SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 23
Baixar para ler offline
O FUNCIONALISMO
EM LINGUÍSTICA
Prof. Ms. Silvio Luis da Silva
Pertinentes são as palavras de Maria
Helena de Moura Neves (2004: 1), que
assim se expressou:
• “Caracterizar o funcionalismo é uma tarefa difícil, já que os
rótulos que se conferem aos estudos ditos “funcionalistas”
mais representativos geralmente se ligam diretamente aos
nomes dos estudiosos que os desenvolveram, não a
características definidoras da corrente teórica em que eles se
colocam. Prideaux (1994) afirma que provavelmente existem
tantas versões do funcionalismo quantos lingüistas que se
chamam funcionalistas, denominação que abrange desde os
que simplesmente rejeitaram o formalismo até os que criam
uma teoria. A verdade é que, dentro do que vem sendo
denominado – ou autodenominado –
“funcionalismo”, existem modelos muito diferentes”. (grifo
nosso)
A base corrente funcionalista
• A linguagem é um instrumento de comunicação e interação
social;
• Estabelece um objeto de estudo baseado no uso real da
língua;
• Assim, não pode haver separação entre o sistema da língua e
seu uso pelos falantes.
• A linguística funcional encontra bases explanatórias na função
que exercem as unidades estruturais e em processos
diacrônicos recorrentes que tem motivação funcional.
A explicação linguística
• O princípio de toda explicação deve encontrar-se na relação
entre linguagem e uso em contexto social. Por isso, a
explicação linguística deve ser feita com base nas relações
contraídas pelos falantes, ouvintes e a informação pragmática
de ambos, para revelar a instrumentalidade da língua.

• A análise funcional deve descrever a língua como um requisito
pragmático para a interação verbal.
O conceito de função
•
•
•
•

A função pode designar as relações
A) entre uma forma e outra - função interna;
B) entre uma forma e seu significado – função semântica; e
C) entre o sistema de formas e seu contexto – função externa.

• Segundo van Dijk, uma gramática funcional deve atentar para
três princípios:
• - adequação pragmática;
• - adequação psicológica; e
• - adequação tipológica.
As adequações:
• Pragmática: revelar as relações das propriedades linguísticas
em relação à descrição de regras que regem a interação
verbal.
• Psicológica: dizem respeito tanto ao modo como os falantes
constróem e formulam expressões linguísticas (modelos de
produção) quanto ao modo como o ouvinte processa e
interpreta essas expressões (modelos de compreensão).
• Tipológica: deve explicar as semelhanças e diferenças entre os
sistemas linguísticos e fornecer gramáticas para línguas
tipologicamente diferentes.
O modelo funcional
• O uso comunicativo da língua envolve funções humanas de
nível mais elevado do que a função linguística, assim, um
usuário de língua natural deve possuir:
• - capacidade linguística: produzir e interpretar sentenças;
• - capacidade epistêmica: construir, manter e interpretar uma
base de conhecimento organizado;
• - capacidade lógica: derivar conhecimentos adicionais com
princípios de lógica dedutiva e probalística;
• - capacidade perceptual: perceber o ambiente e derivar
conhecimentos a partir dele;
• - capacidade social: saber como dizer e o que dizer em
determinada situação.
Interação social = atividade
estruturada
• A análise linguística envolve:
• - as regras que governam a constituição das expressões
linguísticas (semânticas, sintáticas, morfológicas e fonológicas)
• - as regras que governam os padrões de interação verbal em
que as expressões linguísticas são empregadas (regras
pragmáticas)
• O sistema de regras é:
• - visto como instrumental com relação aos objetivos e
propósitos do sistema de regras e
• - deve entender que as expressões linguísticas são descritas e
explicadas pela organização (framework) estabelecido pelo
sistema de interação verbal
Os níveis das relações funcionais
• - funções semânticas: especificam os papéis
estabelecidos dentro de um estado de coisas
designado pela predicação em que ocorrem tais
como Agente, Paciente, recipiente etc;
• - funções sintáticas: a perspectiva do estado de
coisas dentro da expressão linguística, ou seja, a
perspectiva da sintaxe – sujeito, objeto, advérbios
etc.
• - função pragmática: especificam o estatuto
informacional dos usuários no contexto em que
ocorrem: a noção de tópico e foco.
A sentença
• A sentença contém o ponto de partida, a noção
inicial, e o objetivo do discurso, sendo o primeiro
o ponto de encontro entre falante e ouvinte, e o
segundo a informação que deve ser partilhada
com o ouvinte: o movimento da noção inicial em
direção ao objetivo do discurso revela o
movimento da mente.
• ORDEM:
• TEMA – TRANSIÇÃO – REMA = não emotivo
• REMA – TRANSIÇÃO – TEMA = emotivo, marcado
A perspectiva funcional da
sentença
• De acordo com a exigências do contexto, as unidades
lexicais adquirem significados específicos, e a
sentença, que gramaticalmente consiste de sujeito e
predicado, divide-se em tema e rema.
• Assim, as noções de tema e rema são definidas em
termos da estrutura informacional do enunciado, como
sendo, respectivamente, sua porção que constitui a
informação previamente dada, ou inferível, portanto não
(ou menos) relevante para a comunicação (o tema) e a
parte que corresponde a sua informação central, nova (o
rema, ou foco).
A perspectiva funcional da sentença
Noção de tema-rema
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•

1) [Quais as novidades?]
[José pintou o muro ontem]R
(2) [O que José fez?]
[José]T [pintou o muro ontem]R
(3) [O que José pintou?]
[José pintou]T [o muro ontem]R
(4) [Quando José pintou o muro?]
[José pintou o muro]T [ ontem]R
(5) [Quem pintou o muro ontem?]
[José]R [pintou o muro ontem]T
(6) [Que houve com o muro ontem?]
[José pintou]R [o muro ontem]T
(7) [O que foi feito ontem?]
[José pintou o muro]R [ ontem]T
DINAMISMO COMUNICATIVO: O
movimento da mente
• João escreveu um poema.
• PADRÃO SEMÂNTICO: Agente-Ação-Objeto
• PADRÃO SINTÁTICO: Sujeito-Verbo-Objeto
• PADRÃO COMUNICACIONAL: Tema-Transição-Rema.
• O objeto contextualmente carrega um Dinamismo
Comunicativo maior do que o verbo e este, por sua
vez, maior do que o sujeito; ou seja, o rema (a
informação nova) é a parte mais importante da
sentença porque apresenta a novidade.
As funções, segundo Halliday
• A função ideacional: diz respeito à interpretação e a
expressão de nossa experiência acerca dos processos do
mundo exterior e dos processos mentais materiais abstratos
de todo tipo: a sentença é entendida como um processo.
• A função textual: nos habilita a criar um texto de maneira que
as sentenças sejam entendida como uma mensagem.
• A função interpessoal: nos habilita a participar da situação de
fala, utilizando-se da linguagem para expressar um julgamento
pessoal.
O estatuto informacional:
dado e novo
• O dado (ou informação velha) é o conhecimento
que o falante assume que o interlocutor possui a
respeito do tema a ser tratado.
• O novo (ou informação nova) é a informação que
o falante acredita não possuir o interlocutor
e, por isso a introduz na sentença (o rema).

• Obs: a informação velha é transmitida de forma
mais “baixa” na fala, ao passo que a informação
nova tem tom mais alto.
Texto: conjunto de instruções do
falante
Familiaridade
presumida

Nova

Novíssima

Ancorada

Inferível

Não usada

Não
ancorada

Inferível

Evocada

Inferível
contida

Textual

Situacional
A familiaridade presumida
Entidades novas: o que é introduzido pela primeira vez
no discurso. São de dois tipos:
• a) Novíssima: o ouvinte tem de criar uma nova
entidade;
• b) Não usada: o ouvinte pode presumir a entidade
correspondente.
• Entidades Inferíveis: o falante presume que o ouvinte
pode inferir o que está sendo dito.
• Entidades Evocadas: aquelas que já ocorreram no
discurso e são recuperáveis.
O conceito de tópico
• O tópico deve ser sempre definido, ao passo que
o sujeito, não.
• O sujeito necessita, sempre, ser um argumento
do verbo.
• O tópico tem sempre um papel funcional e
especifica o domínio em que se mantém a
predicação: é o centro de atenção e anuncia o
tema do discurso.
• O tópico aparece sempre no início da sentença:
• Ex: Casa, o Pedro comprou uma nova.
Ponto de vista e fluxo de atenção

• Há um fluxo de atenção e um ponto de vista, de
ordem natural, que se referem às estratégias
perceptuais, e um fluxo de atenção e um ponto
de vista de ordem linguística. Do ponto de vista
linguístico, os marcadores temporais, e a ordem
dos elementos são os principais marcadores do
fluxo de atenção.
• Ex: João comprou um carro novo.
• Carro, o João comprou um novo.
• Novo, o João comprou um carro.
• Comprou, João, um carro.
Transitividade e relevância
discursiva
• O pensamento e a comunicação humana
registram o universo individual como uma
hierarquia de graus de
centralidade/perifericidade a fim de facilitar
tanto a representação interna quanto a
exteriorização para as pessoas.
• Por isso, os usuários constroem sentenças de
acordo com os seus objetivos comunicativos e
com sua percepção da necessidade do ouvinte,
pois há parte da comunicação mais relevantes do
que as outras.
Estrutura argumental e fluxo
de informação
• Empacotamento – articulação entre as frases de uma
mesma fase (pode ser de ligação (justaposição ou
coordenação) ou de encaixamento (subordinação)).
• Du Bois:
• 1 – regra de um único argumento novo: evite mais de um
argumento novo por oração;
• 2 – regra de Argumento dado: evite argumento novo.

• protagonistas humanos tendem a ser participantes centrais
de narrativas e devem a ser mantidos como tema em
sucessivas orações, são definidos como dado.
Gramaticalização
• Gramaticalização é um processo pelo qual
um item lexical, ou uma estrutura lexical
passa, em certos contextos, a exercer
função gramatical ou um item gramatical
passa a exercer essa função com mais
ênfase. A gramaticalização é um processo
dinâmico, unidirecional e diacrônico
mediante o qual, na evolução
temporal, um item lexical adquire um
estatuto gramatical.
Em suma:
•
•
•
•

A interação por meio da linguagem depende:
- da intenção do falante;
- de sua informação pragmática;
- da antecipação que ele faz da interpretação do
ouvinte, com base na informação pragmática que o falante
acredita ter o ouvinte.

•
•
•
•

A interpretação do ouvinte depende:
- da expressão linguística;
- de sua informação pragmática;
- da hipótese do ouvinte sobre a intenção do falante.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados (20)

Parte 2 linguística geral saussure - apresentação
Parte 2   linguística geral saussure - apresentaçãoParte 2   linguística geral saussure - apresentação
Parte 2 linguística geral saussure - apresentação
 
Introdução à linguística - linguagem, língua e linguística
Introdução à linguística - linguagem, língua e linguísticaIntrodução à linguística - linguagem, língua e linguística
Introdução à linguística - linguagem, língua e linguística
 
Introdução à Linguística
Introdução à LinguísticaIntrodução à Linguística
Introdução à Linguística
 
Variação linguística
Variação linguísticaVariação linguística
Variação linguística
 
Esquema Bakhtin
Esquema BakhtinEsquema Bakhtin
Esquema Bakhtin
 
Linguística i saussure
Linguística i  saussureLinguística i  saussure
Linguística i saussure
 
VariaçãO LinguíStica
VariaçãO LinguíSticaVariaçãO LinguíStica
VariaçãO LinguíStica
 
Linguistica slides
Linguistica slidesLinguistica slides
Linguistica slides
 
Concepões de língua, linguagem, norma e fala
Concepões de língua, linguagem, norma e falaConcepões de língua, linguagem, norma e fala
Concepões de língua, linguagem, norma e fala
 
Gerativismo
GerativismoGerativismo
Gerativismo
 
Teorias da enunciação
Teorias da enunciaçãoTeorias da enunciação
Teorias da enunciação
 
Funções da linguagem
Funções da linguagemFunções da linguagem
Funções da linguagem
 
Análise do discurso anita
Análise do discurso   anitaAnálise do discurso   anita
Análise do discurso anita
 
Funções da linguagem
Funções da linguagemFunções da linguagem
Funções da linguagem
 
Semântica
SemânticaSemântica
Semântica
 
Linguagem lingua e código
Linguagem lingua  e códigoLinguagem lingua  e código
Linguagem lingua e código
 
Funções da Linguagem
Funções da LinguagemFunções da Linguagem
Funções da Linguagem
 
Variedades linguísticas
Variedades linguísticasVariedades linguísticas
Variedades linguísticas
 
Concepções de linguagem
Concepções de linguagemConcepções de linguagem
Concepções de linguagem
 
Sintaxe
SintaxeSintaxe
Sintaxe
 

Destaque

Teoria funcionalista
Teoria funcionalistaTeoria funcionalista
Teoria funcionalistarodcassio
 
Metafunção Textual (oração como mensagem): SISTEMA DE TEMA E REMA.
Metafunção Textual (oração como mensagem): SISTEMA DE TEMA E REMA.Metafunção Textual (oração como mensagem): SISTEMA DE TEMA E REMA.
Metafunção Textual (oração como mensagem): SISTEMA DE TEMA E REMA.Fatima Andreia Tamanini
 
Fichamento de transcrição do texto de Variação Linguistica
Fichamento de transcrição do texto de Variação LinguisticaFichamento de transcrição do texto de Variação Linguistica
Fichamento de transcrição do texto de Variação LinguisticaNayara França
 
Parte 4 linguística geral apresentação
Parte 4   linguística geral apresentaçãoParte 4   linguística geral apresentação
Parte 4 linguística geral apresentaçãoMariana Correia
 
Parte 2 linguística geral chomsky - apresentação
Parte 2   linguística geral chomsky - apresentaçãoParte 2   linguística geral chomsky - apresentação
Parte 2 linguística geral chomsky - apresentaçãoMariana Correia
 
Parte 1 linguística geral apresentação
Parte 1   linguística geral apresentaçãoParte 1   linguística geral apresentação
Parte 1 linguística geral apresentaçãoMariana Correia
 
Dupla articulação
Dupla articulaçãoDupla articulação
Dupla articulaçãoCCAA
 
Sociolinguistica
SociolinguisticaSociolinguistica
SociolinguisticaJairo Gomez
 
Apresentação Como Corrigir Redações na Escola
Apresentação Como Corrigir Redações na EscolaApresentação Como Corrigir Redações na Escola
Apresentação Como Corrigir Redações na EscolaGiulliana Vieira Rocha
 

Destaque (20)

Funcionalismo
FuncionalismoFuncionalismo
Funcionalismo
 
Funcionalismo
FuncionalismoFuncionalismo
Funcionalismo
 
Teoria funcionalista
Teoria funcionalistaTeoria funcionalista
Teoria funcionalista
 
Metafunção Textual (oração como mensagem): SISTEMA DE TEMA E REMA.
Metafunção Textual (oração como mensagem): SISTEMA DE TEMA E REMA.Metafunção Textual (oração como mensagem): SISTEMA DE TEMA E REMA.
Metafunção Textual (oração como mensagem): SISTEMA DE TEMA E REMA.
 
Aula 04 - Teoria Funcionalista
Aula 04 - Teoria FuncionalistaAula 04 - Teoria Funcionalista
Aula 04 - Teoria Funcionalista
 
A língua como objetivo da linguistica
A língua como objetivo da linguisticaA língua como objetivo da linguistica
A língua como objetivo da linguistica
 
Curso online linguistica
Curso online linguisticaCurso online linguistica
Curso online linguistica
 
Fichamento de transcrição do texto de Variação Linguistica
Fichamento de transcrição do texto de Variação LinguisticaFichamento de transcrição do texto de Variação Linguistica
Fichamento de transcrição do texto de Variação Linguistica
 
Parte 4 linguística geral apresentação
Parte 4   linguística geral apresentaçãoParte 4   linguística geral apresentação
Parte 4 linguística geral apresentação
 
Linguística i gerativismo
Linguística i   gerativismoLinguística i   gerativismo
Linguística i gerativismo
 
Parte 2 linguística geral chomsky - apresentação
Parte 2   linguística geral chomsky - apresentaçãoParte 2   linguística geral chomsky - apresentação
Parte 2 linguística geral chomsky - apresentação
 
Linguística textual
Linguística textualLinguística textual
Linguística textual
 
Semiótica
Semiótica Semiótica
Semiótica
 
Parte 1 linguística geral apresentação
Parte 1   linguística geral apresentaçãoParte 1   linguística geral apresentação
Parte 1 linguística geral apresentação
 
As mãos dos pretos.
As mãos dos pretos.As mãos dos pretos.
As mãos dos pretos.
 
Realismo
RealismoRealismo
Realismo
 
Dupla articulação
Dupla articulaçãoDupla articulação
Dupla articulação
 
Sociolinguistica
SociolinguisticaSociolinguistica
Sociolinguistica
 
Apresentação Como Corrigir Redações na Escola
Apresentação Como Corrigir Redações na EscolaApresentação Como Corrigir Redações na Escola
Apresentação Como Corrigir Redações na Escola
 
Estruturalismo
EstruturalismoEstruturalismo
Estruturalismo
 

Semelhante a Funcionalismo linguístico em

o funcionalismo em lingustica
o funcionalismo em lingusticao funcionalismo em lingustica
o funcionalismo em lingusticaPedroRocha944191
 
Parte 1 linguística geral apresentação 2012
Parte 1   linguística geral  apresentação 2012Parte 1   linguística geral  apresentação 2012
Parte 1 linguística geral apresentação 2012Mariana Correia
 
1 Funcionalismo linguístico explicação.pdf
1 Funcionalismo linguístico explicação.pdf1 Funcionalismo linguístico explicação.pdf
1 Funcionalismo linguístico explicação.pdfLuciane Lucyk
 
Aula dia 22 10-13 - dra. daniele souto
Aula dia 22 10-13 - dra. daniele soutoAula dia 22 10-13 - dra. daniele souto
Aula dia 22 10-13 - dra. daniele soutoFernanda Moreira
 
3592 texto do artigo-8204-1-10-20100919
3592 texto do artigo-8204-1-10-201009193592 texto do artigo-8204-1-10-20100919
3592 texto do artigo-8204-1-10-20100919AnaSimes583336
 
Teorias do uso da língua - Pragmática
Teorias do uso da língua - PragmáticaTeorias do uso da língua - Pragmática
Teorias do uso da língua - PragmáticaFabricio Rocha
 
Apresentação cetam 2023.pptx
Apresentação cetam 2023.pptxApresentação cetam 2023.pptx
Apresentação cetam 2023.pptxjoicisilva4
 
Especializacao aula 1 04092013
Especializacao aula 1 04092013Especializacao aula 1 04092013
Especializacao aula 1 04092013lugracioso
 
O que é discurso helena brandão
O que é discurso helena brandãoO que é discurso helena brandão
O que é discurso helena brandãoRose Moraes
 
Linguagem de especialidade
Linguagem de especialidadeLinguagem de especialidade
Linguagem de especialidadeclaudia murta
 
Análise de textos de comunicação_Maingueneau
Análise de textos de comunicação_MaingueneauAnálise de textos de comunicação_Maingueneau
Análise de textos de comunicação_Maingueneaupatricia_fox
 
generos textuais - eventos.ppt
generos textuais - eventos.pptgeneros textuais - eventos.ppt
generos textuais - eventos.pptJeanBrito28
 
A fala dos quartéis e as outras vozes (Resumo Livro)
A fala dos quartéis e as outras vozes (Resumo Livro)  A fala dos quartéis e as outras vozes (Resumo Livro)
A fala dos quartéis e as outras vozes (Resumo Livro) Mabel Teixeira
 
A construção dos sentidos - Denotação e Conotação.ppt
A construção dos sentidos - Denotação e Conotação.pptA construção dos sentidos - Denotação e Conotação.ppt
A construção dos sentidos - Denotação e Conotação.pptCaroline Assis
 
Linguagem e teoria da comunicação gestão.-Thais Pompeu
Linguagem e teoria da comunicação gestão.-Thais PompeuLinguagem e teoria da comunicação gestão.-Thais Pompeu
Linguagem e teoria da comunicação gestão.-Thais PompeuAlexandre Cavalcanti
 

Semelhante a Funcionalismo linguístico em (20)

o funcionalismo em lingustica
o funcionalismo em lingusticao funcionalismo em lingustica
o funcionalismo em lingustica
 
Parte 1 linguística geral apresentação 2012
Parte 1   linguística geral  apresentação 2012Parte 1   linguística geral  apresentação 2012
Parte 1 linguística geral apresentação 2012
 
O Processo de Comunicação
O Processo de ComunicaçãoO Processo de Comunicação
O Processo de Comunicação
 
1 Funcionalismo linguístico explicação.pdf
1 Funcionalismo linguístico explicação.pdf1 Funcionalismo linguístico explicação.pdf
1 Funcionalismo linguístico explicação.pdf
 
Aula dia 22 10-13 - dra. daniele souto
Aula dia 22 10-13 - dra. daniele soutoAula dia 22 10-13 - dra. daniele souto
Aula dia 22 10-13 - dra. daniele souto
 
TP5- Unidades 17 e 18
TP5- Unidades 17  e  18TP5- Unidades 17  e  18
TP5- Unidades 17 e 18
 
Aula AD.pptx
Aula AD.pptxAula AD.pptx
Aula AD.pptx
 
3592 texto do artigo-8204-1-10-20100919
3592 texto do artigo-8204-1-10-201009193592 texto do artigo-8204-1-10-20100919
3592 texto do artigo-8204-1-10-20100919
 
Tp5
Tp5Tp5
Tp5
 
Teorias do uso da língua - Pragmática
Teorias do uso da língua - PragmáticaTeorias do uso da língua - Pragmática
Teorias do uso da língua - Pragmática
 
Apresentação cetam 2023.pptx
Apresentação cetam 2023.pptxApresentação cetam 2023.pptx
Apresentação cetam 2023.pptx
 
Análise do discurso
Análise do discursoAnálise do discurso
Análise do discurso
 
Especializacao aula 1 04092013
Especializacao aula 1 04092013Especializacao aula 1 04092013
Especializacao aula 1 04092013
 
O que é discurso helena brandão
O que é discurso helena brandãoO que é discurso helena brandão
O que é discurso helena brandão
 
Linguagem de especialidade
Linguagem de especialidadeLinguagem de especialidade
Linguagem de especialidade
 
Análise de textos de comunicação_Maingueneau
Análise de textos de comunicação_MaingueneauAnálise de textos de comunicação_Maingueneau
Análise de textos de comunicação_Maingueneau
 
generos textuais - eventos.ppt
generos textuais - eventos.pptgeneros textuais - eventos.ppt
generos textuais - eventos.ppt
 
A fala dos quartéis e as outras vozes (Resumo Livro)
A fala dos quartéis e as outras vozes (Resumo Livro)  A fala dos quartéis e as outras vozes (Resumo Livro)
A fala dos quartéis e as outras vozes (Resumo Livro)
 
A construção dos sentidos - Denotação e Conotação.ppt
A construção dos sentidos - Denotação e Conotação.pptA construção dos sentidos - Denotação e Conotação.ppt
A construção dos sentidos - Denotação e Conotação.ppt
 
Linguagem e teoria da comunicação gestão.-Thais Pompeu
Linguagem e teoria da comunicação gestão.-Thais PompeuLinguagem e teoria da comunicação gestão.-Thais Pompeu
Linguagem e teoria da comunicação gestão.-Thais Pompeu
 

Mais de Fernanda Câmara

Mais de Fernanda Câmara (20)

Um amor conquistado o mito do amor materno (pdf) (rev)
Um amor conquistado o mito do amor materno (pdf) (rev)Um amor conquistado o mito do amor materno (pdf) (rev)
Um amor conquistado o mito do amor materno (pdf) (rev)
 
Elisabete badinter
Elisabete badinterElisabete badinter
Elisabete badinter
 
Cassandra rios e o tesão de mulher por mulher
Cassandra rios e o tesão de mulher por mulherCassandra rios e o tesão de mulher por mulher
Cassandra rios e o tesão de mulher por mulher
 
Bourdieu
BourdieuBourdieu
Bourdieu
 
Modalizadores
ModalizadoresModalizadores
Modalizadores
 
Carlos franchi mas o que é mesmo gramática.
Carlos franchi   mas o que é mesmo gramática.Carlos franchi   mas o que é mesmo gramática.
Carlos franchi mas o que é mesmo gramática.
 
Gramática travaglia
Gramática   travagliaGramática   travaglia
Gramática travaglia
 
Prática texto 2
Prática   texto 2Prática   texto 2
Prática texto 2
 
DIAGNÓSTICO DAS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E DE GRAMÁTICA NAS AULAS DE LÍNGUA PO...
DIAGNÓSTICO DAS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E DE GRAMÁTICA NAS AULAS DE LÍNGUA PO...DIAGNÓSTICO DAS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E DE GRAMÁTICA NAS AULAS DE LÍNGUA PO...
DIAGNÓSTICO DAS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E DE GRAMÁTICA NAS AULAS DE LÍNGUA PO...
 
Aspectos constitutivos da enunciação
Aspectos constitutivos da enunciaçãoAspectos constitutivos da enunciação
Aspectos constitutivos da enunciação
 
morfologia
morfologiamorfologia
morfologia
 
Arquivo 4
Arquivo 4Arquivo 4
Arquivo 4
 
Arquivo 3
Arquivo 3Arquivo 3
Arquivo 3
 
Arquivo 3
Arquivo 3Arquivo 3
Arquivo 3
 
Arquivo 1
Arquivo 1Arquivo 1
Arquivo 1
 
Teoria literária 2
Teoria literária 2Teoria literária 2
Teoria literária 2
 
Safo
SafoSafo
Safo
 
O gênero lírico
O gênero líricoO gênero lírico
O gênero lírico
 
A perda da aura
A perda da auraA perda da aura
A perda da aura
 
Sociolinguística
SociolinguísticaSociolinguística
Sociolinguística
 

Último

VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTREVACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTREIVONETETAVARESRAMOS
 
TREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.ppt
TREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.pptTREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.ppt
TREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.pptAlineSilvaPotuk
 
Revolução Industrial - Revolução Industrial .pptx
Revolução Industrial - Revolução Industrial .pptxRevolução Industrial - Revolução Industrial .pptx
Revolução Industrial - Revolução Industrial .pptxHlioMachado1
 
Sistema de Bibliotecas UCS - A descoberta da terra
Sistema de Bibliotecas UCS  - A descoberta da terraSistema de Bibliotecas UCS  - A descoberta da terra
Sistema de Bibliotecas UCS - A descoberta da terraBiblioteca UCS
 
Mini livro sanfona - Diga não ao bullying
Mini livro sanfona - Diga não ao  bullyingMini livro sanfona - Diga não ao  bullying
Mini livro sanfona - Diga não ao bullyingMary Alvarenga
 
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptxSlide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptxconcelhovdragons
 
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdf
Geometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdfGeometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdf
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdfDemetrio Ccesa Rayme
 
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZAAVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZAEdioFnaf
 
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdfPLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdfProfGleide
 
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxBaladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxacaciocarmo1
 
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdf
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdfLinguagem verbal , não verbal e mista.pdf
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdfLaseVasconcelos1
 
parte indígena.pptxzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
parte indígena.pptxzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzparte indígena.pptxzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
parte indígena.pptxzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzAlexandrePereira818171
 
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024GleyceMoreiraXWeslle
 
organizaao-do-clube-de-lideres-ctd-aamar_compress.pdf
organizaao-do-clube-de-lideres-ctd-aamar_compress.pdforganizaao-do-clube-de-lideres-ctd-aamar_compress.pdf
organizaao-do-clube-de-lideres-ctd-aamar_compress.pdfCarlosRodrigues832670
 
Mini livro sanfona - Povos Indigenas Brasileiros
Mini livro sanfona  - Povos Indigenas BrasileirosMini livro sanfona  - Povos Indigenas Brasileiros
Mini livro sanfona - Povos Indigenas BrasileirosMary Alvarenga
 
Orientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptx
Orientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptxOrientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptx
Orientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptxJMTCS
 
TIPOS DE DISCURSO - TUDO SALA DE AULA.pdf
TIPOS DE DISCURSO - TUDO SALA DE AULA.pdfTIPOS DE DISCURSO - TUDO SALA DE AULA.pdf
TIPOS DE DISCURSO - TUDO SALA DE AULA.pdfmarialuciadasilva17
 
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptxAula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptxpamelacastro71
 
A população Brasileira e diferença de populoso e povoado
A população Brasileira e diferença de populoso e povoadoA população Brasileira e diferença de populoso e povoado
A população Brasileira e diferença de populoso e povoadodanieligomes4
 
POETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptx
POETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptxPOETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptx
POETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptxJMTCS
 

Último (20)

VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTREVACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
 
TREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.ppt
TREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.pptTREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.ppt
TREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.ppt
 
Revolução Industrial - Revolução Industrial .pptx
Revolução Industrial - Revolução Industrial .pptxRevolução Industrial - Revolução Industrial .pptx
Revolução Industrial - Revolução Industrial .pptx
 
Sistema de Bibliotecas UCS - A descoberta da terra
Sistema de Bibliotecas UCS  - A descoberta da terraSistema de Bibliotecas UCS  - A descoberta da terra
Sistema de Bibliotecas UCS - A descoberta da terra
 
Mini livro sanfona - Diga não ao bullying
Mini livro sanfona - Diga não ao  bullyingMini livro sanfona - Diga não ao  bullying
Mini livro sanfona - Diga não ao bullying
 
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptxSlide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
 
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdf
Geometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdfGeometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdf
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdf
 
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZAAVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
 
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdfPLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdf
 
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxBaladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
 
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdf
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdfLinguagem verbal , não verbal e mista.pdf
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdf
 
parte indígena.pptxzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
parte indígena.pptxzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzparte indígena.pptxzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
parte indígena.pptxzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
 
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
 
organizaao-do-clube-de-lideres-ctd-aamar_compress.pdf
organizaao-do-clube-de-lideres-ctd-aamar_compress.pdforganizaao-do-clube-de-lideres-ctd-aamar_compress.pdf
organizaao-do-clube-de-lideres-ctd-aamar_compress.pdf
 
Mini livro sanfona - Povos Indigenas Brasileiros
Mini livro sanfona  - Povos Indigenas BrasileirosMini livro sanfona  - Povos Indigenas Brasileiros
Mini livro sanfona - Povos Indigenas Brasileiros
 
Orientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptx
Orientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptxOrientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptx
Orientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptx
 
TIPOS DE DISCURSO - TUDO SALA DE AULA.pdf
TIPOS DE DISCURSO - TUDO SALA DE AULA.pdfTIPOS DE DISCURSO - TUDO SALA DE AULA.pdf
TIPOS DE DISCURSO - TUDO SALA DE AULA.pdf
 
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptxAula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
 
A população Brasileira e diferença de populoso e povoado
A população Brasileira e diferença de populoso e povoadoA população Brasileira e diferença de populoso e povoado
A população Brasileira e diferença de populoso e povoado
 
POETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptx
POETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptxPOETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptx
POETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptx
 

Funcionalismo linguístico em

  • 1. O FUNCIONALISMO EM LINGUÍSTICA Prof. Ms. Silvio Luis da Silva
  • 2. Pertinentes são as palavras de Maria Helena de Moura Neves (2004: 1), que assim se expressou: • “Caracterizar o funcionalismo é uma tarefa difícil, já que os rótulos que se conferem aos estudos ditos “funcionalistas” mais representativos geralmente se ligam diretamente aos nomes dos estudiosos que os desenvolveram, não a características definidoras da corrente teórica em que eles se colocam. Prideaux (1994) afirma que provavelmente existem tantas versões do funcionalismo quantos lingüistas que se chamam funcionalistas, denominação que abrange desde os que simplesmente rejeitaram o formalismo até os que criam uma teoria. A verdade é que, dentro do que vem sendo denominado – ou autodenominado – “funcionalismo”, existem modelos muito diferentes”. (grifo nosso)
  • 3. A base corrente funcionalista • A linguagem é um instrumento de comunicação e interação social; • Estabelece um objeto de estudo baseado no uso real da língua; • Assim, não pode haver separação entre o sistema da língua e seu uso pelos falantes. • A linguística funcional encontra bases explanatórias na função que exercem as unidades estruturais e em processos diacrônicos recorrentes que tem motivação funcional.
  • 4. A explicação linguística • O princípio de toda explicação deve encontrar-se na relação entre linguagem e uso em contexto social. Por isso, a explicação linguística deve ser feita com base nas relações contraídas pelos falantes, ouvintes e a informação pragmática de ambos, para revelar a instrumentalidade da língua. • A análise funcional deve descrever a língua como um requisito pragmático para a interação verbal.
  • 5. O conceito de função • • • • A função pode designar as relações A) entre uma forma e outra - função interna; B) entre uma forma e seu significado – função semântica; e C) entre o sistema de formas e seu contexto – função externa. • Segundo van Dijk, uma gramática funcional deve atentar para três princípios: • - adequação pragmática; • - adequação psicológica; e • - adequação tipológica.
  • 6. As adequações: • Pragmática: revelar as relações das propriedades linguísticas em relação à descrição de regras que regem a interação verbal. • Psicológica: dizem respeito tanto ao modo como os falantes constróem e formulam expressões linguísticas (modelos de produção) quanto ao modo como o ouvinte processa e interpreta essas expressões (modelos de compreensão). • Tipológica: deve explicar as semelhanças e diferenças entre os sistemas linguísticos e fornecer gramáticas para línguas tipologicamente diferentes.
  • 7. O modelo funcional • O uso comunicativo da língua envolve funções humanas de nível mais elevado do que a função linguística, assim, um usuário de língua natural deve possuir: • - capacidade linguística: produzir e interpretar sentenças; • - capacidade epistêmica: construir, manter e interpretar uma base de conhecimento organizado; • - capacidade lógica: derivar conhecimentos adicionais com princípios de lógica dedutiva e probalística; • - capacidade perceptual: perceber o ambiente e derivar conhecimentos a partir dele; • - capacidade social: saber como dizer e o que dizer em determinada situação.
  • 8. Interação social = atividade estruturada • A análise linguística envolve: • - as regras que governam a constituição das expressões linguísticas (semânticas, sintáticas, morfológicas e fonológicas) • - as regras que governam os padrões de interação verbal em que as expressões linguísticas são empregadas (regras pragmáticas) • O sistema de regras é: • - visto como instrumental com relação aos objetivos e propósitos do sistema de regras e • - deve entender que as expressões linguísticas são descritas e explicadas pela organização (framework) estabelecido pelo sistema de interação verbal
  • 9. Os níveis das relações funcionais • - funções semânticas: especificam os papéis estabelecidos dentro de um estado de coisas designado pela predicação em que ocorrem tais como Agente, Paciente, recipiente etc; • - funções sintáticas: a perspectiva do estado de coisas dentro da expressão linguística, ou seja, a perspectiva da sintaxe – sujeito, objeto, advérbios etc. • - função pragmática: especificam o estatuto informacional dos usuários no contexto em que ocorrem: a noção de tópico e foco.
  • 10. A sentença • A sentença contém o ponto de partida, a noção inicial, e o objetivo do discurso, sendo o primeiro o ponto de encontro entre falante e ouvinte, e o segundo a informação que deve ser partilhada com o ouvinte: o movimento da noção inicial em direção ao objetivo do discurso revela o movimento da mente. • ORDEM: • TEMA – TRANSIÇÃO – REMA = não emotivo • REMA – TRANSIÇÃO – TEMA = emotivo, marcado
  • 11. A perspectiva funcional da sentença • De acordo com a exigências do contexto, as unidades lexicais adquirem significados específicos, e a sentença, que gramaticalmente consiste de sujeito e predicado, divide-se em tema e rema. • Assim, as noções de tema e rema são definidas em termos da estrutura informacional do enunciado, como sendo, respectivamente, sua porção que constitui a informação previamente dada, ou inferível, portanto não (ou menos) relevante para a comunicação (o tema) e a parte que corresponde a sua informação central, nova (o rema, ou foco).
  • 12. A perspectiva funcional da sentença Noção de tema-rema • • • • • • • • • • • • • 1) [Quais as novidades?] [José pintou o muro ontem]R (2) [O que José fez?] [José]T [pintou o muro ontem]R (3) [O que José pintou?] [José pintou]T [o muro ontem]R (4) [Quando José pintou o muro?] [José pintou o muro]T [ ontem]R (5) [Quem pintou o muro ontem?] [José]R [pintou o muro ontem]T (6) [Que houve com o muro ontem?] [José pintou]R [o muro ontem]T (7) [O que foi feito ontem?] [José pintou o muro]R [ ontem]T
  • 13. DINAMISMO COMUNICATIVO: O movimento da mente • João escreveu um poema. • PADRÃO SEMÂNTICO: Agente-Ação-Objeto • PADRÃO SINTÁTICO: Sujeito-Verbo-Objeto • PADRÃO COMUNICACIONAL: Tema-Transição-Rema. • O objeto contextualmente carrega um Dinamismo Comunicativo maior do que o verbo e este, por sua vez, maior do que o sujeito; ou seja, o rema (a informação nova) é a parte mais importante da sentença porque apresenta a novidade.
  • 14. As funções, segundo Halliday • A função ideacional: diz respeito à interpretação e a expressão de nossa experiência acerca dos processos do mundo exterior e dos processos mentais materiais abstratos de todo tipo: a sentença é entendida como um processo. • A função textual: nos habilita a criar um texto de maneira que as sentenças sejam entendida como uma mensagem. • A função interpessoal: nos habilita a participar da situação de fala, utilizando-se da linguagem para expressar um julgamento pessoal.
  • 15. O estatuto informacional: dado e novo • O dado (ou informação velha) é o conhecimento que o falante assume que o interlocutor possui a respeito do tema a ser tratado. • O novo (ou informação nova) é a informação que o falante acredita não possuir o interlocutor e, por isso a introduz na sentença (o rema). • Obs: a informação velha é transmitida de forma mais “baixa” na fala, ao passo que a informação nova tem tom mais alto.
  • 16. Texto: conjunto de instruções do falante Familiaridade presumida Nova Novíssima Ancorada Inferível Não usada Não ancorada Inferível Evocada Inferível contida Textual Situacional
  • 17. A familiaridade presumida Entidades novas: o que é introduzido pela primeira vez no discurso. São de dois tipos: • a) Novíssima: o ouvinte tem de criar uma nova entidade; • b) Não usada: o ouvinte pode presumir a entidade correspondente. • Entidades Inferíveis: o falante presume que o ouvinte pode inferir o que está sendo dito. • Entidades Evocadas: aquelas que já ocorreram no discurso e são recuperáveis.
  • 18. O conceito de tópico • O tópico deve ser sempre definido, ao passo que o sujeito, não. • O sujeito necessita, sempre, ser um argumento do verbo. • O tópico tem sempre um papel funcional e especifica o domínio em que se mantém a predicação: é o centro de atenção e anuncia o tema do discurso. • O tópico aparece sempre no início da sentença: • Ex: Casa, o Pedro comprou uma nova.
  • 19. Ponto de vista e fluxo de atenção • Há um fluxo de atenção e um ponto de vista, de ordem natural, que se referem às estratégias perceptuais, e um fluxo de atenção e um ponto de vista de ordem linguística. Do ponto de vista linguístico, os marcadores temporais, e a ordem dos elementos são os principais marcadores do fluxo de atenção. • Ex: João comprou um carro novo. • Carro, o João comprou um novo. • Novo, o João comprou um carro. • Comprou, João, um carro.
  • 20. Transitividade e relevância discursiva • O pensamento e a comunicação humana registram o universo individual como uma hierarquia de graus de centralidade/perifericidade a fim de facilitar tanto a representação interna quanto a exteriorização para as pessoas. • Por isso, os usuários constroem sentenças de acordo com os seus objetivos comunicativos e com sua percepção da necessidade do ouvinte, pois há parte da comunicação mais relevantes do que as outras.
  • 21. Estrutura argumental e fluxo de informação • Empacotamento – articulação entre as frases de uma mesma fase (pode ser de ligação (justaposição ou coordenação) ou de encaixamento (subordinação)). • Du Bois: • 1 – regra de um único argumento novo: evite mais de um argumento novo por oração; • 2 – regra de Argumento dado: evite argumento novo. • protagonistas humanos tendem a ser participantes centrais de narrativas e devem a ser mantidos como tema em sucessivas orações, são definidos como dado.
  • 22. Gramaticalização • Gramaticalização é um processo pelo qual um item lexical, ou uma estrutura lexical passa, em certos contextos, a exercer função gramatical ou um item gramatical passa a exercer essa função com mais ênfase. A gramaticalização é um processo dinâmico, unidirecional e diacrônico mediante o qual, na evolução temporal, um item lexical adquire um estatuto gramatical.
  • 23. Em suma: • • • • A interação por meio da linguagem depende: - da intenção do falante; - de sua informação pragmática; - da antecipação que ele faz da interpretação do ouvinte, com base na informação pragmática que o falante acredita ter o ouvinte. • • • • A interpretação do ouvinte depende: - da expressão linguística; - de sua informação pragmática; - da hipótese do ouvinte sobre a intenção do falante.