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A familia brasileira - Saude Publica

  1. 1. INSTITUTO CONSCIÊNCIA Especialização latu sensu: SAÚDE PÚBLICA E ESTRATÉGIAS DE SAÚDE DA FAMÍLIA COM ÊNFASE EM GESTÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDEDisciplina: A ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE: ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA A família brasileira Profª Ms. Pollyanna de Siqueira Queirós Mestrado em Enfermagem. Especialista em Gestão em Saúde Enfermeira (Bacharelado e Licenciatura) Goiânia, 06/09/2012
  2. 2. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalEntender os aspectos históricos e culturais que têm marcado a sua formaçãosocial;Aspecto mais importante formação multiétnica e pluricultural;A imensa extensão territorial brasileira colonizada por povos de diferentesetnias, determinou o aparecimento de uma grande diversidade de culturas, econseqüentemente de famílias, em nosso território;A cada período da história ocorre um modelo hegemônico de família sobre as outras.
  3. 3. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalNos primeiros séculos de colonização modelo dominante de organização afamília tradicional, patriarcal, extensa, rural.Este estilo de família impôs seu domínio na Colônia, subjugando os indígenas e,mais tarde, com a importação dos escravos negros, os portugueses foramdestruindo formas familiares próprias desses grupos que aqui chegavam.(BRUSCHINI, 2000).
  4. 4. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalSignificativas mudanças ocorreram na sociedade brasileira. Sua transformação desociedade rural, na qual predominava a família patriarcal e fechada em si mesma,para uma sociedade de bases industriais com as suas implicações de mobilidadesocial, geográfica e cultural acarretou transformações igualmente marcantes naestrutura do modelo tradicional de família.O século XX foi cenário de grandes transformações na estrutura da família. Aindahoje, porém, observamos algumas marcas deixadas pela suas origens.Da família romana, por exemplo, temos a autoridade do chefe da família, onde asubmissão da esposa e dos filhos ao pai confere ao homem o papel de chefe.Da família medieval perpetua-se o caráter sacramental do casamento originado noséculo XVI.Da cultura portuguesa, temos a solidariedade, o sentimento de sensível ligaçãoafetiva, abnegação e desprendimento. (RIGONATTI, 2003)
  5. 5. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalO chefe da família, “pater famílias”, concentrava as funções militantes,empresariais e afetivas.Com uma distribuição extremamente rígida e hierárquica de papéisa família patriarcal caracteriza-se também pelo controle da sexualidadefeminina e regulamentação da procriação, para fins de herança e sucessão.Os casamentos eram realizados por conveniência, entre parentes ou entremembros de grupos econômicos que desejavam estabelecer alianças. A sexualidade masculina se exercia, no entanto, livremente considerava-selegítimo que os homens buscassem satisfação sexual e emocional fora da órbitalegal do matrimônio, mantendo concubinas, com as quais tinham filhos ilegítimos.
  6. 6. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalFamília patriarcal era um extenso grupo composto pelo núcleo conjugal esua prole legítima, ao qual se incorporavam parentes, afilhados, agregados,escravos e até mesmo concubinas e bastardos, todos abrigados sob o mesmoteto, na casa grande ou na senzala.Essa característica senhorial foi observada também pelas famílias nãoproprietárias, das camadas intermediárias – comerciantes, funcionários públicos,militares e profissionais liberais (IBIDEM, 2000).A família patriarcal era uma forma dominante de constituição social e política etinha no seu poder, o controle dos recursos da sociedade.
  7. 7. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalSegunda metade do século XIX com o início do processo de industrializaçãouma mudança na família e o modelo patriarcal, vigente até então, passa a serquestionado.Começa a se desenvolver a família conjugal moderna, na qual o casamentose dá por escolha dos parceiros, com base no amor romântico, tendo comperspectiva a superação da dicotomia entre amor e sexo e novas atribuições paraos papéis do homem e da mulher no casamento.Modernizaram-se as concepções sobre o lugar da mulher nos alicerces da moralfamiliar e social.A nova mulher, “moderna”, deveria ser educada para desempenhar o papel demãe, educadora – dos filhos, e de suporte do homem para que este pudesseenfrentar a labuta do trabalho fora de casa.A “boa esposa” e “boa mãe” deveria ser “prendada” e deveria ir à escola, aprendera ler e escrever para desempenhar a sua missão como educadora.
  8. 8. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalFamília conjugal moderna apresentava-se como uma família nuclear,reduzida ao pai, mãe e filhos, organizada hierarquicamente em torno de uma rígidadivisão sexual de papéis, onde o homem era responsável pelo sustento da famíliae a esposa pela educação dos filhos e cuidados do lar.Esse novo modelo de família institui novos padrões de educação dos filhos, eatribui alto valor à privacidade e intimidade nas relações entre pais e filhos.O amor romântico e o amor materno e a domesticidade, o tornaram-se suaspedras angulares.Existência de traços da família patriarcal na família conjugal moderna persistematé o século XX, fundamentada inclusive na legislação, pois, no Brasil, somente naConstituição de 1988 a mulher e o homem são assumidos com igualdade no quediz respeito aos direitos e deveres na sociedade conjugal.
  9. 9. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalEsse processo de modernização se realiza de forma não-linear, não existindopropriamente a superação de um “modelo” pelo outro.Alguns pesquisadores do campo da família, entre eles podem ser citados Sarti(2003) e Mioto (1997), entendem que os “modelos” patriarcal e conjugalpermanecem existindo como tais até os dias atuais, havendo a predominância deum ou de outro, dependendo da camada social a que pertence a família.
  10. 10. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalNa contemporaneidade, as mudanças ocorridas na família relacionam-se com aperda do sentido da tradição.Assim, o amor, o casamento, a família, a sexualidade e o trabalho, antes vividos apartir de papéis preestabelecidos, passam, a ser concebidos como parte de umprojeto em que a individualidade conta decisivamente e adquire cada vez maisimportância social. É a partir dos anos 90 que a família brasileira apresenta mudanças significativas em todos os seguimentos da população.
  11. 11. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalMultiplicidade de aspectos:Sarti (2007), referencia a pílula anticoncepcional, que foi difundida a partir dadécada de 1960, como aquela que separou a sexualidade da reprodução einterferiu decisivamente na sexualidade feminina.Esse fato criou condições para que a mulher deixasse de ter sua vida e suasexualidade atadas à maternidade como um “destino” e com isso, recriou o mundosubjetivo feminino e, aliado a essa expansão, ampliou as possibilidades deatuação da mulher no mundo social.Mais tarde, a partir dos anos 80, as novas tecnologias reprodutivas – sejainseminações artificiais, seja fertilizações in vitro – dissociaram a gravidez darelação sexual entre homem e mulher. A saída da mulher do mundo privado para o público através do trabalhoremunerado, também abalou os alicerces familiares, pois até pouco tempo atrás ohomem era o provedor e à mulher cabia quase que exclusivamente o cuidado dosfilhos e da casa. (STRATHERN, 1955 APUD SARTI, 2007)
  12. 12. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalOutro fator importante foi modelo de desenvolvimento econômico adotado peloEstado brasileiro,Conseqüência o empobrecimento acelerado das famílias na década de 80, amigração agravada do campo para a cidade e a entrada de um contingente muitogrande de mulheres e crianças no mercado de trabalho.Essas mudanças, ocorridas com a família na contemporaneidade tiveramprofundas implicações na configuração familiar originando vários modelos defamília.
  13. 13. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalEm todo o mundo, o conceito de família nuclear e a instituição casamentointimamente ligada à família, passaram por transformações.A expressão mais marcante dessas transformações ocorreu no final da década de60: aumento no número de separações e divórcios, a religião foi perdendo suaforça, não mais conseguindo segurar casamentos com relações insatisfatórias. Aigualdade passou a ser um pressuposto em muitas relações matrimoniais.A partir daí, surgem inúmeras organizações familiares alternativas: casamentos sucessivos com parceiros distintos e filhos de diferentes uniões;casais homossexuais adotando filhos legalmente; casais com filhos ou parceirosisolados ou mesmo cada um vivendo com uma das famílias de origem; aschamadas “produções independentes” tornam-se mais freqüentes; e maisultimamente, duplas de mães solteiras ou já separadas compartilham a criação deseus filhos.
  14. 14. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalMudanças, ocorridas com a família na contemporaneidade tiveram profundasimplicações na configuração familiar originando vários modelos de família. Tipos de composição familiar que podem ser consideradas “família”:1) família nuclear, incluindo duas gerações, com filhos biológicos;2) famílias extensas, incluindo três ou quadro gerações;3) famílias adotivas temporárias;4) famílias adotivas, que podem ser bi-raciais ou multiculturais;5) casais;6) famílias monoparentais, chefiadas por pai ou mãe;7) casais homossexuais com ou sem crianças;8) famílias reconstituídas depois do divórcio;9) várias pessoas vivendo juntas, sem laços legais, mas com forte compromisso mútuo. (KASLOW, 2001, SZYMANSKI, 2002)
  15. 15. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalPortanto, como se pode observar, não existe historicamente e culturalmente, ummodelo padrão de organização familiar e por isso, não existe a família regular.Precisamos pensar as famílias hoje de forma plural, nos seus vários arranjosfamiliares.A vida familiar faz parte do mundo real ou simbólico de todas as pessoas e esta émarcada fortemente por valores morais, religiosos e ideológicos.Chegamos ao século XXI com a família pós-moderna ou pluralista, comotem sido chamada, pelos tipos alternativos de convivência que apresenta.
  16. 16. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalPor esta razão é que se faz necessário entender a família através do seu conceito,função e estrutura para que a nossa intervenção com a família não seja analisadaa partir do nosso conceito próprio de família e de enfatizar as relações parentais apartir da consangüinidade.Como vimos, na breve contextualização histórica e cultural da família brasileira,torna-se impossível formular uma conceituação única sobre família por ser estauma instituição cultural e historicamente condicionada.
  17. 17. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalO termo “família” é derivado do latim “famulus”, que significa “escravo doméstico”.Este termo foi criado na Roma Antiga para designar um novo organismo social quesurgiu entre as tribos latinas, ao serem introduzidas à agricultura e tambémescravidão legalizada.Esse novo organismo caracterizava-se pela presença de um chefe que mantinhasob seu poder a mulher, os filhos e um certo número de escravos, com poder devida e morte sobre todos eles.Desde então, o termo família tem designado instituições e agrupamentos sociaisbastantes diferentes, entre si, do ponto de vista de suas funções e estrutura.
  18. 18. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalNo direito romano clássico a “família natural” é baseada no casamento e novínculo de sangue e o seu agrupamento constituído apenas dos cônjuges e deseus filhos.Essa família tem como base o casamento e as relações jurídicas dele resultantes,entre os cônjuges, e pais e filhos.Esse conceito teve bastante influência da Igreja Católica através do direitocanônico, no direito brasileiro, até bem pouco tempo.
  19. 19. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalPara a sociologia, a família é um grupo aparentado, responsável, principalmente,pela socialização de suas crianças e pela satisfação de necessidades básicas.Ela consiste em um aglomerado de pessoas relacionadas entre si pelo sangue,casamento, aliança ou adoção, vivendo juntas, em geral, em uma mesma casa porum período de tempo indefinido.É considerada uma unidade social básica e universal por ser encontrada e todasas sociedades humanas, de uma forma ou de outra (BRUSCHINI, 2000)
  20. 20. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalO interesse pela família pelas correntes marxistas, surgiu na segunda metade dadécada de 70 quando começaram a se preocupar com a inexistência de umateoria da população.Esses estudos surgem com base nas estratégias de sobrevivência das camadaspopulares e na reprodução do trabalhador.A família passa a ser definida como a unidade social na qual se realiza areprodução do trabalhador.As tensões e os conflitos são enormes dentro do grupo, mesmo porque asnecessidades e aspirações devem ser consideradas com rendimentos precários.Mas a família é também o núcleo dentro do qual as pessoas obtêm seu prazer, viaalimentação, sexualidade e lazer.
  21. 21. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalNo período pré-industrial, homens, mulheres e crianças trabalhavam juntostanto na casa quanto no campo e a unidade familiar era antes de tudo umaunidade com uma função econômica que consistia na produção de bens e serviçosnecessários para o seu sustento.Os membros das famílias tinham deveres claramente definidos, determinados emfunção de sua idade e posição no grupo familiar e de seu sexo.É necessário um grande número de filhos e outros parentes disponíveis paratrabalhar na produção de bens e consumos. Esses parentes habitam o mesmo tetoou ficam bastante próximos uns dos outros de um modo geral, os avós, os filhos,as mulheres, os netos etc.Uma das funções importantes dessa família extensa é o auxílio aos seus membrospara a solução de seus problemas, quer sejam financeiro, de saúde ou de amparopsicológico. Nas sociedades urbanas, essa função, exercida pelos grupos deparentes, foi substituída pelas organizações formais que realizam empréstimos,atendem os doentes e fornecem todo tipo de assistência.
  22. 22. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalRevolução industrial do século XIX e a industrialização, ocorre umamudança na função econômica da família que provocou o surgimento de duasesferas distintas: de um lado a unidade doméstica, de outro a unidade deprodução.À mulher coube a reprodução da força de trabalho na esfera privada do lar e semremuneração, enquanto ao homem coube o trabalho produtivo extralar, pelo qualpassou a receber uma remuneração.Segundo Bruschini (2000) capitalismo reduz a função econômica da famíliaà produção de valores de uso ou prestação de serviços domésticos, através dotrabalho doméstico, já que a produção de bens propriamente dita passa a ser feitano mercado, nas fábricas, nas empresas.Urbanização alguns membros da família, não podem permanecer durante todaa vida morando próximo a seus parentes, sua localização dependerá em grandemedida de onde estudará e onde trabalhará.Nesses locais, estabelecem novos laços sociais e constituem uma nova famíliaque terá menos influência do grupo consangüíneo.
  23. 23. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalA função da família hoje, na sociedade capitalista, é de uma unidade de renda ede consumo.Não produz mais o que o grupo precisa para sobreviver, mas compra no mercadoo necessário para cada um dos seus membros.A família passa então a ser um grupo que compartilha um orçamento, comentradas em dinheiro e saídas em gastos. Nesse sentido, a família é também umasoma de rendimentos.
  24. 24. A Família Brasileira no contexto histórico e cultural Valores estruturantes da família são:1. Presença de afetividade;2. A força das representações associadas aos papéis de pai e mãe;3. O sentimento de solidariedade e de união;4. O forte senso de ajuda mútua; a crença na possibilidade de uma ação conjunta;5. O valor do trabalho como fonte de superioridade moral – a ética de provedor;6. A prevalência de valores mais coletivos do que individuais;7. Valores altruístas (expressos pelos jovens), conformistas, a fé religiosa, a esperança de ganhar na loto e no jogo do bicho. (KALLAS, 1997)
  25. 25. Funções e transformações da família ao longo da história Profissionais das mais diversas áreas têm focalizado a família como objeto de estudo a partir da constatação de que ela desempenha papel fundamental no desenvolvimento e manutenção da saúde e no equilíbrio emocional de seus membros. Que a complexidade dos fatores que interferem na sua manutenção e perpetuação, requerem que todos aqueles que procuram focalizá-la em seus estudos ou trabalhos, tenham em mente que ela deve ser compreendida historicamente, e de acordo com as suas especificidades. O primeiro passo a ser dado, para que o profissional conheça a realidade e as necessidades da família e possa realizar um trabalho mais coerente, é a reflexão acerca de conceitos e concepções.
  26. 26. Funções e transformações da família ao longo da história O conceito de família pode ser considerado até certo ponto subjetivo, pois depende de quem a define, do contexto social, político e familial em que está inserido. A diversidade de arranjos familiares existentes hoje na sociedade brasileira nos leva a definir ... A Constituição Federal de 1988 representou um marco na evolução do conceito de família, ao corporificar o conceito de Lévy-Brul, de que o traço dominante da evolução da família é sua tendência a se tornar um grupo cada vez menos organizado e hierarquizado e que cada vez mais se funda na afeição mútua (GENOFRE, 1997). A família é um sistema no qual se conjugam valores, crenças, conhecimentos e práticas, formando um modelo explicativo de saúde-doença, através do qual a família desenvolve sua dinâmica de funcionamento, promovendo a saúde, prevenindo e tratando a doença de seus membros (ELSEN, 2002).
  27. 27. Funções e transformações da família ao longo da história Conceitos... A família como um núcleo de pessoas que convivem em determinado lugar, durante um lapso de tempo mais ou menos longo e que se acham unidas (ou não) por laços consangüíneos. Ela tem como tarefa primordial o cuidado e a proteção de seus membros, e se encontra dialeticamente articulada com a estrutura social na qual está inserida (MIOTO, 1997). A família é uma instituição social que, independente das variantes de desenhos e formatações da atualidade, se constitui num canal de iniciação e aprendizado dos fatos e das relações sociais, bem como em uma unidade de renda e consumo. (DRAIBE 2005 apud CARVALHO, 2005).
  28. 28. Funções e transformações da família ao longo da história As famílias como agregações sociais, ao longo dos tempos, assumem ou renunciam funções de proteção e socialização dos seus membros, como resposta às necessidades da sociedade pertencente. Nesta perspectiva, as funções da família regem-se por dois objetivos, sendo um de nível interno, como a proteção psicossocial dos membros, e o outro de nível externo, como a acomodação a uma cultura e sua transmissão. Segundo Ariès (1981), na aristocracia dos séculos XVI e XVII A família não tinha a função afetiva e socializadora, mas era constituída visando apenas à transmissão da vida, à conservação dos bens, a prática de um ofício, a ajuda mútua e a proteção da honra e da vida em caso de crise.
  29. 29. Funções e transformações da família ao longo da história Família também pode ser conceituada como uma unidade de pessoas em interação, um sistema semi-aberto, com uma história natural composta por vários estágios, sendo que a cada um deles correspondem tarefas específicas por parte da família (BURGENS; ROGERS apud ELSEN, 2002). Família como um sistema inserido numa diversidade de contextos e constituído por pessoas que compartilham sentimentos e valores formando laços de interesse, solidariedade e reciprocidade, com especificidade e funcionamento próprios. Os conceitos podem ser diversos, mas um ponto comum é que a união dos membros de uma família, com ou sem laços consangüíneos, se dá a partir da intimidade, do respeito mútuo, da amizade, da troca e do enriquecimento conjunto.
  30. 30. Funções e transformações da família ao longo da história Atualmente as famílias se distinguem pela ênfase que dão ao processo de individualização. O elemento central não é mais o grupo reunido, mas os membros que a compõem. A família se transforma em um espaço privado a serviço dos indivíduos. Razão porque a família é designada como “relacional e individualista”. Prado (1996) afirma que vivemos uma era que predomina a individualidade pode se tornar uma maneira de auto satisfação, um meio para se ter vantagens próprias apenas.
  31. 31. Funções e transformações da família ao longo da história Cultura familiar... Através dessa relação é que se desenvolve a cultura familiar, definida por Elsen (2002) como um conjunto próprio de símbolos, significados, saberes e práticas que se define a partir das relações internas e externas à família, e que determina seu modo de funcionamento interno e a maneira como a família desenvolve suas experiências e interações com o mundo externo. Essas experiências caracterizam-se pelas ações e interações presentes no núcleo familiar e direcionado a cada um de seus membros com o intuito de alimentar e fortalecer seu crescimento, desenvolvimento, saúde e bem-estar.
  32. 32. Funções e transformações da família ao longo da história No contexto dinâmico, complexo e singular que é o da família, o diálogo é destacado por Andrade (2001) como essencial no compartilhar de experiências, conhecimentos, sentimentos e necessidades, tanto da família em seu conjunto e de seus membros em particular, quanto da relação destes com aquele que se dedica a estudar a família mais de perto. Althoff (2002) salienta que as conversas familiares representam a oportunidade que as pessoas têm de expressar sua individualidade, trocar experiências e fixar valores e crenças comuns.
  33. 33. Funções e transformações da família ao longo da história Senna e Antunes (2003) apontam que a composição das famílias brasileiras, especialmente nas últimas três décadas, vem passando por várias alterações, do ponto de vista demográfico, e embora tais alterações ocorram de forma diferenciada nas diversas regiões do país, algumas ocorrem de forma mais ou menos similar, como a redução da natalidade e o aumento da longevidade das pessoas. As autoras assinalam que as famílias vêm se tornando menores, e com um número maior de idosos em sua composição, com prevalência de doenças crônicas e de problemas decorrentes do processo de envelhecimento.
  34. 34. Funções e transformações da família ao longo da história Nas famílias das camadas mais empobrecidas da população a realidade de composição familiar é bem diferente do modelo tradicional de família nuclear; Elevou-se o número de núcleos familiares compostos apenas por mulheres e seus filhos menores, e também o número de indivíduos e mesmo de famílias moradores de rua (SENNA; ANTUNES, 2003). Muitas famílias têm vivido situações especiais de risco, com doenças, desemprego, conflitos conjugais intensos, envolvimento em atividades ilícitas e problemas com a polícia, dependência de drogas, distúrbios mentais, etc, que as tornam incapazes de articular minimamente os cuidados de seus membros, e por isso necessitando atenção diferenciada do Estado para garantir os direitos de cidadania das crianças, idosos e deficientes físicos ali presentes (VASCONCELOS, 1999).
  35. 35. Funções e transformações da família ao longo da história Nas regiões urbanas brasileiras, tem se observado que o núcleo familiar tende a ser um tanto diferente daquele descrito por estudos clássicos sobre o ciclo de vida familiar: Em tais regiões, o núcleo familiar é predominantemente composto por várias gerações, como uma forma de melhor enfrentar as dificuldades financeiras. Os filhos adultos, mesmo quando constituem suas próprias famílias, continuam compartilhando o habitat original, somando rendimentos com o objetivo de baratear os custos com a habitação e garantir melhores cuidados às crianças e a outros dependentes que não participam ativamente no mercado de trabalho, como os adolescentes, os idosos, os desempregados e os deficientes.
  36. 36. Funções e transformações da família ao longo da história Atualmente, porém, a família parece ser mais influenciável do que influente. Foi com o movimento higienista do século XIX, que ela começou a perder a sua capacidade de cuidar da saúde e educação de seus membros, tornando-se bastante dependente dos profissionais da saúde e da educação. Costa (1983) aponta que as famílias vêm, há tempos, vivendo conflitos internos e dificuldades sócio-econômicas que conferem pouca credibilidade em seu poder de ação. Acabam ficando a mercê dos doutores do conhecimento, não porque lhes falte potencial ou boa vontade, mas porque são subestimadas.
  37. 37. Funções e transformações da família ao longo da história Na tradicional divisão de tarefas dentro do lar ocorrem modificações importantes: Com a inserção da mulher no mercado de trabalho, o tempo da mulher para o cuidado dos filhos foi diminuindo e o homem foi mudando seu espaço no interior da família, assumindo inclusive tarefas antes tipicamente femininas. A mulher torna-se mais competente no trabalho, autônoma e competitiva, ao mesmo tempo em que o homem aprende a ser mais cuidadoso e cuidador nas relações. Essas alterações nos papéis sociais levaram a adaptações dos homens e das mulheres, não sem relutância de ambas as partes, pois da mesma forma que foi difícil para o homem abandonar o papel de senhor absoluto do modelo tradicional de família, para a mulher foi penoso abrir mão do papel de rainha do lar, frágil e submissa, ao qual estava secularmente acostumada, e do qual comumente angariava algumas vantagens secundárias, numa espécie de poder paralelo no mundo privado.
  38. 38. Funções e transformações da família ao longo da história Neste panorama, as mulheres desempenham: papel importante na manutenção da vida cotidiana do grupo familiar exercendo, além do trabalho doméstico, o preparo e manutenção dos alimentos, confecção do vestuário, a procura por preços mais baixos para as compras, na tentativa de contribuir na diminuição dos gastos. Somado a tudo isto, a mulher participa no orçamento familiar com trabalho remunerado realizado dentro ou fora do lar, o que potencializa a sobrecarga física e psíquica e os conseqüentes agravos à saúde da mulher.
  39. 39. Funções e transformações da família ao longo da história Na estrutura familiar, as crianças são os membros mais vulneráveis às situações de conflitos no grupo e, neste sentido, estão mais expostas que os demais, justamente por não ter autonomia e capacidade plena de defesa e resolução. Com relação aos adolescentes, a situação é praticamente a mesma, com o agravante de que, muitas vezes, eles são depositários de expectativas e esperanças de ascensão do grupo familiar, sofrem com a frustração destas expectativas, tanto pelo contexto familiar de sobrevivência, como pelo contexto de possibilidades de inserção social.
  40. 40. Funções e transformações da família ao longo da história O Conceito de Gênero... O conceito de gênero se faz importante quando se estuda a família, pois, torna possível uma compreensão renovada e transformadora das diferenças e desigualdades entre mulheres e homens; na medida em que pode ampliar o conhecimento para além das diferenças individuais, salientando as interações sociais que influem nos resultados educativos e ocupacionais, entre tantos outros. (STREY, 2001)
  41. 41. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalFunções da família...A função socializadora (educativa) dentro da família é a mais importante porqueprepara a criança para o seu ingresso na sociedade com a transmissão daherança social e cultural por intermédio da educação dos filhos. Ao exercer ação socializadora, a família atua também como agência detransmissão da ideologia através de hábitos, costumes, idéias, valores, padrões decomportamento dependendo do status social da família.Uma outra função da família que vem sendo contextualizada é a que diz respeito aAssistência aos seus membros em todas as sociedades, a família ébasicamente responsável pela proteção física, econômica e psicológica de seusmembros. Diz respeito aos cuidados que a família dispensa aos seus membros tanto nassituações do dia-a-dia quanto nas situações que exigem um maior cuidado(doenças, por ex.). E este cuidado se processa num continum que vai da infânciaaté a velhice.
  42. 42. A Família Brasileira no contexto histórico e culturalPortanto, podemos entender a família como espaço privilegiado de socializaçãoatravés da tolerância, da divisão de responsabilidades entre seus membros, dabusca coletiva de meios para sobrevivência, do respeito mútuo, da afetividade e deum lugar de igualdade onde todos buscam o bem comum.Independentemente do arranjo familiar ou da forma como vem sendo estruturadaé na família que ocorre a proteção integral dos filhos e demais membrosgarantindo-lhes a sobrevivência e o desenvolvimento.
  43. 43. Funções e transformações da família ao longo da história Mantém a subordinação feminina e dos filhos, mas protege mulheres, crianças e velhos contra a violência urbana; cria condições para a dominação masculina, mas garante aos homens um espaço de liberdade contra sua subordinação no trabalho; conserva tradições, mas é o espaço de elaboração de projetos para o futuro, é não só núcleo de tensões e de conflitos, mas também o lugar onde se obtém prazer (CHAUÍ, 1986). Diante da sociedade tão desigual em que vivemos, é possível encontrarmos famílias com laços afetivos e estabilidade econômica definidos, famílias sem recursos assistenciais ou direitos sociais, famílias nucleares por conveniência ou sobrevivência, características estas que, segundo Santana e Carmangnani (2001), devem ser entendidas e analisadas de forma a compreender as transformações e significados das relações familiares.
  44. 44. Síntese de Indicadores Sociais - Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira 20101. Aspectos Demográficos:Revelam as características da reprodução da população em termos de sua composiçãoetária, padrões de mortalidade e comportamento reprodutivo, além de registrar osmovimentos migratórios e sua distribuição pelo território. O conjunto de informações e indicadores gerado pelos estudos demográficos tem especialrelevância para as análises das condições de vida da população.Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD 2009, a populaçãobrasileira contava com cerca de 191,8 milhões de habitantes cuja densidade demográficamédia é de 22,5 habitantes por quilômetro quadrado (km2).A comparação da densidade entre as regiões, mostra grandes disparidades. A RegiãoNorte, que possui 45,2% da área total do País e 8,1% do total da população brasileira, temapenas 4,0 habitantes por km2. Em contrapartida, a Região Sudeste com 42,0% dapopulação total apresenta densidade de 87,0 habitantes por km2.A maior concentração de população no Brasil encontra-se no Estado de São Paulo. O pesorelativo da população residente neste estado corresponde a 21,4% do total da população doPaís.
  45. 45. Síntese de Indicadores Sociais Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira 20101. Aspectos Demográficos:A diminuição das taxas de fecundidade e de natalidade pode ser observada apartir da análise da composição etária da população brasileira.O estreitamento significativo ocorrido na base da pirâmide aponta para a reduçãodo contingente das crianças e adolescentes de até 19 anos de idade. Enquanto,em 1999, a proporção desse grupo na população total era de 40,1%, em 2009,esta participação diminui para 32,8%.
  46. 46. Síntese de Indicadores Sociais Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira 20101. Aspectos Demográficos:Outro ponto que merece ser destacado refere-se ao considerável incremento dapopulação idosa de 70 anos ou mais de idade.Em 1999 6,4 milhões de pessoas nessa faixa etária (3,9% da população total),enquanto para 2009 a população atinge a um efetivo de 9,7 milhões de idosos,correspondendo a 5,1%.A redução da população de crianças e jovens e o consequente aumento dapopulação adulta e idosa estão associados à queda continuada dos níveis defecundidade e ao aumento da esperança de vida
  47. 47. Síntese de Indicadores Sociais Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira 20102. Família Os padrões de formação, dissolução e reconstituição da família tornam-se cada vezmais heterogêneos e seus limites mais ambíguos. O casamento tornou-se menos central na conformação da vida das pessoas,diferentemente do que ocorria em um passado recente, por vezes caracterizado pelopreconceito em relação às pessoas que não se casavam.As uniões consensuais aumentaram e, em alguns países, já existe o reconhecimentolegal dos casais homossexuais.Os aumentos das separações conjugais e dos divórcios levaram à formação de novosarranjos familiares. Quando os indivíduos separados ou divorciados iniciam uma novaunião, formam um novo arranjo denominado “famílias reconstituídas”, especialmenteno caso da presença de crianças.O aumento da mobilidade espacial permite aos indivíduos maior liberdade na escolhade onde quer morar, o que pode provocar um aumento do desejo de preservar suaindependência, fazendo com que casais procurem alternativas de convivência eparceria, como a moradia em domicílios diferentes.
  48. 48. Síntese de Indicadores Sociais Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira 20102. FamíliaNo caso do IBGE, até o momento nas suas pesquisas domiciliares, a família éconsiderada, primordialmente para fins de investigação, como um grupo cuja definiçãoestá limitada pela condição de residência em um mesmo domicílio, existindo ou nãovínculos entre seus membros.Tal concepção não contempla todas as dimensões do conceito sociológico de família.Sua abordagem através de dados quantitativos significa, portanto, apenas umaaproximação, que deve ser relativizada pelas limitações inerentes à operacionalizaçãodo conceito de família utilizado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios -PNAD, a principal fonte de dados aqui utilizada.O objetivo principal é caracterizar, especialmente, as condições de vida das famíliasnas quais as pessoas têm relações de parentesco, ou seja, pretende-se chegar maispróximo ao conceito sociológico.
  49. 49. Síntese de Indicadores Sociais Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira 20102. FamíliaAs famílias são unidades fundamentais para análise estatística em várias áreas, taiscomo: os estudos de gastos e de distribuição de renda; o comportamento demográfico; e aparticipação no mercado de trabalho, especialmente, no que se refere às políticaspúblicas específicas.As mudanças verificadas nos países industrializados quanto ao padrão de organizaçãodas famílias vêm se refletindo também no Brasil.Nas últimas décadas, as tendências mais proeminentes são: as reduções do tamanhoda família e do número de casais com filhos, e o crescimento do tipo de família formadopor casais sem filhos, resultados dos processos de declínio da fecundidade e doaumento da esperança de vida ao nascer.
  50. 50. Síntese de Indicadores Sociais Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira 20102. FamíliaDe 1999 para 2009, o número médio de pessoas na família caiu de 3,4 para 3,1.Entre as famílias mais pobres (renda mensal per capita de até ½ salário mínimo), onúmero médio de pessoas por família chega a 4,2.Observa-se, também, neste período, no conjunto dos arranjos familiares, um aumentona proporção de casais sem filhos (de 13,3% para 17,0%) e, consequentemente, umaredução de casais com filhos, passando de 55,0% para 47,0%.
  51. 51. Síntese de Indicadores Sociais Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira 20102. FamíliaO papel da família na reprodução da sociedade é reconhecidamente muito significativo.É na família que a renda é reunida para organizar um orçamento comum que satisfaçaas necessidades de cada membro.A renda adquirida pela família é, basicamente, o que define suas possibilidades deaquisição de bens e serviços. Nessa medida, a renda familiar per capita é um indicadorbastante eficaz para caracterizar o perfil socioeconômico das famílias brasileiras.O primeiro aspecto a ser observado é a distribuição das famílias por classes derendimento familiar per capita medida em classes de salário mínimo.A proporção daquelas que viviam com até ½ salário mínimo, em 2009, era de 22,9%. Éimportante mencionar que, do total de famílias de baixa renda em todo o País, quase ametade vivia na Região Nordeste (48,5%).As desigualdades de renda na sociedade brasileira estão bastante enraizadas nasdiferenças territoriais. Os indicadores de condições de vida referentes à populaçãoresidente na Região Nordeste são sistematicamente menos favoráveis do que aquelesregistrados na Região Sudeste.
  52. 52. Síntese de Indicadores Sociais Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira 20102. FamíliaAs famílias nas suas trajetórias passam por diversos ciclos de vida. A idade dosfilhos é uma variável utilizada para determinar as etapas, que podem serclassificadas como: inicial, intermediária e madura.No Brasil, em 2009 47,2% dos arranjos eram constituídos por uma pessoa dereferência e um cônjuge (casais) com filhos, e 19,5% constituídos por pessoa dereferência sem cônjuge com filhos.Utilizou-se a idade limite dos filhos em 16 anos, para determinar os ciclos de vida,por dois motivos: a partir desta idade já é possível ingressar no mercado de trabalho e, em consonância com o sistema educacional vigente, já se poderia ter o ensinofundamental completo.
  53. 53. Síntese de Indicadores Sociais Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira 20102. FamíliaÉ interessante observar que, nos arranjos de casal com filhos, a maior proporçãose refere aos que estão na etapa inicial do ciclo de vida (filhos menores de 16anos de idade), enquanto no caso de arranjos onde existe somente a pessoa dereferência sem cônjuge 51,4% já se encontravam na etapa considerada madura dociclo de vida familiar. Na etapa inicial do ciclo de vida, tratando-se de família constituída pelo casal, adistribuição por classes de rendimento domiciliar per capita mostra que 36,4% dasfamílias com até salário mínimo estavam nessa etapa. Quando é o caso dasfamílias sem a presença de cônjuge, 45,5% estavam nessa etapa inicial do ciclode vida
  54. 54. ReferênciasBRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Instituto Brasileiro deGeografia e Estatística – IBGE, Coordenação de População e Indicadores SociaisEstudos e Pesquisas, Informação Demográfica e Socioeconômica, número 27.Síntese de Indicadores Sociais Uma Análise das Condições de Vida da PopulaçãoBrasileira 2010. Rio de Janeiro. 2010.CAYRES, E. C. D. Família Brasileira no contexto histórico e cultural. In: Formaçãocontinuada, Conselheiros de defesa dos direitos da criança e do adolescente,Conselheiros tutelares, Instituições conveniadas. Família Brasileira no contextohistórico e cultural.CARVALHO, M.C.B. (Org). A família contemporânea em debate. 2ª. Ed. São Paulo:Cortês/Educ, 1995.SIMIONATO, M. A. W.; OLIVEIRA, R. G. Funções e transformações da família aolongo da história. I Encontro Paranaense de Psicopedagogia (ABPppr). 2003.KALOUSTIAN, S.M. Família brasileira: a base de tudo. São Paulo: Cortes/UNICEF.
  55. 55. E-mail: pollyannasq@gmail.com

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