Acadêmica:  Marcella Reis GoulartSíndrome  do compartimento
Compartimentos anatômicos: São espaços bem delimitados existentes no aparelho locomotor, cujas paredes são formadas por ossos e estruturas osteofasciais , que são elementos relativamente inelásticos.A síndrome do compartimento se desenvolve quando há aumento da pressão no espaço compartimental, de modo a comprometer a perfusão tissular e colocar em risco a viabilidade das estruturas aí existentes.
A pressão intracompartimental pode ser aumentada por:Causas internas : Edema , Hemorragia
Causas extrínseca: Enfaixamento, aparelho gessado, pressão sobre o membro.Contratura isquêmica de Volkmann:Sequela clássica da síndrome do compartimento
Resulta na perda completa da musculatura afetada, sendo esta substituída por tecido cicatricial,que, retraído, produz deformidade distais.
Lesão em maior ou menor grau do nervo,levando a déficits sensitivos e motores, que podem afetar outros musculos não integrantes do compartimento.Fig. - Mostra uma contratura isquêmica de Volkmann de músculos do antebraço numa criança de 6 anos pós redução de fratura supracondiliana do úmero a criança apresentou dor intensa no antebraço.
Síndrome do compartimento Aguda Desenvolve-se quando a pressão intracompartimental excede a pressão arterial capilar por um período prolongado.
Causada com mais frequência  por traumatismo, lesão arterial e compressão extrínseca ( aparelho gessado, garrote, pressão postural sobre o membro , etc..) e demanda tratamento de urgência.Crônica ou recidivanteSintomatologia mais discreta
Desencadeada por atividades físicas.
Eventualmente síndrome crônica pode se transformar em um episódio agudo.Etiologia e FisiopatologiaEm função das fronteiras miofasciais , a síndrome do compartimento é  mais frequente nas extremidades superiores e inferiores.Extremidades inferiores associado a fratura da tíbia.Extremidades superiores associado a fratura do antebraço.Historicamente foram propostos inúmeros mecanismos para patogênese ( obstrução venosa, espasmos, obstrução arterial)Atualmente um único mecanismo : Elevação da pressão intracompartimental em níveis suficientes para comprometer a microcirculação dos tecidos.
SintomatologiaQuadro clínico varia conforme a fase do processo compressivo e pode englobar desde queixas leves até situações dramáticas.Dor referida no local do compartimento afetado que não melhora com a imobilização do membro.Dor crescente , caráter pulsátil, causando um estado de intranquilidade que leva o paciente a queixar-se de forma constante
A dor pode estar abrandada ou ausente  quando há lesão de nervo associada ou quando o paciente faz uso de narcóticos , entorpecentes ou analgésicos fortes ou está sob ação de anestesia ( p. ex., sob uso de cateter peridural)A palpação:Região do compartimento apresenta-se tensa.Pele pode estar brilhante e quente com aparência de celulite.Alteração da coloração cutânea ( escurecimento , palidez)Paresia de extremidades Casos tardios manifestam flictenas
Os clássicos seis PsPain.Pressure.Pulso.Paraesthesia.Paresia.Pink color.Não devem ser utilizados para fazer diagnóstico precoce da síndrome do compartimento, pois só aparecem tardiamente, quando as alterações são irreversíveis e as sequelas inevitáveis.
DiagnósticoClínicoPaciente que apresenta queixas de dor crescente no membro acometido, principalmente se tiver sofrido traumas, imobilização ou cirurgia. Diagnóstico diferencial:Trombose venosa , afecções arteriais, obstrutivas ou semi obstrutivas ,que,também ocasionando isquemia podem produzir clínica semelhante.
Diagnóstico clínico torna-se mais difícil nos indivíduos com perda da consciência , sob anestesia ou crianças . Nessas circunstâncias , a medida da pressão intracompartimental é útil sendo recomendado o monitoramento profilático em caso de risco.Medida da pressão intracompartimental
TratamentoEvitar analgésicos que possam mascarar a dorManter a extremidade na altura do coração , não sendo recomendável elevá-la ou abaixá-la.A elevação juntamente com o uso de anticoagulente está indicada quando é feito o diagnóstico de outra condição: a phlegmasiacelureadolens . Por isso diagnóstico diferencia é importante e pode ser necessário a avaliação do cirurgião vascular.
Síndrome aguda do compartimentoFasciotomiadescompressiva de urgência Permite a expansão dos tecidos, a normalização da pressão e, como consequência , a reperfusão
PrevençãoEvitar situações que predisponham a compressão tais como:
Enfaixamentos apertados
Aparelhos gessados inadequados
Posições incorretas durante a cirurgia
Uso prolongado do garrote operatórioPé torto congênito
ANATOMIA DO PÉO pé humano é 26 ossos assim distribuídos:
7 ossos do tarso(tálus,calcâneo,navicular cubóide e os três cuneiformes)
5 ossos do metatarso
14 falanges (três para cada um dos dedos, exceto para o hálux, que tem apenas duas).DefiniçãoO pé torto congênito (PTC) é uma deformidade complexa que compromete as estruturas ósseas e partes moles caracterizada, clinicamente,por equino do retropé,varo do calcâneo, adução e supinação do médio e antepé e cavo.
Incidência 1:1000 nascidos vivosBilateral em 50% dos casosMais frequente sexo masculino 2:1Etiologia:Desconhecida
Incidência aumenta em ocorrência de casos familiares, sugerindo influência ou determinação genética.Na anatomia patológica, praticamente todas as estruturas do pé apresentam anormalidade, mas as principais estão no retropé.A deformidade óssea mais importante ocorre no tálus, que apresenta a extremidade anterior desviada medial e plantar, o colo encurtado e o corpo pequeno.Os ligamentos são espessados e os músculos hipoplásicos.
DiagnósticoO diagnóstico do pé torto congênito é evidente, observando-se as deformidade referidas: Pé equino varo, cavo,aduto e supino.O grau de deformidade e flexibilidade é variável.Além das deformidades características do PTC , observam-se uma atrofia da perna e um tamanho menor do pé.
ClassificaçãoClassifica-se o pé torto em:PosturalIdiopático ou verdadeiroTeratológico
PTC postural é flexível e corrigido com manipulação ou necessita  somente de algumas trocas de gesso para obter a correção das deformidades.PTC Idiopático ou verdadeiro, a deformidade é mais acentuada e pouco flexível.PTC teratológico caracteriza-se pela rigidez, associação a síndromes, dificuldade de correção e altas taxas de recidiva
RadiografiaA radiografia avalia os ossos do pé, mas o exame é de pouca importância porque se encontram poucos ossos ossificados e não aparecem bem na radiografia.Deve-se avaliar o ângulo entre o eixo longitudinal do tálus e do calcâneo que se encontra diminuído ( ângulo de Kite)
>Ângulo de Kite  maior o varismo< Ângulo de Kite  maior o valgismo
TratamentoO objetivo do tratamento é um pé Plantígrado , indolor, flexível, com boa força muscular e que permita o uso de calçado comum.O tratamento é iniciado o mais precocemente possível , por meio de manipulação e trocas de gesso.Caso não se obtenha um resultado satisfatório, indica-se o tratamento cirúrgico.
Os métodos de manipulação para corrigir a deformidade e a imobilização com trocas seriadas de gesso mais conhecidos são de Kite e Ponseti.
O tratamento cirúrgico é indicado após 9 meses, e é realizado uma liberação das estruturas mediais e posterolaterais do pé, com a correção da deformidade e fixação da articulação talonavicular e subtalar.Em crianças com mais de 4 anos e deformidades rígidas pode-se usar a talectomia.
Deformidades graves em crianças acima de 10 anos podem ser corrigidas com fixador externo de Ilizarov ou com artrodese tríplice.
As complicações descritas são :Recidiva da deformidade. Pé “em mata-borrão”.HipercorreçãoRigidezFraqueza muscularJoanete dorsal
Torcicolo muscular congênito
DefiniçãoDeformidade assimétrica envolvendo a cabeça e o pescoço.A contratura unilateral do músculo esternocleidomastóideo provoca a inclinação da cabeça no sentido do lado envolvido e a rotação do queixo em direção ao ombro do lado oposto
Deformidade mais comum nas meninasLado direito envolvido em 75% dos casosUma em cada 5 crianças (20%) com torcicolo muscular congênito desenvolve displasia do quadril.A condição não é genética sendo comum a ausência de história familiar.
EtiologiaEsta deformidade é devida a fibrose do músculo esternocleidomastóideo , que se contrai e encurta.A causa exata dessa fibrose muscular nesta deformidade congênita ainda não foi determinada.O torcicolo muscular congênito não é causado por traumatismo de parto.A evidência clínica e científica indica que esta deformidade é mais provavelmente, o resultado de uma oclusão venosa resultante de mau posicionamento intra-uterino e síndrome compartimental.
Quadro clínicoCabeça inclinada em direção ao músculo contraídoQueixo voltado para o ombro contralateralSe manifesta no parto ou pode se desenvolver no início do período neonatal por volta da segunda ou terceira semanas de vida.A inclinação lateral da cabeça para o lado oposto e a rotação do queixo para o lado envolvido são situações restritas.
1 mês de vida Palpação do músculo esternocleidomastoideo envolvido evidencia uma tumefação fusiforme (ou “tumor”)nas cabeças da clavícula e do esterno.
Trata-se de uma massa insensível , inicialmente semimole que depois se torna enrijecida
6 meses ou mais
O musculoesternocleidomastóideo afetado se apresenta contraído, em forma de cordão e encurtado.
Caso o torcicolo não seja tratado,as deformidades secundárias da face e da cabeça se desenvolvem durante o primeiro ano de vida.Do lado do músculo contraído a face torna-se achatadaA face e o crânio ipsilaterais se achatam devido devido ao remodelamento para a acomodação na camaAssimetria da face aumenta com o crescimento do esqueletoOlhos e orelhas ficam desniveladosPode ocorrer o desenvolvimento gradual de uma escoliose cervicotorácica com concavidade no sentido do lado afetado.
DiagnósticoAo elaborar a história de uma criança com torcicolo elaborar as seguintes perguntas específicas:1) A ordem do nascimento – o torcicolo é mais comum no primeiro filho2)A apresentação do parto- ele é mais frequente nos partos fórceps e com apresentação de nádegas3) Houve quaisquer lesões ou evidência de traumatismo?    A clavícula foi fraturada por compressão dos ombros durante o parto difícil?     Quando isso ocorre a tensão sobre o músculo esternocleidomastóideo inclina a cabeça em direção ao lado afetado  e gira o queixo para o lado oposto.    No RN é comum diagnosticar incorretamente uma fratura de clavícula com torcicolo muscular congênito.
4) A cabeça se apresenta inclinada sem deformidade de rotação? - A simples inclinação da cabeça sem rotação , indica um problema mais difuso, tal como uma doença inflamatória (linfadenite cervical ou artrite reumatóide)5) A criança gira voluntariamente e ativamente o queixo de um lado para o outro? Existe um torcicolo alternado?- Essa condição sugere  tumor na medula espinhal ou do cérebro (fossa posterior).
Exame FísicoDeverá se metódico e completoNÃO COMECE O EXAME TORCENDO OU ESTICANDO O PESCOÇO. Hiperextensão do joelho e quadril é anormal  sugestivo de displasia do quadrilReexamine os quadris das crianças Portadoras de torcicolo muscular congênito na sexta semana, aos 3 e 6 meses e com 1 ano para descartar qualquer luxação ou subluxação do desenvolvimento pós natal
TratamentoNa criança o tratamento consiste em exercícios passivos para estirar o músculo esternocleidomastóideo retraído.Esses exercícios são feitos pelos pais após a instrução adequada.
ExercícioAplique contração segurando o ombro ipsilateral e o peito com uma das mãos e inclinando a cabeça lateralmente com a outra para longe do músculo contraídoMantenha o músculo esticado e conte até 10Os exercícios devem ser executados de 20 a 30 vezes em cada sessão , quatro a seis vezes ao dia
Tratamento cirúrgicoNa criança entre os 12 e 18 meses e acima dessa idade, é pouco provável que a manipulação possa alongar o cordão fibroso que substitui o músculo esternocleidomastóideo.Recomenda-se a divisão cirúrgica desse músculo, particularmente quando a restrição de amplitude de rotação do pescoço é maior que 30 graus e existe uma deformidade facial.Realiza-se a liberação distal do músculo em questão por meio de excisão parcial da inserção clavicular e prolongamento em Z da inserção do esterno.
HALUX VALGO
DefiniçãoHeuter (1871) introduziu o termo háluxvalgo e descreveu o desvio lateral do grande dedo que se distancia do eixo mediano do corpo.Os aspectos anatomopatológicos e etiológicos são extremamente variáveis, o que dificulta um conceito universal, e portanto a designação inicial representa um conceito genérico , que engloba múltiplas variantes.
A morfologia do háluxvalgo evidencia o desvio medial do primeiro metatarsal, a saliência interna da articulação metatarsofalângica e o desvio lateral do primeiro dedo.
EtiologiaVários fatores que produzem ou predispõem ao aparecimento do háluxvalgo são descritos.O uso de calçados inadequados tem sido considerado a principal causaA posição em varo do 1 metatarsiano, que é normal até 12 graus seria outro fator etiológico.
Fatores intrínsecosPé plano valgoHipermobilidade da primeira articulação metatarsocuneiforme
Forma inclinada ou convexa da primeira articulação metatarsocuneiforme.Esquema e radiografia da forma plana (estável)Forma convexa (instável)Forma inclinada (instável)
Forma da superfície articular distal do primeiro metatarsal(cabeça)Orientação da superfície articular distal do primeiro metatarsal (ângulo articular metatarsal distal)Superfície articular redonda (instável)Superfície articular em forma de V (estável)Forma plana (estável)
Relação entre as superfícies articulares da articulação metatarsofalângica do hálux (congruência articular)Primeiro metatarsal curto ou em varo1 metatarsal curto e em varo que conduz     o valgismo do háluxEsquema articulação congruenteRx articulação congruenteArticulação não congruente
Fórmula digitalFlacidez ligamentar
Inclinação da articulação interfalângica do hálux
Quadro clínicoValorizar a presença de dorAcometimento da funçãoGrau do desvio do alinhamentoOs sinais e sintomas são explicitados em uma escala numérica elaborada por Kitaoka e colaboradores.Anamnese : antecedentes familiares,avaliação detalhada em relação a dor, questionamentos sobre limitações da atividades,desconforto com realação ao tipo de calçado etc...Dor geralmente relatada na face interna da articulação metatarsofalângica do hálux que se intensifica com a deambulação e com utilização de calçados inadequados.

Síndrome do compartimento3

  • 1.
    Acadêmica: MarcellaReis GoulartSíndrome do compartimento
  • 2.
    Compartimentos anatômicos: Sãoespaços bem delimitados existentes no aparelho locomotor, cujas paredes são formadas por ossos e estruturas osteofasciais , que são elementos relativamente inelásticos.A síndrome do compartimento se desenvolve quando há aumento da pressão no espaço compartimental, de modo a comprometer a perfusão tissular e colocar em risco a viabilidade das estruturas aí existentes.
  • 4.
    A pressão intracompartimentalpode ser aumentada por:Causas internas : Edema , Hemorragia
  • 5.
    Causas extrínseca: Enfaixamento,aparelho gessado, pressão sobre o membro.Contratura isquêmica de Volkmann:Sequela clássica da síndrome do compartimento
  • 6.
    Resulta na perdacompleta da musculatura afetada, sendo esta substituída por tecido cicatricial,que, retraído, produz deformidade distais.
  • 7.
    Lesão em maiorou menor grau do nervo,levando a déficits sensitivos e motores, que podem afetar outros musculos não integrantes do compartimento.Fig. - Mostra uma contratura isquêmica de Volkmann de músculos do antebraço numa criança de 6 anos pós redução de fratura supracondiliana do úmero a criança apresentou dor intensa no antebraço.
  • 8.
    Síndrome do compartimentoAguda Desenvolve-se quando a pressão intracompartimental excede a pressão arterial capilar por um período prolongado.
  • 9.
    Causada com maisfrequência por traumatismo, lesão arterial e compressão extrínseca ( aparelho gessado, garrote, pressão postural sobre o membro , etc..) e demanda tratamento de urgência.Crônica ou recidivanteSintomatologia mais discreta
  • 10.
  • 11.
    Eventualmente síndrome crônicapode se transformar em um episódio agudo.Etiologia e FisiopatologiaEm função das fronteiras miofasciais , a síndrome do compartimento é mais frequente nas extremidades superiores e inferiores.Extremidades inferiores associado a fratura da tíbia.Extremidades superiores associado a fratura do antebraço.Historicamente foram propostos inúmeros mecanismos para patogênese ( obstrução venosa, espasmos, obstrução arterial)Atualmente um único mecanismo : Elevação da pressão intracompartimental em níveis suficientes para comprometer a microcirculação dos tecidos.
  • 13.
    SintomatologiaQuadro clínico variaconforme a fase do processo compressivo e pode englobar desde queixas leves até situações dramáticas.Dor referida no local do compartimento afetado que não melhora com a imobilização do membro.Dor crescente , caráter pulsátil, causando um estado de intranquilidade que leva o paciente a queixar-se de forma constante
  • 14.
    A dor podeestar abrandada ou ausente quando há lesão de nervo associada ou quando o paciente faz uso de narcóticos , entorpecentes ou analgésicos fortes ou está sob ação de anestesia ( p. ex., sob uso de cateter peridural)A palpação:Região do compartimento apresenta-se tensa.Pele pode estar brilhante e quente com aparência de celulite.Alteração da coloração cutânea ( escurecimento , palidez)Paresia de extremidades Casos tardios manifestam flictenas
  • 15.
    Os clássicos seisPsPain.Pressure.Pulso.Paraesthesia.Paresia.Pink color.Não devem ser utilizados para fazer diagnóstico precoce da síndrome do compartimento, pois só aparecem tardiamente, quando as alterações são irreversíveis e as sequelas inevitáveis.
  • 16.
    DiagnósticoClínicoPaciente que apresentaqueixas de dor crescente no membro acometido, principalmente se tiver sofrido traumas, imobilização ou cirurgia. Diagnóstico diferencial:Trombose venosa , afecções arteriais, obstrutivas ou semi obstrutivas ,que,também ocasionando isquemia podem produzir clínica semelhante.
  • 17.
    Diagnóstico clínico torna-semais difícil nos indivíduos com perda da consciência , sob anestesia ou crianças . Nessas circunstâncias , a medida da pressão intracompartimental é útil sendo recomendado o monitoramento profilático em caso de risco.Medida da pressão intracompartimental
  • 18.
    TratamentoEvitar analgésicos quepossam mascarar a dorManter a extremidade na altura do coração , não sendo recomendável elevá-la ou abaixá-la.A elevação juntamente com o uso de anticoagulente está indicada quando é feito o diagnóstico de outra condição: a phlegmasiacelureadolens . Por isso diagnóstico diferencia é importante e pode ser necessário a avaliação do cirurgião vascular.
  • 19.
    Síndrome aguda docompartimentoFasciotomiadescompressiva de urgência Permite a expansão dos tecidos, a normalização da pressão e, como consequência , a reperfusão
  • 22.
    PrevençãoEvitar situações quepredisponham a compressão tais como:
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  • 25.
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    Uso prolongado dogarrote operatórioPé torto congênito
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    ANATOMIA DO PÉOpé humano é 26 ossos assim distribuídos:
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    7 ossos dotarso(tálus,calcâneo,navicular cubóide e os três cuneiformes)
  • 29.
    5 ossos dometatarso
  • 30.
    14 falanges (trêspara cada um dos dedos, exceto para o hálux, que tem apenas duas).DefiniçãoO pé torto congênito (PTC) é uma deformidade complexa que compromete as estruturas ósseas e partes moles caracterizada, clinicamente,por equino do retropé,varo do calcâneo, adução e supinação do médio e antepé e cavo.
  • 32.
    Incidência 1:1000 nascidosvivosBilateral em 50% dos casosMais frequente sexo masculino 2:1Etiologia:Desconhecida
  • 33.
    Incidência aumenta emocorrência de casos familiares, sugerindo influência ou determinação genética.Na anatomia patológica, praticamente todas as estruturas do pé apresentam anormalidade, mas as principais estão no retropé.A deformidade óssea mais importante ocorre no tálus, que apresenta a extremidade anterior desviada medial e plantar, o colo encurtado e o corpo pequeno.Os ligamentos são espessados e os músculos hipoplásicos.
  • 34.
    DiagnósticoO diagnóstico dopé torto congênito é evidente, observando-se as deformidade referidas: Pé equino varo, cavo,aduto e supino.O grau de deformidade e flexibilidade é variável.Além das deformidades características do PTC , observam-se uma atrofia da perna e um tamanho menor do pé.
  • 35.
    ClassificaçãoClassifica-se o pétorto em:PosturalIdiopático ou verdadeiroTeratológico
  • 36.
    PTC postural éflexível e corrigido com manipulação ou necessita somente de algumas trocas de gesso para obter a correção das deformidades.PTC Idiopático ou verdadeiro, a deformidade é mais acentuada e pouco flexível.PTC teratológico caracteriza-se pela rigidez, associação a síndromes, dificuldade de correção e altas taxas de recidiva
  • 37.
    RadiografiaA radiografia avaliaos ossos do pé, mas o exame é de pouca importância porque se encontram poucos ossos ossificados e não aparecem bem na radiografia.Deve-se avaliar o ângulo entre o eixo longitudinal do tálus e do calcâneo que se encontra diminuído ( ângulo de Kite)
  • 38.
    >Ângulo de Kite maior o varismo< Ângulo de Kite maior o valgismo
  • 40.
    TratamentoO objetivo dotratamento é um pé Plantígrado , indolor, flexível, com boa força muscular e que permita o uso de calçado comum.O tratamento é iniciado o mais precocemente possível , por meio de manipulação e trocas de gesso.Caso não se obtenha um resultado satisfatório, indica-se o tratamento cirúrgico.
  • 41.
    Os métodos demanipulação para corrigir a deformidade e a imobilização com trocas seriadas de gesso mais conhecidos são de Kite e Ponseti.
  • 44.
    O tratamento cirúrgicoé indicado após 9 meses, e é realizado uma liberação das estruturas mediais e posterolaterais do pé, com a correção da deformidade e fixação da articulação talonavicular e subtalar.Em crianças com mais de 4 anos e deformidades rígidas pode-se usar a talectomia.
  • 46.
    Deformidades graves emcrianças acima de 10 anos podem ser corrigidas com fixador externo de Ilizarov ou com artrodese tríplice.
  • 47.
    As complicações descritassão :Recidiva da deformidade. Pé “em mata-borrão”.HipercorreçãoRigidezFraqueza muscularJoanete dorsal
  • 48.
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    DefiniçãoDeformidade assimétrica envolvendoa cabeça e o pescoço.A contratura unilateral do músculo esternocleidomastóideo provoca a inclinação da cabeça no sentido do lado envolvido e a rotação do queixo em direção ao ombro do lado oposto
  • 50.
    Deformidade mais comumnas meninasLado direito envolvido em 75% dos casosUma em cada 5 crianças (20%) com torcicolo muscular congênito desenvolve displasia do quadril.A condição não é genética sendo comum a ausência de história familiar.
  • 51.
    EtiologiaEsta deformidade édevida a fibrose do músculo esternocleidomastóideo , que se contrai e encurta.A causa exata dessa fibrose muscular nesta deformidade congênita ainda não foi determinada.O torcicolo muscular congênito não é causado por traumatismo de parto.A evidência clínica e científica indica que esta deformidade é mais provavelmente, o resultado de uma oclusão venosa resultante de mau posicionamento intra-uterino e síndrome compartimental.
  • 52.
    Quadro clínicoCabeça inclinadaem direção ao músculo contraídoQueixo voltado para o ombro contralateralSe manifesta no parto ou pode se desenvolver no início do período neonatal por volta da segunda ou terceira semanas de vida.A inclinação lateral da cabeça para o lado oposto e a rotação do queixo para o lado envolvido são situações restritas.
  • 53.
    1 mês devida Palpação do músculo esternocleidomastoideo envolvido evidencia uma tumefação fusiforme (ou “tumor”)nas cabeças da clavícula e do esterno.
  • 54.
    Trata-se de umamassa insensível , inicialmente semimole que depois se torna enrijecida
  • 55.
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    O musculoesternocleidomastóideo afetadose apresenta contraído, em forma de cordão e encurtado.
  • 57.
    Caso o torcicolonão seja tratado,as deformidades secundárias da face e da cabeça se desenvolvem durante o primeiro ano de vida.Do lado do músculo contraído a face torna-se achatadaA face e o crânio ipsilaterais se achatam devido devido ao remodelamento para a acomodação na camaAssimetria da face aumenta com o crescimento do esqueletoOlhos e orelhas ficam desniveladosPode ocorrer o desenvolvimento gradual de uma escoliose cervicotorácica com concavidade no sentido do lado afetado.
  • 58.
    DiagnósticoAo elaborar ahistória de uma criança com torcicolo elaborar as seguintes perguntas específicas:1) A ordem do nascimento – o torcicolo é mais comum no primeiro filho2)A apresentação do parto- ele é mais frequente nos partos fórceps e com apresentação de nádegas3) Houve quaisquer lesões ou evidência de traumatismo? A clavícula foi fraturada por compressão dos ombros durante o parto difícil? Quando isso ocorre a tensão sobre o músculo esternocleidomastóideo inclina a cabeça em direção ao lado afetado e gira o queixo para o lado oposto. No RN é comum diagnosticar incorretamente uma fratura de clavícula com torcicolo muscular congênito.
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    4) A cabeçase apresenta inclinada sem deformidade de rotação? - A simples inclinação da cabeça sem rotação , indica um problema mais difuso, tal como uma doença inflamatória (linfadenite cervical ou artrite reumatóide)5) A criança gira voluntariamente e ativamente o queixo de um lado para o outro? Existe um torcicolo alternado?- Essa condição sugere tumor na medula espinhal ou do cérebro (fossa posterior).
  • 60.
    Exame FísicoDeverá semetódico e completoNÃO COMECE O EXAME TORCENDO OU ESTICANDO O PESCOÇO. Hiperextensão do joelho e quadril é anormal sugestivo de displasia do quadrilReexamine os quadris das crianças Portadoras de torcicolo muscular congênito na sexta semana, aos 3 e 6 meses e com 1 ano para descartar qualquer luxação ou subluxação do desenvolvimento pós natal
  • 61.
    TratamentoNa criança otratamento consiste em exercícios passivos para estirar o músculo esternocleidomastóideo retraído.Esses exercícios são feitos pelos pais após a instrução adequada.
  • 62.
    ExercícioAplique contração segurandoo ombro ipsilateral e o peito com uma das mãos e inclinando a cabeça lateralmente com a outra para longe do músculo contraídoMantenha o músculo esticado e conte até 10Os exercícios devem ser executados de 20 a 30 vezes em cada sessão , quatro a seis vezes ao dia
  • 63.
    Tratamento cirúrgicoNa criançaentre os 12 e 18 meses e acima dessa idade, é pouco provável que a manipulação possa alongar o cordão fibroso que substitui o músculo esternocleidomastóideo.Recomenda-se a divisão cirúrgica desse músculo, particularmente quando a restrição de amplitude de rotação do pescoço é maior que 30 graus e existe uma deformidade facial.Realiza-se a liberação distal do músculo em questão por meio de excisão parcial da inserção clavicular e prolongamento em Z da inserção do esterno.
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  • 66.
    DefiniçãoHeuter (1871) introduziuo termo háluxvalgo e descreveu o desvio lateral do grande dedo que se distancia do eixo mediano do corpo.Os aspectos anatomopatológicos e etiológicos são extremamente variáveis, o que dificulta um conceito universal, e portanto a designação inicial representa um conceito genérico , que engloba múltiplas variantes.
  • 67.
    A morfologia doháluxvalgo evidencia o desvio medial do primeiro metatarsal, a saliência interna da articulação metatarsofalângica e o desvio lateral do primeiro dedo.
  • 68.
    EtiologiaVários fatores queproduzem ou predispõem ao aparecimento do háluxvalgo são descritos.O uso de calçados inadequados tem sido considerado a principal causaA posição em varo do 1 metatarsiano, que é normal até 12 graus seria outro fator etiológico.
  • 69.
    Fatores intrínsecosPé planovalgoHipermobilidade da primeira articulação metatarsocuneiforme
  • 70.
    Forma inclinada ouconvexa da primeira articulação metatarsocuneiforme.Esquema e radiografia da forma plana (estável)Forma convexa (instável)Forma inclinada (instável)
  • 71.
    Forma da superfíciearticular distal do primeiro metatarsal(cabeça)Orientação da superfície articular distal do primeiro metatarsal (ângulo articular metatarsal distal)Superfície articular redonda (instável)Superfície articular em forma de V (estável)Forma plana (estável)
  • 72.
    Relação entre assuperfícies articulares da articulação metatarsofalângica do hálux (congruência articular)Primeiro metatarsal curto ou em varo1 metatarsal curto e em varo que conduz o valgismo do háluxEsquema articulação congruenteRx articulação congruenteArticulação não congruente
  • 73.
  • 74.
    Inclinação da articulaçãointerfalângica do hálux
  • 75.
    Quadro clínicoValorizar apresença de dorAcometimento da funçãoGrau do desvio do alinhamentoOs sinais e sintomas são explicitados em uma escala numérica elaborada por Kitaoka e colaboradores.Anamnese : antecedentes familiares,avaliação detalhada em relação a dor, questionamentos sobre limitações da atividades,desconforto com realação ao tipo de calçado etc...Dor geralmente relatada na face interna da articulação metatarsofalângica do hálux que se intensifica com a deambulação e com utilização de calçados inadequados.