Workshop sexualidade e deficiência

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Workshop sexualidade e deficiência

  1. 1. <ul><li>Workshop </li></ul><ul><li>“ À descoberta do SER” – A sexualidade na deficiência </li></ul>Paula Pinto
  2. 2. O que é a Sexualidade? <ul><li>A sexualidade é uma energia que nos motiva para encontrar amor, contacto, ternura e intimidade. </li></ul><ul><li>Integra o modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo ser-se sexual. </li></ul><ul><li>A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, acções e interacções e, por isso, influencia também a nossa saúde física e mental. </li></ul><ul><li>Organização Mundial Saúde (OMS) </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Associação Mundial de Saúde Sexual (WAS), preconiza a saúde sexual para todos e reconhece o prazer sexual como um componente do bem-estar em que a saúde sexual é mais do que a ausência de doença. O prazer e a satisfação sexuais são componentes integrais do bem-estar e requerem o reconhecimento universal e sua promoção. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Até meados do Século XX: </li></ul><ul><li>Tabu </li></ul><ul><li>Ocultada </li></ul><ul><li>Apresentada de forma negativa </li></ul><ul><li>Perigo para a condição humana </li></ul><ul><li>Século XX: </li></ul><ul><li>Valores democráticos e humanísticos </li></ul><ul><li>Emancipação da mulher </li></ul><ul><li>Revolução Contraceptiva </li></ul><ul><li>Visão positiva </li></ul><ul><li>Ligada ao bem-estar e realização pessoal </li></ul>
  5. 5. Educação Sexual <ul><li>“ Saúde Positiva” </li></ul><ul><li>“ Aquisição e manutenção de </li></ul><ul><li>um estado de bem-estar físico, </li></ul><ul><li>psicológico, social e ambiental, </li></ul><ul><li>no qual o indivíduo é chamado </li></ul><ul><li>a participar de modo activo na </li></ul><ul><li>procura individual e na </li></ul><ul><li>construção dinâmica desse </li></ul><ul><li>bem-estar” </li></ul><ul><li>Ottawa,1986 </li></ul><ul><li>Promoção e Educação </li></ul><ul><li>para a Saúde </li></ul><ul><li>“ Processo de capacitação, </li></ul><ul><li>participação e </li></ul><ul><li>responsabilização que inclui </li></ul><ul><li>como objectivos levar as </li></ul><ul><li>pessoas a sentirem-se </li></ul><ul><li>competentes, felizes e </li></ul><ul><li>valorizadas, ao adoptar e </li></ul><ul><li>manter estilos de vida </li></ul><ul><li>saudáveis” </li></ul>
  6. 6. Crenças ou teorias implícitas sobre a educação sexual <ul><li>A educação sexual desperta prematuramente o comportamento sexual. </li></ul><ul><li>A sexualidade não se ensina, vai-se aprendendo naturalmente ao longo da vida. </li></ul><ul><li>A educação sexual dos jovens compete à família e não à escola. </li></ul><ul><li>A educação sexual como informação objectiva e científica. </li></ul><ul><li>A educação sexual como conhecimento biológico. </li></ul>
  7. 7. Educação Sexual <ul><li>Na esfera da sexualidade os valores, atitudes, sentimentos e </li></ul><ul><li>comportamentos são construídos através de dois processos: </li></ul><ul><li>Educação sexual informal – decorre das vivências do quotidiano, de forma espontânea e ocasional. </li></ul><ul><li>Educação sexual intencional – refere-se a um processo de aprendizagem sistemático, desenvolvido por profissionais, fornecendo informações mais estruturadas e dirigidas. Pode ser: </li></ul>
  8. 8. Sexualidade positiva <ul><li>Através de uma abordagem </li></ul><ul><li>Pró- activa; </li></ul><ul><li>Construtiva; </li></ul><ul><li>“ Pela positiva” </li></ul><ul><li>Pretende-se </li></ul><ul><li>Trabalhar a diversidade de valores e atitudes face à sexualidade incutindo o respeito pelos valores e opções de cada um , o respeito por sim próprio e pelo outro, diminuindo e/ou evitando sentimentos e /ou vivências menos positivos. A informação clara, precisa e consistente permite tomar decisões, saber dizer não, saber dizer sim. Decisões essas que são a base das preocupações dos pais e outros educadores. </li></ul>
  9. 9. A sexualidade na deficiência <ul><li>  O Adolescente com necessidades especificas, como qualquer outro jovem, tem necessidade de expressar e vivenciar a sua sexualidade, ainda que por vezes, de uma forma muito própria. É importante que este tenha a oportunidade de compreender tendo em conta as suas dificuldades, o que é adequado e quando é apropriado. A expressão da sexualidade devidamente orientada, permitirá melhorar o desenvolvimento afectivo e favorecerá a sua capacidade de se relacionar, melhorando a sua auto-estima e a adequação à sociedade. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>No caso dos adolescentes com Síndrome de Asperger, estes gostam de aumentar o seu conhecimento e adquirir e registar informação, mas a área da sexualidade é mais que a recolha e aquisição de informação. </li></ul><ul><li>Como não têm as mesmas experiências ao nível de interacção com outros adolescentes, especialmente com o sexo oposto, estabelecer relações de intimidade e lidar com a diversidade de comportamentos e sentimentos na expressão da sexualidade representa um esforço acrescido para estes jovens. </li></ul>
  11. 11. A sexualidade na deficiência <ul><li>Estes adolescentes vivenciam as mesmas mudanças físicas e hormonais relacionadas com a puberdade e tem os mesmos desejos e interesses face à sexualidade, tal como ocorre com os jovens em geral. </li></ul><ul><li>No entanto, as suas dificuldades especificas no desenvolvimento da maturidade social, auto-controle emocional, comunicação social, pensamento abstracto e competências na resolução de problemas, não lhes permite ler e compreender os pensamentos complexos e emoções dos outras pessoas e a expressar adequadamente os seus sentimentos. </li></ul>
  12. 12. A sexualidade na deficiência <ul><li>Questões a trabalhar com o jovens: </li></ul><ul><li>Auto-conceito positivo </li></ul><ul><li>Imagem corporal </li></ul><ul><li>Intimidade e proximidade física </li></ul><ul><li>Noção de privacidade (diferença entre comportamento público e privado) </li></ul><ul><li>Estabelecimento de limites face a si próprio e aos outro </li></ul><ul><li>  A segurança pessoal   </li></ul><ul><li>Prevenção das infecções sexualmente transmissíveis </li></ul><ul><li>Uso correctamente os métodos contraceptivos </li></ul><ul><li>Questões emocionais e afectivas relacionadas com a vivência da sexualidade </li></ul><ul><li>Relações interpessoais e namoro </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  13. 13. A sexualidade na deficiência <ul><li>Reforçar a auto-estima e valorizar a imagem corporal; </li></ul><ul><li>Aumentar os conhecimentos sobre anatomia e fisiologia humana; </li></ul><ul><li>Trabalhar as competências da comunicação de sentimentos e necessidades sexuais; </li></ul><ul><li>Promover atitudes positivas e não culpabilizantes face aos seus sentimentos e comportamentos sexuais; </li></ul><ul><li>Reforçar atitudes de entendimento e aceitação dos sentimentos e necessidades dos outros. </li></ul>
  14. 14. A sexualidade na deficiência <ul><li>Fomentar a partilha de informação, conhecimentos, sentimentos e vivências; </li></ul><ul><li>Favorecer uma atitude informada, crítica e saudável relativamente ao planeamento familiar, à violência relacional e sexual e a situações de discriminação; </li></ul><ul><li>Desenvolver conhecimentos e atitudes adequadas no domínio da sexualidade; </li></ul><ul><li>Melhorar as competências emocionais, relacionais e sociais. </li></ul>
  15. 15. Sexualidade na deficiência <ul><li>A família enfrenta muita ansiedade para lidar com a sexualidade de um filho com deficiência. Ao tenderem a ver estes jovens como “assexuados” recebem com surpresa e temor as suas manifestações sexuais. Será assim fundamental o aconselhamento aos pais em programas de orientação sexual. </li></ul>
  16. 16. Sexualidade na deficiência <ul><li>Os objectivos com a família são: </li></ul><ul><li>Trabalhar o medo e a ansiedade dos pais quanto ao futuro sexual dos filhos; </li></ul><ul><li>Esclarecer sobre a variação das condições e manifestações sexuais; </li></ul><ul><li>Orientar sobre os limites para a adaptação do comportamento sexual; </li></ul><ul><li>Diminuir o preconceito e incentivar a comunicação dos pais quanto à sexualidade; </li></ul><ul><li>Auxiliar na compreensão da sexualidade como um direito à saúde sexual </li></ul>
  17. 17. <ul><li>A família deve entender que: </li></ul><ul><li>Não existe uma correlação directa entre conhecimento sobre sexualidade e o inicio do relacionamento sexual; </li></ul><ul><li>A adolescência é um período marcado pela curiosidade e exploração. Esta fase de desenvolvimento é completamente saudável; </li></ul><ul><li>A ignorância leva ao medo. A informação permite ao adolescente com dificuldades de desenvolvimento e deficits cognitivos desenvolver uma postura mais critica, colocando-os numa posição mais favorável face a várias situações; </li></ul><ul><li>Um comportamento tem muito menos probabilidade de ser excessivo se for reconhecido, aceite e apropriado num dado contexto, e não proibido. </li></ul><ul><li>As necessidades e desejo sexual não devem ser repreendidos e/ou ignorados - devem ser direccionados de modo a serem expressos e vivenciados positivamente. </li></ul>
  18. 18. A sexualidade e deficiência é uma temática da vida quotidiana dos portadores de deficiência O senso comum delimita a vida sexual de portadores de deficiência física como se esta actividade não existisse ou como um tabu . Por desconhecimento, uma série de suposições não verdadeiras é realizada, são criadas crenças e visões estereotipadas, além do preconceito.
  19. 19. A sexualidade na deficiência promove o desenvolvimento afectivo, facilitando a capacidade de relacionamento, melhora a auto-estima e facilita a inserção na sociedade. Os direitos sexuais são um componente integral dos direitos humanos básicos e, portanto são inalienáveis e universais
  20. 20. Livros de referência <ul><li>Félix, Ivone e António Manuel Marques (1995). E nós... Somos Diferentes? </li></ul><ul><li>Sexualidade e Educação Sexual na Deficiência Mental. Lisboa: APF – Associação para o Planeamento da Família. </li></ul><ul><li>Félix López - Guía para el desarrollo de la afectividad y de la sexualidad de las personas con discapacidad intelectual. </li></ul>
  21. 21. Filmes de referência <ul><li>A Outra Margem </li></ul><ul><li>de Paulo Branco. </li></ul>Yo, también, Álvaro Pastor y António Naharro . Simples como amar De Garry Marshall

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