SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 34
Antonio Carlos Monteiro Pinto
Caio Roberto de Oliveira Sousa
Elison Jean Pereira Roma
Gisele Teixeira
Josenice de Aguiar Diogenes
Maria das Neves Mendes Pereira
Oceany Silva da Silva
Rakel dos Anjos Ribeiro
FAI
Faculdade Itaituba
Volumetria de Precipitação
Introdução
Estes métodos se baseiam na formação de um
composto pouco solúvel, são também chamados de
titulações de precipitação.
Para que uma reação de precipitação possa ser usada,
é preciso que ela ocorra em um tempo curto, que o
composto formado seja insolúvel (ppt) e que ofereça
condições para uma boa visualização do ponto final.
Conceito
A volumetria de Precipitação é um
método que se baseia na formação de
um composto que se caracteriza por
ser pouco solúvel.
A Tabela a seguir relaciona alguns métodos volumétricos de precipitação com
caráter específico. Todavia, o mais importante deles é a argentimetira que se
baseia na formação de sais de prata (haletos, cianeto e tiocianato) pouco solúveis.
Vamos falar sobre:
● Métodos Argentimétricos
● Método de Mohr
● Método de Volhard
● Método de Fajans
As titulações argentimétricas ou argentimetria
são largamente utilizadas e baseia-se na
titulação com íons Ag+.
Métodos argentimetria método baseado na
formação de sais (haletos, cianetos, e
tiocianatos) de prata pouco solúveis.
Métodos Argentimétricos
As titulações argentimétricas diretas fazem uso de
solução padrão de nitrato de prata. Nas titulações
argentimétricas indiretas utiliza-se, além da solução
anterior, uma solução padrão de tiocianato de
potássio ou de amônio.
Soluções padrão
O reagente pode ser obtido como padrão primário e as
suas soluções podem ser preparadas a partir da
pesagem direta. Tanto o nitrato de prata sólido como
as suas soluções aquosas devem ser cuidadosamente
protegidos do contato com poeiras e matérias
orgânicas e da ação da luz solar direta; a redução
química no primeiro caso é a fotodecomposição, no
segundo provocam a formação da prata metálica.
Soluções de nitrato de prata
O sal quando aquecido a 150 °C durante uma hora
retém alguns centésimos percentuais de água.
Os últimos traços de água podem ser eliminados
mediante fusão a 190-200 °C, durante 5 minutos e,
então, o sal não mais absorve água, se conservado
sob umidade relativa de 50%; o sal é estável quando
conservado sobre cloreto de cálcio.
Soluções de tiocianato de potássio
Os indicadores usados nas titulações de precipitação
são usualmente específicos, isto é, reagem
seletivamente com o titulante para formar uma
substância colorida. Tanto o analito, A, como o
indicador, In, podem reagir com o titulante, T, assim,
ambos podem ser considerados como competidores.
Reação de titulação: A + T AT(s)
Reação do indicador: In + T InT(s)
Indicadores
Esse método foi desenvolvido para a determinação de
íons cloreto, brometo e iodeto usando como titulante
uma solução padrão de nitrato de prata e como
indicador uma solução de cromato de potássio.
Método de Mohr – Formação de um precipitado
colorido
A solubilidade molar do Ag2CrO4 (Kps = 1,1 x 10-
12) é cerca de 5 vezes maior do que a do AgCl
(Kps = 1,75 x 10-10), conseqüentemente o AgCl
precipita primeiro.
Imediatamente após o ponto de equivalência a
concentração de íons prata torna-se grande o
suficiente para iniciar a precipitação do cromato de
prata, que sinaliza o fim da titulação.
O dicromato de prata é consideravelmente mais solúvel
do que o cromato de prata, o que aumenta o erro do
indicador.
Quando o pH é superior a 10,5 o íon prata pode reagir
com o hidróxido ao invés do íon cloreto, formando o
hidróxido de prata ou o óxido de prata insolúveis.
Os cátions dos metais de transição são interferentes
para o método de Mohr porque formam hidróxidos
insolúveis ou sais básicos em meio neutro ou em
soluções alcalinas que tendem a co-precipitar os íons
cloreto e brometo. Além disso, alguns hidróxidos são
bastante coloridos, como o Fe(OH)3, e mascaram a cor
do indicador. Chumbo e bário não devem estar
presentes por formarem cromatos pouco solúveis.
Método de Volhard envolve a titulação do íon
prata, em meio ácido, com uma solução padrão
de tiocianato e o íon Fe (III) como indicador, que
produz uma coloração vermelha na solução com o
primeiro excesso de tiocianato.
Método de Volhard – Formação de um complexo
colorido
O íon Fe (III) é um indicador extremamente sensível
para o íon SCN-. Cálculos mostram que o erro do
indicador varia muito pouco à medida que a
concentração dos íons Fe (III) aumenta de 0,005 a 1,5
mol/L. Na prática, concentrações maiores que 0,2
mo/L devem ser evitadas porque os íons Fe (III) dão à
solução uma coloração amarela que mascara a
mudança de cor do indicador.
O método pode ser usado para a titulação direta de prata
com solução padrão de tiocianato ou para a titulação indireta
de cloreto, brometo e iodeto. Na titulação indireta, um
excesso de solução padrão de nitrato de prata é adicionado e
a quantidade que não reage com os íons Cl-, Br- e I- é
contratitulada com solução padrão de tiocianato.
A principal vantagem do método de Volhard é sua
aplicação em meio fortemente ácido, necessário para
evitar a hidrólise do íon Fe (III). Não interferem, então,
os íons arseniato, fosfato, carbonato, oxalato, etc.,
cujos sais de prata são solúveis em meio ácido.
Igualmente, não interferem os íons dos metais de
transição a não ser os fortemente corados. Agentes
oxidantes fortes reagem com o tiocianato.
Um problema especial aparece quando o método de
Volhard é usado para a determinação de cloreto. O
cloreto de prata (Kps = 1,75 x 10-10) é mais solúvel
do que o tiocianato de prata (Kps = 1,1 x 10-12) e a
seguinte reação pode ocorrer durante a
contratitulação:
O que significa que mais tiocianato do que o
necessário é adicionado na contratitulação, levando a
um erro muito grande na determinação.
Esse método usa os indicadores de adsorção para
sinalizar o ponto final da titulação. Na aplicação desses
indicadores à argentimetria é preciso considerar que a
sensibilidade do haleto de prata à luz é aumentada
pelos corantes. Em vista disso, a titulação deve ser
efetuada rapidamente e sob luz difusa.
Método de Fajans – Uso de
indicadores de adsorção
O mecanismo de atuação desses indicadores foi
explicado por Fajans e pode ser exemplificado
considerando-se a titulação direta de íons cloreto com
solução padrão de nitrato de prata. Antes do ponto de
equivalência, partículas coloidais de AgCl são
carregadas negativamente devido à adsorção dos
íons Cl- existentes na solução.
Os íons Cl- adsorvidos formam uma camada primária,
tornando as partículas coloidais negativamente
carregadas. Essas partículas atraem os íons positivos
da solução para formar uma segunda camada, mais
fracamente ligada.
Além do ponto de equivalência, o excesso de íons Ag+
desloca os íons Cl- da camada primária e as partículas
se tornam positivamente carregadas.
Os ânions da solução são atraídos para formar a camada
secundária.
A fluoresceína é um ácido orgânico fraco que pode ser
representado por HFI. Quando a fluoresceína é adicionada
no frasco da titulação, o ânion FI- não é adsorvido pelo
AgCl coloidal, uma vez que o meio tem íons Cl- em
excesso. Contudo, quando os íons Ag+ estão em excesso,
os íons FI- podem ser atraídos para a superfície das
partículas positivamente carregadas.
1)O precipitado deve separar-se com uma superfície específica relativamente
grande, pois o funcionamento dos indicadores de adsorção envolve um
fenômeno de superfície. Um colóide protetor, como a dextrina, pode ser
adicionado para manter o precipitado altamente disperso;
2)A adsorção do indicador deve começar imediatamente antes do ponto de
equivalência e aumentar rapidamente no ponto de equivalência. Alguns
indicadores são tão fortemente adsorvidos que deslocam o íon primariamente
adsorvido bem antes do ponto de equivalência ser alcançado;
Alguns fatores devem ser considerados para a
escolha do indicador de adsorção apropriado para
uma titulação de precipitação, entre eles:
3)O pH do meio deve ser controlado para garantir uma concentração eficiente
do ácido ou da base. A fluoresceína, por exemplo, tem um Ka ~10-7 e em
solução mais ácidas do que pH = 7 a concentração dos íons FI- é tão
pequena que nenhuma coloração é observada. Portanto, esse indicador só
pode ser usado em uma faixa de pH de 7 a 10. A diclorofluoresceína tem um
Ka ~10-4 e pode ser usada em soluções com pH variando entre 4 e 10;
4)É preferível que o íon do indicador tenha a carga contrária à do íon
adicionado como titulante. A adsorção do indicador não ocorrerá até que um
excesso de titulante esteja presente.
Preparo de uma solução de nitrato de prata,
aproximadamente, 0,1 mol/L
1)Pesar a massa de nitrato de prata necessária para preparar 100mL de solução de
concentração c.a. 0,1 mol/L;
2)Dissolver o soluto em água destilada;
3)Transferir, quantitativamente, para um balão volumétrico de 100mL o soluto dissolvido
em água destilada, completar o volume para 100mL com água destilada e
homogeneizar a solução;
4)Rotular o frasco contendo a solução.
PRÁTICA
Padronização de uma solução de nitrato de prata c.a. 0,1
mol/L – Método de Mohr
3.2.1-Planejamento:
a)Reagente
Para ser usado como padrão primário, o cloreto de sódio p.a. deve ser previamente
secado a 500-600°C por 20-30 minutos ou durante 1 hora a 110-130 °C e resfriado em
dessecador.
b)Indicador
Como será usado o método de Mohr, o indicador será uma solução 5% m/v de
cromato de potássio em um meio com pH entre 6,5 e 10,5.
Procedimento:
1)Pipetar, em triplicata, 5 mL da solução padrão de cloreto de sódio aproximadamente
0,1mol/L e transferir para erlenmeyer de 125 mL, com o auxílio de uma pipeta
volumétrica.
2)Adicionar cerca de 50 mL de água destilada.
3)Acrescentar cerca de 0,05g de carbonato de cálcio para ajustar o pH entre 6,5 e 10.
4)Adicionar 4 gotas de solução de cromato de potássio 5% m/v.
5)Titular com solução de nitrato de prata sob agitação constante
até o aparecimento do precipitado vermelho tijolo (até a mudança
de coloração de amarelo para avermelhada)
6) Repetir a titulação da solução de NaCl para mais duas vezes.
7)Calcular a concentração da solução de nitrato de prata em mol/L.
8)Anotar a concentração da solução padronizada, a data da
padronização da mesma e a identificação do grupo no rótulo do
frasco contendo a solução de AgNO3.
Planejamento:
Método de Fajans foi introduzido por K. Fajans, onde se utiliza
um indicador de adsorção para as reações de precipitação. A
ação destes indicadores é devida ao fato de que, no ponto de
equivalência, o indicador é adsorvido pelo precipitado e, durante
o processo de adsorção, ocorre uma mudança no indicador que
conduz a uma substância de cor diferente. As substâncias
empregadas ou são corantes ácidos, como os da série da
fluoresceína, que são utilizados sob a forma de sais de sódio, ou
corantes básicos, como os da série da rodamina, que são
aplicados sob a forma de sais halogenados.
Procedimento
1)Com uma pipeta volumétrica, transferir 3,00 mL da solução de soro
fisiológico para um erlenmeyer de 125 mL.
2)Adicionar cerca de 50,00 mL de água destilada ao erlenmeyer.
3) Acrescentar cerca de 0,05 g de carbonato de cálcio e 2 gotas de
solução de fluoresceína ao erlenmeyer.
4)Titular com uma solução padrão de nitrato de prata 0,1mol/L, sob
agitação constante, até a mudança da coloração da solução de
amarela para levemente cor-de-rosa (observar a formação de um
precipitado cor-de-rosa no fundo do erlenmeyer)
5) Anotar o volume de nitrato de prata gasto.
6)Repita esse procedimento mais duas vezes.
7)Calcular a porcentagem, em %m/v, de cloreto na amostra.
Obrigado!!!

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Relatório - Volumetria de Precipitação
Relatório - Volumetria de PrecipitaçãoRelatório - Volumetria de Precipitação
Relatório - Volumetria de PrecipitaçãoDhion Meyg Fernandes
 
Relatório de preparo e padronização de HCl e H2SO4
Relatório de preparo e padronização de HCl e H2SO4Relatório de preparo e padronização de HCl e H2SO4
Relatório de preparo e padronização de HCl e H2SO4Ivys Antônio
 
Relatório prática 1 volumetria de neutralização
Relatório prática 1 volumetria de neutralizaçãoRelatório prática 1 volumetria de neutralização
Relatório prática 1 volumetria de neutralizaçãoAna Morais Nascimento
 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: PREPARO DE SOLUÇÃO
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: PREPARO DE SOLUÇÃORELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: PREPARO DE SOLUÇÃO
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: PREPARO DE SOLUÇÃOEzequias Guimaraes
 
Relatório Potenciometria
Relatório PotenciometriaRelatório Potenciometria
Relatório PotenciometriaLuaneGS
 
Relatorio analitica 2 determinação de cloro ativo em produto para piscina
Relatorio analitica 2 determinação de cloro ativo em produto para piscinaRelatorio analitica 2 determinação de cloro ativo em produto para piscina
Relatorio analitica 2 determinação de cloro ativo em produto para piscinaarceariane87
 
Análise gravimétrica
Análise gravimétricaAnálise gravimétrica
Análise gravimétricaMaria Teixiera
 
Relatório - volumetria de óxido-redução permanganometria
Relatório - volumetria de óxido-redução permanganometriaRelatório - volumetria de óxido-redução permanganometria
Relatório - volumetria de óxido-redução permanganometriaFernanda Borges de Souza
 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: SOLUBILIDADE DOS COMPOSTOS ORGÂNICA
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: SOLUBILIDADE DOS COMPOSTOS ORGÂNICARELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: SOLUBILIDADE DOS COMPOSTOS ORGÂNICA
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: SOLUBILIDADE DOS COMPOSTOS ORGÂNICAEzequias Guimaraes
 
Relatório de Refratometria
Relatório de RefratometriaRelatório de Refratometria
Relatório de RefratometriaRailane Freitas
 
Relatório aceleração da gravidade queda livre
Relatório aceleração da gravidade   queda livreRelatório aceleração da gravidade   queda livre
Relatório aceleração da gravidade queda livreThaís Franco
 
Relatório de química
Relatório de químicaRelatório de química
Relatório de químicaADSONTORREZANE
 
Relatório pilhas e eletrólise
Relatório pilhas e eletrólise Relatório pilhas e eletrólise
Relatório pilhas e eletrólise Railane Freitas
 
Grupo I ao VI (Identificação de ânions)
Grupo I ao VI (Identificação de ânions)Grupo I ao VI (Identificação de ânions)
Grupo I ao VI (Identificação de ânions)Sarah Ornellas
 
Determinação de oxigênio dissolvido em água
Determinação de oxigênio dissolvido em águaDeterminação de oxigênio dissolvido em água
Determinação de oxigênio dissolvido em águaRahisa Scussel
 

Mais procurados (20)

Relatório - Volumetria de Precipitação
Relatório - Volumetria de PrecipitaçãoRelatório - Volumetria de Precipitação
Relatório - Volumetria de Precipitação
 
Relatório de preparo e padronização de HCl e H2SO4
Relatório de preparo e padronização de HCl e H2SO4Relatório de preparo e padronização de HCl e H2SO4
Relatório de preparo e padronização de HCl e H2SO4
 
Relatório prática 1 volumetria de neutralização
Relatório prática 1 volumetria de neutralizaçãoRelatório prática 1 volumetria de neutralização
Relatório prática 1 volumetria de neutralização
 
Relatorio analitica ii_04
Relatorio analitica ii_04Relatorio analitica ii_04
Relatorio analitica ii_04
 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: PREPARO DE SOLUÇÃO
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: PREPARO DE SOLUÇÃORELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: PREPARO DE SOLUÇÃO
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: PREPARO DE SOLUÇÃO
 
Relatório Potenciometria
Relatório PotenciometriaRelatório Potenciometria
Relatório Potenciometria
 
Aula de gravimetria
Aula de gravimetriaAula de gravimetria
Aula de gravimetria
 
Relatorio analitica 2 determinação de cloro ativo em produto para piscina
Relatorio analitica 2 determinação de cloro ativo em produto para piscinaRelatorio analitica 2 determinação de cloro ativo em produto para piscina
Relatorio analitica 2 determinação de cloro ativo em produto para piscina
 
Coeficiente partição (4)
Coeficiente partição (4)Coeficiente partição (4)
Coeficiente partição (4)
 
Análise gravimétrica
Análise gravimétricaAnálise gravimétrica
Análise gravimétrica
 
Relatório - volumetria de óxido-redução permanganometria
Relatório - volumetria de óxido-redução permanganometriaRelatório - volumetria de óxido-redução permanganometria
Relatório - volumetria de óxido-redução permanganometria
 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: SOLUBILIDADE DOS COMPOSTOS ORGÂNICA
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: SOLUBILIDADE DOS COMPOSTOS ORGÂNICARELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: SOLUBILIDADE DOS COMPOSTOS ORGÂNICA
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: SOLUBILIDADE DOS COMPOSTOS ORGÂNICA
 
Relatório de Refratometria
Relatório de RefratometriaRelatório de Refratometria
Relatório de Refratometria
 
Relatório aceleração da gravidade queda livre
Relatório aceleração da gravidade   queda livreRelatório aceleração da gravidade   queda livre
Relatório aceleração da gravidade queda livre
 
Relatório de química
Relatório de químicaRelatório de química
Relatório de química
 
Complexos aula 1 (1)
Complexos aula 1 (1)Complexos aula 1 (1)
Complexos aula 1 (1)
 
Relatório pilhas e eletrólise
Relatório pilhas e eletrólise Relatório pilhas e eletrólise
Relatório pilhas e eletrólise
 
Relatório viscosidade
Relatório viscosidade Relatório viscosidade
Relatório viscosidade
 
Grupo I ao VI (Identificação de ânions)
Grupo I ao VI (Identificação de ânions)Grupo I ao VI (Identificação de ânions)
Grupo I ao VI (Identificação de ânions)
 
Determinação de oxigênio dissolvido em água
Determinação de oxigênio dissolvido em águaDeterminação de oxigênio dissolvido em água
Determinação de oxigênio dissolvido em água
 

Semelhante a Volumetria de Precipitação

aula-6-titulação-de-precipitação.pptx
aula-6-titulação-de-precipitação.pptxaula-6-titulação-de-precipitação.pptx
aula-6-titulação-de-precipitação.pptxSilvaAdrianny
 
Elementos do bloco p
Elementos do bloco pElementos do bloco p
Elementos do bloco pVanessa Neres
 
11 gota salina
11 gota salina11 gota salina
11 gota salinaGiselly2
 
Aula solubilidade-130514071001-phpapp02
Aula solubilidade-130514071001-phpapp02Aula solubilidade-130514071001-phpapp02
Aula solubilidade-130514071001-phpapp02maria_aal_costa
 
Apostila volumetria de oxirredução
Apostila volumetria de oxirreduçãoApostila volumetria de oxirredução
Apostila volumetria de oxirreduçãoGraziela Leal
 
Química Geral - Acidos, Hidroxidos e Sais
Química Geral - Acidos, Hidroxidos e SaisQuímica Geral - Acidos, Hidroxidos e Sais
Química Geral - Acidos, Hidroxidos e SaisLucas Valente
 
Relatorio de cloreto numa amostra
Relatorio de cloreto numa amostraRelatorio de cloreto numa amostra
Relatorio de cloreto numa amostraSilenezé Souza
 
Quimica Inorganica - Estudo dos metais alcalinos e alcalinos-terrosos
Quimica Inorganica - Estudo dos metais alcalinos e alcalinos-terrososQuimica Inorganica - Estudo dos metais alcalinos e alcalinos-terrosos
Quimica Inorganica - Estudo dos metais alcalinos e alcalinos-terrososLucas Valente
 
Rel 1 bioquimica 2017
Rel 1 bioquimica 2017Rel 1 bioquimica 2017
Rel 1 bioquimica 2017Aldo Henrique
 
19 pilha de moedas
19 pilha de moedas19 pilha de moedas
19 pilha de moedasGiselly2
 
identif de grupos funcionais 11.pptx
identif de grupos funcionais 11.pptxidentif de grupos funcionais 11.pptx
identif de grupos funcionais 11.pptxmarciojosefariasdasi
 

Semelhante a Volumetria de Precipitação (20)

Apostila-Show-da-Química.pdf
Apostila-Show-da-Química.pdfApostila-Show-da-Química.pdf
Apostila-Show-da-Química.pdf
 
aula-6-titulação-de-precipitação.pptx
aula-6-titulação-de-precipitação.pptxaula-6-titulação-de-precipitação.pptx
aula-6-titulação-de-precipitação.pptx
 
Elementos do bloco p
Elementos do bloco pElementos do bloco p
Elementos do bloco p
 
Aula pratica 3
Aula pratica 3Aula pratica 3
Aula pratica 3
 
11 gota salina
11 gota salina11 gota salina
11 gota salina
 
Aula solubilidade
Aula  solubilidadeAula  solubilidade
Aula solubilidade
 
Aula solubilidade-130514071001-phpapp02
Aula solubilidade-130514071001-phpapp02Aula solubilidade-130514071001-phpapp02
Aula solubilidade-130514071001-phpapp02
 
Apostila volumetria de oxirredução
Apostila volumetria de oxirreduçãoApostila volumetria de oxirredução
Apostila volumetria de oxirredução
 
Química Geral - Acidos, Hidroxidos e Sais
Química Geral - Acidos, Hidroxidos e SaisQuímica Geral - Acidos, Hidroxidos e Sais
Química Geral - Acidos, Hidroxidos e Sais
 
Espelho de prata
Espelho de prataEspelho de prata
Espelho de prata
 
Relatorio de cloreto numa amostra
Relatorio de cloreto numa amostraRelatorio de cloreto numa amostra
Relatorio de cloreto numa amostra
 
Quimica Inorganica - Estudo dos metais alcalinos e alcalinos-terrosos
Quimica Inorganica - Estudo dos metais alcalinos e alcalinos-terrososQuimica Inorganica - Estudo dos metais alcalinos e alcalinos-terrosos
Quimica Inorganica - Estudo dos metais alcalinos e alcalinos-terrosos
 
Aula cations e anions via umida
Aula cations e anions via umidaAula cations e anions via umida
Aula cations e anions via umida
 
Rel 1 bioquimica 2017
Rel 1 bioquimica 2017Rel 1 bioquimica 2017
Rel 1 bioquimica 2017
 
Determinação de-cloretos
Determinação de-cloretosDeterminação de-cloretos
Determinação de-cloretos
 
Equilibrio de precipitação
Equilibrio de precipitaçãoEquilibrio de precipitação
Equilibrio de precipitação
 
PROVA FUVEST
PROVA FUVESTPROVA FUVEST
PROVA FUVEST
 
Ácidos parte 02
Ácidos parte 02Ácidos parte 02
Ácidos parte 02
 
19 pilha de moedas
19 pilha de moedas19 pilha de moedas
19 pilha de moedas
 
identif de grupos funcionais 11.pptx
identif de grupos funcionais 11.pptxidentif de grupos funcionais 11.pptx
identif de grupos funcionais 11.pptx
 

Mais de Gisele Silva Teixeira (6)

Egito
EgitoEgito
Egito
 
Egito
EgitoEgito
Egito
 
Leishmaniose
Leishmaniose Leishmaniose
Leishmaniose
 
Descrição português
Descrição português Descrição português
Descrição português
 
Cultura zimbabwe
Cultura zimbabweCultura zimbabwe
Cultura zimbabwe
 
Concubinato brasil colonial
Concubinato brasil colonialConcubinato brasil colonial
Concubinato brasil colonial
 

Último

VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSOVALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSOBiatrizGomes1
 
Educação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPEducação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPanandatss1
 
Noções de Orçamento Público AFO - CNU - Aula 1 - Alunos.pdf
Noções de Orçamento Público AFO - CNU - Aula 1 - Alunos.pdfNoções de Orçamento Público AFO - CNU - Aula 1 - Alunos.pdf
Noções de Orçamento Público AFO - CNU - Aula 1 - Alunos.pdfdottoor
 
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...LuizHenriquedeAlmeid6
 
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão LinguísticaA Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão LinguísticaFernanda Ledesma
 
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundogeografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundonialb
 
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdfO guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdfErasmo Portavoz
 
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024Sandra Pratas
 
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptxAula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptxpamelacastro71
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxDeyvidBriel
 
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdfMapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdfangelicass1
 
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxAula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxBiancaNogueira42
 
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNASQUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNASEdinardo Aguiar
 
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?MrciaRocha48
 
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdfCultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdfaulasgege
 
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino FundamentalCartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamentalgeone480617
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISVitor Vieira Vasconcelos
 
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdfSlides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdfpaulafernandes540558
 
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANOInvestimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANOMarcosViniciusLemesL
 

Último (20)

VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSOVALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
 
treinamento brigada incendio 2024 no.ppt
treinamento brigada incendio 2024 no.ppttreinamento brigada incendio 2024 no.ppt
treinamento brigada incendio 2024 no.ppt
 
Educação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPEducação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SP
 
Noções de Orçamento Público AFO - CNU - Aula 1 - Alunos.pdf
Noções de Orçamento Público AFO - CNU - Aula 1 - Alunos.pdfNoções de Orçamento Público AFO - CNU - Aula 1 - Alunos.pdf
Noções de Orçamento Público AFO - CNU - Aula 1 - Alunos.pdf
 
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
 
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão LinguísticaA Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
 
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundogeografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
 
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdfO guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
 
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
 
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptxAula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
 
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdfMapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
 
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxAula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
 
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNASQUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
 
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
 
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdfCultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
 
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino FundamentalCartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
 
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdfSlides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
 
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANOInvestimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
 

Volumetria de Precipitação

  • 1. Antonio Carlos Monteiro Pinto Caio Roberto de Oliveira Sousa Elison Jean Pereira Roma Gisele Teixeira Josenice de Aguiar Diogenes Maria das Neves Mendes Pereira Oceany Silva da Silva Rakel dos Anjos Ribeiro FAI Faculdade Itaituba
  • 3. Introdução Estes métodos se baseiam na formação de um composto pouco solúvel, são também chamados de titulações de precipitação. Para que uma reação de precipitação possa ser usada, é preciso que ela ocorra em um tempo curto, que o composto formado seja insolúvel (ppt) e que ofereça condições para uma boa visualização do ponto final.
  • 4. Conceito A volumetria de Precipitação é um método que se baseia na formação de um composto que se caracteriza por ser pouco solúvel.
  • 5. A Tabela a seguir relaciona alguns métodos volumétricos de precipitação com caráter específico. Todavia, o mais importante deles é a argentimetira que se baseia na formação de sais de prata (haletos, cianeto e tiocianato) pouco solúveis.
  • 6. Vamos falar sobre: ● Métodos Argentimétricos ● Método de Mohr ● Método de Volhard ● Método de Fajans
  • 7. As titulações argentimétricas ou argentimetria são largamente utilizadas e baseia-se na titulação com íons Ag+. Métodos argentimetria método baseado na formação de sais (haletos, cianetos, e tiocianatos) de prata pouco solúveis. Métodos Argentimétricos
  • 8. As titulações argentimétricas diretas fazem uso de solução padrão de nitrato de prata. Nas titulações argentimétricas indiretas utiliza-se, além da solução anterior, uma solução padrão de tiocianato de potássio ou de amônio. Soluções padrão
  • 9. O reagente pode ser obtido como padrão primário e as suas soluções podem ser preparadas a partir da pesagem direta. Tanto o nitrato de prata sólido como as suas soluções aquosas devem ser cuidadosamente protegidos do contato com poeiras e matérias orgânicas e da ação da luz solar direta; a redução química no primeiro caso é a fotodecomposição, no segundo provocam a formação da prata metálica. Soluções de nitrato de prata
  • 10. O sal quando aquecido a 150 °C durante uma hora retém alguns centésimos percentuais de água. Os últimos traços de água podem ser eliminados mediante fusão a 190-200 °C, durante 5 minutos e, então, o sal não mais absorve água, se conservado sob umidade relativa de 50%; o sal é estável quando conservado sobre cloreto de cálcio. Soluções de tiocianato de potássio
  • 11. Os indicadores usados nas titulações de precipitação são usualmente específicos, isto é, reagem seletivamente com o titulante para formar uma substância colorida. Tanto o analito, A, como o indicador, In, podem reagir com o titulante, T, assim, ambos podem ser considerados como competidores. Reação de titulação: A + T AT(s) Reação do indicador: In + T InT(s) Indicadores
  • 12. Esse método foi desenvolvido para a determinação de íons cloreto, brometo e iodeto usando como titulante uma solução padrão de nitrato de prata e como indicador uma solução de cromato de potássio. Método de Mohr – Formação de um precipitado colorido
  • 13. A solubilidade molar do Ag2CrO4 (Kps = 1,1 x 10- 12) é cerca de 5 vezes maior do que a do AgCl (Kps = 1,75 x 10-10), conseqüentemente o AgCl precipita primeiro. Imediatamente após o ponto de equivalência a concentração de íons prata torna-se grande o suficiente para iniciar a precipitação do cromato de prata, que sinaliza o fim da titulação.
  • 14. O dicromato de prata é consideravelmente mais solúvel do que o cromato de prata, o que aumenta o erro do indicador. Quando o pH é superior a 10,5 o íon prata pode reagir com o hidróxido ao invés do íon cloreto, formando o hidróxido de prata ou o óxido de prata insolúveis.
  • 15. Os cátions dos metais de transição são interferentes para o método de Mohr porque formam hidróxidos insolúveis ou sais básicos em meio neutro ou em soluções alcalinas que tendem a co-precipitar os íons cloreto e brometo. Além disso, alguns hidróxidos são bastante coloridos, como o Fe(OH)3, e mascaram a cor do indicador. Chumbo e bário não devem estar presentes por formarem cromatos pouco solúveis.
  • 16. Método de Volhard envolve a titulação do íon prata, em meio ácido, com uma solução padrão de tiocianato e o íon Fe (III) como indicador, que produz uma coloração vermelha na solução com o primeiro excesso de tiocianato. Método de Volhard – Formação de um complexo colorido
  • 17. O íon Fe (III) é um indicador extremamente sensível para o íon SCN-. Cálculos mostram que o erro do indicador varia muito pouco à medida que a concentração dos íons Fe (III) aumenta de 0,005 a 1,5 mol/L. Na prática, concentrações maiores que 0,2 mo/L devem ser evitadas porque os íons Fe (III) dão à solução uma coloração amarela que mascara a mudança de cor do indicador.
  • 18. O método pode ser usado para a titulação direta de prata com solução padrão de tiocianato ou para a titulação indireta de cloreto, brometo e iodeto. Na titulação indireta, um excesso de solução padrão de nitrato de prata é adicionado e a quantidade que não reage com os íons Cl-, Br- e I- é contratitulada com solução padrão de tiocianato.
  • 19. A principal vantagem do método de Volhard é sua aplicação em meio fortemente ácido, necessário para evitar a hidrólise do íon Fe (III). Não interferem, então, os íons arseniato, fosfato, carbonato, oxalato, etc., cujos sais de prata são solúveis em meio ácido. Igualmente, não interferem os íons dos metais de transição a não ser os fortemente corados. Agentes oxidantes fortes reagem com o tiocianato.
  • 20. Um problema especial aparece quando o método de Volhard é usado para a determinação de cloreto. O cloreto de prata (Kps = 1,75 x 10-10) é mais solúvel do que o tiocianato de prata (Kps = 1,1 x 10-12) e a seguinte reação pode ocorrer durante a contratitulação: O que significa que mais tiocianato do que o necessário é adicionado na contratitulação, levando a um erro muito grande na determinação.
  • 21. Esse método usa os indicadores de adsorção para sinalizar o ponto final da titulação. Na aplicação desses indicadores à argentimetria é preciso considerar que a sensibilidade do haleto de prata à luz é aumentada pelos corantes. Em vista disso, a titulação deve ser efetuada rapidamente e sob luz difusa. Método de Fajans – Uso de indicadores de adsorção
  • 22. O mecanismo de atuação desses indicadores foi explicado por Fajans e pode ser exemplificado considerando-se a titulação direta de íons cloreto com solução padrão de nitrato de prata. Antes do ponto de equivalência, partículas coloidais de AgCl são carregadas negativamente devido à adsorção dos íons Cl- existentes na solução.
  • 23. Os íons Cl- adsorvidos formam uma camada primária, tornando as partículas coloidais negativamente carregadas. Essas partículas atraem os íons positivos da solução para formar uma segunda camada, mais fracamente ligada. Além do ponto de equivalência, o excesso de íons Ag+ desloca os íons Cl- da camada primária e as partículas se tornam positivamente carregadas.
  • 24. Os ânions da solução são atraídos para formar a camada secundária. A fluoresceína é um ácido orgânico fraco que pode ser representado por HFI. Quando a fluoresceína é adicionada no frasco da titulação, o ânion FI- não é adsorvido pelo AgCl coloidal, uma vez que o meio tem íons Cl- em excesso. Contudo, quando os íons Ag+ estão em excesso, os íons FI- podem ser atraídos para a superfície das partículas positivamente carregadas.
  • 25. 1)O precipitado deve separar-se com uma superfície específica relativamente grande, pois o funcionamento dos indicadores de adsorção envolve um fenômeno de superfície. Um colóide protetor, como a dextrina, pode ser adicionado para manter o precipitado altamente disperso; 2)A adsorção do indicador deve começar imediatamente antes do ponto de equivalência e aumentar rapidamente no ponto de equivalência. Alguns indicadores são tão fortemente adsorvidos que deslocam o íon primariamente adsorvido bem antes do ponto de equivalência ser alcançado; Alguns fatores devem ser considerados para a escolha do indicador de adsorção apropriado para uma titulação de precipitação, entre eles:
  • 26. 3)O pH do meio deve ser controlado para garantir uma concentração eficiente do ácido ou da base. A fluoresceína, por exemplo, tem um Ka ~10-7 e em solução mais ácidas do que pH = 7 a concentração dos íons FI- é tão pequena que nenhuma coloração é observada. Portanto, esse indicador só pode ser usado em uma faixa de pH de 7 a 10. A diclorofluoresceína tem um Ka ~10-4 e pode ser usada em soluções com pH variando entre 4 e 10; 4)É preferível que o íon do indicador tenha a carga contrária à do íon adicionado como titulante. A adsorção do indicador não ocorrerá até que um excesso de titulante esteja presente.
  • 27. Preparo de uma solução de nitrato de prata, aproximadamente, 0,1 mol/L 1)Pesar a massa de nitrato de prata necessária para preparar 100mL de solução de concentração c.a. 0,1 mol/L; 2)Dissolver o soluto em água destilada; 3)Transferir, quantitativamente, para um balão volumétrico de 100mL o soluto dissolvido em água destilada, completar o volume para 100mL com água destilada e homogeneizar a solução; 4)Rotular o frasco contendo a solução. PRÁTICA
  • 28. Padronização de uma solução de nitrato de prata c.a. 0,1 mol/L – Método de Mohr 3.2.1-Planejamento: a)Reagente Para ser usado como padrão primário, o cloreto de sódio p.a. deve ser previamente secado a 500-600°C por 20-30 minutos ou durante 1 hora a 110-130 °C e resfriado em dessecador. b)Indicador Como será usado o método de Mohr, o indicador será uma solução 5% m/v de cromato de potássio em um meio com pH entre 6,5 e 10,5.
  • 29. Procedimento: 1)Pipetar, em triplicata, 5 mL da solução padrão de cloreto de sódio aproximadamente 0,1mol/L e transferir para erlenmeyer de 125 mL, com o auxílio de uma pipeta volumétrica. 2)Adicionar cerca de 50 mL de água destilada. 3)Acrescentar cerca de 0,05g de carbonato de cálcio para ajustar o pH entre 6,5 e 10. 4)Adicionar 4 gotas de solução de cromato de potássio 5% m/v.
  • 30. 5)Titular com solução de nitrato de prata sob agitação constante até o aparecimento do precipitado vermelho tijolo (até a mudança de coloração de amarelo para avermelhada) 6) Repetir a titulação da solução de NaCl para mais duas vezes. 7)Calcular a concentração da solução de nitrato de prata em mol/L. 8)Anotar a concentração da solução padronizada, a data da padronização da mesma e a identificação do grupo no rótulo do frasco contendo a solução de AgNO3.
  • 31. Planejamento: Método de Fajans foi introduzido por K. Fajans, onde se utiliza um indicador de adsorção para as reações de precipitação. A ação destes indicadores é devida ao fato de que, no ponto de equivalência, o indicador é adsorvido pelo precipitado e, durante o processo de adsorção, ocorre uma mudança no indicador que conduz a uma substância de cor diferente. As substâncias empregadas ou são corantes ácidos, como os da série da fluoresceína, que são utilizados sob a forma de sais de sódio, ou corantes básicos, como os da série da rodamina, que são aplicados sob a forma de sais halogenados.
  • 32. Procedimento 1)Com uma pipeta volumétrica, transferir 3,00 mL da solução de soro fisiológico para um erlenmeyer de 125 mL. 2)Adicionar cerca de 50,00 mL de água destilada ao erlenmeyer. 3) Acrescentar cerca de 0,05 g de carbonato de cálcio e 2 gotas de solução de fluoresceína ao erlenmeyer. 4)Titular com uma solução padrão de nitrato de prata 0,1mol/L, sob agitação constante, até a mudança da coloração da solução de amarela para levemente cor-de-rosa (observar a formação de um precipitado cor-de-rosa no fundo do erlenmeyer)
  • 33. 5) Anotar o volume de nitrato de prata gasto. 6)Repita esse procedimento mais duas vezes. 7)Calcular a porcentagem, em %m/v, de cloreto na amostra.