Preconceito Linguístico
O que é Preconceito Linguístico?
O Preconceito Linguístico é aquele gerado pelas
diferenças linguísticas existentes dentro de um
mesmo idioma, o "julgamento depreciativo
desrespeitoso e, consequentemente, humilhante da
fala do outro ou da própria fala" geralmente atinge as
variedades associadas a grupos de menor prestígio
social. Não existe uma forma “certa” ou “errada” dos
usos da língua e que o preconceito linguístico, gerado
pela idéia de que existe uma única língua correta
(baseada na gramática normativa)
A língua é dinâmica e mutável e está em
constante desenvolvimento, se adaptando
aos seus falantes. Afinal de contas, o
principal objetivo da linguagem é a
comunicação entre as pessoas de um mesmo
grupo. Talvez, um dos principais motivos
para o fortalecimento do preconceito
linguístico seja a confusão histórica formada
entre a língua e a gramática normativa. Esta
última serve como um mecanismo para
ordenar o idioma, no entanto não abrange as
expressões populares, as gírias e os
regionalismos que, mesmo não constando na
gramática, não podem ser considerados
modos incorretos.
Existem quatro modalidades que explicam as variantes linguísticas:
• Variação histórica (palavras e expressões que caíram
em desuso com o passar do tempo);
• Variação geográfica (diferenças de vocabulário,
pronúncia de sons e construções sintáticas em
regiões falantes do mesmo idioma);
• Variação social (o desempenho linguístico do falante
provém do meio em que vive, sua classe social,
faixa etária, sexo e grau de escolaridade);
• Variação estilística (cada indivíduo possui uma forma e estilo de falar próprio,
adequando-o de acordo com a situação em que se encontra)
• Qualquer manifestação que escape do triângulo “escola- gramática-
dicionário” é considerado, sob a ótica do preconceito linguístico
“errada, feia, estropiada, rudimentar, deficiente”. A existência de uma
norma padrão implica, necessariamente, que outras variantes sejam
desconsideradas e desprezadas, isto é, excluídas. Tal dinâmica dá
origem a dois conceitos distintos: preconceito linguístico e prestígio.
Ambos representam a sinalização de um julgamento social e não
linguístico acerca da utilização da língua.
Quando analisado de perto, o preconceito linguístico deixa claro que o que está
em jogo não é a língua, pois o modo de falar é apenas um pretexto para discriminar
um indivíduo ou um grupo social por suas características socioculturais e
socioeconômicas: gênero, raça, classe social, grau de instrução, nível de renda etc.
A instituição escolar tem sido à
séculos a principal agência de
manutenção e difusão do preconceito
linguístico e de outras formas de
discriminação. Uma formação
docente adequada, com base nos
avanços das ciências da linguagem e
com vistas à criação de uma sociedade
democrática e igualitária, é um passo
importante na crítica e na
desconstrução desse círculo vicioso.

Preconceito linguístico

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    O que éPreconceito Linguístico? O Preconceito Linguístico é aquele gerado pelas diferenças linguísticas existentes dentro de um mesmo idioma, o "julgamento depreciativo desrespeitoso e, consequentemente, humilhante da fala do outro ou da própria fala" geralmente atinge as variedades associadas a grupos de menor prestígio social. Não existe uma forma “certa” ou “errada” dos usos da língua e que o preconceito linguístico, gerado pela idéia de que existe uma única língua correta (baseada na gramática normativa)
  • 3.
    A língua édinâmica e mutável e está em constante desenvolvimento, se adaptando aos seus falantes. Afinal de contas, o principal objetivo da linguagem é a comunicação entre as pessoas de um mesmo grupo. Talvez, um dos principais motivos para o fortalecimento do preconceito linguístico seja a confusão histórica formada entre a língua e a gramática normativa. Esta última serve como um mecanismo para ordenar o idioma, no entanto não abrange as expressões populares, as gírias e os regionalismos que, mesmo não constando na gramática, não podem ser considerados modos incorretos.
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    Existem quatro modalidadesque explicam as variantes linguísticas: • Variação histórica (palavras e expressões que caíram em desuso com o passar do tempo); • Variação geográfica (diferenças de vocabulário, pronúncia de sons e construções sintáticas em regiões falantes do mesmo idioma); • Variação social (o desempenho linguístico do falante provém do meio em que vive, sua classe social, faixa etária, sexo e grau de escolaridade); • Variação estilística (cada indivíduo possui uma forma e estilo de falar próprio, adequando-o de acordo com a situação em que se encontra)
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    • Qualquer manifestaçãoque escape do triângulo “escola- gramática- dicionário” é considerado, sob a ótica do preconceito linguístico “errada, feia, estropiada, rudimentar, deficiente”. A existência de uma norma padrão implica, necessariamente, que outras variantes sejam desconsideradas e desprezadas, isto é, excluídas. Tal dinâmica dá origem a dois conceitos distintos: preconceito linguístico e prestígio. Ambos representam a sinalização de um julgamento social e não linguístico acerca da utilização da língua.
  • 6.
    Quando analisado deperto, o preconceito linguístico deixa claro que o que está em jogo não é a língua, pois o modo de falar é apenas um pretexto para discriminar um indivíduo ou um grupo social por suas características socioculturais e socioeconômicas: gênero, raça, classe social, grau de instrução, nível de renda etc. A instituição escolar tem sido à séculos a principal agência de manutenção e difusão do preconceito linguístico e de outras formas de discriminação. Uma formação docente adequada, com base nos avanços das ciências da linguagem e com vistas à criação de uma sociedade democrática e igualitária, é um passo importante na crítica e na desconstrução desse círculo vicioso.