SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 7
DISCIPLINA: NEUROCARDIO
PROFESSORA: LAYSLA GABRIELLE
ACADÊMICA:KATHERINE RODRIGUES DO AMARAL
Fisioterapia Na Fratura De Colo De Fêmur
O fêmur é um dos ossos mais importantes no organismo, sendo também o mais longo.
Ele está localizado na coxa e faz a ligação entre o quadril (bacia) e o joelho, inter-
relacionando ativamente com essas duas estruturas.
Ele é formado por uma parte superior, que encaixa na bacia, denominada “cabeça do
fêmur” e uma parte inferior, que interage com o joelho.
Por ser um osso longo que participa ativamente do movimento de caminhar,
denominado marcha, o fêmur quando sofre fratura, apresenta como ponto mais frágil (e
portanto, o ponto mais sujeito à fratura) a estrutura denominada colo de fêmur.
Sendo um tipo de patologia infelizmente comum a alguns grupos populacionais,
sobretudo idosos, a fratura de colo de fêmur merece atenção especial, tanto por parte de
médicos quanto de fisioterapeutas.
Mas você sabe como a fisioterapia pode ajudar na reabilitação de um paciente que
sofreu fratura de colo do fêmur?
Quais são os exercícios mais indicados e como é o tratamento? É o que vamos ver,
confira!
Fratura Do Colo Femoral
A fratura do colo do fêmur também é chamada de fratura do colo femoral, sendo mais
comum em idosos e atingindo mulheres 3x mais do que os homens.
Com o envelhecimento da população no mundo todo, estima-se que até o ano de 2050 já
tenham acontecido cerca de 6 milhões de fraturas do colo do fêmur.
Principais Causas De Fratura Do Colo do Fêmur
Quando se trata da população idosa, mais frequentemente afetada pela fratura do colo
do fêmur, as causas são relacionadas ao processo de envelhecimento, sobretudo a
osteoporose, que também afeta mais as mulheres.
Com menor produção de hormônios, os ossos se tornam mais frágeis, o que facilita
fraturas.
Além disso, idoso também podem apresentar maior risco de queda, em virtude a outros
fatores como efeitos colaterais de medicações, dificuldades de visão, menor agilidade,
ou seja, fatores que acabam afetando seu equilíbrio.
Em adultos jovens, as fraturas de colo de fêmur são mais raras e geralmente são
decorrentes de outras doenças, mas sobretudo acidentes de trânsito, por exemplo.
Anatomia Do Fêmur
O fêmur, conforme já dito, é o osso mais longo do corpo humano, tendo ligações com
estruturas do quadril e do joelho.
Em sua região próxima ao quadril (chamada de região proximal), o fêmur apresenta a
estrutura denominada cabeça femoral, que é a estrutura que interage com a bacia,
também chamado de osso pélvico.
Nessa região, a cabeça femoral fica encaixada na estrutura conhecida como acetábulo da
pelve.
A cabeça do fêmur está localizada dentro da cápsula articular e é coberta por uma
membrana sinovial.
Descendo da bacia para a coxa, encontramos na sequência, o colo femoral e a região
trocantérica.
Existem diversas pequenas artérias que passam nessa região e promovem o suprimento
sanguíneo para a cabeça do fêmur. Quando há fratura do colo do fêmur, essas artérias
podem se romper e causar a morte da cabeça do fêmur.
Na parte de baixo do fêmur, também chamada de porção distal o fêmur interage com a
patela, o osso localizado no interior do joelho e também com a parte proximal da tíbia.
Em relação ao joelho, a inter-relação se deve com os côndilos lateral e medial do fêmur
e com o plato tibial (denominada articulação tibiofemoral). Já em relação à face patelar,
há relação com a face posterior da patela, formando a articulação patelofemoral.
O colo do fêmur
Falando especificamente da estrutura denominada colo do fêmur, essa é uma estrutura
com cerca de 5 cm de comprimento, que pode ser subdividida em três regiões, descritas
a seguir:
- A parte mais próxima do trocanter maior, também chamada de base do colo do fêmur
ou porção basicervical;
- Seguimento médio, também chamado de porção médio-cervical, sendo a parte mais
estreita;
- Porção súpero-medial, também chamada de porção subcapital.
- As fraturas do colo do fêmur também são chamadas de fraturas intracapsulares. Já as
fraturas trocantéricas de extracapsulares.
Prevenção De Fraturas Do Colo Do Fêmur
Idosos são o grupo mais susceptível a esse tipo de fratura. Mas algumas medidas podem
ajudar a reduzir a probabilidade que essas fraturas ocorram:
- Alimentação saudável, rica em cálcio e com suplementação, quando necessário, para
prevenção e correção da osteoporose;
- Suplementação de vitamina D e exposição frequente ao sol;
- Fortalecimento muscular e vida ativa;
- Preparação do lar para idosos, sem tapetes, degraus e com barras de apoio, quando
necessário, sobretudo no banheiro;
- Tratamento correto das demais doenças, como diminuição da visão e outras doenças
metabólicas e crônicas, comuns aos idosos.
Sintomas E Sinais De Fratura Do Colo Do Fêmur
Quando ocorre a fratura do colo do fêmur em uma pessoa, se essa pessoa for idosa, um
dos três quadros descritos a seguir podem ter ocorrido:
- Queda direto sobre o quadril;
- Pé fixo e torção da perna;
- Fratura por estresse, sem queda.
Em pacientes mais jovens, a fratura do colo do fêmur ocorre em virtude de acidentes de
trânsito, por exemplo ou em virtude de alguma doença grave instalada previamente.
Raramente é por queda.
O primeiro sintoma é a dificuldade de andar ou de se levantar. A pessoa até consegue
caminhar por alguns metros com o colo fraturado, mas geralmente a perna aparece
encurtada e há um deslocamento do pé para lateral.
Não são observados grandes hematomas no local quando ocorre uma fratura do colo do
fêmur.
É importante saber o motivo da queda, se foi somente um desequilíbrio momentâneo ou
se foi resultado de uma síncope (desmaio) causado por um AVC ou princípio de infarto,
por exemplo.
Diagnóstico
Geralmente idosos com fratura de colo de fêmur não costumam apresentar uma reação
exacerbada à dor, o que não quer dizer que não estejam sentindo muita dor.
Dessa forma, a abordagem deve ser sempre multidisciplinar, avaliando o quadro mas
também sempre com medidas para diminuir a dor e o incômodo do paciente.
O exame de imagem mais solicitado para confirmar e avaliar fraturas de colo de fêmur é
a radiografia do quadril. Quando há fratura de colo de fêmur, é possível observar uma
região mais escura (radiolúcida) na região próxima da fratura.
Quando confirmada a fratura de colo do fêmur, outros exames como ressonância
magnética, podem ser solicitados, sobretudo se é uma fratura complexa ou se há outras
doenças associadas.
Prognóstico
Infelizmente, muitos idosos quando sofrem uma fratura do colo do fêmur nunca se
recuperam, ficando extremamente debilitados e até acamados.
Já outros conseguem se recuperar e ter de volta uma vida produtiva. Tudo depende não
só de como foi a fratura, mas também do estado de saúde do paciente antes da fratura.
Quanto mais debilitado o idoso estava antes da fratura, pior é o seu prognóstico.
Quando pensamos em números, a mortalidade é estimada em 24% até 12 meses após a
fratura, com um número considerável desses pacientes não retornando ao estado
funcional pré-fratura.
Em um ano de pós-operatório, menos de 50% dos sobreviventes podem andar ou
realizar atividades diárias de forma independente.
Tratamento
Uma fratura de colo de fêmur é geralmente tratada com cirurgia, geralmente como
regra.
O tratamento não-cirúrgico de fratura do colo do fêmur é geralmente utilizada somente
para indivíduos mais jovens e mais ativos.
Em relação ao tratamento cirúrgico, esse pode variar entre consolidação da fratura,
utilizando parafusos, por exemplo e a artroplasia do quadril, quando a estrutura do
fêmur fraturado é substituída por uma prótese.
A grande vantagem da artroplasia do quadril é que ela permite a recuperação mais
rápida, sendo indicada para grande maioria dos pacientes com fratura de colo de fêmur,
uma vez que ela não depende da fratura consolidar e tem menor taxa de reoperação.
Cerca de 90% das cirurgias de artroplasia do quadril apresentam resultado excelente,
com o paciente não sentindo dor e isso mantendo-se por 10 a 15 anos após a cirurgia.
As desvantagens são inerentes ao procedimento cirúrgico em si.
Não existe um limite de idade ou uma regra para quando se deve optar por artroplasia
ou fixação da fratura, apenas o bom senso e a qualidade do osso do paciente bem como
seu estado de saúde antes da fratura.
A fisioterapia entra como parte integrante do tratamento, pois é com a fisioterapia que o
paciente que passou pela cirurgia conseguirá recuperar os movimentos.
A Importância Da Fisioterapia Para Pacientes Que
Sofreram Fratura Do Colo Do Fêmur
Infelizmente, existe a probabilidade de uma nova fratura na região do fêmur. Esse dado
é conhecido, sendo de 6 a 20 maior de uma nova fratura dentro do primeiro ano de
recuperação.
Quando atua em hospital, o objetivo do profissional de fisioterapia é promover
orientações em relação ao pós-cirúrgico, inclusive com técnicas respiratórias,
transferências e tomadas de peso, mobilizações, treinos de equilíbrio e uso de muletas.
De fato, o objetivo da fisioterapia no tratamento pós-operatório de pacientes com fratura
de colo de fêmur é aumentar a força muscular, melhorando a segurança e a eficiência do
caminhar, resultando em maior independência do idoso.
Para isso, é importante que o profissional de fisioterapia conheça profundamente a
história daquela doença, como dados sobre o tipo de fratura e qual material foi utilizado
durante a cirurgia, uma vez que esses dados ajudam na condução do tratamento.
Quando se tem esse conhecimento, pode-se indicar a melhor conduta, o tempo de cada
exercício e sessão, bem como a carga em cada membro e quais as restrições em
movimentos devem ser seguidas.
A movimentação do paciente é muito importante, uma vez que isso quanto antes isso
acontece, evita-se complicações severas da imobilização, como tromboses, por
exemplo.
Outro fator importante a ser considerado é a capacidade cardiorrespiratória do paciente,
já que a aptidão aeróbica pode ser desenvolvida nesse período, aumentando a função
física do paciente e há estudos que mostram que quanto maior a aptidão
cardiorrespiratória, melhor a capacidade de caminhada.
Exercícios de força também são bastante indicados, pois resultam em benefícios físicos
e também cognitivos, melhorando a saúde geral do paciente pós-fratura.
Esse ganho de força muscular pode ser realizado tanto por pesos quanto por estimulação
neuromuscular feita por aparelho, técnica que vem ganhando espaço, sobretudo para
músculos inibidos.
O fortalecimento da musculatura abdutora e adutora do quadril aumenta a estabilidade
látero-lateral durante caminhadas, o que influencia na melhora do equilíbrio dinâmico
do paciente.
Em caso de pacientes que apresentam dor, a utilização de técnicas como laserterapia,
correntes analgesicas e terapias manuais são indicadas para melhora do quadro de dor,
uma vez que pacientes com dor não apresentam o mesmo rendimento nas sessões.
É possível notar que quando o paciente com fratura de colo de fêmur participa de
sessões de fisioterapia tendem a recuperar sua função física e qualidade de vida mais
rápido.
Exercícios De Fisioterapia Indicados
Não há uma regra absoluta de quais exercícios devem ser prescritos, uma vez que o
tratamento fisioterápico deve ser sempre individualizado, respeitando as condições e
história de cada paciente.
De maneira geral, diversas técnicas e modalidades terapêuticas podem ser utilizadas na
recuperação de um paciente com fratura de colo de fêmur, dentre elas, fortalecimento,
treino de propriocepção, treino de marcha, aparelho de estimulação motora e analgesia,
dentre outras.
Estima-se que o paciente com fratura de fêmur tenha perda de 6% da massa magra no
período de 1 ano, portanto, exercícios de fortalecimento e ganho de massa muscular são
muito importantes.
Nos primeiros dias após a cirurgia, a descarga de peso varia de acordo com o
procedimento realizado. Porém, já é indicado um trabalho de contrações isométricas
para evitar ao máximo a perda importante de massa muscular.
Com o passar do tempo, contrações isocinéticas com utilização de aparelhos é
interessante, pois há controle pelo paciente.
Enfim, exercícios envolvendo amplitude do movimento, força muscular e treino
funcional e de equilíbrio, além de propriocepção são incluídos na fase quando a fratura
já está bem consolidada, permitindo peso no membro afetado.
Alguns exemplos de exercícios que podem ser incluídos nessa fase do tratamento:
- Flexão do joelho com flexão do quadril (costas apoiadas o tempo todo);
- Abdução e adução;
- Dorsiflexão com flexão de quadril (sempre com costas apoiadas o tempo todo);
- Extensão de quadril com resistência (por exemplo, de mola, no Cadillac);
- Agachamento, com bola, preservando o ângulo de 90o nos joelhos;
- Flexão e extensão de joelho e quadril, com pés sobre bola.
- Lembrando que todo plano de tratamento deve ser sempre individualizado e sempre
respeitando em que fase do tratamento aquele paciente está.
Referência
Http://adiantetela.blospot.com.br/2012/08/fratura-do-cranio-sintomas.html
www.fisioweb.com.br - prof. Blair josé rosa filho
Moreira, caio; pinheiro, geraldo da rocha c.; neto, joão francisco m..
Reumatologia essencial. Rio de janeiro. Guanabara koogan, 2009.
¢
Murthy, vasantha l.; hoppenfeld, stanley (coord.). Tratamento e reabilitação de
fraturas. São paulo: manole, 2001
Carneiro, mb; alves, dpl, mercadante, mp. Fisioterapia no pós-operatório de
fratura proximal do fêmur em idosos. Revisão de literatura. Acta ortop bras.

Mais conteúdo relacionado

Semelhante a DISCIPLINA FRATYRA FEMUR.docx

Aula de anatomia ossea e lesoes slides 285 pg
Aula de anatomia ossea e lesoes  slides 285 pgAula de anatomia ossea e lesoes  slides 285 pg
Aula de anatomia ossea e lesoes slides 285 pgLuiz Otavio Quintino
 
Aula de anatomia ossea e lesoes slides 285 pg
Aula de anatomia ossea e lesoes  slides 285 pgAula de anatomia ossea e lesoes  slides 285 pg
Aula de anatomia ossea e lesoes slides 285 pgKn Expedições
 
Blog tecido osseo histologia pronto
Blog tecido osseo histologia prontoBlog tecido osseo histologia pronto
Blog tecido osseo histologia prontosamuelalves
 
Apresentação tendinopatia calcarea
Apresentação tendinopatia calcareaApresentação tendinopatia calcarea
Apresentação tendinopatia calcareaCinthia Salto
 
Apresentação tendinopatia calcarea
Apresentação tendinopatia calcareaApresentação tendinopatia calcarea
Apresentação tendinopatia calcareaCinthia Salto
 
Praticas educacao fisica_para_pessoas_com_deficiencia
Praticas educacao fisica_para_pessoas_com_deficienciaPraticas educacao fisica_para_pessoas_com_deficiencia
Praticas educacao fisica_para_pessoas_com_deficienciaElisabeth Mattos
 
67665124-Tendinite-Da-Pata-de-Ganso.pdf
67665124-Tendinite-Da-Pata-de-Ganso.pdf67665124-Tendinite-Da-Pata-de-Ganso.pdf
67665124-Tendinite-Da-Pata-de-Ganso.pdfmennahen sylver
 
Fisioterapia nas amputações
Fisioterapia nas amputaçõesFisioterapia nas amputações
Fisioterapia nas amputaçõesRodney Wenke
 
Fisioterapia intervencao fisioterapeutica[1]
Fisioterapia intervencao fisioterapeutica[1]Fisioterapia intervencao fisioterapeutica[1]
Fisioterapia intervencao fisioterapeutica[1]Elaine Silva
 
CONDROPATIA PATELAR - Slides.pptx
CONDROPATIA PATELAR - Slides.pptxCONDROPATIA PATELAR - Slides.pptx
CONDROPATIA PATELAR - Slides.pptxthiagopennachaves
 
Anatomia geral dos ossos e articulações
Anatomia geral dos ossos e articulaçõesAnatomia geral dos ossos e articulações
Anatomia geral dos ossos e articulaçõesFilipe Matos
 
Osteoporose em mulheres pós menopausa
Osteoporose em mulheres pós menopausaOsteoporose em mulheres pós menopausa
Osteoporose em mulheres pós menopausaMarina Vicent' Inácio
 

Semelhante a DISCIPLINA FRATYRA FEMUR.docx (20)

Aula de anatomia ossea e lesoes slides 285 pg
Aula de anatomia ossea e lesoes  slides 285 pgAula de anatomia ossea e lesoes  slides 285 pg
Aula de anatomia ossea e lesoes slides 285 pg
 
Aula de anatomia ossea e lesoes slides 285 pg
Aula de anatomia ossea e lesoes  slides 285 pgAula de anatomia ossea e lesoes  slides 285 pg
Aula de anatomia ossea e lesoes slides 285 pg
 
Blog tecido osseo histologia pronto
Blog tecido osseo histologia prontoBlog tecido osseo histologia pronto
Blog tecido osseo histologia pronto
 
Pé equino
Pé equinoPé equino
Pé equino
 
Fraturas do tornozelo
Fraturas do tornozeloFraturas do tornozelo
Fraturas do tornozelo
 
Apresentação tendinopatia calcarea
Apresentação tendinopatia calcareaApresentação tendinopatia calcarea
Apresentação tendinopatia calcarea
 
Apresentação tendinopatia calcarea
Apresentação tendinopatia calcareaApresentação tendinopatia calcarea
Apresentação tendinopatia calcarea
 
Escoliose
EscolioseEscoliose
Escoliose
 
Modulo 18
Modulo 18Modulo 18
Modulo 18
 
Praticas educacao fisica_para_pessoas_com_deficiencia
Praticas educacao fisica_para_pessoas_com_deficienciaPraticas educacao fisica_para_pessoas_com_deficiencia
Praticas educacao fisica_para_pessoas_com_deficiencia
 
67665124-Tendinite-Da-Pata-de-Ganso.pdf
67665124-Tendinite-Da-Pata-de-Ganso.pdf67665124-Tendinite-Da-Pata-de-Ganso.pdf
67665124-Tendinite-Da-Pata-de-Ganso.pdf
 
Síndrome do compartimento3
Síndrome  do compartimento3Síndrome  do compartimento3
Síndrome do compartimento3
 
Fisioterapia nas amputações
Fisioterapia nas amputaçõesFisioterapia nas amputações
Fisioterapia nas amputações
 
Fisioterapia intervencao fisioterapeutica[1]
Fisioterapia intervencao fisioterapeutica[1]Fisioterapia intervencao fisioterapeutica[1]
Fisioterapia intervencao fisioterapeutica[1]
 
CONDROPATIA PATELAR - Slides.pptx
CONDROPATIA PATELAR - Slides.pptxCONDROPATIA PATELAR - Slides.pptx
CONDROPATIA PATELAR - Slides.pptx
 
Osteoporose trabalho CIT
Osteoporose trabalho CITOsteoporose trabalho CIT
Osteoporose trabalho CIT
 
122090533 revistapodologia-com-004pt
122090533 revistapodologia-com-004pt122090533 revistapodologia-com-004pt
122090533 revistapodologia-com-004pt
 
Anatomia geral dos ossos e articulações
Anatomia geral dos ossos e articulaçõesAnatomia geral dos ossos e articulações
Anatomia geral dos ossos e articulações
 
Osteoporose em mulheres pós menopausa
Osteoporose em mulheres pós menopausaOsteoporose em mulheres pós menopausa
Osteoporose em mulheres pós menopausa
 
Coluna vertebral
Coluna vertebralColuna vertebral
Coluna vertebral
 

Mais de Giselda morais rodrigues do

Fdocumentos.tips povos e-culturas-africanas-malineses-centenas-de-povos-com-c...
Fdocumentos.tips povos e-culturas-africanas-malineses-centenas-de-povos-com-c...Fdocumentos.tips povos e-culturas-africanas-malineses-centenas-de-povos-com-c...
Fdocumentos.tips povos e-culturas-africanas-malineses-centenas-de-povos-com-c...Giselda morais rodrigues do
 

Mais de Giselda morais rodrigues do (20)

Hsc povos-tradicionais-amerindios-e-africanos
Hsc povos-tradicionais-amerindios-e-africanosHsc povos-tradicionais-amerindios-e-africanos
Hsc povos-tradicionais-amerindios-e-africanos
 
360426450 caca-palavras-sobre-renascimento
360426450 caca-palavras-sobre-renascimento360426450 caca-palavras-sobre-renascimento
360426450 caca-palavras-sobre-renascimento
 
Fdocumentos.tips povos e-culturas-africanas-malineses-centenas-de-povos-com-c...
Fdocumentos.tips povos e-culturas-africanas-malineses-centenas-de-povos-com-c...Fdocumentos.tips povos e-culturas-africanas-malineses-centenas-de-povos-com-c...
Fdocumentos.tips povos e-culturas-africanas-malineses-centenas-de-povos-com-c...
 
Ap cs história- 7° ano - correto
Ap cs   história- 7° ano - corretoAp cs   história- 7° ano - correto
Ap cs história- 7° ano - correto
 
Avaliação história 7º ano setembro - gabarito
Avaliação história 7º ano   setembro - gabaritoAvaliação história 7º ano   setembro - gabarito
Avaliação história 7º ano setembro - gabarito
 
Caapalavrasidademdiaeja 160916013034
Caapalavrasidademdiaeja 160916013034Caapalavrasidademdiaeja 160916013034
Caapalavrasidademdiaeja 160916013034
 
Planejamento g4 e13 a 17 de setembro
Planejamento g4 e13 a 17 de setembroPlanejamento g4 e13 a 17 de setembro
Planejamento g4 e13 a 17 de setembro
 
Planej. giselda g4 e 24-05 à 28 de maio
Planej. giselda g4 e  24-05 à 28 de maioPlanej. giselda g4 e  24-05 à 28 de maio
Planej. giselda g4 e 24-05 à 28 de maio
 
Campo de experiências codigos g4 copia
Campo de experiências codigos g4   copiaCampo de experiências codigos g4   copia
Campo de experiências codigos g4 copia
 
Apostila completa 2 semestre 2021 (1) (1)
Apostila completa 2 semestre 2021 (1) (1)Apostila completa 2 semestre 2021 (1) (1)
Apostila completa 2 semestre 2021 (1) (1)
 
Apostila g418
Apostila g418Apostila g418
Apostila g418
 
6 anol portuguesaprofessor3cadernonovo
6 anol portuguesaprofessor3cadernonovo6 anol portuguesaprofessor3cadernonovo
6 anol portuguesaprofessor3cadernonovo
 
Livro u2 (1)
Livro u2 (1)Livro u2 (1)
Livro u2 (1)
 
18 caua pereira rosa de almeida
18 caua pereira rosa de almeida18 caua pereira rosa de almeida
18 caua pereira rosa de almeida
 
Plano de aula
Plano de aulaPlano de aula
Plano de aula
 
Livro projeto gato xadrez 1
Livro projeto gato xadrez 1Livro projeto gato xadrez 1
Livro projeto gato xadrez 1
 
Cadernodofuturo matemtica-3anoprof-171112071214
Cadernodofuturo matemtica-3anoprof-171112071214Cadernodofuturo matemtica-3anoprof-171112071214
Cadernodofuturo matemtica-3anoprof-171112071214
 
20190218100452 thumb be6ano_linguaportuguesa
20190218100452 thumb be6ano_linguaportuguesa20190218100452 thumb be6ano_linguaportuguesa
20190218100452 thumb be6ano_linguaportuguesa
 
Aula2
Aula2Aula2
Aula2
 
FISIOTERAPIA
FISIOTERAPIAFISIOTERAPIA
FISIOTERAPIA
 

Último

ATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdf
ATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdfATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdf
ATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdfWendelldaLuz
 
Anatomia do Sistema Respiratorio função e movimentos musculares.
Anatomia do Sistema Respiratorio função e movimentos musculares.Anatomia do Sistema Respiratorio função e movimentos musculares.
Anatomia do Sistema Respiratorio função e movimentos musculares.FabioCorreia46
 
FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM II- FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM II- PREVENÇÃO E CONTR...
FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM II- FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM II- PREVENÇÃO E CONTR...FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM II- FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM II- PREVENÇÃO E CONTR...
FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM II- FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM II- PREVENÇÃO E CONTR...kassiasilva1571
 
Treinamento Básico em Primeiros Socorros.ppt
Treinamento Básico em Primeiros Socorros.pptTreinamento Básico em Primeiros Socorros.ppt
Treinamento Básico em Primeiros Socorros.pptFabioSouza270
 
Humanização na Enfermagem: o que é e qual a importância?
Humanização na Enfermagem: o que é e qual a importância?Humanização na Enfermagem: o que é e qual a importância?
Humanização na Enfermagem: o que é e qual a importância?carloslins20
 
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdf
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdfATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdf
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdfboxac76813
 

Último (6)

ATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdf
ATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdfATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdf
ATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdf
 
Anatomia do Sistema Respiratorio função e movimentos musculares.
Anatomia do Sistema Respiratorio função e movimentos musculares.Anatomia do Sistema Respiratorio função e movimentos musculares.
Anatomia do Sistema Respiratorio função e movimentos musculares.
 
FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM II- FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM II- PREVENÇÃO E CONTR...
FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM II- FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM II- PREVENÇÃO E CONTR...FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM II- FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM II- PREVENÇÃO E CONTR...
FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM II- FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM II- PREVENÇÃO E CONTR...
 
Treinamento Básico em Primeiros Socorros.ppt
Treinamento Básico em Primeiros Socorros.pptTreinamento Básico em Primeiros Socorros.ppt
Treinamento Básico em Primeiros Socorros.ppt
 
Humanização na Enfermagem: o que é e qual a importância?
Humanização na Enfermagem: o que é e qual a importância?Humanização na Enfermagem: o que é e qual a importância?
Humanização na Enfermagem: o que é e qual a importância?
 
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdf
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdfATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdf
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdf
 

DISCIPLINA FRATYRA FEMUR.docx

  • 1. DISCIPLINA: NEUROCARDIO PROFESSORA: LAYSLA GABRIELLE ACADÊMICA:KATHERINE RODRIGUES DO AMARAL Fisioterapia Na Fratura De Colo De Fêmur O fêmur é um dos ossos mais importantes no organismo, sendo também o mais longo. Ele está localizado na coxa e faz a ligação entre o quadril (bacia) e o joelho, inter- relacionando ativamente com essas duas estruturas. Ele é formado por uma parte superior, que encaixa na bacia, denominada “cabeça do fêmur” e uma parte inferior, que interage com o joelho. Por ser um osso longo que participa ativamente do movimento de caminhar, denominado marcha, o fêmur quando sofre fratura, apresenta como ponto mais frágil (e portanto, o ponto mais sujeito à fratura) a estrutura denominada colo de fêmur. Sendo um tipo de patologia infelizmente comum a alguns grupos populacionais, sobretudo idosos, a fratura de colo de fêmur merece atenção especial, tanto por parte de médicos quanto de fisioterapeutas. Mas você sabe como a fisioterapia pode ajudar na reabilitação de um paciente que sofreu fratura de colo do fêmur? Quais são os exercícios mais indicados e como é o tratamento? É o que vamos ver, confira! Fratura Do Colo Femoral A fratura do colo do fêmur também é chamada de fratura do colo femoral, sendo mais comum em idosos e atingindo mulheres 3x mais do que os homens. Com o envelhecimento da população no mundo todo, estima-se que até o ano de 2050 já tenham acontecido cerca de 6 milhões de fraturas do colo do fêmur. Principais Causas De Fratura Do Colo do Fêmur Quando se trata da população idosa, mais frequentemente afetada pela fratura do colo do fêmur, as causas são relacionadas ao processo de envelhecimento, sobretudo a osteoporose, que também afeta mais as mulheres. Com menor produção de hormônios, os ossos se tornam mais frágeis, o que facilita fraturas. Além disso, idoso também podem apresentar maior risco de queda, em virtude a outros fatores como efeitos colaterais de medicações, dificuldades de visão, menor agilidade, ou seja, fatores que acabam afetando seu equilíbrio.
  • 2. Em adultos jovens, as fraturas de colo de fêmur são mais raras e geralmente são decorrentes de outras doenças, mas sobretudo acidentes de trânsito, por exemplo. Anatomia Do Fêmur O fêmur, conforme já dito, é o osso mais longo do corpo humano, tendo ligações com estruturas do quadril e do joelho. Em sua região próxima ao quadril (chamada de região proximal), o fêmur apresenta a estrutura denominada cabeça femoral, que é a estrutura que interage com a bacia, também chamado de osso pélvico. Nessa região, a cabeça femoral fica encaixada na estrutura conhecida como acetábulo da pelve. A cabeça do fêmur está localizada dentro da cápsula articular e é coberta por uma membrana sinovial. Descendo da bacia para a coxa, encontramos na sequência, o colo femoral e a região trocantérica. Existem diversas pequenas artérias que passam nessa região e promovem o suprimento sanguíneo para a cabeça do fêmur. Quando há fratura do colo do fêmur, essas artérias podem se romper e causar a morte da cabeça do fêmur. Na parte de baixo do fêmur, também chamada de porção distal o fêmur interage com a patela, o osso localizado no interior do joelho e também com a parte proximal da tíbia. Em relação ao joelho, a inter-relação se deve com os côndilos lateral e medial do fêmur e com o plato tibial (denominada articulação tibiofemoral). Já em relação à face patelar, há relação com a face posterior da patela, formando a articulação patelofemoral. O colo do fêmur Falando especificamente da estrutura denominada colo do fêmur, essa é uma estrutura com cerca de 5 cm de comprimento, que pode ser subdividida em três regiões, descritas a seguir: - A parte mais próxima do trocanter maior, também chamada de base do colo do fêmur ou porção basicervical; - Seguimento médio, também chamado de porção médio-cervical, sendo a parte mais estreita; - Porção súpero-medial, também chamada de porção subcapital. - As fraturas do colo do fêmur também são chamadas de fraturas intracapsulares. Já as fraturas trocantéricas de extracapsulares.
  • 3. Prevenção De Fraturas Do Colo Do Fêmur Idosos são o grupo mais susceptível a esse tipo de fratura. Mas algumas medidas podem ajudar a reduzir a probabilidade que essas fraturas ocorram: - Alimentação saudável, rica em cálcio e com suplementação, quando necessário, para prevenção e correção da osteoporose; - Suplementação de vitamina D e exposição frequente ao sol; - Fortalecimento muscular e vida ativa; - Preparação do lar para idosos, sem tapetes, degraus e com barras de apoio, quando necessário, sobretudo no banheiro; - Tratamento correto das demais doenças, como diminuição da visão e outras doenças metabólicas e crônicas, comuns aos idosos. Sintomas E Sinais De Fratura Do Colo Do Fêmur Quando ocorre a fratura do colo do fêmur em uma pessoa, se essa pessoa for idosa, um dos três quadros descritos a seguir podem ter ocorrido: - Queda direto sobre o quadril; - Pé fixo e torção da perna; - Fratura por estresse, sem queda. Em pacientes mais jovens, a fratura do colo do fêmur ocorre em virtude de acidentes de trânsito, por exemplo ou em virtude de alguma doença grave instalada previamente. Raramente é por queda. O primeiro sintoma é a dificuldade de andar ou de se levantar. A pessoa até consegue caminhar por alguns metros com o colo fraturado, mas geralmente a perna aparece encurtada e há um deslocamento do pé para lateral. Não são observados grandes hematomas no local quando ocorre uma fratura do colo do fêmur. É importante saber o motivo da queda, se foi somente um desequilíbrio momentâneo ou se foi resultado de uma síncope (desmaio) causado por um AVC ou princípio de infarto, por exemplo. Diagnóstico Geralmente idosos com fratura de colo de fêmur não costumam apresentar uma reação exacerbada à dor, o que não quer dizer que não estejam sentindo muita dor.
  • 4. Dessa forma, a abordagem deve ser sempre multidisciplinar, avaliando o quadro mas também sempre com medidas para diminuir a dor e o incômodo do paciente. O exame de imagem mais solicitado para confirmar e avaliar fraturas de colo de fêmur é a radiografia do quadril. Quando há fratura de colo de fêmur, é possível observar uma região mais escura (radiolúcida) na região próxima da fratura. Quando confirmada a fratura de colo do fêmur, outros exames como ressonância magnética, podem ser solicitados, sobretudo se é uma fratura complexa ou se há outras doenças associadas. Prognóstico Infelizmente, muitos idosos quando sofrem uma fratura do colo do fêmur nunca se recuperam, ficando extremamente debilitados e até acamados. Já outros conseguem se recuperar e ter de volta uma vida produtiva. Tudo depende não só de como foi a fratura, mas também do estado de saúde do paciente antes da fratura. Quanto mais debilitado o idoso estava antes da fratura, pior é o seu prognóstico. Quando pensamos em números, a mortalidade é estimada em 24% até 12 meses após a fratura, com um número considerável desses pacientes não retornando ao estado funcional pré-fratura. Em um ano de pós-operatório, menos de 50% dos sobreviventes podem andar ou realizar atividades diárias de forma independente. Tratamento Uma fratura de colo de fêmur é geralmente tratada com cirurgia, geralmente como regra. O tratamento não-cirúrgico de fratura do colo do fêmur é geralmente utilizada somente para indivíduos mais jovens e mais ativos. Em relação ao tratamento cirúrgico, esse pode variar entre consolidação da fratura, utilizando parafusos, por exemplo e a artroplasia do quadril, quando a estrutura do fêmur fraturado é substituída por uma prótese. A grande vantagem da artroplasia do quadril é que ela permite a recuperação mais rápida, sendo indicada para grande maioria dos pacientes com fratura de colo de fêmur, uma vez que ela não depende da fratura consolidar e tem menor taxa de reoperação. Cerca de 90% das cirurgias de artroplasia do quadril apresentam resultado excelente, com o paciente não sentindo dor e isso mantendo-se por 10 a 15 anos após a cirurgia. As desvantagens são inerentes ao procedimento cirúrgico em si.
  • 5. Não existe um limite de idade ou uma regra para quando se deve optar por artroplasia ou fixação da fratura, apenas o bom senso e a qualidade do osso do paciente bem como seu estado de saúde antes da fratura. A fisioterapia entra como parte integrante do tratamento, pois é com a fisioterapia que o paciente que passou pela cirurgia conseguirá recuperar os movimentos. A Importância Da Fisioterapia Para Pacientes Que Sofreram Fratura Do Colo Do Fêmur Infelizmente, existe a probabilidade de uma nova fratura na região do fêmur. Esse dado é conhecido, sendo de 6 a 20 maior de uma nova fratura dentro do primeiro ano de recuperação. Quando atua em hospital, o objetivo do profissional de fisioterapia é promover orientações em relação ao pós-cirúrgico, inclusive com técnicas respiratórias, transferências e tomadas de peso, mobilizações, treinos de equilíbrio e uso de muletas. De fato, o objetivo da fisioterapia no tratamento pós-operatório de pacientes com fratura de colo de fêmur é aumentar a força muscular, melhorando a segurança e a eficiência do caminhar, resultando em maior independência do idoso. Para isso, é importante que o profissional de fisioterapia conheça profundamente a história daquela doença, como dados sobre o tipo de fratura e qual material foi utilizado durante a cirurgia, uma vez que esses dados ajudam na condução do tratamento. Quando se tem esse conhecimento, pode-se indicar a melhor conduta, o tempo de cada exercício e sessão, bem como a carga em cada membro e quais as restrições em movimentos devem ser seguidas. A movimentação do paciente é muito importante, uma vez que isso quanto antes isso acontece, evita-se complicações severas da imobilização, como tromboses, por exemplo. Outro fator importante a ser considerado é a capacidade cardiorrespiratória do paciente, já que a aptidão aeróbica pode ser desenvolvida nesse período, aumentando a função física do paciente e há estudos que mostram que quanto maior a aptidão cardiorrespiratória, melhor a capacidade de caminhada. Exercícios de força também são bastante indicados, pois resultam em benefícios físicos e também cognitivos, melhorando a saúde geral do paciente pós-fratura. Esse ganho de força muscular pode ser realizado tanto por pesos quanto por estimulação neuromuscular feita por aparelho, técnica que vem ganhando espaço, sobretudo para músculos inibidos. O fortalecimento da musculatura abdutora e adutora do quadril aumenta a estabilidade látero-lateral durante caminhadas, o que influencia na melhora do equilíbrio dinâmico do paciente.
  • 6. Em caso de pacientes que apresentam dor, a utilização de técnicas como laserterapia, correntes analgesicas e terapias manuais são indicadas para melhora do quadro de dor, uma vez que pacientes com dor não apresentam o mesmo rendimento nas sessões. É possível notar que quando o paciente com fratura de colo de fêmur participa de sessões de fisioterapia tendem a recuperar sua função física e qualidade de vida mais rápido. Exercícios De Fisioterapia Indicados Não há uma regra absoluta de quais exercícios devem ser prescritos, uma vez que o tratamento fisioterápico deve ser sempre individualizado, respeitando as condições e história de cada paciente. De maneira geral, diversas técnicas e modalidades terapêuticas podem ser utilizadas na recuperação de um paciente com fratura de colo de fêmur, dentre elas, fortalecimento, treino de propriocepção, treino de marcha, aparelho de estimulação motora e analgesia, dentre outras. Estima-se que o paciente com fratura de fêmur tenha perda de 6% da massa magra no período de 1 ano, portanto, exercícios de fortalecimento e ganho de massa muscular são muito importantes. Nos primeiros dias após a cirurgia, a descarga de peso varia de acordo com o procedimento realizado. Porém, já é indicado um trabalho de contrações isométricas para evitar ao máximo a perda importante de massa muscular. Com o passar do tempo, contrações isocinéticas com utilização de aparelhos é interessante, pois há controle pelo paciente. Enfim, exercícios envolvendo amplitude do movimento, força muscular e treino funcional e de equilíbrio, além de propriocepção são incluídos na fase quando a fratura já está bem consolidada, permitindo peso no membro afetado. Alguns exemplos de exercícios que podem ser incluídos nessa fase do tratamento: - Flexão do joelho com flexão do quadril (costas apoiadas o tempo todo); - Abdução e adução; - Dorsiflexão com flexão de quadril (sempre com costas apoiadas o tempo todo); - Extensão de quadril com resistência (por exemplo, de mola, no Cadillac); - Agachamento, com bola, preservando o ângulo de 90o nos joelhos; - Flexão e extensão de joelho e quadril, com pés sobre bola. - Lembrando que todo plano de tratamento deve ser sempre individualizado e sempre respeitando em que fase do tratamento aquele paciente está.
  • 7. Referência Http://adiantetela.blospot.com.br/2012/08/fratura-do-cranio-sintomas.html www.fisioweb.com.br - prof. Blair josé rosa filho Moreira, caio; pinheiro, geraldo da rocha c.; neto, joão francisco m.. Reumatologia essencial. Rio de janeiro. Guanabara koogan, 2009. ¢ Murthy, vasantha l.; hoppenfeld, stanley (coord.). Tratamento e reabilitação de fraturas. São paulo: manole, 2001 Carneiro, mb; alves, dpl, mercadante, mp. Fisioterapia no pós-operatório de fratura proximal do fêmur em idosos. Revisão de literatura. Acta ortop bras.