26 abril

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26 abril

  1. 1. Mediação de conflitos em contexto escolar: Propostas de prevenção Formadora: Mafalda Branco Abril | 2012
  2. 2. “Não julgues nada pela pequenez dos começos. Uma vez fizeram-me notar que não se distinguem pelo tamanho as sementes que darão ervas anuais das que vão produzir árvores centenárias.” Josemaría Escrivá
  3. 3. “É a forma como escolho ver o mundo que cria o mundo que eu vejo.” Joan Lunden
  4. 4. PROCESSO DE MEDIAÇÃO 5. Chegar a 4. Pensar em acordo sobre conjunto sobre uma solução possíveis mutuamente 3. Dizer ao satisfatória outro o que soluções pretende, 2. Contar a usando uma História - linguagem Escutar positiva atentamente a versão do outro 1. Introdução: Apresentação das partes, dos mediadores e das regras
  5. 5. PROCESSO DE MEDIAÇÃOCada um tem a oportunidade de contar a sua versão da históriaEscutar sem interromperUsar a escuta ativa para fornecer feedback parafrasear resumir identificar sentimentos e emoções fazer perguntas para clarificar
  6. 6. A LINGUAGEM NA 1.ª PESSOA – “EU” Mensagens “Eu”:Encorajar os mediados a falarem a partir do seu próprio ponto de vista Eu sinto ______________ Quando _______________ Porque ______________ Eu quero ________________
  7. 7. QUESTÕES PARA ANÁLISE DO CONFLITO Qual é o conflito? (de que se trata…?) Quem são as partes envolvidas? Quais são as motivações subjacentes ao conflito? O conflito é complexo? Há quanto tempo dura? É recente? O que causou o conflito? O que querem as partes? Como ponderam a sua resolução? As partes querem resolver o conflito?
  8. 8. O ACORDORever as opções e as soluções alcançadas apartir do ponto de vista de cada umFixar as soluções preferidasEspecificar o que cada um deve fazerFazer perguntas: Quem? O quê? quando? onde? como? E se?
  9. 9. O MEDIADOR PROFESSOR MEDIAÇÃO PROFESSOR MEDIADOR ENTRE PARES PROFESSOR
  10. 10. PROFESSOR MEDIADOR ENTRE PARES PRÓS CONTRASPode ser informalmente legitimado por Neutralidade…como a manter?ambas as partesÉ mais facilmente legitimado pela Direção Imparcialidade … pode ser posta emda escola causa se o professor mediador tiver um cargo: coordenador, diretor de turma…Conhece os seus pares e o Não ser legitimado pelos seus paresfuncionamento da escola… …
  11. 11. O MEDIADOR ALUNO MEDIAÇÃO ALUNO MEDIADOR ENTRE PARES ALUNO
  12. 12. ALUNO MEDIADOR ENTRE PARES PRÓS CONTRASDesenvolvimento pessoal e emocional Necessidade de formação específicaDesenvolvimento de capacidades de Necessidade de acompanhamento ecomunicação supervisãoConhece melhor o tipo de conflitos e a Frustração face ao não acordocomunicação à sua voltaLegitimação dos seus pares Não legitimação pelos professores e pela Direção da escolaSoluções mais criativas Não ser levado a sério… …
  13. 13. O MEDIADOR PROFESSORMEDIADOREXTERNO MEDIAÇÃO PROFESSOR EM MEDIADOR CONTEXTO ESCOLARPSICÓLOGO TÉCNICO ALUNO
  14. 14. O MEDIADOR PROFESSORMEDIADOREXTERNO MEDIAÇÃO PROFESSOR EM MEDIADOR CONTEXTO ESCOLARPSICÓLOGO TÉCNICO FAMÍLIA
  15. 15. Queridos pais, Só agora vos escrevo, mas estou certa que vão compreender. Aliás, é melhor que se sentemantes de prosseguir a leitura desta carta. Agora já me sinto melhor, após ter recuperado do traumatismo que tive quando saltei da janelado dormitório da faculdade que ardeu no mês passado. Já quase que vejo normalmente graças aoscuidados e atenções do Francisco, o bombeiro que me retirou das chamas. Ele fez mais do que salvar-me:tornou-se a razão do meu viver. Aliás, tenho estado a viver com ele desde essa altura. Tencionamos casar.Embora não tenhamos decidido uma data, terá de ser breve, porque a minha gravidez está a começar anotar-se. Sim, estou grávida. Sei como devem ficar contentes, pois sei que gostariam de ser avós. Nós jános teríamos casado se não fosse a informação que chegou do hospital sobre os resultados do teste pré-nupcial que o Francisco fez. Ele tem uma grande infeção e contagiou-me, mas os médicos julgam que obebé não será afetado. O Francisco tem poucos estudos, mas estou certa que, na vossa tolerância e generosidade, irãoaceitá-lo e às rudes maneiras que ele adquiriu quando esteve detido numa prisão de alta segurança. Da vossa querida filha, Susana P.S. – Não houve nenhum incêndio, não tenho nenhum traumatismo craniano, não estou grávida e não existe nenhum bombeiro chamado Francisco na minha vida. Porém, reprovei na cadeira de Métodos Estatísticos Aplicados à Biologia e queria que vissem esse resultado dentro dos seus limites.
  16. 16. AS EMOÇÕESA palavra “emoção” deriva do latimemovere - e significa “para fora” e moveresignifica “passar”.A emoção é um estado mental e fisiológico(conjunto de sensações corporais)associada a uma ampla variedade desentimentos, pensamentos ecomportamentos.Nós estamos constantemente a sentiralguma coisa. As emoções são um sinal deque se está vivo!
  17. 17. INTELIGÊNCIA EMOCIONAL - IE “A capacidade de a pessoa se motivar a si mesma a persistir a despeito das frustrações; de controlar os impulsos e adiar a recompensa; regular o seu próprio estado de espírito e impedir que o desânimo subjugue a faculdade de pensar; de sentir empatia e de ter esperança.” (Goleman, 1996)
  18. 18. COMPETÊNCIAS DA IE1. Autoconhecimento emocional: conhecimento que o ser humano tem de sipróprio, incluindo dos seus sentimentos e intuição; autoconsciência.2. Controlo emocional: capacidade de gerir as emoções, canalizando-as para umamanifestação adequada a cada situação.3. Automotivação: direcionar emoções para a prossecução de objetivosestabelecidos; ser capaz de colocar os sentimentos ao nosso serviço.4. Empatia: reconhecer as emoções no outro e saber colocar-se no seu lugar;compreender o outro para uma melhor gestão das relações.5. Relacionamentos pessoais: aptidão e facilidade de relacionamento; estáassociado em parte com a capacidade empática, e é um fator crítico nasorganizações.
  19. 19. GESTÃO DAS EMOÇÕESControlo/regulação das emoções em sipróprio, nos outros e nas relações.Colocar em prática o conhecimentoemocional no sentido de resolver problemasde forma mais adequada e satisfatória.Nível mais elevado na hierarquia dascompetências da IE.
  20. 20. INTELIGÊNCIA EMOCIONALÉ preciso ter consciência das emoçõespara as controlar.Também é necessário conhecer as nossasemoções para conseguir compreender oque os outros estão a sentir.E é compreendendo o que se está asentir e o que os outros estão a sentirque se pode gerir relacionamentos. (Goleman, 2000)
  21. 21. DUAS VERDADES E UMA MENTIRA SOBRE MIM
  22. 22. AS CRIANÇAS QUE CONTROLAM BEM AS SUAS EMOÇÕES…
  23. 23. Conseguem melhores resultados na escola do queas crianças com as mesmas capacidades intelectuais,mas menos hábeis do ponto de vista emocionais.Estão mais motivadas para as aprendizagens.Sentem-se mais competentes.Desenvolvem relações interpessoais mais positivas:fazem amigos com mais facilidade e têm umarelação descontraída e aberta com os pais.Têm menor risco de problemas emocionais.São menos suscetíveis a problemas decomportamento.
  24. 24. FEEDBACKMOTIVAÇÃOAUTO-ESTIMA
  25. 25. Os professores não são valorizados socialmente como merecem, não surgem nos noticiários que passam na televisão, vivem no anonimato da sala de aula, mas são os únicos que têm o poder de causar umarevolução social. Com uma das mãos, eles escrevem no quadro, com a outra, movem o mundo, pois trabalham com a maior riqueza da sociedade: a juventude. Cada aluno é um diamante que, bem lapidado, brilhará para sempre. Augusto Cury, in “Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes”
  26. 26. “Qualquer criança ou adolescente tem em simesmo a possibilidade de vir a ser muita coisa. Depende de nós.” Pedro Strecht
  27. 27. “Um barco parece ser um objecto cujo fim é navegar; mas o seu fim não é navegar, senão chegar a um porto.” Bernardo Soares

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