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Sexualidade e saúde
reprodutiva na
adolescência
Professora:Katia Queiroz
Mestranda em Educação
Especialista em Educação e sustentabilidade ambiental
Graduada em Ciências Biológica
Graduanda em Direito
Tutora EaD IFRN
• “A sexualidade faz parte de nossa
conduta.
Ela faz parte da liberdade em
nosso usufruto deste mundo”.
(Michel Foucault)
 Sexualidade é um termo amplamente
abrangente que engloba inúmeros fatores
e dificilmente se encaixa em uma
definição única e absoluta.
 Muitas vezes se confunde o conceito de
sexualidade com o do sexo propriamente
dito.
 Conjunto de caracteres estruturais e funcionais
segundo os quais um ser vivo se classifica como
macho ou fêmea e desempenha papel
específico de uma dessas condições na
reprodução da espécie.
 O chamado diencéfalo ou cérebro primitivo, 
intervém, por meio do hipotálamo, no desejo,
no interesse sexual e também recolhe as
informações que chegam do exterior e dos
hormônios, controlando-os e dando as
respostas da excitação sexual, ejaculação,
sensações de prazer e regulando as respostas
emocionais e afetivas no comportamento
sexual.
 O chamado sistema límbico do nosso cérebro
discrimina e seleciona os estímulos,
reconhecendo os sinais de saciedade  inibindo
o comportamento sexual.
 A noção de sexualidade como busca de
prazer, descoberta das sensações
proporcionadas pelo contato ou toque,
atração por outras pessoas (de sexo oposto
e/ou mesmo sexo) com intuito de obter
prazer pela satisfação dos desejos do corpo,
entre outras características, é diretamente
ligada e dependente de fatores genéticos e
principalmente culturais.
 O contexto influi diretamente na sexualidade
de cada um.
Vídeo
 A sexualidade humana forma parte
integral da personalidade de cada um. É
uma necessidade básica e um aspecto do
ser humano que não pode ser separado
de outros aspectos da vida. A
sexualidade não é sinônimo de coito e
não se limita à presença ou não do
orgasmo. Sexualidade é muito mais do
que isso. É energia que motiva encontrar
o amor, contato e intimidade, e se
expressa na forma de sentir, nos
movimentos das pessoas e como estas
tocam e são tocadas. (BRAGA, 2011)
 A Sexualidade é parte integrante de todo ser
humano, está relacionada à intimidade, a
afetividade, ao carinho, a ternura, a uma forma
de expressão de sentir e expressar o amor
humano através das relações afetivossexuais.
Sua presença está em todos os aspectos da
vida humana desde a concepção até a morte,
manifestando-se em todas as fases da vida,
infância, adolescência, fase adulta, terceira
idade; sem distinção de raça, cor, sexo,
deficiência, etc.;
Além de que não está apenas nos aspectos genitais, mas
sendo considerada como uma das suas formas de
expressão, porém nunca como forma isolada, como um fim
em si mesma.
 Podemos definir sexualidade como um conjunto colorido que
contém contato, relação corpórea, psíquica, sentimental, desejo
voltado a pessoas e objetos; sonhos e delírios; prazer, gozo e dor;
perda, sofrimento e frustração; crescimento e futuro;
consciência, plenitude do presente e memória do passado;
processos estes que vão sendo elaborados e dando espaço para
novas conquistas. (ALMEIDA, 2010)
Sentimentos esses que se alternam, cruzam-se de modo imprevisível,
exigindo uma progressiva capacidade do ser humano em ir dando
compreensão e aceitação as mudanças. Tudo sempre vinculado a
intensas sensações corpóreas, pensamentos constantes, parecem
estarem no ar, uma sensação de apaixonamento constante, que pode
ser pelo próprio corpo ou pelo desejo do corpo do outro, mas
desejos, afetos e emoções que precisam ser resignificadas em cada
um nós. (ALMEIDA,2010)
 Encontraremos todos estes sentimentos
em cada um de nós.
 Muitos de nós negamos as
transformações, outros passaram, outros
se rebelaram, sofreram, outros curtiram,
viveram, outros não podem nem se
lembrar, outros foram quase que
impedidos de viver esta experiência.
 Esta última possibilidade é a mais
preocupante e paralisante, porque
impede de experenciar relacionamentos
afetivossexuais.
Marilandes Ribeiro Braga
Delegada Regional da SBRASH- Sociedade Brasileira de Estudos em
Sexualidade
• “A sexualidade influência pensamentos,
sentimentos, ações e integrações portanto a saúde
física e mental. Se saúde é um direito humano
fundamental, a saúde sexual também deveria ser
considerada como direito humano básico. A saúde
mental é a integração dos aspectos sociais,
somáticos, intelectuais e emocionais de maneira tal
influenciem positivamente a personalidade, a
capacidade de comunicação com outras pessoas e
o amor“ (BRAGA, 2011)
 1-O DIREITO A LIBERDADE SEXUAL - A liberdade
sexual diz respeito a possibilidade dos indivíduos
em expressar seu potencial sexual.
 2 – O DIREITO A AUTONOMIA SEXUAL –
INTEGRIDADE SEXUAL E A SEGURANÇA DO CORPO
SEXUAL – Este direito envolve habilidade de uma
pessoa em tomar decisões autônomas sobre a
própria vida sexual num contexto de ética
pessoal e social, Também inclui o controle e o
prazer de nossos corpos livre de tortura,
mutilações e violência de qualquer tipo.
 3 – O DIREITO À PRIVACIDADE SEXUAL – O direito
de decisão individual e aos comportamentos
sobre intimidade desde que não interfiram nos
direitos sexuais dos outros.
 4 – O DIREITO À IGUALDADE SEXUAL - Liberdade de todas
as formas de discriminação, independentemente do sexo,
gênero, orientação sexual, idade, raça, classe social,
religião, deficiências mentais e físicas.
 5 – O DIREITO AO PRAZER SEXUAL - prazer sexual,
incluindo auto-erotismo, é uma fonte de bem estar físico,
psicológico, intelectual e espiritual.
 6 – O DIREITO À EXPRESSÃO SEXUAL – A expressão sexual
é mais que um prazer erótico ou atos sexuais. Cada
indivíduo tem o direito de expressar a sexualidade através
da comunicação, toques, expressão emocional e amor.
 7 – O DIREITO À LIVRE ASSOCIAÇÃO SEXUAL – Significa a
possibilidade de casamento ou não, ao divórcio e ao
estabelecimento de outros tipos de associações sexuais
responsáveis.
 8 – O DIREITO ÀS ESCOLHAS REPRODUTIVAS LIVRE E
RESPONSÁVEIS – É o direito em decidir ou não filhos, e número e
o tempo entre cada um, e o direito total aos métodos de
regulação da fertilidade.
 9 – O DIREITO À INFORMAÇÃO BASEADA NO CONHECIMENTO
CIENTÍFICO – A informação sexual deve ser gerada de um
processo científico e ético e disseminando em formas apropriadas
e a todos os níveis sociais.
 10 – O DIREITO À EDUCAÇÃO SEXUAL COMPREENSIVA – Este é um
processo que dura a vida toda, desde o nascimento, e deriva
envolver todas as instituições sociais.
 11 – O DIREITO À SAÚDE MENTAL – O cuidado com a saúde
deveria estar disponível para a prevenção e tratamento do todos
os problemas sexuais, preocupações e desordens.
 Declaração aprovada durante o XV Congresso Mundial de
Sexologia ocorrido em Hong Kong – China – entre 21 e 27 de
agosto de 1999, na Assembléia Geral da World Association for
Sexology.
 Em 1997 na elaboração dos Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCN) e os Temas Transversais(TTs) foi
determinado que seis disciplinas (Língua Portuguesa,
Matemática, Ciências Naturais, História e Geografia,
Arte, e Educação Física) deveriam abordar
problemáticas sociais atuais e urgentes, consideradas
de abrangência nacional e até mesmo de caráter
universal. Segundo tais critérios foram selecionados: 
 1.      Ética
 2.      Meio Ambiente
 3.      Saúde
 4.      Pluralidade Cultural
 5.      Orientação Sexual.
O desenvolvimento da SexualidadeO desenvolvimento da Sexualidade
A Sexualidade Infantil
• A sexualidade da criança
começa no imaginário dos
pais, antes mesmo do
nascimento. Todos os pais
têm expectativas em
relação a seus filhos,
conscientes ou
inconscientes, e uma destas
diz respeito à sexualidade
da criança. Esta ao nascer
pode corresponder à
expectativa ou não e se
desenvolverá conforme for
a aceitação do sexo da
criança pelos pais.
A partir do nascimento podemos classificar
a curiosidade sexual de forma genérica em:
• 1ª curiosidade sexual - auto-descobrimento
do corpo
• 2ª curiosidade sexual - eliminação de
excreções
• 3ª curiosidade sexual - diferenciação dos
sexos
• 4ª curiosidade sexual - nascimento
• 5ª curiosidade sexual - puberdade
• 6ª curiosidade sexual - adolescência
• 1ª curiosidade sexual - auto-descobrimento
do corpo
• 2ª curiosidade sexual - eliminação de
excreções
• 3ª curiosidade sexual - diferenciação dos
sexos
• 4ª curiosidade sexual - nascimento
• 5ª curiosidade sexual - puberdade
• 6ª curiosidade sexual - adolescência
Para responder aos questionamentos de ordemPara responder aos questionamentos de ordem
sexual das crianças deve-se ter claro que "asexual das crianças deve-se ter claro que "a
criança que tem idade para perguntar, temcriança que tem idade para perguntar, tem
idade para ouvir a resposta".idade para ouvir a resposta".
O tom de voz, o olhar, a postura de quemO tom de voz, o olhar, a postura de quem
responde devem ser valorizados para que nãoresponde devem ser valorizados para que não
sejam artificiais nem repressores.sejam artificiais nem repressores.
• Para satisfazer a curiosidade infantil o adultoPara satisfazer a curiosidade infantil o adulto
deve seguir os seguintes princípios:deve seguir os seguintes princípios:
• - saber porque e de onde vem a pergunta;- saber porque e de onde vem a pergunta;
• - honestidade;- honestidade;
• - restringir-se à pergunta feita, sem se estender;- restringir-se à pergunta feita, sem se estender;
• - progredir com base no que a criança já- progredir com base no que a criança já
conhece;conhece;
• - fornecer explicações em linguagem simples e- fornecer explicações em linguagem simples e
familiar;familiar;
• - sempre que possível corresponder ao- sempre que possível corresponder ao
momento em que a criança solicita;momento em que a criança solicita;
• - repetir, se necessário.- repetir, se necessário.
Vídeo
PUBERDADE
• A puberdade pode ser definida como um
período no desenvolvimento sexual de
homens e mulheres, caracterizado pela
capacidade de procriação (maturação
sexual). As transformações da puberdade
ocorrem durante a adolescência. Logo, a
puberdade é uma fase da adolescência em
que ocorre o aparecimento de
características sexuais secundárias
PUBERDADE
• A puberdade não tem uma idade exata
para aparecer, pois depende de pessoa
para pessoa. Porém, em grande parte dos
adolescentes, ela aparece entre 10 e 13
anos (entre as meninas) e 12 e 14 (no caso
dos meninos).
MUDANÇAS -MENINO
• - Primeira ejaculação (liberação de sêmem
através do pênis)
- Aparecimento de pêlos na região
pubiana, axilas e rosto (principalmente
acima do lábio superior)
- Desenvolvimento do órgão reprodutor
(pênis e testículos)
- Crescimento corporal (altura e ombros,
principalmente)
MUDANÇAS-MENINO
•
- Mudança na voz (engrossamento) entre
11 e 15 anos.
- Aparecimento do pomo-de-adão
- Surgimento de acnes (espinhas) em
função de mudanças hormonais
- Polução noturna (ejaculação involuntária
durante o sono).
MUDANÇAS - MENINA
• Desenvolvimento das glândulas mamárias
(seios)
- Aparecimento de pêlos na região
pubiana e nas axilas
- Rápido e curto crescimento corporal 
- Surgimento de acnes (espinhas) em
função de mudanças hormonais
- Crescimento da região da bacia (cintura)
- Surgimento da menstruação
SISTEMA REPRODUTIVO
FEMININO
DST
• São causadas por vírus, bactérias ou
outros micróbios, sua transmissão se dá
principalmente através das relações
sexuais, elas facilitam a transmissão do
vírus do HIV (vírus da AIDS). Podem
também causar alguns problemas no
indivíduo como: esterilidade (quando a
pessoa não pode ter mais filhos), aumenta
as chances da pessoa desenvolver o câncer
 (de útero, tubas uterinas e ovários nas
mulheres e no pênis nos homens), algumas
DST’s podem também em gestantes causar o
abortamento ou até mesmo que nasça uma
criança com uma mal formação.
HERPES
• Infecção recorrente (vem, melhora e volta) causadas por
um grupo de vírus que determinam lesões genitais
vesiculares (em forma de pequenas bolhas) agrupadas
que, em 4-5 dias, sofrem erosão (ferida) seguida de
cicatrização espontânea do tecido afetado. As lesões com
frequência são muito dolorosas e precedidas por eritema
(vermelhidão) local.
A pessoa pode estar contaminada pelo virus e não
apresentar ou nunca ter apresentado sintomas e, mesmo
assim, pode transmití-lo a(ao) parceira(o) numa relação
sexual.
CANCRO MOLE
• Causada pela bactéria Haemophilus
ducrey, seu contágio é exclusivamente
sexual. Sua característica é o surgimento
de várias lesões, essas são dolorosas, de
fundo irregular coberta de secreção
amarela com odor fétido, e com facilidade
para o sangramento.
Nos homens é fácil aparecer lesões nas
coxas decorrentes do contato do próprio
pênis infectado.
SÍFILIS
• Causada pela bactéria Treponema
pallidum, pode atingir qualquer tecido ou
órgão e tende a evoluir cronicamente. É de
fácil tratamento, porém de extrema
preocupação pelo fato do conhecimento
das conseqüências decorrentes da
evolução da doença.
De acordo com sua evolução, pode
apresentar-se em três fases:
SÍFILIS
CLAMÍDIA
• Causada pela bactéria Chlamydia
trachomatis, igual à gonorréia, há saída de
corrimento esbranquiçado pelo meato
uretral (canal excretor da urina), causando
dor, ardência ao urinar, gerando sérios
desconfortos. Essa doença é comum nas
mulheres.
CANDIDÍASE
• Mais comumente conhecida como "sapinho",
esta lesão é causada por fungos. A candidíase é
vista mais freqüentemente como uma placa
branca ou branco-amarelada, que pode ser
removida por raspagem, deixando uma área
vermelha ou com sangramento. Pode ser
encontrada em qualquer lugar da boca e
normalmente não causa dor. Geralmente se
manifesta quando ocorre uma baixa de
resistência orgânica.
HPV
• Doença causada pelo vírus HPV (papilomavírus
humano), também conhecido como crista de galo,
verruga genital, couve-flor...
Caracteriza-se pelo surgimento de pequenas verrugas
isoladas ou agrupadas na região anal ou genital, é uma
doença especialmente perigosa quando afeta a gestante,
pois o crescimento das verrugas pode obstruir o canal
vaginal levando a necessidade de cesariana.
Essa doença aumenta ainda mais o risco de desenvolver
o câncer de colo uterino e pênis. A mesma pode
apresentar-se em período de latência (quando esta no
organismo do indivíduo sem apresentar sinais ou
sintomas), devendo ser de obrigatoriedade seu
diagnóstico.
AIDS
• Os sintomas comuns da fase inicial da
manifestação do vírus  HIV são:
• Febre;
• Infecção da garganta;
• Edema dos glângios linfáticos;
• Cefaléia;
• Dor articular ou muscular;
• Fadiga ou perda de energia;
• Anorexia ou perda de peso;
• Náusea, vômito, diarréia;
• Distúrbios da pele, do sistema nervoso e da
medula espinhal.
GRAVIDEZ
RISCOS NA GRAVIDEZ
• Dobra o risco de anemia;
• Aumenta os riscos do bebê nascer prematuro;
• Como o corpo da mãe não está completamente
formado compete com o filho;
• Pré eclâmpsia;
• Susceptível á cesariana;
• Possíveis infecções;
• Depressão pós parto;
• Hipertensão;convulsões,inchaço.
• Infecção urinária;
• Riscos biológicos, psiquicos e sociais;
• Imaturidade da vascularização uterina;
• Baixo peso do bebê;
Planejamento Familiar
OU ABORTO
Comportamentos Sexuais
Observados em Sala de Aula
• Beijos, exploração do corpo do
colega, jogos sexuais, etc.
• o educador pode pautar-se sobre os
mesmos princípios que usa para
outros comportamentos
inadequados em aula, ou seja,
demonstrar que entende a
curiosidade mas que a escola é um
lugar onde deve-se respeitar a
vontade dos outros e que estão lá
para aprender, brincar, etc.
• A sexualidade infantil é inerente a qualquer criança e sua
demonstração será particular a cada uma, sendo que aos educadores
cabe conhecê-la, respeitá-la, conduzí-la de forma adequada, sem
estimulação nem repressão e tendo sempre em mente uma auto-
reflexão de sua própria sexualidade.
• "A única coisa que não vale é mentir para a criança. Ela vai checar
com outra pessoa e perder a confiança neste adulto que mentiu".
• Segundo a Organização Mundial de Saúde
(OMS), a adolescência vai dos 10 aos 19
anos de idade. Para o Estatuto da Criança e
do Adolescente (ECA), o jovem brasileiro
está entre os 12 e os 18 anos.
• As mudanças físicas correlacionadas com as
mudanças psicológicas levam o adolescente
a uma nova relação com os pais e com o
mundo.
• Na adolescência, os jovens, de diversas
formas, procuram se inserir no social, por
meio de buscas por identificações no seu
meio de convívio, que não estejam mais
ligadas ao ciclo familiar.
• Dessa forma, percebemos a importância que
o grupo de pares assume nesse período da
vida.
Ética e sexualidade na
cola.m
p4
O Adolescente
• Mobiliza-se, também na adolescência, a
sexualidade enquanto função vital. Particularmente
na adolescência, ao se completar a maturação
sexual do organismo humano, a sexualidade
aproxima-se de um dos canais pelos quais é
experimentada ao longo da vida adulta – a
genitalidade.
• Mais do que cumprir uma função fisiológica, a
sexualidade na adolescência caracteriza-se por
demarcar a fronteira entre a infância e a idade adulta,
focalizando-se em uma validação da capacidade
genital. (TAVARES, 2008 apud VOLPI, e
LESZCZYNSKI, 2010). 
• “O ato permite ao jovem reconhecer esse novo corpo
e essa nova imagem corporal como os de um sujeito
genitalmente capaz e, assim, apropriar-se,
imaginariamente, de seu papel de ser sexuado.”
(TAVARES, 2008 apud VOLPI, e LESZCZYNSKI,
2010).
A Expressão da Sexualidade Nessa Fase
1.1. A repressão do próprio impulso, principalmente se os primeirosA repressão do próprio impulso, principalmente se os primeiros
contatos forem frustrantes.contatos forem frustrantes.
2.2. Aceitar o ato sexual, mesmo sem envolvimento afetivo, talvez essaAceitar o ato sexual, mesmo sem envolvimento afetivo, talvez essa
seja a forma de expressão mais freqüente na adolescência.seja a forma de expressão mais freqüente na adolescência.
3.3. A preferência sexual com afeto é o posicionamento queA preferência sexual com afeto é o posicionamento que
demonstra postura mais integrada frente à sexualidade, escolhademonstra postura mais integrada frente à sexualidade, escolha
esta que se encontra subsidiada pelas vivências de cadaesta que se encontra subsidiada pelas vivências de cada
adolescente .adolescente .
• Para o desenvolvimento do papel sexual ou de gênero, oPara o desenvolvimento do papel sexual ou de gênero, o
adolescente precisa de pessoas complementares, queadolescente precisa de pessoas complementares, que
desempenham outros papéis, e este contato provoca a necessidadedesempenham outros papéis, e este contato provoca a necessidade
de formar vínculos afetivos, que vão determinar suas novasde formar vínculos afetivos, que vão determinar suas novas
experiências.experiências.
“Ficar”
• É uma forma de buscar a afirmação de um papel sexuado
no grupo, e desse modo, buscar também uma identidade
sexual.
• Esse tipo de relação está fundamentada na atração física,
no erotismo, na existência da “não-exclusividade” de
ambas as partes e no seu aspecto passageiro. Os
adolescentes em questão procuram esse tipo de
relacionamento como forma de experimentar a
intimidade e uma série de desejos, sentimentos e emoções
relacionados a ela, sem, contudo, precisarem estar
vinculados a um compromisso com outra pessoa.
A relação sexual
• A vivência do ato sexual reorganiza as experiências
sexuais anteriores, mas os medos impedem que o
adolescente vivencie de forma plena esse momento, o
que pode produzir insegurança em relação ao futuro.
• O significado pessoal que cada adolescente dará à
sexualidade pode alterar suas expectativas, criando,
ou dissolvendo problemas.
O ato sexual pode provocar frustrações, ou ser fonte de
estímulo permanente. A satisfação em uma relação sexual
é a base para o desenvolvimento das próximas vivências
sexuais, construindo suas experiências rumo à
maturidade sexual.
Comportamento sexual do adolescente atual
Comportamento sexual do adolescente atualComportamento sexual do adolescente atual
A maioria dos adolescentes,
mesmo conhecendo os
métodos contraceptivos, inicia
vida sexual sem proteção e, no
seguimento da atividade
sexual, o uso sistemático deixa
quase 30% sem proteção, tanto
na contracepção como contra
as DST/AIDS.
Os locais mais utilizados para
as relações são a própria casa
ou a casa de amigos.
Educação Sexual na Escola
• É fundamental que a escola, desde
a pré-primária à universidade,
defina com coerência os objetivos
que pretende atingir.
• É necessário preparar os
professores, tanto com suas
próprias dificuldades com relação
à sexualidade quanto as questões
teóricas.
• A educação sexual deve ser feita
em conjunto com os pais.
• Além dos temas biológicos e de
prevenção, deve-se abordar temas
do interesse dos alunos.
• As escolas não estão preparadas
para acolher a educação sexual.
Um dos principais motivos é a não
aceitação dos pais dos alunos, que
pensam que provocaria
exarcebação da sexualidade dos
jovens.
• Orientação sexual deriva do conceito
pedagógico. Abrange o desenvolvimento
sexual compreendido como saúde
reprodutiva, relações interpessoais,
afetividade, imagem corporal, autoestima e
relações de gênero.
• Educação sexual inclui todo o processo
informal pelo qual aprendemos sobre a
sexualidade ao longo da vida, seja por meio
da família, da religião, da comunidade, dos
livros ou da mídia.
Investir na Formação dos ProfessoresInvestir na Formação dos Professores
• A formação da maioria dos professores não
foi voltada para se falar abertamente e sem
discriminação de certos assuntos como o da
sexualidade.
• Suas dificuldades provém tanto do
despreparo teórico, quanto de seus próprios
preconceitos já interiorizados.
• Os tabus devem ser eliminados.
• A formação da maioria dos professores não
foi voltada para se falar abertamente e sem
discriminação de certos assuntos como o da
sexualidade.
• Suas dificuldades provém tanto do
despreparo teórico, quanto de seus próprios
preconceitos já interiorizados.
• Os tabus devem ser eliminados.
• Nas pesquisas realizadas com adolescentes, constatou-
se que a primeira pessoa a qual procuram quando em
duvida sobre a sexualidade é um amigo(a) de idade
próxima.
• Por isso, é interessante criar bate-papos entre os
adolescentes e estes passarem as informações (já
elaboradas em conjunto com o facilitador) para os mais
novos. (COSTA, 2000)
Os jovens não querem apenas discutir sobre o desenvolvimento fisiológico ou
como se prevenir. Querem falar de sentimentos, tirar duvidas, etc.
Os jovens não querem apenas discutir sobre o desenvolvimento fisiológico ou
como se prevenir. Querem falar de sentimentos, tirar duvidas, etc.
 Faixa etária 4 e 5 anos
 Conteúdo: Identidade e Autonomia
 Objetivos
 - Envolver professores e pais no trabalho de
orientação sexual dos estudantes.
 - Desenvolver nos alunos o respeito pelo corpo (o
próprio e o do outro).
 - Refletir sobre diferenças de gênero e
relacionamentos.
 - Dar informações sobre gravidez, métodos
anticoncepcionais e doenças sexualmente
transmissíveis (DSTs).
 - Conscientizar sobre a importância de uma vida
sexual responsável.
 1ª ETAPA
 Preparação da escola e da comunidade:
 Capacitação da equipe - Professores e funcionários devem
estar preparados para lidar com as manifestações da
sexualidade de crianças e jovens. Um curso de capacitação
sobre os principais temas (como falar e agir com crianças e
adolescentes; prazer e limites; gravidez e aborto; DSTs etc.) é
o mais indicado. Além disso, os formadores podem ajudar a
identificar os conteúdos das diversas disciplinas que
contribuem para um trabalho sistemático sobre o tema.
 Envolvimento dos pais - Faça uma reunião com as famílias
para apresentar o programa. Aproveite para falar brevemente
sobre as principais manifestações da sexualidade na infância e
na adolescência.
 Formação permanente - Organize um grupo de professores
para estudar temas ligados à sexualidade e discutir as
experiências em sala de aula.
 2ª ETAPA
 Da pré-escola ao 5º ano, o trabalho em sala de aula exige
atenção do professor às atitudes e à curiosidade das crianças,
pois são elas que vão dar origem aos debates e às atividades
propostos a seguir.
 Diferenças de gênero - Baixar a calça e levantar a saia são sinais de
curiosidade. O livro Ceci Tem Pipi?, de Heloisa Jahn e Thierry Lenain, explora as
diferenças físicas e comportamentais entre meninos e meninas. Pergunte quem
tem pipi. E quem não tem? Tem o quê? Diga que a vagina é o "pipi" das meninas.
Estimule o debate sobre o que é ser menino e menina, levantando questões
como: uma garota pode subir em árvores? Escreva as respostas no quadro e
converse com a turma.
 O corpo e o prazer - É normal que os pequenos toquem os genitais para ter
prazer e conhecer o próprio corpo. Proponha a descoberta de outras formas de
satisfação na escola, como brincar na areia e na terra ou com água. Deixe-os
explorar esses elementos no parque e incentive-os a falar sobre o que sentiram
e sobre as partes do corpo que dão prazer, inclusive o pênis e a vagina. Diga
que é normal tocá-los, mas que essas são partes íntimas e, portanto, não
devem ser manipuladas em locais públicos. Finalize lembrando-as das outras
maneiras de ter prazer na escola.
 Relação sexual - Caso uma criança tenha visto uma cena de sexo na TV,
certamente comentará com os colegas. O livro A Mamãe Botou um Ovo, de
Babette Cole, relaciona sexo, concepção e nascimento. Todos sabem como
nasceram? Levante as dúvidas e comente que sexo é coisa de adultos. Mostre
bonecos que tenham pênis e vagina e deixe a garotada explorar as diferenças.
 Gravidez - Se alguma professora ou alguém próxima à garotada estiver grávida,
certamente a turma ficará curiosa. Fale sobre o desenvolvimento do bebê,
desde a concepção até o nascimento (cartazes ajudam muito). Uma música boa
para tocar é De Umbigo a Umbiguinho, de Toquinho. Explique o processo físico
de evolução, ouça as perguntas e responda-as de forma simples e direta.
 Vocabulário da sexualidade - Palavrões são comuns nas conversas infantis
e podem ser usados para fazer graça ou para agredir. Mas eles perdem
rapidamente o impacto quando você os escreve no quadro. Explique o
significado de cada um, deixe claro que todos podem ser ofensivos e, por
isso, não devem ser usados - principalmente em público.
 Caso as palavras façam referência aos órgãos sexuais, levante as outras
que a turma conheça para pênis e vagina. Escreva no quadro os termos
corretos e utilize-os nas conversas sobre o tema.
 Padrões de beleza - Ao perceber que os alunos debocham da aparência
de um colega, um bom caminho é promover um debate sobre padrões de
beleza. Que tal passar o filme Shrek? Por que a princesa Fiona se esconde
quando vira ogra? Ela só é aceita quando aparenta ser bela? Que
qualidades têm os personagens? É justo que as pessoas evitem quem não
acham bonito? Outro bom exemplo é a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci. A
modelo é bonita? Explique que, na época em que foi pintada, ela era
(sim) um padrão de beleza. Divida a turma em duplas e peça que cada um
descreva qualidades ou algo que ache bonito no colega.
 3ª ETAPA
 Com os mais velhos, o trabalho deve ser sistemático, com aulas semanais
ou quinzenais. Monte uma lista com os temas, mas os apresente de
acordo com o interesse da turma.
 Puberdade - Coloque no quadro desenhos de corpos femininos e masculinos em
diferentes fases do crescimento. Pergunte aos alunos o que eles entendem por
puberdade.
 Explique as transformações físicas e emocionais e por que elas acontecem. As questões
podem ser feitas oralmente ou por escrito (se você não quiser expor ninguém).
 Maternidade e paternidade - Leia o poema Enjoadinho, de Vinicius de Moraes. Pergunte
de que um bebê precisa durante a gestação e após o nascimento e fale sobre as
necessidades dos pais. Escreva as respostas no quadro. Pergunte se é possível um
adolescente ser pai e mãe e prover tudo de que o bebê precisa. Do que o jovem terá de
abrir mão para cuidar de uma criança? Quais são as vantagens de adiar a gravidez? Ao fim
da aula, peça que os alunos escrevam sobre o que esperam do futuro.
 Métodos anticoncepcionais - Leve para a sala de aula cartelas de pílulas, camisinhas
masculina e feminina, tabelinha etc. Faça circular pela classe e dê explicações sobre
cada tipo. Responda às dúvidas. Divida a turma em grupos e dê a cada um uma banana
ou cenoura e uma camisinha para demonstrar como ela deve ser colocada. Depois peça
que os jovens façam o mesmo. Lembre-os de que as camisinhas masculina e feminina são
o único método anticoncepcional que previne as DSTs.
 Aborto - No Brasil, a interrupção intencional da gravidez é crime, exceto quando a mãe
foi estuprada ou corre risco de morte. Antes do debate, ofereça textos sobre o tema e
forme dois grupos para uma dramatização. O primeiro deve ter personagens como uma
grávida que quer ter o bebê, o namorado que prefere que ela aborte, o médico que fará
a operação, a mãe que é contra e a amiga que tem dúvidas. O outro: a grávida que
insiste em abortar, o namorado que é contra, o médico que a aconselha a não fazer isso,
a mãe que tem dúvidas e a amiga que insiste na interrupção. Proponha que os jovens
improvisem um diálogo usando argumentos compatíveis com cada personagem.
 DSTs - Ponha para tocar A Via Láctea, de Renato Russo, e
Ideologia, de Cazuza. Esses dois músicos morreram em
decorrência da AIDS. Os alunos sabem o que a sigla
significa? Selecione versos ("Essa febre que não passa",
"Meu prazer agora é risco de vida" e outros) e discuta seu
significado. Peça uma pesquisa sobre a incidência da
síndrome na população. A análise mostrará que não
existem mais grupos de risco, mas atitudes de risco.
Converse sobre outros tipos de DSTs e como se prevenir.
 O que é ser homem e ser mulher - No filme Billy Elliot,
de Stephen Daldry, o personagem principal quer ser
bailarino. O que os jovens fariam se um filho tivesse esse
desejo? Ou uma filha que sonha ser futebolista? O que é
ser homem e ser mulher? Dá para definir levando em
consideração apenas o que a pessoa gosta de fazer?
 Homossexualidade e bissexualidade - Assista com os
alunos ao filme Brokeback Mountain, de Ang Lee. Como o
preconceito contra homossexuais é mostrado? Só existe
amor entre homens e mulheres? Ouça as opiniões e reflita
com os alunos sobre diferentes formas de amar. O respeito
à opção sexual também deve ser abordado.
• A educação sexual, como qualquer processo
educativo, apresenta efeitos e resultados
demorados, por isso a necessidade de iniciar desde
cedo e dar continuidade até a fase adulta.
• É Importante desenvolver um trabalho educativo
positivo, de valorização humana, que possibilite ao
jovem capacidade de escolher e eliminar os
sentimentos de culpa.
• A participação dos pais é fundamental para um
processo de corresponsabilidade.
• Falar sobre o que é de interesse do aluno.
 ALMEIDA, Marina S. R. o que é sexualidade?. Instituto Inclusão Brasil,2010. Disponível em
<http://inclusaobrasil.blogspot.com/2010/07/o-que-e-sexualidade.html> acesso em
19/05/2011.
 ALMEIDA, Marina S. R.A sexualidade Infantil Psicóloga, Psicopedagoga e Pedagoga. 2004.
Disponível em < http://www.psicologia.com.pt/artigos/ver_artigo.php?codigo=A0214> acesso
em 19/05/2011.
 AUAD, Daniela. Os Parâmetros Curriculares Nacionais e os Temas Transversais.2005. Disponível
em <http://www.educacaoonline.pro.br/index.php?
option=com_content&view=article&id=15:os-parametros-curriculares-nacionais-e-os-temas-
transversais&catid=4:educacao&Itemid=15 > acesso em 20/05/2011.
 BRAGA, Marilandes R.. SAIBA O que é sexualidade e conheça seus direitos. 2000. Disponível
em < http://www.marilandes.com.br/saiba_sex.htm. acesso em 22/05/2011.
 COSTA, Maria C. O.; LOPES, Clevane P. A.; SOUZA, Ronald P.; PATEL, Balmukund N.
Sexualidade na adolescência: desenvolvimento, vivência e propostas de intervenção. J Pediatr
(Rio J) 2001; 77 (Supl.2): S217-S224: adolescência.
 COSTA, Ricardo J. A Sexualidade na Escola. A pagina da educação, arquivo vivo, n°89, 2000. 
 FAVERO, Cintia. O que é Sexualidade? 2007. Disponível em <
http://www.infoescola.com/sexualidade/o-que-e-sexualidade/ > acesso em 15/05/2011.
 TONATTO, Suzinara; SAPIRO, Clary M. Os novos parâmetros curriculares das escolas brasileiras
e educação sexual:uma proposta de intervenção em ciências. Psicologia & Sociedade; 14 (2):
163-175; jul./dez.2002
 VOLPI, Sandra M. D.Sonia; LESZCZYNSKI, Ana C. Por uma adolescência não vulnerável:
representações de sexualidade e gênero em dispensador de preservativos masculinos e
projeto educativo para o contexto escolar. VIII Congresso Iberoamericano de ciência,
tecnologia e gênero, 2010.
 Muito obrigada!!!
 Katia Queiroz
 E-MAIL:katialsq@gmail.com
 www.biomaiskatiaqueiroz.blospot.com

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Sexualidade e Saúde reprodutiva.

  • 1. Sexualidade e saúde reprodutiva na adolescência Professora:Katia Queiroz Mestranda em Educação Especialista em Educação e sustentabilidade ambiental Graduada em Ciências Biológica Graduanda em Direito Tutora EaD IFRN
  • 2. • “A sexualidade faz parte de nossa conduta. Ela faz parte da liberdade em nosso usufruto deste mundo”. (Michel Foucault)
  • 3.  Sexualidade é um termo amplamente abrangente que engloba inúmeros fatores e dificilmente se encaixa em uma definição única e absoluta.  Muitas vezes se confunde o conceito de sexualidade com o do sexo propriamente dito.
  • 4.  Conjunto de caracteres estruturais e funcionais segundo os quais um ser vivo se classifica como macho ou fêmea e desempenha papel específico de uma dessas condições na reprodução da espécie.  O chamado diencéfalo ou cérebro primitivo,  intervém, por meio do hipotálamo, no desejo, no interesse sexual e também recolhe as informações que chegam do exterior e dos hormônios, controlando-os e dando as respostas da excitação sexual, ejaculação, sensações de prazer e regulando as respostas emocionais e afetivas no comportamento sexual.  O chamado sistema límbico do nosso cérebro discrimina e seleciona os estímulos, reconhecendo os sinais de saciedade  inibindo o comportamento sexual.
  • 5.  A noção de sexualidade como busca de prazer, descoberta das sensações proporcionadas pelo contato ou toque, atração por outras pessoas (de sexo oposto e/ou mesmo sexo) com intuito de obter prazer pela satisfação dos desejos do corpo, entre outras características, é diretamente ligada e dependente de fatores genéticos e principalmente culturais.  O contexto influi diretamente na sexualidade de cada um. Vídeo
  • 6.  A sexualidade humana forma parte integral da personalidade de cada um. É uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da vida. A sexualidade não é sinônimo de coito e não se limita à presença ou não do orgasmo. Sexualidade é muito mais do que isso. É energia que motiva encontrar o amor, contato e intimidade, e se expressa na forma de sentir, nos movimentos das pessoas e como estas tocam e são tocadas. (BRAGA, 2011)
  • 7.  A Sexualidade é parte integrante de todo ser humano, está relacionada à intimidade, a afetividade, ao carinho, a ternura, a uma forma de expressão de sentir e expressar o amor humano através das relações afetivossexuais. Sua presença está em todos os aspectos da vida humana desde a concepção até a morte, manifestando-se em todas as fases da vida, infância, adolescência, fase adulta, terceira idade; sem distinção de raça, cor, sexo, deficiência, etc.; Além de que não está apenas nos aspectos genitais, mas sendo considerada como uma das suas formas de expressão, porém nunca como forma isolada, como um fim em si mesma.
  • 8.  Podemos definir sexualidade como um conjunto colorido que contém contato, relação corpórea, psíquica, sentimental, desejo voltado a pessoas e objetos; sonhos e delírios; prazer, gozo e dor; perda, sofrimento e frustração; crescimento e futuro; consciência, plenitude do presente e memória do passado; processos estes que vão sendo elaborados e dando espaço para novas conquistas. (ALMEIDA, 2010) Sentimentos esses que se alternam, cruzam-se de modo imprevisível, exigindo uma progressiva capacidade do ser humano em ir dando compreensão e aceitação as mudanças. Tudo sempre vinculado a intensas sensações corpóreas, pensamentos constantes, parecem estarem no ar, uma sensação de apaixonamento constante, que pode ser pelo próprio corpo ou pelo desejo do corpo do outro, mas desejos, afetos e emoções que precisam ser resignificadas em cada um nós. (ALMEIDA,2010)
  • 9.  Encontraremos todos estes sentimentos em cada um de nós.  Muitos de nós negamos as transformações, outros passaram, outros se rebelaram, sofreram, outros curtiram, viveram, outros não podem nem se lembrar, outros foram quase que impedidos de viver esta experiência.  Esta última possibilidade é a mais preocupante e paralisante, porque impede de experenciar relacionamentos afetivossexuais.
  • 10. Marilandes Ribeiro Braga Delegada Regional da SBRASH- Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade • “A sexualidade influência pensamentos, sentimentos, ações e integrações portanto a saúde física e mental. Se saúde é um direito humano fundamental, a saúde sexual também deveria ser considerada como direito humano básico. A saúde mental é a integração dos aspectos sociais, somáticos, intelectuais e emocionais de maneira tal influenciem positivamente a personalidade, a capacidade de comunicação com outras pessoas e o amor“ (BRAGA, 2011)
  • 11.  1-O DIREITO A LIBERDADE SEXUAL - A liberdade sexual diz respeito a possibilidade dos indivíduos em expressar seu potencial sexual.  2 – O DIREITO A AUTONOMIA SEXUAL – INTEGRIDADE SEXUAL E A SEGURANÇA DO CORPO SEXUAL – Este direito envolve habilidade de uma pessoa em tomar decisões autônomas sobre a própria vida sexual num contexto de ética pessoal e social, Também inclui o controle e o prazer de nossos corpos livre de tortura, mutilações e violência de qualquer tipo.  3 – O DIREITO À PRIVACIDADE SEXUAL – O direito de decisão individual e aos comportamentos sobre intimidade desde que não interfiram nos direitos sexuais dos outros.
  • 12.  4 – O DIREITO À IGUALDADE SEXUAL - Liberdade de todas as formas de discriminação, independentemente do sexo, gênero, orientação sexual, idade, raça, classe social, religião, deficiências mentais e físicas.  5 – O DIREITO AO PRAZER SEXUAL - prazer sexual, incluindo auto-erotismo, é uma fonte de bem estar físico, psicológico, intelectual e espiritual.  6 – O DIREITO À EXPRESSÃO SEXUAL – A expressão sexual é mais que um prazer erótico ou atos sexuais. Cada indivíduo tem o direito de expressar a sexualidade através da comunicação, toques, expressão emocional e amor.  7 – O DIREITO À LIVRE ASSOCIAÇÃO SEXUAL – Significa a possibilidade de casamento ou não, ao divórcio e ao estabelecimento de outros tipos de associações sexuais responsáveis.
  • 13.  8 – O DIREITO ÀS ESCOLHAS REPRODUTIVAS LIVRE E RESPONSÁVEIS – É o direito em decidir ou não filhos, e número e o tempo entre cada um, e o direito total aos métodos de regulação da fertilidade.  9 – O DIREITO À INFORMAÇÃO BASEADA NO CONHECIMENTO CIENTÍFICO – A informação sexual deve ser gerada de um processo científico e ético e disseminando em formas apropriadas e a todos os níveis sociais.  10 – O DIREITO À EDUCAÇÃO SEXUAL COMPREENSIVA – Este é um processo que dura a vida toda, desde o nascimento, e deriva envolver todas as instituições sociais.  11 – O DIREITO À SAÚDE MENTAL – O cuidado com a saúde deveria estar disponível para a prevenção e tratamento do todos os problemas sexuais, preocupações e desordens.  Declaração aprovada durante o XV Congresso Mundial de Sexologia ocorrido em Hong Kong – China – entre 21 e 27 de agosto de 1999, na Assembléia Geral da World Association for Sexology.
  • 14.  Em 1997 na elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e os Temas Transversais(TTs) foi determinado que seis disciplinas (Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Naturais, História e Geografia, Arte, e Educação Física) deveriam abordar problemáticas sociais atuais e urgentes, consideradas de abrangência nacional e até mesmo de caráter universal. Segundo tais critérios foram selecionados:   1.      Ética  2.      Meio Ambiente  3.      Saúde  4.      Pluralidade Cultural  5.      Orientação Sexual.
  • 15. O desenvolvimento da SexualidadeO desenvolvimento da Sexualidade
  • 16. A Sexualidade Infantil • A sexualidade da criança começa no imaginário dos pais, antes mesmo do nascimento. Todos os pais têm expectativas em relação a seus filhos, conscientes ou inconscientes, e uma destas diz respeito à sexualidade da criança. Esta ao nascer pode corresponder à expectativa ou não e se desenvolverá conforme for a aceitação do sexo da criança pelos pais.
  • 17. A partir do nascimento podemos classificar a curiosidade sexual de forma genérica em: • 1ª curiosidade sexual - auto-descobrimento do corpo • 2ª curiosidade sexual - eliminação de excreções • 3ª curiosidade sexual - diferenciação dos sexos • 4ª curiosidade sexual - nascimento • 5ª curiosidade sexual - puberdade • 6ª curiosidade sexual - adolescência • 1ª curiosidade sexual - auto-descobrimento do corpo • 2ª curiosidade sexual - eliminação de excreções • 3ª curiosidade sexual - diferenciação dos sexos • 4ª curiosidade sexual - nascimento • 5ª curiosidade sexual - puberdade • 6ª curiosidade sexual - adolescência
  • 18. Para responder aos questionamentos de ordemPara responder aos questionamentos de ordem sexual das crianças deve-se ter claro que "asexual das crianças deve-se ter claro que "a criança que tem idade para perguntar, temcriança que tem idade para perguntar, tem idade para ouvir a resposta".idade para ouvir a resposta". O tom de voz, o olhar, a postura de quemO tom de voz, o olhar, a postura de quem responde devem ser valorizados para que nãoresponde devem ser valorizados para que não sejam artificiais nem repressores.sejam artificiais nem repressores. • Para satisfazer a curiosidade infantil o adultoPara satisfazer a curiosidade infantil o adulto deve seguir os seguintes princípios:deve seguir os seguintes princípios: • - saber porque e de onde vem a pergunta;- saber porque e de onde vem a pergunta; • - honestidade;- honestidade; • - restringir-se à pergunta feita, sem se estender;- restringir-se à pergunta feita, sem se estender; • - progredir com base no que a criança já- progredir com base no que a criança já conhece;conhece; • - fornecer explicações em linguagem simples e- fornecer explicações em linguagem simples e familiar;familiar; • - sempre que possível corresponder ao- sempre que possível corresponder ao momento em que a criança solicita;momento em que a criança solicita; • - repetir, se necessário.- repetir, se necessário. Vídeo
  • 19. PUBERDADE • A puberdade pode ser definida como um período no desenvolvimento sexual de homens e mulheres, caracterizado pela capacidade de procriação (maturação sexual). As transformações da puberdade ocorrem durante a adolescência. Logo, a puberdade é uma fase da adolescência em que ocorre o aparecimento de características sexuais secundárias
  • 20. PUBERDADE • A puberdade não tem uma idade exata para aparecer, pois depende de pessoa para pessoa. Porém, em grande parte dos adolescentes, ela aparece entre 10 e 13 anos (entre as meninas) e 12 e 14 (no caso dos meninos).
  • 21. MUDANÇAS -MENINO • - Primeira ejaculação (liberação de sêmem através do pênis) - Aparecimento de pêlos na região pubiana, axilas e rosto (principalmente acima do lábio superior) - Desenvolvimento do órgão reprodutor (pênis e testículos) - Crescimento corporal (altura e ombros, principalmente)
  • 22. MUDANÇAS-MENINO • - Mudança na voz (engrossamento) entre 11 e 15 anos. - Aparecimento do pomo-de-adão - Surgimento de acnes (espinhas) em função de mudanças hormonais - Polução noturna (ejaculação involuntária durante o sono).
  • 23. MUDANÇAS - MENINA • Desenvolvimento das glândulas mamárias (seios) - Aparecimento de pêlos na região pubiana e nas axilas - Rápido e curto crescimento corporal  - Surgimento de acnes (espinhas) em função de mudanças hormonais - Crescimento da região da bacia (cintura) - Surgimento da menstruação
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  • 31. DST • São causadas por vírus, bactérias ou outros micróbios, sua transmissão se dá principalmente através das relações sexuais, elas facilitam a transmissão do vírus do HIV (vírus da AIDS). Podem também causar alguns problemas no indivíduo como: esterilidade (quando a pessoa não pode ter mais filhos), aumenta as chances da pessoa desenvolver o câncer
  • 32.  (de útero, tubas uterinas e ovários nas mulheres e no pênis nos homens), algumas DST’s podem também em gestantes causar o abortamento ou até mesmo que nasça uma criança com uma mal formação.
  • 33.
  • 34. HERPES • Infecção recorrente (vem, melhora e volta) causadas por um grupo de vírus que determinam lesões genitais vesiculares (em forma de pequenas bolhas) agrupadas que, em 4-5 dias, sofrem erosão (ferida) seguida de cicatrização espontânea do tecido afetado. As lesões com frequência são muito dolorosas e precedidas por eritema (vermelhidão) local. A pessoa pode estar contaminada pelo virus e não apresentar ou nunca ter apresentado sintomas e, mesmo assim, pode transmití-lo a(ao) parceira(o) numa relação sexual.
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  • 40. CANCRO MOLE • Causada pela bactéria Haemophilus ducrey, seu contágio é exclusivamente sexual. Sua característica é o surgimento de várias lesões, essas são dolorosas, de fundo irregular coberta de secreção amarela com odor fétido, e com facilidade para o sangramento. Nos homens é fácil aparecer lesões nas coxas decorrentes do contato do próprio pênis infectado.
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  • 44. SÍFILIS • Causada pela bactéria Treponema pallidum, pode atingir qualquer tecido ou órgão e tende a evoluir cronicamente. É de fácil tratamento, porém de extrema preocupação pelo fato do conhecimento das conseqüências decorrentes da evolução da doença. De acordo com sua evolução, pode apresentar-se em três fases:
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  • 48. CLAMÍDIA • Causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, igual à gonorréia, há saída de corrimento esbranquiçado pelo meato uretral (canal excretor da urina), causando dor, ardência ao urinar, gerando sérios desconfortos. Essa doença é comum nas mulheres.
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  • 50. CANDIDÍASE • Mais comumente conhecida como "sapinho", esta lesão é causada por fungos. A candidíase é vista mais freqüentemente como uma placa branca ou branco-amarelada, que pode ser removida por raspagem, deixando uma área vermelha ou com sangramento. Pode ser encontrada em qualquer lugar da boca e normalmente não causa dor. Geralmente se manifesta quando ocorre uma baixa de resistência orgânica.
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  • 53. HPV • Doença causada pelo vírus HPV (papilomavírus humano), também conhecido como crista de galo, verruga genital, couve-flor... Caracteriza-se pelo surgimento de pequenas verrugas isoladas ou agrupadas na região anal ou genital, é uma doença especialmente perigosa quando afeta a gestante, pois o crescimento das verrugas pode obstruir o canal vaginal levando a necessidade de cesariana. Essa doença aumenta ainda mais o risco de desenvolver o câncer de colo uterino e pênis. A mesma pode apresentar-se em período de latência (quando esta no organismo do indivíduo sem apresentar sinais ou sintomas), devendo ser de obrigatoriedade seu diagnóstico.
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  • 62. AIDS • Os sintomas comuns da fase inicial da manifestação do vírus  HIV são: • Febre; • Infecção da garganta; • Edema dos glângios linfáticos; • Cefaléia; • Dor articular ou muscular; • Fadiga ou perda de energia; • Anorexia ou perda de peso; • Náusea, vômito, diarréia; • Distúrbios da pele, do sistema nervoso e da medula espinhal.
  • 64. RISCOS NA GRAVIDEZ • Dobra o risco de anemia; • Aumenta os riscos do bebê nascer prematuro; • Como o corpo da mãe não está completamente formado compete com o filho; • Pré eclâmpsia; • Susceptível á cesariana; • Possíveis infecções; • Depressão pós parto; • Hipertensão;convulsões,inchaço.
  • 65. • Infecção urinária; • Riscos biológicos, psiquicos e sociais; • Imaturidade da vascularização uterina; • Baixo peso do bebê;
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  • 78. Comportamentos Sexuais Observados em Sala de Aula • Beijos, exploração do corpo do colega, jogos sexuais, etc. • o educador pode pautar-se sobre os mesmos princípios que usa para outros comportamentos inadequados em aula, ou seja, demonstrar que entende a curiosidade mas que a escola é um lugar onde deve-se respeitar a vontade dos outros e que estão lá para aprender, brincar, etc.
  • 79. • A sexualidade infantil é inerente a qualquer criança e sua demonstração será particular a cada uma, sendo que aos educadores cabe conhecê-la, respeitá-la, conduzí-la de forma adequada, sem estimulação nem repressão e tendo sempre em mente uma auto- reflexão de sua própria sexualidade. • "A única coisa que não vale é mentir para a criança. Ela vai checar com outra pessoa e perder a confiança neste adulto que mentiu".
  • 80. • Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a adolescência vai dos 10 aos 19 anos de idade. Para o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o jovem brasileiro está entre os 12 e os 18 anos. • As mudanças físicas correlacionadas com as mudanças psicológicas levam o adolescente a uma nova relação com os pais e com o mundo. • Na adolescência, os jovens, de diversas formas, procuram se inserir no social, por meio de buscas por identificações no seu meio de convívio, que não estejam mais ligadas ao ciclo familiar. • Dessa forma, percebemos a importância que o grupo de pares assume nesse período da vida. Ética e sexualidade na cola.m p4
  • 81. O Adolescente • Mobiliza-se, também na adolescência, a sexualidade enquanto função vital. Particularmente na adolescência, ao se completar a maturação sexual do organismo humano, a sexualidade aproxima-se de um dos canais pelos quais é experimentada ao longo da vida adulta – a genitalidade. • Mais do que cumprir uma função fisiológica, a sexualidade na adolescência caracteriza-se por demarcar a fronteira entre a infância e a idade adulta, focalizando-se em uma validação da capacidade genital. (TAVARES, 2008 apud VOLPI, e LESZCZYNSKI, 2010).  • “O ato permite ao jovem reconhecer esse novo corpo e essa nova imagem corporal como os de um sujeito genitalmente capaz e, assim, apropriar-se, imaginariamente, de seu papel de ser sexuado.” (TAVARES, 2008 apud VOLPI, e LESZCZYNSKI, 2010).
  • 82. A Expressão da Sexualidade Nessa Fase 1.1. A repressão do próprio impulso, principalmente se os primeirosA repressão do próprio impulso, principalmente se os primeiros contatos forem frustrantes.contatos forem frustrantes. 2.2. Aceitar o ato sexual, mesmo sem envolvimento afetivo, talvez essaAceitar o ato sexual, mesmo sem envolvimento afetivo, talvez essa seja a forma de expressão mais freqüente na adolescência.seja a forma de expressão mais freqüente na adolescência. 3.3. A preferência sexual com afeto é o posicionamento queA preferência sexual com afeto é o posicionamento que demonstra postura mais integrada frente à sexualidade, escolhademonstra postura mais integrada frente à sexualidade, escolha esta que se encontra subsidiada pelas vivências de cadaesta que se encontra subsidiada pelas vivências de cada adolescente .adolescente . • Para o desenvolvimento do papel sexual ou de gênero, oPara o desenvolvimento do papel sexual ou de gênero, o adolescente precisa de pessoas complementares, queadolescente precisa de pessoas complementares, que desempenham outros papéis, e este contato provoca a necessidadedesempenham outros papéis, e este contato provoca a necessidade de formar vínculos afetivos, que vão determinar suas novasde formar vínculos afetivos, que vão determinar suas novas experiências.experiências.
  • 83. “Ficar” • É uma forma de buscar a afirmação de um papel sexuado no grupo, e desse modo, buscar também uma identidade sexual. • Esse tipo de relação está fundamentada na atração física, no erotismo, na existência da “não-exclusividade” de ambas as partes e no seu aspecto passageiro. Os adolescentes em questão procuram esse tipo de relacionamento como forma de experimentar a intimidade e uma série de desejos, sentimentos e emoções relacionados a ela, sem, contudo, precisarem estar vinculados a um compromisso com outra pessoa.
  • 84. A relação sexual • A vivência do ato sexual reorganiza as experiências sexuais anteriores, mas os medos impedem que o adolescente vivencie de forma plena esse momento, o que pode produzir insegurança em relação ao futuro. • O significado pessoal que cada adolescente dará à sexualidade pode alterar suas expectativas, criando, ou dissolvendo problemas. O ato sexual pode provocar frustrações, ou ser fonte de estímulo permanente. A satisfação em uma relação sexual é a base para o desenvolvimento das próximas vivências sexuais, construindo suas experiências rumo à maturidade sexual.
  • 85. Comportamento sexual do adolescente atual
  • 86. Comportamento sexual do adolescente atualComportamento sexual do adolescente atual A maioria dos adolescentes, mesmo conhecendo os métodos contraceptivos, inicia vida sexual sem proteção e, no seguimento da atividade sexual, o uso sistemático deixa quase 30% sem proteção, tanto na contracepção como contra as DST/AIDS. Os locais mais utilizados para as relações são a própria casa ou a casa de amigos.
  • 87. Educação Sexual na Escola • É fundamental que a escola, desde a pré-primária à universidade, defina com coerência os objetivos que pretende atingir. • É necessário preparar os professores, tanto com suas próprias dificuldades com relação à sexualidade quanto as questões teóricas. • A educação sexual deve ser feita em conjunto com os pais. • Além dos temas biológicos e de prevenção, deve-se abordar temas do interesse dos alunos. • As escolas não estão preparadas para acolher a educação sexual. Um dos principais motivos é a não aceitação dos pais dos alunos, que pensam que provocaria exarcebação da sexualidade dos jovens.
  • 88. • Orientação sexual deriva do conceito pedagógico. Abrange o desenvolvimento sexual compreendido como saúde reprodutiva, relações interpessoais, afetividade, imagem corporal, autoestima e relações de gênero. • Educação sexual inclui todo o processo informal pelo qual aprendemos sobre a sexualidade ao longo da vida, seja por meio da família, da religião, da comunidade, dos livros ou da mídia.
  • 89. Investir na Formação dos ProfessoresInvestir na Formação dos Professores • A formação da maioria dos professores não foi voltada para se falar abertamente e sem discriminação de certos assuntos como o da sexualidade. • Suas dificuldades provém tanto do despreparo teórico, quanto de seus próprios preconceitos já interiorizados. • Os tabus devem ser eliminados. • A formação da maioria dos professores não foi voltada para se falar abertamente e sem discriminação de certos assuntos como o da sexualidade. • Suas dificuldades provém tanto do despreparo teórico, quanto de seus próprios preconceitos já interiorizados. • Os tabus devem ser eliminados.
  • 90.
  • 91. • Nas pesquisas realizadas com adolescentes, constatou- se que a primeira pessoa a qual procuram quando em duvida sobre a sexualidade é um amigo(a) de idade próxima. • Por isso, é interessante criar bate-papos entre os adolescentes e estes passarem as informações (já elaboradas em conjunto com o facilitador) para os mais novos. (COSTA, 2000) Os jovens não querem apenas discutir sobre o desenvolvimento fisiológico ou como se prevenir. Querem falar de sentimentos, tirar duvidas, etc. Os jovens não querem apenas discutir sobre o desenvolvimento fisiológico ou como se prevenir. Querem falar de sentimentos, tirar duvidas, etc.
  • 92.  Faixa etária 4 e 5 anos  Conteúdo: Identidade e Autonomia  Objetivos  - Envolver professores e pais no trabalho de orientação sexual dos estudantes.  - Desenvolver nos alunos o respeito pelo corpo (o próprio e o do outro).  - Refletir sobre diferenças de gênero e relacionamentos.  - Dar informações sobre gravidez, métodos anticoncepcionais e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).  - Conscientizar sobre a importância de uma vida sexual responsável.
  • 93.  1ª ETAPA  Preparação da escola e da comunidade:  Capacitação da equipe - Professores e funcionários devem estar preparados para lidar com as manifestações da sexualidade de crianças e jovens. Um curso de capacitação sobre os principais temas (como falar e agir com crianças e adolescentes; prazer e limites; gravidez e aborto; DSTs etc.) é o mais indicado. Além disso, os formadores podem ajudar a identificar os conteúdos das diversas disciplinas que contribuem para um trabalho sistemático sobre o tema.  Envolvimento dos pais - Faça uma reunião com as famílias para apresentar o programa. Aproveite para falar brevemente sobre as principais manifestações da sexualidade na infância e na adolescência.  Formação permanente - Organize um grupo de professores para estudar temas ligados à sexualidade e discutir as experiências em sala de aula.  2ª ETAPA  Da pré-escola ao 5º ano, o trabalho em sala de aula exige atenção do professor às atitudes e à curiosidade das crianças, pois são elas que vão dar origem aos debates e às atividades propostos a seguir.
  • 94.  Diferenças de gênero - Baixar a calça e levantar a saia são sinais de curiosidade. O livro Ceci Tem Pipi?, de Heloisa Jahn e Thierry Lenain, explora as diferenças físicas e comportamentais entre meninos e meninas. Pergunte quem tem pipi. E quem não tem? Tem o quê? Diga que a vagina é o "pipi" das meninas. Estimule o debate sobre o que é ser menino e menina, levantando questões como: uma garota pode subir em árvores? Escreva as respostas no quadro e converse com a turma.  O corpo e o prazer - É normal que os pequenos toquem os genitais para ter prazer e conhecer o próprio corpo. Proponha a descoberta de outras formas de satisfação na escola, como brincar na areia e na terra ou com água. Deixe-os explorar esses elementos no parque e incentive-os a falar sobre o que sentiram e sobre as partes do corpo que dão prazer, inclusive o pênis e a vagina. Diga que é normal tocá-los, mas que essas são partes íntimas e, portanto, não devem ser manipuladas em locais públicos. Finalize lembrando-as das outras maneiras de ter prazer na escola.  Relação sexual - Caso uma criança tenha visto uma cena de sexo na TV, certamente comentará com os colegas. O livro A Mamãe Botou um Ovo, de Babette Cole, relaciona sexo, concepção e nascimento. Todos sabem como nasceram? Levante as dúvidas e comente que sexo é coisa de adultos. Mostre bonecos que tenham pênis e vagina e deixe a garotada explorar as diferenças.  Gravidez - Se alguma professora ou alguém próxima à garotada estiver grávida, certamente a turma ficará curiosa. Fale sobre o desenvolvimento do bebê, desde a concepção até o nascimento (cartazes ajudam muito). Uma música boa para tocar é De Umbigo a Umbiguinho, de Toquinho. Explique o processo físico de evolução, ouça as perguntas e responda-as de forma simples e direta.
  • 95.  Vocabulário da sexualidade - Palavrões são comuns nas conversas infantis e podem ser usados para fazer graça ou para agredir. Mas eles perdem rapidamente o impacto quando você os escreve no quadro. Explique o significado de cada um, deixe claro que todos podem ser ofensivos e, por isso, não devem ser usados - principalmente em público.  Caso as palavras façam referência aos órgãos sexuais, levante as outras que a turma conheça para pênis e vagina. Escreva no quadro os termos corretos e utilize-os nas conversas sobre o tema.  Padrões de beleza - Ao perceber que os alunos debocham da aparência de um colega, um bom caminho é promover um debate sobre padrões de beleza. Que tal passar o filme Shrek? Por que a princesa Fiona se esconde quando vira ogra? Ela só é aceita quando aparenta ser bela? Que qualidades têm os personagens? É justo que as pessoas evitem quem não acham bonito? Outro bom exemplo é a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci. A modelo é bonita? Explique que, na época em que foi pintada, ela era (sim) um padrão de beleza. Divida a turma em duplas e peça que cada um descreva qualidades ou algo que ache bonito no colega.  3ª ETAPA  Com os mais velhos, o trabalho deve ser sistemático, com aulas semanais ou quinzenais. Monte uma lista com os temas, mas os apresente de acordo com o interesse da turma.
  • 96.  Puberdade - Coloque no quadro desenhos de corpos femininos e masculinos em diferentes fases do crescimento. Pergunte aos alunos o que eles entendem por puberdade.  Explique as transformações físicas e emocionais e por que elas acontecem. As questões podem ser feitas oralmente ou por escrito (se você não quiser expor ninguém).  Maternidade e paternidade - Leia o poema Enjoadinho, de Vinicius de Moraes. Pergunte de que um bebê precisa durante a gestação e após o nascimento e fale sobre as necessidades dos pais. Escreva as respostas no quadro. Pergunte se é possível um adolescente ser pai e mãe e prover tudo de que o bebê precisa. Do que o jovem terá de abrir mão para cuidar de uma criança? Quais são as vantagens de adiar a gravidez? Ao fim da aula, peça que os alunos escrevam sobre o que esperam do futuro.  Métodos anticoncepcionais - Leve para a sala de aula cartelas de pílulas, camisinhas masculina e feminina, tabelinha etc. Faça circular pela classe e dê explicações sobre cada tipo. Responda às dúvidas. Divida a turma em grupos e dê a cada um uma banana ou cenoura e uma camisinha para demonstrar como ela deve ser colocada. Depois peça que os jovens façam o mesmo. Lembre-os de que as camisinhas masculina e feminina são o único método anticoncepcional que previne as DSTs.  Aborto - No Brasil, a interrupção intencional da gravidez é crime, exceto quando a mãe foi estuprada ou corre risco de morte. Antes do debate, ofereça textos sobre o tema e forme dois grupos para uma dramatização. O primeiro deve ter personagens como uma grávida que quer ter o bebê, o namorado que prefere que ela aborte, o médico que fará a operação, a mãe que é contra e a amiga que tem dúvidas. O outro: a grávida que insiste em abortar, o namorado que é contra, o médico que a aconselha a não fazer isso, a mãe que tem dúvidas e a amiga que insiste na interrupção. Proponha que os jovens improvisem um diálogo usando argumentos compatíveis com cada personagem.
  • 97.  DSTs - Ponha para tocar A Via Láctea, de Renato Russo, e Ideologia, de Cazuza. Esses dois músicos morreram em decorrência da AIDS. Os alunos sabem o que a sigla significa? Selecione versos ("Essa febre que não passa", "Meu prazer agora é risco de vida" e outros) e discuta seu significado. Peça uma pesquisa sobre a incidência da síndrome na população. A análise mostrará que não existem mais grupos de risco, mas atitudes de risco. Converse sobre outros tipos de DSTs e como se prevenir.  O que é ser homem e ser mulher - No filme Billy Elliot, de Stephen Daldry, o personagem principal quer ser bailarino. O que os jovens fariam se um filho tivesse esse desejo? Ou uma filha que sonha ser futebolista? O que é ser homem e ser mulher? Dá para definir levando em consideração apenas o que a pessoa gosta de fazer?  Homossexualidade e bissexualidade - Assista com os alunos ao filme Brokeback Mountain, de Ang Lee. Como o preconceito contra homossexuais é mostrado? Só existe amor entre homens e mulheres? Ouça as opiniões e reflita com os alunos sobre diferentes formas de amar. O respeito à opção sexual também deve ser abordado.
  • 98. • A educação sexual, como qualquer processo educativo, apresenta efeitos e resultados demorados, por isso a necessidade de iniciar desde cedo e dar continuidade até a fase adulta. • É Importante desenvolver um trabalho educativo positivo, de valorização humana, que possibilite ao jovem capacidade de escolher e eliminar os sentimentos de culpa. • A participação dos pais é fundamental para um processo de corresponsabilidade. • Falar sobre o que é de interesse do aluno.
  • 99.  ALMEIDA, Marina S. R. o que é sexualidade?. Instituto Inclusão Brasil,2010. Disponível em <http://inclusaobrasil.blogspot.com/2010/07/o-que-e-sexualidade.html> acesso em 19/05/2011.  ALMEIDA, Marina S. R.A sexualidade Infantil Psicóloga, Psicopedagoga e Pedagoga. 2004. Disponível em < http://www.psicologia.com.pt/artigos/ver_artigo.php?codigo=A0214> acesso em 19/05/2011.  AUAD, Daniela. Os Parâmetros Curriculares Nacionais e os Temas Transversais.2005. Disponível em <http://www.educacaoonline.pro.br/index.php? option=com_content&view=article&id=15:os-parametros-curriculares-nacionais-e-os-temas- transversais&catid=4:educacao&Itemid=15 > acesso em 20/05/2011.  BRAGA, Marilandes R.. SAIBA O que é sexualidade e conheça seus direitos. 2000. Disponível em < http://www.marilandes.com.br/saiba_sex.htm. acesso em 22/05/2011.  COSTA, Maria C. O.; LOPES, Clevane P. A.; SOUZA, Ronald P.; PATEL, Balmukund N. Sexualidade na adolescência: desenvolvimento, vivência e propostas de intervenção. J Pediatr (Rio J) 2001; 77 (Supl.2): S217-S224: adolescência.  COSTA, Ricardo J. A Sexualidade na Escola. A pagina da educação, arquivo vivo, n°89, 2000.   FAVERO, Cintia. O que é Sexualidade? 2007. Disponível em < http://www.infoescola.com/sexualidade/o-que-e-sexualidade/ > acesso em 15/05/2011.  TONATTO, Suzinara; SAPIRO, Clary M. Os novos parâmetros curriculares das escolas brasileiras e educação sexual:uma proposta de intervenção em ciências. Psicologia & Sociedade; 14 (2): 163-175; jul./dez.2002  VOLPI, Sandra M. D.Sonia; LESZCZYNSKI, Ana C. Por uma adolescência não vulnerável: representações de sexualidade e gênero em dispensador de preservativos masculinos e projeto educativo para o contexto escolar. VIII Congresso Iberoamericano de ciência, tecnologia e gênero, 2010.
  • 100.  Muito obrigada!!!  Katia Queiroz  E-MAIL:katialsq@gmail.com  www.biomaiskatiaqueiroz.blospot.com