Fraturas Expostas

  Luiz Antônio Vianna Lopes
    Carlos A S de Andrade
Definição



        “Ruptura na pele e nos tecidos moles
    subjacentes,ou seja,o invólucro, permitindo a
  comunicação óssea direta ou do seu hematoma
               com o meio ambiente.”
                                  ( Lourenço e Franco 1998 )




Esta comunicação com o meio ambiente também ocorre através da boca, do tubo digestivo, da vagina e do
              ânus, estes últimos com grande freqüência nos casos de fraturas do anel pélvico.
O diagnóstico pode ser fácil quando presente um fragmento
ósseo através da ferida, mas pode ser difícil, quando a ferida
é pequena ou está distante do local da fratura.
O   diagnóstico pode ser fácil quando presente um fragmento
  ósseo através da ferida, mas pode ser difícil, quando a ferida
  é pequena ou está distante do local da fratura.
 Quando uma fratura ocorre no mesmo segmento do
  membro com uma ferida, ela deverá ser considerada uma
  fratura exposta, até que surjam provas do contrário.
Histórico
Histórico
 Hipócrates,diz-se,consideravaa guerra o
 mais apropriado terreno de treinamento
 para cirurgiões.
Histórico
 Hipócrates,diz-se,considerava  a guerra o
  mais apropriado terreno de treinamento
  para cirurgiões.
 Erro de concepção: as doenças não
  curáveis pelo aço (faca) eram curáveis
  pelo fogo (cautério).
Histórico
 Hipócrates,diz-se,considerava  a guerra o
  mais apropriado terreno de treinamento
  para cirurgiões.
 Erro de concepção: as doenças não
  curáveis pelo aço (faca) eram curáveis
  pelo fogo (cautério).
Histórico
 Hipócrates,diz-se,considerava  a guerra o
  mais apropriado terreno de treinamento
  para cirurgiões.
 Erro de concepção: as doenças não
  curáveis pelo aço (faca) eram curáveis
  pelo fogo (cautério).

 Galeno e seus seguidores atribuíram
 importância a purulência, considerando-a
 essencial ao processo de reparação.
Histórico
Histórico


 Brunschwing e Botelho-XV e XVI -
  remoção dos tecidos desvitalizados
 Desault-XVIII – “debridamento”
 I Guerra Mundial:o exército alemão e
  subseqüentemente os aliados enfatizaram
  o debridamento das feridas por projéteis
 II Guerra Mundial-começou exatamente
  após a era das sulfas, aplicada sobre as
  feridas
 Guerra da Coréia-antibióticos tornaram-
  se disponíveis.
Três Categorias

O   corpo está parado é
  atingido por um objeto em
  movimento.
 O corpo está em
  movimento e atinge um
  objeto parado.
 O corpo está em
  movimento e atinge outro
  objeto ou corpo em
  movimento.
Três Categorias

O   corpo está parado é
  atingido por um objeto em
  movimento.
 O corpo está em
  movimento e atinge um
  objeto parado.
 O corpo está em
  movimento e atinge outro
  objeto ou corpo em
  movimento.
Três Categorias

O   corpo está parado é
  atingido por um objeto em
  movimento
 O corpo está em
  movimento e atinge um
  objeto parado
 O corpo está em
  movimento e atinge outro
  objeto ou corpo em
  movimento
Três Categorias

O   corpo está parado é
  atingido por um objeto em
  movimento
 O corpo está em
  movimento e atinge um
  objeto parado
 O corpo está em
  movimento e atinge outro
  objeto ou corpo em
  movimento
Três Categorias

O   corpo está parado é
  atingido por um objeto em
  movimento
 O corpo está em
  movimento e atinge um
  objeto parado
 O corpo está em
  movimento e atinge outro
  objeto ou corpo em
  movimento
Tipos de Lesões
                             K =mv2/2
Alta   energia

                                   Prognóstico
Baixa      energia                     extensão/quantidade de
                                        tecido desvitalizado

                                        tipo /grau de contaminação
                                        bacteriana


  ( Chapman e Olsen,1996 )
Diagnóstico
 Clínico




 Exames Complementares
    Hematologia
    Bioquímica
    Radiologia: raios-x


                             10
Binômio:
          fratura/partes moles
Classificação

                    prognóstico


                   tratamento
Classificação

Gustillo e Anderson (1976)
Classificação

Grau de lesão de partes moles
Grau de contaminação
Padrão da fratura
Estado vascular
Presença ou não de síndrome
 compartimental
                           ( Brumback – 1992 )
Classificação de Tscherne para lesão de
       partes moles associadas às fraturas expostas


Fraturas expostas

 Grau   1: ferimento simples por fragmento ósseo perfurante,
  nenhuma ou pouca contusão de pele, fratura simples.
 Grau 2 : laceração cutânea com contusão simultânea circunscrita,
  contusão partes moles moderada, contaminação, qualquer tipo de
  fratura.
 Grau 3 : grave lesão de partes moles. Freqüente lesão
  vasculonervosa, isquemia. Fraturas graves, áreas rurais e/ou
  contaminadas, síndrome compartimental.
 Grau 4 : amputação traumática parcial ou total. Lesão vascular
  que requer reparo para viabilidade do membro.
Extensão das lesões
 das partes moles
Extensão das lesões
                das partes moles




 Três conseqüências:
Contaminação
Extensão das lesões
                das partes moles




 Três conseqüências:
Contaminação

Desvascularização
Extensão das lesões
                das partes moles




 Três conseqüências:
Contaminação

Desvascularização

Perda de função
Tratamento - histórico

“era da preservação da vida”
 ( Médicos da era hipocrática – amputações )

“a era da preservação do membro”
( Beursching e Botello – remoção dos tecidos
 desvitalizados ,século:XV e XVI )
( Desault – debridamento , século:XVIII )
( Lister – assepsia e antissepsia , fim da primeira guerra )
“a era da prevenção da infecção”
   ( Na segunda guerra uso da
 sulfa , debridamento cirúrgico )


  “a era da preservação da função”
  ( Consolidação da fratura e a
     reabilitação em menor
       espaço de tempo )
Objetivos :

Prevenção  de infecção
Obtenção da consolidação óssea
Cicatrização das partes moles
Recuperação funcional o mais
 precoce possível
Atendimento pré-hospitalar

Tratamento no local do trauma
     cobertura da ferida
     imobilização provisória

 Christian - 1998
    em 20 minutos               3,5%
    após 20 minutos             22,2%
Atendimento hospitalar


“Inicial”
Atendimento hospitalar
               Iniciar pelas recomendações do ATLS




“Inicial”
Atendimento hospitalar
               Iniciar pelas recomendações do ATLS
               Cobertura da ferida e imobilização




“Inicial”
Atendimento hospitalar
               Iniciar pelas recomendações do ATLS
               Cobertura da ferida e imobilização
               Manipulação da ferida no centro cirúrgico


“Inicial”
Atendimento hospitalar
               Iniciar pelas recomendações do ATLS
               Cobertura da ferida e imobilização
               Manipulação da ferida no centro cirúrgico
               Exame completo-pulsos/perfusão distal a fratura

“Inicial”
Atendimento hospitalar
               Iniciar pelas recomendações do ATLS
               Cobertura da ferida e imobilização
               Manipulação da ferida no centro cirúrgico
               Exame completo-pulsos/perfusão distal a fratura

“Inicial”
               Rx
Atendimento hospitalar
               Iniciar pelas recomendações do ATLS
               Cobertura da ferida e imobilização
               Manipulação da ferida no centro cirúrgico
               Exame completo-pulsos/perfusão distal a fratura

“Inicial”
               Rx
               Antibiótico-profilaxia
Atendimento hospitalar
               Iniciar pelas recomendações do ATLS
               Cobertura da ferida e imobilização
               Manipulação da ferida no centro cirúrgico
               Exame completo-pulsos/perfusão distal a fratura

“Inicial”
               Rx
               Antibiótico-profilaxia
               Registrar todos os dados colhidos
Atendimento hospitalar
               Iniciar pelas recomendações do ATLS
               Cobertura da ferida e imobilização
               Manipulação da ferida no centro cirúrgico
               Exame completo-pulsos/perfusão distal a fratura

“Inicial”
               Rx
               Antibiótico-profilaxia
               Registrar todos os dados colhidos
               Tétano-profilaxia
Atendimento hospitalar
               Iniciar pelas recomendações do ATLS
               Cobertura da ferida e imobilização
               Manipulação da ferida no centro cirúrgico
               Exame completo-pulsos/perfusão distal a fratura

“Inicial”
               Rx
               Antibiótico-profilaxia
               Registrar todos os dados colhidos
               Tétano-profilaxia
Cultura na fase inicial
Cultura na fase inicial

 Controverso
Cultura na fase inicial

 Controverso
 Lee   e Chapman(1991) :
Cultura na fase inicial

 Controverso
 Lee   e Chapman(1991) :
 Germes  iniciais raramente são os mesmos das culturas
 obtidas quando de infecções subseqüentes.
Cultura na fase inicial

 Controverso
 Lee   e Chapman(1991) :
 Germes   iniciais raramente são os mesmos das culturas
  obtidas quando de infecções subseqüentes.
 Esses germes iniciais representam a flora normal da pele
  ( S.epidermidis , P.acnes , Corynebacterium species e
  Micrococcus ) .
Cultura na fase inicial

 Controverso
 Lee   e Chapman(1991) :
 Germes   iniciais raramente são os mesmos das culturas
  obtidas quando de infecções subseqüentes.
 Esses germes iniciais representam a flora normal da pele
  ( S.epidermidis , P.acnes , Corynebacterium species e
  Micrococcus ) .
 Esse procedimento aumenta os custos do tratamento
Germe mais freqüente encontrado
         nas fraturas infectadas:


             Staphylococcus aureus
(germes gram-negativos e principalmente de infecções mistas nos
  tipos IIIA, IIIB e IIIC.)



   Nos casos mais graves com alto grau de contaminação devemos realizar a
    cultura.
 Primeiro   relato de Gustillo e
            Anderson(1972 )
             fraturas:
                    tipo I – 0%
                    tipo II – 3,8%
                    tipo III – 9%
           Revisão em 1990 – Gustillo

                    tipo I – 0 e 1%
                    tipo II – 2 e 7%



1º-A gravidade da fratura           2º-Infecções mistas
aumentou
Antibioticoterapia

 Uso profilático
 Uso terapêutico
 Patzakis(1974)-base do tto nessas fraturas

    estudo duplo-cego com três grupos:
    1º grupo-cefalosporinas 2,3%
    2º grupo-penicilina + estreptomicina 9,7%
    3º grupo-placebo 13,9%
Esquema de Chapman,Gustillo e Russel
Tempo de uso

 Intravenosa   deve ser começada o mais precoce possível

 Varia   de autores de 1 até 7 dias

(em infecção precoce manter o esquema até o resultado da
  cultura, iniciando-se então o esquema adequado )
Tratamento Cirúrgico
Tratamento Cirúrgico


    Debridamento
Tratamento Cirúrgico


    Debridamento
      Irrigação
Tratamento Cirúrgico


    Debridamento
      Irrigação
 Tratamento da ferida
Tratamento Cirúrgico


    Debridamento
      Irrigação
 Tratamento da ferida
       Fixação
Tratamento Cirúrgico


    Debridamento
      Irrigação
 Tratamento da ferida
       Fixação
   AMPUTAÇÃO
Debridamento
Debridamento
 Sudkamp(2000)   – é o ato médico mais eficaz
Debridamento
 Sudkamp(2000)  – é o ato médico mais eficaz
 Deve ser precoce – nas primeiras quatro horas
Debridamento
 Sudkamp(2000)  – é o ato médico mais eficaz
 Deve ser precoce – nas primeiras quatro horas
 Limpeza mecânica – deve ser feita no centro cirúrgico
Debridamento
 Sudkamp(2000)  – é o ato médico mais eficaz
 Deve ser precoce – nas primeiras quatro horas
 Limpeza mecânica – deve ser feita no centro cirúrgico
 Objetivos:   remover corpo estranho
Debridamento
 Sudkamp(2000)  – é o ato médico mais eficaz
 Deve ser precoce – nas primeiras quatro horas
 Limpeza mecânica – deve ser feita no centro cirúrgico
 Objetivos:   remover corpo estranho
               remover tecido desvitalizado
Debridamento
 Sudkamp(2000)  – é o ato médico mais eficaz
 Deve ser precoce – nas primeiras quatro horas
 Limpeza mecânica – deve ser feita no centro cirúrgico
 Objetivos:   remover corpo estranho
               remover tecido desvitalizado
               reduzir contaminação bacteriana
Debridamento
 Sudkamp(2000)  – é o ato médico mais eficaz
 Deve ser precoce – nas primeiras quatro horas
 Limpeza mecânica – deve ser feita no centro cirúrgico
 Objetivos:   remover corpo estranho
               remover tecido desvitalizado
               reduzir contaminação bacteriana
               criar uma ferida vascularizada
Critério dos quatros “C”
Critério dos quatros “C”
Cor
                            Circulação
Critério dos quatros “C”
                            Contratilidade
                            Consistência
Cor
                            Circulação
Critério dos quatros “C”
                            Contratilidade
                            Consistência


         “Segunda olhada”- 48 a 72h
Cor
                                Circulação
  Critério dos quatros “C”
                                Contratilidade
                                Consistência


            “Segunda olhada”- 48 a 72h


Fragmentos ósseos sem inserções musculares deverão ser
removidos mesmo que deixem grandes “gaps ósseos”
Irrigação
Irrigação

 Ideal- mais de 10 litros
 de solução salina.
Irrigação

 Ideal - mais de 10 litros
  de solução salina.
 Remover detritos
Irrigação

 Ideal - mais de 10 litros
  de solução salina.
 Remover detritos
 É controverso o uso de
  antibiótico diluído
Irrigação

 Ideal - mais de 10 litros
  de solução salina.
 Remover detritos
 É controverso o uso de
  antibiótico diluído
Fechamento da ferida

A  decisão é do cirurgião
 Fechamento primário
 Fechamento posterior
 Primário : - ferida limpa
              - tecidos desvitalizados e corpo estranho
   foram removidos
            - tecidos viáveis
            - sutura sem tensão
            - ausência de espaço morto
 Fraturas   tipo - I preenchem esses requisitos

 Fraturas   tipo - II devem ser avaliados

 Fraturas   tipo - III não primariamente

 Brumback(1992) afirma que, sempre que houver
 dúvidas, não há dúvidas: deixe-a aberta.

 Grande complicação é - INFECÇÃO
Fixação da fratura
         ?     ?
    ?              ?
?                      ?
Fixação da fratura
         ?     ?
    ?              ?
?                      ?
Fixação da fratura
         ?     ?
    ?                ?
?                        ?


                   Aparelhos
                   gessados
Fixação da fratura
         ?     ?
    ?                ?
?                        ?


                   Aparelhos
                   gessados


                Placas / parafusos
Fixação da fratura
         ?     ?
    ?                ?
?                        ?


Fixação            Aparelhos
externa            gessados


                Placas / parafusos
Fixação da fratura
                      ?           ?
                ?                         ?
            ?                                    ?


           Fixação                    Aparelhos
           externa                    gessados

       Hastes                       Placas / parafusos
  intramedulares
Os cirurgiões ortopédicos devem estar capacitados a usar todas estas técnica.
Escolha do método cirúrgico

            “Personalidade da
                 fratura”
                Interna


                Externa



                Amputação
Fixação Externa




                  35
Fixação Externa




                  35
Fixação Interna




                  36
Fixação Interna




                  36
Imobilizações Provisórias




                        37
Outras
 Tração Cutânea

Tração Esquelética

   Amputação




                              38
Outras
 Tração Cutânea

Tração Esquelética

   Amputação




                              38
Complicacões




               39
Complicacões
 Precoces   e Tardias




                                39
Complicacões
 Precoces   e Tardias




                                39
Complicacões
 Precoces    e Tardias

 Precoces:
          infecção de FO, síndrome
 compartimental, necroses de extremidades




                                            39
Complicacões
 Precoces    e Tardias

 Precoces:
          infecção de FO, síndrome
 compartimental, necroses de extremidades




                                            39
Complicacões
 Precoces    e Tardias

 Precoces:
          infecção de FO, síndrome
 compartimental, necroses de extremidades

 Tardias:osteomielites crônicas, consolidação
 viciosa, pseudoartroses



                                                 39

Fratura Exposta 2011

  • 1.
    Fraturas Expostas Luiz Antônio Vianna Lopes Carlos A S de Andrade
  • 2.
    Definição “Ruptura na pele e nos tecidos moles subjacentes,ou seja,o invólucro, permitindo a comunicação óssea direta ou do seu hematoma com o meio ambiente.” ( Lourenço e Franco 1998 ) Esta comunicação com o meio ambiente também ocorre através da boca, do tubo digestivo, da vagina e do ânus, estes últimos com grande freqüência nos casos de fraturas do anel pélvico.
  • 4.
    O diagnóstico podeser fácil quando presente um fragmento ósseo através da ferida, mas pode ser difícil, quando a ferida é pequena ou está distante do local da fratura.
  • 5.
    O diagnóstico pode ser fácil quando presente um fragmento ósseo através da ferida, mas pode ser difícil, quando a ferida é pequena ou está distante do local da fratura.  Quando uma fratura ocorre no mesmo segmento do membro com uma ferida, ela deverá ser considerada uma fratura exposta, até que surjam provas do contrário.
  • 6.
  • 7.
    Histórico  Hipócrates,diz-se,consideravaa guerrao mais apropriado terreno de treinamento para cirurgiões.
  • 8.
    Histórico  Hipócrates,diz-se,considerava a guerra o mais apropriado terreno de treinamento para cirurgiões.  Erro de concepção: as doenças não curáveis pelo aço (faca) eram curáveis pelo fogo (cautério).
  • 9.
    Histórico  Hipócrates,diz-se,considerava a guerra o mais apropriado terreno de treinamento para cirurgiões.  Erro de concepção: as doenças não curáveis pelo aço (faca) eram curáveis pelo fogo (cautério).
  • 10.
    Histórico  Hipócrates,diz-se,considerava a guerra o mais apropriado terreno de treinamento para cirurgiões.  Erro de concepção: as doenças não curáveis pelo aço (faca) eram curáveis pelo fogo (cautério).  Galeno e seus seguidores atribuíram importância a purulência, considerando-a essencial ao processo de reparação.
  • 11.
  • 12.
    Histórico  Brunschwing eBotelho-XV e XVI - remoção dos tecidos desvitalizados  Desault-XVIII – “debridamento”  I Guerra Mundial:o exército alemão e subseqüentemente os aliados enfatizaram o debridamento das feridas por projéteis  II Guerra Mundial-começou exatamente após a era das sulfas, aplicada sobre as feridas  Guerra da Coréia-antibióticos tornaram- se disponíveis.
  • 13.
    Três Categorias O corpo está parado é atingido por um objeto em movimento.  O corpo está em movimento e atinge um objeto parado.  O corpo está em movimento e atinge outro objeto ou corpo em movimento.
  • 14.
    Três Categorias O corpo está parado é atingido por um objeto em movimento.  O corpo está em movimento e atinge um objeto parado.  O corpo está em movimento e atinge outro objeto ou corpo em movimento.
  • 15.
    Três Categorias O corpo está parado é atingido por um objeto em movimento  O corpo está em movimento e atinge um objeto parado  O corpo está em movimento e atinge outro objeto ou corpo em movimento
  • 16.
    Três Categorias O corpo está parado é atingido por um objeto em movimento  O corpo está em movimento e atinge um objeto parado  O corpo está em movimento e atinge outro objeto ou corpo em movimento
  • 17.
    Três Categorias O corpo está parado é atingido por um objeto em movimento  O corpo está em movimento e atinge um objeto parado  O corpo está em movimento e atinge outro objeto ou corpo em movimento
  • 18.
    Tipos de Lesões K =mv2/2 Alta energia Prognóstico Baixa energia extensão/quantidade de tecido desvitalizado tipo /grau de contaminação bacteriana ( Chapman e Olsen,1996 )
  • 19.
    Diagnóstico  Clínico  ExamesComplementares  Hematologia  Bioquímica  Radiologia: raios-x 10
  • 20.
    Binômio: fratura/partes moles Classificação prognóstico tratamento
  • 21.
  • 22.
    Classificação Grau de lesãode partes moles Grau de contaminação Padrão da fratura Estado vascular Presença ou não de síndrome compartimental ( Brumback – 1992 )
  • 23.
    Classificação de Tschernepara lesão de partes moles associadas às fraturas expostas Fraturas expostas  Grau 1: ferimento simples por fragmento ósseo perfurante, nenhuma ou pouca contusão de pele, fratura simples.  Grau 2 : laceração cutânea com contusão simultânea circunscrita, contusão partes moles moderada, contaminação, qualquer tipo de fratura.  Grau 3 : grave lesão de partes moles. Freqüente lesão vasculonervosa, isquemia. Fraturas graves, áreas rurais e/ou contaminadas, síndrome compartimental.  Grau 4 : amputação traumática parcial ou total. Lesão vascular que requer reparo para viabilidade do membro.
  • 24.
    Extensão das lesões das partes moles
  • 25.
    Extensão das lesões das partes moles Três conseqüências: Contaminação
  • 26.
    Extensão das lesões das partes moles Três conseqüências: Contaminação Desvascularização
  • 27.
    Extensão das lesões das partes moles Três conseqüências: Contaminação Desvascularização Perda de função
  • 28.
    Tratamento - histórico “erada preservação da vida” ( Médicos da era hipocrática – amputações ) “a era da preservação do membro” ( Beursching e Botello – remoção dos tecidos desvitalizados ,século:XV e XVI ) ( Desault – debridamento , século:XVIII ) ( Lister – assepsia e antissepsia , fim da primeira guerra )
  • 29.
    “a era daprevenção da infecção” ( Na segunda guerra uso da sulfa , debridamento cirúrgico ) “a era da preservação da função” ( Consolidação da fratura e a reabilitação em menor espaço de tempo )
  • 30.
    Objetivos : Prevenção de infecção Obtenção da consolidação óssea Cicatrização das partes moles Recuperação funcional o mais precoce possível
  • 31.
    Atendimento pré-hospitalar Tratamento nolocal do trauma cobertura da ferida imobilização provisória Christian - 1998 em 20 minutos 3,5% após 20 minutos 22,2%
  • 32.
  • 33.
    Atendimento hospitalar  Iniciar pelas recomendações do ATLS “Inicial”
  • 34.
    Atendimento hospitalar  Iniciar pelas recomendações do ATLS  Cobertura da ferida e imobilização “Inicial”
  • 35.
    Atendimento hospitalar  Iniciar pelas recomendações do ATLS  Cobertura da ferida e imobilização  Manipulação da ferida no centro cirúrgico “Inicial”
  • 36.
    Atendimento hospitalar  Iniciar pelas recomendações do ATLS  Cobertura da ferida e imobilização  Manipulação da ferida no centro cirúrgico  Exame completo-pulsos/perfusão distal a fratura “Inicial”
  • 37.
    Atendimento hospitalar  Iniciar pelas recomendações do ATLS  Cobertura da ferida e imobilização  Manipulação da ferida no centro cirúrgico  Exame completo-pulsos/perfusão distal a fratura “Inicial”  Rx
  • 38.
    Atendimento hospitalar  Iniciar pelas recomendações do ATLS  Cobertura da ferida e imobilização  Manipulação da ferida no centro cirúrgico  Exame completo-pulsos/perfusão distal a fratura “Inicial”  Rx  Antibiótico-profilaxia
  • 39.
    Atendimento hospitalar  Iniciar pelas recomendações do ATLS  Cobertura da ferida e imobilização  Manipulação da ferida no centro cirúrgico  Exame completo-pulsos/perfusão distal a fratura “Inicial”  Rx  Antibiótico-profilaxia  Registrar todos os dados colhidos
  • 40.
    Atendimento hospitalar  Iniciar pelas recomendações do ATLS  Cobertura da ferida e imobilização  Manipulação da ferida no centro cirúrgico  Exame completo-pulsos/perfusão distal a fratura “Inicial”  Rx  Antibiótico-profilaxia  Registrar todos os dados colhidos  Tétano-profilaxia
  • 41.
    Atendimento hospitalar  Iniciar pelas recomendações do ATLS  Cobertura da ferida e imobilização  Manipulação da ferida no centro cirúrgico  Exame completo-pulsos/perfusão distal a fratura “Inicial”  Rx  Antibiótico-profilaxia  Registrar todos os dados colhidos  Tétano-profilaxia
  • 42.
  • 43.
    Cultura na faseinicial  Controverso
  • 44.
    Cultura na faseinicial  Controverso  Lee e Chapman(1991) :
  • 45.
    Cultura na faseinicial  Controverso  Lee e Chapman(1991) :  Germes iniciais raramente são os mesmos das culturas obtidas quando de infecções subseqüentes.
  • 46.
    Cultura na faseinicial  Controverso  Lee e Chapman(1991) :  Germes iniciais raramente são os mesmos das culturas obtidas quando de infecções subseqüentes.  Esses germes iniciais representam a flora normal da pele ( S.epidermidis , P.acnes , Corynebacterium species e Micrococcus ) .
  • 47.
    Cultura na faseinicial  Controverso  Lee e Chapman(1991) :  Germes iniciais raramente são os mesmos das culturas obtidas quando de infecções subseqüentes.  Esses germes iniciais representam a flora normal da pele ( S.epidermidis , P.acnes , Corynebacterium species e Micrococcus ) .  Esse procedimento aumenta os custos do tratamento
  • 48.
    Germe mais freqüenteencontrado nas fraturas infectadas: Staphylococcus aureus (germes gram-negativos e principalmente de infecções mistas nos tipos IIIA, IIIB e IIIC.)  Nos casos mais graves com alto grau de contaminação devemos realizar a cultura.
  • 49.
     Primeiro relato de Gustillo e Anderson(1972 ) fraturas: tipo I – 0% tipo II – 3,8% tipo III – 9%  Revisão em 1990 – Gustillo tipo I – 0 e 1% tipo II – 2 e 7% 1º-A gravidade da fratura 2º-Infecções mistas aumentou
  • 50.
    Antibioticoterapia  Uso profilático Uso terapêutico  Patzakis(1974)-base do tto nessas fraturas estudo duplo-cego com três grupos: 1º grupo-cefalosporinas 2,3% 2º grupo-penicilina + estreptomicina 9,7% 3º grupo-placebo 13,9%
  • 51.
  • 52.
    Tempo de uso Intravenosa deve ser começada o mais precoce possível  Varia de autores de 1 até 7 dias (em infecção precoce manter o esquema até o resultado da cultura, iniciando-se então o esquema adequado )
  • 53.
  • 54.
  • 55.
    Tratamento Cirúrgico Debridamento Irrigação
  • 56.
    Tratamento Cirúrgico Debridamento Irrigação Tratamento da ferida
  • 57.
    Tratamento Cirúrgico Debridamento Irrigação Tratamento da ferida Fixação
  • 58.
    Tratamento Cirúrgico Debridamento Irrigação Tratamento da ferida Fixação AMPUTAÇÃO
  • 59.
  • 60.
    Debridamento  Sudkamp(2000) – é o ato médico mais eficaz
  • 61.
    Debridamento  Sudkamp(2000) – é o ato médico mais eficaz  Deve ser precoce – nas primeiras quatro horas
  • 62.
    Debridamento  Sudkamp(2000) – é o ato médico mais eficaz  Deve ser precoce – nas primeiras quatro horas  Limpeza mecânica – deve ser feita no centro cirúrgico
  • 63.
    Debridamento  Sudkamp(2000) – é o ato médico mais eficaz  Deve ser precoce – nas primeiras quatro horas  Limpeza mecânica – deve ser feita no centro cirúrgico  Objetivos: remover corpo estranho
  • 64.
    Debridamento  Sudkamp(2000) – é o ato médico mais eficaz  Deve ser precoce – nas primeiras quatro horas  Limpeza mecânica – deve ser feita no centro cirúrgico  Objetivos: remover corpo estranho remover tecido desvitalizado
  • 65.
    Debridamento  Sudkamp(2000) – é o ato médico mais eficaz  Deve ser precoce – nas primeiras quatro horas  Limpeza mecânica – deve ser feita no centro cirúrgico  Objetivos: remover corpo estranho remover tecido desvitalizado reduzir contaminação bacteriana
  • 66.
    Debridamento  Sudkamp(2000) – é o ato médico mais eficaz  Deve ser precoce – nas primeiras quatro horas  Limpeza mecânica – deve ser feita no centro cirúrgico  Objetivos: remover corpo estranho remover tecido desvitalizado reduzir contaminação bacteriana criar uma ferida vascularizada
  • 68.
  • 69.
  • 70.
    Cor Circulação Critério dos quatros “C” Contratilidade Consistência
  • 71.
    Cor Circulação Critério dos quatros “C” Contratilidade Consistência “Segunda olhada”- 48 a 72h
  • 72.
    Cor Circulação Critério dos quatros “C” Contratilidade Consistência “Segunda olhada”- 48 a 72h Fragmentos ósseos sem inserções musculares deverão ser removidos mesmo que deixem grandes “gaps ósseos”
  • 73.
  • 74.
    Irrigação  Ideal- maisde 10 litros de solução salina.
  • 75.
    Irrigação  Ideal -mais de 10 litros de solução salina.  Remover detritos
  • 76.
    Irrigação  Ideal -mais de 10 litros de solução salina.  Remover detritos  É controverso o uso de antibiótico diluído
  • 77.
    Irrigação  Ideal -mais de 10 litros de solução salina.  Remover detritos  É controverso o uso de antibiótico diluído
  • 78.
    Fechamento da ferida A decisão é do cirurgião  Fechamento primário  Fechamento posterior  Primário : - ferida limpa - tecidos desvitalizados e corpo estranho foram removidos - tecidos viáveis - sutura sem tensão - ausência de espaço morto
  • 79.
     Fraturas tipo - I preenchem esses requisitos  Fraturas tipo - II devem ser avaliados  Fraturas tipo - III não primariamente Brumback(1992) afirma que, sempre que houver dúvidas, não há dúvidas: deixe-a aberta. Grande complicação é - INFECÇÃO
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    Fixação da fratura ? ? ? ? ? ? Aparelhos gessados
  • 83.
    Fixação da fratura ? ? ? ? ? ? Aparelhos gessados Placas / parafusos
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    Fixação da fratura ? ? ? ? ? ? Fixação Aparelhos externa gessados Placas / parafusos
  • 85.
    Fixação da fratura ? ? ? ? ? ? Fixação Aparelhos externa gessados Hastes Placas / parafusos intramedulares Os cirurgiões ortopédicos devem estar capacitados a usar todas estas técnica.
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    Escolha do métodocirúrgico “Personalidade da fratura”  Interna  Externa  Amputação
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    Outras Tração Cutânea TraçãoEsquelética Amputação 38
  • 93.
    Outras Tração Cutânea TraçãoEsquelética Amputação 38
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    Complicacões  Precoces e Tardias  Precoces: infecção de FO, síndrome compartimental, necroses de extremidades 39
  • 98.
    Complicacões  Precoces e Tardias  Precoces: infecção de FO, síndrome compartimental, necroses de extremidades 39
  • 99.
    Complicacões  Precoces e Tardias  Precoces: infecção de FO, síndrome compartimental, necroses de extremidades  Tardias:osteomielites crônicas, consolidação viciosa, pseudoartroses 39