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UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO
FACULDADE DE MEDICINA
DEI-ORTOTRAUMATOLOGIA
TEMA:
ABORDAGEM AO POLITRAUMATIZADO SEGUNDO
ATLS.
AUTOR:
MANUEL ANTÓNIO SEBASTIÃO
MD, PhD, ESPEC. ORTOPEDIA,
PROF. AUXILIAR FMUAN.
LUANDA, JUNHO 2015
PALAVRAS CHAVES
ATLS : Advanced Trauma Life Suport
ECG : Escala de Coma de Glasgow (GCS)
AGS : Avaliação Global Subjetiva
FAB : Ferida por Arma Branca
FPAF : Ferida por Projéctil de Arma de Fogo
TMF :Trauma Maxilofacial
TRM :Trauma Raquimedular
 US :Ultrassonografia
LPD: Lavado Peritoneal Diagnóstico
NE: Nutrição Enteral
NP :Nutrição Parenteral
NPT :Nutrição Parenteral Total
SUMÁRIO
1-Introdução.
2-Objectivos.
3-Justificativa.
4Conceito de politraumatizado
5-Tipos de trauma
6-Etiologia dos acidentes
7-Incidência
8- Equipe de atendimento ao politraumatizado/ Métodos diagnóstico
9 -Classificação de prioridade no atendimento ao politraumatizado
10-Materiais utilizados em diferentes situações
11-Diagnóstico e tratamento
12-Recomendações
13-Conclusão.
14-Referências bibliográficas
Introdução
O traumatismo em resultado da elevada sinistralidade
rodoviária é apontado como uma das principais causas
de morte em Angola e no mundo de modo em geral…
Acomete principalmente a população economica- e
físicamente mais activa, com consequências sociais de
elevado custo.
Um paciente politraumatizado é aquele sinistrado que
sofreu traumatismos múltiplos, no mínimo uma dessas
Lesões é potencialmente fatal.
No caso de sobrevivência após o trauma, podem estar
associadas sequelas definitivas e irreversíveis, com
consequências nefastas no plano humano e económico,
para o paciente e familiares (CHIARA, 2009).
Introdução (cont…)
Introdução (cont…)
Existem protocolos que se propõem a subsidiar a equipe
multiprofissional e multidisciplinar a uma padronização de
condutas para oferecer aos pacientes
.
ATLS é um programa de treinamento para
médicos para o manejo do politraumatizado
agudo, desenvolvido pelo colégio americano de
cirurgia em 1979.
Introdução (cont…)
Equipe multiprofissional e multidisciplinar
Trauma Team (Pessoal capacitado e Treinado com o ATLS)
- Cirurgião geral: Chefe de Equipe
- Emergencista, Anestesiologista
- Ortotraumatologista
- Enfermeiros da Sala de Trauma
- Etc.
.
OBJETIVO GERAL;
Diminuir a mortalidade e sequelas por trauma em Angola ,através da
abordagem multidisciplinar de assistência ao paciente politraumatizado
desde pré-hospitalar ou chegada do paciente ao pronto-socorro até o
momento da alta.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS :
1-Sistematizar o atendimento inicial dos pacientes politraumatizados segundo o
Advanced Trauma Life Support (ATLS = suporte avançado de vida no trauma)
2- Diminuir permanência hospitalar por diagnóstico e tratamento precoce.
3- Estratificar os padrões de trauma de acordo com sua etiologia
4-Padronizar procedimentos diagnósticos e estabelecer prioridades de
acordo com o mecanismo do trauma.
.
justicativa
Este trabalho de revisão bibliográfica foi efeituado com o
fim de motivar todos os atores no sistema de saúde de
Angola a adequarem ou a optimizar a abordagem ao
politraumatizado com traumatismo maior e menor atendido
nas urgências.
1.Parâmetros vitais:
2. Anatomia da lesão:
4. Impacto violento:
3. Condições clínicas de risco
aumentado:
Maior Menor
TRAUMA MAIOR
Ferimento penetrante :
craniano, cervical, torácico,
abdomen
Queimaduras de
2ºou3ºgraus;
Suspeita clínica de
instabilidade da pelve;
Trauma maior
Suspeita de fratura de
dois ou mais ossos
longos proximais (fêmur
ou úmero);
 Paralisia de um ou
mais membros;
ECG < 14 ou
deterioração
neurológica
PAS< 90
FR < 10 >29
Mecânica ventilatória
Parâmetros vitais: Anatomia da lesão:
;
Trauma maior
Velocidade
do
veículo
superior
a
60km/h
Deformidades
externa
superior
a
50
cm
.
Impacto violento
Capotamento
do
veículo
Morte
de
um
ocupante
do
mesmo
veículo
Colisão de
automóvel,
atropelamento
de pedestre ou
de ciclista com
velocidade
superior a
10km/h;
.
 Idade > 70 anos…
Gravidez confirmada ou presumida;
 Doenças crónicas graves;
Terapia com anticoagulante (CHIARA, 2009).
4. Condições clínicas de risco aumentado
Trauma menor
 É aquele que na triagem pré hospitalar se enquadra em
um ou mais dos critérios:
Dados vitais normais
Fracturas alinhadas, luxações, lacerações;
 dor leve ,moderada
Lesão de pele e subcutâneo com sangramento leve
Trauma Menor (continuação)
Trauma torácico com dor leve sem dispnéia
Suspeita de fractura, entorse, luxação, contusões,
mialgias
Escoriações ferimentos que não requerem
fechamento e outros traumas que não contém critérios
para trauma maior
Trauma maior
Traumatismo
abdominal
aberto
penetrante
Traumatismo abdominal
aberto não penetrante TCE
aberto
Traumatismo
abdomial fechado
Traumatismo abdominal fechado
pode cursar com compressão e esmagamento/
cisalhamento de vísceras abdominais;
 hemorragia; ruptura de órgãos e vasos abdominais
Traumatismo cranioencefálico aberto
Presença de uma solução de continuidade com a
dura-máter.
Trauma maior
Etiologia:
 Acidentes automobilísticos: atropelamentos e colisões
Capotamentos, Quedas de altura
Queimaduras 2º a 3º grau
Acidente de recreação (jogos de contacto)
 Agressões interpessoais
Ferimento por projéctil de arma de fogo
 Ferimento por arma branca
Lesão por corrente eléctrica
Incidências
Acidentes no trânsito são a terceira causa de morte
no mundo,ficando só atrás de doenças cardíovasculares
e do câncro segundo a estastística da organização
mundial da saúde ( OMS) (WHO).
Segundo estatísticas da OMS, por dia cerca de 170.000
homens, mulheres e crianças sofrem traumatismo.
aproximadamente 400 morrem em resultado de suas
lesões.
Incidência(continuação)
Equipe de atendimento ao politraumatizado/ Métodos
diagnóstico
EQUIPE DE ATENÇÃO AO TRAUMA MAIOR
( Trauma- Team)
:
Platão presencial 24horas
•2-3 Médicos de medicina clínica
•1-2 Médicos pediatras
• Médico Cirurgião geral
•Enfermeiro e equipe de técnicos e auxiliares de enfermagem
Plantão Médico alcançável sobreaviso disponível em 15 min
•Ginecologia
•Orto-Traumatologista
•Anestesiologista- Emergencsta- Intensivista
A classificação de risco tem como finalidade identificar a
prioridade clínica com que o paciente deve ser atendido e o
respectivo tempo alvo recomendado até a observação médica.
classificação de risco de prioridade (Triagem)
Classificação de risco de prioridade (continuação)
Não se trata de estabelecer diagnósticos
A escala de classificação, segundo o Protocolo de
Manchester, é a seguinte:
Número Nome Cor Tempo alvo
1 Emergente 0 min.
2 Muito urgente 10 min
3 Urgente 1h
4 Pouco urgente 2h
5 Não urgente 4h
vermelho
Laranja
Amarelo
Verde
Azul
Discriminadores Explicação
Alteração súbita da
consciência
Alteração da Escala de Coma de Glasgow nas
últimas 12h em relação ao estado prévio. Em caso
de dúvida, presumir alteração do estado de
consciência.
Comprometimento vascular
distal
Haverá associação de palidez, diminuição da
temperatura, alteração de sensibilidade e dor com
ou sem ausência de pulso distal à lesão.
Déficit neurológico agudo Qualquer perda de função neurológica nas últimas
24h: alteração ou perda de sensibilidade, fraqueza
de membros (transitória ou permanente),
retenção urinária ou alteração da função intestinal.
Dor pleurítica Dor em fincada localizada no peito que piora com
respiração, tosse ou espirro.
CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DE PRIORIDADE FLUXOGRAMA
História de
inconsciência
Deve haver uma testemunha confiável para relatar se
o paciente esteve inconsciente e por quanto tempo.
Caso contrário, se o paciente não se lembra
do incidente deve-se presumir que esteve
inconsciente.
Infecção local Manifesta-se geralmente como inflamação (dor,
inchaço e vermelhidão) restrita a uma área definida,
com ou sem coleção de pus
Inflamação local Implica em dor, inchaço e vermelhidão restrita a uma
área definida.
Mecanismo de trauma
significativo
Trauma penetrante (facada ou arma de fogo) e trauma
com alta transferência de energia como quedas de
altura e acidentes em vias de trânsito rápido
(velocidade > 65 Km/h) são significativos,
principalmente se houve ejeção do veículo, mortes de
outras vítimas ou grande deformação do veículo
Diagnóstico
Avaliação primária (Primary Survey)
De acordo com o protocolo de atendimento inicial do
politraumatizado recomendado pelo ATLS:
Reanimação frente a parada cardiocirculatória é realizada
imediatamente após o diagnóstico
Avaliação primária e reanimação ocorrem
simultaneamente, e numa sequência lógica de condições de
risco à vida, conhecida como “ABCDE” (CHIARA, 2009)
A avaliação ABCDE é efectuada, primária em até 2 a 5 min.
Tratamento simultâneo de lesões potencialmente fatais pode
ser feito.
Avaliação Primária no Politrauma: o ABCDE
A AIRWAY VIA AÉREA
B BREATHING RESPIRAÇÃO
C CIRCULATION CIRCULAÇÃO
D DISABILITY DISFUNÇÃO NEUROLÓGIA
E EXPOSITION EXPOSIÇÃO
Diagnóstico
VIAS AÉREAS E COLUNA CERVICAL
Inicialmente, é avaliada permeabilidade das vias aéreas
superiores
Queda de língua, Presença de vómito, sangue, corpo
estranho na cavidade oral.,
.
Tratamento ao politraumatizado
 Em obstrução real ou potencial de via
aéreas, fazer manobras para sua liberação:
 Aspiração
 Anteriorização do mento (queixo)
 Posicionamento da cânula orofaríngea
 Administração de oxigênio 10-12L/min em máscara
com reservatório
 Intubação traqueal se necessário
.
Tratamento ao politraumatizado (continuação)
Intubação via nasotraqueal no potencial trauma
Maxilofacial é contra-indicada.
Traqueostomia pode ser necessária em traumas faciais
com fracturas graves de mandíbula e maxila.
Politrauma deve ter coluna cervical imobilizada até
lesão raquimedular ser descartada
Tratamento ao politraumatizado
(continuação)
B. ventilação
Avaliação da ventilação se faz através da inspeção,
percussão, palpação e auscultação do tórax.
 Os diagnósticos a serem buscados são:
•Pneumotórax hipertensivo
•Pneumotórax aberto
•Tórax instável
•Hemotórax maciço
B. VENTILAÇÃO (CONTINUAÇÃO)
CAUSA CONDUTA
Pneumotórax hipertensivo Toracocentese imediata e/ou
toracotomia com drenagem torácica
fechada.
Pneumotórax aberto Curativo de três pontos imediatamente
(paciente não entubado)
Tórax instável Drenagem torácica é tratamento
definitivo
Hemotórax maciço Intubação e ventilação com pressão
positiva (PP)
Alteração da Ventilação no Trauma
Tratamento ao politraumatizado (continuação)
C. CIRCULAÇÃO
No manuseio do traumatizado o choque deve ser sempre
considerado (e tratado), a princípio, como hemorrágico.
Como sequência para exame deve-se pesquisar e
controlar fontes de sangramento externo, mediante
compressão
Puncionar dois acessos periféricos calibrosos (14-16G) e
na impossibilidade destes, obter acesso venoso central
Colher amostra de sangue para prova cruzada (lactato,
troponina no trauma cardíaco, BHCG para mulheres jovens)
C. CIRCULAÇÃO (continuação)
Em caso de choque realizar reposição volêmica,
utilizando solução salina
(SF 0,9%, em bolus de 2000ml).
Para cada ml de sangue perdido repõe-se 3ml de
cristalóide isotônico.
 A hemotransfusão é somente indicada em caso de
choque grau III e IV
D. EXAME NEUROLÓGICO
O exame neurológico durante a avaliação primária é
realizado:
Classificando o paciente de acordo a Escala de Coma
de Glasgow (ECG)(GCS)
Examinando a pupila (diâmetro e reactividade À luz
Motricidade dos membros.
D. ESCALA DE COMA DE GLASGOW (ECG)
Resposta a Avaliação
Abrir os Olhos Score
Espontâneo 4
A voz 3
A dor 2
nenhuma 1
Melhor Resposta motora
Obedece comandos 6
Localiza a dor 5
Defesa normal (flexão) 4
Defesa anormal (flexão)(descortica) 3
Extensão-Descerebra 2
Nenhuma (flácido) 1
Resposta verbal
Orientado 5
Conversação confusa 4
Palavras inapropriadas 3
Sons incompreensíveis 2
Nenhuma 1
Para calcular a escala de coma de Glasgow, somar os scores de abrir os olhos, melhor resposta motora, e
resposta verbal. O melhor GCS possível é 15 pontos e o pior possível é 3 pontos
D. EXAME NEUROLÓGICO
Como a Escala de coma de Glasgow é muito detalhada
e morosa a alternativa é evaluar segundo o
AVPU
A Alert
V Response to vocal stimulos
P Response to painful stimulos
U Unresponsiv
E. EXPOSIÇÃO
Remoção de toda vestimenta é realizada na chegada,
com exposição do tórax e membros superiores para
avaliação, monitoramento e punção venosa.
Posteriormente faz-se a limpeza e medicação
temporária das feridas, posicionamento de talas
ortopédicos e, por fim,o paciente é coberto com manta
térmica para se prevenir a dispersão de calor
A Avaliação Secundária (Secondary Survey) segue-se a
Avaliação primária (Primary Survey)
E. EXPOSIÇÃO

 É uma avaliação da cabeça aos pés
A Avaliação Secundária (Secondary Survey) segue-se a
Avaliação primária (Primary Survey)
A Avaliação secundária é efeituada só após
normalisação das funções vitais
THE GOLDEN HOUR
A HORA DE OURO
conclusão
 Um paciente politraumatizado é aquele
sinistrado que sofreu traumatismos múltiplos, no
qual no mínimo um é potencialmente fatal
Os traumas são classificados em maior e menor.
No trauma maior observar os :
Parâmetros vitais; Anatomia da lesão; Condições
clínicas de risco aumentado; Impacto violento
Conclusão (continuação)
Trauma menor:
Traumatismo abdominal aberto penetrante
Traumatismo abdominal aberto não penetrante
Traumatismo abdominal fechado
Traumatismo cranio- encefálico aberto
Avaliação ABCDE , primária em até 2 a 5 min
O tratamento é feito por uma equipe multidisciplinar
(Trauma Team)
 Acidentes automobilísticos: atropelamentos e colisões
 Quedas; Acidente de recreação (jogos de contacto,
Agressões interpessoais
 Ferimento por projéctil de arma de fogo; Ferimento por
arma branca
De acordo a etiologia: o trauma pode ser provocado por
agentes físico, químico, eléctrico.
Conclusão (continuação)
Recomendações
O Politraumatizado deve ser
considerado um
paciente prioritário
pode ter as suas
funções vitais
deterioradas em curto
período de tempo!!!
MUITO OBRIGADO…
``A DIFERENÇA ENTRE O POSSÍVEL E O
IMPOSSÍVEL ESTÁ NA MENTE HUMANA``
LUIS PASTEUR
1.Acosta Escribano J, Gomez-Tello V, Ruiz Santana S. Nutritional assessment of the severely ill patient.
Nutr Hosp. 2005;20 Suppl 2:5-8. Spanish.
2.Acosta Escribano JA, Carrasco Moreno R, Fernandez Vivas M, Navarro Polo JN, Mas Serrano P, Sanchez
Paya J, et al. Intolerancia enteral gástrica em pacientes com lesión cerebral de origen traumático,
ventilados mecánicamente. Nutr Hosp 2001;16(6):262-7.
3.Adams GF, Guest DP, Ciraulo DL, Lewis PL, Hill RC, Barker DE. Maximizing tolerance of enteral
nutrition in severely injures trauma patients: a comparison of enteral feedings by means of percutaneous
endsocopic gastrojejunostomy. J Trauma 2000;48:459-64.
4.American Dietetic Association (ADA) definition for nutrition screening and assessment. J Am Diet Assoc
1994;94:838-9
5.Andersen HK, Lewis SJ, Thomas S. Nutrición enteral precoz (24 horas) versus inicio tardío de la
alimentación para lãs complicaciones postoperatorias de la cirugía colorrectal (Revisión Cochrane
traducida). En: La Biblioteca Cochrane Plus, 2008 Número 2. Oxford: Update Software Ltd. Disponible
en: http://www.update-software.com. (Traducida de The Cochrane Library, 2008 Issue 2.
6.Andrade AF, Marino RJ, Miura FK, Carvalhaes CC, Tarico MA, Lázaro RS, et al. Diagnóstico e conduta
no paciente com traumatismo cranioencefálico leve. Sociedade Brasileira de Neurocirurgia; 2001. Projeto
diretrizes da Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina.
7.Andrade AF, Marino RJ, Miura FK, Rodrigues JCJ. Traumatismo cranioencefálico moderado. Sociedade
Brasileira de Neurocirurgia; 2002. Projeto diretrizes da Associação Médica Brasileira e Conselho Federal
de Medicina.
8.Andrade AF, Marino RJ, Miura FK, Rodrigues JCJ. Traumatismo cranioencefálico grave. Sociedade
Brasileira de Neurocirurgia; 2002. Projeto diretrizes da Associação Médica Brasileira e Conselho Federal
de Medicina.
9.Barbosa Silva MCG, Barros AJD. Avaliação nutricional subjetiva: parte1 – Revisão de sua validade após
duas décadas de uso. Arq Gastrenterol 2002; 39(3): 181-7
10.Barrocas A, Belcher D, Champagne et al. Nutrition (ASPEN) board of directors : definition of terms used
in ASPEN guidelines and standarts. JPEN 1995;11:675-713.
REFERÊNCIAS:

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Abordagem ao Politraumatizado CAOT IV.ppt

  • 1. UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO FACULDADE DE MEDICINA DEI-ORTOTRAUMATOLOGIA TEMA: ABORDAGEM AO POLITRAUMATIZADO SEGUNDO ATLS. AUTOR: MANUEL ANTÓNIO SEBASTIÃO MD, PhD, ESPEC. ORTOPEDIA, PROF. AUXILIAR FMUAN. LUANDA, JUNHO 2015
  • 2. PALAVRAS CHAVES ATLS : Advanced Trauma Life Suport ECG : Escala de Coma de Glasgow (GCS) AGS : Avaliação Global Subjetiva FAB : Ferida por Arma Branca FPAF : Ferida por Projéctil de Arma de Fogo TMF :Trauma Maxilofacial TRM :Trauma Raquimedular  US :Ultrassonografia LPD: Lavado Peritoneal Diagnóstico NE: Nutrição Enteral NP :Nutrição Parenteral NPT :Nutrição Parenteral Total
  • 3. SUMÁRIO 1-Introdução. 2-Objectivos. 3-Justificativa. 4Conceito de politraumatizado 5-Tipos de trauma 6-Etiologia dos acidentes 7-Incidência 8- Equipe de atendimento ao politraumatizado/ Métodos diagnóstico 9 -Classificação de prioridade no atendimento ao politraumatizado 10-Materiais utilizados em diferentes situações 11-Diagnóstico e tratamento 12-Recomendações 13-Conclusão. 14-Referências bibliográficas
  • 4. Introdução O traumatismo em resultado da elevada sinistralidade rodoviária é apontado como uma das principais causas de morte em Angola e no mundo de modo em geral… Acomete principalmente a população economica- e físicamente mais activa, com consequências sociais de elevado custo.
  • 5. Um paciente politraumatizado é aquele sinistrado que sofreu traumatismos múltiplos, no mínimo uma dessas Lesões é potencialmente fatal. No caso de sobrevivência após o trauma, podem estar associadas sequelas definitivas e irreversíveis, com consequências nefastas no plano humano e económico, para o paciente e familiares (CHIARA, 2009). Introdução (cont…)
  • 6. Introdução (cont…) Existem protocolos que se propõem a subsidiar a equipe multiprofissional e multidisciplinar a uma padronização de condutas para oferecer aos pacientes . ATLS é um programa de treinamento para médicos para o manejo do politraumatizado agudo, desenvolvido pelo colégio americano de cirurgia em 1979.
  • 7. Introdução (cont…) Equipe multiprofissional e multidisciplinar Trauma Team (Pessoal capacitado e Treinado com o ATLS) - Cirurgião geral: Chefe de Equipe - Emergencista, Anestesiologista - Ortotraumatologista - Enfermeiros da Sala de Trauma - Etc. .
  • 8. OBJETIVO GERAL; Diminuir a mortalidade e sequelas por trauma em Angola ,através da abordagem multidisciplinar de assistência ao paciente politraumatizado desde pré-hospitalar ou chegada do paciente ao pronto-socorro até o momento da alta. OBJETIVOS ESPECÍFICOS : 1-Sistematizar o atendimento inicial dos pacientes politraumatizados segundo o Advanced Trauma Life Support (ATLS = suporte avançado de vida no trauma) 2- Diminuir permanência hospitalar por diagnóstico e tratamento precoce. 3- Estratificar os padrões de trauma de acordo com sua etiologia 4-Padronizar procedimentos diagnósticos e estabelecer prioridades de acordo com o mecanismo do trauma. .
  • 9. justicativa Este trabalho de revisão bibliográfica foi efeituado com o fim de motivar todos os atores no sistema de saúde de Angola a adequarem ou a optimizar a abordagem ao politraumatizado com traumatismo maior e menor atendido nas urgências.
  • 10. 1.Parâmetros vitais: 2. Anatomia da lesão: 4. Impacto violento: 3. Condições clínicas de risco aumentado: Maior Menor TRAUMA MAIOR
  • 11. Ferimento penetrante : craniano, cervical, torácico, abdomen Queimaduras de 2ºou3ºgraus; Suspeita clínica de instabilidade da pelve; Trauma maior Suspeita de fratura de dois ou mais ossos longos proximais (fêmur ou úmero);  Paralisia de um ou mais membros; ECG < 14 ou deterioração neurológica PAS< 90 FR < 10 >29 Mecânica ventilatória Parâmetros vitais: Anatomia da lesão:
  • 13. .  Idade > 70 anos… Gravidez confirmada ou presumida;  Doenças crónicas graves; Terapia com anticoagulante (CHIARA, 2009). 4. Condições clínicas de risco aumentado
  • 14. Trauma menor  É aquele que na triagem pré hospitalar se enquadra em um ou mais dos critérios: Dados vitais normais Fracturas alinhadas, luxações, lacerações;  dor leve ,moderada Lesão de pele e subcutâneo com sangramento leve
  • 15. Trauma Menor (continuação) Trauma torácico com dor leve sem dispnéia Suspeita de fractura, entorse, luxação, contusões, mialgias Escoriações ferimentos que não requerem fechamento e outros traumas que não contém critérios para trauma maior
  • 16. Trauma maior Traumatismo abdominal aberto penetrante Traumatismo abdominal aberto não penetrante TCE aberto Traumatismo abdomial fechado
  • 17. Traumatismo abdominal fechado pode cursar com compressão e esmagamento/ cisalhamento de vísceras abdominais;  hemorragia; ruptura de órgãos e vasos abdominais Traumatismo cranioencefálico aberto Presença de uma solução de continuidade com a dura-máter. Trauma maior
  • 18. Etiologia:  Acidentes automobilísticos: atropelamentos e colisões Capotamentos, Quedas de altura Queimaduras 2º a 3º grau Acidente de recreação (jogos de contacto)  Agressões interpessoais Ferimento por projéctil de arma de fogo  Ferimento por arma branca Lesão por corrente eléctrica
  • 19. Incidências Acidentes no trânsito são a terceira causa de morte no mundo,ficando só atrás de doenças cardíovasculares e do câncro segundo a estastística da organização mundial da saúde ( OMS) (WHO).
  • 20. Segundo estatísticas da OMS, por dia cerca de 170.000 homens, mulheres e crianças sofrem traumatismo. aproximadamente 400 morrem em resultado de suas lesões. Incidência(continuação)
  • 21. Equipe de atendimento ao politraumatizado/ Métodos diagnóstico EQUIPE DE ATENÇÃO AO TRAUMA MAIOR ( Trauma- Team) : Platão presencial 24horas •2-3 Médicos de medicina clínica •1-2 Médicos pediatras • Médico Cirurgião geral •Enfermeiro e equipe de técnicos e auxiliares de enfermagem Plantão Médico alcançável sobreaviso disponível em 15 min •Ginecologia •Orto-Traumatologista •Anestesiologista- Emergencsta- Intensivista
  • 22. A classificação de risco tem como finalidade identificar a prioridade clínica com que o paciente deve ser atendido e o respectivo tempo alvo recomendado até a observação médica. classificação de risco de prioridade (Triagem)
  • 23. Classificação de risco de prioridade (continuação) Não se trata de estabelecer diagnósticos A escala de classificação, segundo o Protocolo de Manchester, é a seguinte: Número Nome Cor Tempo alvo 1 Emergente 0 min. 2 Muito urgente 10 min 3 Urgente 1h 4 Pouco urgente 2h 5 Não urgente 4h vermelho Laranja Amarelo Verde Azul
  • 24. Discriminadores Explicação Alteração súbita da consciência Alteração da Escala de Coma de Glasgow nas últimas 12h em relação ao estado prévio. Em caso de dúvida, presumir alteração do estado de consciência. Comprometimento vascular distal Haverá associação de palidez, diminuição da temperatura, alteração de sensibilidade e dor com ou sem ausência de pulso distal à lesão. Déficit neurológico agudo Qualquer perda de função neurológica nas últimas 24h: alteração ou perda de sensibilidade, fraqueza de membros (transitória ou permanente), retenção urinária ou alteração da função intestinal. Dor pleurítica Dor em fincada localizada no peito que piora com respiração, tosse ou espirro. CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DE PRIORIDADE FLUXOGRAMA
  • 25. História de inconsciência Deve haver uma testemunha confiável para relatar se o paciente esteve inconsciente e por quanto tempo. Caso contrário, se o paciente não se lembra do incidente deve-se presumir que esteve inconsciente. Infecção local Manifesta-se geralmente como inflamação (dor, inchaço e vermelhidão) restrita a uma área definida, com ou sem coleção de pus Inflamação local Implica em dor, inchaço e vermelhidão restrita a uma área definida. Mecanismo de trauma significativo Trauma penetrante (facada ou arma de fogo) e trauma com alta transferência de energia como quedas de altura e acidentes em vias de trânsito rápido (velocidade > 65 Km/h) são significativos, principalmente se houve ejeção do veículo, mortes de outras vítimas ou grande deformação do veículo
  • 26. Diagnóstico Avaliação primária (Primary Survey) De acordo com o protocolo de atendimento inicial do politraumatizado recomendado pelo ATLS: Reanimação frente a parada cardiocirculatória é realizada imediatamente após o diagnóstico Avaliação primária e reanimação ocorrem simultaneamente, e numa sequência lógica de condições de risco à vida, conhecida como “ABCDE” (CHIARA, 2009)
  • 27. A avaliação ABCDE é efectuada, primária em até 2 a 5 min. Tratamento simultâneo de lesões potencialmente fatais pode ser feito. Avaliação Primária no Politrauma: o ABCDE A AIRWAY VIA AÉREA B BREATHING RESPIRAÇÃO C CIRCULATION CIRCULAÇÃO D DISABILITY DISFUNÇÃO NEUROLÓGIA E EXPOSITION EXPOSIÇÃO Diagnóstico
  • 28. VIAS AÉREAS E COLUNA CERVICAL Inicialmente, é avaliada permeabilidade das vias aéreas superiores Queda de língua, Presença de vómito, sangue, corpo estranho na cavidade oral., .
  • 29. Tratamento ao politraumatizado  Em obstrução real ou potencial de via aéreas, fazer manobras para sua liberação:  Aspiração  Anteriorização do mento (queixo)  Posicionamento da cânula orofaríngea  Administração de oxigênio 10-12L/min em máscara com reservatório  Intubação traqueal se necessário .
  • 30. Tratamento ao politraumatizado (continuação) Intubação via nasotraqueal no potencial trauma Maxilofacial é contra-indicada. Traqueostomia pode ser necessária em traumas faciais com fracturas graves de mandíbula e maxila. Politrauma deve ter coluna cervical imobilizada até lesão raquimedular ser descartada
  • 31. Tratamento ao politraumatizado (continuação) B. ventilação Avaliação da ventilação se faz através da inspeção, percussão, palpação e auscultação do tórax.  Os diagnósticos a serem buscados são: •Pneumotórax hipertensivo •Pneumotórax aberto •Tórax instável •Hemotórax maciço
  • 32. B. VENTILAÇÃO (CONTINUAÇÃO) CAUSA CONDUTA Pneumotórax hipertensivo Toracocentese imediata e/ou toracotomia com drenagem torácica fechada. Pneumotórax aberto Curativo de três pontos imediatamente (paciente não entubado) Tórax instável Drenagem torácica é tratamento definitivo Hemotórax maciço Intubação e ventilação com pressão positiva (PP) Alteração da Ventilação no Trauma
  • 33. Tratamento ao politraumatizado (continuação) C. CIRCULAÇÃO No manuseio do traumatizado o choque deve ser sempre considerado (e tratado), a princípio, como hemorrágico. Como sequência para exame deve-se pesquisar e controlar fontes de sangramento externo, mediante compressão Puncionar dois acessos periféricos calibrosos (14-16G) e na impossibilidade destes, obter acesso venoso central Colher amostra de sangue para prova cruzada (lactato, troponina no trauma cardíaco, BHCG para mulheres jovens)
  • 34. C. CIRCULAÇÃO (continuação) Em caso de choque realizar reposição volêmica, utilizando solução salina (SF 0,9%, em bolus de 2000ml). Para cada ml de sangue perdido repõe-se 3ml de cristalóide isotônico.  A hemotransfusão é somente indicada em caso de choque grau III e IV
  • 35. D. EXAME NEUROLÓGICO O exame neurológico durante a avaliação primária é realizado: Classificando o paciente de acordo a Escala de Coma de Glasgow (ECG)(GCS) Examinando a pupila (diâmetro e reactividade À luz Motricidade dos membros.
  • 36. D. ESCALA DE COMA DE GLASGOW (ECG) Resposta a Avaliação Abrir os Olhos Score Espontâneo 4 A voz 3 A dor 2 nenhuma 1 Melhor Resposta motora Obedece comandos 6 Localiza a dor 5 Defesa normal (flexão) 4 Defesa anormal (flexão)(descortica) 3 Extensão-Descerebra 2 Nenhuma (flácido) 1 Resposta verbal Orientado 5 Conversação confusa 4 Palavras inapropriadas 3 Sons incompreensíveis 2 Nenhuma 1 Para calcular a escala de coma de Glasgow, somar os scores de abrir os olhos, melhor resposta motora, e resposta verbal. O melhor GCS possível é 15 pontos e o pior possível é 3 pontos
  • 37. D. EXAME NEUROLÓGICO Como a Escala de coma de Glasgow é muito detalhada e morosa a alternativa é evaluar segundo o AVPU A Alert V Response to vocal stimulos P Response to painful stimulos U Unresponsiv
  • 38. E. EXPOSIÇÃO Remoção de toda vestimenta é realizada na chegada, com exposição do tórax e membros superiores para avaliação, monitoramento e punção venosa. Posteriormente faz-se a limpeza e medicação temporária das feridas, posicionamento de talas ortopédicos e, por fim,o paciente é coberto com manta térmica para se prevenir a dispersão de calor A Avaliação Secundária (Secondary Survey) segue-se a Avaliação primária (Primary Survey)
  • 39. E. EXPOSIÇÃO   É uma avaliação da cabeça aos pés A Avaliação Secundária (Secondary Survey) segue-se a Avaliação primária (Primary Survey) A Avaliação secundária é efeituada só após normalisação das funções vitais
  • 40. THE GOLDEN HOUR A HORA DE OURO
  • 41. conclusão  Um paciente politraumatizado é aquele sinistrado que sofreu traumatismos múltiplos, no qual no mínimo um é potencialmente fatal Os traumas são classificados em maior e menor. No trauma maior observar os : Parâmetros vitais; Anatomia da lesão; Condições clínicas de risco aumentado; Impacto violento
  • 42. Conclusão (continuação) Trauma menor: Traumatismo abdominal aberto penetrante Traumatismo abdominal aberto não penetrante Traumatismo abdominal fechado Traumatismo cranio- encefálico aberto Avaliação ABCDE , primária em até 2 a 5 min O tratamento é feito por uma equipe multidisciplinar (Trauma Team)
  • 43.  Acidentes automobilísticos: atropelamentos e colisões  Quedas; Acidente de recreação (jogos de contacto, Agressões interpessoais  Ferimento por projéctil de arma de fogo; Ferimento por arma branca De acordo a etiologia: o trauma pode ser provocado por agentes físico, químico, eléctrico. Conclusão (continuação)
  • 44. Recomendações O Politraumatizado deve ser considerado um paciente prioritário pode ter as suas funções vitais deterioradas em curto período de tempo!!!
  • 45. MUITO OBRIGADO… ``A DIFERENÇA ENTRE O POSSÍVEL E O IMPOSSÍVEL ESTÁ NA MENTE HUMANA`` LUIS PASTEUR
  • 46. 1.Acosta Escribano J, Gomez-Tello V, Ruiz Santana S. Nutritional assessment of the severely ill patient. Nutr Hosp. 2005;20 Suppl 2:5-8. Spanish. 2.Acosta Escribano JA, Carrasco Moreno R, Fernandez Vivas M, Navarro Polo JN, Mas Serrano P, Sanchez Paya J, et al. Intolerancia enteral gástrica em pacientes com lesión cerebral de origen traumático, ventilados mecánicamente. Nutr Hosp 2001;16(6):262-7. 3.Adams GF, Guest DP, Ciraulo DL, Lewis PL, Hill RC, Barker DE. Maximizing tolerance of enteral nutrition in severely injures trauma patients: a comparison of enteral feedings by means of percutaneous endsocopic gastrojejunostomy. J Trauma 2000;48:459-64. 4.American Dietetic Association (ADA) definition for nutrition screening and assessment. J Am Diet Assoc 1994;94:838-9 5.Andersen HK, Lewis SJ, Thomas S. Nutrición enteral precoz (24 horas) versus inicio tardío de la alimentación para lãs complicaciones postoperatorias de la cirugía colorrectal (Revisión Cochrane traducida). En: La Biblioteca Cochrane Plus, 2008 Número 2. Oxford: Update Software Ltd. Disponible en: http://www.update-software.com. (Traducida de The Cochrane Library, 2008 Issue 2. 6.Andrade AF, Marino RJ, Miura FK, Carvalhaes CC, Tarico MA, Lázaro RS, et al. Diagnóstico e conduta no paciente com traumatismo cranioencefálico leve. Sociedade Brasileira de Neurocirurgia; 2001. Projeto diretrizes da Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina. 7.Andrade AF, Marino RJ, Miura FK, Rodrigues JCJ. Traumatismo cranioencefálico moderado. Sociedade Brasileira de Neurocirurgia; 2002. Projeto diretrizes da Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina. 8.Andrade AF, Marino RJ, Miura FK, Rodrigues JCJ. Traumatismo cranioencefálico grave. Sociedade Brasileira de Neurocirurgia; 2002. Projeto diretrizes da Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina. 9.Barbosa Silva MCG, Barros AJD. Avaliação nutricional subjetiva: parte1 – Revisão de sua validade após duas décadas de uso. Arq Gastrenterol 2002; 39(3): 181-7 10.Barrocas A, Belcher D, Champagne et al. Nutrition (ASPEN) board of directors : definition of terms used in ASPEN guidelines and standarts. JPEN 1995;11:675-713. REFERÊNCIAS: