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5RESUMOO presente trabalho buscou identificar quais eram as concepções de tecnologiaeducacional dos professores de matemát...
6ABSTRACTThis work aimed to identify which were the conceptions of educational technology ofmathematics teachers of basic ...
7SUMÁRIOCAPÍTULO I – INTRODUÇÃO ................................................................................. 08      ...
8CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO      A tecnologia assume um papel bastante significativo na vida de cadaindivíduo. Historicamente ...
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14CAPÍTULO II – FUNDAMENTAÇÃO     1.0 CONCEITO DE TECNOLOGIA      Comumente ouvimos falar, através da mídia, da internet, ...
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18       Para Veraszto e colaboradores (2003 apud VERASZTO, 2009, p.12):                      [...] essa fabricação dos pr...
19      Complementando o que diz Kenski (2003), Vargas (2001, p. 09) expõe:                     É a linguagem que, com pod...
20     3.0 TECNOLOGIA EDUCACIONAL      Tecnologia educacional é um assunto que algumas pessoas encontramdificuldades para ...
21que tal ferramenta é utilizada, com isso, podemos entender que esta tecnologia seidentifica no modo como tais recursos s...
22       Sancho (1998) traduz a tecnologia educacional de maneira ainda maisprofunda, quando aponta às instituições de ens...
23      Toda tecnologia tem que ser bem aproveitada, mas devemos ter muitocuidado, pois a tecnologia é atraente, mas, pode...
24        Nesse sentido, entendemos o quanto é importante para os educadores acapacidade em entender as tecnologias educac...
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28      O questionário foi aplicado a um total de 25 (vinte e cinco) professores dematemática. Cabe registrar que 11 (onze...
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30CAPÍTULO IV – RESULTADOS: APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO       – APRESENTAÇÃO / DISCUSSÃO      A finalidade desta pesquisa de ...
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34      P17 – “São todos os recursos de caráter tecnológico usado a serviço daeducação. TV pen drive, data show, etc.”    ...
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41discorremos exaustivamente no decorrer deste trabalho, que o valor da tecnologiaeducacional depende do uso que fazemos d...
42este assunto de grande valia, buscando agregar no meio educacional a importânciade saber usar e entender está tecnologia...
43REFERÊNCIASALVES, Lynn Rosalina Gama. Novas cartografias cognitivas: uma análise do uso detecnologias intelectuais por c...
44CORRÊA, Juliane. Novas tecnologias da informação e da comunicação: novasestratégias de ensino/aprendizagem. In: COSCAREL...
45PINHEIRO, José M. S. Sociedade e tecnologia, um par inseparável, 2004.Disponível em: <http://www.projetoderedes.com.br/a...
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Monografia Carolina Matemática 2011

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Matemática 2011

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  1. 1. 0 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII COLEGIADO DE MATEMÁTICA CAROLINA OLIVEIRA DOS SANTOS TECNOLOGIA EDUCACIONAL: CONCEPÇÕES DE PROFESSORES DEMATEMÁTICA DAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO DE ESCOLAS PÚBLICAS DA CIDADE DE XIQUE-XIQUE – BA. SENHOR DO BONFIM, 2011
  2. 2. 1 CAROLINA OLIVEIRA DOS SANTOSTECNOLOGIA EDUCACIONAL: CONCEPÇÕES DE PROFESSORES DEMATEMÁTICA DAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO DEESCOLAS PÚBLICAS DA CIDADE DE XIQUE-XIQUE – BA. Monografia apresentada com objetivo de aprovação no Componente Curricular Trabalho de Conclusão de Curso III, Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Campus VII, Departamento de Educação, área de concentração Educação Matemática. Orientador: Prof. Esp. Danton de Oliveira Freitas SENHOR DO BONFIM, 2011
  3. 3. 2 CAROLINA OLIVEIRA DOS SANTOSTECNOLOGIA EDUCACIONAL: CONCEPÇÕES DE PROFESSORES DEMATEMÁTICA DAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO DEESCOLAS PÚBLICAS DA CIDADE DE XIQUE-XIQUE – BA.Monografia apresentada com objetivo de aprovação no Componente CurricularTrabalho de Conclusão de Curso III, Universidade do Estado da Bahia – UNEB,Campus VII, Departamento de Educação, área de concentração EducaçãoMatemática, aprovada em 04 de março de 2011.Orientador - Prof. Danton de Oliveira FreitasUniversidade do Estado da Bahia – UNEB - Examinadora – Prof.ª Mirian Ferreira de Brito Universidade do Estado da Bahia - UNEB Examinador – Prof. Helder Luiz Amorim Barbosa Universidade do Estado da Bahia - UNEB SENHOR DO BONFIM, 2011
  4. 4. 3DEDICATÓRIAAo meu esposo amado que sempre esteve ao meu lado me incentivando, meencorajando, com muita compreensão e com apoio incondicional. Aos meus paisque sempre me apoiaram com muita dedicação e afeto, as minhas irmãs quesempre acreditaram em mim e ao meu filho Davi que está a caminho.
  5. 5. 4AGRADECIMENTOSAgradeço aquele que é soberano sobre todas as coisas, ao autor das nossas vidas,nosso Deus, pela graça que me foi concedida até aqui. Agradeço ainda, a todos osmeus amigos e colegas que sempre estiveram ao meu lado e ao meu professor dematemática do ensino médio (Edmundo José), por ter acreditado em mim. A todosos professores do Campus VII, em especial ao Prof. Esp. Danton de Oliveira Freitaspor todas as suas orientações e pelo grande educador que é.
  6. 6. 5RESUMOO presente trabalho buscou identificar quais eram as concepções de tecnologiaeducacional dos professores de matemática dos ensinos fundamental II e médio dasescolas públicas da cidade de Xique-Xique/BA. Para isso, utilizamos a pesquisa decampo enfatizando a abordagem quantitativa e qualitativa na análise dos resultados.Neste propósito fizemos a coleta de dados diretamente com os educadores, quedepois de concluída foi analisada e discutida ponto por ponto, fazendo uma ponte doque foi colhido na pesquisa com os docentes e com nossa revisão bibliográfica. Paraum melhor entendimento e aprofundamento no assunto, procuramos discorrer naelaboração do nosso trabalho sobre o conceito que permeia a tecnologiaeducacional, sua abordagem histórica, a relação do educador com a educaçãotecnológica, e ainda, fundamentando, especificamente sobre tecnologia educacional.Todo este trabalho de pesquisa nos possibilitou conhecer melhor as concepções dosprofessores de matemática sobre tecnologia educacional, mostrando a necessidadede uma abordagem mais detida e voltada ao entendimento da TecnologiaEducacional a ser usada em sala de aula, visando um melhor preparo aos nossoseducadores e nossas escolas.Palavras-chaves: Tecnologia educacional, concepções de tecnologia, professor.
  7. 7. 6ABSTRACTThis work aimed to identify which were the conceptions of educational technology ofmathematics teachers of basic education II and the middle of the public schools ofthe city of Xique-Xique/BA. For this, we used the fieldwork emphasizing the approachin quantitative and qualitative analysis of results. In this respect we have the datacollection directly with the educators, after was analyzed and discussed point bypoint, making a bridge of what has been harvested in the research with teachers andwith our bibliographic review. For a better understanding and deepening the matter,we seek talking in the preparation of our work on the concept that permeates theeducational technology, its historic approach, the value of the educator technologicaleducation, and, with reasons, specifically on educational technology. This studyallowed us know better the conceptions of mathematics teachers on educationaltechnology, showing the need for an approach more held and directed theunderstanding of Educational Technology to be used in the classroom, seeking abetter preparation to our educators and our schools.Keywords: Educational technology, conceptions of technology, teacher.
  8. 8. 7SUMÁRIOCAPÍTULO I – INTRODUÇÃO ................................................................................. 08 1.0 – Justificativa ........................................................................................10 2.0 – Problematização .............................................................................. 10 3.0 – Objetivos e Variáveis de Investigação ............................................. 11 4.0 – Estruturação do Estudo .................................................................... 13CAPÍTULO II – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ...................................................... 14 1.0 – Conceito de tecnologia......................................................................14 2.0 – Abordagem histórica..........................................................................17 3.0 – Tecnologia educacional.....................................................................20 4.0 – O professor e a tecnologia educacional............................................23CAPÍTULO III – METODOLOGIA ............................................................................ 26 1.0 – Fundamentação .................................................................................. 26 2.0 – Caracterização .................................................................................... 27 3.0 – População e Amostra .......................................................................... 27 4.0 – Instrumentos, Coleta e Tratamento .................................................... 28CAPÍTULO IV – RESULTADOS: APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO .................... 30 1.0 – Apresentação / Discussão.................…………………………...........… 30CAPÍTULO V – CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................ 40REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 43APÊNDICE ............................................................................................................... 46
  9. 9. 8CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO A tecnologia assume um papel bastante significativo na vida de cadaindivíduo. Historicamente podemos perceber que a tecnologia e a história dahumanidade são datadas em tempos similares, apresentando desde então, avançoscada vez mais expressivos. Como salienta Pinheiro, “A tecnologia é tão antigaquanto à humanidade e evolui permanentemente como a própria sociedade evolui.Ela representa a utilização dos conhecimentos científicos adquiridos em prol dasatisfação das necessidades da sociedade.” (PINHEIRO, 2004, p. 01) Com isso percebemos que a tecnologia se faz presente em diversas áreas doconhecimento, e dentre estas áreas podemos citar a tecnologia educacional, a qualestá presente no cotidiano escolar com suas ferramentas e seu modo de utilização,estando acessíveis tanto aos professores quanto aos alunos. A educação tecnológica é todo processo ligado ao ensino-aprendizagem eque por sua vez pode gerar conhecimentos, contudo, existem em muitos casos omau uso dessa tecnologia, professores e alunos que precisam se familiarizar comestas novas ferramentas de ensino, para não correrem o risco de chegar a umreducionismo na sala de aula. Segundo Oliveira (1997, p. 07), usar estasferramentas como objeto facilitador acabam por causar conflitos significativos nomeio escolar, na medida em que são incorporados e empregados pelos educadores,reforçando o pensamento exclusivamente mercadológico da tecnologia. Podemos entender que a tecnologia é uma forma de adquirir conhecimento eque as escolas são uma tecnologia, um meio de informação ao nosso aprendizado.O que descaracteriza a tecnologia educacional é o uso errado de alguns recursostecnológicos usados na educação, e o fato de alguns docentes tratarem somente osinstrumentos mais avançados como tecnologia, e isso se dá, talvez, por influência dasociedade. Mesmo em algumas escolas percebemos que existem professores queapostam de maneira inadequada todas as suas fichas nessas ferramentas maissofisticadas, entendendo obter ali uma novidade tecnológica de peso, e sabemos
  10. 10. 9não ser este o pensamento adequado quanto à tecnologia educacional, e nemsempre os educadores sabem usá-las adequadamente, ficando tais equipamentossozinhos sem ninguém capaz para usá-los ou sem um uso correto, tornando incapazde promover uma ação educacional. Mesmo porque, não são somente os instrumentos mais modernos que podemser classificados como uma tecnologia, mais tudo que é voltado para a educação étecnologia educacional, sejam através de recursos humanos ou materiais. Oeducador precisa buscar o verdadeiro valor da tecnologia educacional, sabendo quetecnologia é arte do saber-fazer, e como afirma Corrêa, (2002, p. 46), tecnologia nãoestá nela em si mesma, mas na maneira como utilizamos. A tecnologia é mesmo algo muito prazeroso e bem vindo, capaz de causarfascínio nas pessoas, mas em algumas situações podem causar mal-estar, pois éperceptível a resistência por parte de muitas pessoas. A tecnologia educacional vemtomando grande espaço em nossas vidas, e em nossas escolas, e para que haja umbom aproveitamento, cada indivíduo sendo ele professor ou aluno, tem que saberfazer o uso correto. Os recursos tecnológicos não podem por si só promover uma açãoeducacional, por mais equipada que seja uma escola ou uma sala de aula faz-senecessário obter o uso correto destas ferramentas, para que assim seja possívelserem chamadas de tecnologias educacionais. Saber as concepções dos professores de matemática sobre educaçãotecnológica, discutir e analisar sobre este assunto, é mais do que um meroformalismo, é conhecer qual a bagagem de conhecimento existente na vida de cadaeducador, entendendo que estas informações irão refletir na vida futura de cadaaluno, e não somente no âmbito escolar, mais na sociedade em que está inserido. É o que pretendemos apresentar neste trabalho, expondo quais asconcepções de tecnologia educacional dos professores de matemática dos ensinosfundamental e médio, das escolas públicas da cidade de Xique-Xique/BA. Paratanto, queremos enriquecer este assunto de bastante relevância que permeia nossa
  11. 11. 10sociedade e nossa educação de maneira geral, refletindo um pouco sobre aeducação tecnológica. – JUSTIFICATIVA O tema da pesquisa surgiu a partir de uma inquietação que foi despertada nocurso de férias ministrado pelo professor Danton de Oliveira Freitas, meu orientador,junto à Universidade do Estado da Bahia – UNEB com a disciplina Tecnologia doEnsino de Matemática. Consideramos este tema relevante, pois, retratará como são compreendidasas tecnologias educacionais por parte dos professores, levando-nos a entender deuma forma geral a visão dos educadores quanto ao assunto. E ainda, como os educadores identificam e utilizam a tecnologia educacionalna sala de aula, e, consequentemente, analisar como está sendo refletido noprocesso de ensino-aprendizagem dos professores e dos alunos na educaçãomatemática. Afinal a tecnologia vem tomando um espaço enorme nos nossos dias, nasnossas vidas, e faz-se necessário obtermos conhecimento sobre o assunto. Damesma forma nossos professores de matemática, para que os mesmos possamconhecer o verdadeiro sentido de tecnologia educacional, tanto de forma teóricacomo na prática escolar. – PROBLEMATIZAÇÃO Os avanços tecnológicos crescem cada vez mais, e nas escolas sãopercebidos estes avanços. A tecnologia traz soluções a vários problemas gerandopor sua vez conhecimento, ela assume um papel muito importante nas escolas e na
  12. 12. 11sociedade de maneira geral, pois é encontrada no cotidiano das pessoas, capaz deprovocar fascínios e impactos. Quando falamos em tecnologia, entendemos que a mesma não pode agirsozinha, o que faz tecnologia ou tecnologia educacional incidir são os indivíduos quea constroem: Smith e Marx (1994, p. 237) consideram que: [...] um sistema tecnológico não é feito apenas de máquinas, processos produtivos, dispositivos e dos meios de transporte, comunicação e informação que os interconectam, mas também de indivíduos e organizações, oferecendo uma rica conexão com a economia, política e ainda, com a cultura. A partir de uma história emergida em nossa sociedade sobre a tecnologiaeducacional e sabendo da importância da mesma, podemos neste sentido buscaruma resposta para nossas indagações. Deste modo, procuramos saber quais asconcepções dos professores de matemática dos ensinos fundamental e médio dasescolas públicas da cidade de Xique-Xique/BA quanto á tecnologia educacional? – OBJETIVOS E VARIÁVEIS DE INVESTIGAÇÃO OBJETIVO GERAL - Refletir as concepções de tecnologia educacional dos professores dematemática do ensino fundamental e médio das escolas estaduais e municipais dacidade de Xique-Xique/BA. - OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
  13. 13. 12 - Identificar a tecnologia educacional no âmbito da sala de aula dematemática; - Discutir conhecimentos de tecnologia educacional apresentados pelosprofessores de matemática; - Analisar as relações dos professores de matemática com a tecnologiaeducacional. - VARIÁVEIS DE INVESTIGAÇÃO Este trabalho tem como objetivo principal analisar as concepções detecnologia educacional dos professores de matemática dos ensinos fundamental emédio, das escolas públicas da cidade de Xique-Xique/BA. Para que este objetivo venha se concretizar no propósito que está sendomostrado, indicamos algumas variáveis de investigação que irão servir como suportepara a realização desta pesquisa cientifica, no qual se segue: a) Quais as concepções dos professores de matemática sobre tecnologia educacional? b) Quais as ferramentas tecnológicas que são utilizadas na sala de aula? E como são utilizadas? c) Qual o acesso ou a relação dos professores com as tecnologias educacionais? d) Os professores estão preparados para lidar com as tecnologias educacionais? e) Qual a importância da tecnologia educacional no âmbito escolar?
  14. 14. 13 – ESTRUTURAÇÃO DO ESTUDO Este trabalho vem abordar sobre tecnologia, um assunto de muita importânciapara as escolas e a sociedade de modo geral, mostrando concepções deprofessores de matemática do ensino fundamental e médio das escolas públicassobre tecnologia educacional. Para tal, dividimos em cinco capítulos. Inicialmente, no capitulo I apresentaremos uma introdução sobre o tema emquestão, abordando a justificativa pela qual foi realizado este trabalho, e ainda,descrevendo a problematização pelo qual foi levantado este assunto, bem comoquais os objetivos e variáveis apontadas para investigação. O capitulo II refere-se à fundamentação teórica composto de quatrosubtítulos. Na primeira discussão tratamos sobre o conceito de tecnologia,enfatizando sobre seu significado e como podemos compreendê-lo. No segundorelatamos sobre a abordagem histórica, descrevendo a importância dos elementostecnológicos na sobrevivência do ser humano, bem como suas invenções edescobertas que trazem conhecimentos até os dias de hoje, nos mostrando que emtudo que há um saber, ali está à tecnologia. No terceiro subtítulo destacamos sobretecnologia educacional, descrevendo ser todo processo voltado para o ensino-aprendizagem. Por fim, no quarto subtítulo falamos sobre o professor e a tecnologiaeducacional, mostrando que o professor é a peça chave da educação tecnológica,que os mesmos precisam saber usar a tecnologia educacional, bem como buscarseu verdadeiro valor, sabendo que a mesma consiste desde a linguagem (oral/escrita), até outros instrumentos usados na educação. Já no capítulo III expomos sobre os aspectos metodológicos utilizados para odesenvolvimento da pesquisa. No capítulo IV abordamos com base nafundamentação teórica uma análise dos resultados obtidos através do questionárioaplicado com os professores. Por fim, observando os objetivos propostos inicialmente, trouxemos nocapítulo V uma reflexão sobre as considerações finais da investigação realizada.
  15. 15. 14CAPÍTULO II – FUNDAMENTAÇÃO 1.0 CONCEITO DE TECNOLOGIA Comumente ouvimos falar, através da mídia, da internet, ou até mesmo numoutdoor ou propagandas de feiras livres, sobre o termo tecnologia. O fato é que estetermo não é uma surpresa para a sociedade e a despeito disso, não se tem aclareza do que este termo realmente significa. Segundo Veraszto (2009, p. 69) “em virtude do não conhecimento do tema oupelo simples fato que crenças ou formas teóricas distintas de análises e estudos, aconfusão permeia toda a sociedade não se fazendo presente somente no discursodo senso comum”. Nesse conflito de tentar entender o real significado do termo tecnologia,constitui-se em uma tarefa difícil buscar uma única e precisa definição para omesmo, tendo em vista a abrangência varias e diferentes interpretações. ConformeGama (1987, apud VERASZTO, 2008, p. 62): [...] uma definição exata e precisa da palavra tecnologia fica difícil de ser estabelecida tendo em vista que ao longo da história o conceito é interpretado de diferentes maneiras, por diferentes pessoas, embasadas em teorias muitas vezes divergentes e dentro dos mais distintos contextos sociais. Também neste sentido, e acrescentando ainda a complexidade deste tema,Silva (2005, p. 89) diz que: Definir a palavra tecnologia não é algo simples devido à complexidade do tema, às respostas que obtêm ao longo do tempo e, ainda, à diversidade de pessoas e interesses que procuram, em diferentes formas, obter uma determinada compreensão na utilização do termo. E, segundo Veraszto (2009, p. 69): Tendo em vista que em nossa sociedade é comum a confusão quando se fala em tecnologia e sabendo que diversas associações contraditórias são estabelecidas, fica evidente a necessidade de se tentar buscar uma definição já que o objetivo final é educacional.
  16. 16. 15 Diante do conflito sobre o que é tecnologia faz-se necessário que abordemoso seu significado. De acordo com Rodrigues (2001, apud VERASZTO, 2009, p. 8), “apalavra tecnologia provém de uma junção do termo tecno, do grego techné, que ésaber fazer, e logia, do grego logus, razão. Portanto, tecnologia significa a razão dosaber fazer.” Para Silva (2003, p. 52) “a utilização da palavra “tecnologia” vem sendoampliada para muitas áreas do conhecimento, alterando muitas vezes seusignificado e distanciando-se da conceituação tradicional”. O que Silva (2003) nãodeixa claro é qual conceituação tradicional. Neste momento, entendemos que maisimportante do que uma conceituação tradicional é o significado ou conceituaçãooriginária, a qual entende tecnologia não como um produto final, mas, como todo oprocesso, desde o momento inicial da abstração, perpassando pelos métodos ecaminhos adotados, até a conclusão final. Apesar de entendermos que o termo tecnologia está diretamente ligado comtodo o processo da razão do saber, existe quem sustente que a tecnologia pode serdefinida de outras formas, como é o caso de Vargas (2001, apud VERASZTO, 2009,p. 53) ao afirmar: Assim, a tecnologia pode ser vista como um conjunto de atividades humanas associadas a um intrincado sistema de símbolos, máquinas e instrumentos, sempre visando a construção de obras e artefatos, segundo métodos e processos oriundos da ciência moderna. Semelhantemente a Vargas (2001), Barros (2009) também diz que atecnologia é percebida como um verdadeiro conhecimento científico que aponta amaneira reproduzível de se fazer as coisas e também como um conjunto deinstrumentos usados nos processos de produção. Para estes dois autores a tecnologia se resume ao processo de produção,valorizando seu produto final e está intrinsecamente ligada a máquinas eferramentas. Deste ponto de vista, perde-se a visão da conceituação originária. Não distante a Vargas (2001) e Barros (2009), surge também Veraszto ecolaboradores (2008, p. 78) ao relatar:
  17. 17. 16 Tecnologia é um conjunto de saberes inerentes ao desenvolvimento e concepção dos instrumentos (artefatos, sistemas, processos e ambientes) criados pelo homem através da história para satisfazer suas necessidades e requerimentos pessoais e coletivos. E, Ricardo, Custodio e Rezende (2007, p. 139) ainda afirmam: A tecnologia pode ser concebida como o estudo científico do artificial, ou, definindo com melhor precisão, um campo de conhecimento preocupado com o projeto de artefatos e planejamento de sua realização, operação, ajuste, manutenção, e monitoramento fundamentado no conhecimento científico; em contraste com a atividade científica que se volta ao estudo das coisas naturais. Tanto Veraszto (2008) quanto Ricardo (2007), Custodio (2007) e Rezende(2007) trazem definições parecidas e um pouco mais profundas que Vargas (2001) eBarros (2009), porém, o que se percebe é que eles também se reportam atecnologia diretamente ligada ao processo de produção de objetos. Contudo, vemosque na última citação, os autores não perdem a conceituação originária do termotecnologia como a razão do saber fazer, uma vez que eles abordam a questão doplanejamento, ou seja, não falam somente do produto final, mas também doprocesso necessário para isso. Em contrapartida, surge Campos (2007, p. 18), que nos leva a compreenderque tecnologia não se classifica somente no desenvolvimento de aparelhos ouferramentas e o produto final, mas, sobretudo na organização e planejamento deatividades produtivas, e ainda, diferentes formas simbólicas como a linguagemescrita e oral, e a maneira como os seres humanos se relacionam para adquiriremconhecimento. Por fim, salientamos que a definição “tecnologia é a razão do saber fazer”será a responsável pelos nortes das discussões a serem explanadas ao longo destetrabalho.
  18. 18. 17 2.0 ABORDAGEM HISTÓRICA A história da tecnologia se confunde com a história da humanidade e asnecessidades de sobrevivência do homem. Segundo Alves (1998, p. 114), atecnologia está presente na vida do homem desde os primórdios da civilização ecada momento foi marcado por elementos tecnológicos que se fizeram importantespara a sobrevivência do homem. A busca pela água, pelo fogo, a madeira entreoutros, eram usados para atender suas reais necessidades e aos poucos ahumanidade adquiria conhecimentos. Segundo Kenski (2003, p. 20): [...] o homem iniciou seu processo de humanização, ou seja, a diferenciação de seus comportamentos em relação aos dos animais, a partir do momento em que utilizou os recursos existentes na natureza em beneficio próprio. Pedras, ossos, galhos e troncos de árvores foram transformados em ferramentas pelos nossos ancestrais pré-históricos. Nossos antepassados utilizavam os objetos que eram achados na naturezapara construção de armas, utensílios do cotidiano, instrumentos de caça, pesca,pinturas rupestres etc. As várias conquistas adquiridas na época também conhecidacomo a pedra lascada, mostravam que existia um potencial tecnológico no homem,mas ainda lhe faltava algo para que viessem alcançar mudanças mais significativas,como nos mostra Veraszto (2004, p. 25): Nossos antepassados primitivos, os primeiros hominídeos, já utilizavam objetos achados na natureza como instrumentos que lhes garantiam uma extensão do corpo, porém não mostravam nenhuma intenção de modificá- los de forma a torná-lo melhores. A luta pela sobrevivência da raça humana tem seus primeiros registros noperíodo paleolítico, conhecida como a primeira idade da pedra. Nesse períodosurgiram os primeiros artefatos ou mesmo instrumentos tecnológicos e, segundoCardoso (2001, apud VERASZTO, 2004, p. 25), “o paleolítico caracterizou-se, demaneira geral, pela formação de um grupo social onde o homem era essencialmentecoletor e caçador”.
  19. 19. 18 Para Veraszto e colaboradores (2003 apud VERASZTO, 2009, p.12): [...] essa fabricação dos primeiros instrumentos de pedra lascada já correspondia a um saber-fazer: uma tecnologia, que desenvolvida pelos nossos antepassados, fez surgir uma verdadeira “indústria das lâminas”, aperfeiçoadas à medida que o tempo ia passando. Cada vez mais as melhorias avançavam, a ponto de obter a habilidade dederreter e forjar o metal (8.000 a.C.) eventualmente a descoberta das ligas, tambémdo bronze (4.000 a.C.). E estavam os primeiros usos do ferro e do aço que datam de(1.400 a.C.) e isto nos relata Reis (2010, p. 04): Na idade dos metais, com a descoberta do cobre e do ouro, o homem utilizando de conhecimento e informações anteriores passam a fundi-lo nascendo à metalurgia. Os artefatos de pedra eram substituídos pelos de metal. Após o cobre, o estanho foi fundido e misturado ao cobre originando o bronze. Além dos instrumentos na idade da pedra lascada, que foi um marco muitoimportante, outras descobertas surgiam como o fogo que foi um dos pontosprincipais para evolução do ser humano, através deste uso ouve um aproveitamentono que diz respeito ao aquecimento (recurso natural), nos alimentos, entre outros, eé como mostra Veraszto e colaboradores (2008, p. 65): Não foi somente a concepção de armas e utensílios de pedra lascada que marcaram o surgimento das técnicas em nossos remotos antepassados. Os vestígios de habitação e os solos preparados e escavados, encontrados em estudos arqueológicos, mostram a presença de sinais de fogo. Restos de refeições, carvão de ossos, cinzas de lares primitivos são prova de que o homem soube dominar o fogo desde os primórdios do seu surgimento. Enquanto o fogo e os utensílios manuais estavam sendo desenvolvidos pelohomem, transformando os materiais e garantindo uma melhor sobrevivência, alinguagem também surgia no íntimo dos nossos antepassados, assim a linguagemou o surgimento da mesma, também deve ser vista como uma das primeirastécnicas desenvolvidas pelo homem. E para uma melhor compreensão Kenski(2003, p. 34), nos diz, “A linguagem, com toda a sua complexidade, é uma criaçãoartificial em que se encontra o projeto tecnológico de estruturação da falasignificativa com o próprio projeto biológico de evolução humana.”
  20. 20. 19 Complementando o que diz Kenski (2003), Vargas (2001, p. 09) expõe: É a linguagem que, com poder simbólico das palavras, através de denotações e conotações, possibilita, por meio de imagens mentais suscitadas pelas palavras, como símbolos de coisas e de eventos, a compreensão, o conhecimento e o aperfeiçoamento das coisas e eventos percebidos, permitindo ao homem a intenção de transformá-los. Além disso, a linguagem é meio de comunicação que permite o aprendizado e o adestramento. Portanto, a técnica – que nasceu com a humanidade – não teria esse peculiar caráter de progressividade se não fosse dado ao homem o dom da linguagem. Foi a partir de importantes descobertas e invenções que o homem passa terconhecimentos de que pode criar, transformar, aperfeiçoar e escrever uma história.E como salienta Veraszto (2004, p. 29) ao falar das três grandes concepções, queforam à pedra lascada, o fogo e a linguagem, a humanidade avançava em direçãoàs extraordinárias descobertas e invenções que hoje fazem parte dos nossosconhecimentos. A história da tecnologia na verdade, é acompanhada na vida de cada pessoadesde os recursos naturais aos mais avançados, desde os tempos mais remotos atéos dias de hoje, como se fosse algo constante, que está em crescimento contínuo,que vem seguindo de geração após geração. Realmente podemos ver que atecnologia é encontrada em quase tudo, ou porque não dizermos em tudo, ela é umafonte do saber com conhecimentos esplêndidos e que evolui a cada momento, acada ano, a cada século. Hoje em dia podemos dizer que tudo aquilo que produzimostecnologicamente, é sem sombra de dúvidas advinda das mãos humanas, que comoum ser pensante e com toda a capacidade adquirida ao longo do tempo, deusignificados a história da tecnologia. A sua habilidade possibilitou o aperfeiçoamentode seus conhecimentos, que acabaram dando maior qualidade aos muitos produtosou instrumentos descobertos e inventados até hoje. Este desenvolvimento das técnicas e das tecnologias produzidas pelohomem, coopera para que possamos entender que não somente os produtos,industrializados ou não, sofisticados ou não, possam ser classificados comotecnologias, mas, em tudo aquilo que existe o saber ali também está à tecnologia,pois a tecnologia existe desde os primórdios da civilização.
  21. 21. 20 3.0 TECNOLOGIA EDUCACIONAL Tecnologia educacional é um assunto que algumas pessoas encontramdificuldades para definí-la com maior precisão. Neste trabalho trataremos sobre osconceitos de tecnologia educacional na visão de alguns autores como Barato (2002),Joly (2002), Pons (1994), Luckesi (1986) entre outros. Barato (2002), mesmo tendo afirmado sua dificuldade em conceituar atecnologia educacional, ele dá sua contribuição ao afirmar que, “tecnologiaeducacional é um conhecimento capaz de articular, sistemática e intencionalmente,informações e atividades que favorecem a elaboração de conhecimentoscorrespondentes a determinada dimensão do mundo.” (BARATO, 2002, p. 57). Pons (1994, p. 42) considera como sendo: [...] uma maneira sistemática de elaborar, levar a cabo e avaliar o processo de aprendizagem em termos de objetivo específicos, baseados na instigação da aprendizagem e da comunicação humana, empregando uma combinação de recursos humanos e materiais para conseguir uma aprendizagem mais efetiva. Não distante a definição de Pons (1994, p. 42), Luckesi (1986, p. 56)conceitua tecnologia educacional como: [...] forma sistemática de planejar, implementar e avaliar o processo total da aprendizagem e da instrução em termos de objetivos específicos, baseados nas pesquisas de aprendizagem humana e comunicação e materiais, de maneira a tornar a instrução mais efetiva. Tanto Pons (1994, p. 42) quanto Luckesi (1986, p. 56), revelam seusentendimentos baseados na mesma linha de pensamento, de que a tecnologiaeducacional é todo um processo ligado diretamente à forma do ensino eaprendizagem, que é capaz de gerar conhecimentos e que podem ser planejados eavaliados, usando para isso os recursos humanos e materiais. Quando falamos em recursos materiais, não podemos relacioná-lossimplesmente como ferramentas sofisticadas, mas também aos instrumentos maissimples, tais como giz, lápis, livros entre outros. Na verdade tecnologia educacionalnão se caracteriza em equipamentos, sejam eles simples ou não, e sim na forma em
  22. 22. 21que tal ferramenta é utilizada, com isso, podemos entender que esta tecnologia seidentifica no modo como tais recursos são utilizados, e ainda na engenhosidade doprofessor. Assim considera Joly (2002, p. 143) ao dizer que: Tecnologia educacional não é necessariamente sinônimo de equipamentos caros, locais específicos para sua instalação e pessoal qualificado para operar e manter a aparelhagem em funcionamento. Ainda que, em muitos casos, a complexidade dos recursos tecnológicos (por exemplo, a utilização de um data show) requeira as condições acima especificadas, o que inviabiliza sua utilização na maioria de nossas escolas, também existem, felizmente, tecnologias educacionais que dispensam toda esta parafernália e requerem principalmente a engenhosidade do professor e recursos simples, como lápis e papel (e impressoras), para sua implementação. O uso de computadores, data shows, calculadoras, entre outros recursostecnológicos também no meio educacional, são ferramentas importantes e bastanteúteis na educação, sabemos que nenhuma ferramenta pode ser tida como umatecnologia educacional, mas o modo como empregamos tais recursos, é que se faz.Devemos ter em mente que necessitamos saber fazer uso destes recursoseducacionais, pois como afirma Corrêa (2002, p. 46), “o valor da tecnologia não estánela em si mesma, mas depende do uso que fazemos dela”. Saber aplicar e utilizar os recursos tecnológicos no meio escolar é muitoimportante, pois o mau uso da mesma pode levar até a um reducionismo e causarimpactos expressivos numa sala de aula ou mesmo não causar efeito algum,tornando inútil tais recursos tecnológicos, por isso é necessário atribuir o seuverdadeiro valor, para que assim o uso da tecnologia educacional resulte emconhecimentos positivos no processo de ensino-aprendizagem. É importante observarmos que a tecnologia educacional está presente nasescolas e dentre muitas ferramentas que são usados podemos relatar a linguagem,representada através da escrita ou da fala. Segundo Chaves (1999, p. 01): O termo "tecnologia", aqui, se refere a tudo aquilo que o ser humano inventou, tanto em termos de artefatos como de métodos e técnicas, para estender a sua capacidade física, sensorial, motora ou mental, assim facilitando e simplificando o seu trabalho, enriquecendo suas relações interpessoais, ou simplesmente lhe dando prazer. Entre as tecnologias que o ser humano inventou estão algumas que afetaram profundamente a educação: a fala baseada em conceitos (e não apenas grunhidos ou a fala meramente denotativa), a escrita alfabética.
  23. 23. 22 Sancho (1998) traduz a tecnologia educacional de maneira ainda maisprofunda, quando aponta às instituições de ensino e consequentemente aaprendizagem decorrida através da mesma, como uma tecnologia. O que de fatopodemos afirmar ser um pensamento coerente e lógico, pois sabemos que atecnologia pode nos fornecer muitos conhecimentos, e neste caso, conhecimentoseducacionais intervindos por meio das escolas, das aulas no processo de ensino eaprendizagem. E para entendermos que o processo de ensino e aprendizagem, bem como osconhecimentos científicos são um modo de tecnologia educacional, Candau (1979,p. 62) nos fala que: [...] e assinalam como características básicas da tecnologia educacional a aplicação de conhecimentos científicos à educação, a abordagem sistêmica, a aprendizagem e a instrução como processos, a busca da eficiência do processo de ensino-aprendizagem e a conjugação de recursos humanos e matérias. Considerar e sustentar um único conceito para o que seja tecnologiaeducacional seria demasiadamente difícil, visto a importância de tudo que se falouaté aqui, mas podemos sintetizar todas estas importâncias mostrando o que nos dizalguns autores. (PONS, 1994, p. 42) e Luckesi (1986, p. 56), tem um ponto fortepara o que seja tecnologia educacional, quando dizem ser tudo aquilo que é voltadopara a prática do ensino-aprendizagem, que é capaz de nos passar conhecimentosenriquecedores através de recursos humanos como a fala, a escrita, e também nouso de toda a ferramenta inventada pelo homem para este fim que é educacional. E como afirmou Sancho (1998) até mesmo as instituições de ensino sãoclassificadas como tecnologia. Mas não podemos nos esquecer que a importânciada tecnologia não está nela em si mesma, mas na maneira que utilizamos comoapontou Corrêa (2002). Tecnologia educacional é um conjunto de conhecimentos que permeia nossomundo, como todo instrumento que é utilizado no meio educacional, se fazendopresente com recursos matérias e podendo está até mesmo na forma de linguagem,e quando falamos em todos estes recursos, devemos sempre nos reportar àimportância do saber fazer da tecnologia.
  24. 24. 23 Toda tecnologia tem que ser bem aproveitada, mas devemos ter muitocuidado, pois a tecnologia é atraente, mas, pode causar impactos negativos e saberutilizá-la traz muitas vantagens porque veio para contribuir na vida de todos, emparticular, dos docentes. 4.0 O PROFESSOR E A TECNOLOGIA EDUCACIONAL A tecnologia educacional vem tomando um grande espaço em nossas vidas,e em nossas escolas, mas para um bom aproveitamento depende muito da formaque as pessoas (os professores) vão utilizá-la no processo ensino-aprendizagem. As ferramentas inventadas pelo homem (o quadro-negro, lápis, livros, etc.)são um grande suporte para os educadores, mas nem todos estes instrumentos sãorelevantes na educação quando aplicados ou utilizados de maneira incorreta,desfalcando o sentido real do que é ser tecnologia educacional. Na verdade, muitaspessoas relacionam a tecnologia à informática, esquecendo-se do fator principal, deque a fala humana e a escrita são tecnologias que os docentes utilizam há muitotempo atrás. Segundo Chaves (2004, p. 01): Faz sentido lembrar aos educadores o fato de que a fala humana, a escrita, e, conseqüentemente, aulas, livros e revistas, para não mencionar currículos e programas, são tecnologia, e que, portanto, educadores vêm usando tecnologia na educação há muito tempo. É apenas a sua familiaridade com essas tecnologias que as torna transparentes (i.e., invisíveis) a eles. O professor é um dos pivôs do sistema educacional e através dele ocorre oprocesso de ensino-aprendizagem. Lacerda Neto (2008, p. 59) nos diz que “osprofessores são os agentes-chave de todo o sistema educativo e tudo aquilo que sevier a alcançar com qualquer ciclo de estudos dependerá sempre da sua vontade eação (condicionadas pelas suas concepções e crenças).”
  25. 25. 24 Nesse sentido, entendemos o quanto é importante para os educadores acapacidade em entender as tecnologias educacionais, saber o que são e como usá-las, e muitas vezes alguns professores tem adquirido uma compreensão deficiente eacabam que formando uma concepção errada para o que seja tecnologiaeducacional. Lacerda Neto (2008, p. 41-42) aponta seu ponto de vista sobre aeducação tecnológica quando diz: Pensamos a educação tecnológica como a formação de um sujeito mais crítico e humano que entenda a sua capacidade transformadora e a sua relação com o outro. Uma pessoa capaz de criar e usar a tecnologia, mas que exerça sua reflexão e compreenda suas implicações e transformações. O educador não deve pensar apenas no computador como meio tecnológicona escola, pois a tecnologia é muito mais abrangente, uma vez que as ferramentastecnológicas são muito variadas. A educação tecnológica são os meios, asferramentas que usamos para que os alunos aprendam. A forma como o docenteaborda um conteúdo, a organização da sala, o giz, o livro, também é tecnologia, masmesmo assim, muitas vezes não sabemos utilizá-la adequadamente em sala deaula. A tecnologia educacional vem a cada dia ganhando mais espaço, e com isso oprofessor tem um papel fundamental para que ela seja utilizada de forma adequada eeficiente no processo do ensino-aprendizagem do aluno, e é de suma importânciaque o docente entenda que é preciso conhecer os recursos que ele oferece e crieformas interessantes de usá-los, uma metodologia que faça o alunado saber pensar. Entender as concepções dos professores sobre a tecnologia educacional émais que um mero formalismo, é entender os conhecimentos dos educadores, poisestes irão refletir na ação pedagógica, e, ainda, é de responsabilidade dosprofessores, alunos e comunidade em geral assumir um compromisso com aeducação e enfrentar o desafio de conduzir e utilizar as tecnologias de maneiraadequada. Com isso, entendemos que o professor é o agente principal do processo detecnologia educacional, mas o que vemos hoje é a supervalorização das tecnologiasque se esquecem que os educadores são os mais preciosos de todos os recursos, ecomo relata Sancho (1998, p. 39), “As próprias escolas são uma tecnologia, uma
  26. 26. 25solução à necessidade de proporcionar educação a todos os cidadãos e cidadãs decertas idades. [...] a educação pode ser concebida como uma Tecnologia Social eum educador como um tecnólogo da educação.” Considerar nossas competências, nossos conhecimentos, para então buscarentender qual será nossa visão quanto aos recursos tecnológicos, é tentar formareducadores críticos, ou seja, pessoas que entendem o valor da tecnologiaeducacional na procura de saber criar, usar e entender suas implicações etransformações, tornando-a importante no processo de ensino-aprendizagem comorelata Corrêa (2002, apud, Chagas, et al, 2008, p. 26): O que produzimos é mediado pela caneta, mas o conteúdo e o processo pelo qual escrevemos depende da nossa história de vida, de nossos afetos, de nossas competências, do lugar social que ocupamos [...] Tal análise serve para o uso dos diversos recursos tecnológicos, desde o uso de transparências, apresentações em quadro-negro ou power point até a internet. E ainda para complementar Masetto (2002, p. 23) nos diz: O professor, ao entrar na sala de aula para ensinar uma disciplina, não deixa de ser um cidadão, alguém que faz parte de um povo, de uma nação [...]. Ele tem uma visão de homem, de mundo, de sociedade, de cultura e de educação que dirige suas opções e suas ações mais ou menos conscientemente. Ele é um cidadão, um „político‟, alguém comprometido com seu tempo, sua civilização e sua comunidade, e isso não desprega de sua pele no instante em que ele entra em sala de aula. Pode até querer omitir esse aspecto em nome da ciência que deve transmitir, e que, talvez ingenuamente, ainda entenda que possa fazê-lo de forma neutra. Mas o professor continua cidadão e político e, como profissional da docência, não poderá deixar de sê-lo. Mesmo em meio às tantas transformações vistas na sociedade, cabe aoprofessor buscar em sua vivência escolar o verdadeiro valor da tecnologiaeducacional, ser coerente, comprometido e entender a maneira correta do uso dasferramentas educacionais, sabendo que a mesma se constitui desde a linguagem(oral e/ou escrita), até os muitos outros recursos tecnológicos também empregadosna educação.
  27. 27. 26CAPÍTULO III – METODOLOGIA – FUNDAMENTAÇÃO Diante do propósito de investigar as concepções dos professores dematemática dos ensinos fundamental e médio das escolas públicas da cidade deXique-Xique/BA, concedemos um caráter de pesquisa de campo enfatizando aabordagem quantitativa no que diz respeito ás análises estatísticas representadasatravés de gráficos, sem desprezar a qualitativa na abordagem dos resultados. Lakatos e Marconi (1996) entendem que a pesquisa de campo estácaracterizada como sendo uma coleta de dados para se explorar ou responder àshipóteses ou variáveis envolvidas, numa tentativa de buscar informações para umdeterminado problema. Pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema, para o qual se procura uma resposta, ou de uma hipótese, que se queira comprovar, ou, ainda, descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles. (Lakatos e Marconi, 1996, p. 75) Moreira (2002, p. 237) considera que: Os métodos de pesquisa quantitativa envolvem tipicamente mensurações precisas, controle rígido de variáveis (normalmente em laboratório) e a análise estatística. Tendem a focar na análise (examinar as partes dos componentes de um fenômeno), enquanto que a pesquisa qualitativa busca entender o significado de uma experiência para os participantes em um cenário particular e como os componentes deste fenômeno se articulam para formar um todo. Segundo Gunther (2006, p. 207): Enquanto participante do processo de construção de conhecimento, idealmente, o pesquisador não deveria escolher entre um método ou outro, mas utilizar as várias abordagens, qualitativas e quantitativas que se adequam à sua questão de pesquisa. Portanto, o ponto de partida para esta pesquisa foi feita a partir de umarevisão na literatura que proporcionou elaboração da fundamentação teórica sobreeducação tecnológica e segundo Marconi e Lakatos (2002, p. 17), “toda pesquisa
  28. 28. 27deve basear-se em uma teoria, que serve como ponto de partida para a investigaçãobem sucedida de um problema”. Depois disso foi realizada a aplicação doquestionário investigativo que será analisado focando métodos qualitativos equantitativos. – CARACTERIZAÇÃO Esta investigação ocorreu na cidade de Xique-Xique/BA, localizada na regiãooeste da Bahia, ficando há 587 km da Capital. Que de acordo com o InstitutoNacional de Geografia e Estatística-IBGE (2010), a cidade tem uma área territorialde 5.502 km2 e uma população de 45.562 habitantes. O município dispõe de 02 (duas) escolas estaduais e 06 (seis) escolasmunicipais. Das escolas estaduais, uma funciona com o ensino médio e fundamentale a outra somente com ensino médio. Nas escolas municipais somente uma delasfunciona os dois níveis de ensino e nas demais apenas o ensino fundamental. Em 02 (duas) escolas municipais com 02 (dois) professores de matemáticaem cada uma delas, não foi aplicado o questionário por se localizarem em bairros dedifícil acesso. – POPULAÇÃO E AMOSTRA Para a realização deste trabalho foram tomados como locais de aplicação doquestionário 06 (seis) escolas, sendo estas, 04 (quatro) municipais onde uma destasdispõe tanto do nível de ensino fundamental como médio e as demais somente oensino fundamental, e 02 (dois) estaduais, sendo que em uma delas funcionam osdois níveis de ensino e na outra somente o ensino médio.
  29. 29. 28 O questionário foi aplicado a um total de 25 (vinte e cinco) professores dematemática. Cabe registrar que 11 (onze) professores são da rede municipal e 14(quatorze) da rede estadual. O questionário foi aplicado para cada um dos professores que atuam nosturnos matutino e vespertino de cada escola. Serviu como base para identificarmosos conhecimentos que cada educador pesquisado possui sobre tecnologiaeducacional, e a partir daí, analisamos a opinião dos professores de matemática emrelação a cada questão. Neste sentido Marconi e Lakatos (2002, p. 52), diz queneste momento da pesquisa o pesquisador está interessado na opinião doinvestigado e não em dados probabilísticos ou estatísticos. – INSTRUMENTO, COLETA E TRATAMENTO Considerando os objetivos que norteiam este trabalho, constituiu-se de sumaimportância a escolha de um questionário, como instrumento de pesquisa, para seraplicado aos 25 (vinte e cinco) professores de matemática individualmente. Gil (2006, p.129) define questionário como sendo uma técnica de investigaçãocom certo número de questões, apresentado por escrito às pessoas a sereminvestigadas, tendo como objetivo principal o conhecimento de opiniões,expectativas, interesses sobre um determinado tema. O questionário foi aplicado a cada professor de matemática dos ensinosfundamental e médio de quatro escolas municipais e duas estaduais da cidade deXique-Xique/BA. Este composto de 08 (oito) questões sendo elas perguntasobjetivas e subjetivas, todas voltadas para obtenção e satisfação das inquietaçõesque nos levaram ao desenvolvimento deste trabalho, tendo como foco principalidentificar a opinião destes professores a respeito de tecnologia educacional. ParaGil (2006, p. 129) as questões de um questionário constituem elemento fundamentaldo mesmo, e ainda mais, as respostas dadas as questões irão nos fornecer osdados necessários para esclarecer o problema de pesquisa.
  30. 30. 29 Para a aplicação deste questionário, se fez necessário o deslocamento acada uma das escolas e individualmente aplicá-lo com cada professor. A recepção einteresse da direção das escolas foi muito importante para o bom procedimentodesta pesquisa. Durante a coleta de dados tivemos o cuidado de explicar qual era a intençãodo nosso trabalho expondo nosso objetivo de maneira geral, em algumas situaçõesencontramos professores que apresentaram interesse e boa vontade, se dispondo aresponder cada questão que lhes eram proposta. Por outro lado nos deparamos comsituações não muito agradáveis, pois uma pequena parte dos docentes demonstroumedo, insegurança e até mesmo desinteresse à pesquisa. A coleta e análise dos dados ocorreram em uma abordagempredominantemente qualitativa, mas utilizamos também os métodos quantitativospara o tratamento das informações contidas no questionário, utilizando como recursopara a elaboração dos gráficos o Word Gráfico 2003.
  31. 31. 30CAPÍTULO IV – RESULTADOS: APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO – APRESENTAÇÃO / DISCUSSÃO A finalidade desta pesquisa de campo se deu pelo interesse de averiguarquais as concepções dos professores de matemática do ensino fundamental emédio das escolas municipais e estaduais da cidade de Xique-Xique/BA sobretecnologia educacional. Para tanto utilizamos neste trabalho um questionário depesquisa contendo 08 (oito) perguntas objetivas e subjetivas, onde procuramosaplicá-lo nos horários mais apropriados para cada professor, neste caso, nomomento do intervalo. Cada questão aplicada aos professores pôde nos oferecer grande utilidade nosentido de identificarmos pontos de fundamental importância no desenvolvimento eanálise deste trabalho monográfico. Ressaltamos também, o que é abordado por Gil(2006, p. 129) ao relatar que “as respostas a essas questões é que irão proporcionaros dados requeridos para testar as hipóteses ou esclarecer o problema da pesquisa.As questões constituem, pois, o elemento fundamental do questionário.” Neste sentido, de considerarmos que cada questão é de fundamentalimportância, começaremos a analisar cada uma delas detalhadamente. Na primeira questão nos detivemos em observar a área de formação de cadaeducador, e pudemos constatar que dos 25 (vinte e cinco) professores envolvidos napesquisa a maioria tinha pelo menos uma formação acadêmica. Destes,identificamos que 19 (dezenove) professores eram graduados em matemática, letrase outros, 02 (dois) docentes ainda estavam cursando licenciatura em pedagogia e ooutro em matemática, e somente 04 (quatro) não eram graduados. Destarte que, dos 19 (dezenove) professores graduados nos chamou aatenção que apenas uma pequena parte deles, somente 06 (seis), tinham formaçãoacadêmica em matemática, enquanto que 13 (treze) docentes possuíam suaformação em outras áreas acadêmicas, e do total de 25 (vinte e cinco) educadores,
  32. 32. 3106 (seis) ainda não eram graduados ou estavam no processo de obtenção destenível. Estas informações podem ser melhores elucidadas no gráfico abaixo. GRÁFICO 01: FORMAÇÃO ACADÊMICA DOS PROFESSORES DEMATEMÁTICA DAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO DEESCOLAS PÚBLICAS DE XIQUE-XIQUE/BA 14 13 12 11 10 9 Não Graduados 8 7 Outras 6 Matemática e outras 5 4 Matemática 3 2 1 0 Sabemos o quanto é importante que cada docente tenha uma formaçãoadequada, no sentido de lecionar em sua área de formação acadêmica. Masinfelizmente, o que muitas vezes encontramos são situações em que os professorestrabalham com disciplinas atípicas à área em que foram capacitados. Borges e Rocha (2010, p. 01) salientam que: Meio milhão de professores da educação básica ensina, nas salas de aulas da rede pública brasileira, disciplinas sobre as quais não aprenderam durante o curso superior. Nos mais variados colégios brasileiros, profissionais formados em matemática dão aulas de física e professores de educação física dão aulas de biologia, por exemplo. Eles representam quase um quarto dos 1.977.978 educadores dessa etapa. Diante dessa perspectiva, de termos encontrado a maioria dos professoresque lecionavam a disciplina de matemática sem a devida formação compatível, eainda, levando em consideração as afirmações de Borges e Rocha (2010),
  33. 33. 32poderemos indagar se estes profissionais estão preparados para saberem usar aeducação tecnológica em suas salas de aula. Outro ponto a ser destacado é que tais educadores não estão trabalhandocom a disciplina de matemática há pouco tempo, haja vista, que através dasinformações obtidas com a questão 02 (dois), averiguamos o tempo que cadaeducador atuava como professor de matemática, e percebemos que mais da metadeexercem a função a mais de 10 anos, como nos mostra o gráfico a seguir. GRÁFICO 02: ATUAÇÃO PROFISSIONAL DOS PROFESSORES DEMATEMÁTICA DAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO DEESCOLAS PÚBLICAS DE XIQUE-XIQUE/BA 14 13 12 11 10 9 8 Mais de 10 anos 7 6 Entre 5 e 10 anos 5 4 Menos de 5 anos 3 2 1 0 Desse modo, é notável que a maioria dos professores de matemática dacidade de Xique-Xique não têm a formação acadêmica adequada para o ensinodesta disciplina, apesar de a maioria deles já trabalharem com a mesma a mais de10 anos, o que nos leva a refletir sobre o abordado nos Parâmetros CurricularesNacionais PCN (1998), a respeito da capacidade que o professor de matemáticadeve ter.
  34. 34. 33 Para desempenhar seu papel de mediador entre o conhecimento matemático e o aluno, o professor precisa ter um sólido conhecimento dos conceitos e procedimentos dessa área e uma concepção de Matemática como ciência que não trata de verdades infalíveis e imutáveis, mas como ciência dinâmica, sempre aberta à incorporação de novos conhecimentos. BRASIL (1998, p. 36) Para os PCN, é de fundamental importância que o professor de matemáticatenha conhecimento de conceitos e procedimentos da área. Neste sentido,entendemos que estes conhecimentos são mecanismos facilitadores que levam oseducadores ao uso correto da tecnologia educacional. Analisando a questão 3, as concepções dos educadores sobre tecnologiaeducacional, sendo esta uma das questões de maior importância para estapesquisa, pois, nos mostrou claramente que para os professores de Xique-Xique/BAa educação tecnológica não passa de recursos inovadores, avançados efacilitadores, ferramentas que melhoram o ensino-aprendizagem por serem práticase objetivas. Alguns até exemplificaram a tecnologia educacional como sendointernet, aparelhos audiovisuais, data show, calculadoras, ou seja, mecanismostecnológicos sofisticados. A única resposta que se diferenciou das demais, foi de uma professora aodizer que tecnologia educacional é um método de ensino, uma maneira de educar.Percebemos que esta educadora apesar de também considerar instrumentos comointernet, computador entre outras ferramentas, ela também considerava que todométodo utilizado para educar, ou seja, o saber fazer, era igualmente uma tecnologiaeducacional. Dentre outras respostas, passaremos a destacar algumas: P5 – “São inovações tecnológicas que podem melhorar as aulas e oaprendizado.” P9 – “É um avanço em que só irá contribuir para o aprendizado do nossoalunado.” P13 – “São condições de se realizar estudos utilizando os meios decomunicação, áudio visuais e eletrônicos. São exemplos os cursos à distância.”
  35. 35. 34 P17 – “São todos os recursos de caráter tecnológico usado a serviço daeducação. TV pen drive, data show, etc.” P4 – “Meios de comunicação modernos, quando utilizados em sala de aulafacilita a aprendizagem dos alunos.” Ficou evidente o conceito de tecnologia educacional dos educadoresentrevistados, mas sabemos que esta tecnologia não se resume somente aequipamentos avançados, caros. Enfim, no que se refere à tecnologia educacional,devemos atentar para o que é destacado por Bastos (2000) ao relatar que osindivíduos devem entender que esta tecnologia não é apenas formada pormáquinas, mas, sobretudo por sujeitos dotados de diversas culturas e contextos. Apesar de Bastos (2000) afirmar que tecnologia educacional não é formadaapenas por máquinas e equipamentos, pudemos constatar que na quarta questão,os professores responderam que faziam uso da tecnologia na sala de aula, atravésde internet; data show; televisores; vídeos; calculadoras; slides, e, alguns, tambémdiziam usá-la através de jogos temáticos; pesquisas/avaliações em grupo ouindividual; lousa. Constatamos que dos 25 (vinte e cinco) docentes entrevistados, 18(dezoito) deles afirmavam fazer uso da tecnologia na sala de aula, através dosobjetos citados. De maneira geral os educadores entendiam que toda vez queutilizavam inovações (internet, data-show, vídeos) na sala de aula, estavamtrabalhando com a tecnologia educacional. Destacando ainda, que tivemos 06 (seis) docentes que diziam não utilizaresta tecnologia na sala de aula, justificando que as escolas não tinham recursos;que as salas de aula não eram adequadas; que os professores não eramcapacitados ou mesmo pela demanda do tempo. Houve ainda uma professora quenão respondeu a esta questão. Sabemos que tecnologia educacional não se resume somente aequipamentos avançados, caros ou às inovações. Mas o que percebemos, a partirdas respostas dos educadores, foi um conceito muito distante do que seja realmentea educação tecnológica, o que, consequentemente os levou a pensar que o uso datecnologia na sala de aula se dava principalmente por estes instrumentos mais
  36. 36. 35sofisticados, fazendo-os esquecer da engenhosidade humana e de outros recursosque também fazem parte da tecnologia educacional. Neste sentido, procuramos saber na questão 5, se a escola dispunha de infra-estrutura para o uso da tecnologia educacional e se eles enquanto educadoressentiam-se preparados para utilizá-las, grande parte dos professores responderamque as escolas tinham sim estrutura para o uso da mesma, em contrapartida outrosresponderam que não, pois a escola não estava preparada ou que faltavamrecursos. Quanto à preparação dos docentes, as repostas foram bastante variadas,uns disseram que sim, outros disseram que não, também responderam que sentiaminsegurança, dificuldades, que precisavam ser capacitados e outros que se sentiampreparados por já terem feito cursos. Entre as respostas obtidas iremos destacar algumas, e dentre estas umaque nos chamou muita atenção, a qual segue: P22 – “De algumas.” Achamos curiosa esta resposta. P18 – “Sim.” P7 – “Sim, nem tanto, precisa mais preparação para utilização das tecnologiasem sala de aula.” P11 – “Mais ou menos, a escola até tem a aparelhagem, mas sempre faltaalgo, quando tem computador não tem data show, quando tem DVD, não tem a TV.” P13 – “Está ampliando pouco a pouco e na medida do possível são utilizados.” P8 – “Sim. Sinto-me preparada para utilizar a tecnologia educacional.” Sujeitos que entendem que a educação tecnológica não é apenas o saberaplicar uma técnica, são aqueles que conseguem refletir e criticar sobre o saber-fazer da tecnologia educacional. Bastos vem aclarar este pensamento quando nosfala que “os sujeitos competentes não são aqueles que apenas sabem aplicartécnicas, mas que adquirem, pelos contatos com os artefatos, a capacidade deentender o mundo e a sociedade tecnológica em que vivemos.” (BASTOS, 2000, p.38).
  37. 37. 36 Sabendo disto, procuramos identificar na sexta questão, se o uso datecnologia educacional na sala de aula trazia progressos no processo de ensino-aprendizagem de matemática. A maioria dos professores responderam que sim,enquanto uma pequena parte responderam que apenas em alguns momentosocorriam melhorias. Porém a justificativa dos educadores para esta questão foibastante limitada, uma vez que, os mesmos diziam que o uso desta tecnologia nasala de aula levaria os alunos para a realidade atual, ou que as aulas ficavam maismotivadas, mais interessantes, participativas, ou mesmo que era uma metodologiadiferenciada e que facilitava a aprendizagem pelas novidades existentes. Outroseducadores também relataram que às vezes não utilizavam a tecnologiaeducacional, pois lhes faltavam material e que os alunos ou mesmo os professorestinham dificuldades com estas novas tecnologias. Entretanto, o uso da tecnologia educacional não faz exigências quanto àsinovações, nem mesmo aos materiais eletrônicos, como pensavam os professores,alvo da nossa pesquisa. Devemos entender que a tecnologia é uma engenhosidadehumana, existente há muito tempo atrás com o uso do raciocínio, da linguagem,enfim, e, é esta engenhosidade que a princípio antecede tais recursos, e mesmo oprofessor que sem dúvida é o principal destes recursos. Para Kenski (2007): As tecnologias são tão antigas quanto à espécie humana. Na verdade, foi à engenhosidade humana, em todos os tempos, que deu origem às mais diferentes tecnologias. O uso do raciocínio tem garantido ao homem um processo crescente de inovações. Os conhecimentos daí derivados, quando colocados em prática, dão origem a diferentes equipamentos, recursos, produtos, processos, ferramentas, enfim, a tecnologias (KENSKI, 2007, p. 15). Assim, entendemos que não é aquele recurso moderno, não é a utilização deaparelhos eletrônicos de última geração e nem mesmo o ego de usar umcomputador ou uma calculadora na sala de aula que se faz tecnologia educacional.Não é pela inovação ou pelos avanços, mas todo processo que é ligado ao ensino-aprendizagem é uma tecnologia educacional, seja ele um recurso humano oumaterial. E como já discorremos, Joly (2002, p. 142) nos diz que tecnologiaeducacional não é somente equipamentos caros ou modernos, mas, também,aqueles instrumentos mais simples como, por exemplo, o próprio lápis ou borracha.
  38. 38. 37 Sabendo disto, buscamos compreender na questão 7 quais ferramentas oseducadores consideravam como tecnologia educacional, e surpreendentemente92% dos professores identificaram o computador e a internet como o principalrecurso tecnológico, a televisão e o data show também foram bastante citados poreles. Portanto, percebemos que instrumentos mais avançados e sofisticadostiveram maior destaque por parte dos educadores, enquanto outros itens colocadosnão obtiveram muita ênfase. Notemos no gráfico abaixo quais os recursos foramidentificados pelos educadores. GRÁFICO 03: RECURSOS IDENTIFICADOS COMO T.E. DOSPROFESSORES DE MATEMÁTICA DAS SÉRIES FINAIS DO ENSINOFUNDAMENTAL E MÉDIO DE ESCOLAS PÚBLICAS DE XIQUE-XIQUE/BA 25 24 23 22 Outros 21 20 Lápis 19 Borracha 18 17 Giz 16 15 Apagador 14 Lousa 13 12 Linguagem Escrita 11 10 Linguagem Oral 9 Linguagem Visual 8 7 Data Show 6 5 Televisão 4 Internet 3 2 Computador 1 0
  39. 39. 38 Conseguimos perceber, ainda, que muitos professores identificaram alinguagem visual como uma tecnologia educacional, por terem a idéia de que ela seapresenta simplesmente através de televisores, vídeos e computadores, com issoficou mais evidente qual era a visão geral de tecnologia educacional por parte dosdocentes. Porém outros autores esclarecem melhor sobre este assunto, quantoafirmam: Alguém já viu computador dando aula, sozinho, sem que, pelo menos, alguém o tenha ligado à tomada? Ao longo de sua carreira já vimos uma lousa, quadro-negro, quadro-verde ou quadro-branco apresentando sozinho “a matéria”, sem que alguém a houvesse elaborado antes? Em algum momento dos últimos vinte anos algum professor foi demitido do seu emprego só porque a escola comprou um videocassete? Um laboratório de ciências, totalmente equipado, mas completamente sem uso, trancafiado, ensina ciências para alguém? Um toco de giz percorre a lousa ensinando filosofia aos alunos? (CARVALHO NETO; MELO, 2006, p. 01). Na verdade o que os autores Carvalho Neto e Melo (2006) estão afirmando, éque tecnologia não ensina, ela passa conhecimentos, um computador, um datashow ou quaisquer outros instrumentos não podem por si só realizar uma açãoeducacional, eles não podem ser tidos como objetos prontos e acabados, precisamde alguém para intervir a estes recursos para que assim possam ser capazes deproduzir conhecimento. Afinal nenhum recurso pode ser considerado comotecnologia educacional, mas eles podem ser considerados como instrumentos detrabalho ou de apoio no uso desta tecnologia afirmam ainda Carvalho Neto e Melo(2006). E, ainda, neste sentido, sabemos que o uso da tecnologia na sala de aula émuito importante, e cada docente deve saber que eles podem e são usados noprocesso de ensino-aprendizagem de matemática, porém, percebemos que osprofessores precisam se familiarizar melhor com a educação tecnológica, para entãosaberem utilizar todos os recursos que os rodeiam a favor deste ensino. E como járelatamos aqui, Corrêa (2002, p. 46), salienta que a tecnologia não está nosrecursos em si mesmo, mas na maneira que usamos estes recursos. Diante desta coleta de dados, perguntamos na oitava questão qual era aimportância da tecnologia educacional na sala de aula para os educadores. Osmesmos em suas variadas respostas acreditavam na importância da tecnologia nasala de aula por muitos motivos, dentro os quais, a melhoria no ensino, aulas menos
  40. 40. 39cansativas e mais motivadas, a facilidade no aprendizado e até mesmo paraestarem antenados no mundo globalizado em que vivemos. Mas sabemos que não éo fato de se incorporar ferramentas que se faz tecnologia, e sim a maneira como osprofessores utilizam estas ferramentas. Entendemos que a compreensão dos educadores quanto à tecnologiaeducacional precisa ser modificada, pois a importância da tecnologia educacionalestá no resultado positivo do processo de ensino-aprendizagem, e para issodevemos saber criar, usar e entender suas implicações. É importante que em todo o processo, ocorra a construção de conhecimentos,entendendo que a busca pelo mesmo nunca acaba. O professor precisa entenderque em todos os momentos do processo pedagógico, a tecnologia educacional émais que um conceito, é uma iniciativa que pode ampliar o conhecimento dos alunose dos educadores, afinal, tecnologia não traz solução a um problema, ela geraconhecimento. Percebemos o quanto é importante que os professores saibam identificar eutilizar os recursos tecnológicos educacionais, sabendo que todo processo ligado aoensino-aprendizagem, seja através de recursos humanos ou materiais, sãotecnologias educacionais, uma arte do saber-fazer.
  41. 41. 40CAPÍTULO V – CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante de tudo que foi exposto, observamos a importância de pensar em umaeducação capaz de preparar cidadãos aptos a interagirem em uma sociedadetecnologicamente desenvolvida e percebemos a importância desta pesquisamonográfica na vida de cada docente de forma ampla e proveitosa. Neste trabalho buscamos conhecer através de um questionário de pesquisa,quais eram as concepções dos professores de matemática das séries finais doensino fundamental e médio, das escolas municipais e estaduais da cidade deXique-Xique/BA, sobre tecnologia educacional, levando-nos assim, a uma análise ediscussão das questões que foram aqui levantadas. Vale ressaltar que trabalhamos com um total de 25 educadores, epercebemos através da pesquisa levantada, que a maioria dos professores tinhauma formação acadêmica, porém, dos 19 docentes graduados, apenas 06 eramformados em matemática, um número expressivamente pequeno. Verificamostambém, que mais da metade dos professores já tinham mais 10 anos de atuaçãoprofissional, e mesmo estando a tanto tempo ensinando a disciplina de matemática,não tiveram a preocupação com uma formação adequada a sua área de ensino,como relatamos aqui. Apesar disto, averiguamos como os professores identificavam as tecnologiaseducacionais, e quais os conhecimentos e relações dos mesmos com estasferramentas de ensino. Com a exposição dos dados, percebemos uma tendência dos docentes emrelacionar a tecnologia educacional ao uso de objetos que visam facilitar a vidadiária, vivenciada no trabalho ou mesmo em casa. Neste sentido, muitos professores compreendiam que os instrumentosfacilitadores da ação pedagógica e principalmente aqueles recursos mais modernos,eram tidos como tecnologia educacional, e acabavam se esquecendo de que o giz, oprocesso de alfabetização, a linguagem (oral, visual e escrita) e tantos outrosrecursos mais simples também fazem parte desta tecnologia. Pois como já
  42. 42. 41discorremos exaustivamente no decorrer deste trabalho, que o valor da tecnologiaeducacional depende do uso que fazemos dela, pois educação tecnológica é todoprocesso ligado ao ensino e aprendizagem. Embora os professores acreditassem na importância da tecnologiaeducacional e entendessem ser um meio colaborador no processo de ensino-aprendizagem, observamos que muitos diziam não fazer uso da mesma, por não sesentirem preparados, pois diziam que as escolas não tinham infra-estrutura oumesmo que tinham dificuldades e precisavam de um profissional capacitado parainstruí-los. Toda esta questão, nos fez observar que todos os professores entrevistados,acreditavam fortemente que instrumentos modernos tais como computador, internet,televisores entre outros, eram os únicos ou os principais recursos tecnológicos depunho educacional. Esta realidade nos mostrou que o cotidiano das pessoas está cada vez maisintegrado ao computador e às ultimas tendências tecnológicas. Tais tecnologias sãoferramentas feitas para o saber e são fortemente importante em nosso meio, sendomuitas vezes necessárias no dia-a-dia do indivíduo. Com isso queremos deixar claroque não estamos falando que os recursos avançados não estejam enquadradosnuma tecnologia, porém, queremos destacar, que estes instrumentos bem comoquaisquer outros recursos mais antigos como quadro, o giz, por exemplo, sãotambém classificados como tecnologia educacional, se utilizados para este fim que éeducacional. Estas constatações completaram nosso trabalho, nos mostrando pontos quepossibilitou argumentos enriquecedores a esta pesquisa e dando-nos informaçõesindispensáveis no que diz respeito ás concepções dos professores de matemática,sobre tecnologia educacional. Cabe aqui ressaltar, que esta pesquisa não deve ficar enquadrada apenasnuma entrevista e discussões sobre a tecnologia educacional, mas que devemosbuscar enquanto educadores elucidar nossos entendimentos, aflorando ainda mais
  43. 43. 42este assunto de grande valia, buscando agregar no meio educacional a importânciade saber usar e entender está tecnologia. Com isso, devemos entender que o uso da tecnologia educacional é umaforma de saber-fazer, que pode gerar conhecimentos esplêndidos. A educaçãotecnológica é todo processo ligado à ação pedagógica, seja ela empregada atravésde recursos humanos ou recursos matérias. Esperamos que muitos leitores entendam a importância da tecnologiaeducacional e melhorem suas concepções. Neste sentido, e sem a pretensão deesgotar o assunto, mas sim de provocar uma reflexão sobre o tema em questão,esperamos que este mesmo trabalho venha motivar novos pesquisadores acontinuar este tema aqui abordado.
  44. 44. 43REFERÊNCIASALVES, Lynn Rosalina Gama. Novas cartografias cognitivas: uma análise do uso detecnologias intelectuais por crianças da rede pública em Salvador, Bahia, Salvador,1998.BARATO, J. N., Escritos sobre tecnologia educacional & educação profissional. SãoPaulo: Editora SENAC, 2002.BARROS, Marcos Alexandre de Melo: As tecnologias da informação e comunicaçãoe o ensino de ciências, 2009.BASTOS, J. A. S. L. A. A imaterialidade da tecnologia. In: (Org.). EducaçãoTecnológica: imaterial e comunicativa. Curitiba: Cefet-PR, 2000. (Coletânea“Educação e Tecnologia” CEFET-PR).BORGES, Priscilla; ROCHA, Carolina. Meio milhão de docentes dá aulas semformação ideal, 2010. Disponível em:<http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/meio+milhao+de+docentes+da+aulas+sem+formacao+ideal/n1237653160064.html>. Acessado em 09 de nov. de 2010.BRASIL – Secretaria de Educação Fundamemental. Parâmetros CurricularesNacionais: matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998.CANDAU, Vera Maria. Tecnologia Educacional: concepções e desafios. Cadernosde Pesquisa da Fundação Carlos Chagas. São Paulo, n. 28,1979.CARVALHO NETO, C. Z. e MELO, Maria Taís (2006). O que é tecnologiaeducacional?. Disponível em: <http://mariolindaferrazntem.blogspot.com/>. Acessoem 21 de out. de 2010.CHAGAS, Ariana. et al. O conceito de tecnologia: pressupostos de valores culturaisrefletidos nas práticas educacionais. Paraná, 2008.CHAVES, E. O. C. Tecnologia na Educação: Conceitos Básicos. A Enciclopédia deFilosofia de Educação, 1999. Disponível em: <http://edutec.net/Tecnologia eEducacao/edconc.htm# Tecnologia na Educação>. Acessado em 24 de maio de2010.CHAVES, E. O. C. Tecnologia na educação. A Enciclopédia de filosofia de educação2004. Educação, 2004. Disponível em:<http://chaves.com.br/TEXTSELF/EDTECH/tecned2.htm#_ed*>. Acessado em 29de jun. de 2010.CAMPOS, Simone Ballmann de. O impacto das tecnologias no cotidiano escolar: umsaber necessário na educação contemporânea. Florianópolis, PerCursos, v. 8, n. 1,p. 18, jan. / jun. 2007.
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  47. 47. 46APÊNDICEPesquisadora: Carolina Oliveira dos SantosOrientador: Danton de Oliveira FreitasQuestionário aplicado aos professores de matemática dos ensinos fundamental emédio da cidade de Xique-Xique/BA. QUESTIONÁRIO DE PESQUISA1) Qual é a sua formação acadêmica?( ) Graduado. Qual?___________________________________( ) Em curso de graduação. Qual? _______________________( ) Não Graduado.2) Atua como professor de matemática.( ) A menos de 05 anos ( ) Mais de 05 anos e menos de 10 anos( ) Mais de 10 anos3) Na sua concepção o que é Tecnologia Educacional?___________________________________________________________________4) Você utiliza Tecnologia Educacional na sala de aula? ( ) Sim. Qual(is)?________________________________________________ ( ) Não. Por quê?_________________________________________________5) A escola dispõe de infra-estrutura para o uso da Tecnologia Educacional na salade aula? E você sente-se preparado para utilizá-la?___________________________________________________________________6) O uso da tecnologia educacional na sala de aula possibilita melhorias no processoensino-aprendizagem de matemática. ( ) Sim ( ) Não ( ) Às vezesPorquê?_____________________________________________________________7) Quais dos recursos abaixo você identifica como tecnologia educacional?( )Computador ( )Lápis ( )Borracha ( )Data show ( )Televisão ( )Caderno( )Giz ( )Apagador ( )Lousa ( )Internet ( )Linguagem oral ( )Linguagem escrita( )Linguagem visual ( )Outros. (identifique)________________________________8) Qual é a importância das Tecnologias Educacionais na sala deaula?_______________________________________________________________

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