Variações
Lingüísticas:
Variedades na
unidade.
“A língua é ou faz parte do aparelho
ideológico, comunicativo e estético da
sociedade que a própria língua define e
individualiza."
(Leonor Buescu)
Unidade e Variedade
Lingüística
do nosso português
1. Variação e norma;
2.Variedades do Português:
2.1 Variedades geográficas;
2.2 Variedades sócio-culturais;
2.3 Variedades situacionais/ estilísticas.
3. Empréstimos lingüísticos.
1. Variação e Norma
As línguas naturais são sistemas dinâmicos e
extremamente sensíveis a fatores como (entre outros) a
região geográfica, o sexo, a idade, a classe social dos
falantes e o grau de formalidade do contexto.
2.Variedades
do
Português
- Precisamos estar atentos aos conceitos
de “certo” e “errado” no que se refere à
língua.
- O preconceito lingüístico é uma forma
de discriminação que deve ser
enfaticamente combatida.
2.1 Variedades Geográficas
Variações entre as formas que a língua
portuguesa assume nas diferentes regiões em
que é falada.
2.1.1 Falares regionais / dialetos:
As Mina de Sampa
Rita Lee
As mina de Sampa são branquelas
que só elas, pudera!
Praia de paulista é o Ibirapuera.
As mina de Sampa querem grana,
um cara bacana,
de poder!
Um jeito americanês de sobreviver.
As mina de Sampa são modernas,
eternas dondocas!
Mas pra sambar no pé
tem que nascer carioca.
Tem mina de Sampa que é discreta,
concreta,
uma lady!
Nas rêivi ela é véri, véri krêizi.
Eu gosto as pampa das mina de Sampa!
As mina de Sampa estão na moda,
na roda, no rock,
no enfoque!
É do Paraguai a grife made in Nova Iorque.
As mina de Sampa dizem mortandeila,
berinjeila, apartameintu!
Sotaque do bixiga, nena, cem pur ceintu.
As mina de Sampa conhecem a Bahia,
por fotografia,que natureza!
Toda menina baiana vive na maior moleza.
As mina de Sampa dão duro no trampo,
no banco, mãos ao alto!
Ou dá ou desce ou desocupa o asfalto.
Eu gosto às pampa das mina de Sampa!
Variedades regionais
2.1.2 Linguagem urbana/ rural.(o falar “caipira”)
2.2 Variedades Sócio-culturais
2.2.1 Variedades devidas ao falante/ grupos
culturais;
- O jargão;
- A gíria.
Variedades sociais
O jargão
 Linguagem técnica utilizada por profissionais de
uma especialidade em comum. Logo, é
empregada por um grupo restrito e, muitas vezes,
inacessível a outros falantes da língua.
Ex1: Sutura, traqueostomia, cefaléia, prescrição,
profilaxia = jargão dos médicos.
Ex2: variações diafásicas, análises diacrônica e
sincrônica, metafonia = jargão dos professores
de Português.
A gíria
 Linguagem técnica utilizada,
predominantemente, por jovens. Também
funciona como um meio de exclusão dos
indivíduos externos a esse grupo.
2.3 Variedades Situacionais
A linguagem varia de
acordo com a situação
em que ela é empregada.
Em Situações formais:
 Uma palestra feita para uma platéia sobre
matéria científica;
 Uma solenidade de formatura;
 Uma carta endereçada a uma autoridade.
Linguagem coloquial
X
linguagem formal
Em Situações informais:
 Em uma reunião familiar;
 Em conversa com colegas e amigos;
 Em um bate-papo informal.
2.4 Variedades Temporais
“ Quando Boorz partiu da abadia, uma voz lhe
disse que fosse ao amr, ca Percival o atendia i. El
se pertiu ende, assi como o conto já há
devisado.E quando chegou aa riba do mar, a
fremosa nave, coberta de um eixamente branco
aportou, e Boorz desceu e encomendou-se a
Nostro Senhor,e entriu e leixou seu cavalo fora. E
tanto que entrou, viu que a nave se partiu tam
toste de riba, como se voasse. E catou pela nave
e nom viu rem, que a noite era mui escura; e
acostou-se ao bordo e rogou a Nostro Senhor
que a guaaiasse tal lugar u sua alma podesse
salber”.
(Trecho da Demanda do santo Graal, traduzido para o português do séc. XIII)
3. Empréstimos Lingüísticos
INFLUÊNCIA EXEMPLOS DE ESTRANGEIRISMOS
Alemão Gás, níquel.
Árabe Algodão(al-qu Tun);
Dialetos
africanos
Acarajé, dendê, fubá, quilombo, moleque, caçula... 
Espanhol Bolero, castanhola...
Francês Paletó, boné, matinê, abat-jour (abajur), bâton (batom),
cabaret (cabaré), maiô...
Inglês Show, software, hamburger, deletar...
Italiano Macarrão, piano, soneto, bandido, ária, camarim,
partitura, lasanha...
Tupi Nomes de animais e plantas: tatu, arara, jibóia, caju,
maracujá...
Nomes de lugares: Ipanema, Copacabana...
Nomes de pessoas: Ubirajara, Iracema..
Língua Falada x Língua Escrita
As diferenças entre os dois códigos não
podem ser ignoradas por quem se dispõe a
comunicar de forma satisfatória. O domínio da
língua falada, aparentemente mais fácil, ganha
complexidade quando se trata do emprego da
variedade formal: é necessário aprender o
registro da língua falada mais adequado a
situações de formalidade. O uso do código
escrito, entretanto, é o que costuma produzir
maiores obstáculos.
Modalidades de Uso ou registro
lingüístico:
Modalidade Tipo
Registro Formal Comum;
Sofisticado.
Registro Informal Descontraído;
coloquial;
Ultradescontraído.
Para não esquecer:
A língua é a
identidade de um
povo.
Preserve-a!
Um abraço!

1 variedades linguisticas[1]

  • 1.
  • 2.
    “A língua éou faz parte do aparelho ideológico, comunicativo e estético da sociedade que a própria língua define e individualiza." (Leonor Buescu)
  • 3.
    Unidade e Variedade Lingüística donosso português 1. Variação e norma; 2.Variedades do Português: 2.1 Variedades geográficas; 2.2 Variedades sócio-culturais; 2.3 Variedades situacionais/ estilísticas. 3. Empréstimos lingüísticos.
  • 4.
    1. Variação eNorma As línguas naturais são sistemas dinâmicos e extremamente sensíveis a fatores como (entre outros) a região geográfica, o sexo, a idade, a classe social dos falantes e o grau de formalidade do contexto.
  • 5.
  • 6.
    - Precisamos estaratentos aos conceitos de “certo” e “errado” no que se refere à língua. - O preconceito lingüístico é uma forma de discriminação que deve ser enfaticamente combatida.
  • 7.
    2.1 Variedades Geográficas Variaçõesentre as formas que a língua portuguesa assume nas diferentes regiões em que é falada. 2.1.1 Falares regionais / dialetos:
  • 8.
    As Mina deSampa Rita Lee As mina de Sampa são branquelas que só elas, pudera! Praia de paulista é o Ibirapuera. As mina de Sampa querem grana, um cara bacana, de poder! Um jeito americanês de sobreviver. As mina de Sampa são modernas, eternas dondocas! Mas pra sambar no pé tem que nascer carioca. Tem mina de Sampa que é discreta, concreta, uma lady! Nas rêivi ela é véri, véri krêizi. Eu gosto as pampa das mina de Sampa! As mina de Sampa estão na moda, na roda, no rock, no enfoque! É do Paraguai a grife made in Nova Iorque. As mina de Sampa dizem mortandeila, berinjeila, apartameintu! Sotaque do bixiga, nena, cem pur ceintu. As mina de Sampa conhecem a Bahia, por fotografia,que natureza! Toda menina baiana vive na maior moleza. As mina de Sampa dão duro no trampo, no banco, mãos ao alto! Ou dá ou desce ou desocupa o asfalto. Eu gosto às pampa das mina de Sampa!
  • 9.
  • 10.
    2.1.2 Linguagem urbana/rural.(o falar “caipira”)
  • 11.
    2.2 Variedades Sócio-culturais 2.2.1Variedades devidas ao falante/ grupos culturais; - O jargão; - A gíria.
  • 12.
  • 13.
    O jargão  Linguagemtécnica utilizada por profissionais de uma especialidade em comum. Logo, é empregada por um grupo restrito e, muitas vezes, inacessível a outros falantes da língua. Ex1: Sutura, traqueostomia, cefaléia, prescrição, profilaxia = jargão dos médicos. Ex2: variações diafásicas, análises diacrônica e sincrônica, metafonia = jargão dos professores de Português.
  • 14.
    A gíria  Linguagemtécnica utilizada, predominantemente, por jovens. Também funciona como um meio de exclusão dos indivíduos externos a esse grupo.
  • 15.
    2.3 Variedades Situacionais Alinguagem varia de acordo com a situação em que ela é empregada.
  • 16.
    Em Situações formais: Uma palestra feita para uma platéia sobre matéria científica;  Uma solenidade de formatura;  Uma carta endereçada a uma autoridade.
  • 17.
  • 18.
    Em Situações informais: Em uma reunião familiar;  Em conversa com colegas e amigos;  Em um bate-papo informal.
  • 19.
    2.4 Variedades Temporais “Quando Boorz partiu da abadia, uma voz lhe disse que fosse ao amr, ca Percival o atendia i. El se pertiu ende, assi como o conto já há devisado.E quando chegou aa riba do mar, a fremosa nave, coberta de um eixamente branco aportou, e Boorz desceu e encomendou-se a Nostro Senhor,e entriu e leixou seu cavalo fora. E tanto que entrou, viu que a nave se partiu tam toste de riba, como se voasse. E catou pela nave e nom viu rem, que a noite era mui escura; e acostou-se ao bordo e rogou a Nostro Senhor que a guaaiasse tal lugar u sua alma podesse salber”. (Trecho da Demanda do santo Graal, traduzido para o português do séc. XIII)
  • 20.
    3. Empréstimos Lingüísticos INFLUÊNCIAEXEMPLOS DE ESTRANGEIRISMOS Alemão Gás, níquel. Árabe Algodão(al-qu Tun); Dialetos africanos Acarajé, dendê, fubá, quilombo, moleque, caçula...  Espanhol Bolero, castanhola... Francês Paletó, boné, matinê, abat-jour (abajur), bâton (batom), cabaret (cabaré), maiô... Inglês Show, software, hamburger, deletar... Italiano Macarrão, piano, soneto, bandido, ária, camarim, partitura, lasanha... Tupi Nomes de animais e plantas: tatu, arara, jibóia, caju, maracujá... Nomes de lugares: Ipanema, Copacabana... Nomes de pessoas: Ubirajara, Iracema..
  • 21.
    Língua Falada xLíngua Escrita As diferenças entre os dois códigos não podem ser ignoradas por quem se dispõe a comunicar de forma satisfatória. O domínio da língua falada, aparentemente mais fácil, ganha complexidade quando se trata do emprego da variedade formal: é necessário aprender o registro da língua falada mais adequado a situações de formalidade. O uso do código escrito, entretanto, é o que costuma produzir maiores obstáculos.
  • 23.
    Modalidades de Usoou registro lingüístico: Modalidade Tipo Registro Formal Comum; Sofisticado. Registro Informal Descontraído; coloquial; Ultradescontraído.
  • 24.
    Para não esquecer: Alíngua é a identidade de um povo. Preserve-a! Um abraço!