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A minha religião                                                                                                          ...
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  1. 1. espiral da ANO xiII fraternitas moviment - ternit vimento boletim da associação fraternitas movimento N .º 46 - J ANEIRO/mARÇO de N.º JANEIR ANEIRO/mARÇO 2012 Escre vo par a mim mesmo fERNANDO fÉLIX A Fraternitas existe para que não se apague o carisma – o podem participar nas atividades do movimento – e lembrodom de Deus – que há em nós. É essa a nossa reivindicação. o nosso Encontro Nacional, em Fátima, de 27 a 29 de abril –O Senhor chamou-nos. Atraiu-nos a vida sacerdotal, o . A uns direi: não é preciso que se sintam na obrigação deministério. O modo de o realizar é como Deus o quer, e já participar fisicamente para se sentirem membros ativos. Rezar,foi diferente do que é hoje, por isso cremos que pode ser oferecer os trabalhos, as dores, as canseiras, o dia a dia... issoatravés do celibato ou da vida em matrimónio. é estar em comunhão. Como diz Richard Bach, “Podem os Na Fraternitas, todos somos uma família. quilómetros separar-nos realmente dos amigos? Se você quer E todos somos necessários: uns mais ativos, outros menos; estar com alguém a quem ama, já não está lá?”uns na frente, outros na retaguarda; uns com ação, outros A outros, porém, direi as palavras de Mahatma Gandhi:com a oração; uns com forças, outros com mais debilidades… “Sê a mudança que queres ver no mundo.” “Temos cinco dedos e nenhum é igual”, diz a sabedoria Nada na vida dá jeito. Há sempre imprevistos, obrigações,milenar. Na Fraternitas, sabemo-lo, todos têm a sua função atividades que colidem com os planos pessoais, com asimprescindível. Por isso, nos lembramos uns dos outros, expetativas. Por isso, temos de adaptar-nos, eleger segundo oalegramo-nos com a presença de cada membro e damos que é prioritário, conforme o que tem mais valor, dispor-nospela sua falta, sentimos a sua ausência. a colocar os nossas qualidades de caráter e, também, A vida em Fraternitas não depende se pagamos quotas ou administrar os nossos bens materiais ao serviço do bem donão. A quota é uma questão legal – com a sua devida irmão, do próximo.importância –, por se tratar de uma associação. Todavia, maisimportante é o Espírito, são os laços no Espírito, porque NÃO HÁ ACASOSsomos Movimento. No Encontro Nacional, em Fátima, vamos partilhar Devemos dinheiro à Fraternitas? Até pode acontecer... testemunhos de voluntariado. Vale a pena lembrar estasPorém, devemos, sobretudo, vida, fraternidade, alegria, sabedorias:partilha de sofrimentos... isso sim. E a nossa dívida nunca “Se alguém te procurar com frio... é porque tens o cobertor.estará saldada... Com alegria ... é porque tens o sorriso. E, quanto às dívidas materiais, a associação sempre disse Com lágrimas... é porque tens o lenço.– está registado em Acta da Direção – que se alguém não Com versos... é porque tens a música.pode pagar, que não sejam os motivos financeiros a decidir Com dor... é porque tens o curativo.o afastamento. Com palavras... é porque tens a audição. Como fome... é porque tens o alimento. FOLHAS CAÍDAS Com beijos... é porque tens o mel. Se uma árvore, por passar o inverno sem folhas, dissesse Com duvidas... é porque tens o caminho.que já não merecia florir na primavera, como estaria errado Com orquestra... é porque tens a festa.o seu modo de pensar! Com desânimo... é porque tens o estímulo. Ou seja, admitamos que vários membros da Fraternitas Com fantasias... é porque tens a realidade.estão a viver um período de inverno. E isso Com desespero... é porque tens a serenidade.independentemente da idade, se é homem ou mulher, e Com entusiasmo... é porque tens o brilho.valorizando cada um dos fatores da crise pessoal ou familiar. Com segredos... é porque tens a cumplicidade.O que importa é que permitam que floresça a primavera. Com tumulto... é porque tens a calma. E o que é ser primavera na vida da Fraternitas? É, tantas Com confiança... é porque tens a força.vezes, ser portador da seiva que renova a vida. Vários não Ninguém chega até ti por acaso, em tudo há propósito...”
  2. 2. 2 espiral Livros de associados da Fraternitas editados em 2011 Urtélia Silva Urtélia SilvVamos anunciando as obrasliterárias disponíveis noSecretariado para serem “UM NOVO CONCEITO DE relações públicas da congregação, naconsultadas por qualuqe sócio. O EUROPA E OUTROS ENSAIOS”, cidade, desde 25 de novembro de 1975,critério tem sido o biénio ou o Artur Cunha de Oliveira (Angra do lhe facultou. 7. (…) Cultivar a memóriatriénio, consoante a abundância Heroísmo, maio de 2009), edição de “A histórica ajuda a travar as batalhas doda produção literária, “recuando” Casa Encantada” [340 páginas], acerca presente para construir um radiosono tempo, e no Espiral do quarto do qual o vice-presidente dos Governo futuro de esperança. (…)”.trimestre, as obras publicadas Regional, Dr Sérgio Ávila, escreveu no * João G.M. Batista, Presidente danesse mesmo ano. Prefácio: “Este livro do Dr. Cunha de Câmara Municipal (nosso associado),No Espiral n.º 44, tratámos o Oliveira reflecte trechos de uma vida pág. 11: “ (…) Perpetuar na História atriénio 2006-2008, mas 2007ficou em branco, e, antes, no fascinante, deambulando pela Política, História da Instituição é um tributo justoEspiral n.º 42, o biénio 2009- pela História, pela Construção Europeia ao trabalho solidário de quem faz da2010. Como alguns livros mas, sobretudo, por uma participação solidariedade uma forma de vida.”publicados em 2009 não foram cívica intensa, inconformista, polémica * O autor do texto em EPÍLOGO,anunciados, por ausência de e frontal, traços marcantes do autor. A pág. 141-142: “ (…) A opção selectiva édados na altura, vamos sua visão, assente num profundo da minha inteira responsabilidade.comple tar. pletarcom ple tar. substrato cultural e numa visão humanista Deixei-me conduzir não por umO Secretariado agradece os do mundo, foram cimentando ideias, qualquer direito de justiça social mas pordados relativos a quaisquer livros conceitos, perspectivas que, tantas vezes imperativo de pedagogia social – porquepublicados pelos associados. E antes do tempo, se foram revelando só Deus conhece as capacidadespede que os levem para osEncontros Nacionais!... correctas”. humanas, disponibilidades e possibilida-Parabéns aos autores e seus des financeiras de cada qual e mede, porcolaboradores. “CASA SANTA MARTA DE via disso, a generosidade de cada um. CHAVES/ Instituição Modelar de (…) A solidariedade cristã irmanou “SONHOS E GESTOS DE Assistência aos Idosos”, texto de Alípio pobres e ricos. Foi-me fácil nomearVIDA”, Manuel Alves Paiva (Oliveira Martins Afonso e pesquisa da Irmã M. alguns dos mais sonantes (…) quede Azeméis, maio de 2007), edição do do Carmo (Chaves, maio de 2011), constam do arquivo. (…) Todos, menosautor [217 páginas]. edição da Casa Santa Marta, um, cujo gesto vou lembrar e só o gesto, Afirma o autor: “procurei resumir [formato:17x0,8x24, 143 páginas]. (…). Foi uma senhora de Vila Verde daas iniciativas pastorais sonhadas e D. Amândio José Tomás, 7 de maio Raia. A comissão local para a recolha derealizadas, durante os, até então, 30 anos de 2011, apresentando o livro - “ 6. O ofertas, destinadas ao 2.º Cortejo dede paroquialidade do dinâmico e livro recolhe o testemunho dos Oferendas, em 1958, bateu-lhe à porta.totalmente dado ao serviço da intervenientes na obra de bem-fazer: da A senhora estava dentro mas, fez-secomunidade, o P. Albino de Almeida Irmãs, do co-fundador da obra, nesta ausente, para não lhes aparecer. DiasFernandes, que transformou por cidade, o generoso P. Manuel Pita, dos depois, vem ao Lar trazer a oferta - 5completo o ambiente espiritual da padres Carlos Jorge Alexandre, escudos - justificando-se perante a Irmãcomunidade da cidade de Oliveira de Norberto Portelinha, do P. Albino Lage que a recebeu, de não os ter oferecido àAzeméis, conseguindo impulsionar as Dias, de Monsenhor Manuel Teixeira e Comissão por não os possuir no dia docrianças, os jovens e os adultos, na doutros benfeitores. O livro apresenta peditório e que fora por isso que secriação de grupos de dinamização os depoimentos orais e alguns fingira ausente de casa. À pergunta dacomunitária, cuja responsabilidade por documentos escritos, cartas, decisões e Irmã sobre a forma como se deslocaraeles foi assumida e vivida.” textos legais do arquivo da Santa Casa até ali, respondeu: «A pé, se não lá se me ia Este livro foi publicado para se da Misericórdia de Chaves e do arquivo o dinheiro todo. E a pé regressou. » Aosassociar à celebração das Bodas de Ouro da Congregação, que a Irmã Maria del olhos de Deus de Deus esta oferta igualaSacerdotais do referido P. Albino. Cármen, uma espécie de ministro de a dracma do Evangelho. (…)”
  3. 3. l espiral 3 “MISERICÓRDIAS PORTU- tuosamente deficiente, como prosa ba- “O MEU OUTRO PAI”, Maria JoséGUESAS – PADRÕES DE FÉ, DE nal de cariz meramente crítico, ou seja, Bijóias Mendonça, edição da autoraHISTÓRIA E DE CIDADANIA”, primariamente denunciador de casos, (Lisboa, novembro de 2011).Manuel Ferreira da Silva (Lisboa, 2011), ideias, problemas, situações, afirmações A autora: “Este livro pretende ser umedição do autor, [formato: 17 x 2,2 x ou pessoas. Mas não. (…) Tomam peso tributo ao meu pai e à minha mãe, uma24, 370 páginas]. sim, e de muito específica verdade, homenagem à médica que tratou do Dr. João Afonso Calado da Maia apenas e só, a natureza, o carisma e a meu pai (e que tanta paciência teve para(também prefaciador), na contracapa: missão de uma instituição: as Miseri- mim) – e nela a todos quantos dignificam“Nesta notável Obra do Dr. Ferreira da córdias. E essas tudo merecem de todos a medicina –, uma forma de exprimir aSilva, (...) desenvolve-se, de uma forma nós. E todos nós muito lhes devemos a profunda gratidão que sintoaprofundada, um estudo bem docu- elas, para facilmente se compreender que relativamente ao meu marido e a quemmentado do candente e preocupante por elas “tudo vale a pena”. esteve e continua a estar por perto e aproblema da natureza jurídica das Santas manifestar verdadeira amizade e carinhoCasas. O subtítulo do livro: Os direitos da “AUTOCONSCIÊNCIA - Segundo nesta fase tão penosa, e um meio deRazão e a Razão de alguns Direitos é desde passo existencial “, Manuel Joaquim comunhão com quem se encontre alogo significativo de quem nem sempre Cristo Martins (Lisboa, setembro viver um processo de luto” (pág. 3).os direitos legítimos que julgamos 2011), Editora Paulinas [formato: No Prefácio, do Professor Doutorirrefutáveis, são entendidos pela Razão; 13x1,5x20,5, 240 páginas]. Mário Simões – «Ao iniciar a leitura destee que, por vezes, esta, por inexplicável O autor, na contracapa: “Este livro, logo na página 3, dei-me conta queque pareça, nem sempre é traduzida em segundo livro da trilogia Autoconhecimento, a Maria José já tinha escrito o prefáciodireitos. Não se trata de Obra de crítica, Autoconsciência e Autotranscendência alerta- (…), mas não faz justiça completa aonem tem objetivos polémicos, como o nos para a urgência em eliminarmos o conteúdo do livro. Na verdade, esteautor adverte no Pré-Texto, sobre o paradigma fratricida «ganhar/perder», questiona-nos sobre a MORTE, que adiferendo que opõe alguns elementos da implantando, na nossa vivência pessoal Maria José insiste em nomear semHierarquia em Portugal às Santas Casas e, por ela, na Comunidade Humana, o rodeios (não a passagem, trânsito, sonoda Misericórdia, e só em Portugal, paradigma «ganhar/ganhar». É um con- eterno, grande viagem, etc.), acerca dasquanto à questão de se saber se as vite a mergulharmos nas profun-dezas nossas atitudes em relação a pessoas queMisericórdias Portuguesas são Institui- do nosso ser e, a partir daí, deixar o Artí- perderam um ente querido e é umações Privadas de Fiéis, constituídas na fice divino purificar e plenificar o nosso reflexão sobre a vida e também umaOrdem Jurídica Canónica, portanto sentir, para que brote o Amor; purificar lição sobre esta. Ainda, e talvez o maisEclesiais, ou se, pelo contrário, são e plenificar o nosso pensar, para que importante para ela (a autora), é oInstituições Públicas de Fiéis e, nesse caso, brote a Sabedoria; e purificar e plenificar reconhecimento simultâneo daEclesiásticas. O Dr. Ferreira da Silva, es- o nosso agir, para que brote a Harmonia descoberta de um pai “real”, que surgecritor, ensaísta, grande jornalista, fun- e a Paz. Este livro traz nas suas entranhas ao “descobrir-se” também a si, sob adador e director do Jornal Voz das o segredo das verdadeiras revoluções. forma de um testemunho pungente.Misericórdias, conhece profundamente as As verdadeiras revoluções acontecem no Este testemunho é escrito numaSantas Casas e o trabalho que elas desen- silêncio ativo da consciência espiritual.” linguagem fluida, inteligente, com humorvolvem na sua acção misericordiosa. De Vasco Ventura, na contracapa: e emotiva, de tal modo que quase seCom a sua grande formação literária, “Cristo Martins faz do humanismo o entrevê a mímica e outra linguagemjurídica, canónica, pastoral e teológica, seu sacerdócio, quer através dos seus corporal da autora. A sua personalidadegrande investigador e brilhante escritor, livros quer no contacto direto com as perpassa ao longo das páginas – (…)!era a personalidade mais indicada para pessoas, numa partilha total do que o Apetece, pois, ler!proceder a este completo e bem estudo lhe revela, a reflexão aprofunda (…). O capítulo II, “E depois (d)aelaborado Estudo do complexo pro- e a experiência consagra. Na sua peda- dor”, é quase um verdadeiro manual deblema, o qual, pela sua actualidade, vem, gogia peculiar, surpreende-nos com a como estar no luto com alguém, (…).e no momento próprio, apresentar nesta síntese dos seus diagramas, com a pro- É no capítulo V, que começa o núcleoObra, cuja falta se fazia sentir.” fundidade das suas explicações e com a do livro, com a descoberta de um novo O autor, em Pré-Texto: “(…) Pode simplicidade da sua linguagem. O seu pai, que vai a par e passo com aeste escrito-testemunho denunciar-se à campo de acção tem sido largo e descoberta de um seu “novo eu”. (…)primeira vista e com uma leitura diversificado: empresas, escolas, Outra aprendizagem a fazer é aapressadamente sumária ou preconcei- instituições, associações…” expressão dos afectos (…) Oxalá este
  4. 4. 4 espirallivro mude algo nesta área! (…) Um sabedoria quase búdica ao interiorizar sobre temas de fronteira e, nomeada-objecto da investigação que a Psicologia que a realidade não é como a vemos, mente, proporcionar ao (…) leitor oPositiva propõe é o perdão. É que está mas pode vir a ser como mais largo e por vezes profundo (quiçádemonstrado que, tal como outros, tais conscientemente “fingimos acreditar” – repetitivo) contacto e familiaridade comcomo o amor e o humor, faz bem ao (…) Praticar o humor, (…) é uma das as fontes primigénias e mais credíveis dopróprio e aos outros. É interessante que suas sugestões, entre outras, para Cristianismo, que são as Sagradasa Maria José nomeie os seus pais os enfrentar a VIDA. (…) Este livro (…) é Escrituras (a Bíblia) e os Padres e“Gurus do Perdão” e, de modo irónico, também um acto de AMOR. (…)» Escritores Eclesiásticos dos primeirosse distancie do “perdão pastilha elástica”. Depois da leitura, aceiam-se ecos e séculos da Igreja. (…)Este é reconhecido quando se ouve partilhas de experiências e sabedorias do Na Contracapa: «Jesus de Nazaré“perdoo, mas não esqueço” ou “vou luto no blogue amarparaalemdamorte. casou de facto com Maria Madalena?perdoar, mas primeiro tenho de me Não viria qualquer espécie de mal ao Estas obras foram gentilmentevingar” ou ainda “perdoei, mas, quando mundo, à religião e ao cristianismo se of erecidas à FRATERNITAS, pelo oferecidas FRATERNIT TERNITAS,penso nisso, ainda me dá volta ao assim tivesse sido. Mas não foi. “Rosto que estão disponíveis, podendoestômago”, isto é, esticam-se demasiado ser solicitadas a qualquer humano de Deus”. Jesus de Nazaré eraos acontecimentos até “fazer balões”. membro da Direção. perfeito homem. E o casamento fazPropõe antes que se escreva na areia o parte da natureza humana. Sucedemal que nos fazem, para que o vento “A MORTE DO JUSTO”, Artur porém que, bem contrário de toda aapague o registo, e na pedra o bem Cunha de Oliveira (Angra do criatividade literária e cinemato-gráficarecebido, para que fique gravado ad Heroísmo, 2011), edição “A Casa dos últimos trinta anos, a investigaçãoeternum. (…) É sábio dizer que o tempo Encantada” [250 páginas] – uma leitura histórica e literária mais desprecon-nada cura, mas o que se faz no seu e comentário compreensivos e ceituosa, séria, extensa e profunda, querdecurso, o que vai acontecendo compreensíveis do Evangelho da Paixão a partir dos escritos canónicos e dos(passivamente) e o que se faz acontecer. e Morte do Senhor Jesus. primeiros autores cristãos, como dosEm relação ao passado vivido com “JESUS DE NAZARÉ E AS seus contemporâneos não cristãos e atéoutras pessoas que nos precedem na MULHERES - A propósito de Maria anti - cristãos, quer da correcta leituramorte fica a paz se a consciência do que Madalena”, Artur Cunha de Oliveira dos evangelhos gnósticos (ao contráriofoi feito e dito foi o nosso melhor, não (Angra do Heroísmo, 2011), edição do do que fez Dan Brown), nada milita emtem que ser o óptimo! As páginas escritas Instituto Açoriano de Cultura (IAC), favor do casamento de Jesus de Nazaré.são disso o testemunho e as alegadas [formato: 17 x 3 x 24, 583 páginas]. Quanto a Maria de Madalena acaracterísticas “d” do luto – duro, Pode ler-se na dedicatória manuscrita: mesma investigação o que nos oferece édemorado, difícil – são, pela Maria José, “Às mulheres da Fraternitas”, Antonieta alguém do círculo íntimo de Jesus detransmutadas em “p”, de puro, e Artur em 7.02.2012. Nazaré, senhora de bens e casada nãoprofundo e perfeito. No Prólogo: “Este é sem dúvida um se sabe com quem, que a primitiva Mesmo assim, quando se sente que livro sui generis. Pode não obedecer aos tradição cristã aponta como alguém ase disse muito, ainda muito fica por dizer cânones da bibliografia. Mas responde, quem primeiro foi revelada ae então surge a necessidade de o escrever ou tenta responder, aos ditames da cir- Ressurreição. Tal qual sucedeu a tantasnuma longa carta de AMOR, sim, amor cunstância e da consciência. Em pri- outras mulheres a quem o itinerantereconhecido a posteriori, sobretudo meiro lugar aos ditames da circunstância, profeta galileu dispensou humanapelos seus efeitos, na ausência da pessoa pois vivemos tempos de crise. Crise não atenção, carinho e até ternura, foi curadaamada. É também um ritual necessário, tento de valores que, bem ao contrário de grandes males, pelo que Lhe ficouquase sagrado, onde perpassam citações do que às vezes aí se diz, continuam eternamente grata, acompanhando-O ede pessoas que considera Mestres, (…) existindo. (…) A crise residirá, então, socorrendo-O ( e aos discípulos) comE “do outro lado” também existem mais na linguagem, mais na maneira e os seus bens. Nada mais.comunicações, que a Maria José descreve nos processos de comunicação e da Foi o Papa Gregório Magno que,muito bem sob o tema “Saudades vivência, que nos valores em si. (…) sem numa homilia do dia 21 de setembrolegendadas”, (…) No final retorna à nunca perder de vista o objectivo que de 591, na Basílica de S. Clemente, emVIDA, não à vidinha (O’Neil), citando foi cientificamente fundamentar Roma, confundiu com a “pecadoraLago: “Fiz um acordo de coexistência cientificamente a minha convicção a arrependida” do evangelista Lucas (7,pacífica com o tempo – nem ele me respeito das relações entre Jesus de 36-50). A partir de então terminou apersegue, nem eu fujo dele – um dia a Nazaré e Maria Madalena, aproveitei História e principiou a Lenda. Agoragente encontra-se.” Atinge uma para alargar horizontes nalguns Excursos tenta-se criar o Mito.» página oficial na Internet: www.fraternitas.pt * e-mail: direccao@fraternitas.pt * blogue: http://fraternitasmovimento.blogspo
  5. 5. l espiral 5 Onde repousa o teu coração P. Alfredo J . Gonçalves - Assessor das Pastorais Sociais . - Adital J. Gonçalves das Past astorais Sociais. Adital Um volúvel do que os sentimentos e proprietário. Como repousar diante No sucesso do presente? Na beleza comportamentos de uma arquibancada dessa montanha de riquezas, tão oculta, fugaz e efêmera? Na moda que se acende compacta. A multidão da platéia guardada e silenciosa quanto aparente- e apaga como a noite e o dia? Mas tudo “aplaude e pede bis”, como diz a mente barulhenta e cobiçada? isso não passam de fumaça passageira e canção; mas também, com o mesmo As turbulências do mercado enganosa. Sucessos e fracassos ímpeto, distribui palavrões e condena ao globalizado, o sobe-e-desce das bolsas costumam se comportar como ondas ostracismo. Vitórias e derrotas sucedem- de valores, a cotação do dólar, os preços alternadas: ora se levantam e se se, frias e quentes, como as estações do dos produtos e a possibilidade de lucros agigantam, ora se curvam e tombam, ano. A embriaguez da fama, a exemplo sempre maiores... Tudo isso faz trepidar rebentando irremediavelmente sobre o de qualquer tipo de embriaguez, se o colchão sobre o qual teu corpo chão. Ao mesmo tempo, alegram e logo dissolve numa noite de sono. Podem ser esgotado busca repouso. São extrema- entristecem. Confiar em sucesso é como aplicadas aqui as palavras do salmista, mente tênues e débeis os fios que caminhar sobre corda bamba. A embora se refiram a toda a vida humana: costuram a rede da economia capitalista. qualquer escorregão, tudo vem abaixo. “Eles passam como o sono da manhã, Com a velocidade de um toque na tecla Verdadeiro show pirotécnico: sobe com são iguais à erva verde dos campos: de do computador, tudo pode se alterar. profusão de cores, desenhos e brilho; manhã ela floresce vicejante, mas à tarde Fortunas de muitos zeros podem subir mas, com a mesma rapidez se apaga e é cortada e logo seca” (Sl 89, 5-6). e declinar com a mesma rapidez. Não é desce, convertendo tudo na mais densa Coração que descansa sobre o sucesso, tão raro que milionários e bilionários escuridão. Quem vive do sucesso, oscila rumina e amarga o presságio do tenham de assistir, de um dia para a noite, entre a euforia e a tristeza, sem conhecer esquecimento. à evaporação de seus ganhos. Bem diz o repouso do meio termo. Fogos de Shakespeare em uma de suas peças: “tens artifício: após a luz intensa e fugaz, resta Dois preocupações em demasia com este um punhado de cinzas que o vento varre. Onde repousa teu coração? Sobre o mundo; perdem-no aqueles que o Pó que desaparece ao menor sopro de dinheiro, a renda e a riqueza; sobre as compram à custa do excesso de uma brisa vespertina. O sucesso no contas bancárias e as propriedades cuidados” (O Mercador de Veneza, Ato presente não passa de uma fortaleza bem adquiridas; sobre o brilho das jóias e os I, Cena 1). frágil, sempre ameaçada pelos bens de luxo; sobre a posse de roupas, imprevistos do futuro, ou pelas sombras carros e equipamentos de última Três do passado. geração? Também aqui os fantasmas do Onde repousa teu coração? Na “Vaidade das vaidades, tudo é medo rondam as portas e janelas das compulsão do consumo, no vaidade”, diz a sabedoria do Eclesiastes. mansões e dos palácios, por mais acompanhamento dos últimos objetos O sucesso ou o glamour, com seus herméticas e intransponíveis que elas da moda, na procura de objetos que revestimentos e cosméticos aparentes, sejam. Os mais sofisticados sistemas de preencham a sede e a fome que assalta a multiplica palcos, cenários, platéias; nutre- segurança não conseguem eliminar o todo o ser humano? Mas todo esse se de câmeras e ação, holofotes e espectro da incerteza e da insegurança. esforço de busca não faz senão aumentar microfones; envolve personalidades e Nenhum travesseiro traz tanta insônia a própria sede e a fome. Neste caso, a celebridades com uma aura quanto o capital acumulado. Todo o que matemática parece nos trair: quanto mais aparentemente imortal. Porém, o público se acumula sofre de duas enfermidades artefatos, bijuterias e bagatelas que ergue estátuas e as cultua é o mesmo crônicas: apodrece e atrai os abutres. São acumulamos, mais se aprofunda o vazio que, cedo ou tarde, irá reduzi-las a ruínas os tesouros que a traça corrói e os da própria existência. Cada vez mais as e escombros. Aplausos e vaias se ladrões podem carregar, como bem vitrines dos grandes centros comerciais mesclam, se confundem e se sobrepõem mostra a sabedoria de Jesus no – shopping centers – nos atraem e nos com uma alternância espantosa. O Evangelho. E continua: onde está teu fascinam. Luzes, cores, variedades e exemplo do futebol bastaria para nos tesouro, aí está teu coração. Irrequieto e disposição seduzem o consumidor abrir os olhos. Heróis de belos dribles sobressaltado em proporção àquilo que inveterado. Mas a aquisição dos objetos estonteantes e de alguns gols, facilmente tem que defender. Riquezas exigem nos frustra. A posse desfaz a magia. se convertem em vilões de inevitáveis armazéns; estes necessitam de guardas; Somente desejamos o que ainda está tropeções. Nada é mais efêmero e e os guardas for mam o olhar do longe de nossas mãos. Assim que asot.com * e-mail: secretariado@fraternitas.pt * página oficial na Internet: www.fraternitas.pt * e-mail: tesouraria@fraternitas.pt
  6. 6. 6 espiralcoisas se tornam nossas, como que e consumir, numa velocidade tal que históricas ou da “nova companheirada”.perdem o valor que tanto nos atraía. O caímos no vórtice voraz de uma A noção de democracia se desgasta comresultado é encher gavetas e mais gavetas devastação planetária. práticas que pouco ou nada respeitamde produtos que, com rapidez as exigências de uma efetiva decisãoextraordinária, se convertem em lixo. Quatro democrática, participativa. Daí que naLixo antes mesmo de desfazer a Onde repousa teu coração? Sobre área dos países ocidentais,embalagem, antes de chegar em casa! títulos, prestígio, nome e renome; sobre frequentemente o conceito deTudo mexe com nossos desejos e tudo a proliferação de mestrados e democracia nada mais é do que oé igualmente descartável. Pulamos doutorados, simbolizados no “canudo”; arcabouço legal do sistema defacilmente de um desejo a outro e, em sobre o afã de galgar os degraus da exploração capitalista de filosofia liberal/consequência, nos empanturramos de sociedade assimétrica ou da hierarquia neoliberal. O jogo de fachada dobens supérfluos. O mais grave é que o institucional; sobre o posto conquistado exercício democrático – eleições,desejo tem uma dinâmica crescente. De no mercado de trabalho, a cadeira cativa candidatos, urnas, votos, etc. – só fazum objeto a outro, aumenta no campo legislativo ou o poder de reproduzir os privilégios históricos esimultaneamente o grau de fascínio e de influência no labirinto do executivo e do estruturais dos moradores da casarejeição. Nenhum coração pode judiciário? Mas, tal como no caso do Grande. A democracia ocidental surfarepousar sobre o verniz falso das sucesso e insucesso, aqui também a nas ondas superficiais da política, ou damercadorias que, com um misto de gangorra não perdoa. O prestígio e a politicagem, sem mergulhar seriamentesedução e indiferença se adquirem, se influência são tão voláteis quanto a nas correntes subterrâneas da economia.banalizam e se descartam. fumaça ou as promessas de palanque. Resulta desse processo uma Pior ainda: raramente se livram do vírus Cincoinsatisfação progressiva. Compramos da corrupção, do nepotismo, do abuso Onde repousa teu coração? Napara aliviar o desejo, mas este só faz e do tráfico da força e de tantas outras astúcia e na malicia que se delicia emcrescer diante das coisas adquiridas. bactérias que proliferam nos corredores orquestrar a vingança? NoVoltamos à loja com sede redobrada muitas vezes infectos da política. Que entrelaçamento de sentimentos deatrás das últimas novidades. Nova coração pode repousar em meio às rancor e ódio, cujo objetivo é urdir redescompra e nova insatisfação. E assim o intrigas, disputas e ruídos das salas e de intrigas e difamações? No terreno dacírculo vicioso vai se ampliando em salões das Câmeras e do Senado? No inveja e do ciúme, que só faz crescer aespiral. Ficamos presos na ratoeira do jogo de “posição e oposição”, vitórias cizânia no meio do trigo? Tramas dessaconsumo, pois sempre um produto ainda e derrotas estão sempre á espreita. As natureza costumam deixar o coração eminusitado e, portanto, mais fortemente batalhas se sucedem, os animas se efervescência e inquietude constante.cobiçado. O marketing e a propaganda, exaltam, multiplicam-se os discursos Não há descanso possível! Bem sabemoscom seus agentes de publicidade, se prolixos... que cada mentira necessita de uma sérieencarregam de manter girando essa roda E que resulta de todo este gasto de de outras para manter-se de pé. Odo mercado. Criam necessidades energia? Esquerda e direita de mecanismo desencadeado pelosempre novas e, não raro, absolutamente embaralham e se confundem de tal ressentimento cria uma teia de aranha tãodispensáveis. É o que se poderia chamar forma, que as fronteiras se quedam inextrincável e labiríntica que facilmentede globalização intensiva, que tem a completamente borradas. A ética do bem caímos nas próprias armadilhas. “Ofunção de manter vivo e ampliar o desejo comum dá lugar ao jogo de interesses, feitiço se volta contra o feiticeiro”, insistedos que já estão incorporados ao ao balcão de negócios ou à simples com razão o ditado popular. Quandomercado mundial. Paralelo a esse compra e venda de opiniões. Os entra em jogo não a luz e a verdade,esforço, caminha aglobalização extensiva, partidos não passam de escadas para mas a esperteza e a enganação, é precisoque, ao contrário, procura incorporar subir da planície ao planalto, do primeiro arquitetar mil maneiras para superar asnovos consumidores e novos territórios ao segundo andar. Escadas que se “maracutaias” do adversário. Sim, asao mercado global. Consolida-se dessa trocam e se abandonam como quem relações tornam-se ciladas de um inimigoforma o crescimento compulsivo da troca de roupa ou calçado. Canais, contra o outro. O conflito se instala eeconomia capitalista, em detrimento do instrumentos e mecanismos de poder impõe uma atenção redobrada.meio ambiente e da qualidade de vida são manipulados de forma Inaugura-se uma espiral de violênciaem todas as suas formas, como nos inescrupulosa, não de acordo com as crescente que só faz acirrar os ânimos.alertam os cientistas, os movimentos necessidades básicas da população, e sim Coração que se lança nesse jogo desociais e, em especial os ambientalistas. conforme as vantagens e desvantagens xadrez perde completamente o sossego.A ordem é produzir, vender/comprar das classes dominantes, das elites Vive aos sobressaltos: qualquer ruído,
  7. 7. l espiral 7 programaqualquer notícia, qualquer sombra toma personagens shakesperianos, três sécu-as dimensões de um fantasma los antes da criação da psicanálise, exi- ENCONTROameaçador. bem nua e cruamente aquilo que o ego NACIONAL Nem precisaria acrescentar que o e o superego proíbem ao id de revelar. Fátima - Seminário do Verborancor e o ódio, a discórdia e a vingança, Se é verdade que Freud sistematiza em Divino (Rotunda Norte)a atitude de revanche e desamor termos de conceitos as “ervas daninhas”comprometem seriamente a saúde física, que se abrigam no inconsciente, o Dia 27 de abril (6.ª-feira)mental e psíquica. O mesmo ocorre com dramaturgo inglês as põe em cena e as 20h00 – Jantaro sentimento de culpa, fonte de não escancara na frente do público. Aliás, seu 21h15 – Informações. Serãopoucos distúrbios pessoais e relacionais. sucesso reside no fato de a platéia 22h00 – DescansoQuando a culpa e a mágoa se convertem identificar-se tão prontamente com osnuma espécie de sensação doentia, sentimentos contraditórios trazidos ao Dia 28 de abril (sábado)podemos imaginar reações inesperadas, centro do palco. Não descansa o coração 8h30 – Pequeno-almoçoque, em freqüentes e rápidas oscilações, de personagens como Iago, os 9h00 – Laudesvão facilmente da euforia à depressão. demônios de Dostoievski ou o Fausto 10h15 – EncontroBoa parte das pessoas cultiva a mágoas de Goethe. Vivem acorrentados à 13h00 – Almoçoe a culpas como verdadeiros bichinhos ratoeira que eles mesmos armaram. 15h15 – Encontrode estimação. Assim, em meio a um clima 19h30 – Vésperasde alegria e festa, costumam surpreender Seis 20h00 – Jantarseus acompanhantes, como um pássaro E então, onde repousa teu coração? 21h15 – Tertúliaerrante que precisa encontrar um galho Inevitável a referência a santo Agostinho:onde efetuar um pouso de emergência, o coração humano debate-se irrequieto Dia 29 de abril (domingo)para sustentar o peso de seu fardo, até que não descanse na Casa de Deus, 8h30 – Pequeno-almoçomuitas vezes falso e imaginário. Também de onde proveio. Também é inevitável 9h00 – Laudesneste caso, o coração permanece escravo acompanhar as palavras, passos e prática 9h45– ASSEMBLEIA GERALde uma mente mórbida, que não se de Jesus. Nu, pobre, livre e alegre, 12h00 – Eucaristiacansa de encontrar motivos para o caminha com leveza incrível em direção 13h00 – Almoçopessimismo mais devastador. Em ao Reino de Deus. Experimentada asemelhante atmosfera, proliferam as intimidade com o pai (Abba), em noitespalavras envenenadas, o silêncio ou e noites de silêncio e escuta, relativiza Inscrições - Urtélia Silva:mutismo constrangedor, as brigas cegas, bens, títulos, prestígio, poder, riqueza, secretariado@fraternitas.pt | 914 754 706mudas e surdas pelo poder, o prestígio, fama, sucesso, apropria vida... Porque Tesouraria - Fernando Nevesa influência. conhece o tesouro escondido, a pérola tesouraria@fraternitas.pt | 968 946 913 Numerosos personagens da literatura mais preciosa, a semente que cresceconstituem personificações exemplares oculta na terra, como deixa transparecer ASSEMBLEIA GERALda farsa e da astúcia, cuja função é minar em suas parábolas. A própria impotência A realizar no dia 29 de abril de 2012o caminho dos demais. Nesse campo, e abandono, no alto da cruz, revela um (domingo), pelas 9h45, no Semináriodestaca-se de forma notória o gênio de novo poder, o poder infinito do amor, do Verbo Divino, em Fátima, com aShakespeare em criar figuras vivas e ativas que é capaz de destruir a dialética seguinte ordem de trabalhos:que se esmeram em costurar intrigas com perversa em que a violência gera mais 1. Apreciação e votação da ata an-consequências quase sempre trágicas. As violência. O perdão como resposta de terior.mais evidentes são, sem dúvida, Falstaff, Deus à agressão humana desfaz a 2. Informações.Iago, Edmundo, Lady Macbeth. São dinâmica espiral da própria 3. Apresentação, apreciação e vota-seres de inteligência e imaginação agressividade. Ou seja, a vingança de ção do relatórios de atividades de abrilextremamente aguçadas e perversas. Deus se chama amor e perdão, 2011a abril 2012 e das contas do anoTrazem ao palco os instintos, impulsos, misericórdia e compaixão. Vale também de 2011. Leitura do Parecer do Con-paixões e interesses que cada um de nós o exemplo de Saulo, o “judeu selho Fiscal.procura esconder no canto mais irrepreensível”, perseguidor dos cristãos, 4. Apresentação, apreciação e vota-escondido do coração. Desnudam as o qual considera toda sua formação ção do plano de atividades referentecontradições e incongruências mais como lixo diante do encontro com a de abril de 2012 a abril de 2013, e doocultas nas entranhas do ser humano. Boa Nova de Jesus cristo, convertendo- orçamento para 2012.Para utilizar a linguagem de Freud, esses se no apóstolo Paulo. 5. Outros assuntos.
  8. 8. A minha religião | P.Ta Malmequeres, 4 - 3.º Esq | 2745-816 QUELU Z | E-mail: fernfelix@gmail.com Sinto tão agudamente a crise da nossa Igreja, que me parece urgente que cada um dê testemunho do que julga essencial. – Tens alguma religião? Lourenço quando escreveu que “O problema não é sobre a – Sim, sou cristão católico. existência de Deus (...) O problema é saber se nós existimos – Mas tenho-te ouvido muitas críticas. para Deus”… – É certo, sou católico crítico. – Isso são crises de gente agnóstica. – Logo para ti, o cristianismo católico é a única – Enganas-te. Quando Bento XVI visitou Auschvitz, emreligião verdadeira. 28 maio de 2006, exclamou: “Onde estava Deus nesses dias? – Verdadeiras são todas as religiões que procuram o bem Porque esteve Ele silencioso? Como pôde permitir estados humanos. matança sem fim?...” Boletim de Fraternitas Movimento | Trimestral | – Ou seja, todas as religiões se equivalem. – Praticas a religião cristã? Parece que a tua presença QUELU – Isso eu não digo. Penso que não são todas iguais. nas igrejas não vai além do estritamente essencial.Conheço algumas que claramente não me parecem tão – É verdade. O comodismo tem dificultado a participaçãovaliosas como a cristã católica. em algo diferente de comunidades mudas. Porém, carregando – E as outras religiões cristãs não católicas? muito pecado e omissão, procuro honrar o preceito de amar – Nesse ponto não estou tão seguro. Sou cristão porque os outros como a mim mesmo. É esse o mandamento. SóJesus de Nazaré disse (diz) e fez (faz) coisas admiráveis. Sou por aí se demonstra que esperamos (amamos) a Deus. Logocatólico principalmente porque foi essa a fé dos meus pais. pratico a religião cristã. – Se és cristão, embora crítico, quer dizer que – Isso fazem muitos por aí, procuram fazer o melhoracreditas em Deus. possível. – Sim, acredito. Deus parece-me uma bonita ideia para – Seguem os caminhos de Jesus de Nazaré sem disso sedesignar todo o mistério, interrogações e aspirações que nos aperceberem. Católicos não serão. Para isso é preciso aceitarenvolvem. que há uma Igreja, que é o povo de Deus, e que devemos – Para ti, Deus existe com certeza? estar dentro dela, ainda que muitas vezes sob a forma de – Certeza não é a palavra justa para designar o meu estar crítica e contestação dos poderes.perante Deus. Certeza diz-se de outros saberes: que o calor – A igreja persegue os seus críticos.dilata os corpos, ou que estou aqui a dialogar contigo, ou que – Eu diria com mais propriedade que os poderesantes de mim houve gerações de homens com experiências eclesiásticos perseguem os seus críticos. Esses poderes e asemelhantes às minhas. Relativamente a Deus certeza não é a pompa correspondente (ainda hoje cultivada) fizeram da P.Tapalavra adequada. Deus só pode transcender em absoluto história da Igreja romana, no mínimo, uma procissão dequalquer categoria da nossa linguagem. Bonheufer dizia que ambiguidades. É preciso argumentar com os poderes e, seum Deus que existe não existe. eles não querem ouvir, ir em frente no que nos parece serem Redacção: Fernando Félix – Estás a contradizer-te. Há pouco disseste que os caminhos de Jesus, que quase sempre não fez o que osacreditavas. sacerdotes queriam que ele fizesse. – Acreditar não é o mesmo que ter a certeza. Para com – Parece que também há autores que põem em dúvidaDeus procuro alimentar a atitude que o Novo Testamento a existência histórica de Jesus.diz para termos. Paulo de Tarso escreveu que a nossa fé – Por aí não vou. Se nos pomos a especular sobre issodeve ser como a de Abraão. E acrescenta que Abraão acreditou parece que também devemos duvidar da existência decontra toda a esperança. Eu também acredito contra todas Alexandre Magno, sobre o qual os documentos históricosas dúvidas que fazem tantas vezes oscilar a minha sensibilidade. coevos ainda são mais escassos. – Porque oscila a tua sensibilidade? – Talvez a razão maior seja o problema do mal, o – Não referiste teres sido ordenado padre.sofrimento dos inocentes. A isso penso que se referia Eduardo – Evitei mencioná-lo porque não é uma situação simples e posso ser mal entendido. Mas vou tentar. Os vínculos jurídicos, aliás já desfeitos, não me dizem nada e não tenho espiral Há um espaço na blogosfera para a partilha e qualquer interesse em reatá-los. Jamais voltarei a ser clérigo. reflexão da Fraternitas: No entanto considero-me padre para sempre. No quadro http://fraternitasmovimento.blogspot.com de uma relação pessoal com Jesus de Nazaré, quero assumir Visite. Deixe comentário. Mande mensagens para isso como um peculiar e nunca revogável apelo a um estilo de viver que até à morte dê testemunho do Evangelho. fraternitasmovimento@gmail.com Ta Abílio Tavares Cardoso

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