Panorama dos estudos linguísticos

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Panorama dos estudos linguísticos

  1. 1. PANORAMA DOS ESTUDOS LINGUÍSTICOS Daniela Cristina Layssa Almeida Ludymilla Mauro Rosana B. Garrasini Sellanes
  2. 2. GRAMÁTICA Origem  Do grego: γραμματική, Transliteração (transcrever a escrita de um alfabeto em outro ) grammatiké, feminino substantivado de grammatikós) é o conjunto de regras individuais usadas para um determinado uso de uma língua, não necessariamente o que se entende por seu uso "correto".  É ramo da Lingüística que tem por objetivo estudar a forma, a composição e a inter-relação das palavras dentro da oração ou da frase, bem assim o seu apropriado ou correto uso.
  3. 3. TEORIA GERAL  Gramática, portanto, numa abordagem generalista, não se vincula a esta ou àquela língua em especial, senão a todas. Contém o germe estrutural, por assim dizer, de todas, realizando a conexão essencial subjacente à relação de cada uma com as demais História da Gramática  A primeira gramática de que se tem notícia, registro histórico, é a de Pãnini para o sãnscrito.
  4. 4.  Contudo, aceita-se que o estudo formal da gramática tenha iniciado com os gregos, a partir de uma perspectiva filosófica  Dionísio da Trácia gramático grego, escreveu a "Arte da Gramática", obra que serviu de base para as gramáticas grega, latina e de outras línguas européias até o Renascimento.  A Gramática de Port-Royal – origem francesa ."Gramática geral e razoada contendo os fundamentos da arte de falar, explicados de modo claro e natural“, foi um trabalho pioneiro na área da filozofia da linguagem. Publicado em 1660 por Antoine Arnauld e Claude Lancelot, ela foi a contraparte linguística à Lógica de Port- Royal(1662), e ambas receberam esse nome em referência ao monastério jansenista de Port-Royal-des- Champs onde os seus autores trabalhavam.
  5. 5. Filologia  Grego: philos (amigo) logos ( palavra, discurso)  Escola Filológica: Alexandria  Friedrich August Wolf – 1777
  6. 6.  A língua não é o único objeto de estudo  Fixar, interpretar, comentar os textos  História literária, dos costumes, das instituições, etc
  7. 7.  Comparação: - linguagem do passado - linguagem do presente  Tem método próprio: a crítica
  8. 8. A Filologia “pressupõe uma língua culta e uma língua escrita” , Segundo Mattoso no verbete “Línguística” de seu Dicionário de Línguística e Gramática.
  9. 9. GRAMÁTICAS COMPARADAS 1786 - William Jones destaca as semelhanças entre o SÂNSCRITO, o LATIM e o GREGO, propondo que tal fato apontava para uma origem comum. 1808 – Friedrich Schlegel publica Über die Sprach und die Weisheit der Inder (Sobre a língua e sabedoria dos hindus), em que, por meio de elementos morfológicos e fonológicos, reforça a tese de W. Jones.
  10. 10. GRAMÁTICAS COMPARADAS 1816 – Franz Bopp publica Über das Konjugationssystem der Sanskritisprache in Verleichnung mit jenem griechischen, lateinischer, persischen und germanischen Sprach (Sobre o sistema de conjugação do sânscrito em comparação com o da língua grega, latina e germânica). Na obra, compara detalhadamente a morfologia verbal de cada língua, revelando empiricamente seu parentesco.
  11. 11. GRAMÁTICAS COMPARADAS 1822 – Jacob Grimm publica Deutsche Grammatik, em que interpreta a existência de correspondências fonéticas sistemáticas entre as línguas (do grupo germânico das indo-européias) como resultado de mutações regulares no tempo (os dados examinados abarcam 14 séculos). 1836 - 1844 – Friedrich Diez publica uma gramática histórico-comparativa das línguas românicas e , em 1854, um dicionário etimológico dessas língua. A existência de vasta documentação da forma ascendente (latim) reforçou a confiabilidade do método.
  12. 12. GRAMÁTICAS COMPARADAS A. Schleicher, botânico de formação e influenciado pelo pensamento evolucionista (Darwin), concebe a língua como “um organismo vivo”, cuja existência independeria de seus falantes. As mudanças ocorreriam nas línguas por força de uma dinâmica decorrente da necessidade. Em seu projeto de reconstrução histórica e busca da “língua original” propõe a “árvore genealógica” das línguas indo-européias.
  13. 13. GRAMÁTICAS COMPARADAS Questionando os pressupostos tradicionais da prática histórico-comparativa, meramente descritivista, os Neogramáticos (Escola de Leipzig – Osthoff e Brugmann) introduzem uma perspectiva psicológica subjetivista na interpretação dos fenômenos de mudança. (A língua existe no individuo e as mudanças se originam nele). Ademais, a busca por uma língua original indo-européia cede lugar à investigação dos mecanismos de mudança.
  14. 14. SURGIMENTO DA LINGUÍSTICA * Reconstituir as línguas mães, deduzir as leis gerais que definiam os fenômenos linguísticos, * Estudos históricos e comparativos, * As contribuições dos Neogramáticos, * Aproximar a linguística do seu “objeto” e a preparou para o corte saussuriano.
  15. 15. O CORTE SAUSSURIANO * Transformar a linguística em uma ciência autônoma, * Uma construção sincrônica da linguagem, * A ideia da língua como uma instituição social e não natural, * A língua como um sistema de signos independentes (imanência), * A língua como objeto da linguística.
  16. 16. LINGUÍSTICA APLICADA Surgimento 1946  Universidade de Michigan 1970  Programa de Linguistica Aplicada ao Ensino de Línguas da PUC-SP Década de 80  Surgimento da revista D.E.L.T.A 1990  Criação da ALAB
  17. 17. Definição Segundo os estudos Chomskianos: “A linguística teria como interesse a língua como um construto abstrato ou internalizado e a linguística aplicada estudaria as manifestações da língua externa, da língua em uso, contextualizada”. (Menezes, 2009, p.6). “Tradicionalmente a pesquisa em linguística investiga a língua como um fenômeno; recentemente, a pesquisa em linguística aplicada vem investigando a língua como uma prática”. (Brumfit, 2003, p.299)
  18. 18. APLICAÇÕES DA L.A.  Aspectos da competência lingüística e comunicativa do indivíduo:  aquisição de primeira ou segunda língua  letramento  distúrbios de linguagem  problemas relacionados com linguagem e comunicação nas sociedades e entre as sociedades: variação linguística, discriminação linguística, multilinguismo, conflito lingüístico, política linguística, planejamento lingüístico.
  19. 19. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ECKERSLEY, C. E. (M. A.) & MACAULAY, Margaret (M. A.). Brighter Grammar. London: Longsman, Green & Co. Ltd., 1955. MENEZES, V.; SILVA, M.M.; GOMES, I.F. Sessenta anos de Linguística Aplicada: de onde viemos e para onde vamos. In: PEREIRA, R. C.; ROCA, P. Linguística Aplicada: um caminho com diferentes acessos. São Paulo: Contexto, 2009. MUSSALIM, F. BENTES, A. C. Introdução à Lingüística: fundamentos epistemológicos. Volume 3, 2 ed. São Paulo:Cortez, 2005. SILVA, J. P. Filologia é o estudo da língua na literatura a visão de J. Mattoso Câmara Jr. (16) 41-49. Disponível em:<www.filologia.org. br/revista/artigo/6 . Acesso em: 16/02/11.

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