Sexualidade e Saúde reprodutiva.

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Palestra que ministro sobre Sexualidade na adolescência.

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Sexualidade e Saúde reprodutiva.

  1. 1. Sexualidade e saúde reprodutiva na adolescência Professora:Katia Queiroz Mestranda em Educação Especialista em Educação e sustentabilidade ambiental Graduada em Ciências Biológica Graduanda em Direito Tutora EaD IFRN
  2. 2. • “A sexualidade faz parte de nossa conduta. Ela faz parte da liberdade em nosso usufruto deste mundo”. (Michel Foucault)
  3. 3.  Sexualidade é um termo amplamente abrangente que engloba inúmeros fatores e dificilmente se encaixa em uma definição única e absoluta.  Muitas vezes se confunde o conceito de sexualidade com o do sexo propriamente dito.
  4. 4.  Conjunto de caracteres estruturais e funcionais segundo os quais um ser vivo se classifica como macho ou fêmea e desempenha papel específico de uma dessas condições na reprodução da espécie.  O chamado diencéfalo ou cérebro primitivo,  intervém, por meio do hipotálamo, no desejo, no interesse sexual e também recolhe as informações que chegam do exterior e dos hormônios, controlando-os e dando as respostas da excitação sexual, ejaculação, sensações de prazer e regulando as respostas emocionais e afetivas no comportamento sexual.  O chamado sistema límbico do nosso cérebro discrimina e seleciona os estímulos, reconhecendo os sinais de saciedade  inibindo o comportamento sexual.
  5. 5.  A noção de sexualidade como busca de prazer, descoberta das sensações proporcionadas pelo contato ou toque, atração por outras pessoas (de sexo oposto e/ou mesmo sexo) com intuito de obter prazer pela satisfação dos desejos do corpo, entre outras características, é diretamente ligada e dependente de fatores genéticos e principalmente culturais.  O contexto influi diretamente na sexualidade de cada um. Vídeo
  6. 6.  A sexualidade humana forma parte integral da personalidade de cada um. É uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da vida. A sexualidade não é sinônimo de coito e não se limita à presença ou não do orgasmo. Sexualidade é muito mais do que isso. É energia que motiva encontrar o amor, contato e intimidade, e se expressa na forma de sentir, nos movimentos das pessoas e como estas tocam e são tocadas. (BRAGA, 2011)
  7. 7.  A Sexualidade é parte integrante de todo ser humano, está relacionada à intimidade, a afetividade, ao carinho, a ternura, a uma forma de expressão de sentir e expressar o amor humano através das relações afetivossexuais. Sua presença está em todos os aspectos da vida humana desde a concepção até a morte, manifestando-se em todas as fases da vida, infância, adolescência, fase adulta, terceira idade; sem distinção de raça, cor, sexo, deficiência, etc.; Além de que não está apenas nos aspectos genitais, mas sendo considerada como uma das suas formas de expressão, porém nunca como forma isolada, como um fim em si mesma.
  8. 8.  Podemos definir sexualidade como um conjunto colorido que contém contato, relação corpórea, psíquica, sentimental, desejo voltado a pessoas e objetos; sonhos e delírios; prazer, gozo e dor; perda, sofrimento e frustração; crescimento e futuro; consciência, plenitude do presente e memória do passado; processos estes que vão sendo elaborados e dando espaço para novas conquistas. (ALMEIDA, 2010) Sentimentos esses que se alternam, cruzam-se de modo imprevisível, exigindo uma progressiva capacidade do ser humano em ir dando compreensão e aceitação as mudanças. Tudo sempre vinculado a intensas sensações corpóreas, pensamentos constantes, parecem estarem no ar, uma sensação de apaixonamento constante, que pode ser pelo próprio corpo ou pelo desejo do corpo do outro, mas desejos, afetos e emoções que precisam ser resignificadas em cada um nós. (ALMEIDA,2010)
  9. 9.  Encontraremos todos estes sentimentos em cada um de nós.  Muitos de nós negamos as transformações, outros passaram, outros se rebelaram, sofreram, outros curtiram, viveram, outros não podem nem se lembrar, outros foram quase que impedidos de viver esta experiência.  Esta última possibilidade é a mais preocupante e paralisante, porque impede de experenciar relacionamentos afetivossexuais.
  10. 10. Marilandes Ribeiro Braga Delegada Regional da SBRASH- Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade • “A sexualidade influência pensamentos, sentimentos, ações e integrações portanto a saúde física e mental. Se saúde é um direito humano fundamental, a saúde sexual também deveria ser considerada como direito humano básico. A saúde mental é a integração dos aspectos sociais, somáticos, intelectuais e emocionais de maneira tal influenciem positivamente a personalidade, a capacidade de comunicação com outras pessoas e o amor“ (BRAGA, 2011)
  11. 11.  1-O DIREITO A LIBERDADE SEXUAL - A liberdade sexual diz respeito a possibilidade dos indivíduos em expressar seu potencial sexual.  2 – O DIREITO A AUTONOMIA SEXUAL – INTEGRIDADE SEXUAL E A SEGURANÇA DO CORPO SEXUAL – Este direito envolve habilidade de uma pessoa em tomar decisões autônomas sobre a própria vida sexual num contexto de ética pessoal e social, Também inclui o controle e o prazer de nossos corpos livre de tortura, mutilações e violência de qualquer tipo.  3 – O DIREITO À PRIVACIDADE SEXUAL – O direito de decisão individual e aos comportamentos sobre intimidade desde que não interfiram nos direitos sexuais dos outros.
  12. 12.  4 – O DIREITO À IGUALDADE SEXUAL - Liberdade de todas as formas de discriminação, independentemente do sexo, gênero, orientação sexual, idade, raça, classe social, religião, deficiências mentais e físicas.  5 – O DIREITO AO PRAZER SEXUAL - prazer sexual, incluindo auto-erotismo, é uma fonte de bem estar físico, psicológico, intelectual e espiritual.  6 – O DIREITO À EXPRESSÃO SEXUAL – A expressão sexual é mais que um prazer erótico ou atos sexuais. Cada indivíduo tem o direito de expressar a sexualidade através da comunicação, toques, expressão emocional e amor.  7 – O DIREITO À LIVRE ASSOCIAÇÃO SEXUAL – Significa a possibilidade de casamento ou não, ao divórcio e ao estabelecimento de outros tipos de associações sexuais responsáveis.
  13. 13.  8 – O DIREITO ÀS ESCOLHAS REPRODUTIVAS LIVRE E RESPONSÁVEIS – É o direito em decidir ou não filhos, e número e o tempo entre cada um, e o direito total aos métodos de regulação da fertilidade.  9 – O DIREITO À INFORMAÇÃO BASEADA NO CONHECIMENTO CIENTÍFICO – A informação sexual deve ser gerada de um processo científico e ético e disseminando em formas apropriadas e a todos os níveis sociais.  10 – O DIREITO À EDUCAÇÃO SEXUAL COMPREENSIVA – Este é um processo que dura a vida toda, desde o nascimento, e deriva envolver todas as instituições sociais.  11 – O DIREITO À SAÚDE MENTAL – O cuidado com a saúde deveria estar disponível para a prevenção e tratamento do todos os problemas sexuais, preocupações e desordens.  Declaração aprovada durante o XV Congresso Mundial de Sexologia ocorrido em Hong Kong – China – entre 21 e 27 de agosto de 1999, na Assembléia Geral da World Association for Sexology.
  14. 14.  Em 1997 na elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e os Temas Transversais(TTs) foi determinado que seis disciplinas (Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Naturais, História e Geografia, Arte, e Educação Física) deveriam abordar problemáticas sociais atuais e urgentes, consideradas de abrangência nacional e até mesmo de caráter universal. Segundo tais critérios foram selecionados:   1.      Ética  2.      Meio Ambiente  3.      Saúde  4.      Pluralidade Cultural  5.      Orientação Sexual.
  15. 15. O desenvolvimento da SexualidadeO desenvolvimento da Sexualidade
  16. 16. A Sexualidade Infantil • A sexualidade da criança começa no imaginário dos pais, antes mesmo do nascimento. Todos os pais têm expectativas em relação a seus filhos, conscientes ou inconscientes, e uma destas diz respeito à sexualidade da criança. Esta ao nascer pode corresponder à expectativa ou não e se desenvolverá conforme for a aceitação do sexo da criança pelos pais.
  17. 17. A partir do nascimento podemos classificar a curiosidade sexual de forma genérica em: • 1ª curiosidade sexual - auto-descobrimento do corpo • 2ª curiosidade sexual - eliminação de excreções • 3ª curiosidade sexual - diferenciação dos sexos • 4ª curiosidade sexual - nascimento • 5ª curiosidade sexual - puberdade • 6ª curiosidade sexual - adolescência • 1ª curiosidade sexual - auto-descobrimento do corpo • 2ª curiosidade sexual - eliminação de excreções • 3ª curiosidade sexual - diferenciação dos sexos • 4ª curiosidade sexual - nascimento • 5ª curiosidade sexual - puberdade • 6ª curiosidade sexual - adolescência
  18. 18. Para responder aos questionamentos de ordemPara responder aos questionamentos de ordem sexual das crianças deve-se ter claro que "asexual das crianças deve-se ter claro que "a criança que tem idade para perguntar, temcriança que tem idade para perguntar, tem idade para ouvir a resposta".idade para ouvir a resposta". O tom de voz, o olhar, a postura de quemO tom de voz, o olhar, a postura de quem responde devem ser valorizados para que nãoresponde devem ser valorizados para que não sejam artificiais nem repressores.sejam artificiais nem repressores. • Para satisfazer a curiosidade infantil o adultoPara satisfazer a curiosidade infantil o adulto deve seguir os seguintes princípios:deve seguir os seguintes princípios: • - saber porque e de onde vem a pergunta;- saber porque e de onde vem a pergunta; • - honestidade;- honestidade; • - restringir-se à pergunta feita, sem se estender;- restringir-se à pergunta feita, sem se estender; • - progredir com base no que a criança já- progredir com base no que a criança já conhece;conhece; • - fornecer explicações em linguagem simples e- fornecer explicações em linguagem simples e familiar;familiar; • - sempre que possível corresponder ao- sempre que possível corresponder ao momento em que a criança solicita;momento em que a criança solicita; • - repetir, se necessário.- repetir, se necessário. Vídeo
  19. 19. PUBERDADE • A puberdade pode ser definida como um período no desenvolvimento sexual de homens e mulheres, caracterizado pela capacidade de procriação (maturação sexual). As transformações da puberdade ocorrem durante a adolescência. Logo, a puberdade é uma fase da adolescência em que ocorre o aparecimento de características sexuais secundárias
  20. 20. PUBERDADE • A puberdade não tem uma idade exata para aparecer, pois depende de pessoa para pessoa. Porém, em grande parte dos adolescentes, ela aparece entre 10 e 13 anos (entre as meninas) e 12 e 14 (no caso dos meninos).
  21. 21. MUDANÇAS -MENINO • - Primeira ejaculação (liberação de sêmem através do pênis) - Aparecimento de pêlos na região pubiana, axilas e rosto (principalmente acima do lábio superior) - Desenvolvimento do órgão reprodutor (pênis e testículos) - Crescimento corporal (altura e ombros, principalmente)
  22. 22. MUDANÇAS-MENINO • - Mudança na voz (engrossamento) entre 11 e 15 anos. - Aparecimento do pomo-de-adão - Surgimento de acnes (espinhas) em função de mudanças hormonais - Polução noturna (ejaculação involuntária durante o sono).
  23. 23. MUDANÇAS - MENINA • Desenvolvimento das glândulas mamárias (seios) - Aparecimento de pêlos na região pubiana e nas axilas - Rápido e curto crescimento corporal  - Surgimento de acnes (espinhas) em função de mudanças hormonais - Crescimento da região da bacia (cintura) - Surgimento da menstruação
  24. 24. SISTEMA REPRODUTIVO FEMININO
  25. 25. DST • São causadas por vírus, bactérias ou outros micróbios, sua transmissão se dá principalmente através das relações sexuais, elas facilitam a transmissão do vírus do HIV (vírus da AIDS). Podem também causar alguns problemas no indivíduo como: esterilidade (quando a pessoa não pode ter mais filhos), aumenta as chances da pessoa desenvolver o câncer
  26. 26.  (de útero, tubas uterinas e ovários nas mulheres e no pênis nos homens), algumas DST’s podem também em gestantes causar o abortamento ou até mesmo que nasça uma criança com uma mal formação.
  27. 27. HERPES • Infecção recorrente (vem, melhora e volta) causadas por um grupo de vírus que determinam lesões genitais vesiculares (em forma de pequenas bolhas) agrupadas que, em 4-5 dias, sofrem erosão (ferida) seguida de cicatrização espontânea do tecido afetado. As lesões com frequência são muito dolorosas e precedidas por eritema (vermelhidão) local. A pessoa pode estar contaminada pelo virus e não apresentar ou nunca ter apresentado sintomas e, mesmo assim, pode transmití-lo a(ao) parceira(o) numa relação sexual.
  28. 28. CANCRO MOLE • Causada pela bactéria Haemophilus ducrey, seu contágio é exclusivamente sexual. Sua característica é o surgimento de várias lesões, essas são dolorosas, de fundo irregular coberta de secreção amarela com odor fétido, e com facilidade para o sangramento. Nos homens é fácil aparecer lesões nas coxas decorrentes do contato do próprio pênis infectado.
  29. 29. SÍFILIS • Causada pela bactéria Treponema pallidum, pode atingir qualquer tecido ou órgão e tende a evoluir cronicamente. É de fácil tratamento, porém de extrema preocupação pelo fato do conhecimento das conseqüências decorrentes da evolução da doença. De acordo com sua evolução, pode apresentar-se em três fases:
  30. 30. SÍFILIS
  31. 31. CLAMÍDIA • Causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, igual à gonorréia, há saída de corrimento esbranquiçado pelo meato uretral (canal excretor da urina), causando dor, ardência ao urinar, gerando sérios desconfortos. Essa doença é comum nas mulheres.
  32. 32. CANDIDÍASE • Mais comumente conhecida como "sapinho", esta lesão é causada por fungos. A candidíase é vista mais freqüentemente como uma placa branca ou branco-amarelada, que pode ser removida por raspagem, deixando uma área vermelha ou com sangramento. Pode ser encontrada em qualquer lugar da boca e normalmente não causa dor. Geralmente se manifesta quando ocorre uma baixa de resistência orgânica.
  33. 33. HPV • Doença causada pelo vírus HPV (papilomavírus humano), também conhecido como crista de galo, verruga genital, couve-flor... Caracteriza-se pelo surgimento de pequenas verrugas isoladas ou agrupadas na região anal ou genital, é uma doença especialmente perigosa quando afeta a gestante, pois o crescimento das verrugas pode obstruir o canal vaginal levando a necessidade de cesariana. Essa doença aumenta ainda mais o risco de desenvolver o câncer de colo uterino e pênis. A mesma pode apresentar-se em período de latência (quando esta no organismo do indivíduo sem apresentar sinais ou sintomas), devendo ser de obrigatoriedade seu diagnóstico.
  34. 34. AIDS • Os sintomas comuns da fase inicial da manifestação do vírus  HIV são: • Febre; • Infecção da garganta; • Edema dos glângios linfáticos; • Cefaléia; • Dor articular ou muscular; • Fadiga ou perda de energia; • Anorexia ou perda de peso; • Náusea, vômito, diarréia; • Distúrbios da pele, do sistema nervoso e da medula espinhal.
  35. 35. GRAVIDEZ
  36. 36. RISCOS NA GRAVIDEZ • Dobra o risco de anemia; • Aumenta os riscos do bebê nascer prematuro; • Como o corpo da mãe não está completamente formado compete com o filho; • Pré eclâmpsia; • Susceptível á cesariana; • Possíveis infecções; • Depressão pós parto; • Hipertensão;convulsões,inchaço.
  37. 37. • Infecção urinária; • Riscos biológicos, psiquicos e sociais; • Imaturidade da vascularização uterina; • Baixo peso do bebê;
  38. 38. Planejamento Familiar
  39. 39. OU ABORTO
  40. 40. Comportamentos Sexuais Observados em Sala de Aula • Beijos, exploração do corpo do colega, jogos sexuais, etc. • o educador pode pautar-se sobre os mesmos princípios que usa para outros comportamentos inadequados em aula, ou seja, demonstrar que entende a curiosidade mas que a escola é um lugar onde deve-se respeitar a vontade dos outros e que estão lá para aprender, brincar, etc.
  41. 41. • A sexualidade infantil é inerente a qualquer criança e sua demonstração será particular a cada uma, sendo que aos educadores cabe conhecê-la, respeitá-la, conduzí-la de forma adequada, sem estimulação nem repressão e tendo sempre em mente uma auto- reflexão de sua própria sexualidade. • "A única coisa que não vale é mentir para a criança. Ela vai checar com outra pessoa e perder a confiança neste adulto que mentiu".
  42. 42. • Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a adolescência vai dos 10 aos 19 anos de idade. Para o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o jovem brasileiro está entre os 12 e os 18 anos. • As mudanças físicas correlacionadas com as mudanças psicológicas levam o adolescente a uma nova relação com os pais e com o mundo. • Na adolescência, os jovens, de diversas formas, procuram se inserir no social, por meio de buscas por identificações no seu meio de convívio, que não estejam mais ligadas ao ciclo familiar. • Dessa forma, percebemos a importância que o grupo de pares assume nesse período da vida. Ética e sexualidade na cola.m p4
  43. 43. O Adolescente • Mobiliza-se, também na adolescência, a sexualidade enquanto função vital. Particularmente na adolescência, ao se completar a maturação sexual do organismo humano, a sexualidade aproxima-se de um dos canais pelos quais é experimentada ao longo da vida adulta – a genitalidade. • Mais do que cumprir uma função fisiológica, a sexualidade na adolescência caracteriza-se por demarcar a fronteira entre a infância e a idade adulta, focalizando-se em uma validação da capacidade genital. (TAVARES, 2008 apud VOLPI, e LESZCZYNSKI, 2010).  • “O ato permite ao jovem reconhecer esse novo corpo e essa nova imagem corporal como os de um sujeito genitalmente capaz e, assim, apropriar-se, imaginariamente, de seu papel de ser sexuado.” (TAVARES, 2008 apud VOLPI, e LESZCZYNSKI, 2010).
  44. 44. A Expressão da Sexualidade Nessa Fase 1.1. A repressão do próprio impulso, principalmente se os primeirosA repressão do próprio impulso, principalmente se os primeiros contatos forem frustrantes.contatos forem frustrantes. 2.2. Aceitar o ato sexual, mesmo sem envolvimento afetivo, talvez essaAceitar o ato sexual, mesmo sem envolvimento afetivo, talvez essa seja a forma de expressão mais freqüente na adolescência.seja a forma de expressão mais freqüente na adolescência. 3.3. A preferência sexual com afeto é o posicionamento queA preferência sexual com afeto é o posicionamento que demonstra postura mais integrada frente à sexualidade, escolhademonstra postura mais integrada frente à sexualidade, escolha esta que se encontra subsidiada pelas vivências de cadaesta que se encontra subsidiada pelas vivências de cada adolescente .adolescente . • Para o desenvolvimento do papel sexual ou de gênero, oPara o desenvolvimento do papel sexual ou de gênero, o adolescente precisa de pessoas complementares, queadolescente precisa de pessoas complementares, que desempenham outros papéis, e este contato provoca a necessidadedesempenham outros papéis, e este contato provoca a necessidade de formar vínculos afetivos, que vão determinar suas novasde formar vínculos afetivos, que vão determinar suas novas experiências.experiências.
  45. 45. “Ficar” • É uma forma de buscar a afirmação de um papel sexuado no grupo, e desse modo, buscar também uma identidade sexual. • Esse tipo de relação está fundamentada na atração física, no erotismo, na existência da “não-exclusividade” de ambas as partes e no seu aspecto passageiro. Os adolescentes em questão procuram esse tipo de relacionamento como forma de experimentar a intimidade e uma série de desejos, sentimentos e emoções relacionados a ela, sem, contudo, precisarem estar vinculados a um compromisso com outra pessoa.
  46. 46. A relação sexual • A vivência do ato sexual reorganiza as experiências sexuais anteriores, mas os medos impedem que o adolescente vivencie de forma plena esse momento, o que pode produzir insegurança em relação ao futuro. • O significado pessoal que cada adolescente dará à sexualidade pode alterar suas expectativas, criando, ou dissolvendo problemas. O ato sexual pode provocar frustrações, ou ser fonte de estímulo permanente. A satisfação em uma relação sexual é a base para o desenvolvimento das próximas vivências sexuais, construindo suas experiências rumo à maturidade sexual.
  47. 47. Comportamento sexual do adolescente atual
  48. 48. Comportamento sexual do adolescente atualComportamento sexual do adolescente atual A maioria dos adolescentes, mesmo conhecendo os métodos contraceptivos, inicia vida sexual sem proteção e, no seguimento da atividade sexual, o uso sistemático deixa quase 30% sem proteção, tanto na contracepção como contra as DST/AIDS. Os locais mais utilizados para as relações são a própria casa ou a casa de amigos.
  49. 49. Educação Sexual na Escola • É fundamental que a escola, desde a pré-primária à universidade, defina com coerência os objetivos que pretende atingir. • É necessário preparar os professores, tanto com suas próprias dificuldades com relação à sexualidade quanto as questões teóricas. • A educação sexual deve ser feita em conjunto com os pais. • Além dos temas biológicos e de prevenção, deve-se abordar temas do interesse dos alunos. • As escolas não estão preparadas para acolher a educação sexual. Um dos principais motivos é a não aceitação dos pais dos alunos, que pensam que provocaria exarcebação da sexualidade dos jovens.
  50. 50. • Orientação sexual deriva do conceito pedagógico. Abrange o desenvolvimento sexual compreendido como saúde reprodutiva, relações interpessoais, afetividade, imagem corporal, autoestima e relações de gênero. • Educação sexual inclui todo o processo informal pelo qual aprendemos sobre a sexualidade ao longo da vida, seja por meio da família, da religião, da comunidade, dos livros ou da mídia.
  51. 51. Investir na Formação dos ProfessoresInvestir na Formação dos Professores • A formação da maioria dos professores não foi voltada para se falar abertamente e sem discriminação de certos assuntos como o da sexualidade. • Suas dificuldades provém tanto do despreparo teórico, quanto de seus próprios preconceitos já interiorizados. • Os tabus devem ser eliminados. • A formação da maioria dos professores não foi voltada para se falar abertamente e sem discriminação de certos assuntos como o da sexualidade. • Suas dificuldades provém tanto do despreparo teórico, quanto de seus próprios preconceitos já interiorizados. • Os tabus devem ser eliminados.
  52. 52. • Nas pesquisas realizadas com adolescentes, constatou- se que a primeira pessoa a qual procuram quando em duvida sobre a sexualidade é um amigo(a) de idade próxima. • Por isso, é interessante criar bate-papos entre os adolescentes e estes passarem as informações (já elaboradas em conjunto com o facilitador) para os mais novos. (COSTA, 2000) Os jovens não querem apenas discutir sobre o desenvolvimento fisiológico ou como se prevenir. Querem falar de sentimentos, tirar duvidas, etc. Os jovens não querem apenas discutir sobre o desenvolvimento fisiológico ou como se prevenir. Querem falar de sentimentos, tirar duvidas, etc.
  53. 53.  Faixa etária 4 e 5 anos  Conteúdo: Identidade e Autonomia  Objetivos  - Envolver professores e pais no trabalho de orientação sexual dos estudantes.  - Desenvolver nos alunos o respeito pelo corpo (o próprio e o do outro).  - Refletir sobre diferenças de gênero e relacionamentos.  - Dar informações sobre gravidez, métodos anticoncepcionais e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).  - Conscientizar sobre a importância de uma vida sexual responsável.
  54. 54.  1ª ETAPA  Preparação da escola e da comunidade:  Capacitação da equipe - Professores e funcionários devem estar preparados para lidar com as manifestações da sexualidade de crianças e jovens. Um curso de capacitação sobre os principais temas (como falar e agir com crianças e adolescentes; prazer e limites; gravidez e aborto; DSTs etc.) é o mais indicado. Além disso, os formadores podem ajudar a identificar os conteúdos das diversas disciplinas que contribuem para um trabalho sistemático sobre o tema.  Envolvimento dos pais - Faça uma reunião com as famílias para apresentar o programa. Aproveite para falar brevemente sobre as principais manifestações da sexualidade na infância e na adolescência.  Formação permanente - Organize um grupo de professores para estudar temas ligados à sexualidade e discutir as experiências em sala de aula.  2ª ETAPA  Da pré-escola ao 5º ano, o trabalho em sala de aula exige atenção do professor às atitudes e à curiosidade das crianças, pois são elas que vão dar origem aos debates e às atividades propostos a seguir.
  55. 55.  Diferenças de gênero - Baixar a calça e levantar a saia são sinais de curiosidade. O livro Ceci Tem Pipi?, de Heloisa Jahn e Thierry Lenain, explora as diferenças físicas e comportamentais entre meninos e meninas. Pergunte quem tem pipi. E quem não tem? Tem o quê? Diga que a vagina é o "pipi" das meninas. Estimule o debate sobre o que é ser menino e menina, levantando questões como: uma garota pode subir em árvores? Escreva as respostas no quadro e converse com a turma.  O corpo e o prazer - É normal que os pequenos toquem os genitais para ter prazer e conhecer o próprio corpo. Proponha a descoberta de outras formas de satisfação na escola, como brincar na areia e na terra ou com água. Deixe-os explorar esses elementos no parque e incentive-os a falar sobre o que sentiram e sobre as partes do corpo que dão prazer, inclusive o pênis e a vagina. Diga que é normal tocá-los, mas que essas são partes íntimas e, portanto, não devem ser manipuladas em locais públicos. Finalize lembrando-as das outras maneiras de ter prazer na escola.  Relação sexual - Caso uma criança tenha visto uma cena de sexo na TV, certamente comentará com os colegas. O livro A Mamãe Botou um Ovo, de Babette Cole, relaciona sexo, concepção e nascimento. Todos sabem como nasceram? Levante as dúvidas e comente que sexo é coisa de adultos. Mostre bonecos que tenham pênis e vagina e deixe a garotada explorar as diferenças.  Gravidez - Se alguma professora ou alguém próxima à garotada estiver grávida, certamente a turma ficará curiosa. Fale sobre o desenvolvimento do bebê, desde a concepção até o nascimento (cartazes ajudam muito). Uma música boa para tocar é De Umbigo a Umbiguinho, de Toquinho. Explique o processo físico de evolução, ouça as perguntas e responda-as de forma simples e direta.
  56. 56.  Vocabulário da sexualidade - Palavrões são comuns nas conversas infantis e podem ser usados para fazer graça ou para agredir. Mas eles perdem rapidamente o impacto quando você os escreve no quadro. Explique o significado de cada um, deixe claro que todos podem ser ofensivos e, por isso, não devem ser usados - principalmente em público.  Caso as palavras façam referência aos órgãos sexuais, levante as outras que a turma conheça para pênis e vagina. Escreva no quadro os termos corretos e utilize-os nas conversas sobre o tema.  Padrões de beleza - Ao perceber que os alunos debocham da aparência de um colega, um bom caminho é promover um debate sobre padrões de beleza. Que tal passar o filme Shrek? Por que a princesa Fiona se esconde quando vira ogra? Ela só é aceita quando aparenta ser bela? Que qualidades têm os personagens? É justo que as pessoas evitem quem não acham bonito? Outro bom exemplo é a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci. A modelo é bonita? Explique que, na época em que foi pintada, ela era (sim) um padrão de beleza. Divida a turma em duplas e peça que cada um descreva qualidades ou algo que ache bonito no colega.  3ª ETAPA  Com os mais velhos, o trabalho deve ser sistemático, com aulas semanais ou quinzenais. Monte uma lista com os temas, mas os apresente de acordo com o interesse da turma.
  57. 57.  Puberdade - Coloque no quadro desenhos de corpos femininos e masculinos em diferentes fases do crescimento. Pergunte aos alunos o que eles entendem por puberdade.  Explique as transformações físicas e emocionais e por que elas acontecem. As questões podem ser feitas oralmente ou por escrito (se você não quiser expor ninguém).  Maternidade e paternidade - Leia o poema Enjoadinho, de Vinicius de Moraes. Pergunte de que um bebê precisa durante a gestação e após o nascimento e fale sobre as necessidades dos pais. Escreva as respostas no quadro. Pergunte se é possível um adolescente ser pai e mãe e prover tudo de que o bebê precisa. Do que o jovem terá de abrir mão para cuidar de uma criança? Quais são as vantagens de adiar a gravidez? Ao fim da aula, peça que os alunos escrevam sobre o que esperam do futuro.  Métodos anticoncepcionais - Leve para a sala de aula cartelas de pílulas, camisinhas masculina e feminina, tabelinha etc. Faça circular pela classe e dê explicações sobre cada tipo. Responda às dúvidas. Divida a turma em grupos e dê a cada um uma banana ou cenoura e uma camisinha para demonstrar como ela deve ser colocada. Depois peça que os jovens façam o mesmo. Lembre-os de que as camisinhas masculina e feminina são o único método anticoncepcional que previne as DSTs.  Aborto - No Brasil, a interrupção intencional da gravidez é crime, exceto quando a mãe foi estuprada ou corre risco de morte. Antes do debate, ofereça textos sobre o tema e forme dois grupos para uma dramatização. O primeiro deve ter personagens como uma grávida que quer ter o bebê, o namorado que prefere que ela aborte, o médico que fará a operação, a mãe que é contra e a amiga que tem dúvidas. O outro: a grávida que insiste em abortar, o namorado que é contra, o médico que a aconselha a não fazer isso, a mãe que tem dúvidas e a amiga que insiste na interrupção. Proponha que os jovens improvisem um diálogo usando argumentos compatíveis com cada personagem.
  58. 58.  DSTs - Ponha para tocar A Via Láctea, de Renato Russo, e Ideologia, de Cazuza. Esses dois músicos morreram em decorrência da AIDS. Os alunos sabem o que a sigla significa? Selecione versos ("Essa febre que não passa", "Meu prazer agora é risco de vida" e outros) e discuta seu significado. Peça uma pesquisa sobre a incidência da síndrome na população. A análise mostrará que não existem mais grupos de risco, mas atitudes de risco. Converse sobre outros tipos de DSTs e como se prevenir.  O que é ser homem e ser mulher - No filme Billy Elliot, de Stephen Daldry, o personagem principal quer ser bailarino. O que os jovens fariam se um filho tivesse esse desejo? Ou uma filha que sonha ser futebolista? O que é ser homem e ser mulher? Dá para definir levando em consideração apenas o que a pessoa gosta de fazer?  Homossexualidade e bissexualidade - Assista com os alunos ao filme Brokeback Mountain, de Ang Lee. Como o preconceito contra homossexuais é mostrado? Só existe amor entre homens e mulheres? Ouça as opiniões e reflita com os alunos sobre diferentes formas de amar. O respeito à opção sexual também deve ser abordado.
  59. 59. • A educação sexual, como qualquer processo educativo, apresenta efeitos e resultados demorados, por isso a necessidade de iniciar desde cedo e dar continuidade até a fase adulta. • É Importante desenvolver um trabalho educativo positivo, de valorização humana, que possibilite ao jovem capacidade de escolher e eliminar os sentimentos de culpa. • A participação dos pais é fundamental para um processo de corresponsabilidade. • Falar sobre o que é de interesse do aluno.
  60. 60.  ALMEIDA, Marina S. R. o que é sexualidade?. Instituto Inclusão Brasil,2010. Disponível em <http://inclusaobrasil.blogspot.com/2010/07/o-que-e-sexualidade.html> acesso em 19/05/2011.  ALMEIDA, Marina S. R.A sexualidade Infantil Psicóloga, Psicopedagoga e Pedagoga. 2004. Disponível em < http://www.psicologia.com.pt/artigos/ver_artigo.php?codigo=A0214> acesso em 19/05/2011.  AUAD, Daniela. Os Parâmetros Curriculares Nacionais e os Temas Transversais.2005. Disponível em <http://www.educacaoonline.pro.br/index.php? option=com_content&view=article&id=15:os-parametros-curriculares-nacionais-e-os-temas- transversais&catid=4:educacao&Itemid=15 > acesso em 20/05/2011.  BRAGA, Marilandes R.. SAIBA O que é sexualidade e conheça seus direitos. 2000. Disponível em < http://www.marilandes.com.br/saiba_sex.htm. acesso em 22/05/2011.  COSTA, Maria C. O.; LOPES, Clevane P. A.; SOUZA, Ronald P.; PATEL, Balmukund N. Sexualidade na adolescência: desenvolvimento, vivência e propostas de intervenção. J Pediatr (Rio J) 2001; 77 (Supl.2): S217-S224: adolescência.  COSTA, Ricardo J. A Sexualidade na Escola. A pagina da educação, arquivo vivo, n°89, 2000.   FAVERO, Cintia. O que é Sexualidade? 2007. Disponível em < http://www.infoescola.com/sexualidade/o-que-e-sexualidade/ > acesso em 15/05/2011.  TONATTO, Suzinara; SAPIRO, Clary M. Os novos parâmetros curriculares das escolas brasileiras e educação sexual:uma proposta de intervenção em ciências. Psicologia & Sociedade; 14 (2): 163-175; jul./dez.2002  VOLPI, Sandra M. D.Sonia; LESZCZYNSKI, Ana C. Por uma adolescência não vulnerável: representações de sexualidade e gênero em dispensador de preservativos masculinos e projeto educativo para o contexto escolar. VIII Congresso Iberoamericano de ciência, tecnologia e gênero, 2010.
  61. 61.  Muito obrigada!!!  Katia Queiroz  E-MAIL:katialsq@gmail.com  www.biomaiskatiaqueiroz.blospot.com

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