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BRASIL IMPÉRIO:
Primeiro Reinado e Período Regencial.
        2°ano - Ensino Médio.
O Projeto de Constituição de 1823
• 1823 -> realizam-se eleições para a Assembleia
  Constituinte.
  – Firme oposição aos portugueses,
  – Reduzir o poder do Imperador e valorizar o poder do
    Legislativo.

  – Constituição da Mandioca, se o cidadão possuísse
    renda mínima anual equivalente a 150, 250, 500 ou
    1000 alqueires de farinha de mandioca, poderia ser
    eleitor ou se candidatar a deputado ou a senador.

  – Entrando em divergência com D. Pedro I acabou sendo
    fechado em 12 de novembro de 1823 (Noite da
    Agonia) sem completar tal tarefa.
1ª Constituição de 1824.
• O texto acabou sendo elaborado pelo Conselho de
  Estado (instituição nomeada pelo imperador).
  – Sendo outorgado (imposta) pelo Imperador em março de
    1824.
• Características: Liberal com mecanismos de poderes
  absolutos ao imperador.
  – Poder Moderador: por meio deste, Dom Pedro I poderia
    intervir nos demais poderes;
  – O senado era vitalício;
  – Voto Censitário;
  – Instituição do Padroado (unidade entre estado e Igreja
    Católica);
  – Brasil dividido em províncias sem autonomia,
  – Eleições para a Assembleias tornaram-se indiretas.
QUEDA NA POPULARIDADE
• Confederação do Equador (1824):
  – Causas: insatisfação do povo com a constituição e a
    situação econômica.
  – Objetivo: unir as províncias do Nordeste e separar-se
    do império, criando a Confederação do Equador.
  – Causa imediata: a indicação de um governador
    conservador para a província de Pernambuco.
  – Líderes: se destacou Frei Caneca.
• A revolta foi severamente reprimida pelas tropas
  imperiais e seus líderes foram executados, entre
  eles Frei Caneca (fuzilado).
A QUEDA DA POPULARIDADE
• Choque com a elite fundiária durante a elaboração da
  Constituição
• Crise Econômica nos principais produtos de exportação
  do País (Açúcar e Algodão).
• Guerra da Cisplatina (1825-1828), Apoiados pela
  Argentina, os uruguaios proclamam a independência
  do país.
   – Com a mediação da Inglaterra o Uruguai torna-se um
     estado soberano.
   – A derrota contribuiu para um enfraquecimento político do
     imperador.
• Assassinato, em São Paulo, do jornalista Líbero Badaró
  que fazia críticas ao Imperador.
• Envolvimento na Sucessão do trono português através
  da sua filha Maria da Glória.
Noite das Garrafadas:
   – No dia 11 de março D. Pedro I retorna ao Rio de Janeiro de
     uma Viagem a Minas Gerais,

   – Encontrar oposição aberta nas ruas da cidade. O conflito
     culminou na noite do dia 13, quando os portugueses
     organizavam uma grande festa para recepcionar o
     governante, mas os brasileiros revoltosos atacaram com
     pedras e garrafas.

• Foi, na verdade, uma disputa entre os aliados do
  partido português - favoráveis ao imperador - e os
  liberais do partido brasileiro - opositores ao mesmo.
ABDICAÇÃO
• A abdicação do Imperador Pedro I do Brasil,
  ocorreu em 7 de abril de 1831, em favor de seu
  filho D. Pedro de Alcântara (com 5 anos de
  idade), futuro D. Pedro II.

  – Dom Pedro I voltou para a Europa e foi coroado rei de
    Portugal, como Dom Pedro IV.

• Até que o Herdeiro do trono brasileiro adquirisse
  maioridade, o país seria governado por um
  governo provisório – as regências.
PERÍODO REGENCIAL
    (1831-1840)
Os primeiros anos após a abdicação.
• A Constituição determinava que, no caso de
  herdeiro o herdeiro do trono ser menor, assumiria
  uma Regência Trina indicada pela Assembleia, até
  a maioridade.

• Regência Trina Provisória (abril de 1831):
  – Francisco de Lima e Silva (representante do Exército),
  – Nicolau de Campos (moderado),
  – Carneiro de Campos (restaurador).
PANORAMA POLÍTICO.
• Exaltado (farroupilha ou jurujubas):
   – Integrado pela esquerda liberal, que defendia                      a
     implantação de uma política federal descentralizada.

• Moderado (ou chimango):
   – Composto pela direita liberal, que lutava pelos interesses
     dos grandes fazendeiros.
      • Progressistas: Governo forte e centralizado, faziam concessões aos
        liberais exaltados.
      • Regressistas: Governo com o legislativo forte, sem concessões
        para os liberais exaltados.

• Restaurador (ou caramuru):
   – Constituído pela direita conservadora, cujo maior objetivo
     era trazer dom Pedro I de volta ao trono.
REGÊNCIA TRINA PERMANENTE
• Assumiu em junho de 1831, era composta por três
  moderados:

  – Bráulio Muniz;
  – Costa Carvalho;
  – Brigadeiro Lima e Silva.



• Quem despontou como homem forte do novo governo
  foi o ministro da Justiça, Padre Diogo Feijó.
AVANÇO LIBERAL (1831 -1835)
• Caracterizado pela implantação de medidas de caráter
  descentralizador.
   – Setor agrário queria resgatar o poder concentrado antes
     nas mãos do Imperador e dos portugueses.

• Reformas liberalizantes:
   – Código de Processo Criminal -> ampla autonomia
     judiciária aos municípios;
   – Ato adicional de 1834 -> extinguiu o Conselho de Estado e
     criou as Assembleias Legislativas Provinciais além de criar
     eleições para Regentes e diminuir o número de Regentes
     de três para um;
   – Guarda Nacional -> corpo militar comandado por grandes
     fazendeiros - os quais receberam a patente de Coronel ;
REGENTES UNOS:
• Padre Diogo Feijó (1835-1837),
• Araújo Lima (1837 – 1840),
   – Realizações:
      • Colégio D. Pedro II,
      • Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro,
      • Ministério das Capacidades.


• Partidários dos grupos mais liberais e dos
  conservadores passaram a disputar o poder, e esse
  confronto abriu espaço para reivindicações mais
  radicais das facções populares.

• Resultado: eclosão por todo o país das rebeliões
  regenciais.
REVOLTAS DO PERÍODO REGENCIAL
• Crise econômica:
   – Preço das exportações brasileiras em baixa, poucos
     impostos devido aos privilégios alfandegários,ouro
     estava esgotado.
• Crise Social:
   – Riqueza e poder estavam concentrados nas mãos dos
     grandes fazendeiros e comerciantes, maior parte da
     população do campo e da cidade levava uma vida
     miserável.
• Crise política:
   – Grupos dominantes nas províncias queriam mais
     autonomia (pregando inclusive o separatismo).
FARROUPILHA (1835 – 1845)
• Local: Rio Grande do Sul / Santa Catarina.
• Líderes: Bento Gonçalves, Davi Canabarro e Giuseppe
  Garibaldi.
• Causas:
• Problemas econômicos dos produtores rurais gaúchos.

   – Produção do charque atendia ao mercado interno, mas
     sofria concorrência com Uruguai e Argentina que entravam
     no país mais baratos .

   – Estancieiros queriam eliminar ou reduzir as taxas sobre o
     gado na fronteira com o Uruguai.

   – Buscavam maior liberdade administrativa.
FARROUPILHA (1835 – 1845)

• 1835 -> Bento Gonçalves comanda as tropas
  sobre Porto Alegre e Antônio Fernandes Braga
  é deposto do cargo de Presidente da
  província.
  – No ano seguinte os farroupilhas fundam a
    República Rio-grandense.
  – Bento Gonçalves chegou a ser preso e enviado ao
    Rio de Janeiro e depois a Bahia, de onde fugiu
    com ajuda de Francisco Sabino.
FARROUPILHA (1835 – 1845)

• 1839 -> Giuseppe Garibaldi e Davi Canabarro
  conquistam Laguna.
  – Precisavam de um porto pois Porto Alegre e Rio
    Grande estavam sob o controle dos imperiais.
  – Proclamaram a efêmera República Juliana.
• 1840 -> D. Pedro II assume o poder com
  intenção de pacificar o país.
• 1842 -> Os farrapos passam a ser contidos
  pois Duque de Caxias começa a estabelecer
  acordos além das vitórias militares.
FARROUPILHA (1835 – 1845)
• 1845 -> Tratado de Ponche Verde, assinado entre
  Duque de Caxias e David Canabarro.
  – Imposto de 25% sobre o charque platino.
  – Anistia geral aos envolvidos.
  – Incorporação dos oficiais revoltosos ao exército
    imperial.
  – Libertação dos escravos envolvidos no conflito.
• OBSERVAÇÕES:
  – Não é uma revolta com objetivos populares;
  – Não tinha proposta concreta de acabar com a
    escravidão;
  – Queriam principalmente o lucro das estâncias e a
    maior autonomia no poder político.
CABANAGEM (1835-1840)
• Local: Pará.
• Vários líderes: dos quais Félix Clemente Malcher, Padre
  Batista Campos, João do Mato, Domingues Onça.
• Cabanos = Homens e mulheres pobres (negros, índios e
  mestiços).
   – Trabalhavam na extração de produtos da Floresta (cacau,
     madeira e ervas aromáticas).
• Queriam acabar com a Injustiça Social.

• 1835 -> Tomaram Belém e mataram várias autoridades do
  Governo.
   – Dificuldades para governar: divergências e traições.

• Violenta repressão comandada pelo Governo Imperial,
  arrasou o levante em 1840.
REVOLTA DOS MALÊS (1835)
• Local: Salvador, Bahia.
• Vários líderes: Pacífico Licutã, Manuel Calafate e Luis
  Sanim
• Movimento       de     escravos   africanos    (maioria
  muçulmano) conhecidos como malês.
• Luta contra os donos de escravos para conseguir a
  Liberdade.

   – Muitos rebeldes morreram em combate e outros foram
     presos (condenados a açoite público e fuzilamento).

• Com o fim desta revolta, aumentou o medo dos
  senhores que temiam que acontecesse o mesmo que
  ocorrera no Haiti.
SABINADA (1837-1838)
• Local: Bahia.
• Líder: Francisco Sabino da Rocha Vieira.
• Classe média de Salvador apoiada por uma parcela do
  exército, tomou a cidade e proclamou a República Baiana,
  em 1837.
       • Estavam descontentes com a falta de autonomia da
         província e com os desmandos da administração regencial.
• Objetivo: instituir uma república na província enquanto o
  príncipe fosse menor de idade.
   – Sem respaldo popular o movimento enfraqueceu. Era um
     rebelião coordenada por homens cultos e pessoas de posse de
     Salvador.

• Em 1838, as tropas oficiais, apoiadas pelos latifundiários da
  região, cercaram Salvador e derrotaram os revoltosos.
BALAIADA (1838-1841)
• Local: Maranhão.
• Líderes: negro Cosme (chefe de quilombo), Raimundo Gomes (um
  vaqueiro), Manoel Francisco Ferreira (artesão chamado de balaio).
   – “Bem-te-vis”: Políticos liberais radicais (profissionais      urbanos) que
     iniciaram a revolta contra os grandes fazendeiros da província (cabanos).
• A miséria causada pela crise do algodão e pelo aumento de
  impostos e preços, somada ao descaso das autoridades, motivou a
  rebelião popular no sertão maranhense.
   – Ocuparam a vila de Caxias, segunda mais importante da
     província.
   – Não tinha um projeto político definido e não foi um movimento
     único e harmônico.
• Foram derrotados pelas tropas do governo central, sob a liderança
  do Luis Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias).
O REGRESSO CONSERVADOR
             (1835-1840):
• A onda de conflitos provinciais assustou os
  grandes proprietários estava em risco seus
  interesses:
  – Grande propriedade;
  – Escravidão.
• Setores da elite passaram a concentrar esforços
  para anular os dispositivos que ampliaram a
  autonomia provincial
  – Queriam evitar a desagregação social e territorial.
MEDIDAS CONSERVADORAS:
• Lei de interpretação do Ato Adicional (1840)
  – Invalidava as medidas descentralizadoras de 1834,
    reduzindo o poder das províncias.
• Recriação do Conselho de Estado;
  – Fortalecendo o poder central.
• Reforma do Código do Processo Criminal
  (1841).
  – Subordinava a Justiça, a Polícia e a Guarda
    Nacional diretamente ao Ministro da Justiça.
CLUBE DA MAIORIDADE
• Faltava uma figura clara da centralização do poder: O
  IMPERADOR.
   – D. Pedro não contava com 18 anos.

• Formou-se o Clube com o intuito de reivindicar uma
  alteração na legislação para antecipar a posse de D.
  Pedro.
   – Apoio de proprietários rurais, grandes comerciantes;
   – Políticos progressistas e regressistas.

• Em 1840, a Assembleia aprova a tese da maioridade:
   – Com o Golpe da Maioridade, D. Pedro II assume com
     apenas 14 anos de idade.
D. Pedro II

• Retrato de Dom Pedro II ao
  assumir o governo, quando
  este    era    ainda     um
  adolescente de 15 anos
  incompletos, sem experiência
  para definir se deveria
  cercasse de liberais ou de
  conservadores.


•   O quadro de Félix Émile Taunay se encontra
    hoje no Museu Imperial, em Petrópolis (RJ).
Prof. Msc. Daniel Alves Bronstrup
       BLOG: profhistdaniel.blogspot.com
            @danielbronstrup

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2° ano Primeiro Reinado e Regências

  • 1. BRASIL IMPÉRIO: Primeiro Reinado e Período Regencial. 2°ano - Ensino Médio.
  • 2. O Projeto de Constituição de 1823 • 1823 -> realizam-se eleições para a Assembleia Constituinte. – Firme oposição aos portugueses, – Reduzir o poder do Imperador e valorizar o poder do Legislativo. – Constituição da Mandioca, se o cidadão possuísse renda mínima anual equivalente a 150, 250, 500 ou 1000 alqueires de farinha de mandioca, poderia ser eleitor ou se candidatar a deputado ou a senador. – Entrando em divergência com D. Pedro I acabou sendo fechado em 12 de novembro de 1823 (Noite da Agonia) sem completar tal tarefa.
  • 3. 1ª Constituição de 1824. • O texto acabou sendo elaborado pelo Conselho de Estado (instituição nomeada pelo imperador). – Sendo outorgado (imposta) pelo Imperador em março de 1824. • Características: Liberal com mecanismos de poderes absolutos ao imperador. – Poder Moderador: por meio deste, Dom Pedro I poderia intervir nos demais poderes; – O senado era vitalício; – Voto Censitário; – Instituição do Padroado (unidade entre estado e Igreja Católica); – Brasil dividido em províncias sem autonomia, – Eleições para a Assembleias tornaram-se indiretas.
  • 4. QUEDA NA POPULARIDADE • Confederação do Equador (1824): – Causas: insatisfação do povo com a constituição e a situação econômica. – Objetivo: unir as províncias do Nordeste e separar-se do império, criando a Confederação do Equador. – Causa imediata: a indicação de um governador conservador para a província de Pernambuco. – Líderes: se destacou Frei Caneca. • A revolta foi severamente reprimida pelas tropas imperiais e seus líderes foram executados, entre eles Frei Caneca (fuzilado).
  • 5.
  • 6. A QUEDA DA POPULARIDADE • Choque com a elite fundiária durante a elaboração da Constituição • Crise Econômica nos principais produtos de exportação do País (Açúcar e Algodão). • Guerra da Cisplatina (1825-1828), Apoiados pela Argentina, os uruguaios proclamam a independência do país. – Com a mediação da Inglaterra o Uruguai torna-se um estado soberano. – A derrota contribuiu para um enfraquecimento político do imperador. • Assassinato, em São Paulo, do jornalista Líbero Badaró que fazia críticas ao Imperador. • Envolvimento na Sucessão do trono português através da sua filha Maria da Glória.
  • 7.
  • 8. Noite das Garrafadas: – No dia 11 de março D. Pedro I retorna ao Rio de Janeiro de uma Viagem a Minas Gerais, – Encontrar oposição aberta nas ruas da cidade. O conflito culminou na noite do dia 13, quando os portugueses organizavam uma grande festa para recepcionar o governante, mas os brasileiros revoltosos atacaram com pedras e garrafas. • Foi, na verdade, uma disputa entre os aliados do partido português - favoráveis ao imperador - e os liberais do partido brasileiro - opositores ao mesmo.
  • 9. ABDICAÇÃO • A abdicação do Imperador Pedro I do Brasil, ocorreu em 7 de abril de 1831, em favor de seu filho D. Pedro de Alcântara (com 5 anos de idade), futuro D. Pedro II. – Dom Pedro I voltou para a Europa e foi coroado rei de Portugal, como Dom Pedro IV. • Até que o Herdeiro do trono brasileiro adquirisse maioridade, o país seria governado por um governo provisório – as regências.
  • 10. PERÍODO REGENCIAL (1831-1840)
  • 11. Os primeiros anos após a abdicação. • A Constituição determinava que, no caso de herdeiro o herdeiro do trono ser menor, assumiria uma Regência Trina indicada pela Assembleia, até a maioridade. • Regência Trina Provisória (abril de 1831): – Francisco de Lima e Silva (representante do Exército), – Nicolau de Campos (moderado), – Carneiro de Campos (restaurador).
  • 12. PANORAMA POLÍTICO. • Exaltado (farroupilha ou jurujubas): – Integrado pela esquerda liberal, que defendia a implantação de uma política federal descentralizada. • Moderado (ou chimango): – Composto pela direita liberal, que lutava pelos interesses dos grandes fazendeiros. • Progressistas: Governo forte e centralizado, faziam concessões aos liberais exaltados. • Regressistas: Governo com o legislativo forte, sem concessões para os liberais exaltados. • Restaurador (ou caramuru): – Constituído pela direita conservadora, cujo maior objetivo era trazer dom Pedro I de volta ao trono.
  • 13. REGÊNCIA TRINA PERMANENTE • Assumiu em junho de 1831, era composta por três moderados: – Bráulio Muniz; – Costa Carvalho; – Brigadeiro Lima e Silva. • Quem despontou como homem forte do novo governo foi o ministro da Justiça, Padre Diogo Feijó.
  • 14. AVANÇO LIBERAL (1831 -1835) • Caracterizado pela implantação de medidas de caráter descentralizador. – Setor agrário queria resgatar o poder concentrado antes nas mãos do Imperador e dos portugueses. • Reformas liberalizantes: – Código de Processo Criminal -> ampla autonomia judiciária aos municípios; – Ato adicional de 1834 -> extinguiu o Conselho de Estado e criou as Assembleias Legislativas Provinciais além de criar eleições para Regentes e diminuir o número de Regentes de três para um; – Guarda Nacional -> corpo militar comandado por grandes fazendeiros - os quais receberam a patente de Coronel ;
  • 15. REGENTES UNOS: • Padre Diogo Feijó (1835-1837), • Araújo Lima (1837 – 1840), – Realizações: • Colégio D. Pedro II, • Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, • Ministério das Capacidades. • Partidários dos grupos mais liberais e dos conservadores passaram a disputar o poder, e esse confronto abriu espaço para reivindicações mais radicais das facções populares. • Resultado: eclosão por todo o país das rebeliões regenciais.
  • 16. REVOLTAS DO PERÍODO REGENCIAL • Crise econômica: – Preço das exportações brasileiras em baixa, poucos impostos devido aos privilégios alfandegários,ouro estava esgotado. • Crise Social: – Riqueza e poder estavam concentrados nas mãos dos grandes fazendeiros e comerciantes, maior parte da população do campo e da cidade levava uma vida miserável. • Crise política: – Grupos dominantes nas províncias queriam mais autonomia (pregando inclusive o separatismo).
  • 17.
  • 18. FARROUPILHA (1835 – 1845) • Local: Rio Grande do Sul / Santa Catarina. • Líderes: Bento Gonçalves, Davi Canabarro e Giuseppe Garibaldi. • Causas: • Problemas econômicos dos produtores rurais gaúchos. – Produção do charque atendia ao mercado interno, mas sofria concorrência com Uruguai e Argentina que entravam no país mais baratos . – Estancieiros queriam eliminar ou reduzir as taxas sobre o gado na fronteira com o Uruguai. – Buscavam maior liberdade administrativa.
  • 19. FARROUPILHA (1835 – 1845) • 1835 -> Bento Gonçalves comanda as tropas sobre Porto Alegre e Antônio Fernandes Braga é deposto do cargo de Presidente da província. – No ano seguinte os farroupilhas fundam a República Rio-grandense. – Bento Gonçalves chegou a ser preso e enviado ao Rio de Janeiro e depois a Bahia, de onde fugiu com ajuda de Francisco Sabino.
  • 20.
  • 21. FARROUPILHA (1835 – 1845) • 1839 -> Giuseppe Garibaldi e Davi Canabarro conquistam Laguna. – Precisavam de um porto pois Porto Alegre e Rio Grande estavam sob o controle dos imperiais. – Proclamaram a efêmera República Juliana. • 1840 -> D. Pedro II assume o poder com intenção de pacificar o país. • 1842 -> Os farrapos passam a ser contidos pois Duque de Caxias começa a estabelecer acordos além das vitórias militares.
  • 22.
  • 23. FARROUPILHA (1835 – 1845) • 1845 -> Tratado de Ponche Verde, assinado entre Duque de Caxias e David Canabarro. – Imposto de 25% sobre o charque platino. – Anistia geral aos envolvidos. – Incorporação dos oficiais revoltosos ao exército imperial. – Libertação dos escravos envolvidos no conflito. • OBSERVAÇÕES: – Não é uma revolta com objetivos populares; – Não tinha proposta concreta de acabar com a escravidão; – Queriam principalmente o lucro das estâncias e a maior autonomia no poder político.
  • 24. CABANAGEM (1835-1840) • Local: Pará. • Vários líderes: dos quais Félix Clemente Malcher, Padre Batista Campos, João do Mato, Domingues Onça. • Cabanos = Homens e mulheres pobres (negros, índios e mestiços). – Trabalhavam na extração de produtos da Floresta (cacau, madeira e ervas aromáticas). • Queriam acabar com a Injustiça Social. • 1835 -> Tomaram Belém e mataram várias autoridades do Governo. – Dificuldades para governar: divergências e traições. • Violenta repressão comandada pelo Governo Imperial, arrasou o levante em 1840.
  • 25. REVOLTA DOS MALÊS (1835) • Local: Salvador, Bahia. • Vários líderes: Pacífico Licutã, Manuel Calafate e Luis Sanim • Movimento de escravos africanos (maioria muçulmano) conhecidos como malês. • Luta contra os donos de escravos para conseguir a Liberdade. – Muitos rebeldes morreram em combate e outros foram presos (condenados a açoite público e fuzilamento). • Com o fim desta revolta, aumentou o medo dos senhores que temiam que acontecesse o mesmo que ocorrera no Haiti.
  • 26. SABINADA (1837-1838) • Local: Bahia. • Líder: Francisco Sabino da Rocha Vieira. • Classe média de Salvador apoiada por uma parcela do exército, tomou a cidade e proclamou a República Baiana, em 1837. • Estavam descontentes com a falta de autonomia da província e com os desmandos da administração regencial. • Objetivo: instituir uma república na província enquanto o príncipe fosse menor de idade. – Sem respaldo popular o movimento enfraqueceu. Era um rebelião coordenada por homens cultos e pessoas de posse de Salvador. • Em 1838, as tropas oficiais, apoiadas pelos latifundiários da região, cercaram Salvador e derrotaram os revoltosos.
  • 27. BALAIADA (1838-1841) • Local: Maranhão. • Líderes: negro Cosme (chefe de quilombo), Raimundo Gomes (um vaqueiro), Manoel Francisco Ferreira (artesão chamado de balaio). – “Bem-te-vis”: Políticos liberais radicais (profissionais urbanos) que iniciaram a revolta contra os grandes fazendeiros da província (cabanos). • A miséria causada pela crise do algodão e pelo aumento de impostos e preços, somada ao descaso das autoridades, motivou a rebelião popular no sertão maranhense. – Ocuparam a vila de Caxias, segunda mais importante da província. – Não tinha um projeto político definido e não foi um movimento único e harmônico. • Foram derrotados pelas tropas do governo central, sob a liderança do Luis Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias).
  • 28. O REGRESSO CONSERVADOR (1835-1840): • A onda de conflitos provinciais assustou os grandes proprietários estava em risco seus interesses: – Grande propriedade; – Escravidão. • Setores da elite passaram a concentrar esforços para anular os dispositivos que ampliaram a autonomia provincial – Queriam evitar a desagregação social e territorial.
  • 29. MEDIDAS CONSERVADORAS: • Lei de interpretação do Ato Adicional (1840) – Invalidava as medidas descentralizadoras de 1834, reduzindo o poder das províncias. • Recriação do Conselho de Estado; – Fortalecendo o poder central. • Reforma do Código do Processo Criminal (1841). – Subordinava a Justiça, a Polícia e a Guarda Nacional diretamente ao Ministro da Justiça.
  • 30. CLUBE DA MAIORIDADE • Faltava uma figura clara da centralização do poder: O IMPERADOR. – D. Pedro não contava com 18 anos. • Formou-se o Clube com o intuito de reivindicar uma alteração na legislação para antecipar a posse de D. Pedro. – Apoio de proprietários rurais, grandes comerciantes; – Políticos progressistas e regressistas. • Em 1840, a Assembleia aprova a tese da maioridade: – Com o Golpe da Maioridade, D. Pedro II assume com apenas 14 anos de idade.
  • 31. D. Pedro II • Retrato de Dom Pedro II ao assumir o governo, quando este era ainda um adolescente de 15 anos incompletos, sem experiência para definir se deveria cercasse de liberais ou de conservadores. • O quadro de Félix Émile Taunay se encontra hoje no Museu Imperial, em Petrópolis (RJ).
  • 32. Prof. Msc. Daniel Alves Bronstrup BLOG: profhistdaniel.blogspot.com @danielbronstrup