Alcoolismo
Definição
• A dependência de álcool (alcoolismo) é uma
doença crônica e multifatorial;
• Isso significa que diversos fatores contribuem
para o seu desenvolvimento, incluindo a
quantidade e frequência de uso do álcool, a
condição de saúde do indivíduo e fatores
genéticos, psicossociais e ambientais.
• No entanto, o diagnóstico é baseado na 5ª
edição do Manual Diagnóstico Estatístico de
Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical
Manual of Mental Disorders, DSM-5), da
Associação Americana de Psiquiatria.
Nível de álcool no sangue
• É a quantidade de álcool no sangue, medida em
gramas por 100ml.
• Quando ingerimos uma bebida alcoólica, cerca
de 20% do álcool é absorvido no estômago
diretamente para a corrente sanguínea.
• Os 80% restantes passam para o intestino,
onde são absorvidos a uma velocidade que
depende do estômago estar cheio ou vazio.
• Beber de estômago cheio retarda a absorção
em até 90 minutos.
Nivel de álcool X Efeitos a curto
prazo
• 0,01 a 0,05 g% - Sensação de relaxamento e
leve euforia;
• 0,10 a 0,15 g% - Caminhar e utilizar
habilidades motoras finas tornam-se muito
difíceis;
• 0,20 a 0,25 g% - A visão se torna obscura, a
fala é confusa, é impossível caminhar sem
cambalear e pode haver coma alcoólico;
• Acima de 0,35 g% - Pode ocorrer a morte.
Tabela de teor alcoólico
O perfil dos alcoolistas
• Em termos de gênero, os homens em
comparação com as mulheres fazem uso do
álcool bem superior, tomam bebedeiras e fazem
o consumo pesado do álcool;
• No caso brasileiro, a diferença entre o consumo
masculino e feminino é profunda. Entre homens,
a taxa chega a mais de 13 litros por ano. Para
as mulheres é de 4 litros. Cerca de 60%do
consumo é de cerveja; apenas 4% é
representado pelo vinho.
• Quase 3% da população brasileira acima de 15
anos de idade é considerada alcoólatra,
segundo o levantamento da Organização
Mundial da Saúde (OMS). Parece pouco, mas
essa porcentagem equivale a mais de 4 milhões
de pessoas;
• De acordo com o estudo divulgado pela OMS
em Maio de 2014, o brasileiro bebe 8,7% litros
de álcool puro por pessoa a cada ano, contra a
média global de 6,2%.
O perfil dos alcoolistas
brasilleiros
• 30 a 50% dos usuários satisfazem os
critérios para transtorno depressivo
maior(17,1%);
• 33% tem um transtorno de ansiedade
concomitante(5,1%);
• 14% possuem personalidades
antissociais(1 a 3%) e
• 36% são adictos em outras substâncias.
O perfil dos alcoolistas x
Transtornos mentais
Efeitos físicos do uso do álcool
O álcool e o cérebro
• O desejo que certas pessoas desenvolvem por
álcool, se deve a mudanças bioquímicas no
cérebro causadas pelo consumo a longo prazo.
• Seu consumo prolongado e em níveis elevados
pode fazer o cérebro encolher, sobretudo em
mulheres.
• Inibição da neurogênese(processo de geração
de novos neurônios e novas conexões
sinápticas).
O álcool e o cérebro
• Síndrome de Korsakoff: condição
neurológica induzida pelo álcool,
caracterizada pela incapacidade de
armazenar memórias novas.
• Fortes efeitos sobre o hipocampo, que
está associado a aprendizagem, memória,
regulação emocional, processamento
sensorial, apetite e estresse. Pois o álcool
inibe neurotransmissores importantes. Ex:
Dopamina.
O álcool e os sistemas imune e
endócrino
• Enfraquecimento do sistema imune;
• Danos ao DNA;
• Interferência no desenvolvimento do
sistema endócrino;
• Perturbações na secreção do hormônio
do crescimento(GH);
• Nos homens, diminuição no nível de
testosterona, levando a impotência e
menor fertilidade;
O álcool e os sistemas imune e
endócrino
• Nas mulheres, perturbações menstruais e
abortos espontâneos;
• O álcool pode diminuir os níveis de
estrogênio, podendo explicar em parte a
associação entre o uso de álcool e um
risco maior de câncer de mama.
O álcool e o sistema
cardiovascular
• Formação de depósitos de gordura no
músculo cardíaco, diminuindo sua
eficiência;
• Aumento da frequência cardíaca e
dilatação dos vasos sanguíneos,
resultando na perda de calor corporal;
• Aumento da pressão arterial e o colesterol
sérico, lesionando as artérias
coronarianas.
O álcool e o trato gastrintestinal
• Inflamação do estômago e formação de
úlceras gastrintestinais;
• Inflamação grave do fígado(hepatite) e a
substituição de células normais hepáticas
por tecido fibroso(cirrose);
• Obs: A cirrose hepática é uma doença
irreversível que causa em torno de 26 mil
mortes somente nos EUA.
O álcool e a gravidez
• Síndrome alcoólica fetal: causa má
formações congênitas graves, incluindo
baixa inteligência, microcefalia, retardo
mental, atraso no crescimento corporal,
anormalidades faciais, como olhos,
ouvidos, nariz e bochechas malformados,
e defeitos cardíacos congênitos.
Efeitos psicossociais do uso de
álcool
Efeitos Psicossociais
• Desinibição comportamental: falsa
sensação de confiança e liberdade dos
limites sociais resultantes do consumo de
álcool. Resultando em maior
agressividade, riscos ou comportamentos
que seriam evitados em outras
circunstâncias.
• Miopia do álcool: tendência do álcool a
aumentar a concentração da pessoa em
situações imediatas e de reduzir a
consciência a respeito de situações
distantes;
• Por exemplo, estudo com universitários
divididos em pares e conversando por 15
minutos após ingestão de bebidas
alcoólicas.
Efeitos Psicossociais
• Envolvimento em situações sexuais sem
proteção;
• Problemas sociais diversos, como
dificuldades em relacionamentos
interpessoais;
• Diversos tipos de violências, como
homicídios, agressões, roubos, suicídios,
estupros e assédio doméstico.
Efeitos Psicossociais
Fatores que contribuem para a
dependência de álcool
Genética e o alcoolismo
• Pesquisadores localizaram os genes em
alguns alcoolistas que altera o receptor de
Dopamina chamado DRD2 e DRD4;
• Quando a mãe ou pai de uma criança do
sexo masculino são dependentes de
álcool, essa criança tem
significativamente mais probabilidade de
abusar do álcool mais tarde.
• Crianças adotadas são mais suscetíveis a
dependência de álcool se 1 ou os 2 pais
biológicos tiverem sido dependentes;
• Gêmeos idênticos tem 2 vezes a taxa de
concordância (76%) de gêmeos fraternos
para abuso e dependência de álcool.
Genética e o alcoolismo
• Indivíduos que herdam uma variação
genética na produção da enzima álcool
desidrogenase, sentem uma reação
excessiva de rubor quando bebem. Na
ausência dessa variação genética, o
consumo exagerado torna-se mais
provável;
Genética e o alcoolismo
• Traços de personalidades em sua maior
parte determinados geneticamente,
daqueles que tem mais probabilidade de
abusar de álcool: temperamento agitado,
impulsividade, intolerância à frustração,
vulnerabilidade à depressão e atração
geral pela excitação.
Genética e o alcoolismo
Interação Genes e o ambiente
• Interações entre a pessoa e o ambiente
que incluíam impulsividade, desinibição,
associações com grupos de amigos
disfuncionais e pouco controle parental
agem como catalisadores para o uso de
álcool;
• Condições familiares caóticas e
desinteressadas são fortes prognósticos
do consumo de álcool.
Álcool, temperamento e
personalidade
Traços específicos de
personalidade
• Temperamento que inclui atração pela
aventura e intolerância a frustração;
• Subcontrole
comportamental(propensão à
transgressão) caracterizado por
agressividade, falta de convencionalidade,
hiperatividade e comportamento
impulsivo;
• Emotividade negativa se caracteriza por
depressão e ansiedade.
Álcool e redução da tensão
• Hipótese da redução da tensão, ou seja,
o álcool e outras substâncias que causam
dependência são reforçadores porque
aliviam a tensão, em parte por
estimularem o SNC para liberar
neurotransmissores que acalmam a
ansiedade e reduzem a sensibilidade a
dor.
Fatores cognitivos sociais
• Modelo da autoconsciência, propõe que
o álcool distorce o processamento de
informações, tornando o pensamento
mais superficial e menos crítico;
• Modelo da autodepreciação, propõe que
algumas pessoas que bebem utilizam o
álcool como desculpa para os fracassos
pessoais e outros resultados negativos
em suas vidas.
• Um terceiro modelo defende que o
comportamento sob o efeito do álcool
represente um descanso bem vindo das
regras da vida cotidiana.
• Cada um desses modelos, enfatiza a
importância do contexto social no ato de
beber.
Fatores cognitivos sociais
Álcool e o contexto
• Pesquisas indicam que o contexto em que
se se esta inserido influenciam o consumo
de bebidas alcoólicas;
• O ato de beber em grupo grande com os
2 sexos esta associado a baixa depressão
e personalidade socialmente extrovertida;
• Já grupos pequenos do mesmo sexo,
indica indivíduos mais introvertidos,
bebendo em resposta a estados internos
negativos.
Álcool e expectativas
• Crenças dos indivíduos a respeito do consumo
de álcool sobre seu próprio comportamento e
dos outros;
• As pessoas que acreditam estar sob influência
de álcool se comportam da mesma forma que
pessoas que beberam, mesmo que não tenham
bebido;
• Outro exemplo, são pessoas que creem que o
álcool promova excitação sexual respondem a
mais estímulos sexuais se acreditarem que
beberam.
Tratamento e prevenção da
dependência de álcool
Tratamento medicamentoso
• Os medicamentos incluem agentes de
desintoxicação para administrar a
abstinência, agentes sensibilizadores ao
álcool para impedir que o indivíduo beba
no futuro e agentes antidesejo para
reduzir o risco de recaída;
• No maioria dos casos devido a
depressão, são administrados
antidepressivos, pro exemplo, a
fluoxetina;
• Outro medicamento é o Naltrexona, que
se liga a receptores opioides no cérebro e
previne sua ativação, diminuindo o efeito
de gratificação que vem do consumo de
álcool;
• Estudos com placebos, comprovaram a
eficiência do Naltrexona, na manutenção
de pacientes por mais tempo abstinentes.
Tratamento medicamentoso
Terapia de aversão
• Terapia comportamental que conecta um
estímulo desagradável(um medicamento
nauseante) a um comportamento
indesejável(beber ou fumar), fazendo com
que o paciente evite o comportamento;
• Exemplo disso é a associação de
Dissulfiram e o consumo de álcool.
Programas de prevenção de
recaídas
Recaídas
• 60% dos pacientes 1 ano após o fim do
tratamento tem recaídas, sendo assim
uma taxa extraordinariamente elevada;
• Muitas ocorrem em situações em que o
paciente se encontra expostos a bebidas,
como por exemplo, em coquetéis, onde
veem as pessoas bebendo
despreocupadas.
Programas de prevenção
• Uma forma de prevenção baseia-se na extinção
gradual dos estímulos para a bebida;
• A pessoa é exposta repetidas vezes a estímulos
relacionados ao álcool, como o aroma da bebida
preferida, mas não pode beber;
• As respostas dos pacientes, que de início
estavam física e psicologicamente
condicionadas, diminuem com a exposição
repetida em numerosas sessões.
• Treinamento de enfrentamento e
habilidades sociais, ensina-se
estratégias aos indivíduos para enfrentar
situações de alto risco sem ajuda do
álcool;
• Essas situações em geral, envolvem
pressões sociais, emoções negativas
como a raiva e a frustração e dificuldades
de comunicação.
Programas de prevenção
• Controle de bebida: Os pesquisadores
tem debatido de forma intensa sobre a
controversa questão de se as pessoas
que tem problemas com a bebida podem
aprender a beber com moderação;
• No entanto, para um pequeno contingente
desses indivíduos, beber com moderação
pode ser um objetivo social mais realista
do que a abstinência total.
Programas de prevenção
• Grupos de autoajuda: O grupo AA, fundado
em 1935, aborda 12 passos e reconhece o
modelo bioquímico de abuso de álcool e o
alcoolismo é visto como incurável;
• Os grupos envolvem discussões em grupo
sobre experiências dos membros na
recuperação do abuso de álcool;
• Outro grupo de autoajuda, o Rational Recovery,
oferece uma alternativa não espiritual ao
tratamento de dependência de álcool.
Programas de prevenção
Prevenindo problemas com o
álcool
Teoria do bem estar
• Propõe que o comportamento saudável seja a
abordagem consciente e deliberada para um
estado evoluído de saúde psicológica e
espiritual;
• Os jovens que tem senso de que seu mundo é
coerente e compreensível, que sentem
confiança de possuir habilidades necessárias
para lidar com as exigências da vida e que se
percebem comprometidos consigo mesmos e
com suas vidas geralmente adotam um estilo de
vida benéfico para a saúde.
Teoria do comportamento-
problema
• Sugere que o uso de substâncias, a
atividade sexual precoce, a ociosidade e
outros comportamentos de risco muitas
vezes ocorram em conjunto, como uma
síndrome, e desencadeiem outras
dificuldades mais adiante na vida.
• Maior eficácia quando voltados para crianças e
adolescentes antes de haverem sucumbido ao hábito;
• Estratégias de prevenção primária: fiscalização rígida
de leis contra bebida no trânsito, preços mais elevados
para álcool e cigarros, punições mais severas para
aqueles que vendem álcool e cigarros para menores e
aulas educativas que informem os pais sobre os perigos
de diversas drogas, melhorem a comunicação entre pais
e filhos e/ ou delineiem de maneira realista os riscos
potenciais do uso de substâncias.
Programas de prevenção
• Outra estratégia adotada pelos psicólogos
da saúde é retardar a experimentação dos
jovens ao máximo possível;
• Isso aumenta a probabilidade de que ele
seja informado de forma realista sobre os
riscos da substância e tenha a maturidade
cognitiva para evitar o raciocínio errôneo
que frequentemente leva ao abuso.
Programas de prevenção
Máxima do AA
• “Procurarei viver o dia que
passa apenas, sem tentar
resolver todos os problemas
da minha vida inteira.”
Alcoolismo

Alcoolismo

  • 1.
  • 2.
    Definição • A dependênciade álcool (alcoolismo) é uma doença crônica e multifatorial; • Isso significa que diversos fatores contribuem para o seu desenvolvimento, incluindo a quantidade e frequência de uso do álcool, a condição de saúde do indivíduo e fatores genéticos, psicossociais e ambientais. • No entanto, o diagnóstico é baseado na 5ª edição do Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, DSM-5), da Associação Americana de Psiquiatria.
  • 4.
    Nível de álcoolno sangue • É a quantidade de álcool no sangue, medida em gramas por 100ml. • Quando ingerimos uma bebida alcoólica, cerca de 20% do álcool é absorvido no estômago diretamente para a corrente sanguínea. • Os 80% restantes passam para o intestino, onde são absorvidos a uma velocidade que depende do estômago estar cheio ou vazio. • Beber de estômago cheio retarda a absorção em até 90 minutos.
  • 5.
    Nivel de álcoolX Efeitos a curto prazo • 0,01 a 0,05 g% - Sensação de relaxamento e leve euforia; • 0,10 a 0,15 g% - Caminhar e utilizar habilidades motoras finas tornam-se muito difíceis; • 0,20 a 0,25 g% - A visão se torna obscura, a fala é confusa, é impossível caminhar sem cambalear e pode haver coma alcoólico; • Acima de 0,35 g% - Pode ocorrer a morte.
  • 6.
    Tabela de teoralcoólico
  • 7.
    O perfil dosalcoolistas • Em termos de gênero, os homens em comparação com as mulheres fazem uso do álcool bem superior, tomam bebedeiras e fazem o consumo pesado do álcool; • No caso brasileiro, a diferença entre o consumo masculino e feminino é profunda. Entre homens, a taxa chega a mais de 13 litros por ano. Para as mulheres é de 4 litros. Cerca de 60%do consumo é de cerveja; apenas 4% é representado pelo vinho.
  • 9.
    • Quase 3%da população brasileira acima de 15 anos de idade é considerada alcoólatra, segundo o levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). Parece pouco, mas essa porcentagem equivale a mais de 4 milhões de pessoas; • De acordo com o estudo divulgado pela OMS em Maio de 2014, o brasileiro bebe 8,7% litros de álcool puro por pessoa a cada ano, contra a média global de 6,2%. O perfil dos alcoolistas brasilleiros
  • 10.
    • 30 a50% dos usuários satisfazem os critérios para transtorno depressivo maior(17,1%); • 33% tem um transtorno de ansiedade concomitante(5,1%); • 14% possuem personalidades antissociais(1 a 3%) e • 36% são adictos em outras substâncias. O perfil dos alcoolistas x Transtornos mentais
  • 11.
    Efeitos físicos douso do álcool
  • 12.
    O álcool eo cérebro • O desejo que certas pessoas desenvolvem por álcool, se deve a mudanças bioquímicas no cérebro causadas pelo consumo a longo prazo. • Seu consumo prolongado e em níveis elevados pode fazer o cérebro encolher, sobretudo em mulheres. • Inibição da neurogênese(processo de geração de novos neurônios e novas conexões sinápticas).
  • 13.
    O álcool eo cérebro • Síndrome de Korsakoff: condição neurológica induzida pelo álcool, caracterizada pela incapacidade de armazenar memórias novas. • Fortes efeitos sobre o hipocampo, que está associado a aprendizagem, memória, regulação emocional, processamento sensorial, apetite e estresse. Pois o álcool inibe neurotransmissores importantes. Ex: Dopamina.
  • 14.
    O álcool eos sistemas imune e endócrino • Enfraquecimento do sistema imune; • Danos ao DNA; • Interferência no desenvolvimento do sistema endócrino; • Perturbações na secreção do hormônio do crescimento(GH); • Nos homens, diminuição no nível de testosterona, levando a impotência e menor fertilidade;
  • 15.
    O álcool eos sistemas imune e endócrino • Nas mulheres, perturbações menstruais e abortos espontâneos; • O álcool pode diminuir os níveis de estrogênio, podendo explicar em parte a associação entre o uso de álcool e um risco maior de câncer de mama.
  • 16.
    O álcool eo sistema cardiovascular • Formação de depósitos de gordura no músculo cardíaco, diminuindo sua eficiência; • Aumento da frequência cardíaca e dilatação dos vasos sanguíneos, resultando na perda de calor corporal; • Aumento da pressão arterial e o colesterol sérico, lesionando as artérias coronarianas.
  • 17.
    O álcool eo trato gastrintestinal • Inflamação do estômago e formação de úlceras gastrintestinais; • Inflamação grave do fígado(hepatite) e a substituição de células normais hepáticas por tecido fibroso(cirrose); • Obs: A cirrose hepática é uma doença irreversível que causa em torno de 26 mil mortes somente nos EUA.
  • 18.
    O álcool ea gravidez • Síndrome alcoólica fetal: causa má formações congênitas graves, incluindo baixa inteligência, microcefalia, retardo mental, atraso no crescimento corporal, anormalidades faciais, como olhos, ouvidos, nariz e bochechas malformados, e defeitos cardíacos congênitos.
  • 19.
  • 20.
    Efeitos Psicossociais • Desinibiçãocomportamental: falsa sensação de confiança e liberdade dos limites sociais resultantes do consumo de álcool. Resultando em maior agressividade, riscos ou comportamentos que seriam evitados em outras circunstâncias.
  • 21.
    • Miopia doálcool: tendência do álcool a aumentar a concentração da pessoa em situações imediatas e de reduzir a consciência a respeito de situações distantes; • Por exemplo, estudo com universitários divididos em pares e conversando por 15 minutos após ingestão de bebidas alcoólicas. Efeitos Psicossociais
  • 22.
    • Envolvimento emsituações sexuais sem proteção; • Problemas sociais diversos, como dificuldades em relacionamentos interpessoais; • Diversos tipos de violências, como homicídios, agressões, roubos, suicídios, estupros e assédio doméstico. Efeitos Psicossociais
  • 23.
    Fatores que contribuempara a dependência de álcool
  • 24.
    Genética e oalcoolismo • Pesquisadores localizaram os genes em alguns alcoolistas que altera o receptor de Dopamina chamado DRD2 e DRD4; • Quando a mãe ou pai de uma criança do sexo masculino são dependentes de álcool, essa criança tem significativamente mais probabilidade de abusar do álcool mais tarde.
  • 25.
    • Crianças adotadassão mais suscetíveis a dependência de álcool se 1 ou os 2 pais biológicos tiverem sido dependentes; • Gêmeos idênticos tem 2 vezes a taxa de concordância (76%) de gêmeos fraternos para abuso e dependência de álcool. Genética e o alcoolismo
  • 26.
    • Indivíduos queherdam uma variação genética na produção da enzima álcool desidrogenase, sentem uma reação excessiva de rubor quando bebem. Na ausência dessa variação genética, o consumo exagerado torna-se mais provável; Genética e o alcoolismo
  • 27.
    • Traços depersonalidades em sua maior parte determinados geneticamente, daqueles que tem mais probabilidade de abusar de álcool: temperamento agitado, impulsividade, intolerância à frustração, vulnerabilidade à depressão e atração geral pela excitação. Genética e o alcoolismo
  • 28.
    Interação Genes eo ambiente • Interações entre a pessoa e o ambiente que incluíam impulsividade, desinibição, associações com grupos de amigos disfuncionais e pouco controle parental agem como catalisadores para o uso de álcool; • Condições familiares caóticas e desinteressadas são fortes prognósticos do consumo de álcool.
  • 29.
  • 30.
    Traços específicos de personalidade •Temperamento que inclui atração pela aventura e intolerância a frustração; • Subcontrole comportamental(propensão à transgressão) caracterizado por agressividade, falta de convencionalidade, hiperatividade e comportamento impulsivo; • Emotividade negativa se caracteriza por depressão e ansiedade.
  • 31.
    Álcool e reduçãoda tensão • Hipótese da redução da tensão, ou seja, o álcool e outras substâncias que causam dependência são reforçadores porque aliviam a tensão, em parte por estimularem o SNC para liberar neurotransmissores que acalmam a ansiedade e reduzem a sensibilidade a dor.
  • 32.
    Fatores cognitivos sociais •Modelo da autoconsciência, propõe que o álcool distorce o processamento de informações, tornando o pensamento mais superficial e menos crítico; • Modelo da autodepreciação, propõe que algumas pessoas que bebem utilizam o álcool como desculpa para os fracassos pessoais e outros resultados negativos em suas vidas.
  • 33.
    • Um terceiromodelo defende que o comportamento sob o efeito do álcool represente um descanso bem vindo das regras da vida cotidiana. • Cada um desses modelos, enfatiza a importância do contexto social no ato de beber. Fatores cognitivos sociais
  • 34.
    Álcool e ocontexto • Pesquisas indicam que o contexto em que se se esta inserido influenciam o consumo de bebidas alcoólicas; • O ato de beber em grupo grande com os 2 sexos esta associado a baixa depressão e personalidade socialmente extrovertida; • Já grupos pequenos do mesmo sexo, indica indivíduos mais introvertidos, bebendo em resposta a estados internos negativos.
  • 35.
    Álcool e expectativas •Crenças dos indivíduos a respeito do consumo de álcool sobre seu próprio comportamento e dos outros; • As pessoas que acreditam estar sob influência de álcool se comportam da mesma forma que pessoas que beberam, mesmo que não tenham bebido; • Outro exemplo, são pessoas que creem que o álcool promova excitação sexual respondem a mais estímulos sexuais se acreditarem que beberam.
  • 36.
    Tratamento e prevençãoda dependência de álcool
  • 37.
    Tratamento medicamentoso • Osmedicamentos incluem agentes de desintoxicação para administrar a abstinência, agentes sensibilizadores ao álcool para impedir que o indivíduo beba no futuro e agentes antidesejo para reduzir o risco de recaída; • No maioria dos casos devido a depressão, são administrados antidepressivos, pro exemplo, a fluoxetina;
  • 38.
    • Outro medicamentoé o Naltrexona, que se liga a receptores opioides no cérebro e previne sua ativação, diminuindo o efeito de gratificação que vem do consumo de álcool; • Estudos com placebos, comprovaram a eficiência do Naltrexona, na manutenção de pacientes por mais tempo abstinentes. Tratamento medicamentoso
  • 39.
    Terapia de aversão •Terapia comportamental que conecta um estímulo desagradável(um medicamento nauseante) a um comportamento indesejável(beber ou fumar), fazendo com que o paciente evite o comportamento; • Exemplo disso é a associação de Dissulfiram e o consumo de álcool.
  • 40.
  • 41.
    Recaídas • 60% dospacientes 1 ano após o fim do tratamento tem recaídas, sendo assim uma taxa extraordinariamente elevada; • Muitas ocorrem em situações em que o paciente se encontra expostos a bebidas, como por exemplo, em coquetéis, onde veem as pessoas bebendo despreocupadas.
  • 42.
    Programas de prevenção •Uma forma de prevenção baseia-se na extinção gradual dos estímulos para a bebida; • A pessoa é exposta repetidas vezes a estímulos relacionados ao álcool, como o aroma da bebida preferida, mas não pode beber; • As respostas dos pacientes, que de início estavam física e psicologicamente condicionadas, diminuem com a exposição repetida em numerosas sessões.
  • 43.
    • Treinamento deenfrentamento e habilidades sociais, ensina-se estratégias aos indivíduos para enfrentar situações de alto risco sem ajuda do álcool; • Essas situações em geral, envolvem pressões sociais, emoções negativas como a raiva e a frustração e dificuldades de comunicação. Programas de prevenção
  • 44.
    • Controle debebida: Os pesquisadores tem debatido de forma intensa sobre a controversa questão de se as pessoas que tem problemas com a bebida podem aprender a beber com moderação; • No entanto, para um pequeno contingente desses indivíduos, beber com moderação pode ser um objetivo social mais realista do que a abstinência total. Programas de prevenção
  • 45.
    • Grupos deautoajuda: O grupo AA, fundado em 1935, aborda 12 passos e reconhece o modelo bioquímico de abuso de álcool e o alcoolismo é visto como incurável; • Os grupos envolvem discussões em grupo sobre experiências dos membros na recuperação do abuso de álcool; • Outro grupo de autoajuda, o Rational Recovery, oferece uma alternativa não espiritual ao tratamento de dependência de álcool. Programas de prevenção
  • 46.
  • 47.
    Teoria do bemestar • Propõe que o comportamento saudável seja a abordagem consciente e deliberada para um estado evoluído de saúde psicológica e espiritual; • Os jovens que tem senso de que seu mundo é coerente e compreensível, que sentem confiança de possuir habilidades necessárias para lidar com as exigências da vida e que se percebem comprometidos consigo mesmos e com suas vidas geralmente adotam um estilo de vida benéfico para a saúde.
  • 48.
    Teoria do comportamento- problema •Sugere que o uso de substâncias, a atividade sexual precoce, a ociosidade e outros comportamentos de risco muitas vezes ocorram em conjunto, como uma síndrome, e desencadeiem outras dificuldades mais adiante na vida.
  • 49.
    • Maior eficáciaquando voltados para crianças e adolescentes antes de haverem sucumbido ao hábito; • Estratégias de prevenção primária: fiscalização rígida de leis contra bebida no trânsito, preços mais elevados para álcool e cigarros, punições mais severas para aqueles que vendem álcool e cigarros para menores e aulas educativas que informem os pais sobre os perigos de diversas drogas, melhorem a comunicação entre pais e filhos e/ ou delineiem de maneira realista os riscos potenciais do uso de substâncias. Programas de prevenção
  • 50.
    • Outra estratégiaadotada pelos psicólogos da saúde é retardar a experimentação dos jovens ao máximo possível; • Isso aumenta a probabilidade de que ele seja informado de forma realista sobre os riscos da substância e tenha a maturidade cognitiva para evitar o raciocínio errôneo que frequentemente leva ao abuso. Programas de prevenção
  • 51.
    Máxima do AA •“Procurarei viver o dia que passa apenas, sem tentar resolver todos os problemas da minha vida inteira.”