História do Brasil
Corte portuguesa no Brasil Política expansionista de Napoleão leva a corte a fugir; 1806 – Bloqueio Continental – Portugal e Rússia não cumprem com as determinações de Napoleão. 1807 – Tratado de Fontainebleau 1808 - Abertura dos portos as nações amigas; 1810 – Tratados: imposto alfandegário diferenciado para a Inglaterra;
Plano Interno:  Fundação do Banco do Brasil Imprensa régia Escolas de ensino superior Contratação de músicos, pintores, escultores e arquitetos europeus Biblioteca Real, Museu Nacional e Observatório Nacional   1817 – Revolução Pernambucana  Movimento popular contra a política de D. João VI Crise econômica, seca e alta do custo de vida Desejo de substituir a Monarquia pela República Foi bem sucedido por 74 dias 1820 – Rev. do Porto: Volta de D. João VI para Portugal, ele vai, mas deixa seu filho.
Passos da Independência 09 de janeiro – Dia do Fico 21 de Fevereiro – Cumpra-se: ordens de Portugal somente seriam executadas com a autorização de D. Pedro. 03 de julho – Convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte. 08 de agosto – Proibição da posse de funcionários enviados de Lisboa. 07 de setembro – Proclamação da independência.
Brasil (In)dependente Após bradar “Independência ou Morte” D. Pedro I possuía dois grandes problemas para resolver: Pacificar movimentos anti-independência: militares ligados a coroa, antigos funcionários e comerciantes. Focos localizados principalmente na Bahia, Piauí, Pará, Maranhão e Cisplatina. Organizar o Estado que surgiu.
Primeiro Império (1822 – 1831) Assembléia Constituinte de 1823 – Constituição da Mandioca; Tinha direitos políticos quem plantasse mandioca (150 alqueires). O que excluía comerciantes e camadas populares; Anticolonialismo; Classismo; Antiabsolutismo.
Dissolução da Assembléia D. Pedro I se aproxima do Partido Português devido a elaboração de um projeto q diminuía seus poderes. Após vários desentendimentos D. Pedro I dissolve a Assembléia. Fato marcado como a Noite da Agonia. LEMBRAR: CONSTITUIÇÃO DA MANDIOCA NÃO É A PRIMEIRA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL!!!!!
Constituição de 1824 4 poderes – Moderador; Voto Censitário – baseado na renda. 100 mil réis para votar, 400 mil réis para concorrer a vaga de deputado e 800 mil réis para senador; Regime do Padroado e Beneplácito – religião católica como oficial e submete a Igreja ao Estado; Profundo Unitarismo e Centralismo.
Reações contra D. Pedro I Confederação do Equador (1824): Causas: Atitudes de D. Pedro I e outorga da Constituição de 1824. Idéias: Movimento separatista e republicano. Inspirado também no Federalismo. Conseqüências: vitória dos imperiais com os líderes revolucionários presos e alguns condenados a morte. Paes de Andrade (absolvido), Cipriano Barata (preso) e Frei Caneca (morto).
Crise do Primeiro Império Crise econômica; Perda da Província Cisplatina (1825); Morte de D. João VI – problemas de sucessão em Portugal (1826); Assassinato de Libero Badaró (1830); Demissão do Ministério dos Brasileiros e nomeação do Ministério dos Marqueses; 7 de Abril de 1831 – abdicação de D. Pedro I. Deixa no seu lugar o seu filhinho!
Período Regencial (1831 – 1840) Centralismo Instabilidade política Ato adicional de 1834 Revoltas: Crise Econômica Insatisfação popular Autoritarismo do gov. central
Regência (1831 – 1840) Após a abdicação de D.Pedro I, de acordo com a constituição brasileira de 1824, uma Assembléia Geral deveria se reunir para a eleição dos regentes. No entanto os parlamentares estavam ausentes do Rio de Janeiro, em recesso. Assim, os poucos deputados presentes  decidiram escolher uma regência provisória, até que os demais parlamentares retornassem.
Regência provisória (abril a junho de 1831) Nicolau Vergueiro, José Campos e Francisco de Lima e Silva Readmitiram o “ministério dos brasileiros” Anistiaram prisioneiros políticos Suspenderam temporariamente o exercício do poder moderador Eleição da regência permanente
Regência Trina Permanente (1831 – 1834/5) Francisco L. e Silva, João Bráulio Muniz e José Carvalho. Guarda Nacional – iniciativa do min. Na justiça Diogo Feijó – uma milícia armada dirigida por brasileiros abastados, que passou a ser o principal instrumento do governo para reprimir os levantes populares. 1832 – Código de Processo Criminal – dava plena autoridade judicial e policial, em instância municipal, aos juízes de paz, normalmente escolhidos e nomeados entre os grandes proprietários de cada região.
Ato Adicional de 1834 – que continha alterações na carta constitucional de 1824 Criação das Assembléias Legislativas Provinciais. Criação do município neutro, onde as autoridades seriam nomeadas pelo governo imperial. Criação da Regência Uma Suspensão do exercício do Poder Moderador e do Conselho de Estado
Regência Uma de Feijó (1835 – 1837) Eclosão de diversas revoltas (Cabanagem e Rev. Farroupilha) Grande oposição, afinal de contas, Feijó passa a ser acusado de não conseguir manter a paz e a ordem no Brasil. Alegando motivos de saúde Feijó renunciou ao cargo de regente.
Regência Uma de Araújo Lima (1837 – 1840) O novo governo apresentou uma tendência nitidamente conservadora Criação do Colégio Pedro II, do Arquivo Público Nacional e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – “ministério das capacidades” O governo conservador acusava as medidas liberais adotadas como sendo o grande estopim das revoltas no Brasil. Em maio de 1840 foi aprovada a Lei Interpretativa que devolveu ao poder central o direito de nomear funcionários públicos e o controle da polícia e justiça. Buscava-se a centralização para combater as revoltas. Liberais reagem – Clube da Maioridade
Revoltas Cabanagem (Pará, 1835 – 1840) Início – divisão da elite com relação a nomeação do presidente da província. Participação das camadas populares Fracasso ligado a traição de diversos integrantes, falta de consenso entre os líderes e falta de unanimidade nas propostas. 1840 – pacificação do Pará Sabinada (Bahia, 1837 – 1838) Início – recrutamento forçado para combater os farrapos. Dificuldades econômicas também. Revoltosos proclamaram a República Bahiense enquanto durasse a regência. Defenderam a liberdade para os escravos que lutassem.  Tropas foram deslocadas e pacificaram a Bahia.
Balaiada (Maranhão, 1838 – 1841) Dificuldades econômicas relacionada ao algodão. Miseráveis logo passaram a contestar os privilégios de latifundiários e comerciantes. Os Balaios chegaram a ocupar a vila de Caxias e ameaçaram uma invasão em São Luís. Divergências entre líderes e a falta de unidade levaram ao declínio do movimento A pacificação completa veio em 1841 com a anistia, seguida do enforcamento de Bento Cosme (1842) e da reescravização.
Revolução Farroupilha (1835 – 1845) Mais longa revolta da história brasileira Reivindicavam maior autonomia provincial e a redução dos altos impostos que incidiam sobre o charque sul-riograndense. Teve início em 1835, quando Bento Gonçalves tomou a cidade de Porto Alegre. 1836 – proclamação da República do Piratini 1839 – proclamação da República Juliana 1842 – declínio do movimento especialmente diante da repressão feita por Luis Alves de Lima e Silva 1845 – Paz de Ponche Verde – anistia geral, incorporação de exército farrapo ao imperial, devolução de terras ocupadas, taxação de 25% sobre o charque platino e liberdade para os escravos que lutaram na revolução.
II Reinado
1840 – Classe dominante temerosa com os movimentos revolucionários. Medo da fragmentação política do país. Optou pela maioridade – D. Pedro II representava a manutenção dos seus privilégios políticos e econômicos. *** Dois partidos disputam o cenário político: LIBERAL e CONSERVADOR. Não possuíam muitas diferenças ideológicas. LIBERAIS: Gov. forte com autonomia para as províncias. CONSERVADORES: Legislativo forte e sem autonomia para as províncias.
Liberais lutam pela maioridade  –  D. Pedro II depois de coroado os escolhe para compor o primeiro ministério, o MINISTÉRIO DOS IRMÃOS. São marcadas eleições para a Câmara dos Deputados – “ELEIÇÕES DO CACETE” – onde os LIBERAIS vencem com base na fraude eleitoral. P. Conservador reage – influencia D. Pedro II que dissolve a Câmara e convoca novas eleições.
Revoltas Liberais de 1842 SP e MG tornam-se palco de lutas devido a anulação das eleições e a substituição do Ministério. Luis Alves de Lima e Silva sufoca o movimento.
Parlamentarismo no Brasil 1847 – Presidente do Conselho dos Ministros = 1° Ministro. Cargo que era escolhido pelo imperador de dentro do partido que tivesse a maioria na Câmara. Parlamentarismo “as avessas” – Poder Moderador. Liberais e Conservadores sempre disputaram o poder exceto na “Era da Conciliação” (1853 – 1868).
Revolução Praieira (PE – 1848) Início do 2° Imp. – as condições econômicas e sociais em PE são péssimas; Maioria da população passava por dificuldades; XG proprietários dominavam o poder local – controlando o P. Conservador mas participando no P. Liberal. 1842 – Liberais fundam o Partido da Praia (jornal Diário Novo na rua da Praia). A realidade pernambucana fortalecia o P. da Praia que pregava autonomia das províncias, luta contra portugueses e latifundiários locais.
1848 – Nomeado para o governo de PE um conservador – estopim do movimento. Participação do povo nas lutas (boiadeiros, mascates, mulatos e negros). 1849 – Manifesto ao mundo Voto livre e universal; Extinção do senado vitalício e Pod. Moder.; Proclamação da República; Nacionalização do comércio; Liberdade de imprensa e pensamento; Reforma judicial; Primeiros cmbts favoráveis aos revoltosos Nomeado um novo gov. – traiu Pedro Ivo (líder) 1850 – Fim da praieira encerrando a agitação no Brasil da primeira metade do XIX. *** Influência do Socialismo Utópico
Economia Durante o 2° reinado – CAFÉ = sustentáculo da economia brasileira (Hj ainda tem destaque). XVIII – Franceses trazem mudas para a América. 1727 – Café chega no Brasil – Belém. 1761 – Café no RJ – desenvolveu-se devido: Mão de obra abundante; Facilidade de transporte; Proximidade do porto; Algum tempo depois – Café espalha-se para províncias vizinhas: Boa qualidade do solo, temperatura e umidade; Prazo de alguns anos – Café é a principal riqueza do país – 1° produtor mundial. No final da monarquia – SP XG produtor: Terra Roxa; Mão de obra imigrante;
A acumulação de K gerada pelo café favoreceu o desenvolvimento industrial. As Transformações do Café: Implantação de ferrovias – transportes; Dinamização da atividade industrial; Beneficiamento de café e sacarias. Crescimento e desenvolvimento de cidades; Introdução do trabalho livre e assalariado;
Cafeicultores: Tradição e Inovação FLUMINENSE: Ligado as antigas tradições coloniais; Posição determinada pelo n° de escravos; Não aceitava novas técnicas; Não controlava a comercialização do produto. 1830/60. FAZENDEIRO PAULISTA: Próprios esquemas de comércio do café; + valores urbanos do que rurais; Aceitava a modernidade e aplicava na produção – XG produtividade. 1860/89 - 1930
Modernização do Brasil A partir de 1850 – Modernização. Novas técnicas de transporte – ferrovias e navegação; Comunicações – telégrafo; Aumento da atividade comercial; Nos XG centros urbanos – atividades profissionais se multiplicam – vida cultural e política se dinamizam. Final do XIX – aparecimento de indústrias – SP, RJ, MG, RS. Essa indústria do XIX não afeta a estrutura socioeconômica do Brasil.
Condições para a Industrialização 1843 – Brasil rompe com os tratados de 1810; 1844 – Tarifas Alves Branco – Protecionismo; 1845 – Reação Inglesa: Bill Aberdeen – permitido o aprisionamento de Tumbeiros; 1847 – Sistema de Parceria – Primeira tentativa de trazer imigrantes (Sen. Vergueiro) FALHOU!! – Dívidas!! 1857 – Revolta de Ibicaca – mostra a falha da PARCERIA! 1850 – Lei Eusébio de Queirós – Fim do Tráfico Negreiro. O “K” para a compra do escravo vai para a Industrialização e vinda de Imigrantes; 1850 – Lei de Terras – Posse das terras somente através da compra. Ocupação e Doação NÃO VALEM MAIS!!!
1° surto industrial brasileiro Irineu Evangelista de Souza (Barão de Mauá); K interno; Reforma nos portos, Bancos privados, Companhias de Navegação, Ferrovias, Remodelação do centro do RJ; Curto tempo de duração – Pressão inglesa Tarifas Silva Ferraz – anula Alves Branco; Fim da Era Mauá
2° surto industrial brasileiro   A partir de 1870 até a primeira década da República; Setores como mineração, móveis, bens não duráveis, têxtil, ganham impulso. A Guerra do Paraguai foi responsável – manutenção da tropa em cmbt. Outra explicação – aumento do mercado consumidor interno –café e trabalho assalariado. Fábricas no eixo Rio-São Paulo – imigrantes disputados – mão de obra qualificada.
Imigração Sistema de Parceria (1847 – 1857): Colonos contratados na Europa e trazidos para o café. Passagens pagas como adiantamento, sendo cobradas na forma de trabalho. Imigração Subvencionada (1870): Colono com passagem paga pelo governo, diminuía as despesas do trabalhador e incentivava a vinda de novos imigrantes.
Política externa do Segundo Reinado Questão Christie – 1861 Naufrágio do Príncipe de Gales sendo sua carga roubada Prisão de oficiais da marinha britânica Navios de guerra da Inglaterra aprisionaram 5 navios brasileiros ancorados no Rio de Janeiro O arbitro da questão: Leopoldo I, da Bélgica Brasil rompe relações com a Inglaterra até o pedido de desculpas inglês.
Conflitos no Prata Livre navegação na Bacia Platina Acesso a província do Mato Grosso Invasão de fronteiras Impedir a formação de um único país entre Argentina e Uruguai
Luta contra Oribe e Rosas (1850 – 1852) Após a independência do Uruguai formaram-se dois partidos – Colorados (Rivera) e Blancos (Oribe) Blancos, aliados da argentina, pecuaristas, invadiam as fronteiras brasileiras Colorados, aliados do Brasil e de duas províncias argentinas (entre-rios e corrientes) que não aceitavam o poder de Rosas. Oribe foi derrotado pelas tropas de Caxias A luta continua na Argentina até 1852 quando após a batalha de Monte Caseros o ditador Rosas foi derrotado.
Luta contra Aguirre (1864 – 1865) Fronteiras do RS continuavam sendo invadidas Brasil dá um ultimato ao Uruguai Blancos chefiados por Aguirre e Colorados por Venâncio Flores Blancos foram mais uma vez derrotados Mas agora Aguirre tinha um forte aliado, Solano Lopes.
Guerra do Paraguai 1811 – Independência do Paraguai – crescente desenvolvimento interno. José Francia (1811 – 1840) e Carlos Lopes (1840 – 1862) Analfabetismo erradicado do país; Instalação de estradas de ferro; Telégrafo; Indústrias (pólvora e siderúrgica) Fazendas estatais – alimento para a população; Paraguai era o país mais desenvolvido da América do Sul – menos dependia de K externo. Diversificação da economia e monopólio estatal do comércio exterior.
** Haviam dois modelos de desenvolvimento na Am. do Sul: Brasil e Argentina: não alteraram sua estrutura econômica após a independência. Paraguai: modelo baseado numa política econômica independente e em reformas sociais (terras da igreja p/ fazendas estatais). Até 1862 – Paraguai alheio as disputas do Prata.
Em 1862 – Assume Solano Lopes – novos rumos à política externa do Paraguai. 1864 – Brasil invade o Uruguai p/ colocar no poder Venâncio Flores, líder dos colorados, facção que se opunha ao governo de Atanásio Aguirre dos Blancos. Solano apóia os Blancos, então rompe relações com o Brasil e invade o MT + duas províncias argentinas. ** Havia uma política militarista por parte de Solano Lopes. Para garantir o progresso do Paraguai um acesso ao mar era vital – PARAGUAI MAIOR
1864 – Exército paraguaio contava com 60 mil homens. Invasão brasileira no Uruguai representava para Lopes uma ameaça à segurança do Paraguai. Contra as ações do Lopes: Brasil, Argentina e Uruguai em maio de 1865 assinam o TRATADO DA TRÍPLICE ALIANÇA que contava com apoio militar e financeiro da Inglaterra. 11/1865 – apreensão do navio Marques de Olinda no rio Paraguai – D. Pedro II declara guerra.
A guerra terminou em 1870 com a morte de Solano Lopes; Mas desde 01/1869 – L. A. de Lima e Silva ocupava Assunção a frente das tropas aliadas. Ao fim do conflito:  Paraguai 96% dos homens e 55% das mulheres haviam morrido; Pop. de 800 mil – 194 mil; Território devastado e economia também.
Pcp vencedor foi a Inglaterra que manteve o domínio econômico na região sem se envolver diretamente no conflito. Brasil e Argentina conseguiram terras paraguaias pretendidas, mas aumentaram sua dependência com relação à Inglaterra; Economia brasileira: abalada pelos prejuízos da guerra – dependente de empréstimos. Exército brasileiro: posições contrárias ao escravismo e simpatia pelo republicanismo – grande parte dos soldados eram pobres e escravos.
Queda da Monarquia Questão Abolicionista: 1850 – fim do trafico; 1871 – Ventre Livre; 1885 – Sexagenários; 1888 – Lei Áurea. Questão Republicana: 1870 – Manifest. Rep.  Questão Militar: republicanismo e positivismo.  Questão Religiosa: proibição da ligação entre a Igreja católica e a maçonaria.
MONARQUIA MILITARISMO CAFEICULTORES IGREJA ESCRAVISMO As bases do Segundo Reinado eram essas:
E como ficaram na transição da monarquia para a república: MONARQUIA IGREJA ESCRAVISMO MILITARISMO CAFEICULTORES D. Pedro II caindo!!
Agonia do Império Com a oposição de tantos setores da sociedade à monarquia tornou possível o tranqüilo Golpe político que implantou a República. O Gov. imperial percebendo a situação apresenta reformas: Liberdade de fé religiosa e ensino; Autonomia para as províncias; Mandato temporário para o senado; Mas as reformas chegam tarde demais. 15/11/1889 – Deodoro da Fonseca assume o comando de tropas formando um governo provisório.
República Velha (1889 – 1930)
Governo Provisório O Brasil mudava a forma de governo sem revolucionar a sociedade. Nas primeiras deliberações o gov. prov. revelou seu caráter conservador – sua pcp missão era manter a Ordem pública e o Direito de propriedade. Para acalmar outros países, o gov. comprometeu-se em assumir as dívidas da monarquia.
Primeiras medidas: Federalismo: províncias = Estados-membros c/ maior autonomia. Separação entre Igreja e Estado – fim do padroado. Passamos a ter o casamento e registro de nascimento civil. Grande naturalização. Bandeira. Assembléia Constituinte -  elaborar a 1ª constituição da República.
Encilhamento – 01/1890 Medida de XG impacto tomada e executada por Rui Barbosa – obj.: incentivar a industrialização brasileira. Vamos ter XXGG emissão de $ - aumentar a moeda circulante, facilitar o crédito. Resultado: XXXGGG inflação, empresas fantasmas, especulação n bolsa do RJ, desorganização econômica. Cafeicultores = pressão, pois querem uma política que valorize o Café.
1ª Const. Republicana (1891) Forma de Governo: República Forma de Estado: Federalismo Sistema de Governo: Presidencialismo Divisão dos poderes: os 3 normais Voto: brasileiros maiores de 21 exceto analfabetos, mendigos, soldados e mulheres. Voto aberto – pressão na votação.
Gov. Const. De Deodoro (1891) Congresso nacional elegeu o 1° presidente, Deodoro que tinha apoio dos militares. O vice eleito era Floriano, vice da outra chapa, com apoio dos cafeicultores. Ou seja, Deodoro não tem apoio político suficiente para governar, nem o vice é seu aliado.
Oposição no Congresso (cafeicultores); Congresso tenta aprovar a Lei das Responsabilidades – culpar o presidente pela crise econômica; Deodoro fecha o congresso; Brasil a beira de uma guerra civil – encilhamento; Deodoro abandona o poder. Essa república já começou mal!!!
Gov. de F. Peixoto (1891 – 1894) Vai enfrentar e vencer as revoltas; Consolidar a República no Brasil; Apoio do Congresso; Oposição    inconstitucionalidade do governo, pois Peixoto era vice. Política de Conciliação, voltada para a elite, classe média e popular: agroexportação, crédito, baixa os aluguéis, pescado e sistema de casa própria.
Revoltas que F. Peixoto enfrenta Revolta da Armada (1893): RJ – tentativa da marinha tomar o poder com o Alm. Custódio de Melo. Bombardeiam o RJ e se juntam com os revoltosos do Sul. Revolução Federalista (1893 – 1895) Disputa entre duas facções políticas no RS; Pica-paus X Maragatos; Centralização X Federalismo; Júlio de Castilhos X Gaspar Silveira Martins.
República Oligárquica (1894 – 1930) Política do Café com Leite – troca de favores; Política dos Governadores – troca de favores; Coronelismo – troca de favores; Voto de Cabresto – eleições fraudulentas; Comissão Verificadora – aprovar os nomes dos eleitos; Política de Valorização do Café – 1906 – Acordo de Taubaté.
Coronelismo Economia fundamentalmente agrícola – 70% da população esta no campo (1920). Sociedade agrícola – Coronéis – XG poder. Empregam muitos por salários miseráveis que p/ sobreviver dependiam dos favores dos coronéis -- $ emprestado, auxílio na educação e saúde, etc.
Voto de cabresto Em troca dos favores: O coronel exigia que as pessoas votassem nos seus candidatos. Quem desobedecesse perdia seus favores e estava sujeito a ação dos jagunços e capangas. Voto aberto – sob pressão – voto de cabresto. Temos ainda as fraudes – documentos falsificados, urnas violadas e votos adulterados.
Política dos Governadores Criada por Campos Sales (1898 – 1902), o idealizador das alianças entre o Gov. Federal e Estadual. Presidente: respeita e apóia as decisões do Gov. Estadual. Governador: ajuda a eleger p/ o Congresso, deputados simpáticos ao presidente. Ou seja, uma troca de favores.
A Política dos governadores reproduzia a nível federal a rede de compromissos que ligavam coronéis e governo dentro do estado. Havia no Congresso a Comissão Verificadora – deveria julgar os resultados eleitorais. Aprovava candidatos da situação e não reconheci os nomes eleitos da oposição. A eliminação dos nomes – Degola.
Política do Café com Leite Através das alianças e favores as Oligarquias agrárias controlaram o poder durante a Rep. Velha – organizadas em dois partidos – PRP e PRM. Faziam coligações com oligarquias de outros estados. Quase todos os presidentes foram eleitos com o apoio dos paulistas e mineiros. SP = café MG = 2° em café e destaque p/ o leite Aliança entre PRP e PRM = Café c/ Leite
Economia da República Velha Café: líder das exportações Representava mais de 50% das exportações, Brasil atendeu 2/3 do consumo mundial. Condições favoráveis p/ o plantio. Utilização dos imigrantes – contribuíram para aumentar a capacidade de produção. Houve lucro - + investimentos nas fazendas, logo a produção ultrapassa o consumo. Início do XX – crises de superprodução. Queda nos preços; Acúmulo de estoques invendáveis – 1905 – 11 milhões de sacas de 60kg – 70% do consumo mundial em um ano.
Convênio de Taubaté (1906) Reunião de cafeicultores – soluções para a superprodução. Governo comprasse o que ultrapassasse a procura do mercado p/ depois ser vendido quando os preços se normalizassem. P/ comprar o governo fazia empréstimos. Estoques crescem. Preços mantidos artificialmente. Cafeicultores continuam tendo lucros e aumentando a produção do café.
Açúcar: mercado interno – concorrência internacional. Algodão: concorrência com os EUA – auge 1861 – 1870. Após temos decadência. Passa para o mercado interno. Borracha: 1840 – intensa procura dos países industrializados. Brasil passa a suprir praticamente toda a demanda mundial. Mas a produção é insuficiente. Ing e Hol investem na Malásia, Ceilão e Indonésia. 1920 – decadência. Cacau: semelhante a borracha – Ing investe na Costa do Ouro – XG exportador.
Indústria Crescimento das Indústrias ganhou novo impulso – SP. Onde estavam os + importantes cafeicultores. Crises de superprodução – muitos fazendeiros invistam parte os lucros na indústria. Muitos imigrantes desiludidos com o campo – vão para a cidade – mão de obra ns fábricas. Passo a passo a indústria conquista sua parcela no mercado interno. Aos poucos a indústria modifica a estrutura socioeconômica do Brasil – setores urbanos, classe média e proletariado passam a exigir maior participação política.
Lutas Operárias Péssimas condições de trabalho: Seg a Sab – 15 horas/dia; Salários baixos; Sem férias, horas extras e demais direitos trabalhistas; Instalações fabris precárias – freqüentes acidentes. Protestos e reivindicações – primeiros sindicatos – ANARQUISMO.
1922 – Fundação do PCB Inspirado na vitória comunista na Rússia – no Brasil foi bem recebido pelos líderes operários. Logo após sua fundação foi posto na clandestinidade: Por quê? Comandado pelo estrangeiro; Contrário a ordem pública do país.
Greve geral de 1917 07/1917 – Org. em SP – 1ª greve geral da história do Brasil. Estopim: morte de operário em confronto com a polícia. Paralisação atinge toda a cidade de SP e outras regiões do país – conflitos entre trabalhadores e polícia. Movimento assusta patrões – negociar. Prometem melhores salários e condições de trabalho (também não punir grevistas). Concessões provisórias: Washington Luis = “questão social é caso de polícia”. Revolta de trabalhadores devia ser contida na cacetada.
Revoltas da República Velha Revoltas Messiânicas: Revolta de Canudos (1893 – 1897): Mov. Messiânico; Miséria da região; Beato: Antonio Conselheiro que funda no Arraial de Canudos a cidade de Santa de Belo Monte. Monarquia Celestial, busca a igualdade entre as classes; Questiona a República.
Guerra do Contestado (1912 – 1916) Disputa de terras entre SC e PR; Movimento Messiânico; No séc. XIX devido a exploração dos caboclos – surge um beato – João Maria; No início do XX a exploração é também por empresas estrangeiras – clima de miséria; Surge um novo beato – José Maria que busca por uma sociedade igualitária, Monarquia Celestial – semelhante a Canudos, não obedecia as ordens da Rep. Velha. Foram violentamente perseguidos pelos coronéis, donos das empresas estrangeiras e pelo exército.
Revolta da Vacina (1904) Reação popular nas ruas do Rio de Janeiro, uma cidade com graves problemas urbanos e sociais; Havia o desejo de transformar o Rio no cartão postal da República. Com isso tivemos o inicio de obras de modernização. Para as epidemias, Osvaldo Cruz – Lei da vacina Obrigatória. População reage: agressão física e moral da vacina. Pobreza da população é outro motivo.
Cangaço – violência no sertão. Situação: miséria, injustiça dos coronéis, fome e seca. A situação contribui para a formação de bandos armados – cangaceiros. Forma pura e simples de banditismo e criminalidade? Forma de banditismo social – revolta contra a opressão e miséria dos nordestinos? + importantes: Antônio Silvino (1900) e Virgulino Ferreira (1920). Após o massacre do bando de Lampião em 1939 pela polícia, o cangaço praticamente desapareceu do nordeste.
Revolta da Chibata (1910) Causas: maus tratos na Marinha, péssima alimentação, baixos soldos, falta de promoções (academia militar só recebia brancos ricos); Líder: João Cândido Governo promete mas depois reprime. Novo levante: O Alm. Negro é preso mas acaba com a chibata na marinha. É absolvido em 1912. João Candido
Tenentismo Movimento das camadas médias militares: Participação política; Voto secreto; Voto para todos; Melhorias na educação; Busca da melhoria social; Criação de uma Justiça Eleitoral; Combate ao Latifúndio; Política econômica nacionalista e industrializante. Condenavam: Voto de Cabresto; Corrupção eleitoral; Coronelismo; Política dos Governadores; Política do Café com Leite.
1922 – Levante do Forte de Copacabana: Querem impedir a posse de Artur Bernardes; Imediata reação do governo; Rebeldes saem a rua lutar contra uma brutal superioridade das forças governamentais; Ficou conhecida como Os 18 do Forte. Revolta de 1924: Revolucionários ocupam locais estratégicos em São Paulo; Gov. paulista foge para reorganizar a reação. Não havendo condições de resistir, o General Isidoro Dias Lopes forma a Coluna Paulista que tinha como objetivo continuar a luta contra o governo levando a revolução para outros Estados.
Coluna Prestes (1925 – 1927) Líder: Luis Carlos Prestes; Busca a ampliação da luta tenentista; Nasce no RS, une-se a Coluna Paulista no PR, vai até o Nordeste e se dissolve na Bolívia; Movimento tenta ganhar simpatizantes para o tenentismo com a finalidade de formar um movimento forte para derrubar a Oligarquia; Falta unidade, movimento passa a ser somente contra Artur Bernardes.
Semana de Arte Moderna - 1922 Rebelião cultural; Busca do abrasileiramento do Brasil – um padrão cultural nacional; Questiona a republica Oligárquica; Romper com o padrão estético cultural externo; Forte reação dos setores conservadores, mas com o tempo as obras e idéias novas conseguiram se impor na cultura brasileira; “ Tupi or not Tupi, that is the question” – Manifesto Antropofágico.
Enquanto isso no mundo:  Crise de 29 Caracterizou-se como uma crise de superprodução; Falta de opções para aplicação de capitais; Queda dos lucros; Retração geral da produção industrial; Paralisação do comércio; Culminou com o Crack da Bolsa de Nova Iorque 10/1929 – Quinta feira negra. Crise repercutiu praticamente no mundo todo, exceto na Rússia que vinha desenvolvendo sua economia sem muita dependência das finanças externas.
Agonia da República Velha Crise de 29 – Desestruturação da Oligarquia cafeeira; Rompimento da Política do Café com Leite. Indicação do paulista Júlio Prestes; Formação da Aliança Liberal – Oligarquia dissidente cuja plataforma de compromisso têm: nacionalização, projetos trabalhistas, melhoria de vida social dos trabalhadores em geral; Eleições de 1930 – vence Júlio Prestes – fraudes; Morte de João Pessoa – vice da Aliança liberal, o estopim do movimento.
Era Vargas (1930 – 1945) Populismo; Nacionalismo; Líder carismático; Paternalista; Unipartidarismo; K não dependente; Anti-comunismo; Ambíguo: elite ou povo “ Um populista ama o povo mas acima de tudo ama o poder.”

A Partir De D. Joao VI

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    Corte portuguesa noBrasil Política expansionista de Napoleão leva a corte a fugir; 1806 – Bloqueio Continental – Portugal e Rússia não cumprem com as determinações de Napoleão. 1807 – Tratado de Fontainebleau 1808 - Abertura dos portos as nações amigas; 1810 – Tratados: imposto alfandegário diferenciado para a Inglaterra;
  • 3.
    Plano Interno: Fundação do Banco do Brasil Imprensa régia Escolas de ensino superior Contratação de músicos, pintores, escultores e arquitetos europeus Biblioteca Real, Museu Nacional e Observatório Nacional 1817 – Revolução Pernambucana Movimento popular contra a política de D. João VI Crise econômica, seca e alta do custo de vida Desejo de substituir a Monarquia pela República Foi bem sucedido por 74 dias 1820 – Rev. do Porto: Volta de D. João VI para Portugal, ele vai, mas deixa seu filho.
  • 4.
    Passos da Independência09 de janeiro – Dia do Fico 21 de Fevereiro – Cumpra-se: ordens de Portugal somente seriam executadas com a autorização de D. Pedro. 03 de julho – Convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte. 08 de agosto – Proibição da posse de funcionários enviados de Lisboa. 07 de setembro – Proclamação da independência.
  • 5.
    Brasil (In)dependente Apósbradar “Independência ou Morte” D. Pedro I possuía dois grandes problemas para resolver: Pacificar movimentos anti-independência: militares ligados a coroa, antigos funcionários e comerciantes. Focos localizados principalmente na Bahia, Piauí, Pará, Maranhão e Cisplatina. Organizar o Estado que surgiu.
  • 6.
    Primeiro Império (1822– 1831) Assembléia Constituinte de 1823 – Constituição da Mandioca; Tinha direitos políticos quem plantasse mandioca (150 alqueires). O que excluía comerciantes e camadas populares; Anticolonialismo; Classismo; Antiabsolutismo.
  • 7.
    Dissolução da AssembléiaD. Pedro I se aproxima do Partido Português devido a elaboração de um projeto q diminuía seus poderes. Após vários desentendimentos D. Pedro I dissolve a Assembléia. Fato marcado como a Noite da Agonia. LEMBRAR: CONSTITUIÇÃO DA MANDIOCA NÃO É A PRIMEIRA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL!!!!!
  • 8.
    Constituição de 18244 poderes – Moderador; Voto Censitário – baseado na renda. 100 mil réis para votar, 400 mil réis para concorrer a vaga de deputado e 800 mil réis para senador; Regime do Padroado e Beneplácito – religião católica como oficial e submete a Igreja ao Estado; Profundo Unitarismo e Centralismo.
  • 9.
    Reações contra D.Pedro I Confederação do Equador (1824): Causas: Atitudes de D. Pedro I e outorga da Constituição de 1824. Idéias: Movimento separatista e republicano. Inspirado também no Federalismo. Conseqüências: vitória dos imperiais com os líderes revolucionários presos e alguns condenados a morte. Paes de Andrade (absolvido), Cipriano Barata (preso) e Frei Caneca (morto).
  • 10.
    Crise do PrimeiroImpério Crise econômica; Perda da Província Cisplatina (1825); Morte de D. João VI – problemas de sucessão em Portugal (1826); Assassinato de Libero Badaró (1830); Demissão do Ministério dos Brasileiros e nomeação do Ministério dos Marqueses; 7 de Abril de 1831 – abdicação de D. Pedro I. Deixa no seu lugar o seu filhinho!
  • 11.
    Período Regencial (1831– 1840) Centralismo Instabilidade política Ato adicional de 1834 Revoltas: Crise Econômica Insatisfação popular Autoritarismo do gov. central
  • 12.
    Regência (1831 –1840) Após a abdicação de D.Pedro I, de acordo com a constituição brasileira de 1824, uma Assembléia Geral deveria se reunir para a eleição dos regentes. No entanto os parlamentares estavam ausentes do Rio de Janeiro, em recesso. Assim, os poucos deputados presentes decidiram escolher uma regência provisória, até que os demais parlamentares retornassem.
  • 13.
    Regência provisória (abrila junho de 1831) Nicolau Vergueiro, José Campos e Francisco de Lima e Silva Readmitiram o “ministério dos brasileiros” Anistiaram prisioneiros políticos Suspenderam temporariamente o exercício do poder moderador Eleição da regência permanente
  • 14.
    Regência Trina Permanente(1831 – 1834/5) Francisco L. e Silva, João Bráulio Muniz e José Carvalho. Guarda Nacional – iniciativa do min. Na justiça Diogo Feijó – uma milícia armada dirigida por brasileiros abastados, que passou a ser o principal instrumento do governo para reprimir os levantes populares. 1832 – Código de Processo Criminal – dava plena autoridade judicial e policial, em instância municipal, aos juízes de paz, normalmente escolhidos e nomeados entre os grandes proprietários de cada região.
  • 15.
    Ato Adicional de1834 – que continha alterações na carta constitucional de 1824 Criação das Assembléias Legislativas Provinciais. Criação do município neutro, onde as autoridades seriam nomeadas pelo governo imperial. Criação da Regência Uma Suspensão do exercício do Poder Moderador e do Conselho de Estado
  • 16.
    Regência Uma deFeijó (1835 – 1837) Eclosão de diversas revoltas (Cabanagem e Rev. Farroupilha) Grande oposição, afinal de contas, Feijó passa a ser acusado de não conseguir manter a paz e a ordem no Brasil. Alegando motivos de saúde Feijó renunciou ao cargo de regente.
  • 17.
    Regência Uma deAraújo Lima (1837 – 1840) O novo governo apresentou uma tendência nitidamente conservadora Criação do Colégio Pedro II, do Arquivo Público Nacional e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – “ministério das capacidades” O governo conservador acusava as medidas liberais adotadas como sendo o grande estopim das revoltas no Brasil. Em maio de 1840 foi aprovada a Lei Interpretativa que devolveu ao poder central o direito de nomear funcionários públicos e o controle da polícia e justiça. Buscava-se a centralização para combater as revoltas. Liberais reagem – Clube da Maioridade
  • 18.
    Revoltas Cabanagem (Pará,1835 – 1840) Início – divisão da elite com relação a nomeação do presidente da província. Participação das camadas populares Fracasso ligado a traição de diversos integrantes, falta de consenso entre os líderes e falta de unanimidade nas propostas. 1840 – pacificação do Pará Sabinada (Bahia, 1837 – 1838) Início – recrutamento forçado para combater os farrapos. Dificuldades econômicas também. Revoltosos proclamaram a República Bahiense enquanto durasse a regência. Defenderam a liberdade para os escravos que lutassem. Tropas foram deslocadas e pacificaram a Bahia.
  • 19.
    Balaiada (Maranhão, 1838– 1841) Dificuldades econômicas relacionada ao algodão. Miseráveis logo passaram a contestar os privilégios de latifundiários e comerciantes. Os Balaios chegaram a ocupar a vila de Caxias e ameaçaram uma invasão em São Luís. Divergências entre líderes e a falta de unidade levaram ao declínio do movimento A pacificação completa veio em 1841 com a anistia, seguida do enforcamento de Bento Cosme (1842) e da reescravização.
  • 20.
    Revolução Farroupilha (1835– 1845) Mais longa revolta da história brasileira Reivindicavam maior autonomia provincial e a redução dos altos impostos que incidiam sobre o charque sul-riograndense. Teve início em 1835, quando Bento Gonçalves tomou a cidade de Porto Alegre. 1836 – proclamação da República do Piratini 1839 – proclamação da República Juliana 1842 – declínio do movimento especialmente diante da repressão feita por Luis Alves de Lima e Silva 1845 – Paz de Ponche Verde – anistia geral, incorporação de exército farrapo ao imperial, devolução de terras ocupadas, taxação de 25% sobre o charque platino e liberdade para os escravos que lutaram na revolução.
  • 21.
  • 22.
    1840 – Classedominante temerosa com os movimentos revolucionários. Medo da fragmentação política do país. Optou pela maioridade – D. Pedro II representava a manutenção dos seus privilégios políticos e econômicos. *** Dois partidos disputam o cenário político: LIBERAL e CONSERVADOR. Não possuíam muitas diferenças ideológicas. LIBERAIS: Gov. forte com autonomia para as províncias. CONSERVADORES: Legislativo forte e sem autonomia para as províncias.
  • 23.
    Liberais lutam pelamaioridade – D. Pedro II depois de coroado os escolhe para compor o primeiro ministério, o MINISTÉRIO DOS IRMÃOS. São marcadas eleições para a Câmara dos Deputados – “ELEIÇÕES DO CACETE” – onde os LIBERAIS vencem com base na fraude eleitoral. P. Conservador reage – influencia D. Pedro II que dissolve a Câmara e convoca novas eleições.
  • 24.
    Revoltas Liberais de1842 SP e MG tornam-se palco de lutas devido a anulação das eleições e a substituição do Ministério. Luis Alves de Lima e Silva sufoca o movimento.
  • 25.
    Parlamentarismo no Brasil1847 – Presidente do Conselho dos Ministros = 1° Ministro. Cargo que era escolhido pelo imperador de dentro do partido que tivesse a maioria na Câmara. Parlamentarismo “as avessas” – Poder Moderador. Liberais e Conservadores sempre disputaram o poder exceto na “Era da Conciliação” (1853 – 1868).
  • 26.
    Revolução Praieira (PE– 1848) Início do 2° Imp. – as condições econômicas e sociais em PE são péssimas; Maioria da população passava por dificuldades; XG proprietários dominavam o poder local – controlando o P. Conservador mas participando no P. Liberal. 1842 – Liberais fundam o Partido da Praia (jornal Diário Novo na rua da Praia). A realidade pernambucana fortalecia o P. da Praia que pregava autonomia das províncias, luta contra portugueses e latifundiários locais.
  • 27.
    1848 – Nomeadopara o governo de PE um conservador – estopim do movimento. Participação do povo nas lutas (boiadeiros, mascates, mulatos e negros). 1849 – Manifesto ao mundo Voto livre e universal; Extinção do senado vitalício e Pod. Moder.; Proclamação da República; Nacionalização do comércio; Liberdade de imprensa e pensamento; Reforma judicial; Primeiros cmbts favoráveis aos revoltosos Nomeado um novo gov. – traiu Pedro Ivo (líder) 1850 – Fim da praieira encerrando a agitação no Brasil da primeira metade do XIX. *** Influência do Socialismo Utópico
  • 28.
    Economia Durante o2° reinado – CAFÉ = sustentáculo da economia brasileira (Hj ainda tem destaque). XVIII – Franceses trazem mudas para a América. 1727 – Café chega no Brasil – Belém. 1761 – Café no RJ – desenvolveu-se devido: Mão de obra abundante; Facilidade de transporte; Proximidade do porto; Algum tempo depois – Café espalha-se para províncias vizinhas: Boa qualidade do solo, temperatura e umidade; Prazo de alguns anos – Café é a principal riqueza do país – 1° produtor mundial. No final da monarquia – SP XG produtor: Terra Roxa; Mão de obra imigrante;
  • 29.
    A acumulação deK gerada pelo café favoreceu o desenvolvimento industrial. As Transformações do Café: Implantação de ferrovias – transportes; Dinamização da atividade industrial; Beneficiamento de café e sacarias. Crescimento e desenvolvimento de cidades; Introdução do trabalho livre e assalariado;
  • 30.
    Cafeicultores: Tradição eInovação FLUMINENSE: Ligado as antigas tradições coloniais; Posição determinada pelo n° de escravos; Não aceitava novas técnicas; Não controlava a comercialização do produto. 1830/60. FAZENDEIRO PAULISTA: Próprios esquemas de comércio do café; + valores urbanos do que rurais; Aceitava a modernidade e aplicava na produção – XG produtividade. 1860/89 - 1930
  • 31.
    Modernização do BrasilA partir de 1850 – Modernização. Novas técnicas de transporte – ferrovias e navegação; Comunicações – telégrafo; Aumento da atividade comercial; Nos XG centros urbanos – atividades profissionais se multiplicam – vida cultural e política se dinamizam. Final do XIX – aparecimento de indústrias – SP, RJ, MG, RS. Essa indústria do XIX não afeta a estrutura socioeconômica do Brasil.
  • 32.
    Condições para aIndustrialização 1843 – Brasil rompe com os tratados de 1810; 1844 – Tarifas Alves Branco – Protecionismo; 1845 – Reação Inglesa: Bill Aberdeen – permitido o aprisionamento de Tumbeiros; 1847 – Sistema de Parceria – Primeira tentativa de trazer imigrantes (Sen. Vergueiro) FALHOU!! – Dívidas!! 1857 – Revolta de Ibicaca – mostra a falha da PARCERIA! 1850 – Lei Eusébio de Queirós – Fim do Tráfico Negreiro. O “K” para a compra do escravo vai para a Industrialização e vinda de Imigrantes; 1850 – Lei de Terras – Posse das terras somente através da compra. Ocupação e Doação NÃO VALEM MAIS!!!
  • 33.
    1° surto industrialbrasileiro Irineu Evangelista de Souza (Barão de Mauá); K interno; Reforma nos portos, Bancos privados, Companhias de Navegação, Ferrovias, Remodelação do centro do RJ; Curto tempo de duração – Pressão inglesa Tarifas Silva Ferraz – anula Alves Branco; Fim da Era Mauá
  • 34.
    2° surto industrialbrasileiro A partir de 1870 até a primeira década da República; Setores como mineração, móveis, bens não duráveis, têxtil, ganham impulso. A Guerra do Paraguai foi responsável – manutenção da tropa em cmbt. Outra explicação – aumento do mercado consumidor interno –café e trabalho assalariado. Fábricas no eixo Rio-São Paulo – imigrantes disputados – mão de obra qualificada.
  • 35.
    Imigração Sistema deParceria (1847 – 1857): Colonos contratados na Europa e trazidos para o café. Passagens pagas como adiantamento, sendo cobradas na forma de trabalho. Imigração Subvencionada (1870): Colono com passagem paga pelo governo, diminuía as despesas do trabalhador e incentivava a vinda de novos imigrantes.
  • 36.
    Política externa doSegundo Reinado Questão Christie – 1861 Naufrágio do Príncipe de Gales sendo sua carga roubada Prisão de oficiais da marinha britânica Navios de guerra da Inglaterra aprisionaram 5 navios brasileiros ancorados no Rio de Janeiro O arbitro da questão: Leopoldo I, da Bélgica Brasil rompe relações com a Inglaterra até o pedido de desculpas inglês.
  • 37.
    Conflitos no PrataLivre navegação na Bacia Platina Acesso a província do Mato Grosso Invasão de fronteiras Impedir a formação de um único país entre Argentina e Uruguai
  • 38.
    Luta contra Oribee Rosas (1850 – 1852) Após a independência do Uruguai formaram-se dois partidos – Colorados (Rivera) e Blancos (Oribe) Blancos, aliados da argentina, pecuaristas, invadiam as fronteiras brasileiras Colorados, aliados do Brasil e de duas províncias argentinas (entre-rios e corrientes) que não aceitavam o poder de Rosas. Oribe foi derrotado pelas tropas de Caxias A luta continua na Argentina até 1852 quando após a batalha de Monte Caseros o ditador Rosas foi derrotado.
  • 39.
    Luta contra Aguirre(1864 – 1865) Fronteiras do RS continuavam sendo invadidas Brasil dá um ultimato ao Uruguai Blancos chefiados por Aguirre e Colorados por Venâncio Flores Blancos foram mais uma vez derrotados Mas agora Aguirre tinha um forte aliado, Solano Lopes.
  • 40.
    Guerra do Paraguai1811 – Independência do Paraguai – crescente desenvolvimento interno. José Francia (1811 – 1840) e Carlos Lopes (1840 – 1862) Analfabetismo erradicado do país; Instalação de estradas de ferro; Telégrafo; Indústrias (pólvora e siderúrgica) Fazendas estatais – alimento para a população; Paraguai era o país mais desenvolvido da América do Sul – menos dependia de K externo. Diversificação da economia e monopólio estatal do comércio exterior.
  • 41.
    ** Haviam doismodelos de desenvolvimento na Am. do Sul: Brasil e Argentina: não alteraram sua estrutura econômica após a independência. Paraguai: modelo baseado numa política econômica independente e em reformas sociais (terras da igreja p/ fazendas estatais). Até 1862 – Paraguai alheio as disputas do Prata.
  • 42.
    Em 1862 –Assume Solano Lopes – novos rumos à política externa do Paraguai. 1864 – Brasil invade o Uruguai p/ colocar no poder Venâncio Flores, líder dos colorados, facção que se opunha ao governo de Atanásio Aguirre dos Blancos. Solano apóia os Blancos, então rompe relações com o Brasil e invade o MT + duas províncias argentinas. ** Havia uma política militarista por parte de Solano Lopes. Para garantir o progresso do Paraguai um acesso ao mar era vital – PARAGUAI MAIOR
  • 43.
    1864 – Exércitoparaguaio contava com 60 mil homens. Invasão brasileira no Uruguai representava para Lopes uma ameaça à segurança do Paraguai. Contra as ações do Lopes: Brasil, Argentina e Uruguai em maio de 1865 assinam o TRATADO DA TRÍPLICE ALIANÇA que contava com apoio militar e financeiro da Inglaterra. 11/1865 – apreensão do navio Marques de Olinda no rio Paraguai – D. Pedro II declara guerra.
  • 44.
    A guerra terminouem 1870 com a morte de Solano Lopes; Mas desde 01/1869 – L. A. de Lima e Silva ocupava Assunção a frente das tropas aliadas. Ao fim do conflito: Paraguai 96% dos homens e 55% das mulheres haviam morrido; Pop. de 800 mil – 194 mil; Território devastado e economia também.
  • 45.
    Pcp vencedor foia Inglaterra que manteve o domínio econômico na região sem se envolver diretamente no conflito. Brasil e Argentina conseguiram terras paraguaias pretendidas, mas aumentaram sua dependência com relação à Inglaterra; Economia brasileira: abalada pelos prejuízos da guerra – dependente de empréstimos. Exército brasileiro: posições contrárias ao escravismo e simpatia pelo republicanismo – grande parte dos soldados eram pobres e escravos.
  • 46.
    Queda da MonarquiaQuestão Abolicionista: 1850 – fim do trafico; 1871 – Ventre Livre; 1885 – Sexagenários; 1888 – Lei Áurea. Questão Republicana: 1870 – Manifest. Rep. Questão Militar: republicanismo e positivismo. Questão Religiosa: proibição da ligação entre a Igreja católica e a maçonaria.
  • 47.
    MONARQUIA MILITARISMO CAFEICULTORESIGREJA ESCRAVISMO As bases do Segundo Reinado eram essas:
  • 48.
    E como ficaramna transição da monarquia para a república: MONARQUIA IGREJA ESCRAVISMO MILITARISMO CAFEICULTORES D. Pedro II caindo!!
  • 49.
    Agonia do ImpérioCom a oposição de tantos setores da sociedade à monarquia tornou possível o tranqüilo Golpe político que implantou a República. O Gov. imperial percebendo a situação apresenta reformas: Liberdade de fé religiosa e ensino; Autonomia para as províncias; Mandato temporário para o senado; Mas as reformas chegam tarde demais. 15/11/1889 – Deodoro da Fonseca assume o comando de tropas formando um governo provisório.
  • 50.
  • 51.
    Governo Provisório OBrasil mudava a forma de governo sem revolucionar a sociedade. Nas primeiras deliberações o gov. prov. revelou seu caráter conservador – sua pcp missão era manter a Ordem pública e o Direito de propriedade. Para acalmar outros países, o gov. comprometeu-se em assumir as dívidas da monarquia.
  • 52.
    Primeiras medidas: Federalismo:províncias = Estados-membros c/ maior autonomia. Separação entre Igreja e Estado – fim do padroado. Passamos a ter o casamento e registro de nascimento civil. Grande naturalização. Bandeira. Assembléia Constituinte - elaborar a 1ª constituição da República.
  • 53.
    Encilhamento – 01/1890Medida de XG impacto tomada e executada por Rui Barbosa – obj.: incentivar a industrialização brasileira. Vamos ter XXGG emissão de $ - aumentar a moeda circulante, facilitar o crédito. Resultado: XXXGGG inflação, empresas fantasmas, especulação n bolsa do RJ, desorganização econômica. Cafeicultores = pressão, pois querem uma política que valorize o Café.
  • 54.
    1ª Const. Republicana(1891) Forma de Governo: República Forma de Estado: Federalismo Sistema de Governo: Presidencialismo Divisão dos poderes: os 3 normais Voto: brasileiros maiores de 21 exceto analfabetos, mendigos, soldados e mulheres. Voto aberto – pressão na votação.
  • 55.
    Gov. Const. DeDeodoro (1891) Congresso nacional elegeu o 1° presidente, Deodoro que tinha apoio dos militares. O vice eleito era Floriano, vice da outra chapa, com apoio dos cafeicultores. Ou seja, Deodoro não tem apoio político suficiente para governar, nem o vice é seu aliado.
  • 56.
    Oposição no Congresso(cafeicultores); Congresso tenta aprovar a Lei das Responsabilidades – culpar o presidente pela crise econômica; Deodoro fecha o congresso; Brasil a beira de uma guerra civil – encilhamento; Deodoro abandona o poder. Essa república já começou mal!!!
  • 57.
    Gov. de F.Peixoto (1891 – 1894) Vai enfrentar e vencer as revoltas; Consolidar a República no Brasil; Apoio do Congresso; Oposição  inconstitucionalidade do governo, pois Peixoto era vice. Política de Conciliação, voltada para a elite, classe média e popular: agroexportação, crédito, baixa os aluguéis, pescado e sistema de casa própria.
  • 58.
    Revoltas que F.Peixoto enfrenta Revolta da Armada (1893): RJ – tentativa da marinha tomar o poder com o Alm. Custódio de Melo. Bombardeiam o RJ e se juntam com os revoltosos do Sul. Revolução Federalista (1893 – 1895) Disputa entre duas facções políticas no RS; Pica-paus X Maragatos; Centralização X Federalismo; Júlio de Castilhos X Gaspar Silveira Martins.
  • 59.
    República Oligárquica (1894– 1930) Política do Café com Leite – troca de favores; Política dos Governadores – troca de favores; Coronelismo – troca de favores; Voto de Cabresto – eleições fraudulentas; Comissão Verificadora – aprovar os nomes dos eleitos; Política de Valorização do Café – 1906 – Acordo de Taubaté.
  • 60.
    Coronelismo Economia fundamentalmenteagrícola – 70% da população esta no campo (1920). Sociedade agrícola – Coronéis – XG poder. Empregam muitos por salários miseráveis que p/ sobreviver dependiam dos favores dos coronéis -- $ emprestado, auxílio na educação e saúde, etc.
  • 61.
    Voto de cabrestoEm troca dos favores: O coronel exigia que as pessoas votassem nos seus candidatos. Quem desobedecesse perdia seus favores e estava sujeito a ação dos jagunços e capangas. Voto aberto – sob pressão – voto de cabresto. Temos ainda as fraudes – documentos falsificados, urnas violadas e votos adulterados.
  • 62.
    Política dos GovernadoresCriada por Campos Sales (1898 – 1902), o idealizador das alianças entre o Gov. Federal e Estadual. Presidente: respeita e apóia as decisões do Gov. Estadual. Governador: ajuda a eleger p/ o Congresso, deputados simpáticos ao presidente. Ou seja, uma troca de favores.
  • 63.
    A Política dosgovernadores reproduzia a nível federal a rede de compromissos que ligavam coronéis e governo dentro do estado. Havia no Congresso a Comissão Verificadora – deveria julgar os resultados eleitorais. Aprovava candidatos da situação e não reconheci os nomes eleitos da oposição. A eliminação dos nomes – Degola.
  • 64.
    Política do Cafécom Leite Através das alianças e favores as Oligarquias agrárias controlaram o poder durante a Rep. Velha – organizadas em dois partidos – PRP e PRM. Faziam coligações com oligarquias de outros estados. Quase todos os presidentes foram eleitos com o apoio dos paulistas e mineiros. SP = café MG = 2° em café e destaque p/ o leite Aliança entre PRP e PRM = Café c/ Leite
  • 65.
    Economia da RepúblicaVelha Café: líder das exportações Representava mais de 50% das exportações, Brasil atendeu 2/3 do consumo mundial. Condições favoráveis p/ o plantio. Utilização dos imigrantes – contribuíram para aumentar a capacidade de produção. Houve lucro - + investimentos nas fazendas, logo a produção ultrapassa o consumo. Início do XX – crises de superprodução. Queda nos preços; Acúmulo de estoques invendáveis – 1905 – 11 milhões de sacas de 60kg – 70% do consumo mundial em um ano.
  • 66.
    Convênio de Taubaté(1906) Reunião de cafeicultores – soluções para a superprodução. Governo comprasse o que ultrapassasse a procura do mercado p/ depois ser vendido quando os preços se normalizassem. P/ comprar o governo fazia empréstimos. Estoques crescem. Preços mantidos artificialmente. Cafeicultores continuam tendo lucros e aumentando a produção do café.
  • 67.
    Açúcar: mercado interno– concorrência internacional. Algodão: concorrência com os EUA – auge 1861 – 1870. Após temos decadência. Passa para o mercado interno. Borracha: 1840 – intensa procura dos países industrializados. Brasil passa a suprir praticamente toda a demanda mundial. Mas a produção é insuficiente. Ing e Hol investem na Malásia, Ceilão e Indonésia. 1920 – decadência. Cacau: semelhante a borracha – Ing investe na Costa do Ouro – XG exportador.
  • 68.
    Indústria Crescimento dasIndústrias ganhou novo impulso – SP. Onde estavam os + importantes cafeicultores. Crises de superprodução – muitos fazendeiros invistam parte os lucros na indústria. Muitos imigrantes desiludidos com o campo – vão para a cidade – mão de obra ns fábricas. Passo a passo a indústria conquista sua parcela no mercado interno. Aos poucos a indústria modifica a estrutura socioeconômica do Brasil – setores urbanos, classe média e proletariado passam a exigir maior participação política.
  • 69.
    Lutas Operárias Péssimascondições de trabalho: Seg a Sab – 15 horas/dia; Salários baixos; Sem férias, horas extras e demais direitos trabalhistas; Instalações fabris precárias – freqüentes acidentes. Protestos e reivindicações – primeiros sindicatos – ANARQUISMO.
  • 70.
    1922 – Fundaçãodo PCB Inspirado na vitória comunista na Rússia – no Brasil foi bem recebido pelos líderes operários. Logo após sua fundação foi posto na clandestinidade: Por quê? Comandado pelo estrangeiro; Contrário a ordem pública do país.
  • 71.
    Greve geral de1917 07/1917 – Org. em SP – 1ª greve geral da história do Brasil. Estopim: morte de operário em confronto com a polícia. Paralisação atinge toda a cidade de SP e outras regiões do país – conflitos entre trabalhadores e polícia. Movimento assusta patrões – negociar. Prometem melhores salários e condições de trabalho (também não punir grevistas). Concessões provisórias: Washington Luis = “questão social é caso de polícia”. Revolta de trabalhadores devia ser contida na cacetada.
  • 72.
    Revoltas da RepúblicaVelha Revoltas Messiânicas: Revolta de Canudos (1893 – 1897): Mov. Messiânico; Miséria da região; Beato: Antonio Conselheiro que funda no Arraial de Canudos a cidade de Santa de Belo Monte. Monarquia Celestial, busca a igualdade entre as classes; Questiona a República.
  • 73.
    Guerra do Contestado(1912 – 1916) Disputa de terras entre SC e PR; Movimento Messiânico; No séc. XIX devido a exploração dos caboclos – surge um beato – João Maria; No início do XX a exploração é também por empresas estrangeiras – clima de miséria; Surge um novo beato – José Maria que busca por uma sociedade igualitária, Monarquia Celestial – semelhante a Canudos, não obedecia as ordens da Rep. Velha. Foram violentamente perseguidos pelos coronéis, donos das empresas estrangeiras e pelo exército.
  • 74.
    Revolta da Vacina(1904) Reação popular nas ruas do Rio de Janeiro, uma cidade com graves problemas urbanos e sociais; Havia o desejo de transformar o Rio no cartão postal da República. Com isso tivemos o inicio de obras de modernização. Para as epidemias, Osvaldo Cruz – Lei da vacina Obrigatória. População reage: agressão física e moral da vacina. Pobreza da população é outro motivo.
  • 75.
    Cangaço – violênciano sertão. Situação: miséria, injustiça dos coronéis, fome e seca. A situação contribui para a formação de bandos armados – cangaceiros. Forma pura e simples de banditismo e criminalidade? Forma de banditismo social – revolta contra a opressão e miséria dos nordestinos? + importantes: Antônio Silvino (1900) e Virgulino Ferreira (1920). Após o massacre do bando de Lampião em 1939 pela polícia, o cangaço praticamente desapareceu do nordeste.
  • 76.
    Revolta da Chibata(1910) Causas: maus tratos na Marinha, péssima alimentação, baixos soldos, falta de promoções (academia militar só recebia brancos ricos); Líder: João Cândido Governo promete mas depois reprime. Novo levante: O Alm. Negro é preso mas acaba com a chibata na marinha. É absolvido em 1912. João Candido
  • 77.
    Tenentismo Movimento dascamadas médias militares: Participação política; Voto secreto; Voto para todos; Melhorias na educação; Busca da melhoria social; Criação de uma Justiça Eleitoral; Combate ao Latifúndio; Política econômica nacionalista e industrializante. Condenavam: Voto de Cabresto; Corrupção eleitoral; Coronelismo; Política dos Governadores; Política do Café com Leite.
  • 78.
    1922 – Levantedo Forte de Copacabana: Querem impedir a posse de Artur Bernardes; Imediata reação do governo; Rebeldes saem a rua lutar contra uma brutal superioridade das forças governamentais; Ficou conhecida como Os 18 do Forte. Revolta de 1924: Revolucionários ocupam locais estratégicos em São Paulo; Gov. paulista foge para reorganizar a reação. Não havendo condições de resistir, o General Isidoro Dias Lopes forma a Coluna Paulista que tinha como objetivo continuar a luta contra o governo levando a revolução para outros Estados.
  • 79.
    Coluna Prestes (1925– 1927) Líder: Luis Carlos Prestes; Busca a ampliação da luta tenentista; Nasce no RS, une-se a Coluna Paulista no PR, vai até o Nordeste e se dissolve na Bolívia; Movimento tenta ganhar simpatizantes para o tenentismo com a finalidade de formar um movimento forte para derrubar a Oligarquia; Falta unidade, movimento passa a ser somente contra Artur Bernardes.
  • 80.
    Semana de ArteModerna - 1922 Rebelião cultural; Busca do abrasileiramento do Brasil – um padrão cultural nacional; Questiona a republica Oligárquica; Romper com o padrão estético cultural externo; Forte reação dos setores conservadores, mas com o tempo as obras e idéias novas conseguiram se impor na cultura brasileira; “ Tupi or not Tupi, that is the question” – Manifesto Antropofágico.
  • 81.
    Enquanto isso nomundo: Crise de 29 Caracterizou-se como uma crise de superprodução; Falta de opções para aplicação de capitais; Queda dos lucros; Retração geral da produção industrial; Paralisação do comércio; Culminou com o Crack da Bolsa de Nova Iorque 10/1929 – Quinta feira negra. Crise repercutiu praticamente no mundo todo, exceto na Rússia que vinha desenvolvendo sua economia sem muita dependência das finanças externas.
  • 82.
    Agonia da RepúblicaVelha Crise de 29 – Desestruturação da Oligarquia cafeeira; Rompimento da Política do Café com Leite. Indicação do paulista Júlio Prestes; Formação da Aliança Liberal – Oligarquia dissidente cuja plataforma de compromisso têm: nacionalização, projetos trabalhistas, melhoria de vida social dos trabalhadores em geral; Eleições de 1930 – vence Júlio Prestes – fraudes; Morte de João Pessoa – vice da Aliança liberal, o estopim do movimento.
  • 83.
    Era Vargas (1930– 1945) Populismo; Nacionalismo; Líder carismático; Paternalista; Unipartidarismo; K não dependente; Anti-comunismo; Ambíguo: elite ou povo “ Um populista ama o povo mas acima de tudo ama o poder.”