Monografia Sione Pedagogia 2010

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Pedagogia 2010

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Monografia Sione Pedagogia 2010

  1. 1. 1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO-CAMPUS VII SIONE BARTILOTTI DOS SANTOSEDUCAÇÃO INCLUSIVA: O DEFICIENTE VISUAL NA SALA DE AULA SENHOR DO BONFIM 2010
  2. 2. 2 SIONE BARTILOTTI DOS SANTOSEDUCAÇÃO INCLUSIVA: O DEFICIENTE VISUAL NA SALA DE AULA Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Departamento de Educação Campus VI da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, como requisitos para conclusão do curso de Licenciatura em Pedagogia. Orientado: Prof. Pascoal Eron Santos de Souza SENHOR DO BONFIM 2010
  3. 3. 3 SIONE BARTILOTTI DOS SANTOSEDUCAÇÃO INCLUSIVA: O deficiente visual na sala de aulaAprovado em ___________ / ___________/___________ BANCA EXAMINADORA:____________________________ ____________________________ Prof. (a) Avaliador (a) Prof. (a) Avaliador (a)______________________________________________________________ (Orientador)
  4. 4. 4As pessoas têm direito a serem iguaissempre que a diferença as tornarinferiores; contudo, têm também direito aserem diferentes sempre que a igualdadecolocar em risco suas identidades. (SANTOS 1997)
  5. 5. 5Ao bom Deus por me conceder adisponibilidade, sabedoria e confiançaproporcionaram possível a realização deum sonho em realidade.A minha família, professores peloincentivo, aos meus amigos quecontribuíram direta ou indiretamente nestacaminhada.
  6. 6. 6 AGRADECIMENTOAo Departamento de Educação – Campus VII, pela graduação em Pedagogia.Ao professor Pascoal Eron Santos de SouzaAos funcionários que auxiliaram para o desenvolvimento das atividades.Aos professores que participaram nas respostas dos questionários.A cada educador que no decorrer do curso nos proporcionou momento deinteração e busca do saber e produção do conhecimento.A todos que contribuíram de maneira significativa no caminhar trilhado e nopercurso do curso de pedagogia.
  7. 7. 7 LISTAS DE FIGURASFigura 1- Perfil do professores com relação ao gêneroFigura 2 – Formação acadêmicaFigura 3 – Jornada de trabalhoFigura 4 – Capacitar-se é a busca do conhecimentoFigura 5 – O desafio de aprender BrailleFigura 6 – Experiência vivenciada pelo professor com deficienteFigura 7 – A insegurança é uma realidadeFigura 8 – Inclusão um paradigma visível
  8. 8. 8 RESUMOEste trabalho de conclusão de curso trata da questão da inclusão de deficientesvisuais na sala comum, esse fator abrange um processo de reforma e reestruturaçãodas escolas com a finalidade de assegurar o acesso e a permanência do alunodeficiente no processo de escolarização. Procuramos identificar as compreensõesque os professores das séries iniciais têm sobre a inclusão do deficiente visual nasclasses regulares. O lócus de pesquisa foram duas escolas públicas municipais dacidade de Senhor do Bonfim. A metodologia envolveu uma abordagem qualitativa.Para coleta de dados, foram utilizados a observação direta, preenchimento dequestionário aberto e fechado. Os resultados da pesquisa indicam que as principaisdificuldades que impedem uma efetiva inclusão dos deficientes visuais nasinstituições de ensino envolvem a falta de formação específica dos professores e assituações de discriminação e preconceito que os estudantes cegos estãosubmetidos.Palavras-chave: Deficiente Visual. Educação Inclusiva. Professor. Sala de aula.
  9. 9. 9 SUMÁRIOAPRESENTAÇÃO....................................................................................................11CAPÍTULO IPROBLEMATIZAÇÃO..............................................................................................13CAPÍTULO IIFUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.................................................................................17 2.1 O início da educação inclusiva no Brasil.....................................................17 2.2 A integração do deficiente na escola...........................................................18 2.3 O deficiente e suas possibilidades...............................................................21 2.4 O educador em uma perspectiva inclusiva..................................................22 2.5 A convivência na sala de aula.......................................................................23 2.6 O deficiente visual conquistando seu espaço.............................................25 2.7 Educação inclusiva uma escola de qualidade.............................................28CAPÍTULO IIIMETODOLOGIA........................................................................................................303.1 Pesquisa qualitativa..........................................................................................303.2 Lócus da Pesquisa............................................................................................303.3 Sujeitos da Pesquisa........................................................................................313.4 Os instrumentos utilizados e coleta de dados...............................................31
  10. 10. 10CAPÍTULO IVANÁLISES DE DADOS............................................................................................32 4.1 Perfil dos professores...................................................................................32 4.1.1 Gênero...........................................................................................................32 4.1.2 O professor e sua formação........................................................................33 4.1.3 Jornada de trabalho.....................................................................................34 4.1.4 Capacitar-se é buscar conhecimento........................................................35 4.1.5 O desafio de aprender Braille.....................................................................36 4.1.6 Experiência do professor com deficientes................................................37 4.1.7 A insegurança é uma realidade..................................................................38 4.1.8 Inclusão, um paradigma visível..................................................................39 4.2 Discursos dos professores............................................................................40 4.2.1 A política de inclusão..................................................................................40 4.2.2 Prática educativa.........................................................................................41 4.2.3 A luta contra o preconceito.........................................................................42 4.2.4 Trabalho pedagógico...................................................................................44 4.2.5 As dificuldades da política de inclusão.....................................................46CONSIDERAÇÕES FINAIS.....................................................................................48REFERÊNCIAS........................................................................................................50APÊNDICES.............................................................................................................55 APÊNDICE A APÊNDICE B
  11. 11. 11 APRESENTAÇÃOEste trabalho de conclusão de curso traz algumas reflexões sobre a inclusão dodeficiente visual na sala de aula. O tema central desta discussão tem umaaproximação muito pessoal com a história de vida da pesquisadora, pois, durante ainfância e adolescência, convivemos com a possibilidade de perder completamentea visão. Não fosse uma intervenção cirúrgica para tratar um problema de cataratacongênita, hoje teríamos, segundo um parecer médico, deficiência severa.Entendemos que a inclusão de alunos com deficiência visual, na rede regular,representa um avanço histórico em relação ao movimento de integração. A inclusãopostula uma reestruturação do sistema de ensino, com o objetivo de fazer com que aescola se torne aberta às diferenças para trabalhar com todos os educando, semdistinção de gênero ou características físicas.O presente trabalho está dividido em 4 capítulos. No primeiro capítulo apresentamoso problema de pesquisa, a Educação Inclusiva e o deficiente visual na sala comum.Este tema nos leva a uma reflexão: a inclusão requer uma reestruturação doSistema de Ensino para que a escola esteja apta a aceitar as diferenças e trabalharcom alunos, sem distinção de gênero, ou características seja ela física,psicológica,social e cultural.No segundo capítulo, abordamos os conceitos-chaves e os principais teóricos queorientaram nossas reflexões e nortearam a pesquisa. Bakhtin (1992), Castro (2004),Cabo (2003), Coín (2003) Duarte Júnior (1998), Enriquéz (2003), Fávero (2007),Fonseca (1995), Freire (1991), Gaio (2005), Kssar (1997) Mantoan (1997, 2004),Mazotta(2001), Menegetti (2005), Oliveira (2003), Sacristán (1998), Silva (1995),Touraine (1999), Veiga (1989), Vygotsky (1989).No terceiro capítulo, apresentamos a metodologia que direciona esta pesquisa denatureza qualitativa, bem como descrevemos e justificamos a utilização dos
  12. 12. 12instrumentos de coleta de dados que nos auxiliaram na construção de um conjuntode informações indispensáveis à satisfação de nossas inquietações.No quarto capítulo, trazemos a análise e interpretação dos resultados. Refletimos ascompreensões que os professores das séries iniciais têm sobre a inclusão de alunosdeficientes visuais nas classes comuns a partir dos dados coletados e dasdiscussões dos teóricos que fundamentaram este estudo.Enfim, ressaltamos que é imprescindível repensar a prática pedagógica e a posturado professor frente ao aluno com deficiência visual, buscando construir Uma escolainclusiva, que contemple todos os educandos sem distinção de características,físicas, psicológicas, culturais e sociais.
  13. 13. 13 CAPÍTULO I INCLUSÃO VENCENDO BARREIRASNo decorrer da história, a educação passou por momentos de transformaçõesprincipalmente no que se refere à inclusão de pessoas deficientes nas instituiçõesde ensino, essas mudanças abrangem um processo de reforma e de reestruturaçãodas escolas na sua totalidade com a finalidade de assegurar o direito e fortalecer oacesso as oportunidades educacionais, sociais e culturais oferecidas pela escola.A expressão inclusão relaciona-se ao termo exclusão, posto que se existe uma lutapara inclusão, seja na escola ou na sociedade como um todo é porque há pessoasàs margens do convívio social. Gentili (1995) buscando elucidar este aspecto afirmaque ao se analisar a exclusão escolar de certa forma analisa-se a inclusão, poisestar excluído na educação significa estar fora da escola.Desse modo que Booth & Ainscow (1998, apud Santos, 2002) referem-se à exclusãoe inclusão como processo e não um acaso, que contribui para um crescimento euma diminuição no que se refere à participação de alunos do currículo, da cultura,das comunidades locais e das escolas regulares.Entendemos que a inclusão de alunos com deficiência visual na rede regular,representa um avanço histórico em relação ao movimento de integração. A inclusãopostula uma reestruturação do sistema de ensino, com o objetivo de fazer com que aescola se torne aberta às diferenças para trabalhar com todos os educandos, semdistinção de gênero ou características físicas, sociais, econômicas, etc.Para que a escola consiga atender seu alunado deverá seguir os seguintesprincípios: reforçar a liberdade pessoal, atendendo à necessidade individual ecoletiva e assim oferecer uma educação centrada na cultura e nos valores dasociedade, atribuindo importância central ao respeito à diversidade e aoconhecimento do outro; sendo assim corrigir a desigualdade das situações e dasoportunidades. É necessário que a escola proporcione alternativas, e modos
  14. 14. 14diferenciados de prática pedagógica para que os (as) alunos (as) com suasdiversidades sejam atendidas na rede regular. Mantoan (1999, apud, Castro, 2004)diz que é necessário que toda criança freqüente uma escola, e esta escola deveestar apta a receber alunos deficientes e trabalhar com a diferença, se isso nãoocorrer o ambiente escolar não percebeu a diversidade, que as rodeiam, os diversosaspectos que mostram quanto somos diferentes um dos outros.Percebemos que a inclusão escolar das pessoas com deficiência tem sido alvo deinúmeros questionamentos e dificuldades, embora seja assegurado em legislação eem documentos como o Declaração dos Direitos Humanos de1948 que salienta:“todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direito”.A discussão a respeito da inclusão na educação tem sido anunciada em todos osaspectos: políticos, sociais e econômicos. De acordo com os diálogos estabelecidospor educadores surgem vários movimentos que buscam um espaço educacionalcom menos preconceito e discriminação a fim de democratizar o direito à educação.A opção pela escola inclusiva é assumida pela chamada Declaração de Salamancaresultado da conferência mundial de Educação Especial de 1994, que contou com aparticipação de diversos representantes de governos e organizações internacionaisempenhados em elaborar documento, que defende o direito de todas as crianças àeducação. De acordo com este documento escolas devem adaptar-se asnecessidades dos sujeitos, independentemente de suas condições intelectuais,emocionais, físicas, lingüísticas e sociais. Acreditamos que a educação especialhistoricamente vem contribuindo para a integração de deficientes no sistema deensino pelo movimento de inclusão.Podemos salientar que a educação especial, vem rompendo com o paradigma de“especial”, ou seja, escola especializada com classes especiais, Silva (2009) afirma: A Educação Especial demanda uma reflexão sobre a formação e seus condicionantes de forma que seja superado o que nela existe de “especial”, com a acepção que ainda vigora de educação para deficiente, entendida como pessoas incompletas. Cabe enfatizar a educação para a emancipação, autonomia e a diferenciação como
  15. 15. 15 possíveis aos seres humanos; entendê-los como indivíduos capazes de dar sentido, dentro de suas possibilidades, a situações e interações no mundo em que vivem. (p.121).Sabe-se que as limitações das pessoas com deficiências, não se referem apenas aausência de acessibilidade, mas ao espaço que ocupam na sociedade. Pois, asrelações humanas acontecem no contato com o outro e na troca de experiências. Eatravés destas relações entre homem e sociedade, notamos que a humanidade nãoexperienciou uma disposição propicia ao acolhimento, à diferença.As diferenças entre sujeitos são indispensáveis na formação da identidade, nãoexiste um comportamento unificado, nem uma resposta para diversos problemas. Notexto de Freire (1991), ao descrever os resultados de uma pesquisa sobre osmomentos de um grupo de crianças na aprendizagem de determinada performance,encontramos: [...] a igualdade vai se tornando difícil de constatar quanto mais descrevemos o gesto em detalhes. Neste caso, a igualdade vai desaparecendo e a diferença mostrando seus contornos com mais força [...]. É apenas na totalidade que são iguais [...]. Fora da totalidade, porém, já não faria sentido estabelecer a comparação. (FREIRE 1991, p. 87).As pessoas são diferentes, a realidade é diferente e as coisas que nos rodeiam também sãodiferentes. Isto não é problema, ninguém é igual, pois cada um tem a sua individualidade.Oliveira (2003) afirma: Pensar a diferença é mais que explicitar que homens e mulheres, negros, brancos, distinguem-se entre si é antes entender que ao longo do processo histórico, as diferenças que foram produzidas e usadas socialmente como critérios de classificação, seleção, inclusão e exclusão (OLIVEIRA 2003, p.161).Segundo Silva (2009) as diferenças humanas não são valorizadas pela sociedade ea escola pouco vem fazendo para transformar a prática evidente pelas políticaseducacionais no que se refere à formação de professores, adaptação da escola paraacessibilidade, uma revisão e organização no currículo e na gestão escolar.
  16. 16. 16O último censo realizado em 2007, pelo Núcleo CAP, (Centro de Apoio Pedagógico),revelou que a cidade de Senhor do Bonfim tem 52 alunos com deficiência visualinclusos na rede regular, sendo que 19 alunos, possuem baixa visão, 3 são cegoscongênitos e 30 estão passando pelo processo de avaliação pelo Núcleo CAP, paradetectar se estes alunos serão assistidos pela sala de recursos ou uma assistênciamaior pelo CAP.Percebemos que a cidade de Senhor do Bonfim vem contribuindo para que essealuno que tem deficiência visual possa ter acesso a escola e freqüentar a sala deaula, podendo participar da sala de recurso no turno oposto para melhordesenvolvimento da aprendizagem. Notamos um esforço por parte das escolas nosentido de se adaptar para receber esta clientela.Diante disso surge o questionamento: Quais as compreensões que os professoresdas séries iniciais têm sobre a inclusão de deficientes visuais nas classes comuns?O nosso objetivo é identificar as compreensões que os professores das sériesiniciais têm sobre a inclusão de deficientes visuais nas classes comuns.É necessário que façamos uma reflexão para que exista uma tomada de atitudenorteadora de mudanças para o desenvolvimento humano, bem como para aintegração no convívio social, político e cultural.
  17. 17. 17 CAPÍTULO II QUANDO TUDO COMEÇOU2.1 O início da Educação Inclusiva no BrasilNo âmbito educacional, o Brasil caminha a passos lentos para trabalhar políticaspúblicas para a educação inclusiva deixando fora da escola diversas crianças comnecessidades educacionais especiais por longo período, partindo desse pressupostoKassar (1997, apud, Mazzotta, 2001) salienta que após mais de dois séculos foramconstruídas escolas residentes para deficientes de visão e audição. Oficialmente apartir de 12 de setembro de 1854, D. Pedro II, através do decreto imperial nº. 1428fundou, na cidade do Rio de Janeiro, o Imperial Instituto dos meninos cegos.Essas escolas criadas no período Imperial eram preparadas especialmente parareceber pessoas com necessidades educacionais especiais, e visavam integrá-laspara conviver em sociedade. Mazzotta (2001) postula que o Instituto BenjamimConstant, em 1942, editou em Braille a Revista Brasileira para cegos, primeirogênero no Brasil.Pouco a pouco, graças às organizações não governamentais, como a sociedade dePestalozzi, AACD (Associação de Assistência a Criança Defeituosa) e a APAE(Associação de Pais e Amigos do Excepcional), a questão da deficiência foi saindodo âmbito da saúde e foi ocupando espaços educacionais. No final dos anos cinqüenta e início da década de sessenta, houve a inclusão da educação especial educacional brasileira, que visava atender parcela da sociedade com uma assistência, mas não integrava o portador de necessidades especiais na sociedade. (MAZZOTTA, 2001; p. 27).O longo percurso da educação Especial visava dar assistência aos deficientes,embora consistissem na segregação, de uma maneira separatista, mesmo assim era
  18. 18. 18o fim para desmistificação da deficiência como se o deficiente não tivessecapacidade alguma.Para Silva, (1995), somente em 1961 foi abordada pela primeira vez, em nossalegislação educacional, a política de educação especial através da Lei de Diretrizese Bases (LDB) 4024/61. A referida Lei estabeleceu, em seus artigos 88 e 89, que a“educação dos portadores de deficiências deve no que for possível, enquadrar-se nosistema geral de educação a fim de integrá-los na comunidade”.2.2 A integração do deficiente na escolaPercebemos que só a partir da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) 9.394/96 no seuartigo 58 parágrafo 2º, que a educação especial favorece a integração das pessoascom deficiência na classe regular, porém é importante que se tenham políticaspúblicas para realmente ter uma Educação inclusiva na escola seja ela pública ouparticular em sala de aula, e por fim na sociedade.Segundo Fonseca (1995), nota-se que a Educação Especial vem sendo planejadadesde década de 70, o MEC admitiu que as pessoas que necessitam da EducaçãoEspecial requer cuidados especiais no lar, na escola e sociedade. A lei 5692 / 71produzia potencialidades e preparava mão-de-obra qualificada para o mercado detrabalho. A partir da lei cresce a preocupação em relação à educação especial assimvão surgindo planos de ação que visavam priorizar a educação especial. Sendoassim. Mazzotta (2001) afirma: No ano de 1973, através do decreto nº. 72125/73, a educação especial foi encarada como prioridade no Plano Setorial de Educação e Cultura, criando o (CENESP) Centro Nacional de Educação Especial, que redefiniu a política de Educação Especial, elaborando uma nova proposta, destacando a integração e a normalização como princípios norteadores (p.55).O direito e acesso ao ensino para todos não tem sido garantido, pois, há grandedificuldade da escola em lidar com a diversidade de estilos de aprendizagem,independentemente de se tratar ou não de alunos com deficiência. É necessário um
  19. 19. 19ensino apto que ofereça oportunidades educacionais a todos os alunos. Mantoan(2004) declara que de acordo com as diferenças de cada aluno, o sistema de ensinodeve possibilitar condições favoráveis para seu desenvolvimento e não cairmos nasteias da educação especial e suas modalidades de execução.Com a participação do Brasil no ano de 1994, na Conferência de Salamanca, queconforme Castro (2004), consistiu na retomada de discussões sobre educaçãoinclusiva propondo que, as escolas deveriam acolher todas as criançasindependente de suas condições, adequando-se para recebê-las. Vejamos: Todas as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras (...) No contexto de outras Linhas de Ação o termo „necessidades educacionais especiais‟ refere-se a todas aquelas crianças ou jovens cujas necessidades se originam em função de deficiências ou dificuldades de aprendizagem. Muitas crianças experimentam dificuldades de aprendizagem e têm, portanto, necessidades educativas especiais em algum momento de sua escolarização. As escolas têm que encontrar a maneira de educar com êxito todas as crianças, inclusive as que têm deficiências graves Declaração de Salamanca e Linha de Ação, 1994.A lei maior que rege o Brasil deixa muitas interrogações em relação à política dainclusão de alunos com deficiência nas classes regulares podemos perceber que aConstituição Federal Brasileira, no artigo 208, no inciso III e a lei de Diretrizes eBases – LDB 9394/96, no artigo 58, determinam que os indivíduos comnecessidades especiais devem ser assistidos por meio de um atendimentoespecializado preferencialmente na rede regular de ensino. Quando a Lei abre abrecha com o termo “preferencialmente” deixa espaço para o sistema educacionalassumir ou não a política de educação inclusiva, deixando a responsabilidade paraoutros processos educacionais.Atualmente a educação especial é reconhecida. Hoje já existem programas para queas pessoas com deficiências possam desenvolver suas potencialidades e seintegrarem em processos regulares de ensino. A prática da educação inclusiva sebaseia em princípios diferentes do convencional: aceitação das diferenças
  20. 20. 20individuais, valorização de cada pessoa, convivência dentro da diversidade humana,aprendizagem por meio da cooperação.Embora o desenvolvimento do sistema educacional tenha buscado homogeneizar asclasses em sala de aula através de turmas menos numerosas, há padronização deidades, níveis escolares semelhantes. Analisamos que cada um tem suaindividualidade então existem uma constante heterogeneidade. Por vezes estamostão envolvidos em manter uma didática padronizada oferecendo iguais meios deaprendizagem aos alunos, que esquecemos que a condição principal para aigualdade de oportunidades de aprendizado está em lhes proporcionar modosdiferenciados para que os diferentes alunos sejam atendidos.Considerando que o ser humano é de grande complexidade, ele não é determinadoapenas biologicamente, Duarte Junior (1998) diz que o ser humano não édeterminado biologicamente, porque ele inventa, cria sua própria maneira de viver,sendo o agente construtor da sua realidade social e cultural. A liberdade de ação,que faz do mundo humano um complexo social, não pode ser considerada como umfator físico ou biológico do ser homem ou mulher.Com o passar dos anos nota-se uma nova visão da escola em relação aoconhecimento a ser trabalhado, este ganha uma nova compreensão, nas leituras emCastro (2004) percebemos que a escola nas últimas décadas, mudou não comomera transmissora de conhecimento, mas procurando atender os quatro pilares daeducação, indicados pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para aEducação, Ciência e Cultura), aprender a aprender, ensinando e incentivando osalunos a buscar o conhecimento, conseqüentemente o aprender; aprender a fazer.O saber dessa forma melhorar as condições de vida e as relações dos sujeitos noscontextos sociais.É importante levar o conhecimento ao aluno de aprender a fazer e assim melhorar orelacionamento com o outro trabalhando assim a convivência. Discutindo a funçãoda escola, Touraine (1999, apud, Castro 2004, p. 38) defende que esta deve estarvoltada para a formação do sujeito; deve ser orientada para a liberdade do sujeito
  21. 21. 21pessoal, e comunicação intelectual, favorecendo a gestação democrática dasociedade e de suas mudanças.2.3 O deficiente e suas possibilidadesNas escolas públicas brasileiras é observado um número irrisório de alunos comalgum tipo de deficiência (física, mental, auditiva, visual e múltipla) freqüentando aclasse regular de ensino e esses discentes são tidos como diferentes na sala deaula. É necessário um esforço por parte da escola e da sociedade como um todopara que o direito assegurado por lei seja garantido. É inegável o esforço que tem sido feito no campo das sociedades solidamente organizadas, no sentido de estabelecer espaços de direito aos deficientes, sejam motores, visuais, auditivos ou mentais. Este esforço, inclusive, tem sido resultado de um movimento oriundo dos próprios deficientes, o que implica dizer que, enquanto seres sociais, tem exercitado seus espaços de cidadania. As iniciativas variam de sociedade para a sociedade, procurando incorporar a questão da deficiência ao ideário representativo dos direitos humanos, garantindo em lei esses direitos que, em muitas sociedades, não estão garantidos na prática. Este panorama tende a alterar significativamente o conceito de deficiência, no inicio do século XXI, instalando um novo modo de entendê-lo, mais ampliados e mais abrangentes, na perspectiva de considerar o ser humano como alguém capaz de, dentro de suas possibilidades, auto- organizar-se, neste movimento, organizar os espaços sociais ao seu redor. (GAIO & MENEGHETTI, 2005; p.15)O espaço que os deficientes têm na sociedade hoje provém dos movimentosrealizados por eles, na luta para assegurar seus direitos garantidos por lei, e assimexercer sua cidadania.Segundo Gaio & Meneghetti (2005), no Brasil, conforme os dados do censo de 2000,há numa população de 174 milhões de habitantes, cerca de 14,5% de pessoas comdeficiências. Inegavelmente, a falta de informação contribui para o processo deexclusão dessas pessoas.Entendemos como desafio a inclusão de alunos com deficiências visuais na rederegular de ensino, pois com tantos avanços na política educacional o deficiente
  22. 22. 22ainda vive o preconceito e a discriminação. Apesar da Constituição Federalbrasileira, no seu artigo 205, afirmar que a educação é um direito de todos, ascrianças com habilidade abaixo da média são mal servidas por nosso sistemaeducacional. Aquelas que são menos capazes cognitivamente continuam a sofrer asconseqüências de quaisquer que sejam os problemas agudos ou crônicos queafetam o sistema educacional.2.4 O educador em uma perspectiva inclusivaPercebemos que o modelo de educação inclusiva exige aprofundamento teórico eprático, investimento acadêmico, reflexões, flexibilidade, disponibilidades daspessoas em assumir este trabalho e uma avaliação constante. Com esteentendimento, reforçar-se a necessidade de profissionais de educação da rederegular complementando o trabalho pedagógico, sempre para conduzir no caminhoda inclusão. O professor tem que estar sempre se atualizando buscando cursosespecíficos para trabalhar a inclusão do deficiente na rede regular. Mantoan (1997)declara relevante a formação continuada dos professores seja antes de tudo umaauto-formação, pois o que acontece no interior das escolas, os profissionais vãobuscando aprimorar sua prática. Estudam e trocam experiências de trabalho,atualizando seu conhecimento. À formação inicial de professores, para a inclusãode alunos com deficiência na escola regular é um grande motivo para que asescolas façam reformulação nos currículos.Educar é uma tarefa complexa por ser um exercício contínuo e coletivo, fazendo-senecessário refletirmos enquanto formadores e facilitadores desses processos, pois,é ideal ao docente, iniciativa individual juntamente com uma disposição de seenvolver com o processo de aprendizagem.Segundo Oliveira (2003; p, 160) educador é aquele que: Constrói valores e os reproduz entre seus alunos e colegas, produzem conhecimentos e desenvolve competências próprias do seu campo de atuação, a saber, a docência. Mas, juntamente com esses aspectos esse profissional também constrói e desenvolve valores acerca do universo cultural e social em que vive, e isso
  23. 23. 23 envolve as representações sociais e negativas que incidem sobre determinados grupos sociais, étnicos, gerecionais e, também, sobre aqueles que possuem uma determinada orientação sexual.A partir do momento em que o professor ensina adquire conhecimento, quando elebusca os saberes e assim ensina provocando no aluno o ato de buscar esseconhecimento também. Freire (1987) também traz algumas reflexões neste sentido: [...] o (a) só ensina em termos verdadeiros, na medida em que conhece o conteúdo que ensina, quer dizer, na medida em que se apropria dele em que. [...] Ensinar é assim a forma que torna o ato de conhecimento que o (a) professor (a) necessariamente faz a busca de o que ensina para provocar nos alunos seu ato de conhecimento também. Por isso, ensinar é um ato étnico e não mecânico (p. 81).O professor deve refletir sobre suas práticas pedagógicas, seu conhecimento do queé construído no seu dia-a-dia. É necessária uma avaliação constante de sua práticaem sala de aula, pois ele é o ator principal para desenvolver e promover açõesmediante o conhecimento, seja ele individual ou coletivo.2.5 O A convivência na sala de aulaA sala de aula é um espaço muito importante na vida dos alunos, pois é nela que sedesenvolvem as primeiras experiências e sensações da vida escolar. Por isso, deveser um local aconchegante e estimulador, pois possibilita ao aluno, elaborarinstrumentos indispensáveis à adaptação que lhe permitam uma ambiência socialfavorável. Percebe-se que as relações afetivas, as trocas de experiênciascontribuem para o processo da aprendizagem dos alunos. Sacristán (1998) relata: Para compreender a significação real dos intercâmbios na sala de aula é imprescindível entender a trama de conceitos, teorias, estratégias, afetos e hábitos que cada um dos participantes acumulou em sua experiência histórica e que agora ativa nas trocas de sala de aula. A importância das variáveis experienciais reside em seu caráter geralmente implícito (...) das trocas na sala de aula. No complexo meio social e cultural da classe ocorrem diferentes processos de comunicação nos quais se podem distinguir vários níveis de criação, transformação e comunicação de significados. (p. 78)
  24. 24. 24Por ser o lugar onde se desenvolvem intenções e projetos a sala de aula deve serpensada e planejada para atender as necessidades daqueles que ali estudam, tendoque ser ampla e bem arejada para poder permitir condições agradáveis aoeducando. Veiga (1989) diz: A sala de aula é a parte de um todo, está inserida em uma instituição educativa, por que está filiada a um sistema educacional que também é parte de um sistema sócio-econômico, político e cultural mais amplo (p.117).O sistema educacional vem tentando homogeneizar as turmas em sala de aulaatravés de seleção padronizada por idades. No entanto nos deparamos com salascheias e alunos com diferentes níveis de aprendizagem, ou seja, uma constanteheterogeneidade.As salas de aula realmente necessitam de abordagens didáticas variadas e quemesmo dentro de uma forma tradicional, podemos ter diferenciação do ensino,indicando que a tarefa do professor não é tão impossível apesar de difícil. É precisoconsiderar tal condição e encarar meios de nos aproveitarmos dela, visto que, essasituação ocasiona momentos de conflitos entre professor e aluno em sala de aula,pois, as propostas do sistema educacional divergem dessa perspectivahomogeneizadora, sendo necessário que a diversidade seja vista numa perspectivado tratamento dado as diferenças.Estar na sala de aula é um exercício de entrega de si, é troca de experiências. Nasala, há tantas histórias, tantos sujeitos, tantos significados distintos para eles. E porisso que dentro de cada sujeito existem diferenças. Meneghetti (2005) afirma: O que a sala de aula nos diz é que as diferenças entre sujeitos não são uma hipótese, ou algumas hipóteses. A diferença é a absoluta comprovação da realidade. A grande tese, portanto é a necessidade da inclusão da diferença como uma maneira de interpretar os significados da vida, a fim de que seja possível olhar o real na sua integralidade. Sem considerar a diferença, a visão sobre a realidade não é completa (p. 98).
  25. 25. 25É necessário compreender a vida da sala de aula, para ter condição satisfatória naintervenção sem nenhuma arbitrariedade. Segundo Sacristán (1998), a vida da salade aula, dos indivíduos e dos grupos que nela se desenvolvem, tem muitas formasdiferentes de ser e diversos modos de manifestação em virtude das trocas einterações que se produzem, tanto na estrutura da tarefa acadêmica como nosmodos de relação social que se estabelecem. A vivência em sala de aula pode serinterpretada como experiências e na maneira como se cria e se transforma e secompreende.2.6 O deficiente visual conquistando seu espaçoPercebemos que a escola precisa tornar-se apta a reconhecer a diversidade deritmos de desenvolvimento, necessidades educacionais dos alunos. Neste contextoCastro (2004) afirma que: A deficiência visual pode ser conceituada como a redução ou perda total da capacidade visual, decorrente de imperfeição no órgão ou no funcionamento do sistema da visão. Por outro lado, a redução da capacidade visual pode ser classificada, de acordo com a intensidade em deficiência visual leve, moderada, profunda, severa. Os portadores de deficiência visual são geralmente classificados como portadores de visão subnormal ou de cegueira. Sob o enfoque educacional, a cegueira representa a perda total ou resíduo mínimo de visão que leva o indivíduo a necessitar do método Braille como meio de leitura e escrita. (p.44-45).Notamos que a pessoa com deficiência visual, podem ser cegas totais congênitas,ou ficar cegas tempos depois do nascimento. Segundo Cabo (2003) os sujeitospodem ter visão sub-normal ou baixa visão que pode ser corrigida através de lentesópticas e também por meio de cirurgias.Há falta de informação por parte de muitas pessoas que pensam a deficiência visualcomo sendo apenas a cegueira. Existem as pessoas com baixa visão, ou visãosubnormal como é conhecida cientificamente e existem vários fatores que levam adeficiência visual. Notamos que as doenças oculares são diversas, Castro (2004)relata:
  26. 26. 26 São múltiplas as causas das doenças oculares: podem ser congênitas, de natureza genética ou ambiental, ou então adquirida durante o desenvolvimento. Pode tratar-se de problemas de refração, lesão no globo ocular, nervo ótico ou ainda traumatismo nos olhos, adquiridos nos esportes, por queimaduras, ou acidentes domésticos. Tratando-se de adaptação à vida, caso o individuo não tenha associada à deficiência visual ocorre a compensação com outros sentidos, como o tato, audição e olfato. (p. 47).Como são múltiplas as causa das doenças oftmológicas, aquelas pessoas adquirema deficiência visual sofrem com a perda e precisarão de um momento para readaptara sua vivência de maneira diferenciada, não será fácil, mas durante o processo dereadaptação a pessoa se aceita.Os alunos com deficiência visual necessitam de recursos e materiais didáticos parafacilitar o seu aprendizado e ter acesso as informações, que contribuirão nasrealizações das atividades propostas pelo professor. Segundo Fávero (2007): Em caso de deficiência visual, a escola deve providenciar para o aluno, após a sua matrícula, o material didático, como regletes, soroban, além disso ensino do código braille e de noções sobre orientação e mobilidade, atividades de vida autônoma e social. Deve também conhecer e aprender a utilizar ferramentas de comunicação, que por sintetizadores de voz possibilitam aos cegos escrever e ler via computadores. È preciso, contudo, lembrar que a utilização desses recursos não substituem os conteúdos curriculares e as aulas nas escolas comuns de ensino regular. Em se tratando de escola públicas, o próprio Ministério da Educação tem um programa que possibilita o fornecimento de livros didáticos em braille. Além disso, em todos os Estado instalados Centros de Apoio Educacional Especializado, que devem atender às solicitações das escolas públicas. Da mesma forma, as escolas particulares devem providenciar e arcar com os custos do material ou tentar obtê- lo através de convênios com entidades especializadas e / ou rede pública de ensino (p 40.)Entendemos que a leitura em braille, são sinais em alto relevo, conjunto de seispontos com sessenta e quatro combinações faz-se necessário que as escolasadquiram esses recursos matérias, Castro (2004) o braille é a leitura específica paracegos, porém a visão sub-normal pode ser corrigida através de lentes ópticas oucirurgias, a criança com baixa visão tem uma limitação ao enxergar de longe e sóconsegue enxerga de perto com uma distância de poucos centímetros.
  27. 27. 27Para que o aluno com deficiência visual possa compreender a explicação doprofessor é necessário que utilize bastante, a linguagem oral, assim facilitará oprocesso de ensino-aprendizagem, pois a linguagem é a sua maneira preferencialde representar o mundo e é através dela que lhe permite um desenvolvimentogradativo da codificação semântica das informações. Dessa maneira a linguagem éa ferramenta sobre o qual emergem todas as formas de organização e deconstituição dos sujeitos e dos fatos da realidade. (Vygotsky 1989).Percebemos que as relações afetivas, as trocas de experiências contribuem para oprocesso da aprendizagem dos alunos. Para Sacristán (1998): Aprendizagem dos alunos ocorre em grupos sociais nas quais as relações e as trocas físicas, afetivas e intelectuais constituem a vida do grupo e condicionam os processos de aprendizagem.Assim, para que o professor possa intervir e facilitar os processos de reconstrução e transformação do pensamento e da ação dos alunos , deve conhecer as múltiplas influências que, previstas ou não, acontecem na complexa vida da aula e intervém decisivamente no que os estudantes aprendem e nos modos de aprender (p.70).É importante ressaltar que a aprendizagem não deve ser apenas uma aquisição deconhecimento e sim a capacidade para relacionar as novas informações e asassimiladas previamente, que possam ser aplicadas em situações posteriores. EntãoCobo (2003), afirma: O aluno dever ser o sujeito de um processo de ensino, organizado de maneira que a criança possa utilizar todos os seus sentidos para conhecer os fatos. O aluno pensa nos fatos e chega às suas próprias conclusões com a ajuda do professor, ou independentemente. O domínio, por parte da criança, dos recursos e materiais educativos depende da habilidade pessoal de cada aluno, e também do professor, na medida em que este for capaz de despertar seu interesse e o dirija a desenvolver a iniciativa e uma atitude responsável em relação ao trabalho e à aprendizagem (p.142).A escola precisa oferecer espaços adequados aos alunos com deficiência visual.Eles precisam estar próximos do professor a fim de facilitar tal localização irá permitirao DVG (deficiente visual grave) captar informações o que não seria possível
  28. 28. 28detectar caso se encontrasse distante do professor. Segundo Coín & Enriquéz(2003): O aluno cego deve dispor de espaço suficiente para realizar suas tarefas escolares (mesa ampliada, duas mesas juntas), o que lhe facilitará o trabalho no momento em que tiver de utilizar vários instrumentos específicos (máquina Perkins,livro didático, material de desenho, etc). Nesse sentido, devemos insistir na importância da ordem dos seus pertencentes; essa ordem deve ser uma constante na vida do deficiente visual grave e ser enfatizada desde etapas precoces (p. 272).Tanto a escola como a sala devem ser adequadas para alunos com deficiênciavisual para facilitar sua localização evitando ocorrências de acidentes e é necessárioespaço amplo fora da sala de aula para a mobilidade, e um lugar habilitado pararealizar o esforço pedagógico, quando for necessário.2.7 Educação Inclusiva uma escola de qualidadeA discussão da política de Educação Inclusiva, para Silva (2009), consiste naconstrução da sociedade inclusiva, proporcionada pela escola, na medida em quecombate o preconceito e a discriminação proporciona a relação entre os alunos.Neste sentido, a inclusão escolar objetiva mudanças na forma de prática social e deconstrução de uma sociedade democrática. A educação, ao adotar a diretriz inclusiva no exercício de seu papel socializador e pedagógico, busca estabelecer relações pessoais e sociais de solidariedade, sem máscara, refletindo um dos tópicos mais importantes para a humanidade, uma das maiores conquistas de dimensionamento”ad intra” e “ad extra” do ser e da abertura para o mundo e para o outro. Essa abertura, solidária e sem preconceitos, poderá fazer com que todos percebam-se como dignos e iguais na vida social. (Brasil/Me, 2001, p.10).As crianças com deficiência devem ser atendidas em espaços escolares capazes deimplementar uma pedagogia que considera o aluno e proporciona a educação paratodos os alunos. Pelo princípio da escola inclusiva:
  29. 29. 29 ... todas as crianças devem aprender juntas, sempre que possível, independentemente de quaisquer dificuldade ou diferenças que elas possam ter. Escolas inclusivas devem reconhecer e responder às necessidades diversas de seus alunos, acomodando ambos os estilos e ritmos de aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade a todos através de um currículo apropriado, arranjos organizacionais, estratégias de ensino, uso de recurso e parceria com as comunidades (UNESCO,1994, P.4)O reconhecimento da especificidade de serviço de apoio para o aluno comdeficiência parece já ter sido incorporado nos documentos da política educacional noBrasil. Notamos que a inclusão escolar envolve mudança de atitude frente ao outroque não é mais um indivíduo qualquer com o qual convivemos por um determinadotempo de nossas vidas. O outro é alguém importante para a formação do sujeitocomo pessoa.Entendemos que a inclusão é uma possibilidade que se abre para aperfeiçoamentoda educação escolar beneficiando alunos com ou sem deficiência. Para que oprocesso de inclusão escolar com qualidade é necessário uma reformulação nosistema educacional. Segundo Mittler (2003), isto implica em uma reforma radicalnas escolas em relação ao currículo, à avaliação pedagógica e à forma deagrupamento nas atividades em sala de aula.
  30. 30. 30 CAPÍTULO III CAMINHOS PERCORRIDOS3.1 Pesquisa QualitativaA pesquisa qualitativa é muito requisitada e tem uma característica marcante, pois,os significados são dados pelas pessoas envolvidas no objeto de estudo. Sendoassim Michaliszyn & Tomasini (2005) afirmam: A pesquisa qualitativa caracteriza-se pela interação entre os pesquisadores e o grupo social pesquisado, ocorrendo entre eles um certo envolvimento de modo cooperativo ou participativo e supõe o desenvolvimento de ações planejadas de caráter social (p.32)A pesquisa qualitativa deve esclarecer os elementos que irão compor a pesquisa,como, definição do problema, identificação, coleta de dados. Segundo Lakatos(2001) a pesquisa não é planejada para coletar resultados quantitativos ela direcionao aprofundamento da compreensão de grupos sociais, de uma sociedade.A pesquisa qualitativa é denominada naturalista, por não envolver tratamentoexperimental, pois, as situações observadas em sua manifestação natural, ou seja, ainvestigação se dá no próprio contexto em que estão inseridos os sujeitos. Foramobtidas diversas informações na pesquisa, um material bastante diversificado.3.2 Lócus da PesquisaOs lócus escolhidos foram duas escolas municipais da cidade de Senhor do Bonfim,que contribuíram para o desenvolvimento da pesquisa. A Escola Municipal CândidoFelix Martins, está localizada em um bairro periférico no bairro alto da maravilha temcrianças deficientes e vem trabalhando com a perspectiva de inclusão dispondo desala de recurso. A Escola Municipal Thomaz Guimarães, situada no bairro Santos
  31. 31. 31Dumont e tem alunos com deficiência e uma aluna deficiente visual com perdaparcial.3.3 Sujeitos da PesquisaOs sujeitos da pesquisa foram 10 professores das séries iniciais do EnsinoFundamental I de duas escolas públicas municipais da cidade de Senhor do Bonfim-Ba. E que na sua sala de aula tinham alunos com deficiência visual.3.4 Os instrumentos utilizados e coleta de dadosPara que a pesquisa fosse efetivada com êxito foram essenciais a observaçãodireta, a elaboração de questionários onde os sujeitos responderam e expressaramsua opinião referente ao problema. Os questionários foram compostos de questõesabertas e fechadas às quais os professores indicariam o sexo, formação e etc.A observação se fez necessária para vivenciarmos o cotidiano dos docentesjuntamente com os discentes dentro do ambiente escolar fazendo observaçõesimportantes para compreensão do nosso objeto de estudo. Nas pesquisas queenvolvem observação direta segundo Ludke e André (1986), permite que oobservador chegue mais perto “da perspectiva do sujeito”, um importante alvo nasabordagens qualitativas.O questionário na visão de Gressler (1989) é constituído de uma série de perguntasorganizadas, com a finalidade de levantar dados para uma pesquisa, cujasperguntas são formuladas pelo pesquisador sem assistência direta ou orientação dopesquisador. É também um instrumento muito utilizado para levantamento deresposta pessoal, espontânea, com todos os pormenores que o informanteconsidere necessários sem influenciá-los, visto que nos permite uma coleta mais fieldo problema que se deseja investigar.
  32. 32. 32 CAPÍTULO IV INTERPRETANDO O CONTEXTOAs reflexões presentes nesta parte do trabalho surgem como fruto da análise ediscussão dos dados levantados durante a realização da pesquisa. Ressaltamos queas afirmações aqui feitas e as declarações enunciadas não têm a pretensão de setornarem verdades incontestáveis, mas são o resultado do que conseguimosinterpretar a partir do nosso objeto de estudo.Inicialmente traçaremos o perfil dos sujeitos da pesquisa tomando como base asinformações contidas no questionário fechado aplicado. Por fim, discutiremos sobrea compreensão dos professores a respeito do processo de inclusão do deficientevisual nas classes comuns, a partir dos discursos construídos para responder asquestões do questionário aberto.4.1 Perfil dos professores entrevistadosAs respostas apresentadas pelos professores no questionário fechado foramclassificadas em tópicos. Esses tópicos com suas porcentagens foramrepresentados através de figuras expressando as respostas dos educadores.4.1.1 GêneroAo analisarmos a figura 1, notamos que 90% dos educadores das séries iniciais sãodo sexo feminino e somente 10% são do sexo masculino. Percebemos que estapresença marcante da mulher na educação é fruto de um processo histórico, quedenota a tentativa de desprofissionalizar o magistério entendido como atividadepuramente materna.
  33. 33. 33 10% 90% Masculino FemininoFigura 1 - Perfil dos professores sujeitos da pesquisaNotamos atualmente que a mulher ganhou espaço e vem assumindo um papelfundamental nas relações sociais principalmente na área educacional.4.1.2 O professor e sua formação 10% 30% 60% Ensino Médio Graduação Completa Graduação IncompletaFigura 2 - Quanto à formação acadêmicaDe acordo com a figura 2 apenas 30% dos professores possuem graduaçãocompleta; 60% dos educadores possuem nível médio; 10% possuem graduaçãoincompleta, e 40% fizeram curso de pós-graduação. Porém, a formação acadêmicanão dá conta sozinha de formar professores pra inclusão em educação, formação éum processo contínuo. No cenário educacional inclusivo o professor semqualificação em Educação Inclusiva não tem condições de atender alunos comdeficiência.
  34. 34. 34Podemos perceber que um dos temas mais discutidos fora e dentro da áreaeducacional no Brasil é a formação de professores, segundo Formosinho &Kishimoto (2002), nos séculos XX e XXI, novas ações foram concedidas as escolasaumentando a relação com a sociedade. Nesse processo, o professor surge comoum sujeito relevante na reestruturação da escola, pela força política e social, na lutapor uma escola democrática, dinâmica, de qualidade e inclusiva, necessária àsociedade.Para Fortuna & Bittencort (2003) o professor é um profissional capaz decontextualizar suas ações, pois é considerado como responsável pela construção deuma nova realidade educacional. Nessa direção se estabelece estreita relação entreeducação com qualidade e formação de professor.4.1.3 Jornada de trabalhoAnalisando a figura 4, notamos que a jornada de trabalho de 60% dos professores éde 40 horas. Nesse sentido, somos levados a questionar: o que leva o professor adupla carga horária de trabalho, são os baixos salários? Ou faltam políticas públicasque favoreçam a prática educativa do professor? 40% 60% 40 Horas 20 HorasFigura 3 – Jornada de trabalhoAcreditamos que o professor com uma carga horária maior de trabalho seránecessário um esforço a mais para planejar aulas diversificadas, lidar com adiferença e atender a necessidade da sala, principalmente quando se trata de alunos
  35. 35. 35com deficiência visual, e sabemos que nem todos os professores estão preparadospara receber-los. Silva (2009) relata em suas entrevista com professores, sobre aEducação Inclusiva os mesmos descrevem que o tema é muito complexo, e quemuitos discursos por parte desses educadores a respeito da política de inclusão sãocontraditórios.4.1.4 Capacitar-se é buscar conhecimentoA formação de professores é fundamental para a elevação da política de EducaçãoInclusiva e conseqüentemente uma educação de qualidade. Neste sentido, na figura4, notamos que 60%, representando a maioria dos professores, não possuem cursosde capacitação de Educação Inclusiva, apenas 40% buscaram se capacitar paramelhorar a prática pedagógica e estar preparados para receber alunos comdeficiência. Para que a Educação Inclusiva se concretize de fato, é necessário queo professor participe continuamente de formação continuada. 40% 60% Possui Curso de Capacitação Não PossuiFigura 4 – Capacitar-se é a busca do conhecimentoPercebemos através dos questionários que 40% dos professores possuem curso decapacitação sobre inclusão de deficientes na sala comum, é relevante que oprofessor busque cursos específicos para trabalhar inclusão de deficientes,especificamente deficiência visual. Segundo Mrech (1999, apud, Castro2004 p,) oprocesso democrático em educação poderá ser possibilitado por intermédio eredesionamento da escola e da formação continuada dos educadores, de forma a
  36. 36. 36atender com sucesso a todas as crianças, independentemente de suasespecificidades de aprender.4.1.5 O desafio de aprender BraillePara enfrentar o desafio de aprender Braille, exige-se um estímulo pessoal e odesejo de querer aprender, pois a leitura em Braille não é tão diferente da leitura atinta, a pessoa sendo vidente ou cega se depara com símbolos gráficos, que podemser realizados por meio da visão ou mediante o tato. 30% 70% Não sabesabe Braille Sabe Braille Não Braille SabeFigura 5 - O desafio de aprender BrailleNotamos que apenas 30% dos professores buscaram conhecer a leitura em Braille,leitura esta específica para pessoa com deficiência visual. É necessário que oprofessor esteja apto para trabalhar com alunos não videntes. Para Castro (2004) oeducador que trabalha com deficiente deve compreender todas as responsabilidadesdesta situação, pois a mesma interfere no processo de desenvolvimento, naaprendizagem, nas relações familiares e sociais, na organização da personalidadecomo um todo.É importante que pais e professores desenvolvam ações educacionais que visematender as especificidades das pessoas com deficiência visual ou não, pois segundoVygotsky (2000) o aprendizado impulsiona o desenvolvimento. A transformação doindivíduo não se processa por dotação biológica e nem por ações isoladas sobre osobjetos do mundo, mas através das relações mediante a linguagem.
  37. 37. 374.1.6 Experiência do professor com alunos deficientesAo analisar a figura 6, percebemos que 80% dos professores tiveram a experiênciade trabalhar com alunos deficientes nas suas salas de aula, e apenas 20% doseducadores não vivenciaram esta experiência. 20% 80% Não tem experiência com deficiente Tem ExperiênciaFigura 6 – Experiência vivenciada pelo professor com alunos deficientesNa figura 6, a inclusão do deficiente na sala comum é uma possibilidade, cabe aoprofessor buscar meios de lidar com a diversidade, numa perspectiva no tratamentodado as diferenças. Meneghetti (2005) diz: O que a sala de aula nos diz é que as diferenças entre sujeitos não são uma hipótese, ou algumas hipóteses. A diferença é a absoluta comprovação da realidade. A grande tese, portanto é a necessidade da inclusão da diferença como uma maneira de interpretar os significados da vida, a fim de que seja possível olhar o real na sua integralidade. Sem considerar a diferença, a visão sobre a realidade não é completa (p. 98).A sala de aula é composta por vários sujeitos e cada um possui uma personalidadediferente, e muitas vezes esses sujeitos não tem nenhum tratamento diferenciadoem relação as suas limitações, neste sentido a sala de aula passa a ser homogêneadiante da prática do professor.Para Santos (2003) a igualdade deixa de ser sinônimo de homogeneização, sendo,ressignificada, indo além da garantia ao acesso e abrindo caminhos para que o
  38. 38. 38indivíduo possa fazer sua própria escolhas. Neste sentido, devemos aprender ecompreender que a diferença entre sujeitos é uma realidade, ninguém é igualmesmo vivendo em situações semelhantes.4.1.7 A insegurança é uma realidadeNa sua formação acadêmica, o professor não foi preparado para lidar com alunoscom deficiência e principalmente com as diferenças na sala de aula, embora amaioria dos educadores acreditem no processo de inclusão. Porém, 60% dosprofessores não sentem segurança ao trabalhar com alunos deficientes, apenas40%, como mostra a figura 7, sentem-se seguros para trabalhar com deficientevisual na sala regular. 40% 60% Não tem segurança Tem segurançaFigura 7 – A insegurança é uma realidadeAo analisarmos a figura acima e os relatos dos educadores, percebemos que osprofessores que tem segurança de trabalhar com deficientes visuais na sala de aulasão os 40% que fizeram curso de capacitação de inclusão de deficientes para oingresso na sala comum. Os 60% que representam a maioria dos entrevistados nãoparticiparam de nenhum curso de capacitação de Educação inclusiva eprovavelmente deverão trabalhar anos posteriores com essa clientela. Qual odirecionamento que estes educadores na sua prática pedagógica darão a estesalunos?
  39. 39. 394.1.8 Inclusão um paradigma visívelA inclusão de alunos com deficiência no ambiente escolar vem se tornando cada vezmais possível. Com o fim das chamadas classes especiais e o movimento deintegração, acreditamos que o processo de inclusão caminha para a construção deuma escola e de uma sociedade cada vez mais inclusiva. É nesta perspectiva que80% dos professores acreditam no processo de inclusão de alunos com deficiênciana sala comum e apenas 20% dos educadores não acreditam na inclusão destesalunos na rede regular, pois a salas são numerosas, o professor não tem comoproporcionar uma assistência maior ao aluno com deficiência ou alunos comdificuldades de aprendizagem. Há falta de um auxiliar na sala que tem deficientepara auxiliá-lo no desenvolvimento das atividades 20% 80% Acreditam na inclusão Nâo AcreditamFigura 8 – Inclusão paradigma visívelAo analisar as respostas dos professores notamos que a maioria deles acreditam noprocesso de inclusão, a partir desta perspectiva serão capazes de construir umaeducação de qualidade nas escolas públicas. A inclusão educacional trazcontribuições para uma educação diferente e transformadora, Giroux (1997), afirmaque através da convivência com a diversidade há avanços significativos na formaçãodo indivíduo.
  40. 40. 404.2 Discursos dos professoresAnalisamos a seguir, os discursos mais significativos dos professores. Paragarantirmos que sua identidade será mantida em sigilo, usaremos pseudônimos aoinvés do nome verdadeiro de cada participante da pesquisa. Assim, teremos osseguintes sujeitos: (...) Ana, Carla, Carmem, Fabrícia, Júlia, José, Iara, Marta, Sara eSirlene para identificá-los.Ao analisar as questões abertas aplicadas na pesquisa, percebemos que dois dos10 professores não responderam todas as questões, notamos também que nemtodos têm conhecimento em relação à política de Educação inclusiva. Neste sentido,percebe-se que 60% desses educadores não estão preparados e nem temsegurança para trabalhar com deficientes na sala de aula.4.2.1 Discussão sobre a política de inclusãoA maioria dos professores relatam que a política da Educação Inclusiva consiste eminserir alunos com deficiência na sociedade como uma prática social de garantia dedireitos, acesso e permanência na escola para que esta prática social garanta asnecessidades educacionais a todos os alunos. “Inserir os alunos com deficiência na sociedade como um todo, tentando formá-lo como cidadão, prepará-lo para um campo de trabalho e aceitá-lo como ser humano” (ANA). “Garantia de direitos adquiridos. Prática social e política que objetiva Educação para todos” (CARLA). “No acesso, permanência e a aprendizagem de todos através de uma escola que atenda às necessidades educacionais de todos (especiais ou não)” (CARMEM). “É um processo em que se amplia a participação de todos os estudantes nos estabelecimentos de ensino regular é uma reestruturação da cultura da prática vivenciada nas escolas de modo que estas respondam à diversidade de alunos” (FABRÍCIA).
  41. 41. 41Ao analisarmos os discursos dos professores, notamos elementos significativos emrelação à política de educação inclusiva. Os professores acreditam na inserçãodesses alunos com deficiência na sociedade, preparando-os para o campo detrabalho, e assim garantindo seus direitos de acesso e permanência na escolaobjetivando uma educação de qualidade para todos. No entanto isso requer umamudança nas práticas vivenciadas pela escola de modo que reconheçam e aceitema diversidade. Segundo Santos (2003) a igualdade deixa de ser sinônimo dehomogeneização, sendo ressignificada, indo além da garantia ao acesso e abrindocaminhos para que o indivíduo possa fazer suas próprias escolhas.4.2.2 A prática educativaO trabalho desenvolvido em relação à inclusão dos alunos com deficiência visual nasala de aula, para que sejam inclusos no ambiente escolar de maneira satisfatória énecessário materiais adaptados, recursos que favoreçam a proposta de inclusão.Analisando as respostas obtidas, podemos notar quais as compreensões dosprofessores sobre o que é necessário criar, desenvolver para inserir o alunodeficiente visual nas atividades escolares: “Utilizando de diversos recursos que possam auxiliar materiais com textura e o auxílio do CAP para adaptação” (JOSÉ) “Estimulação visual acesso a meios que proporcionem, independência e a construção da autonomia” (IARA) “Adaptando o seu material didático, utilizando material concreto. A escola cabe, porém, dispor de recursos e procedimentos para que os alunos tenham possibilidades de caminhar além de seus limites” (MARTA). “Sendo o aluno deficiente visual, é de grande importância trabalhar sua percepção, desta forma conhecer-se é algo de grande valia para locomoção independente e adquirida através da orientação e mobilidade” (SARA).
  42. 42. 42A maioria dos professores relatam que para auxiliar no ensino aprendizagem dealunos com deficiência é necessário recursos, materiais adaptados e proporcionarmeios para que o aluno se localize dentro da sala e no espaço físico da escola, poisa inclusão é um desafio não só para o professor, mas sim da escola como um todo,portanto a inclusão é um processo que precisa de envolvimento de todos,principalmente da família.Embora as compreensões sobre o processo de inclusão tenham avançado bastante,percebemos que muitos professores reagem negativamente com a presença dealunos com deficiência em sua sala de aula, além de tantos avanços na política deinclusão, notamos na pesquisa, que poucos são os educadores que se preocupamem participarem de cursos de capacitação no âmbito da educação Inclusiva pra lidarcom alunos deficientes, podendo assim entender a sua diferença, pois a diversidadeexiste e deverá ser percebida de acordo com a cultura de cada aluno, seja eledeficiente ou não.Apesar da formação inicial do professor não lhe dar condições de trabalhar aEducação Inclusiva, porém o aluno deficiente na sala regular é uma realidade, cabeao professor parar e refletir. Como está sendo exercida a sua prática pedagógica emsua sala de aula? O que falta para que ele desenvolva seu papel de educador eassim melhorar sua prática pedagógica?É sabido que o professor deverá mudar de postura frente a inclusão de deficientesna sala de aula, perceber a diferença do outro, e traçar estratégias que venhamfavorecer a aprendizagem desses alunos, pois mesmo diante de sua limitação elesconseguem aprender.4.2.3 A luta contra o preconceitoSegundo Silva (2009) a relação entre alunos é um aspecto significativo no cotidiano,porém o preconceito e a discriminação ainda existem. Esses fatores interferem nodesenvolvimento psicológico e emocional dificultando a relação desses sujeitos comos outros indivíduos. Castro (2004) afirma que o preconceito existe e é notado pela
  43. 43. 43falta de informação ou por serem as informações inconvenientes, tanto no âmbitofamiliar quanto no ambiente escolar. Em se tratando de inclusão, os preconceitosdeverão ser excluídos por meio das relações de sensibilização da sociedade para atomada de consciência de que é na diversidade do meio social que acontece oenriquecimento das trocas, das inter-relações intelectuais, sociais e culturais.Na prática pedagógica, o professor ao trabalhar as relações por meio da aplicaçãode atividades em grupo, possibilita o aluno a entender e aceitar o outro com suadiferença e é na sala de aula que o educador tem autonomia de desmistificar opreconceito, favorecer as relações afetivas e sociais propícias ao crescimento decada ser humano, pois é principalmente no espaço da sala de aula que oconhecimento se efetiva.A perspectiva da inclusão não é negar a diferença, pelo contrário, é dar significado aesta diferença. O processo de Educação Inclusiva vem enfraquecendo as idéias dehomogeneização, neste sentido teremos uma educação com direitos iguais paratodos, sem distinção física, psicológica, social e cultural.Segundo Ramos (2008), a inclusão não significa nivelar nem homogeneizar a teoriae a prática, e sim, valorizar a diferença, e todo processo de ensino aprendizagemdeve aceitar estas diferenças. Para que isso aconteça, é necessário rever aspráticas educativas da escola regular.Com a prática de inclusão de alunos com deficiência na sala comum, o preconceitoé notório, na escola tem alunos que aceitam os colegas com sua diferença, mas temuma parcela que não entendem porque esses alunos com deficiência estãoestudando na mesma escola. É necessário, portanto uma sensibilização por partedos educadores para tentar sanar o preconceito no âmbito escolar. A respeito daquestão do preconceito em sala de aula, os sujeitos assim se expressam: “Cabe ao professor e aos coordenadores fazer um trabalho de sensibilização e conscientização deles colegas para tentar diminuir o preconceito” (JÚLIA). “Depende da postura do educador e a sensibilidade de todos” (SIRLENE).
  44. 44. 44 “Não. Os colegas aceitam sem problemas” (ANA). “Trabalhar como um todo, porque não há inclusão se não houver transformação e não há inclusão plena se a transformação não for contínua consciente e concreta” (CARMEM).A maioria dos professores relatam que o preconceito existe e é visível, neste sentidoé preciso um trabalho de sensibilização de maneira que possa abranger toda escola,a fim sanar o preconceito para que realmente haja inclusão dos deficientes eaceitação de sua diferença. Por isso, é tempo de mudar as atitudes, a escola precisaadaptar-se receber crianças com deficiência.Para uma escola ser inclusiva necessita de mudanças constantes. SegundoFoucault (2000, apud Santos 2009) o educador que procura e inquieta-se pelo saberestá produzindo uma relação de poder, poder de mudança, mudança não só paranotar a desigualdade estabelecida pela exclusão, porém exclusão esta rejeitada porqualquer forma de exploração e injustiça que prejudique o sujeito, configurandoassim a transformação da diferença do ser e do estar no mundo difícil deconvivência. Sabemos que existe uma resistência por parte de algumas pessoas emaceitarem as mudanças, sejam elas de ordem financeira, cultural, política e religiosa,às vezes duram anos para compreenderem as transformações presentes no seucotidiano. Mittler (2003) relata que o obstáculo maior de mudança está dentro de nósmesmos seja nas atitudes, no medo de enfrentar o novo.4.2.4 Trabalho pedagógico.Segundo Silva (2009) os professores têm possibilidade de melhorar sua práticapedagógica na medida em que se propõem trabalhar de forma cooperativa, e assimincorporar habilidades profissionais para desenvolvimento do seu trabalho.Percebemos nas falas de alguns educadores que a avaliação dos deficientes visuaisacontece através do professor da sala de recursos e a equipe da educaçãoinclusiva. Fica, então, o questionamento: E o professor da sala regular que convivedia-a-dia com o aluno por que não se envolve neste processo?
  45. 45. 45Notamos que alguns professores responderam que o aluno deve ser avaliado deacordo com suas possibilidades, limitações e deve-se valorizar a participaçãodesses alunos em ambientes coletivos. Segundo Ramos (2008) é necessário umamudança no processo de avaliação, que deve levar em conta a capacidade do alunoe não as exigências do sistema escolar, e considerar o ritmo de aprendizagem decada um, com aspectos a serem inseridos na inclusão escolar. As falas abaixoevidenciam a compreensão dos professores em relação à avaliação do aluno quetem deficiência visual. “O aluno deve ser avaliado de acordo com sua limitação, levando em conta o desenvolvimento de suas habilidades. Deve-se fazer uso de relatórios para perceber sua evolução” (IARA). “Alguns sentem dificuldades para avaliação e adaptar recursos. Não procuram apoio do CAP. Existe assistência da sala de recursos e o Núcleo CAP” (FABRÍCIA). “Valorizando a participação dos alunos em espaços coletivos e trabalhando com os mesmos conteúdos que os alunos sem deficiência, porém fazendo as adaptações necessárias a sua deficiência” (JOSÉ). “No uso cotidiano, o termo avaliação é entendido de diferentes maneiras: determinar a valia ou valor, calcular, computar e considerar” (FABRÍCIA).É relevante que o professor se envolva no processo de inclusão, e possacompreender os alunos com deficiência, fazendo avaliação contínua de como oaluno avançou no desempenho das atividades, contando com o apoio do NúcleoCAP (Centro de Apoio Pedagógico).Foram feitas algumas visitas no CAP e fomos informados pela equipe deprofissionais deste órgão que são ministrados cursos de capacitação no municípiode Senhor do Bonfim. Surgem, então, os seguintes questionamentos: por que 60%dos professores que participaram da pesquisa dizem não possuir nenhumacapacitação de inclusão? Apenas 40% dos professores sentir-se aptos a trabalhar
  46. 46. 46com alunos com deficiência visual na sala regular? Notamos que é necessário umamudança de atitude por parte desses educadores para que favoreçam o processo deEducação Inclusiva no âmbito escolar e a educação seja cada vez mais dequalidade.É importante que o professor valorize a participação dos alunos com deficiênciaincentivando o trabalho em conjunto. Segundo Ramos (2008) o trabalho em conjuntoincentiva a cooperação, a construção do espírito solidário e a troca deconhecimento.Desse modo, para trabalhar com a educação inclusiva, é necessárioaprofundamento teórico e prático, e uma reflexão em torno de suas práticas e paraisso é relevante a disponibilidade das pessoas em trabalhar com a diversidade.4.2.5 As dificuldades da política de inclusãoSegundo Enriquez (2003) a potencialidade de cada criança para aprender a interagirem condições satisfatórias em seu meio familiar, na escola e em ambiente socialpode ser estimulada ou inibida pela atitude das pessoas que as rodeiam, e assimdificultam o processo de inclusão.A maioria dos professores afirmaram que existem muitos fatores que dificultam odesenvolvimento da política da inclusão entre elas podemos salientar o despreparodo professor, a falta de formação e capacitação no âmbito de educação inclusiva e aausência da família na vida escolar de seus filhos.______________1 A finalidade do Núcleo CAP da cidade de Senhor do Bonfim é produzir, adaptar transcrever e criarrecursos pedagógicos, que são necessários ao aluno com deficiência visual. O CAP por meio de seuscoordenadores ministram cursos para capacitar professores para trabalhar com deficientes visuais demodo que aconteça a inclusão.
  47. 47. 47Entendemos que as dificuldades que prejudicam a política de inclusão no ambienteescolar partem das atitudes preconceituosas e estereotipadas em relação aosalunos deficientes, menosprezando sua capacidade de aprender e isso torna-se umgrande obstáculo para inserção de alunos deficientes na escola e na sociedade. “O preconceito, a falta de estrutura familiar e a precariedade do atendimento de saúde” (SIRLENE). “Apoio da família” (CARLA). “Falta de equipamentos e materiais didáticos necessários de atendimento das necessidades dos alunos” (IARA). “Falta de preparação, pois nem todos os professores são capacitados” (JÚLIA).A qualificação do educador é relevante para o desenvolvimento da educaçãoinclusiva, é necessário investimentos de políticas públicas que desenvolvamprogramas de formação de modo que qualifiquem profissionais para trabalhar aEducação Inclusiva, e que cada professor sinta o desejo de se envolver nesteprocesso para que haja mudanças na prática pedagógica de muitos educadores noSistema Educacional, que venha favorecer a inclusão de alunos com deficiência.À política inclusiva é um processo contínuo na aceitação da diferença, com orompimento do preconceito e a adaptação das escolas para receber crianças comdeficiência. Segundo Enriquez (2003), é relevante o esforço por parte dasinstituições educativas na acolhida dos deficientes visuais sem discriminação dosprofissionais, mudanças inovadoras na prática pedagógica dos professores paraaplicação do princípio de normatização do âmbito educativo.Para que o ensino da escola pública seja de qualidade é preciso de políticaspúblicas, que favoreçam as relações humanas, na capacitação de professores paraeducação inclusiva, pois o papel do professor em sala de aula e na sociedade é defundamental importância.
  48. 48. 48 CONSIDERAÇÕES FINAISAcreditamos que, não são os especialistas nem os métodos especiais de ensinoescolar que garantem a inserção de todos os alunos na escola regular, mas que énecessário um esforço efetivo e coletivo, visando transformar as escolas e aprimorara formação dos professores para trabalhar com as diferenças nas suas salas deaula. Em outras palavras entendemos que a melhoria da qualidade do ensino e daadoção de princípios educacionais democráticos são fundamentais, para o ingressoincondicional e a permanência dos alunos nas escolas regulares.Nossas observações também pontuam que ainda é necessário trabalhar na escola aquestão da diferença, para que o preconceito possa diminuir, e, quem sabe um dia,deixe de existir; pois, ninguém é igual, cada um tem a sua especificidade que deveser respeitada.Para que venha ocorrer à inclusão de alunos com deficiência, seja ela qual for, érelevante que o professor reflita a sua prática e às vezes, requer uma metodologiaque possibilite aos estudantes a aquisição de um saber específico, que os auxiliemna descoberta de novos caminhos, bem como na compreensão de uma educaçãoonde todos têm direito independentemente de cor, etnia e religião.A partir dos resultados obtidos, podemos fazer a seguinte reflexão: os professoresdemonstram conhecer a importância da Educação Inclusiva, mesmo reconhecendoque não tiveram uma formação específica direcionada para inclusão de deficientesna sala regular e neste sentido não se sentem seguros para trabalhar com estaclientela.Entendemos que o aluno com deficiência visual na sala comum, necessita derecursos específicos ou adaptados, salas com espaços que facilite sua localização emobilidade. Para facilitar a compreensão do educando com deficiência visual noâmbito da sala de aula, o professor deverá utilizar a linguagem oral, principalmente
  49. 49. 49descrevendo objetos, imagens se for preciso o aluno manusear tais materiais eassim perceber através do tato a estrutura do objeto.Enfim, é necessário que os professores de todos os níveis de educação possambuscar capacitação em cursos de Educação inclusiva e sendo assim aperfeiçoar suaprática educativa na sala de aula.
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  55. 55. 55APÊNDICES
  56. 56. 56 APÊNDICE APrezado (a) professor (a), estamos realizando esta pesquisa para elaboração doTrabalho de conclusão de curso referente ao 8ª semestre de Pedagogia daUniversidade do Estado da Bahia – UNEB.Por isso contamos com a sua disponibilidade e colaboração para realização danossa pesquisa. Lembraremos que sua identidade será mantida em sigilo Desde jáagradecemos sua participação. QUESTIONÁRIO FECHADO1. Sexo:( ) Feminino ( ) Masculino2. Escolaridade( ) Ensino Médio ( ) Graduação Completa ( ) Graduação Incompleto3. Se tem algum curso de graduação identifique o nome do curso:( ) Pedagogia ( ) Matemática ( ) Biologia ( ) Letras ( ) História( ) Geografia ( ) Outro _________________________________4. Possui curso de pós-graduação? Qual? ______________________5. Carga – horária de trabalho( ) 20 h ( ) 40 h ( ) 60 h
  57. 57. 576. Fez algum curso de capacitação sobre Educação Inclusiva?( ) Sim ( ) Não7. Você sabe ler e escrever em Braille?( ) Sim ( ) Não8. Você já teve ou tem alunos com deficiência visual?( ) Sim ( ) Não9. Você se sente ou sentiria seguro para trabalhar com alunos com deficiência visualem sala de aula?( ) Sim ( ) Não10. Você acredita no processo de inclusão?( ) Sim ( ) Não11. Você percebe que a escola tem um espaço físico inclusivo?( ) Sim ( ) Não12. Você acredita que a inclusão está acontecendo realmente?( ) Sim ( ) Não

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