboradoras para a elaboração e implementação de mudanças nos carros de emergência das unidades de alta complexidade e enfermarias deste complexo, durante o período de janeiro a março de 2011, no sentido de favorecer a praticidade no uso e a efetividade do controle de materiais, medicamentos e equipamentos. Para tanto foi revisado a padronização existente e posteriormente criado um novo modo de controle diário na forma de impresso tipo check-list, contendo: data e turno, número do lacre encontrado ou trocado, testagem do desfibrilador e laringoscópio, avaliação do cilindro de oxigênio quanto ao número de libras, avaliação do ressuscitador manual quanto à validade de esterilização, funcionamento e existência de todos os seus componentes. A este impresso foi anexado uma folha na qual os profissionais de enfermagem irão registrar as ocorrências e ações corretivas realizadas. Revisto o quantitativo e a especificidade de materiais, adequando-os às demandas das unidades gerenciais. Quanto aos medicamentos foi aceita a proposta da unidade do serviço de farmácia para efetuar o controle do quantitativo, validade e reposição destes. RESULTADOS: a proposta foi concluída, avaliada por enfermeiras e encaminhada para a assessoria de comunicação da organização para verificação do layout e futura impressão. CONSIDERAÇÕES FINAIS: diante do exposto, consideramos que a elaboração e a possível implementação desta proposta possa favorecer as boas praticas em saúde e o controle, no sentido de garantir a segurança dos processos implicados no momento da produção do cuidado emergencial. A experiência em elaborar esta reestruturação, possibilitou-nos reflexão sobre a importância da organização e uniformidade dos carros de emergência para o atendimento seguro nas situações críticas, para favorecer o ensino e reduzir os desperdícios. PALAVRAS CHAVE: Enfermagem; Hospital; Carro de emergência. REFERÊNCIAS: BRASIL. Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Consulta Pública n.21, de 27 de abril de 2006. Regulamento técnico para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva e Unidades de Cuidados Intermediários. DOU, Brasília, DF, de 28/04/2006. Disponível em: www.anvisa.gov.br/consulta. Acesso em 10 dez 2010. CONSÓRCIO BRASILEIRO DE ACREDITAÇÃO DE SISTEMAS E SERVIÇOS DE SAÚDE. Padrões de Acreditação da Joint Commission. Rio de Janeiro: CBA, 2008. MALLAGUTTI, William (Org). Gestão do Serviço de Enfermagem no Mundo Globalizado. Rio de Janeiro: Ed. Rubio, 2009.
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    TRABALHO 106 A IMPORTÂNCIA DOS INSTRUMENTOS PARA O PLANEJAMENTO E GESTAÕ EM ENFERMAGEM Silva RDC, Mancusi FCM, Suadicani CMO Hospital Alemão Oswaldo Cruz Email:rosilene.duarte@haoc.com.br Introdução :A gestão tem sido cada vez mais, um grande desafio para os líderes nas instituições hospitalares. Com o desenvolvimento tecnológico, globalização , infra-estrutura e informatização, o mercado coorporativo tornou-se competitivo exigindo da organização uma postura proativa, dinâmica e inovadora, com um corpo funcional qualificado. O enfermeiro encontra-se neste contexto em todos os níveis: estratégico, tático e operacional. e desenvolve em todas as suas funções o planejamento como uma ferramenta ou um instrumento nas mais diversas áreas em que atua .(1). O enfermeiro possui em sua formação conhecimento científico e sistematizado direcionado para a solução de problemas de saúde seja de indivíduos, grupos ou instituições.(1) Objetivo : Demonstrar a importância do planejamento e utilização adequada de instrumentos para o alcance dos objetivos . Justificativa : O Hospital Alemão Oswaldo Cruz definiu alguns instrumentos que estão sendo utilizados pelos gestores para o alcance dos objetivos estratégicos . Sua premissa é na assistência e o cuidado integral, e sua aplicação ocorre em todas as fases da Sistematização da Assistência de Enfermagem. O modelo assistencial Primary Nurse e o Relationship-Based Care ( BRC) definem e fundamentam nossas práticas , fortalecendo o cuidado, o relacionamento , respeito e acolhimento ao outro.( 3 e 2) A Ferramenta Lean ( enxuta) definido como uma estratégia de negócio tem a finalidade de evitar desperdícios, alinhar, evitar retrabalhos e perda de tempo, buscando melhorias juntamente com a equipe que atua na área e desenvolvendo responsabilidades, diminuindo custos sem racionalizar materiais e pessoas..(5) O Prontuário Eletrônico é uma ferramenta para a equipe multiprofissional. Auxilia na comunicação efetiva , legitima as informações, traz segurança ao paciente . Facilita o registro de informações promove visão de recursos materiais e humanos e suas locações, criação e acompanhamento de indicadores de qualidade , bem como planos de investimentos a médio e longo prazo.( 4) O programa Bem Estar esta voltado para a qualidade de vida de seus colaboradores , proporcionando atenção a sua saúde. Método : Trata-se de uma reflexão teórica em relação aos instrumentos. Conclusão: Percebemos que ao utilizar os instrumentos disponíveis em nossa instituição de maneira eficiente e eficaz, investindo em educação e formação dos profissionais, fortalecendo a equidade, qualidade e a segurança dos serviços prestados aos nossos clientes, bem como o comprometimento com a qualidade de vida de nossos colaboradores, estamos alcançando os objetivos eficazmente em nossa instituição, juntamente Acreditação Hospitalar ( Organização Nacional de Acreditação e a Joint Commission International ) que formaliza e efetiva nosso serviço. Bibliografias 1- Fugita,R,M; Farah.O,G,d; Instrumentos Básicos para o cuidar In O Planejamento como instrumento Básico para o cuidar. p 99 A 109. 2- Koloroutis,M ( 2004).Relationship-Based Care: A model for transforming practice. Creative Health Care Management, Minneapolis, MN. 3- Manthey,M. The Practice of Primary Nursing.2th Ed. Minneapolis, MN: Creative Helth Care Management,2002. 4- Costa ,C.G.A. da Prontuário Eletrônico do Paciente: Legislação, Auditoria,Conectividade,8º Congresso Latino Americano de Serviços de Saúde, 2003. 5- Htpp:// WWW.lean.org.br/o_que_e.aspx. Lean Institute Brasil. Lean Thinking.
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    TRABALHO 107 PNEUMONIAHOSPITALAR: CUSTOS DO TRATAMENTO ANTIMICROBIANO EM PACIENTES DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA Costa DB, Gvozd R, Belei RA, Vannuchi MTA, Haddad MCL Universidade Estadual de Londrina raquelgvozd@yahoo.com.br Introdução: Aproximadamente 5% dos pacientes hospitalizados adquirem algum tipo de infecção a qual não apresentavam no momento do ingresso hospitalar. Atualmente, as infecções hospitalares causam um grande impacto para a economia dos serviços de saúde, representando um importante problema de saúde pública1. Entre todas as infecções hospitalares, a pneumonia é a mais freqüente em pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e também a responsável pelas maiores taxas de letalidade, aumento no tempo de hospitalização e de custos com a internação2. Os custos crescentes da saúde se mostram insustentáveis, tanto aos cofres públicos como às organizações de saúde privadas. Planejar e controlar custos são mecanismos que podem garantir a sobrevivência das instituições hospitalares uma vez que os tratamentos médicos são onerosos3. Justificativa: A vivência enquanto residente de gerência de serviços de enfermagem na Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e a necessidade de se conhecer o custo dos tratamentos das pneumonias hospitalares com antibióticos nos estimularam a desenvolver tal pesquisa. Objetivos: Analisar o custo com o uso de antibióticos em pacientes com pneumonia hospitalar internados nas UTIs de um Hospital Universitário Público. Metodologia: Trata- se de um estudo exploratório-descritivo, de abordagem quantitativa, desenvolvido em um Hospital Universitário Público do Paraná, que é centro de referência regional para o Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição possui quatro UTIs, das quais duas são para pacientes adultos, totalizando 17 leitos. Foram incluídos todos os pacientes que desenvolveram Pneumonia Hospitalar (PH) relacionadas à internação nestas duas unidades, no período de julho a agosto de 2010. A coleta de dados foi realizada por meio de análise das fichas de notificação de Infecção Hospitalar da CCIH, que utiliza a metodologia norte-americana National Nosocomial Infection Surveillance (NNIS). Utilizou-se como unidade monetária o Real. Resultados: Do total de 138 pacientes analisados, 57,6% eram do sexo masculino e 42,4% do feminino; a idade variou entre 17 a 93 anos, com uma distribuição equilibrada na faixa de idade dos 21 aos 80 anos. Cento e quinze pacientes (83,33%) apresentaram intubação endotraqueal como fator de risco. Os antibióticos utilizados foram: Tazocin, Vancomicina, Imipenem, Meropenem, Linezulida, Cefepime, Teicoplamina e Azitromicina. Entre esses antibióticos foram realizados 41 associações, as mais frequentes foram: tazocin + vancomicina (12, 31%), e tazocin + vancomicina + linezulida (9,4%), sendo que o tempo médio de tratamento foi de oito dias. O custo com estes antimicrobianos foi de R$264.785,98 reais, valor elevado considerando que no mesmo período a instituição gastou R$778.628,45 reais para o tratamento das infecções dos demais 299 pacientes internados nas outras unidades. Conclusão: Observa-se o alto custo do uso de antibióticos para o tratamento de PHs em UTI. O elevado número de associações entre os antibióticos indica a necessidade de implantação de um protocolo que oriente os médicos na utilização de associações mais indicadas no tratamento desta patologia, evitando elevados custos e a não resolutividade do tratamento. Considerando o contexto atual da saúde pública, medidas preventivas de PH necessitam de adesão, reduzindo custos e mortalidade. Referências: 1. Hautemaniére, A.; Florentin, A.; Hartemann, P.; Hunter, P.R. Identifying possible deaths associated with nosocomial infection in a hospital by data mining. American Journal of Infection Control. Nancy, France. p. 1-5, 2010. Disponível em: <http://www.ajicj 2. Carrilho CMDM. Fatores associados ao risco de desenvolvimento de pneumonia hospitalar na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná, Londrina-PR. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 32(4):455-456, jul-ago, 1999. 3. Gonçalves AA, Oliveira ML Novaes, Simonetti VMM. Otimização de farmácias hospitalares: eficácia da utilização de indicadores para gestão de estoques. XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006.
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    TRABALHO 108 ESTRUTURAFÍSICA PLANEJADA E UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: SEGURANÇA EM CONTROLE DE INFECÇÕES Gerolin, FSF; Santoro, CM; Watanabe, M; Cipriano, E; Uechi, K. HOSPITAL ALEMÃO OSWALDO CRUZ – Unidade de Terapia Intensiva – São Paulo/ SP. e-mail: cristianesantoro@haoc.com.br INTRODUÇÃO: A infraestrutura física de uma unidade de terapia intensiva (UTI) segue padrões estabelecidos pela RDC/Anvisa nº 50 de 21 de fevereiro de2002, porém o bom planejamento garante melhores práticas com qualidade , segurança e controle de infecção hospitalar. JUSTIFICATIVA: Os padrões de Joint Commission referente à “Gestão de Ambiente de Assistência à Saúde”, englobam o projeto de prédios construção e reformas, gestão de equipamentos médicos e hospitalares e sistemas de utilidades. OBJETIVO: Relacionar o tipo de acomodação com a taxa de infecção hospitalar. METODO: Estudo do tipo descritivo, prospectivo no período de janeiro de 2009 a dezembro de 2010, realizado na UTI de um hospital privado de 34 leitos, no qual os leitos foram divididos em 3 categorias de acordo com a estrutura física: leitos abertos (box), leitos com móvel lavatório/vaso e leitos com banheiros privativos. Os leitos categorizados foram relacionados com presença de infecções hospitalares, segundo sítio de infecção e microrganismos de maior prevalência. RESULTADOS: Os leitos abertos (box) representam 20,1% na taxa de infecção hospitalar com predomínio de P.aeruginosa em sítio de infecção em corrente sanguínea, ferida cirúrgica e pulmão. O mesmo comportamento foi observado em leitos com banheiro privativo com 20,8 % na taxa de infecção por S.aureus e E.faecalis em sítio de ferida cirúrgica. Os leitos com móvel lavatório/vaso foi implantada para melhor aproveitamento de espaço físico e praticidade de atendimento ao paciente crítico pela equipe multiprofissional, porém os leitos representaram 59,1 % na taxa de infecção com predomínio de P.aeruginosa e E.coli, respectivamente em sítio de corrente sanguínea e urina. CONCLUSÃO: A implantação de novos recursos de arquitetura é fundamental para o planejamento de uma nova área, mas devemos considerar conceitos básicos de controle ambiental para práticas em meio hospitalar. REFERÊNCIAS 1Brasil.Resolução-RDC/ANVISA nº 7 de 24 de fevereiro de 2010.Diário Oficial da República Federativa do Brasil,25 fev.2010. Seção 1.p.48. 2Bartley J, Streifel AJ.Design of the environment of care for safey of patients and personnel:Does form follow function or vice versa in the intensive care unit? Crit Care Med 2010; 38:S388-98. 3Lundstrom T, Pugliese G, Bartley J, et al. Organizational and environmental factors that affect worker health and safety and patient outcomes. Am J Infec Control 2002; 30:93-106. 4The Joint Commission:National Patient Safety Goals. Available at http://www.jointcommission.org/patientsafetygoals. Accessed Mar, 2011. 5Bracco D, Duboi MJ, Bousali R, et al. Single rroms may help to prevent nosocomial bloodstream infection and cross-transmission of methicilin-resistent Sthaphylococcus aureus in intensive care units. Int Care Med 2007;33:836- 40.
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    TRABALHO 109 Implantaçãodo Time de Resposta como Estratégia para Redução dos Eventos de Parada Cárdio Respiratória (PCR) no HIAE Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein E-mail: isabellemb@einstein.br Autoras: Bérgamo IMB, Jaures M, Canero TR, Rodrigues IG, Waisbeck TMB. Introdução: O sucesso no atendimentoda PCR depende do rápido diagnóstico e do atendimento especializado. Preocupado com a sobrevida dos pacientes vítimas de PCR, o HIAE implantou, em agosto de 2005, o Código azul, sistema de atendimento 24 horas a vítimas de PCR nos locais onde não há médicos. Estudos mostram que 70% dos pacientes apresentam deterioração nas 8 horas prévias a PCR e que o médico é notificado antes do evento em apenas 25% dos casos. É vital para a segurança do paciente, a implantação de medidas que visem identificar mudanças agudas e precoces nos parâmetros vitais do paciente permitindo ações imediatas e prevenindo a PCR. A partir de Fevereiro de 2007, 18 meses após a implementação Código Azul, foi implementado o Código Amarelo, serviço de atendimento a urgências e emergências nos moldes do Rapid Response Teams (com exceção da PCR, já atendida pelo código azul). O Código Amarelo aperfeiçoa o atendimento nos casos de Urgências e Emergências prevenindo as ocorrências de paradas cardiorrespiratórias (PCR) fora das unidades de internação onde não há médicos durante todo o dia. Objetivos: Tornar o atendimento às urgências e emergências mais ágil e efetivo, reduzindo os eventos de PCR na instituição. Métodos: Os enfermeiros das unidades foram capacitados a identificar, no quadro clínico do paciente, um ou mais sinais de alterações agudas que possam oferecer risco ao paciente. O enfermeiro aciona o Código Amarelo pelo ramal 59000, mobilizando um Médico intensivista até o local onde está o paciente. Foi criado um impresso institucional para registro deste atendimento a ser preenchido pelo médico e enfermeiro, para facilitar o registro dos eventos no prontuário e levantar os indicadores. Estabelecemos as seguintes metas: 1. Tempo de chegada do médico após a identificação dos sinais de deteriorização clínica: no máximo 5 minutos em pelo menos 90% das vezes. 2. Chamados para pacientes em fase terminal de doença grave e incurável (cuidados paliativos): até 5% dos chamados. 3.Reduzir em 50% os chamados de Código Azul, no HIAE. Resultados: O índice de transferência de pacientes para a UTI após o atendimento foi de 35% nos 3 anos consecutivos (2008, 2009 e 2010). Os indicadores do Código Amarelo ao longo dos 3 últimos anos mantiveram-se dentro do proposto: 1-Tempo de chegada do médico após a identificação dos sinais de deteriorização clínica pelo enfermeiro: no máximo 5 minutos em pelo menos 90% das vezes. Em 2008 95% de conformidade, em 2009 94% de conformidade e em 2010 95% de conformidade. 2- Chamados para pacientes em fase terminal de doença grave e incurável (cuidados paliativos): até 5% dos chamados. Em 2008: 4%. Em 2009: 3%. Em 2010: 5%. 3-Reduzir em 50% os chamados de Código Azul, no Hospital Israelita Albert Einstein. A redução no número de eventos de PCR ao longo dos 04 últimos anos foi significativa e pode ser demonstrada na tabela abaixo. Número de PCRs fora do CTI - HIAE Distribuição mensal dos acionamentos do Código Amarelo. HIAE, 2010. 98 86 80 80 80 76 73 73 72 72 Média 2010 = 25 70 69 70 71 70 67 70 acionam entos /m ês 66 65 65 66 65 61 60 60 58 58 59 58 57 57 56 56 55 54 Média 2009 = 52 53 51 54 53 68 acionam entos 51 49 /m ês 46 42 40 40 35 Média 2008 = 56 acionam entos /m ês Média 2007 = 47 acionam entos /m ês 6 2 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 2007 (519 acionamentos) 2008 (674 acionamentos) 2009 (816 acionamentos) 2010 (842 acionamentos) 2006 2010 Paciente/dia Ano PCR Código Amarelo CMC Maternidade Total 2006 25 - 75.889 11.026 86.915 2007 15 519 75.276 11.066 86.342 2008 11 674 76.594 12.172 88.766 2009 9 816 84.579 12.826 97.405 2010 6 842 68.315 9.347 77.662 Total 60 2.851 380.653 56.437 437.090 Conclusões: Para avaliar o efeito do tempo (ano) no número de PCRs usando como referência o total de pacientes-dia. Houve uma redução significativa no número de episódios no período estudado, adotando o ano de 2006 como referência foram registrados 25 ocorrências de PCRs fora do CTI, em 2007 este número caiu para 15 ocorrências (redução em 40%), em 2008 para 11 ocorrências (redução em 56%), em 2009 para 9 ocorrências (redução em 64%) e em 2010 para 6 ocorrências (redução de 76% dos casos de PCR fora do CTI). Esses resultados demonstram o sucesso dessa iniciativa em prol da segurança dos nossos pacientes. A implantação do Código Amarelo tem se mostrado uma estratégia eficaz na redução dos eventos de PCR na instituição.
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    TRABALHO 110 GESTÃO FINANCEIRA EM SAÚDE: FOCO EM REDUÇÃO DA PERDA DE RECEITA Canero TR, Vargas RO, Fonseca TR, Frazilio AAM, Sicoli AA Hospital Israelita Albert Einstein e-mail: tatianerc@einstein.br Introdução: Os serviços de saúde podem ser vistos como entidades transformadoras de recursos: que utilizam os recursos físicos, humanos e tecnológicos, para produzir serviços de saúde. Os principais objetivos da gestão financeira nos serviços de saúde são a melhoria da eficiência e a garantia da estabilidade e sustentação econômicas. A perda de receita contradiz a sustentabilidade econômica das organizações de saúde, uma vez que por falhas na cobrança, registro ou desperdício, o retorno financeiro é prejudicado. Justificativa: Frente a essas premissas, iniciamos um trabalho com foco financeiro, em uma unidade de internação da clínica médico cirúrgica, em um hospital de grande porte da cidade de São Paulo. Objetivo: Reduzir a perda de receita da unidade de internação, através do aumento na adesão ao registro, em prontuário, dos materiais utilizados e da cobrança dos procedimentos realizados, durante a prestação diária da assistência de enfermagem. Método: Elaboramos um plano de ação com a participação dos enfermeiros assistenciais, as ações compreenderam: o treinamento da equipe assistencial de enfermagem, quanto à gestão financeira dos serviços de saúde, e a importância da adequada cobrança dos materiais e procedimentos realizados para a sustentabilidade financeira da unidade, bem como o esclarecimento de como registrar os materiais utilizados, em anotação de enfermagem, e em como realizar a cobrança dos procedimentos de enfermagem no sistema eletrônico. Os enfermeiros passaram a sinalizar as cobranças pertinentes a cada paciente, com os técnicos no início do plantão, e ao término do turno de trabalho, enfermeiros e técnicos realizavam a dupla checagem no impresso de cobrança, para assegurar que todos os itens pertinentes a assistência individual a cada paciente, estavam cobrados. Para mensurar a eficácia das ações, aplicamos um instrumento de auditoria, comparando os registros de cobrança na conta dos pacientes, com os registros, em prontuário, dos procedimentos realizados. A auditoria foi realizada em dois momentos, antes da implantação do plano de ação, para a construção do cenário pré projeto, e um mês após a implantação das ações, para avaliação. Resultados: Na auditoria pré projeto, a adesão ao registro, em prontuário, dos materiais utilizados foi de 81%, existiam 27 materiais cobrados na conta dos pacientes (como película adesiva, placa de hidrocolóide, fralda, ataduras, cotonete para higiene oral), e apenas 22 registros, em prontuário da utilização destes, ou seja, 19% dos materiais utilizados foram glosados por falta de evidência do uso no paciente. No momento pós projeto, a adesão ao registro, em prontuário, dos materiais utilizados subiu para 98%, dos 62 materiais cobrados na conta dos pacientes, 61 apresentavam registro de utilização em prontuário. Quanto à cobrança dos procedimentos de enfermagem, no momento pré projeto existiam 63 procedimentos cobrados na conta dos pacientes, e a evidência em prontuário era de 91 procedimentos (como aplicação de injeção, realização de curativo, instalação de soro, glicemia capilar, controle de dreno, controle de diurese), a adesão a cobrança era de 69%, ou seja, 31% dos procedimentos de enfermagem realizados não estavam sendo cobrados. Após o projeto, a adesão a cobrança aumentou para 99%, dos 107 procedimentos de enfermagem realizados, 106 estavam cobrados na conta dos pacientes. Conclusão: Concluímos que o gerenciamento dia-a-dia das cobranças, e a educação para a responsabilidade financeira representam importantes estratégias para reduzir a perda de receita. Referências bibliográficas: 1. Couttolenc BF, Zucchi P. Gestão de recursos financeiros. São Paulo : Fundação Petrópolis; 1998. 139 p. 2. Rogrigues VA, Perroca MG, Jericó MC. Glosas hospitalares: importância das anotações de enfermagem. Arq Ciênc Saúde. 2004 out-dez; 11 (4): 210 – 214.
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    TRABALHO 111 ENFERMAGEM E A GESTÃO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE Frazilio AAM, Canero TR, Motta MBG, Vogel C, Luvisotto MM Hospital Israelita Albert Einstein e-mail: andreiaamf@einstein.br Introdução: A resolução 283 do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA - de 12 de julho de 2001 define Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) como aqueles provenientes de qualquer unidade que execute atividades de natureza médico-assistencial humana ou animal, os provenientes de centros de pesquisa, desenvolvimento ou experimentação na área de farmacologia e saúde, medicamentos e imunoterápicos vencidos ou deteriorados, aqueles provenientes de necrotérios, funerárias e serviços de medicina legal e aqueles provenientes de barreiras sanitárias. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o Brasil produz, diariamente, cerca de 4.073 toneladas de RSS, de todo este resíduo apenas 10 a 25% necessitam de cuidados especiais. Justificativa: A implantação de processos de segregação dos diferentes tipos de resíduos em sua fonte e no momento de sua geração conduz à minimização de resíduos, em especial àqueles que requerem um tratamento prévio à disposição final. Objetivo: Otimizar a prática de ações sustentáveis, na Clínica Médico Cirúrgica (CMC), relacionadas ao processo de descarte de resíduos, reduzindo a quantidade de resíduos infectantes, e aumentando os recicláveis, contribuindo assim, na diminuição do desperdício de recursos e do volume de resíduos gerados. Método: Elaboramos um plano de ação que compreendeu a criação, em Janeiro de 2011, de um grupo de controle de RSS na CMC, com a participação de um profissional assistencial por unidade de internação, denominado ponto focal, que assumiram o papel de multiplicador e avaliador do descarte de resíduos em suas unidades. Através de reuniões semanais estratégias de ação foram desenvolvidas como: -inclusão de recipientes para coleta seletiva de resíduos recicláveis nos apartamentos de internação. A instituição já realizava a coleta seletiva de resíduos recicláveis nas áreas de trabalho, associando a identificação do tipo de resíduo com as cores dos recipientes, porém todo o resíduo gerado nos apartamentos de internação, eram tratados como resíduos infectantes; -Adequação de uma tabela de classificação dos resíduos produzidos na instituição, validada pela ANVISA, discriminando o material, tipo de resíduo, e o local de descarte (exemplo: fralda descartável – resíduo comum – desprezar em lixo preto, sonda nasogástrica – resíduo infectante – desprezar em lixo branco); -Educação dos colaboradores quanto ao gerenciamento de RSS e descarte de resíduos, utilizando a metodologia e-learning; -Padronização dos tipos e da localização dos recipientes de descarte de resíduos nas unidades de internação. Resultados: No primeiro trimestre de 2011 ocorreu a redução em 6% na média mensal de resíduos infectantes produzidos na instituição, e aumento em 12% da quantidade de resíduos recicláveis. Conclusão: Concluímos que as ações realizadas contribuíram para a redução dos resíduos infectantes, e aumento dos resíduos recicláveis, contudo o projeto está em desenvolvimento. Referências bibliográficas: 1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Manual de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde: Brasília: Ministério da Saúde; 2006.
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    TRABALHO 112 RELATO DE EXPERIÊNCIA: CONSTRUÇÃO DE UM MODELO DE GESTÃO DA QUALIDADE POR ENFERMEIRAS ASSISTENCIAIS Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein E-mail: isabellemb@einstein.br Autores: Bérgamo IB, Waisbeck TMB, Rodrigues IG, Canero TR. 1 – Introdução: A preocupação pela qualidade na prestação de serviços em saúde é antiga. Têm-se como exemplo a pioneira Florence Nightingale (1820-1910), enfermeira inglesa que implantou o primeiro modelo de melhoria contínua de qualidade em saúde no ano de 1854, baseando-se em dados estatísticos e gráficos. Sua participação na guerra da Criméia foi impressionante. Seis meses após sua chegada ao Hospital Scutari, as taxas de mortalidade recuaram de 42,7% para 2,2% , com os rígidos padrões sanitários e de cuidados de enfermagem por ela estabelecidos. O processo do Modelo de Gestão da Qualidade necessita de planejamento, utilização e controle de recursos materiais, tecnológicos, financeiros e humanos, é o principal meio de implementação da assistência planejada, permite um ambiente mais seguro para paciente e colaboradores com a uniformização de procedimentos, técnicas, materiais e medicamentos; promove o desenvolvimento da equipe de profissionais devido aos treinamentos realizados e o gerenciamento de recursos baseados em indicadores, e reconhecimento nacional e internacional da instituição. Um produto ou serviço de qualidade é aquele que atende perfeitamente, de forma confiável, acessível, segura e no tempo certo, às expectativas do cliente. A busca pela excelência nas ações aparece como condição essencial nos dias atuais. Atender os anseios dos clientes superando suas expectativas torna-se prioridade para as organizações. Logo qualidade consiste em alcançar os resultados desejados pela empresa e simultaneamente encantar aqueles que consomem nossos produtos e/ou serviços. 2 – Justificativa: Observa-se nas últimas décadas, em vários países, uma mobilização em torno da aplicação de programas de qualidade nas organizações hospitalares, com o objetivo de incrementar seu gerenciamento e melhorar a eficiência destes serviços. Foi criado um Modelo de Gestão da Qualidade para alcançar os melhores resultados através de auditorias internas. 3 – Objetivo: Relatar a construção de um Modelo de Gestão da Qualidade por enfermeiras assistenciais; 4 – Método: Este trabalho consiste no relato de experiência de enfermeiras assistenciais que trabalham no Grupo de Gestão da Qualidade da Clínica Médica e Cirúrgica de um hospital geral, privado, de grande porte da cidade de São Paulo. 5 - Relato de Experiência: Em 2005, com o intuito de melhorar o processo assistencial foi criado o Grupo de Gestão da Qualidade da Clínica Médica e Cirúrgica, formado por enfermeiras assistenciais que trabalham duas horas por dia para realização de auditorias internas. Através de auditorias realizadas para Acreditações Nacional e Internacional, observou-se que alguns segmentos assistenciais eram falhos. Com a avaliação desses segmentos criaram se os protocolos institucionais e conseqüente monitoramento contínuo do processo para busca dos melhores resultados. Para avaliar a qualidade da assistência é necessário traduzir os conceitos e definições gerais, da melhor maneira, em critérios operacionais, parâmetros e indicadores, validados e calibrados. Indicadores são variáveis que medem quantitativamente as variações no comportamento dos critérios de qualidade anteriormente estabelecidos. 6 – Conclusão: Promover qualidade em saúde é uma responsabilidade dos profissionais e uma expectativa do pacientes. 7 - Referências Bibliográficas 1. Balsanelli AP, Jericó MC. Os reflexos da gestão pela qualidade total em instituições hospitalares brasileiras. Acta paul. enferm. [revista na Internet]. 2005 [acesso em 14 de abril de 2011]; 18(4). Disponível em: http://www.scielo.br/scielo. 2. Laet VLB. Experiência de gerenciamento de enfermagem em Unidade de Cardiologia: em busca de melhor qualidade de prestação de serviços [tese]. São Paulo (SP): Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo; 1998.
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    TRABALHO 113 Impactoda Atuação do Enfermeiro exclusivo da Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) na Qualidade da Assistência à Saúde de um hospital privado de São Paulo AUGUSTO MRS,TOTTI FR. martha.augusto@unimedpaulistana.com.br Introdução: A prática da Terapia Nutricional (TN) não é tão recente no Brasil. A tecnicização do processo de alimentação hospitalar tem sido lenta, incluindo o investimento em recursos humanos. Sua regulamentação, no entanto, aconteceu apenas no final da década de 90, com a publicação da portaria 272/98 que regulamenta a nutrição parenteral, e em 2000 com a publicação da resolução 63/00, regulamentando a nutrição enteral. O trabalho da EMTN (Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional) é primordial no tratamento global do doente, sendo o enfermeiro parte essencial na eficácia da TN (Terapia Nutricional), como responsável pela administração das dietas, prevenção e detecção precoce das causas da não efetividade da dietoterapia. Sabe-se que a ineficácia da TN, gera aumento de custos para a instituição hospitalar, órgãos financiadores e o aumento de dias de internação. A inserção do profissional de enfermagem (especialista e exclusivo) ocorreu mediante a necessidade de controles rigorosos dos eventos adversos e indicadores gerenciados por esta equipe. Objetivo: Evidenciar a importância da atuação do Enfermeiro especialista e exclusivo na EMTN para o sucesso da assistência nutricional hospitalar. Métodos: Trata- se de um trabalho descritivo e comparativo, utilizando-se dados dos indicadores de qualidade relacionados à assistência de enfermagem na EMTN nos períodos de Janeiro a Abril de 2007 a 2010 (análise quadrimestral). Para tal, foram elaborados e padronizados os procedimentos de enfermagem relacionados à TNE e utilizou-se de planilha de controle contendo os seguintes campos: Nome do paciente, dias do mês, via de infusão, tipo de dieta, volume prescrito, horas de infusão, volume administrado, débitos do volume (positivo e negativo) e intercorrências. Resultados: Com a implantação dos procedimentos e rotinas, o uso da planilha de coleta dos dados, a conscientização da equipe de enfermagem nas anotações e com a melhora no processo de comunicação com os membros passou a realizar a analise dos dados relacionados à perda e obstrução de sonda. Os dados antes não anotados ou subnotificados passam a ficar evidenciados de forma mais consistentes. Conclusão: A atuação do enfermeiro especialista em TN é um processo contínuo, focado em treinamentos periódicos e orientação diária in- loco das equipes de enfermagem, baseadas em desvios de indicadores e gestão de eventos adversos. Diante dos resultados obtidos, evidenciamos a importância do profissional Enfermeiro inserido na EMTN, contribuindo para a eficácia da terapia nutricional intra-hospitalar, através da padronização de protocolos e procedimentos, acompanhamento diário aos pacientes nas unidades de internação e treinamentos intensivos mediante as não conformidades na TN. A Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional do Hospital Unimed Santa Helena foi avaliada por órgão certificador e classificada como Nível 3-Excelência, na assistência nutricional aos pacientes críticos. Referencias Bibliográficas: 1-Godoy AM, Lopes DA, Garcia RWD. Sociocultural transformations in hospital food. História, Ciências, Saúde- Manguinhos. 2007; 14(4). Disponível em: www.scielo.br. 2-Ministério da Saúde (BR). Resolução nº 272/1998. Dispõe sobre regulamento técnico da Terapia Nutricional Parenteral. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 1998. Disponível em: URL: http://cnes.darasus.gov.br. 3-Ministério da Saúde (BR). Resolução nº 63/2000. Dispõe sobre regulamento técnico da Terapia Nutricional Enteral. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2000. Disponível em: URL: http://cnes.darasus.gov.br. 4-Castilho V, Leite MMJ. A administração de recursos materiais na enfermagem. In: Kurcgant P, organizadora. Administração em enfermagem. São Paulo: EPU; 1991. p. 73-88. Schull PD. Enfermagem básica: teoria e prática. 3ª ed. São Paulo: Rideel; 2004. 5-Gonçalves VLM. Anotação de enfermagem. In: Cianciarullo TI, Gualda DMR, Melleiro MM, Anabuki MH, organizadoras. Sistema de assistência de enfermagem: evolução e tendências. São Paulo: Ícone; 2001. p. 221-33.
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    TRABALHO 114 PASSAGEM DE PLANTÃO: A ESCOLHA DA MODALIDADE ADEQUADA Cazzolato E, Cerqueira R, Costa JMS, Martinelli TT Hospital e Maternidade São Luiz – Unidade Brasil S.A ecazzolato@hospitalbrasil.com.br Introdução: A passagem de plantão constitui uma atividade fundamental para a organização do trabalho de enfermagem. Nela acontece a transmissão de informações sobre as condições dos pacientes, assistência prestada, intercorrências, pendências, tratamentos realizados e propostos e situações referentes a fatos específicos que merecem atenção1. Existem diversas modalidades de passagem de plantão e a escolha da melhor estratégia deve ser norteada pelo perfil da unidade e pelas necessidades evidenciadas pelo grupo que passa e recebe, com objetivo de aprimorar a comunicação2. Justificativa: Foram analisados os aspectos negativos e as dificuldades encontradas na modalidade de passagem de plantão em grupo, utilizada habitualmente nas Unidades de Terapia Intensiva e, dentre esses aspectos, foram evidenciadas: a demora na passagem de plantão devido à quantidade de informações transmitidas (referente à taxa de ocupação ou complexidade dos tratamentos e da assistência); relatos detalhados e extensos; problemas trabalhistas decorrentes de ultrapassar o horário de trabalho; descontinuidade na prestação da assistência durante a passagem das informações. A partir dessa análise, surgiu a necessidade de sistematizar e implantar uma outra modalidade de passagem de plantão que favorecesse a transmissão das informações sem perda de conteúdo, como alternativa para melhoria desse processo dentro das UTI´s. Objetivo: Relatar a experiência na implantação de uma nova modalidade de passagem de plantão nas UTI´s adulto, com foco no enfermeiro como principal agente do processo, de forma a estabelecer informações claras e concisas, otimizar o tempo para passagem de plantão e eliminar divergências de informações entre os turnos. Método: Relato de experiência realizado a partir de um projeto de melhoria assistencial desenvolvido em Unidades de Terapia Intensiva de um hospital geral, privado, de grande porte, localizado na cidade de Santo André (SP). Resultados: O projeto foi iniciado a partir da descrição em forma de fluxo da nova modalidade de passagem de plantão, avaliação e treinamento de todos os enfermeiros e técnicos do setor. Foi desenvolvido um impresso específico para atender às necessidades da nova modalidade e acompanhamento da passagem de plantão com um check list elaborado para avaliação do processo. A nova modalidade de passagem de plantão adotada apresentou pontos positivos como a melhor organização do trabalho, principalmente ao atendimento das prioridades; os registros passaram a ser revisados pelas equipes, diminuindo falhas e divergências no prontuário; a assistência realizada no período é avaliada pelo enfermeiro e técnico e atingiu-se o objetivo do cumprimento dos horários de entrada e saída do trabalho por toda a equipe. A equipe demonstra maior receptividade à modalidade, apresentando atitudes participativas e compromissadas com a assistência. Alguns pontos negativos podem ser descritos pela adesão ao preenchimento do impresso e centralização das informações no enfermeiro como coordenador da passagem de plantão. Conclusões: Concluímos que uma passagem de plantão mais adequada à dinâmica assistencial, pode surgir como uma estratégia para melhorar o processo comunicativo, minimizar dificuldades identificadas e gerar maior qualidade e segurança na transmissão das informações e, ainda, assegurar a continuidade da assistência ao paciente. Referências: 1 Siqueira ILCP, Kurcgant, P. Passagem de plantão: falando de paradigmas e estratégias. Acta paul. enferm. São Paulo, 2005 Oct/Dec; 18(4):446-51. 2 Portal KM, Magalhães AMM. Passagem de plantão: um recurso estratégico para a continuidade do cuidado em enfermagem. Rev. Gaúcha Enferm., Porto Alegre, 2008 jun; 29(2): 246-53 Palavras chaves: Passagem de plantão / Modalidades de comunicação / Comunicação em enfermagem
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    TRABALHO 115 ÚLCERAS POR PRESSÃO: NOVAS ESTRATÉGIAS E CAMINHOS PARA AS BOAS PRÁTICAS NA PREVENÇÃO. AUGUSTO MRS, PEPES C, TAVEIRA EA, TIRADENTES T. HOSPITAL UNIMED SANTA HELENA martha.augusto@unimedpaulistana.com.br clodine.pepes@unimedpaulistana.com.br elza.taveira@unimedpaulistana.com.br tatiana.tiradentes@unimedpaulistana.com.br INTRODUÇÃO O Institute for Healthcare Improvement (IHI) é uma organização sem fins lucrativos que visa melhorar a assistência à saúde em todo o mundo. Este trabalho está baseado em uma iniciativa liderada pelo “IHI”, a campanha “Salve 5 Milhões de vidas” que visa melhorar a qualidade da assistência à saúde através da prevenção da ocorrência de incidentes. A ferramenta disponibilizada permite um adequado controle da aderência a cada um destes elementos, um retrato da assistência dada pelas equipes e, aponta um melhor gerenciamento da qualidade assistencial da unidade. Bundle é um grupo de intervenções relacionadas a um processo de cuidado, que quando executados em conjunto, resultam num desfecho muito melhor do que quando implementados individualmente. A prevenção de úlceras por pressão (UPP) se resume a dois passos principais: identificação dos pacientes de risco e implementação de estratégias de prevenção para aqueles identificados como sendo de risco. OBJETIVO Apresentar os desafios encontrados com os resultados dos indicadores de desempenho como integrante do processo de prevenção de úlceras por pressão juntamente com os demais profissionais envolvidos: enfermagem, fisioterapia e nutrição, atuando na unidade de terapia intensiva adulto - plano piloto. MÉTODO Trata-se de um relato de experiência da implantação de boas práticas no processo de prevenção de úlceras por pressão em um hospital privado do município de São Paulo. Na primeira fase fizemos uma revisão de todo o material do IHI de acordo com a nossa realidade. O Segundo passo foi realizar um levantamento dos casos novos de úlceras (incidência), revisamos todo o nosso protocolo anterior e levantamos os custos com os materiais utilizados. Havendo uma alteração de todo protocolo anterior. Realizamos a identificação de todos os pacientes em risco e implementação das novas estratégias de prevenção que são os “Seis Elementos Essenciais para a Prevenção”, parceria com a equipe de fisioterapia e nutrição na sinalização do paciente com alto risco para implementação de estratégias com uma abordagem multidisciplinar; pois a união de diversos profissionais para atingir um mesmo objetivo agrega valor ao processo. Elaboramos um fluxograma para nortear as ações da enfermagem de acordo com o risco encontrado na escala de Braden e iniciamos os treinamentos práticos de toda a equipe de enfermagem. Realizamos um gerenciamento do protocolo mensalmente para verificar a adesão das estratégias implantadas. RESULTADOS Apresentar o resultado dos indicadores de desempenho e de qualidade sugeridos para controlar a aplicação dos seis elementos da prevenção no ano de 2010 de janeiro a dezembro. CONCLUSÃO Quando todos os profissionais são envolvidos nos processos de prevenção: temos um comprometimento em prol de um único resultado: o cliente. A medição dos indicadores de desempenho nos formatos “tudo ou nada” nos permite obter resultados importantes e nos mostra aonde devemos atuar ou onde ainda apresentamos falhas. A inclusão das equipes de fisioterapia e nutrição, compreendendo a escala de risco e atuando nos pacientes com maiores necessidades fez aumentar as ações e a parceria destes grupos. O gerenciamento das atividades de prevenção deixou a equipe de enfermagem mais próxima do seu papel de agentes que atuam na prevenção e a divulgação de todo este trabalho que são os chamados Bundles pelo hospital, é ótima maneira de motivar os colaboradores, informá-los sobre os progressos e conscientizar os familiares das ações e de todas as medidas tomadas a fim de evitarmos as úlceras por pressão. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS 1. 5 MILLION LIVES CAMPAIGN. Getting Started Kit: Prevent Pressure Ulcers How-to Guide. Cambridge, MA: Institute for Healthcare Improvement; 2008. (Available at www.ihi.org). 2. SILVA, RCL DA; FIGUEIREDO, NMA; MEIRELLES, IB; Feridas: fundamentos e atualizações em enfermagem, - São Caetano do Sul, SP, Yendis, 2edição 2009. 3. REDDY M, GILL SS, ROCHON PA. Preventing pressure ulcers: A systematic review. JAMA. 2006; 296:974-984.
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    TRABALHO 116 IMPLANTAÇÃODA COMISSÃO DE ENSINO, PREVENÇÃO E TRATAMENTO DAS ÚLCERAS E LESÕES DE PELE (COMPELE): RELATO DE EXPERIÊNCIA Autores: Almeida G. V.F., Araujo, S.R., Freitas, J.S.C., Rangel, A. G.C. Silva D.A. Instituição: Hospital Santa Izabel (HSI) – Salvador/ Ba Email: silvanarodrigues@scmba.com.br Introdução: Meirelles et al (2007), enfatizam que, no que tange o cuidado ao cliente portador de lesões cutâneas, o trabalho interdisciplinar vem se tornando uma premissa fundamental para o alcance do sucesso no tratamento dessas feridas. As lesões de pele são consideradas eventos adversos ocorridos no processo de hospitalização, que refletem de forma indireta na percepção do cuidado prestado e impactam significativamente na otimização do processo terapêutico e na qualidade de vida dos pacientes. A adoção de ações multidisciplinares por equipes motivadas, pautadas em conhecimento científico atualizado e na construção de pensamento crítico norteará ações efetivas para prevenção e tratamento das citadas lesões. (Raquel & Alves, 2009). Justificativa: Considerando o perfil de clientela assistida no Hospital Santa Izabel –HSI, a Instituição adota por diretriz intensificar as ações referentes à prevenção e tratamento das úlceras e lesões de pele, motivando o desenvolvimento de estudo que evidencie a experiência de implantação da Comissão de Pele- ComPele. Objetivo: Relatar a experiência de implantação de uma Comissão Interdisciplinar para sistematizar assistência no cuidado da pele. Método: Relato de experiência acerca da implantação de Comissão de Pele no HSI. Resultados: A partir da elaboração de Regimento, definição de metas de atuação e atribuições de membros, foi viabilizada a ComPele, promovendo assistência integral na prevenção e tratamento das úlceras e lesões de pele; oportunizando normatização de condutas e padronização de produtos, fornecendo subsídios para promoção de pesquisa e acompanhamento de itens de controle e atualização profissional, vislumbrando redução das infecções hospitalares e do tempo de internação. A experiência inicial de atuação da Compele ocorreu a partir da percepção de seus membros da necessidade de instituir Protocolo para Prevenção de Lesões de Pele, considerando a criticidade, tempo de permanência e condição clínica da clientela, que favorecem risco para lesões de pele. Tal condição pôde ser evidenciada através da aplicação assistemática da Escala de Braden – escore de risco para desenvolvimento de U.P.- em unidades do HSI, ratificando risco moderado e alto nesta clientela. Conclusão: Reunir uma equipe multiprofissional, consensuar opiniões e focar nos mesmos objetivos é premissa para operacionalização de uma Comissão de Pele. A atuação de uma Comissão Interdisciplinar de Prevenção e Tratamento de Lesões Cutâneas deve ter respaldo Institucional, envolver membros ativos da equipe interdisciplinar, avaliando perfil da clientela, necessidades de cuidado, implementando rotinas viáveis e exequíveis para alcance dos resultados. Bibliografia: BLANES, L. Tratamento de Feridas., Baptista-silva J.C. . Editor. Cirurgia vascular: guia ilustrado.SP:2004. MATOS, L.S.;DUARTE,N.L.V. and MINETTO,R.C. Incidência e prevalência de úlcera por pressão no CTI de um Hospital Público do DF.Rev .Eletr. Enf.2010;vol12,n 4,pp719-726. MEDEIROS, A.B.F.; LOPES,C.H.A.F and JORGE, M.S.B. Análise da prevenção e tratamento das úlceras por pressão propostas por Enfermeiros. Rev. Esc. Enferm.USP[online].2009,vol.43,n.1,pp. 223-228. MEIRELES, I. B. et al. Feridas: fundamentos e atualizações em enfermagem. São Caetano do Sul: Yendis, 2001.
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    TRABALHO 117 A IMPORTÂNCIADAS ORIENTAÇÕES DE ENFERMAGEM FORNECIDAS AOS PACIENTES NO SERVIÇO DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA Autores: Santos L.M.T, Matos S.A, Roriz V.B., Rangel, A. G.C. Instituição: Hospital Santa Izabel (HSI) – Salvador/ Ba Email: vanessa.roriz@scmba.com.br Introdução: A evolução da tecnologia utilizada a partir da segunda metade do século XX permitiu que novos métodos de diagnósticos por imagem fossem desenvolvidos, como exemplo, a Ressonância Magnética - RM. O exame de RM não deve ser iniciado sem que antes o paciente seja submetido a uma entrevista para afastar possível contra-indicação ao procedimento, assegurando minimização de riscos. A entrevista de enfermagem é de grande importância, fornecendo informações clínicas que norteiam o procedimento, capaz de promover a redução do estresse durante a realização do exame, tornando a assistência mais humanizada. É necessário oferecer apoio emocional, acesso a informações e oportunizar ao cliente a expressão de sentimentos através da abordagem específica do enfermeiro. Sabendo da importância da assistência humanizada, o setor de RM do Hospital Santa Izabel –HSI realiza a entrevista de enfermagem à beira leito do cliente hospitalizado, tornando-se inovadora no âmbito hospitalar. Justificativa: A motivação para esse estudo surgiu da necessidade de identificar o efeito das orientações de enfermagem diante de possíveis contra-indicações e sinais de claustrofobia do paciente, possibilitando a sua atuação. Objetivo: Destacar a importância da equipe de enfermagem no que concerne a fornecer informações precisas e fundamentadas em conhecimento científico, para diminuir a impressão negativa sobre a RM, mapear riscos inerentes ao procedimento e sistematizar a condução do exame. Método: Trata-se de um estudo analítico/dedutivo, utilizando instrumentos de análise que darão suporte para um estudo mais específico e aprofundado, tendo como método abordagem qualitativa com análise bibliográfica e revisões dos levantamentos. A coleta ocorreu no período de dezembro de 2010 a fevereiro de 2011, no setor de Ressonância Magnética do HSI, com um total de 819 exames realizados no período. Resultados: Foram observados 819 clientes durante a pesquisa. Desse total, 51 pacientes com relato de claustrofobia, representando 6,23%, apenas 02 recusaram-se a realizar o exame de RM, correspondendo a 0,24%.O baixo percentual de exames não realizados por relato de claustrofobia pode estar associado à atuação da equipe de enfermagem durante o preparo do paciente e entrevista prévia do enfermeiro fornecendo informações seguras e esclarecedoras. Conclusão: Na prática da equipe de enfermagem da RM do HSI as orientações de enfermagem são fornecidas a todos os pacientes – ambulatoriais e internados, no intuito de não só fazer a triagem das contra-indicações, mas minimizar a ansiedade a cerca do equipamento e exame, promovendo assim a aquisição de imagens de boa qualidade de diagnóstico. Neste contexto, favoreceremos minimização do estresse relacionado ao exame, otimizando qualidade da imagem ,oportunizando redução de custos inerentes ao tempo de realização do mesmo e repetições por falhas relacionadas a mobilização e posicionamento e por conseqüência favorecendo redução de não conformidades relacionados ao exame de RM. Bibliografia: Haddad. M. C. L.; Zago, E.; Andreassa, F. J. Desconfortos referidos por indivíduos submetidos à ressonância magnética, Maringá, v. 4, n. 2, p. 149-155, maio/ago. 2005. MEDINA, R. F.; BACKES, V. M. S. A humanização no cuidado com o cliente cirúrgico. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, DF, v. 55, n° 5, p. 522-527, set./out. 2002.
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    TRABALHO 118 PRONTUÁRIO ELETRÔNICO: DIFERENCIAL DE UM SISTEMA PRÓPRIO PARA O SERVIÇO DE ENFERMAGEM RANGEL A. G. C., SANTOS V. M. Hospital Santa Izabel- HSI - Salvador/ Bahia anagabriela@scmba.com.br, vaniamiranda@scmba.com.br Introdução:O Prontuário Eletrônico do Paciente – PEP – representa para a área de saúde um recurso para a melhoria da qualidade dos registros e acesso às informações relacionadas à assistência ao paciente, promovendo legibilidade e confiabilidade no armazenamento de dados, sistematização de ações e segurança na tomada de decisão. Justificativa: Interesse em identificar como um software personalizado, baseado em sistemáticas de trabalho vigentes, é um diferencial na gestão e operacionalização da assistência de enfermagem. Objetivo: Registrar benefícios e restrições no desenvolvimento e implantação de um sistema de informação próprio, identificando oportunidades de melhoria. Método: Relato de experiência sobre o desenvolvimento e implantação de um P.E.P. denominado Prontus no Hospital Santa Izabel. Resultado: O módulo de enfermagem do Prontus iniciou com aprazamento e checagem da prescrição médica eletrônica, seguido da informatização do Processo de Enfermagem. Atualmente está disponível em 59% dos leitos da Instituição, contemplando as funcionalidades: aprazamento e checagem da prescrição médica eletrônica com alertas de pendência, relatórios de aprazamento e auditoria de checagem, etapas do processo de enfermagem, triagem em emergência, escores de dependência (NAS e SCP), sinalização de isolamento, avaliação de lesões de pele e relatórios gerenciais. Conclusão: Os recursos do PEP conduzem à sistematização das ações, facilitando o gerenciamento do cuidar, promovendo segurança na tomada de decisão e melhoria na qualidade da assistência. É pertinente o desenvolvimento de um sistema de informação próprio fundamentado no conhecimento da realidade institucional e adequado às necessidades de uso, somado à facilidade de customização. Oportunamente, melhorias deverão ser viabilizadas, promovendo interface entre ações assistenciais e gerenciamento de recursos. Palavras-chave: prontuário eletrônico do paciente, sistema próprio, gerenciamento, enfermagem, relato de experiência. Referências BEZERRA, Selene Maria. Prontuário Eletrônico do Paciente: uma ferramenta para aprimorar a qualidade dos serviços de saúde. Meta: Avaliação - Rio de Janeiro, v. 1, n. 1, p. 73-82, jan./abr. 2009 C.F.Jr. Crispim e A.M.R. Fernades. Desenvolvimento de um prontuário eletrônico do paciente para as clinicas de saúde da UNIVALI- IV Workshop de Informática aplicada a Saúde- CBComp 2004. MARIN, H. F.; MASSAD, E.; AZEVEDO NETO, R.S. O prontuário eletrônico do paciente na assistência, informação e conhecimento médico. SP: USP, 2003.
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    TRABALHO 119 REFLEXÕES SOBRE MODELO ASSISTENCIAL NA ÁREA DE ENFERMAGEM UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Gerolin FSF, Berlofi L, Bianchini S, Cunha ICKO Hospital Alemão Oswaldo Cruz GEPAG- Escola Paulista de Enfermagem UNIFESP fatima@haoc.com.br INTRODUÇÃO: A discussão relacionada à modelo assistencial, muitas vezes pouco compreendido na sua totalidade, nos traz a reflexão de como podemos definir a assistência hospitalar no Brasil face às diferenças econômicas, sociais e políticas quando comparado com outros países e mesmo entre as diversas regiões. O modelo assistencial pode ser definido como o modo como são organizadas, em uma dada sociedade, as ações de atenção à saúde, envolvendo os aspectos tecnológicos e assistenciais. Ou seja, é uma forma de organização e articulação entre os diversos recursos físicos, tecnológicos e humanos disponíveis para enfrentar e resolver os problemas de saúde de uma coletividade. O resultado do significado da hospitalização é de fundamental importância quando pensamos no processo que transcorre desta experiência e não necessariamente em como será o desfecho deste processo. O seu transcorrer, a vivência do paciente e seus familiares no dia-a-dia com a equipe assistencial, entre outras variáveis, interfere diretamente no bem estar do paciente e contribui para sua recuperação. Esta vivência pode ou não trazer conteúdos que reforcem a confiança naqueles que o assistem, o que reflete uma condição fundamental para o estabelecimento e fortalecimento de um relacionamento positivo, ou seja, que permita a fluidez nas diversas relações que o paciente vivencia. OBJETIVO E JUSTIFICATIVA: Identificar modelos assistenciais publicados, possibilitando a análise da prática assistencial. MÉTODO: Estudo de revisão bibliográfica através da análise de artigos científicos disponíveis on line na base de dados PUBMED, no recorte temporal de 2006 a 2011, identificadas através das palavras chaves “Models, Nursing”. Após leitura dos artigos estes foram tabulados por conteúdo e país de publicação, e separados em áreas temáticas segundo a abordagem compreendida. Foram identificados 1240 artigos estrangeiros, incluindo 06 países e destes foram selecionados 59 por estarem diretamente vinculados ao objeto da pesquisa. RESULTADO: Dos 59 artigos localizados, 41 (69,5%) eram de publicação nos Estados Unidos, 09 (15,2%) na Inglaterra, 03 (5%) na Austrália, 03 (5%)no Canadá, 02 (3,4%) na Nova Zelândia e 01(1,7%) na África do Sul. Nos 59 artigos, identificamos 11 diferentes modelos assistenciais com nomenclatura definida e as respectivas quantidades de artigos que descrevem o modelo: Modelo Baseado em Evidência – 09 (81,8%), Modelo Assistencial Centrado no Paciente- 08(72,7%), Sistema Clínico Avançado – 01(9%), Modelo Baseado no Significado Social – 01(9%), Primary Nursing – 01(9%), Cuidado Restaurativo para Autonomia Assistida – 01(9%), Cuidado Holístico -01(9%), Modelo de Sistema Neumann – 01(9%), Modelo Colaborativo de Prestação de Cuidados -01(9%), Cuidado Baseado na Espiritualidade-01(9%) e Modelo de Cuidado Whanaungatanga -01(9%). Identificamos ainda que 13 (22,03%) do total dos 59 artigos são revisões teóricas e 08 (13,5%) modelos foram testados em instituições de saúde e/ou no atendimento domiciliar. CONCLUSÃO: Conclui-se, portanto, que dos 11 modelos identificados, a predominância é do Modelo Baseado em Evidências, seguido do Modelo Assistencial Centrado no Paciente. Estes permitem uma análise e reflexão em relação aos modelos descritos, contribuindo para que os enfermeiros gestores repensem o modelo assistencial instituído nos hospitais face à realidade econômica, social e política, assegurando melhoria no cuidado em saúde.O estudo, ainda em seu início destaca a importância de mais pesquisas analisando modelos assistenciais e,principalmente outros que os testem, permitindo assim novas possibilidades para a gestão da assistência. REFERÊNCIAS BIBLIIOGRÀFICAS 1Clarck JS. Organizing Patient Care. Leadershipe Roles and Management Functions in Nursing- Theory and Applications. 6ª Ed., 2009. 315-334.George JB. Teorias de Enfermagem: os fundamentos à prática profissional/ Julia B. Georges; Trad. Ana Maria Vasconcellos Thorell – 4ª. ed. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.Grant D, Murphy, ML . Building a new nursing model: patient care services and nursing philosophy, Stanford Nurse: 2004. P. 3-5.Lucena AF, Paskulin LMG, SouzaMF, Gutierrez MGV. Construção do Conhecimento e do fazer enfermagem e os modelos assistenciais. Rev Esc Enferm USP: 2006; 40(2):292-8. www.ee.usp.br/reeusp/.Magalhães AMM, Juchem BC. Primary Nursing: adaptando um novo modelo de trabalho no serviço de enfermagem cirúrgica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. R. Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre: jul. 2000, v.21, p.5-18. Watson J (1999). Postmodern nursing and beyond. Edinburgh: Churchill Livingstone.
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    TRABALHO 120 RELATO DE EXPERIÊNCIA: IMPLANTAÇÃO DO MODELO ASSISNTENCIAL BASEADO NO RELACIONAMENTO NO HOSPITAL ALEMÃO OSWALO CRUZ Gerolin FSF, Lech J, Berlofi L, Bianchini S, Dr. Rodrigo.... Hospital Alemão Oswaldo Cruz fatima@haoc.com.br Introdução: No Modelo Assistencial denominado Relationship-Based Care (BRC) – Cuidado Baseado no Relaconamento, os profisisonais da saúde reconhecem que seu objetivo é cuidar de pacientes e familiares, sendo que os melhores resultados são obtidos quando o paciente se sente seguro dentro de um relacionamento de confiança. O relacionamento do profissional da saúde e do paciente é reforçado através do foco na continuidade da assistência prestada no âmbito de uma colaboração interdisciplinar. Esta estrutura é composta de quatro princípios: 1.autonomia na relação equipe assistencial/ paciente; 2. equipe assistencial para suprir as necessiades dos pacientes/familiares; 3. comunicação entre enfermiero, paciente e equipe multiprofissional e 4. gerenciamento do ambiente do cuidado. O Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) definiu como modelo ideal para a prática assistencial o Primary Nursing e o RBC, sendo que estes se complementam e promovem a manutenção da identidade do cuidado ao paciente nesta instituição, a qual está fundamentada no acolhimento e respeito ao outro. Objetivo e Justificativa Apresentar o processo de implantação do Modelo Assistencial baseado no Primary Nursing e no Relationship-based care no Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Descrição Caracterização do HAOC: Hospital geral, privado, de alta complexidade. Possui 252 Leitos distribuídos em apartamentos individuais, sendo 34 leitos de UTI. O corpo funcional é composto por 1773 colaboradores. Possui corpo clínico aberto, com 5047 médicos cadastrados. O HAOC tem como premissa na assistência o cuidado integral, bem como a aplicação de todas as fases da SAE (Sistematização da Assistência de Enfermagem). O enfermeiro realiza o planejamento da assistência ao paciente através da prescrição de enfermagem, levando em consideração o levantamento de problemas e o Diagnóstico de Enfermagem; evolui diariamente o paciente, modificando o planejamento da assistência baseado em evidências. O planejamento da alta é realizado durante o processo de internação. Em 2009, todos os colaboradores das áreas assistenciais participaram de um curso específico sobre o modelo Primary Nursing iniciando este modelo em algumas Unidades de Internação. Como parte do projeto de aprimoramento do modelo assistencial, realizamos um curso prático intensivo relacionado ao Modelo RBC, envolvendo trinta e duas lideranças da instituição em 2010, possibilitando aos líderes do projeto RBC clareza do método e competências essenciais para a construção de uma equipe que irá colaborar com as mudanças necessárias para a sua implantação. Em 2011 realizamos o programa de capacitação de 130 profissionais de diversas áreas, sendo elas assistenciais e administrativas. Parte deste projeto começa a se consolidar com iniciativas em alguma áreas. Conclusão: A busca pelo desenvolvimento de modelos que alcancem cada vez mais as necessidades individuais de cada paciente e que fortaleçam o trabalho da equipe multiprofissional é fundamental para a sustentação da prática assistencial. Bibliografia: 1.American Nurses Association Bill of Rights for Registered Nurses, (2001), ANA website: http://nursing world.org/ 2.Koloroutis, M. ed. (2004) Relationship-Based Care: A model for transforming practice. Creative Health Care Management, Minneapolis, MN. 3.Manthey, M (2003). Aka Primary Nursing, Journal of Nursing Administration, 33, 7/8, p 369-370. Nursing: Scope and Standards of Practice, (2004) American Nurses Association, Silver Spring, MD. 4.Manthey, M. The Practice of Primary Nursing. 2th Ed. Minneapolis, MN: Creative Health Care Management, 2002. Orem D E. Nursing: Concepts of Practice. 6th Ed. New York: Mosby, 2001. Care Model
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    TRABALHO 120 RELATO DE EXPERIÊNCIA: IMPLANTAÇÃO DO MODELO ASSISNTENCIAL BASEADO NO RELACIONAMENTO NO HOSPITAL ALEMÃO OSWALO CRUZ Gerolin FSF, Lech J, Berlofi L, Bianchini S, Dr. Rodrigo.... Hospital Alemão Oswaldo Cruz fatima@haoc.com.br Introdução: No Modelo Assistencial denominado Relationship-Based Care (BRC) – Cuidado Baseado no Relaconamento, os profisisonais da saúde reconhecem que seu objetivo é cuidar de pacientes e familiares, sendo que os melhores resultados são obtidos quando o paciente se sente seguro dentro de um relacionamento de confiança. O relacionamento do profissional da saúde e do paciente é reforçado através do foco na continuidade da assistência prestada no âmbito de uma colaboração interdisciplinar. Esta estrutura é composta de quatro princípios: 1.autonomia na relação equipe assistencial/ paciente; 2. equipe assistencial para suprir as necessiades dos pacientes/familiares; 3. comunicação entre enfermiero, paciente e equipe multiprofissional e 4. gerenciamento do ambiente do cuidado. O Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) definiu como modelo ideal para a prática assistencial o Primary Nursing e o RBC, sendo que estes se complementam e promovem a manutenção da identidade do cuidado ao paciente nesta instituição, a qual está fundamentada no acolhimento e respeito ao outro. Objetivo e Justificativa Apresentar o processo de implantação do Modelo Assistencial baseado no Primary Nursing e no Relationship-based care no Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Descrição Caracterização do HAOC: Hospital geral, privado, de alta complexidade. Possui 252 Leitos distribuídos em apartamentos individuais, sendo 34 leitos de UTI. O corpo funcional é composto por 1773 colaboradores. Possui corpo clínico aberto, com 5047 médicos cadastrados. O HAOC tem como premissa na assistência o cuidado integral, bem como a aplicação de todas as fases da SAE (Sistematização da Assistência de Enfermagem). O enfermeiro realiza o planejamento da assistência ao paciente através da prescrição de enfermagem, levando em consideração o levantamento de problemas e o Diagnóstico de Enfermagem; evolui diariamente o paciente, modificando o planejamento da assistência baseado em evidências. O planejamento da alta é realizado durante o processo de internação. Em 2009, todos os colaboradores das áreas assistenciais participaram de um curso específico sobre o modelo Primary Nursing iniciando este modelo em algumas Unidades de Internação. Como parte do projeto de aprimoramento do modelo assistencial, realizamos um curso prático intensivo relacionado ao Modelo RBC, envolvendo trinta e duas lideranças da instituição em 2010, possibilitando aos líderes do projeto RBC clareza do método e competências essenciais para a construção de uma equipe que irá colaborar com as mudanças necessárias para a sua implantação. Em 2011 realizamos o programa de capacitação de 130 profissionais de diversas áreas, sendo elas assistenciais e administrativas. Parte deste projeto começa a se consolidar com iniciativas em alguma áreas. Conclusão: A busca pelo desenvolvimento de modelos que alcancem cada vez mais as necessidades individuais de cada paciente e que fortaleçam o trabalho da equipe multiprofissional é fundamental para a sustentação da prática assistencial. Bibliografia: 1.American Nurses Association Bill of Rights for Registered Nurses, (2001), ANA website: http://nursing world.org/ 2.Koloroutis, M. ed. (2004) Relationship-Based Care: A model for transforming practice. Creative Health Care Management, Minneapolis, MN. 3.Manthey, M (2003). Aka Primary Nursing, Journal of Nursing Administration, 33, 7/8, p 369-370. Nursing: Scope and Standards of Practice, (2004) American Nurses Association, Silver Spring, MD. 4.Manthey, M. The Practice of Primary Nursing. 2th Ed. Minneapolis, MN: Creative Health Care Management, 2002. Orem D E. Nursing: Concepts of Practice. 6th Ed. New York: Mosby, 2001. Care Model
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    TRABALHO 121 PREPARO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS BEIRA LEITO: UMA SISTEMÁTICA COM FOCO NA SEGURANÇA E NA GESTÃO DE RISCOS Martinelli TT, Tasca MA, Cazzolato E, Grando RM. Hospital e Maternidade São Luiz – Unidade Brasil S.A tmartinelli@hospitalbrasil.com.br Introdução: São muitos os riscos pertinentes ao complexo processo de administração de medicamentos. Refletir sobre eles é a melhor forma de elaborar estratégias eficientes e modelos sistemáticos para detecção precoce e prevenção de erros1. Para que a prática da enfermagem possa ser exercida de maneira segura, todas as fases envolvidas no processo devem ser bem conhecidas e descritas. Ações integradas entre farmácia, enfermagem e médicos também são fundamentais para a segurança institucional e do paciente2. Justificativa: A partir de uma avaliação criteriosa e reflexiva do processo de administração de medicamentos, foram implantadas melhorias estruturais e ações sistematizadas de conferência a beira leito, a fim de oferecer subsídio para prevenção de erros e garantir a segurança do paciente. Objetivo: Relatar a experiência na implantação do projeto de preparo e administração de medicamentos beira leito, descrevendo ações de melhoria estruturais e de fluxos, desde o recebimento da medicação até a checagem da prescrição médica, com vistas à garantia da segurança do processo. Método: Relato de experiência realizado a partir de um projeto de gestão de riscos assistenciais desenvolvido em um hospital geral, privado, de grande porte, localizado na cidade de Santo André (SP). Resultados: O projeto foi iniciado a partir da aquisição de carrinhos para medicação beira leito e descrição do fluxo de recebimento, conferência e administração dos medicamentos. Foram realizados treinamentos específicos sobre o uso dos carrinhos, enfatizando a conferência das medicações no momento da entrega das mesmas pela farmácia, antes de guardá-las nos respectivos carrinhos e antes do preparo e administração das mesmas nos pacientes. O processo de conferência ocorre integralmente com a prescrição médica e a checagem passou a ser realizada imediatamente após a administração, garantindo a segurança das informações registradas no prontuário. Foram realizadas reuniões periódicas com a equipe usuária desta sistemática para acompanhamento do processo e ajuste às necessidades evidenciadas. Conclusões: Além da segurança transmitida ao paciente com o preparo e administração beira leito, outros pontos positivos identificados foram: organização na guarda dos materiais e medicamentos; ausência de “tumulto” no posto de enfermagem durante período de preparo de medicação e checagem imediata da prescrição médica a beira leito favorecendo a diminuição de não conformidades no prontuário. Todos esses aspectos levaram à conclusão de que essa é uma prática que minimiza os riscos de divergências na administração de medicamentos, nas suas diversas dimensões e, sendo essa uma das atividades mais importantes da enfermagem, conhecer os fatores que favorecem o erro é imprescindível para a redução dos mesmos e para uma assistência de segura e de qualidade. Referências: 1 Franco, JN; Ribeiro, G; D'Innocenzo, M; Barros, BPA. Percepção da equipe de enfermagem sobre fatores causais de erros na administração de medicamentos.Rev. bras. enferm. 63(6): 927-932, 2010 Dec. 2 Carvalho V T. Erros na administração de medicamentos: análise de relatos dos profissionais de enfermagem.[Dissertação]. Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP; 2000. Palavras chaves: Administração de medicamentos / Medicamentos beira leito / Gestão de riscos .
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    TRABALHO 122 EMAGRECER EM GRUPO: RELATO DE EXPERIÊNCIA Cruz LMN, Curcio BF, Peniche, ACG Unidade de Saúde da Família Jardim Imperial de Pindamonhangaba - SP Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EEUSP) 1. Cruz, Léia Mello Nunes. Enfermeira da Saúde da Família de Pindamonhangaba-SP. Aluna de Mestrado da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. End: Av. Abel Correa Guimarães 81 apto 26 Bl 1, Pindamonhangaba-SP, 12420-680. Tel (12) 9719 9721, Fax (12) 3645 7782. E-mail: leiamello@uol.com.br. 2. Curcio, Beatriz Franco. Médica da Saúde da Família em Pindamonhangaba – SP. 3. Peniche, Aparecida de Cassia Giani. Profª Livre Docente da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, Departamento Médico-Cirúrgica. e-mail para contato: leiamello@uol.com.br RESUMO O número de pessoas que tem o peso excessivo aumentou e atingiu proporções preocupantes e de risco à saúde. Da obesidade decorrem várias considerações importantes, dentre as quais, podemos citar a existência de uma série de agravos à saúde, uma vez que a obesidade contribui para o surgimento de doenças crônicas, como a hipertensão, diabetes e a dislipidemia, bem como, o grande investimento financeiro e de recursos humanos que são aplicados para a recuperação dessa situação (1). É importante que os tratamentos para obesidade não estejam voltados apenas para a redução do peso corporal, mas também levem em conta as necessidades de cada indivíduo, para que ocorra tanto a melhora da qualidade de vida relacionada à saúde física, como também a saúde mental (2). A educação alimentar tem um papel importante em relação ao processo de transformação e mudanças, à recuperação e promoção de hábitos alimentares saudáveis que pode proporcionar conhecimentos necessários à auto-tomada de decisão de formar atitudes, hábitos e práticas alimentares sadias e variadas (3). Neste contexto descrito do problema da obesidade e da percepção de um aumento no número de pacientes com sobrepeso e obesidade atendidos em consulta de enfermagem na Unidade de Saúde da Família Jardim Imperial em Pindamonhangaba, cidade do interior de São Paulo, houve a necessidade de prestar uma intervenção mais específica a estes pacientes através da implantação de um grupo de reeducação alimentar que foi denominado Pense Leve. Este estudo teve como objetivo descrever o desenvolvimento de um grupo de reeducação alimentar (Pense Leve) para pessoas obesas e com sobrepeso na Estratégia de Saúde da Família. Inicialmente, para a implantação do grupo, foram realizadas reuniões com a equipe de profissionais da Unidade onde ocorreram discussões sobre a obesidade, sobre os temas que deveriam ser abordados no Pense Leve e estratégias de operacionalização do grupo, como horário, palestrantes e profissionais que seriam convidados e periodicidade dos encontros. Foi então realizada uma divulgação na Unidade por meio de cartazes, consultas e através de visita domiciliar. A etapa seguinte consistiu na abertura de um prazo de trinta dias para que os pacientes pudessem comparecer na unidade e realizar sua inscrição na recepção. O grupo foi desenvolvido de agosto a dezembro de 2010. Os encontros aconteceram semanalmente e foram divididos entre palestras, roda de terapia comunitária e degustação light onde sempre uma receita com caloria reduzida era ensinada aos pacientes e degustada. Foram sujeitos deste estudo 19 pacientes do sexo feminino dos quais 32% estavam com sobrepeso e 68% com obesidade. No final do programa foi verificado que 79% dos participantes eliminaram peso e cinco pessoas obtiveram redução no grau de classificação da obesidade. O presente estudo permitiu reconhecer a complexidade dos aspectos envolvidos na adoção de estilos de vida mais saudáveis e eliminação de peso corporal. O modelo proposto para o grupo se mostrou eficaz e contribui para uma melhora na qualidade de vida dos pacientes. Recomenda-se que o grupo continue sendo monitorado pelos profissionais para que seja possível futuramente ser avaliado de forma mais profunda. 1. Gentil P. Comer com os olhos [entrevista online] São Paulo; Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. [citado em 2005 Ago 8]. Disponível em: http://www.fapesp.br/agencia.2. Almeida GAN, Loureir SR, Santos JE. Obesidade Mórbida em Mulheres -Estilos Alimentares e Qualidade de Vida. Archivos Lationoamericanos de Nutricion. 2001; 4(51): 359-365. 3. Rotenberg S, Vargas S. Práticas alimentares e o cuidado da saúde: da alimentação da criança à alimentação da família. Rev Bras Saúde Mater Infant. 2004; 4:85-9
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    TRABALHO 123 ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO UTILIZADAS POR TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO PRONTO- SOCORRO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICO Garcia AB, Dellaroza MSG, Haddad MCL, Vannuchi MTO Universidade Estadual de Londrina (UEL) alessandrabg@gmail.com Introdução: Os recursos humanos em saúde são parte principal e mais complexa do instrumento que dispomos para alcançar a missão de uma instituição, porém, as questões subjetivas referentes à estes trabalhadores são, na maioria das vezes, ignoradas, quando deveriam ocupar um grande espaço no gerenciamento dos mesmos. A forma com que o indivíduo relaciona-se com o seu trabalho, considerando a forma como este está organizado, pode fazer emergir certo sofrimento, com o qual o indivíduo tem que lidar e enfrentar para que este se torne suportável e não comprometa seu equilíbrio psíquico. Para isso, ele utiliza estratégias que podem ser inconscientes e configuram-se como alavanca para modificar e transformar as situações adversas do trabalho, tornando aceitável aquilo que não era. Usar estratégias de enfrentamento é fundamental para a continuação do trabalho, bem como para uma real adaptação às pressões. Justificativa: A saúde psíquica de quem cuida influencia diretamente na forma como este cuidado será realizado, assim, torna-se importante entender quais estratégias de enfrentamento os trabalhadores utilizam para tentar equilibrá-la, visto que este tema tem emergido expressivamente na atualidade. Objetivo: Desvelar as estratégias utilizadas por técnicos de enfermagem que atuam em um Pronto-Socorro para enfrentar os sentimentos de sofrimento no trabalho. Método: Estudo descritivo qualitativo, utilizou entrevista semi-estruturada para coleta de dados e técnica de análise de conteúdo para a análise dos mesmos. Realizado com técnicos de enfermagem do Pronto-Socorro de um hospital do Paraná. Para a seleção dos sujeitos foi utilizada a técnica bola- de-neve. Resultados: Os sujeitos entrevistados revelaram estratégias individuais e coletivas para enfrentar o sofrimento. As estratégias individuais são processos mentais onde o trabalhador busca modificar ou minimizar a percepção da realidade que o faz sofrer. Trouxeram a tentativa de não se envolver emocionalmente com o paciente para evitar o sofrimento; a mentalização da separação entre a vida profissional e pessoal; o relacionamento/diálogo com o paciente como instrumento terapêutico para minimizar o sofrimento sentido pelo trabalhador pela condição do próprio paciente; e a espiritualidade como suporte para o enfrentamento através da compreensão do processo de vida, morte e sofrimento. As estratégias coletivas dependem de condições externas e se mantêm no consenso de grupos de trabalhadores. A partir disso, as falas revelaram uma rotina/organização no dia-a-dia como intrínseca ao trabalho e composta por um planejamento das ações para preparação antecipada para imprevistos nesta unidade; um ambiente de ajuda mútua e cumplicidade entre os colegas pela possibilidade do trabalhador depender da ajuda do outro; e a tentativa de obter o reconhecimento dos enfermeiros de forma indireta, através de diálogos que induzam ao feedback ou tragam algum retorno sobre o resultado do trabalho realizado. Conclusão: Percebe-se que a equipe utiliza-se de estratégias individuais e coletivas: buscando principalmente superar o sofrimento provocado pelo convívio com a o sofrimento alheio, com a imprevisibilidade do processo de trabalho, além de buscar a valorização de seu trabalho através do reconhecimento. É necessário que os gerentes conheçam estas estratégias para que possam potencializá-las em suas equipes, diminuindo as conseqüências do sofrimento quando este é inevitável. Bibliografia Bendassolli PF, Soboll LAP, organizadores. Clínicas do trabalho. São Paulo (SP): Atlas; 2011. p. 3-21. Martins JT. Prazer e sofrimento no trabalho do enfermeiro em Unidades de Terapia Intensiva: estratégias defensivas [tese de doutorado]. Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo; 2008. 199 p. Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2003. 226 p. Atkinson R, Flint J. Accessing hidden and hard-to-reach populations: snowball research strategies. Social Research Update [internet]. 2001 [acesso em: 15 abr 2010]; 33. Disponível em: http://sru.soc.surrey.ac.uk/SRU33.html.
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    TRABALHO 124 SISTEMA DE NOTIFICAÇÃO DE EVENTOS – UMA FERRAMENTA PARA O GERENCIAMENTO DE ENFERMAGEM Reis EAA1, Barros CG2, Mayer SM3, Simões RO4 Introdução: Na área da saúde as mudanças relacionadas à segurança iniciam-se na década de 90 com a publicação do livro “To Err is Human: Building a Safer Health System” que alerta para fragilidade do sistema de saúde. Assim, focar no sistema e no processo, e não em pessoas, é a essência dos atuais sistemas para a redução ou eliminação dos erros. Gerenciar eventos adversos é uma das formas de instituir a segurança do paciente. Objetivo: Realizar análise de dados de um sistema de notificação de eventos adverso informatizado, com o objetivo de compreender os processos envolvidos e propor melhorias. Método: Trata-se de um estudo descritivo retrospectivo de uma base de dados do sistema de notificação de eventos. Este estudo foi realizado em um hospital privado, sem fins lucrativos da cidade de São Paulo. Foram considerados somente os eventos relacionados ao paciente que totalizaram 3747 eventos e excluídos dados incompletos. Resultados e Análise: Na análise verificou-se que o total de pacientes envolvidos nestes eventos foi 2593, sendo que 1981 (76,40%) pacientes tiveram 1 notificação; 364 (14,04%) 2; 110 (4,24%) 3; 66 (2,55%) 4; 33 (1,27%) 5 e 39 (1,50%) de 6 a 13. Isto se deve ao fato dos pacientes se internarem várias vezes durante o ano. Destes pacientes 1323 (51%) era do sexo masculino e 1270 (49%) feminino, o que demonstra que não há diferença na distribuição entre os sexos. A idade dos pacientes variou de 0 a 110 anos com uma média de 51,6 anos e uma mediana de 51,5 anos. A distribuição dos eventos por faixa etária foi 172 (5%) em menor de 1 ano; 95 (3%) em lactentes; 183 (5%) em crianças; 1409 (38%) em adultos; 1888 (50%) em idosos. Nota-se nesta análise que a maior parte dos eventos estava relacionada à população idosa 50% e 12% na população pediátrica, este fato demonstra que estas faixas etárias merecem uma atenção. “Outros Eventos” foram o maior numero notificados (caracterizados por vários processos assistenciais) 1559 (41%); seguido de Ulcera Pressão 568 (15%); Erro Medicação 560 (15%); Flebite527 (14%); Queda 187 (5%); Evento Sentinela 192 (5%); Perda SNE 155 (4%) e RAM 6 (0,2%), são comparáveis com dados encontrados na literatura. Quanto ao período de ocorrência verificamos que maioria dos eventos aconteceu no período da manhã 1636 (44%); 1223 (33%) à tarde e 888 (24%) à noite, inferimos que os eventos podem estar relacionados com os períodos de maior execução de procedimentos. Conclusão: Este estudo demonstra que um sistema de notificação de eventos pode ser utilizado para traçar a tendência dos eventos que mais ocorrem na instituição, contribuindo para a melhoria dos processos assistenciais: revisão dos protocolos e implantação de um grupo específico para análise de causa raiz focado nos eventos graves. Podemos concluir que uma sistemática de notificação e análise de eventos adversos é necessária para que a enfermagem gerencie os riscos relacionados ao paciente prevenindo a ocorrência e implantando processos mais seguros para o paciente. Referencias: Kohn LT, Corrigan JM, Donaldson MS, editors. To Err Is Human - Building a Safer Health System. 4ª ed. Institute of medicine. National Academy Press Washington, D.C; 2003. Leape LL, Berwick DM. Five Years After To Err Is Human – What Have We Learned? JAMA. 2005;293(19):2384-2390. Leape LL, Berwick DM. Safe health care: are we up to it? BMJ. March 2000; 320: 725. Aiken LH, Clarke S, Sloane DM, Sochalski JA, Busse R, Clarke H, Giovannetti P, Hunt J, Rafferty AM, Shamian J. Nurses‟ Reports On Hospital Care In Five Countries. Health Aff. May 2001; vol. 20 no. 3 43-53. Wilson RMcL, Harrison BT, Gibberd RW, Hamilton JD. An analysis of the causes of adverse events from the Quality in Australian Health Care Study. MJA 1999; 170: 411-415. Runciman WB, Williamson JAH, Deakin A, Benveniste KA, Bannon K, Hibbert PD. An integrated framework for safety, quality and risk management: an information and incident management system based on a universal patient safety classification. Qual. Saf. Health Care 2006;15;82-90. Stelfox HT, Palmisani S, Scurlock C, Orav EJ, Bates DW. The "To Err is Human" report and the patient safety literature. Qual. Saf. Health Care 2006;15;174-178. Autores: Consultora de Qualidade e Segurança do Hospital Albert Einstein 2Diretora de Prática Assistencial, Qualidade e Segurança do Hospital Albert Einstein 3Analista de Qualidade e Segurança do Hospital Albert Einstein 4Consultora de Qualidade e Segurança do Hospital Albert Einstein Instituição: Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein Contato: Elisa Aparecida Alves Reis elisa_reis@einstein.br Avenida Albert Einstein, 627/701 – 6º andar Bloco D São Paulo, 05652-900 (011) 2151-1233 – Ramal: 72662
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    TRABALHO 125 RELATO DEEXPERIÊNCIA Relato de experiência: implantação do Time out no centro cirúrgico do Hospital Alvorada de Moema Autor: Fabíola Portella Ribas Martins Elaine Alves de Sá Pimenta Karina Banhos Silva Elide Pereira Amarante Introdução: A cultura corporativa é muitas vezes referida como a "cola" que mantém uma organização unida. A cultura incorpora a filosofia de líderes, que são traduzidas e influência os comportamentos dos colaboradores de uma forma que aumenta o comprometimento com os objetivos da organização. Estudos sobre o uso eficaz da gestão da qualidade total descobriram que alta e média liderança desempenha um papel importante na transmissão da cultura para a linha de frente. The National Patient Safety Agency (NPSA) descreve a cultura de segurança nos cuidados de saúde como onde os colaboradores e a organização tem uma preocupação constante e atuante do potencial para que as coisas sejam resolvidas, todos, são capazes de reconhecer os erros, aprender com eles, e tomar medidas para corrigi-los.(1) O sistema de saúde do inicio do século XX era centrado na figura do medico, que detentor do conhecimento, com limitada tecnologia e sozinho, atendia o paciente no hospital, no consultório ou na sua residência. Esse sistema simples, direto e no qual o medico era detentor do controle dificilmente produzia coisas erradas. Na década de 1990, os serviços de saúde sofrem uma drástica mudança na estrutura e nas relações com a sociedade. Isso se deve em parte pelo aumento dos custos dos procedimentos médico-hospitalares, pela introdução de procedimentos ainda sem comprovação de utilidade clinica, e da excessiva variabilidade nos padrões na pratica medica, entre outras, que começam a exigir também como padrão a qualidade dos cuidados prestados pelos médicos e serviços de saúde. (2) A qualidade da assistência médica, baseada nos princípios de segurança, atendimento centrado no paciente, eficácia, eficiência, atendimento apropriado e equidade, principais premissas do relatório Errar é Humano (3) passou-se a exigir também na saúde melhorias continuas da qualidade, com a adoção de práticas antes restritas à área da indústria. Essas práticas, que tem como objetivo a segurança de todos os processos de assistência ao doente, e tiram do médico a responsabilidade única do cuidado e dão consistência aos processos assistenciais e a possibilidade de periodicamente analisa-los e aperfeiçoá-los. Para garantir a qualidade da assistência ao paciente cirúrgico, em julho de 2003, a Joint Commission Board of Commissioners (JCAHO) propôs o Protocolo Universal para Prevenção do lado errado, procedimento errado e paciente errado(4-5); sendo também recomendado pelo Colégio Americano de Cirurgiões(10). Nesta mesma direção, em 2004 foi criada a World Alliance for Patient Safety, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que em 2007 iniciou um programa direcionado para a redução de erros e eventos relacionados a procedimentos cirúrgicos, denominado de Save Surgery Saves Lives (Cirurgia segura salva vidas)(6). Este programa, semelhantemente ao proposto pela JCAHO, recomenda a utilização de um checklist para cirurgia segura que inclui algumas tarefas e procedimentos básicos de segurança. O protocolo Universal da JCAHO inclui três etapas: Etapas do Protocolo Universal da JCAHO(7): 1. Verificação pré-operatória: visa assegurar que todos os documentos e informações relevantes ou equipamentos estejam disponíveis antes do início do procedimento, estejam corretamente identificados e etiquetados, estejam concordantes com o registro de identificação do paciente e sejam consistentes entre si, com as expectativas do paciente e com a compreensão da equipe sobre o paciente, o procedimento, o local da cirurgia. A falta de informações ou as discrepâncias, devem ser abordadas e resolvidas antes do início do procedimento. 2. Marcação do sítio operatório (lateralidade): visa identificar, sem ambigüidade, o local do procedimento cirúrgico. Para os procedimentos envolvendo a distinção entre estruturas bilaterais (direita e a esquerda), estruturas múltiplas (como os dedos das mãos e dos pés) ou níveis múltiplos (como nos procedimentos de coluna), o sítio deve ser marcado de modo que a marca seja visível após o paciente ter sido preparado. 3. Pausa -TIME OUT: esta etapa é fundamental, sendo realizada em sala cirúrgica antes do início do procedimento. Tem por objetivo avaliar e assegurar que o paciente, o local cirúrgico, o procedimento e o posicionamento estão corretos, e que todos os documentos, equipamentos e informações estão disponíveis. Nesta etapa, todo o processo de conferência é realizado verbalmente, em voz alta e com a participação da totalidade dos membros da equipe cirúrgica, sendo requerida a interrupção de toda e qualquer atividade em sala. A leitura dos itens é realizada de forma integral e exatamente como escrito no formulário. O processo de verificação deve ser interdisciplinar, contando com a participação de todos os membros da equipe, sendo exigida a comunicação ativa entre todos. O protocolo deve ser iniciado por um membro designado na equipe e conduzido de modo seguro, para evitar falhas. Para isto, o procedimento cirúrgico não é iniciado até que todas as questões ou preocupações estejam resolvidas. Este papel é geralmente desempenhando pelo enfermeiro, que pode, ocasionalmente, sentir-se pouco à vontade ao insistir com que a pausa seja realizada logo antes do início do procedimento. Entretanto, os enfermeiros devem ser leais e comprometidos com a segurança do paciente em suas interações com a equipe cirúrgica, a fim de garantir que ocorra a verificação final (TIME OUT)(1). MÉTODO O presente trabalho é um estudo descritivo de relato da experiência. Foi realizado no Centro Cirúrgico (CC) do Hospital Alvorada Moema Estado de São Paulo, que é uma Organização privada. O CC possui 12 salas de operação , com produtividade mensal de 800 cirurgias. REFERENCIAS: 1. Reason J: Managing the risks of organizational accidents. Ashgate, 1997. 2. Berwick,D; Godfrey,A; Roessner,J.Melhorando a qualidade dos serviços médicos hospitalares e da saúde.São Paulo: Makron Books, 1994. Institute of Medicine.To err is human: building a safer health system. Washington,D.C., National Academy Press, 1999. 4. Joint Commission on Accreditation of Healthcare Organizations. JCAHO to hold summit on wrong-site, wrong-procedure, wrong-person surgeries. Jt Comm Perspect.2003;23(3):7-8. 5. Joint Commission on Accreditation of Healthcare Organizations. Approved: revisions to 2007 National Patient Safety Goals and Universal Protocol. Jt Comm Perspect. 2007;27(3):5-6. 6. World Health Organization (WHO). Checklists save lives. Bull World Health Organ. 2008;86(7):501-2. 7. Joint Commission on Accreditation of Healthcare Organizations, editor. Temas e estratégias para liderança em enfermagem: enfrentando os desafios hospitalares atuais. Porto Alegre: Artmed; 2008. 8. VendraminiI RCR; Silva EA; Ferreira KAS et al. Segurança do paciente em cirurgia oncológica: experiência do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Rev. esc. enferm. USP vol.44 no.3. São Paulo Sept. 2010
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    TRABALHO 126 ADEQUAÇÃODO TAMANHO DO MANGUITO DO APARELHO DE PRESSÃO ARTERIAL NÃO INVASIVO NA CLÍNICA MÉDICO CIRÚRGICA (CMC) Jaurés M, Canero TR, Sicoli AA, Miguel AC, Katayama DA Hospital Albert Einstein e-mail: michelej@einstein.br Introdução: Diferentes fatores podem influenciar na medida precisa da pressão arterial (PA). Para evitar que a PA seja super ou subestimada, a razão da circunferência braquial/manguito deve ser em torno de 40% da largura do braço, e o manguito deve circundar de 80 a 100% do comprimento, conforme recomendação da America Heart Association (AHA). Justificativa: O desempenho da CMC, na auditoria do Projeto de Padronização da Medida da Pressão Arterial do Programa de Cardiologia, de um hospital particular de grande porte na cidade de São Paulo, foi 24% inferior à meta preconizada (meta 80% de conformidade na adequação do tamanho do manguito, de acordo com a circunferência braquial do paciente – desempenho CMC 61% de conformidade). O Programa de Cardiologia adaptou uma tabela da AHA, que classificava o paciente de acordo com o tamanho da circunferência braquial, através de adesivos coloridos na capa do prontuário, determinando o tamanho do manguito a ser utilizado. Porém percebeu-se que os tamanhos dos manguitos descritos não eram compatíveis com os tamanhos disponíveis na instituição, e que o registro na capa do prontuário perdia-se quando, o mesmo, era arquivado na alta hospitalar. Resultando em dificuldade na compreensão da tabela, e inadequação do tamanho do manguito utilizado nos pacientes. Objetivo: Aumentar a adequação do tamanho do manguito do aparelho de pressão arterial não invasivo, na CMC, conforme a circunferência braquial dos pacientes. Método: Realizou-se análise dos resultados da auditoria no Grupo de Discussão da CMC (GDC), time de trabalho composto por representantes da enfermagem da CMC, resultando em propostas de melhorias no processo de registro e escolha do tamanho do manguito. Com isso, eliminou-se a tabela adaptada da AHA, a utilização de adesivos coloridos, e o registro na capa do prontuário. O tamanho da circunferência braquial passou a ser registrado na folha de evolução, anotação e controles de enfermagem, assim como o tamanho do manguito correspondente utilizado. Exemplo: circunferência braquial 28 cm MSD (26 – 32 cm). Resultados: A adequação do tamanho do manguito utilizado aumentou em 46%, na CMC, após as ações implantadas, e as despesas com os adesivos coloridos foram eliminadas. Comparativo da adequação do tamanho do manguito de pressão arterial não invasivo, conforme tamanho da Comparativo da adequação do tamanho do manguito de circunferência braquial - CMC. São Paulo, Outubro - 2010. pressão arterial não invasivo, conforme tamanho da circunferência braquial - CMC. São Paulo, Outubro - 2010. 89% 61% 64% 61% Auditoria Programa Cardiologia 2009 Auditoria Pré Projeto Piloto Abril-2010 Auditoria Programa Cardiologia 2009 Auditoria Pós Projeto Piloto Junho-2010 Conformidade Meta (80%) Conformidade Meta (80%) Conclusão: Concluímos que as ações implantadas contribuíram para a qualidade da assistência prestada, segurança do paciente e redução de custos. A revisão do processo permitiu a compreensão dos executores, quanto à finalidade e objetivo em adequar o tamanho do manguito conforme a circunferência braquial. A nova proposta de registro do tamanho do manguito utilizado, na folha de controles, garantiu a permanência desta informação no prontuário do paciente após a alta hospitalar. Frente os resultados positivos da implementação na CMC, o Programa de Cardiologia multiplicou esta prática para toda a instituição.
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    TRABALHO 127 LIDERANÇA DO ENFERMEIRO: UMA ANÁLISE DE ESTILOS SOB O ENFOQUE DO GRID GERENCIAL Ferreira MBG, Duarte JMG, Presotto GV, Dal Poggetto MT, Simões ALA Universidade Federal do Triângulo Mineiro/UFTM - Uberaba (MG) mariabgfo@bol.com.br No contexto das organizações, a liderança constitui-se se em ferramenta gerencial eficaz, contribuindo para o alcance dos objetivos. Nos serviços de enfermagem, enfermeiros coordenam equipes e gerenciam a assistência; tais funções implicam no exercício de influência na equipe, caracterizando liderança(1,2). Este estudo teve como objetivos: identificar os estilos de liderança exercidos pelo enfermeiro, na ótica dos membros da equipe de enfermagem; comparar as médias de escores entre os estilos de liderança nos comportamentos real e ideal, e comparar as médias dos escores de estilos correspondentes entre diferentes comportamentos. Estudo descritivo e exploratório, desenvolvido nas unidades de Clínica Médica, Cirúrgica, Neurologia, Doenças Infecto-Parasitárias e Ortopedia de um hospital universitário, após aprovação do Comitê de Ética, sob o protocolo 1469. Os participantes foram técnicos e auxiliares de enfermagem. Para identificar o estilo de liderança do enfermeiro, foram utilizados os Instrumentos Grid & Liderança em Enfermagem: Comportamento Real e Comportamento Ideal, os quais contemplam cinco estilos de liderança, conforme maior pontuação atribuída: estilo 9,1 - enfermeiro preocupa-se com produção; 1,9 - amigo da equipe e faz tudo para que gostem dele; 1,1 - preocupa-se apenas com o seu emprego, interesse irrelevante pela equipe e serviço; 5,5 - guia sua supervisão pelos regulamentos hospitalares; 9,9 - consulta a equipe, guia o trabalho baseado em objetivos comuns e contempla resolução conjunta dos problemas(3). Foram incluídos todos os profissionais que estavam no plantão correspondente ao dia de aplicação do questionário, totalizando 109 colaboradores. Destes, 13 recusaram-se a participar e cinco foram excluídos, pelo preenchimento inadequado, resultando na participação de 91 profissionais. A coleta de dados ocorreu em julho de 2010. Para análise dos dados utilizou-se: análise descritiva, Anova-F seguido por Bonferroni e Teste t-Student (p<0,05). Os resultados demonstraram que o principal estilo de liderança identificado pela equipe de enfermagem, referente ao comportamento real, corresponde ao estilo 9,9 (25,59%) seguido pelos estilos 5,5 (22,59%); 1,9 (21,67%), 9,1 (16,2%) e 1,1 (14,25%). Como comportamento ideal evidenciou-se o estilo 9,9 (26,7%), sendo o mais desejável, e o 1,1 (13,05%) como o mais indesejável; os estilos 5,5 (23,92%), 1,9 (22,75%) e 9,1 (13,58%) figuraram entre desejável e indesejável. A comparação entre os estilos dos comportamentos real e ideal demonstrou que a média de escore do estilo 9,9 foi significativamente superior aos demais, evidenciando ser o estilo de liderança mais praticado pelos enfermeiros e o mais desejável. Constatou-se que as médias do comportamento ideal foram significativamente superiores ao real nos estilos 9,1 (t=2,149; p=0,033), 1,9 (t=-4,584; p<0,001), 5,5 (t=-4,613; p<0,001) e 9,9 (t=-4,999; p<0,001), evidenciando que o valor atribuído ao estilo idealizado é maior que o identificado. Pode-se concluir que a liderança exercida e a idealizada foram caracterizadas pelo estilo 9,9; ou seja, comportamentos que refletem envolvimento e comprometimento com a missão da instituição, espírito de trabalho em equipe e gestão participativa. Observou-se, ainda, que o estilo de liderança exercido ainda não corresponde ao idealizado pela equipe de enfermagem. Descritores: liderança, enfermagem, gerência. Referências Bibliográficas 1. Trevizan MA, Mendes IAC, Hayashida M, Galvão CM, Cury SRR. Análise de expectativas sobre a liderança do enfermeiro à luz das Teorias Grid. Rev Gaúcha Enferm. 2001 Jan; 22(1):20-9. 2. Santos I, Oliveira SEM, Castro CB. Gerência do processo de trabalho em enfermagem: liderança da enfermeira em unidades hospitalares. Texto Contexto Enferm. 2006 JulSet; 15(3): 393-400. 3. Trevizan MA. Liderança do Enfermeiro: O ideal e o real no contexto hospitalar. São Paulo: Sarvier, 1993. 94p.
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    TRABALHO 128 IDEALIZAÇÃO DOS ENFERMEIROS SOBRE SEU PROCESSO DE TRABALHO Presotto GV, Ferreira MBG, Simões ALA Universidade Federal do Triângulo Mineiro - Uberaba (MG) mariabgfo@bol.com.br Na prática profissional, frequentemente, discute-se a indefinição do trabalho do enfermeiro, confrontando-se o sistema de ensino que apresenta grande parte do conteúdo curricular direcionado para aprendizagem de funções assistenciais, e a prática profissional, caracterizada pela sobrecarga de funções administrativas(1). O trabalho do enfermeiro tem sido caracterizado pelo excesso de funções, pela realização de atividades não-específicas da profissão e por desvios em sua atuação, levando ao distanciamento do seu principal foco de trabalho: assistência ao cliente(2). Estudos têm apontado para a multiplicidade de papéis do enfermeiro nas instituições de saúde; no entanto, pouco se discute sobre as opiniões e sentimentos desse profissional acerca da configuração de seu processo de trabalho, no que concerne às atividades que desempenha e aquelas que, por motivos diversos, deixa de realizar(3). Conhecer a opinião dos enfermeiros a respeito do seu fazer cotidiano poderá contribuir para a reflexão sobre a configuração de seu processo de trabalho, bem como possibilitar a discussão de estratégias que possam viabilizar uma prática condizente com a abrangência de sua formação profissional. Esta pesquisa objetivou identificar as atividades que, na opinião dos enfermeiros, deveriam ser desenvolvidas durante o seu processo de trabalho e verificar quais motivos têm impedido sua realização. Estudo qualitativo, na modalidade estudo de caso, realizado com enfermeiros vinculados ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Os dados foram coletados por meio das técnicas de observação participante e entrevista semi-estruturada, e submetidos à técnica de análise de conteúdo. Foram entrevistados 19 enfermeiros. Os resultados evidenciaram a opinião dos enfermeiros sobre funções que são inerentes a sua formação profissional, contudo encontram obstáculos para o seu desenvolvimento. Atividades de educação permanente e a implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem foram mencionadas como sendo as atribuições mais almejadas; entretanto, justificam a não realização destas devido ao número insuficiente de profissionais para atender a demanda do serviço, o que, segundo relatos dos mesmos, resulta em sobrecarga de trabalho. Não obstante, os enfermeiros reconhecem tais funções como instrumentos de melhoria da qualidade assistencial. Determinantes de ordem institucional como falta de equipamentos e cobertura de mais de um setor ao mesmo tempo, bem como justificativas relacionadas à falta de tempo e realização de outras atividades que não são de competência do enfermeiro foram referidos como motivos que contribuem para a não realização de atividades que os enfermeiros julgam importantes e têm sido negligenciadas por estes profissionais. Refletir sobre o processo de trabalho do enfermeiro é fundamental para a seleção de estratégias que viabilizem uma prática condizente com a abrangência de sua formação profissional e com a qualidade da assistência de enfermagem. Descritores: processo de trabalho; gerenciamento; assistência de enfermagem. Referências Bibliográficas 1SILVA AM. Processo de trabalho e atividades educativas de trabalhadores de Enfermagem em hospitais públicos. 2010.197f. (tese doutorado). Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo; 2010. 2Costa RA, Shimizu HE. Atividades desenvolvidas pelos enfermeiros nas unidades de internação de um hospital-escola. Revista Latino Americana de Enfermagem. 2005; 13(5): 654-62. 3Andrade JS, VIEIRA MJ. Prática assistencial de Enfermagem: problemas, perspectivas e necessidade de sistematização. Revista Brasileira de Enfermagem. 2005; 58(3): 261-65.
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    TRABALHO 129 AUDITORIA INTERNA NAS UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA Esteves JT, Malaquias AP, Santos JM, Silva ARA Hospital Santa Cruz de São Paulo arsilva@hospitalsantacruz.com.br Introdução: A auditoria de enfermagem é um processo pelo qual as atividades de enfermagem são examinadas, mensuradas e avaliadas, em confronto com padrões preestabelecidos, por meio de revisões das anotações de enfermagem que constam no Prontuário. Justificativa: Baseado no alto índice de operadoras e frente à ausência de registros de materiais e procedimentos realizados, observou-se a necessidade de um trabalho interno de auditoria, onde será realizada a conferência diária dos prontuários, sinalizando as divergências encontradas e atuando junto à equipe multidisciplinar, conscientizando de forma educacional, visando a excelência na assistência de enfermagem e realização correta da documentação da assistência prestada pela instituição. Objetivo: Mensurar a qualidade da assistência de enfermagem e conscientizar a equipe multidisciplinar da necessidade e importância na descrição dos cuidados prestados ao cliente, além de proporcionar a equipe de enfermagem o aprimoramento na descrição da assistência prestada ao cliente, desenvolver a competência administrativa – financeira dos enfermeiros, com o intuito de diminuir os índices de glosas, avaliar a sistemática da equipe de enfermagem, visando um atendimento de qualidade e uma cobrança adequada para um pagamento justo das ações realizadas ao cliente. Método: Levantamento bibliográfico relacionado ao tema auditoria de enfermagem e de dados dos prontuários, identificando e analisando as deficiências nos registros, as inexistências de cobranças dos procedimentos realizados e materiais utilizados e a falta de checagem. Com a elaboração de aulas e orientações, relacionadas aos problemas encontrados e demonstração de resultados através de gráficos comparativos, realizados antes e após as ações propostas de melhoria. Resultados: Foram um total de 192 prontuários analisados de setembro a novembro de 2010, comparados com a taxa de internação que foi de 388 internações. O total de glosas das UTIs no mês de setembro seria: R$9.700,00, no mês de outubro: R$10.200,00 e no mês de novembro: R$19.500,00. Nos últimos 02 meses foram computadas a falta de cobrança dos escriturários que foi no mês de outubro: R$2.900,00 e no mês de novembro: R$4.800,00, totalizando R$7.600,00. Somando esses valores destes 03 meses, teríamos um total de glosas de: R$39.407,00, referente a 49% da taxa de internações. Essas glosas relacionadas a enfermagem , inclui falta de checagem de drogas e sedações, anotações sem imprimir e carimbar ou sem ser realizada, falta de checagem de dietas e falta de registro de materiais. Em relação aos escriturários esses valores são referentes a falta de cobrança de itens do nosso estoque como: soros, ringer, drogas, materiais como adaptic, jelcos, polifix, etc. Realizando um balanço de setembro/2010 a fevereiro/2011, conseguiu-se evitar em média R$ 95.000,00 que seriam glosados, mas que foram revertidos com o trabalho em questão. Conclusão: Houve melhorar na qualidade do serviço prestado pela equipe de enfermagem, beneficiando o cliente e criando subsídios para melhoria da qualidade assistencial, com aumento do comprometimento da equipe em relação à descrição da assistência prestada ao cliente e otimização do processo de faturamento, resultando na lucratividade e crescimento da instituição. Bibliografia Auditoria do método de assistência de enfermagem. Rev. Bras. Enferm. v.57. n.4. Brasília Jul/Ago. 2004. Auditoria em Enfermagem identificando sua concepção e métodos. Rev. Bras. Enferm. v. 61.n.3. Avaliação da qualidade dos registros de enfermagem no prontuário por meio da auditoria. Brasília Maio/ Junho 2008. Acta Paul. Enferm. v.22 n.3. São Paulo Mai/Jun. 2009. Abordagem conceitual de métodos e finalidades da auditoria de enfermagem. Rev. Rene v. 10. n.1, p. 1- 165. Fortaleza. Jan/ Mar.2009.
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    TRABALHO 130 GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE: IMPLANTAÇÃO DA ESTRATÉGIA DE VISTORIA DO PROCESSO DE SEGREGAÇÃO Ezaias GM, Sardinha DSs, Silva LA, Souza D Hospital Doutor Anísio Figueiredo Email: gabimez@hotmail.com Introdução: Os resíduos sólidos de serviços de saúde (RSS) são aqueles produzidos e manipulados em todos os tipos de estabelecimentos prestadores de atenção à saúde, resultantes do exercício das atividades assistenciais (ABNT,1993); e representam possíveis veículos de contaminação do ambiente, assim como são considerados agentes de risco, visto que podem afetar a saúde dos indivíduos (TAKAHASHI, GONÇALVES, 2005.). O risco oferecido pelos RSS pode ser minimizado pelo seu correto gerenciamento, estabelecido por um Programa de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), que define e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos desde a sua geração, passando pelo tratamento, até sua disposição final. A inadequada segregação de resíduos (operação de identificação e separação dos mesmos no momento de sua geração, em função da classificação previamente adotada no PGRSS), constitui-se em grande risco para a saúde do trabalhador. Vivenciando um processo de trabalho, no qual o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) representa o órgão responsável pelo PGRSS em uma instituição de saúde pública de média complexidade, e identificando grande número de inadequações na segregação de resíduos nas unidades geradoras, optou-se pela implantação da estratégia de vistoria diária com o objetivo de identificar falhas nesse processo que comprometam a segurança do trabalhador. Objetivo: Descrever o processo de implantação da rotina de vistoria diária da segregação de resíduos em uma instituição de saúde pública de média complexidade e apresentar os dados iniciais levantados no período de Janeiro a Fevereiro de 2011. Metodologia: Estudo descritivo, no qual se utilizou para coleta de dados diária um instrumento de observação para avaliação da segregação dos resíduos dos setores de Pronto Socorro, Internação Clínica e Cirúrgica, adulta e pediátrica. O processo de vistoria foi realizado por dois técnicos de enfermagem do SCIH, previamente capacitados quanto aos padrões a serem observados e tipos de inadequações a serem notificados. Para classificação das inadequações foram utilizados os conceitos de infração comum (sem risco ocupacional) e infração grave (com risco ocupacional). Resultados: Durante o período do estudo foram encontradas 82 inadequações referentes à segregação de resíduos, sendo 80,5% na unidade de Pronto Socorro e 19,5% nas unidades de Internação. Destas, 11% foram classificadas como infração grave, uma vez que envolviam a presença de materiais perfuro-cortantes e/ou com presença de sangue e outros fluidos corporais, que oferecem risco a saúde dos trabalhadores quando inadequadamente descartados. Das infrações graves, 77,8% ocorreram no setor de Pronto Socorro e 22,2% nas unidades de Internação, com predomínio no período noturno (sete infrações graves). Constatou-se no transcorrer da implantação da estratégia de vistoria diária melhora significativa do processo de segregação, no entanto devido a ausência de ações de responsabilização dos membros da equipe e suas lideranças, percebeu-se um declínio na qualidade do processo de segregação. Conclusão: A estratégia de vistoria diária de segregação de resíduos apresentou resultados positivos, porém isoladamente tal ação não garante uma mudança de comportamento efetiva dos membros da equipe de saúde, o que evidencia a necessidade de ações complementares que envolvam a responsabilidade profissional. Bibliografia: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12807: resíduos de serviço de saúde – terminologia. Rio de Janeiro, jan.1993; TAKAHASHI, R.T.; GONÇALVES, V.L.M. Gerenciamento de recursos físicos e ambientais. In: KURCGANT (Coords). Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 2005, p.184-194;
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    TRABALHO 131 MANISFESTAÇÕESPSICO-COMPORTAMENTAIS DO BURNOUT EM TRABALHADORES DE UM HOSPITAL DE MÉDIA COMPLEXIDADE Ezaias GM, Gouvea PB, Haddad MCL, Vannuchi MTO, Sardinha DSs Hospital Doutor Anísio Figueiredo / Universidade Estadual de Londrina Email: gabimez@hotmail.com Introdução: Burnout é uma síndrome psicológica que ocorre devido à tensão emocional crônica no processo de trabalho e constitui-se em uma experiência subjetiva que gera atitudes e sentimentos relacionados ao trabalho, afetando a atuação do profissional e trazendo conseqüências para a organização (TAMAYO; TRÓCCOLI, 2002). Manifesta-se por diversos sinais e sintomas, alterações fisiológicas, disfunções psicológicas e mudanças comportamentais, que interferem diretamente no processo de trabalho, afetando aspectos relativos à qualidade e produtividade. No âmbito hospitalar, as conseqüências se refletem na organização e na qualidade da assistência de saúde prestada ao paciente, podendo comprometer a recuperação da saúde do mesmo. Diante disto, vivenciando o processo de trabalho em uma instituição hospitalar de média complexidade, permeado por fatores de risco para o desenvolvimento da síndrome de Burnout, como sobrecarga de trabalho, relacionada ao aumento do grau de dependência e gravidade dos pacientes; dificuldades estruturais e falta de recursos materiais e humanos, percebeu- se a necessidade de investigar a ocorrência do Burnout entre os profissionais de saúde, assim como buscar sinais e sintomas que caracterizem a ocorrência desta síndrome. Objetivo: Identificar e relacionar sintomas psíquicos e comportamentais com as dimensões positivas da síndrome de Burnout em profissionais de um hospital público de média complexidade. Metodologia: Estudo descritivo de natureza quantitativa com trabalhadores das diversas categorias profissionais atuantes em um hospital público de média complexidade da cidade de Londrina/PR. Para a coleta de dados foi utilizado um instrumento auto-aplicável, constituído das principais variáveis dependentes da síndrome de Burnout, criado por Christine Maslach e validado no Brasil por Benevides-Pereira; para a identificação dos sinais e sintomas da síndrome de Burnout, utilizou-se questionário desenvolvido por Menegaz (2004). Resultados: A análise dos dados permitiu encontrar relações entre as dimensões da síndrome e sintomas pesquisados com valores de p significativos, através do teste Qui-quadrado, evidenciando a repercussão do sofrimento psíquico na produtividade e qualidade do trabalho, sendo que 33,8% dos trabalhadores apresentavam alto grau de exaustão emocional, 26,9% alto grau de despersonalização e 30% demonstraram baixa realização profissional, sendo estes os graus de cada dimensão que caracterizam a presença de síndrome de Burnout. Também foi encontrada relação entre a manifestação de sintomas psíquicos e comportamentais, como irritabilidade fácil, sentimento de pouco tempo para si mesmo, estado de aceleração contínuo, aumento do consumo de álcool, cigarro e/ou drogas e perda do senso de humor, e as dimensões positivas para a síndrome. Conclusão: A manifestação de diferentes sintomas psíquicos e comportamentais associados à síndrome de Burnout mostrou-se significativa, e dentre eles, destacou-se a presença da irritabilidade fácil. Considerando que o sofrimento psíquico possui impacto negativo na produtividade e qualidade do trabalho, fica evidente a necessidade no reconhecimento precoce destas manifestações para a realização de intervenções que visem à interrupção deste processo de adoecimento. Bibliografia: MENEGAZ, F.D.L. Características da incidência de burnout em pediatras de uma organização hospitalar pública [tese]. Florianópolis (SC): Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Santa Catarina; 2004; TAMAYO, M.R.; TRÓCCOLI, B.T. Exaustão emocional: relações com a percepção de suporte organizacional e com as estratégias de coping no trabalho. Estud. psicol., v.7, n. 1, p. 37-46, 2002.
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    TRABALHO 132 RESIDÊNCIA DE GERÊNCIA EM SERVIÇOS DE ENFERMAGEM: FORMAÇÃO PROFISSIONAL COM MÉTODO PROBLEMATIZADOR Ezaias GM, Sardinha DSs, Haddad MCL, Vannuchi MTO Hospital Doutor Anísio Figueiredo/Universidade Estadual de Londrina Email: gabimez@hotmail.com Introdução: A educação problematizadora rompe com o modelo educacional tradicional, que vê o educando como ser passivo; transformando-o em ser ativo, livre e responsável pelo seu conhecimento. Tem caráter reflexivo e promove criticidade em relação à realidade e conduz consequentemente, a mudanças de paradigmas (CYRINO, TORALLES-PEREIRA, 2004). A problematização tem nos estudos de Paulo Freire (1975), a sua origem, enfatizando que os problemas a serem estudados, precisam valer-se de um cenário real. Os problemas obtidos pela observação da realidade manifestam-se para alunos e professores com todas as suas contradições, daí o caráter fortemente político do trabalho pedagógico na problematização, marcado por uma postura crítica de educação. O processo de gerenciar em enfermagem pressupõe a tomada de decisões, e depende do grau de autonomia do gerente de enfermagem e de como se dá a sua relação com as pessoas e com a própria política de instituição; ressalta-se que o perfil do gerente e sua postura na tomada de decisões afetam significativamente os resultados das mesmas (MASSAROLLO, FERNANDES, 2002). Frente ao exposto, o Programa de Residência de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (UEL) adotou o modelo de educação problematizadora para a formação de Enfermeiro Gerente, buscando assim capacitar o enfermeiro a atuar na área de administração dos serviços de enfermagem, com vistas a analisar, intervir e modificar o quadro vigente, quando necessário, levando em conta a complexidade da organização (VANNUCHI, CAMPOS, 2007). Objetivo: Descrever a experiência da utilização do método problematizador na formação de enfermeiros inseridos no Programa de Residência em Gerência em Serviços de Enfermagem. Metodologia: O programa de Residência da UEL é desenvolvido nos diversos níveis de atenção à saúde, que se articulam em duas etapas, sendo a primeira constituída por práticas interdisciplinares e a outra composta por práticas específicas com característica multiprofissional. O curso possui carga horária de 5.010 horas, distribuídas em dois anos, incluindo atividades teóricas e práticas. Resultados: A formação baseada no método problematizador proporciona o desenvolvimento de diversas competências gerenciais em enfermagem, atuando como um agente facilitador no processo de inserção no mercado, uma vez que aprimora a capacidade crítico-reflexiva com ampliação da visão do processo de trabalho nos diferentes níveis de atenção; contribui com o desenvolvimento das habilidades de gerenciamento de conflitos, liderança e dimensionamento de recursos humanos, materiais, físicos e ambientais, assim como proporciona um melhor entendimento nas relações organizacionais da área da saúde. Conclusão: Acredita-se que a proposta de utilização do método problematizador na formação de Enfermeiros Gerentes representa uma estratégia eficaz, que proporciona o desenvolvimento de competências gerenciais necessárias para a atuação profissional, assim como promove o fortalecimento da parceira academia-serviço-comunidade, elemento essencial para o sucesso do processo gerencial. Bibliografia: CYRINO, E.G.; TORALLES-PEREIRA, M.L. Trabalhando com estratégias de ensino-aprendizagem por descoberta na área da saúde: a problematização e a aprendizagem baseada em evidências. Cad. Saúde Pública, v. 20, n. 3, p.780-788, mai/jun, 2004; FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975; MASSAROLLO, M.C.K.B.; FERNANDES, M.F.P. Ética e gerenciamento em enfermagem. In: KURCGANT (Coords). Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 2005, p.14-25; VANNUCHI, M.; CAMPOS, J. A Metodologia Ativa na Residência em Gerência do Curso de Enfermagem da UEL. Cogitare Enferm, v.12, n. 3, p. 358-64, jul/set, 2007.
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    TRABALHO 133 MULTIDISCIPLINARIDADE NA CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS DO SERVIÇO DE HIGIENE HOSPITALAR: UMA ESTRATÉGIA DO SERVIÇO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR Ezaias GM, Sardinha DSs, Silva Junior MC Hospital Doutor Anísio Figueiredo Email: gabimez@hotmail.com Introdução: O Serviço de Higiene, Limpeza e Conservação (SHLC) em Serviços de Saúde apresenta relevante papel na prevenção das infecções relacionadas à assistência em saúde (IRAS), sendo imprescindível à criação de estratégias que promovam o aperfeiçoamento das técnicas de limpeza e o eficaz controle da disseminação de microrganismo no ambiente hospitalar (BRASIL, 2010). A educação consiste em um processo dinâmico e contínuo de construção do conhecimento, que por meio do desenvolvimento do pensamento livre, da consciência crítico- reflexiva e relações humanas, leva à criação de compromisso pessoal e profissional, capacitando para a transformação da realidade (PASCHOAL; MANTOVANI; MÉIER, 2007). A realização de treinamentos tem como resultado o aumento do conhecimento teórico e prático que proporciona ao indivíduo eficiência para a realização de seu trabalho, enquanto a promoção do desenvolvimento vai além da eficiência, e visa à ampliação de competências profissionais e pessoais (PERES, LEITE, GONÇALVES, 2005). Aspectos psicológicos também devem ser considerados no processo de capacitação, uma vez que fatores individuais, como auto-estima e motivação, são fatores importantes no sucesso do processo de trabalho (TORRES, 2008). Justificativa: Diante do exposto, e considerando a responsabilidade do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) em promover o conhecimento, assim como sensibilizar os profissionais de saúde no que se refere ao controle das IRAS, constatou- se a necessidade de realização de capacitação com foco multidisciplinar da equipe do SHLC. Objetivo: Descrever o processo de capacitação da equipe do Serviço de Higiene, Limpeza e Conservação de um hospital público de média complexidade e apresentar as percepções dos agentes capacitadores envolvidos neste processo. Metodologia: A capacitação foi realizada em março de 2011, com 22 Auxiliares de Higiene divididas em dois grupos com 10 e 12 participantes; teve duração de oito horas dividido em dois momentos, com abordagem metodológica problematizadora, utilizando-se a estratégia de exposição dialogada e dinâmicas de grupo. Resultados: O Primeiro Momento foi composto por uma dinâmica de apresentação, com o objetivo de reforçar os laços interpessoais da equipe e outra visando o fortalecimento do grupo frente à instituição, com foco no trabalho em equipe e estímulo para reconhecimento do valor de suas atividades na estrutural organizacional. No Segundo Momento foram abordadas questões técnico-operacionais, por meio de exposição dialogada e dinâmica de grupo, com foco no esclarecimento de dúvidas e apresentação/discussão do novo Protocolo de Rotinas do SHLC. Conclusão: Observou-se a participação ativa dos profissionais nos dois momentos do processo de capacitação, porém com relevantes diferenças entre os grupos, no qual foram resgatados conceitos, técnicas e estratégias pertinentes ao momento de reestruturação do SHLC. Pode-se sugerir que o Primeiro Momento atuou como um facilitador no processo de aprendizagem e integração. Constatou-se também o suprimento de demandas referentes a vieses do conhecimento, que geram diferentes padrões técnico-operacionais na prática de limpeza. Frente ao exposto, vê-se a necessidade de criação de um programa de capacitação periódico para o serviço, com vista a promover e manter a qualificação e motivação dos profissionais, assim como garantir a qualidade do processo de assistência. Bibliografia: BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfícies. Brasília, 2010; PASCHOAL, A.S.; MANTOVANI, M.F.; MÉIER, M.J. Percepção da educação permanente, continuada e em serviço para enfermeiros de um hospital de ensino. Rev Esc Enferm USP, v. 41, n. 3, p.478-484, 2007; PERES, H.H.C.; LEITE, M.M.J.; GONÇALVES, V.L.M. Educação Continuada: recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, e avaliação do desempenho profissional. In: KURCGANT (Coords). Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 2005, p.138-156; TORRES, S. Estruturação da equipe por meio do treinamento e desenvolvimento. In: TORRES, S.; LISBOA, T.C. Gestão dos serviços limpeza, higiene e lavanderia em estabelecimentos de saúde. 3.ed. São Paulo:SARVIER, 2008, p. 33-51.
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    TRABALHO 134 REGISTRO INFORMATIZADODO PROCESSO DE ENFERMAGEM NO PONTO DE CUIDADO DO PACIENTE: AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO DOS ENFERMEIROS Palomo JSH, Silva RCG, Gutierrez MA. Instituto do Coração (InCor) do Hospital da Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. E-mail: jurema.palomo@incor.usp.br Palavras-chaves: Informática em Enfermagem, Sistemas Automatizados de Assistência junto ao leito, Registros de Enfermagem, Gerenciamento. RESUMO: Introdução: a entrada da Tecnologia da Informação nas instituições de Saúde causa uma verdadeira evolução, com propostas novas e inovadoras que objetivam agregar melhorias nos registros dos cuidados aos pacientes. Os enfermeiros que atuam em hospitais dizem que “a maior vantagem dessas transformações é a volta do foco de suas ações de enfermagem para o cuidado direto ao paciente”1. O Sistema de Informação Hospitalar tem sido usado para resolver importantes problemas relacionados ao uso de prontuário convencional em papel (físico) volumoso, incômodo e pouco eficiente2,3, possibilitando o registro das ações do cuidado no Prontuário Eletrônico do Paciente, que é “um conjunto de informações referentes ao paciente, armazenadas em formato digital”4. Entretanto, algumas desvantagens têm sido relatadas, especialmente quando os registros precisam ser feitos no ponto de cuidado ou à beira do leito. Justificativa: estudo desenvolvido sobre a aplicação da Informática para organizar o Processo de Enfermagem no momento e local de atendimento do paciente. Objetivo: avaliar o uso de um computador móvel especialmente desenvolvido para auxiliar o enfermeiro no processo de registro da assistência de enfermagem no ponto de cuidado do paciente (Medkart®). Método: trata-se de estudo descritivo, transversal com abordagem quali- quantitativa, que incluiu 25 enfermeiros experientes no uso e aplicação do processo de enfermagem. Os dados quantitativos foram analisados por estatística descritiva e os dados qualitativos por meio da análise de conteúdo. Resultados: todos os enfermeiros tinham habilidade com sistemas informatizados e 52% consideraram que o Medkart® foi um facilitador para o registro da avaliação inicial do paciente. Entretanto, 64% relataram que o dispositivo não facilitou o registro das intervenções de enfermagem durante a avaliação inicial. 84% concordaram que o Medkart® facilitou os registros posteriores. Os enfermeiros consideraram que o uso do dispositivo permitiu rápido acesso a informações adicionais do paciente e permitiu a confiabilidade dos dados armazenados à medida que os registros foram feitos imediatamente após a avaliação do paciente, evitando a perda de informações. Contudo, observou-se que o interferiu na relação enfermeiro-paciente. Conclusão: o Medkart® transpôs as limitações do dispositivo portáteis utilizados a beira do leito até o momento, acarretou trabalho adicional para o enfermeiro, embora consideraram que esse tipo de dispositivo foi útil para a prática profissional. Bibliografia: Ball MJ, Weaver C, Abbot PA. Enabling technologies promise to revitalize the role of nursing in an era of patient safety. Int J Med Inform. 2003; 69(1): 29-38. Marin HF. Improving Patient Safety with technology. Int J Med Inform. 2004; 73: 543-6. Évora YDM, Dalri MCB. O uso do computador como ferramenta para a implantação do processo de enfermagem. Rev Bras Enferm. 2002; 55: 709-13. Marin HF, Massad E, Azevedo Neto RS. Prontuário eletrônico do paciente: definições e conceitos. In: Massad E, Marin HF, Azevedo Neto RS. O prontuário eletrônico do paciente na assistência, informação e conhecimento médico. São Paulo: 2003. p.1-20.
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    TRABALHO 135 INVESTIGAÇÃO DAOCORRÊNCIA DE QUEDAS EM HOSPITAL DE ALTA COMPLEXIDADE ESPECIALIZADO EM CARDIOPNEUMOLOGIA Palomo JSH, Fiorante MLS, Kameoka AM, Rodrigues LAB, Silva RCG. Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo E-mail: jurema.palomo@incor.usp.br Palavras-chaves: Avaliação de Risco, Indicadores, Queda, Gerenciamento. RESUMO: Introdução: as quedas são motivo de grande preocupação para os profissionais e gestores das organizações de saúde, sendo que as ações preventivas exigem criteriosa avaliação de risco. Entretanto, não há escalas validadas no Brasil para a identificação desses eventos em Serviços de Atendimento de Alta Complexidade (SAC). Justificativa: buscar subsídios clínicos para a elaboração de escala de avaliação de risco de queda específica para SAC. Objetivos: identificar a incidência de quedas e caracterizar os fatores ambientais que colaboraram para a ocorrência da queda e o perfil sociodemográfico e clínico dos pacientes que sofreram tal incidente em um SAC. Método: trata-se de estudo descritivo, retrospectivo, com abordagem quantitativa realizado em SAC especializado em cardiopneumologia. Adotou-se a definição de queda e de incidência de quedas conforme preconização pelo CQH (Compromisso com a Qualidade Hospitalar). Os dados relacionados ao perfil sociodemográfico e clínico, bem como os fatores ambientais que colaboraram para a ocorrência do evento, foram analisados por meio de estatística descritiva. Resultados: os dados foram obtidos da análise do registro de eventos adversos de 2009 (n=756), dos quais 171 corresponderam à ocorrência de quedas, com a incidência de 1,3/1000 paciente-dia. Verificou-se que 50,3% (n=86) dos pacientes que caíram tinham 71 anos ou mais e 1,8% (n=3) tinham menos de 5 anos. Quanto ao gênero, 56,1% (n=96) eram do sexo masculino. Verificou-se que 84,8% (n=145) dos pacientes não apresentaram alterações do nível de consciência, porém em 35,1% (n=60) dos registros houve notificação de déficits motores, dentre os quais, o mais prevalente foi a dificuldade de marcha (41,7%;n=25). O diagnóstico médico mais frequente foi a insuficiência cardíaca (22,8%;n=39) e o procedimento cirúrgico mais comum entre os que caíram foi a revascularização do miocárdio (8,8%;n=15). Quanto à terapia medicamentosa, mais da metade dos pacientes haviam utilizado diuréticos e vasodilatadores nas seis horas que precederam o evento. As quedas ocorreram predominantemente nas clínicas médico-cirúrgicas (77,2%;n=132). Ainda, observou-se que 74,3% (n=127) dos pacientes que caíram não tinham acompanhante no momento da queda. Notou-se que os pacientes caíram, predominantemente, nos turnos da manhã e tarde (53,2%;n=91), da própria altura (61,4%;n=105) no quarto (68,4%;n=117) e/ou da cama/maca (26,3%;n=45), embora estivessem liberados para levantar sozinhos (44,4%;n=76) ou com auxílio (39,2%;n=67). Conclusão: os dados obtidos por meio do impresso de eventos adversos possibilitaram análise preliminar do perfil sociodemográfico e clínico, assim como dos fatores ambientais que, possivelmente, contribuíram para a ocorrência de quedas em pacientes atendidos em SAC. Entretanto, percebeu-se a necessidade de estudo mais aprofundado com vistas à elaboração de escala de avaliação de risco específica para essa população. Bibliografia: Pereira SRM, Buksman S, Perracini M, Py L, Barreto KML, Leite VMM. Projeto Diretrizes: quedas em idosos. Disponível em: http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/082.pdf Vitor AF, Lopes MVO, Araújo TL. Diagnóstico de enfermagem: risco de quedas em pacientes com angina instável. Rev. Rene. Fortaleza, v. 11, n. 1, p. 105-113, jan./mar.2010 Machado TR, Oliveira CJ, Costa FBC, Araújo TL. Avaliação da presença de risco para queda em idosos. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2009;11(1):32-8. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v11/n1/v11n1a04.htm.
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    TRABALHO 136 TREINAMENTOEM DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM: FERRAMENTA PARA APRIMORAR O RACIOCÍNIO CLÍNICO Palomo JSH, Silva RCG, Margarido ES, Ferreira FG, Lopes JL. Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo E-mail: jurema.palomo@incor.usp.br Palavras-chaves: Treinamento, Diagnóstico de Enfermagem, Taxonomia, Gerenciamento. RESUMO: Introdução: os diagnósticos de enfermagem são usados como ferramenta para planejar e direcionar o cuidado, bem como organizar o conhecimento de enfermagem. Há várias classificações de diagnósticos de enfermagem, entretanto, a mais utilizada em nosso meio é a classificação de diagnósticos da NANDA-Internacional. Contudo, as enfermeiras relatam dificuldade em utilizar a taxonomia, porque não tiveram esse conteúdo durante o curso de graduação. De fato, a introdução dos diagnósticos de enfermagem nos currículos das faculdades de enfermagem ocorreu recentemente no Brasil. Ainda, o conteúdo das disciplinas que abordam o processo de enfermagem varia de forma significativa. Desse modo, o conhecimento específico relacionado à linguagem padronizada varia de modo importante entre os enfermeiros. Justificativa: aprimorar o conhecimento dos enfermeiros de nosso hospital em relação ao uso da classificação de diagnósticos da NANDA-I. Objetivo: avaliar a retenção do conhecimento e o efeito de um modelo de treinamento para o raciocínio clínico de enfermagem que trabalham num hospital especializado em cardiopneumologia. Método: trata-se de estudo descritivo e exploratório. Os enfermeiros participaram de uma sessão de treinamento teórico-prático, com carga horária total de quatro horas. O conteúdo versava sobre processo diagnóstico e as atividades práticas foram realizadas por meio de estudos de caso. Cada estudo de caso foi submetido à validação consensual por especialistas. A efetividade do treinamento em melhorar o raciocínio diagnóstico, foi avaliada por meio de um estudo de caso teste, para o qual os diagnósticos identificados pelos especialistas foram: “Risco de glicemia instável”, “Risco de infecção” e “Ansiedade”, sendo este o principal para o caso. Resultados: o estudo de caso teste foi aplicado em duas ocasiões: antes da aula teórica e após as atividades práticas. O raciocínio diagnóstico foi avaliado baseado na assertividade do diagnóstico e na identificação do diagnóstico mais acurado. Foram treinados 234 enfermeiros. Na primeira avaliação, os enfermeiros identificaram maior número de diagnósticos (61) em comparação com a segunda (34). O número médio de diagnósticos identificados na primeira avaliação foi dez (10) e na segunda, oito (8). Observou-se que na primeira avaliação, 89% dos enfermeiros identificaram o diagnóstico “Ansiedade”, 65% “Risco de infecção” e 61% “Risco de glicemia instável”. Na segunda avaliação, 92% dos enfermeiros identificaram o diagnóstico “Ansiedade”, 86% “Risco de infecção” e 55% “Risco de glicemia instável”. Em relação à assertividade do diagnóstico mais acurado, 28% identificaram “Ansiedade” na primeira avaliação e 34% na segunda. Conclusão: o modelo de treinamento mostrou que os enfermeiros apresentaram um aprimoramento do raciocínio clínico, bem como para a identificação dos diagnósticos de enfermagem. Bibliografia: Barros, A.L.B.L., Michel, J.L.M., Nóbrega, M.M.L., Garcia, T.L. (2000). The use of nursing diagnosis in Brazil. Acta Paulista de Enfermagem, 13, 37-40. Carpenito-Moyet, L.J. (2010). Nursing diagnosis: application to clinical practice. (13th ed.). Philadelphia: Lippincott, Williams & Wilkins. Grossman, S., Krom, Z., O'Connor, R. (2010). Innovative Solutions: Using Case Studies to Generate Increased Nurse's Clinical Decision-Making Ability in Critical Care. Dimensions of Critical Care Nursing, 29, 138-142. Lunney, M. (2009). Critical thinking to achieve positive health outcomes: nursing case studies and analyses. (2nd ed.). Iowa: Wiley-Blackwell.
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    TRABALHO 137 A LIDERANÇA DO ENFERMEIRO EM UTI E SUA RELAÇÃO COM O AMBIENTE DE TRABALHO Balsanelli AP, Cunha ICKO, Macedo RCR Instituições: Hospital Israelita Albert Einstein – SP e Escola Paulista de Enfermagem – UNIFESP; E-mail para contato: pazetto@terra.com.br Resumo Introdução: A liderança é extremamente necessária e requerida do enfermeiro em todos os seus campos de atuação. Isto também inclui a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) que deve propiciar condições adequadas para o exercício desta competência. Analisar a relação entre o ambiente de trabalho e a liderança do enfermeiro na UTI possibilita ao gestor manter, aprimorar ou realizar mudanças estratégicas para que o exercício desta competência aconteça com resultados eficazes. Objetivos: verificar o estilo de liderança ideal, segundo a percepção do enfermeiro e o real de acordo com a avaliação de um de seus liderados; mensurar o ambiente de trabalho em enfermagem e correlacionar às variáveis liderança real e ambiente de trabalho. Método: estudo transversal e correlacional realizado numa Unidade de Terapia Intensiva Geral de um hospital particular localizado na zona sul do município de São Paulo – SP. A amostra constitui-se de 12 enfermeiros e 12 técnicos em enfermagem. A coleta de dados ocorreu no período de agosto de 2010. A abordagem inicial deu-se com os enfermeiros que após aceitarem participar sortearam um técnico em enfermagem. Os enfermeiros receberam três instrumentos de coleta de dados: caracterização, subescalas do Nursing Work Index Revised (NWI-R) versão brasileira validadas1 e Grid & Liderança em Enfermagem – comportamento ideal2. Aos técnicos em enfermagem foram entregues os seguintes instrumentos: caracterização e Grid & Liderança em Enfermagem – comportamento real2 tendo como fonte de avaliação o enfermeiro que o sorteou. Combinou-se uma data posterior para entrega dos questionários. Os dados foram tratados com estatística descritiva e a ANOVA (p<0,05). Resultados: Os enfermeiros foram unânimes quanto ao perfil ideal de liderança, preferindo o 9,9. Os técnicos em enfermagem classificaram seus líderes em 3 estilos, sendo: 8 como 9,9, 1 em 5,5, 1 como 1,1 e os outros 2 empataram (5,5; 9,9) e (1,9; 5,5). Houve uma concordância de 9 em 12, ou 75% (IC 95% - [43%;93%]). O ambiente de trabalho em enfermagem teve uma média de 26,9 (min 26,6 e max 31 com desvio padrão 5,11). Destaca-se que quanto menor a pontuação obtida mais favorável é a prática em enfermagem. Quando correlacionou-se o estilo real de liderança com o ambiente de trabalho percebeu-se que liderança autocrática (1,1) está diretamente associada com a percepção de ambiente de trabalho menos propício à prática da enfermagem (NWI-R= 31,0). Já o estilo participativo (9,9) encontra NWI-R=26,6. Limitações: destaca-se que esta amostra é pouco representativa e que há necessidade de ampliar o seu tamanho para atender os objetivos propostos. Conclusão: Este estudo mostra que há uma tendência das percepções do ambiente de trabalho em enfermagem mais adequado relacionar-se a estilos de liderança mais participativos. Descritores: Liderança, Enfermagem, Ambiente de Instituições de Saúde, Unidade de Terapia Intensiva . Bibliografia: 1- Gasparino RC. Adaptação cultural e validação do instrumento “Nursing Work Index – Revised” para a cultura brasileira. [dissertação]. Campinas (SP): Unicamp; 2008. 2- Trevizan MA. Liderança do enfermeiro: situação de um hospital de ensino. In: Trevizan MA. Liderança do enfermeiro: o ideal e o real no contexto hospitalar. São Paulo (SP): Sarvier; 1993. p. 47-94.
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    TRABALHO 138 REDUÇÃO NO TEMPO DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR Autores: Alcântara KG, Cavalieri MA, Moreira LF, Santos RP Instituicão: Hospital Israelita Albert Einstein E-mail: keniagomes@einstein.br Introdução: O processo de internação hospitalar é complexo, envolve procedimentos obrigatórios e de segurança, verificação de documentação. É necessária equipe administrativa que elabora, alimenta os dados e efetua cadastros e equipe de enfermeiras que contabilizam e distribuem adequadamente os leitos conforme motivo de internação. O serviço de cadastro e internação do Hospital Albert Einstein faz em média 3500 internações/mês, sendo 55% cirúrgicas. O objetivo é a redução dos tempos de espera para atendimento, o atendimento em si e a alocação do paciente no leito. Umas das iniciativas mais importantes é o pré cadastro, porque, além de reduzir o tempo de atendimento, favorece a padronização e qualidade do mesmo. Justificativa: O setor de pré-cadastro aumenta a efetividade do planejamento e gestão do sistema de internação hospitalar garantindo a satisfação dos pacientes com alocações nas áreas da especialidade como estratégia de promover segurança para o paciente, para o profissional da especialidade. Objetivo: Verificar a redução do tempo total de atendimento da internação programada, com a participação do pré- cadastro e gestão do Enfermeiro no gerenciamento dos leitos. Material e Métodos: Levantamento e coleta de setembro/2010 a abril/2011, da chegada dos pacientes na Internação, partindo da retirada da senha até o atendimento no box, (Tempo Médio de Espera para o atendimento - TME). A partir daí inicia-se o Tempo Médio de Atendimento (TMA), desde o acionamento da senha até a finalização do cadastro. Tempo variável conforme a presença ou não de pré-cadastro. Finalizado atendimento, o controle de leitos gerencia as requisições do cadastro de pacientes, onde a atividade principal é alocá-los de acordo com a prioridade estabelecida pela enfermeira da internação que considera: motivo de internação, necessidades especiais dos pacientes, urgências, plano de catástrofe/contingência e especialidade médica (Tempo Médio de Espera Leito - TMEL). A partir da alocação o mensageiro é acionado para acompanhar o paciente (Tempo Médio Mensageiro - TMM). O mensageiro confere dados do prontuário e pulseira de identificação e o encaminha até seu leito (Tempo Médio de Locomoção - TML). A soma destes compõe o tempo total de internação. O estudo detalhado do fluxo de cada fase e oportunidades de melhorias foi realizado com ajuda de representante de áreas parceiras, pois os procedimentos impactavam diretamente no tempo de internação. Conclusão: Concluímos que, para alcançar o objetivo do alto padrão de atendimento e reduzir o tempo de espera de internação de 1:55h (abril 2010/setembro 2010) para 1:21h (outubro 2010/março 2011), contamos com três primordiais fatores: Otimização do cadastro de pacientes, através do pré-cadastro; Redução do tempo de espera para alocação, com otimização da requisição de leito através de uma planilha informatizada e compartilhada entre as áreas comercial, jurídico, financeira e controle de senhas das seguradoras de saúde; Alocação de pacientes por especialidade, com a gestão do enfermeiro. Referências Bibliográficas: Boyle, S.M. Nursing unit characteristics and patient outcomes. Nursing Economics. 2004; 22(3): 111-119.
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    TRABALHO 139 O Serviçode Controle de Infecção Hospitalar como base para o desenvolvimento do processo de Qualidade e Acreditação Costa RL Hospital Santa Cruz de são Paulo regianelc@pop.com.br Introdução: A busca pela qualidade na assistência hospitalar vem crescendo em todo o mundo, sendo um processo dinâmico, ininterrupto e de exaustiva atividade permanente, buscando a identificação de falhas nas rotinas e procedimentos, que devem ser periodicamente revisados, atualizados e divulgados, com participação da alta gestão do hospital até os funcionários operacionais. Segundo Couto; Pedrosa (2009), o primeiro programa de garantia da qualidade implantado em hospitais foi o controle de infecção. As infecções adquiridas em decorrência de ações de saúde constituem uma ocorrência ímpar das atividades voltadas à recuperação da saúde das pessoas. De fato, quem recorre a um serviço de saúde o faz para curar-se e ter seu problema resolvido e não para ser acometido de outro, no caso, uma infecção, independente de sua gravidade, em decorrência da assistência que lhe foi prestada. Justificativa: Sendo o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar um dos principais requisitos mínimos exigidos pela proposta de acreditação de hospitais para a América e para o mundo, o mesmo deve ser bem estruturado e implantado dentro dos serviços de saúde. Objetivo: Contextualizar e embasar a necessidade e importância do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar dentro do processo de qualidade e acreditação das instituições de saúde. Método: Levantamento de referências bibliográficas sobre o tema proposto através das bases de dados científicas: BVS e Scielo, livros técnicos e manuais de 2000 a 2010. Resultados: O programa de garantia da qualidade em controle de infecção apresenta várias características interessantes e fundamentais por atuar em subprocessos assistenciais, como a prevenção de infecção de sítios específicos, com base em rotinas, manuais e treinamentos; além de indicadores de estrutura, de processo e de resultados voltados às melhorias contínuas da instituição. Conclusão: Os serviços de saúde têm passado por uma fase de dificuldades em todo o mundo, a implantação de programas de qualidade é de suma importância, uma vez que favorece a redução dos custos e consequentemente da morbimortalidade, levando aos clientes um atendimento de maior qualidade. Com isso, o serviço de controle de infecção hospitalar acaba sendo a interface em todos os processos devido às consequências do resultado de morbidade, mortalidade e gerenciamento dos custos hospitalares. Palavras-chave: Qualidade, Acreditação, Infecção hospitalar. Bibliografia: BITTAR, O.J.N.V. Gestão de processos e certificação para qualidade. Rev. Ass. Méd. Bras. 46(1): 1-19. 2000. COUTO, R.C.; PEDROSA, T.M.G. Técnicas básicas para implementação da acreditação. 1.ed. Belo Horizonte: Iag saúde, 2009. v.1. 462p. FELDMAN, L.B.; GATTO, M.A.F.; CUNHA, I.C.K.O. História da evolução da qualidade hospitalar: dos padrões a acreditação. Acta Paul Enferm. 18(2): 213-9, 2005. ORGANIZAÇÃO NACIONAL DE ACREDITAÇÃO (ONA). Manual de avaliadores da Organização Nacional de Acreditação (ONA). Brasília. 4.ed. 2006. RODRIGUES, E. A. A. Uma revisão da acreditação hospitalar como método de avaliação de qualidade e da experiência brasileira. Dissertação de Mestrado. Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz. MS. 2004. 75p.
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    TRABALHO 140 Projeto de Fiscalização e Atuação na Prevenção e Tratamento de Feridas em UTI Bastos AM, Pinheiro AK, SILVA ARA Hospital Santa Cruz de São Paulo arsilva@hospitalsantacruz.com.br Introdução: A pele é o maior órgão do corpo humano, tendo as funções: proteção contra infecções, lesões ou traumas, raios solares e possui importante função no controle da temperatura corpórea. As feridas são consequência de uma agressão por um agente ao tecido vivo. O tratamento das feridas vem evoluindo desde 3000 anos A.C., onde as feridas hemorrágicas eram tratadas com cauterização; o uso de torniquete é descrito em 400 A.C. As feridas podem ser classificadas de várias maneiras: pelo tipo do agente causal, de acordo com o grau de contaminação, pelo tempo de traumatismo, pela profundidade das lesões, sendo que as duas primeiras são as mais utilizadas. Uma das feridas mais importantes e amplamente abordadas é a chamada úlcera por pressão (UP), sendo os fatores de risco para o desenvolvimento de UP: imobilidade, desnutrição, anemia, edema, vasoconstrição medicamentosa, alterações do nível de consciência, incontinências e vasculopatias. A úlcera de pressão causa problemas adicionais como dor, sofrimento e aumento na morbimortalidade, prolongando o tempo e o custo da internação. Justificativa: Verificou-se a necessidade de aprimorar nossa assistência e conhecimentos enquanto profissionais da área da enfermagem em relação ao controle, tratamento e prevenção de feridas dentro da instituição. Existe a necessidade de avaliar, em particular, potencialidades/riscos para o desenvolvimento de UP, que nesta instituição segue como normativa a escala de Braden, pois estudos recentes apontam que seus descritores são mais fiéis a realidade sobre avaliação da pele, de forma fácil e com aceitação positiva por parte dos colaboradores. Objetivo: Prevenir, tratar e intensificar os cuidados prestados ao paciente em UTI em relação a úlceras por pressão, cisalhamento, estomas e infecções por cateteres, bem como formular estratégias gerenciais eficazes para controle de riscos. Método: O projeto será direcionado prioritariamente por meio de uma pesquisa de campo e na construção e validação de protocolos e formulários capazes de auxiliar na compreensão destas temáticas. Após a obtenção dos resultados destas abordagens (evidências), serão construídos instrumentos/protocolos que auxiliem a assistência de enfermagem no que tange ao cuidado do paciente quanto à prevenção e tratamento de feridas e úlceras por pressão nas UTI. Resultados esperados: A minimização de taxas ou não desenvolvimento da úlcera de pressão em pacientes de unidades de terapia intensiva, com o esclarecimento e sensibilização dos profissionais quanto à necessidade de cumprimento de protocolos destinados a prevenção e tratamento de úlceras por pressão. Além do aprimoramento de técnicas de curativos de acordo com recursos disponíveis com melhora na evolução de feridas e úlceras por pressão nos pacientes de UTI pela equipe de enfermagem e utilização adequada e eficaz de curativos e produtos disponíveis para tratamento e prevenção de úlceras por pressão nos pacientes em UTI. Conclusão: Com o desenvolvimento deste projeto buscou-se aprimorar progressivamente o senso crítico no cuidado de enfermagem aos pacientes em UTI, com desenvolvimento de cuidados específicos relacionado ao tratamento e prevenção de feridas e úlceras por pressão e oferecendo orientações sobre a assistência de enfermagem adequada a ser prestada ao paciente potencial para desenvolvimento de ferida e/ou úlcera por pressão. Palavras-chave: ferida, úlcera por pressão, enfermagem, curativo Bibliografia FERNANDES, Luis Roberto Araujo. Feridas e curativos. http://www.unimes.br. Capturado em 20/10/2010. NÚCLEO INTERDISCIPLINAR NO TRATAMENTO DE FERIDAS. Escala de Braden. Capturado em www.feridologo.com.br em 20/10/2010. OLIVEIRA, Mariza Silva de; FERNANDES, Ana Fátima Carvalho; SAWADA, Namiê Okino. Manual educativo para o autocuidado da mulher mastectomizada: um estudo de validação. Texto contexto - enferm., Florianópolis, v. 17, n. 1, Mar. 2008. PESQUISA DE CAMPO. www.facape.br/vania/tpc/PESQUISA_DE_CAMPO.ppt .Capturado em: 22/10/2010.
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    TRABALHO 141 Relato de experiência - Projeto de Aprimoramento Intensivo (pai) Silva ARA Hospital Santa Cruz de São Paulo arsilva@hospitalsantacruz.com.br Introdução: No intuito de integrar a equipe de Enfermagem das unidades de terapia intensiva e ao mesmo tempo, aprimorar seu conhecimento técnico-científico, os enfermeiros assistenciais e a supervisão de Enfermagem propuseram-se a criar o “Projeto de Aprimoramento Intensivo - PAI”. Justificativa: Esta iniciativa não teve só a proposta de desenvolvimento técnico-científico que é de real importância, mas, despertar e desenvolver no enfermeiro a liderança, a visão estratégica, a percepção das necessidades da equipe, voltados para a melhoria da qualidade da assistência ao cliente interno e externo com impacto no crescimento da instituição. Objetivo: Integrar os Enfermeiros das UTIs através do desenvolvimento e aprimoramento do conhecimento técnico científico. Além de motivar a equipe de enfermagem; oferecer assistência de Enfermagem com qualidade ao paciente grave e resgatar a importância do cumprimento das rotinas hospitalares relacionadas aos temas abordados. Método: Levantamento bibliográfico dos temas que serão abordados; definição do conteúdo e da estratégia de apresentação, elaboração de material didático; apresentação à educação permanente para apreciação e parecer; apresentação à equipe com discussão dos temas para troca de experiências. Sendo que após uma semana do treinamento, é aplicado um questionário aos colaboradores contendo cinco questões referentes ao tema abordado com o objetivo de avaliar a fixação do conteúdo apresentado, sendo as apresentações quinzenais com duração média de uma hora. E o conteúdo é disponibilizado na intranet da instituição. Resultados: Comprometimento na execução das rotinas e melhoria do conhecimento técnico-científico dos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem; integração entre o enfermeiro e sua equipe desenvolvendo sua percepção em relação às necessidades de cada profissional; o enfermeiro identifica e desenvolve as competências necessárias nos colaboradores para seu desempenho profissional. Conclusão: Com a abordagem de temas referentes à assistência ao paciente grave tendo como embasamento os indicadores de assistência de Enfermagem e necessidades específicas apontadas pela equipe, percebe-se a melhora progressiva da assistência prestada por toda a equipe de enfermagem, além do maior envolvimento dos profissionais pela busca do conhecimento científico. Palavras-chave: Desenvolvimento, enfermagem, terapia intensiva. Bibliografia TREVISAN, M.A. et al. Aspectos éticos na ação gerencial do enfermeiro. Revista Latinoamericana de Enfermagem. São Paulo, 2002. STRAPASSON, M.R.; MEDEIROS, C.R.G. Liderança transformacional na enfermagem. Rev. Bras. Enfermagem. v.62. n.2 Brasília: mar/abr. 2009. SANTOS, I.; SANDRA, R. M. CASTRO, C.B. Gerência do processo de trabalho em enfermagem: liderança do enfermeiro em unidades hospitalares. Disponível em www.scielo.br acesso em 01/04/2011.
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    TRABALHO 142 Prevenção de risco para úlcera por pressão em UTI com uso de pulseira azul Hoefler V, Silva ARA Hospital Santa Cruz de São Paulo arsilva@hospitalsantacruz.com.br Introdução: As úlceras por pressão (UP), também conhecidas como úlceras de decúbito, são áreas de dano localizado que afetam a pele e tecido subjacente e são resultantes de uma combinação de pressão prolongada ou persistente, cisalhamento e fricção. As UP podem ocorrer em qualquer área do corpo, entretanto, são mais frequentes abaixo da linha da cintura e sobre as proeminências ósseas, como região sacra trocantérica, calcâneos, maléolos, joelhos, cotovelos, orelha e nuca também são áreas afetadas. Pacientes idosos, com doenças graves, como os de terapia intensiva; com mobilidade afetada, como os pacientes ortopédicos; com deficiências neurológicas, como os portadores de lesão medular, possuem uma combinação de fatores que aumentam significativamente seu risco para o desenvolvimento das UP. Justificativa: Devido a menor irritação da pele poder progredir para maiores complicações severas ocasionando dor, desconforto e prejuízo na qualidade de vida dos pacientes, além de contribuir para prolongar o tempo de hospitalização e o aumento nos custos do tratamento. Objetivo: Atualizar a equipe de enfermagem e sistematizar as medidas de prevenção de UP. Método: Padronizar as medidas assistenciais nas unidades de terapia intensiva. Resultado: Descrição de rotina para os cuidados preventivos: higienizar as mãos antes e após procedimentos; inspecionar a pele diariamente e anotar; realizar mudança de decúbito 2/2hs; evitar exposição da pele a excesso de umidade; decúbito elevado a 30 graus; aplicar creme hidratante; utilizar dispositivos aliviadores de pressão: colchão piramidal, salva pés, colchão pneumático; evitar cisalhamento e fricção provocados pela má utilização do lençol e posicionamento do paciente; utilizar filmes transparentes para proteção de proeminências ósseas; avaliação nutricional; colocar pulseira de identificação de cor azul no paciente; cuidados com excesso de umidade pele/ incontinência; usar creme barreira para proteção do paciente contra urina e fezes; inspecionar a pele pelo menos uma vez ao dia e passar plantão com esta referência; aplicar cremes para hidratar, não massagear proeminências ósseas; evitar água muito quente e usar sabonete neutro. Conclusão: Compete ao enfermeiro realizar avaliação diária do cliente identificando os fatores de risco para desenvolvimento de úlcera por pressão através de aplicação da escala de Braden identificando o risco de acordo com a pontuação iqual ou menor que 16. E toda equipe de enfermagem deve identificar os pacientes com o risco com a pulseira azul no pulso direito, exceto quando recusa do paciente, ou membro amputado. Em caso de recusa do uso da pulseira azul o paciente/ familiar e/ ou responsável deve ser orientado quanto à importância do seu uso. Desta forma é possível aplicar medidas de prevenção conforme protocolo de prevenção de úlcera por pressão. Palavras-chave: enfermagem, úlcera por pressão, prevenção Bibliografia CQH- Programa de controle de qualidade do atendimento médico- hospitalar: manual de orientação aos hospitais participantes. 3 ed. São Paulo: Atheneu; 2001. Dantas SRPE, Jorge AS, Feridas e estomas: Livro para orientação de profissionais e estudantes neste fascinante processo da prevenção e tratamento de feridas. Biblioteca Central da UNICAMP. Campinas- SP, 1 ed; 2005.
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    TRABALHO 143 O Serviçode Controle de Infecção Hospitalar como base para o desenvolvimento do processo de Qualidade e Acreditação Costa RL Hospital Santa Cruz de são Paulo regianelc@pop.com.br Introdução: A busca pela qualidade na assistência hospitalar vem crescendo em todo o mundo, sendo um processo dinâmico, ininterrupto e de exaustiva atividade permanente, buscando a identificação de falhas nas rotinas e procedimentos, que devem ser periodicamente revisados, atualizados e divulgados, com participação da alta gestão do hospital até os funcionários operacionais. Segundo Couto; Pedrosa (2009), o primeiro programa de garantia da qualidade implantado em hospitais foi o controle de infecção. As infecções adquiridas em decorrência de ações de saúde constituem uma ocorrência ímpar das atividades voltadas à recuperação da saúde das pessoas. De fato, quem recorre a um serviço de saúde o faz para curar-se e ter seu problema resolvido e não para ser acometido de outro, no caso, uma infecção, independente de sua gravidade, em decorrência da assistência que lhe foi prestada. Justificativa: Sendo o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar um dos principais requisitos mínimos exigidos pela proposta de acreditação de hospitais para a América e para o mundo, o mesmo deve ser bem estruturado e implantado dentro dos serviços de saúde. Objetivo: Contextualizar e embasar a necessidade e importância do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar dentro do processo de qualidade e acreditação das instituições de saúde. Método: Levantamento de referências bibliográficas sobre o tema proposto através das bases de dados científicas: BVS e Scielo, livros técnicos e manuais de 2000 a 2010. Resultados: O programa de garantia da qualidade em controle de infecção apresenta várias características interessantes e fundamentais por atuar em subprocessos assistenciais, como a prevenção de infecção de sítios específicos, com base em rotinas, manuais e treinamentos; além de indicadores de estrutura, de processo e de resultados voltados às melhorias contínuas da instituição. Conclusão: Os serviços de saúde têm passado por uma fase de dificuldades em todo o mundo, a implantação de programas de qualidade é de suma importância, uma vez que favorece a redução dos custos e consequentemente da morbimortalidade, levando aos clientes um atendimento de maior qualidade. Com isso, o serviço de controle de infecção hospitalar acaba sendo a interface em todos os processos devido às consequências do resultado de morbidade, mortalidade e gerenciamento dos custos hospitalares. Palavras-chave: Qualidade, Acreditação, Infecção hospitalar. Bibliografia: BITTAR, O.J.N.V. Gestão de processos e certificação para qualidade. Rev. Ass. Méd. Bras. 46(1): 1-19. 2000. COUTO, R.C.; PEDROSA, T.M.G. Técnicas básicas para implementação da acreditação. 1.ed. Belo Horizonte: Iag saúde, 2009. v.1. 462p. FELDMAN, L.B.; GATTO, M.A.F.; CUNHA, I.C.K.O. História da evolução da qualidade hospitalar: dos padrões a acreditação. Acta Paul Enferm. 18(2): 213-9, 2005. ORGANIZAÇÃO NACIONAL DE ACREDITAÇÃO (ONA). Manual de avaliadores da Organização Nacional de Acreditação (ONA). Brasília. 4.ed. 2006. RODRIGUES, E. A. A. Uma revisão da acreditação hospitalar como método de avaliação de qualidade e da experiência brasileira. Dissertação de Mestrado. Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz. MS. 2004. 75p.
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    TRABALHO 144 RELATO DE EXPERIÊNCIA: ELABORAÇÃO DE FOLDER COM ORIENTAÇÃO AO PACIENTE INTERNADO SOBRE PREPARO PARA COLONOSCOPIA Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein E-mail: isabellemb@einstein.br Autores: Bérgamo IB, Leme AJS, Paiva AMC, Saito MLFS, Queiros SSP. 1 – Introdução A colonoscopia é um exame endoscópico que permite a visualização da mucosa intestinal. Sua indicação pode ser diagnóstica ou terapêutica, sendo o exame mais utilizado para a detecção e tratamento de lesões do cólon. O preparo para a realização do exame engloba basicamente dieta restrita na véspera, administração de laxantes por via oral e jejum devido à anestesia/sedação realizada durante o procedimento. Há diversas substâncias que podem ser utilizadas para a limpeza do cólon sendo a escolha feita pelo médico ou serviço solicitante. Estudos demonstram que o sucesso do procedimento está diretamente relacionado com a limpeza do cólon. Restos fecais na parede colônica dificultam o procedimento, podendo impedir a correta visualização e análise das imagens. O preparo intestinal adequado diminui o tempo de duração da colonoscopia, bem como seus custos. Sabe-se que o preparo de cólon mal conduzido pode causar alterações hemodinâmicas e hidroeletrolíticas importantes, tais como: desidratação, hipotensão, hiponatremia, hipopotassemia e outros desconfortos como: náuseas, vômitos, dores abdominais. O conhecimento dessas alterações é de fundamental importância, de forma a prevenir as complicações associadas ao preparo do cólon. 2 - Objetivos - Elaborar folder explicativo sobre o preparo para colonoscopia ao paciente internado; - Uniformizar orientações fornecidas pela equipe de enfermagem; - Estimular a participação do paciente no preparo para o exame; 3 - Metodologia Este trabalho consiste no relato de experiência das enfermeiras assistenciais da unidade de gastroenterologia de um hospital geral, privado, de grande porte da cidade de São Paulo, na padronização das orientações fornecidas ao paciente internado sobre o preparo de cólon para colonoscopia. 4 - Discussão Pacientes em preparo de cólon têm facilidade de desidratação associado aos diversos episódios de evacuação, pela ingestão de líquidos em quantidade inadequada e tempo de jejum. Sabe-se que a hidratação via oral (ingesta de mais ou menos 2 litros de água) é fundamental no preparo de cólon, porque além de hidratar todas as células do corpo, ela mantém o bolo fecal hidratado, facilitando as evacuações e a limpeza completa do cólon. O enfermeiro deve ter conhecimento para realizar um preparo bem conduzido, de forma a colaborar com o sucesso da intervenção diagnóstica ou terapêutica e a garantir a segurança e o bem estar do paciente e de seus familiares. Sendo assim, foi elaborado um “folder” explicativo com orientações sobre o preparo de cólon e como o paciente internado pode auxiliar a equipe de enfermagem durante o preparo do seu cólon. 5 - Considerações Finais A elaboração do Folder de orientação tem como objetivo subsidiar a orientação verbal dos profissionais da saúde aos pacientes e familiares, reforçando assim, a educação em saúde. Podemos inferir que o preparo intestinal adequado está diretamente relacionado à qualidade e eficácia do procedimento de colonoscopia, e que a qualidade do preparo está relacionado à participação efetiva do paciente e avaliação da equipe de enfermagem. 6 - Referências Bibliográficas 1. Arezzo A. Prospective randomized trial comparing bowel cleaning reparations for colonoscopy. Surgical Laparoscopy, Endoscopy and Percutaneous Techniques, 2000;10(4):215-217.
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    TRABALHO 145 Informações deEnfermagem registradas nos prontuários frente às exigências do Conselho Federal de Enfermagem Adriana Silveira Gomes Candido Sarah Munhoz Kelly Regina Souza Bichini Resumo Estudo descritivo, exploratório, retrospectivo de investigação de informações nos prontuários de pacientes internados em um hospital público, durante um trimestre. O objetivo deste estudo foi avaliar o padrão de registro de enfermagem, a identificação do profissional após o registro e a checagem da prescrição do enfermeiro e do médico, em relação aos requisitos já estabelecidos pela instituição e pela legislação. Sendo analisado 287 prontuários, verificando os itens: avaliação da assistência de enfermagem, exame do prontuário do paciente, anotação de enfermagem e checagem da prescrição do enfermeiro e do médico.Nos resultados constatou-se que dos 287 prontuários auditados na média 88% destes estavam em conformidade. Quanto a identificação 82% estavam conforme. E ao verificar a checagem da prescrição do enfermeiro, 86,5% e do médico 90% estavam conformes. Descritores: 1. Auditoria de enfermagem; 2.Gerenciamento de informação; 3. Registros de enfermagem; 4. Enfermagem.
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    TRABALHO 146 Qualidade naassistência: Primary Nursing x Enfermagem Funcional Adriana Silveira Gomes Candido Eliane Patrícia Souza de Brito Resumo Trata-se de estudo exploratório, cujos objetivos foram estudar os modelos assistenciais existentes e relacioná-los à aplicação da Sistematização de Assistência de Enfermagem – SAE, verificar o conhecimento dos enfermeiros em relação ao método assistencial Primary Nursing e descrever as vantagens e desvantagens que permeiam o emprego dos modelos assistenciais adotados na prática de enfermagem. Os dados foram coletados em dois hospitais da região do Alto Tiete, a amostra se constituiu de um total de 26 enfermeiros. Os resultados demonstraram que o modelo assistencial, Primary Nursing, é um sistema de atendimento que favorece a autonomia do enfermeiro, além de contribuir para o estabelecimento de laços estreitos entre cliente, família e profissional, através de um atendimento personalizado e humanizado. Observou-se ainda que, no modelo Primary Nursing o enfermeiro tem autonomia para o cuidado integral de todos os pacientes que são assistidos por ele e sua equipe, no dia-a-dia, desde a sua admissão até a alta, enquanto no método funcional a equipe e os cuidados tornam-se mais fragmentados. O cuidado holístico individualizado e profissional gera autonomia aos enfermeiros no modelo Primary Nursing. Concluiu-se que, entre os modelos assistenciais estudados, o modelo assistencial Primary Nursing é o que oferece significativas vantagens na prática da enfermagem assistencial quando comparado ao modelo de Enfermagem Funcional. Palavras-chave: Qualidade na assistência, primary nursing, enfermagem funcional.
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    TRABALHO 147 HUMANIZAÇÃO: NÓS ABRAÇAMOS ESTA IDÉIA Mello BLD, Oliveira AR, Vannuchi MTO, Haddad MCL, Cardoso MGP Universidade Estadual de Londrina – Hospital Universitário de Londrina buicamello@yahoo.com.br Introdução A presença da alta tecnologia nas Unidades de Terapia Intensiva pode contribuir para o distanciamento nas relações humanas, fazendo com que o cliente se sinta abandonado e com a percepção que os profissionais saibam mais sobre a máquina e pouco sobre o cliente que está assistindo, tratando-o às vezes como objeto das determinações ou do cuidado (NASCIMENTO; ERDMANN, 2006). Justificativa A partir deste contexto percebe-se a pertinência de trabalhar com os profissionais a importância da humanização nas ações em saúde, uma vez que este tema permeia de maneira direta e/ou indireta o cuidado ao cliente. Somado a isso, vê-se que a abordagem precisa ser pautada em uma metodologia onde o profissional seja o cerne do aprendizado, porém não se tem muitas publicações de atividades de educação envolvendo o tema em questão. Objetivo Descrever a utilização de uma metodologia ativa sobre humanização do cuidado em uma atividade de educação permanente em duas Unidades de Terapia Intensiva adulto de um hospital universitário público. Método Trata-se de um estudo descrito de uma atividade de educação permanente desenvolvida em uma Divisão de Terapia Intensiva (DTI) adulto de um hospital universitário público. A ação educativa denominada “Humanização: nós abraçamos esta idéia” foi desenvolvida por três residentes de enfermagem sendo um da residência de gerência de serviços de enfermagem e dois da residência em médico- cirúrgica, pela enfermeira chefe de divisão do setor, em parceria com a Divisão de Educação e Pesquisa (DEPE) da instituição. A ação educativa utilizada baseou-se em uma metodologia pedagógica problematizadora tendo como base o arco de Charles Marguerez (BORDENAVE; PEREIRA, 2005). Resultados O arco de Marguerez é composto por cinco etapas: observação da realidade, pontos-chaves, teorização, hipóteses de solução e aplicação à realidade. Na fase um abordou-se o descuido com privacidade dos clientes internados; na fase dois o ponto-chave levantado foi humanização prejudicada durante a assistência ao cliente; na fase três a teorização se deu sobre a necessidade de cuidado com o indivíduo em seus aspectos bio-psico-sociais e espirituais; na fase quatro viu-se a necessidade de abordar junto à equipe de enfermagem e auxiliares operacionais onze ações e/ou cuidados considerados parte de uma atitude humanizada e, na fase cinco, aplicou-se à realidade os conceitos levantados através de um método pedagógico ativo. A metodologia reflexiva aplicada na fase cinco ocorreu em quatro momentos: depoimentos de pacientes desta unidade, reflexão sobre práticas de humanização na atuação profissional, Humanização: nós abraçamos esta idéia e empatia. Conclusão Logo, esta metodologia ativa problematizadora, junto aos participantes, possibilitou o alcance do objetivo, que era uma reflexão sobre a prática profissional humanizada. Isto pode ser verificado através do relato verbal dos participantes. Além disso, pode-se ver a aplicabilidade da dinâmica no cotidiano de trabalho de uma Unidade de Terapia Intensiva e, possibilidade de reprodução deste trabalho em outras instituições. Bibliografia BORDENAVE, J.; PEREIRA, A. A estratégia de ensino aprendizagem. 26ª ed. Petrópolis: Vozes; 2005. NASCIMENTO, K.C.; ERDMANN, A.L. Cuidado transpessoal de enfermagem a seres humanos em unidade crítica. Revista Enfermagem UERJ, v.14, n.3, p.333-41, 2006.
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    TRABALHO 148 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO ELABORADO COM A EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DO SERVIÇO DE ATENDIMENTO À COMUNIDADE DE UMA UNIVERSIDADE ESTADUAL PÚBLICA Mello BLD, Haddad MCL, Vannuchi MTO, Sentone ADD Universidade Estadual de Londrina – Hospital Universitário de Londrina buicamello@yahoo.com.br Introdução O Planejamento Estratégico Situacional (PES) tem como uma de suas características o subjetivismo, centrado nos atores envolvidos, suas interpretações e percepções da realidade (RIEG; ARAÚJO FILHO, 2002). Assim, evidencia-se a importância da construção multiprofissional do PES, pois quanto maior a diversidade de percepções e vivencias e mais inseridos estão os atores no processo de planejamento, mais rica é a construção do planejamento estratégico e maiores são as chances de se alcançar a meta, uma vez que os participantes sentem-se responsáveis pela construção e execução dos objetivos. Justificativa Assim, este estudo visa contribuir com a realidade de outros serviços através da divulgação de uma metodologia pró-ativa na elaboração do planejamento estratégico de um órgão de apoio constituído de profissionais de diferentes áreas de atuação. Objetivo Descrever a elaboração do planejamento estratégico situacional, juntamente com a equipe multiprofissional de um serviço de atendimento à comunidade de uma universidade estadual pública. Método Trata-se de um estudo do tipo descritivo, referente à elaboração do planejamento realizado em um serviço que presta atendimento à comunidade (professores, técnicos e alunos) de uma universidade estadual pública. Este órgão de apoio é composto por cinco divisões de trabalho: apoio administrativo, serviço social, restaurante universitário, moradia estudantil e serviço especializado em engenharia de segurança e medicina do trabalho. O planejamento estratégico foi elaborado durante uma oficina que ocorreu em quatro momentos distintos. O grupo de trabalho era multidisciplinar e composto por 19 chefes de divisão e seção do órgão em questão. As percepções, considerações e resultados advindos dos momentos com o grupo eram redigidos em tempo real no computador portátil do próprio serviço. Com isso, os dados e informações resultantes desta construção foram disponibilizados pela diretoria do órgão de apoio em que ocorreu a oficina. O trabalho foi apreciado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados No primeiro encontro, a diretora do serviço expôs suas expectativas quanto às melhorias no trabalho a partir da realização da oficina e dos objetivos que levaram à construção daquele momento. Além disso, ocorreu a primeira aproximação dos participantes com a metodologia. A partir disso, foram realizados outros três encontros, correspondentes aos quatro momentos do PES: explicativo, normativo, estratégico e tático-operacional (MATUS, 1996). No último encontro, constatou-se que 73,5% das ações planejadas haviam sido cumpridas total ou parcialmente em apenas quatro meses, e que as não atingidas não eram de governabilidade dos participantes para serem concretizadas e/ ou correspondiam a ações de longo prazo. Conclusão Logo, a realização deste planejamento estratégico possibilitou aos participantes conhecer e aprofundar na construção desta ferramenta gerencial e perceberem o quanto as ações formalizadas e documentadas proporcionam visibilidade ao trabalho desenvolvido. Além disso, um crescimento enquanto serviço e um maior reconhecimento da atuação profissional perante os colegas. Bibliografia MATUS, C. Política, planejamento & governo. Brasília, DF: IPEA, 1996. RIEG, D.L.; ARAÚJO FILHO, T. O uso das metodologias “Planejamento Estratégico Situacional” e “Mapeamento cognitivo” em uma situação concreta: o caso da pró-reitoria de extensão da UFSCar. Gestão e produção, v.9, n.2, p.163-179, ago. 2002.
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    TRABALHO 149 REFLEXÕES E AUTOCONCEITO NA AÇÃO DOCENTE Kelly Regina Souza Bichini Resumo Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica, cujos objetivos são facilitar o autoconceito do docente que é definido como representações a respeito de si, reconhecidas e valorizadas socialmente que coincidem com as apreciações da pessoa a respeito de si mesmo. Nesta construção participam: as imagens socialmente e historicamente constituídas; a emoção; a autoestima; o reconhecimento da profissão e os níveis de aspiração ligados a ela; assim como, a formação inicial e continuada; a qualidade e totalidade de suas relações. Educar é processo em que a cultura do docente é significativa. No autoconceito da pessoa/professor esses dois elementos, essas duas representações se fundem. Se a ação for reflexiva, reconstrutiva, com base na interação social promoverá a autonomia e a construção de Eus positivos, pessoa e professor. Como resultado desse processo dinâmico, dialético e sempre inacabado o docente assume-se como agente social e político, sua ação é prática que transforma reflexão que analisa e avalia a tomada de decisão com intenção de mudança e inovação. Neste sentido educar tem um compromisso ético. Justifica-se, portanto a necessidade do autor em se aprofundar no assunto, já que o início da carreira docente é representado por um estado de imaturidade e falta de autoconhecimento. Objetiva-se então que a pesquisa venha ajudar os docentes a se conhecerem e explorarem seus aspectos positivos. Palavras-chave: AUTOCONCEITO. DOCENTE. REFLEXÃO.