SlideShare uma empresa Scribd logo
3. Mise-en-scène
DFCH454: Linguagem do Cinema e do Audiovisual
Prof. Cristiano Canguçu
Pra começar...
...um truque de cartas.
Encenação
Introdução
No cinema também tendemos a não prestar atenção nas
técnicas cenográficas (a não ser quando são feitas para chamar
atenção) e na marcação dos atores.
Mas essas técnicas se fazem presentes e podem ser
consideradas ferramentas importantes para diversos fins:
• contar uma história;
• provocar suspense;
• esconder e revelar informações;
• criar uma tonalidade emocional;
• ou conferir uma assinatura pessoal ao filme.
Encenação no teatro e no cinema
Rejeição retórica ao teatro, em termos como “diálogos teatrais”
e “teatro filmado”.
Mas o cinema deve tanto ao teatro quando à pintura, à
literatura e à música.
É difícil comparar “o cinema” com “o teatro” no singular, pois há
muitas formas cênicas diferentes:
• palco italiano,
• teatro de arena,
• teatro de rua...
Encenação no teatro e no cinema
No entanto, há basicamente duas diferenças realmente
fundamentais entre as duas artes:
• No cinema há somente um ponto de vista simultâneo (a câmera,
com um ângulo específico de percepção), em vez de uma
pluralidade;
• Esse “ponto de vista” pode se deslocar (através da montagem ou
de movimentos de câmera) nos eixos x, y e z.
Convenções em cenas de diálogos
A maior parte das cenas nos filmes de ficção consistem em
cenas de diálogos entre personagens, dominadas por duas
técnicas convencionais de encenação:
• O esquema stand-and-deliver (“levanta-e-fala”), o mais comum
ainda hoje: pôr duas pessoas frente-a-frente, ou em pequena
angulação diagonal, para compôr a montagem plano-
contraplano;
• O esquema walk-and-talk (“anda-e-fala”), com uso de planos em
travelling, em que a câmera acompanha pessoas que andam
lado-a-lado.
Levanta-e-fala (stand and deliver)
• Plano de exposição em que os personagens tomam suas
posições frente-a-frente;
• Respeito ao eixo da ação e à regra dos 180°;
• Ligação entre os planos por raccords de olhar e de gesto;
• Aproximação gradual da câmera, em planos-próximos,
primeiros-planos e planos-detalhes;
• Novos planos de exposição quando houver deslocamentos.
• Exemplos: Matrix
Anda-e-fala
(walk-and-talk)
• Em vez de deslocar as figuras humanas, a própria câmera se
desloca -- contornando, seguindo, se aproximando e se
afastando delas;
• O esquema walk-and-talk é empregado desde o tempo dos
carrinhos de trilhos (tracking shots), mas se populariza
imensamente com as gruas e a steadicam.
• Planos-seqüências demorados, normalmente em direção à
própria câmera (que se afasta na mesma velocidade)
• Exemplos:
• Soberba (Orson Welles, 1942)
• The West Wing (série de tv, 1999).
Limites dos esquemas
convencionais
Problema da superutilização desses esquemas: pouco se explora
a opção estilística da câmera fixa e deslocamento dos próprios
atores, apoiando-se muito na montagem.
Pode-se substituir técnicas de montagem por outras técnicas de
encenação, normalmente enfatizando um dos seguintes
parâmetros...
Encenação lateral (eixo X);
Muito comum no início do cinema:
Le Trust (Louis Feuillade, 1911)
Festim diabólico (Hitchcock, 1948), sistematicamente usou a
encenação e o travelling lateral.
Em Sangue Negro (Paul Thomas Anderson, 2007), esta técnica é usada
para direcionar a atenção do apreciador.
Encenação em profundidade
(eixos Y e Z)
Um dos modos dominantes de encenação entre os anos 1920 e
1950.
Orson Welles é conhecido como um mestre da profundidade de
campo. Ex: Cidadão Kane (1941).
Outro exemplo importante dessa técnica é o cineasta japonês Kenji
Mizoguchi.
Encenação paralela
(câmera aérea);
Um caso gradual: Vale dos Lamentos (Théo Angelopoulos, 1998)
Um caso radical: A Conversação (Francis Ford Coppola)
Iluminação
Sombras e pontos de luz
• Pontos de luz (highlights): onde a luz bate diretamente
• As sombras podem ser incorporadas (a luz não ilumina o
objeto inteiro) ou projetadas (a luz é bloqueada por um outro
objeto).
Obatedordecarteiras(Robert
Bresson,1959)eAmarcadofogo
(CecilB.DeMille,1915)
Qualidade da luz: dura
• A luz dura realça texturas e contrastes e projeta sombras
escuras, com contornos nítidos.
Qualidade da luz: difusa
• A luz difusa (esbatida) suaviza texturas e contrastes,
projetando sombras semitransparentes.
Qualidade da luz: dura vs. difusa
• Exemplo prático da diferença entre luz dura e luz difusa
(suave).
Direção da luz: frontal
• Elimina a maior parte das sombras
• Achata a imagem
AChinesa(Jean-LucGodard,1967)
Direção da luz: descendente
• Ressalta detalhes das feições humanas
• Em geral emagrece os rostos
OSegredodasJóias(JohnHuston,1950)
OExpressodeShanghai(JosefvonSternberg,1932)
Direção da luz: lateral
• Cria muitas sombras incorporadas e projetadas
• Aumenta a sensação de profundidade dos rostos
AMarcadaMaldade(Orson
Welles,1958)
Direção da luz: ascendente
• Distorce as feições humanas
• Em geral empregada para efeitos de horror e suspense
Osextosentido(M.Night
Shyamalan,1999)
Direção da luz: contraluz
• Isoladamente : transforma figuras em silhuetas
• Complementando outras fontes: contorno luminoso que
separa figura de fundo e confere um “ar angelical”
RajadadeMorte(JosephH.Lewis,1955)
Asas(WilliamA.Wellman,1927)
Sistema de três pontos
• Luz-guia , ou luz de
ataque (key light): dura,
direcional, mais forte
que as outras
• Luz-complemento ou de
preenchimento (fill light):
esbatida, suaviza
sombras, contrastes e
texturas
• Contraluz (backlight):
separa figura de fundo,
impressão de
profundidade
• Como fazer
Iluminação “high-key” (alto
ataque)
• Muita luz difusa, sombras suaves, muitos elementos bem-
iluminados, baixo contraste.
OfabulosodestinodeAméliePoulain(Jean-PierreJeunet,
2001)
Iluminação “high-key”
• Luz “high-key” não é sinônimo de iluminação diurna. Em
filmes mais leves, mesmo cenas à noite são high-key.
Devoltaparaofuturo2(Robert
Zemeckis,1985)
Iluminação “low-key”
(baixo ataque)
• Fontes de luz mais duras, pouca ou nenhuma luz-
complemento. Projeção de sombras definidas e opacas. Uso
de contraluz para criar silhuetas misteriosas.
Ohomemquenãoestavalá(Joele
EthanCoen,2001)

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Enquadramento de câmera
Enquadramento de câmeraEnquadramento de câmera
Enquadramento de câmera
Renata Trindade
 
PRODUÇÃO AUDIOVISUAL Processos de produção audiovisual pdf
PRODUÇÃO AUDIOVISUAL Processos de produção audiovisual pdfPRODUÇÃO AUDIOVISUAL Processos de produção audiovisual pdf
PRODUÇÃO AUDIOVISUAL Processos de produção audiovisual pdf
UNIP. Universidade Paulista
 
Edição e Montagem - Aulas 8 e 9
Edição e Montagem - Aulas 8 e 9Edição e Montagem - Aulas 8 e 9
Edição e Montagem - Aulas 8 e 9
Mauricio Fonteles
 
Aula 6 Eisenstein
Aula 6 EisensteinAula 6 Eisenstein
Aula 6 Eisenstein
ismaelfurtado
 
Montagem e Edição de Vídeo
Montagem e Edição de VídeoMontagem e Edição de Vídeo
Montagem e Edição de Vídeo
Luciano Dias
 
Planos e ângulos
Planos e ângulosPlanos e ângulos
Planos e ângulos
Marcio Duarte
 
Plano cinematógrafico
Plano cinematógraficoPlano cinematógrafico
Plano cinematógrafico
Camila Silva Fernandes
 
Introdução à linguagem audiovisual
Introdução à linguagem audiovisualIntrodução à linguagem audiovisual
Introdução à linguagem audiovisual
Thiago Assumpção
 
Eav cinema hq planos 1
Eav cinema hq planos 1Eav cinema hq planos 1
Eav cinema hq planos 1
UNIP. Universidade Paulista
 
Linguagem cinematografica
Linguagem cinematograficaLinguagem cinematografica
Linguagem cinematografica
Viviane Calasans
 
Planos
PlanosPlanos
Animação 1 - Storyboard
Animação 1 - StoryboardAnimação 1 - Storyboard
Animação 1 - Storyboard
profealbattaiola
 
Pré produção audiovisual
Pré produção audiovisualPré produção audiovisual
Pré produção audiovisual
Marcioveras
 
Elementos narrativos do cinema - Parte 2 (Ângulos e Efeitos Psicológicos)
Elementos narrativos do cinema - Parte 2 (Ângulos e Efeitos Psicológicos)Elementos narrativos do cinema - Parte 2 (Ângulos e Efeitos Psicológicos)
Elementos narrativos do cinema - Parte 2 (Ângulos e Efeitos Psicológicos)
Mauricio Mallet Duprat
 
Editing booklet gcse a level film studies revision homework distance lerning ...
Editing booklet gcse a level film studies revision homework distance lerning ...Editing booklet gcse a level film studies revision homework distance lerning ...
Editing booklet gcse a level film studies revision homework distance lerning ...
Ian Moreno-Melgar
 
Direção e produção para televisão e vídeo.
Direção e produção para televisão e vídeo.Direção e produção para televisão e vídeo.
Direção e produção para televisão e vídeo.
Efrem Pedroza
 
Produção em TV
Produção em TVProdução em TV
Produção em TV
Júlio Rocha
 
Características fundamentais da linguagem audiovisual
Características fundamentais da linguagem audiovisualCaracterísticas fundamentais da linguagem audiovisual
Características fundamentais da linguagem audiovisual
Thiago Assumpção
 
Planos para filmagem
Planos para filmagemPlanos para filmagem
Planos para filmagem
Ejavorski
 
Fotografia: Introdução à composição fotográfica
Fotografia: Introdução à composição fotográficaFotografia: Introdução à composição fotográfica
Fotografia: Introdução à composição fotográfica
Raphael Lanzillotte
 

Mais procurados (20)

Enquadramento de câmera
Enquadramento de câmeraEnquadramento de câmera
Enquadramento de câmera
 
PRODUÇÃO AUDIOVISUAL Processos de produção audiovisual pdf
PRODUÇÃO AUDIOVISUAL Processos de produção audiovisual pdfPRODUÇÃO AUDIOVISUAL Processos de produção audiovisual pdf
PRODUÇÃO AUDIOVISUAL Processos de produção audiovisual pdf
 
Edição e Montagem - Aulas 8 e 9
Edição e Montagem - Aulas 8 e 9Edição e Montagem - Aulas 8 e 9
Edição e Montagem - Aulas 8 e 9
 
Aula 6 Eisenstein
Aula 6 EisensteinAula 6 Eisenstein
Aula 6 Eisenstein
 
Montagem e Edição de Vídeo
Montagem e Edição de VídeoMontagem e Edição de Vídeo
Montagem e Edição de Vídeo
 
Planos e ângulos
Planos e ângulosPlanos e ângulos
Planos e ângulos
 
Plano cinematógrafico
Plano cinematógraficoPlano cinematógrafico
Plano cinematógrafico
 
Introdução à linguagem audiovisual
Introdução à linguagem audiovisualIntrodução à linguagem audiovisual
Introdução à linguagem audiovisual
 
Eav cinema hq planos 1
Eav cinema hq planos 1Eav cinema hq planos 1
Eav cinema hq planos 1
 
Linguagem cinematografica
Linguagem cinematograficaLinguagem cinematografica
Linguagem cinematografica
 
Planos
PlanosPlanos
Planos
 
Animação 1 - Storyboard
Animação 1 - StoryboardAnimação 1 - Storyboard
Animação 1 - Storyboard
 
Pré produção audiovisual
Pré produção audiovisualPré produção audiovisual
Pré produção audiovisual
 
Elementos narrativos do cinema - Parte 2 (Ângulos e Efeitos Psicológicos)
Elementos narrativos do cinema - Parte 2 (Ângulos e Efeitos Psicológicos)Elementos narrativos do cinema - Parte 2 (Ângulos e Efeitos Psicológicos)
Elementos narrativos do cinema - Parte 2 (Ângulos e Efeitos Psicológicos)
 
Editing booklet gcse a level film studies revision homework distance lerning ...
Editing booklet gcse a level film studies revision homework distance lerning ...Editing booklet gcse a level film studies revision homework distance lerning ...
Editing booklet gcse a level film studies revision homework distance lerning ...
 
Direção e produção para televisão e vídeo.
Direção e produção para televisão e vídeo.Direção e produção para televisão e vídeo.
Direção e produção para televisão e vídeo.
 
Produção em TV
Produção em TVProdução em TV
Produção em TV
 
Características fundamentais da linguagem audiovisual
Características fundamentais da linguagem audiovisualCaracterísticas fundamentais da linguagem audiovisual
Características fundamentais da linguagem audiovisual
 
Planos para filmagem
Planos para filmagemPlanos para filmagem
Planos para filmagem
 
Fotografia: Introdução à composição fotográfica
Fotografia: Introdução à composição fotográficaFotografia: Introdução à composição fotográfica
Fotografia: Introdução à composição fotográfica
 

Destaque

01. O cinema como arte
01. O cinema como arte01. O cinema como arte
01. O cinema como arte
Cristiano Canguçu
 
9. Narração histórico-materialista
9. Narração histórico-materialista9. Narração histórico-materialista
9. Narração histórico-materialista
Cristiano Canguçu
 
Como estudar
 Como estudar Como estudar
Como estudar
Cristiano Canguçu
 
Photo mise en scène
Photo mise en scènePhoto mise en scène
Photo mise en scène
Wafa Bourkhis
 
La composition
La compositionLa composition
La composition
Wafa Bourkhis
 
Manual nutricao (nao profissional) 5
Manual nutricao (nao profissional) 5Manual nutricao (nao profissional) 5
Manual nutricao (nao profissional) 5
projetacursosba
 
Apresentação b12 filmes para o evento SEO para Vídeos 18/09/2014
Apresentação b12 filmes para o evento SEO para Vídeos 18/09/2014Apresentação b12 filmes para o evento SEO para Vídeos 18/09/2014
Apresentação b12 filmes para o evento SEO para Vídeos 18/09/2014
b12 filmes
 
Encontro estadual 2º dia
Encontro estadual 2º diaEncontro estadual 2º dia
Encontro estadual 2º dia
Fabricio Scheffer
 
Palestracomposicaocamera
PalestracomposicaocameraPalestracomposicaocamera
5. representation of gender mise en scene cine
5. representation of gender mise en scene cine 5. representation of gender mise en scene cine
5. representation of gender mise en scene cine
ibz10
 
Aula 06 Figurinos: o grande gatsby e roberto cavalli
Aula 06  Figurinos: o grande gatsby e roberto cavalliAula 06  Figurinos: o grande gatsby e roberto cavalli
Aula 06 Figurinos: o grande gatsby e roberto cavalli
Gisele Santos
 
Aula 02 definição para figurino - figurino histórico - espaço, tempo e pers...
Aula 02   definição para figurino - figurino histórico - espaço, tempo e pers...Aula 02   definição para figurino - figurino histórico - espaço, tempo e pers...
Aula 02 definição para figurino - figurino histórico - espaço, tempo e pers...
Gisele Santos
 
Introdução ao cinema
Introdução ao cinemaIntrodução ao cinema
Introdução ao cinema
Daiane Pettine
 
Andrew, j. dudley as principais teorias do cinema
Andrew, j. dudley   as principais teorias do cinemaAndrew, j. dudley   as principais teorias do cinema
Andrew, j. dudley as principais teorias do cinema
Priscila Ferreira
 
Teorias do cinema aula 1
Teorias do cinema aula 1Teorias do cinema aula 1
Teorias do cinema aula 1
eugeniocarlosdoregoaraujo
 
Edição e Montagem - Aulas 4 e 5
Edição e Montagem - Aulas 4 e 5Edição e Montagem - Aulas 4 e 5
Edição e Montagem - Aulas 4 e 5
Mauricio Fonteles
 
Palestra "Moda, Comunicação e Redes Sociais"
Palestra "Moda, Comunicação e Redes Sociais"Palestra "Moda, Comunicação e Redes Sociais"
Palestra "Moda, Comunicação e Redes Sociais"
Sustentare Escola de Negócios
 
Manual - Enquadramento, Ângulos e planos
Manual - Enquadramento, Ângulos e planosManual - Enquadramento, Ângulos e planos
Manual - Enquadramento, Ângulos e planos
Andreia Filipa Cardoso
 
Fotojornalismo II - Aula 2 - Fotojornalismo e ideologia / Mise-en-scène no Fo...
Fotojornalismo II - Aula 2 - Fotojornalismo e ideologia / Mise-en-scène no Fo...Fotojornalismo II - Aula 2 - Fotojornalismo e ideologia / Mise-en-scène no Fo...
Fotojornalismo II - Aula 2 - Fotojornalismo e ideologia / Mise-en-scène no Fo...
Julia Dantas
 
Guia alimentar para dm2 diabetes tipo 2
Guia alimentar para dm2   diabetes tipo 2Guia alimentar para dm2   diabetes tipo 2
Guia alimentar para dm2 diabetes tipo 2
Ana Campelos
 

Destaque (20)

01. O cinema como arte
01. O cinema como arte01. O cinema como arte
01. O cinema como arte
 
9. Narração histórico-materialista
9. Narração histórico-materialista9. Narração histórico-materialista
9. Narração histórico-materialista
 
Como estudar
 Como estudar Como estudar
Como estudar
 
Photo mise en scène
Photo mise en scènePhoto mise en scène
Photo mise en scène
 
La composition
La compositionLa composition
La composition
 
Manual nutricao (nao profissional) 5
Manual nutricao (nao profissional) 5Manual nutricao (nao profissional) 5
Manual nutricao (nao profissional) 5
 
Apresentação b12 filmes para o evento SEO para Vídeos 18/09/2014
Apresentação b12 filmes para o evento SEO para Vídeos 18/09/2014Apresentação b12 filmes para o evento SEO para Vídeos 18/09/2014
Apresentação b12 filmes para o evento SEO para Vídeos 18/09/2014
 
Encontro estadual 2º dia
Encontro estadual 2º diaEncontro estadual 2º dia
Encontro estadual 2º dia
 
Palestracomposicaocamera
PalestracomposicaocameraPalestracomposicaocamera
Palestracomposicaocamera
 
5. representation of gender mise en scene cine
5. representation of gender mise en scene cine 5. representation of gender mise en scene cine
5. representation of gender mise en scene cine
 
Aula 06 Figurinos: o grande gatsby e roberto cavalli
Aula 06  Figurinos: o grande gatsby e roberto cavalliAula 06  Figurinos: o grande gatsby e roberto cavalli
Aula 06 Figurinos: o grande gatsby e roberto cavalli
 
Aula 02 definição para figurino - figurino histórico - espaço, tempo e pers...
Aula 02   definição para figurino - figurino histórico - espaço, tempo e pers...Aula 02   definição para figurino - figurino histórico - espaço, tempo e pers...
Aula 02 definição para figurino - figurino histórico - espaço, tempo e pers...
 
Introdução ao cinema
Introdução ao cinemaIntrodução ao cinema
Introdução ao cinema
 
Andrew, j. dudley as principais teorias do cinema
Andrew, j. dudley   as principais teorias do cinemaAndrew, j. dudley   as principais teorias do cinema
Andrew, j. dudley as principais teorias do cinema
 
Teorias do cinema aula 1
Teorias do cinema aula 1Teorias do cinema aula 1
Teorias do cinema aula 1
 
Edição e Montagem - Aulas 4 e 5
Edição e Montagem - Aulas 4 e 5Edição e Montagem - Aulas 4 e 5
Edição e Montagem - Aulas 4 e 5
 
Palestra "Moda, Comunicação e Redes Sociais"
Palestra "Moda, Comunicação e Redes Sociais"Palestra "Moda, Comunicação e Redes Sociais"
Palestra "Moda, Comunicação e Redes Sociais"
 
Manual - Enquadramento, Ângulos e planos
Manual - Enquadramento, Ângulos e planosManual - Enquadramento, Ângulos e planos
Manual - Enquadramento, Ângulos e planos
 
Fotojornalismo II - Aula 2 - Fotojornalismo e ideologia / Mise-en-scène no Fo...
Fotojornalismo II - Aula 2 - Fotojornalismo e ideologia / Mise-en-scène no Fo...Fotojornalismo II - Aula 2 - Fotojornalismo e ideologia / Mise-en-scène no Fo...
Fotojornalismo II - Aula 2 - Fotojornalismo e ideologia / Mise-en-scène no Fo...
 
Guia alimentar para dm2 diabetes tipo 2
Guia alimentar para dm2   diabetes tipo 2Guia alimentar para dm2   diabetes tipo 2
Guia alimentar para dm2 diabetes tipo 2
 

Semelhante a 3. Mise-en-scène

RELAÇÕES PÚBLICAS criação e produção audiovisual 3
RELAÇÕES PÚBLICAS criação e produção audiovisual  3RELAÇÕES PÚBLICAS criação e produção audiovisual  3
RELAÇÕES PÚBLICAS criação e produção audiovisual 3
UNIP. Universidade Paulista
 
Bruna Alves
Bruna AlvesBruna Alves
Bruna Alves
ladybru
 
PóS ProduçãO Teoria
PóS ProduçãO TeoriaPóS ProduçãO Teoria
PóS ProduçãO Teoria
dribas
 
Introdução ao Audiovisual
Introdução ao Audiovisual Introdução ao Audiovisual
Introdução ao Audiovisual
Vinícius Souza
 
Pós Produção Teoria
Pós  Produção  TeoriaPós  Produção  Teoria
Pós Produção Teoria
dribas
 
Slides do Módulo 3 sobre Roteiro e Edição de vídeo
Slides do Módulo 3 sobre Roteiro e Edição de vídeoSlides do Módulo 3 sobre Roteiro e Edição de vídeo
Slides do Módulo 3 sobre Roteiro e Edição de vídeo
Grupo Educação, Mídias e Comunidade Surda
 
Projeto stopmotion
Projeto  stopmotionProjeto  stopmotion
Projeto stopmotion
Maria Clara Magalhães
 
Projeto 5 s stopmotion
Projeto 5 s stopmotionProjeto 5 s stopmotion
Projeto 5 s stopmotion
Maria Clara Magalhães
 
Eav 5 terror e suspense 2
Eav 5   terror e suspense 2Eav 5   terror e suspense 2
Eav 5 terror e suspense 2
UNIP. Universidade Paulista
 
aula de produção de vídeo para o mercado da publicidade
aula de produção de vídeo para o mercado da publicidadeaula de produção de vídeo para o mercado da publicidade
aula de produção de vídeo para o mercado da publicidade
R.A Gomes
 
Artigo cacique wcseit2013
Artigo cacique wcseit2013Artigo cacique wcseit2013
Artigo cacique wcseit2013
Pedro Henrique Cacique Braga
 
Apresentação
ApresentaçãoApresentação
Apresentação
Marco T. Fuse
 

Semelhante a 3. Mise-en-scène (12)

RELAÇÕES PÚBLICAS criação e produção audiovisual 3
RELAÇÕES PÚBLICAS criação e produção audiovisual  3RELAÇÕES PÚBLICAS criação e produção audiovisual  3
RELAÇÕES PÚBLICAS criação e produção audiovisual 3
 
Bruna Alves
Bruna AlvesBruna Alves
Bruna Alves
 
PóS ProduçãO Teoria
PóS ProduçãO TeoriaPóS ProduçãO Teoria
PóS ProduçãO Teoria
 
Introdução ao Audiovisual
Introdução ao Audiovisual Introdução ao Audiovisual
Introdução ao Audiovisual
 
Pós Produção Teoria
Pós  Produção  TeoriaPós  Produção  Teoria
Pós Produção Teoria
 
Slides do Módulo 3 sobre Roteiro e Edição de vídeo
Slides do Módulo 3 sobre Roteiro e Edição de vídeoSlides do Módulo 3 sobre Roteiro e Edição de vídeo
Slides do Módulo 3 sobre Roteiro e Edição de vídeo
 
Projeto stopmotion
Projeto  stopmotionProjeto  stopmotion
Projeto stopmotion
 
Projeto 5 s stopmotion
Projeto 5 s stopmotionProjeto 5 s stopmotion
Projeto 5 s stopmotion
 
Eav 5 terror e suspense 2
Eav 5   terror e suspense 2Eav 5   terror e suspense 2
Eav 5 terror e suspense 2
 
aula de produção de vídeo para o mercado da publicidade
aula de produção de vídeo para o mercado da publicidadeaula de produção de vídeo para o mercado da publicidade
aula de produção de vídeo para o mercado da publicidade
 
Artigo cacique wcseit2013
Artigo cacique wcseit2013Artigo cacique wcseit2013
Artigo cacique wcseit2013
 
Apresentação
ApresentaçãoApresentação
Apresentação
 

Mais de Cristiano Canguçu

Béla Balázs
Béla BalázsBéla Balázs
Béla Balázs
Cristiano Canguçu
 
André Bazin
André BazinAndré Bazin
André Bazin
Cristiano Canguçu
 
Siegfried Kracauer
Siegfried KracauerSiegfried Kracauer
Siegfried Kracauer
Cristiano Canguçu
 
História do conceito de arte
História do conceito de arteHistória do conceito de arte
História do conceito de arte
Cristiano Canguçu
 
Realismo (introdução)
Realismo (introdução)Realismo (introdução)
Realismo (introdução)
Cristiano Canguçu
 
Hugo Münsterberg
Hugo MünsterbergHugo Münsterberg
Hugo Münsterberg
Cristiano Canguçu
 
5. Som e música
5. Som e música5. Som e música
5. Som e música
Cristiano Canguçu
 

Mais de Cristiano Canguçu (7)

Béla Balázs
Béla BalázsBéla Balázs
Béla Balázs
 
André Bazin
André BazinAndré Bazin
André Bazin
 
Siegfried Kracauer
Siegfried KracauerSiegfried Kracauer
Siegfried Kracauer
 
História do conceito de arte
História do conceito de arteHistória do conceito de arte
História do conceito de arte
 
Realismo (introdução)
Realismo (introdução)Realismo (introdução)
Realismo (introdução)
 
Hugo Münsterberg
Hugo MünsterbergHugo Münsterberg
Hugo Münsterberg
 
5. Som e música
5. Som e música5. Som e música
5. Som e música
 

Último

karl marx biografia resumida com suas obras e história de vida
karl marx biografia resumida com suas obras e história de vidakarl marx biografia resumida com suas obras e história de vida
karl marx biografia resumida com suas obras e história de vida
KleginaldoPaz2
 
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de cursoDicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Simone399395
 
A SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIAS
A SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIASA SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIAS
A SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIAS
HisrelBlog
 
A Evolução da história da Física - Albert Einstein
A Evolução da história da Física - Albert EinsteinA Evolução da história da Física - Albert Einstein
A Evolução da história da Física - Albert Einstein
WelberMerlinCardoso
 
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - AlfabetinhoAtividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
MateusTavares54
 
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
AntnioManuelAgdoma
 
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
SILVIAREGINANAZARECA
 
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
LucianaCristina58
 
1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.
1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.
1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.
LeticiaRochaCupaiol
 
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do AssaréFamílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
profesfrancleite
 
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdfA QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
AurelianoFerreirades2
 
As sequências didáticas: práticas educativas
As sequências didáticas: práticas educativasAs sequências didáticas: práticas educativas
As sequências didáticas: práticas educativas
rloureiro1
 
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdfTestes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
lveiga112
 
slides de Didática 2.pdf para apresentar
slides de Didática 2.pdf para apresentarslides de Didática 2.pdf para apresentar
slides de Didática 2.pdf para apresentar
JoeteCarvalho
 
2020_09_17 - Biomas Mundiais [Salvo automaticamente].pptx
2020_09_17 - Biomas Mundiais [Salvo automaticamente].pptx2020_09_17 - Biomas Mundiais [Salvo automaticamente].pptx
2020_09_17 - Biomas Mundiais [Salvo automaticamente].pptx
PatriciaZanoli
 
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdfO Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
silvamelosilva300
 
Atividade de reforço de matemática 2º ano
Atividade de reforço de matemática 2º anoAtividade de reforço de matemática 2º ano
Atividade de reforço de matemática 2º ano
fernandacosta37763
 
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdfcronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
todorokillmepls
 
Leonardo da Vinci .pptx
Leonardo da Vinci                  .pptxLeonardo da Vinci                  .pptx
Leonardo da Vinci .pptx
TomasSousa7
 
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdfUFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
Manuais Formação
 

Último (20)

karl marx biografia resumida com suas obras e história de vida
karl marx biografia resumida com suas obras e história de vidakarl marx biografia resumida com suas obras e história de vida
karl marx biografia resumida com suas obras e história de vida
 
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de cursoDicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
 
A SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIAS
A SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIASA SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIAS
A SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIAS
 
A Evolução da história da Física - Albert Einstein
A Evolução da história da Física - Albert EinsteinA Evolução da história da Física - Albert Einstein
A Evolução da história da Física - Albert Einstein
 
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - AlfabetinhoAtividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
 
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
 
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
 
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
 
1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.
1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.
1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.
 
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do AssaréFamílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
 
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdfA QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
 
As sequências didáticas: práticas educativas
As sequências didáticas: práticas educativasAs sequências didáticas: práticas educativas
As sequências didáticas: práticas educativas
 
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdfTestes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
 
slides de Didática 2.pdf para apresentar
slides de Didática 2.pdf para apresentarslides de Didática 2.pdf para apresentar
slides de Didática 2.pdf para apresentar
 
2020_09_17 - Biomas Mundiais [Salvo automaticamente].pptx
2020_09_17 - Biomas Mundiais [Salvo automaticamente].pptx2020_09_17 - Biomas Mundiais [Salvo automaticamente].pptx
2020_09_17 - Biomas Mundiais [Salvo automaticamente].pptx
 
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdfO Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
 
Atividade de reforço de matemática 2º ano
Atividade de reforço de matemática 2º anoAtividade de reforço de matemática 2º ano
Atividade de reforço de matemática 2º ano
 
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdfcronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
 
Leonardo da Vinci .pptx
Leonardo da Vinci                  .pptxLeonardo da Vinci                  .pptx
Leonardo da Vinci .pptx
 
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdfUFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
 

3. Mise-en-scène

  • 1. 3. Mise-en-scène DFCH454: Linguagem do Cinema e do Audiovisual Prof. Cristiano Canguçu
  • 4. Introdução No cinema também tendemos a não prestar atenção nas técnicas cenográficas (a não ser quando são feitas para chamar atenção) e na marcação dos atores. Mas essas técnicas se fazem presentes e podem ser consideradas ferramentas importantes para diversos fins: • contar uma história; • provocar suspense; • esconder e revelar informações; • criar uma tonalidade emocional; • ou conferir uma assinatura pessoal ao filme.
  • 5. Encenação no teatro e no cinema Rejeição retórica ao teatro, em termos como “diálogos teatrais” e “teatro filmado”. Mas o cinema deve tanto ao teatro quando à pintura, à literatura e à música. É difícil comparar “o cinema” com “o teatro” no singular, pois há muitas formas cênicas diferentes: • palco italiano, • teatro de arena, • teatro de rua...
  • 6. Encenação no teatro e no cinema No entanto, há basicamente duas diferenças realmente fundamentais entre as duas artes: • No cinema há somente um ponto de vista simultâneo (a câmera, com um ângulo específico de percepção), em vez de uma pluralidade; • Esse “ponto de vista” pode se deslocar (através da montagem ou de movimentos de câmera) nos eixos x, y e z.
  • 7. Convenções em cenas de diálogos A maior parte das cenas nos filmes de ficção consistem em cenas de diálogos entre personagens, dominadas por duas técnicas convencionais de encenação: • O esquema stand-and-deliver (“levanta-e-fala”), o mais comum ainda hoje: pôr duas pessoas frente-a-frente, ou em pequena angulação diagonal, para compôr a montagem plano- contraplano; • O esquema walk-and-talk (“anda-e-fala”), com uso de planos em travelling, em que a câmera acompanha pessoas que andam lado-a-lado.
  • 8. Levanta-e-fala (stand and deliver) • Plano de exposição em que os personagens tomam suas posições frente-a-frente; • Respeito ao eixo da ação e à regra dos 180°; • Ligação entre os planos por raccords de olhar e de gesto; • Aproximação gradual da câmera, em planos-próximos, primeiros-planos e planos-detalhes; • Novos planos de exposição quando houver deslocamentos. • Exemplos: Matrix
  • 9. Anda-e-fala (walk-and-talk) • Em vez de deslocar as figuras humanas, a própria câmera se desloca -- contornando, seguindo, se aproximando e se afastando delas; • O esquema walk-and-talk é empregado desde o tempo dos carrinhos de trilhos (tracking shots), mas se populariza imensamente com as gruas e a steadicam. • Planos-seqüências demorados, normalmente em direção à própria câmera (que se afasta na mesma velocidade) • Exemplos: • Soberba (Orson Welles, 1942) • The West Wing (série de tv, 1999).
  • 10. Limites dos esquemas convencionais Problema da superutilização desses esquemas: pouco se explora a opção estilística da câmera fixa e deslocamento dos próprios atores, apoiando-se muito na montagem. Pode-se substituir técnicas de montagem por outras técnicas de encenação, normalmente enfatizando um dos seguintes parâmetros...
  • 11. Encenação lateral (eixo X); Muito comum no início do cinema: Le Trust (Louis Feuillade, 1911) Festim diabólico (Hitchcock, 1948), sistematicamente usou a encenação e o travelling lateral. Em Sangue Negro (Paul Thomas Anderson, 2007), esta técnica é usada para direcionar a atenção do apreciador.
  • 12. Encenação em profundidade (eixos Y e Z) Um dos modos dominantes de encenação entre os anos 1920 e 1950. Orson Welles é conhecido como um mestre da profundidade de campo. Ex: Cidadão Kane (1941). Outro exemplo importante dessa técnica é o cineasta japonês Kenji Mizoguchi.
  • 13. Encenação paralela (câmera aérea); Um caso gradual: Vale dos Lamentos (Théo Angelopoulos, 1998) Um caso radical: A Conversação (Francis Ford Coppola)
  • 15. Sombras e pontos de luz • Pontos de luz (highlights): onde a luz bate diretamente • As sombras podem ser incorporadas (a luz não ilumina o objeto inteiro) ou projetadas (a luz é bloqueada por um outro objeto). Obatedordecarteiras(Robert Bresson,1959)eAmarcadofogo (CecilB.DeMille,1915)
  • 16. Qualidade da luz: dura • A luz dura realça texturas e contrastes e projeta sombras escuras, com contornos nítidos.
  • 17. Qualidade da luz: difusa • A luz difusa (esbatida) suaviza texturas e contrastes, projetando sombras semitransparentes.
  • 18. Qualidade da luz: dura vs. difusa • Exemplo prático da diferença entre luz dura e luz difusa (suave).
  • 19. Direção da luz: frontal • Elimina a maior parte das sombras • Achata a imagem AChinesa(Jean-LucGodard,1967)
  • 20. Direção da luz: descendente • Ressalta detalhes das feições humanas • Em geral emagrece os rostos OSegredodasJóias(JohnHuston,1950) OExpressodeShanghai(JosefvonSternberg,1932)
  • 21. Direção da luz: lateral • Cria muitas sombras incorporadas e projetadas • Aumenta a sensação de profundidade dos rostos AMarcadaMaldade(Orson Welles,1958)
  • 22. Direção da luz: ascendente • Distorce as feições humanas • Em geral empregada para efeitos de horror e suspense Osextosentido(M.Night Shyamalan,1999)
  • 23. Direção da luz: contraluz • Isoladamente : transforma figuras em silhuetas • Complementando outras fontes: contorno luminoso que separa figura de fundo e confere um “ar angelical” RajadadeMorte(JosephH.Lewis,1955) Asas(WilliamA.Wellman,1927)
  • 24. Sistema de três pontos • Luz-guia , ou luz de ataque (key light): dura, direcional, mais forte que as outras • Luz-complemento ou de preenchimento (fill light): esbatida, suaviza sombras, contrastes e texturas • Contraluz (backlight): separa figura de fundo, impressão de profundidade • Como fazer
  • 25. Iluminação “high-key” (alto ataque) • Muita luz difusa, sombras suaves, muitos elementos bem- iluminados, baixo contraste. OfabulosodestinodeAméliePoulain(Jean-PierreJeunet, 2001)
  • 26. Iluminação “high-key” • Luz “high-key” não é sinônimo de iluminação diurna. Em filmes mais leves, mesmo cenas à noite são high-key. Devoltaparaofuturo2(Robert Zemeckis,1985)
  • 27. Iluminação “low-key” (baixo ataque) • Fontes de luz mais duras, pouca ou nenhuma luz- complemento. Projeção de sombras definidas e opacas. Uso de contraluz para criar silhuetas misteriosas. Ohomemquenãoestavalá(Joele EthanCoen,2001)