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Revolução Industrial foi a transição para novos processos de manufatura no período entre 1760 a algum
momento entre 1820 e 1840. Esta transformação incluiu a transição de métodos de produção artesanais para
a produção por máquinas, a fabricação de novos produtos químicos, novos processos de produção de ferro,
maior eficiência da energia da água, o uso crescente da energia a vapor e o desenvolvimento das máquinas-
ferramentas, além da substituição da madeira e de outros biocombustíveis pelo carvão. A revolução teve
início no Reino Unido e em poucas décadas se espalhou para a Europa Ocidental e os Estados Unidos.
A Revolução Industrial é um divisor de águas na história e quase todos os aspectos da vida cotidiana da época
foram influenciados de alguma forma por esse processo. Em particular, a renda média e a população
começaram a experimentar um crescimento sustentado sem precedentes históricos. Nas palavras de Robert E.
Lucas Jr., ganhador do Prêmio Nobel: "Pela primeira vez na história os padrões de vida das massas de
pessoas comuns começaram a se submeter a um crescimento sustentado ... Nada remotamente parecido com
este comportamento econômico é mencionado por economistas clássicos, até mesmo como uma possibilidade
teórica."
O início e a duração da Revolução Industrial variam de acordo com diferentes historiadores. Eric Hobsbawm
considera que a revolução "explodiu" na Grã-Bretanha na década de 1780 e não foi totalmente percebida até
a década de 1830 ou de 1840, enquanto T. S. Ashton considera que ela ocorreu aproximadamente entre
1760 e 1830. Alguns historiadores do século XX, como John Clapham e Nicholas Crafts, têm argumentado que
o processo de mudança econômica e social ocorreu de forma gradual e que o termo "revolução" é equivocado.
Este ainda é um assunto que está em debate entre os historiadores.
O PIB per capita manteve-se praticamente estável antes da Revolução Industrial e do surgimento da
economia capitalista moderna. A revolução começou uma era de forte crescimento econômico nas
economias capitalistas e existe um consenso entre historiadores econômicos de que o início da Revolução
Industrial é o evento mais importante na história da humanidade desde a domesticação de animais e
plantas. A Primeira Revolução Industrial evoluiu para a Segunda Revolução Industrial, nos anos de transição
entre 1840 e 1870, quando o progresso tecnológico e econômico ganhou força com a adoção crescente de
barcos a vapor, navios, ferrovias, fabricação em larga escala de máquinas e o aumento do uso de fábricas que
utilizavam a energia a vapor.
Contexto histórico
Antes da Revolução Industrial, a atividade produtiva era artesanal e manual (daí o termo manufatura), no
máximo com o emprego de algumas máquinas simples. Dependendo da escala, grupos de artesãos podiam se
organizar e dividir algumas etapas do processo, mas muitas vezes um mesmo artesão cuidava de todo o
processo, desde a obtenção da matéria-prima até à comercialização do produto final. Esses trabalhos eram
realizados em oficinas nas casas dos próprios artesãos e os profissionais da época dominavam muitas (se
não todas) etapas do processo produtivo.
Com a Revolução Industrial os trabalhadores perderam o controle do processo produtivo, uma vez que
passaram a trabalhar para um patrão (na qualidade de empregados ou operários), perdendo a posse da
matéria-prima, do produto final e do lucro. Esses trabalhadores passaram a controlar máquinas que
pertenciam aos donos dos meios de produção os quais passaram a receber todos os lucros. O trabalho
realizado com as máquinas ficou conhecido por maquinofatura.
Esse momento de passagem marca o ponto culminante de uma evolução tecnológica, econômica e social que
vinha se processando na Europa desde a BaixaIdade Média, com ênfase nos países onde a Reforma
Protestante tinha conseguido destronar a influência da Igreja Católica: Inglaterra, Escócia, Países
Baixos,Suécia. Nos países fiéis ao catolicismo, a Revolução Industrial eclodiu, em geral, mais tarde, e num
esforço declarado de copiar aquilo que se fazia nos países mais avançados tecnologicamente: os países
protestantes.
De acordo com a teoria de Karl Marx, a Revolução Industrial, iniciada na Grã-Bretanha, integrou o conjunto
das chamadas Revoluções Burguesas do século XVIII, responsáveis pela crise do Antigo Regime, na
passagem do capitalismo comercial para o industrial. Os outros dois movimentos que a acompanham são
aIndependência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa que, sob influência dos
princípios iluministas, assinalam a transição da Idade Moderna para a Idade Contemporânea. Para Marx, o
capitalismo seria um produto da Revolução Industrial e não sua causa.
Com a evolução do processo, no plano das Relações Internacionais, o século XIX foi marcado pela hegemonia
mundial britânica, um período de acelerado progresso econômico-tecnológico, de expansão colonialista e das
primeiras lutas e conquistas dos trabalhadores. Durante a maior parte do período, o trono britânico foi ocupado
pela rainha Vitória (1837-1901), razão pela qual é denominado como Era Vitoriana. Ao final do período, a
busca por novas áreas para colonizar e descarregar os produtos maciçamente produzidos pela Europa
produziu uma acirrada disputa entre as potências industrializadas, causando diversos conflitos e um crescente
espírito armamentista que culminou, mais tarde, na eclosão, da Primeira Guerra Mundial (1914).
A Revolução Industrial ocorreu primeiramente na Europa devido a três fatores: 1) os comerciantes e os
mercadores europeus eram vistos como os principais manufaturadores e comerciantes do mundo, detendo
ainda a confiança e reciprocidade dos governantes quanto à manutenção da economia em seus estados; 2) a
existência de um mercado em expansão para seus produtos, tendo a Índia, a África, a América do Norte e a
América do Sul sido integradas ao esquema da expansão econômica européia; e 3) o contínuo crescimento
de sua população, que oferecia um mercado sempre crescente de bens manufaturados, além de uma reserva
adequada (e posteriormente excedente) de mão-de-obra.
O incentivo ao avanço tecnológico, assim como a crescente influência da mídia prepara-nos para enfrentar
situações atípicas decorrentes das diversas correntes de pensamento. Por outro lado, a complexidade dos
estudos efetuados cumpre um papel essencial na formulação dos modos de operação convencionais. Não
obstante, a contínua expansão de nossa atividade facilita a criação dos paradigmas corporativos.
Avanços tecnológicos
O motor a vapor
As primeiras máquinas a vapor foram construídas na Inglaterra durante o século XVIII. Retiravam a água
acumulada nas minas de ferro e de carvão e fabricavam tecidos. Graças a essas máquinas, a produção de
mercadorias aumentou muito. E os lucros dos burgueses donos de fábricas cresceram na mesma proporção.
Por isso, os empresários ingleses começaram a investir na instalação de indústrias.
As fábricas se espalharam rapidamente pela Inglaterra e provocaram mudanças tão profundas que os
historiadores atuais chamam aquele período de Revolução Industrial. O modo de vida e a mentalidade de
milhões de pessoas se transformaram, numa velocidade espantosa. O mundo novo do capitalismo, da cidade,
da tecnologia e da mudança incessante triunfou.
As máquinas a vapor bombeavam a água para fora das minas de carvão. Eram tão importantes quanto as
máquinas que produziam tecidos.
As carruagens viajavam a 12 km/h e os cavalos, quando se cansavam, tinham de ser trocados durante o
percurso. Um trem da época alcançava 45 km/h e podia seguir centenas de quilômetros. Assim, a Revolução
Industrial tornou o mundo mais veloz. Como essas máquinas substituíam a força dos cavalos, convencionou-
se em medir a potência desses motores em HP (do inglês horse power ou cavalo-força).
Industrialização da Europa continental e expansão pelo mundo
Até 1850, a Inglaterra continuou dominando o primeiro lugar entre os países industrializados. Embora outros
países já contassem com fábricas e equipamentos modernos, esses eram considerados uma "miniatura de
Inglaterra", como por exemplo os vales de Ruhr eWupper na Alemanha, que eram bem desenvolvidos, porém
não possuíam a tecnologia das fábricas inglesas.
Na Europa, os maiores centros de desenvolvimento industrial, na época, eram as regiões mineradoras de
carvão; lugares como o norte daFrança, nos vales do Rio Sambre e Meuse, na Alemanha, no vale de Ruhr, e
também em algumas regiões da Bélgica. A Alemanha nessa época ainda não havia sido unificada. Eram 39
pequenos reinos e dentre esses a Prússia, que liderava a Revolução Industrial. A Alemanha se unificou em
1871, quando a Prússia venceu a Guerra Franco-Prussiana.
Fora estes lugares, a industrialização ficou presa:
• às principais cidades, como Paris e Berlin.
• aos centro de interligação viária, como Lyon, Colônia,Frankfurt am Main,Cracóvia e Varsóvia
• aos principais portos, comoHamburgo,Bremen,Roterdã,Le Havre,Marselha;
• a polos têxteis, comoLille,Região do Ruhr,Roubaix,Barmen-Elberfeld(Wuppertal),Chemmitz,Lodz e
Moscou
• e a distritos siderúrgicos e indústria pesada, na bacia do rio Loire, do Sarre, e da Silésia.
Após 1830, a produção industrial se descentralizou da Inglaterra e se expandiu rapidamente pelo mundo,
principalmente para o noroeste europeu, e para o leste dos Estados Unidos. Porém, cada país se desenvolveu
em um ritmo diferente baseado nas condições econômicas, sociais e culturais de cada lugar.
Na Alemanha lutado a Guerra Franco-prusiana em1870, houve aUnificação Alemãque, liderada por
Bismark, impulsionou a Revolução Industrial no país que já estava ocorrendo desde 1815. Foi a partir dessa
época que a produção de ferro fundido começou a aumentar de forma exponencial.
NaItáliaa unificação política realizada em 1870, à semelhança do que ocorreu na Alemanha, impulsionou,
mesmo que atrasada,a industrialização dopaís. Essa só atingiu ao norte da Itália, pois o sul continuou
basicamente agrário.
Muito mais tarde, começou a industrialização na Rússia nas décadas do século XIX. Os principais fatores para
que ela acontecesse foram a grande disponibilidade de mão-de-obra, intervenção governamental na economia
através de subsídios e investimentos estrangeiros à indústria.
A modernização doJapãodata do início daera Meiji, em 1867, quando a superação do feudalismo unificou o
país. Apropriedade privadafoi estabelecida. A autoridade política foi centralizada possibilitando a intervenção
estatal do governo central na economia, o que resultou no subsidio a indústria. E como a mão-de-obra ficou
livre dos senhores feudais, ocorreu assimilação da tecnologia ocidental e o Japão passou de um dos países
mais atrasados do mundo a um país industrializado.
NosEstados Unidosa industrialização começou no final do século XVIII, e foi somente após aGuerra da
Secessãoque todo o país se tornou industrializado. A industrialização relativamente tardia dos EUA em relação
à Inglaterra pode ser explicada pelo fato de que nos EUA existia muita terra per capita, já na Inglaterra existia
pouca terra per capita, assim os EUA tinham uma vantagem comparativa naagriculturaem relação à Inglaterra
e consequentemente demorou bastante tempo para que a indústria ficasse mais importante que a agricultura.
Outro fator é que os Estados do sul eram escravagistas o que retardava a acumulação de capital, como tinham
muita terra eram essencialmente agrários, impedindo a total industrialização do país que até a segunda
metade do século XIX era constituído só pelos Estados da faixa leste do atual Estados Unidos. O término do
conflito resultou na abolição da escravatura o que elevou a produtividade da mão de obra. aumentando assim
a velocidade de acumulação de capital, e também muitas riquezas naturais foram encontradas no período
incentivando a industrialização.
Sindicatos e movimentos de trabalhadores
Os empregados das fábricas formaram associações esindicatos, a princípio proibidos e duramente reprimidos,
durante a Primeira Revolução Industrial. Na segunda metade do século XIX, a organização dos trabalhadores
assume um considerável nível de ideologização. O sindicalismo na virada do século XX é caracterizado por
veleidades revolucionárias e de independência em relação aospartidos políticos.
Após aPrimeira Guerra Mundial, uma parte dos sindicatos se alinha ao ideáriosocialistaecomunista, enquanto
outra parte se inclina para oreformismoou para atradição cristã. Em 1864 é criada emLondresaAssociação
Internacional de Trabalhadores, aInternacional, primeira central sindical mundial da classe trabalhadora. No
mesmo ano, na França, é reconhecido o direito degreve. Em 1919 é criada a Organização Internacional do
Trabalho, um dos mais antigos organismos internacionais, com direção tripartite, composta por representantes
dos governos, dos trabalhadores e dos empregadores.
Movimento Ludista (1811-1812)
Ludismo
Reclamações contra asmáquinasinventadas após a revolução para poupar a mão-de-obra já eram normais.
Mas foi em1811ue o estopim estourou e surgiu o movimento ludista, uma forma mais radical de protesto. O
nome deriva deNed Ludd, um dos líderes do movimento. Os luditas chamaram muita atenção pelos seus atos.
Invadiram fábricas e destruíram máquinas, que, segundo os luditas, por serem mais eficientes que os homens,
tiravam seus trabalhos, requerendo, contudo, duras horas de jornada de trabalho. Os manifestantes sofreram
uma violenta repressão, foram condenados à prisão, à deportação e até àforca. Os luditas ficaram lembrados
como "os quebradores de máquinas". Anos depois os operários ingleses mais experientes adotaram métodos
mais eficientes de luta, como agrevee o movimento sindical.
Movimento Cartista (1837-1848)
Cartismo
O "movimento cartista" foi organizado pela Associação dosOperários, exigindo melhorescondições de trabalho,
incluindo:
• a limitação de oito horas para a jornada de trabalho
• a regulamentação do trabalho feminino
• a extinção do trabalho infantil
• a folga semanal
• o salário mínimo
Este movimento lutou ainda pela instituição de novosdireitos políticos, como o estabelecimento dosufrágio
universal( nesta época, o voto era um direito dos homens, apenas), a extinção da exigência de
terpropriedadespara que se pudesse ser eleito para oparlamentoe o fim dovoto censitário. Esse movimento se
destacou por sua organização e por sua forma de atuação, chegando a conquistar diversos direitos políticos
para os trabalhadores.
INSTITUTO ADVENTISTA DE MANAUS
HISTÓRIA
MANAUS-AM
NOMES:
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
MANAUS, 24 DE MARÇO DE 2014.

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Revolucao

  • 1. Revolução Industrial foi a transição para novos processos de manufatura no período entre 1760 a algum momento entre 1820 e 1840. Esta transformação incluiu a transição de métodos de produção artesanais para a produção por máquinas, a fabricação de novos produtos químicos, novos processos de produção de ferro, maior eficiência da energia da água, o uso crescente da energia a vapor e o desenvolvimento das máquinas- ferramentas, além da substituição da madeira e de outros biocombustíveis pelo carvão. A revolução teve início no Reino Unido e em poucas décadas se espalhou para a Europa Ocidental e os Estados Unidos. A Revolução Industrial é um divisor de águas na história e quase todos os aspectos da vida cotidiana da época foram influenciados de alguma forma por esse processo. Em particular, a renda média e a população começaram a experimentar um crescimento sustentado sem precedentes históricos. Nas palavras de Robert E. Lucas Jr., ganhador do Prêmio Nobel: "Pela primeira vez na história os padrões de vida das massas de pessoas comuns começaram a se submeter a um crescimento sustentado ... Nada remotamente parecido com este comportamento econômico é mencionado por economistas clássicos, até mesmo como uma possibilidade teórica." O início e a duração da Revolução Industrial variam de acordo com diferentes historiadores. Eric Hobsbawm considera que a revolução "explodiu" na Grã-Bretanha na década de 1780 e não foi totalmente percebida até a década de 1830 ou de 1840, enquanto T. S. Ashton considera que ela ocorreu aproximadamente entre 1760 e 1830. Alguns historiadores do século XX, como John Clapham e Nicholas Crafts, têm argumentado que o processo de mudança econômica e social ocorreu de forma gradual e que o termo "revolução" é equivocado. Este ainda é um assunto que está em debate entre os historiadores. O PIB per capita manteve-se praticamente estável antes da Revolução Industrial e do surgimento da economia capitalista moderna. A revolução começou uma era de forte crescimento econômico nas economias capitalistas e existe um consenso entre historiadores econômicos de que o início da Revolução Industrial é o evento mais importante na história da humanidade desde a domesticação de animais e plantas. A Primeira Revolução Industrial evoluiu para a Segunda Revolução Industrial, nos anos de transição entre 1840 e 1870, quando o progresso tecnológico e econômico ganhou força com a adoção crescente de barcos a vapor, navios, ferrovias, fabricação em larga escala de máquinas e o aumento do uso de fábricas que utilizavam a energia a vapor. Contexto histórico Antes da Revolução Industrial, a atividade produtiva era artesanal e manual (daí o termo manufatura), no máximo com o emprego de algumas máquinas simples. Dependendo da escala, grupos de artesãos podiam se organizar e dividir algumas etapas do processo, mas muitas vezes um mesmo artesão cuidava de todo o processo, desde a obtenção da matéria-prima até à comercialização do produto final. Esses trabalhos eram realizados em oficinas nas casas dos próprios artesãos e os profissionais da época dominavam muitas (se não todas) etapas do processo produtivo.
  • 2. Com a Revolução Industrial os trabalhadores perderam o controle do processo produtivo, uma vez que passaram a trabalhar para um patrão (na qualidade de empregados ou operários), perdendo a posse da matéria-prima, do produto final e do lucro. Esses trabalhadores passaram a controlar máquinas que pertenciam aos donos dos meios de produção os quais passaram a receber todos os lucros. O trabalho realizado com as máquinas ficou conhecido por maquinofatura. Esse momento de passagem marca o ponto culminante de uma evolução tecnológica, econômica e social que vinha se processando na Europa desde a BaixaIdade Média, com ênfase nos países onde a Reforma Protestante tinha conseguido destronar a influência da Igreja Católica: Inglaterra, Escócia, Países Baixos,Suécia. Nos países fiéis ao catolicismo, a Revolução Industrial eclodiu, em geral, mais tarde, e num esforço declarado de copiar aquilo que se fazia nos países mais avançados tecnologicamente: os países protestantes. De acordo com a teoria de Karl Marx, a Revolução Industrial, iniciada na Grã-Bretanha, integrou o conjunto das chamadas Revoluções Burguesas do século XVIII, responsáveis pela crise do Antigo Regime, na passagem do capitalismo comercial para o industrial. Os outros dois movimentos que a acompanham são aIndependência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa que, sob influência dos princípios iluministas, assinalam a transição da Idade Moderna para a Idade Contemporânea. Para Marx, o capitalismo seria um produto da Revolução Industrial e não sua causa. Com a evolução do processo, no plano das Relações Internacionais, o século XIX foi marcado pela hegemonia mundial britânica, um período de acelerado progresso econômico-tecnológico, de expansão colonialista e das primeiras lutas e conquistas dos trabalhadores. Durante a maior parte do período, o trono britânico foi ocupado pela rainha Vitória (1837-1901), razão pela qual é denominado como Era Vitoriana. Ao final do período, a busca por novas áreas para colonizar e descarregar os produtos maciçamente produzidos pela Europa produziu uma acirrada disputa entre as potências industrializadas, causando diversos conflitos e um crescente espírito armamentista que culminou, mais tarde, na eclosão, da Primeira Guerra Mundial (1914). A Revolução Industrial ocorreu primeiramente na Europa devido a três fatores: 1) os comerciantes e os mercadores europeus eram vistos como os principais manufaturadores e comerciantes do mundo, detendo ainda a confiança e reciprocidade dos governantes quanto à manutenção da economia em seus estados; 2) a existência de um mercado em expansão para seus produtos, tendo a Índia, a África, a América do Norte e a América do Sul sido integradas ao esquema da expansão econômica européia; e 3) o contínuo crescimento de sua população, que oferecia um mercado sempre crescente de bens manufaturados, além de uma reserva adequada (e posteriormente excedente) de mão-de-obra. O incentivo ao avanço tecnológico, assim como a crescente influência da mídia prepara-nos para enfrentar situações atípicas decorrentes das diversas correntes de pensamento. Por outro lado, a complexidade dos estudos efetuados cumpre um papel essencial na formulação dos modos de operação convencionais. Não obstante, a contínua expansão de nossa atividade facilita a criação dos paradigmas corporativos. Avanços tecnológicos O motor a vapor As primeiras máquinas a vapor foram construídas na Inglaterra durante o século XVIII. Retiravam a água acumulada nas minas de ferro e de carvão e fabricavam tecidos. Graças a essas máquinas, a produção de mercadorias aumentou muito. E os lucros dos burgueses donos de fábricas cresceram na mesma proporção. Por isso, os empresários ingleses começaram a investir na instalação de indústrias. As fábricas se espalharam rapidamente pela Inglaterra e provocaram mudanças tão profundas que os historiadores atuais chamam aquele período de Revolução Industrial. O modo de vida e a mentalidade de milhões de pessoas se transformaram, numa velocidade espantosa. O mundo novo do capitalismo, da cidade, da tecnologia e da mudança incessante triunfou.
  • 3. As máquinas a vapor bombeavam a água para fora das minas de carvão. Eram tão importantes quanto as máquinas que produziam tecidos. As carruagens viajavam a 12 km/h e os cavalos, quando se cansavam, tinham de ser trocados durante o percurso. Um trem da época alcançava 45 km/h e podia seguir centenas de quilômetros. Assim, a Revolução Industrial tornou o mundo mais veloz. Como essas máquinas substituíam a força dos cavalos, convencionou- se em medir a potência desses motores em HP (do inglês horse power ou cavalo-força). Industrialização da Europa continental e expansão pelo mundo Até 1850, a Inglaterra continuou dominando o primeiro lugar entre os países industrializados. Embora outros países já contassem com fábricas e equipamentos modernos, esses eram considerados uma "miniatura de Inglaterra", como por exemplo os vales de Ruhr eWupper na Alemanha, que eram bem desenvolvidos, porém não possuíam a tecnologia das fábricas inglesas. Na Europa, os maiores centros de desenvolvimento industrial, na época, eram as regiões mineradoras de carvão; lugares como o norte daFrança, nos vales do Rio Sambre e Meuse, na Alemanha, no vale de Ruhr, e também em algumas regiões da Bélgica. A Alemanha nessa época ainda não havia sido unificada. Eram 39 pequenos reinos e dentre esses a Prússia, que liderava a Revolução Industrial. A Alemanha se unificou em 1871, quando a Prússia venceu a Guerra Franco-Prussiana. Fora estes lugares, a industrialização ficou presa: • às principais cidades, como Paris e Berlin. • aos centro de interligação viária, como Lyon, Colônia,Frankfurt am Main,Cracóvia e Varsóvia • aos principais portos, comoHamburgo,Bremen,Roterdã,Le Havre,Marselha; • a polos têxteis, comoLille,Região do Ruhr,Roubaix,Barmen-Elberfeld(Wuppertal),Chemmitz,Lodz e Moscou • e a distritos siderúrgicos e indústria pesada, na bacia do rio Loire, do Sarre, e da Silésia. Após 1830, a produção industrial se descentralizou da Inglaterra e se expandiu rapidamente pelo mundo, principalmente para o noroeste europeu, e para o leste dos Estados Unidos. Porém, cada país se desenvolveu em um ritmo diferente baseado nas condições econômicas, sociais e culturais de cada lugar. Na Alemanha lutado a Guerra Franco-prusiana em1870, houve aUnificação Alemãque, liderada por Bismark, impulsionou a Revolução Industrial no país que já estava ocorrendo desde 1815. Foi a partir dessa época que a produção de ferro fundido começou a aumentar de forma exponencial. NaItáliaa unificação política realizada em 1870, à semelhança do que ocorreu na Alemanha, impulsionou, mesmo que atrasada,a industrialização dopaís. Essa só atingiu ao norte da Itália, pois o sul continuou basicamente agrário. Muito mais tarde, começou a industrialização na Rússia nas décadas do século XIX. Os principais fatores para que ela acontecesse foram a grande disponibilidade de mão-de-obra, intervenção governamental na economia através de subsídios e investimentos estrangeiros à indústria. A modernização doJapãodata do início daera Meiji, em 1867, quando a superação do feudalismo unificou o país. Apropriedade privadafoi estabelecida. A autoridade política foi centralizada possibilitando a intervenção estatal do governo central na economia, o que resultou no subsidio a indústria. E como a mão-de-obra ficou livre dos senhores feudais, ocorreu assimilação da tecnologia ocidental e o Japão passou de um dos países mais atrasados do mundo a um país industrializado. NosEstados Unidosa industrialização começou no final do século XVIII, e foi somente após aGuerra da Secessãoque todo o país se tornou industrializado. A industrialização relativamente tardia dos EUA em relação à Inglaterra pode ser explicada pelo fato de que nos EUA existia muita terra per capita, já na Inglaterra existia pouca terra per capita, assim os EUA tinham uma vantagem comparativa naagriculturaem relação à Inglaterra e consequentemente demorou bastante tempo para que a indústria ficasse mais importante que a agricultura.
  • 4. Outro fator é que os Estados do sul eram escravagistas o que retardava a acumulação de capital, como tinham muita terra eram essencialmente agrários, impedindo a total industrialização do país que até a segunda metade do século XIX era constituído só pelos Estados da faixa leste do atual Estados Unidos. O término do conflito resultou na abolição da escravatura o que elevou a produtividade da mão de obra. aumentando assim a velocidade de acumulação de capital, e também muitas riquezas naturais foram encontradas no período incentivando a industrialização. Sindicatos e movimentos de trabalhadores Os empregados das fábricas formaram associações esindicatos, a princípio proibidos e duramente reprimidos, durante a Primeira Revolução Industrial. Na segunda metade do século XIX, a organização dos trabalhadores assume um considerável nível de ideologização. O sindicalismo na virada do século XX é caracterizado por veleidades revolucionárias e de independência em relação aospartidos políticos. Após aPrimeira Guerra Mundial, uma parte dos sindicatos se alinha ao ideáriosocialistaecomunista, enquanto outra parte se inclina para oreformismoou para atradição cristã. Em 1864 é criada emLondresaAssociação Internacional de Trabalhadores, aInternacional, primeira central sindical mundial da classe trabalhadora. No mesmo ano, na França, é reconhecido o direito degreve. Em 1919 é criada a Organização Internacional do Trabalho, um dos mais antigos organismos internacionais, com direção tripartite, composta por representantes dos governos, dos trabalhadores e dos empregadores. Movimento Ludista (1811-1812) Ludismo Reclamações contra asmáquinasinventadas após a revolução para poupar a mão-de-obra já eram normais. Mas foi em1811ue o estopim estourou e surgiu o movimento ludista, uma forma mais radical de protesto. O nome deriva deNed Ludd, um dos líderes do movimento. Os luditas chamaram muita atenção pelos seus atos. Invadiram fábricas e destruíram máquinas, que, segundo os luditas, por serem mais eficientes que os homens, tiravam seus trabalhos, requerendo, contudo, duras horas de jornada de trabalho. Os manifestantes sofreram uma violenta repressão, foram condenados à prisão, à deportação e até àforca. Os luditas ficaram lembrados como "os quebradores de máquinas". Anos depois os operários ingleses mais experientes adotaram métodos mais eficientes de luta, como agrevee o movimento sindical. Movimento Cartista (1837-1848) Cartismo O "movimento cartista" foi organizado pela Associação dosOperários, exigindo melhorescondições de trabalho, incluindo: • a limitação de oito horas para a jornada de trabalho • a regulamentação do trabalho feminino • a extinção do trabalho infantil • a folga semanal • o salário mínimo Este movimento lutou ainda pela instituição de novosdireitos políticos, como o estabelecimento dosufrágio universal( nesta época, o voto era um direito dos homens, apenas), a extinção da exigência de terpropriedadespara que se pudesse ser eleito para oparlamentoe o fim dovoto censitário. Esse movimento se destacou por sua organização e por sua forma de atuação, chegando a conquistar diversos direitos políticos para os trabalhadores.
  • 5. INSTITUTO ADVENTISTA DE MANAUS HISTÓRIA
  • 7. MANAUS, 24 DE MARÇO DE 2014.