Monografia Luciene Matemática 2011

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Matemática 2011

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Monografia Luciene Matemática 2011

  1. 1. 0 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII COLEGIADO DE MATEMÁTICA CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM CIÊNCIAS COM HABILITAÇÃO EM MATEMÁTICA LUCIENE DE SOUZA WANDERLEY INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIENCIA VISUAL MEDIADA POR TECNOLOGIAS DE INFORMÁTICA NOENSINO SUPERIOR DE MATEMÁTICA NA UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – CAMPUS VII Senhor do Bonfim – Bahia Março – 2011
  2. 2. 1 LUCIENE DE SOUZA WANDERLEY INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIENCIA VISUAL MEDIADA POR TECNOLOGIAS DE INFORMÁTICA NOENSINO SUPERIOR DE MATEMÁTICA NA UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – CAMPUS VII Trabalho monográfico de Conclusão de Curso apresentado como requisito para a obtenção do grau de Licenciatura Plena em Matemática com habilitação em Docência do Departamento de Educação Campus VII- Senhor do Bonfim, Universidade do Estado da Bahia – UNEB. Orientador: Ricardo Amorim Senhor do Bonfim – Bahia Março – 2011
  3. 3. 2 LUCIENE DE SOUZA WANDERLEY INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIENCIA VISUAL MEDIADA POR TECNOLOGIAS DE INFORMÁTICA NO ENSINO SUPERIOR DE MATEMÁTICA NA UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – CAMPUS VIITrabalho monográfico de Conclusão de Curso apresentado como requisito paraobtenção do grau de Licenciatura Plena em Matemática com habilitação emDocência do Departamento de Educação Campus VII - Senhor do Bonfim,Universidade do Estado da Bahia – UNEB. Monografia Aprovada em: ____/ / _ BANCA EXAMINADORA _________________________________________________________ Orientador: Prof. Dr. Ricardo Amorim ___________________________________________________________ Examinador: Prof. MSc. Ozelito Souza Cruz Examinadora: Profª. Esp. Lílian Teixeira Senhor do Bonfim – Bahia Março – 2011
  4. 4. 3Dedico este trabalho a Deus, Salvador e Senhor daminha vida, aos meus pais, meus irmãos, esposo efilhos que são pessoas especiais apoiando-me paraque essa pesquisa se tornasse realidade.
  5. 5. 4 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus, por ter me dado toda a sabedoria e saúde. Aos meus paispor terem me dado todo o apoio para que eu conseguisse alcançar todos os meusobjetivos, e por terem contribuído com tanto amor para o meu crescimento pessoal eemocional. Aos meus filhos Carlos Wagner de Souza Wanderley e Karine Lorena deSouza Wanderley. Ao meu esposo Carlos Henrique Dias Wanderley, pelacompreensão e apoio durante toda essa jornada em que precisei ausentar-me, nãopodendo dar atenção necessária como mãe e esposa. Agradeço também, a todos os professores em especial ao meu orientadorRicardo Amorim por ter me ajudado neste trabalho e a todos professores do Cursode Matemática. E a todos, em geral, que me ajudaram direta ou indiretamente nessalonga e difícil caminhada.
  6. 6. 5Para realizar grandes conquistas, devemosnão apenas agir, mas também sonhar; nãoapenas planejar, mas também acreditar. Anatole Franc
  7. 7. 6 RESUMO O presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de conhecer formas deutilizar tecnologias de informática para mediar a inclusão de pessoas com deficiênciavisual em classes do Ensino Superior de Matemática. Os objetivos específicosforam: definir deficiência visual e inclusão sócio cultural; refletir sobre programaseducativos com a intenção de qualificar professores que lidam com deficientesvisuais; saber quais as dificuldades existentes na adaptação de salas de aula paradeficientes visuais; identificar no Campus VII, possibilidades de adaptações da salade aula voltadas ao curso; propor um modelo de sala de aula que permita a inclusãode pessoas com necessidades especiais para aulas de matemática. Utilizou-se naFundamentação Teórica os seguintes autores: Silva(1986) Brasil (1994); Fonseca(1995); Jannuzzi (1997); Bonetti(1998); Gil(2000); Girão (2002); Brumer (2004);UNESCO (1994);Cerqueira; Mantoan (2006); Creswel (2007); Haiduk e Alcântara(2007);Moreira & Caleffe (2008); Nunes e Lamônico (2010); Pereira (2010); Pinheiroet al(2003). A metodologia utilizada compreende a quantitativa e a qualitativa,utilizando-se como instrumento de investigação, variáveis metodológicas utilizadaspelos professores em sala de aula no Curso de Matemática da Universidade doEstado da Bahia - Campus VII. Os resultados mostram que a inclusão de deficientesvisuais no Ensino Superior de Matemática, ainda não é realidade no Campus VII,pois ainda não há salas adaptadas para esse fim. A adaptação pode se tornarrealidade quando essa instituição disponibilizar de recursos adequados e atuaiscomo os softwares específicos.Palavras-chave: Deficiente Visual. Adaptação. Sala de aula. Inclusão.
  8. 8. 7 SUMÁRIOINTRODUÇÃO ......................................................................................................... 09CAPÍTULO I ..............................................................................................................111 – Contextualização do Tema ...............................................................................11CAPÍTULO II .............................................................................................................172 - Fundamentação Teórica ...................................................................................172.1 - Definindo educação especial ........................................................................172.2 - Inclusões visual e sócio cultural .................................................................. 192.2.1 - Deficiente visual e ensino superior ........................................................... 232.2.2- Conceituando deficiência................................................................ 25 isual v2.3 - Programas com intenção de qualificar professores que lidam comdeficientes visuais .................................................................................................. 252.4 - Adaptações de sala de aula para deficientes visuais................................. 27CAPÍTULO III ......................................................................................................... 32METODOLOGIA ...................................................................................................... 323.1 - Área de Estudo ............................................................................................... 333.2 - Caracterização da Pesquisa .......................................................................... 333.3 - Populações/ Sujeito........................................................................................ 333.4 - Instrumento de Pesquisa ............................................................................... 33CAPÍTULO IV............................................................................................................ 34Interpretação dos resultados ................................................................................ 34CAPÍTULO V ............................................................................................................ 37
  9. 9. 8Proposta para uma possível sala adaptada no Campus VII ………………......... 375.1 – Categorias metodológicas para deficientes visuais ..................................375.1.1 - Oralidade ..................................................................................................... 385.1.2 - Leitura e Escrita........................................................................................... 385.1.3 - Programas de softwares............................................................................. 395.2 - Modelo de sala de aula adaptada ................................................................. 40CONSIDERAÇÕES FIANIS ................................................................................... 43REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 45ANEXO 1:.................................................................................................................. 49Questionário: Prática Didática de Matemática no Campus VII: VariáveisMetodológicas ........................................................................................................ 50
  10. 10. 9 INTRODUÇÃO A inclusão de pessoas com deficiência visual no Ensino Superior dematemática tem o objetivo principal de conceder oportunidades àqueles que nãoencontram facilidade de acesso nas Universidades do país, pois os obstáculos sãoencontrados desde o acesso (locomoção), até a chegada na sala de aula, nãoencontrando recursos adequados e professores capacitados para atendê-los. Com base em tais afirmações a pesquisa foi realizada com o objetivo deidentificar possível forma de inclusão de pessoas com deficiência visual em classesdo Ensino Superior de Matemática com suporte de tecnologias de informática.Sendo necessário conhecer sobre deficiência visual; refletir sobre programaseducativos com a intenção de qualificar professores que lidam com deficientesvisuais; identificar no Campus VII possibilidades de adaptações de salas de aulaspara deficientes visuais e propor no Campus VII um modelo de sala que permita ainclusão de pessoas com déficit de atenção para aulas de matemática. No sentido de melhor entender a pesquisa aqui realizada, a mesma foiestruturada em quatro capítulos, apresentados a seguir: O Primeiro Capítulo mostra como a inclusão de pessoas com deficiência eravista em épocas passadas e como é atualmente com a inclusão de pessoas comnecessidades especiais na rede regular de ensino, especificamente os deficientesvisuais. São descritos também a questão da pesquisa, os objetivos, justificativa, bemcomo a relevância social e científica. No Segundo Capitulo têm-se os conceitos – chave, apontando a direção dapesquisa compreendendo a definição de educação especial, o conceito de inclusõesvisuais e sócio cultural, programa com intenção de qualificar os profissionais quelidam com deficientes visuais e adaptação de sala de aula para deficientes visuais. O Terceiro Capítulo faz a descrição como a pesquisa foi desenvolvida,mostrando a metodologia utilizada, bem como o tipos de abordagens, no sentido dealcançar os objetivos propostos. No Quarto Capitulo mostra uma proposta para possível sala adaptada noCampus VII - UNEB e as categorias metodologias próprias para os deficientes
  11. 11. 10visuais, além dos programas de softwares específicos para os deficientes visuais. O Quinto Capítulo trata sobre a interpretação dos resultados da pesquisa decampo, cujo objetivo é identificar as necessidades de tecnologias assistivas paradeficientes visuais. Nesse sentido, o resultado dessa pesquisa, pode contribuir para quepesquisadores interessados nesse tema tirem dúvidas sobre a possibilidade deincluir no Ensino Superior da Matemática, salas adaptadas para atender as pessoascom deficiência visual. Nas considerações finais mostra os resultados da pesquisa, verificando se osobjetivos propostos foram alcançados, se a proposta da adaptação pode se tornarrealidade na instituição de ensino através de recursos adequados e atuais como ossoftwares específicos.
  12. 12. 11 CAPITULO I1 – CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA O considerável número de pessoas portadoras de deficiência que estudam ecujo potencial não vem sendo aproveitado em beneficio do país é enorme e degrande peso como justificativa para uma pesquisa sobre a forma de inserção destaspessoas na vida social, principalmente no espaço acadêmico. Como bem destaca, Pereira (2009): Não basta decretar a integração do aluno deficiente visual, misturá-lo com outros alunos e um professor para que sua integração escolar se consiga, nem tão pouco se garanta o desenvolvimento das suas capacidades/aprendizagem; não nos parece sensato olhar para o professore ver na sua literatura uma formação do tipo ¨ pau para toda colher ¨ nem esperar que cada professor, por motivação intrínseca ,busca entre os paus de sua formação, a ¨ colher ¨ que há em si! ...Mas também não queiramos que, por cada aluno portador de deficiência que chega à escola, seja admitido um rol de professores ¨bem preparados ¨ para as diferentes disciplinas. (PEREIRA, 2009, p.2). O termo Inclusão Escolar tem sido utilizado no âmbito das políticas públicasem educação, especialmente desde a década de 1990, para caracterizar umenfoque em educação especial, distinto do enfoque denominado Integração.Verificando que o destaque recaia sobre a adaptação da pessoa com deficiênciapara a sua reestruturação do sistema educacional, no sentido de atender todos osalunos, mas nem sempre isso ocorre em todos os cantos do país, apesar deprogramas feitos para esse fim. De acordo com Silva (1986), em Roma, os cegos, surdos, deficientes mentais,deficientes físicos e outros tipos de pessoas nascidas com mal formações eramvinculados às casas comerciais, as tavernas, a bordeis, bem como a atividades doscircos romanos, para serviços simples e às vezes humilhantes, costume esse que foiadotado por muitos séculos na História da humanidade. Em 1994, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciências eCultura – UNESCO, promoveu a Conferencia Mundial sobre a NecessidadesEducacionais Especiais, da qual participaram noventa e dois países, entre os quais,o Brasil. Desse evento, ocorreu a elaboração da Declaração de Salamanca querecomendou: o princípio de inclusão e o consequente reconhecimento danecessidade dos ¨ sujeitos especiais ¨ serem aceitos em escolas regulares; a
  13. 13. 12recomendação da gestão eficiente, que atenda aos princípios de eficácia e deeficiência. (UNESCO, 1994). E Januzzi (1997), afirma que nas primeiras décadas do século XX, houve noBrasil um período caracterizado pela vertente médico-pedagógico. Essa visãoperdeu até meados do século XX, quando se priorizou o modelo clinico e ainstitucionalização, enquanto no atendimento educacional predominava asegregação. Sobre a integração e o combate a exclusão, a UNESCO (1994), afirma que: A inclusão e a participação são essenciais à dignidade e o desfrute e exercício dos direitos humanos. No campo da educação, estas concepções refletem-se no desenvolvimento de estratégias que procuram alcançar uma genuína igualdade de oportunidades. A experiência em muitos países demonstra a integração de crianças e jovens com necessidades educativas especiais é atingida mais plenamente nas escolas inclusivas que atendem todas as crianças da respectiva comunidade. É nesse contexto que os que têm necessidades educativas especiais podem conseguir maior progresso educativo e maior integração social. (UNESCO, 1994, p.18). Segundo Haiduke e Alcântara (2007), o governo brasileiro, através doMinistério da Educação e das Secretarias Estaduais de Educação, apesar de iniciarsomente em 1999, vem realizando mudanças nos currículos escolares, incentivandoos professores a repensarem suas funções de educadores, de modo que estesaceitem, com mais naturalidade, a presença em suas salas de aula de alunosportadores de necessidades educativas especiais. Aautora, afirma ainda que o direito ao estudo é fator de inclusão social, devendogarantir ao individuo com deficiência, pois exercendo esse direto ele precisará, emmuitas ocasiões, utilizar os serviços de apoio que a tecnologia assistiva pode lheproporcionar, sabendo que a inclusão escolar é fator preponderante dentro de umavisão de inclusão social e deve ser garantia pela sociedade. Em contrapartida,segundo Gil (2000), as condições do deficiente no Brasil ainda predomina umaconcepção assistencialista, permeada de barreiras sociais. Para a autora, na maioriadas vezes, o portador de deficiência e sua família se sentem isolados, impotentes, àespera de instituições, serviços médicos ou profissionais que possammiraculosamente curar ou ¨ consertar ¨a deficiência e muitas famílias prolongamseus momentos de angustia, ansiedade, conflitos, negação, sublimação, frustração eaté mesmo desesperança por não dispor de informações e não encontrarinterlocutores para discutir sua problemática e para se identificar.
  14. 14. 13 Sobre a deficiência visual,Nunes e Lemônaco (2010) afirmam que muitos professores volta e meia tem baixaexpectativa quanto à aprendizagem do aluno. Isso se deve à visão equivocada sobreda ¨ pouca¨ capacidade de aprendizagem do aluno cego prejudicando-o muito, umavez que tende a minimizar as propostas pedagógicas do professor. Para osautores, outro ponto negativo quanto à educação do cego é a possibilidade doprofessor, por falta de preparo, adotar procedimentos educacionais, tendo comoparâmetros as formas de aprender do ¨vidente¨, significando a recusa total doprofessor de encarar e perceber suas possibilidades e limitações. É bem verdade que os alunos comdeficiência visual precisam de materiais adequados como afirma Nunes e Lemônaco(2010): O aluno cego, em sua vida escolar, necessita de materiais adaptados que sejam adequados ao conhecimento tátil sinestésico, auditivo, olfativo e gustativo - em especial materiais gráficos tateáveis e o Braille. A adequação de materiais tem o objetivo de garantir o acesso às mesmas informações que as outras crianças têm para a criança cega não esteja em desvantagem em relação aos seus pares. (NUNES e LEMÔNICO, 2010, p.60). Há também os obstáculos encontrados pelos alunos com necessidadesespaciais no meio acadêmico, destacando-se a inadequação de recursos e doconhecimento dos profissionais da educação com relação aos processos de ensinoe aprendizagem. Vendo que, ao iniciar a vida acadêmica os estudantes comnecessidades especiais são colocados frente a frente com outros desafios, os quaisrequerem deles competências e habilidades que podem vir a ser trabalhadas deforma mais adequada (Pastore, 2000 citado por Haiduke e Alcântara, 2007) A educação de alunos com necessidades educativas especiais incorpora os princípios já comprovados de uma pedagogia saudável da qual todas as crianças podem beneficiar, assumindo eu as diferenças humanas são normais e que a aprendiz agem pode ser adaptada às necessidades da criança, em vez de ser esta adaptar a concepções predeterminadas, relativamente ao ritmo e à natureza do processo educativo. (UNESCO, 1994, p.15). Em nível de sala de aula, de acordo com o PCN (1998), as medidasadaptadas deste nível são realizadas pelo professor e destinam-se, à programaçãodas atividades da sala de aula. Os procedimentos de adaptação curricular destinadaá classe devem constar na programação de aula do professor e podem serexemplificadas nos seguintes exemplos ilustrativos: relação professor/aluno entrecolegas; relações sociais e o processo de ensino e aprendizagem; organização do
  15. 15. 14espaço e dos aspectos físicos da sala de aula; seleção, a adaptação e a utilizaçãodos recursos materiais; organização dos serviços de apoio ao aluno; atividades devárias formas e os objetivos adaptados de modo individual e grupal na sala de aula. Na inclusão do deficiente visual, os alunos precisam ser orientados por umprofessor especializado, mas não precisa necessário colocá-lo em uma escolaespecializada, mas receber o apoio de professor especializado para assegurar asatisfação das suas necessidades, até o momento que isso for preciso. (Nunes eLemônaco, 2010). Como se sabe, os deficientes passam por muitas dificuldades quanto àlocomoção, e quando se trata de pessoas com deficiência visual, vê-se que asituação irreversível de diminuição da resposta visual, em virtude de causascognitivas ou hereditárias é uma situação. A respeito da aprendizagem Matemática, Gil (2000) afirma que: O aluno com deficiência visual tem as mesmas condições de um vidente para aprender Matemática, acompanhando idênticos conteúdos. No entanto, se faz necessário adaptar as representações gráficas e os recursos didáticos. Com frequência, ao criar recursos didáticos especiais para o aprendizado de alunos com necessidades especiais, o professor acaba beneficiando a classe, pois recorre a materiais concretos, facilitando pra todos a compreensão dos conceitos (GIL,2000,p.24). Partindo de tal situação é necessário saber como se dá a inclusão de pessoasportadoras de deficiência visual no ensino Superior de Matemática, quando adificuldade está localizada nas adaptações dentro da sala de aula e na locomoçãodesse deficiente até a Instituição de Ensino. Para Bonetti (1998) as instituições sociais buscam espaço para o exercício daconstatação de ordem dominante, propondo sua superação. A escola, comoinstituição social, é sempre lembrada como uma instituição encarregada dapromoção da inclusão ou da diminuição da exclusão social, pois têm seu cotidianopermeado pelas mesmas práticas, conflitos e teses presentes na sociedade emgeral. Como bem submetem Nunes e Lemônico (2010). O habito de escrever a matéria na lousa como único recurso deve sofrer adaptações quando há um aluno cego em sala de aula. Não é possível ao professor simplesmente dizer para si e para os outros que esse é o seu jeito e que não pode mudar para não prejudicar os outros alunos. Esse tipo de preconceitos que leva o aluno cego à exclusão dentro da lógica da inclusão: ele está em sala de aula, mas as barreiras atitudinais não estão favorecendo seu aprendizado. (NENES e LEMÔNICO, 2010, p.61).
  16. 16. 15 Tal atitude leva-nos a questionar por que os portadores de deficiência visualque estudam em classes do Ensino Superior de Matemática, muitas vezes nãoencontram salas adequadas para o bom desenvolvimento de suas atividadescotidianas, no sentido de colaborar com o processo de ensino aprendizagem, já queexistem políticas públicas direcionadas a esses tipos de necessidades. No que diz respeito ao atendimento educacional especializado, segundoBrasil (2008) tem as funções de identificar, elaborar e organizar recursospedagógicos e de acessibilidade, possibilitando eliminar as barreiras para a plenaparticipação dos alunos, considerando as suas necessidades especificas.Verificando que as atividades desenvolvidas no atendimento educacionalespecializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, nãosendo substitutivas à escolarização, complementando e/ou suplementando aformação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela. De acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS, no mundo 10% dapopulação é composta por deficientes e dentre esses 5% são portadores dedeficiência visual. (Passos e Ferreira, 2010). Frente a tal realidade, percebe-se queno Campus VII, não são identificadas pessoas com deficiência visual, isso acontecepor que as mesmas não se identificam como tal. O que me chamou a atenção foi o fato de que durante toda minha formaçãoacadêmica, tive somente o conhecimento de um aluno com baixa visão no CampusVII, o que me levou a questionar: Por que praticamente não há pessoas com deficiência visual nesta instituiçãose as estatísticas demonstram que há no mundo 5% de pessoas com deficiênciavisual e de que forma as tecnologias de informática ajudariam na inclusão destaspessoas? Com tais considerações, a pesquisa parte da necessidade de identificarformas possíveis de inclusão de pessoas com deficiência visual em classes doEnsino Superior de Matemática, com a mediação de tecnologias de informática. Osobjetivos específicos traçados para o desenvolvimento de tal pesquisa foram osseguintes:  Realizar estudo sobre deficiência visual e inclusão sociocultural;  Refletir sobre programas educativos com a intenção de qualificar professores que lidam com deficientes visuais;
  17. 17. 16 Conhecer quais as dificuldades existentes na adaptação de salas de aula para deficientes visuais; Identificar no Campus VII, possibilidades de adaptações da sala de aula voltadas ao curso; Propor no Campus VII um modelo de sala que permita a inclusão de pessoas com necessidades especiais para aulas de matemática.
  18. 18. 17 CAPITULO II2 - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Para o desenvolvimento desse capítulo serão apresentados alguns conceitossobre o tema em questão com a intenção de melhor compreendê-lo e conhecer arealidade dos deficientes visuais no contexto social.2.1 – DEFININDO EDUCAÇÃO ESPECIAL A educação especial é definida como a parte da Educação que se ocupa doatendimento e da educação de pessoas com deficiência em instituiçõesespecializadas, tais como, a escola para surdos, cegos ou escolas para atenderpessoas com deficiência mental. Ribeiro e Baumel (2003), com a influência do cristianismo as pessoasconsideradas até então deficientes, passaram a ter uma aceitação caritativa, e porserem merecedores de caridade, deveriam receber moradia e alimentação, porémficariam segregados. Dessa nova concepção resultou uma relação de conformismopiedoso, embora as pessoas com deficiência tivessem ganhado mais aceitaçãosocial, ora eram protegidas de Deus, ora consideradas endemoniadas. A respeito dos modelos de tratamento dispensados às pessoas comdeficiência ao longo da história das civilizações, Fonseca (1995), afirma que: Desde a seleção natural, além da seleção dos espartanos – “ eliminaram” as crianças mal formadas ou deficientes, passando pelo conformismo piedoso do cristianismo, até a segregação e marginalização operadas pelos exorcistas” e “esconjuradores” da Idade Média, a perspectiva da deficiência andou sempre ligada a crenças sobrenaturais, demoníacas e supersticiosas. (FONSECA, 1995, p.8). Quanto ao modelo da institucionalização, foi outra forma de tratar as pessoascom deficiência, o qual já havia sido iniciado no final da Antiguidade, aprofundado naIdade Média e se tornou predominante na quase totalidade do modo de produçãocapitalista, principalmente em relação àquelas pertencentes às classes exploradasda sociedade da época. No Brasil, a Educação Especial é a modalidade de ensino que oferece aeducação formal ao educando com deficiência física, mental, auditiva, visual e ainda
  19. 19. 18múltipla dos portadores de condutas típicas (problemas de conduta) e portadores dealtas habilidades (superdotados) através de um conjunto de recursos e de serviçosespeciais e regulares. (Declaração de Salamanca, 1994). De acordo com a Política Nacional de Educação Especial (2007) a educaçãoespecial se organizou a partir do atendimento educacional especializadosubstituindo o ensino comum, evidenciando diferentes concepções, terminologias emodalidades, levando à criação de instituições especializadas, escolas especiais eclasses especiais, determinando formas de atendimento clínico-terapêuticos, quepor meio de diagnósticos, definem as práticas escolares para os alunos comdeficiência. Sobre esse tema, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação – Lei9394/96, no seu Art. 58 afirma o seguinte: Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educando portadores de necessidades especiais. § 1° Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial.§ 2°O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular. (Lei de Diretrizes e Bases da Educação – Lei 9394/96, no seu Art. 58, 1995, p.54). A educação Especial denomina tanto na área do conhecimento, quanto nocampo de atuação profissional. Nisso, de modo geral a Educação Especial lida como processo de ensino e aprendizagem que não tem sido tarefa o sistema de ensinoregular, porém vemos que nas últimas décadas houve avanços, dando atençãoespecial, devido ao movimento de Educação Inclusiva. Desde então, inclui emEducação Especial pessoas com deficiências sensoriais, passando pelo ensino dejovens e adultos, até mesmo o ensino de competências profissionais. A Política Nacional de Educação Especial (2007) afirma que no aspecto daeducação inclusiva, a educação especial integra a proposta pedagógica da escolaregular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais dealunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades(superdotação), articulando com o ensino comum e orientando para o atendimentoàs necessidades educacionais especiais desses alunos. Nesse sentido, educaçãoespecial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunosno processo educacional, atuando de forma mais ampla na escola, orientando naorganização de redes de apoio, na formação continuada, na identificação de
  20. 20. 19recursos e serviços e no desenvolvimento de práticas colaborativas. No que serefere ao atendimento educacional especializado, deve estar localizado,preferencialmente, dentro das escolas comuns de nível básico e superior, comprofessores especializados em alunos com cegueira, surdez e outras deficiências.Sabendo que nas universidades esse atendimento não oferece aulas especializadasde Química, Matemática, etc., a esses alunos, os professores especializados servempara atender às necessidades específicas desses alunos relacionadas às suasdeficiências e não às suas necessidades diante de planos de curso, dos trabalhosacadêmicos que se desenvolvem nas salas de aula. Já no ensino básico ainda écomum que o professor especializado ensine o conteúdo curricular para alunos quetêm dificuldade de aprendizagem escolar, sendo ou não pessoas com deficiência,bastando ou não estarem acompanhando a turma. (Mantoan, 2006). Dessa forma Mantoan (2006) afirma que: O atendimento educacional especializado não trabalha com as áreas curriculares, não trabalha com o que é da escola, ou seja, a Educação Especial, hoje, como modalidade de ensino, desde o básico ao superior, não é especializada no ensino de matérias curriculares para os alunos com deficiência, porque senão teríamos de oferecer um professor de Química especializado em alunos surdos. (MANTOAN, 2006, p.32). Verifica-se que na educação especial o ensino é transversal, os professoresdas disciplinas não são capacitados em atender pessoas com necessidadesespeciais, mas há outros que podem ajudá-los quando um aluno especial necessitade auxílio. A educação especial aponta para a melhoria qualitativa dos aspectosgerais do ensino e da aprendizagem. E dessa forma, a educação inclusiva seria omeio para construir uma escola que se especialize em todos os educandos.2.2 – INCLUSÕES VISUAL E SÓCIO CULTURAL A inclusão de pessoas com necessidades especiais na sociedade é discussãoque merece atenção a cada dia, pois ainda é comum presenciar o preconceitocontra as pessoas que por algum motivo estão - fora do padrão–exigido pelasociedade. Para Diretrizes Nacionais para a Educação Especial (2001) as pessoas comdeficiência são vistas como doentes e incapazes, estando em situação dedesvantagem no imaginário coletivo, sua posição é de alvos de caridade popular ede assistência social, e não de sujeitos de direitos sociais, incluindo a educação.
  21. 21. 20Percebe-se que ainda hoje há dificuldade de aceitação na família e na sociedade,principalmente aqueles portadores de deficiências múltiplas e graves, que naescolarização apresente dificuldades graves de aprendizagem. O Ministério da Educação e Cultura – MEC adotou algumas políticas com aintenção de garantir a inclusão de pessoas com deficiência, como mostra o quadro:QUADRO I: Políticas adotadas pelo MEC para garantir a inclusãoInvestimento em formação docente Oferece cursos para professores que trabalham com educação inclusivaAdequação arquitetônica dos prédios Sistemas de ensino recebem o dobroescolares de recursos do Fundeb para financiar reformas.Salas de recursos O MEC monta salas de apoio pedagógico em todas as escolas com mobiliário, materiais e equipamentos tecnológicosLivros didáticos As obras adquiridas no Programa Nacional do Livro Didático terão de ser produzidas para o formato Mecdaisy, um sistema desenvolvido pela UFRJ, para tornar obras acessíveis Pelo que mostra o quadro acima, o MEC oferece condições para que ainclusão de pessoas com deficiência não seja feita de forma aleatória, mas oferececondições com o objetivo de promover uma educação de qualidade para osportadores de necessidades especiais. No que diz respeito às dificuldades enfrentadas no ensino, há programas dogoverno que lutam em prol da não discriminação e do direito à educação através dainclusão de alunos com necessidades especiais no sistema comum do ensino. Nesse sentido, a Política Nacional de Educação Especial (2007) afirma que: Ao reconhecer que as dificuldades enfrentadas nos sistemas de ensino evidenciam a necessidade de confrontar as práticas discriminatórias e criar alternativas para superá-las, a educação inclusiva assume espaço central no debate a cerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na superação da lógica da exclusão. A partir dos referenciais para a construção de sistemas educacionais inclusivos, a organização de escolas e classes especiais passa a ser repensada, implicando uma mudança estrutural e cultural da escola para que todos os alunos tenham suas especificidades atendidas (Política Nacional de Educação Especial, 2007, p.5).
  22. 22. 21 No que diz respeito às especificidades dos alunos, segundo Pinheiro(2003,p.2) essas especificidades precisam ser atendidas. Sendo assim, os queapresentam deficiência devem receber Atendimento Educacional Especializado(AEE), tomando como base a perspectiva da inclusão, se encaixando em um destestrês grandes grupos: O das deficiências (intelectual, auditiva, visual, física oumúltipla), o das altas habilidades(dos superdotados) e o dos transtornos globais dedesenvolvimento (do autista),tendo o direto de receber um atendimento oferecido deforma paralela e integrado às aulas regulares. Ainda segundo Pinheiro (2003)observa-se: Se o estudante manifesta características de imperatividades ou atraso no desenvolvimento da fala, por exemplo, não deve ser encaminhado a uma outra sala especial. No entanto, é interessante que o professor ofereça estratégias para garantira aprendizagem. É importante ressaltar: a conduta do educador em classe não deve, necessariamente, estar atrelada a um diagnóstico médico. Tanto os estudantes com algum tipo de deficiência como aqueles que apresentam atraso em relação aos demais precisam ser atendidos de acordo com as suas necessidades. (PINHEIRO, 2010, p.3.). A inclusão educacional é um processo gradativo, dinâmico e emtransformação, que exige do poder público, em sua fase de mudança, o absolutorespeito às diferenças individuais dos alunos e a responsabilidade quanto à oferta emanutenção dos serviços mais apropriados ao seu atendimento. A construção de uma sociedade inclusiva é um processo importante para odesenvolvimento democrático do Estado garantindo assim, a todos o acessocontínuo ao espaço comum da vida em sociedade. A educação tem hoje um grandedesafio: garantir o acesso aos conteúdos básicos que a escolarização deveproporcionar a todos os indivíduos, inclusive aqueles com necessidades especiaisparticularmente aqueles que apresentam altas habilidades, precocidade,superdotação, que apresentam significativas diferenças físicas, sensoriais eintelectuais, decorrentes de fatores genéticos (Diretrizes Nacionais para a EducaçãoEspecial, 2001). Apolítica nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusivafoi lançada em 2008 e ao mesmo tempo aprovada, por meio da emendaconstitucional, tendo como tema principal os direitos das pessoas com deficiência,assegurado nos sistemas educacionais inclusivos em todos os níveis. O gráfico abaixo mostra o avanço da inclusão de pessoas com necessidadesespeciais no ensino regular. Esses resultados foram adquiridos pelo Censo Escolar
  23. 23. 22da Educação Básica em 2008. Percebendo que a matrícula em escolasregulares/classes comuns teve um aumento de 54% contra 46% em escolasespecializadas e classes especiais, estando em classes comuns 375.772 estudantescom deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades ousuperdotação. (Plano Nacional de Educação, 2009). Fonte: Ministério da Educação e Cultura seesp@mes.gov.br. Percebe-se que a política de educação especial na perspectiva da educaçãoinclusiva, a educação é assegurada em todos os níveis, através do atendimentoeducacional especializado, pelo Decreto nº 6.571, de 17 de setembro de 2008. No que se refere à inclusão das pessoas portadoras de deficiência visual,segundo Brumer et al (2004), em primeiro lugar, deve-se levar em consideração asquestões referente à identificação dessas pessoas e ao combate à discriminação,que dizem respeito à fatores culturais da sociedade, essenciais para acompreensão dos aspectos de inclusão civil, social e política dos Portadores deDeficiência Visual - PDVs. Nesse sentido, pode-se observar também a inclusãocultural do deficiente visual, percebendo que:
  24. 24. 23 Como um dos aspectos novos na luta por direitos, encontra-se a ação de associações representantes dos PDVs que, ao mesmo tempo que combatem a discriminação, chamam a atenção para os estereótipos e para as dificuldades existentes para a efetiva inclusão dos deficientes visuais.(BRUMER et al, 2004, p.9). O direito à inclusão dos deficientes visuais é defendido por associações quelutam contra a ação discriminatória de certos ambientes que rotulam através depreconceitos gerando barreiras culturais, físicas e sociais, impedindo o acesso aossistemas da sociedade disponíveis a todos os cidadãos ditos comuns. Ao passo que a matrícula de deficientes visuais cresce nas escolas regulares, diminui nas especiais. Para o Ministério da Educação e as secretarias de ensino, isso é uma vitória. Para os pais, ainda uma preocupação. Os especialistas defendem que a inclusão de estudantes deficientes em escolas comuns acaba com o preconceito e ajuda essas crianças e esses adolescentes a se tornarem mais independentes e autônomos. A família teme a falta de atendimento adequado e a discriminação (BORGES, 2010, p.6). O atendimento de deficientes visuais em escolas regulares e com ela apossibilidade de inclusão, em contrapartida, tem-se a questão: Será que hámateriais adequados para atender esses deficientes, os mesmos serão tratadosnormalmente sem que exista discriminação e superproteção?2.2.1- DEFICIENTE VISUAL E ENSINO SUPERIOR No que diz respeito à inclusão do deficiente visual no ensino superior, aindahá muita dificuldade, pois quando se pensa no acesso, há várias etapas a cumprirpara que o deficientes visuais tenham condições iguais aos ditos ¨normais¨ , indodeste às condições físicas disponibilizadas na instituição de ensino superior, até osmateriais adaptados. De acordo com Luz (2007) para quem é deficiente visual, concluir um cursouniversitário é uma verdadeira batalha, começando no vestibular, quando apesar deexistir lei que assegure que a prova seja elaborada com letras ampliadas parapessoas com baixa visão em braile para cegos, isso não ocorre e a única opção éfazê-la oralmente. Como consta no Art. 27 do Decreto nº 3298, de 20 de dezembro de 1999: Art. 27. As instituições de ensino superior deverão oferecer adaptações de provas e os apoios necessários previamente solicitados pelo aluno portador de deficiência, inclusive tempo adicional para realização das provas. Conforme as características da deficiência (SECRETARIA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL, 1999, p.22).
  25. 25. 24 Segundo Brumer et al (2004) os deficientes visuais aprovados no vestibular,enfrentam outro tipo de dificuldade ao ingressarem na Faculdade, pois a bibliografiaespecífica de seu curso é de uso restrito para justificar sua impressão em braile,ficando dependentes dos colegas em leituras, reprodução de trabalhos e provas, emmuitos casos, esses serviços são pagos, e somente os que dispõem de recursospodem assumir esse custo. A falta de material específico não se limita ao vestibular, segundoLuz(2007,p.5) mesmo depois de matriculado, o deficiente visual não consegueindependência para ler e estudar. E apesar de existir uma pequena bibliografiadisponível em braile nas universidades, raramente possuem softwares de voz eprogramas que ampliam a tela dos computadores. Outro problema apontado, dizrespeito ao não preparo da comunidade acadêmica para receber os deficientesvisuais, pois muitas ainda estão em processo de adequação física para recebê-los,mas poucas possuem professores e funcionários capacitados a lidar com alunoscegos. Apesar da dificuldade, a presença de estudantes cegos ou com baixa visãonas universidades, aumentou 475% de 2003 a 2008, que correspondia apenas 920alunos nas instituições de ensino superior brasileiras. Já em 2010, esse númerocorresponde a5,2 mil, vendo que o crescimento do número de alunos com cegueiramatriculados na rede de ensino foi de 129% em escolas comuns e84% no caso dosestudantes com baixa visão (Borges,2010). Sabe-se que uma proposta de inclusão não será realidade apenas com aimplantação baseada nos princípios de uma escola de qualidade, igualitária, justa eacolhedora para todos. É preciso enfrentar as fragilidades ainda existentes, inclusivegarantindo a presença de professores capacitados e especializados, com formaçãoinicial e continuada em educação especial, para atender as NecessidadesEducativas Especiais – NEE desses sujeitos. Assim, segundo a Declaração de Salamanca (1994) a escola inclusiva devepromover uma educação de alta qualidade a todos os educandos, modificandoatitudes discriminatórias, criando comunidades acolhedoras e desenvolvendo umasociedade inclusiva. Para isso, a escola inclusiva, deve ser adaptada àsnecessidades dos alunos, respeitando-se o ritmo e os processos de aprendizagem econtrapondo à sociedade que incapacita e enfatiza os impedimentos, propondo umapedagogia centrada nas potencialidades humanas.
  26. 26. 252.2.2- CONCEITUANDO DEFICIÊNCIA VISUAL O conceito de deficiência visual pode ser entendida como a perda parcial outotal da visão, sendo caracterizado como baixa visão ou cegueira. De acordo com oDecreto nº 3.298/99, conceitua-se como deficiência visual: Cegueira - na qual a gravidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhorolho, com a melhor correção óptica; Baixa Visão - gravidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhorcorreção óptica. As pessoas com baixa visão, mesmo usando óculos comuns, lentesde contato, ou implantes de lentes intraoculares, não conseguem ter uma visãonítida, podendo ter sensibilidade ao contraste, percepção das cores e intolerância àluminosidade, dependendo da patologia causadora da perda visual. Os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos osolhos for igual ou menor que 60°; Ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores. O conceito de deficiência visual é uma situação irreversível da diminuição daresposta visual em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo que ocorraum tratamento clinico ou cirúrgico e uso de óculos aprovados ou específicos paraajudar o deficiente visual a diminuir a resposta visual classificada como leve,moderada, severa ou profunda.2.3 – PROGRAMAS COM A INTENÇÃO DE QUALIFICAR PROFESSORES QUELIDAM COM DEFICIENTES VISUAIS Para atender deficientes visuais em escolas comuns e especializadas énecessário que seus professores sejam qualificados, mas nem sempre isso ésuficiente, pois exige conhecimentos típicos que um professor não conseguecompreender. De acordo com Girão (2002), não basta graduação, nem pós-graduação,sequer doutorado em Pedagogia para alguém se tornar professor de um deficientevisual. Segundo o autor, é preciso de uma metodologia altamente especializada,exigindo conhecimentos característicos, que um mestre não possui, ou seja, oprofessor precisa ser habilitado nessa área.
  27. 27. 26 Nessa perspectiva, no Art. 49 do decreto nº 3.298, destaca as seguintesmedidas sobre a qualificação profissional dos professores para a educação especial: I – formação e qualificação de professores de nível médio e superior para a educação especial, de técnicos de nível médio e superior especializados na habilitação e reabilitação, e de instrumentos e professores para a formação profissional; II – formação e qualificação profissional, nas diversas áreas de conhecimento e de recursos humanos que atendam às demandas da pessoa portadora de deficiência; III – incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico em todas as áreas do conhecimento relacionadas com a pessoa portadora de deficiência. (BRASIL, 1999, p.25). A formação e qualificação profissional de professores para atender pessoascom necessidades especiais em escolas especializadas e em escolas comunsdevem ser nas áreas diversas do conhecimento para que assim possa atender àsdemandas desses deficientes, atentando também para o incentivo à pesquisa e aodesenvolvimento tecnológico. Com tais considerações, Girão (2002) afirma que: O deficiente visual habilitado ou reabilitado pelo programa de Orientação e Mobilidade ganha sinal verde para sua ativa participação na sociedade, superando em muito as atitudes negativas ou indiferentes do público em relação à pessoa cega. Ele se mune das condições mais eficientes para o seu deslocamento no cotidiano, dominando os caminhos e encontrando os espaços para exercitar sua atividade. (GIRÃO, 2002, p.186). O deficiente visual após receber a qualificação necessária, já é capaz departicipar ativamente da vida em sociedade, assumindo condições de autonomia queantes não tinha, pois já poderá se locomover com mais facilidade em caminhosconhecidos, além de conhecer os novos. Mas não se pode esquecer que apesar dasua autonomia, os deficientes visuais, assim como outros deficientes, ainda poderãoencontrar obstáculos próprios de sua condição. A formação continuada de professores é assegurada no Plano Nacional deEducação- PNE, oferecendo a capacitação para professores que atendem emcreches até o ensino superior, como verifica-se abaixo: A formação de recursos humanos com capacidade de oferecer o atendimento aos educandos especiais nas creches ,pré-escolas, centros de educação infantil, escolas regulares de ensino fundamental, médio e superior, bem como em instituições especializadas e outras instituições é uma prioridade para o Plano Nacional de Educação.(PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 2000, p.4). Sabendo que não há como ter uma escola regular dinâmica se odesenvolvimento e aprendizagem dos educandos especiais não possuem qualidade.
  28. 28. 27 Nesse sentido, os professores devem ser especializados e o materialpedagógico adequado com o objetivo de atender a toda clientela. E para acapacitação de professores, verifica-se que cada secretaria de educação domunicípio, promove cursos no sentido de capacitar os professores que já lidam comos portadores de necessidades especiais.2.4 – ADAPTAÇÕES DE SALAS DE AULA PARA DEFICIENTES VISUAIS As adaptações de salas para deficientes visuais desenvolvidos em classesespeciais ou em classes comuns na educação são vistas como meio de facilitar avida desses deficientes. Atualmente as salas adaptadas para esse fim, ainda é umaexceção. Os professores usam os improvisos quando necessário, apesar doMinistério da Educação e Cultura – MEC ter aprovado o Decreto 3.298 de 20 dedezembro de 1999, afirmando o seguinte: Art. 29. As escolas e instituições de educação profissional oferecerão, se necessário, serviços de apoio especializado para atender as peculiaridades de pessoas portadoras de deficiência tais como: I – adaptação dos recursos instrucionais: material pedagógico, equipamento e currículo; II – capacitação dos recursos humanos: professores, instrutores e profissionais especializados; III – adequação dos recursos físicos: eliminação de barreiras arquitetônicas, ambientais e de comunicação(MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURAL, 1999, p.22). Vê-se que em tal decreto, as escolas e instituições de educação devemoferecer condições necessárias para que os portadores de deficiência sintam-seacolhidos em ambiente no qual passa boa parte do seu dia. Nesse sentido, osrecursos humanos e materiais didáticos são indispensáveis para permanência edesenvolvimento desses alunos. Para o desempenho eficiente, do aluno deficiente visual, destacam-se oreglete e punção, sorobã, textos transcritos em braile e outros. Se possível o alunodeverá usar máquina de datilografia braile, cujo rendimento em termos de rapidez,pode mesmo ultrapassar o da escrita cursiva dos videntes (Cerqueira e Ferreira,2005). No mercado há equipamentos que amplia recursos na área da educaçãoespecial, na vida prática e em atividades profissionais dos deficientes visuais. Oscomputadores existentes no mercado, equipados de programas específicos. Assim,
  29. 29. 28de acordo com Cerqueira e Ferreira (2005) dentre os recursos didáticos específicospara o deficiente visual destacam-se: Sintetizadores de Voz – Conectados a um computador, permitem a leitura deinformações exibidas em um monitor. Dentre as diferentes modalidades produzidasem outros países, inclusive com voz sintetizada na língua portuguesa, destaca-se oDOSVOX, desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da UniversidadeFederal do Rio de Janeiro – UFRJ. Fonte: http://mrciagori.blogspot.com/2010/10/e-o-fim-do-braile.html. Terminal Braille (Display Braille) – Representa, em uma ou duas linhas,caracteres braile correspondentes às informações exibidas em um monitor. Oscaracteres braile são produzidos por pinos que se movimentam verticalmente emcelas dispostas numa placa, geralmente metálica. Fonte: http//www.abledata.com/abledata
  30. 30. 29 Impressora Braille – Existem hoje, no mercado mundial, diferentes tipos deimpressoras braile, seja para uso individual (pequeno porte) ou para produção emlarga escala(médio e grande porte). Algumas impressoras braile podem utilizar folhasolta, mas a maioria funciona com formulário contínuo. Fonte: Ler para ver – Impressoras Braille. http://warau.nied.unicamp.br/ Scanner de Mesa - A transferência de textos impressos paramicrocomputadores (via scanner) vem alcançando ampla utilização entre estudantese profissionais deficientes da visão. O texto digitalizado pode ser lido através de umsintetizador de voz de um terminal Braille, impresso em braile ou no sistema comumampliado. Fonte: http://www.hp.com/latam/br/pyme/novidades/may_novidades_02.html.
  31. 31. 30 Sistema operacional DOSVOX – Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ(NCE) dedicado à implementação de um sistema destinado a atender aosdeficientes visuais que desejam utilizar computadores para desempenharemdiferentes tarefas. Neste sentido, foram desenvolvidas as seguintes ferramentascomputacionais: sintetizador de voz portátil, sistema operacional complementar aoDOS, destinado a produzir saída sonora com fala em língua portuguesa, editor detextos, caderno de telefones, agenda de compromissos, calculadora, relógio, jogos,etc.(Cerqueira e Ferreira, 2005). Fonte: http://www.movimentolivre.org/artigo.php?id=55. Através dos exemplos citados de materiais didáticos para deficientes visuais,sabe-se que nem sempre as escolas contam com esses tipos de materiais, pois, háa necessidade de algumas adaptações em relação a equipamentos e recursos paraque os alunos possam obter um ensino de qualidade. Nessa visão, a Portaria nº 1.679, de 2 de dezembro de 1999, dispõe sobrerequisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência visual: - compromisso formal da instituição de proporcionar, caso seja solicitada desde o acesso até a conclusão do curso, sala de apoio contendo; - máquina de datilografia braile, impressora braile acoplada a computador, sistema de síntese de voz; - gravador e fotocopiadora que amplie textos; - plano de aquisição gradual de acervo bibliográfico em fitas de áudio; - software de ampliação de tela do computador; - equipamentos para ampliação de textos para atendimento a aluno com visão subnormal; - lupas, réguas de leitura; - scanner acoplado a computador; - plano de aquisição gradual de acervo bibliográfico dos conteúdos básicos em braile (Portaria Nº 1.679, de 2 de dezembro de 1999, 1999, p.42).
  32. 32. 31 Entre os softwares específicos para a matemática de acessibilidade aosdeficientes visuais são utilizados basicamente os recursos de áudio ou em braile eos leitores de tela, segundo mostra Meira et al (2008):  JAWS – o leitor de tela mais popular do mundo.  NVDA – leitor de tela para o sistema operacional Windows que suporta os sintetizadores de voz compatíveis.  Virtual Vision – permite aos deficientes visuais utilizar o ambiente Windows e diversos aplicativos. Em geral esses softwares leem em voz alta os conteúdos que estão na telado computador, permitindo que as pessoas cegas ouçam os conteúdos de umapágina web, mas não leem as imagens e as animações. Neste caso Delpizzo etal,2005) defendem a necessidade que estes elementos gráficos sejam associados adescrições textuais que o software possa ler.
  33. 33. 32 CAPITULO IIIMETODOLOGIA A pesquisa foi realizada a partir da revisão bibliográfica em meio eletrônico,em consultas e interpretações de livros pareceres e leis com o objetivo de enfocar osprincipais estudos efetuados até o momento sobre a inclusão de pessoas comdeficiência visual no ensino superior de Matemática. No segundo momento paraidentificar as variáveis metodológicas dos professores de Matemática realizou-seuma pesquisa qualitativa. De acordo com Moreira e Caleffe (2008), a pesquisa bibliográfica édesenvolvida a partir de material já elaborado, construindo principalmente de livros eartigos científicos. Os autores afirmam ainda que a pesquisa bibliográfica não deveser confundida com revisão ou resenha bibliográfica é por si só um tipo de pesquisa,enquanto a revisão ou resenha bibliográfica é um componente obrigatório de todo ouqualquer tipo de pesquisa. No que se refere ao tipo de abordagem, a mesma é classificada comoquantitativa, pois de acordo com Tanaka e Melo (2001) tem como características adescrição de significado que são considerados como essencial aos objetos e atos epor isso é definida como objetiva. Permitindo também focalizar uma abordagempontual e estruturada, utilizando-se dados quantitativos e a coleta de dados serealiza através da obtenção de respostas estruturadas. Sobre a abordagem quantitativa Creswell (2007) afirma o seguinte: Uma técnica quantitativa é aquela em que o investigador usa principalmente alegações pós-positivas para o desenvolvimento de conhecimento (ou seja raciocínio de causa e efeito, redução de variáveis especificas e hipóteses e questões, uso de mensuração e observação e testes e teorias),emprega estratégias de investigação (como experimentos ,levantamentos coletas de dados, instrumentos predeterminados que geram dados estatísticos).(CRESWELL,2007,p.35). Nesse tipo de abordagem, o investigador tem como elemento principal acomprovação de teorias desenvolvidas por teóricos que são conhecedores dedeterminado assunto, nesse caso a inclusão de deficientes visuais no ensinoregular. O segundo momento para identificar as variáveis metodológicas dosprofessores de Matemática realizou - se uma pesquisa qualitativa. Minayo (2004) afirma que a abordagem qualitativa solidifica no campo da
  34. 34. 33subjetividade e do simbolismo, de forma que a compreensão das relações humanase seus significados, dados através das observações e experimentações. Aabordagem qualitativa aproxima o sujeito do objeto, uma vez que ambos são damesma natureza.3.1 - Área de Estudo A pesquisa foi realizada na Universidade do Estado da Bahia - Campus VII,Rodovia Lomanto Junior, Br407, Km 127, na cidade de Senhor do Bonfim - Bahia.3.2 - Caracterização da Pesquisa A pesquisa foi conduzida no período de fevereiro a março de 2011, tendoenfoque qualitativo. De acordo com Creswell (2007, p.35) essa técnica tem oobjetivo de fazer alegações de conhecimento com base ou em perspectivasconstrutivistas ou em perspectivas reivindicatórias/participatorias ou em ambas. Usa-se também estratégias de investigação como narrativas, fenomenologias,etnografias, estudos baseados em teoria ou estudo de teoria embasada narealidade, coletando dados emergentes abertos com o objetivo principal dedesenvolver temas a parir dos dados.3.3 - Populações/ Sujeito A amostra foi constituída por 08 professores do curso de matemática dasseguintes disciplinas: Cálculo Diferencial Integral, Física, Estágio Supervisionado eTCC, Fundamentos Teóricos, Geometria Analítica e Álgebra.3.4 - Instrumento de Pesquisa A coleta de dados realizou-se através de questionários aplicadosdiretamente aos professores com perguntas fechadas. Segundo Moreira e Caleffe(2008, p.47) o questionário é uma das maneiras mais conhecidas para coletar dadosfacilitando a compreensão da pesquisa. As suas respostas podem ser qualificadaspor meio técnico estatístico e sofisticados e os resultados são apresentados comtoda a confiança que trazem os números.
  35. 35. 34 CAPITULO IVINTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS Com o objetivo de identificar as necessidades de tecnologias assistivas paradeficientes visuais e assim fazer uma adaptação de uma possível sala, foi aplicadoum questionário fechado a 08 professores do curso de Licenciatura em Matemáticano Campus VII – UNEB. Com este questionário buscam-se identificar aspectoschave da prática de ensino adotada de forma generalizada pelos professores. Porexemplo: que tipo de atividades, que recursos são utilizados, como são feitas asavaliações, em que espaços estas acontecem, dentre outras. Para tal, foramutilizadas as mesmas categorias de atividades identificadas por Silva (2010), emtrabalho relacionado.Questão 1: Quantifique em que medida as atividades de ensino/aprendizagem, nassalas de aulas, utiliza-se: Atividades Respostas dos professores Sempre Frequentemente Às vezes NuncaExposição Oral(explicações, discussões, 8 0 0 0apresentações...)Estudo individual 2 2 2 2Trabalho de campo 0 3 3 2Oficinas 2 2 2 2Debate 3 0 3 2Pesquisa bibliográfica 2 1 2 0Estudo coletivo 5 3 0 0 De acordo com o resultado da pesquisa, verifica-se que, dentro dasvariáveis metodológicas consideradas, as estratégias mais utilizadas pelosprofessores no processo de ensino/aprendizagem são a exposição oral e o trabalhocoletivo.
  36. 36. 35Questão 2: Sobre recursos em que medida, nas suas aulas, utiliza-se: Atividades Respostas dos professores Sempre Frequentemente Às vezes NuncaLivro texto ( didático) 3 3 2 0Quadro-negro/branco 4 4 0 0Televisão 0 3 5 0Aparelho de DVD 0 3 5 0Notebook 1 4 3 0Projetor multimídia 2 2 4 0Retroprojetor (transparência) 0 3 3 2 Quanto aos recursos verifica-se que os mais utilizados pelos professores sãoo livro texto (didático) e o quadro negro, e para adaptá-los, pode ser usado osoftware especifico para que o deficiente visual tenha acesso às informações deforma adaptada.Questão 3: Para a realização das atividades dos alunos, em que medida estesutilizam:Atividades Respostas dos professores Sempre Frequentemente Às vezes NuncaSala de aula 3 5 0 0Biblioteca 1 2 4 2Sala de estudo 0 0 6 2(laboratórios)Auditório 0 0 4 4Pátio 0 0 2 6 Nas realizações das atividades, o local mais utilizado pelos professores aindaé a sala de aula, junto com a sala de estudo. Pode-se afirmar que esses locaisprecisam ser adaptados de acordo com as necessidades do deficiente visual.
  37. 37. 36Questão 4: Para a realização dos métodos avaliativos dos alunos, de forma sãoavaliados:Atividades Respostas dos professores Sempre Frequentemente Às vezes NuncaProvas 3 3 2 0Seminários 0 3 5 0Resumos 0 3 2 3Mapa - conceitual 0 0 2 6Perguntas orais 1 1 2 4Artigos 0 1 0 7Relatórios 0 4 1 3Memoriais 0 1 2 5Resenhas 0 1 2 5 No que diz respeito às formas que os alunos são avaliados, as variáveismais respondidas pelos professores foram as provas e os seminários. Nessesentido, para que essas formas de avaliar sejam adaptadas para os deficientesvisuais é necessário utilizar o BR Braille, pois o mesmo permite transcrever textosem caracteres em Braille para caracteres alfanuméricos em português.
  38. 38. 37 CAPITULO VPROPOSTA PARA UMA POSSIVEL SALA ADAPTADA NO CAMPUS VII A proposta de uma possível sala adaptada no Campus VII – UNEB, para osportadores de deficiência visual, surgiu a partir da necessidade de verificar de pertocomo os deficientes visuais podem ser atendidos em uma sala onde há recursosdidáticos adaptados e suficientes para atender a suas necessidades ,onde apesardas dificuldades para realizar tal proposta ,não custa planejá-la e pensar numapossibilidade de concretizá-la. Nesse sentido, segundo Bersch (2008), a escola acessível adapta o espaçofísico e a sinalização, instala salas de recursos com equipamentos e materialdidático que permitam o acesso á aprendizagem, capacita professores efuncionários para prestar atendimento de acordo com as necessidades especificasde todos os alunos ,além de desenvolver tecnologia de leitura digital seletiva parapessoas com deficiência visual, livro acessível com base no protocolo Daisy (DigitalAcessible Informaton System). Baseado em tais reflexões, elaborou-se uma proposta de modelo dessa salavoltada a educação de pessoa com deficiência visual no Campus VII , verificandoquais recursos didáticos podem ser utilizados ,pois de acordo com os dadosadquiridos no Campus de Senhor do Bonfim, já existe um projeto em andamentopara viabilizar o atendimento desses deficientes.5.1 – CATEGORIAS METODOLOGICAS PARA DEFICIENTES VISUAIS As atividades desenvolvidas no ambiente universitário com a finalidade defacilitar a vida do aluno com deficiência visual compreendem as práticas didáticasque são feitas pelo professor e junto a elas os materiais utilizados conforme asnecessidades desses alunos. Dentre esses materiais, estão os recursos e serviçosque contribuem para proporcionar ou ampliar as habilidades funcionais dessaspessoas, ajustando assim para uma vida de inclusão, a então Tecnologia Assistiva.
  39. 39. 385.1.1 – ORALIDADE1 A categoria relacionada a atividades metodológicas utilizadas pelosprofessores como, por exemplo, os softwares, são recursos que facilita aaprendizagem de deficientes visuais. Nesse sentido, a partir das variáveismetodológicas sobre as atividades de ensino aprendizagem, verificou-se que épossível utilizar o Jaws, pois o mesmo pode fazer a leitura dos textos com o objetivode facilitar o acesso desses deficientes no Curso de Matemática.5.1.2 - LEITURA E ESCRITA Nessa categoria que compõem a leitura e a escrita, oferece possibilidades aodeficiente visual de ler um texto no computador, sendo necessário que um adaptadordeum software sintetizador de voz, levando em consideração os recursos maisutilizados pelos professores da pesquisa. Dentre esses recursos, têm-se o livro texto(didático) e o quadro negro, e para adaptá-lo, o software específico para que odeficiente visual tenha acesso às informações de forma adaptada, pode-se utilizar oNVDA – leitor de telas para o sistema operacional sistema Windows, pois o mesmosuporta os sintetizadores de voz compatíveis. No que diz respeito às formas que os alunos são avaliados, as variáveis maisrespondidas pelos professores foram as provas e os seminários. Nesse sentido,para que essas formas de avaliar sejam adaptadas para os deficientes visuais énecessário utilizar o BR Braille, pois o mesmo permite transcrever textos emcaracteres em Braille para caracteres alfanuméricos em português. Com as variáveis metodológicas a partir das respostas dos professores, pode-se afirmar que as tecnologias assistivas são suportes adaptáveis para que osdeficientes visuais sejam incluídos em classes do ensino superior no Campus VII, jáque o número de alunos matriculados dito normais é estimado em 1.400i, isso noscursos regulares oferecidos nesta instituição, porém não há ainda nenhum caso dealuno com necessidade especial, especificamente deficiente visual, sendonecessário que o projeto já em andamento no Campus VII se concretize no sentidode incluir esses deficientes.1 Nesta pesquisa não foi possível obter números exatos em função de tempo requerido para tal, pelos setoresresponsáveis
  40. 40. 395.1.3 – PROGRAMAS DE SOFTWARES Os softwares que proporcionam a acessibilidade aos deficientes visuais nosambientes digitais são basicamente recursos de áudio ou em Braille que abrecaminho de informação para esses deficientes, podendo ser usado no Campus VII,auxiliando nos estudos. Dentre esses recursos estão: BR Braille - programa transcritor de textos em caracteres Braille para caracteres alfanuméricos em português. Site: http://www.fee.unicamp.br/deb/brbraille/. Braille Creator - Software que permite criar textos em Braille no computador com vários recursos e é compatível com as principais impressoras Braille no mercado. Site: www.micropower.com.br/dv/braille/index.asp. Braille fácil - programa que permite digitar diretamente ou importar um texto de um editor de texto convencional para preparar textos que podem ser enviados para uma impressora Braille. Site: http://intervox.nce.ufrj.br/facil. DOSVOX - Primeiro programa de leitura de tela feito no Brasil destinado a auxiliar o deficiente visual e fazer uso do computador através de um aparelho sintetizador de voz. Site: http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/dowload.htm. Jaws - considerado atualmente o leitor de tela mais popular do mundo. Site: http://www.freedomscientific.com/. Openbook - É um dos softwares líderes de leitura OCR desenvolvido para os portadores de deficiências visuais. Site:http://www.freedomscientific.com/productus//fs/openbook-product-page- asp. Tecla fácil - Esse programa permite o treinando de técnicas de digitação com o uso de teclado alfanumérico do microcomputador por cegos e portadores de visão subnormal de forma autônoma. Site: http://www.teclafacil.com.br/progdgit/tf60dv/tfdv.html.
  41. 41. 40 Teclado falado - Digita com sintetizador de voz. Site: http://www.cronopinhos/games.asp?id=66. Virtual Vison - Outro programa de tela brasileira. Site. http://www.micropiwer.com.br. Windows – Eyes - Programa de leitura de telas que inclui novos recursos importantes para facilitar o acesso à Internet para os deficientes visuais. Site: http://www.gwmicro.com/. 5.2 – MODELO DE SALA DE AULA ADAPTADA A partir dos exemplos dos softwares sugeridos para facilitar a vidado deficiente visual, é possível que no Campus VII, exista adaptações em computadores já existentes pois tais programas não tem custo alto, necessitando que os professores saibam como auxiliar os seus alunos para que os mesmos utilizem de forma prazerosa. Com relação aos espaços físicos mais utilizados, destacou-se a sala de aula, esta pode ser adaptada para atender os deficientes visuais de forma mais confortável. Deve-se se pensar nas instalações do mobiliário como carteira adaptada, deixando sempre espaço para a locomoção do deficiente visual. Quanto aos materiais didáticos específicos, é necessário que tenham: sensibilizador tátil, computador com sistema da saída de voz e os sistemas de saída em Braille, além de transistores Braille, para executar a transcrição de textos escritos no sistema óptico, armazenados em computadores, para o sistema Braille, impressos por impressoras especiais. Tendo em vista que a exposição oral é bastante utilizada, o professor deverá ter à sua disposição computador com software Jaws ou DOSVOX, Braille fácil, teclado falado e o Windows-Eyes. Para apoiar as suas explicações, neste sentido, a lousa digital em conjunto com software configura-se como um recurso indispensável. Desta forma, o conteúdo manuscrito pelo professor pode, por intermédio do software da lousa, ser convertidoem texto digital que, com DOSVOX ou JAWS, pode ser transformado em áudio.
  42. 42. 41 DESENHO DA SALA ADAPTADA Conforme a figura, o conteúdo manuscrito é convertido automaticamente em texto digital por software produzido pelo fabricante da lousa. Este conteúdo é acessível por internet, por intermédio de um Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA. A partir do JAWS ou DOSVOX o texto seria ¨ escutado ¨ pelo estudante com déficit total de visão ao acessar o AVA. Em substituição ao livro texto, pode ser usada a impressora Braille ou scanner de mesa. No caso de exposição oral apoiada por apresentações em formato de texto PowerPoint2,utilizar-se-á o mesmo software da lousa para disponibilizar o conteúdo do AVA, a partir do qual o estudante poderia escutar a parte referente aos textos nesta apresentação. No entanto, caberia ao professor adaptar esta apresentação incluindo textos que aplicam figuras e gráficos.2 PowerPoint – marca registrada. Software dedicado à preparação e apresentação de slides. Maioresinformações em: www.miccrosoft.com.
  43. 43. 42 No caso de alunos com baixa visão, bastaria ampliar o tamanho das letras dotexto e haveria a necessidade de utilizar JAWS ou DOSVOX. Quanto aos métodos avaliativos mais utilizados pelos professores são asprovas e os seminários. No caso das provas escritas, estas seriam disponibilizadasem formato texto digital no AVA, para serem ¨escutadas ¨ pelo aluno com JAWS ouDOSVOX. Havendo necessidade de prova em papel, estas podem ser adaptadasescritas em impressão Braille, ou seja, através da impressora Braille.
  44. 44. 43 CONSIDERAÇÔES FINAIS O atendimento educacional especializado para as pessoas com deficiênciavisual no Nível Superior com professores especializados e materiais didáticosadaptados deve ser realidade em todos os cursos das instituições de ensino, nosentido de fazer valer o que diz as políticas de inclusão de pessoas comnecessidades especiais. Para chegar ao modelo de uma sala adaptada com oobjetivo de atender ao deficiente visual, é necessário antes de tudo pensar nadisponibilidade de acesso até chegar à sala de aula, pois uma escola acessívelprecisa adaptar-se, objetivando atender tanto os deficientes visuais como tambémàs pessoas com outros tipos de deficiência. Na sugestão de um modelo de sala adaptada é necessário que logo noacesso à Faculdade seja colocado piso tátil de direção, devendo ser instalado emáreas de rebaixamento da calçada, travessia elevada ou obstáculos suspensos, e nasala de aula, materiais didáticos específicos para promover à acessibilidade aosdeficientes visuais. A sugestão aqui apresentada com o objetivo de mostrar um modelo de salaadaptada para deficientes visuais no Campus VII, percebe-se que as barreiras aindasão consideráveis, tanto para o acesso físico de locomoção, como para ascondições de adaptações de materiais didáticos na sala de aula, precisando que noCampus, o projeto que está em andamento, seja dinamizado para que assim, asugestão da sala adaptada torne-se realidade para os deficientes visuais da cidadede Senhor do Bonfim e regiões próximas incluindo -os no Ensino Superior, sem queos mesmos passem por nenhuma dificuldade de acesso. Dessaforma, a inclusão de deficientes visuais no Ensino Regular, especificamente noEnsino Superior de Matemática, ainda não é realidade na UNEB Campus VII, poisainda não há salas adaptadas para esse fim. Há no entanto, um projeto emandamento. A adaptação pode se tornar realidade quando essa instituiçãodisponibilizar de recursos adequados e atuais como os softwares específicos,mencionados. contribuindo para facilitar a inclusão de portadores de deficiênciavisual na Universidade. Assugestões para trabalhos futuros poderão ser sobre as adaptações da biblioteca noCampus VII da UNEB - Senhor do Bonfim; pesquisando como se monta uma
  45. 45. 44audioteca para o deficiente visual; pesquisando por que não se vê pessoas comdeficiência visual neste Campus e por que a UNEB não consegue identificá-lo eainda por que os mesmos não se identificam.
  46. 46. 45REFERÊNCIASBONETTI, Lindomar Wessler (Coord). Educação, exclusão e cidadania. Ijuí: Unijuí,1998.BORGES, Priscilla. Inclusão de deficientes visuais em escolas ainda é desafio.Disponível em: http://www.guiame.com.br/v4/71869-1728-inclus-o-de-deficientes-visuais-em-escolas-ainda-desafio.html . Acesso em: 28jan,2011.BRASIL. Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidadeseducativas especiais. Brasília: UNESCO, 1994.BERSCH, Rita. Introdução à tecnologia Assistiva. Disponível em:http://www.assistiva.com.br/Introducao%20TA%20Rita%20Bersch.pdf. Acesso em:15 fev,2011._______. Decreto 3.298 de 20 de dezembro de 1999. Secretaria de EducaçãoFundamental. Secretaria de Educação Especial. -, Brasília: MEC/SEF/SEESP,1999._______.Parâmetros Curriculares Nacionais: Adaptações Curriculares/Secretaria de Educação Fundamental. Secretaria de Educação Especial. -,Brasília: MEC/SEF/SEESP, 1998._______. Plano Nacional de Educação. Educação Especial. Disponível em:http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/plano1.pdf . Acesso em: 05 fev, 2011._______. Política Nacional de Educação Especial. Série Legislação. Brasília:MEC/SEF/SEESP, 1994._______. Política de Educação Inclusiva, 2009. Disponível em:http://portal.mec.gob.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12345&ativo=711&Itemid=709 . Acesso em: 31 jan,2011.
  47. 47. 46______.Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva de EducaçãoInclusiva. Série Legislação. Brasília: MEC/SEESP, 2007.________.Ministério da Educação – Gabinete do Ministro - Portaria Nº 1.679, de 2de dezembro de 1999 .Diário Oficial da União, 03 de dezembro de 1999. Disponívelem: http://www.cedipod.org.br/edu1679.htm. Acesso em: 15 fev, 2011.______. Ministério da Educação. Diretrizes Nacionais para a Educação Especial.Brasília: MEC/SEESP, 200._______. Ministério da Educação. Portaria nº 1.679, de 2 de dezembro de 1999.Disponível em: http://www.institutointegrar.org.br/PORTARIA%201679.htm. Acessoem: 10 fev,201.BRUMER, Anita et al. Saindo da “escuridão”: perspectivas da inclusão social,economia, cultural e política dos portadores de deficiência visual em PortoAlegre. Revista Interface: Sociologias, Porto Alegre, ano 6, nº11, jan/jun 2004, p.300-327.CERQUEIRA, Jonir Bechara e FERREIRA, Elise de Melo Borba. RecursosDidáticos na Educação Especial. Disponível em: http://www.ibc.gov.br/?itemid=102. Acesso em: 2 fev,2011.CRESWEL, Jhon W. Projeto de pesquisa: métodos qualitativos, q uantitativos emisto. -2. Ed – Porto Alegre: Artmed, 2007.DELPIZZO, G. N.; GHISI, M. A. A.; SILVA, S. C. A tecnologia promovendo ainclusão de pessoas cegas no ensino superior a distância. UDESC. 2005.FONSECA, V. Educação especial: Programa de estimulação precoce umailustração às idéias de FeuersteinPorto Alegre: Artmed, 1995. . 2º ed.GIL, Marta (org). Deficiência visual, Brasília Secretaria de Educação a : MEC.Distância, 2000.80 p.: il. – (Cadernos da TV Escola. 1. ISSN 15184692).
  48. 48. 47GIRÃO, Blanchard. Ensinando a Ver Mundo. Rio – São Paulo – Fortaleza: ABC,2002.222 p.HAIDUKE, Ivonete Ferreira e ALCÂNTARA, Paulo R.A. Inclusão de Acadêmicoscom Necessidades Especiais na Universidade: influencia do GT-AUNE noAcesso ao Ensino e Aprendizagem. Disponível em:http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2007/anaisEvento/aquivos/CI-410-09.pdf . Acesso em: 13 dez, 2010.JUNNUZZI, Gilberto de Martino. A luta pela educação: o deficiente mental noBrasil. São Paulo: Memnon, 1997.LUZ, Saulo. Quando o cego vai à Universidade. Disponível em:http://www.crmariocovas.sp.gov.br/noticia.php?it=9555 . Acesso em: 25 jan,2011.NUNES, Sylvia e LOMÔNACO, José Fernando Bitencourt .O aluno cego:preconceitos e potencialidades. Revista Semestral da Associação Brasileira dePsicologia Escolar e Educacional, SP. Volume 14, Número 1, Janeiro/Junho de2010: 55-64.MANTOAN, Maria Tereza Eglér. Inclusão Escolar – O que é? Como fazer? Por quê?São Paulo: Moderna, 2006.MEIRAI et al . Uma Ferramenta de Autoria de Materiais Instrucionais comSímbolos Matemáticos Acessíveis a Deficientes Visuais. Disponível em:http://www.br-ie.org/pub/index.php/sbie/article/view/764/750. Acesso em: 20 fev,2011.MINAYO, Maria Cecilia de S. E Odécio Sanches – Qualitativo – Quantitativo :oposição ou complementariedade ? – Cad. Saúde Pública. Vol. 9 nº3. Rio deJaneiro July/Sept. 1993.MOREIRA, Herivelto & CALEFFE, Luiz Gonzaga. Metodologia da pesquisa para oprofessor pesquisador. Rio de Janeiro: DP%A, 2008.PASSOS, Jane dos Reis e FERREIRA, Sueli Mara Soares Pinto. O deficientevisual e o acesso à memória coletiva do conhecimento dos primórdios a era
  49. 49. 48digital: estudo de acessibilidades em fontes informacionais acadêmicasbrasileiras. Disponível em:http://dci2.ccsa.ufpb.br:8080/jspui/bitstream/123456789/445/1/GT%205%20Txt%2012%20FERREIRA,%20S.%20M.%20S.%20P.,PASSOS,%20J.%20dos%20R.%20O%20deficiente...pdf. Acesso em: 24 mar,2011.PEREIRA. Fernando Marque. A deficiência Visual no Ensino Regular . Disponívelem: http://www.ipv.pt/millenium/Millenium28/8.htm . Acesso em: 02 dez, 2010.PINHEIRO, M.L. S e BAUMEL, R.C.R. (orgs).Educação Especial – Do querer aofazer. São Paulo: Avercamp, 2003.RIBEIRO ,Maria Luisa Sprovieri e BAUMEL Roseli C.Rocha.Educação Especial –Do Querer ao Fazer. São Paulo: AVERCAMP, 2003.SILVA, Otto Marques da. A Epopeia Ignorada: a pessoa deficiente na história domundo de ontem e de hoje. São Paulo: CEDAS, 1986.SILVA, Poliana Rodrigues. Tecnologia Assistiva: uma proposta de inserção naUniversidade do Estado da Bahia – Campus VII. Monografia, 2010.TANAKA, O. Y.; MELO, C. Avaliação de Programas de Saúde do Adolescente:um modo de fazer. São Paulo: EDUSP, 2001. 83 pUNESCO (1994). Declaração de Salamanca e linha de ação: Sobrenecessidades educativas especiais. Conferência Mundial sobre Educação paraNecessidades Especiais: acesso e Qualidade. Salamanca, 7-10 de junho.
  50. 50. 49ANEXO
  51. 51. 50 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII COLEGIADO DE MATEMÁTICA CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS COM HABILITAÇÃO EM MATEMÁTICA Prática Didática de Matemática no Campus VII: Variáveis MetodológicaObjetivo: Identificar necessidades de tecnologias assistivas para deficientes visuais. QUESTIONÁRIO 1 - Quantifique em que medida, nas salas de aulas, utiliza-se:Exposição Oral sempre frequentemente às vezes nunca(explicações, discussões, apresentações...) ( ) ( ) ( ) ( ) Estudo individual ( ) ( ) ( ) ( ) Estudo coletivo ( ) ( ) ( ) ( )2. Sobre recursos em que medida, nas suas aulas, utiliza-se: Sempre frequentemente às vezes nuncaLivro texto (didático) ( ) ( ) ( ) ( ) Quadro-negro/branco ( ) ( ) ( ) ( )Aparelho de DVD ( ) ( ) ( ) ( )
  52. 52. 51Notebook ( ) ( ) ( ) ( )Projetor multimídia ( ) ( ) ( ) ( )Retroprojetor ( transparência ) ( ) ( ) ( ) ( )3. Para a realização das atividades dos alunos, em que medida estesutilizam: Sempre frequentemente às vezes nuncaSala de aula ( ) ( ) ( ) ( )Biblioteca ( ) ( ) ( ) ( )Sala de estudo ( laboratórios ) ( ) ( ) ( ) ( )Auditório ( ) ( ) ( ) ( )Pátio ( ) ( ) ( ) ( )4- Para a realização dos métodos avaliativos dos alunos , de forma são avaliados: Sempre frequentemente às vezes nuncaProvas ( ) ( ) ( ) ( )Seminários ( ) ( ) ( ) ( )Mapa - conceitual ( ) ( ) ( ) ( )Perguntas orais ( ) ( ) ( ) ( )
  53. 53. 52Relatórios ( ) ( ) ( ) ( )Memoriais ( ) ( ) ( ) ( )Resenhas ( ) ( ) ( ) ( )i

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