A Educação Sexual em Meio Escolar       Metodologias de Abordagem/ Intervenção                                  Mafalda Br...
“É curioso como não sei dizer quem sou.Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer.”                                Clarice...
OBJECTIVOS   Reforçar as competências técnico-pedagógicas dos docentes na área de    educação para a saúde – educação sex...
AVALIAÇÃO
Sexualidade?...
O QUE É A SEXUALIDADE?                    SEXUALIDADE                           =                         SEXO?
O QUE É A SEXUALIDADE?   A sexualidade não pode ser definida a partir de um    único ponto de vista, uma só ciência ou um...
“A sexualidade é uma energia que nos motiva aprocurar amor, contacto, ternura, intimidade;que se integra no modo como nos ...
Dimensão                BiológicaDimensão      Sexualidad     DimensãoPsicológica                    Ética                ...
O QUE É A SEXUALIDADE?   ―A sexualidade é  todo o nosso ser.‖            (Merleau Ponty, 1975)
EDUCAÇÃO SEXUAL?
EDUCAÇÃO SEXUAL?                    Faz-se     Educação       Sexual                   mesmo      quando       não       ...
FAZ-SE EDUCAÇÃO SEXUAL MESMOQUANDO   NÃO   SE   PROGRAMAFAZER…
EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL       Assenta   na    vivência   proporcionada       ao     longo        do        desenvolvimen...
EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL   A   sexualidade   aprende-se,   tal   como    outras   áreas        de    desenvolvimento, por...
EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL   Há     3      estratégias       socializadoras    básicas:         “Evitativa”    –   atitude...
“A” CONVERSA… OS MEDOS… O DESAFIO…
EDUCAÇÃO SEXUAL NÃO FORMAL   Diz respeito a todos os processos    intencionais de educação no âmbito da    sexualidade hu...
EDUCAÇÃO SEXUAL FORMAL              É um processo intencional e programado               através do currículo           ...
EDUCAÇÃO SEXUAL FORMALUm currículo comporta quatro elementos básicos:1.   Objectivos e conteúdos gerais: o quê e para     ...
EDUCAÇÃO SEXUALIZADA   A educação quer-se global e o desenvolvimento    integral   A educação existe contínua e paralela...
ENQUADRAMENTO LEGAL   Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto    Estabelece o regime de aplicação da educação sexual na escola  ...
ENQUADRAMENTO LEGALLei n.º 60/2009, de 6 de Agosto− Inclusão obrigatória no PE− Projecto de ES e ES− Importância da transv...
EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE   A educação para a saúde tem como    objectivos centrais a informação e a    consciencialização de...
EDUCAÇÃO SEXUAL                  A educação sexual obedece ao                  mesmo conceito de abordagem                ...
FINALIDADES DA EDUCAÇÃO SEXUALa.   A valorização da sexualidade e afectividade entre as pessoas, respeitando     o plurali...
FINALIDADES DA EDUCAÇÃO SEXUAL (cont.)g.   A valorização de uma sexualidade responsável e informada;h.   A promoção da igu...
CONTEÚDOS MÍNIMOS                                          Portaria n.º 196-A/2010, de 9 de Abril1.º Ciclo (1.º ao 4.º ano...
CONTEÚDOS MÍNIMOS2.º Ciclo (5.º e 6.º anos)• Puberdade: aspectos biológicos e emocionais;• O corpo em transformação;• Cara...
CONTEÚDOS MÍNIMOS3.º Ciclo (7.º, 8.º e 9º anos)• Dimensão ética da sexualidade humana.• Compreensão da fisiologia geral da...
CONTEÚDOS MÍNIMOS (cont.)• Compreensão da epidemiologia e prevalência das principais IST em Portugal eno mundo (incluindo ...
CONTEÚDOS MÍNIMOSEnsino Secundário• Compreensão ética da sexualidade humana;• tendências na idade de início das relações s...
BIBLIOGRAFIA   Assembleia da República. (2009). Lei n.º 60/2009 de 6 de Agosto, Diário da República, 1.ª    série — N.º 1...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

12 dez

1.362 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.362
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
100
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
4
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

12 dez

  1. 1. A Educação Sexual em Meio Escolar Metodologias de Abordagem/ Intervenção Mafalda Branco Dezembro | 2011
  2. 2. “É curioso como não sei dizer quem sou.Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer.” Clarice Lispector
  3. 3. OBJECTIVOS Reforçar as competências técnico-pedagógicas dos docentes na área de educação para a saúde – educação sexual. Favorecer a partilha de experiências. Promover a implementação de projectos de ―Educação Sexual‖ no Agrupamento/Comunidade; Reforçar competências na área da organização e gestão dos Gabinetes de Apoio ao/à Aluno/a. Promover a concepção de materiais pedagógicos adequados ao contexto, adaptando-os ao público-alvo e às necessidades sentidas. Introduzir novas práticas utilizando os resultados obtidos na oficina.
  4. 4. AVALIAÇÃO
  5. 5. Sexualidade?...
  6. 6. O QUE É A SEXUALIDADE? SEXUALIDADE = SEXO?
  7. 7. O QUE É A SEXUALIDADE? A sexualidade não pode ser definida a partir de um único ponto de vista, uma só ciência ou umas quantas palavras. O que hoje sabemos sobre sexualidade é o resultado de múltiplas aproximações feitas a partir de diferentes ciências. Por isso, a sexologia é, provavelmente, mais do que nenhuma outra, uma ciência interdisciplinar. López, F. e Fuertes, A.
  8. 8. “A sexualidade é uma energia que nos motiva aprocurar amor, contacto, ternura, intimidade;que se integra no modo como nos sentimos,movemos, tocamos e somos tocados; é ser-sesensual e ao mesmo tempo sexual; elainfluencia pensamentos, sentimentos, acções einteracções e, por isso, influencia também anossa saúde física e mental.”
  9. 9. Dimensão BiológicaDimensão Sexualidad DimensãoPsicológica Ética e Dimensão Sociológica
  10. 10. O QUE É A SEXUALIDADE? ―A sexualidade é todo o nosso ser.‖ (Merleau Ponty, 1975)
  11. 11. EDUCAÇÃO SEXUAL?
  12. 12. EDUCAÇÃO SEXUAL?  Faz-se Educação Sexual mesmo quando não se programa fazer, pois ―somos seres sexuados e objecto de um processo educativo desde que nascemos até que morremos‖. Frade, A. et al. (2001)
  13. 13. FAZ-SE EDUCAÇÃO SEXUAL MESMOQUANDO NÃO SE PROGRAMAFAZER…
  14. 14. EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL  Assenta na vivência proporcionada ao longo do desenvolvimento do indivíduo por figuras significativas  Decorre das experiências do quotidiano, de forma espontânea  Apela essencialmente a aspectos emocionais  Relação com pais, pares e media Vaz, J. M. (1996)
  15. 15. EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL A sexualidade aprende-se, tal como outras áreas de desenvolvimento, por via de informações, instruções e reforços do comportamento e, ainda, pela observação de modelos. As práticas educativas, ao nível dos conteúdos sexuais, são, no entanto, pouco consistentes e explícitas, o que não favorece a aprendizagem de atitudes, opiniões e comportamentos. Vaz, J. M. (1996)
  16. 16. EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL Há 3 estratégias socializadoras básicas:  “Evitativa” – atitudes como o silêncio, a desatenção e a proibição;  “Anedótica” – exemplos ficcionais, anedotas que distorcem a realidade;  “Solene” – didácticas em desarmonia com o estilo de comunicação habitual ou com o ritmo de desenvolvimento do indivíduo.
  17. 17. “A” CONVERSA… OS MEDOS… O DESAFIO…
  18. 18. EDUCAÇÃO SEXUAL NÃO FORMAL Diz respeito a todos os processos intencionais de educação no âmbito da sexualidade humana, desenvolvidos na escola extra-curricularmente e ou paralelamente ao sistema educativo formal. Vaz, J. M. (1996)
  19. 19. EDUCAÇÃO SEXUAL FORMAL  É um processo intencional e programado através do currículo  Os conteúdos são seleccionados, sequenciados e desenvolvidos de acordo com os objectivos estabelecidos  São previstas actividades integradas por níveis de conhecimento, competências e valores/atitudes de acordo com a fase de desenvolvimento  Implica a adequação de metodologias Vaz, J. M. (1996)
  20. 20. EDUCAÇÃO SEXUAL FORMALUm currículo comporta quatro elementos básicos:1. Objectivos e conteúdos gerais: o quê e para quê ensinar?2. Objectivos e conteúdos específicos: quando ensinar?3. Planificação de actividades: como ensinar?4. Avaliação da aprendizagem: o quê, como e quando avaliar? Sanchez, L. (1990)
  21. 21. EDUCAÇÃO SEXUALIZADA A educação quer-se global e o desenvolvimento integral A educação existe contínua e paralelamente ao longo do desenvolvimento A escola nunca é neutra!... É fundamental a complementaridade de papéis entre os vários agentes educativos Educação Sexualizada
  22. 22. ENQUADRAMENTO LEGAL Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto Estabelece o regime de aplicação da educação sexual na escola Portaria n.º 196-A/2010, de 9 de Abril Regulamenta a Lei n.º 60/2009
  23. 23. ENQUADRAMENTO LEGALLei n.º 60/2009, de 6 de Agosto− Inclusão obrigatória no PE− Projecto de ES e ES− Importância da transversalidade− Professor Coordenador da ES e da ES− Equipa interdisciplinar de ES e ES− Gabinete de Informação e Apoio aos Alunos− Participação/ informação dos EE
  24. 24. EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE A educação para a saúde tem como objectivos centrais a informação e a consciencialização de cada pessoa acerca da sua própria saúde e a aquisição de competências que a habilitem para uma progressiva auto-responsabilização. Portaria n.º 196-A/2010
  25. 25. EDUCAÇÃO SEXUAL A educação sexual obedece ao mesmo conceito de abordagem com vista à promoção da saúde física, psicológica e social. Portaria n.º 196-A/2010
  26. 26. FINALIDADES DA EDUCAÇÃO SEXUALa. A valorização da sexualidade e afectividade entre as pessoas, respeitando o pluralismo das concepções existentes na sociedade portuguesa;b. O desenvolvimento de competências nos jovens que permitam escolhas informadas e seguras no campo da sexualidade;c. A melhoria dos relacionamentos afectivo-sexuais dos jovens;d. A redução de consequências negativas dos comportamentos sexuais de risco;e. A capacidade de protecção face a todas as formas de exploração e de abusos sexuais;f. O respeito pela diferença entre as pessoas e pelas diferentes orientações sexuais;
  27. 27. FINALIDADES DA EDUCAÇÃO SEXUAL (cont.)g. A valorização de uma sexualidade responsável e informada;h. A promoção da igualdade entre os sexos;i. O reconhecimento da importância de participação no processo educativo de E.E., alunos, professores e técnicos de saúde;j. A compreensão científica do funcionamento dos mecanismos biológicos e reprodutivos;k. A eliminação de comportamentos baseados na discriminação sexual ou na violência em função do sexo ou da orientação sexual. Lei n.º 60/2009
  28. 28. CONTEÚDOS MÍNIMOS Portaria n.º 196-A/2010, de 9 de Abril1.º Ciclo (1.º ao 4.º ano)• Noção de corpo;• O corpo em harmonia com a Natureza;• Noção de família;• Diferenças entre rapazes e raparigas;• Protecção do corpo e noções dos limites, dizendo não às aproximaçõesabusivas.
  29. 29. CONTEÚDOS MÍNIMOS2.º Ciclo (5.º e 6.º anos)• Puberdade: aspectos biológicos e emocionais;• O corpo em transformação;• Caracteres sexuais secundários;• Normalidade, importância e frequência das suas variantes bio-psicológicas;• Diversidade e respeito;• Sexualidade e género;• Reprodução humana e crescimento; contracepção e planeamento familiar;• Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;• Dimensão ética da sexualidade humana.
  30. 30. CONTEÚDOS MÍNIMOS3.º Ciclo (7.º, 8.º e 9º anos)• Dimensão ética da sexualidade humana.• Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;• Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;• Compreensão da sexualidade como uma das componentes mais sensíveis dapessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (ex: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar comfrustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;• Compreensão da prevalência, uso e acessibilidade dos métodos contraceptivose conhecer, sumariamente, os mecanismos de acção e tolerância (efeitossecundários);
  31. 31. CONTEÚDOS MÍNIMOS (cont.)• Compreensão da epidemiologia e prevalência das principais IST em Portugal eno mundo (incluindo infecção por VIH/Vírus da Imunodeficiência Humana -VPH2/Vírus do Papiloma Humano - e suas consequências) bem como osmétodos de prevenção. Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindoa violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco,dizendo não a pressões emocionais e sexuais;• Conhecimento das taxas e tendências de maternidade na adolescência ecompreensão do respectivo significado;• Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias degravidez, suas sequelas e respectivo significado;• Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual ereprodutiva saudável e responsável;• Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.
  32. 32. CONTEÚDOS MÍNIMOSEnsino Secundário• Compreensão ética da sexualidade humana;• tendências na idade de início das relações sexuais,• métodos contraceptivos disponíveis e utilizados, razões do seu falhanço e não uso;• evolução e consequência nas taxas de gravidez e aborto (entre nós e na UE);• aspectos relacionados com a incidência e sequelas das DTS (com infecção porVIH e HPV e suas consequências);• consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade e da paternidade degravidez na adolescência e do aborto;• compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atençãoà identificação, quando possível, do período ovulatório, em função dascaracterísticas dos ciclos menstruais.
  33. 33. BIBLIOGRAFIA Assembleia da República. (2009). Lei n.º 60/2009 de 6 de Agosto, Diário da República, 1.ª série — N.º 151 — 6 de Agosto de 2009 – 5097 Frade, A. et al. (2001). Educação Sexual na Escola. Lisboa: Texto Editora. López, Félix e Antonio Fuertes. (1999). Para Compreender a Sexualidade. Lisboa: APF. Pereira, M.M. e Freitas, F. (2001). Educação sexual – Contextos de sexualidade e adolescência. Porto: Edições ASA. Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens. (2010). Kit Pedagógico sobre Género e Juventude. Lisboa. Strecht, P. (2005). Vontade de Ser – Textos sobre Adolescência. Lisboa: Assírio & Alvim. Vaz, J. (1996). Educação Sexual na Escola. Lisboa: Universidade Aberta.

×