Universidade Federal do Piauí - UFPI
Campus Ministro Reis Velloso - CMRV
Disciplina: Genética Humana e Médica
Professora: Renata Canalle
ACADÊMICOS
• Cinara Pessôa
• Clécia
• Emanuela Lima
• Juliete Machado
• Myrlla Alves
• Nayane Sousa
INTRODUÇÃO
Qualitativa(descontínuas):
– Condicionado por herança monogênica;
Quantitativas (contínuas ou poligênicas):
– Diversos fenótipos intermediários;
 Multifatorial (semicontínuas ou quase-contínuas):
– Herança genética(monogênica ou poligênica)+ efeito
ambiental;
QUANTITATIVAS QUALITATIVAS
São controladas por muitos pares
de genes;
São controladas por pouco pares
de genes (geralmente um);
O efeito individual do gene sobre a
característica é pequeno
O efeito individual do gene sobre a
característica é grande;
Sofrem grande influência do
ambiente(P=G+E);
Sofrem pequenas ou nenhuma
influência do ambiente (P=G);
Tem distribuição fenotípica
contínua;
Distribuição fenotípica discreta;
Altura os indivíduos,pesos dos
animais em diferentes idades, peso
dos ovos;
cor da pelagem,cor da plumagem,
tipo de proteína do leite, grupo
sanguíneos
HERANÇA MONOGÊNICA
Dominância incompleta Distribuição descontínua
HERANÇA QUANTITATIVA
HERANÇA MULTIFATORIAL
• Interação completa de alguns ou muitos genes entre si
que aliados a um conjunto de fatores ambientais podem
influenciar sua expressão.
+
(dieta,sol,atividade física,etc.)
• Imagem da corola
Interação Gênica
Componentes Ambientais
INFLUÊNCIA AMBIENTAL
EXPRESSÃO AMBIENTAL DOS GENES
HUMANOS
• Fenilcetonúria
- Distúrbio Recessivo do metabolismo de AA
Fator Ambiental DIETA
• Calvície
Fator Ambiental SEXO
Biológico
EXEMPLOS DE CARACTERÍSTICAS
MULTIFATORIAIS
NORMAIS PATOLÓGICOS
Cor do cabelo Retardo Mental
Cor da pele Diabetes
Altura Esquizofrenia
Peso Hipertensão Arterial
Pressão Sanguínea Autismo
Inteligência Alcoolismo
Limiar
HERANÇA MULTIFATORIAL
A concordância de fenótipos pode aparecer
mesmo quando se têm genótipos e
predisposições diferentes.
GENOCÓPIA FENOCÓPIA
CONCORDANTES DISCORDANTES
AGREGAÇÃO FAMILIAR
• Pessoas afetadas tendem a se agrupar na mesma família;
• Os membros familiares podem desenvolver a mesma
doença sem que ela necessariamente seja hereditária;
• As famílias compartilham mais que seus genes;
Medida da Agregação Familiar
Risco Relativo (λr )
• λr = Prevalência da doença em um parente “ r ” afetados
prevalência da doença na população
• + comum a doença na população >
probabilidade de que a agregação seja apenas
coincidência;
ESTUDO DE CONTROLE DE CASOS
ControlesCasos
•Idade
•Etnicidade
•Ambiente
•Possuem a doença •Não possuem a doença
PROBLEMÁTICA DOS ESTUDOS DE CONTROLE DE
CASOS
• Tendenciosidade de Averiguação;
• Escolha do Controle(a diferença entre caso e controle está apenas
em sua condição de doença);
• Uma associação encontrada em um estudo de controle de casos
não prova a causa.Ex: CAD( Doença Arterial Coronariana) no
Japão
ESTUDO DE GÊMEOS
• Monozigóticos(MZ)
-Genótipos idênticos;
-Mesmo sexo;
-Podem ou não ser criados no mesmo ambiente;
• Dizigóticos(DZ)
-Compartilham 50% dos alelos;
-São avaliados gêmeos(DZ) que crescem em
ambientes similares;
CONCORDÂNCIA DE DOENÇA EM GÊMEOS MZ
• A concordância para uma doença prova que apenas o genótipo é
suficiente para produzir uma determinada doença;
• Concordância < 100% evidencia a influência de fatores não-
genéticos;
• MZ criados separados permite a observação de concordância
entre indivíduos com genótipos idênticos e criados em ambientes
diferentes
LIMITAÇÃO DOS ESTUDOS EM GÊMEOS
• MZ não tem exatamente a mesma expressão gênica;
• A exposição ambiental pode não ser a mesma;
• Tendenciosidade de Averiguação;
TIPOS DE VARIÂNCIA
• Variância fenotípica: É a variância total da população. Inclui
efeitos genéticos e não genéticos.
• Variância genética: É a variância que é devida às diferenças
genéticas existente entre os indivíduos da população. Exclui a
variação causada por fatores ambientais.
VARIAÇÃO GENÉTICA
• Variância Variância Variância
fenotípica Genética Ambiental
VP = VG + VEVG
Variância genética = Variância aditiva + Variância de dominância
VG = VA + VD
APLICAÇÕES DA HERANÇA MULTIFATORIAL
• MEDICINA
- Patologia,diagnóstico,prognóstico,tratamento
e consulta genética;
• AGRICULTURA
- Melhoramento Vegetal
• HUMANOS
- Inteligência,obesidade,hipertensão,suscetibilidade a doenças.
• AGROPECUÁRIA
- Melhoramento Animal
DOENÇAS COM HERANÇA
MULTIFATORIAL
 MAL FORMAÇÕES CONGÊNITAS
– São defeitos morfológicos presentes ao nascimento;
– 2% dos recém nascidos apresenta esse quadro;
– O risco de recorrência entre irmãos é de 1% a 5%;
– Os casos podem ocorrer isolados(na ausência de
qualquer outro problema)ou associado a outras
doenças;
DOENÇAS COM HERANÇA
MULTIFATORIAL
MALFORMAÇÕES QUE ENVOLVEM O SNC
 ANENCEFALIA e ESPINHA BÍFIDA
• Ocasionadas devido à deficiência de ac. Fólico;
• São resultantes da falha no fechamento do tubo neural;
• Esses defeitos podem variar desde graves até suaves;
DOENÇAS COM HERANÇA
MULTIFATORIAL
ANENCEFALIA
• Falha no desenvolvimento
do cérebro e do crânio
ESPINHA BÍFIDA
• Falha no desenvolvimento
da medula espinal ou
coluna vertebral
FATORES GENÉTICOS:
mutação no gene que codifica
a enzima
metilenotetraidrofolato-
redutase (MTHFR), cuja
atividade reduzida resulta na
diminuição dos níveis
plasmáticos de folato;
FATORES AMBIENTAIS
idade materna, maior
frequência entre
primogênitos,presença de
teratógenos ambientais,etc...
MALFORMAÇÕES
CONGÊNITAS
DOENÇAS COM HERANÇA
MULTIFATORIAL
Avaliação de Risco:
• Distribuição sexual da Anencefalia- 2F:3M;
• Distribuição sexual da Espinha Bífida- 3F:2M;
• Incidência: 2 a 3/1000;
DOENÇAS COM HERANÇA
MULTIFATORIAL
• Diagnóstico:
 Ultra-sonografia
 Fetoscopia: dosagem de alfa-fetoproteína(AFP)no líquido
amniótico e/ou soro materno;
DOENÇAS COM HERANÇA
MULTIFATORIAL
MALFORMAÇÕES QUE ENVOLVEM O TRATO
GASTROINTESTINAL
 ESTENOSE PILÓRICA
• Hiperplasia dos músculos do piloro do estômago;
• Causa obstrução do esvaziamento gástrico;
• Distribuição sexual – 5M:1F
• Incidência – 2 a 4/1000;
• Crianças apresentam vômitos recorrentes, desidratação e
desequilíbrio de eletrólitos, constipação intestinal, presença de
tumor pilórico;
Diagnóstico
• Exame físico, à procura de uma massa palpável,
complementado por exame radiográfico, confirmando-se
por ultra-som;
Tratamento
• Piloromiotomia cirúrgica e/ou Laparoscopia
DOENÇAS COM HERANÇA
MULTIFATORIAL
• Causa da sintomatologia: perda de ácido hidroclorídrico do
estômago e excreção de potássio e retenção de íons de
hidrogênio nos rins;
• Tende a se aglomerar nas famílias, com um risco
aumentado entra irmãos de uma prole de pessoas
afetadas;
• Ainda não foi descoberto um gene específico que
contribua para a patogenia;
CASO CLÍNICO
• James, c/20 dias de idade, foi visto na emergência por vômitos
persistentes. Ele nasceu a termo de uma gestação não complicada. Foi
alimentado no peito e parecia ter boa sucção, mas cospia grande parte
da alimentação desde o primeiro dia. Durante as ultimas 24 horas, ele
vomitava tudo o que comia, às vezes muito forçadamente.
Durantinteresse e esse tempo ele ficava muito sonolento, e mostrava
pouco pelo alimento. O exame revelou uma criança letárgica c/
fontanela anterior deprimida e sem lágrimas quando chorava. Uma
pequena massa é palpada no quadrante superior esquerdo do abdome.
Os estudos sanguíneos revelam baixo cloreto de potássio e uma alcalose
metabólica. Um diagnóstico de estenose pilórica é confirmado pelo
ultra-som e James é levado para uma cirurgia para uma piloroplastia
laparoscópica. Ele teve alta do hospital 2 dias depois.
MALFORMAÇÃO CONGÊNITAS
• Estenose pilórica:
- É uma hiperplasia dos músculos do piloro do estômago;
• Causa: obstrução do esvaziamento gástrico;
• Sintomas: vômitos recorrentes,desidratação e
desequilíbrio de eletrólitos;
• Tratamento: a incisão cirúrgica dos músculos
obstrutivos;
MALFORMAÇÃO CONGÊNITAS
• Estenose pilórica:
- Ocorrência:2 a 4/1000 crianças com prevalência de 4M:1F;
- É herança multifatorial: sem um gene específico;
• Risco de recorrência: ˃ em meninos que em meninas;
Mudar
 Estudos de adoção estimam a contribuição de fatores genéticos
e ambientais em um traço, mas exige acesso a duas famílias, a
biológica e a adotiva;
 Famílias nas quais os pais biológicos tem a doença e os pais
adotivos não tem o número de crianças com a doença será a
medida indicativa dos fatores genéticos;
 Famílias nas quais os pais biológicos não manifestam a doença
mas os pais adotivos o fazem, o número de crianças com a
doença servirá como medida do componente ambiental.
Alcoolismo é Genético?
 Droga de abuso mais frequente na sociedade;
 Impacto na saúde e na economia
 Efeito a longo prazo(morte prematura + doenças crônicas +
síndrome do álcool fetal);
 Possível agregação familiar;
 Estudos de Gêmeos – herdabilidade de 40:60%;
 Estudos de adoção:
Fat. Genético
Fat. Ambiental Fat. Genético
Fat. Ambiental
Homens Mulheres
 Em 1950 - Estudo de Olds e Milner cadê os cara?
(Auto estimulação cerebral);
 Recompensa → Reforço = Processo de Adição
Quadro de dependência química sem especificidade de substância;
Efeito de Drogadição
Fatores que Influenciam o Fenótipo
 Genéticos:
- Receptor da dopamina(DRD2 com presença do alelo A1);
- Polimorfismo para enzimas metabolizadoras do etanol;
Etanol Acetaldeído Acetato
• Velocidade de degradação do etanol e seus respectivos alelos:
ADH2*2: Vmax (340 mM/min) = Aversão ao alcoolismo
ADH2*1: Vmax (9 mM/min) = Tendem ao alcoolismo
ADH2 ADLH2
Aversão ao Álcool
• A isoenzima ALDH2(localização mitocondrial) revelou um
polimorfismo (troca Glu→Lys) na posição 487 da cadeia
polipeptídica) inativa a enzima o que provoca o acúmulo do
acetaldeído no sangue.
• Distribuição étnica significativa:
- Variante da ALDH2 - 50% da população asiática;
- Não sendo observada em populações negróides ou caucasóides.
Fatores que Influenciam o Fenótipo
 Ambientais:
- Disponibilidade da droga;
- Uso/abuso do álcool por familiares;
- Pressão social;
- Estresse, entre outros.
Fatores que Influenciam o Fenótipo
 Fatores genéticos contribuem com até 60% do risco total;
 Não existe um gene do alcoolismo, mas sim uma constelação de
genes de predisposição genética;
DIFERÊNÇAS ENTRE AS CARACTERÍTICAS
QUANTITATIVAS E QUALITATIVAS
lisa rugosa
Porcentagemdototaldeplantas
Peso( Kg)
Númeroderecém-nascidos
Doença Arterial Coronariana
• Depósitos de gordura acumulam-se na parede de uma
artéria coronária e obstruem o fluxo sangüíneo;
Receptor
de LDL Aterosclerose
CAD
Angina MI
Doença Arterial Coronariana
• Angina
Pressão ou dor sobre o esterno devido à insuficiência de O2 no
coração;
• Diagnóstico: .Tratamento:
- Exame físico; - Nitrato;
- ECG; - Betabloqueadores;
- Prova de Esforço; - Antagonistas do Ca++
- Ecocardiograma. - Antiplaquetários
Angioplastia
Doença Arterial Coronariana
• MI
Morte do miocárdio por falta de O2 devido à redução ou
interrupção do fluxo sanguíneo;
• Diagnóstico : .Tratamento:
- ECG; - Aspirina;
- Cintilografia; - Betabloqueadores;
- Niveis de CK-MB; - Terapia Trombolítica;
Fatores de Predisposição
• Fatores genéticos:
- Vários polimorfismos genéticos estão associados com
aterosclerose ;
- Localização cromossoma 2q21.1-22 e Xq23-26;
• Fatores ambientais:
- Estilo de vida, tais como dieta, álcool e uso de terapêutica de
substituição hormonal pós-menopausa;
Avaliação de Risco
• Mata 500 mil pessoas por ano nos EUA;
• Principal causa de morbidade e mortalidade em países
desenvolvidos;
• Custo de US$ 100 bilhões por ano aos cofres públicos;
• A CAD devida à aterosclerose causa 1.500.000 casos de MI
anualmente;
Avaliação de Risco
• Sexo masculino é mais freqüentemente afetado;
• Quanto mais jovem a pessoa, mais importante são os fatores
genéticos de MI;
• Risco de recorrência em parentes é maior quando o probando é
do sexo feminino ou jovem, ou ambos;
• A incidência elevada entre os indivíduos da raça branca;
Autismo
• Severa desordem da personalidade:
- Déficit de interação social;
- Dificuldade de linguagem;
- Comportamento repetitivo.
• Tipos:
- Síndrome de Asperger;
- Autismo “clássico”;
- Autismo do tipo regressivo
Tipos de Autismo
• Síndrome de Asperger:
- Forma de autismo mais branda;
- 20 – 30% dos portadores de autismo;
- Além dos sintomas básicos:
- Capacidades cognitivas e de linguagem relativamente
preservadas
- Alguns considerados pequenos gênios
Tipos de Autismo
• Autismo “clássico”
- Comprometimento das capacidades cognitivas que varia
de moderado a grave.
• Autismo do tipo regressivo
- Desenvolvem normalmente até aproximadamente 1 ano
e meio, e em seguida, até os 3 anos, sofrem regressão da
linguagem e do comportamento tornando-se autistas.
Fatores de Predisposição
Fatores Genéticos Fatores Ambientais
?
• 15q, 7q, 3q25-q27, 13q14, 2q e
17q21;
• Genes RELN, FOXP2 eEn2
(Formação do Tubo Neural)
• Doenças Genéticas associadas: X-frágil, fenilcetonúria
não tratada, duplicações parciais do cromossomo
15, Síndrome de Down, e Síndrome de Rett.
Avaliação de Risco
• Prevalência:
- Brasil: 5 a cada 1000 crianças(CGH);
- EUA: 1 a cada 110 crianças(CDC);
• Proporção sexual:
- 4 meninos : 1 menina
• Risco de recorrência = 6-8%
• Consangüinidade;
• 90% de concordância entre Gêmeos monozigóticos e 10% entre
gêmeos dizigóticos.
Diagnóstico
• Baseado principalmente no quadro clínico do paciente, não
havendo ainda um marcador biológico que o caracterize;
• Avaliação clínica e genética – Análise da história clínica,
exame físico e construção do heredograma;
• Teste molecular para Síndrome do X-Frágil;
• MLPA - visa identificar pequenas perdas ou ganhos de DNA
nas extremidades dos cromossomos.
Tratamento
• Voltado para minimizar os sintomas;
• Medicamentos:
-Neurolépticos;
-Anfetaminas;
-Anti-opióides;
• Educação especial:
- Método TEACCH:
- Funcionalidade;
- Independência;
• Reabilitação:
-Modificação de comportamento;
-Comunicação facilitada
-Aproximação direta do paciente;
Pesquisa Genética
• Reengenharia dos neurônios;
• Oxitocina “O hormônio do Amor”;
• TAC (Terapia Assistida por cães);
• Uso de vermes de porcos - Trichuris suis.
Referências
• ...
55299001 seminario-genetica-medica

55299001 seminario-genetica-medica

  • 1.
    Universidade Federal doPiauí - UFPI Campus Ministro Reis Velloso - CMRV Disciplina: Genética Humana e Médica Professora: Renata Canalle
  • 2.
    ACADÊMICOS • Cinara Pessôa •Clécia • Emanuela Lima • Juliete Machado • Myrlla Alves • Nayane Sousa
  • 3.
    INTRODUÇÃO Qualitativa(descontínuas): – Condicionado porherança monogênica; Quantitativas (contínuas ou poligênicas): – Diversos fenótipos intermediários;  Multifatorial (semicontínuas ou quase-contínuas): – Herança genética(monogênica ou poligênica)+ efeito ambiental;
  • 4.
    QUANTITATIVAS QUALITATIVAS São controladaspor muitos pares de genes; São controladas por pouco pares de genes (geralmente um); O efeito individual do gene sobre a característica é pequeno O efeito individual do gene sobre a característica é grande; Sofrem grande influência do ambiente(P=G+E); Sofrem pequenas ou nenhuma influência do ambiente (P=G); Tem distribuição fenotípica contínua; Distribuição fenotípica discreta; Altura os indivíduos,pesos dos animais em diferentes idades, peso dos ovos; cor da pelagem,cor da plumagem, tipo de proteína do leite, grupo sanguíneos
  • 5.
  • 6.
  • 7.
    HERANÇA MULTIFATORIAL • Interaçãocompleta de alguns ou muitos genes entre si que aliados a um conjunto de fatores ambientais podem influenciar sua expressão. + (dieta,sol,atividade física,etc.) • Imagem da corola Interação Gênica Componentes Ambientais
  • 8.
  • 9.
    EXPRESSÃO AMBIENTAL DOSGENES HUMANOS • Fenilcetonúria - Distúrbio Recessivo do metabolismo de AA Fator Ambiental DIETA • Calvície Fator Ambiental SEXO Biológico
  • 10.
    EXEMPLOS DE CARACTERÍSTICAS MULTIFATORIAIS NORMAISPATOLÓGICOS Cor do cabelo Retardo Mental Cor da pele Diabetes Altura Esquizofrenia Peso Hipertensão Arterial Pressão Sanguínea Autismo Inteligência Alcoolismo
  • 11.
  • 12.
    HERANÇA MULTIFATORIAL A concordânciade fenótipos pode aparecer mesmo quando se têm genótipos e predisposições diferentes. GENOCÓPIA FENOCÓPIA CONCORDANTES DISCORDANTES
  • 13.
    AGREGAÇÃO FAMILIAR • Pessoasafetadas tendem a se agrupar na mesma família; • Os membros familiares podem desenvolver a mesma doença sem que ela necessariamente seja hereditária; • As famílias compartilham mais que seus genes;
  • 14.
    Medida da AgregaçãoFamiliar Risco Relativo (λr ) • λr = Prevalência da doença em um parente “ r ” afetados prevalência da doença na população • + comum a doença na população > probabilidade de que a agregação seja apenas coincidência;
  • 15.
    ESTUDO DE CONTROLEDE CASOS ControlesCasos •Idade •Etnicidade •Ambiente •Possuem a doença •Não possuem a doença
  • 16.
    PROBLEMÁTICA DOS ESTUDOSDE CONTROLE DE CASOS • Tendenciosidade de Averiguação; • Escolha do Controle(a diferença entre caso e controle está apenas em sua condição de doença); • Uma associação encontrada em um estudo de controle de casos não prova a causa.Ex: CAD( Doença Arterial Coronariana) no Japão
  • 17.
    ESTUDO DE GÊMEOS •Monozigóticos(MZ) -Genótipos idênticos; -Mesmo sexo; -Podem ou não ser criados no mesmo ambiente; • Dizigóticos(DZ) -Compartilham 50% dos alelos; -São avaliados gêmeos(DZ) que crescem em ambientes similares;
  • 18.
    CONCORDÂNCIA DE DOENÇAEM GÊMEOS MZ • A concordância para uma doença prova que apenas o genótipo é suficiente para produzir uma determinada doença; • Concordância < 100% evidencia a influência de fatores não- genéticos; • MZ criados separados permite a observação de concordância entre indivíduos com genótipos idênticos e criados em ambientes diferentes
  • 19.
    LIMITAÇÃO DOS ESTUDOSEM GÊMEOS • MZ não tem exatamente a mesma expressão gênica; • A exposição ambiental pode não ser a mesma; • Tendenciosidade de Averiguação;
  • 20.
    TIPOS DE VARIÂNCIA •Variância fenotípica: É a variância total da população. Inclui efeitos genéticos e não genéticos. • Variância genética: É a variância que é devida às diferenças genéticas existente entre os indivíduos da população. Exclui a variação causada por fatores ambientais.
  • 21.
    VARIAÇÃO GENÉTICA • VariânciaVariância Variância fenotípica Genética Ambiental VP = VG + VEVG Variância genética = Variância aditiva + Variância de dominância VG = VA + VD
  • 22.
    APLICAÇÕES DA HERANÇAMULTIFATORIAL • MEDICINA - Patologia,diagnóstico,prognóstico,tratamento e consulta genética; • AGRICULTURA - Melhoramento Vegetal • HUMANOS - Inteligência,obesidade,hipertensão,suscetibilidade a doenças. • AGROPECUÁRIA - Melhoramento Animal
  • 23.
    DOENÇAS COM HERANÇA MULTIFATORIAL MAL FORMAÇÕES CONGÊNITAS – São defeitos morfológicos presentes ao nascimento; – 2% dos recém nascidos apresenta esse quadro; – O risco de recorrência entre irmãos é de 1% a 5%; – Os casos podem ocorrer isolados(na ausência de qualquer outro problema)ou associado a outras doenças;
  • 24.
    DOENÇAS COM HERANÇA MULTIFATORIAL MALFORMAÇÕESQUE ENVOLVEM O SNC  ANENCEFALIA e ESPINHA BÍFIDA • Ocasionadas devido à deficiência de ac. Fólico; • São resultantes da falha no fechamento do tubo neural; • Esses defeitos podem variar desde graves até suaves;
  • 25.
    DOENÇAS COM HERANÇA MULTIFATORIAL ANENCEFALIA •Falha no desenvolvimento do cérebro e do crânio ESPINHA BÍFIDA • Falha no desenvolvimento da medula espinal ou coluna vertebral
  • 26.
    FATORES GENÉTICOS: mutação nogene que codifica a enzima metilenotetraidrofolato- redutase (MTHFR), cuja atividade reduzida resulta na diminuição dos níveis plasmáticos de folato; FATORES AMBIENTAIS idade materna, maior frequência entre primogênitos,presença de teratógenos ambientais,etc... MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS
  • 27.
    DOENÇAS COM HERANÇA MULTIFATORIAL Avaliaçãode Risco: • Distribuição sexual da Anencefalia- 2F:3M; • Distribuição sexual da Espinha Bífida- 3F:2M; • Incidência: 2 a 3/1000;
  • 28.
    DOENÇAS COM HERANÇA MULTIFATORIAL •Diagnóstico:  Ultra-sonografia  Fetoscopia: dosagem de alfa-fetoproteína(AFP)no líquido amniótico e/ou soro materno;
  • 29.
    DOENÇAS COM HERANÇA MULTIFATORIAL MALFORMAÇÕESQUE ENVOLVEM O TRATO GASTROINTESTINAL  ESTENOSE PILÓRICA • Hiperplasia dos músculos do piloro do estômago; • Causa obstrução do esvaziamento gástrico; • Distribuição sexual – 5M:1F • Incidência – 2 a 4/1000; • Crianças apresentam vômitos recorrentes, desidratação e desequilíbrio de eletrólitos, constipação intestinal, presença de tumor pilórico;
  • 30.
    Diagnóstico • Exame físico,à procura de uma massa palpável, complementado por exame radiográfico, confirmando-se por ultra-som; Tratamento • Piloromiotomia cirúrgica e/ou Laparoscopia
  • 31.
    DOENÇAS COM HERANÇA MULTIFATORIAL •Causa da sintomatologia: perda de ácido hidroclorídrico do estômago e excreção de potássio e retenção de íons de hidrogênio nos rins; • Tende a se aglomerar nas famílias, com um risco aumentado entra irmãos de uma prole de pessoas afetadas; • Ainda não foi descoberto um gene específico que contribua para a patogenia;
  • 32.
    CASO CLÍNICO • James,c/20 dias de idade, foi visto na emergência por vômitos persistentes. Ele nasceu a termo de uma gestação não complicada. Foi alimentado no peito e parecia ter boa sucção, mas cospia grande parte da alimentação desde o primeiro dia. Durante as ultimas 24 horas, ele vomitava tudo o que comia, às vezes muito forçadamente. Durantinteresse e esse tempo ele ficava muito sonolento, e mostrava pouco pelo alimento. O exame revelou uma criança letárgica c/ fontanela anterior deprimida e sem lágrimas quando chorava. Uma pequena massa é palpada no quadrante superior esquerdo do abdome. Os estudos sanguíneos revelam baixo cloreto de potássio e uma alcalose metabólica. Um diagnóstico de estenose pilórica é confirmado pelo ultra-som e James é levado para uma cirurgia para uma piloroplastia laparoscópica. Ele teve alta do hospital 2 dias depois.
  • 33.
    MALFORMAÇÃO CONGÊNITAS • Estenosepilórica: - É uma hiperplasia dos músculos do piloro do estômago; • Causa: obstrução do esvaziamento gástrico; • Sintomas: vômitos recorrentes,desidratação e desequilíbrio de eletrólitos; • Tratamento: a incisão cirúrgica dos músculos obstrutivos;
  • 34.
    MALFORMAÇÃO CONGÊNITAS • Estenosepilórica: - Ocorrência:2 a 4/1000 crianças com prevalência de 4M:1F; - É herança multifatorial: sem um gene específico; • Risco de recorrência: ˃ em meninos que em meninas;
  • 35.
    Mudar  Estudos deadoção estimam a contribuição de fatores genéticos e ambientais em um traço, mas exige acesso a duas famílias, a biológica e a adotiva;  Famílias nas quais os pais biológicos tem a doença e os pais adotivos não tem o número de crianças com a doença será a medida indicativa dos fatores genéticos;  Famílias nas quais os pais biológicos não manifestam a doença mas os pais adotivos o fazem, o número de crianças com a doença servirá como medida do componente ambiental.
  • 36.
    Alcoolismo é Genético? Droga de abuso mais frequente na sociedade;  Impacto na saúde e na economia  Efeito a longo prazo(morte prematura + doenças crônicas + síndrome do álcool fetal);  Possível agregação familiar;  Estudos de Gêmeos – herdabilidade de 40:60%;  Estudos de adoção: Fat. Genético Fat. Ambiental Fat. Genético Fat. Ambiental Homens Mulheres
  • 37.
     Em 1950- Estudo de Olds e Milner cadê os cara? (Auto estimulação cerebral);  Recompensa → Reforço = Processo de Adição Quadro de dependência química sem especificidade de substância; Efeito de Drogadição
  • 38.
    Fatores que Influenciamo Fenótipo  Genéticos: - Receptor da dopamina(DRD2 com presença do alelo A1); - Polimorfismo para enzimas metabolizadoras do etanol; Etanol Acetaldeído Acetato • Velocidade de degradação do etanol e seus respectivos alelos: ADH2*2: Vmax (340 mM/min) = Aversão ao alcoolismo ADH2*1: Vmax (9 mM/min) = Tendem ao alcoolismo ADH2 ADLH2
  • 39.
    Aversão ao Álcool •A isoenzima ALDH2(localização mitocondrial) revelou um polimorfismo (troca Glu→Lys) na posição 487 da cadeia polipeptídica) inativa a enzima o que provoca o acúmulo do acetaldeído no sangue. • Distribuição étnica significativa: - Variante da ALDH2 - 50% da população asiática; - Não sendo observada em populações negróides ou caucasóides.
  • 40.
    Fatores que Influenciamo Fenótipo  Ambientais: - Disponibilidade da droga; - Uso/abuso do álcool por familiares; - Pressão social; - Estresse, entre outros.
  • 41.
    Fatores que Influenciamo Fenótipo  Fatores genéticos contribuem com até 60% do risco total;  Não existe um gene do alcoolismo, mas sim uma constelação de genes de predisposição genética;
  • 42.
    DIFERÊNÇAS ENTRE ASCARACTERÍTICAS QUANTITATIVAS E QUALITATIVAS lisa rugosa Porcentagemdototaldeplantas Peso( Kg) Númeroderecém-nascidos
  • 43.
    Doença Arterial Coronariana •Depósitos de gordura acumulam-se na parede de uma artéria coronária e obstruem o fluxo sangüíneo; Receptor de LDL Aterosclerose CAD Angina MI
  • 44.
    Doença Arterial Coronariana •Angina Pressão ou dor sobre o esterno devido à insuficiência de O2 no coração; • Diagnóstico: .Tratamento: - Exame físico; - Nitrato; - ECG; - Betabloqueadores; - Prova de Esforço; - Antagonistas do Ca++ - Ecocardiograma. - Antiplaquetários Angioplastia
  • 45.
    Doença Arterial Coronariana •MI Morte do miocárdio por falta de O2 devido à redução ou interrupção do fluxo sanguíneo; • Diagnóstico : .Tratamento: - ECG; - Aspirina; - Cintilografia; - Betabloqueadores; - Niveis de CK-MB; - Terapia Trombolítica;
  • 46.
    Fatores de Predisposição •Fatores genéticos: - Vários polimorfismos genéticos estão associados com aterosclerose ; - Localização cromossoma 2q21.1-22 e Xq23-26; • Fatores ambientais: - Estilo de vida, tais como dieta, álcool e uso de terapêutica de substituição hormonal pós-menopausa;
  • 47.
    Avaliação de Risco •Mata 500 mil pessoas por ano nos EUA; • Principal causa de morbidade e mortalidade em países desenvolvidos; • Custo de US$ 100 bilhões por ano aos cofres públicos; • A CAD devida à aterosclerose causa 1.500.000 casos de MI anualmente;
  • 48.
    Avaliação de Risco •Sexo masculino é mais freqüentemente afetado; • Quanto mais jovem a pessoa, mais importante são os fatores genéticos de MI; • Risco de recorrência em parentes é maior quando o probando é do sexo feminino ou jovem, ou ambos; • A incidência elevada entre os indivíduos da raça branca;
  • 49.
    Autismo • Severa desordemda personalidade: - Déficit de interação social; - Dificuldade de linguagem; - Comportamento repetitivo. • Tipos: - Síndrome de Asperger; - Autismo “clássico”; - Autismo do tipo regressivo
  • 50.
    Tipos de Autismo •Síndrome de Asperger: - Forma de autismo mais branda; - 20 – 30% dos portadores de autismo; - Além dos sintomas básicos: - Capacidades cognitivas e de linguagem relativamente preservadas - Alguns considerados pequenos gênios
  • 51.
    Tipos de Autismo •Autismo “clássico” - Comprometimento das capacidades cognitivas que varia de moderado a grave. • Autismo do tipo regressivo - Desenvolvem normalmente até aproximadamente 1 ano e meio, e em seguida, até os 3 anos, sofrem regressão da linguagem e do comportamento tornando-se autistas.
  • 52.
    Fatores de Predisposição FatoresGenéticos Fatores Ambientais ? • 15q, 7q, 3q25-q27, 13q14, 2q e 17q21; • Genes RELN, FOXP2 eEn2 (Formação do Tubo Neural) • Doenças Genéticas associadas: X-frágil, fenilcetonúria não tratada, duplicações parciais do cromossomo 15, Síndrome de Down, e Síndrome de Rett.
  • 53.
    Avaliação de Risco •Prevalência: - Brasil: 5 a cada 1000 crianças(CGH); - EUA: 1 a cada 110 crianças(CDC); • Proporção sexual: - 4 meninos : 1 menina • Risco de recorrência = 6-8% • Consangüinidade; • 90% de concordância entre Gêmeos monozigóticos e 10% entre gêmeos dizigóticos.
  • 54.
    Diagnóstico • Baseado principalmenteno quadro clínico do paciente, não havendo ainda um marcador biológico que o caracterize; • Avaliação clínica e genética – Análise da história clínica, exame físico e construção do heredograma; • Teste molecular para Síndrome do X-Frágil; • MLPA - visa identificar pequenas perdas ou ganhos de DNA nas extremidades dos cromossomos.
  • 55.
    Tratamento • Voltado paraminimizar os sintomas; • Medicamentos: -Neurolépticos; -Anfetaminas; -Anti-opióides; • Educação especial: - Método TEACCH: - Funcionalidade; - Independência; • Reabilitação: -Modificação de comportamento; -Comunicação facilitada -Aproximação direta do paciente;
  • 56.
    Pesquisa Genética • Reengenhariados neurônios; • Oxitocina “O hormônio do Amor”; • TAC (Terapia Assistida por cães); • Uso de vermes de porcos - Trichuris suis.
  • 57.