CENTRO DE ENSINO FUNDAMENTAL 08
                                        SOBRADINHO-DF
PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO 2011




                                            FEV/2011
SUMÁRIO


Apresentação -------------------------------------------------------------      3
Plano de Trabalho--------------------------------------------------------       4
Introdução-----------------------------------------------------------------     6
Justificativa----------------------------------------------------------------   7
Objetivos-------------------------------------------------------------------    9
Metas-----------------------------------------------------------------------    9
Estratégias-----------------------------------------------------------------    11
Avaliação------------------------------------------------------------------     12
Cronograma---------------------------------------------------------------       13
Dados de identificação---------------------------------------------------       15
Missão----------------------------------------------------------------------    16
Histórico da Instituição escolar-----------------------------------------       17
Diagnóstico----------------------------------------------------------------     18
Histórico do diagnóstico da escola-------------------------------------         19
Objetivos-------------------------------------------------------------------    24
Princípios Norteadores---------------------------------------------------       25
Princípios Epistemológicos---------------------------------------------         25
Organização Administrativa--------------------------------------------          32
Organização Curricular--------------------------------------------------        32
Avaliação------------------------------------------------------------------     35
Programas pedagógicos específicos-----------------------------------            37
Bibliografia----------------------------------------------------------------    40
Anexos – Projetos--------------------------------------------------------       42




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APRESENTAÇÃO

         Este documento tem como finalidade apresentar as proposta de trabalho a ser
desenvolvida no Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho (CEF08), cujo trabalho apóia-
se na perspectiva de uma educação de qualidade, buscando, para atender esse objetivo, ações
voltadas para melhores condições de trabalho; uma prática pedagógica em consonância com o
contexto atual de modo a formar cidadãos críticos e conscientes do seu papel social; como
também, a integração da escola com a comunidade, tendo em vista que a participação desta
última torna-se primordial no desenvolvimento do cidadão que almejamos.
         Para compor a Proposta Pedagógica foi feito um novo levantamento do Histórico da
Escola e Comunidade onde pudemos conhecer nossa clientela e os profissionais envolvidos por
meio do Diagnóstico da Situação Presente. Traçamos objetivos e metas a serem alcançados
durante o ano letivo baseado nos Princípios Norteadores que regem a Educação Pública do
Distrito Federal. Contempla-se no conteúdo desta, a Organização Curricular, as Instituições
Escolares a serem criadas, bem como, Projetos Especiais que poderão propiciar a
contextualização e interdisciplinaridade das habilidades e competências a serem trabalhadas.
Nessa jornada pedagógica destacamos a importância da integração do trabalho da sala de
Recursos para Altas Habilidades (instalados em nossa escola) com o ensino regular, por
considerarmos que neste trabalho específico, em integração com os professores dos demais
componentes curriculares; pode-se fomentar nos educandos o interesse pela pesquisa e criação
de conhecimentos necessários à vida cotidiana.
         Definimos os valores fundamentais em torno dos quais se constrói a escola os quais
descrevem como esta Unidade de Ensino pretende atingir sua missão. As estratégias foram
traçadas para englobar a maneira pela qual se pretende alcançar os objetivos.
         Em coerência com os pressupostos citados acima, propomos instrumentos que
possibilitem um acompanhamento e controle que forneçam subsídios reais, concretos e
adequados à comunidade do trabalho aos níveis de manutenção e redimensionamento da
educação.
         A elaboração, aplicabilidade e o sucesso desta Proposta Pedagógica contaram com o
empenho coletivo dos membros desta Instituição. Mas é de consciência dos que o produziram de
que está aberto a todo e qualquer tipo de sugestão e encaminhamentos, contemplando, assim, o
que consideramos ser essencial no processo educativo: o fazer e refazer das ações pedagógicas
no “ritmo” do movimento da história.




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PLANO DE TRABALHO


I – IDENTIFICAÇÃO

SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL

REGIONAL DE ENSINO DE SOBRADINHO

CENTRO DE ENSINO FUNDAMENTAL 08 DE SOBRADINHO

ENDEREÇO: AR 03 ÁREA ESPECIAL 02 LT 04 ST. OESTE – SOBRADINHO II - DF

NÍVEIS DE ENSINO: ENSINO FUNDAMENTAL – SÉRIES FINAIS

  • 5ª SÉRIE

  • 6ª SÉRIE

  • 7ª SÉRIE

MODALIDADES DE ENSINO:

          EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) E ENSINO ESPECIAL

APOIO PEDAGÓGICO:

  • ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL

  • SALA DE RECURSOS

  • EQUIPE DE APOIO À APRENDIZAGEM



LOCALIZAÇÃO: URBANA




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QUANDO A ESCOLA É DE VIDRO.




        QUANDO A ESCOLA É DE VIDRO
                              Trecho do livro de Ruth Rocha

         Eu ia à escola todos os dias de manhã e quando chegava, logo, logo,
        eu tinha que me meter no vidro. É, no vidro!

        Cada menino ou menina tinha um vidro e o vidro não dependia do
        tamanho de cada um, não! O vidro dependia da classe em que a gente
        estudava.

        Se você estava no primeiro ano, ganhava um vidro de um tamanho. Se
        você fosse do segundo ano, seu vidro era um pouquinho maior. E
        assim, os vidros iam crescendo à medida que você ia passando de ano.

        Se não passasse de ano era um horror. Você tinha que usar o mesmo
        vidro do ano passado.

        Coubesse ou não coubesse.

         Aliás, nunca ninguém se preocupou em saber se a gente cabia nos
        vidros. E para falar a verdade, ninguém cabia direito.

         Uns eram gordos, outros eram muito grandes, uns eram pequenos e
        ficavam afundados no vidro, nem assim era confortável.

         A gente não escutava direito o que os professores diziam, os
        professores não entendiam o que a gente falava, e a gente nem podia
        respirar direito...

        A gente só podia respirar direito na hora do recreio ou na aula de
        educação física. Mas aí a gente já estava desesperado de tanto ficar
        preso e começava a correr, a gritar, a bater uns nos outros.




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A METÁFORA DO VIDRO



         O hábito de ficar dentro dos vidros acaba se tornando cômodo para algumas crianças,
elas se adaptam à forma do vidro e acabam se sentindo até desconfortáveis fora dele. Quanto
mais elas se moldam ao vidro menos trabalho dá aos adultos. Outras, porém, sofrem porque são
diferentes e esta diferença não é levada em conta; elas não recebem nenhum tipo de ajuda e de
estímulo.

         Mas será que é isso que se quer do processo educacional? Todo mundo pensando igual
e fazendo tudo igual?

         O vidro filtra o que o professor fala e também o que fala o aluno. A comunicação e,
portanto as relações entre eles não são espontâneas. Ouvir é diferente de escutar ativamente, é
muito diferente! Em se tratando de crianças e adolescentes, há que se fazer um esforço extra para
entender exatamente o que eles querem dizer! Mesmo assim, com todo nosso esforço e atenção,
quantas perguntas deixaram de ser formuladas e quantas outras deixaram de ser respondidas!

         As crianças que ficaram tempo demais dentro de vidros adoram as aulas de educação
física. O corpo do aprendiz faz parte dele, é através do corpo que ele fala, que expressa seus
sentimentos e que ele aprende. Assim há muitas maneiras de aprender e todas elas devem ser
colocadas à disposição do aprendiz.

         Um dia teremos a revolução dos vidros, e a diferença, não mais a mesmice, será
valorizada! A psicopedagogia lida essencialmente com a aceitação dessas diferenças, tentando
entendê-las. É através da busca de novos caminhos que ela pretende dar um novo significado à
aprendizagem.




II – INTRODUÇÃO

         A apresentação deste documento tem por finalidade, viabilizar uma proposta de plano
de trabalho a ser desenvolvida pelo Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho. Esta
proposta deverá ser aperfeiçoada posteriormente por meio da participação efetiva de todos os
segmentos da escola. Entende-se também que se deve considerar toda realidade e problemáticas
enfrentadas pela comunidade.

         Os problemas de maior relevância em nossa comunidade são: a violência, evasão
escolar, indisciplina e a repetência. Situado em local onde a exclusão social se manifesta de

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modo mais acentuado, a escola não fica isolada deste contexto. Em geral, a solução proposta é o
policiamento. Nem sempre esta solução é possível e quase nunca é eficaz, devido ao serviço
deficiente oferecido pelo Estado. Ao contrário, muitas vezes ela apenas reforça a violência da
situação. Mais que um caso de polícia, a violência nas escolas é um problema pedagógico.
Situados neste desafio nos propomos a implantar projetos, buscar parcerias, fortalecer o
planejamento coletivo e outras ações as quais darão suporte para a transformação da realidade.

         Vivemos numa sociedade democrática, onde educação e política estão intimamente
relacionadas. Como educação é sistema e conseqüentemente é escola, cabe a esta, desenvolver
um trabalho onde considere toda a legislação pertinente, sem deixar de lado as opiniões e
experiências de toda comunidade escolar para a elaboração, execução e avaliação de um plano de
trabalho, em busca de uma Escola Pública de excelência no exercício pleno da cidadania.
Compete também a todos os funcionários em educação, o resgate do papel afetivo, social e
cognitivo e também o resgate dos valores culturais, religiosos, cívicos e sociais.

         Todas as indicações apresentadas neste Plano de Trabalho serão discutidas, ampliadas e
avaliadas por todos os segmentos da Escola, com o intuito de estabelecer um ambiente de
democracia plena.

“Informação, educação e cultura são alicerces de uma sociedade justa e desenvolvida, tanto
 no aspecto econômico, científico e tecnológico quanto social e humanístico... E o ponto de
                          partida deste processo é o conhecimento...”




III - JUSTIFICATIVA


         Em Fevereiro de 2001, foram iniciadas as atividades no Centro de Ensino Fundamental
08 de Sobradinho, como escola anexa ao Centro de Ensino Fundamental 07, em um prédio
alugado situado na AR19 (COER), atendendo alunos do Ensino Fundamental (Séries iniciais e
Finais). Posteriormente, no ano de 2005, com os recursos liberados por parte da Secretaria de
Educação do DF, foi construída a edificação atual, situada na AR03, lote 04 Área Especial 02
Setor Oeste Sobradinho II. O que surpreendeu a comunidade local e que não aconteceu uma
solenidade com os representantes governamentais da época, para a inauguração da nova sede.
Foi reconhecido pela Portaria nº 43 de 20/02/2004, DODF Nº 37 P. 08 de25/02/2004 e teve
como seu 1º diretor, nesta nova sede, o Sr. ADETÔNIO DO NATAL E SOUSA e vice-diretor o
Sr. LAURINEY MORAES DE SOUZA.

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A escola após iniciar seu atendimento não passou por nenhuma reforma geral. Apesar
de diversos problemas estruturais (inúmeras rachaduras) e manutenções periódicas, o prédio
escolar se mantém em bom estado de conservação.

         A Unidade de Ensino tem uma comunidade muito variada, pois atende alunos das
localidades da vila Rabelo, Morro do Sansão, Condomínios, Setor de Mansões, Minichácaras,
zona rural e áreas residenciais de Sobradinho II. Essas regiões apresentam uma situação social e
econômica definida, nelas residem pessoas menos favorecidas social e economicamente. Nossa
clientela tem hoje, uma grande porcentagem de alunos que apresenta desajustes familiares e
conseqüentemente, dificuldades de aprendizagem e problemas de disciplina.

         A situação presente mostra-se grave devido ao grande número de ocorrências diárias de
brigas na maioria das vezes geradas por situações ocorridas fora da escola, falta de hábitos (os
quais deveriam ser formados em casa), pouco compromisso dos familiares (impontualidade, não
suprimento dos materiais escolares básicos) e evasão (por irregularidade na freqüência). Apesar
destes fatos, apresentamos um número reduzido de repetência em comparação às demais escolas
de Sobradinho II.

         Para o teórico inglês Basil Bernstein, a aprendizagem e a ação social fazem-se vital a
orientação cognitiva e prática do homem, regulado, por um controle simbólico adquirido nas
instituições pedagógicas oficiais e locais, tais como na escola e na família. Em síntese, a
aprendizagem e o desempenho escolar para Bernstein, dependem primeiramente da inter-relação
entre mãe e filho, e posteriormente, entre professor e aluno.

         Diante do exposto este plano de trabalho visa possibilitar, a todos os alunos, incentivo á
permanência na escola; o aprendizado para a vida, privilegiando os valores humanos, cristãos e
tecnológicos, contribuindo na formação de pessoas conscientes e éticas, comprometidas com a
solidariedade e responsáveis em suas ações, capazes e criativos para enfrentar o mundo do
trabalho; elevar o nível de aprendizagem e compreensão para desenvolver habilidades e dominar
competências.




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IV – OBJETIVOS



  • Elevar o índice geral de aprovação;

  • Reduzir o índice de evasão;

  • Desenvolver o hábito e o gosto pela leitura;

  • Proporcionar acesso a meios tecnológicos;

  • Estabelecer estratégias para aquisição e formação de hábitos e atitudes/valores;

  • Promover ações que busquem a integração da comunidade no contexto escolar;

  • Fortalecer e dinamizar o Conselho Escolar;

  • Favorecer a transparência na prestação de contas, relativas aos recursos repassados à
     Instituição Educacional, bem como daqueles diretamente arrecadados;

  • Oferecer instrumentos pedagógicos para a Avaliação Institucional;

  • Viabilizar maior espaço para o lúdico no ambiente escolar;

  • Desenvolver ações que favoreçam a melhoria dos hábitos de higiene pessoal;

  • Oportunizar aos alunos atividades extra-classe, onde possam vivenciar valores culturais;

  • Promover mecanismos que concretizem a integração dos alunos com necessidades
     educacionais especiais;

  • Reduzir a indisciplina dos alunos no ambiente escolar;

  • Conscientizar aos alunos sobre a importância dos recursos naturais e o ambiente em que
     vivem.



V - METAS



  • Aumentar o índice de aprovação das séries finais em 10% ao final de 2011;

  • Diminuir em 10% a evasão escolar dos alunos do Ensino Fundamental e EJA;

  • Diminuir o número de atendimentos disciplinares dos alunos do Ensino Fundamental na
     direção em 15%, durante o ano letivo de 2011;



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• Oportunizar aos alunos do Ensino fundamental (5ª, 6ª e 7ª séries) e EJA (1º Segmento) a
   leitura de no mínimo um livro por bimestre;

• Promover a utilização dos computadores do laboratório de informática por professores e
   alunos das séries finais e EJA, no decorrer do ano letivo de 2011;

• Resgatar valores, trabalhando mensalmente temas a serem definidos coletivamente;

• Propor pelo menos duas atividades culturais durante o ano;

• Promover reuniões ordinárias com a comunidade local para efetivar a função do
   Conselho Escolar;

• Apresentar as contas e balancetes bimestralmente para apreciação da comunidade e
   aprovação do Conselho Escolar;

• Utilizar os dois dias pré-definidos no calendário escolar de 2011 para avaliação e auto-
   avaliação de todos os segmentos da instituição;

• Adquirir materiais esportivos e recreativos no decorrer do ano letivo de 2011, para o uso
   dos alunos das séries iniciais e finais;

• Acrescentar em 10% os jogos pedagógicos da Ludoteca; disponibilizados aos alunos;

• Trabalhar diariamente a formação de hábitos de higiene com todos os alunos das séries
   finais;

• Realizar pelo menos quatro visitas com os alunos das séries finais e EJA, a locais que
   promovam cultura no decorrer do ano letivo de 2011;

• Inserir todos os alunos com necessidades educacionais especiais nas atividades da escola
   no decorrer do ano letivo de 2011;

• Desenvolver o senso crítico e a conscientização dos cuidados com o ambiente escolar e
   da comunidade em que residem em 2011.

• Viabilizar com recursos dos Programas financeiros a construção do Centro Poliesportivo
   no ano letivo de 2011;




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VI - ESTRATÉGIAS



  • Implantação e prosseguimento das políticas públicas de governo em consonância com a
     proposta pedagógica da unidade escolar;

  • Fortalecimento do planejamento coletivo garantindo os rumos, anseios, ideais que darão
     vida ao currículo;

  • Encontro de parcerias junto à comunidade e a Secretaria de Educação para garantir o
     intercâmbio entre escola e família;

  • Implantação juntamente com o MEC do projeto ProJovem (Iniciação de jovens às novas
     tecnologias);

  • Implementação do projeto de leitura com elaboração de oficinas literárias, promovendo
     concursos e eventos para fins editoriais ( Jornal Escolar, Blogs);

  • Oferecimento de ambiente especial que favoreça o desenvolvimento do prazer pela leitura
     e lazer; por meio de oficinas pedagógicas e sarau de literatura;

  • Promoção de encontros de interesse da comunidade envolvendo a Orientação
     Educacional; por meio de reuniões, questionários e entrevistas;

  • Realização de eventos para participação e integração da comunidade no contexto escolar;

  • Implementação de reuniões com os membros do Conselho Escolar oportunizando a
     efetiva participação dos mesmos no dia-a-dia da escola;

  • Estabelecimento de instrumentos eficazes de avaliação que meçam o desempenho de
     todos os segmentos da instituição educacional;

  • Aquisição de diversos materiais que possibilitem a valorização do lúdico como mediador
     no processo de ensino-aprendizagem, por meio da aplicação dos recursos financeiros;

  • Implantação de projeto pedagógico para permanente valorização de hábitos adequados de
     higiene pessoal e do ambiente, envolvendo todos os segmentos da instituição
     educacional;

  • Promoção de aulas-passeio a museus, teatro, cinema, órgãos públicos, etc; com a
     finalidade de favorecer a formação cultural dos alunos.

  • Envolver por meio de projetos pedagógicos todos os alunos com Necessidades
     Educacionais Especial nas atividades curriculares da escola;

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• Promoção de palestras que valorizem a convivência social entre os alunos, visando à
       construção de regras disciplinares entre os alunos, através de jogos recreativos. O
       trabalho docente deverá atuar em prol da pedagogia de projetos;

   • Estruturação e execução de projetos ambientais contemplados na proposta pedagógica.



VII - AVALIAÇÃO



         Buscando a excelência na qualidade da educação, objetivamos buscar a cada etapa do
trabalho um feedback dos métodos e ações, instituindo em conjunto com todos os segmentos da
Instituição Educacional mecanismos de avaliação pautados em instrumentos eficazes.

         O universo da avaliação escolar é simbólico e instituído pela cultura da mensuração,
legitimado pela linguagem jurídica dos regimentos escolares, que legalmente instituídos,
funcionam como uma vasta rede e envolvem totalmente a escola. (Lüdke; André, M. 1986)

         Avaliar exige, antes que se defina aonde se quer chegar, que se estabeleçam os critérios,
para, em seguida, escolherem-se os procedimentos, inclusive aqueles referentes à coleta de
dados, comparados e postos em cheque com o contexto e a forma em que foram produzidos.

         Para Hadji (2001), a passagem de uma avaliação normativa para a formativa, implica
necessariamente uma modificação das práticas do professor em compreender que o aluno é, não
só o ponto de partida, mas também o de chegada. Seu progresso só pode ser percebido quando
comparado com ele mesmo: Como estava? Como está? As ações desenvolvidas entre as duas
questões compõem a avaliação formativa.

         A função nuclear da avaliação é ajudar o aluno a aprender e ao professor, ensinar.
(Perrenoud, 1999), determinando também quanto e em que nível os objetivos estão sendo
atingidos. Para isso é necessário o uso de instrumentos e procedimentos de avaliação adequados.
(Libâneo, 1994, p.204)

         A avaliação institucional contribui significativamente para que a Escola repense suas
práticas administrativas, técnicas, educativas e sociais, ao mesmo tempo em que reflete o seu
papel na sociedade como produtora e socializadora de um saber capaz de compreender e
transformar a realidade.

         Uma instituição que se proponha viver um processo de Avaliação Institucional
precisará planejar as etapas deste processo a fim de alcançar sucesso, sendo estas: preparação;


                                                                                               12
elaboração do projeto; de organização do processo; de condução do processo; resultados e
informes; validação; plano de ações e tomada de decisões em uma lógica permanente.



VIII – CRONOGRAMA
           O cronograma para a realização das atividades está descrito conforme quadro abaixo,
podendo o mesmo sofrer alteração conforme a necessidade da comunidade escolar no ano letivo
de 2011:


                                                               Mês

        Atividades




                                                                     AGO
                                       MAR




                                                                                       NOV
                                             ABR




                                                                                 OUT
                                                         JUN




                                                                                             DEZ
                                                                           SET
                                 FEV




                                                               JUL
                                                   MAI
       Implantação e
prosseguimento das políticas
  públicas de governo em
consonância com a proposta
   pedagógica da unidade
          escolar
       Fortalecimento do
     planejamento coletivo
garantindo os rumos, anseios,
   ideais que darão vida ao
            currículo.
Encontro de parcerias junto à
comunidade e a Secretaria de
   Educação para garantir o
  intercâmbio entre escola e
             família
Implantação juntamente com
o MEC do projeto ProJovem
(Iniciação de jovens às novas
          tecnologias)
Implementação do projeto de
  leitura com elaboração de
       oficinas literárias,
   promovendo concursos e
 eventos para fins editoriais
    (Jornal Escolar, Blogs)
  Oferecimento de ambiente
    especial que favoreça o
 desenvolvimento do prazer
pela leitura e lazer; por meio
  de oficinas pedagógicas e
       sarau de literatura
 Promoção de encontros de
  interesse da comunidade
  envolvendo a Orientação
 Educacional; por meio de

                                                                                                   13
reuniões, questionários e
         entrevistas.
Realização de eventos para
participação e integração da
  comunidade no contexto
           escolar
Implementação de reuniões
    com os membros do
      Conselho Escolar
   oportunizando a efetiva
participação dos mesmos no
     dia-a-dia da escola
     Estabelecimento de
  instrumentos eficazes de
   avaliação que meçam o
  desempenho de todos os
  segmentos da instituição
         educacional
      Aquisição de diversos
 materiais que possibilitem a
 valorização do lúdico como
   mediador no processo de
  ensino-aprendizagem, por
      meio da aplicação dos
       recursos Financeiros
     Implantação de projeto
pedagógico para permanente
     valorização de hábitos
adequados de higiene pessoal
  e do ambiente, envolvendo
     todos os segmentos da
     instituição educacional
Promoção de aulas-passeio a
    museus, teatro, cinema,
 órgãos públicos, etc; com a
   finalidade de favorecer a
formação cultural dos alunos.
      Envolver por meio de
 projetos pedagógicos todos
 os alunos com Necessidades
  Educacionais Especial nas
   atividades curriculares da
              escola
  Promoção de palestras que
    valorizem a convivência
      social entre os alunos,
    visando à construção de
 regras disciplinares entre os
    alunos, através de jogos
     recreativos. O trabalho
docente deverá atuar em prol
   da pedagogia de projetos
 Estruturação e execução de
     projetos ambientais
 contemplados na proposta
         pedagógica
                                 14
PROPOSTA PEDAGÓGICA - 2011

   1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

 Dados da Mantenedora

1.1 Mantenedora                            Secretaria de Estado de Educação do Distrito
                                           Federal
1.2.Governador                             Agnelo Santos Queiroz Filho
1.3. Secretário de Educação                Regina Vinhaes Gracindo


Dados da Instituição Educacional

2.1 Nome da Instituição Educacional           Centro de Ensino Fundamental 08
2.2 Endereço completo                         AR 03, Lote 04, Área Especial 02, Setor Oeste de
                                              Sobradinho II.
2.3 Telefone/Fax/e-mail                       3901-8023
2.4 Localização                               Área Urbana
2.5 Diretoria Regional de Ensino              Sobradinho
2.6 Data de criação da Instituição            25.02.2004
Educacional
 Publicação no Diário                         Nº 37, de 25.02.2004, na página 08.
2.7 Autorização: Deliberação do Conselho      Port. Nº 43 de 20/02/2004 no DO.DF Nº 37 de25/02/2004,
Estadual de Educação                          pag. 08
2.8 Reconhecimento: Deliberação do            Port. Nº 43 de 20/02/2004 no DO.DF Nº 37 DE
Conselho Estadual de Educação                 25/02/2004, PAG. 08
2.9 Turno de funcionamento                    Matutino (7h30min às 12h30min), vespertino (13h às 18h)
                                              e noturno 19h às 23h).
2.10 Nível de ensino ofertado                 Ensino Fundamental
2.11 Modalidades de ensino/programas e         5ª, 6ª e 7ª séries. 1º segmento da Educação de Jovens e
projetos especiais da Educação Básica         Adultos.
2.12 Área total do terreno                    1800m
2.13 Área construída                          900m
2.14 Total de salas de aula                   16
2.15 Laboratório de Informática               01
2.16 Sala de múltiplo uso                     01
2.17 Sala de Leitura                          01
2.18 Sala de Artes                            01
2.19 Laboratório de Ciências                  01
2.20 Sala de Reforço*                         02
2.21 Sala dos Professores                     01
2.22 Sala de Coordenação                      01
2.22 Sala de Atendimento Para Altas           01
Habilidades
2.23 Quadra Poliesportiva                     01




                                                                                                         15
MISSÃO


         A Proposta apresentada visa apontar a escola como um espaço privilegiado da
construção do saber, onde cada indivíduo envolvido tenha direito de interagir no processo de
desenvolvimento e transformação dentro e fora do ambiente escolar.
         O Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho prioriza uma educação
fundamentada nos princípios de liberdade e da qualidade de vida, conduzindo educandos e
educadores ao exercício da cidadania. A nossa missão é alavancar ações que promovam a
valorização do ser humano, que favoreça a construção do conhecimento contextualizado de
forma que os educandos possam adquirir habilidades e competências fundamentais para o seu
sucesso e desenvolvimento integral permitindo a compreensão para a construção de um
mundo melhor.
         Para que isso ocorra o CEF08 baseia-se nos cinco pilares da construção do aprender
(DELOR’S): aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a ser e
aprender a aprender, pois partimos do princípio de que escola não é apenas um veículo para a
formação acadêmica, mas é, também, um espaço para a formação de opinião, é um
instrumento para o desenvolvimento do ser humano total que uma vez tendo acesso aos
conhecimentos social e historicamente construídos possam desenvolver competências e
habilidades permeadas pelo respeito aos direitos e deveres que estabelecem a vida cidadã.
Nessa perspectiva, a escola tem como missão:
         •    Estimular o desenvolvimento de competências e habilidades para a vida futura
              no que diz respeito à prática de atitudes positivas em relação a si mesmo, ao
              próximo, ao meio ambiente e a uma carreira de estudos posteriores e
              profissionais.
         •    Proporcionar experiências na escola as quais permitam aos educandos a
              relação com os fatos reais da comunidade no que diz respeito aos aspectos
              políticos, sociais, econômicos, culturais, éticos e morais que vivenciam.
         •    Instigar os alunos a refletirem e a se posicionarem sobre os fatos atuais de
              interesses locais, nacionais e mundiais.
         •    Compartilhar, de forma contextualizada, os conhecimentos científicos e
              culturais já construídos pela humanidade.
         •    Estimular a formação da consciência autônoma, crítica e reflexiva dos
              educandos.



                                                                                          16
•    Proporcionar o desenvolvimento do espírito investigador e científico dos
              alunos e a buscarem a integração dos conhecimentos adquiridos na utilização
              da vida prática, na solução de problemáticas que possam apresentar na
              comunidade.
         •    Buscar favorecer espaços de diálogo e convivência para que o aluno possa
              valorizar a própria cultura, vivenciar e respeitar as diversidades étnicas e
              culturais dos demais, como também buscar a superação a qualquer tipo de
              discriminação.


   O CEF08 tem a finalidade de atender o disposto na Constituição Federal de 1988, na Lei
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Nº 9394/96, e no Estatuto da Criança e do
Adolescente, ministrar a educação fundamental, observando a base curricular a legislação e as
normas aplicáveis aos segmentos nesta Instituição atendidos: Ensino Fundamental – 5ª, 6ª e 7ª
séries; Educação de Jovens e Adultos – 1º Segmento e, ainda, ao que dispõe sobre o
atendimento no Núcleo de Atendimento de Altas Habilidades/Superdotação (NAAH/S).




                HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO EDUCACIONAL

         Em 2001, demos inicio as atividades desta Unidade de Ensino, como Centro de
Ensino Fundamental, localizado na AR 19. Posteriormente, em 2002, houve uma transição,
onde vários funcionários foram designados para assumirem a Escola Classe 14, que também
recebeu vários alunos desta escola. Surgiu, assim, com funcionários e alunos remanescentes, o
Centro de Ensino Fundamental 08.
         Durante esse período a escola funcionava em prédio alugado na AR 11, Área Isolada
01, Setor Oeste de Sobradinho, enfrentando grandes dificuldades tanto estruturais quanto
problemas com a segurança da comunidade escolar. Mas é relevante relembrar que a
comunidade se mobilizou para reivindicar melhorias estruturais e pedagógicas. Foi no ano de
2002, por exemplo, que alunos e alunas, professoras e professores, mães e pais, servidoras e
servidores fizeram uma campanha de arrecadação de livros e assim ampliou o acervo da sala
de leitura, muito precário na época. Após três anos neste local, fomos contemplados com uma
sede própria em fevereiro de 2005. Um prédio totalmente novo, com várias dependências e
muito bem estruturado, mudando de forma acentuada nossas perspectivas para o atendimento
pedagógico de nossa comunidade escolar.

                                                                                          17
Mas as buscas por melhorias estruturais continuaram, e mais do que nunca, voltadas
para a aquisição de recursos tecnológicos como: computadores para o laboratório de
informática, informatização da sala de leitura, data show, aparelhos portáteis de som,
aparelhos de DVDs (estes voltados para o enriquecimento do trabalho pedagógico);
adquirimos, também, um sistema de segurança com alarme e câmera.
         Desde o ano de sua fundação que a Proposta Pedagógica vem sendo construída e
propondo estratégias para a construção de uma escola dinâmica e em sintonia com o que a
nossa comunidade exige. Sendo assim, o fazer pedagógico, a construção do conhecimento e a
função social da escola, requer uma reflexão contínua por parte de todos os envolvidos no
processo educativo. Reflexão esta baseada no exercício pedagógico cotidiano, tendo por base
os referenciais teóricos voltados para uma práxis comprometida com uma escola pública de
qualidade. Daí a necessidade de informatizar a escola; estimular a pesquisa por parte dos
alunos; incentivar a formação continuada dos professores e professoras; investir em ações que
promovam a interação da família na escola; desenvolver atividades de integração entre alunos
e professores, no sentido de também promover a satisfação de ambos no ambiente escolar e de
trabalho, respectivamente; e a avaliação em todas as ações desenvolvidas.




                                      DIAGNÓSTICO


         O centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho atende a uma clientela, do ponto
de vista cultural, bem diversificada, levando-se em conta que boa parte da população de
Sobradinho II é oriunda de diversas localidades do DF e de outros estados brasileiros. Do
ponto de vista socioeconômico, pode-se constatar que o perfil das famílias apresenta baixo
poder aquisitivo, sendo assim, os alunos enfrentam problemas de toda ordem como
desemprego dos pais, a baixa escolaridade destes, acarretando na falta de acompanhamento
dos mesmos na realização das atividades extraclasse dos seus filhos. Apresentam, também,
baixo poder aquisitivo, uma vez que se observa que a maioria das famílias são assistidas com
os benefícios dos programas assistenciais do governo Federal e Distrital, fazendo destas as
únicas rendas da família. Observa-se, ao mesmo tempo, que há indícios de desestrutura
familiar da maioria dos lares dos alunos, refletindo nos desvios de comportamento e no
processo de aprendizagem dos educandos.
         A escola atende alunos de bairros circunvizinhos que para terem acesso ao CEF08,
utilizam transporte coletivo ou o escolar, mantido pela SEDF. Boa parte destes alunos reside
em condomínios, vilas e chácaras das proximidades.
                                                                                          18
Observa-se, pelo histórico de matrícula, que há uma relevante rotatividade no
número de alunos matriculados, sejam: oriundos de outros estados (principalmente do Goiás,
Minas Gerais e dos estados da região nordeste do Brasil); ou que pedem transferências para
outras escolas (geralmente por motivo de mudança da família para outra cidade).
         Os professores desta escola, em sua maioria, são conscientes da realidade da vida
dos alunos, e buscam ações que possam vir a ajudar essa clientela, não só do ponto de vista do
desenvolvimento cognitivo, mas também do ponto de vista social. Orientam as crianças e
jovens a trilharem um caminho com vistas à superação das problemáticas, utilizando a escola
como um instrumento de ascensão social. Os educadores buscam ações pedagógicas que
destaque o respeito, considerando as individualidades e trabalhando o resgate ou a construção
da auto-estima dos educandos.




              HISTÓRICO DOS DIAGNÓSTICOS DA ESCOLA

         Durante a semana pedagógica, com base em diagnósticos anteriores, os professores
elaboraram o presente relato, no qual foram detectadas deficiências, quanto à leitura, escrita,
produção de texto e raciocínio lógico matemático dos educandos e os aspectos formativos,
quanto ao comportamento, atitudes. Entre outros, foram abordados questões do ponto de vista
da organização do trabalho administrativo e pedagógico:



DIAGNÓSTICO DE 2005, APRESENTADO EM REUNIÃO PEDAGÓGICA DE 2006.


Aspectos positivos apontados pelos professores:


   •   A aquisição de recursos pedagógicos para a escola;
   •   A presença do Diretor em sala de aula para conversar com os alunos em situações de
       desvio de comportamento.
   •   A flexibilidade da direção ao fazer acordos de trabalho com o corpo docente.
   •   As novas instalações da escola como um fator de mudança positiva para o
       desenvolvimento das atividades pedagógicas como salas ventiladas e bem iluminadas,
       quadro de giz de boa qualidade, espaço para realização de atividades diversas (sala de
       multiplouso), quadra adequada para a realização de Educação Física, etc.

                                                                                            19
Aspectos Negativos


   • A falta de um coordenador pedagógico
   • Evidenciou-se falta de sintonia entre os membros da direção.
   •       O fato de deixar assuntos pendentes, discutidos em coordenação, pelo fato dos
           diretores não estarem na reunião pedagógica.
   •       A falta de interação e participação dos professores na concretização dos projetos da
           escola.
   •       Falta de controle da disciplina em sala de aula por parte de alguns professores.


Sugestões


   •       Discutir, em reunião pedagógica, como ponto de partida para buscar soluções para os
           problemas que interferem no fazer pedagógico da escola.
   •       Buscar ponto de equilíbrio entre os componentes da escola
   •       Maior interação entre os componentes da direção.
   •       Maior envolvimento dos professores nos projetos pedagógicos.
   •       Que o coordenador não trabalhe como professor substituto.
   •       Dar maior autonomia ao assistente pedagógico na ausência do diretor.
   •       Cumprimento das regras pré-estabelecidas por professores/direção.
   •       Fazer reuniões mais objetivas, no sentido de não deixar assuntos pendentes.




                                            ANO 2006/2007


   Desde 2002, o CEF08 vem traçando propostas de ações que visam contemplar as
expectativas de todos os segmentos da comunidade escolar. Em reunião pedagógica, na
avaliação do próprio trabalho os professores destacaram alguns fatores a serem considerados
na avaliação geral dos alunos:


       •    A escola recebe alunos de 3ª série provenientes das escolas vizinhas. Em diagnóstico
            inicial observou-se que as habilidades de leitura, interpretação e escrita, bem como
            as de raciocínio lógico-matemático e de coordenação motora fina estão abaixo do
            esperado para a série.

                                                                                              20
•     Recebem alunos para a 5ª série provenientes, também, de escolas classe vizinhas e
             da área rural (este último em número bem reduzido);
       •     Os alunos da 5ª série apresentam dificuldades de adaptação à dinâmica dos horários
             de aula, bem como, dificuldades em leitura, interpretação e em matemática;
       •     Foi observado que os alunos, principalmente das 3ª séries apresentavam dificuldades
             na adaptação quanto às normas e à organização da escola.
       •     Dificuldades de relacionamento de alunos/alunos ou alunas/alunas e vice-versa;
       •     Tendência de alguns alunos a depredarem o patrimônio escolar.


           Com base nessas reflexões e nas conversas com os alunos no dia-a-dia, ou
observando-os nas atividades pedagógicas e avaliações os professores e direção detectaram:

1) Fatores que podem ter contribuído para o rendimento insatisfatório dos alunos:

   •       A falta ou o pouco acompanhamento dos familiares na educação escolar dos seus
           filhos;
   •       As habilidades de leitura, interpretação e raciocínio lógico dos alunos incompatíveis
           com a série que se encontravam;
   •       Falta de motivação dos alunos e professores;
   •       Número excessivo de alunos por sala;
   •       Recursos humanos insuficientes no apoio aos alunos para atividades na sala de leitura;
   •       A insuficiência de títulos para pesquisa na sala de leitura;
   •       A inviabilidade de um projeto de leitura com um profissional da área de Língua
           Portuguesa;
   •       Desvio de comportamento dos alunos;
   •       O não cumprimento de atividades extra-classe por parte dos alunos;


2) Habilidades diagnosticadas abaixo do esperado

   •       Leitura e interpretação;
   •       Raciocínio lógico matemático;
   •       Pouca abstração em situações problema, envolvendo questões matemáticas;
   •       Dificuldades para resolução das quatro operações matemáticas;
   •       Diferenciar e produzir tipos diversos de textos;
   •       Restrições ortográficas;
                                                                                              21
Depois das reflexões, anteriormente citadas, o corpo docente, núcleo pedagógico e a
direção da escola citaram algumas propostas de trabalho que possam melhorar o desempenho
dos alunos, tornar o espaço escolar mais agradável e melhorar a convivência:


   •   Desenvolver projetos que estimulem a leitura e valorizem a utilização e conservação
       da sala de leitura;
   •   Estimular a criação textual e dramatizações;
   •   Atividades que estimulem o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático (jogos
       como dama, xadrez)
   •   A utilização do laboratório de Ciências;
   •   Projetos no laboratório de informática que incentivem a pesquisa e o desenvolvimento
       do raciocínio lógico e crítico reflexivo;
   •   Continuar incentivando a prática dos torneios interclasse (com jogos diversos);
   •   Comemorar a semana do estudante e das crianças;
   •   Desenvolver competências e habilidades de modo que os conteúdos sejam associados
       à vivência dos alunos, trabalhados criticamente;
   •   Incentivar a participação dos alunos na conservação e manutenção da escola, do
       patrimônio, por meio de atividades lúdicas, da feira cultural, das ações da Agenda 21
       na escola e do debate do Regimento Escolar;
   •   Incentivar a valorização de todos os segmentos da escola.
   •   Ações que promovam a satisfação dos professores no trabalho;
   •   Desenvolver projetos para a formação de valores;
   •   Promover ações solidárias (projeto idoso);
   •   Promover passeios educativos (museus, teatro, zoológico, etc)
   •   Promover a integração das turmas da escola com as atividades desenvolvidas pelos
       professores das salas de Altas Habilidades e Superdotação;
   •   Reunião bimestral com os professores dos dois turnos para avaliar o trabalho
       desenvolvido.




                                                                                         22
DIAGNÓSTICO DE 2006, APRESENTADO EM REUNIÃO PEDAGÓGICA DE 2007.


  Aspectos positivos:


     •   Na avaliação geral, evidenciou-se que o trabalho pedagógico melhorou por ter o
         suporte de coordenadores como facilitadores dos trabalhos junto aos professores;
     •   Suporte pedagógico melhorou quanto à aquisição de recursos materiais;
     •   O aspecto administrativo foi considerado muito bom, com destaque para a
         aquisição de recursos materiais e manutenção;
     •   Bom relacionamento entre os profissionais;
     •   Direção sempre prestativa quando solicitada.
     •   Melhoria no lanche dos alunos.
     •   Melhoria do estacionamento com a aquisição da tela de proteção


  Aspectos negativos


     •   Consideraram que houve uma maior centralização dos aspectos pedagógico
         somente com o núcleo pedagógico da escola (assistente pedagógica e
         coordenadoras) e pouca participação dos diretores nas reuniões pedagógicas;
     •   Limpeza precisa melhorar, principalmente os banheiros;
     •   Número insuficiente de funcionários da secretaria;
     •   Falta de professores com carga horária de 40 horas semanais para a sala de leitura
         para os turnos matutino e vespertino.




         DIAGNÓSTICO DOS ANOS LETIVOS DE 2007, 2008, 2009 e 2010.




     • Evidenciou-se melhora considerável no processo pedagógico como um todo,
         devido ao investimento na formação continuada dos professores, pela utilização
         dos recursos tecnológicos disponíveis, pelo bom aproveitamento das horas de
         coordenação pedagógica para o planejamento das atividades.
     • Como aspecto positivo foi ressaltado, também, o envolvimento e compromisso de
         todo o corpo docente na participação dos projetos previstos na proposta

                                                                                        23
pedagógica e a disponibilização por parte da Diretoria de Regional de Ensino de
             Sobradinho de um professor para ministrar as aulas de Dependência de
             Matemática.
       • Observou-se que as habilidades relativas à leitura e ao desenvolvimento do
             raciocínio lógico-matemático, bem como o desenvolvimento de um projeto
             “disciplinar” devem ser as prioridades dos projetos da escola;
       • Foi passado como aspecto negativo o pouco envolvimento das famílias no
             acompanhamento aos educandos quanto à atenção aos mesmos na realização das
             atividades extra-classe, bem como quanto ao comparecimento dos mesmos nas
             reuniões ou quando solicitados na escola; observou-se que o rendimento
             acadêmico e o comportamento dos alunos cujos pais são mais presentes na escola,
             seus resultados são melhores.


                    Para os anos letivos de 2010 e 2011, daremos prioridade aos projetos que
       desenvolvam as habilidades de leitura, interpretação e o desenvolvimento do
       raciocínio lógico-matemático e a integração da escola/família. Para tanto será
       necessário à revitalização do espaço da quadra Poliesportiva, integração de alunos do
       ensino especial às atividades do ensino regular, o desenvolvimento do projeto de
       leitura, estimular a aplicação do projeto de xadrez. Quanto à integração da família com
       a escola e os problemas “disciplinares” dos alunos, esperamos alcançar êxitos com a
       participação do SOE e com a busca de parcerias externas seja oferecendo palestras à
       comunidade ou alternativas que possam estar em consonância com a demanda da
       comunidade escolar.




                                             OBJETIVOS




    Geral:


•   O Centro de Ensino Fundamental 08 baseia sua ação educativa nos objetivos dos
    princípios da universalização de igualdade de acesso, permanência e sucesso da
    obrigatoriedade da educação básica e da sua gratuidade.


                                                                                           24
•   Contribuir para a construção de uma escola dinâmica, como um espaço cultural de
    socialização e desenvolvimento do educando, uma escola inovadora e comprometida com
    a formação de cidadãos capazes de agir e transformar sua realidade, visando o bem estar
    da coletividade, preparando-os para praticar o uso da cidadania, cumprindo seus deveres e
    exercitando seus direitos.




    Específicos


•   Conscientizar o aluno da importância da escola para sua vida;
•   Compreender o indivíduo como cidadão político e social, com direitos e deveres,
    adotando atitudes responsáveis para si e para os outros;
•   Criar situações de aprendizagem onde o aluno busque trabalhar de forma autônoma, sem
    discriminação e valorizando as diferenças, sejam elas de qualquer natureza;
•   Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva em todas as situações sociais
    existentes, sendo capazes de tomar decisões, formular opiniões e realizar-se como
    cidadãos;
•   Fortalecer os vínculos escola/comunidade, os laços de solidariedade humana e
    convivência harmônica recíproca para o pleno exercício do bem estar individual, coletivo
    e social.
•   Criar situações para que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a
    experimentação, pesquisa, utilização de recursos e técnicas de elaboração e organização
    de informações necessárias à construção do seu conhecimento;
•   Trabalhar numa perspectiva interdisciplinar, onde o aluno seja capaz de relacionar teoria e
    prática com aplicações no cotidiano, contemplando os temas transversais;
•   Desenvolver a capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de competências,
    habilidades e a formação de valores e atitudes positivos;
•   Promover a valorização do professore, enquanto profissional e agente transformador da
    realidade sócio-cultural da comunidade local.




                                                                                            25
PRINCIPIOS NORTEADORES


                A educação é um processo dinâmico e deve acompanhar a evolução dos tempos
modernos para que não se torne obsoleta e deixe de cumprir o seu importante papel na
formação do cidadão crítico e participativo no que diz respeito às questões políticas, sociais e
culturais.
                Com base nessas considerações, adotaremos como princípios norteadores:


                    •   A lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB) (Lei nº 9394/96);
                    •   Os Parâmetros curriculares Nacionais (PCN);
                    •   O Parecer nº 04 da Câmara de Educação Básica referente às Diretrizes
                        Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental;
                    •   A Proposta Pedagógica das Escolas Públicas do Distrito Federal;
                    •   O Currículo da Educação Básica do Distrito Federal e os
                    •   Quatro Pilares da Educação – UNESCO.


                I – Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (Lei nº9394/96)


             A LDB aprovada em 20 de dezembro de 1196 consolida e amplia o dever do poder
público para com a educação em geral e em particular para com o ensino fundamental,
assegurando aos educandos “a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e
fornecer-lhes meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”, fato que confere ao
ensino fundamental, ao mesmo tempo, um caráter de terminalidade e de continuidade.


                II – Parâmetros Curriculares Nacionais


             Os Parâmetros Curriculares Nacionais constituem um referencial de qualidade para a
educação básica em todo o país. Sua função é garantir o respeito às diversidades culturais,
regionais, étnicas, religiosas e políticas que atravessam uma sociedade múltipla, estratificada
e complexa.
             O conjunto das proposições expressa nos PCN’s, respondem às necessidades de
referenciais a partir dos quis o sistema educacional do país se organize para que a educação
possa atuar, decisivamente, no processo de construção da cidadania.



                                                                                             26
III – Diretrizes Curriculares Nacionais (parecer º 04 da Educação Básica)


         As Diretrizes Curriculares Nacionais (29/01/1198) são conjuntos de definições
doutrinárias sobre princípios, fundamentos e procedimentos na Educação Básica, que
orientarão a escola na organização, na articulação, no desenvolvimento e na avaliação de sua
Proposta Pedagógica.


             IV – Proposta Pedagógica das Escolas do Distrito Federal


         A política da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal se alicerça no
compromisso de ter como centro de interesse o aluno, levando em consideração suas
experiências e acrescentando novas aprendizagens significativas e contextualizadas. O C.E.F.
08, com base nestas considerações, se compromete em criar condições para que o aluno, além
disso, goste da escola; sinta que é respeitado, para poder respeitar; sinta que é estimulado em
suas capacidades; possa se expressar e se manifestar com confiança.


             V – Currículo da Educação Básica das Escolas Públicas do Distrito Federal


         O Currículo das Escolas Publica do Distrito Federal é um documento compatível
com “um novo tempo da educação”. A elaboração desse currículo pressupõe o respeito a
alguns princípios básicos e importantes para o alcance dos objetivos traçados pelo C.E.F. 08
de Sobradinho.
                 •   Principio da Interdisciplinaridade – Trata os componentes curriculares de
                     forma integrada para que ao aluno entenda um mesmo fenômeno, sob
                     diferentes pontos de vista.
                 •   Princípio da Contextualização – Tem como ponto de partida a
                     experiência dos educandos, o contexto onde estão inseridos, gerando a
                     partir daí as aprendizagens significativas.
                 •   Valores e atitudes – Permeiam o currículo em sua totalidade. São
                     determinantes no que diz respeito à conduta e a postura do educando em
                     relação a si próprio. Neste contexto, no planejamento das atividades
                     docentes do C.E.F. 08, incluem-se as estratégias que favoreçam a
                     formação de valores e atitudes em seus alunos.
                 •   O desenvolvimento de competências – Compreende a capacidade dos
                     alunos em executar ações e operações mentais que atuem junto aos
                                                                                   27
conhecimentos e experiências adquiridas, desenvolvendo habilidades,
                     isto é, o saber fazer.
                 •   Avaliação – Deve ser centrada nas aprendizagens significativas e no
                     progresso do aluno. Essa avaliação deverá caracterizar-se como
                     diagnóstica, processual, contínua, cumulativa e participativa.


                             VI – Os Quatro Pilares da Educação - UNESCO
         O relatório de Jacques Delors, publicado pela UNESCO em 1996, depois de muitas
discussões, chegou a conclusão de que pelo menos quatro eixos fundamentais deveriam
nortear a educação no século XXI:
                 •   Aprender a apreender;
                 •   Aprender a fazer;
                 •   Aprender a conviver juntos;
                 •   Aprender a ser.
         Esses quatro pilares estão presentes na filosofia do C.E.F. 08 de Sobradinho, pois
contribuem para a melhoria da qualidade da educação e abrangem o ser dos aspectos
cognitivo ao ético, do estético ao técnico, do imediato ao transcendente.


                        PRINCÍPIOS EPISTEMOLÓGICOS


         A escola insere-se em um contexto no qual às mudanças são constantes e ocorre em
um ritmo cada vez mais acelerado, cujas características são determinadas pelos avanços
tecnológicos, pelas informações, tendo como veículos de propagação as diversas mídias, em
especial a televisão (por ser este o recurso tecnológico dos mais acessíveis à grande maioria
das pessoas). É também marcado pelo apelo ao comportamento empreendedor, pensamento
criativo, poder de iniciativa e de decisão, ao desenvolvimento do raciocínio crítico e reflexivo,
enfim, exigindo das pessoas uma visão do todo, em se tratando de uma realidade globalizada.
Nesse contexto, a escola, testemunha de uma grande contradição social e econômica (em nível
de Brasil) como também dos conflitos políticos, econômicos e culturais mundiais, questiona-
se como desenvolver a prática educativa que possa corresponder às necessidades desse
contexto?
         Um modelo de escola em que predomina a visão de transmitir conhecimentos, alheia
aos fenômenos naturais de mudanças e construções de novos valores sociais, nega também a
construção do saber, pois não existe conhecimento sem a consideração do meio e as

                                                                                              28
interferências que ele promove no processo ensino e aprendizagem. A este tipo de
posicionamento da escola, Morin (2000, pg.13), atribui as “cegueiras do conhecimento”: o
erro e a ilusão, em que critica o conhecimento fragmentado, descontextualizado.

                 “A era planetária necessita situar tudo no contexto e no complexo planetário. O
                 conhecimento do mundo como mundo é necessidade ao mesmo tempo intelectual e
                 vital (...) Para articular e organizar os conhecimentos e assim reconhecer e conhecer
                 os problemas do mundo é necessário a reforma do pensamento” (Id. Pg. 35).


         A educação passou por várias mudanças no decorrer dos tempos. Novos rumos eram
traçados, quando colocados em questão os aspectos relacionados ao processo ensino e
aprendizagem. Quando estes não iam bem quanto a sua intenção e eficácia, novas formas de
atuação da escola eram buscadas. Hoje se percebe essa busca como um processo dinâmico no
contexto escolar, busca pautada nas exigências do contexto atual, fundamentada nos
princípios da educação de qualidade, motivadora e que além de despertar o interesse do
educando, permita-lhe satisfação pessoal na busca da própria formação. Essa busca por
melhorias, é um esforço que deve ser coletivo e isso implica na quebra paradigmática de um
conjunto de ações relacionadas à prática educativa. De acordo Lück (1995) não basta mudar
um ou outro aspecto da ação educativa, tendo em vista seus resultados isoladamente, sugere
que se deve rever a visão conjunta de todos os aspectos orientada pelo seu paradigma. Essa
mudança, ainda segundo a autora, implica em ações correspondentes, interativa e
interdisciplinar, as quais devem ser orientadas pela visão conjunta de seus desdobramentos.
Lück afirma que o mundo oferece uma gana de possibilidades aos educandos e a escola
trabalha orientada de acordo a ótica convencional e pragmática, às vezes até mostrando a
realidade, mas sem permitir tocá-la ou experimentá-la, e, nesse caso, estará referendando a
proposição de vitrine e explicando o mais e o maior pelo menos, e o menor. É justamente essa
condição que torna o processo ensino e aprendizagem, desmotivador, enfadonho e irrealistico
para o aluno. Partindo desse pressuposto podemos identificar que um dos inimigos da prática
educativa reside na ótica reducionista e fragmentada do conhecimento.


                      “Para que a educação se transforme em um processo estimulante de formação do
                        aluno e promotor de aprendizagens significativas é necessário adotar uma ótica
                        que esteja em acordo com os fundamentos e princípios de que o papel da
                        educação é o de levar o aluno a conhecer o mundo e a conhecer-se no mundo de
                        modo participativo e atuante como sujeito desse processo” (Id. 1995).

         Segundo Morin (2000), a reforma do pensamento, da educação é uma questão
paradigmática.



                                                                                                  29
“A esse problema universal confronta-se a educação do futuro, pois existe
                          inadequação cada vez mais ampla, profunda e grave entre, de um lado, os saberes
                          desunidos, divididos, compartimentados e, de outro, as realidades ou problemas
                          cada vez mais multidisciplinares, transversais, multidimensionais, transnacionais,
                          globais e planetários”. (Id. Pg. 36).


         Para que o conhecimento seja pertinente, a educação deverá tornar evidente: o
contexto, o global, o multidimensional e o complexo, ainda na visão de Morin. A
interdisciplinaridade não representa o remédio para todos os males da educação. Ela
corresponde a uma ótica que deve ser refletida sempre, é uma orientação para um trabalho que
possibilite renovar a motivação de professores e alunos.
         Trabalhar orientado pelo foco da interdisciplinaridade requer, por parte dos
educadores a visão de que a finalidade do ensino não é só a de transmitir conhecimentos, ela
vai além, pois é de responsabilidade da escola a formação do ser humano para a vida, para que
ele seja capaz de tomar iniciativas e decisões para a resolução de problemas, que lhe
possibilite o conhecimento científico para a compreensão da realidade, permitindo-lhe
condições para dela participar.
         Atuar numa proposta interdisciplinar defende Lück (1995), exige visão ao mesmo
tempo aberta, abrangente e de futuro, que permita ver o todo em projeções futuras,
perspectiva interativa, capacidade de ação como sujeito dos processos sociais. A autora
exemplifica que no caso da educação, deve-se ter clara uma imagem da dinâmica da escola,
de si próprio nessa escola e nessa dinâmica, de seu trabalho, de seus resultados, de seus
alunos, de hoje e daqui a alguns anos; ressalta que se deve procurar compreender as
diferenças culturais dentro da escola e a sua interatividade na prática pedagógica e na
formação da sua dinâmica; que o professor deve perceber-se como um agente capaz de
promover transformações na vida do educando e da própria escola e tudo isso demanda uma
visão conjunta e interativa com o meio.
         A prática interdisciplinar não é obtida estabelecendo relações entre conhecimentos
considerados de modo desvinculado da realidade que representam. A problematização e a
resolução de problemas constituem a base da prática interdisciplinar e a construção de
conhecimentos se dá a partir de estágios de maturação de consciência. Daí resulta a
construção da consciência pessoal globalizadora, capaz de compreender complexidades cada
vez mais amplas. (LÜCK, 1995).
         O Referencial Curricular da Educação Básica do Ensino Fundamental – anos iniciais
e finais - das Escolas Públicas do Distrito Federal privilegia construção de competências e
habilidades e aponta a necessidade de se trabalhar os Temas Transversais, defendendo uma
aprendizagem significativa e interdisciplinar.
                                                                                                        30
“A escola está inserida num contexto social no qual atua, modifica e do qual sofre
                 influências; ela não pode fugir às discussões relativas a essa sociedade: é
                 necessário que trate das questões que interferem na vida dos alunos e com os quais
                 eles se vêem confrontados no seu dia-a-dia”. (...) “Uma orientação didático-
                 pedagógica pertinente é a indicação da pedagogia de projetos para se trabalhar os
                 Temas Transversais, pois ela não só considera as necessidades dos alunos como
                 também edifica a aprendizagem a partir de um contexto significativo e da
                 interdisciplinaridade”. (DISTRITO FEDERAL, BRASIL, 2002).

          Nessa perspectiva, o Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho, busca uma
ação educativa centrada na construção de aprendizagens significativas e o desenvolvimento de
competências, norteando-se pelos princípios éticos e morais em que estão consolidadas as
relações sociais, as do mundo do trabalho e as de convivência com o meio ambiente, numa
abordagem interdisciplinar dos temas já previstos no Currículo do Ensino Fundamental das
Escolas Públicas do Distrito Federal.
         A atenção dessa unidade de ensino está na formação do ser humano, para que possa
enfrentar os desafios emocionais e profissionais que encontrará ao longo da vida. Por isso é
tão importante trabalharmos valores como respeito, esperança, solidariedade, justiça, amizade,
honestidade, união, dedicação e a vontade de aprender e de construir um mundo de paz.
          A escola não é colocada aqui apenas como um espaço formal de aprendizagem, mas
sim onde se adquire o conhecimento por meio de experiências vividas. Nosso objetivo,
portanto, é educar para a vida, fazendo com que o aluno cresça em todos os sentidos.
         Os educadores desta escola se empenham tanto em construir conhecimentos, quanto
em ensinar valores que são a base para que, no futuro, o aluno seja um adulto feliz, capacitado
e consciente de seu papel na sociedade. Trabalha-se com o foco na descoberta do potencial do
aluno e, em contrapartida, atende ao desenvolvimento de estratégias eficazes de aprendizagem
dos alunos com defasagens (dificuldades de aprendizagem) ou com altas habilidades,
adotando o portfólio como recurso para diagnóstico. Neste sentido, a integração com a sala
de recursos para altas habilidades torna-se essencial para a aplicação do Modelo de
Enriquecimento Escolar, no qual a escola torna-se um lugar de descoberta de talentos.
(Renzulli, 1997). (Projeto em anexo)
         Para alcançar os objetivos propostos, o estudo das diversas áreas do conhecimento
tem como acepção o desenvolvimento de habilidades tais como: de criar, de refletir, de
construir, de aprender, de participar, de expressar e, principalmente de compreender o mundo
com suas complexidades, de modo que o educando possa fazer a relação destes conceitos com
os conteúdos que “ganham vida” ao estabelecer significado no que aprende, ou seja, na
conexão da teoria com o mundo real.



                                                                                                31
Considerando que esta Unidade de Ensino atende alunos do Ensino Fundamental -
anos finais da 2ª etapa, 5ª, 6ª e 7ª séries – e também a Educação de Jovens e Adultos (EJA)
entendemos que os conteúdos das diferentes áreas de ensino deverão referir à construção das
capacidades intelectuais dos alunos, o pensamento autônomo, a construção da própria
identidade e a consciência crítica, para que possam compreender e participar ativamente da
vida social dando continuidade aos seus estudos.
         Durante o processo pedagógico, estabelecemos condições para que o educando vá
adquirindo de forma sistemática os conteúdos escolares, através de uma ação educativa que
não esteja restrita somente ao conteúdo, nem aos elementos que a criança apresenta
espontaneamente. Optamos por uma ação pedagógica que possibilita desenvolver no aluno
uma forma de entrar em relação com o conhecimento enfatizando a curiosidade, o
questionamento e a reflexão.
         Os alunos de 5ª, 6ª e 7ª séries e turmas da EJA - estes últimos em defasagem em
idade e série - apresentam uma faixa etária na qual a maior parte deles já se encontra na
adolescência. O corpo docente procura trabalhar compreendendo esta fase da vida,
direcionando seus propósitos e projetos para esta pessoa em construção, através do trabalho
consciente, que une currículo e ética, que procura pensar nas dimensões humanas e plurais,
despertando no jovem a sensibilidade para atender à necessidade de pensar a Justiça, a
Igualdade, a Liberdade, a Humanidade a Solidariedade, valores universais que levam ao
diálogo, que buscam a dignidade humana.




                                                                                        32
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

           Dada à importância da unidade de ação dos professores e variedade de problemas
que transcendem o âmbito da sala de aula, faz-se necessário um maior relacionamento entre o
corpo docente e o corpo diretivo, constituído por:

    Lauriney Moraes de Souza                          Diretor
    Eliane Justino da Costa Paniago                   Vice-Diretora

    Walter dos Santos Silva                           Supervisor Administrativo -

    Gil Ribeiro Siqueira                              Supervisor Administrativo - Noturno

    Adetônio do Natal e Sousa                         Supervisor Pedagógico - Diurno

    Welder Lima de Ataídes                            Supervisor Pedagógico - Noturno

    Risoleta das Neves                                Chefe de Secretaria

    Eglaer Fátima de Sena                             Auxiliar de Secretaria

    Wellington Santos Silva                           Auxiliar de Secretaria

    Gisele Neves de Souza                             Orientadora Educacional - Diurno

    Susan Mariana C. Fernandes                        Orientadora Educacional - Noturno

    Patrícia Cabral Limão Andrade                     Coordenadora

    Maricleud Domingues Rego                          Coordenadora

    Fábio Santana de Oliveira                         Coordenador
                                                      Coordenadora
    Rejane Rodrigues Torres


                            ORGANIZAÇÃO CURRICULAR


         As Diretrizes Curriculares Nacionais colocam a escola como agente principal da
definição do currículo.
         A escola deve elencar habilidades/competências de forma interligada por área
(interdisciplinaridade) para que os educandos adquiram conhecimentos capazes de torná-los
cidadãos críticos, versáteis e hábeis para continuar aprendendo e se adaptando às constantes
exigências do mundo globalizado.
         A organização curricular implementada no C.E.F. 08 de Sobradinho visa a
transformação individual e social dos educandos. Concebemos um currículo que permita ao
educando a criar, inovar e não somente a reproduzir ou desempenhar atividades que não sejam
significativas. Propomos um currículo que contemple os temas e preocupações mundiais e que
se baseie, também, no contexto sócio-histórico, nos valores culturais da população candanga e
                                                                                            33
brasileira. Tal currículo deve privilegiar o processo de ensino e aprendizagem centrado no
contexto, permeado por uma visão crítica, tanto da parte do professor quanto do aluno.


• Coordenação pedagógica


         A coordenação pedagógica é o momento em que todo o corpo docente, os
coordenadores pedagógicos e a direção definem uma linha de trabalho comum (planejamento
coletivo), onde são definidos os fins que se pretendem alcançar e os meios necessários para
que esses fins sejam realmente atingidos.
         Para que a escola cumpra seu papel, faz-se necessário implantar uma sistemática de
encontros e reuniões semanais, em que professores, coordenadores e direção possam estar
analisando conjuntamente seu fazer pedagógico.


• Serviço de Orientação Educacional (SOE)


         A proposta do Serviço de Orientação Educacional (SOE), independentemente da
série ou da faixa etária com a qual se trabalha, é atender às necessidades dos estudantes.
Nosso foco principal é, a partir do estabelecimento de um vínculo de confiança, ajudar criança
e o adolescente na promoção do seu amadurecimento como ser humano e como aluno.
         O SOE está de portas abertas para acolher, ouvir, atender, orientar e acompanhar os
processos educacionais. Assim, enfatizando e otimizando a vida e o amor que temos de ter
pelas pessoas, além do respeito ao outro e às diferenças entre todos, como preconiza a
educação. Com esse intuito e formato de trabalho, lidamos diariamente com possibilidades e,
também, limites sempre buscando preparar nosso aluno para a vida, dando oportunidade a
situações de protagonismo com a tomada de decisão. Entendemos que, além dos
conhecimentos de que o aluno se apropria, os valores éticos, de convivência social e espiritual
são fundamentais a serem desenvolvidos.
         A partir da 5ª série, organizamos as lideranças de sala de aula e cooperamos com
projetos que dão oportunidade ao estudante de se sentir sujeito, de ser um protagonista.
Também, participamos, juntamente com os professores, coordenações e equipe diretiva, do
Conselho de Classe – processo que tem como objetivo avaliar o desenvolvimento do aluno e
encontrar, em conjunto, alternativas para resolução de problemas e dificuldades dos alunos e
das turmas. Outro desafio do SOE é qualificar as ações pedagógicas, processo em que as
famílias são chamadas a colaborar, mantendo, assim, uma parceria contínua e mútua com a
intenção de melhorar o desenvolvimento do estudante. Atuamos diretamente com pais,
                                                                               34
professores especialistas que acompanham os nossos alunos, nas áreas cognitiva, afetiva e
social, visando à promoção do crescimento frente às limitações apresentadas. O firmamento
de parcerias com outras instituições, tais como, Centros de Saúde, garante a extensão de ações
que fortalecem a saúde física e mental dos educandos. Estabelecemos, portanto, nesta unidade
de ensino, o Programa de Saúde na Escola, que tem como metas: contribuir com a melhoria
do desempenho escolar; contribuir para a promoção de qualidade de vida e diminuição de
riscos à saúde; reduzir vulnerabilidades sociais; promover a cultura de paz e enfrentamento da
violação dos direitos humanos. Acreditamos na superação das dificuldades e no crescimento
global.


• Partes Diversificadas


          A implantação das partes diversificadas na organização curricular do ano letivo
presente se dará através de projetos, que têm como meta à interação do corpo estudantil às
necessidades que encontrarão em sua vida social e cultural; portanto, os projetos
contemplarão às necessidades dos educandos. Neste espaço da elaboração dos projetos, serão
levantados pela equipe pedagógica da escola, professores e pais de alunos, os temas relevantes
e de interesse para a comunidade a qual a escola atende. Tais projetos serão contemplados em
três áreas: Códigos e linguagens Ciências e Matemática.
          Os    projetos   desenvolvidos     na   Parte    Diversificada    considerarão    a
interdisciplinaridade e a contextualização dos temas a serem desenvolvidos com os demais
componentes curriculares. Tais Projetos Interdisciplinares envolverão assuntos da vida real
dos educandos para que possam buscar significado entre as áreas do conhecimento e se
prepararem para o exercício da cidadania, para a vida do trabalho e a construção de uma
existência mais feliz e humana.
          A cada bimestre serão desenvolvidos projetos, escolhidos a partir das necessidades
reais da comunidade escolar.


• Temas geradores


          Como fora abordado anteriormente, para estar em consonância com as demandas
sociais emergentes, faz-se necessário que a escola trate em suas ações pedagógicas de
questões que interferem na vida dos alunos e com as quais se vêem confrontados no seu dia a
dia. A nossa proposta sugere o tratamento transversal de temáticas sociais na escola como
forma de contemplá-las na sua complexidade, sem restringi-las a abordagem de uma única
                                                                                   35
área. Tal abordagem fundamenta-se na a Lei Federal nº 9394/96, em seu artigo 27, inciso I, na
qual destaca que os conteúdos curriculares da educação básica deverão observar a “difusão de
valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao
bem comum e a ordem democrática”.
         Nessa perspectiva, as problemáticas sociais em relação à ética, cidadania, meio
ambiente, saúde, orientação sexual e prevenção às drogas são integradas na proposta
educacional do C.E.F. 08 como Temas Transversais. Os temas escolhidos partiram de uma
urgência que a comunidade, a qual a escola atende, demanda.
         Desenvolver um trabalho pedagógico baseado na transversalidade pressupõe um
tratamento integrado das áreas e um compromisso com as relações interpessoais no âmbito da
escola, pois os valores que ser quer transmitir, os experimentos na vivência escolar e a
coerência entre eles devem ser claros para desenvolver as capacidades dos alunos de intervir
na realidade e transformá-la, tendo essa capacidade relação direta com o acesso ao
conhecimento acumulado pela humanidade.
         O conjunto de documentos de temas transversais discute a necessidade de a escola
considerar valores gerais e unificadores que definam seu posicionamento em relação à
dignidade da pessoa, a igualdade de direitos, a participação e co-responsabilidade de trabalhar
pela efetivação do direito de todos à cidadania.
         A proposta pedagógica do C.E.F. 08, portanto, fundamenta-se na prática da
interdisciplinaridade e transversalidade, por considerar que ambas formam uma teia de
relações no tratamento às questões a serem trabalhadas na escola. A perspectiva
interdisciplinar alimenta a transversalidade e vice-versa, na medida em que, ambas buscam
inter-relação dos campos do conhecimento e a significação/relação dos mesmos com as
questões da vida real do educando e de sua transformação, exigindo, para isso, o rompimento
com uma perspectiva disciplinar rígida, segmentada no tratamento das áreas do conhecimento.
         O conjunto de documentos de temas transversais discute a necessidade de a escola
considerar valores gerais e unificadores que definam seu posicionamento em relação à
dignidade da pessoa, a igualdade de direitos, a participação e a co-responsabilidade de
trabalhar pela efetivação do direito de todos à cidadania.


         Uma breve reflexão sobre os temas escolhidos pelo C.E.F.08:

• Os pilares da ética
         Senso de justiça, zelo, cidadania, sinceridade, respeito e responsabilidade.


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A proposta desta Unidade de Ensino é que a ética expressa na construção dos
princípios de respeito mútuo, paz, justiça, zelo, cidadania, sinceridade, responsabilidade seja
reflexão sobre diversas atuações humanas e que a escola considere o convívio escolar como
base para a aprendizagem, não havendo descompasso entre “o que diz” e “o que se faz”.
Partindo dessa perspectiva, o tema transversal ÉTICA traz a proposta de que a escola realize
um trabalho que possibilite o desenvolvimento da autonomia moral, a qual depende mais de
experiências de vida favoráveis do que de discursos e repressão. No convívio escolar, o aluno
pode aprender a resolver conflitos em situações de diálogo, pode aprender a ser solidário ao
ajudar e ao ser ajudado, pode aprender a ser democrático quando tem a oportunidade de dizer
o que pensa, submeter suas idéias ao juízo dos demais e saber ouvir as idéias dos outros com
respeito.


• Meio ambiente:


            A formação de uma mentalidade consciente e respeitosa em relação ao meio
ambiente é compromisso do C.E.F. 08. A questão será parte integrante de todo o trabalho do
ano letivo, aplicando as ações que constam na Agenda 21 (ver projeto em anexo); além de
incentivar o promissor cidadão a ingressar-se no mercado de trabalho com uma consciência
humanista.


                                         AVALIAÇÃO


            Esta Unidade Escolar, apoiando-se no currículo da base nacional comum, prioriza o
ensino enquanto construção do conhecimento, o desenvolvimento das potencialidades dos
alunos com vistas a uma inserção e participação na construção do ambiente social. Nessa
perspectiva, a avaliação desenvolvida na escola, busca superar a utilização de critérios de
verificação de aprendizagens que têm como objetivo central classificar, ajuizar e aferir valores
à aquisição de conceitos.       Avaliar para o desenvolvimento de habilidades pressupõe
“respeitar o desenvolvimento contínuo do aluno, considerando seu desenvolvimento
individual, suas necessidades e potencialidades”. (SEDF 2006). Desse modo, espera-se uma
avaliação que utilize os diversos recursos ou instrumentos que possam contemplar as
diversidades dos educandos em seu desempenho.
            Portanto, a avaliação fundamenta-se nos princípios das dimensões diagnóstica,
processual, cumulativa e participativa; que busca, por meio da própria avaliação, informações
que possam contribuir para o desenvolvimento contínuo do aluno na construção e aquisição
                                                                                      37
de habilidades e competências, como também, busca o redimensionamento das estratégias
pedagógicas, o que caracteriza a avaliação formativa. Tal avaliação está presente na Proposta
Avaliativa da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal e na LDB 9394/96 que
destaca:
               “A avaliação, portanto é baseada n a confiança, na possibilidade dos educandos constituírem
      suas próprias verdades, além de valorizarem suas manifestações e interesses. Deve ser indissociável da
      ação educativa, observadora e investigativa, considerada como mais uma oportunidade que favorece e
      amplia as possibilidades aprendizagens significativas dos alunos”. (Currículo da Educação Básica do
      DF, p. 269).


           O CEF08 busca oportunizar os alunos o acesso a diversos instrumentos de avaliação
(testes, provão semestral contextualizado com um tema gerador, apresentação de seminários,
trabalhos coletivos e individuais, e outros) de modo que os professores possam identificar
informações sobre a aprendizagem dos alunos, ao passo que avalia, também, o trabalho
docente.
           No processo de avaliação do trabalho docente, inclui-se ao mesmo tempo, a
avaliação da proposta pedagógica da escola. Esta não deve ser estática, uma vez que estamos
em um contexto de grandes transformações, a proposta pedagógica da escola deve ser
constantemente avaliada e redimensionada no sentido de acompanhar e atender as
necessidades que a clientela requer.
           De forma a viabilizar o entendimento das questões referentes à escrituração das
avaliações em diário de classe, estruturou os quadros de identificação das atividades
avaliativas com as respectivas menções, conforme é apresentado abaixo:


            Modelo 01
    Atividades               Teste                 Prova           Média Provisória    Recuperação         Média Final
  Diversificadas         (2.0 pontos)           (3.0 Pontos)                            Contínua
   (5.0 pontos)




           Modelo 02
          Atividades Diversificadas                     Teste           Prova           Média        Recuperação   Média
                (5.0 pontos)                        (2.0 pontos)     (3.0 Pontos)     Provisória      Contínua     Final
Trabalho 01     Trabalho 02      Participação
(2.0 pontos)    (2.0 pontos)     (1.0 pontos)


           No modelo 01, as atividades diversificadas são expressas a critério do professor
regente, apresentando o somatório de todas as atividades, em coerência com a pontuação
máxima. A descrição de cada atividade diversificada se dará nas informações complementares
do diário de classe em seu respectivo bimestre.

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PROGRAMAS PEDAGÓGICOS ESPECÍFICOS


1. Agenda 21: surgiu da necessidade de despertar a atenção dos alunos para os problemas
   vivenciados no contexto social no qual os discentes convivem relativos ao meio ambiente:
   a água, lixo, dengue e um trabalho de conscientização de respeito e valorização do
   patrimônio natural presente no contexto local (Parque Canela de Ema) e todas as ações
   que se fizerem necessárias, a partir da reflexão das necessidades locais e global.
           Execução: Início no 1º bimestre até o 4º bimestre.


2. Despertando os valores na escola. Tem o objetivo de desenvolver atitudes de respeito
   pelo eu, pelos outros e pelo meio ambiente entendendo que respeito é um estado de
   consciência que nasce da percepção do valor de todas as coisas.
           Execução: 1º bimestre


3. Drogas: surgiu da necessidade de esclarecer aos alunos o que são drogas, quais os tipos e
   os efeitos que elas provocam. Informar quanto à dependência de drogas e suas
   conseqüências. Conscientizar aos alunos sobre os danos sociais, físicos e psicológicos,
   causados pelo uso de drogas.
           Execução: 2º bimestre


4. Esporte e integração: Surgiu da necessidade de promover a integração da comunidade
   escolar, de estimular a prática esportiva e melhorar o relacionamento entre alunos/alunos,
   alunos/ professores e alunos e servidores da escola.
           Execução: Um por Semestre.


5. Família na Escola: em função da necessidade de estimular a participação familiar no
   cotidiano escolar, incentivamos a pesquisa, aguçando a curiosidade e o desenvolvimento
   do raciocínio crítico e reflexivo, como um momento de culminância para apresentação de
   temas fruto de uma pesquisa e análise reflexiva a partir de situações problema vivenciados
   no contexto social dos discentes.
           Execução: Um dia letivo.


6. Projeto de leitura e sarau de leitura: nasceu da necessidade de despertar o interesse, e o
   prazer dos alunos pela leitura, estimulando também, a expressão artística.
           Execução: anual.

                                                                                          39
7. Jornal da Escola: Elaborado com o objetivo de estimular os alunos a adquirirem o gosto
   pela leitura, criação de textos, como meio de divulgação de alunos talentos, informações
   da escola de interesse da comunidade. O jornal pretende ter alcance para além dos muros
   da escola, atendendo os alunos, professores e a comunidade em geral.
           Execução: anual.


8. Integração da Sala de Recursos para Altas Habilidades com o Ensino Regular: essa
   parceria se torna necessária para as atividades de enriquecimento com alunos do ensino
   regular do CEF08.      Os trabalhos desenvolvidos contribuem para a identificação de
   talentos, despertando os educandos, por meio de atividades enriquecedoras e
   significativas.
             Execução: anual


9. Comemoração de datas especiais para os educandos: consiste na realização de eventos
   que valorizem a cultura local e promova a interação dos educandos com toda a
   comunidade escolar.
           Execução: anual


10. Arte na escola: tem o objetivo de promover o desenvolvimento de habilidades voltadas
   para a produção e apreciação das manifestações artísticas.
           Execução: bimestral


11. Turmas e alunos destaques: promover a participação e integração dos alunos em ações
   de interesses coletivos e individuais, valorizando as múltiplas habilidades.
           Execução: bimestral.


12. Disciplinar: corresponde a um conjunto de ações voltadas para promover a boa
   convivência na comunidade escolar e assim, evitar possíveis problemas de desvio de
   conduta. Neste projeto contamos com a parceria do Conselho Tutelar para trabalhar no
   sentido de orientar o educando e a família.
           Execução: anual.


13. Projeto Novos Rumos: Nessa atividade ações de aperfeiçoamento profissional são
   oferecidas aos alunos da EJA. Há aplicação de curso de capacitação ao empregado
   doméstico, com intuito de resgatar a auto-estima e a inserção no mercado de trabalho de
   jovens que freqüentam as aulas.
                                                                                        40
Execução: 2º bimestre


14. Projeto Interventivo: A ação consiste em recuperar o aluno defasado no aspecto
   pedagógico, na série cursada no ano letivo, com a aplicação de atividades e o
   acompanhamento do professor regente, visando atingir os melhores resultados nas
   avaliações individuais.
          Execução: anual




                                                                               41
BIBLIOGRAFIA

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                                                                                       42
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL – Ensino Fundamental
Currículo da Educação Básica do Distrito Federal. 2000

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                                                                                    43
ANEXOS




         44
PARTE DIVERSIFICADA – 01




                EMBARCANDO NA LEITURA E ESCRITA

JUSTIFICATIVA

        Devido às dificuldades que os alunos têm de interpretação, produção e assimilação das
idéias contidas nos textos de diversos matizes; surgiu a necessidade de se criar um projeto de
leitura e escrita.
        O projeto reforçará hábitos saudáveis como saber esperar a sua vez de falar,
compreendendo mais claramente os elementos da comunicação.



OBJETIVOS GERAIS

    •   Aguçar a curiosidade do aluno;
    •   Incentivar a criatividade e despertar o raciocínio criativo;
    •   Conscientizar sobre o papel lúdico da leitura;
    •   Ampliar a visão da compreensão de si e do mundo que nos cerca;
    •   Preparar o aluno, para redigir textos mais conexos e coerentes;
    •   Trabalhar a intertextualidade;
    •   Nortear o aluno, para a confecção de trabalhos de pesquisa.



OBJETIVOS ESPECÍFICOS

    •   Compartilhar os trabalhos pedagógicos por meio de exposições, mural, dramatização,
        declamação de poesias, apresentação de músicas e paródias;
    •   Coletânea dos trabalhos confeccionados em sala de aula por meio de varal;
    •   Preenchimento de roteiro de leitura.

                                                                                           45
•   Realizar leituras de diversos livros de literatura infanto-juvenil;
   •   Proporcionar o contato com toda e qualquer produção literária, que as levem à magia,
       à musicalidade, à criatividade, e ao encantamento ao ouvi-las;
   •   Despertar a concentração ao ler as histórias;
   •   Conscientizar os alunos da importância do zelo ao manusear os livros;
   •   Respeitar a hora que uma pessoa estiver lendo uma história, fazendo silêncio;
   •   Realizar leituras ou dramatizações de fabulas, que tenham como centro / moral alguns
       valores: respeito, amor, responsabilidade, limpeza, organização etc.

DESENVOLVIMENTO


O projeto de PD1 terá uma hora aula por semana e seguirá as seguintes orientações:

1o Bimestre

       Os alunos aprenderão, durante as aulas do 1o bimestre, o que é uma pesquisa científica
e a importância do trabalho científico para a sociedade hodierna. Haverá leitura de
descobertas que foram propiciadas pela pesquisa científica e debates sobre os temas lidos. E
no final do bimestre os educandos farão uma pesquisa científica, seguindo os passos e
orientações do professor responsável pelo projeto.


2o Bimestre


       Neste bimestre os alunos farão uma viagem pelo mundo fantástico da literatura
infanto-juvenil. Serão organizadas caixas de leitura que serão levadas às aulas de PD1. Os
livros das caixas de leitura serão escolhidos pelos professores, depois de uma seleção prévia.
Durante as aulas, os alunos lerão os livros que mais chamarem a sua atenção ou todos lerão
um mesmo livro escolhido pelo professor. Haverá debates, confecção de desenhos e fichas de
leitura para serem preenchidas pelos alunos.


3o Bimestre


       Neste bimestre, as aulas de Pd1 serão voltadas integralmente às habilidades
relacionadas a leitura, escrita e reescritura de textos. Os professores levarão, inicialmente,
textos sem a conclusão para serem terminados pelos alunos, posteriormente os alunos
produzirão textos completos, após exposições motivacionais. Haverá, após isso, uma correção

                                                                                           46
coletiva, em que os próprios alunos corrigirão os textos dos colegas, num sistema de
revezamento. Cada texto passará nas mãos de três alunos para a correção. Finda a correção o
texto voltará às mãos dos alunos para a reescritura.

4o Bimestre

       Com a prática da leitura e os estímulos apresentados durante as aulas, a este bimestre
coube levar aos jovens um das mais importantes motivos para se ler: o prazer! As aulas de
PD1 serão transformadas num espaço de leitura, descontraído, gostoso e mais livre. O
objetivo é encontrar o prazer de ler, de descobrir coisas novas por meio da leitura de revistas,
gibis, páginas da internet, receitas e até bulas de medicamentos.



CRONOGRAMA

       O projeto será desenvolvido ao longo do ano letivo tendo por norte os seguintes eixos
temáticos:


1o Bimestre: Pesquisa científica;
2o Bimestre: Literatura infanto-juvenil;
3o Bimestre: Reescritura textual;
4o Bimestre: Literatura Diversificada.




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PARTE DIVERSIFICADA – 02




       AGREGANDO VALORES A LÓGICA E AS FORMAS GEOMÉTRICAS


JUSTIFICATIVA


       Entre tantas coisas que fazemos; entre tantos lugares a que vamos; se não tivéssemos
uma visão diferenciada dessas atividades, seria melhor não participarmos delas. Quando
vamos a uma festa e saímos de lá sem uma nova amizade, sem um novo contato, sem que esta
festa tenha nos causado bons momentos que amanhã poderão fazer parte de nossa história,
não agregamos nada indo à festa. Quando lemos um livro, quando assistimos a um filme e
fazemos isso apenas por fazer, não agregamos nada, não progredimos, não aperfeiçoamos,
não aprendemos.
       Agregar valores à nossa vida é fazer uma composição de vários momentos,
transformando cada instante num impulso para o futuro. Sempre existe algo que podemos
aprender quando temos curiosidade e disposição de agregar valor a nossas atividades. Sendo
uma pessoa ouvinte e aumentando sua curiosidade sobre tudo, mesmo que pareça não ter a
mínima importância no momento. Saber mais nunca é demais.
       A melhor percepção é daquele que está sempre disponível para ouvir novos casos,
novas histórias, discutir novos fatos, assim como para pesquisar sobre eles. Procurando saber
mais sobre a bebida que está tomando, saber mais sobre uma família ou uma cidade que está
visitando; procure adicionar o máximo de informações à sua vida, pois isso, no futuro, pode
auxiliá-lo uma decisão importante.
       Estamos em um tempo multidisciplinar, em um tempo de “multiespecialidades”, e,
quando sabemos mais sobre o que nos rodeia, descobrimos mais sobre nós mesmos.
       Alguém que agrega valor em tudo o que faz, tira o melhor das coisas. Agregar valor
em nossa vida é fazer dela uma série de momentos agradáveis e inesquecíveis, criando em
nosso coração a sensação de que estamos sempre nos movendo numa direção mais promissora
e nos tornando hoje melhores do que ontem.

                                                                                          48
Ao se aproximar da pré-adolescência os alunos podem pensar logicamente de maneira
abstrata, tornando-se capaz de pensar sem precisar tocar no objeto ou vivenciar a situação. É
próprio do ser humano o prazer de aprender, descobrir e acertar, sendo uma unidade bio-
psico-social e, por isso, podemos estimular os alunos a fazer, criar e imaginar com os
elementos básicos da geometria combinado com o raciocínio lógico a fatos cotidianos.



OBJETIVO GERAL

       Incentivar o interesse e a curiosidade, aumentar a atenção e a concentração, bem como
estimular o raciocínio lógico dos alunos, com desafios de diferentes níveis e com o uso de
elementos da geometria como pontos, segmentos de reta, quadrados, triângulos, círculos,
paralelas e perpendiculares, vértices e diagonais; assim como, utilizar o conhecimento
geométrico através de conceitos e procedimentos matemáticos, bem como instrumentos
tecnológicos disponíveis.



OBJETIVOS ESPECÍFICOS

   •   Construir estratégias para obter uma resposta para os desafios apresentados;
   •   Identificar as figuras planas apresentadas;
   •   Desenvolver o senso crítico com as situações abordadas no cotidiano escolar;
   •   Identificar a “lei de formação”, isto é, o raciocínio empregado na questão;
   •   Desenvolver a coordenação motora ao desenhar e pintar as figuras apresentadas.
   •   Representar e interpretar o deslocamento de um ponto num plano cartesiano por um
       segmento de reta ordenado;
   •   Dividir segmentos em partes proporcionais e construir retas paralelas e retas
       perpendiculares com régua e compasso.
   •   Identificar ângulos congruentes, complementares e suplementares em feixes de retas
       paralelas cortadas por retas transversais.
   •   Determinar a soma dos ângulos internos de um polígono convexo qualquer.
   •   Identificar a construção de alturas, bissetrizes, medianas e mediatrizes de um
       triângulo.
   •   Verificar propriedades de triângulos e quadriláteros pelo reconhecimento dos casos de
       convergência de triângulos.




                                                                                          49
• Resolver situações-problema de localização e deslocamento de ponto no espaço,
     reconhecendo nas noções de direção e sentido, de ângulo, de paralelismo e de
     perpendicularismo.

   • Estabelecer relações entre figuras espaciais e suas representações planas, construindo e
     interpretando suas representações.

   • Aplicar conhecimentos sobre figuras planas, utilizando               procedimentos      de
     decomposição, transformação, ampliação e redução.

   •   Ampliar e construir noções de medidas, pelo estudo de diferentes grandezas, a partir
       de sua utilização no contexto social, bem como, resolver problemas que envolvam
       diferentes grandezas, selecionando unidades de medida e instrumentos adequados à
       precisão requerida.



DESENVOLVIMENTO/METODOLOGIA

       O trabalho será desenvolvido nas aulas de PD2, durante dois bimestres, com a
aplicação de exercícios e atividades de lógica com o conteúdo programado de geometria. Nas
aulas, haverá o direcionamento para questões de elevado teor crítico, explorando as
potencialidades individuais de cada aluno. A correção de cada atividade se dará em
coletividade, aplicando-se uma metodologia direcional as habilidades apresentadas em cada
situação-problema.

AVALIAÇÃO/CRONOGRAMA


       A avaliação será durante todo o processo de construção das estratégias de respostas até
a finalização, quando os alunos poderão colorir ou de outra forma complementar o trabalho.



DURAÇÃO

Ano letivo


MATERIAIS A UTILIZAR


   •   Cópias de material com desafios para cada aluno, ou em grupo.
   •   Cartolinas;
   •   Jornais;
   •   Materiais para colorir.
                                                                                           50
PARTE DIVERSIFICADA – 03

            OS QUATRO CAMINHOS DA HUMANIDADE




                                    PRIMEIRO CAMINHO


                   A HUMANIDADE CAMINHA PELO LIXO

JUSTIFICATIVA

       Esse projeto visa a conscientização dos alunos no que tange a destinação correta dos
resíduos sólidos produzidos na escola e em suas casas, buscando uma forma correta de se
lidar o lixo; assim como despertar neles a consciência de que praticamente todo o lixo pode
ser reaproveitado, podendo inclusive, ser usado na confecção de ricos e criativos jogos,
brinquedos e materiais didáticos, que servirão de instrumentos para enriquecer as aulas,
facilitando assim, o processo ensino/aprendizagem.



OBJETIVOS

   •   Desenvolver nos alunos o hábito de não jogar lixo no chão, a partir da utilização de
       lixeiras diferenciadas que atraiam seu interesse em utilizá-las;
   •   Estabelecer a noção de responsabilidade coletiva na manutenção de um ambiente
       escolar limpo e agradável;
   •   Chamar atenção dos alunos para a importância de hábitos de higiene e limpeza;
   •   Apresentar a importância da coleta seletiva como alternativa ao destino do lixo;
   •   Incentivar o hábito de separação de materiais e reaproveitamento de resíduos sólidos.


ATIVIDADES PROPOSTAS

1 - Mostrar o vídeo Ilha das Flores como motivação, buscando mostrar a realidade encontrada
   em nosso país em virtude da miséria e da má destinação do lixo;


                                                                                           51
2 - Debate sobre o vídeo para despertar a consciência ecológica nos alunos;

3 - Discussão em grupos de algumas reportagens que tratem do problema do lixo nas cidades,
   principalmente em Brasília;

4 - levantamento da quantidade de lixeiras encontradas na escola e onde há necessidade de
   implantação;

5 - Trabalhar esteticamente as lixeiras, com materiais produzidos pelos alunos, com o objetivo
   de incentivar os demais alunos a utilizá-las;

6 - Produzir cartazes de conscientização, com desenhos e frases incentivando a limpeza na
   escola;

7 - Levar os alunos para conhecer alguma oficina de reciclagem de latas de alumínio, garrafas
   pet e/ou de reciclagem de papel;

8 - Propor uma gincana para a separação do lixo da escola e de casa, buscando a obtenção de
   materiais recicláveis, que posteriormente poderão ser vendidos ou doados a comunidades
   carentes;

9 - Confecção de materiais (jogos, brinquedos, materiais didáticos) a partir dos resíduos
    obtidos na coleta;

10 - Assistir ao documentário Lixo Extraordinário e realizar discussão com os alunos;

11 - Produzir se possível, uma composteira com os alunos na escola.


RECURSOS DIDÁTICOS


       Avaliação: Será realizada de forma contínua, com relatórios descritivos de cada etapa,
das discussões do grupo, das atitudes diante do projeto, etc. Além da participação e o
envolvimento de cada aluno individualmente, assim como o desenvolvimento de seu trabalho
de forma crítica e construtiva.

       Conclusão: Espera-se que ao término do projeto as crianças estejam conscientes da
importância da destinação correta dos resíduos sólidos e da manutenção de uma cidade mais
limpa e agradável, incorporando em suas vidas os 3 Rs (Reduzir, Reutilizar e Reciclar),
levando para seu meio social todos esses aprendizados.


                                                                                            52
SEGUNDO CAMINHO


                  A HUMANIDADE CAMINHA PELA ÁGUA

JUSTIFICATIVA

       O trabalho com o tema “A Humanidade Caminha pela Água” deverá apresentar para
os alunos uma visão ampla que envolve inúmeros problemas que o mundo atual vem
enfrentando com relação à falta de água. O projeto visa proporcionar aos alunos uma grande
diversidade de experiências, com participação ativa, para que possam ampliar a consciência
sobre as questões relativas à água no meio ambiente, e assumir de forma independente e
autônoma atitudes e valores voltados à sua proteção e conservação, tanto em nível global
como em nível local.

OBJETIVOS

       •      Trabalhar o saber da importância da água para a vida;
       •      Pesquisar sobre a importância e influência da água na história dos povos;
       •      Conscientizar alunos e familiares em relação à cultura de preservação da água;
       •      Mostrar as múltiplas formas de uso da água;
       •      A Viagem da Água – sobre a interferência humana nos ciclos da água;
       •      Perceber as interferências negativas e positivas que o homem pode fazer na
              natureza, a partir de sua realidade social;
       •      Sensibilizar a comunidade escolar sobre o impacto ambiental nas áreas
              próxima ao ambiente escolar (como, por exemplo, no parque Canela de Ema);
       •      Adotar, por meio de atitudes cotidianas, medidas de valorização da água, a
              partir de uma postura crítica;
       •      Levar os alunos a entenderem que o equilíbrio e o futuro do nosso planeta
              dependem da preservação da água e de seus ciclos;
       •      Conscientizar sobre o desperdício da água.


                                                                                           53
ATIVIDADES PROPOSTAS


1 - Conversar com os alunos sobre a importância da água para o nosso organismo e o meio em
   que vivemos (contar alguma história associada ao tema);

2 - Pesquisa em sala de aula sobre o tema, de materiais levados pelos alunos, pesquisados em
   casa, realizando análise e discussão dos mesmos;


3 - Discussão em grupos sobre reportagens que tratem do tema (catástrofes naturais, como
   enchentes e tsunamis; poluição da água; etc);


4 - Trabalhar com os alunos os textos “Carta escrita no ano 2070” e “Carta da Terra”;

5 - Confecção de um livro com figuras e produções de texto individuais e/o coletivos;

6 - Montagem de um mural sobre o assunto, em lugar visível a toda comunidade escolar,
   incluindo dicas para a preservação da água e para evitar o seu desperdício;


7 - Peça teatral sobre o tema, onde os alunos montarão os diálogos, a fim de que esta seja
   apresentada para outras turmas;


8 - Trabalhar com a música “Planeta Água”, de Guilherme Arantes, onde os alunos poderão
   elaborar cartazes em grupo retratando o que entenderam da mesma;


9 - Visita ao parque Canela de Ema e/ou a uma estação de tratamento de água e discussões
   sobre a realidade da poluição dos rios.


RECURSOS DIDÁTICOS


       Avaliação: será realizada de forma contínua, com relatórios descritivos de cada etapa,
das discussões do grupo, das atitudes diante do projeto, etc. Além da participação e o
envolvimento de cada aluno individualmente, assim como o desenvolvimento de seu trabalho
de forma crítica e construtiva.

       Conclusão: Espera-se que ao término do projeto as crianças estejam conscientes da
importância da água tanto para a vida animal como para a vegetal, que saibam utilizá-la sem
desperdício e sem poluí-la, levando para seu meio social todos esses aprendizados.
                                                                                             54
TERCEIRO CAMINHO

                  A HUMANIDADE CAMINHA PELO PATRIMÔNIO

JUSTIFICATIVA


       A história de uma nação ou de uma cidade pode ser contada de várias formas. Uma
delas pode ser realizada pelo estudo de seu patrimônio cultural, exemplificado através de seus
monumentos, ícones, assim como de sua apropriação do patrimônio natural, entendendo essa
história, como resultado da ação do homem no tempo e no espaço. Assim, com o presente
projeto se visa identificar, investigar e conservar o patrimônio cultural brasileiro e de Brasília.

                                         Só há um meio eficaz de assegurar a defesa do patrimônio de arte
                                                             e de história do país; é a educação popular.
                                                                      (Rodrigo Melo Franco de Andrade)

OBJETIVOS


           •   Construir o conceito de patrimônio cultural;
           •   Oportunizar aos alunos a experiência e o contato direto com os bens culturais
               de nossa cidade, a fim de valorizarem a herança e o patrimônio cultural;

           •   Despertar nos alunos a consciência de uma sociedade mais limpa e conservada;
           •   Mostrar a importância dos monumentos históricos de Brasília, do IPHAN e de
               outros órgãos responsáveis ela preservação e tombamento de monumentos;

           •   Trabalhar a importância de Brasília como patrimônio histórico da humanidade.

ATIVIDADES PROPOSTAS


1 - Mostrar vídeos de reportagens sobre o patrimônio de Brasília e sua conservação (Sugestão:
   Jornal Nacional, exibido em 28/12/2010);

2 - Trabalhar os conceitos de patrimônio material e imaterial e a importância do patrimônio
   nacional e das instituições responsáveis pelo mesmo, através de textos, reportagens,
   vídeos, etc;
                                                                                                     55
3 - Trabalhar a história de Brasília, patrimônio cultural da humanidade, utilizando
   reportagens, fotos, vídeos e outros meios necessários;

4 - Visita aos monumentos de Brasília e, se possível, ao IPHAN;

5 - Montar cartazes sobre o tema proposto e expor no ambiente escolar, de preferência em
   local visível;

6 - Montar maquetes com os monumentos de Brasília, de preferência reutilizando materiais,
   como garrafas pet, caixas de fósforo, de creme dental e outros materiais.


RECURSOS DIDÁTICOS


       Avaliação: será realizada de forma contínua, com relatórios descritivos de cada etapa,
das discussões do grupo, das atitudes diante do projeto, etc. Além da participação e o
envolvimento de cada aluno individualmente, assim como o desenvolvimento de seu trabalho
de forma crítica e construtiva.

       Conclusão: Espera-se que ao término do projeto os alunos estejam conscientes da
importância do patrimônio cultural de nosso país e da necessidade de sua preservação.




                                    QUARTO CAMINHO

       A HUMANIDADE CAMINHA PELOS RELACIONAMENTOS

JUSTIFICATIVA


       Viver hoje é uma tarefa árdua e difícil, levando-se em consideração as constantes
mudanças do mundo moderno e as pressões intelectuais e emocionais que o ser humano se vê
obrigado a enfrentar, principalmente quando ainda se é adolescente. Dessa forma, torna-se de
extrema importância um desenvolvimento contínuo das relações interpessoais durante essa
fase cheia de conflitos internos, buscando melhoria nas relações entre professores e alunos,
alunos entre si e entre alunos e seus familiares.
                                                                                           56
OBJETIVOS

   •   Enfatizar a importância de um bom relacionamento na escola, com os professores,
       colegas e funcionários da escola;
   •   Estabelecer uma relação professor-aluno positiva, de forma a tornar o processo ensino-
       aprendizagem o mais prazeroso possível;
   •   Motivar a construção de atitudes positivas, privilegiando o comportamento adequado,
       buscando respeito para com todos;
   •   Desenvolver a percepção das diferenças entre as pessoas, mostrando que cada um deve
       ser respeitado e valorizado em suas características próprias.



ATIVIDADES PROPOSTAS

1 - Colagem de fotos de pessoas retiradas de revistas e jornais, enfatizando as diferenças
   existentes entre as pessoas;

2 - Leitura em grupo e debate de textos que abordem o assunto proposto;

3 - Utilização de dinâmicas de grupo, visando trabalhar as diferenças, o respeito ao próximo, a
   cooperação entre os alunos e a amizade entre eles;

4 - Montagem de mural com o nome de cada aluno e círculos coloridos, mostrando com está
    se sentindo naquele dia (como, por exemplo, vermelho para raivoso, azul para feliz, etc).


RECURSOS DIDÁTICOS

       Avaliação: será realizada de forma contínua em cada atividade, nas discussões do
grupo, nas atitudes diante do projeto e diante os professores e colegas. Além da participação e
o envolvimento de cada aluno individualmente, assim como o desenvolvimento de seu
trabalho de forma crítica e construtiva.

       Conclusão: Espera-se que ao término do projeto os alunos estejam conscientes da
importância das relações interpessoais, que saibam respeitar as diferenças e conviver com
elas, levando para seu meio social todos esses aprendizados, objetivando melhoria nas suas
relações dentro e fora do ambiente escolar.




                                                                                             57
SALA DE LEITURA VINICIUS DE MORAES




        A Sala de Leitura Vinicius de Moraes tem um espaço destinado à leitura e
empréstimos de livros literários, poéticos, gibis, jornais e revistas.


OBJETIVOS


   •   Despertar o gosto pela leitura;
   •   Realizar leituras de diversos instrumentos literários;
   •   Orientar quanto ao zelo e conservação dos livros;
   •   Desenvolver habilidades de comportamento adequado à sala de leitura.


ATIVIDADES DESENVOLVIDAS


   •   Empréstimos diários de livros e gibis;
   •   Orientação durante a realização de trabalho em grupo;
   •   Seleção de material didático para o professor;
   •   Controle e cuidados de conservação do acervo;
   •   Catalogar livros, DVDS, gibis.
   •   Cadastrar os alunos junto à sala de leitura;
   •   Realizar cobrança da devolução de livros emprestados.
   •   Atualizar o mural da sala de leitura;
   •   Fornecimento diário do jornal.


AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS


   •   Concurso literário: O aluno deverá escolher um livro literário com no mínimo 30
       paginas, terá 05 dias para realizar a leitura e o preenchimento da ficha literária. Esta
       ficha, com dados bem específicos, para tornar realmente necessária a leitura completa
       da obra. O concurso será realizado semestralmente, ganhará o premio (a ser definido

                                                                                            58
pela sala de leitura e os coordenadores da Escola), o aluno que tiver lido e preenchido
    o maior numero de fichas literárias.


•   Mural Interativo: O mural interativo é um mural onde apresentamos informações de
    interesse do aluno e as produções dos mesmos. Dividido em quatro blocos onde
    temos:
    - Quando Eu crescer vou ser...: Informações completas sobre profissões.
    - Olha o que o Cef 08 Produziu!: Exposição das produções dos alunos, sejam
     literárias ou artísticas; divulga a culminância dos projetos realizados na Escola.
    - Você Sabia?: Textos informativos abordando temas didáticos.
    - Para gostar de Ler: Neste espaço, a sala de leitura expõe sinopse dos livros mais
     lidos, produções literárias dos alunos, vida e obra dos autores, poesias e outros.




                                                                                          59
LABORATÓRIO DE CIÊNCIAS




            PROJETO - CONSTRUINDO COM CIÊNCIA

JUSTIFICATIVA

           Lidar com as deficiências e desinteresses é algo desafiador para nós educadores,
  principalmente quando estamos enfrentando adversidades da difícil tarefa de construir jovens
  para uma efetiva mudança em nosso país. O principal motivo de tentar contornar essas
  dificuldades é que dispomos de espaços em nossa escola que podem instigar nesses alunos o
  gosto pela descoberta, leitura e pesquisa. O laboratório de Ciências é o espaço mais indicado
  para desenvolver nos nossos educandos estruturas mentais e cognitivas.

           Tendo a Ciência como principal aliada na busca de sanar as principais dificuldades de
  aprendizagem em sala de aula, teremos então uma parte de nosso trabalho facilitada pela
  curiosidade dos alunos.



  OBJETIVO GERAL

           Superar deficiências de aprendizagem e despertar o interesse e o gosto pela pesquisa e
  descoberta, tendo a leitura e a escrita como parceira dessa caminhada.



  OBJETIVOS ESPECÍFICOS

       •    Instigar o hábito da leitura como finalidade para buscar informação e conhecimento;
       •    Desenvolver capacidades de pesquisa e investigação como fundamento para o
            crescimento intelectual dos alunos;
       •    Coletar dados e resultados a partir de experimentos realizados previamente
            como forma de absorver o conhecimento adquirido;
       •    Relatar por meio de textos, cartazes ou outro gênero textual o que foi trabalhado
            durante os momentos no laboratório.



                                                                                                60
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES

    •    Desenvolvimento de estratégias de enfrentamento de situações-problema (Identificar
         em dada situação as informações ou variáveis relevantes e possíveis estratégias para
         resolvê-la).
    •    Interações, relações e funções: Identificar fenômenos naturais ou grandezas em dado
         domínio do conhecimento científico, estabelecer relações; identificar regularidades e
         transformações.
    •    Medidas, quantificações, grandezas e escalas (selecionar e utilizar instrumentos de
         medição e de cálculo, representar dados e utilizar escalas, fazer estimativas, elaborar
         hipóteses e interpretar resultados).
    •    Modelos explicativos e representativos (reconhecer, utilizar, interpretar e propor
         modelos explicativos para fenômenos ou sistemas naturais e tecnológicos).

PÚBLICO ALVO

        O projeto “Construindo com Ciência” visa atender todos os alunos regularmente
matriculados no CEF 08 de Sobradinho, que terão a Ciência como ferramenta de apoio aos
conteúdos trabalhados em sala de aula, através das metodologias aplicadas.


METODOLOGIA

    •    Apresentação e estudo da História da Ciência;
    •    Estudo do método científico (etapas);
    •    Interpretação de situações-problema envolvendo o uso do método científico;
    •    Análise de fatos do cotidiano;
    •    Coleta de dados e informações relevantes de uma determinada informação;
    •    Levantamento de hipóteses;
    •    Realização de experimentos;
    •    Análise de resultados;
    •    Construção de tabela e levantamento de dados;
    •    Construção de relatórios de experimento realizados;
    •    Resoluções de atividades;
    •    Leituras de diversos textos de cunho científico;

                                                                                             61
•    Apresentação de microscópio e função de cada componente;
     •    Manipulação individual do microscópio;
     •    Preparação de Lâminas;
     •    Análise de curiosidades com o uso do microscópio;
     •    Desenho das imagens do microscópio;
     •    Construção de modelos tridimensionais com o que foi visto ao microscópio;
     •    Estudo sobre os seres vivos;
     •    Análise de determinados seres vivos (comportamentais e físicas);
     •    Pesquisas de campo sobre assuntos de interesse do aluno (sob supervisão do
          professor regente)
     •    Montagem de um terrário para análise de um ecossistema;
     •    Aulas-passeio para análise dos principais impactos causados ao meio ambiente;
          (sob supervisão do professor regente)
     •    Pesquisas de grupo sobre causas e conseqüências de tais danos; (sob supervisão
          do professor regente)
     •    Montagem e/ou restauração de um herbário e plantio de árvores;
     •    Construção de materiais para jogos;
     •    Jogos com temas relacionados ao meio ambiente;
     •    Oficina de papel reciclado;
     •    Utilização do uso de medidas de massa e volume (balança, pipeta);
     •    Produção de produtos de limpeza;



RECURSOS

     Computador, livros, caderno, lápis, borracha, textos diversos, cartolina, piloto, papel
sulfite, fita gomada, microscópio, lâminas, lamínulas, lâminas prontas, canetinhas, lápis de
cor, massa de modelar, massa de biscuit, garrafas Pet, papel crepom, produtos químicos, cola,
tela, pá, caixas, papel alumínio, televisão, vídeo, DVD’s, multimídia.

AVALIAÇÃO

         A avaliação deste projeto será durante o andamento do curso proposto pelo
laboratório, através da análise do comportamento e envolvimento de cada um, na participação



                                                                                           62
das atividades, realização de experimentos, construção de relatórios e tabelas, leitura e a
evolução de seus rendimentos através dos resultados durante as avaliações de sala.



A NECESSIDADE DO FAZER

       Na maioria das esferas de atividades, a melhor maneira de aprender é fazendo. Os
livros, revistas, aulas teóricas e conferências fornecem uma sólida base, porém assimilamos
verdadeiramente os conhecimentos quando colocamos em prática as teorias. Para aprender
matemática temos que resolver muitos problemas e exercícios. O mesmo ocorre com as
ciências ditas naturais. Aliás, uma das etapas da maior importância do método científico,
justamente aquela que distingue uma ciência exata dos demais ramos do conhecimento
humano, é a experimentação.

       A melhor vantagem que podemos obter pela realização de um projeto científico é a
melhor compreensão de um ramo da ciência. Os melhores projetos científicos criam hábitos
de planificação eficaz, de atenção aos detalhes, cuidado no trabalho, aperfeiçoamento de
manuseio e adoção de critérios muito rígidos que nos serão úteis durante toda a vida. Além
disso, sempre fica a expectativa de que tais projetos possam abrir as portas de uma carreira
almejada, culminando com a realização própria, individual; aquela satisfação permanente que
ninguém jamais pode nos subtrair.




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LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA




INTRODUÇÃO
        Sabendo que o uso da informática alcançou dimensões que vão além das fronteiras dos
países, tanto desenvolvidos quanto em desenvolvimento, e que hoje é uma necessidade no
cotidiano das sociedades modernas, é bem justo que os jovens da nossa comunidade interajam
nesse novo universo.

        É importante salientar que, apesar dos poucos recursos a que dispõe nossos jovens,
não estão alheios às necessidades do dia-a-dia, e para tanto, devem estar familiarizado com a
tecnologia. Recurso este que nem todos têm acesso de maneira satisfatória, e desta forma, se
tornam à margem do que a tecnologia pode oferecer no que tange a disponibilidade da
informação. Sabemos ainda, que há vários outros modos de se tornar informado, porem, a
quantidade, qualidade e rapidez de acesso às mesmas fazem o diferencial, alem de oferecer
possibilidades ilimitadas.

        Torná-los indivíduos integrados nessa nova ordem, é um dever do qual não podemos
nos furtar, ainda que nossas limitações sejam muitas. Contudo, devemos lembrar que estes
mesmos jovens estarão em um curto espaço de tempo integrando o mercado de trabalho. Suas
oportunidades aumentarão ou diminuirão de acordo com o preparo que pudermos oferecer a
eles.   Entretanto, devemos estabelecer prioridades que satisfaçam determinados critérios:
Recursos disponíveis e exigência do mercado.

        Em um primeiro momento, temos a disposição maquinas relativamente eficientes
capazes de introduzir nossos jovens, pelo menos uma grande maioria, a um primeiro contato
com o mundo digital, desvendando-lhes determinados segredos e mostrando-lhes alguns
recursos disponíveis dos tempos modernos. Esse primeiro contato é de suma importância,
pois, pode com toda certeza incentivar e alimentar o desejo pelo conhecimento e fazer valer a
expressão: “Qualquer contato com o computador ajuda o desenvolvimento mental e cognitivo
da criança” [1].



                                                                                          64
É claro para nos, que o crescimento individual dependerá, obviamente, da vontade de
aprender de cada um, porem, a partir daí, podemos então ter estimulado o primeiro passo para
o ingresso no segundo momento, que é o aperfeiçoamento do conhecimento aqui principado,
e que servira de via de acesso para caminhos mais complexos, expectativa de grandes
conquistas e realizações num mercado extremamente seletista e que não oferece grandes
oportunidades ( na verdade, quase nenhuma) aos que estão à margem da informatização e das
ferramentas a ela associadas.


JUSTIFICATIVA

       “É necessário que tenhamos a mente aberta para permitir e incentivar as mais diversas
experiências. É o pluralismo de ponto de vista, e não o dogmatismo ortodoxo, que vai abrir a
mente das nossas crianças. Quem não tem a própria mente aberta nunca saberá criar condições
para que as mentes dos outros se abram. Aqueles que, orgulhosamente, se julgam os donos
exclusivos da verdade não podem ajudar os outros na busca - sempre humilde – da verdade.”
(VALENTE)


       Tomando o parágrafo acima como inspiração e levando em consideração a explosão
da informática e da internet, devemos considerar que a informação se tornou muito mais
disponível, hoje, do que em tempos passados. Esse fenômeno abre um leque enorme de
possibilidades aos jovens que por ventura tiverem acesso aos instrumentos capazes de integrá-
los na nova ordem da informação. É preciso que estes mesmos jovens tenham o mínimo de
habilidades para que possam seguramente manipular satisfatoriamente tais recursos a fim de
obter os resultados desejados.

       Torná-los integrados, portanto, alem de um desafio, é um dever que devemos cumprir
eficientemente, ainda que as adversidades sejam muitas. Todavia, é de fundamental
importância que não deixemos a “maré” dos problemas impedirem de realizar tal tarefa.
Lembrando ainda, que nossos jovens são provenientes, em sua maioria, de lares dotados de
grandes dificuldades ( entenda-se) desestrutura familiar, pouco         ou nenhum recurso
financeiro, baixo grau de escolaridade dos responsáveis, pouca expectativa de futuro, abalos
diversos de ordem emocional e psicológica entre tantos outras. Não podemos perde de vista,
que para muitos desses jovens a escola é, talvez, o único local ao seu alcance capaz de
oferecer “refugio” e atenuar seus tormentos, além de ser fonte de alimentação, lazer, cultura,
esporte e alegria.


                                                                                           65
A cerca do exposto, então, é possível acreditar na possibilidade de aumentarmos a
satisfação desses jovens em permanecer no ambiente escolar, livrando-os, ainda que
temporariamente, de seus problemas, e dos perigos que ronda a juventude através do
laboratório de informática, que irá certamente ampliar seus horizontes e a chance de, num
futuro próximo, integrá-los de fato e de direito à sociedade moderna, dinâmica, seletiva,
informatizada, globalizada e muitas vezes injusta àqueles que provêm de lares humildes e que
estão às suas margens.
          O pluralismo de ponto de vista, uma mente aberta associados a uma variedade de
experiências, pode tornar-se uma poderosa ferramenta capaz de mudar uma condição
aparentemente imutável e, solidificar-se em uma via de acesso a dias melhores e prósperos,
realizando concretamente o ideal de ver jovens, atuantes e realizadores e economicamente
ativos.


OBJETIVOS
          Quanto à utilização dos computadores:

.GERAL
              Tornar o laboratório de informática em espaço possível para o desenvolvimento de
             competências e habilidades voltadas à construção do saber.



.ESPECIFICOS
             Promover situações de aprendizagens aos educandos e estimulá-los a compreender as
             possibilidades da tecnologia de informática, como aliada à construção do saber e da
             criatividade.
             Estimular a aplicação do conhecimento e habilidades em uma pratica reflexiva dos
             conceitos anteriormente adquiridos em sala de aula, para a concretização do saber e sua
             utilização no atendimento das necessidades individuais.
             Estimular os alunos a desenvolverem o pensamento científico, cultural e a produção
             artística a partir do incentivo da pesquisa, utilizando a informática como um recurso para a
             produção do conhecimento.
             Refletir sobre as principais demandas apresentadas a vida cotidiana que exigem o uso da
             informática.
             Estimular os professores a utilizarem o Laboratório de Informática, com atividades
             educacionais que conduzam ao aprimoramento do processo de ensino e aprendizagem.


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REFERENCIAL TEÓRICO


       Vivenciamos um momento em que os contextos: político, social, econômico, cientifico
e tecnológico, apontam o olhar para um novo mundo, denominado “sociedade global da
informação” (MATTELART, 2001), exigindo conseqüentemente, do segmento educacional,
uma reflexão acerca da prática pedagogia desenvolvida nas escolas. Não cabe aqui uma
reflexão sobre os modelos que regem, atualmente, a educação, mas destacar que nesse
contexto dinâmico em que se encontra nossa sociedade, a escola não deve se furtar de
estabelecer, a ponto entre informatização e formação educacional como um todo. Assumir
uma visão e prática educacional em consonância com o que o mundo hoje exige, representa
bem mais do que um pensamento moderno, e para não correr o risco de cair no atraso
funcional do ensino, mas a coerência de uma prática educativa voltada para os novos
paradigmas e desafios do século XXI. Isso exigirá, também, mais do que escolas equipadas
tecnologicamente, mas profissionais da educação igualmente preparados para atuarem como
mediadores e incentivadores, que direcionem a prática de ensino e aprendizagem como uso da
informática como ferramenta nesse processo.

       O uso da informática na escola deve ser vista como um recurso a mais para o
professor. O computador é uma ferramenta que apoiará o aluno no processo de reflexão
e de construção do conhecimento.          Segundo BORBA(2001)         o computador deve ser
utilizado para atividades essenciais, tais como “ aprender a ler, escrever, compreender textos,
entender gráficos, contar, desenvolver noções espaciais, etc. A informática na escola passa a
ser parte da resposta a questões ligadas à cidadania”. Inclusão, também, digital!

       A função da informática na escola, não se resume a um mero instrumento de trabalho
para o professor. Ela representa a inclusão social, à medida que for utilizada na perspectiva da
interdisciplinaridade e transdisciplinaridade, pois a evolução do mundo globalizado exige um
conhecimento holístico da realidade. A construção desse conhecimento como sabemos, não
está na junção de conteúdos e disciplinas, mas na atitude das pessoas que pensam o projeto
educativo. (FAZENDA, 1993). A transcendência aponta para um saber integral, no qual o
educando aplicará na vida pratica o saber adquirido e construído na coletividade. A
informática na escola é, portanto, um meio eficaz para apreensão e construção do saber e para
preparar nossos alunos para o mundo virtual tecnológico de forma critica e reflexiva.

       Nesse contexto, qual o papel do professor? “As profundas e rápidas transformações,
em curso no mundo contemporâneo, estão exigindo dos profissionais que atuam na escola, de
                                                                                             67
um modo geral, uma revisão de suas formas de atuação”, (SANTOS VIEIRA, 2002). Para
GOUVÊA (1999) o papel do professor será imprescindível, sendo assim, ele terá que se
adequar a essa tecnologia, utilizado na sala de aula, no seu cotidiano, da mesma forma que um
professor um dia, introduziu o primeiro livro numa escola e teve de começar a lidar de modo
diferente com o conhecimento – sem deixar as outras tecnologias de comunicação de lado.
“Continuaremos a ensinar e a aprender pela palavra, pelo gesto, pela emoção, pela
afetividade, pelos textos lidos e escritos, pela televisão, mas agora também pelo computador,
pela informação em tempo real, pela tela em camadas, em janelas que vão se aprofundando às
nossas vidas...” (Idem, 1999).

       Sabemos, no entanto, que são poucos os professores de um modo geral que têm
experiência no uso de computador na educação e conhecimento no uso da informática da
Educação. Nesta realidade, também, encontra-se a nossa escola. De acordo PENTEADO
(2000): “professores devem ser parceiros na concepção e condução das atividades com TI
(Tecnologias Informáticas) e não meros espectadores executores de tarefas”. Partindo desse
pressuposto, o professor deve atuar diretamente no planejamento e execução das atividades a
serem desenvolvidas no laboratório de informática. Ainda nesse intento, no Centro de Ensino
Fundamental 08 de Sobradinho (CEF 08), os professores serão motivados, pelos professores
coordenadores do laboratório, pelo núcleo pedagógico e pela direção da escola a
desenvolverem suas habilidades no que tange aos conhecimentos necessários para a utilização
da informática nas aulas, como estratégia cognitiva de aprendizagem.
       Esperamos que, com a integração de todos os professores com o Laboratório de
Informática e a sua utilização, o CEF 08 possa cumprir o seu papel enquanto Instituição
Educacional, garantindo aos educandos a oportunidade de adquirir novos conhecimentos, o
desenvolvimento de habilidades de pesquisa; e do pensamento cientifico, cultural e artístico,
enfim, a formação integral do aluno.



METODOLOGIA

       É importante salientar que o atendimento aos alunos no Laboratório de Informática
seguirá o processo de escala a ser definida por professor de modo que as atividades
contemplem as perspectivas da interdisciplinaridade. No entanto, nos primeiros momentos, o
acesso dos alunos ao laboratório será em forma de grade, com orientação dos coordenadores
visto que se trata de um primeiro contato, na escola com essa tecnologia.


                                                                                          68
RECURSOS NECESSÁRIOS


   •     HUMANOS

       Tendo em vista que esta escola atende aos alunos nos turnos, matutino (6ª e 7ª séries),
vespertino (5ª e 6ª séries) e noturno (Educação de Jovens e Adultos – EJA) necessitamos,
portanto, de três coordenadores. Sendo dois professores com jornada ampliada de 40 horas
semanais – um com regência no matutino e coordenação no turno vespertino e outro professor
com regência no vespertino com horário de coordenação no turno matutino. Um professor
com jornada de 20 horas semanais para a regência do noturno.


   •     MATERIAIS


       Realidade atual: temos 56 computadores, 04 impressoras, retro-projetor, quadro branco,
mural e eventualmente outros recursos necessários ao desenvolvimento das atividades.


IMPLANTAÇÃO DO LABORATÓRIO
      O processo de implantação do Laboratório de Informática do Centro de Ensino
Fundamental 08 de Sobradinho seguirá os seguintes passos:


I MOMENTO

         A ser realizado na coordenação pedagógica e em uma reunião de pais.

RESPONSÁVEIS

         Direção, Coordenadores e Coordenadores do Laboratório.

OBJETIVO

         Mobilizar os professores da escola para se prepararem para o uso do Laboratório de
Informática na sua prática de ensino e aprendizagem.


AÇÕES


   •     Convidar os professores para conhecerem o laboratório e se inteirar das possibilidades
         de trabalho no mesmo.



                                                                                              69
•   Reunir com os professores para debater como será utilizado os computadores nas suas
      aulas e as atividades a serem desenvolvidas no laboratório com os alunos.

  •   Divulgar para a comunidade a proposta pedagógica do Laboratório de Informática.

II MOMENTO

      A ser realizado no Laboratório de Informática.

RESPONSÁVEIS

      Coordenadores do Laboratório de Informática.

AÇÕES

  •   Atividade com todas as turmas da escola (em escala): apresentar o computador para os
      alunos, do hardware, das regras de condutas a serem seguidas no interior do
      laboratório.
  •   Preparar os alunos para utilizarem o laboratório de Informática por meio de teatro,
      utilizando uma sucata de computador.

OBJETIVOS

  •   Sensibilizar os alunos quanto aos cuidados e regras de conduta no interior do
      laboratório.
  •   Conhecer a história do computador;
  •   Reconhecer o avanço da tecnologia do computador e a utilização desse recurso na vida
      cotidiana, no mundo do trabalho e na produção do conhecimento científico.
  •   Conhecer os diferentes componentes do computador e suas funções


RECURSOS

  •   PowerPoint e sucata de um computador.
  •   Apresentação ilustrada em Power-Point.


III MOMENTO

      Capacitação dos professores - a ser realizado no Laboratório de Informática.


RESPONSÁVEIS

      Coordenadores do Laboratório de Informática e profissionais competentes na área.



                                                                                         70
AÇÕES

            1. Capacitação e sensibilização dos professores para a utilização do Laboratório
                 de Informática.
            2. Coordenação coletiva para o planejamento de atividades a serem
                 desenvolvidas no laboratório.

OBJETIVO

      Preparar o corpo docente para a utilização dos recursos disponíveis no Laboratório de
Informática.

IV MOMENTO

       Atividades a serem desenvolvidas no Laboratório de Informática.

RESPONSÁVEIS

       Professores dos Componentes Curriculares, Atividades e coordenadores do
Laboratório de Informática.

       O projeto será viabilizado por meio de atividades que serão desenvolvidas objetivando
atender as 5ªs, 6ªs e 7ªs séries, não perdendo de vista as particularidades de cada uma delas.

AÇÕES:

       Atividade 01 – Regras de conduta no interior do laboratório: Com a utilização do
       recurso PowerPoint, ilustrar de forma a cativar a atenção dos alunos sobre a
       importância da conduta correta na utilização do espaço, laboratório, e da perfeita
       utilização dos equipamentos disponíveis, alem de um breve comentário sobre os
       aspectos do hardware e dos periféricos possíveis de ser visualizado e tocado pelos
       alunos.


       Atividade 02 - História do computador – Integrando figuras ao texto e utilizando
       slides, contar de forma chamativa a historia do surgimento, seus propósitos primeiros e
       a evolução do computador até os dias de hoje, bem como as suas novas aplicações nos
       diversos campos do conhecimento humano. A


       Atividade 03 - Componentes do computador – demonstrar de forma ilustrada os
       componentes e periféricos de um computador e suas funções no processamento das
       informações, além de comentar que instrumento, chip, possibilitou a redução do
                                                                                                 71
tamanho e aumentou tanto a capacidade de armazenamento e a velocidade do
        computador.

COMPONENTE CURRICULAR – MATEMÁTICA

OBJETIVOS

    •   Possibilitar aos alunos, através de comparação de posições, identificarem visualmente
        qual numero é maior ou menor, levando em consideração a posição do ZERO no
        gráfico;
    •   Possibilitar aos alunos, através de comparação de posições, identificarem visualmente
        qual numero é maior ou menor, levando em consideração a posição do ZERO no
        gráfico;
    •   Demonstrar aos alunos a possibilidade de conversão de um sistema numérico de base
        10 em outro;
    •   Contribuir de forma dinâmica para o desenvolvimento da capacidade de raciocínio
        matemático levando em conta o tempo disponível,
    •   Incentiva o raciocínio lógico matemático na aplicação do sistema de conversão das
        unidades de medidas e seus múltiplos.
    •   Estimular no aluno o raciocínio lógico e matemático, além da compreensão da
        sucessão de números pertencentes ao N*.


        Atividade 04 - Comparando números: através da utilização do recurso Excel, montar
gráfico que compare os diversos números inseridos em uma tabela para demonstrar de
maneira chamativa a posição de cada um em relação ao “ZERO” gráfico.


        Atividade 05 - Conversor de medidas: utilizando o Excel, montar tabela capaz de
transformar as diversas unidades de medidas do Sistema Métrico.


         Atividade 06 – Desafio: através do Excel, propor vários desafios que envolvam as
quatro operações básicas da matemática na solução de problemas.


        Atividade 07 – Conversor de números arábicos em romanos: utilizado o Excel,
montar tabela de conversão de números inseridos aleatoriamente em algarismos romano
classe II.


                                                                                          72
Atividade 08 – Sucessão: a partir da utilização do Excel, demonstrar graficamente o
sucessor e o antecessor de um numero inteiro, positivo e maior que zero.


COMPONENTE CURRICULAR – CIÊNCIAS


OBJETIVOS

   •   Incentivar a rapidez na capacidade de interpretação e associação de idéias em um
       tempo estabelecido na resolução de problemas, bem como a fixação de conteúdos
       desenvolvidos em sala de aula.
   •   Fixar os conhecimentos a cerca das plantas superiores adquiridos em sala de aula.
   •   Auxiliar na internação dos conhecimentos a cerca das diversas mudanças de estado
       físico da matéria e suas causas.
   •   Capacitar ao aluno identificar com base nos conhecimentos adquiridos em sala de aula
       e a partir da formula espacial, as substâncias como sendo puras simples e puras
       compostas.

       Atividade 09 - Desafio: usando o Excel, construir tabelas e gráficos, especificados nos
itens abaixo, que deverão ser preenchidos de maneira correta pelos alunos em um tempo pré-
determinado.


       Atividade 10 – Plantas: cruzadinha.


       Atividade 11 – Mudança de estado físico: gráfico.


       Atividade 12 - Substância pura: tabela.


COMPONENTE CURRICULAR – PORTUGUÊS


OBJETIVOS

   •   Incentivar a capacidade da analise, síntese, interpretação e leitura, assim como a
       correta aplicação da gramática aplicada a textos.
   •   Estimular a capacidade do aluno de produzir textos seguindo uma lógica coerente e a
       correta aplicação dos recursos gramaticais absorvidos em sala de aula, além de
       incentivar o lado criativo de, quem sabe, um “escritor” em potencial.
                                                                                           73
Atividade 13 – Texto: utilizando o recurso Word, reproduzir textos ou partes de textos
e criar situações problemas as quais os alunos deverão solucionar de forma correta.


       Atividade 14 – Com base na leitura e interpretação de texto: “Retrato” (Cecília
Meireles) – ler interpretar e aplicar os conhecimentos gramaticais adquiridos em sala de aula
na resolução de problema propostos.


       Atividade 15 - Produção de textos individuais e/ou coletivos de temas variados sob
orientação do professor.


COMPONENTE CURRICULAR – GEOGRAFIA


OBJETIVO

       Estimular a capacidade de analise, comparação, interpretação de dados, raciocínio
lógico e matemático, além de fixar os conhecimentos adquiridos em sala de aula.


       Atividade 16 - Tabela panorâmica: utilizando o recurso Excel, produzir tabela
demonstrativa dos diversos aspectos, sociais, econômicos, geográficos, políticos e culturais da
população brasileira em diferentes estados do país.

       As atividades a seguir serão desenvolvidas, especificamente, com as Turmas do
EJA - Ensino de Jovens e Adultos.


       Atividade 01 - Conhecendo o computador – Em sala de aula usando sucata de
computador, apresentar aos alunos os periféricos e suas respectivas funções, deixar que eles
manuseiem e observem bem cada parte para que toda sua curiosidade inicial seja atendida.
Iniciar nesse momento o trabalho com as regras de conduta e utilização da sala de informática
para que os alunos já tenham em mente, ao entrar no laboratório de informática, alguns
princípios básicos para o bom andamento das atividades.


       Atividade 02 – Jogos - No laboratório trabalhar com jogos (jogo da memória, dama,
jogos matemática, entre outros) que auxiliam no desenvolvimento da coordenação motora,
memória, leitura e interpretação, raciocínio lógico matemáticos, e criatividade. Devido a sua
grande interatividade o jogo consegue otimizar o desenvolvimento de tais habilidades.


                                                                                            74
Atividade 03 – Criando um livro – Com um tema a ser escolhido pelos alunos será
produzida uma historia coletivamente no Word, onde com o auxilio da correção ortográfica os
alunos poderão observar e corrigir as palavras escritas de forma incorreta. Depois de pronta,
eles mesmos irão ilustrar a história usando o Paint. Com o auxilio do coordenador , será
montado uma apresentação de slides para que os alunos possam visualizar o resultado final do
livro produzido por eles.


         Atividade 04 - Ordem alfabética - Os alunos deverão colocar todas as palavras
apresentadas na atividade em ordem alfabética. Cada palavra escrita na ordem, errada não
será aceita, levado o aluno a raciocinar novamente e procurar a palavra certa. Esta atividade
tem por objetivo auxiliar no aprendizado da ordem alfabética observando todas as letras das
palavras.


         Atividade 05 – Sistema Solar - Será apresentado aos alunos slides contendo fotos,
textos e curiosidades sobre o sistema solar. Após a apresentação os alunos farão algumas
atividades como: palavras cruzadas, situações problemas, ortografia; todas desenvolvidas no
Excel.


         Atividade 06 - Higiene – Com apresentação de slides, contendo textos e figuras que
abordam o assunto, por meio também de jogos e atividades, os alunos irão trabalhar o tema
higiene de maneira lúdica e divertida para compreenderem que a higiene física, mental e a do
meio        em    que       vivem     está    diretamente    relacionada     à    saúde      e
à qualidade de vida, aprendendo, assim, a grande importância dos bons hábitos de higiene.



AVALIAÇÃO

   •     O projeto do Laboratório de Informática será avaliado em coordenação pela direção,
         coordenadores do laboratório com grupo de professores e coordenadores.
   •     As atividades realizadas no Laboratório de Informática serão avaliadas pelos alunos
         por meio de questionários e entrevistas.
   •     Serão aplicadas auto-avaliações aos alunos que se possam refletir sobre o processo de
         atuação no processo de ensino e aprendizagem no Laboratório de Informática.




                                                                                            75
SISTEMA DE DIVULGAÇÃO

   •   Cartazes.
   •   Reunião de pais e mestres.
   •   Ao NTE.
   •   Em sala de aula para os alunos.


CRONOGRAMA

       As atividades serão desenvolvidas no decorrer do ano em curso.

ATENDIMENTO DO LABORATORIO

       O atendimento aos alunos no Laboratório de Informática se dará por agendamento nos
horários matutino, vespertino e noturno.

RECURSOS NECESSÁRIOS

   •   HUMANOS: Coordenadores do Laboratório pelos professores e coordenadores
       pedagógicos.

   •   MATERIAL: Serão utilizados 56 computadores, 04 impressoras, retro-projetor,
       quadro branco, mural e eventualmente outros recursos necessários ao desenvolvimento
       das atividades.




                                                                                       76
Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal
Diretoria Regional de Ensino de Sobradinho
Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho




                 Serviço de Orientação Educacional - Noturno



             PLANO DE AÇÃO
                  2011




                         Sobradinho, Março de 2011.
                                                               77
IDENTIFICAÇÃO

Secretaria de Estado de Educação
Diretoria Regional de Ensino de Sobradinho
Instituição Educacional: Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho
Diretor: Lauriney Moraes de Souza
Orientadora Educacional: Susan Mariana Chaves Fernandes
Abrangência do Plano: Comunidade Escolar do CEF 08, especialmente da Educação de
Jovens e Adultos (EJA – Noturno)
Período de Execução: Ano letivo de 2011




                        “Temos o dever de lutar pela fraternidade, esquecida no mundo de hoje, pela
                        solidariedade entre os povos, pela tolerância entre as pessoas, pelo
                        desarmamento das mentes e dos corações, pela aceitação do outro, diferente,
                        mas igual, sempre nosso irmão. Não importa que essas belas ideias sejam um
                        trabalho a longo prazo. Sem utopias, a vida não vale a pena ser vivida.”
                        (SECAD/MEC, 2006, pg 83)




                                                                                               78
JUSTIFICATIVA

       Conforme destacado no Regimento Escolar das Instituições Educacionais da Rede
Pública de Ensino do Distrito Federal no art. 26,


                  “A Orientação Educacional integra-se ao trabalho pedagógico da instituição educacional
                  e da comunidade escolar na identificação, na prevenção e na superação dos conflitos,
                  colaborando para o desenvolvimento do aluno, tendo como pressupostos o respeito à
                  pluralidade, à liberdade de expressão, à orientação, à opinião, à democracia da
                  participação e à valorização do aluno como ser integral.”

       Ciente desta grande responsabilidade e após análise da realidade da EJA no Centro de
Ensino Fundamental 08 de Sobradinho (Consulta à Proposta Pedagógica; participação na
coordenação de professores; sugestões de diversos membros da comunidade escolar e Direção
e ainda através de sondagem junto aos alunos, foi possível definir as ações e temas prioritários
para a ação da Orientação Educacional descritos neste Plano e que deverão pautar-se para o
atendimento das necessidades de: integração da EJA às demais ações da Escola; valorização
da EJA por meio do intercâmbio de informações, divulgação de suas ações e oferta de novas
oportunidades de aprendizagem e crescimento (pessoal e profissional) à comunidade que a
compõe; e sistematização da atuação da Orientação Educacional diante dos temas relevantes
destacados pelos alunos, bem como do atendimento às dificuldades apresentadas no processo
ensino-aprendizagem.

       É imperativo destacar que os temas listados pelos alunos já integravam a Proposta
Pedagógica da Escola e, agora, o Serviço de Orientação Educacional propõe e/ou implementa
as ações necessárias referentes a cada um deles.

       Além disso, também é importante salientar a compreensão de flexibilidade deste
Plano, tendo em vista as demandas ainda não percebidas e que podem vir a ocorrer, bem
como os redimensionamentos necessários ao que já se propõe, com o objetivo de maior
adequação, eficácia e eficiência e em decorrência do constante processo de avaliação do
mesmo.


   FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

       Para a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD),
responsável pelas políticas do Ministério da Educação para a Educação de Jovens e Adultos,

                  “a educação não pode estar separada, nos debates, de questões como desenvolvimento
                  ecologicamente sustentável, gênero e orientação sexual, direitos humanos, justiça e
                                                                                                    79
democracia, qualificação profissional e mundo do trabalho, etnia, tolerância e paz
                  mundial” (SECAD/MEC, 2006)

       Dessa forma, o Serviço de Orientação Educacional (SOE) se organiza não apenas
como articulador nos debates realizados dentro da Instituição Educacional proporcionando a
reflexão sobre os temas, mas como fortalecedor das ações educacionais realizadas pelos
professores e pela Orientadora Educacional associadas cotidianamente aos temas citados.

       É fundamental destacar que
                  “o indivíduo que procura os cursos para jovens e adultos está inserido num contexto de
                  diversidade sociocultural, cuja heterogeneidade deve ser respeitada e aproveitada pelos
                  professores, constituindo-se fator essencial do currículo e do processo de aprendizagem.
                  Os diferentes saberes e as diferentes opiniões dos alunos, adquiridos ao longo de suas
                  práticas sociais de vida e de trabalho, deverão ser, nesse sentido, o ponto de partida do
                  processo de aprendizagem sistematizada. (SEEDF, Diretrizes Pedagógicas, 2009, p. 59)
       E ainda
                  “Sabendo porque busca a escola, o adulto elege também seu conteúdo. Espera encontrar
                  lá, aulas de ler, escrever e falar bem. Além, é claro, das operações e técnicas aritméticas.
                  Espera obter informações de um mundo distante do seu, marcado por nomenclaturas que
                  ele considera próprias de quem sabe das coisas.” (SECAD/MEC, 2006, pg 63)

       Cabe então dedicar especial atenção às concepções, ideias, percepções e valores que o
público da Educação de Jovens e Adultos oferece e buscar contribuir signficativamente para
sua ampliação, levando-os à compreensão de que no processo de educação no qual se inserem
na Escola não se restringe (e não deve se restringir) às atividades restritas de alfabetização e
letramento e de aquisição de habilidades matemáticas.

       Assim,
                  “O professor pode e deve transmitir informações, desafiar e estimular os alunos no
                  estabelecimento das relações. Mas a produção do conhecimento é exclusiva dos que
                  realizaram esse trabalho. E esse exercício de pensar, isto é, de estabelecer relações não se
                  restringe ao que é dito pelo professor. Pode acontecer e acontece a todo momento,
                  inclusive a partir do que é dito pelos colegas”. (SECAD/MEC, 2006, p. 66)

       E a Orientação Educacional deve estar atenta a estes aspectos para contribuir
adequadamente com o trabalho docente e a formação geral dos educandos, pois é necessário,

                   “ Portanto conceber uma escola onde o cuidar e educar estejam presentes é pensar um
                  espaço educativo com ambientes acolhedores, seguros, instigadores, com profissionais bem
                  qualificados, que organizem e ofereçam experiências desafiadoras. Isso pode ser
                  concretizado por meio de uma metodologia dialógica, onde as descobertas, a
                  ressignificação dos conhecimentos, a aquisição de novos valores, a relação com o meio
                  ambiente e social, a reconstrução da identidade pessoal e social sejam orientadas, de tal
                  modo que o estudante se torne protagonista se sua própria história.. (Currículo da
                  Educação Básica, versão experimental 2010, p.24)

       As Diretrizes Pedagógicas da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal do
ano de 2009 ressaltavam ainda outros aspectos quanto à forma de atuação do SOE (junto aos
professores e/ou alunos)


                                                                                                          80
“A EJA considera os mesmos princípios da Educação Básica, tornando os conteúdos
                 meios para o desenvolvimento dos processos cognitivos, privilegiando a capacidade de
                 pensar e desenvolvendo a competência de processar as experiências de aprendizagem com
                 autonomia intelectiva e com destaque para o fato de que os jovens e os adultos:
                 • tenham desejo de aprender;
                 • aprendam o que sentem necessidade de aprender;
                 • aprendam praticando;
                 • tenham o aprendizado centralizado em problemas reais;
                 • aprendam melhor em ambiente informal;
                 • tenham melhor aproveitamento por meio da variedade de métodos, recursos e
                 procedimentos de ensino;
                 • tenham a oportunidade de descobrir e de construir por si mesmos.
                 A seleção e a organização das atividades ou experiências de aprendizagem pressupõem
                 alguns critérios que se relacionam diretamente com:
                 • o contexto do aluno;
                 • o nível de desenvolvimento do aluno;
                 • os objetivos pretendidos;
                 • as normas e os valores que serão cultivados;
                 • as competências, as habilidades e os procedimentos requeridos.”
                 (SEEDF, Diretrizes Curriculares, 2009, p.60)

       Outro documento que merece especial destaque por também definir diretrizes para o
trabalho pedagógico em EJA e que, consequentemente, deve pautar a atuação da Orientação
Educacional, bem como professores e demais profissionais, é a Resolução CNE/CEB nº 04 de
13 de julho de 2010 que Define Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação
Básica e no Capítulo II (sobre as Modalidade de Educação Básica), na Seção I (que trata da
Educação de Jovens e Adultos):

                 Art. 28. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) destina-se aos que se situam na faixa etária
                 superior à considerada própria, no nível de conclusão do Ensino Fundamental e do Ensino
                 Médio.
                 § 1º Cabe aos sistemas educativos viabilizar a oferta de cursos gratuitos aos jovens e aos
                 adultos, proporcionando-lhes oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as
                 características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante
                 cursos, exames, ações integradas e complementares entre si, estruturados em um projeto
                 pedagógico próprio.
                 § 2º Os cursos de EJA, preferencialmente tendo a Educação Profissional articulada com a
                 Educação Básica, devem pautar-se pela flexibilidade, tanto de currículo quanto de tempo e
                 espaço, para que seja(m):
                 I - rompida a simetria com o ensino regular para crianças e adolescentes, de modo a
                 permitir percursos individualizados e conteúdos significativos para os jovens e adultos;
                 II - providos o suporte e a atenção individuais às diferentes necessidades dos estudantes no
                 processo de aprendizagem, mediante atividades diversificadas;
                 III - valorizada a realização de atividades e vivências socializadoras, culturais, recreativas
                 e esportivas, geradoras de enriquecimento do percurso formativo dos estudantes;
                 IV - desenvolvida a agregação de competências para o trabalho;
                 V - promovida a motivação e a orientação permanente dos estudantes, visando maior
                 participação nas aulas e seu melhor aproveitamento e desempenho;
                 VI - realizada, sistematicamente, a formação continuada, destinada, especificamente, aos
                 educadores de jovens e adultos.

       Por fim, o Regimento Escolar das Instituições Educacionais da Rede Pública de
Ensino do Distrito Federal assim define o serviço de Orientação Educacional:



                                                                                                           81
Art. 26 - A Orientação Educacional integra-se ao trabalho pedagógico da instituição
                 educacional e da comunidade escolar na identificação, na prevenção e na superação dos
                 conflitos, colaborando para o desenvolvimento do aluno, tendo como pressupostos o
                 respeito à pluralidade, à liberdade de expressão, à orientação, à opinião, à democracia da
                 participação e à valorização do aluno como ser integral. Parágrafo único. A Orientação
                 Educacional está sob a responsabilidade de profissional habilitado para a função na forma
                 da lei.
                 Art. 27 - São atribuições do Orientador Educacional:
                 I - planejar, implantar e implementar o Serviço de Orientação Educacional, incorporando-
                 o ao processo educativo global, na perspectiva de Educação Inclusiva e da Educação para
                 a Diversidade, com ações integradas às demais instâncias pedagógicas da instituição
                 educacional;
                 II - participar do processo de conhecimento da comunidade escolar, identificando suas
                 possibilidades concretas, seus interesses e necessidades;
                 III - participar do processo de elaboração, execução e acompanhamento da Proposta
                 Pedagógica, promovendo ações que contribuam para a implantação e implementação das
                 Orientações Curriculares em vigor na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal;
                 IV - promover atividades pedagógicas orientadas para que os alunos da instituição
                 educacional sejam orientados em sua formação acadêmica, profissional e pessoal,
                 estimulando o desenvolvimento de suas habilidades, competências e responsabilidades;
                 V - auxiliar na sensibilização da comunidade escolar para educação inclusiva,
                 favorecendo a sua implementação no contexto educativo;
                 VI - proporcionar reflexões com a comunidade escolar sobre a prática pedagógica, por
                 meio de discussões quanto ao sistema de avaliação, questões de evasão, repetência,
                 normas disciplinares e outros;
                 VII - participar da identificação e encaminhamento de alunos que apresentem queixas
                 escolares, incluindo dificuldades de aprendizagem, comportamentais ou outras que
                 influenciem o seu sucesso escolar;
                 VIII - participar ativamente do processo de integração escola-família-comunidade,
                 realizando ações que favoreçam o envolvimento dos pais e familiares no processo
                 educativo;
                 IX - apoiar e subsidiar os segmentos escolares como: Conselho Escolar, Grêmio Estudantil
                 e Associações de Pais e Mestres;
                 X - participar com as demais instâncias pedagógicas da instituição educacional da
                 identificação das causas que impedem o avanço do processo de ensino e de aprendizagem,
                 e da promoção de alternativas que favoreçam a construção da cultura de sucesso escolar;
                 XI - realizar ações integradas com a comunidade escolar no desenvolvimento de projetos
                 como: saúde, educação sexual, prevenção ao uso indevido de drogas, meio ambiente, ética,
                 cidadania, cultura de paz e outros priorizados pela instituição educacional, visando a
                 formação integral do aluno;
                 XII - realizar projetos que visem influir na melhoria do processo de ensino e
                 aprendizagem.


       Como se percebe, neste documento já são apresentados diversos temas para o
desenvolvimento de projetos, porém é necessário destacar (mesmo que soe como uma
redundância) que os mesmos temas têm abordagens diferentes em cada instituição
educacional devido à necessidade que têm de adequação à realidade única de cada escola e
que ainda poderão ser acrescidos de temas diversos que se mostrarem pertinentes e
necessários à formação e aprendizagem dos educandos, alguns inclusive serão citados no
tópico necessidades e que são fruto da análise inicial da realidade e da sondagem realizada
com alunos e professores.




                                                                                                       82
CARACTERIZAÇÃO DA REALIDADE

       O Centro de Ensino Fundamental 08 está localizado na Região Administrativa de
Sobradinho II e atende alunos da 5ª à 7ª séries do Ensino Fundamental no turno diurno
(matutino e vespertino) e o 1º Segmento da Educação de Jovens e Adultos (correspondente às
quatro primeiras séries do Ensino Fundamental) no turno noturno.

       Os alunos da EJA, alvo deste Plano de Ação, compõem uma clientela bastante
diversificada nos aspectos de idade, renda e objetivos com relação à educação. Os cerca de
130 alunos, distribuídos em quatro turmas (1 turma para cada etapa das séries iniciais) tem
entre 15 e 70 anos; em sua maioria são moradores de Sobradinho II e Setor de Mansões de
Sobradinho (uma parcela é constituída por moradores dos demais condomínios e região da
Fercal). Com relação à ocupação/emprego, existem profissionais do setor de prestação de
serviços (domésticos, vendedores, cabeleireiros, operários da construção civil entre outros),
autônomos, aposentados e donas de casa, com renda variável, mas principalmente
classificados entre a classe média e média baixa.

       Quanto às expectativas relacionadas à educação, algumas se aliam à exigência e o
desejo de crescimento profissional e a grande maioria ao desejo de crescimento/realização
pessoal.


  NECESSIDADES

       Apresentam-se como necessidades para o trabalho de Orientação Educacional
relacionada à EJA:

- Realização de discussões de temas diversos que sejam relevantes e do interesse dos alunos e
comunidade escolar, de forma a contribuir para a sua formação plena (com ênfase na
formação para a cidadania);

- Intervenção sistemática junto aos alunos com dificuldades de aprendizagem, o que
compreende: a atuação junto a estes alunos (individualmente e/ou em grupo), incluindo
elaboração de adaptações curriculares (quando for o caso); auxílio aos professores na
compreensão das dificuldades de cada um e enfrentamento das mesmas no cotidiano da sala
de aula; aplicação de atividades diversificadas junto a todos os alunos no sentido de ampliar o
conhecimento sobre as diferenças de uma maneira geral e construir um clima/relação de


                                                                                            83
respeito e tolerância, além do fortalecimento das relações de amizade, solidariedade,
cooperação e valorização entre todos os segmentos da comunidade escolar;

- Atuação junto à coordenação pedagógica para o desenvolvimento dos projetos presentes na
Proposta Pedagógica da Escola, adequados à EJA, de forma a tornar este segmento mais
participante em sua aprendizagem e nas atividades já desenvolvidas na IE como um todo,
além de projetos sobre autoestima, orientação sexual, educação ambiental, valores e
cidadania, entre outros, visando à formação integral dos alunos.


   RECURSOS HUMANOS

       Os recursos humanos da Instituição Educacional são:
- Diretor, vice-diretora, supervisores administrativos, supervisores e coordenadores
  pedagógicos;
- Professores;
- Auxiliares de serviços gerais (conservação e limpeza);
- Auxiliares de copa e cozinha (terceirizadas);
- Auxiliares de educação: vigilância;
- Orientadoras Educacionais;
- Secretárias;
- Professora responsável pela mecanografia;
- Alunos.
       As pessoas mais diretamente relacionadas com este Plano de Ação (alvo das ações
e/ou contribuintes) são:

- Supervisor administrativo - Welder;
- Vice-diretora - Eliane
- Orientadora Educacional - Susan
- Coordenadora da EJA - Rejane
- Professores da EJA (7 profissionais)
- Professor Edilson – Laboratório de Informática
- Alunos da EJA


   RECURSOS MATERIAIS

       Os recursos disponíveis na IE que serão utilizados para a execução deste Plano,
conforme as necessidades são:
                                                                                       84
- Sala de múltiplos usos;
- Recursos audiovisuais: data-show, DVD, som;
- Materiais de papelaria diversos (cartolinas, papel cartão, papel A4, pincel atômico).


   OBJETIVOS GERAIS


- Promover a discussão de temas diversos que sejam relevantes e do interesse dos alunos e
comunidade escolar, contribuindo para a sua formação, utilizando de metodologias
diversificadas;

- Auxiliar professores e alunos na compreensão e enfrentamento das dificuldades de
aprendizagem;

- Contribuir para o fortalecimento das relações de amizade, respeito, solidariedade,
cooperação e valorização entre todos os segmentos da comunidade escolar;

- Desenvolver, junto à coordenação pedagógica, os projetos presentes na Proposta Pedagógica
da Escola, adequados à EJA, de forma a tornar este segmento mais participante em sua
aprendizagem e nas atividades já desenvolvidas na IE como um todo;

- Desenvolver, junto à coordenação pedagógica e corpo docente, projetos sobre autoestima,
orientação sexual, educação ambiental, valores e cidadania, entre outros, visando à formação
integral dos alunos.




                                                                                          85
OBJETIVOS ESPECÍFICOS                   ESTRATÉGIAS                          ATIVIDADES                             CRONOGRAMA    AVALIAÇÃO
- Proporcionar momentos de             - Discussão em grupos menores        - Levantamento dos temas (através          2011      -    Em       todos      os
discussão e reflexão sobre os          (quando for tema estritamente        de     entrevistas,   aplicação    de                momentos              serão
temas considerados importantes e       relacionado à realidade de uma       questionários,      observações     e                avaliados o interesse e
pertinentes, destacados pelos          turma ou grupo de alunos ou          participação nos momen- tos de                       a    participação       dos
alunos, professores e outros           corpo docente), ou em grupos         coordenação;                                         envolvidos              nas
representantes da comunidade           maiores quando os assuntos forem     - Dinâmicas de grupo;                                atividades propostas.
escolar;                               de interesse de toda a comunidade    - Leitura reflexiva de diversos tipos                - Será feita avaliação
-       Utilizar      metodologias     escolar, utilizando os diversos      de texto (jornalístico, científico,                  oral        com          os
diversificadas de abordagem dos        espaços à disposição;                imagens, propagandas, mensagens..);                  participantes ao final
temas de forma a proporcionar          - Encontros de grupos para           - Encenações, filmes, músicas e                      dos encontros e das
momentos              diferenciados,   discutir os temas a partir de        outros elementos artísticos para                     atividades.
prazerosos,        atrativos       e   ilustrações,    textos   diversos,   estimular as discussões;                             - Junto aos professores,
significativos para formação dos       filmes, encenações...                - Palestras;                                         quanto à repercussão
alunos, adequando-se aos seus                                               - Exposição de textos, imagens e                     em outros momentos ou
interesses,      expectativas      e                                        mensagens no mural da EJA;                           anda sobre a influência
especificidades;                                                                                                                 que cada uma das
                                                                                                                                 atividades possa ter
                                                                                                                                 exercido       sobre      o
                                                                                                                                 comportamento           dos
                                                                                                                                 alunos.
- Auxiliar professores na análise      - Atendimento individualizado aos    - Levantamento dos alunos com              2011      - Em todos os encontros
das dificuldades de aprendizagem       professores      regentes     para   dificuldades de aprendizagem junto                   serão     avaliados       o
apresentadas pelos alunos;             conhecimento e orientação quanto     aos professores;                                     interesse      e          a
- Elaborar, junto com a                às dificuldades de aprendizagem      - Análise do histórico escolar e                     participação            dos
coordenação      pedagógica     e      apresentadas pelos alunos;           diagnósticos (quando houver);                        envolvidos, bem como
professores,     estratégias    e      - Atendimento individualizado ou     - Levantamento das dificuldades                      os avanços percebidos
atividades específicas, para a         em grupos de até 3 estudantes        junto aos alunos (entrevista, testes                 na      execução        das
superação ou redução das               com dificuldades semelhantes         diversos);                                           atividades propostas.
dificuldades de aprendizagem           para orientação especializada para   - Atendimento individual ou em                       - Junto aos professores,
apresentadas;                          cada dificuldade observada, com      pequenos grupos (até 3 com                           considerando             as
-       Prestar       atendimento      vistas à sua superação ou redução    dificuldades semelhantes) de acordo                  possíveis        alterações


                                                                                                                                                      86
especializado aos alunos com do          comprometimento              à com cronograma estabelecido;                  quanto à predisposição
dificuldades de aprendizagem, de aprendizagem.                          - Acompanhamento da evolução em               para a aprendizagem e
acordo com sua especificidade e                                         sala junto aos professores;                   evolução na conquista
ainda de acordo com as                                                  - Orientação particular a cada pro-           de     habilidades    e
possibilidades de atuação do                                            fessor para atuação junto aos alunos          competências relativas
Serviço       de      Orientação                                        com dificuldades de aprendizagem              à formação acadêmica
Educacional;                                                            para melhoria das condições gerais e          dos alunos atendidos.
                                                                        resultados da aprendizagem;
- Contribuir para o fortalecimento   - Reflexão sobre as possi- - Dinâmicas de grupo;                          2011   Idem      ao   primeiro
das relações de amizade, respeito,   bilidades que temos para nosso - Leitura reflexiva de diversos tipos             objetivo.
solidariedade,     cooperação    e   crescimento pessoal e também das de texto (jornalístico, científico,
valorização entre todos os           dificuldades que enfrentamos;      imagens, propagandas, mensagens..);
segmentos       da     comunidade    - Discussão sobre as respon- - Encenações, filmes, músicas e
escolar;                             sabilidades inerentes às nossas outros elementos artísticos para
- Contribuir para a formação de      escolhas (pelas consequências de estimular as discussões;
uma visão positiva de si e dos       nossos atos);                      - Palestras;
outros, fortalecendo a autoestima;   - Reflexão sobre respeito, moral e - Exposição de textos, imagens e
                                     ética partindo de exemplos mesagens no mural da EJA;
                                     concretos e que possam contribuir
                                     para a percepção da adequação
                                     (ou         inadequação)        do
                                     comportamento para o convívio
                                     em sociedade;
                                     - Definição de metas e estratégias
                                     para o alcance delas, como forma
                                     de estímulo à dedicação, ao
                                     esforço, às conquistas alcançadas.

Desenvolver, junto à coordenação     - Projeto de Leitura e Jornal da    - Jornal Mural                        2011   Idem      ao   primeiro
pedagógica, os projetos presentes    Escola;                             - Mostra de EJA                              objetivo.
na Proposta Pedagógica da            - Projeto Valores e de Cultura da   - Oficinas profissionalizantes e de
Escola, adequados à EJA, de          Paz (complementar ao objetivo       artesanato (entre outras que forem
                                                                                                                                        87
forma a tornar este segmento        anterior);                      demandadas)
mais     participante  em     sua   - Feira Cultural;               - Oficina de textos/produção textual
aprendizagem e nas atividades já    - Projeto Novos Rumos: opções no laboratório de informática
desenvolvidas na IE como um         para o 2º semestre relacionando
todo: Projeto de Leitura; Projeto   aos demais projetos e objetivos
sobre Valores; Feira Cultural;      presentes neste plano;
Jornal da Escola; Projeto Novos
Rumos (análise e organização
para novas oportunidades).
Desenvolver, junto à coordenação    - Levantamento e análise dos          - Dinâmicas de grupo;
pedagógica e corpo docente,         temas      considerados        mais   - Leitura reflexiva de diversos tipos
projetos sobre orientação sexual,   importantes ou urgentes;              de texto (jornalístico, científico,
educação ambiental e cidadania,     - Elaboração e execução de            imagens, propagandas, mensagens..);
entre outros, visando à formação    projetos sobre (entre outros):        - Encenações, filmes, músicas e
integral dos alunos.                Orientação sexual                     outros elementos artísticos para
                                    Educação ambiental                    estimular as discussões;
                                    Cidadania                             - Palestras;
                                    Saúde                                 - Exposição de textos, imagens e
                                    Prevenção ao uso indevido de          mesagens no mural da EJA;
                                    drogas




                                                                                                                  88
Serviço de Orientação Educacional - Diurno


PLANO DE AÇÃO
    2011




                                              89
JUSTIFICATIVA
       O Plano de Ação Anual vem traçar as diretrizes e estratégias a serem desenvolvidas ao
longo do ano de 2011; tendo como pontos norteadores: a Evasão Escolar; Rendimento Escolar;
Atendimento e Orientação aos pais e alunos citados no Conselho de Classe; Palestras com
temáticas pré-estabelecidas pela Direção e equipe escolar e/ou Diretoria Regional - Secretaria de
Educação e o Programa de Saúde na Escola-PSE (Política Pública, do Governo Federal);
Encaminhamentos Médicos-Hospitalares e, Acuidade Visual.



  AÇÕES
   1. Evasão: procurar pais/responsáveis pelos alunos com mais de três faltas consecutivas; e,
       persistindo a ausência do aluno, o encaminhamento ao Conselho Tutelar (que se torna
       necessário não só quanto aos alunos faltosos, mas em questões graves disciplinares ou
       familiares);

   2. Rendimento: haverá indicação para reforço escolar nas disciplinas de matemática e
       ciências;

   3. Atendimentos aos pais e alunos: Individuais; Orientação aos Pais – palestras mensais
       (muitos pais são chamados após os Conselhos de Classe, bimestral);

   4. Palestras (30 turmas):
                      1º Semestre – temática: A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO
                      2º Semestre – temática: SEXUALIDADE (IDADE E INICIAÇÃO SEXUAL)


   5. Atividades diversificadas, mensais, do Programa de Saúde na Escola-PSE, em
       Sobradinho II.

   6. Encaminhamentos médicos: Neurologia, Psicologia, Clínica Geral, Ginecologia, etc.

   7. Acuidade Visual: Triagem e indicações para o NAE, através de Fichas Fase (19), dos
       alunos com dificuldades oftalmológicas.


  OBJETIVO GERAL

       Intervenção ao longo do ano: na freqüência e assiduidade, no rendimento bimestral, no
estímulo da disciplina, da busca do conhecimento, da orientação e encaminhamento de pais e
alunos, do acompanhamento/participação da família no desenvolvimento pleno do aluno;
                                                                                 90
informar através de temáticas da atualidade instigando a discussão e reflexão para formação de
atitudes e, atuar nas atividades do Programa Saúde na Escola-PSE, visando alavancar mais
recursos para a Rede Pública de Ensino, em Sobradinho II.


  OBJETIVOS ESPECÍFICOS

   •   Acompanhar a freqüência de todos os alunos, através dos professores, semanalmente,
       telefonemas às famílias buscando informação e/ou encaminhamento ao Conselho Tutelar
       quando forem esgotados todos os recursos e contatos, assim como os alunos com
       problemas disciplinares e conflitos familiares;


   •   Solicitar o Comparecimento do Responsável em face de registro de ocorrência de
       indisciplina e/ou suspensão pelos Supervisores Escolares; e ainda, orientando os pais
       quanto ao comportamento adequado e esperado;


   •   Acompanhar e encaminhar os alunos indicados pelos professores, no Conselho Escolar,
       bimestral, que demonstrem algum comportamento, sentimento ou dificuldade, para
       reforço escolar ou atendimento;


   •   Ministrar palestras ao longo do ano sobre temáticas propostas para o ano vigente, para
       2011, os temas serão: 1º semestre – A Busca do conhecimento; 2º semestre –
       Sexualidade;


   •   Participar de reuniões e atividades pertinentes ao Programa de Saúde na Escola-PSE,
       visando agilizar/alavancar recursos da política pública do Governo Federal para a Rede
       Pública de Ensino de Sobradinho II.




                                                                                           91
ATENDIMENTO E ORIENTAÇÃO AOS PAIS
                             CRONOGRAMA - 2011
                                                Horário: 19 h

Meses       MAR       ABR      MAI       JUN        AGO      SET       OUT       NOV        DEZ
Atividade
   A
   T
   E
   N         03
   D        (quinta
   I         feira)    12       18         20        12         15      05         07        02
   M                  (terça   (quarta   (segunda   (sexta   (quinta   (quarta   (segunda   (sexta
   E                  feira)    feira)     feira)   feira)    feira)    feira)     feira)   feira)

   N
   T         31
   O        (quinta
             feira)
   A
   O
   S

   P
   A
   I
   S




                                                                                                     92
ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO




          Plano de Ação da Sala de Recursos
   Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho




             Brasília, 09 de fevereiro de 2011.

                                                   93
IDENTIFICAÇÃO


EQUIPE:

   Coordenadora Itinerante: Socorro de Fátima Araújo dos Santos
   Psicóloga: Tânia Naves Nogueira Lobo
   Instituição Educacional: Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho
   Endereço: AR03 Lote 04 Área Especial 02
   Bairro: Sobradinho II - Distrito Federal.
   Localização: Área Urbana
   Professores do atendimento da sala de recursos:
      Alexandre David Zeitune, Lucy Mary Rocha Bispo, Ivacy José de Souza e Cleiton Torres.




APRESENTAÇÃO


       Este Plano de Ação trata-se de uma proposta para o Atendimento Educacional
Especializado da Sala de Recurso de Altas Habilidades de Sobradinho que tem como finalidade
elencar objetivos, metas e estratégias para o atendimento dos alunos, numa perspectiva da
qualidade do processo de enriquecimento curricular para os anos de 2009 e 2010. Este
documento servirá de base para a reflexão e construção coletiva de uma Proposta de Trabalho
que fundamentará as ações desta Sala de Recursos, tendo como foco principal o aluno de altas
habilidades/superdotado.

       A Sala de Recursos do Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho atende alunos da
Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio da rede pública do Distrito Federal, nos
turnos matutino e vespertino. Conta com uma equipe de atendimento psicopedagógigo, da
qual fazem parte profissionais especializados, como coordenadora e psicóloga para
diagnosticar e encaminhar os alunos para o atendimento. Este, por sua vez, conta com
professores capacitados e habilitados na áreas de Artes Visuais e Cênicas, Biologia e
Pedagogia que atuam com o objetivo orientar os educandos no sentido de desenvolver suas
potencialidades, numa perspectiva de aprofundamento dos seus conhecimentos na sua área
de interesse.


                                                                                          94
Os alunos, em sua maioria, são predominantemente de Sobradinho I, Sobradinho II,
condomínios dos arredores, da Vila Rabelo I e Vila Rabelo II, tendo também alunos de áreas
rurais próximas à escola. O perfil sócio econômico dos estudantes é diversificado, havendo uma
predominância de poder aquisitivo de baixo a média renda.

       Por apresentarem necessidades específicas como alto potencial e elevada criatividade, aos
alunos com altas habilidades/superdotação devem ser asseguradas oportunidades que lhes
permitam o desenvolvimento de seu potencial e o alcance de um nível satisfatório de auto-
realização. Para isso, considerando as políticas educacionais inclusivas, o educando deve ser
atendido em seus interesses, necessidades e potencialidades. Portanto o atendimento na sala de
recursos de altas habilidades/superdotação de Sobradinho tem como objetivo maior propiciar o
desenvolvimento das habilidades e dos talentos de modo que favoreça o desenvolvimento global
dos alunos para que possam, contribuir qualitativamente com a sociedade e com a própria
qualidade de vida.


JUSTIFICATIVA

       Segundo as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica
(Ministério da Educação, 2001), o conceito de altas habilidades/superdotação é adotado por
alguns programas brasileiros para destacar crianças consideradas superdotadas e talentosas. São
as que apresentam notável desempenho e elevada potencialidade em aspectos isolados ou
combinados: capacidade intelectual geral, aptidão acadêmica específica, pensamento criador ou
produtivo, capacidade de liderança, talento especial para as artes e capacidade psicomotora.
(SEESP - Secretaria de Educação Especial, 2006). Renzulli (2004) afirma que quase todas as
habilidades humanas podem ser desenvolvidas e por isso a necessidade de maior atenção aos
potencialmente superdotados.

       O atendimento às necessidades educacionais dos alunos de altas habilidades/superdotação
sugere, portanto, o conhecimento de alguns conceitos, características e encaminhamentos
pedagógicos possíveis a esse aluno para que ele tenha seus interesses e estilos de aprendizagem
respeitados e contemplados. Os objetivos das propostas de atendimento especializado em
sala de recursos têm em vista ampliar e diversificar os conhecimentos que despertam
curiosidade e interesses nos alunos, promover a integração social entre seus pares,
estimular o pensamento produtivo, desenvolver potencialidades e habilidades específicas,
propiciar experiências de resolução de problemas, formulação de hipóteses e promover o
ajustamento de diferentes áreas de desenvolvimento.
                                                                                             95
Para desenvolver esse trabalho o papel do educador é fundamental para o
encaminhamento de uma gama de atividades diferenciadas que considerem as habilidades dos
educandos. Para a autora Guenther (2000, p.20) o papel do educador é o de encaminhar o
desenvolvimento de pessoas e encontrar a melhor e a mais apropriada forma de prover a cada
um aquilo de que ele necessita para se tornar o melhor ser humano que pode vir a ser. Isso
requer um trabalho pedagógico voltado para a perspectiva de uma aprendizagem ativa e
dinâmica. O professor deve promover atividades diversas, atendendo às complexidades de
exercícios exigidas pelos alunos, que seja capaz de ampliar tarefas e propor projetos de ação
personalizados, conforme as necessidades dos seus educandos.

       A sala de recursos de Sobradinho tem como objetivos:


OBJETIVO GERAL

   •   Oferecer aos alunos com altas habilidades/superdotação o atendimento especializado
       necessário, implantando as abordagens e considerações psicológicas necessárias ao
       atendimento dos alunos com Altas Habilidades/Superdotação, contemplando os
       princípios da escola inclusiva e das políticas públicas educacionais.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS

   •   Disseminar a área de superdotação e combater os mitos e falácias;
   •   Identificar talentos acadêmicos, artísticos, de criatividade, lideranças e outros;
   •   Propiciar o desenvolvimento das habilidades e dos talentos dos alunos com alto potencial
       por meio do enriquecimento curricular;
   •   Proporcionar atividades de enriquecimento aos alunos com altas habilidades, oferecendo
       melhores oportunidades que atendam ao perfil de cada educando, bem como ao seu ritmo
       de desenvolvimento e aprendizagem;
   •   Ampliar experiências nas áreas diversas, desenvolvendo hábitos de estudo, pesquisa e
       trabalho;
   •   Incentivar e favorecer o desenvolvimento do auto-conceito, o ajustamento pessoal,
       emocional e o desenvolvimento social.
   •   Estimular situações de aprendizagem que resulte em maior produtividade e criatividade,
       possibilitando a expansão dos interesses.
   •   Investigar problemas reais, usando metodologias adequadas à área de conhecimento de
       interesse dos alunos.
                                                                                            96
ÁREA ACADÊMICA

         Para alcançar os objetivos propostos serão proporcionadas aos alunos experiências
exploratórias gerais para permitir a identificação dos seus interesses e desenvolvimento das suas
habilidades, por meio das seguintes ações:


   •   Atividades de exploratórias de diversas áreas e temas de estudo, para escolher um deles e
       elaborar planos para desenvolver uma idéia.
   •   Realizar atividades de pesquisa na área de conhecimento de interesse;
   •   Realizar atividades de aprendizagem em grupo ou individual com objetivo de investigar
       problemas reais;
   •   A partir de estudos, produzir hipóteses, solução de problemas reais;
   •   Elaborar e melhorar um produto;
   •   Promover atividades que promovam o desenvolvimento da criatividade e manifestações
       artísticas: desenho; dramatização; produção textual.
   •   Fazer analogias;
   •   Imaginar, transformar e inventar;
   •   Estimular parcerias entre a família, escola, instituições educacionais, empresariais e
       outras;
   •   Visitas a museus, universidade, galerias, bibliotecas, etc;
   •   Promover oficinas: produção e criação textual de peças teatrais, fábulas, contos, crônicas
       e outros gêneros textuais; produção e criação de projetos na área cinestésico-corporal e
       oficina de criação artística
   •   Organização de grupos para construção de conhecimentos e propostas para a solução de
       problemas da comunidade .
   •   Promoção de atividades de lazer e recreação em contato com o meio urbano, rural,
       parques e praças;
   •   Desenvolver atividades exploratórias do tipo I
        (exposições, conservatórios, museus, etc)
   •   Desenvolver atividades de treinamento do tipo II
       (analisando, refletindo, inferindo, identificando e interpretando )
   •   Desenvolver atividades do tipo II




                                                                                              97
ATENDIMENTO DE ARTES VISUAIS

ARTE – CIÊNCIAS E MEIO AMBIENTE - Sentir - Pensar – Fazer


         Para: “provocar emoção; proporcionar prazer estético; comunicar aos outros seus
pensamentos; sentir alegria ou satisfação durante o ato criativo; explorar novas formas de
expressão; perpetuar sua existência no mundo; divulgar suas crenças; usar o tempo de forma
criativa; documentar seu tempo, homenagear alguém, algum fato ou alguma idéia.” (Explicando
a Arte, Jô de Oliveira e Lucélia Garcez).

         Desenvolver o relacionamento produtivo entre jovens artistas da mesma região:

   • Por meio da oficina de experimentação de materiais, cores, formas, texturas, volumes,
       sons, luz...;
   • Estudos, observações e releitura de obras de arte no mundo e no Brasil;
   • Percepção de patrimônio cultural e natural do Brasil, de Brasília e do Vale do Ribeirão
       Sobradinho;
   • Produção e participação em eventos artísticos e culturais;
   • Parcerias para cursos de aperfeiçoamento com entidades culturais;
   • E, organização de portfólios e documentação da produção para veiculação dos resultados
       dos trabalhos individuais e coletivos.


CRONOGRAMA

ESTRATÉGIAS                     Fev Mar Abr Mai Jun        Jul Ago       Set Out Nov Dez
Dedicação    à     formação
continuada dos professores. OBS. Condicionado à oferta da EAPE.

Realizar     pesquisas      e
proporcionar        materiais
adequados às necessidades
dos alunos.
Planejar as atividades da
sala         de         altas
habilidades/superdotação
fundamentados na proposta
nacional de atendimento da
educação inclusiva.




                                                                                         98
Dar      cumprimento      à
proposta,    desenvolvendo
atividades relacionadas às
habilidades específicas dos
alunos.

Elaboração de projetos que
priorizem                    o
desenvolvimento            das
habilidades     de     leitura,
interpretação                 e
desenvolvimento             do
raciocínio              lógico
matemático;                  o
desenvolvimento             do
potencial criativo e a
manifestação artística.
Oferecer      recursos      de
pesquisa, assegurando o
desenvolvimento            dos
projetos     individuais      e
coletivos.

Assegurar                   o
desenvolvimento          das
atividades                 de
enriquecimento tipos: I, II e
III, baseada na teoria de
Renzuli.
Desenvolver o Portifólio de
Talento Total; Projeto da
Feira de Ciências;
Projetos de Pesquisa
Promover um ambiente
acolhedor e de harmonia
entre alunos/alunos e
professores/alunos e família.
Promover e fortalecer a
participação dos pais no             Encontros bimestrais
projeto de atendimento.
Elevar a auto-estima dos          Ações a curto e longo prazo.
alunos e da família.
Incentivar e apoiar as
iniciativas individuais e
coletivas de projetos dos
alunos.
Promover ações que
garantam a permanência dos                     .
alunos na sala de recursos.
Realizar palestras e oficinas
com os pais ou responsáveis
sobre como orientar e
acompanhar seus filhos no
desenvolvimento dos
projetos.
                                                                 99
Realizar levantamento
periódico das dificuldades
que devem ser superadas.
Buscar estratégias para
sensibilizar a comunidade
escolar e local quanto a                              Ações bimestrais.
necessidade e importância
do atendimento de altas
habilidades/superdotação.
Promover e participar de
eventos     proposto       pelo                   Uma ação por bimestre.
NAAH/S e pela escola,
como:      feiras,     eventos
culturais.
Promover,      sempre       que
necessário e de acordo os
interesses     dos     alunos:
palestras e oficinas, visitas a
museus, bibliotecas, etc.
Buscar melhorias para o
atendimento: espaço físico e
recursos pedagógicos.


Promover ações de interação
com o ensino regular.




Com as ações e estratégias elencadas, anteriormente, esperamos os seguintes resultados:

   •   O auxílio na formação integral dos alunos de AH/SD
   •   A criação de um ambiente favorável a aprendizagem
   •   Oferecer o suporte especializado e necessário ao nosso público alvo;
   •   A formação de alunos críticos;
   •   Protagonismo Juvenil.


AVALIAÇÃO


       O plano de ação trata-se de um projeto inicial que será fortalecido, coletivamente, durante
o ano de trabalho e avaliado durante as coordenações com o propósito de buscar readequá-lo às
necessidades dos alunos.




                                                                                             100
BIBLIOGRAFIA
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MEC/SEESP, 1994.

______.Secretaria de Educação Especial. Subsídios para a organização e funcionamento de
serviços de educação especial: Área de Altas Habilidades. Brasília: MEC/SEESP, 1995.
______.Secretaria de Educação Especial. Diretrizes gerais para o atendimento dos alunos
portadores de altas habilidades, superdotação e talento. Brasília: MEC/SEESP, 1996.

_______.Secretaria de Educação Especial. Programa de capacitação de recursos humanos do
ensino fundamental: superdotação e talento vols.1 e 2. Brasília: MEC/SEESP,1999.

_______.Ministério da Educação. Diretrizes nacionais para a educação especial na educação
básica/Secretaria de Educação Especial – MEC; SEESP, 2001.

GUENTHER, Zenita Cunha. Desenvolver capacidades e talentos: um conceito de inclusão.
Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

RENZULLI, Joseph S. O Que é Esta Coisa Chamada Superdotação, e Como a
Desenvolvemos? Uma retrospectiva de vinte e cinco anos. In: Revista Educação. Porto Alegre
– RS, Ano XXVII, n.1 (52), Jan./Abr. 2004.




                                                                                              101
GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO – DIRETORIA DE ENSINO ESPECIAL
        DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE SOBRADINHO
 ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO AO ESTUDANTE COM ALTAS
                HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO
      CENTRO DE ENSINO FUNDAMENTAL 08 DE SOBRADINHO




          Projeto de Aulas de Robótica


              Atendimento Educacional Especializado

                  Altas Habilidades/Superdotação




                 Prof. Alexandre David Zeitune




                  Sobradinho, 25 de abril de 2011

                                                                  102
APRESENTAÇÃO

       A proposta para as aulas de robótica do Atendimento Educacional Especializado de Altas
Habilidades, no Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho, consiste na utilização de
princípios de engenharia para desenvolver robôs programáveis, direcionando os alunos na
investigação científica, possibilitando aos mesmos a interação com o concreto e o abstrato na
resolução de problemas do seu cotidiano e colocando-os em contato com o mundo da tecnologia
robótica.

       Dentre seus princípios pedagógicos a robótica promove o estudo de conceitos
multidisciplinares como física, matemática, geografia, informática, dentre outros conhecimentos.
Promove o desenvolvimento de habilidades e competências dos alunos, estimulando a
criatividade, o raciocínio lógico-matemático, a capacidade de programação; estimula o trabalho
em equipe e a possibilidade de estar sempre buscando novas idéias em um contínuo processo de
aprendizado.


JUSTIFICATIVA
       Vivemos em um mundo no qual a tecnologia ganha um grande destaque e quanto mais
desenvolvida é essa tecnologia, maior é o grau de entrelaçamento entre mecanismos
computacionais e os seres humanos. Desta forma as instituições de ensino ganham uma maior
responsabilidade para atender as necessidades dos alunos neste contexto de revolução
tecnológica.

       Logo temos por obrigação mudar o atual paradigma que no Brasil as novas tecnologias
estão praticamente restritas às instituições de ensino superior, centros de ciência e tecnologia e
algumas indústrias e, que os avanços tecnológicos e respectivos benefícios advindos do seu uso e
conhecimentos ficam concentrados a poucos (Albuquerque 2010). Atualmente, no Brasil, tem
sido cada vez mais comum a implementação da robótica pedagógica no ensino infantil e
fundamental, por ser esta uma área que estimula o pensamento criativo dos alunos, bem como a
assimilação de conteúdos, motivando-os a questionar e procurar soluções para situações-
problema da vida real, permitindo a relação teoria e prática, ao passo que atua para o
desenvolvimento do senso crítico, do comportamento de colaboração e do senso ético.



IDENTIFICAÇÃO DO OBJETO

       Este projeto tem como fundamentação teórica a Robótica Pedagógica ou Educacional
conforme CÉSAR (2007), caracterizada por ambientes de aprendizagem que requer materiais,
                                                                                   103
como kits de montagens compostos por diferentes peças, motores e sensores que permitam a
construção e programação de Robôs.

       Utilizando o kit LEGO® Mindstorms NXT 9797,cedido em agosto de 2010 pelo Projeto
de Educação Continuada em Ciências da Engenharia (PRECOCE), buscou-se a montagem dos
robôs ou dispositivo tecnológicos que utilizassem elementos da Mecânica, tais como
engrenagens, eixo cardam, esteiras etc.

       Como as peças do kit são facilmente encaixadas entre si, procura-se trabalhar sempre
respeitando os princípios da Mecânica, da Física e da Matemática, de forma interdisciplinar,
além de interagir com equipamentos elétricos tais como sensores, motores e lâmpadas,
aproveitando a possibilidade de receberem comandos a partir de uma programação ou controle
remoto via Bluetooth.


DESCRIÇÃO DAS SALAS, AMBIENTES E RECURSOS MATERIAIS

       Atualmente o Núcleo de Altas Habilidades de Sobradinho tem atendido 25 alunos com
interesse, exclusivamente, em robótica e divididos em três dias da semana, nos turnos matutinos
e vespertinos, cada turno com quatro horas de duração. Os alunos frequentam o ensino
fundamental e médio e são recebidos uma vez por semana conforme o modelo de atendimento do
Núcleo de Altas Habilidades. Este atendimento ocorre em uma sala do Centro de Ensino
Fundamental 08 em Sobradinho II. O espaço físico no qual desenvolvemos as atividades,
atualmente, compreende uma sala de vinte metros quadrados, compartilhada com outro professor
da área de Artes Visuais. Na sala há cadeiras, um mesa redonda, quadro-de-giz e cadeiras.

       Partindo do principio que a escola deve ser o local da formação de pessoas com novas
competências e sendo a tecnologia um fator revolucionário em nossos tempos, destaca-se a
importância na aula de robótica na escola, não apenas como "robótica técnica” e sim uma
robótica a serviço da educação (D'ABREU, 2003). Posto isso devemos trabalhar para que exista
uma estreita relação entre o processo de construção e controle dos robôs com o desenvolvimento
das competências e habilidades dos alunos. Desta forma, o uso do kit LEGO Mindstorms vem
atendendo atividades de Enriquecimento tipo I, II e III propostos por Renzulli & Reis (1997).

       Como equipamento necessário para a execução deste projeto é necessário adquirir:
       Software (Bricx Command Center Versão 3.3 e o Lego® Mindstorms NXT 2.0)*
       Software Lego® Digital Designer; freeware*
       01 kit 9797 LEGO® Mindstorms NXT 2.0 - ( Emprestado                pela UnB por tempo
determinado)
                                                                                            104
02 kits LEGO® Mindstorms RCX 1.0 * - ( Emprestado pela UnB por tempo
determinado)
       05 kit 8547 LEGO® MINDSTORMS® NXT 2.0**
       01 data show **
       01 lousa digital **
       05 Computadores contendo sistema operacional Windows vista ou superior. Processador
core due ou superior. Memória Ram 1000 MB ou superior.**
       Observações:
       * material já existente
       ** material necessário


OBJETIVOS A ALCANÇAR

       Visando atender aos alunos de Altas Habilidades/Superdotação com interesse na área de
tecnologias, a aquisição dos materiais listados neste projeto, busca promover um ambiente de
aprendizagem mediado pela tecnologia para o aperfeiçoamento de habilidades, estimulando o
pensamento reflexivo e crítico dos(as) alunos(as) para a busca por soluções de problemas reais,
oportunizando o trabalho coletivo e o desenvolvimento de habilidades e competências pessoais
necessárias para vida e as novas demandas profissionais.

       Dando continuidade a este projeto, pretende-se no ano de 2011 desenvolver a seguintes
atividades:

- Continuar os projetos individuais dos alunos que foram iniciados neste ano;

- Permanecer com as aulas de robótica como atividades de Enriquecimento com os alunos
atendidos pela sala de recursos para alunos com Altas Habilidades/Superdotação da Regional de
Sobradinho.

- Promover e desenvolver competições de equipes de robótica atendidas pela sala de recurso de
altas habilidades do CEF 08. Estas competições serão similares as promovidas pela FIRST Lego
League- FLL (FIRST do Brasil, 2010);

- Promover e desenvolver competições com aparticipação de alunos do ensino regular da
regional de sobradinho;

- Preparar equipes para a participação do FIRST Lego League (FLL).




                                                                                          105
METAS

          A principal meta deste projeto é ampliar o atendimento para um maior número de alunos
do ensino especial, transformando esta instituição em um centro de referência de robótica para o
ensino especial em Sobradinho.
          Para tanto se faz necessário à utilização do espaço chamado “Sala de Ciências”, também
chamado de Laboratório de Ciências, localizado nas dependências do CEF 08.
          A utilização deste espaço é mais adequada não só por atender a sua devida finalidade
como sala de ciências, como também pela presença de mesas do tamanho adequado e do amplo
espaço para realização dos testes com os robôs, além de poder atender um maior número de
alunos.
          Este espaço também poderá ser utilizado por outros professores de Ciências, atendendo
assim a demanda dos demais professores.


METODOLOGIA
          Em um processo contínuo de motivação, serão problematizadas as possibilidades de
trabalhos científicos sociais em equipe, observando sempre o respeito, o desafio, a ética a todas
as opiniões, onde a construção, a desconstrução e a reconstrução fazem parte da vida de cada um.
          O curso de robótica será desenvolvido em três níveis: o básico, o intermediário e o
avançado, com o total de quatro aulas por curso.
          Posteriormente os alunos desenvolverão seus próprios projetos de robótica.


PÚBLICO-ALVO
          O público-alvo serão alunos matriculados no Atendimento Educacional Especializado aos
Alunos com Altas Habilidades/Superdotação, a captação de alunos deverá ser realizado pela
coordenadora itinerante da Sala de Recursos de Altas Habilidades.
          Serão matriculados oito a nove alunos por turno, tendo em vista a capacidade do material
didático disponível. Este número de alunos poderá aumentar com a possibilidade de aquisição de
mais kits de robótica.
          As aulas serão teórico/prática, tendo uma duração de quatro horas. As aulas serão
fundamentadas no princípio da robótica pedagógica.


CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

          Todo ano de 2011 e anos posteriores


                                                                                             106
CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO DO PROJETO


              Material                   Quantidade     Valor unitário do
                                          necessária        material *
kit 8547 LEGO® MINDSTORMS®                    5        R$ 1.800,00
NXT 2.0
      Data show                               1        R$ 2.300,00


     Lousa digital                            1        R$3.500,00


      Computadores                            5        R$ 1.200,00


     * Média de valores encontrados em páginas da internet.




PLANO DE APLICAÇÂO DE RECURSOS


  • Durante as aulas serão desenvolvidos protótipos de robôs ou modelos conceituais de
     equipamentos tecnológicos de interesse da comunidade local.

  • Programação dos robôs, utilizando dois tipos de Software (Bricx Command Center
     Versão 3.3 e o Lego® Mindstorms NXT 2.0) nos computadores solicitados;

  • Transferência de modelos de robôs desenvolvidos para Lego® Digital Designer;

  • Relacionar conceitos de física e matemática com os projetos de robôs desenvolvidos na
     sala de recursos.

  • Incentivo ao trabalho em equipe e divisão de tarefas.

  • Uso de aulas teórico e práticas utilizando o data show com a lousa digital em um
     ambiente laboratorial.




                                                                                     107
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS


D’ABREU, J. V. V., MARTINS, M. C., Robótica Educacional e Acesso Remoto: Relato De
Uma Experiência. In I Simpósio Internacional sobre Novas Competências em Tecnologias
Digitais Interativas na Educação, Campinas – SP. 2007.

CÉSAR, Danilo R.; ALBUQUERQUE, Ana Paula; MELO, Caio Monteiro; MILL, Daniel.
Robótica Pedagógica Livre: Instrumento de Criação, Reflexão e Inclusão Sócio-Digital. In:
Simpósio Brasileiro de Informática na Educação, 2007, São Paulo. XVIII Simpósio Brasileiro
de Informática na Educação - SBIE 2007, 2007

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Instituto    Presbiteriano    de      Educação,       (IPE     2010).     Disponível         em:
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Renzulli, J. S. & Reis, S. M. (1997). The schoolwide enrichment model (2a. ed.). Mansfield
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Valente, J. A. e Canhette,C. C. (1993) LEGO-Logo, Explorando o conceito de Design in
Computadores e Conhecimento – Repensando a Educação, organizado por José Armando
Valente. Campinas - S.P.: Gráfica Central da UNICAMP ( pp 64 – 75).

VIRGOLIM, A. M. R. . Altas Habilidades/Superdotação: Encorajando potenciais. 01. ed.
Brasília: MEC/SEESP, 2007. v. 01. 70 p




                                                                                             108
PROTAGONISMO CIENTÍFICO
                                                                   Profª. Lucy Mary Rocha Bispo



APRESENTAÇÃO

       O presente projeto destina-se à aquisição de recursos materiais para viabilizar as ações
pedagógicas de enriquecimento curricular a serem desenvolvidas na Sala de Recursos de Altas
Habilidades/Superdotação de Sobradinho para o atendimento de alunos altas habilidades na área
de literatura e acadêmica geral.

       Tendo em vista que a sala de recursos em questão é um ambiente de construção do
conhecimento e que atua numa perspectiva interdisciplinar, atendendo alunos e alunas com
distintas habilidades e interesses por diversas áreas do conhecimento, faz-se necessário oferecer
aos alunos não apenas um maior número de recursos de pesquisa, mas que estes apresentem um
potencial de qualidade para que possam contemplar seus anseios na exploração e construção do
conhecimento. Segundo Sabatella e Cupertino (2007) é necessário oferecer aos alunos com
necessidades educacionais especiais atendimento adequado em reconhecimento às suas
capacidades diferenciadas daí a importância de se proporcionar condições para o seu pleno
desenvolvimento.

       O Protagonismo Científico baseia-se numa metodologia científica para a construção do
conhecimento dos alunos do ensino fundamental atendidos na sala de recursos de altas
habilidades, visando o desenvolvimento de habilidades de reflexão, pesquisa e intervenção para
estudar, investigar um problema o qual se quer saber mais e propor soluções. Além de
contemplar os interesses acadêmicos nas diversas áreas do conhecimento, pretende-se estimular
a produção literária a partir do enriquecimento na área de linguagem, potencializando e
instrumentalizando os alunos e alunas na produção do gênero literário.

IDENTIFICAÇÃO DOS OBJETOS:


   • Aquisição de 01 quadro-branco de 2,20 m x 1,20 m.
   • Aquisição de 02 computadores de mão: notebook.
   • Acesso à internet. **
   • Livros de literatura de diversos gêneros que atendam ao público infantil e juvenil;*

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• Livros para pesquisa (enciclopédias)
    • Assinatura de revistas para fonte de pesquisa.
    • Um aparelho de DVD;
    • Uma televisão de LCD 29’.
    • Aparelho de data show.
        *Títulos sugeridos em anexo.
        **No momento temos acesso à rede.



JUSTIFICATIVA


        Atender os estudantes com necessidades educacionais especiais em altas habilidades
exige planejamento de situações pedagógicas diferenciadas, estimulantes, desafiadoras e
enriquecedoras para que possam desenvolver plenamente seus potenciais, bem como a ampliação
dos seus interesses. Nesse sentido é necessário promover o contato dos estudantes com diversas
leituras e exploração de materiais diversos, oferecendo oportunidades para que alarguem seus
horizontes e construam um percurso na construção do conhecimento guiado pela metodologia
científica.

        Muitos dos alunos que ingressam no atendimento da sala de recursos, demonstram
inteligência e habilidade para armazenar informações, mas observa-se que não sabem o que fazer
com todas elas. Percebe-se, portanto, a necessidade ou a carência por uma literatura que favoreça
a ampliação dos conhecimentos destes alunos de modo mais aprofundado. O uso por esses
alunos de materiais apropriados como livros para pesquisas e livros de literatura (para os que
apresentam interesse nesta área) permitiram aprofundamento e enriquecimento do processo de
ensino e aprendizagem, bem como a instrumentalização para a produção de trabalhos
independentes, para investigação nas áreas de interesses, habilidades e talentos.

        Por outro lado, é relevante que os estudantes problematizem o conhecimento adquirido e
sistematizem o que fora aprendido, dando significância aos mesmos. Nesse sentido os alunos e
as alunas são chamados à reflexão a partir dos conhecimentos já adquiridos e para o que ainda
será necessário apreender e compreender de modo a buscarem um aprimoramento das suas
habilidades, e ao mesmo tempo, pensarem em situações reais, buscando propostas criativas para
a resolução de problemas atuais e, até mesmo, na suposição para solução de problemas futuros.
Nesse sentido, o processo de aprendizagem nesta sala de recursos de altas habilidades busca uma
nova significação para o conhecimento, estimulando os estudantes a disponibilizarem suas
                                                                                            110
habilidades e talentos a favor de si mesmos e da coletividade. Portanto, é proposto do
Protagonismo Científico, estimulado por meio de um trabalho de metodologia de pesquisa
científica para a produção de conhecimento, para a produção literária, para o desenvolvimento de
habilidades e talentos dos alunos atendidos.

         Aprender requer um esforço intelectual muito grande o que supera a simples ideia de que
o conhecer advém da mera instrução. Este último não exige muito esforço, apenas memorização,
enquanto que o conhecimento exige reflexão, problematização, levantamento de hipóteses o que
leva a reavaliação de idéias, pressupostos e resultados de um determinado fato ou fenômeno.
Segundo Julio e Muraro (http://alb.com.br/arquivo-morto/edicoes_anteriores/anais16/sem10pdf/
p.2-3)
                   Para aprender é preciso fazer perguntas, é preciso inventar hipóteses para respondê-las, é
                   preciso buscar argumentos para sustentar pontos de vista, é preciso se posicionar sem medo do
                   desconhecido. (...)Requer, portanto, que o educando formule hipóteses e elabore a
                   problematização da realidade, que seu saber já constituído viva um confronto com o não saber,
                   que é uma experiência significativa, mas incômoda, que exige um confronto com as
                   descobertas à medida que se faz as investigações que permitirão a coleta de dados, a tabulação
                   e análise desses dados para sistematização e socialização dos resultados.

         O conhecimento na concepção de Reis (2008) pode ser caracterizado como o pensamento
advindo da inter-relação estabelecida de modo direto ou indireto, entre a mente do sujeito que
pretende conhecer com os objetos a serem conhecidos. Para desenvolver as habilidades de
investigação, aos estudantes é proposto as modalidades de pesquisa:


    • Bibliográfica: realizada por meio de material impresso como livros, periódicos, jornais,
         revistas, artigos científicos e outros documentos afins.
    • Experimental: na qual os alunos realizam experimentos, coletam dados, observam e
         analisam os resultados.
    • Pesquisa de campo: na qual serão realizadas atividades extra-classe, por meio da
         observação direta, utilizando entrevistas, questionários para coleta de dados para
         posterior análise.

          Seguindo o percurso da metodologia científica, os alunos e alunas atendidos na sala de
recursos de altas habilidades/superdotação poderão reconhecer a importância dos conhecimentos
adquiridos no ensino regular, aproximando-os da sua vida real e aplicabilidade de tais
conhecimentos no contexto social.




                                                                                                            111
OBJETIVOS A ALCANÇAR COM A UTILIZAÇÃO DO MATERIAL

   •   Formar o aluno pesquisador que no processo de investigar problemas da sua realidade por
       meio da metodologia de pesquisa científica, se aproprie do conhecimento organizado
       utilizando-o como instrumento intelectual que contribuirá para organizar os
       conhecimentos adquiridos.

   •   Desenvolver atitudes de investigação ao se apropriar da metodologia da pesquisa
       científica e do conhecimento culturalmente construído para a apropriação de novos
       conhecimentos e desenvolvimento de competências e habilidades para interagir com o
       meio social de forma autônoma e responsável.


   •   Estimular a produção do gênero literário, a partir da leitura dos diversos gêneros textuais,
       investigando as características e exigências para cada gênero, estimulando a formação da
       própria identidade textual.


METAS

            Espera-se que os alunos, a partir da sua teia de interesses, escolham o problema de
pesquisa que lhe seja viável investigar e possa se apropriar dos conhecimentos relativos ao seu
tema, além de participar das atividades exploratórias, que sejam acessíveis:

        •     O acesso às tecnologias da informação (acesso ao computador e internet) para
              viabilizar o trabalho de investigação dos alunos;
        •     O acesso a livros, revistas, jornais ou periódicos como fonte complementar aos
              recursos adquiridos por via internet, de modo que se desenvolva a habilidade da
              leitura e elaboração de idéias a partir das já existentes;
        •     O quadro branco em sala de aula para atividades exploratórias com a professora
              tutora;
        •     Revistas como Ciência Hoje e Super Interessante para aguçar a curiosidade dos
              alunos e alunas e fundamentar as pesquisas bibliográficas;
        •     A televisão de 29 polegadas para assistir filmes, documentários em uma tela maior e
              de melhor qualidade. Por meio destes recursos poderão ser realizadas atividades de
              exploração de objetos por meio de lupa eletrônica e apresentação de vídeos
              produzidos pelos alunos;



                                                                                              112
•     Data show para apresentação dos trabalhos dos alunos ao público de interesse.
              Lembrando que ao definir sua audiência ao educando é relevante oferecer os
              recursos midiáticos mais atuais, para que possam, ao mesmo tempo, desenvolver
              habilidades relativas ao manuseio com as novas tecnologias.

            Ao término dos trabalhos, tendo escolhido previamente a audiência, os estudantes
apresentarão seus resultados à comunidade escolhida para um posterior encaminhamento aos
órgãos (quando for o caso) para a solução dos problemas identificados.

            No caso das produções literárias, buscará sempre um veículo para a divulgação dos
trabalhos, seja por meio de publicação de livros ou divulgação por meio de jornal, banner, ou
exposições.

PÚBLICO ALVO

       O público alvo deste projeto são os alunos e alunas matriculados no Atendimento
Educacional Especializado para Alunos com Altas Habilidades/Superdotação de Sobradinho.

DESCRIÇÃO – AMBIENTES E RECURSOS MATERIAIS QUE JÁ POSSUEM

       A sala que atende alunos com interesses na área acadêmica e literária apresenta um
espaço físico de 20 m², com dois computadores ligados à rede de internet, mesas, cadeiras,
armário e alguns livros (a maioria defasado) em áreas do conhecimento de Ciências, História,
Geografia e alguns poucos títulos de literatura.

       Não possuímos um quadro-de-giz ou quadro branco, o que dificulta muito algumas
explorações e explicações de princípios científicos.


CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

       O projeto será executado por todo o ano de 2011 e demais anos.

CRONOGRAMA FÍSICO FINANCEIRO DO PROJETO (MATERIAIS)

                  Material                   Quantidade necessária       Valor unitário do material *
Revista Super Interessante                             2 anos          Total R$ 310,68
Revista Ciência Hoje para Crianças                     2 anos
National Geografhic Brasil                             A partir        R$ 176,88
Revista Literatura                                     2 anos          Total R$ 94,80


                                                                                              113
Revista Conhecer                                     2 anos           R$ 215,00
       Data show                                        1             R$ 2.300,00
       Lousa branca                                     1             R$ 280,00
       Computadores                                     3             R$ 1.200,00
OBS. Média de preços pesquisados na internet.


PLANO DE APLICAÇÃO DE RECURSOS

         Para alcançar os objetivos propostos serão proporcionadas aos alunos experiências
exploratórias gerais para identificação dos seus interesses e desenvolvimento das suas
habilidades, por meio das seguintes ações.


   •   Atividades de exploratórias de diversas áreas e temas de estudo, para escolher um deles e
       elaborar planos para desenvolver uma idéia.
   •   Elaborar a teia de idéias a partir de um tópico escolhido;
   •   Realizar atividades de pesquisa na área de conhecimento de interesse (pesquisar em
       livros, revistas, internet);
   •   Produzir relatórios de pesquisa, utilizando recursos do computador;
   •   Realizar atividades de aprendizagem em grupo ou individual com objetivo de investigar
       problemas reais;
   •   Realização de trabalhos coletivos a partir da exploração de um tema;
   •   A partir de estudos, produzir hipóteses, solução de problemas reais;
   •   Elaborar e melhorar um produto;
   •   Promover atividades que promovam o desenvolvimento da criatividade e manifestações
       artísticas: desenho; dramatização; produção textual.
   •   Fazer analogias;
   •   Imaginar, transformar e inventar;
   •   Visitas a museus, universidade, galerias, bibliotecas, etc;
   •   Promover oficinas: produção e criação textual de peças teatrais, fábulas, contos, crônicas
       e outros gêneros textuais; produção e criação de projetos na área cinestésico corporal e
       oficina de criação artística;
   •   Organização de grupos para construção de conhecimentos e propostas para a solução de
       problemas da comunidade;
   •   Promoção de atividades de lazer e recreação em contato com o meio urbano, rural,
       parques e praças;

                                                                                            114
•   Desenvolver atividades exploratórias do tipo I
        (exposições, conservatórios, museus, vídeos, etc )
   •   Desenvolver atividades de treinamento do tipo II
       (analisando, refletindo, inferindo, identificando e interpretando)
   •   Desenvolver atividades do tipo III:

   •   Apresentando trabalhos para a comunidade.

   •   Elaborando um produto a partir da produção de pesquisa, ou fruto de talento artístico.



LIVROS A SEREM ADQUIRIDOS PARA TRABALHAR COM OS ALUNOS

LIVROS PARA PESQUISA:

Enciclopédia da Natureza. Genevive Beccker. Editora Girassol
Guia dos Curiosos: Invenções. Marcelo Duarte. Editora Panda Books.
Albert Einstein. SEKSIK, LAURENT / JANOWITZER, REJANE L&PM EDITORES.
BARSA, Enciclopédia Digital.

LITERATURA

Amanhecer. Esmeralda Ferréz. Editora Objetiva.
Naná descobre o Céu. José Roberto Torero e Marcos Aurelius Pimenta. Editora Objetiva.
Nuno Descobre o Brasil. José Roberto Torero e Marcos Aurelius Pimenta. Editora Objetiva.
Parece mais não é. José Luiz Mazzaro. LGE Editora.
A casa. Vera Lúcia Dias. LGE Editora.
Clodoaldo: Pé-descalço. Solange de Azevedo Cianni. LGE Editora.
Quem é o centro do mundo? Clara Rosa Cruz Gomes. LGE Editora.
O Jipe Cangaceiro na Chapada dos Veadeiros. João Bosco Bezerra Bonfim. LGE Editora.
Deuses e Heróis: Mitologia para Crianças. Dad Squarisi. LGE Editora.
E se o mundo cair? Claudio Martins. Editora Dimensão.
Terra: pra que serve a Terra? Ana Claudia Ramos. Editora Dimensão.
A árvore que virou palito. Rosangela Quinaud. Editora Dimensão.
A borboleta cinza. Mário Vale. Editora Dimensão.

OBS. Os títulos acima são algumas sugestões, podendo ser substituídos por outros ou ampliado o
quantitativo.


                                                                                                115
BIBLIOGRAFIA:

Denise de Souza (Org.). A construção de práticas educacionais para alunos com altas
habilidades/superdotação. Brasília, Secretaria de Estado de Educação Especial, 2007.

FLEITH, Denise de Souza (Org.). A Construção de Práticas Educacionais para Alunos com
Altas Habilidades / Superdotação.Volume 1: Orientação a Professores. Brasília, Secretaria de
Estado de Educação Especial, 2007.

JÚLIO, Cristina Aparecida. MURARO Elvira. A Metodologia de pesquisa científica nas séries
iniciais do ensino fundamental. Campinas-SP. Disponível em: http://alb.com.br/arquivo-
morto/edicoes_anteriores/anais16/sem10pdf Acessado em: 22/04/11.

REIS, Linda G. Produção de monografia da teoria à prática: O método educar pela pesquisa
(MEP). 2ª.ed. Brasília: Senac-DF, 2008.




                                                                                        116
GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL
        SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO – DIRETORIA DE ENSINO ESPECIAL
                  DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE SOBRADINHO
           ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO AO ESTUDANTE COM
                       ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO
                CENTRO DE ENSINO FUNDAMENTAL 08 DE SOBRADINHO



                         OFICINA DE ARTES VISUAIS
                                   Sentir, Pensar, Fazer
                                                                      Prof. José Ivacy de Souza

Apresentação

        A arte por definição é o espaço para a construção da identidade e do autoconhecimento
para a ação estética e poética sobre o mundo em que se vive.
Assim, a sala de recursos de Altas Habilidades de Sobradinho, trabalha a relação entre as várias
inteligências para o contínuo estudo da história, do ambiente natural e urbano e das condições de
vida de nosso lugar. Através do exercício do olhar, da experimentação de materiais, pesquisas de
técnicas e mídias, para o desenvolvimento da capacidade expressiva e crítica, e construção da
auto-estima e sentimento de pertencimento social e cultural...

       Identificação do objeto: em anos anteriores concluímos por buscar conhecer nossa gente e
o nosso lugar, como forma de desenvolver a percepção e a capacidade de ação dos nossos
alunos, como base para a elaboração de imagens e produtos que representem nosso lugar e
nossas aspirações.

Justificativa
       A sala de Altas Habilidades trabalha a relação entre as várias inteligências para o estudo
continuado da história, do ambiente natural e urbano e as condições de vida de nosso lugar.

Objetivos

   •   Desenvolver um relacionamento entre crianças e jovens atendidos;
   •   Estimular o olhar e a capacidade criadora, através da experimentação de técnicas e
       materiais e mídias artísticas.

Metas

       Manter e melhorar as condições de trabalho destes alunos, possibilitando o acesso a
materiais e equipamentos para estudo e experimentações de linguagens;

Público Alvo
       Crianças e jovens da região, comunidade em geral através de exposições e apresentações
de resultados e produtos;


                                                                                            117
Descrição da sala
       Ambiente de aproximadamente 20 x 20 metros; área para pintura; armário para
bibliografias sobre arte e artistas; acervo de objetos e pinturas realizadas; arquivo para portfólios
dos alunos; jogo de xadrez; mesas e cadeiras.

Cronograma de execução
           (Ano letivo)

   •   Atividades de enriquecimento (Tipo 1)
   •   Experimentação de materiais e desenvolvimento de idéias (Tipo 2)
   •   Visitas ao patrimônio natural e cultural;
   •   Organização de expedições de trabalhos e produtos;

Cronograma físico-financeiro

Solicitar a abertura de licitação para obras e aquisição de materiais pela SEEDF

Plano de aplicação de recursos

    Solicitamos a aquisição de materiais e equipamentos que enriqueceriam as condições de
trabalho das crianças e jovens que atendemos:

   •   Blocos de papel canson A3
   •   Telas de tamanhos variados
   •   Pincéis finos e largos, redondos e chatos, em boa quantidade;
   •   Giz pastel de boa qualidade
   •   Lápis de cor aquarelável
   •   Tinta guache de boa qualidade
   •   Tinta a óleo- várias cores em boa quantidade
   •   Tinta acrílica de uso artístico em boa quantidade
   •   Tinta nanquim

       Equipamentos:

       1 máquina fotográfica digital
       1 filmadora
       1 computador
       1 impressora multifuncional




                                                                                                118
ARTISTAS
Augusto Matos, 16 anos, aluno do CEM 1 apresenta interesse por variadas formas de
conhecimento. Apresenta aqui um vídeo experimental sobre a gravidade do problema ambiental
em Sobradinho, no Parque Canela de Ema.

Antônio Lucas, 9 anos, aluno da EC11 gosta de desenhar situações curiosas com dinossauros,
baleias e cobras. Com massa de papel modelou vistas, áreas de um arquipélago.

Cristiano Neves, 18 anos concluiu o ensino médio, desenha e pinta cenas do lugar onde mora.

Daniel Alves, 13 anos estuda no CEF 8 gosta de manusear as cores, experimentar suas
possibilidades, realiza estudos sobre a figura humana na história da arte;

Ezequiel Gomes, 18 anos, estuda no CEd 3, pesquisa as cores e formas com interesse em
assuntos variados, aqui apresenta alguns estudos para retratos femininos;

Gleuber Rocha, 22 anos, é um construtor, apresenta um forte interesse pelos materiais e suas
possibilidades construtivas, lida com a tridimensionalidade e sonoridade dos objetos;

Helton Reis, 24 anos, estudante de Sistema de Informação, realiza estudos para arte digital e
experimenta as cores em construções matérias e abstratas;

Heloiza Kaena, 17 anos, estuda no CED 1, gosta de experimentar linguagens, estuda fotografia e
edição de vídeo. Apresenta aqui um vídeo experimental sobre a Vila Amaury, de onde veio uma
parte da população no início de Sobradinho, “A Atlântida do Cerrado”;

José Lucas, aluno do CEd 4, interessado em cultura japonesa, criou personagens em estilo de
Mangá a partir de colegas da cidade;

José Carlos Leal, 17 anos, aluno do CED 4, interesse por ilustrações de histórias em quadrinhos
e interesses diversos em Artes Visuais.

Jonathan Lins, 11 anos, aluno do CEF 8, interessado em desenho e pintura, realiza estudos de
cores e texturas dos animais.

Kennedy Monsuete, 20 anos, interessa-se pelo estudo das linguagens artísticas, trabalha com
formas e texturas, apresentam um estudo de cores e formas da água na Lagoa Canela de Ema em
Sobradinho;

Marcio Guimarães; 16 anos, estuda na Escola Global, tem desenvolvido um trabalho em arte
digital, apresenta um vídeo experimental sobre jovens de uma escola da periferia de Brasília com
seu cotidiano e cultura de rua.

Maycon Douglas, 17 anos, aluno do CED 4, experimenta formas variadas de expressão,
manuseia bem as possibilidades das cores. Apresenta uma série de variações sobre as cores e luz
na paisagem de Sobradinho;

Marina Rebello, 16 anos, aluna do Colégio La Sal Le, interessa-se por linguagens variadas,
realiza estudos para histórias em quadrinhos. Apresenta uma construção sobre o cabelo de uma
colega em sala;

                                                                                           119
Matheus Henrique, 14 anos, aluno da SEEDF, estuda o impressionismo e realiza pinturas sobre
a paisagem natural de Sobradinho;

Marcelo Santos, 18 anos, músico e artista plástico, com grande capacidade técnica realiza
retratos de personalidades da cultura brasileira;

Paulo Ricardo, 22 anos, muito envolvido pela cultura do renascimento, estuda técnica e temas
deste período. Realiza estudos de obras com pigmentos sólidos sobre suportes variados;

Thiago Dias, 18 anos, muito interessado nas formas humanas, realiza cenas onde experimenta
possibilidades das cores na pintura a óleo;

Thaís Costa, 21 anos, grande interesse pelo desenho, realiza estudos com as cores, para
realização de retratos sobre variados suportes;

Willian Wood, 21 anos, de interesse diverso, cria música eletrônica, produz pintura mural, busca
desenvolver uma identidade cultural através da pintura de animais humanizados;

Warley Rodrigues, 13 anos, aluno do CEF 08, observa as formas e experimenta as cores.
Apresenta alguns estudos sobre a obra de Ana Maria Pacheco;




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Proposta pedagógica 2011

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    CENTRO DE ENSINOFUNDAMENTAL 08 SOBRADINHO-DF PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO 2011 FEV/2011
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    SUMÁRIO Apresentação ------------------------------------------------------------- 3 Plano de Trabalho-------------------------------------------------------- 4 Introdução----------------------------------------------------------------- 6 Justificativa---------------------------------------------------------------- 7 Objetivos------------------------------------------------------------------- 9 Metas----------------------------------------------------------------------- 9 Estratégias----------------------------------------------------------------- 11 Avaliação------------------------------------------------------------------ 12 Cronograma--------------------------------------------------------------- 13 Dados de identificação--------------------------------------------------- 15 Missão---------------------------------------------------------------------- 16 Histórico da Instituição escolar----------------------------------------- 17 Diagnóstico---------------------------------------------------------------- 18 Histórico do diagnóstico da escola------------------------------------- 19 Objetivos------------------------------------------------------------------- 24 Princípios Norteadores--------------------------------------------------- 25 Princípios Epistemológicos--------------------------------------------- 25 Organização Administrativa-------------------------------------------- 32 Organização Curricular-------------------------------------------------- 32 Avaliação------------------------------------------------------------------ 35 Programas pedagógicos específicos----------------------------------- 37 Bibliografia---------------------------------------------------------------- 40 Anexos – Projetos-------------------------------------------------------- 42 2
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    APRESENTAÇÃO Este documento tem como finalidade apresentar as proposta de trabalho a ser desenvolvida no Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho (CEF08), cujo trabalho apóia- se na perspectiva de uma educação de qualidade, buscando, para atender esse objetivo, ações voltadas para melhores condições de trabalho; uma prática pedagógica em consonância com o contexto atual de modo a formar cidadãos críticos e conscientes do seu papel social; como também, a integração da escola com a comunidade, tendo em vista que a participação desta última torna-se primordial no desenvolvimento do cidadão que almejamos. Para compor a Proposta Pedagógica foi feito um novo levantamento do Histórico da Escola e Comunidade onde pudemos conhecer nossa clientela e os profissionais envolvidos por meio do Diagnóstico da Situação Presente. Traçamos objetivos e metas a serem alcançados durante o ano letivo baseado nos Princípios Norteadores que regem a Educação Pública do Distrito Federal. Contempla-se no conteúdo desta, a Organização Curricular, as Instituições Escolares a serem criadas, bem como, Projetos Especiais que poderão propiciar a contextualização e interdisciplinaridade das habilidades e competências a serem trabalhadas. Nessa jornada pedagógica destacamos a importância da integração do trabalho da sala de Recursos para Altas Habilidades (instalados em nossa escola) com o ensino regular, por considerarmos que neste trabalho específico, em integração com os professores dos demais componentes curriculares; pode-se fomentar nos educandos o interesse pela pesquisa e criação de conhecimentos necessários à vida cotidiana. Definimos os valores fundamentais em torno dos quais se constrói a escola os quais descrevem como esta Unidade de Ensino pretende atingir sua missão. As estratégias foram traçadas para englobar a maneira pela qual se pretende alcançar os objetivos. Em coerência com os pressupostos citados acima, propomos instrumentos que possibilitem um acompanhamento e controle que forneçam subsídios reais, concretos e adequados à comunidade do trabalho aos níveis de manutenção e redimensionamento da educação. A elaboração, aplicabilidade e o sucesso desta Proposta Pedagógica contaram com o empenho coletivo dos membros desta Instituição. Mas é de consciência dos que o produziram de que está aberto a todo e qualquer tipo de sugestão e encaminhamentos, contemplando, assim, o que consideramos ser essencial no processo educativo: o fazer e refazer das ações pedagógicas no “ritmo” do movimento da história. 3
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    PLANO DE TRABALHO I– IDENTIFICAÇÃO SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL REGIONAL DE ENSINO DE SOBRADINHO CENTRO DE ENSINO FUNDAMENTAL 08 DE SOBRADINHO ENDEREÇO: AR 03 ÁREA ESPECIAL 02 LT 04 ST. OESTE – SOBRADINHO II - DF NÍVEIS DE ENSINO: ENSINO FUNDAMENTAL – SÉRIES FINAIS • 5ª SÉRIE • 6ª SÉRIE • 7ª SÉRIE MODALIDADES DE ENSINO: EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) E ENSINO ESPECIAL APOIO PEDAGÓGICO: • ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL • SALA DE RECURSOS • EQUIPE DE APOIO À APRENDIZAGEM LOCALIZAÇÃO: URBANA 4
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    QUANDO A ESCOLAÉ DE VIDRO. QUANDO A ESCOLA É DE VIDRO Trecho do livro de Ruth Rocha Eu ia à escola todos os dias de manhã e quando chegava, logo, logo, eu tinha que me meter no vidro. É, no vidro! Cada menino ou menina tinha um vidro e o vidro não dependia do tamanho de cada um, não! O vidro dependia da classe em que a gente estudava. Se você estava no primeiro ano, ganhava um vidro de um tamanho. Se você fosse do segundo ano, seu vidro era um pouquinho maior. E assim, os vidros iam crescendo à medida que você ia passando de ano. Se não passasse de ano era um horror. Você tinha que usar o mesmo vidro do ano passado. Coubesse ou não coubesse. Aliás, nunca ninguém se preocupou em saber se a gente cabia nos vidros. E para falar a verdade, ninguém cabia direito. Uns eram gordos, outros eram muito grandes, uns eram pequenos e ficavam afundados no vidro, nem assim era confortável. A gente não escutava direito o que os professores diziam, os professores não entendiam o que a gente falava, e a gente nem podia respirar direito... A gente só podia respirar direito na hora do recreio ou na aula de educação física. Mas aí a gente já estava desesperado de tanto ficar preso e começava a correr, a gritar, a bater uns nos outros. 5
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    A METÁFORA DOVIDRO O hábito de ficar dentro dos vidros acaba se tornando cômodo para algumas crianças, elas se adaptam à forma do vidro e acabam se sentindo até desconfortáveis fora dele. Quanto mais elas se moldam ao vidro menos trabalho dá aos adultos. Outras, porém, sofrem porque são diferentes e esta diferença não é levada em conta; elas não recebem nenhum tipo de ajuda e de estímulo. Mas será que é isso que se quer do processo educacional? Todo mundo pensando igual e fazendo tudo igual? O vidro filtra o que o professor fala e também o que fala o aluno. A comunicação e, portanto as relações entre eles não são espontâneas. Ouvir é diferente de escutar ativamente, é muito diferente! Em se tratando de crianças e adolescentes, há que se fazer um esforço extra para entender exatamente o que eles querem dizer! Mesmo assim, com todo nosso esforço e atenção, quantas perguntas deixaram de ser formuladas e quantas outras deixaram de ser respondidas! As crianças que ficaram tempo demais dentro de vidros adoram as aulas de educação física. O corpo do aprendiz faz parte dele, é através do corpo que ele fala, que expressa seus sentimentos e que ele aprende. Assim há muitas maneiras de aprender e todas elas devem ser colocadas à disposição do aprendiz. Um dia teremos a revolução dos vidros, e a diferença, não mais a mesmice, será valorizada! A psicopedagogia lida essencialmente com a aceitação dessas diferenças, tentando entendê-las. É através da busca de novos caminhos que ela pretende dar um novo significado à aprendizagem. II – INTRODUÇÃO A apresentação deste documento tem por finalidade, viabilizar uma proposta de plano de trabalho a ser desenvolvida pelo Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho. Esta proposta deverá ser aperfeiçoada posteriormente por meio da participação efetiva de todos os segmentos da escola. Entende-se também que se deve considerar toda realidade e problemáticas enfrentadas pela comunidade. Os problemas de maior relevância em nossa comunidade são: a violência, evasão escolar, indisciplina e a repetência. Situado em local onde a exclusão social se manifesta de 6
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    modo mais acentuado,a escola não fica isolada deste contexto. Em geral, a solução proposta é o policiamento. Nem sempre esta solução é possível e quase nunca é eficaz, devido ao serviço deficiente oferecido pelo Estado. Ao contrário, muitas vezes ela apenas reforça a violência da situação. Mais que um caso de polícia, a violência nas escolas é um problema pedagógico. Situados neste desafio nos propomos a implantar projetos, buscar parcerias, fortalecer o planejamento coletivo e outras ações as quais darão suporte para a transformação da realidade. Vivemos numa sociedade democrática, onde educação e política estão intimamente relacionadas. Como educação é sistema e conseqüentemente é escola, cabe a esta, desenvolver um trabalho onde considere toda a legislação pertinente, sem deixar de lado as opiniões e experiências de toda comunidade escolar para a elaboração, execução e avaliação de um plano de trabalho, em busca de uma Escola Pública de excelência no exercício pleno da cidadania. Compete também a todos os funcionários em educação, o resgate do papel afetivo, social e cognitivo e também o resgate dos valores culturais, religiosos, cívicos e sociais. Todas as indicações apresentadas neste Plano de Trabalho serão discutidas, ampliadas e avaliadas por todos os segmentos da Escola, com o intuito de estabelecer um ambiente de democracia plena. “Informação, educação e cultura são alicerces de uma sociedade justa e desenvolvida, tanto no aspecto econômico, científico e tecnológico quanto social e humanístico... E o ponto de partida deste processo é o conhecimento...” III - JUSTIFICATIVA Em Fevereiro de 2001, foram iniciadas as atividades no Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho, como escola anexa ao Centro de Ensino Fundamental 07, em um prédio alugado situado na AR19 (COER), atendendo alunos do Ensino Fundamental (Séries iniciais e Finais). Posteriormente, no ano de 2005, com os recursos liberados por parte da Secretaria de Educação do DF, foi construída a edificação atual, situada na AR03, lote 04 Área Especial 02 Setor Oeste Sobradinho II. O que surpreendeu a comunidade local e que não aconteceu uma solenidade com os representantes governamentais da época, para a inauguração da nova sede. Foi reconhecido pela Portaria nº 43 de 20/02/2004, DODF Nº 37 P. 08 de25/02/2004 e teve como seu 1º diretor, nesta nova sede, o Sr. ADETÔNIO DO NATAL E SOUSA e vice-diretor o Sr. LAURINEY MORAES DE SOUZA. 7
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    A escola apósiniciar seu atendimento não passou por nenhuma reforma geral. Apesar de diversos problemas estruturais (inúmeras rachaduras) e manutenções periódicas, o prédio escolar se mantém em bom estado de conservação. A Unidade de Ensino tem uma comunidade muito variada, pois atende alunos das localidades da vila Rabelo, Morro do Sansão, Condomínios, Setor de Mansões, Minichácaras, zona rural e áreas residenciais de Sobradinho II. Essas regiões apresentam uma situação social e econômica definida, nelas residem pessoas menos favorecidas social e economicamente. Nossa clientela tem hoje, uma grande porcentagem de alunos que apresenta desajustes familiares e conseqüentemente, dificuldades de aprendizagem e problemas de disciplina. A situação presente mostra-se grave devido ao grande número de ocorrências diárias de brigas na maioria das vezes geradas por situações ocorridas fora da escola, falta de hábitos (os quais deveriam ser formados em casa), pouco compromisso dos familiares (impontualidade, não suprimento dos materiais escolares básicos) e evasão (por irregularidade na freqüência). Apesar destes fatos, apresentamos um número reduzido de repetência em comparação às demais escolas de Sobradinho II. Para o teórico inglês Basil Bernstein, a aprendizagem e a ação social fazem-se vital a orientação cognitiva e prática do homem, regulado, por um controle simbólico adquirido nas instituições pedagógicas oficiais e locais, tais como na escola e na família. Em síntese, a aprendizagem e o desempenho escolar para Bernstein, dependem primeiramente da inter-relação entre mãe e filho, e posteriormente, entre professor e aluno. Diante do exposto este plano de trabalho visa possibilitar, a todos os alunos, incentivo á permanência na escola; o aprendizado para a vida, privilegiando os valores humanos, cristãos e tecnológicos, contribuindo na formação de pessoas conscientes e éticas, comprometidas com a solidariedade e responsáveis em suas ações, capazes e criativos para enfrentar o mundo do trabalho; elevar o nível de aprendizagem e compreensão para desenvolver habilidades e dominar competências. 8
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    IV – OBJETIVOS • Elevar o índice geral de aprovação; • Reduzir o índice de evasão; • Desenvolver o hábito e o gosto pela leitura; • Proporcionar acesso a meios tecnológicos; • Estabelecer estratégias para aquisição e formação de hábitos e atitudes/valores; • Promover ações que busquem a integração da comunidade no contexto escolar; • Fortalecer e dinamizar o Conselho Escolar; • Favorecer a transparência na prestação de contas, relativas aos recursos repassados à Instituição Educacional, bem como daqueles diretamente arrecadados; • Oferecer instrumentos pedagógicos para a Avaliação Institucional; • Viabilizar maior espaço para o lúdico no ambiente escolar; • Desenvolver ações que favoreçam a melhoria dos hábitos de higiene pessoal; • Oportunizar aos alunos atividades extra-classe, onde possam vivenciar valores culturais; • Promover mecanismos que concretizem a integração dos alunos com necessidades educacionais especiais; • Reduzir a indisciplina dos alunos no ambiente escolar; • Conscientizar aos alunos sobre a importância dos recursos naturais e o ambiente em que vivem. V - METAS • Aumentar o índice de aprovação das séries finais em 10% ao final de 2011; • Diminuir em 10% a evasão escolar dos alunos do Ensino Fundamental e EJA; • Diminuir o número de atendimentos disciplinares dos alunos do Ensino Fundamental na direção em 15%, durante o ano letivo de 2011; 9
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    • Oportunizar aosalunos do Ensino fundamental (5ª, 6ª e 7ª séries) e EJA (1º Segmento) a leitura de no mínimo um livro por bimestre; • Promover a utilização dos computadores do laboratório de informática por professores e alunos das séries finais e EJA, no decorrer do ano letivo de 2011; • Resgatar valores, trabalhando mensalmente temas a serem definidos coletivamente; • Propor pelo menos duas atividades culturais durante o ano; • Promover reuniões ordinárias com a comunidade local para efetivar a função do Conselho Escolar; • Apresentar as contas e balancetes bimestralmente para apreciação da comunidade e aprovação do Conselho Escolar; • Utilizar os dois dias pré-definidos no calendário escolar de 2011 para avaliação e auto- avaliação de todos os segmentos da instituição; • Adquirir materiais esportivos e recreativos no decorrer do ano letivo de 2011, para o uso dos alunos das séries iniciais e finais; • Acrescentar em 10% os jogos pedagógicos da Ludoteca; disponibilizados aos alunos; • Trabalhar diariamente a formação de hábitos de higiene com todos os alunos das séries finais; • Realizar pelo menos quatro visitas com os alunos das séries finais e EJA, a locais que promovam cultura no decorrer do ano letivo de 2011; • Inserir todos os alunos com necessidades educacionais especiais nas atividades da escola no decorrer do ano letivo de 2011; • Desenvolver o senso crítico e a conscientização dos cuidados com o ambiente escolar e da comunidade em que residem em 2011. • Viabilizar com recursos dos Programas financeiros a construção do Centro Poliesportivo no ano letivo de 2011; 10
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    VI - ESTRATÉGIAS • Implantação e prosseguimento das políticas públicas de governo em consonância com a proposta pedagógica da unidade escolar; • Fortalecimento do planejamento coletivo garantindo os rumos, anseios, ideais que darão vida ao currículo; • Encontro de parcerias junto à comunidade e a Secretaria de Educação para garantir o intercâmbio entre escola e família; • Implantação juntamente com o MEC do projeto ProJovem (Iniciação de jovens às novas tecnologias); • Implementação do projeto de leitura com elaboração de oficinas literárias, promovendo concursos e eventos para fins editoriais ( Jornal Escolar, Blogs); • Oferecimento de ambiente especial que favoreça o desenvolvimento do prazer pela leitura e lazer; por meio de oficinas pedagógicas e sarau de literatura; • Promoção de encontros de interesse da comunidade envolvendo a Orientação Educacional; por meio de reuniões, questionários e entrevistas; • Realização de eventos para participação e integração da comunidade no contexto escolar; • Implementação de reuniões com os membros do Conselho Escolar oportunizando a efetiva participação dos mesmos no dia-a-dia da escola; • Estabelecimento de instrumentos eficazes de avaliação que meçam o desempenho de todos os segmentos da instituição educacional; • Aquisição de diversos materiais que possibilitem a valorização do lúdico como mediador no processo de ensino-aprendizagem, por meio da aplicação dos recursos financeiros; • Implantação de projeto pedagógico para permanente valorização de hábitos adequados de higiene pessoal e do ambiente, envolvendo todos os segmentos da instituição educacional; • Promoção de aulas-passeio a museus, teatro, cinema, órgãos públicos, etc; com a finalidade de favorecer a formação cultural dos alunos. • Envolver por meio de projetos pedagógicos todos os alunos com Necessidades Educacionais Especial nas atividades curriculares da escola; 11
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    • Promoção depalestras que valorizem a convivência social entre os alunos, visando à construção de regras disciplinares entre os alunos, através de jogos recreativos. O trabalho docente deverá atuar em prol da pedagogia de projetos; • Estruturação e execução de projetos ambientais contemplados na proposta pedagógica. VII - AVALIAÇÃO Buscando a excelência na qualidade da educação, objetivamos buscar a cada etapa do trabalho um feedback dos métodos e ações, instituindo em conjunto com todos os segmentos da Instituição Educacional mecanismos de avaliação pautados em instrumentos eficazes. O universo da avaliação escolar é simbólico e instituído pela cultura da mensuração, legitimado pela linguagem jurídica dos regimentos escolares, que legalmente instituídos, funcionam como uma vasta rede e envolvem totalmente a escola. (Lüdke; André, M. 1986) Avaliar exige, antes que se defina aonde se quer chegar, que se estabeleçam os critérios, para, em seguida, escolherem-se os procedimentos, inclusive aqueles referentes à coleta de dados, comparados e postos em cheque com o contexto e a forma em que foram produzidos. Para Hadji (2001), a passagem de uma avaliação normativa para a formativa, implica necessariamente uma modificação das práticas do professor em compreender que o aluno é, não só o ponto de partida, mas também o de chegada. Seu progresso só pode ser percebido quando comparado com ele mesmo: Como estava? Como está? As ações desenvolvidas entre as duas questões compõem a avaliação formativa. A função nuclear da avaliação é ajudar o aluno a aprender e ao professor, ensinar. (Perrenoud, 1999), determinando também quanto e em que nível os objetivos estão sendo atingidos. Para isso é necessário o uso de instrumentos e procedimentos de avaliação adequados. (Libâneo, 1994, p.204) A avaliação institucional contribui significativamente para que a Escola repense suas práticas administrativas, técnicas, educativas e sociais, ao mesmo tempo em que reflete o seu papel na sociedade como produtora e socializadora de um saber capaz de compreender e transformar a realidade. Uma instituição que se proponha viver um processo de Avaliação Institucional precisará planejar as etapas deste processo a fim de alcançar sucesso, sendo estas: preparação; 12
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    elaboração do projeto;de organização do processo; de condução do processo; resultados e informes; validação; plano de ações e tomada de decisões em uma lógica permanente. VIII – CRONOGRAMA O cronograma para a realização das atividades está descrito conforme quadro abaixo, podendo o mesmo sofrer alteração conforme a necessidade da comunidade escolar no ano letivo de 2011: Mês Atividades AGO MAR NOV ABR OUT JUN DEZ SET FEV JUL MAI Implantação e prosseguimento das políticas públicas de governo em consonância com a proposta pedagógica da unidade escolar Fortalecimento do planejamento coletivo garantindo os rumos, anseios, ideais que darão vida ao currículo. Encontro de parcerias junto à comunidade e a Secretaria de Educação para garantir o intercâmbio entre escola e família Implantação juntamente com o MEC do projeto ProJovem (Iniciação de jovens às novas tecnologias) Implementação do projeto de leitura com elaboração de oficinas literárias, promovendo concursos e eventos para fins editoriais (Jornal Escolar, Blogs) Oferecimento de ambiente especial que favoreça o desenvolvimento do prazer pela leitura e lazer; por meio de oficinas pedagógicas e sarau de literatura Promoção de encontros de interesse da comunidade envolvendo a Orientação Educacional; por meio de 13
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    reuniões, questionários e entrevistas. Realização de eventos para participação e integração da comunidade no contexto escolar Implementação de reuniões com os membros do Conselho Escolar oportunizando a efetiva participação dos mesmos no dia-a-dia da escola Estabelecimento de instrumentos eficazes de avaliação que meçam o desempenho de todos os segmentos da instituição educacional Aquisição de diversos materiais que possibilitem a valorização do lúdico como mediador no processo de ensino-aprendizagem, por meio da aplicação dos recursos Financeiros Implantação de projeto pedagógico para permanente valorização de hábitos adequados de higiene pessoal e do ambiente, envolvendo todos os segmentos da instituição educacional Promoção de aulas-passeio a museus, teatro, cinema, órgãos públicos, etc; com a finalidade de favorecer a formação cultural dos alunos. Envolver por meio de projetos pedagógicos todos os alunos com Necessidades Educacionais Especial nas atividades curriculares da escola Promoção de palestras que valorizem a convivência social entre os alunos, visando à construção de regras disciplinares entre os alunos, através de jogos recreativos. O trabalho docente deverá atuar em prol da pedagogia de projetos Estruturação e execução de projetos ambientais contemplados na proposta pedagógica 14
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    PROPOSTA PEDAGÓGICA -2011 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Dados da Mantenedora 1.1 Mantenedora Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal 1.2.Governador Agnelo Santos Queiroz Filho 1.3. Secretário de Educação Regina Vinhaes Gracindo Dados da Instituição Educacional 2.1 Nome da Instituição Educacional Centro de Ensino Fundamental 08 2.2 Endereço completo AR 03, Lote 04, Área Especial 02, Setor Oeste de Sobradinho II. 2.3 Telefone/Fax/e-mail 3901-8023 2.4 Localização Área Urbana 2.5 Diretoria Regional de Ensino Sobradinho 2.6 Data de criação da Instituição 25.02.2004 Educacional Publicação no Diário Nº 37, de 25.02.2004, na página 08. 2.7 Autorização: Deliberação do Conselho Port. Nº 43 de 20/02/2004 no DO.DF Nº 37 de25/02/2004, Estadual de Educação pag. 08 2.8 Reconhecimento: Deliberação do Port. Nº 43 de 20/02/2004 no DO.DF Nº 37 DE Conselho Estadual de Educação 25/02/2004, PAG. 08 2.9 Turno de funcionamento Matutino (7h30min às 12h30min), vespertino (13h às 18h) e noturno 19h às 23h). 2.10 Nível de ensino ofertado Ensino Fundamental 2.11 Modalidades de ensino/programas e 5ª, 6ª e 7ª séries. 1º segmento da Educação de Jovens e projetos especiais da Educação Básica Adultos. 2.12 Área total do terreno 1800m 2.13 Área construída 900m 2.14 Total de salas de aula 16 2.15 Laboratório de Informática 01 2.16 Sala de múltiplo uso 01 2.17 Sala de Leitura 01 2.18 Sala de Artes 01 2.19 Laboratório de Ciências 01 2.20 Sala de Reforço* 02 2.21 Sala dos Professores 01 2.22 Sala de Coordenação 01 2.22 Sala de Atendimento Para Altas 01 Habilidades 2.23 Quadra Poliesportiva 01 15
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    MISSÃO A Proposta apresentada visa apontar a escola como um espaço privilegiado da construção do saber, onde cada indivíduo envolvido tenha direito de interagir no processo de desenvolvimento e transformação dentro e fora do ambiente escolar. O Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho prioriza uma educação fundamentada nos princípios de liberdade e da qualidade de vida, conduzindo educandos e educadores ao exercício da cidadania. A nossa missão é alavancar ações que promovam a valorização do ser humano, que favoreça a construção do conhecimento contextualizado de forma que os educandos possam adquirir habilidades e competências fundamentais para o seu sucesso e desenvolvimento integral permitindo a compreensão para a construção de um mundo melhor. Para que isso ocorra o CEF08 baseia-se nos cinco pilares da construção do aprender (DELOR’S): aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a ser e aprender a aprender, pois partimos do princípio de que escola não é apenas um veículo para a formação acadêmica, mas é, também, um espaço para a formação de opinião, é um instrumento para o desenvolvimento do ser humano total que uma vez tendo acesso aos conhecimentos social e historicamente construídos possam desenvolver competências e habilidades permeadas pelo respeito aos direitos e deveres que estabelecem a vida cidadã. Nessa perspectiva, a escola tem como missão: • Estimular o desenvolvimento de competências e habilidades para a vida futura no que diz respeito à prática de atitudes positivas em relação a si mesmo, ao próximo, ao meio ambiente e a uma carreira de estudos posteriores e profissionais. • Proporcionar experiências na escola as quais permitam aos educandos a relação com os fatos reais da comunidade no que diz respeito aos aspectos políticos, sociais, econômicos, culturais, éticos e morais que vivenciam. • Instigar os alunos a refletirem e a se posicionarem sobre os fatos atuais de interesses locais, nacionais e mundiais. • Compartilhar, de forma contextualizada, os conhecimentos científicos e culturais já construídos pela humanidade. • Estimular a formação da consciência autônoma, crítica e reflexiva dos educandos. 16
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    Proporcionar o desenvolvimento do espírito investigador e científico dos alunos e a buscarem a integração dos conhecimentos adquiridos na utilização da vida prática, na solução de problemáticas que possam apresentar na comunidade. • Buscar favorecer espaços de diálogo e convivência para que o aluno possa valorizar a própria cultura, vivenciar e respeitar as diversidades étnicas e culturais dos demais, como também buscar a superação a qualquer tipo de discriminação. O CEF08 tem a finalidade de atender o disposto na Constituição Federal de 1988, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Nº 9394/96, e no Estatuto da Criança e do Adolescente, ministrar a educação fundamental, observando a base curricular a legislação e as normas aplicáveis aos segmentos nesta Instituição atendidos: Ensino Fundamental – 5ª, 6ª e 7ª séries; Educação de Jovens e Adultos – 1º Segmento e, ainda, ao que dispõe sobre o atendimento no Núcleo de Atendimento de Altas Habilidades/Superdotação (NAAH/S). HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO EDUCACIONAL Em 2001, demos inicio as atividades desta Unidade de Ensino, como Centro de Ensino Fundamental, localizado na AR 19. Posteriormente, em 2002, houve uma transição, onde vários funcionários foram designados para assumirem a Escola Classe 14, que também recebeu vários alunos desta escola. Surgiu, assim, com funcionários e alunos remanescentes, o Centro de Ensino Fundamental 08. Durante esse período a escola funcionava em prédio alugado na AR 11, Área Isolada 01, Setor Oeste de Sobradinho, enfrentando grandes dificuldades tanto estruturais quanto problemas com a segurança da comunidade escolar. Mas é relevante relembrar que a comunidade se mobilizou para reivindicar melhorias estruturais e pedagógicas. Foi no ano de 2002, por exemplo, que alunos e alunas, professoras e professores, mães e pais, servidoras e servidores fizeram uma campanha de arrecadação de livros e assim ampliou o acervo da sala de leitura, muito precário na época. Após três anos neste local, fomos contemplados com uma sede própria em fevereiro de 2005. Um prédio totalmente novo, com várias dependências e muito bem estruturado, mudando de forma acentuada nossas perspectivas para o atendimento pedagógico de nossa comunidade escolar. 17
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    Mas as buscaspor melhorias estruturais continuaram, e mais do que nunca, voltadas para a aquisição de recursos tecnológicos como: computadores para o laboratório de informática, informatização da sala de leitura, data show, aparelhos portáteis de som, aparelhos de DVDs (estes voltados para o enriquecimento do trabalho pedagógico); adquirimos, também, um sistema de segurança com alarme e câmera. Desde o ano de sua fundação que a Proposta Pedagógica vem sendo construída e propondo estratégias para a construção de uma escola dinâmica e em sintonia com o que a nossa comunidade exige. Sendo assim, o fazer pedagógico, a construção do conhecimento e a função social da escola, requer uma reflexão contínua por parte de todos os envolvidos no processo educativo. Reflexão esta baseada no exercício pedagógico cotidiano, tendo por base os referenciais teóricos voltados para uma práxis comprometida com uma escola pública de qualidade. Daí a necessidade de informatizar a escola; estimular a pesquisa por parte dos alunos; incentivar a formação continuada dos professores e professoras; investir em ações que promovam a interação da família na escola; desenvolver atividades de integração entre alunos e professores, no sentido de também promover a satisfação de ambos no ambiente escolar e de trabalho, respectivamente; e a avaliação em todas as ações desenvolvidas. DIAGNÓSTICO O centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho atende a uma clientela, do ponto de vista cultural, bem diversificada, levando-se em conta que boa parte da população de Sobradinho II é oriunda de diversas localidades do DF e de outros estados brasileiros. Do ponto de vista socioeconômico, pode-se constatar que o perfil das famílias apresenta baixo poder aquisitivo, sendo assim, os alunos enfrentam problemas de toda ordem como desemprego dos pais, a baixa escolaridade destes, acarretando na falta de acompanhamento dos mesmos na realização das atividades extraclasse dos seus filhos. Apresentam, também, baixo poder aquisitivo, uma vez que se observa que a maioria das famílias são assistidas com os benefícios dos programas assistenciais do governo Federal e Distrital, fazendo destas as únicas rendas da família. Observa-se, ao mesmo tempo, que há indícios de desestrutura familiar da maioria dos lares dos alunos, refletindo nos desvios de comportamento e no processo de aprendizagem dos educandos. A escola atende alunos de bairros circunvizinhos que para terem acesso ao CEF08, utilizam transporte coletivo ou o escolar, mantido pela SEDF. Boa parte destes alunos reside em condomínios, vilas e chácaras das proximidades. 18
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    Observa-se, pelo históricode matrícula, que há uma relevante rotatividade no número de alunos matriculados, sejam: oriundos de outros estados (principalmente do Goiás, Minas Gerais e dos estados da região nordeste do Brasil); ou que pedem transferências para outras escolas (geralmente por motivo de mudança da família para outra cidade). Os professores desta escola, em sua maioria, são conscientes da realidade da vida dos alunos, e buscam ações que possam vir a ajudar essa clientela, não só do ponto de vista do desenvolvimento cognitivo, mas também do ponto de vista social. Orientam as crianças e jovens a trilharem um caminho com vistas à superação das problemáticas, utilizando a escola como um instrumento de ascensão social. Os educadores buscam ações pedagógicas que destaque o respeito, considerando as individualidades e trabalhando o resgate ou a construção da auto-estima dos educandos. HISTÓRICO DOS DIAGNÓSTICOS DA ESCOLA Durante a semana pedagógica, com base em diagnósticos anteriores, os professores elaboraram o presente relato, no qual foram detectadas deficiências, quanto à leitura, escrita, produção de texto e raciocínio lógico matemático dos educandos e os aspectos formativos, quanto ao comportamento, atitudes. Entre outros, foram abordados questões do ponto de vista da organização do trabalho administrativo e pedagógico: DIAGNÓSTICO DE 2005, APRESENTADO EM REUNIÃO PEDAGÓGICA DE 2006. Aspectos positivos apontados pelos professores: • A aquisição de recursos pedagógicos para a escola; • A presença do Diretor em sala de aula para conversar com os alunos em situações de desvio de comportamento. • A flexibilidade da direção ao fazer acordos de trabalho com o corpo docente. • As novas instalações da escola como um fator de mudança positiva para o desenvolvimento das atividades pedagógicas como salas ventiladas e bem iluminadas, quadro de giz de boa qualidade, espaço para realização de atividades diversas (sala de multiplouso), quadra adequada para a realização de Educação Física, etc. 19
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    Aspectos Negativos • A falta de um coordenador pedagógico • Evidenciou-se falta de sintonia entre os membros da direção. • O fato de deixar assuntos pendentes, discutidos em coordenação, pelo fato dos diretores não estarem na reunião pedagógica. • A falta de interação e participação dos professores na concretização dos projetos da escola. • Falta de controle da disciplina em sala de aula por parte de alguns professores. Sugestões • Discutir, em reunião pedagógica, como ponto de partida para buscar soluções para os problemas que interferem no fazer pedagógico da escola. • Buscar ponto de equilíbrio entre os componentes da escola • Maior interação entre os componentes da direção. • Maior envolvimento dos professores nos projetos pedagógicos. • Que o coordenador não trabalhe como professor substituto. • Dar maior autonomia ao assistente pedagógico na ausência do diretor. • Cumprimento das regras pré-estabelecidas por professores/direção. • Fazer reuniões mais objetivas, no sentido de não deixar assuntos pendentes. ANO 2006/2007 Desde 2002, o CEF08 vem traçando propostas de ações que visam contemplar as expectativas de todos os segmentos da comunidade escolar. Em reunião pedagógica, na avaliação do próprio trabalho os professores destacaram alguns fatores a serem considerados na avaliação geral dos alunos: • A escola recebe alunos de 3ª série provenientes das escolas vizinhas. Em diagnóstico inicial observou-se que as habilidades de leitura, interpretação e escrita, bem como as de raciocínio lógico-matemático e de coordenação motora fina estão abaixo do esperado para a série. 20
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    Recebem alunos para a 5ª série provenientes, também, de escolas classe vizinhas e da área rural (este último em número bem reduzido); • Os alunos da 5ª série apresentam dificuldades de adaptação à dinâmica dos horários de aula, bem como, dificuldades em leitura, interpretação e em matemática; • Foi observado que os alunos, principalmente das 3ª séries apresentavam dificuldades na adaptação quanto às normas e à organização da escola. • Dificuldades de relacionamento de alunos/alunos ou alunas/alunas e vice-versa; • Tendência de alguns alunos a depredarem o patrimônio escolar. Com base nessas reflexões e nas conversas com os alunos no dia-a-dia, ou observando-os nas atividades pedagógicas e avaliações os professores e direção detectaram: 1) Fatores que podem ter contribuído para o rendimento insatisfatório dos alunos: • A falta ou o pouco acompanhamento dos familiares na educação escolar dos seus filhos; • As habilidades de leitura, interpretação e raciocínio lógico dos alunos incompatíveis com a série que se encontravam; • Falta de motivação dos alunos e professores; • Número excessivo de alunos por sala; • Recursos humanos insuficientes no apoio aos alunos para atividades na sala de leitura; • A insuficiência de títulos para pesquisa na sala de leitura; • A inviabilidade de um projeto de leitura com um profissional da área de Língua Portuguesa; • Desvio de comportamento dos alunos; • O não cumprimento de atividades extra-classe por parte dos alunos; 2) Habilidades diagnosticadas abaixo do esperado • Leitura e interpretação; • Raciocínio lógico matemático; • Pouca abstração em situações problema, envolvendo questões matemáticas; • Dificuldades para resolução das quatro operações matemáticas; • Diferenciar e produzir tipos diversos de textos; • Restrições ortográficas; 21
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    Depois das reflexões,anteriormente citadas, o corpo docente, núcleo pedagógico e a direção da escola citaram algumas propostas de trabalho que possam melhorar o desempenho dos alunos, tornar o espaço escolar mais agradável e melhorar a convivência: • Desenvolver projetos que estimulem a leitura e valorizem a utilização e conservação da sala de leitura; • Estimular a criação textual e dramatizações; • Atividades que estimulem o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático (jogos como dama, xadrez) • A utilização do laboratório de Ciências; • Projetos no laboratório de informática que incentivem a pesquisa e o desenvolvimento do raciocínio lógico e crítico reflexivo; • Continuar incentivando a prática dos torneios interclasse (com jogos diversos); • Comemorar a semana do estudante e das crianças; • Desenvolver competências e habilidades de modo que os conteúdos sejam associados à vivência dos alunos, trabalhados criticamente; • Incentivar a participação dos alunos na conservação e manutenção da escola, do patrimônio, por meio de atividades lúdicas, da feira cultural, das ações da Agenda 21 na escola e do debate do Regimento Escolar; • Incentivar a valorização de todos os segmentos da escola. • Ações que promovam a satisfação dos professores no trabalho; • Desenvolver projetos para a formação de valores; • Promover ações solidárias (projeto idoso); • Promover passeios educativos (museus, teatro, zoológico, etc) • Promover a integração das turmas da escola com as atividades desenvolvidas pelos professores das salas de Altas Habilidades e Superdotação; • Reunião bimestral com os professores dos dois turnos para avaliar o trabalho desenvolvido. 22
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    DIAGNÓSTICO DE 2006,APRESENTADO EM REUNIÃO PEDAGÓGICA DE 2007. Aspectos positivos: • Na avaliação geral, evidenciou-se que o trabalho pedagógico melhorou por ter o suporte de coordenadores como facilitadores dos trabalhos junto aos professores; • Suporte pedagógico melhorou quanto à aquisição de recursos materiais; • O aspecto administrativo foi considerado muito bom, com destaque para a aquisição de recursos materiais e manutenção; • Bom relacionamento entre os profissionais; • Direção sempre prestativa quando solicitada. • Melhoria no lanche dos alunos. • Melhoria do estacionamento com a aquisição da tela de proteção Aspectos negativos • Consideraram que houve uma maior centralização dos aspectos pedagógico somente com o núcleo pedagógico da escola (assistente pedagógica e coordenadoras) e pouca participação dos diretores nas reuniões pedagógicas; • Limpeza precisa melhorar, principalmente os banheiros; • Número insuficiente de funcionários da secretaria; • Falta de professores com carga horária de 40 horas semanais para a sala de leitura para os turnos matutino e vespertino. DIAGNÓSTICO DOS ANOS LETIVOS DE 2007, 2008, 2009 e 2010. • Evidenciou-se melhora considerável no processo pedagógico como um todo, devido ao investimento na formação continuada dos professores, pela utilização dos recursos tecnológicos disponíveis, pelo bom aproveitamento das horas de coordenação pedagógica para o planejamento das atividades. • Como aspecto positivo foi ressaltado, também, o envolvimento e compromisso de todo o corpo docente na participação dos projetos previstos na proposta 23
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    pedagógica e adisponibilização por parte da Diretoria de Regional de Ensino de Sobradinho de um professor para ministrar as aulas de Dependência de Matemática. • Observou-se que as habilidades relativas à leitura e ao desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático, bem como o desenvolvimento de um projeto “disciplinar” devem ser as prioridades dos projetos da escola; • Foi passado como aspecto negativo o pouco envolvimento das famílias no acompanhamento aos educandos quanto à atenção aos mesmos na realização das atividades extra-classe, bem como quanto ao comparecimento dos mesmos nas reuniões ou quando solicitados na escola; observou-se que o rendimento acadêmico e o comportamento dos alunos cujos pais são mais presentes na escola, seus resultados são melhores. Para os anos letivos de 2010 e 2011, daremos prioridade aos projetos que desenvolvam as habilidades de leitura, interpretação e o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático e a integração da escola/família. Para tanto será necessário à revitalização do espaço da quadra Poliesportiva, integração de alunos do ensino especial às atividades do ensino regular, o desenvolvimento do projeto de leitura, estimular a aplicação do projeto de xadrez. Quanto à integração da família com a escola e os problemas “disciplinares” dos alunos, esperamos alcançar êxitos com a participação do SOE e com a busca de parcerias externas seja oferecendo palestras à comunidade ou alternativas que possam estar em consonância com a demanda da comunidade escolar. OBJETIVOS Geral: • O Centro de Ensino Fundamental 08 baseia sua ação educativa nos objetivos dos princípios da universalização de igualdade de acesso, permanência e sucesso da obrigatoriedade da educação básica e da sua gratuidade. 24
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    Contribuir para a construção de uma escola dinâmica, como um espaço cultural de socialização e desenvolvimento do educando, uma escola inovadora e comprometida com a formação de cidadãos capazes de agir e transformar sua realidade, visando o bem estar da coletividade, preparando-os para praticar o uso da cidadania, cumprindo seus deveres e exercitando seus direitos. Específicos • Conscientizar o aluno da importância da escola para sua vida; • Compreender o indivíduo como cidadão político e social, com direitos e deveres, adotando atitudes responsáveis para si e para os outros; • Criar situações de aprendizagem onde o aluno busque trabalhar de forma autônoma, sem discriminação e valorizando as diferenças, sejam elas de qualquer natureza; • Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva em todas as situações sociais existentes, sendo capazes de tomar decisões, formular opiniões e realizar-se como cidadãos; • Fortalecer os vínculos escola/comunidade, os laços de solidariedade humana e convivência harmônica recíproca para o pleno exercício do bem estar individual, coletivo e social. • Criar situações para que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, pesquisa, utilização de recursos e técnicas de elaboração e organização de informações necessárias à construção do seu conhecimento; • Trabalhar numa perspectiva interdisciplinar, onde o aluno seja capaz de relacionar teoria e prática com aplicações no cotidiano, contemplando os temas transversais; • Desenvolver a capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de competências, habilidades e a formação de valores e atitudes positivos; • Promover a valorização do professore, enquanto profissional e agente transformador da realidade sócio-cultural da comunidade local. 25
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    PRINCIPIOS NORTEADORES A educação é um processo dinâmico e deve acompanhar a evolução dos tempos modernos para que não se torne obsoleta e deixe de cumprir o seu importante papel na formação do cidadão crítico e participativo no que diz respeito às questões políticas, sociais e culturais. Com base nessas considerações, adotaremos como princípios norteadores: • A lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB) (Lei nº 9394/96); • Os Parâmetros curriculares Nacionais (PCN); • O Parecer nº 04 da Câmara de Educação Básica referente às Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental; • A Proposta Pedagógica das Escolas Públicas do Distrito Federal; • O Currículo da Educação Básica do Distrito Federal e os • Quatro Pilares da Educação – UNESCO. I – Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (Lei nº9394/96) A LDB aprovada em 20 de dezembro de 1196 consolida e amplia o dever do poder público para com a educação em geral e em particular para com o ensino fundamental, assegurando aos educandos “a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhes meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”, fato que confere ao ensino fundamental, ao mesmo tempo, um caráter de terminalidade e de continuidade. II – Parâmetros Curriculares Nacionais Os Parâmetros Curriculares Nacionais constituem um referencial de qualidade para a educação básica em todo o país. Sua função é garantir o respeito às diversidades culturais, regionais, étnicas, religiosas e políticas que atravessam uma sociedade múltipla, estratificada e complexa. O conjunto das proposições expressa nos PCN’s, respondem às necessidades de referenciais a partir dos quis o sistema educacional do país se organize para que a educação possa atuar, decisivamente, no processo de construção da cidadania. 26
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    III – DiretrizesCurriculares Nacionais (parecer º 04 da Educação Básica) As Diretrizes Curriculares Nacionais (29/01/1198) são conjuntos de definições doutrinárias sobre princípios, fundamentos e procedimentos na Educação Básica, que orientarão a escola na organização, na articulação, no desenvolvimento e na avaliação de sua Proposta Pedagógica. IV – Proposta Pedagógica das Escolas do Distrito Federal A política da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal se alicerça no compromisso de ter como centro de interesse o aluno, levando em consideração suas experiências e acrescentando novas aprendizagens significativas e contextualizadas. O C.E.F. 08, com base nestas considerações, se compromete em criar condições para que o aluno, além disso, goste da escola; sinta que é respeitado, para poder respeitar; sinta que é estimulado em suas capacidades; possa se expressar e se manifestar com confiança. V – Currículo da Educação Básica das Escolas Públicas do Distrito Federal O Currículo das Escolas Publica do Distrito Federal é um documento compatível com “um novo tempo da educação”. A elaboração desse currículo pressupõe o respeito a alguns princípios básicos e importantes para o alcance dos objetivos traçados pelo C.E.F. 08 de Sobradinho. • Principio da Interdisciplinaridade – Trata os componentes curriculares de forma integrada para que ao aluno entenda um mesmo fenômeno, sob diferentes pontos de vista. • Princípio da Contextualização – Tem como ponto de partida a experiência dos educandos, o contexto onde estão inseridos, gerando a partir daí as aprendizagens significativas. • Valores e atitudes – Permeiam o currículo em sua totalidade. São determinantes no que diz respeito à conduta e a postura do educando em relação a si próprio. Neste contexto, no planejamento das atividades docentes do C.E.F. 08, incluem-se as estratégias que favoreçam a formação de valores e atitudes em seus alunos. • O desenvolvimento de competências – Compreende a capacidade dos alunos em executar ações e operações mentais que atuem junto aos 27
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    conhecimentos e experiênciasadquiridas, desenvolvendo habilidades, isto é, o saber fazer. • Avaliação – Deve ser centrada nas aprendizagens significativas e no progresso do aluno. Essa avaliação deverá caracterizar-se como diagnóstica, processual, contínua, cumulativa e participativa. VI – Os Quatro Pilares da Educação - UNESCO O relatório de Jacques Delors, publicado pela UNESCO em 1996, depois de muitas discussões, chegou a conclusão de que pelo menos quatro eixos fundamentais deveriam nortear a educação no século XXI: • Aprender a apreender; • Aprender a fazer; • Aprender a conviver juntos; • Aprender a ser. Esses quatro pilares estão presentes na filosofia do C.E.F. 08 de Sobradinho, pois contribuem para a melhoria da qualidade da educação e abrangem o ser dos aspectos cognitivo ao ético, do estético ao técnico, do imediato ao transcendente. PRINCÍPIOS EPISTEMOLÓGICOS A escola insere-se em um contexto no qual às mudanças são constantes e ocorre em um ritmo cada vez mais acelerado, cujas características são determinadas pelos avanços tecnológicos, pelas informações, tendo como veículos de propagação as diversas mídias, em especial a televisão (por ser este o recurso tecnológico dos mais acessíveis à grande maioria das pessoas). É também marcado pelo apelo ao comportamento empreendedor, pensamento criativo, poder de iniciativa e de decisão, ao desenvolvimento do raciocínio crítico e reflexivo, enfim, exigindo das pessoas uma visão do todo, em se tratando de uma realidade globalizada. Nesse contexto, a escola, testemunha de uma grande contradição social e econômica (em nível de Brasil) como também dos conflitos políticos, econômicos e culturais mundiais, questiona- se como desenvolver a prática educativa que possa corresponder às necessidades desse contexto? Um modelo de escola em que predomina a visão de transmitir conhecimentos, alheia aos fenômenos naturais de mudanças e construções de novos valores sociais, nega também a construção do saber, pois não existe conhecimento sem a consideração do meio e as 28
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    interferências que elepromove no processo ensino e aprendizagem. A este tipo de posicionamento da escola, Morin (2000, pg.13), atribui as “cegueiras do conhecimento”: o erro e a ilusão, em que critica o conhecimento fragmentado, descontextualizado. “A era planetária necessita situar tudo no contexto e no complexo planetário. O conhecimento do mundo como mundo é necessidade ao mesmo tempo intelectual e vital (...) Para articular e organizar os conhecimentos e assim reconhecer e conhecer os problemas do mundo é necessário a reforma do pensamento” (Id. Pg. 35). A educação passou por várias mudanças no decorrer dos tempos. Novos rumos eram traçados, quando colocados em questão os aspectos relacionados ao processo ensino e aprendizagem. Quando estes não iam bem quanto a sua intenção e eficácia, novas formas de atuação da escola eram buscadas. Hoje se percebe essa busca como um processo dinâmico no contexto escolar, busca pautada nas exigências do contexto atual, fundamentada nos princípios da educação de qualidade, motivadora e que além de despertar o interesse do educando, permita-lhe satisfação pessoal na busca da própria formação. Essa busca por melhorias, é um esforço que deve ser coletivo e isso implica na quebra paradigmática de um conjunto de ações relacionadas à prática educativa. De acordo Lück (1995) não basta mudar um ou outro aspecto da ação educativa, tendo em vista seus resultados isoladamente, sugere que se deve rever a visão conjunta de todos os aspectos orientada pelo seu paradigma. Essa mudança, ainda segundo a autora, implica em ações correspondentes, interativa e interdisciplinar, as quais devem ser orientadas pela visão conjunta de seus desdobramentos. Lück afirma que o mundo oferece uma gana de possibilidades aos educandos e a escola trabalha orientada de acordo a ótica convencional e pragmática, às vezes até mostrando a realidade, mas sem permitir tocá-la ou experimentá-la, e, nesse caso, estará referendando a proposição de vitrine e explicando o mais e o maior pelo menos, e o menor. É justamente essa condição que torna o processo ensino e aprendizagem, desmotivador, enfadonho e irrealistico para o aluno. Partindo desse pressuposto podemos identificar que um dos inimigos da prática educativa reside na ótica reducionista e fragmentada do conhecimento. “Para que a educação se transforme em um processo estimulante de formação do aluno e promotor de aprendizagens significativas é necessário adotar uma ótica que esteja em acordo com os fundamentos e princípios de que o papel da educação é o de levar o aluno a conhecer o mundo e a conhecer-se no mundo de modo participativo e atuante como sujeito desse processo” (Id. 1995). Segundo Morin (2000), a reforma do pensamento, da educação é uma questão paradigmática. 29
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    “A esse problemauniversal confronta-se a educação do futuro, pois existe inadequação cada vez mais ampla, profunda e grave entre, de um lado, os saberes desunidos, divididos, compartimentados e, de outro, as realidades ou problemas cada vez mais multidisciplinares, transversais, multidimensionais, transnacionais, globais e planetários”. (Id. Pg. 36). Para que o conhecimento seja pertinente, a educação deverá tornar evidente: o contexto, o global, o multidimensional e o complexo, ainda na visão de Morin. A interdisciplinaridade não representa o remédio para todos os males da educação. Ela corresponde a uma ótica que deve ser refletida sempre, é uma orientação para um trabalho que possibilite renovar a motivação de professores e alunos. Trabalhar orientado pelo foco da interdisciplinaridade requer, por parte dos educadores a visão de que a finalidade do ensino não é só a de transmitir conhecimentos, ela vai além, pois é de responsabilidade da escola a formação do ser humano para a vida, para que ele seja capaz de tomar iniciativas e decisões para a resolução de problemas, que lhe possibilite o conhecimento científico para a compreensão da realidade, permitindo-lhe condições para dela participar. Atuar numa proposta interdisciplinar defende Lück (1995), exige visão ao mesmo tempo aberta, abrangente e de futuro, que permita ver o todo em projeções futuras, perspectiva interativa, capacidade de ação como sujeito dos processos sociais. A autora exemplifica que no caso da educação, deve-se ter clara uma imagem da dinâmica da escola, de si próprio nessa escola e nessa dinâmica, de seu trabalho, de seus resultados, de seus alunos, de hoje e daqui a alguns anos; ressalta que se deve procurar compreender as diferenças culturais dentro da escola e a sua interatividade na prática pedagógica e na formação da sua dinâmica; que o professor deve perceber-se como um agente capaz de promover transformações na vida do educando e da própria escola e tudo isso demanda uma visão conjunta e interativa com o meio. A prática interdisciplinar não é obtida estabelecendo relações entre conhecimentos considerados de modo desvinculado da realidade que representam. A problematização e a resolução de problemas constituem a base da prática interdisciplinar e a construção de conhecimentos se dá a partir de estágios de maturação de consciência. Daí resulta a construção da consciência pessoal globalizadora, capaz de compreender complexidades cada vez mais amplas. (LÜCK, 1995). O Referencial Curricular da Educação Básica do Ensino Fundamental – anos iniciais e finais - das Escolas Públicas do Distrito Federal privilegia construção de competências e habilidades e aponta a necessidade de se trabalhar os Temas Transversais, defendendo uma aprendizagem significativa e interdisciplinar. 30
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    “A escola estáinserida num contexto social no qual atua, modifica e do qual sofre influências; ela não pode fugir às discussões relativas a essa sociedade: é necessário que trate das questões que interferem na vida dos alunos e com os quais eles se vêem confrontados no seu dia-a-dia”. (...) “Uma orientação didático- pedagógica pertinente é a indicação da pedagogia de projetos para se trabalhar os Temas Transversais, pois ela não só considera as necessidades dos alunos como também edifica a aprendizagem a partir de um contexto significativo e da interdisciplinaridade”. (DISTRITO FEDERAL, BRASIL, 2002). Nessa perspectiva, o Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho, busca uma ação educativa centrada na construção de aprendizagens significativas e o desenvolvimento de competências, norteando-se pelos princípios éticos e morais em que estão consolidadas as relações sociais, as do mundo do trabalho e as de convivência com o meio ambiente, numa abordagem interdisciplinar dos temas já previstos no Currículo do Ensino Fundamental das Escolas Públicas do Distrito Federal. A atenção dessa unidade de ensino está na formação do ser humano, para que possa enfrentar os desafios emocionais e profissionais que encontrará ao longo da vida. Por isso é tão importante trabalharmos valores como respeito, esperança, solidariedade, justiça, amizade, honestidade, união, dedicação e a vontade de aprender e de construir um mundo de paz. A escola não é colocada aqui apenas como um espaço formal de aprendizagem, mas sim onde se adquire o conhecimento por meio de experiências vividas. Nosso objetivo, portanto, é educar para a vida, fazendo com que o aluno cresça em todos os sentidos. Os educadores desta escola se empenham tanto em construir conhecimentos, quanto em ensinar valores que são a base para que, no futuro, o aluno seja um adulto feliz, capacitado e consciente de seu papel na sociedade. Trabalha-se com o foco na descoberta do potencial do aluno e, em contrapartida, atende ao desenvolvimento de estratégias eficazes de aprendizagem dos alunos com defasagens (dificuldades de aprendizagem) ou com altas habilidades, adotando o portfólio como recurso para diagnóstico. Neste sentido, a integração com a sala de recursos para altas habilidades torna-se essencial para a aplicação do Modelo de Enriquecimento Escolar, no qual a escola torna-se um lugar de descoberta de talentos. (Renzulli, 1997). (Projeto em anexo) Para alcançar os objetivos propostos, o estudo das diversas áreas do conhecimento tem como acepção o desenvolvimento de habilidades tais como: de criar, de refletir, de construir, de aprender, de participar, de expressar e, principalmente de compreender o mundo com suas complexidades, de modo que o educando possa fazer a relação destes conceitos com os conteúdos que “ganham vida” ao estabelecer significado no que aprende, ou seja, na conexão da teoria com o mundo real. 31
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    Considerando que estaUnidade de Ensino atende alunos do Ensino Fundamental - anos finais da 2ª etapa, 5ª, 6ª e 7ª séries – e também a Educação de Jovens e Adultos (EJA) entendemos que os conteúdos das diferentes áreas de ensino deverão referir à construção das capacidades intelectuais dos alunos, o pensamento autônomo, a construção da própria identidade e a consciência crítica, para que possam compreender e participar ativamente da vida social dando continuidade aos seus estudos. Durante o processo pedagógico, estabelecemos condições para que o educando vá adquirindo de forma sistemática os conteúdos escolares, através de uma ação educativa que não esteja restrita somente ao conteúdo, nem aos elementos que a criança apresenta espontaneamente. Optamos por uma ação pedagógica que possibilita desenvolver no aluno uma forma de entrar em relação com o conhecimento enfatizando a curiosidade, o questionamento e a reflexão. Os alunos de 5ª, 6ª e 7ª séries e turmas da EJA - estes últimos em defasagem em idade e série - apresentam uma faixa etária na qual a maior parte deles já se encontra na adolescência. O corpo docente procura trabalhar compreendendo esta fase da vida, direcionando seus propósitos e projetos para esta pessoa em construção, através do trabalho consciente, que une currículo e ética, que procura pensar nas dimensões humanas e plurais, despertando no jovem a sensibilidade para atender à necessidade de pensar a Justiça, a Igualdade, a Liberdade, a Humanidade a Solidariedade, valores universais que levam ao diálogo, que buscam a dignidade humana. 32
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    ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA Dada à importância da unidade de ação dos professores e variedade de problemas que transcendem o âmbito da sala de aula, faz-se necessário um maior relacionamento entre o corpo docente e o corpo diretivo, constituído por: Lauriney Moraes de Souza Diretor Eliane Justino da Costa Paniago Vice-Diretora Walter dos Santos Silva Supervisor Administrativo - Gil Ribeiro Siqueira Supervisor Administrativo - Noturno Adetônio do Natal e Sousa Supervisor Pedagógico - Diurno Welder Lima de Ataídes Supervisor Pedagógico - Noturno Risoleta das Neves Chefe de Secretaria Eglaer Fátima de Sena Auxiliar de Secretaria Wellington Santos Silva Auxiliar de Secretaria Gisele Neves de Souza Orientadora Educacional - Diurno Susan Mariana C. Fernandes Orientadora Educacional - Noturno Patrícia Cabral Limão Andrade Coordenadora Maricleud Domingues Rego Coordenadora Fábio Santana de Oliveira Coordenador Coordenadora Rejane Rodrigues Torres ORGANIZAÇÃO CURRICULAR As Diretrizes Curriculares Nacionais colocam a escola como agente principal da definição do currículo. A escola deve elencar habilidades/competências de forma interligada por área (interdisciplinaridade) para que os educandos adquiram conhecimentos capazes de torná-los cidadãos críticos, versáteis e hábeis para continuar aprendendo e se adaptando às constantes exigências do mundo globalizado. A organização curricular implementada no C.E.F. 08 de Sobradinho visa a transformação individual e social dos educandos. Concebemos um currículo que permita ao educando a criar, inovar e não somente a reproduzir ou desempenhar atividades que não sejam significativas. Propomos um currículo que contemple os temas e preocupações mundiais e que se baseie, também, no contexto sócio-histórico, nos valores culturais da população candanga e 33
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    brasileira. Tal currículodeve privilegiar o processo de ensino e aprendizagem centrado no contexto, permeado por uma visão crítica, tanto da parte do professor quanto do aluno. • Coordenação pedagógica A coordenação pedagógica é o momento em que todo o corpo docente, os coordenadores pedagógicos e a direção definem uma linha de trabalho comum (planejamento coletivo), onde são definidos os fins que se pretendem alcançar e os meios necessários para que esses fins sejam realmente atingidos. Para que a escola cumpra seu papel, faz-se necessário implantar uma sistemática de encontros e reuniões semanais, em que professores, coordenadores e direção possam estar analisando conjuntamente seu fazer pedagógico. • Serviço de Orientação Educacional (SOE) A proposta do Serviço de Orientação Educacional (SOE), independentemente da série ou da faixa etária com a qual se trabalha, é atender às necessidades dos estudantes. Nosso foco principal é, a partir do estabelecimento de um vínculo de confiança, ajudar criança e o adolescente na promoção do seu amadurecimento como ser humano e como aluno. O SOE está de portas abertas para acolher, ouvir, atender, orientar e acompanhar os processos educacionais. Assim, enfatizando e otimizando a vida e o amor que temos de ter pelas pessoas, além do respeito ao outro e às diferenças entre todos, como preconiza a educação. Com esse intuito e formato de trabalho, lidamos diariamente com possibilidades e, também, limites sempre buscando preparar nosso aluno para a vida, dando oportunidade a situações de protagonismo com a tomada de decisão. Entendemos que, além dos conhecimentos de que o aluno se apropria, os valores éticos, de convivência social e espiritual são fundamentais a serem desenvolvidos. A partir da 5ª série, organizamos as lideranças de sala de aula e cooperamos com projetos que dão oportunidade ao estudante de se sentir sujeito, de ser um protagonista. Também, participamos, juntamente com os professores, coordenações e equipe diretiva, do Conselho de Classe – processo que tem como objetivo avaliar o desenvolvimento do aluno e encontrar, em conjunto, alternativas para resolução de problemas e dificuldades dos alunos e das turmas. Outro desafio do SOE é qualificar as ações pedagógicas, processo em que as famílias são chamadas a colaborar, mantendo, assim, uma parceria contínua e mútua com a intenção de melhorar o desenvolvimento do estudante. Atuamos diretamente com pais, 34
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    professores especialistas queacompanham os nossos alunos, nas áreas cognitiva, afetiva e social, visando à promoção do crescimento frente às limitações apresentadas. O firmamento de parcerias com outras instituições, tais como, Centros de Saúde, garante a extensão de ações que fortalecem a saúde física e mental dos educandos. Estabelecemos, portanto, nesta unidade de ensino, o Programa de Saúde na Escola, que tem como metas: contribuir com a melhoria do desempenho escolar; contribuir para a promoção de qualidade de vida e diminuição de riscos à saúde; reduzir vulnerabilidades sociais; promover a cultura de paz e enfrentamento da violação dos direitos humanos. Acreditamos na superação das dificuldades e no crescimento global. • Partes Diversificadas A implantação das partes diversificadas na organização curricular do ano letivo presente se dará através de projetos, que têm como meta à interação do corpo estudantil às necessidades que encontrarão em sua vida social e cultural; portanto, os projetos contemplarão às necessidades dos educandos. Neste espaço da elaboração dos projetos, serão levantados pela equipe pedagógica da escola, professores e pais de alunos, os temas relevantes e de interesse para a comunidade a qual a escola atende. Tais projetos serão contemplados em três áreas: Códigos e linguagens Ciências e Matemática. Os projetos desenvolvidos na Parte Diversificada considerarão a interdisciplinaridade e a contextualização dos temas a serem desenvolvidos com os demais componentes curriculares. Tais Projetos Interdisciplinares envolverão assuntos da vida real dos educandos para que possam buscar significado entre as áreas do conhecimento e se prepararem para o exercício da cidadania, para a vida do trabalho e a construção de uma existência mais feliz e humana. A cada bimestre serão desenvolvidos projetos, escolhidos a partir das necessidades reais da comunidade escolar. • Temas geradores Como fora abordado anteriormente, para estar em consonância com as demandas sociais emergentes, faz-se necessário que a escola trate em suas ações pedagógicas de questões que interferem na vida dos alunos e com as quais se vêem confrontados no seu dia a dia. A nossa proposta sugere o tratamento transversal de temáticas sociais na escola como forma de contemplá-las na sua complexidade, sem restringi-las a abordagem de uma única 35
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    área. Tal abordagemfundamenta-se na a Lei Federal nº 9394/96, em seu artigo 27, inciso I, na qual destaca que os conteúdos curriculares da educação básica deverão observar a “difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e a ordem democrática”. Nessa perspectiva, as problemáticas sociais em relação à ética, cidadania, meio ambiente, saúde, orientação sexual e prevenção às drogas são integradas na proposta educacional do C.E.F. 08 como Temas Transversais. Os temas escolhidos partiram de uma urgência que a comunidade, a qual a escola atende, demanda. Desenvolver um trabalho pedagógico baseado na transversalidade pressupõe um tratamento integrado das áreas e um compromisso com as relações interpessoais no âmbito da escola, pois os valores que ser quer transmitir, os experimentos na vivência escolar e a coerência entre eles devem ser claros para desenvolver as capacidades dos alunos de intervir na realidade e transformá-la, tendo essa capacidade relação direta com o acesso ao conhecimento acumulado pela humanidade. O conjunto de documentos de temas transversais discute a necessidade de a escola considerar valores gerais e unificadores que definam seu posicionamento em relação à dignidade da pessoa, a igualdade de direitos, a participação e co-responsabilidade de trabalhar pela efetivação do direito de todos à cidadania. A proposta pedagógica do C.E.F. 08, portanto, fundamenta-se na prática da interdisciplinaridade e transversalidade, por considerar que ambas formam uma teia de relações no tratamento às questões a serem trabalhadas na escola. A perspectiva interdisciplinar alimenta a transversalidade e vice-versa, na medida em que, ambas buscam inter-relação dos campos do conhecimento e a significação/relação dos mesmos com as questões da vida real do educando e de sua transformação, exigindo, para isso, o rompimento com uma perspectiva disciplinar rígida, segmentada no tratamento das áreas do conhecimento. O conjunto de documentos de temas transversais discute a necessidade de a escola considerar valores gerais e unificadores que definam seu posicionamento em relação à dignidade da pessoa, a igualdade de direitos, a participação e a co-responsabilidade de trabalhar pela efetivação do direito de todos à cidadania. Uma breve reflexão sobre os temas escolhidos pelo C.E.F.08: • Os pilares da ética Senso de justiça, zelo, cidadania, sinceridade, respeito e responsabilidade. 36
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    A proposta destaUnidade de Ensino é que a ética expressa na construção dos princípios de respeito mútuo, paz, justiça, zelo, cidadania, sinceridade, responsabilidade seja reflexão sobre diversas atuações humanas e que a escola considere o convívio escolar como base para a aprendizagem, não havendo descompasso entre “o que diz” e “o que se faz”. Partindo dessa perspectiva, o tema transversal ÉTICA traz a proposta de que a escola realize um trabalho que possibilite o desenvolvimento da autonomia moral, a qual depende mais de experiências de vida favoráveis do que de discursos e repressão. No convívio escolar, o aluno pode aprender a resolver conflitos em situações de diálogo, pode aprender a ser solidário ao ajudar e ao ser ajudado, pode aprender a ser democrático quando tem a oportunidade de dizer o que pensa, submeter suas idéias ao juízo dos demais e saber ouvir as idéias dos outros com respeito. • Meio ambiente: A formação de uma mentalidade consciente e respeitosa em relação ao meio ambiente é compromisso do C.E.F. 08. A questão será parte integrante de todo o trabalho do ano letivo, aplicando as ações que constam na Agenda 21 (ver projeto em anexo); além de incentivar o promissor cidadão a ingressar-se no mercado de trabalho com uma consciência humanista. AVALIAÇÃO Esta Unidade Escolar, apoiando-se no currículo da base nacional comum, prioriza o ensino enquanto construção do conhecimento, o desenvolvimento das potencialidades dos alunos com vistas a uma inserção e participação na construção do ambiente social. Nessa perspectiva, a avaliação desenvolvida na escola, busca superar a utilização de critérios de verificação de aprendizagens que têm como objetivo central classificar, ajuizar e aferir valores à aquisição de conceitos. Avaliar para o desenvolvimento de habilidades pressupõe “respeitar o desenvolvimento contínuo do aluno, considerando seu desenvolvimento individual, suas necessidades e potencialidades”. (SEDF 2006). Desse modo, espera-se uma avaliação que utilize os diversos recursos ou instrumentos que possam contemplar as diversidades dos educandos em seu desempenho. Portanto, a avaliação fundamenta-se nos princípios das dimensões diagnóstica, processual, cumulativa e participativa; que busca, por meio da própria avaliação, informações que possam contribuir para o desenvolvimento contínuo do aluno na construção e aquisição 37
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    de habilidades ecompetências, como também, busca o redimensionamento das estratégias pedagógicas, o que caracteriza a avaliação formativa. Tal avaliação está presente na Proposta Avaliativa da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal e na LDB 9394/96 que destaca: “A avaliação, portanto é baseada n a confiança, na possibilidade dos educandos constituírem suas próprias verdades, além de valorizarem suas manifestações e interesses. Deve ser indissociável da ação educativa, observadora e investigativa, considerada como mais uma oportunidade que favorece e amplia as possibilidades aprendizagens significativas dos alunos”. (Currículo da Educação Básica do DF, p. 269). O CEF08 busca oportunizar os alunos o acesso a diversos instrumentos de avaliação (testes, provão semestral contextualizado com um tema gerador, apresentação de seminários, trabalhos coletivos e individuais, e outros) de modo que os professores possam identificar informações sobre a aprendizagem dos alunos, ao passo que avalia, também, o trabalho docente. No processo de avaliação do trabalho docente, inclui-se ao mesmo tempo, a avaliação da proposta pedagógica da escola. Esta não deve ser estática, uma vez que estamos em um contexto de grandes transformações, a proposta pedagógica da escola deve ser constantemente avaliada e redimensionada no sentido de acompanhar e atender as necessidades que a clientela requer. De forma a viabilizar o entendimento das questões referentes à escrituração das avaliações em diário de classe, estruturou os quadros de identificação das atividades avaliativas com as respectivas menções, conforme é apresentado abaixo: Modelo 01 Atividades Teste Prova Média Provisória Recuperação Média Final Diversificadas (2.0 pontos) (3.0 Pontos) Contínua (5.0 pontos) Modelo 02 Atividades Diversificadas Teste Prova Média Recuperação Média (5.0 pontos) (2.0 pontos) (3.0 Pontos) Provisória Contínua Final Trabalho 01 Trabalho 02 Participação (2.0 pontos) (2.0 pontos) (1.0 pontos) No modelo 01, as atividades diversificadas são expressas a critério do professor regente, apresentando o somatório de todas as atividades, em coerência com a pontuação máxima. A descrição de cada atividade diversificada se dará nas informações complementares do diário de classe em seu respectivo bimestre. 38
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    PROGRAMAS PEDAGÓGICOS ESPECÍFICOS 1.Agenda 21: surgiu da necessidade de despertar a atenção dos alunos para os problemas vivenciados no contexto social no qual os discentes convivem relativos ao meio ambiente: a água, lixo, dengue e um trabalho de conscientização de respeito e valorização do patrimônio natural presente no contexto local (Parque Canela de Ema) e todas as ações que se fizerem necessárias, a partir da reflexão das necessidades locais e global. Execução: Início no 1º bimestre até o 4º bimestre. 2. Despertando os valores na escola. Tem o objetivo de desenvolver atitudes de respeito pelo eu, pelos outros e pelo meio ambiente entendendo que respeito é um estado de consciência que nasce da percepção do valor de todas as coisas. Execução: 1º bimestre 3. Drogas: surgiu da necessidade de esclarecer aos alunos o que são drogas, quais os tipos e os efeitos que elas provocam. Informar quanto à dependência de drogas e suas conseqüências. Conscientizar aos alunos sobre os danos sociais, físicos e psicológicos, causados pelo uso de drogas. Execução: 2º bimestre 4. Esporte e integração: Surgiu da necessidade de promover a integração da comunidade escolar, de estimular a prática esportiva e melhorar o relacionamento entre alunos/alunos, alunos/ professores e alunos e servidores da escola. Execução: Um por Semestre. 5. Família na Escola: em função da necessidade de estimular a participação familiar no cotidiano escolar, incentivamos a pesquisa, aguçando a curiosidade e o desenvolvimento do raciocínio crítico e reflexivo, como um momento de culminância para apresentação de temas fruto de uma pesquisa e análise reflexiva a partir de situações problema vivenciados no contexto social dos discentes. Execução: Um dia letivo. 6. Projeto de leitura e sarau de leitura: nasceu da necessidade de despertar o interesse, e o prazer dos alunos pela leitura, estimulando também, a expressão artística. Execução: anual. 39
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    7. Jornal daEscola: Elaborado com o objetivo de estimular os alunos a adquirirem o gosto pela leitura, criação de textos, como meio de divulgação de alunos talentos, informações da escola de interesse da comunidade. O jornal pretende ter alcance para além dos muros da escola, atendendo os alunos, professores e a comunidade em geral. Execução: anual. 8. Integração da Sala de Recursos para Altas Habilidades com o Ensino Regular: essa parceria se torna necessária para as atividades de enriquecimento com alunos do ensino regular do CEF08. Os trabalhos desenvolvidos contribuem para a identificação de talentos, despertando os educandos, por meio de atividades enriquecedoras e significativas. Execução: anual 9. Comemoração de datas especiais para os educandos: consiste na realização de eventos que valorizem a cultura local e promova a interação dos educandos com toda a comunidade escolar. Execução: anual 10. Arte na escola: tem o objetivo de promover o desenvolvimento de habilidades voltadas para a produção e apreciação das manifestações artísticas. Execução: bimestral 11. Turmas e alunos destaques: promover a participação e integração dos alunos em ações de interesses coletivos e individuais, valorizando as múltiplas habilidades. Execução: bimestral. 12. Disciplinar: corresponde a um conjunto de ações voltadas para promover a boa convivência na comunidade escolar e assim, evitar possíveis problemas de desvio de conduta. Neste projeto contamos com a parceria do Conselho Tutelar para trabalhar no sentido de orientar o educando e a família. Execução: anual. 13. Projeto Novos Rumos: Nessa atividade ações de aperfeiçoamento profissional são oferecidas aos alunos da EJA. Há aplicação de curso de capacitação ao empregado doméstico, com intuito de resgatar a auto-estima e a inserção no mercado de trabalho de jovens que freqüentam as aulas. 40
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    Execução: 2º bimestre 14.Projeto Interventivo: A ação consiste em recuperar o aluno defasado no aspecto pedagógico, na série cursada no ano letivo, com a aplicação de atividades e o acompanhamento do professor regente, visando atingir os melhores resultados nas avaliações individuais. Execução: anual 41
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    BIBLIOGRAFIA BRASIL, Secretaria deEducação do Distrito Federal, Lei nº 4036 de 25 de outubro de 2007 – Publicada no DODF nº 207, página ¼ CHALITA, Gabriel – Pedagogia do amor: a contribuição das histórias universais para a formação de valores das novas gerações – São Paulo: Editora Gente, 2003. CURY, Jamil. Parecer sobre a Educação de Jovens e Adultos – CNE FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro, 1982. GOMES, C.A. (org.). Qualidade, Eficiência e Eqüidade na Educação Básica. Brasília: IPEA, 1992. HADJI, Charles. A avaliação desmistificada. Porto Alegre: ArtMed, 2001. HOFFMANN, Jussara Maria Lerch – Avaliação: mito e desafio: uma perspectiva construtiva – Porto Alegre: Editora Mediação, 2003, 32ª Ed. BRASIL. LEI DE DIRETRIZES E BASE DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA. – Nº 9.394/96. LIBÃNEO, J. C. Organização e gestão da escola: teoria e prática. Goiânia: Alternativa, 2004. LUCK, Heloísa. Pedagogia interdisciplinar: fundamentos teórico-metodológicos. 2ª ed. Petrópolis. Vozes, 1995. MARINHO, Claisy. Contribuições Teóricas. Mimeo. (s/d). MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à Educação do Futuro. S. Paulo. Ed. Cortez, 2000. NOVA ESCOLA. PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais – Fáceis de entender. 1ª à 4ª série. Edição especial. Ed. Abril. NOVA ESCOLA. PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais – Fáceis de entender. 5ª à 8ª série. Edição especial. Ed. Abril. PECXEI, Aurélio e IKEDA, Daisaku. Antes que seja tarde demais. Rio de Janeiro, Record, 1984. PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens. Porto Alegre: Artmed, 1999. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL – Educação de Jovens e Adultos – Currículo da Educação Básica do Distrito Federal. 2000. 42
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    SECRETARIA DE EDUCAÇÃODO DISTRITO FEDERAL – Ensino Fundamental Currículo da Educação Básica do Distrito Federal. 2000 Revista Gestão em rede / Agosto 2007 – N° 79 – Setembro 2007 – N° 80. Revista Nova Escola / Dezembro 2000. Consulta Site http://www.educacaoonline.pro.br/fracasso_escolar.asp em 13/11/2008 Consulta Site http://ideb.inep.gov.br em 13/11/2008. 43
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    PARTE DIVERSIFICADA –01 EMBARCANDO NA LEITURA E ESCRITA JUSTIFICATIVA Devido às dificuldades que os alunos têm de interpretação, produção e assimilação das idéias contidas nos textos de diversos matizes; surgiu a necessidade de se criar um projeto de leitura e escrita. O projeto reforçará hábitos saudáveis como saber esperar a sua vez de falar, compreendendo mais claramente os elementos da comunicação. OBJETIVOS GERAIS • Aguçar a curiosidade do aluno; • Incentivar a criatividade e despertar o raciocínio criativo; • Conscientizar sobre o papel lúdico da leitura; • Ampliar a visão da compreensão de si e do mundo que nos cerca; • Preparar o aluno, para redigir textos mais conexos e coerentes; • Trabalhar a intertextualidade; • Nortear o aluno, para a confecção de trabalhos de pesquisa. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Compartilhar os trabalhos pedagógicos por meio de exposições, mural, dramatização, declamação de poesias, apresentação de músicas e paródias; • Coletânea dos trabalhos confeccionados em sala de aula por meio de varal; • Preenchimento de roteiro de leitura. 45
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    Realizar leituras de diversos livros de literatura infanto-juvenil; • Proporcionar o contato com toda e qualquer produção literária, que as levem à magia, à musicalidade, à criatividade, e ao encantamento ao ouvi-las; • Despertar a concentração ao ler as histórias; • Conscientizar os alunos da importância do zelo ao manusear os livros; • Respeitar a hora que uma pessoa estiver lendo uma história, fazendo silêncio; • Realizar leituras ou dramatizações de fabulas, que tenham como centro / moral alguns valores: respeito, amor, responsabilidade, limpeza, organização etc. DESENVOLVIMENTO O projeto de PD1 terá uma hora aula por semana e seguirá as seguintes orientações: 1o Bimestre Os alunos aprenderão, durante as aulas do 1o bimestre, o que é uma pesquisa científica e a importância do trabalho científico para a sociedade hodierna. Haverá leitura de descobertas que foram propiciadas pela pesquisa científica e debates sobre os temas lidos. E no final do bimestre os educandos farão uma pesquisa científica, seguindo os passos e orientações do professor responsável pelo projeto. 2o Bimestre Neste bimestre os alunos farão uma viagem pelo mundo fantástico da literatura infanto-juvenil. Serão organizadas caixas de leitura que serão levadas às aulas de PD1. Os livros das caixas de leitura serão escolhidos pelos professores, depois de uma seleção prévia. Durante as aulas, os alunos lerão os livros que mais chamarem a sua atenção ou todos lerão um mesmo livro escolhido pelo professor. Haverá debates, confecção de desenhos e fichas de leitura para serem preenchidas pelos alunos. 3o Bimestre Neste bimestre, as aulas de Pd1 serão voltadas integralmente às habilidades relacionadas a leitura, escrita e reescritura de textos. Os professores levarão, inicialmente, textos sem a conclusão para serem terminados pelos alunos, posteriormente os alunos produzirão textos completos, após exposições motivacionais. Haverá, após isso, uma correção 46
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    coletiva, em queos próprios alunos corrigirão os textos dos colegas, num sistema de revezamento. Cada texto passará nas mãos de três alunos para a correção. Finda a correção o texto voltará às mãos dos alunos para a reescritura. 4o Bimestre Com a prática da leitura e os estímulos apresentados durante as aulas, a este bimestre coube levar aos jovens um das mais importantes motivos para se ler: o prazer! As aulas de PD1 serão transformadas num espaço de leitura, descontraído, gostoso e mais livre. O objetivo é encontrar o prazer de ler, de descobrir coisas novas por meio da leitura de revistas, gibis, páginas da internet, receitas e até bulas de medicamentos. CRONOGRAMA O projeto será desenvolvido ao longo do ano letivo tendo por norte os seguintes eixos temáticos: 1o Bimestre: Pesquisa científica; 2o Bimestre: Literatura infanto-juvenil; 3o Bimestre: Reescritura textual; 4o Bimestre: Literatura Diversificada. 47
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    PARTE DIVERSIFICADA –02 AGREGANDO VALORES A LÓGICA E AS FORMAS GEOMÉTRICAS JUSTIFICATIVA Entre tantas coisas que fazemos; entre tantos lugares a que vamos; se não tivéssemos uma visão diferenciada dessas atividades, seria melhor não participarmos delas. Quando vamos a uma festa e saímos de lá sem uma nova amizade, sem um novo contato, sem que esta festa tenha nos causado bons momentos que amanhã poderão fazer parte de nossa história, não agregamos nada indo à festa. Quando lemos um livro, quando assistimos a um filme e fazemos isso apenas por fazer, não agregamos nada, não progredimos, não aperfeiçoamos, não aprendemos. Agregar valores à nossa vida é fazer uma composição de vários momentos, transformando cada instante num impulso para o futuro. Sempre existe algo que podemos aprender quando temos curiosidade e disposição de agregar valor a nossas atividades. Sendo uma pessoa ouvinte e aumentando sua curiosidade sobre tudo, mesmo que pareça não ter a mínima importância no momento. Saber mais nunca é demais. A melhor percepção é daquele que está sempre disponível para ouvir novos casos, novas histórias, discutir novos fatos, assim como para pesquisar sobre eles. Procurando saber mais sobre a bebida que está tomando, saber mais sobre uma família ou uma cidade que está visitando; procure adicionar o máximo de informações à sua vida, pois isso, no futuro, pode auxiliá-lo uma decisão importante. Estamos em um tempo multidisciplinar, em um tempo de “multiespecialidades”, e, quando sabemos mais sobre o que nos rodeia, descobrimos mais sobre nós mesmos. Alguém que agrega valor em tudo o que faz, tira o melhor das coisas. Agregar valor em nossa vida é fazer dela uma série de momentos agradáveis e inesquecíveis, criando em nosso coração a sensação de que estamos sempre nos movendo numa direção mais promissora e nos tornando hoje melhores do que ontem. 48
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    Ao se aproximarda pré-adolescência os alunos podem pensar logicamente de maneira abstrata, tornando-se capaz de pensar sem precisar tocar no objeto ou vivenciar a situação. É próprio do ser humano o prazer de aprender, descobrir e acertar, sendo uma unidade bio- psico-social e, por isso, podemos estimular os alunos a fazer, criar e imaginar com os elementos básicos da geometria combinado com o raciocínio lógico a fatos cotidianos. OBJETIVO GERAL Incentivar o interesse e a curiosidade, aumentar a atenção e a concentração, bem como estimular o raciocínio lógico dos alunos, com desafios de diferentes níveis e com o uso de elementos da geometria como pontos, segmentos de reta, quadrados, triângulos, círculos, paralelas e perpendiculares, vértices e diagonais; assim como, utilizar o conhecimento geométrico através de conceitos e procedimentos matemáticos, bem como instrumentos tecnológicos disponíveis. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Construir estratégias para obter uma resposta para os desafios apresentados; • Identificar as figuras planas apresentadas; • Desenvolver o senso crítico com as situações abordadas no cotidiano escolar; • Identificar a “lei de formação”, isto é, o raciocínio empregado na questão; • Desenvolver a coordenação motora ao desenhar e pintar as figuras apresentadas. • Representar e interpretar o deslocamento de um ponto num plano cartesiano por um segmento de reta ordenado; • Dividir segmentos em partes proporcionais e construir retas paralelas e retas perpendiculares com régua e compasso. • Identificar ângulos congruentes, complementares e suplementares em feixes de retas paralelas cortadas por retas transversais. • Determinar a soma dos ângulos internos de um polígono convexo qualquer. • Identificar a construção de alturas, bissetrizes, medianas e mediatrizes de um triângulo. • Verificar propriedades de triângulos e quadriláteros pelo reconhecimento dos casos de convergência de triângulos. 49
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    • Resolver situações-problemade localização e deslocamento de ponto no espaço, reconhecendo nas noções de direção e sentido, de ângulo, de paralelismo e de perpendicularismo. • Estabelecer relações entre figuras espaciais e suas representações planas, construindo e interpretando suas representações. • Aplicar conhecimentos sobre figuras planas, utilizando procedimentos de decomposição, transformação, ampliação e redução. • Ampliar e construir noções de medidas, pelo estudo de diferentes grandezas, a partir de sua utilização no contexto social, bem como, resolver problemas que envolvam diferentes grandezas, selecionando unidades de medida e instrumentos adequados à precisão requerida. DESENVOLVIMENTO/METODOLOGIA O trabalho será desenvolvido nas aulas de PD2, durante dois bimestres, com a aplicação de exercícios e atividades de lógica com o conteúdo programado de geometria. Nas aulas, haverá o direcionamento para questões de elevado teor crítico, explorando as potencialidades individuais de cada aluno. A correção de cada atividade se dará em coletividade, aplicando-se uma metodologia direcional as habilidades apresentadas em cada situação-problema. AVALIAÇÃO/CRONOGRAMA A avaliação será durante todo o processo de construção das estratégias de respostas até a finalização, quando os alunos poderão colorir ou de outra forma complementar o trabalho. DURAÇÃO Ano letivo MATERIAIS A UTILIZAR • Cópias de material com desafios para cada aluno, ou em grupo. • Cartolinas; • Jornais; • Materiais para colorir. 50
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    PARTE DIVERSIFICADA –03 OS QUATRO CAMINHOS DA HUMANIDADE PRIMEIRO CAMINHO A HUMANIDADE CAMINHA PELO LIXO JUSTIFICATIVA Esse projeto visa a conscientização dos alunos no que tange a destinação correta dos resíduos sólidos produzidos na escola e em suas casas, buscando uma forma correta de se lidar o lixo; assim como despertar neles a consciência de que praticamente todo o lixo pode ser reaproveitado, podendo inclusive, ser usado na confecção de ricos e criativos jogos, brinquedos e materiais didáticos, que servirão de instrumentos para enriquecer as aulas, facilitando assim, o processo ensino/aprendizagem. OBJETIVOS • Desenvolver nos alunos o hábito de não jogar lixo no chão, a partir da utilização de lixeiras diferenciadas que atraiam seu interesse em utilizá-las; • Estabelecer a noção de responsabilidade coletiva na manutenção de um ambiente escolar limpo e agradável; • Chamar atenção dos alunos para a importância de hábitos de higiene e limpeza; • Apresentar a importância da coleta seletiva como alternativa ao destino do lixo; • Incentivar o hábito de separação de materiais e reaproveitamento de resíduos sólidos. ATIVIDADES PROPOSTAS 1 - Mostrar o vídeo Ilha das Flores como motivação, buscando mostrar a realidade encontrada em nosso país em virtude da miséria e da má destinação do lixo; 51
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    2 - Debatesobre o vídeo para despertar a consciência ecológica nos alunos; 3 - Discussão em grupos de algumas reportagens que tratem do problema do lixo nas cidades, principalmente em Brasília; 4 - levantamento da quantidade de lixeiras encontradas na escola e onde há necessidade de implantação; 5 - Trabalhar esteticamente as lixeiras, com materiais produzidos pelos alunos, com o objetivo de incentivar os demais alunos a utilizá-las; 6 - Produzir cartazes de conscientização, com desenhos e frases incentivando a limpeza na escola; 7 - Levar os alunos para conhecer alguma oficina de reciclagem de latas de alumínio, garrafas pet e/ou de reciclagem de papel; 8 - Propor uma gincana para a separação do lixo da escola e de casa, buscando a obtenção de materiais recicláveis, que posteriormente poderão ser vendidos ou doados a comunidades carentes; 9 - Confecção de materiais (jogos, brinquedos, materiais didáticos) a partir dos resíduos obtidos na coleta; 10 - Assistir ao documentário Lixo Extraordinário e realizar discussão com os alunos; 11 - Produzir se possível, uma composteira com os alunos na escola. RECURSOS DIDÁTICOS Avaliação: Será realizada de forma contínua, com relatórios descritivos de cada etapa, das discussões do grupo, das atitudes diante do projeto, etc. Além da participação e o envolvimento de cada aluno individualmente, assim como o desenvolvimento de seu trabalho de forma crítica e construtiva. Conclusão: Espera-se que ao término do projeto as crianças estejam conscientes da importância da destinação correta dos resíduos sólidos e da manutenção de uma cidade mais limpa e agradável, incorporando em suas vidas os 3 Rs (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), levando para seu meio social todos esses aprendizados. 52
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    SEGUNDO CAMINHO A HUMANIDADE CAMINHA PELA ÁGUA JUSTIFICATIVA O trabalho com o tema “A Humanidade Caminha pela Água” deverá apresentar para os alunos uma visão ampla que envolve inúmeros problemas que o mundo atual vem enfrentando com relação à falta de água. O projeto visa proporcionar aos alunos uma grande diversidade de experiências, com participação ativa, para que possam ampliar a consciência sobre as questões relativas à água no meio ambiente, e assumir de forma independente e autônoma atitudes e valores voltados à sua proteção e conservação, tanto em nível global como em nível local. OBJETIVOS • Trabalhar o saber da importância da água para a vida; • Pesquisar sobre a importância e influência da água na história dos povos; • Conscientizar alunos e familiares em relação à cultura de preservação da água; • Mostrar as múltiplas formas de uso da água; • A Viagem da Água – sobre a interferência humana nos ciclos da água; • Perceber as interferências negativas e positivas que o homem pode fazer na natureza, a partir de sua realidade social; • Sensibilizar a comunidade escolar sobre o impacto ambiental nas áreas próxima ao ambiente escolar (como, por exemplo, no parque Canela de Ema); • Adotar, por meio de atitudes cotidianas, medidas de valorização da água, a partir de uma postura crítica; • Levar os alunos a entenderem que o equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos; • Conscientizar sobre o desperdício da água. 53
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    ATIVIDADES PROPOSTAS 1 -Conversar com os alunos sobre a importância da água para o nosso organismo e o meio em que vivemos (contar alguma história associada ao tema); 2 - Pesquisa em sala de aula sobre o tema, de materiais levados pelos alunos, pesquisados em casa, realizando análise e discussão dos mesmos; 3 - Discussão em grupos sobre reportagens que tratem do tema (catástrofes naturais, como enchentes e tsunamis; poluição da água; etc); 4 - Trabalhar com os alunos os textos “Carta escrita no ano 2070” e “Carta da Terra”; 5 - Confecção de um livro com figuras e produções de texto individuais e/o coletivos; 6 - Montagem de um mural sobre o assunto, em lugar visível a toda comunidade escolar, incluindo dicas para a preservação da água e para evitar o seu desperdício; 7 - Peça teatral sobre o tema, onde os alunos montarão os diálogos, a fim de que esta seja apresentada para outras turmas; 8 - Trabalhar com a música “Planeta Água”, de Guilherme Arantes, onde os alunos poderão elaborar cartazes em grupo retratando o que entenderam da mesma; 9 - Visita ao parque Canela de Ema e/ou a uma estação de tratamento de água e discussões sobre a realidade da poluição dos rios. RECURSOS DIDÁTICOS Avaliação: será realizada de forma contínua, com relatórios descritivos de cada etapa, das discussões do grupo, das atitudes diante do projeto, etc. Além da participação e o envolvimento de cada aluno individualmente, assim como o desenvolvimento de seu trabalho de forma crítica e construtiva. Conclusão: Espera-se que ao término do projeto as crianças estejam conscientes da importância da água tanto para a vida animal como para a vegetal, que saibam utilizá-la sem desperdício e sem poluí-la, levando para seu meio social todos esses aprendizados. 54
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    TERCEIRO CAMINHO A HUMANIDADE CAMINHA PELO PATRIMÔNIO JUSTIFICATIVA A história de uma nação ou de uma cidade pode ser contada de várias formas. Uma delas pode ser realizada pelo estudo de seu patrimônio cultural, exemplificado através de seus monumentos, ícones, assim como de sua apropriação do patrimônio natural, entendendo essa história, como resultado da ação do homem no tempo e no espaço. Assim, com o presente projeto se visa identificar, investigar e conservar o patrimônio cultural brasileiro e de Brasília. Só há um meio eficaz de assegurar a defesa do patrimônio de arte e de história do país; é a educação popular. (Rodrigo Melo Franco de Andrade) OBJETIVOS • Construir o conceito de patrimônio cultural; • Oportunizar aos alunos a experiência e o contato direto com os bens culturais de nossa cidade, a fim de valorizarem a herança e o patrimônio cultural; • Despertar nos alunos a consciência de uma sociedade mais limpa e conservada; • Mostrar a importância dos monumentos históricos de Brasília, do IPHAN e de outros órgãos responsáveis ela preservação e tombamento de monumentos; • Trabalhar a importância de Brasília como patrimônio histórico da humanidade. ATIVIDADES PROPOSTAS 1 - Mostrar vídeos de reportagens sobre o patrimônio de Brasília e sua conservação (Sugestão: Jornal Nacional, exibido em 28/12/2010); 2 - Trabalhar os conceitos de patrimônio material e imaterial e a importância do patrimônio nacional e das instituições responsáveis pelo mesmo, através de textos, reportagens, vídeos, etc; 55
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    3 - Trabalhara história de Brasília, patrimônio cultural da humanidade, utilizando reportagens, fotos, vídeos e outros meios necessários; 4 - Visita aos monumentos de Brasília e, se possível, ao IPHAN; 5 - Montar cartazes sobre o tema proposto e expor no ambiente escolar, de preferência em local visível; 6 - Montar maquetes com os monumentos de Brasília, de preferência reutilizando materiais, como garrafas pet, caixas de fósforo, de creme dental e outros materiais. RECURSOS DIDÁTICOS Avaliação: será realizada de forma contínua, com relatórios descritivos de cada etapa, das discussões do grupo, das atitudes diante do projeto, etc. Além da participação e o envolvimento de cada aluno individualmente, assim como o desenvolvimento de seu trabalho de forma crítica e construtiva. Conclusão: Espera-se que ao término do projeto os alunos estejam conscientes da importância do patrimônio cultural de nosso país e da necessidade de sua preservação. QUARTO CAMINHO A HUMANIDADE CAMINHA PELOS RELACIONAMENTOS JUSTIFICATIVA Viver hoje é uma tarefa árdua e difícil, levando-se em consideração as constantes mudanças do mundo moderno e as pressões intelectuais e emocionais que o ser humano se vê obrigado a enfrentar, principalmente quando ainda se é adolescente. Dessa forma, torna-se de extrema importância um desenvolvimento contínuo das relações interpessoais durante essa fase cheia de conflitos internos, buscando melhoria nas relações entre professores e alunos, alunos entre si e entre alunos e seus familiares. 56
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    OBJETIVOS • Enfatizar a importância de um bom relacionamento na escola, com os professores, colegas e funcionários da escola; • Estabelecer uma relação professor-aluno positiva, de forma a tornar o processo ensino- aprendizagem o mais prazeroso possível; • Motivar a construção de atitudes positivas, privilegiando o comportamento adequado, buscando respeito para com todos; • Desenvolver a percepção das diferenças entre as pessoas, mostrando que cada um deve ser respeitado e valorizado em suas características próprias. ATIVIDADES PROPOSTAS 1 - Colagem de fotos de pessoas retiradas de revistas e jornais, enfatizando as diferenças existentes entre as pessoas; 2 - Leitura em grupo e debate de textos que abordem o assunto proposto; 3 - Utilização de dinâmicas de grupo, visando trabalhar as diferenças, o respeito ao próximo, a cooperação entre os alunos e a amizade entre eles; 4 - Montagem de mural com o nome de cada aluno e círculos coloridos, mostrando com está se sentindo naquele dia (como, por exemplo, vermelho para raivoso, azul para feliz, etc). RECURSOS DIDÁTICOS Avaliação: será realizada de forma contínua em cada atividade, nas discussões do grupo, nas atitudes diante do projeto e diante os professores e colegas. Além da participação e o envolvimento de cada aluno individualmente, assim como o desenvolvimento de seu trabalho de forma crítica e construtiva. Conclusão: Espera-se que ao término do projeto os alunos estejam conscientes da importância das relações interpessoais, que saibam respeitar as diferenças e conviver com elas, levando para seu meio social todos esses aprendizados, objetivando melhoria nas suas relações dentro e fora do ambiente escolar. 57
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    SALA DE LEITURAVINICIUS DE MORAES A Sala de Leitura Vinicius de Moraes tem um espaço destinado à leitura e empréstimos de livros literários, poéticos, gibis, jornais e revistas. OBJETIVOS • Despertar o gosto pela leitura; • Realizar leituras de diversos instrumentos literários; • Orientar quanto ao zelo e conservação dos livros; • Desenvolver habilidades de comportamento adequado à sala de leitura. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS • Empréstimos diários de livros e gibis; • Orientação durante a realização de trabalho em grupo; • Seleção de material didático para o professor; • Controle e cuidados de conservação do acervo; • Catalogar livros, DVDS, gibis. • Cadastrar os alunos junto à sala de leitura; • Realizar cobrança da devolução de livros emprestados. • Atualizar o mural da sala de leitura; • Fornecimento diário do jornal. AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS • Concurso literário: O aluno deverá escolher um livro literário com no mínimo 30 paginas, terá 05 dias para realizar a leitura e o preenchimento da ficha literária. Esta ficha, com dados bem específicos, para tornar realmente necessária a leitura completa da obra. O concurso será realizado semestralmente, ganhará o premio (a ser definido 58
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    pela sala deleitura e os coordenadores da Escola), o aluno que tiver lido e preenchido o maior numero de fichas literárias. • Mural Interativo: O mural interativo é um mural onde apresentamos informações de interesse do aluno e as produções dos mesmos. Dividido em quatro blocos onde temos: - Quando Eu crescer vou ser...: Informações completas sobre profissões. - Olha o que o Cef 08 Produziu!: Exposição das produções dos alunos, sejam literárias ou artísticas; divulga a culminância dos projetos realizados na Escola. - Você Sabia?: Textos informativos abordando temas didáticos. - Para gostar de Ler: Neste espaço, a sala de leitura expõe sinopse dos livros mais lidos, produções literárias dos alunos, vida e obra dos autores, poesias e outros. 59
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    LABORATÓRIO DE CIÊNCIAS PROJETO - CONSTRUINDO COM CIÊNCIA JUSTIFICATIVA Lidar com as deficiências e desinteresses é algo desafiador para nós educadores, principalmente quando estamos enfrentando adversidades da difícil tarefa de construir jovens para uma efetiva mudança em nosso país. O principal motivo de tentar contornar essas dificuldades é que dispomos de espaços em nossa escola que podem instigar nesses alunos o gosto pela descoberta, leitura e pesquisa. O laboratório de Ciências é o espaço mais indicado para desenvolver nos nossos educandos estruturas mentais e cognitivas. Tendo a Ciência como principal aliada na busca de sanar as principais dificuldades de aprendizagem em sala de aula, teremos então uma parte de nosso trabalho facilitada pela curiosidade dos alunos. OBJETIVO GERAL Superar deficiências de aprendizagem e despertar o interesse e o gosto pela pesquisa e descoberta, tendo a leitura e a escrita como parceira dessa caminhada. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Instigar o hábito da leitura como finalidade para buscar informação e conhecimento; • Desenvolver capacidades de pesquisa e investigação como fundamento para o crescimento intelectual dos alunos; • Coletar dados e resultados a partir de experimentos realizados previamente como forma de absorver o conhecimento adquirido; • Relatar por meio de textos, cartazes ou outro gênero textual o que foi trabalhado durante os momentos no laboratório. 60
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    COMPETÊNCIAS E HABILIDADES • Desenvolvimento de estratégias de enfrentamento de situações-problema (Identificar em dada situação as informações ou variáveis relevantes e possíveis estratégias para resolvê-la). • Interações, relações e funções: Identificar fenômenos naturais ou grandezas em dado domínio do conhecimento científico, estabelecer relações; identificar regularidades e transformações. • Medidas, quantificações, grandezas e escalas (selecionar e utilizar instrumentos de medição e de cálculo, representar dados e utilizar escalas, fazer estimativas, elaborar hipóteses e interpretar resultados). • Modelos explicativos e representativos (reconhecer, utilizar, interpretar e propor modelos explicativos para fenômenos ou sistemas naturais e tecnológicos). PÚBLICO ALVO O projeto “Construindo com Ciência” visa atender todos os alunos regularmente matriculados no CEF 08 de Sobradinho, que terão a Ciência como ferramenta de apoio aos conteúdos trabalhados em sala de aula, através das metodologias aplicadas. METODOLOGIA • Apresentação e estudo da História da Ciência; • Estudo do método científico (etapas); • Interpretação de situações-problema envolvendo o uso do método científico; • Análise de fatos do cotidiano; • Coleta de dados e informações relevantes de uma determinada informação; • Levantamento de hipóteses; • Realização de experimentos; • Análise de resultados; • Construção de tabela e levantamento de dados; • Construção de relatórios de experimento realizados; • Resoluções de atividades; • Leituras de diversos textos de cunho científico; 61
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    Apresentação de microscópio e função de cada componente; • Manipulação individual do microscópio; • Preparação de Lâminas; • Análise de curiosidades com o uso do microscópio; • Desenho das imagens do microscópio; • Construção de modelos tridimensionais com o que foi visto ao microscópio; • Estudo sobre os seres vivos; • Análise de determinados seres vivos (comportamentais e físicas); • Pesquisas de campo sobre assuntos de interesse do aluno (sob supervisão do professor regente) • Montagem de um terrário para análise de um ecossistema; • Aulas-passeio para análise dos principais impactos causados ao meio ambiente; (sob supervisão do professor regente) • Pesquisas de grupo sobre causas e conseqüências de tais danos; (sob supervisão do professor regente) • Montagem e/ou restauração de um herbário e plantio de árvores; • Construção de materiais para jogos; • Jogos com temas relacionados ao meio ambiente; • Oficina de papel reciclado; • Utilização do uso de medidas de massa e volume (balança, pipeta); • Produção de produtos de limpeza; RECURSOS Computador, livros, caderno, lápis, borracha, textos diversos, cartolina, piloto, papel sulfite, fita gomada, microscópio, lâminas, lamínulas, lâminas prontas, canetinhas, lápis de cor, massa de modelar, massa de biscuit, garrafas Pet, papel crepom, produtos químicos, cola, tela, pá, caixas, papel alumínio, televisão, vídeo, DVD’s, multimídia. AVALIAÇÃO A avaliação deste projeto será durante o andamento do curso proposto pelo laboratório, através da análise do comportamento e envolvimento de cada um, na participação 62
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    das atividades, realizaçãode experimentos, construção de relatórios e tabelas, leitura e a evolução de seus rendimentos através dos resultados durante as avaliações de sala. A NECESSIDADE DO FAZER Na maioria das esferas de atividades, a melhor maneira de aprender é fazendo. Os livros, revistas, aulas teóricas e conferências fornecem uma sólida base, porém assimilamos verdadeiramente os conhecimentos quando colocamos em prática as teorias. Para aprender matemática temos que resolver muitos problemas e exercícios. O mesmo ocorre com as ciências ditas naturais. Aliás, uma das etapas da maior importância do método científico, justamente aquela que distingue uma ciência exata dos demais ramos do conhecimento humano, é a experimentação. A melhor vantagem que podemos obter pela realização de um projeto científico é a melhor compreensão de um ramo da ciência. Os melhores projetos científicos criam hábitos de planificação eficaz, de atenção aos detalhes, cuidado no trabalho, aperfeiçoamento de manuseio e adoção de critérios muito rígidos que nos serão úteis durante toda a vida. Além disso, sempre fica a expectativa de que tais projetos possam abrir as portas de uma carreira almejada, culminando com a realização própria, individual; aquela satisfação permanente que ninguém jamais pode nos subtrair. 63
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    LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA INTRODUÇÃO Sabendo que o uso da informática alcançou dimensões que vão além das fronteiras dos países, tanto desenvolvidos quanto em desenvolvimento, e que hoje é uma necessidade no cotidiano das sociedades modernas, é bem justo que os jovens da nossa comunidade interajam nesse novo universo. É importante salientar que, apesar dos poucos recursos a que dispõe nossos jovens, não estão alheios às necessidades do dia-a-dia, e para tanto, devem estar familiarizado com a tecnologia. Recurso este que nem todos têm acesso de maneira satisfatória, e desta forma, se tornam à margem do que a tecnologia pode oferecer no que tange a disponibilidade da informação. Sabemos ainda, que há vários outros modos de se tornar informado, porem, a quantidade, qualidade e rapidez de acesso às mesmas fazem o diferencial, alem de oferecer possibilidades ilimitadas. Torná-los indivíduos integrados nessa nova ordem, é um dever do qual não podemos nos furtar, ainda que nossas limitações sejam muitas. Contudo, devemos lembrar que estes mesmos jovens estarão em um curto espaço de tempo integrando o mercado de trabalho. Suas oportunidades aumentarão ou diminuirão de acordo com o preparo que pudermos oferecer a eles. Entretanto, devemos estabelecer prioridades que satisfaçam determinados critérios: Recursos disponíveis e exigência do mercado. Em um primeiro momento, temos a disposição maquinas relativamente eficientes capazes de introduzir nossos jovens, pelo menos uma grande maioria, a um primeiro contato com o mundo digital, desvendando-lhes determinados segredos e mostrando-lhes alguns recursos disponíveis dos tempos modernos. Esse primeiro contato é de suma importância, pois, pode com toda certeza incentivar e alimentar o desejo pelo conhecimento e fazer valer a expressão: “Qualquer contato com o computador ajuda o desenvolvimento mental e cognitivo da criança” [1]. 64
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    É claro paranos, que o crescimento individual dependerá, obviamente, da vontade de aprender de cada um, porem, a partir daí, podemos então ter estimulado o primeiro passo para o ingresso no segundo momento, que é o aperfeiçoamento do conhecimento aqui principado, e que servira de via de acesso para caminhos mais complexos, expectativa de grandes conquistas e realizações num mercado extremamente seletista e que não oferece grandes oportunidades ( na verdade, quase nenhuma) aos que estão à margem da informatização e das ferramentas a ela associadas. JUSTIFICATIVA “É necessário que tenhamos a mente aberta para permitir e incentivar as mais diversas experiências. É o pluralismo de ponto de vista, e não o dogmatismo ortodoxo, que vai abrir a mente das nossas crianças. Quem não tem a própria mente aberta nunca saberá criar condições para que as mentes dos outros se abram. Aqueles que, orgulhosamente, se julgam os donos exclusivos da verdade não podem ajudar os outros na busca - sempre humilde – da verdade.” (VALENTE) Tomando o parágrafo acima como inspiração e levando em consideração a explosão da informática e da internet, devemos considerar que a informação se tornou muito mais disponível, hoje, do que em tempos passados. Esse fenômeno abre um leque enorme de possibilidades aos jovens que por ventura tiverem acesso aos instrumentos capazes de integrá- los na nova ordem da informação. É preciso que estes mesmos jovens tenham o mínimo de habilidades para que possam seguramente manipular satisfatoriamente tais recursos a fim de obter os resultados desejados. Torná-los integrados, portanto, alem de um desafio, é um dever que devemos cumprir eficientemente, ainda que as adversidades sejam muitas. Todavia, é de fundamental importância que não deixemos a “maré” dos problemas impedirem de realizar tal tarefa. Lembrando ainda, que nossos jovens são provenientes, em sua maioria, de lares dotados de grandes dificuldades ( entenda-se) desestrutura familiar, pouco ou nenhum recurso financeiro, baixo grau de escolaridade dos responsáveis, pouca expectativa de futuro, abalos diversos de ordem emocional e psicológica entre tantos outras. Não podemos perde de vista, que para muitos desses jovens a escola é, talvez, o único local ao seu alcance capaz de oferecer “refugio” e atenuar seus tormentos, além de ser fonte de alimentação, lazer, cultura, esporte e alegria. 65
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    A cerca doexposto, então, é possível acreditar na possibilidade de aumentarmos a satisfação desses jovens em permanecer no ambiente escolar, livrando-os, ainda que temporariamente, de seus problemas, e dos perigos que ronda a juventude através do laboratório de informática, que irá certamente ampliar seus horizontes e a chance de, num futuro próximo, integrá-los de fato e de direito à sociedade moderna, dinâmica, seletiva, informatizada, globalizada e muitas vezes injusta àqueles que provêm de lares humildes e que estão às suas margens. O pluralismo de ponto de vista, uma mente aberta associados a uma variedade de experiências, pode tornar-se uma poderosa ferramenta capaz de mudar uma condição aparentemente imutável e, solidificar-se em uma via de acesso a dias melhores e prósperos, realizando concretamente o ideal de ver jovens, atuantes e realizadores e economicamente ativos. OBJETIVOS Quanto à utilização dos computadores: .GERAL Tornar o laboratório de informática em espaço possível para o desenvolvimento de competências e habilidades voltadas à construção do saber. .ESPECIFICOS Promover situações de aprendizagens aos educandos e estimulá-los a compreender as possibilidades da tecnologia de informática, como aliada à construção do saber e da criatividade. Estimular a aplicação do conhecimento e habilidades em uma pratica reflexiva dos conceitos anteriormente adquiridos em sala de aula, para a concretização do saber e sua utilização no atendimento das necessidades individuais. Estimular os alunos a desenvolverem o pensamento científico, cultural e a produção artística a partir do incentivo da pesquisa, utilizando a informática como um recurso para a produção do conhecimento. Refletir sobre as principais demandas apresentadas a vida cotidiana que exigem o uso da informática. Estimular os professores a utilizarem o Laboratório de Informática, com atividades educacionais que conduzam ao aprimoramento do processo de ensino e aprendizagem. 66
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    REFERENCIAL TEÓRICO Vivenciamos um momento em que os contextos: político, social, econômico, cientifico e tecnológico, apontam o olhar para um novo mundo, denominado “sociedade global da informação” (MATTELART, 2001), exigindo conseqüentemente, do segmento educacional, uma reflexão acerca da prática pedagogia desenvolvida nas escolas. Não cabe aqui uma reflexão sobre os modelos que regem, atualmente, a educação, mas destacar que nesse contexto dinâmico em que se encontra nossa sociedade, a escola não deve se furtar de estabelecer, a ponto entre informatização e formação educacional como um todo. Assumir uma visão e prática educacional em consonância com o que o mundo hoje exige, representa bem mais do que um pensamento moderno, e para não correr o risco de cair no atraso funcional do ensino, mas a coerência de uma prática educativa voltada para os novos paradigmas e desafios do século XXI. Isso exigirá, também, mais do que escolas equipadas tecnologicamente, mas profissionais da educação igualmente preparados para atuarem como mediadores e incentivadores, que direcionem a prática de ensino e aprendizagem como uso da informática como ferramenta nesse processo. O uso da informática na escola deve ser vista como um recurso a mais para o professor. O computador é uma ferramenta que apoiará o aluno no processo de reflexão e de construção do conhecimento. Segundo BORBA(2001) o computador deve ser utilizado para atividades essenciais, tais como “ aprender a ler, escrever, compreender textos, entender gráficos, contar, desenvolver noções espaciais, etc. A informática na escola passa a ser parte da resposta a questões ligadas à cidadania”. Inclusão, também, digital! A função da informática na escola, não se resume a um mero instrumento de trabalho para o professor. Ela representa a inclusão social, à medida que for utilizada na perspectiva da interdisciplinaridade e transdisciplinaridade, pois a evolução do mundo globalizado exige um conhecimento holístico da realidade. A construção desse conhecimento como sabemos, não está na junção de conteúdos e disciplinas, mas na atitude das pessoas que pensam o projeto educativo. (FAZENDA, 1993). A transcendência aponta para um saber integral, no qual o educando aplicará na vida pratica o saber adquirido e construído na coletividade. A informática na escola é, portanto, um meio eficaz para apreensão e construção do saber e para preparar nossos alunos para o mundo virtual tecnológico de forma critica e reflexiva. Nesse contexto, qual o papel do professor? “As profundas e rápidas transformações, em curso no mundo contemporâneo, estão exigindo dos profissionais que atuam na escola, de 67
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    um modo geral,uma revisão de suas formas de atuação”, (SANTOS VIEIRA, 2002). Para GOUVÊA (1999) o papel do professor será imprescindível, sendo assim, ele terá que se adequar a essa tecnologia, utilizado na sala de aula, no seu cotidiano, da mesma forma que um professor um dia, introduziu o primeiro livro numa escola e teve de começar a lidar de modo diferente com o conhecimento – sem deixar as outras tecnologias de comunicação de lado. “Continuaremos a ensinar e a aprender pela palavra, pelo gesto, pela emoção, pela afetividade, pelos textos lidos e escritos, pela televisão, mas agora também pelo computador, pela informação em tempo real, pela tela em camadas, em janelas que vão se aprofundando às nossas vidas...” (Idem, 1999). Sabemos, no entanto, que são poucos os professores de um modo geral que têm experiência no uso de computador na educação e conhecimento no uso da informática da Educação. Nesta realidade, também, encontra-se a nossa escola. De acordo PENTEADO (2000): “professores devem ser parceiros na concepção e condução das atividades com TI (Tecnologias Informáticas) e não meros espectadores executores de tarefas”. Partindo desse pressuposto, o professor deve atuar diretamente no planejamento e execução das atividades a serem desenvolvidas no laboratório de informática. Ainda nesse intento, no Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho (CEF 08), os professores serão motivados, pelos professores coordenadores do laboratório, pelo núcleo pedagógico e pela direção da escola a desenvolverem suas habilidades no que tange aos conhecimentos necessários para a utilização da informática nas aulas, como estratégia cognitiva de aprendizagem. Esperamos que, com a integração de todos os professores com o Laboratório de Informática e a sua utilização, o CEF 08 possa cumprir o seu papel enquanto Instituição Educacional, garantindo aos educandos a oportunidade de adquirir novos conhecimentos, o desenvolvimento de habilidades de pesquisa; e do pensamento cientifico, cultural e artístico, enfim, a formação integral do aluno. METODOLOGIA É importante salientar que o atendimento aos alunos no Laboratório de Informática seguirá o processo de escala a ser definida por professor de modo que as atividades contemplem as perspectivas da interdisciplinaridade. No entanto, nos primeiros momentos, o acesso dos alunos ao laboratório será em forma de grade, com orientação dos coordenadores visto que se trata de um primeiro contato, na escola com essa tecnologia. 68
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    RECURSOS NECESSÁRIOS • HUMANOS Tendo em vista que esta escola atende aos alunos nos turnos, matutino (6ª e 7ª séries), vespertino (5ª e 6ª séries) e noturno (Educação de Jovens e Adultos – EJA) necessitamos, portanto, de três coordenadores. Sendo dois professores com jornada ampliada de 40 horas semanais – um com regência no matutino e coordenação no turno vespertino e outro professor com regência no vespertino com horário de coordenação no turno matutino. Um professor com jornada de 20 horas semanais para a regência do noturno. • MATERIAIS Realidade atual: temos 56 computadores, 04 impressoras, retro-projetor, quadro branco, mural e eventualmente outros recursos necessários ao desenvolvimento das atividades. IMPLANTAÇÃO DO LABORATÓRIO O processo de implantação do Laboratório de Informática do Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho seguirá os seguintes passos: I MOMENTO A ser realizado na coordenação pedagógica e em uma reunião de pais. RESPONSÁVEIS Direção, Coordenadores e Coordenadores do Laboratório. OBJETIVO Mobilizar os professores da escola para se prepararem para o uso do Laboratório de Informática na sua prática de ensino e aprendizagem. AÇÕES • Convidar os professores para conhecerem o laboratório e se inteirar das possibilidades de trabalho no mesmo. 69
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    Reunir com os professores para debater como será utilizado os computadores nas suas aulas e as atividades a serem desenvolvidas no laboratório com os alunos. • Divulgar para a comunidade a proposta pedagógica do Laboratório de Informática. II MOMENTO A ser realizado no Laboratório de Informática. RESPONSÁVEIS Coordenadores do Laboratório de Informática. AÇÕES • Atividade com todas as turmas da escola (em escala): apresentar o computador para os alunos, do hardware, das regras de condutas a serem seguidas no interior do laboratório. • Preparar os alunos para utilizarem o laboratório de Informática por meio de teatro, utilizando uma sucata de computador. OBJETIVOS • Sensibilizar os alunos quanto aos cuidados e regras de conduta no interior do laboratório. • Conhecer a história do computador; • Reconhecer o avanço da tecnologia do computador e a utilização desse recurso na vida cotidiana, no mundo do trabalho e na produção do conhecimento científico. • Conhecer os diferentes componentes do computador e suas funções RECURSOS • PowerPoint e sucata de um computador. • Apresentação ilustrada em Power-Point. III MOMENTO Capacitação dos professores - a ser realizado no Laboratório de Informática. RESPONSÁVEIS Coordenadores do Laboratório de Informática e profissionais competentes na área. 70
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    AÇÕES 1. Capacitação e sensibilização dos professores para a utilização do Laboratório de Informática. 2. Coordenação coletiva para o planejamento de atividades a serem desenvolvidas no laboratório. OBJETIVO Preparar o corpo docente para a utilização dos recursos disponíveis no Laboratório de Informática. IV MOMENTO Atividades a serem desenvolvidas no Laboratório de Informática. RESPONSÁVEIS Professores dos Componentes Curriculares, Atividades e coordenadores do Laboratório de Informática. O projeto será viabilizado por meio de atividades que serão desenvolvidas objetivando atender as 5ªs, 6ªs e 7ªs séries, não perdendo de vista as particularidades de cada uma delas. AÇÕES: Atividade 01 – Regras de conduta no interior do laboratório: Com a utilização do recurso PowerPoint, ilustrar de forma a cativar a atenção dos alunos sobre a importância da conduta correta na utilização do espaço, laboratório, e da perfeita utilização dos equipamentos disponíveis, alem de um breve comentário sobre os aspectos do hardware e dos periféricos possíveis de ser visualizado e tocado pelos alunos. Atividade 02 - História do computador – Integrando figuras ao texto e utilizando slides, contar de forma chamativa a historia do surgimento, seus propósitos primeiros e a evolução do computador até os dias de hoje, bem como as suas novas aplicações nos diversos campos do conhecimento humano. A Atividade 03 - Componentes do computador – demonstrar de forma ilustrada os componentes e periféricos de um computador e suas funções no processamento das informações, além de comentar que instrumento, chip, possibilitou a redução do 71
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    tamanho e aumentoutanto a capacidade de armazenamento e a velocidade do computador. COMPONENTE CURRICULAR – MATEMÁTICA OBJETIVOS • Possibilitar aos alunos, através de comparação de posições, identificarem visualmente qual numero é maior ou menor, levando em consideração a posição do ZERO no gráfico; • Possibilitar aos alunos, através de comparação de posições, identificarem visualmente qual numero é maior ou menor, levando em consideração a posição do ZERO no gráfico; • Demonstrar aos alunos a possibilidade de conversão de um sistema numérico de base 10 em outro; • Contribuir de forma dinâmica para o desenvolvimento da capacidade de raciocínio matemático levando em conta o tempo disponível, • Incentiva o raciocínio lógico matemático na aplicação do sistema de conversão das unidades de medidas e seus múltiplos. • Estimular no aluno o raciocínio lógico e matemático, além da compreensão da sucessão de números pertencentes ao N*. Atividade 04 - Comparando números: através da utilização do recurso Excel, montar gráfico que compare os diversos números inseridos em uma tabela para demonstrar de maneira chamativa a posição de cada um em relação ao “ZERO” gráfico. Atividade 05 - Conversor de medidas: utilizando o Excel, montar tabela capaz de transformar as diversas unidades de medidas do Sistema Métrico. Atividade 06 – Desafio: através do Excel, propor vários desafios que envolvam as quatro operações básicas da matemática na solução de problemas. Atividade 07 – Conversor de números arábicos em romanos: utilizado o Excel, montar tabela de conversão de números inseridos aleatoriamente em algarismos romano classe II. 72
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    Atividade 08 –Sucessão: a partir da utilização do Excel, demonstrar graficamente o sucessor e o antecessor de um numero inteiro, positivo e maior que zero. COMPONENTE CURRICULAR – CIÊNCIAS OBJETIVOS • Incentivar a rapidez na capacidade de interpretação e associação de idéias em um tempo estabelecido na resolução de problemas, bem como a fixação de conteúdos desenvolvidos em sala de aula. • Fixar os conhecimentos a cerca das plantas superiores adquiridos em sala de aula. • Auxiliar na internação dos conhecimentos a cerca das diversas mudanças de estado físico da matéria e suas causas. • Capacitar ao aluno identificar com base nos conhecimentos adquiridos em sala de aula e a partir da formula espacial, as substâncias como sendo puras simples e puras compostas. Atividade 09 - Desafio: usando o Excel, construir tabelas e gráficos, especificados nos itens abaixo, que deverão ser preenchidos de maneira correta pelos alunos em um tempo pré- determinado. Atividade 10 – Plantas: cruzadinha. Atividade 11 – Mudança de estado físico: gráfico. Atividade 12 - Substância pura: tabela. COMPONENTE CURRICULAR – PORTUGUÊS OBJETIVOS • Incentivar a capacidade da analise, síntese, interpretação e leitura, assim como a correta aplicação da gramática aplicada a textos. • Estimular a capacidade do aluno de produzir textos seguindo uma lógica coerente e a correta aplicação dos recursos gramaticais absorvidos em sala de aula, além de incentivar o lado criativo de, quem sabe, um “escritor” em potencial. 73
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    Atividade 13 –Texto: utilizando o recurso Word, reproduzir textos ou partes de textos e criar situações problemas as quais os alunos deverão solucionar de forma correta. Atividade 14 – Com base na leitura e interpretação de texto: “Retrato” (Cecília Meireles) – ler interpretar e aplicar os conhecimentos gramaticais adquiridos em sala de aula na resolução de problema propostos. Atividade 15 - Produção de textos individuais e/ou coletivos de temas variados sob orientação do professor. COMPONENTE CURRICULAR – GEOGRAFIA OBJETIVO Estimular a capacidade de analise, comparação, interpretação de dados, raciocínio lógico e matemático, além de fixar os conhecimentos adquiridos em sala de aula. Atividade 16 - Tabela panorâmica: utilizando o recurso Excel, produzir tabela demonstrativa dos diversos aspectos, sociais, econômicos, geográficos, políticos e culturais da população brasileira em diferentes estados do país. As atividades a seguir serão desenvolvidas, especificamente, com as Turmas do EJA - Ensino de Jovens e Adultos. Atividade 01 - Conhecendo o computador – Em sala de aula usando sucata de computador, apresentar aos alunos os periféricos e suas respectivas funções, deixar que eles manuseiem e observem bem cada parte para que toda sua curiosidade inicial seja atendida. Iniciar nesse momento o trabalho com as regras de conduta e utilização da sala de informática para que os alunos já tenham em mente, ao entrar no laboratório de informática, alguns princípios básicos para o bom andamento das atividades. Atividade 02 – Jogos - No laboratório trabalhar com jogos (jogo da memória, dama, jogos matemática, entre outros) que auxiliam no desenvolvimento da coordenação motora, memória, leitura e interpretação, raciocínio lógico matemáticos, e criatividade. Devido a sua grande interatividade o jogo consegue otimizar o desenvolvimento de tais habilidades. 74
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    Atividade 03 –Criando um livro – Com um tema a ser escolhido pelos alunos será produzida uma historia coletivamente no Word, onde com o auxilio da correção ortográfica os alunos poderão observar e corrigir as palavras escritas de forma incorreta. Depois de pronta, eles mesmos irão ilustrar a história usando o Paint. Com o auxilio do coordenador , será montado uma apresentação de slides para que os alunos possam visualizar o resultado final do livro produzido por eles. Atividade 04 - Ordem alfabética - Os alunos deverão colocar todas as palavras apresentadas na atividade em ordem alfabética. Cada palavra escrita na ordem, errada não será aceita, levado o aluno a raciocinar novamente e procurar a palavra certa. Esta atividade tem por objetivo auxiliar no aprendizado da ordem alfabética observando todas as letras das palavras. Atividade 05 – Sistema Solar - Será apresentado aos alunos slides contendo fotos, textos e curiosidades sobre o sistema solar. Após a apresentação os alunos farão algumas atividades como: palavras cruzadas, situações problemas, ortografia; todas desenvolvidas no Excel. Atividade 06 - Higiene – Com apresentação de slides, contendo textos e figuras que abordam o assunto, por meio também de jogos e atividades, os alunos irão trabalhar o tema higiene de maneira lúdica e divertida para compreenderem que a higiene física, mental e a do meio em que vivem está diretamente relacionada à saúde e à qualidade de vida, aprendendo, assim, a grande importância dos bons hábitos de higiene. AVALIAÇÃO • O projeto do Laboratório de Informática será avaliado em coordenação pela direção, coordenadores do laboratório com grupo de professores e coordenadores. • As atividades realizadas no Laboratório de Informática serão avaliadas pelos alunos por meio de questionários e entrevistas. • Serão aplicadas auto-avaliações aos alunos que se possam refletir sobre o processo de atuação no processo de ensino e aprendizagem no Laboratório de Informática. 75
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    SISTEMA DE DIVULGAÇÃO • Cartazes. • Reunião de pais e mestres. • Ao NTE. • Em sala de aula para os alunos. CRONOGRAMA As atividades serão desenvolvidas no decorrer do ano em curso. ATENDIMENTO DO LABORATORIO O atendimento aos alunos no Laboratório de Informática se dará por agendamento nos horários matutino, vespertino e noturno. RECURSOS NECESSÁRIOS • HUMANOS: Coordenadores do Laboratório pelos professores e coordenadores pedagógicos. • MATERIAL: Serão utilizados 56 computadores, 04 impressoras, retro-projetor, quadro branco, mural e eventualmente outros recursos necessários ao desenvolvimento das atividades. 76
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    Secretaria de Estadode Educação do Distrito Federal Diretoria Regional de Ensino de Sobradinho Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho Serviço de Orientação Educacional - Noturno PLANO DE AÇÃO 2011 Sobradinho, Março de 2011. 77
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    IDENTIFICAÇÃO Secretaria de Estadode Educação Diretoria Regional de Ensino de Sobradinho Instituição Educacional: Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho Diretor: Lauriney Moraes de Souza Orientadora Educacional: Susan Mariana Chaves Fernandes Abrangência do Plano: Comunidade Escolar do CEF 08, especialmente da Educação de Jovens e Adultos (EJA – Noturno) Período de Execução: Ano letivo de 2011 “Temos o dever de lutar pela fraternidade, esquecida no mundo de hoje, pela solidariedade entre os povos, pela tolerância entre as pessoas, pelo desarmamento das mentes e dos corações, pela aceitação do outro, diferente, mas igual, sempre nosso irmão. Não importa que essas belas ideias sejam um trabalho a longo prazo. Sem utopias, a vida não vale a pena ser vivida.” (SECAD/MEC, 2006, pg 83) 78
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    JUSTIFICATIVA Conforme destacado no Regimento Escolar das Instituições Educacionais da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal no art. 26, “A Orientação Educacional integra-se ao trabalho pedagógico da instituição educacional e da comunidade escolar na identificação, na prevenção e na superação dos conflitos, colaborando para o desenvolvimento do aluno, tendo como pressupostos o respeito à pluralidade, à liberdade de expressão, à orientação, à opinião, à democracia da participação e à valorização do aluno como ser integral.” Ciente desta grande responsabilidade e após análise da realidade da EJA no Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho (Consulta à Proposta Pedagógica; participação na coordenação de professores; sugestões de diversos membros da comunidade escolar e Direção e ainda através de sondagem junto aos alunos, foi possível definir as ações e temas prioritários para a ação da Orientação Educacional descritos neste Plano e que deverão pautar-se para o atendimento das necessidades de: integração da EJA às demais ações da Escola; valorização da EJA por meio do intercâmbio de informações, divulgação de suas ações e oferta de novas oportunidades de aprendizagem e crescimento (pessoal e profissional) à comunidade que a compõe; e sistematização da atuação da Orientação Educacional diante dos temas relevantes destacados pelos alunos, bem como do atendimento às dificuldades apresentadas no processo ensino-aprendizagem. É imperativo destacar que os temas listados pelos alunos já integravam a Proposta Pedagógica da Escola e, agora, o Serviço de Orientação Educacional propõe e/ou implementa as ações necessárias referentes a cada um deles. Além disso, também é importante salientar a compreensão de flexibilidade deste Plano, tendo em vista as demandas ainda não percebidas e que podem vir a ocorrer, bem como os redimensionamentos necessários ao que já se propõe, com o objetivo de maior adequação, eficácia e eficiência e em decorrência do constante processo de avaliação do mesmo. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Para a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD), responsável pelas políticas do Ministério da Educação para a Educação de Jovens e Adultos, “a educação não pode estar separada, nos debates, de questões como desenvolvimento ecologicamente sustentável, gênero e orientação sexual, direitos humanos, justiça e 79
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    democracia, qualificação profissionale mundo do trabalho, etnia, tolerância e paz mundial” (SECAD/MEC, 2006) Dessa forma, o Serviço de Orientação Educacional (SOE) se organiza não apenas como articulador nos debates realizados dentro da Instituição Educacional proporcionando a reflexão sobre os temas, mas como fortalecedor das ações educacionais realizadas pelos professores e pela Orientadora Educacional associadas cotidianamente aos temas citados. É fundamental destacar que “o indivíduo que procura os cursos para jovens e adultos está inserido num contexto de diversidade sociocultural, cuja heterogeneidade deve ser respeitada e aproveitada pelos professores, constituindo-se fator essencial do currículo e do processo de aprendizagem. Os diferentes saberes e as diferentes opiniões dos alunos, adquiridos ao longo de suas práticas sociais de vida e de trabalho, deverão ser, nesse sentido, o ponto de partida do processo de aprendizagem sistematizada. (SEEDF, Diretrizes Pedagógicas, 2009, p. 59) E ainda “Sabendo porque busca a escola, o adulto elege também seu conteúdo. Espera encontrar lá, aulas de ler, escrever e falar bem. Além, é claro, das operações e técnicas aritméticas. Espera obter informações de um mundo distante do seu, marcado por nomenclaturas que ele considera próprias de quem sabe das coisas.” (SECAD/MEC, 2006, pg 63) Cabe então dedicar especial atenção às concepções, ideias, percepções e valores que o público da Educação de Jovens e Adultos oferece e buscar contribuir signficativamente para sua ampliação, levando-os à compreensão de que no processo de educação no qual se inserem na Escola não se restringe (e não deve se restringir) às atividades restritas de alfabetização e letramento e de aquisição de habilidades matemáticas. Assim, “O professor pode e deve transmitir informações, desafiar e estimular os alunos no estabelecimento das relações. Mas a produção do conhecimento é exclusiva dos que realizaram esse trabalho. E esse exercício de pensar, isto é, de estabelecer relações não se restringe ao que é dito pelo professor. Pode acontecer e acontece a todo momento, inclusive a partir do que é dito pelos colegas”. (SECAD/MEC, 2006, p. 66) E a Orientação Educacional deve estar atenta a estes aspectos para contribuir adequadamente com o trabalho docente e a formação geral dos educandos, pois é necessário, “ Portanto conceber uma escola onde o cuidar e educar estejam presentes é pensar um espaço educativo com ambientes acolhedores, seguros, instigadores, com profissionais bem qualificados, que organizem e ofereçam experiências desafiadoras. Isso pode ser concretizado por meio de uma metodologia dialógica, onde as descobertas, a ressignificação dos conhecimentos, a aquisição de novos valores, a relação com o meio ambiente e social, a reconstrução da identidade pessoal e social sejam orientadas, de tal modo que o estudante se torne protagonista se sua própria história.. (Currículo da Educação Básica, versão experimental 2010, p.24) As Diretrizes Pedagógicas da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal do ano de 2009 ressaltavam ainda outros aspectos quanto à forma de atuação do SOE (junto aos professores e/ou alunos) 80
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    “A EJA consideraos mesmos princípios da Educação Básica, tornando os conteúdos meios para o desenvolvimento dos processos cognitivos, privilegiando a capacidade de pensar e desenvolvendo a competência de processar as experiências de aprendizagem com autonomia intelectiva e com destaque para o fato de que os jovens e os adultos: • tenham desejo de aprender; • aprendam o que sentem necessidade de aprender; • aprendam praticando; • tenham o aprendizado centralizado em problemas reais; • aprendam melhor em ambiente informal; • tenham melhor aproveitamento por meio da variedade de métodos, recursos e procedimentos de ensino; • tenham a oportunidade de descobrir e de construir por si mesmos. A seleção e a organização das atividades ou experiências de aprendizagem pressupõem alguns critérios que se relacionam diretamente com: • o contexto do aluno; • o nível de desenvolvimento do aluno; • os objetivos pretendidos; • as normas e os valores que serão cultivados; • as competências, as habilidades e os procedimentos requeridos.” (SEEDF, Diretrizes Curriculares, 2009, p.60) Outro documento que merece especial destaque por também definir diretrizes para o trabalho pedagógico em EJA e que, consequentemente, deve pautar a atuação da Orientação Educacional, bem como professores e demais profissionais, é a Resolução CNE/CEB nº 04 de 13 de julho de 2010 que Define Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica e no Capítulo II (sobre as Modalidade de Educação Básica), na Seção I (que trata da Educação de Jovens e Adultos): Art. 28. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) destina-se aos que se situam na faixa etária superior à considerada própria, no nível de conclusão do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. § 1º Cabe aos sistemas educativos viabilizar a oferta de cursos gratuitos aos jovens e aos adultos, proporcionando-lhes oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos, exames, ações integradas e complementares entre si, estruturados em um projeto pedagógico próprio. § 2º Os cursos de EJA, preferencialmente tendo a Educação Profissional articulada com a Educação Básica, devem pautar-se pela flexibilidade, tanto de currículo quanto de tempo e espaço, para que seja(m): I - rompida a simetria com o ensino regular para crianças e adolescentes, de modo a permitir percursos individualizados e conteúdos significativos para os jovens e adultos; II - providos o suporte e a atenção individuais às diferentes necessidades dos estudantes no processo de aprendizagem, mediante atividades diversificadas; III - valorizada a realização de atividades e vivências socializadoras, culturais, recreativas e esportivas, geradoras de enriquecimento do percurso formativo dos estudantes; IV - desenvolvida a agregação de competências para o trabalho; V - promovida a motivação e a orientação permanente dos estudantes, visando maior participação nas aulas e seu melhor aproveitamento e desempenho; VI - realizada, sistematicamente, a formação continuada, destinada, especificamente, aos educadores de jovens e adultos. Por fim, o Regimento Escolar das Instituições Educacionais da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal assim define o serviço de Orientação Educacional: 81
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    Art. 26 -A Orientação Educacional integra-se ao trabalho pedagógico da instituição educacional e da comunidade escolar na identificação, na prevenção e na superação dos conflitos, colaborando para o desenvolvimento do aluno, tendo como pressupostos o respeito à pluralidade, à liberdade de expressão, à orientação, à opinião, à democracia da participação e à valorização do aluno como ser integral. Parágrafo único. A Orientação Educacional está sob a responsabilidade de profissional habilitado para a função na forma da lei. Art. 27 - São atribuições do Orientador Educacional: I - planejar, implantar e implementar o Serviço de Orientação Educacional, incorporando- o ao processo educativo global, na perspectiva de Educação Inclusiva e da Educação para a Diversidade, com ações integradas às demais instâncias pedagógicas da instituição educacional; II - participar do processo de conhecimento da comunidade escolar, identificando suas possibilidades concretas, seus interesses e necessidades; III - participar do processo de elaboração, execução e acompanhamento da Proposta Pedagógica, promovendo ações que contribuam para a implantação e implementação das Orientações Curriculares em vigor na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal; IV - promover atividades pedagógicas orientadas para que os alunos da instituição educacional sejam orientados em sua formação acadêmica, profissional e pessoal, estimulando o desenvolvimento de suas habilidades, competências e responsabilidades; V - auxiliar na sensibilização da comunidade escolar para educação inclusiva, favorecendo a sua implementação no contexto educativo; VI - proporcionar reflexões com a comunidade escolar sobre a prática pedagógica, por meio de discussões quanto ao sistema de avaliação, questões de evasão, repetência, normas disciplinares e outros; VII - participar da identificação e encaminhamento de alunos que apresentem queixas escolares, incluindo dificuldades de aprendizagem, comportamentais ou outras que influenciem o seu sucesso escolar; VIII - participar ativamente do processo de integração escola-família-comunidade, realizando ações que favoreçam o envolvimento dos pais e familiares no processo educativo; IX - apoiar e subsidiar os segmentos escolares como: Conselho Escolar, Grêmio Estudantil e Associações de Pais e Mestres; X - participar com as demais instâncias pedagógicas da instituição educacional da identificação das causas que impedem o avanço do processo de ensino e de aprendizagem, e da promoção de alternativas que favoreçam a construção da cultura de sucesso escolar; XI - realizar ações integradas com a comunidade escolar no desenvolvimento de projetos como: saúde, educação sexual, prevenção ao uso indevido de drogas, meio ambiente, ética, cidadania, cultura de paz e outros priorizados pela instituição educacional, visando a formação integral do aluno; XII - realizar projetos que visem influir na melhoria do processo de ensino e aprendizagem. Como se percebe, neste documento já são apresentados diversos temas para o desenvolvimento de projetos, porém é necessário destacar (mesmo que soe como uma redundância) que os mesmos temas têm abordagens diferentes em cada instituição educacional devido à necessidade que têm de adequação à realidade única de cada escola e que ainda poderão ser acrescidos de temas diversos que se mostrarem pertinentes e necessários à formação e aprendizagem dos educandos, alguns inclusive serão citados no tópico necessidades e que são fruto da análise inicial da realidade e da sondagem realizada com alunos e professores. 82
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    CARACTERIZAÇÃO DA REALIDADE O Centro de Ensino Fundamental 08 está localizado na Região Administrativa de Sobradinho II e atende alunos da 5ª à 7ª séries do Ensino Fundamental no turno diurno (matutino e vespertino) e o 1º Segmento da Educação de Jovens e Adultos (correspondente às quatro primeiras séries do Ensino Fundamental) no turno noturno. Os alunos da EJA, alvo deste Plano de Ação, compõem uma clientela bastante diversificada nos aspectos de idade, renda e objetivos com relação à educação. Os cerca de 130 alunos, distribuídos em quatro turmas (1 turma para cada etapa das séries iniciais) tem entre 15 e 70 anos; em sua maioria são moradores de Sobradinho II e Setor de Mansões de Sobradinho (uma parcela é constituída por moradores dos demais condomínios e região da Fercal). Com relação à ocupação/emprego, existem profissionais do setor de prestação de serviços (domésticos, vendedores, cabeleireiros, operários da construção civil entre outros), autônomos, aposentados e donas de casa, com renda variável, mas principalmente classificados entre a classe média e média baixa. Quanto às expectativas relacionadas à educação, algumas se aliam à exigência e o desejo de crescimento profissional e a grande maioria ao desejo de crescimento/realização pessoal. NECESSIDADES Apresentam-se como necessidades para o trabalho de Orientação Educacional relacionada à EJA: - Realização de discussões de temas diversos que sejam relevantes e do interesse dos alunos e comunidade escolar, de forma a contribuir para a sua formação plena (com ênfase na formação para a cidadania); - Intervenção sistemática junto aos alunos com dificuldades de aprendizagem, o que compreende: a atuação junto a estes alunos (individualmente e/ou em grupo), incluindo elaboração de adaptações curriculares (quando for o caso); auxílio aos professores na compreensão das dificuldades de cada um e enfrentamento das mesmas no cotidiano da sala de aula; aplicação de atividades diversificadas junto a todos os alunos no sentido de ampliar o conhecimento sobre as diferenças de uma maneira geral e construir um clima/relação de 83
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    respeito e tolerância,além do fortalecimento das relações de amizade, solidariedade, cooperação e valorização entre todos os segmentos da comunidade escolar; - Atuação junto à coordenação pedagógica para o desenvolvimento dos projetos presentes na Proposta Pedagógica da Escola, adequados à EJA, de forma a tornar este segmento mais participante em sua aprendizagem e nas atividades já desenvolvidas na IE como um todo, além de projetos sobre autoestima, orientação sexual, educação ambiental, valores e cidadania, entre outros, visando à formação integral dos alunos. RECURSOS HUMANOS Os recursos humanos da Instituição Educacional são: - Diretor, vice-diretora, supervisores administrativos, supervisores e coordenadores pedagógicos; - Professores; - Auxiliares de serviços gerais (conservação e limpeza); - Auxiliares de copa e cozinha (terceirizadas); - Auxiliares de educação: vigilância; - Orientadoras Educacionais; - Secretárias; - Professora responsável pela mecanografia; - Alunos. As pessoas mais diretamente relacionadas com este Plano de Ação (alvo das ações e/ou contribuintes) são: - Supervisor administrativo - Welder; - Vice-diretora - Eliane - Orientadora Educacional - Susan - Coordenadora da EJA - Rejane - Professores da EJA (7 profissionais) - Professor Edilson – Laboratório de Informática - Alunos da EJA RECURSOS MATERIAIS Os recursos disponíveis na IE que serão utilizados para a execução deste Plano, conforme as necessidades são: 84
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    - Sala demúltiplos usos; - Recursos audiovisuais: data-show, DVD, som; - Materiais de papelaria diversos (cartolinas, papel cartão, papel A4, pincel atômico). OBJETIVOS GERAIS - Promover a discussão de temas diversos que sejam relevantes e do interesse dos alunos e comunidade escolar, contribuindo para a sua formação, utilizando de metodologias diversificadas; - Auxiliar professores e alunos na compreensão e enfrentamento das dificuldades de aprendizagem; - Contribuir para o fortalecimento das relações de amizade, respeito, solidariedade, cooperação e valorização entre todos os segmentos da comunidade escolar; - Desenvolver, junto à coordenação pedagógica, os projetos presentes na Proposta Pedagógica da Escola, adequados à EJA, de forma a tornar este segmento mais participante em sua aprendizagem e nas atividades já desenvolvidas na IE como um todo; - Desenvolver, junto à coordenação pedagógica e corpo docente, projetos sobre autoestima, orientação sexual, educação ambiental, valores e cidadania, entre outros, visando à formação integral dos alunos. 85
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    OBJETIVOS ESPECÍFICOS ESTRATÉGIAS ATIVIDADES CRONOGRAMA AVALIAÇÃO - Proporcionar momentos de - Discussão em grupos menores - Levantamento dos temas (através 2011 - Em todos os discussão e reflexão sobre os (quando for tema estritamente de entrevistas, aplicação de momentos serão temas considerados importantes e relacionado à realidade de uma questionários, observações e avaliados o interesse e pertinentes, destacados pelos turma ou grupo de alunos ou participação nos momen- tos de a participação dos alunos, professores e outros corpo docente), ou em grupos coordenação; envolvidos nas representantes da comunidade maiores quando os assuntos forem - Dinâmicas de grupo; atividades propostas. escolar; de interesse de toda a comunidade - Leitura reflexiva de diversos tipos - Será feita avaliação - Utilizar metodologias escolar, utilizando os diversos de texto (jornalístico, científico, oral com os diversificadas de abordagem dos espaços à disposição; imagens, propagandas, mensagens..); participantes ao final temas de forma a proporcionar - Encontros de grupos para - Encenações, filmes, músicas e dos encontros e das momentos diferenciados, discutir os temas a partir de outros elementos artísticos para atividades. prazerosos, atrativos e ilustrações, textos diversos, estimular as discussões; - Junto aos professores, significativos para formação dos filmes, encenações... - Palestras; quanto à repercussão alunos, adequando-se aos seus - Exposição de textos, imagens e em outros momentos ou interesses, expectativas e mensagens no mural da EJA; anda sobre a influência especificidades; que cada uma das atividades possa ter exercido sobre o comportamento dos alunos. - Auxiliar professores na análise - Atendimento individualizado aos - Levantamento dos alunos com 2011 - Em todos os encontros das dificuldades de aprendizagem professores regentes para dificuldades de aprendizagem junto serão avaliados o apresentadas pelos alunos; conhecimento e orientação quanto aos professores; interesse e a - Elaborar, junto com a às dificuldades de aprendizagem - Análise do histórico escolar e participação dos coordenação pedagógica e apresentadas pelos alunos; diagnósticos (quando houver); envolvidos, bem como professores, estratégias e - Atendimento individualizado ou - Levantamento das dificuldades os avanços percebidos atividades específicas, para a em grupos de até 3 estudantes junto aos alunos (entrevista, testes na execução das superação ou redução das com dificuldades semelhantes diversos); atividades propostas. dificuldades de aprendizagem para orientação especializada para - Atendimento individual ou em - Junto aos professores, apresentadas; cada dificuldade observada, com pequenos grupos (até 3 com considerando as - Prestar atendimento vistas à sua superação ou redução dificuldades semelhantes) de acordo possíveis alterações 86
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    especializado aos alunoscom do comprometimento à com cronograma estabelecido; quanto à predisposição dificuldades de aprendizagem, de aprendizagem. - Acompanhamento da evolução em para a aprendizagem e acordo com sua especificidade e sala junto aos professores; evolução na conquista ainda de acordo com as - Orientação particular a cada pro- de habilidades e possibilidades de atuação do fessor para atuação junto aos alunos competências relativas Serviço de Orientação com dificuldades de aprendizagem à formação acadêmica Educacional; para melhoria das condições gerais e dos alunos atendidos. resultados da aprendizagem; - Contribuir para o fortalecimento - Reflexão sobre as possi- - Dinâmicas de grupo; 2011 Idem ao primeiro das relações de amizade, respeito, bilidades que temos para nosso - Leitura reflexiva de diversos tipos objetivo. solidariedade, cooperação e crescimento pessoal e também das de texto (jornalístico, científico, valorização entre todos os dificuldades que enfrentamos; imagens, propagandas, mensagens..); segmentos da comunidade - Discussão sobre as respon- - Encenações, filmes, músicas e escolar; sabilidades inerentes às nossas outros elementos artísticos para - Contribuir para a formação de escolhas (pelas consequências de estimular as discussões; uma visão positiva de si e dos nossos atos); - Palestras; outros, fortalecendo a autoestima; - Reflexão sobre respeito, moral e - Exposição de textos, imagens e ética partindo de exemplos mesagens no mural da EJA; concretos e que possam contribuir para a percepção da adequação (ou inadequação) do comportamento para o convívio em sociedade; - Definição de metas e estratégias para o alcance delas, como forma de estímulo à dedicação, ao esforço, às conquistas alcançadas. Desenvolver, junto à coordenação - Projeto de Leitura e Jornal da - Jornal Mural 2011 Idem ao primeiro pedagógica, os projetos presentes Escola; - Mostra de EJA objetivo. na Proposta Pedagógica da - Projeto Valores e de Cultura da - Oficinas profissionalizantes e de Escola, adequados à EJA, de Paz (complementar ao objetivo artesanato (entre outras que forem 87
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    forma a tornareste segmento anterior); demandadas) mais participante em sua - Feira Cultural; - Oficina de textos/produção textual aprendizagem e nas atividades já - Projeto Novos Rumos: opções no laboratório de informática desenvolvidas na IE como um para o 2º semestre relacionando todo: Projeto de Leitura; Projeto aos demais projetos e objetivos sobre Valores; Feira Cultural; presentes neste plano; Jornal da Escola; Projeto Novos Rumos (análise e organização para novas oportunidades). Desenvolver, junto à coordenação - Levantamento e análise dos - Dinâmicas de grupo; pedagógica e corpo docente, temas considerados mais - Leitura reflexiva de diversos tipos projetos sobre orientação sexual, importantes ou urgentes; de texto (jornalístico, científico, educação ambiental e cidadania, - Elaboração e execução de imagens, propagandas, mensagens..); entre outros, visando à formação projetos sobre (entre outros): - Encenações, filmes, músicas e integral dos alunos. Orientação sexual outros elementos artísticos para Educação ambiental estimular as discussões; Cidadania - Palestras; Saúde - Exposição de textos, imagens e Prevenção ao uso indevido de mesagens no mural da EJA; drogas 88
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    Serviço de OrientaçãoEducacional - Diurno PLANO DE AÇÃO 2011 89
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    JUSTIFICATIVA O Plano de Ação Anual vem traçar as diretrizes e estratégias a serem desenvolvidas ao longo do ano de 2011; tendo como pontos norteadores: a Evasão Escolar; Rendimento Escolar; Atendimento e Orientação aos pais e alunos citados no Conselho de Classe; Palestras com temáticas pré-estabelecidas pela Direção e equipe escolar e/ou Diretoria Regional - Secretaria de Educação e o Programa de Saúde na Escola-PSE (Política Pública, do Governo Federal); Encaminhamentos Médicos-Hospitalares e, Acuidade Visual. AÇÕES 1. Evasão: procurar pais/responsáveis pelos alunos com mais de três faltas consecutivas; e, persistindo a ausência do aluno, o encaminhamento ao Conselho Tutelar (que se torna necessário não só quanto aos alunos faltosos, mas em questões graves disciplinares ou familiares); 2. Rendimento: haverá indicação para reforço escolar nas disciplinas de matemática e ciências; 3. Atendimentos aos pais e alunos: Individuais; Orientação aos Pais – palestras mensais (muitos pais são chamados após os Conselhos de Classe, bimestral); 4. Palestras (30 turmas): 1º Semestre – temática: A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO 2º Semestre – temática: SEXUALIDADE (IDADE E INICIAÇÃO SEXUAL) 5. Atividades diversificadas, mensais, do Programa de Saúde na Escola-PSE, em Sobradinho II. 6. Encaminhamentos médicos: Neurologia, Psicologia, Clínica Geral, Ginecologia, etc. 7. Acuidade Visual: Triagem e indicações para o NAE, através de Fichas Fase (19), dos alunos com dificuldades oftalmológicas. OBJETIVO GERAL Intervenção ao longo do ano: na freqüência e assiduidade, no rendimento bimestral, no estímulo da disciplina, da busca do conhecimento, da orientação e encaminhamento de pais e alunos, do acompanhamento/participação da família no desenvolvimento pleno do aluno; 90
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    informar através detemáticas da atualidade instigando a discussão e reflexão para formação de atitudes e, atuar nas atividades do Programa Saúde na Escola-PSE, visando alavancar mais recursos para a Rede Pública de Ensino, em Sobradinho II. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Acompanhar a freqüência de todos os alunos, através dos professores, semanalmente, telefonemas às famílias buscando informação e/ou encaminhamento ao Conselho Tutelar quando forem esgotados todos os recursos e contatos, assim como os alunos com problemas disciplinares e conflitos familiares; • Solicitar o Comparecimento do Responsável em face de registro de ocorrência de indisciplina e/ou suspensão pelos Supervisores Escolares; e ainda, orientando os pais quanto ao comportamento adequado e esperado; • Acompanhar e encaminhar os alunos indicados pelos professores, no Conselho Escolar, bimestral, que demonstrem algum comportamento, sentimento ou dificuldade, para reforço escolar ou atendimento; • Ministrar palestras ao longo do ano sobre temáticas propostas para o ano vigente, para 2011, os temas serão: 1º semestre – A Busca do conhecimento; 2º semestre – Sexualidade; • Participar de reuniões e atividades pertinentes ao Programa de Saúde na Escola-PSE, visando agilizar/alavancar recursos da política pública do Governo Federal para a Rede Pública de Ensino de Sobradinho II. 91
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    ATENDIMENTO E ORIENTAÇÃOAOS PAIS CRONOGRAMA - 2011 Horário: 19 h Meses MAR ABR MAI JUN AGO SET OUT NOV DEZ Atividade A T E N 03 D (quinta I feira) 12 18 20 12 15 05 07 02 M (terça (quarta (segunda (sexta (quinta (quarta (segunda (sexta E feira) feira) feira) feira) feira) feira) feira) feira) N T 31 O (quinta feira) A O S P A I S 92
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    ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO Plano de Ação da Sala de Recursos Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho Brasília, 09 de fevereiro de 2011. 93
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    IDENTIFICAÇÃO EQUIPE: Coordenadora Itinerante: Socorro de Fátima Araújo dos Santos Psicóloga: Tânia Naves Nogueira Lobo Instituição Educacional: Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho Endereço: AR03 Lote 04 Área Especial 02 Bairro: Sobradinho II - Distrito Federal. Localização: Área Urbana Professores do atendimento da sala de recursos: Alexandre David Zeitune, Lucy Mary Rocha Bispo, Ivacy José de Souza e Cleiton Torres. APRESENTAÇÃO Este Plano de Ação trata-se de uma proposta para o Atendimento Educacional Especializado da Sala de Recurso de Altas Habilidades de Sobradinho que tem como finalidade elencar objetivos, metas e estratégias para o atendimento dos alunos, numa perspectiva da qualidade do processo de enriquecimento curricular para os anos de 2009 e 2010. Este documento servirá de base para a reflexão e construção coletiva de uma Proposta de Trabalho que fundamentará as ações desta Sala de Recursos, tendo como foco principal o aluno de altas habilidades/superdotado. A Sala de Recursos do Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho atende alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio da rede pública do Distrito Federal, nos turnos matutino e vespertino. Conta com uma equipe de atendimento psicopedagógigo, da qual fazem parte profissionais especializados, como coordenadora e psicóloga para diagnosticar e encaminhar os alunos para o atendimento. Este, por sua vez, conta com professores capacitados e habilitados na áreas de Artes Visuais e Cênicas, Biologia e Pedagogia que atuam com o objetivo orientar os educandos no sentido de desenvolver suas potencialidades, numa perspectiva de aprofundamento dos seus conhecimentos na sua área de interesse. 94
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    Os alunos, emsua maioria, são predominantemente de Sobradinho I, Sobradinho II, condomínios dos arredores, da Vila Rabelo I e Vila Rabelo II, tendo também alunos de áreas rurais próximas à escola. O perfil sócio econômico dos estudantes é diversificado, havendo uma predominância de poder aquisitivo de baixo a média renda. Por apresentarem necessidades específicas como alto potencial e elevada criatividade, aos alunos com altas habilidades/superdotação devem ser asseguradas oportunidades que lhes permitam o desenvolvimento de seu potencial e o alcance de um nível satisfatório de auto- realização. Para isso, considerando as políticas educacionais inclusivas, o educando deve ser atendido em seus interesses, necessidades e potencialidades. Portanto o atendimento na sala de recursos de altas habilidades/superdotação de Sobradinho tem como objetivo maior propiciar o desenvolvimento das habilidades e dos talentos de modo que favoreça o desenvolvimento global dos alunos para que possam, contribuir qualitativamente com a sociedade e com a própria qualidade de vida. JUSTIFICATIVA Segundo as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (Ministério da Educação, 2001), o conceito de altas habilidades/superdotação é adotado por alguns programas brasileiros para destacar crianças consideradas superdotadas e talentosas. São as que apresentam notável desempenho e elevada potencialidade em aspectos isolados ou combinados: capacidade intelectual geral, aptidão acadêmica específica, pensamento criador ou produtivo, capacidade de liderança, talento especial para as artes e capacidade psicomotora. (SEESP - Secretaria de Educação Especial, 2006). Renzulli (2004) afirma que quase todas as habilidades humanas podem ser desenvolvidas e por isso a necessidade de maior atenção aos potencialmente superdotados. O atendimento às necessidades educacionais dos alunos de altas habilidades/superdotação sugere, portanto, o conhecimento de alguns conceitos, características e encaminhamentos pedagógicos possíveis a esse aluno para que ele tenha seus interesses e estilos de aprendizagem respeitados e contemplados. Os objetivos das propostas de atendimento especializado em sala de recursos têm em vista ampliar e diversificar os conhecimentos que despertam curiosidade e interesses nos alunos, promover a integração social entre seus pares, estimular o pensamento produtivo, desenvolver potencialidades e habilidades específicas, propiciar experiências de resolução de problemas, formulação de hipóteses e promover o ajustamento de diferentes áreas de desenvolvimento. 95
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    Para desenvolver essetrabalho o papel do educador é fundamental para o encaminhamento de uma gama de atividades diferenciadas que considerem as habilidades dos educandos. Para a autora Guenther (2000, p.20) o papel do educador é o de encaminhar o desenvolvimento de pessoas e encontrar a melhor e a mais apropriada forma de prover a cada um aquilo de que ele necessita para se tornar o melhor ser humano que pode vir a ser. Isso requer um trabalho pedagógico voltado para a perspectiva de uma aprendizagem ativa e dinâmica. O professor deve promover atividades diversas, atendendo às complexidades de exercícios exigidas pelos alunos, que seja capaz de ampliar tarefas e propor projetos de ação personalizados, conforme as necessidades dos seus educandos. A sala de recursos de Sobradinho tem como objetivos: OBJETIVO GERAL • Oferecer aos alunos com altas habilidades/superdotação o atendimento especializado necessário, implantando as abordagens e considerações psicológicas necessárias ao atendimento dos alunos com Altas Habilidades/Superdotação, contemplando os princípios da escola inclusiva e das políticas públicas educacionais. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Disseminar a área de superdotação e combater os mitos e falácias; • Identificar talentos acadêmicos, artísticos, de criatividade, lideranças e outros; • Propiciar o desenvolvimento das habilidades e dos talentos dos alunos com alto potencial por meio do enriquecimento curricular; • Proporcionar atividades de enriquecimento aos alunos com altas habilidades, oferecendo melhores oportunidades que atendam ao perfil de cada educando, bem como ao seu ritmo de desenvolvimento e aprendizagem; • Ampliar experiências nas áreas diversas, desenvolvendo hábitos de estudo, pesquisa e trabalho; • Incentivar e favorecer o desenvolvimento do auto-conceito, o ajustamento pessoal, emocional e o desenvolvimento social. • Estimular situações de aprendizagem que resulte em maior produtividade e criatividade, possibilitando a expansão dos interesses. • Investigar problemas reais, usando metodologias adequadas à área de conhecimento de interesse dos alunos. 96
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    ÁREA ACADÊMICA Para alcançar os objetivos propostos serão proporcionadas aos alunos experiências exploratórias gerais para permitir a identificação dos seus interesses e desenvolvimento das suas habilidades, por meio das seguintes ações: • Atividades de exploratórias de diversas áreas e temas de estudo, para escolher um deles e elaborar planos para desenvolver uma idéia. • Realizar atividades de pesquisa na área de conhecimento de interesse; • Realizar atividades de aprendizagem em grupo ou individual com objetivo de investigar problemas reais; • A partir de estudos, produzir hipóteses, solução de problemas reais; • Elaborar e melhorar um produto; • Promover atividades que promovam o desenvolvimento da criatividade e manifestações artísticas: desenho; dramatização; produção textual. • Fazer analogias; • Imaginar, transformar e inventar; • Estimular parcerias entre a família, escola, instituições educacionais, empresariais e outras; • Visitas a museus, universidade, galerias, bibliotecas, etc; • Promover oficinas: produção e criação textual de peças teatrais, fábulas, contos, crônicas e outros gêneros textuais; produção e criação de projetos na área cinestésico-corporal e oficina de criação artística • Organização de grupos para construção de conhecimentos e propostas para a solução de problemas da comunidade . • Promoção de atividades de lazer e recreação em contato com o meio urbano, rural, parques e praças; • Desenvolver atividades exploratórias do tipo I (exposições, conservatórios, museus, etc) • Desenvolver atividades de treinamento do tipo II (analisando, refletindo, inferindo, identificando e interpretando ) • Desenvolver atividades do tipo II 97
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    ATENDIMENTO DE ARTESVISUAIS ARTE – CIÊNCIAS E MEIO AMBIENTE - Sentir - Pensar – Fazer Para: “provocar emoção; proporcionar prazer estético; comunicar aos outros seus pensamentos; sentir alegria ou satisfação durante o ato criativo; explorar novas formas de expressão; perpetuar sua existência no mundo; divulgar suas crenças; usar o tempo de forma criativa; documentar seu tempo, homenagear alguém, algum fato ou alguma idéia.” (Explicando a Arte, Jô de Oliveira e Lucélia Garcez). Desenvolver o relacionamento produtivo entre jovens artistas da mesma região: • Por meio da oficina de experimentação de materiais, cores, formas, texturas, volumes, sons, luz...; • Estudos, observações e releitura de obras de arte no mundo e no Brasil; • Percepção de patrimônio cultural e natural do Brasil, de Brasília e do Vale do Ribeirão Sobradinho; • Produção e participação em eventos artísticos e culturais; • Parcerias para cursos de aperfeiçoamento com entidades culturais; • E, organização de portfólios e documentação da produção para veiculação dos resultados dos trabalhos individuais e coletivos. CRONOGRAMA ESTRATÉGIAS Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Dedicação à formação continuada dos professores. OBS. Condicionado à oferta da EAPE. Realizar pesquisas e proporcionar materiais adequados às necessidades dos alunos. Planejar as atividades da sala de altas habilidades/superdotação fundamentados na proposta nacional de atendimento da educação inclusiva. 98
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    Dar cumprimento à proposta, desenvolvendo atividades relacionadas às habilidades específicas dos alunos. Elaboração de projetos que priorizem o desenvolvimento das habilidades de leitura, interpretação e desenvolvimento do raciocínio lógico matemático; o desenvolvimento do potencial criativo e a manifestação artística. Oferecer recursos de pesquisa, assegurando o desenvolvimento dos projetos individuais e coletivos. Assegurar o desenvolvimento das atividades de enriquecimento tipos: I, II e III, baseada na teoria de Renzuli. Desenvolver o Portifólio de Talento Total; Projeto da Feira de Ciências; Projetos de Pesquisa Promover um ambiente acolhedor e de harmonia entre alunos/alunos e professores/alunos e família. Promover e fortalecer a participação dos pais no Encontros bimestrais projeto de atendimento. Elevar a auto-estima dos Ações a curto e longo prazo. alunos e da família. Incentivar e apoiar as iniciativas individuais e coletivas de projetos dos alunos. Promover ações que garantam a permanência dos . alunos na sala de recursos. Realizar palestras e oficinas com os pais ou responsáveis sobre como orientar e acompanhar seus filhos no desenvolvimento dos projetos. 99
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    Realizar levantamento periódico dasdificuldades que devem ser superadas. Buscar estratégias para sensibilizar a comunidade escolar e local quanto a Ações bimestrais. necessidade e importância do atendimento de altas habilidades/superdotação. Promover e participar de eventos proposto pelo Uma ação por bimestre. NAAH/S e pela escola, como: feiras, eventos culturais. Promover, sempre que necessário e de acordo os interesses dos alunos: palestras e oficinas, visitas a museus, bibliotecas, etc. Buscar melhorias para o atendimento: espaço físico e recursos pedagógicos. Promover ações de interação com o ensino regular. Com as ações e estratégias elencadas, anteriormente, esperamos os seguintes resultados: • O auxílio na formação integral dos alunos de AH/SD • A criação de um ambiente favorável a aprendizagem • Oferecer o suporte especializado e necessário ao nosso público alvo; • A formação de alunos críticos; • Protagonismo Juvenil. AVALIAÇÃO O plano de ação trata-se de um projeto inicial que será fortalecido, coletivamente, durante o ano de trabalho e avaliado durante as coordenações com o propósito de buscar readequá-lo às necessidades dos alunos. 100
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    BIBLIOGRAFIA Brasil. Secretaria deEducação Especial. Política nacional de educação especial: livro 1. Brasília: MEC/SEESP, 1994. ______.Secretaria de Educação Especial. Subsídios para a organização e funcionamento de serviços de educação especial: Área de Altas Habilidades. Brasília: MEC/SEESP, 1995. ______.Secretaria de Educação Especial. Diretrizes gerais para o atendimento dos alunos portadores de altas habilidades, superdotação e talento. Brasília: MEC/SEESP, 1996. _______.Secretaria de Educação Especial. Programa de capacitação de recursos humanos do ensino fundamental: superdotação e talento vols.1 e 2. Brasília: MEC/SEESP,1999. _______.Ministério da Educação. Diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica/Secretaria de Educação Especial – MEC; SEESP, 2001. GUENTHER, Zenita Cunha. Desenvolver capacidades e talentos: um conceito de inclusão. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000. RENZULLI, Joseph S. O Que é Esta Coisa Chamada Superdotação, e Como a Desenvolvemos? Uma retrospectiva de vinte e cinco anos. In: Revista Educação. Porto Alegre – RS, Ano XXVII, n.1 (52), Jan./Abr. 2004. 101
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    GOVERNO DO DISTRITOFEDERAL SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO – DIRETORIA DE ENSINO ESPECIAL DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE SOBRADINHO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO AO ESTUDANTE COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO CENTRO DE ENSINO FUNDAMENTAL 08 DE SOBRADINHO Projeto de Aulas de Robótica Atendimento Educacional Especializado Altas Habilidades/Superdotação Prof. Alexandre David Zeitune Sobradinho, 25 de abril de 2011 102
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    APRESENTAÇÃO A proposta para as aulas de robótica do Atendimento Educacional Especializado de Altas Habilidades, no Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho, consiste na utilização de princípios de engenharia para desenvolver robôs programáveis, direcionando os alunos na investigação científica, possibilitando aos mesmos a interação com o concreto e o abstrato na resolução de problemas do seu cotidiano e colocando-os em contato com o mundo da tecnologia robótica. Dentre seus princípios pedagógicos a robótica promove o estudo de conceitos multidisciplinares como física, matemática, geografia, informática, dentre outros conhecimentos. Promove o desenvolvimento de habilidades e competências dos alunos, estimulando a criatividade, o raciocínio lógico-matemático, a capacidade de programação; estimula o trabalho em equipe e a possibilidade de estar sempre buscando novas idéias em um contínuo processo de aprendizado. JUSTIFICATIVA Vivemos em um mundo no qual a tecnologia ganha um grande destaque e quanto mais desenvolvida é essa tecnologia, maior é o grau de entrelaçamento entre mecanismos computacionais e os seres humanos. Desta forma as instituições de ensino ganham uma maior responsabilidade para atender as necessidades dos alunos neste contexto de revolução tecnológica. Logo temos por obrigação mudar o atual paradigma que no Brasil as novas tecnologias estão praticamente restritas às instituições de ensino superior, centros de ciência e tecnologia e algumas indústrias e, que os avanços tecnológicos e respectivos benefícios advindos do seu uso e conhecimentos ficam concentrados a poucos (Albuquerque 2010). Atualmente, no Brasil, tem sido cada vez mais comum a implementação da robótica pedagógica no ensino infantil e fundamental, por ser esta uma área que estimula o pensamento criativo dos alunos, bem como a assimilação de conteúdos, motivando-os a questionar e procurar soluções para situações- problema da vida real, permitindo a relação teoria e prática, ao passo que atua para o desenvolvimento do senso crítico, do comportamento de colaboração e do senso ético. IDENTIFICAÇÃO DO OBJETO Este projeto tem como fundamentação teórica a Robótica Pedagógica ou Educacional conforme CÉSAR (2007), caracterizada por ambientes de aprendizagem que requer materiais, 103
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    como kits demontagens compostos por diferentes peças, motores e sensores que permitam a construção e programação de Robôs. Utilizando o kit LEGO® Mindstorms NXT 9797,cedido em agosto de 2010 pelo Projeto de Educação Continuada em Ciências da Engenharia (PRECOCE), buscou-se a montagem dos robôs ou dispositivo tecnológicos que utilizassem elementos da Mecânica, tais como engrenagens, eixo cardam, esteiras etc. Como as peças do kit são facilmente encaixadas entre si, procura-se trabalhar sempre respeitando os princípios da Mecânica, da Física e da Matemática, de forma interdisciplinar, além de interagir com equipamentos elétricos tais como sensores, motores e lâmpadas, aproveitando a possibilidade de receberem comandos a partir de uma programação ou controle remoto via Bluetooth. DESCRIÇÃO DAS SALAS, AMBIENTES E RECURSOS MATERIAIS Atualmente o Núcleo de Altas Habilidades de Sobradinho tem atendido 25 alunos com interesse, exclusivamente, em robótica e divididos em três dias da semana, nos turnos matutinos e vespertinos, cada turno com quatro horas de duração. Os alunos frequentam o ensino fundamental e médio e são recebidos uma vez por semana conforme o modelo de atendimento do Núcleo de Altas Habilidades. Este atendimento ocorre em uma sala do Centro de Ensino Fundamental 08 em Sobradinho II. O espaço físico no qual desenvolvemos as atividades, atualmente, compreende uma sala de vinte metros quadrados, compartilhada com outro professor da área de Artes Visuais. Na sala há cadeiras, um mesa redonda, quadro-de-giz e cadeiras. Partindo do principio que a escola deve ser o local da formação de pessoas com novas competências e sendo a tecnologia um fator revolucionário em nossos tempos, destaca-se a importância na aula de robótica na escola, não apenas como "robótica técnica” e sim uma robótica a serviço da educação (D'ABREU, 2003). Posto isso devemos trabalhar para que exista uma estreita relação entre o processo de construção e controle dos robôs com o desenvolvimento das competências e habilidades dos alunos. Desta forma, o uso do kit LEGO Mindstorms vem atendendo atividades de Enriquecimento tipo I, II e III propostos por Renzulli & Reis (1997). Como equipamento necessário para a execução deste projeto é necessário adquirir: Software (Bricx Command Center Versão 3.3 e o Lego® Mindstorms NXT 2.0)* Software Lego® Digital Designer; freeware* 01 kit 9797 LEGO® Mindstorms NXT 2.0 - ( Emprestado pela UnB por tempo determinado) 104
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    02 kits LEGO®Mindstorms RCX 1.0 * - ( Emprestado pela UnB por tempo determinado) 05 kit 8547 LEGO® MINDSTORMS® NXT 2.0** 01 data show ** 01 lousa digital ** 05 Computadores contendo sistema operacional Windows vista ou superior. Processador core due ou superior. Memória Ram 1000 MB ou superior.** Observações: * material já existente ** material necessário OBJETIVOS A ALCANÇAR Visando atender aos alunos de Altas Habilidades/Superdotação com interesse na área de tecnologias, a aquisição dos materiais listados neste projeto, busca promover um ambiente de aprendizagem mediado pela tecnologia para o aperfeiçoamento de habilidades, estimulando o pensamento reflexivo e crítico dos(as) alunos(as) para a busca por soluções de problemas reais, oportunizando o trabalho coletivo e o desenvolvimento de habilidades e competências pessoais necessárias para vida e as novas demandas profissionais. Dando continuidade a este projeto, pretende-se no ano de 2011 desenvolver a seguintes atividades: - Continuar os projetos individuais dos alunos que foram iniciados neste ano; - Permanecer com as aulas de robótica como atividades de Enriquecimento com os alunos atendidos pela sala de recursos para alunos com Altas Habilidades/Superdotação da Regional de Sobradinho. - Promover e desenvolver competições de equipes de robótica atendidas pela sala de recurso de altas habilidades do CEF 08. Estas competições serão similares as promovidas pela FIRST Lego League- FLL (FIRST do Brasil, 2010); - Promover e desenvolver competições com aparticipação de alunos do ensino regular da regional de sobradinho; - Preparar equipes para a participação do FIRST Lego League (FLL). 105
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    METAS A principal meta deste projeto é ampliar o atendimento para um maior número de alunos do ensino especial, transformando esta instituição em um centro de referência de robótica para o ensino especial em Sobradinho. Para tanto se faz necessário à utilização do espaço chamado “Sala de Ciências”, também chamado de Laboratório de Ciências, localizado nas dependências do CEF 08. A utilização deste espaço é mais adequada não só por atender a sua devida finalidade como sala de ciências, como também pela presença de mesas do tamanho adequado e do amplo espaço para realização dos testes com os robôs, além de poder atender um maior número de alunos. Este espaço também poderá ser utilizado por outros professores de Ciências, atendendo assim a demanda dos demais professores. METODOLOGIA Em um processo contínuo de motivação, serão problematizadas as possibilidades de trabalhos científicos sociais em equipe, observando sempre o respeito, o desafio, a ética a todas as opiniões, onde a construção, a desconstrução e a reconstrução fazem parte da vida de cada um. O curso de robótica será desenvolvido em três níveis: o básico, o intermediário e o avançado, com o total de quatro aulas por curso. Posteriormente os alunos desenvolverão seus próprios projetos de robótica. PÚBLICO-ALVO O público-alvo serão alunos matriculados no Atendimento Educacional Especializado aos Alunos com Altas Habilidades/Superdotação, a captação de alunos deverá ser realizado pela coordenadora itinerante da Sala de Recursos de Altas Habilidades. Serão matriculados oito a nove alunos por turno, tendo em vista a capacidade do material didático disponível. Este número de alunos poderá aumentar com a possibilidade de aquisição de mais kits de robótica. As aulas serão teórico/prática, tendo uma duração de quatro horas. As aulas serão fundamentadas no princípio da robótica pedagógica. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO Todo ano de 2011 e anos posteriores 106
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    CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO DOPROJETO Material Quantidade Valor unitário do necessária material * kit 8547 LEGO® MINDSTORMS® 5 R$ 1.800,00 NXT 2.0 Data show 1 R$ 2.300,00 Lousa digital 1 R$3.500,00 Computadores 5 R$ 1.200,00 * Média de valores encontrados em páginas da internet. PLANO DE APLICAÇÂO DE RECURSOS • Durante as aulas serão desenvolvidos protótipos de robôs ou modelos conceituais de equipamentos tecnológicos de interesse da comunidade local. • Programação dos robôs, utilizando dois tipos de Software (Bricx Command Center Versão 3.3 e o Lego® Mindstorms NXT 2.0) nos computadores solicitados; • Transferência de modelos de robôs desenvolvidos para Lego® Digital Designer; • Relacionar conceitos de física e matemática com os projetos de robôs desenvolvidos na sala de recursos. • Incentivo ao trabalho em equipe e divisão de tarefas. • Uso de aulas teórico e práticas utilizando o data show com a lousa digital em um ambiente laboratorial. 107
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    REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS D’ABREU, J.V. V., MARTINS, M. C., Robótica Educacional e Acesso Remoto: Relato De Uma Experiência. In I Simpósio Internacional sobre Novas Competências em Tecnologias Digitais Interativas na Educação, Campinas – SP. 2007. CÉSAR, Danilo R.; ALBUQUERQUE, Ana Paula; MELO, Caio Monteiro; MILL, Daniel. Robótica Pedagógica Livre: Instrumento de Criação, Reflexão e Inclusão Sócio-Digital. In: Simpósio Brasileiro de Informática na Educação, 2007, São Paulo. XVIII Simpósio Brasileiro de Informática na Educação - SBIE 2007, 2007 FIRST do Brasil. Disponível em: http://www.brfirst.org/hotsite/fll. Acessado em: 28/09/10. Instituto Presbiteriano de Educação, (IPE 2010). Disponível em: http://www.ipeonline.com.br/robotica/robotica-educativa/. Acessado em: 28/09/10. Renzulli, J. S. & Reis, S. M. (1997). The schoolwide enrichment model (2a. ed.). Mansfield Center, CT: Creative Learning Pres. Valente, J. A. e Canhette,C. C. (1993) LEGO-Logo, Explorando o conceito de Design in Computadores e Conhecimento – Repensando a Educação, organizado por José Armando Valente. Campinas - S.P.: Gráfica Central da UNICAMP ( pp 64 – 75). VIRGOLIM, A. M. R. . Altas Habilidades/Superdotação: Encorajando potenciais. 01. ed. Brasília: MEC/SEESP, 2007. v. 01. 70 p 108
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    PROTAGONISMO CIENTÍFICO Profª. Lucy Mary Rocha Bispo APRESENTAÇÃO O presente projeto destina-se à aquisição de recursos materiais para viabilizar as ações pedagógicas de enriquecimento curricular a serem desenvolvidas na Sala de Recursos de Altas Habilidades/Superdotação de Sobradinho para o atendimento de alunos altas habilidades na área de literatura e acadêmica geral. Tendo em vista que a sala de recursos em questão é um ambiente de construção do conhecimento e que atua numa perspectiva interdisciplinar, atendendo alunos e alunas com distintas habilidades e interesses por diversas áreas do conhecimento, faz-se necessário oferecer aos alunos não apenas um maior número de recursos de pesquisa, mas que estes apresentem um potencial de qualidade para que possam contemplar seus anseios na exploração e construção do conhecimento. Segundo Sabatella e Cupertino (2007) é necessário oferecer aos alunos com necessidades educacionais especiais atendimento adequado em reconhecimento às suas capacidades diferenciadas daí a importância de se proporcionar condições para o seu pleno desenvolvimento. O Protagonismo Científico baseia-se numa metodologia científica para a construção do conhecimento dos alunos do ensino fundamental atendidos na sala de recursos de altas habilidades, visando o desenvolvimento de habilidades de reflexão, pesquisa e intervenção para estudar, investigar um problema o qual se quer saber mais e propor soluções. Além de contemplar os interesses acadêmicos nas diversas áreas do conhecimento, pretende-se estimular a produção literária a partir do enriquecimento na área de linguagem, potencializando e instrumentalizando os alunos e alunas na produção do gênero literário. IDENTIFICAÇÃO DOS OBJETOS: • Aquisição de 01 quadro-branco de 2,20 m x 1,20 m. • Aquisição de 02 computadores de mão: notebook. • Acesso à internet. ** • Livros de literatura de diversos gêneros que atendam ao público infantil e juvenil;* 109
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    • Livros parapesquisa (enciclopédias) • Assinatura de revistas para fonte de pesquisa. • Um aparelho de DVD; • Uma televisão de LCD 29’. • Aparelho de data show. *Títulos sugeridos em anexo. **No momento temos acesso à rede. JUSTIFICATIVA Atender os estudantes com necessidades educacionais especiais em altas habilidades exige planejamento de situações pedagógicas diferenciadas, estimulantes, desafiadoras e enriquecedoras para que possam desenvolver plenamente seus potenciais, bem como a ampliação dos seus interesses. Nesse sentido é necessário promover o contato dos estudantes com diversas leituras e exploração de materiais diversos, oferecendo oportunidades para que alarguem seus horizontes e construam um percurso na construção do conhecimento guiado pela metodologia científica. Muitos dos alunos que ingressam no atendimento da sala de recursos, demonstram inteligência e habilidade para armazenar informações, mas observa-se que não sabem o que fazer com todas elas. Percebe-se, portanto, a necessidade ou a carência por uma literatura que favoreça a ampliação dos conhecimentos destes alunos de modo mais aprofundado. O uso por esses alunos de materiais apropriados como livros para pesquisas e livros de literatura (para os que apresentam interesse nesta área) permitiram aprofundamento e enriquecimento do processo de ensino e aprendizagem, bem como a instrumentalização para a produção de trabalhos independentes, para investigação nas áreas de interesses, habilidades e talentos. Por outro lado, é relevante que os estudantes problematizem o conhecimento adquirido e sistematizem o que fora aprendido, dando significância aos mesmos. Nesse sentido os alunos e as alunas são chamados à reflexão a partir dos conhecimentos já adquiridos e para o que ainda será necessário apreender e compreender de modo a buscarem um aprimoramento das suas habilidades, e ao mesmo tempo, pensarem em situações reais, buscando propostas criativas para a resolução de problemas atuais e, até mesmo, na suposição para solução de problemas futuros. Nesse sentido, o processo de aprendizagem nesta sala de recursos de altas habilidades busca uma nova significação para o conhecimento, estimulando os estudantes a disponibilizarem suas 110
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    habilidades e talentosa favor de si mesmos e da coletividade. Portanto, é proposto do Protagonismo Científico, estimulado por meio de um trabalho de metodologia de pesquisa científica para a produção de conhecimento, para a produção literária, para o desenvolvimento de habilidades e talentos dos alunos atendidos. Aprender requer um esforço intelectual muito grande o que supera a simples ideia de que o conhecer advém da mera instrução. Este último não exige muito esforço, apenas memorização, enquanto que o conhecimento exige reflexão, problematização, levantamento de hipóteses o que leva a reavaliação de idéias, pressupostos e resultados de um determinado fato ou fenômeno. Segundo Julio e Muraro (http://alb.com.br/arquivo-morto/edicoes_anteriores/anais16/sem10pdf/ p.2-3) Para aprender é preciso fazer perguntas, é preciso inventar hipóteses para respondê-las, é preciso buscar argumentos para sustentar pontos de vista, é preciso se posicionar sem medo do desconhecido. (...)Requer, portanto, que o educando formule hipóteses e elabore a problematização da realidade, que seu saber já constituído viva um confronto com o não saber, que é uma experiência significativa, mas incômoda, que exige um confronto com as descobertas à medida que se faz as investigações que permitirão a coleta de dados, a tabulação e análise desses dados para sistematização e socialização dos resultados. O conhecimento na concepção de Reis (2008) pode ser caracterizado como o pensamento advindo da inter-relação estabelecida de modo direto ou indireto, entre a mente do sujeito que pretende conhecer com os objetos a serem conhecidos. Para desenvolver as habilidades de investigação, aos estudantes é proposto as modalidades de pesquisa: • Bibliográfica: realizada por meio de material impresso como livros, periódicos, jornais, revistas, artigos científicos e outros documentos afins. • Experimental: na qual os alunos realizam experimentos, coletam dados, observam e analisam os resultados. • Pesquisa de campo: na qual serão realizadas atividades extra-classe, por meio da observação direta, utilizando entrevistas, questionários para coleta de dados para posterior análise. Seguindo o percurso da metodologia científica, os alunos e alunas atendidos na sala de recursos de altas habilidades/superdotação poderão reconhecer a importância dos conhecimentos adquiridos no ensino regular, aproximando-os da sua vida real e aplicabilidade de tais conhecimentos no contexto social. 111
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    OBJETIVOS A ALCANÇARCOM A UTILIZAÇÃO DO MATERIAL • Formar o aluno pesquisador que no processo de investigar problemas da sua realidade por meio da metodologia de pesquisa científica, se aproprie do conhecimento organizado utilizando-o como instrumento intelectual que contribuirá para organizar os conhecimentos adquiridos. • Desenvolver atitudes de investigação ao se apropriar da metodologia da pesquisa científica e do conhecimento culturalmente construído para a apropriação de novos conhecimentos e desenvolvimento de competências e habilidades para interagir com o meio social de forma autônoma e responsável. • Estimular a produção do gênero literário, a partir da leitura dos diversos gêneros textuais, investigando as características e exigências para cada gênero, estimulando a formação da própria identidade textual. METAS Espera-se que os alunos, a partir da sua teia de interesses, escolham o problema de pesquisa que lhe seja viável investigar e possa se apropriar dos conhecimentos relativos ao seu tema, além de participar das atividades exploratórias, que sejam acessíveis: • O acesso às tecnologias da informação (acesso ao computador e internet) para viabilizar o trabalho de investigação dos alunos; • O acesso a livros, revistas, jornais ou periódicos como fonte complementar aos recursos adquiridos por via internet, de modo que se desenvolva a habilidade da leitura e elaboração de idéias a partir das já existentes; • O quadro branco em sala de aula para atividades exploratórias com a professora tutora; • Revistas como Ciência Hoje e Super Interessante para aguçar a curiosidade dos alunos e alunas e fundamentar as pesquisas bibliográficas; • A televisão de 29 polegadas para assistir filmes, documentários em uma tela maior e de melhor qualidade. Por meio destes recursos poderão ser realizadas atividades de exploração de objetos por meio de lupa eletrônica e apresentação de vídeos produzidos pelos alunos; 112
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    Data show para apresentação dos trabalhos dos alunos ao público de interesse. Lembrando que ao definir sua audiência ao educando é relevante oferecer os recursos midiáticos mais atuais, para que possam, ao mesmo tempo, desenvolver habilidades relativas ao manuseio com as novas tecnologias. Ao término dos trabalhos, tendo escolhido previamente a audiência, os estudantes apresentarão seus resultados à comunidade escolhida para um posterior encaminhamento aos órgãos (quando for o caso) para a solução dos problemas identificados. No caso das produções literárias, buscará sempre um veículo para a divulgação dos trabalhos, seja por meio de publicação de livros ou divulgação por meio de jornal, banner, ou exposições. PÚBLICO ALVO O público alvo deste projeto são os alunos e alunas matriculados no Atendimento Educacional Especializado para Alunos com Altas Habilidades/Superdotação de Sobradinho. DESCRIÇÃO – AMBIENTES E RECURSOS MATERIAIS QUE JÁ POSSUEM A sala que atende alunos com interesses na área acadêmica e literária apresenta um espaço físico de 20 m², com dois computadores ligados à rede de internet, mesas, cadeiras, armário e alguns livros (a maioria defasado) em áreas do conhecimento de Ciências, História, Geografia e alguns poucos títulos de literatura. Não possuímos um quadro-de-giz ou quadro branco, o que dificulta muito algumas explorações e explicações de princípios científicos. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO O projeto será executado por todo o ano de 2011 e demais anos. CRONOGRAMA FÍSICO FINANCEIRO DO PROJETO (MATERIAIS) Material Quantidade necessária Valor unitário do material * Revista Super Interessante 2 anos Total R$ 310,68 Revista Ciência Hoje para Crianças 2 anos National Geografhic Brasil A partir R$ 176,88 Revista Literatura 2 anos Total R$ 94,80 113
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    Revista Conhecer 2 anos R$ 215,00 Data show 1 R$ 2.300,00 Lousa branca 1 R$ 280,00 Computadores 3 R$ 1.200,00 OBS. Média de preços pesquisados na internet. PLANO DE APLICAÇÃO DE RECURSOS Para alcançar os objetivos propostos serão proporcionadas aos alunos experiências exploratórias gerais para identificação dos seus interesses e desenvolvimento das suas habilidades, por meio das seguintes ações. • Atividades de exploratórias de diversas áreas e temas de estudo, para escolher um deles e elaborar planos para desenvolver uma idéia. • Elaborar a teia de idéias a partir de um tópico escolhido; • Realizar atividades de pesquisa na área de conhecimento de interesse (pesquisar em livros, revistas, internet); • Produzir relatórios de pesquisa, utilizando recursos do computador; • Realizar atividades de aprendizagem em grupo ou individual com objetivo de investigar problemas reais; • Realização de trabalhos coletivos a partir da exploração de um tema; • A partir de estudos, produzir hipóteses, solução de problemas reais; • Elaborar e melhorar um produto; • Promover atividades que promovam o desenvolvimento da criatividade e manifestações artísticas: desenho; dramatização; produção textual. • Fazer analogias; • Imaginar, transformar e inventar; • Visitas a museus, universidade, galerias, bibliotecas, etc; • Promover oficinas: produção e criação textual de peças teatrais, fábulas, contos, crônicas e outros gêneros textuais; produção e criação de projetos na área cinestésico corporal e oficina de criação artística; • Organização de grupos para construção de conhecimentos e propostas para a solução de problemas da comunidade; • Promoção de atividades de lazer e recreação em contato com o meio urbano, rural, parques e praças; 114
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    Desenvolver atividades exploratórias do tipo I (exposições, conservatórios, museus, vídeos, etc ) • Desenvolver atividades de treinamento do tipo II (analisando, refletindo, inferindo, identificando e interpretando) • Desenvolver atividades do tipo III: • Apresentando trabalhos para a comunidade. • Elaborando um produto a partir da produção de pesquisa, ou fruto de talento artístico. LIVROS A SEREM ADQUIRIDOS PARA TRABALHAR COM OS ALUNOS LIVROS PARA PESQUISA: Enciclopédia da Natureza. Genevive Beccker. Editora Girassol Guia dos Curiosos: Invenções. Marcelo Duarte. Editora Panda Books. Albert Einstein. SEKSIK, LAURENT / JANOWITZER, REJANE L&PM EDITORES. BARSA, Enciclopédia Digital. LITERATURA Amanhecer. Esmeralda Ferréz. Editora Objetiva. Naná descobre o Céu. José Roberto Torero e Marcos Aurelius Pimenta. Editora Objetiva. Nuno Descobre o Brasil. José Roberto Torero e Marcos Aurelius Pimenta. Editora Objetiva. Parece mais não é. José Luiz Mazzaro. LGE Editora. A casa. Vera Lúcia Dias. LGE Editora. Clodoaldo: Pé-descalço. Solange de Azevedo Cianni. LGE Editora. Quem é o centro do mundo? Clara Rosa Cruz Gomes. LGE Editora. O Jipe Cangaceiro na Chapada dos Veadeiros. João Bosco Bezerra Bonfim. LGE Editora. Deuses e Heróis: Mitologia para Crianças. Dad Squarisi. LGE Editora. E se o mundo cair? Claudio Martins. Editora Dimensão. Terra: pra que serve a Terra? Ana Claudia Ramos. Editora Dimensão. A árvore que virou palito. Rosangela Quinaud. Editora Dimensão. A borboleta cinza. Mário Vale. Editora Dimensão. OBS. Os títulos acima são algumas sugestões, podendo ser substituídos por outros ou ampliado o quantitativo. 115
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    BIBLIOGRAFIA: Denise de Souza(Org.). A construção de práticas educacionais para alunos com altas habilidades/superdotação. Brasília, Secretaria de Estado de Educação Especial, 2007. FLEITH, Denise de Souza (Org.). A Construção de Práticas Educacionais para Alunos com Altas Habilidades / Superdotação.Volume 1: Orientação a Professores. Brasília, Secretaria de Estado de Educação Especial, 2007. JÚLIO, Cristina Aparecida. MURARO Elvira. A Metodologia de pesquisa científica nas séries iniciais do ensino fundamental. Campinas-SP. Disponível em: http://alb.com.br/arquivo- morto/edicoes_anteriores/anais16/sem10pdf Acessado em: 22/04/11. REIS, Linda G. Produção de monografia da teoria à prática: O método educar pela pesquisa (MEP). 2ª.ed. Brasília: Senac-DF, 2008. 116
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    GOVERNO DO DISTRITOFEDERAL SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO – DIRETORIA DE ENSINO ESPECIAL DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE SOBRADINHO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO AO ESTUDANTE COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO CENTRO DE ENSINO FUNDAMENTAL 08 DE SOBRADINHO OFICINA DE ARTES VISUAIS Sentir, Pensar, Fazer Prof. José Ivacy de Souza Apresentação A arte por definição é o espaço para a construção da identidade e do autoconhecimento para a ação estética e poética sobre o mundo em que se vive. Assim, a sala de recursos de Altas Habilidades de Sobradinho, trabalha a relação entre as várias inteligências para o contínuo estudo da história, do ambiente natural e urbano e das condições de vida de nosso lugar. Através do exercício do olhar, da experimentação de materiais, pesquisas de técnicas e mídias, para o desenvolvimento da capacidade expressiva e crítica, e construção da auto-estima e sentimento de pertencimento social e cultural... Identificação do objeto: em anos anteriores concluímos por buscar conhecer nossa gente e o nosso lugar, como forma de desenvolver a percepção e a capacidade de ação dos nossos alunos, como base para a elaboração de imagens e produtos que representem nosso lugar e nossas aspirações. Justificativa A sala de Altas Habilidades trabalha a relação entre as várias inteligências para o estudo continuado da história, do ambiente natural e urbano e as condições de vida de nosso lugar. Objetivos • Desenvolver um relacionamento entre crianças e jovens atendidos; • Estimular o olhar e a capacidade criadora, através da experimentação de técnicas e materiais e mídias artísticas. Metas Manter e melhorar as condições de trabalho destes alunos, possibilitando o acesso a materiais e equipamentos para estudo e experimentações de linguagens; Público Alvo Crianças e jovens da região, comunidade em geral através de exposições e apresentações de resultados e produtos; 117
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    Descrição da sala Ambiente de aproximadamente 20 x 20 metros; área para pintura; armário para bibliografias sobre arte e artistas; acervo de objetos e pinturas realizadas; arquivo para portfólios dos alunos; jogo de xadrez; mesas e cadeiras. Cronograma de execução (Ano letivo) • Atividades de enriquecimento (Tipo 1) • Experimentação de materiais e desenvolvimento de idéias (Tipo 2) • Visitas ao patrimônio natural e cultural; • Organização de expedições de trabalhos e produtos; Cronograma físico-financeiro Solicitar a abertura de licitação para obras e aquisição de materiais pela SEEDF Plano de aplicação de recursos Solicitamos a aquisição de materiais e equipamentos que enriqueceriam as condições de trabalho das crianças e jovens que atendemos: • Blocos de papel canson A3 • Telas de tamanhos variados • Pincéis finos e largos, redondos e chatos, em boa quantidade; • Giz pastel de boa qualidade • Lápis de cor aquarelável • Tinta guache de boa qualidade • Tinta a óleo- várias cores em boa quantidade • Tinta acrílica de uso artístico em boa quantidade • Tinta nanquim Equipamentos: 1 máquina fotográfica digital 1 filmadora 1 computador 1 impressora multifuncional 118
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    ARTISTAS Augusto Matos, 16anos, aluno do CEM 1 apresenta interesse por variadas formas de conhecimento. Apresenta aqui um vídeo experimental sobre a gravidade do problema ambiental em Sobradinho, no Parque Canela de Ema. Antônio Lucas, 9 anos, aluno da EC11 gosta de desenhar situações curiosas com dinossauros, baleias e cobras. Com massa de papel modelou vistas, áreas de um arquipélago. Cristiano Neves, 18 anos concluiu o ensino médio, desenha e pinta cenas do lugar onde mora. Daniel Alves, 13 anos estuda no CEF 8 gosta de manusear as cores, experimentar suas possibilidades, realiza estudos sobre a figura humana na história da arte; Ezequiel Gomes, 18 anos, estuda no CEd 3, pesquisa as cores e formas com interesse em assuntos variados, aqui apresenta alguns estudos para retratos femininos; Gleuber Rocha, 22 anos, é um construtor, apresenta um forte interesse pelos materiais e suas possibilidades construtivas, lida com a tridimensionalidade e sonoridade dos objetos; Helton Reis, 24 anos, estudante de Sistema de Informação, realiza estudos para arte digital e experimenta as cores em construções matérias e abstratas; Heloiza Kaena, 17 anos, estuda no CED 1, gosta de experimentar linguagens, estuda fotografia e edição de vídeo. Apresenta aqui um vídeo experimental sobre a Vila Amaury, de onde veio uma parte da população no início de Sobradinho, “A Atlântida do Cerrado”; José Lucas, aluno do CEd 4, interessado em cultura japonesa, criou personagens em estilo de Mangá a partir de colegas da cidade; José Carlos Leal, 17 anos, aluno do CED 4, interesse por ilustrações de histórias em quadrinhos e interesses diversos em Artes Visuais. Jonathan Lins, 11 anos, aluno do CEF 8, interessado em desenho e pintura, realiza estudos de cores e texturas dos animais. Kennedy Monsuete, 20 anos, interessa-se pelo estudo das linguagens artísticas, trabalha com formas e texturas, apresentam um estudo de cores e formas da água na Lagoa Canela de Ema em Sobradinho; Marcio Guimarães; 16 anos, estuda na Escola Global, tem desenvolvido um trabalho em arte digital, apresenta um vídeo experimental sobre jovens de uma escola da periferia de Brasília com seu cotidiano e cultura de rua. Maycon Douglas, 17 anos, aluno do CED 4, experimenta formas variadas de expressão, manuseia bem as possibilidades das cores. Apresenta uma série de variações sobre as cores e luz na paisagem de Sobradinho; Marina Rebello, 16 anos, aluna do Colégio La Sal Le, interessa-se por linguagens variadas, realiza estudos para histórias em quadrinhos. Apresenta uma construção sobre o cabelo de uma colega em sala; 119
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    Matheus Henrique, 14anos, aluno da SEEDF, estuda o impressionismo e realiza pinturas sobre a paisagem natural de Sobradinho; Marcelo Santos, 18 anos, músico e artista plástico, com grande capacidade técnica realiza retratos de personalidades da cultura brasileira; Paulo Ricardo, 22 anos, muito envolvido pela cultura do renascimento, estuda técnica e temas deste período. Realiza estudos de obras com pigmentos sólidos sobre suportes variados; Thiago Dias, 18 anos, muito interessado nas formas humanas, realiza cenas onde experimenta possibilidades das cores na pintura a óleo; Thaís Costa, 21 anos, grande interesse pelo desenho, realiza estudos com as cores, para realização de retratos sobre variados suportes; Willian Wood, 21 anos, de interesse diverso, cria música eletrônica, produz pintura mural, busca desenvolver uma identidade cultural através da pintura de animais humanizados; Warley Rodrigues, 13 anos, aluno do CEF 08, observa as formas e experimenta as cores. Apresenta alguns estudos sobre a obra de Ana Maria Pacheco; 120