A Educação Sexual em Meio Escolar Metodologias de Abordagem/ Intervenção Mafalda Branco Outubro | 2011
“ É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer.”  Clarice Lispector
OBJECTIVOS <ul><li>Reforçar as competências técnico-pedagógicas dos docentes na área de educação para a saúde – educação s...
AVALIAÇÃO
Sexualidade?...
O QUE É A SEXUALIDADE? <ul><li>SEXO </li></ul><ul><li>= </li></ul><ul><li>SEXUALIDADE? </li></ul>
O QUE É A SEXUALIDADE? <ul><li>A sexualidade não pode ser definida a partir de um único ponto de vista, uma só ciência ou ...
<ul><li>“ A sexualidade é uma energia que nos motiva a procurar amor, contacto, ternura, intimidade; que se integra no mod...
O QUE É A SEXUALIDADE? <ul><li>“ A sexualidade é </li></ul><ul><li>todo o nosso ser.” </li></ul><ul><li>(Merleau Ponty, 19...
EDUCAÇÃO SEXUAL?
“ Unir-se é um bom começo, manter a união é um progresso, e trabalhar em conjunto é a vitória.” Henry Ford
EDUCAÇÃO SEXUAL? <ul><li>Faz-se Educação Sexual mesmo quando não se programa fazer, pois “somos seres sexuados e objecto d...
FAZ-SE EDUCAÇÃO SEXUAL MESMO QUANDO NÃO SE PROGRAMA FAZER…
EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL <ul><li>Assenta na vivência proporcionada ao longo do desenvolvimento do indivíduo por figuras si...
EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL <ul><li>A sexualidade aprende-se, tal como outras áreas de desenvolvimento, por via de informaçõe...
EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL <ul><li>Há 3 estratégias socializadoras básicas: </li></ul><ul><ul><ul><li>“ Evitativa”  – atitud...
“ A” CONVERSA… OS MEDOS… O DESAFIO…
EDUCAÇÃO SEXUAL NÃO FORMAL <ul><li>Diz respeito a todos os processos intencionais de educação no âmbito da sexualidade hum...
EDUCAÇÃO SEXUAL FORMAL <ul><li>É um processo intencional e programado através do currículo </li></ul><ul><li>Os conteúdos ...
EDUCAÇÃO SEXUAL FORMAL <ul><li>Um currículo comporta quatro elementos básicos: </li></ul><ul><li>Objectivos e conteúdos ge...
EDUCAÇÃO SEXUALIZADA <ul><li>A educação quer-se global e o desenvolvimento integral </li></ul><ul><li>A educação existe co...
ENQUADRAMENTO LEGAL <ul><li>Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto </li></ul><ul><li>Estabelece o regime de aplicação da educação...
ENQUADRAMENTO LEGAL <ul><li>Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto </li></ul><ul><ul><li>Inclusão obrigatória no PE </li></ul></u...
AFINAL, O QUE É A EDUCAÇÃO SEXUAL?...
EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE <ul><li>A educação para a saúde tem como objectivos centrais a informação e a consciencialização de ...
EDUCAÇÃO SEXUAL <ul><li>A educação sexual obedece ao mesmo conceito de abordagem com vista à promoção da saúde física, psi...
FINALIDADES DA EDUCAÇÃO SEXUAL <ul><li>A valorização da sexualidade e afectividade entre as pessoas, respeitando o plurali...
FINALIDADES DA EDUCAÇÃO SEXUAL (cont.) <ul><li>A valorização de uma sexualidade responsável e informada; </li></ul><ul><li...
CONTEÚDOS MÍNIMOS <ul><li>2.º Ciclo (5.º e 6.º anos)  </li></ul><ul><li>Puberdade: aspectos biológicos e emocionais;  </li...
CONTEÚDOS MÍNIMOS <ul><li>3.º Ciclo (7.º, 8.º e 9º anos)  </li></ul><ul><li>Dimensão ética da sexualidade humana. </li></u...
CONTEÚDOS MÍNIMOS (cont.) <ul><li>Compreensão da epidemiologia e prevalência das principais IST em Portugal e no mundo (in...
CONTEÚDOS MÍNIMOS Ensino Secundário •  Compreensão ética da sexualidade humana; •  tendências na idade de início das relaç...
VANTAGENS DA EDUCAÇÃO SEXUAL <ul><li>Os programas de Educação Sexual podem contribuir para: </li></ul><ul><li>atrasar o in...
VANTAGENS DA EDUCAÇÃO SEXUAL (cont.) <ul><li>Estudos demonstram que programas estruturados de Educação Sexual podem: </li>...
<ul><ul><li>Enquanto persistir uma visão que separa a natural ligação entre corpo e mente, quer dizer, enquanto se debater...
E OS MEUS MEDOS?...
UM DESAFIO PEDAGÓGICO… <ul><li>Questionamento dos nossos próprios valores, atitudes e tabus </li></ul><ul><li>Variedade ou...
PERFIL DO PROFESSOR <ul><li>Aceitação confortável da sua sexualidade e da dos outros; </li></ul><ul><li>Respeito pelas opi...
PERFIL DO PROFESSOR <ul><li>O grande desafio, que é simultaneamente a maior dificuldade, é atingir o coração destes miúdos...
SÍNTESE <ul><li>Quando falamos de educação sexual, estamos a utilizar um conceito global e abrangente de sexualidade que i...
A SEXUALIDADE AO LONGO DA VIDA <ul><li>A sexualidade manifesta-se desde o início da vida e acompanha o desenvolvimento ger...
AINDA NO ÚTERO… <ul><li>O sistema de resposta sexual começa-se a desenvolver nos fetos do sexo masculino em meados do perí...
DO NASCIMENTO AO 2.º ANO <ul><li>Importância das figuras de apego nos processos de vinculação; </li></ul><ul><li>Actividad...
DOS 2 AOS 6 ANOS <ul><li>Entre os 2 e os 4 anos – controlo esfincteriano; </li></ul><ul><li>Mostram o corpo e encaram o co...
DOS 6 AOS 12 ANOS <ul><li>Jogos sexuais infantis – exploração do corpo; </li></ul><ul><li>Jogo do “faz-de-conta” – continu...
A SEXUALIDADE DA CRIANÇA
ADOLESCÊNCIA <ul><li>Alterações pubertárias; </li></ul><ul><li>O grupo assume um lugar privilegiado; </li></ul><ul><li>Ide...
QUE VALORES HOJE?
BIBLIOGRAFIA <ul><li>Assembleia da República. (2009).  Lei n.º 60/2009 de 6 de Agosto , Diário da República, 1.ª série — N...
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  1. 1. A Educação Sexual em Meio Escolar Metodologias de Abordagem/ Intervenção Mafalda Branco Outubro | 2011
  2. 2. “ É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer.” Clarice Lispector
  3. 3. OBJECTIVOS <ul><li>Reforçar as competências técnico-pedagógicas dos docentes na área de educação para a saúde – educação sexual. </li></ul><ul><li>Favorecer a partilha de experiências. </li></ul><ul><li>Promover a implementação de projectos de “Educação Sexual” no Agrupamento/Comunidade; </li></ul><ul><li>Reforçar competências na área da organização e gestão dos Gabinetes de Apoio ao/à Aluno/a. </li></ul><ul><li>Promover a concepção de materiais pedagógicos adequados ao contexto, adaptando-os ao público-alvo e às necessidades sentidas. </li></ul><ul><li>Introduzir novas práticas utilizando os resultados obtidos na oficina. </li></ul>
  4. 4. AVALIAÇÃO
  5. 5. Sexualidade?...
  6. 6. O QUE É A SEXUALIDADE? <ul><li>SEXO </li></ul><ul><li>= </li></ul><ul><li>SEXUALIDADE? </li></ul>
  7. 7. O QUE É A SEXUALIDADE? <ul><li>A sexualidade não pode ser definida a partir de um único ponto de vista, uma só ciência ou umas quantas palavras. </li></ul><ul><li>O que hoje sabemos sobre sexualidade é o resultado de múltiplas aproximações feitas a partir de diferentes ciências. </li></ul><ul><li>Por isso, a sexologia é, provavelmente, mais do que nenhuma outra, uma ciência interdisciplinar. </li></ul><ul><li> López, F. e Fuertes, A. (1999) </li></ul>
  8. 8. <ul><li>“ A sexualidade é uma energia que nos motiva a procurar amor, contacto, ternura, intimidade; que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual; ela influencia pensamentos, sentimentos, acções e interacções e, por isso, influencia também a nossa saúde física e mental.” </li></ul><ul><li>Organização Mundial de Saúde </li></ul>
  9. 9. O QUE É A SEXUALIDADE? <ul><li>“ A sexualidade é </li></ul><ul><li>todo o nosso ser.” </li></ul><ul><li>(Merleau Ponty, 1975) </li></ul>
  10. 10. EDUCAÇÃO SEXUAL?
  11. 11. “ Unir-se é um bom começo, manter a união é um progresso, e trabalhar em conjunto é a vitória.” Henry Ford
  12. 12. EDUCAÇÃO SEXUAL? <ul><li>Faz-se Educação Sexual mesmo quando não se programa fazer, pois “somos seres sexuados e objecto de um processo educativo desde que nascemos até que morremos”. </li></ul><ul><li>Frade, A. et al. (2001) </li></ul>
  13. 13. FAZ-SE EDUCAÇÃO SEXUAL MESMO QUANDO NÃO SE PROGRAMA FAZER…
  14. 14. EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL <ul><li>Assenta na vivência proporcionada ao longo do desenvolvimento do indivíduo por figuras significativas </li></ul><ul><li>Decorre das experiências do quotidiano, de forma espontânea </li></ul><ul><li>Apela essencialmente a aspectos emocionais </li></ul><ul><li>Relação com pais, pares e media </li></ul><ul><li> Vaz, J. M. (1996) </li></ul>
  15. 15. EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL <ul><li>A sexualidade aprende-se, tal como outras áreas de desenvolvimento, por via de informações, instruções e reforços do comportamento e, ainda, pela observação de modelos. </li></ul><ul><li>As práticas educativas, ao nível dos conteúdos sexuais, são, no entanto, pouco consistentes e explícitas, o que não favorece a aprendizagem de atitudes, opiniões e comportamentos. </li></ul><ul><li> Vaz, J. M. (1996) </li></ul>
  16. 16. EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL <ul><li>Há 3 estratégias socializadoras básicas: </li></ul><ul><ul><ul><li>“ Evitativa” – atitudes como o silêncio, a desatenção e a proibição; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>“ Anedótica” – exemplos ficcionais, anedotas que distorcem a realidade; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>“ Solene” – didácticas em desarmonia com o estilo de comunicação habitual ou com o ritmo de desenvolvimento do indivíduo. </li></ul></ul></ul><ul><li> Vaz, J. M. (1996) </li></ul>
  17. 17. “ A” CONVERSA… OS MEDOS… O DESAFIO…
  18. 18. EDUCAÇÃO SEXUAL NÃO FORMAL <ul><li>Diz respeito a todos os processos intencionais de educação no âmbito da sexualidade humana, desenvolvidos na escola extra-curricularmente e ou paralelamente ao sistema educativo formal. </li></ul><ul><li> Vaz, J. M. (1996) </li></ul>
  19. 19. EDUCAÇÃO SEXUAL FORMAL <ul><li>É um processo intencional e programado através do currículo </li></ul><ul><li>Os conteúdos são seleccionados, sequenciados e desenvolvidos de acordo com os objectivos estabelecidos </li></ul><ul><li>São previstas actividades integradas por níveis de conhecimento, competências e valores/atitudes de acordo com a fase de desenvolvimento </li></ul><ul><li>Implica a adequação de metodologias </li></ul><ul><li> Vaz, J. M. (1996) </li></ul>
  20. 20. EDUCAÇÃO SEXUAL FORMAL <ul><li>Um currículo comporta quatro elementos básicos: </li></ul><ul><li>Objectivos e conteúdos gerais: o quê e para quê ensinar? </li></ul><ul><li>Objectivos e conteúdos específicos: quando ensinar? </li></ul><ul><li>Planificação de actividades: como ensinar? </li></ul><ul><li>Avaliação da aprendizagem: o quê, como e quando avaliar? </li></ul><ul><li> Sanchez, L. (1990) </li></ul>
  21. 21. EDUCAÇÃO SEXUALIZADA <ul><li>A educação quer-se global e o desenvolvimento integral </li></ul><ul><li>A educação existe contínua e paralelamente ao longo do desenvolvimento </li></ul><ul><li>A escola nunca é neutra!... </li></ul><ul><li>É fundamental a complementaridade de papéis entre os vários agentes educativos </li></ul>Educação Sexualizada
  22. 22. ENQUADRAMENTO LEGAL <ul><li>Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto </li></ul><ul><li>Estabelece o regime de aplicação da educação sexual na escola </li></ul><ul><li>Portaria n.º 196-A/2010, de 9 de Abril </li></ul><ul><li>Regulamenta a Lei n.º 60/2009 </li></ul>
  23. 23. ENQUADRAMENTO LEGAL <ul><li>Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto </li></ul><ul><ul><li>Inclusão obrigatória no PE </li></ul></ul><ul><ul><li>Projecto de ES e ES </li></ul></ul><ul><ul><li>Importância da transversalidade </li></ul></ul><ul><ul><li>Professor Coordenador da ES e da ES </li></ul></ul><ul><ul><li>Equipa interdisciplinar de ES e ES </li></ul></ul><ul><ul><li>Gabinete de Informação e Apoio aos Alunos </li></ul></ul><ul><ul><li>Participação/ informação dos EE </li></ul></ul>
  24. 24. AFINAL, O QUE É A EDUCAÇÃO SEXUAL?...
  25. 25. EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE <ul><li>A educação para a saúde tem como objectivos centrais a informação e a consciencialização de cada pessoa acerca da sua própria saúde e a aquisição de competências que a habilitem para uma progressiva auto-responsabilização. </li></ul><ul><li>Portaria n.º 196-A/2010 </li></ul>
  26. 26. EDUCAÇÃO SEXUAL <ul><li>A educação sexual obedece ao mesmo conceito de abordagem com vista à promoção da saúde física, psicológica e social. </li></ul><ul><li>Portaria n.º 196-A/2010 </li></ul>
  27. 27. FINALIDADES DA EDUCAÇÃO SEXUAL <ul><li>A valorização da sexualidade e afectividade entre as pessoas, respeitando o pluralismo das concepções existentes na sociedade portuguesa; </li></ul><ul><li>O desenvolvimento de competências nos jovens que permitam escolhas informadas e seguras no campo da sexualidade; </li></ul><ul><li>A melhoria dos relacionamentos afectivo-sexuais dos jovens; </li></ul><ul><li>A redução de consequências negativas dos comportamentos sexuais de risco; </li></ul><ul><li>A capacidade de protecção face a todas as formas de exploração e de abusos sexuais; </li></ul><ul><li>O respeito pela diferença entre as pessoas e pelas diferentes orientações sexuais; </li></ul>
  28. 28. FINALIDADES DA EDUCAÇÃO SEXUAL (cont.) <ul><li>A valorização de uma sexualidade responsável e informada; </li></ul><ul><li>A promoção da igualdade entre os sexos; </li></ul><ul><li>O reconhecimento da importância de participação no processo educativo de E.E., alunos, professores e técnicos de saúde; </li></ul><ul><li>A compreensão científica do funcionamento dos mecanismos biológicos e reprodutivos; </li></ul><ul><li>A eliminação de comportamentos baseados na discriminação sexual ou na violência em função do sexo ou da orientação sexual. </li></ul><ul><li>Lei n.º 60/2009 </li></ul>
  29. 29. CONTEÚDOS MÍNIMOS <ul><li>2.º Ciclo (5.º e 6.º anos) </li></ul><ul><li>Puberdade: aspectos biológicos e emocionais; </li></ul><ul><li>O corpo em transformação; </li></ul><ul><li>Caracteres sexuais secundários; </li></ul><ul><li>Normalidade, importância e frequência das suas variantes bio-psicológicas; </li></ul><ul><li>Diversidade e respeito; </li></ul><ul><li>Sexualidade e género; </li></ul><ul><li>Reprodução humana e crescimento; contracepção e planeamento familiar; </li></ul><ul><li>Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas; </li></ul><ul><li>Dimensão ética da sexualidade humana. </li></ul>Portaria n.º 196-A/2010, de 9 de Abril
  30. 30. CONTEÚDOS MÍNIMOS <ul><li>3.º Ciclo (7.º, 8.º e 9º anos) </li></ul><ul><li>Dimensão ética da sexualidade humana. </li></ul><ul><li>Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana; </li></ul><ul><li>Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório; </li></ul><ul><li>Compreensão da sexualidade como uma das componentes mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (ex: afectos, ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética; </li></ul><ul><li>Compreensão da prevalência, uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e conhecer, sumariamente, os mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários); </li></ul>
  31. 31. CONTEÚDOS MÍNIMOS (cont.) <ul><li>Compreensão da epidemiologia e prevalência das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/Vírus da Imunodeficiência Humana - VPH2/Vírus do Papiloma Humano - e suas consequências) bem como os métodos de prevenção. Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais; </li></ul><ul><li>Conhecimento das taxas e tendências de maternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado; </li></ul><ul><li>Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado; </li></ul><ul><li>Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável; </li></ul><ul><li>Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas. </li></ul>
  32. 32. CONTEÚDOS MÍNIMOS Ensino Secundário • Compreensão ética da sexualidade humana; • tendências na idade de início das relações sexuais, • métodos contraceptivos disponíveis e utilizados, razões do seu falhanço e não uso; • evolução e consequência nas taxas de gravidez e aborto (entre nós e na UE); • aspectos relacionados com a incidência e sequelas das DTS (com infecção por VIH e HPV e suas consequências); • consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade e da paternidade de gravidez na adolescência e do aborto; • compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.
  33. 33. VANTAGENS DA EDUCAÇÃO SEXUAL <ul><li>Os programas de Educação Sexual podem contribuir para: </li></ul><ul><li>atrasar o início de actividade sexual; </li></ul><ul><li>prevenir gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis; </li></ul><ul><li>formar opiniões e desenvolver o senso crítico; </li></ul><ul><li>desenvolver valores éticos, como respeito à diversidade e responsabilidade; </li></ul><ul><li>promover o amadurecimento sem traumas, tabus, preconceitos ou medos; </li></ul><ul><li>prevenir o abuso sexual… </li></ul>
  34. 34. VANTAGENS DA EDUCAÇÃO SEXUAL (cont.) <ul><li>Estudos demonstram que programas estruturados de Educação Sexual podem: </li></ul><ul><li>reduzir informações erróneas; </li></ul><ul><li>aumentar conhecimentos correctos; </li></ul><ul><li>esclarecer e fortalecer valores e atitudes positivas; </li></ul><ul><li>aumentar habilidades de tomar decisões informadas e de agir segundo as mesmas; </li></ul><ul><li>melhorar percepções sobre grupos de pares e normas sociais; </li></ul><ul><li>aumentar a comunicação com pais ou outros adultos de confiança. </li></ul><ul><li>In Relatório da UNESCO sobre Direito à Educação Sexual, 2010 </li></ul>
  35. 35. <ul><ul><li>Enquanto persistir uma visão que separa a natural ligação entre corpo e mente, quer dizer, enquanto se debaterem medidas de intervenção nas vivências da sexualidade de forma desintegrada do espaço afectivo, é impossível ir muito longe. </li></ul></ul><ul><ul><li>Strecht, P. (2005) </li></ul></ul>
  36. 36. E OS MEUS MEDOS?...
  37. 37. UM DESAFIO PEDAGÓGICO… <ul><li>Questionamento dos nossos próprios valores, atitudes e tabus </li></ul><ul><li>Variedade ou falta de experiências pessoais </li></ul><ul><li>O sexo pode ser constrangedor ou um mistério </li></ul><ul><li>Receio de não estar de acordo com a moral dominante ou com a dos colegas </li></ul><ul><li>Preocupação com o uso de linguagem apropriada… </li></ul>
  38. 38. PERFIL DO PROFESSOR <ul><li>Aceitação confortável da sua sexualidade e da dos outros; </li></ul><ul><li>Respeito pelas opiniões das outras pessoas; </li></ul><ul><li>Atitude favorável ao envolvimento dos pais; </li></ul><ul><li>Confidencialidade sobre informações pessoais; </li></ul><ul><li>Capacidade para reconhecer situações que requeiram outros técnicos para além do professor; </li></ul><ul><li>Ser tão neutro quanto possível; </li></ul><ul><li>Controlar a emissão de juízos de valor; </li></ul><ul><li>Demonstrar disponibilidade e confiança… </li></ul><ul><li>Went, D. (1985) </li></ul>
  39. 39. PERFIL DO PROFESSOR <ul><li>O grande desafio, que é simultaneamente a maior dificuldade, é atingir o coração destes miúdos, e sempre que se fala de sexo, falar-se de amor. </li></ul><ul><li>Strecht, P. (2005) </li></ul>
  40. 40. SÍNTESE <ul><li>Quando falamos de educação sexual, estamos a utilizar um conceito global e abrangente de sexualidade que inclui a identidade sexual, o corpo, as expressões da sexualidade, os afectos, a reprodução e a promoção da saúde sexual e reprodutiva. </li></ul><ul><li>Assim, o objectivo principal será o de contribuir (ainda que parcialmente) para uma vivência mais informada, mais gratificante e mais autónoma, logo, mais responsável, da sexualidade. </li></ul>
  41. 41. A SEXUALIDADE AO LONGO DA VIDA <ul><li>A sexualidade manifesta-se desde o início da vida e acompanha o desenvolvimento geral do indivíduo </li></ul><ul><li>No entanto, vivemos a sexualidade de formas bastante diferentes em cada etapa da vida </li></ul><ul><li>A forma como a criança, o adolescente, </li></ul><ul><li>o jovem, o adulto e o idoso vivem </li></ul><ul><li>a sexualidade é diferente </li></ul>
  42. 42. AINDA NO ÚTERO… <ul><li>O sistema de resposta sexual começa-se a desenvolver nos fetos do sexo masculino em meados do período de gestação; </li></ul><ul><li>A resposta eréctil começa a aparecer mais ou menos às 16 semanas; </li></ul><ul><li>Pensa-se que a capacidade de lubrificação nos fetos do sexo feminino se inicia também nesta altura (embora não seja imediatamente observável). </li></ul>
  43. 43. DO NASCIMENTO AO 2.º ANO <ul><li>Importância das figuras de apego nos processos de vinculação; </li></ul><ul><li>Actividades rítmicas de satisfação oral – mamar, chupar no dedo – que podem ser entendidas como actividades eróticas não genitais; </li></ul><ul><li>Reconhecimento dos papéis sexuais, estabelecendo a diferença dos papéis atribuídos a um ou ao outro sexo. </li></ul>
  44. 44. DOS 2 AOS 6 ANOS <ul><li>Entre os 2 e os 4 anos – controlo esfincteriano; </li></ul><ul><li>Mostram o corpo e encaram o corpo do outro de forma espontânea; </li></ul><ul><li>Curiosidade pelo corpo da mãe e do pai e pelas diferenças anatómicas entre os dois sexos; </li></ul><ul><li>É a fase dos “porquês”; </li></ul><ul><li>Por volta dos 6 anos inicia-se o processo natural de construção do pudor. </li></ul>
  45. 45. DOS 6 AOS 12 ANOS <ul><li>Jogos sexuais infantis – exploração do corpo; </li></ul><ul><li>Jogo do “faz-de-conta” – continua a fazer a exploração sexual; </li></ul><ul><li>Mantém-se a curiosidade; </li></ul><ul><li>Constitui grupos do mesmo sexo; </li></ul><ul><li>Inicia a selecção de amizades; </li></ul><ul><li>Utiliza palavras relativas à sexualidade, mesmo sem lhes conhecer o sentido. </li></ul>
  46. 46. A SEXUALIDADE DA CRIANÇA
  47. 47. ADOLESCÊNCIA <ul><li>Alterações pubertárias; </li></ul><ul><li>O grupo assume um lugar privilegiado; </li></ul><ul><li>Identidade, autonomia pessoal; </li></ul><ul><li>Fantasias eróticas; </li></ul><ul><li>Descoberta do próprio corpo – masturbação; </li></ul><ul><li>Petting ; </li></ul><ul><li>Início da actividade sexual. </li></ul>
  48. 48. QUE VALORES HOJE?
  49. 49. BIBLIOGRAFIA <ul><li>Assembleia da República. (2009). Lei n.º 60/2009 de 6 de Agosto , Diário da República, 1.ª série — N.º 151 — 6 de Agosto de 2009 – 5097 </li></ul><ul><li>Frade, A. et al. (2001 ). Educação Sexual na Escola . Lisboa: Texto Editora. </li></ul><ul><li>López, Félix e Antonio Fuertes. (1999). Para Compreender a Sexualidade . Lisboa: APF. </li></ul><ul><li>Pereira, M.M. e Freitas, F. (2001). Educação sexual – Contextos de sexualidade e adolescência . Porto: Edições ASA. </li></ul><ul><li>Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens. (2010). Kit Pedagógico sobre Género e Juventude . Lisboa. </li></ul><ul><li>Strecht, P. (2005 ). Vontade de Ser – Textos sobre Adolescência . Lisboa: Assírio & Alvim. </li></ul><ul><li>Vaz, J. (1996). Educação Sexual na Escola . Lisboa: Universidade Aberta. </li></ul>

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