espiral     da                                                         ANO xIV                                            ...
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l         espiral                                                                                    A Igreja             ...
A Fé conforonta-se com bloqueios                                        D. Manuel Clemente, bispo do Port o               ...
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  1. 1. espiral da ANO xIV fraternitas moviment - ternit vimento boletim da associação fraternitas movimento N.º 50 - J ANEIRO/mARÇO de N.º JANEIR ANEIRO/mARÇO 2013 papa fr ancisco um irmão no vaticano fERNANDO fÉLIX Ás 19h22 em Lisboa, Na varanda central da Basílica Mario Bergoglio foi eleito cardeal (em 2001), alguns ar-de S. Pedro, no Vaticano, surgiu sorridente o recém- gentinos queriam viajar para Roma para celebrar a dig-eleito Papa Francisco para saudar cerca de 150 mil nidade. Mas ele convenceu-os a dar aos pobres o di-pessoas que lotaram a Praça. nheiro que gastariam na viagem. Este episódio ajuda a As primeiras palavras foram carinhosas: «Irmãos e entender a escolha do nome Francisco, o nome do san-irmãs, boa-noite!» E fez um momento de pausa. De- to italiano conhecido pela dedicação aos pobres, pelapois, continuando a sorrir, prossegiu: «Sabeis que o humildade e simplicidade, com radicalidade. Como je-dever do Conclave era dar um bispo a Roma. Parece suíta, é natural que também tome como referência Sãoque os meus irmãos cardeais foram buscá-lo quase ao Francisco Xavier, um apaixonado pela ação missionáriafim do mundo… Eis-me aqui! Agradeço-vos o acolhi- da Igreja.mento.» Alguns sinais exteriores demonstram igualmente a per- Note-se o uso consciente das palavras. Disse «Bis- sonalidade do Papa Francisco: a cruz que traz ao peitopo de Roma», não disse «Papa». não é refulgente. Ele é afável e humilde, fazendo lem- Depois, teve uma atitude de reconhecimento ao brar o Papa João XXIII… Já enquanto bispo e cardeal,seu predecessor: «Antes de mais nada, quero fazer uma ele se mostrava amigo das pessoas, abdicou do paláciooração pelo nosso bispo emérito Bento XVI. Reze- episcopal e vivia junto da sua catedral num singelo apar-mos todos juntos por ele, para que o Senhor o aben- tamento. Caminhava pela rua, viajava em transportesçoe e Nossa Senhora o guarde.» públicos, ia a um bar comer sandes com os seus padres. Em seguida, falando ao coração dos presentes e aomundo inteiro - era a sua primeira mensagem à cidade O pensamento do Papa Franciscoe ao mundo - aludiu ao caminho que quer fazer com Das homilías que fez antes de ser papa, podemostoda a Igreja: «Um caminho de fraternidade, de amor, retirar a linha do seu pensamento. Acerca do aborto, dizde confiança entre nós. Rezemos sempre uns pelos ou- que nunca é solução. Devemos escutar, acompanhar etros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma compreender, e, sempre, salvar vidas.grande fraternidade.» Antes tinha explicado como fazê- Condena a exploração e o tráfico de pessoas. Cha-lo: «Iniciamos este caminho bispo e povo, este cami- ma-lhes crimes aberrantes. E não suporta que as ideolo-nho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a gias políticas e económicas causem dramas em pessoas,todas as Igrejas na caridade.» E concluiu: «Espero que famílias e nações, nem tolera silêncios cúmplices, a co-este caminho de Igreja, que hoje começamos, seja fru- meçar pela própria Igreja.tuoso para a evangelização desta cidade tão bela!» Acerca da educação, diz que esta deve suscitar a har- Por cidade, claro, entende Roma, mas também o monia, a harmonia da pessoa consigo mesma, com omundo, no sentido que usou Santo Agostinho. seu passado, presente e futuro, e harmonia construída E antes de se retirar, surpreendeu o mundo, ao pe- na aprendizagem das culturas, da identidade de cadadir «um favor». Inclinando-se, disse: «Peço-vos que ser. E explica que isso faz-se artesanalmente, com cui-rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a ora- dado, esmero, persistência.ção do povo, pedindo a bênção para o seu bispo.» E apela à alegria, ao entusiasmo na evangelização. Não basta ter uma mensagem para transmitir, é preciso As surpresas do Papa Francisco vivê-la e testemunhá-la com ânimo, para contagiar os Conta o jornal inglês The Guardian que, quando outros.
  2. 2. 2 espiral Livros de associados da Fraternitas editados em 2012 Urtélia Silva Urtélia Silv O secretariado deseja inventariar as obras dos associados e ir anunciando no Espiral. Continuo a basear-me nos dados dos livros de que o secretariado dispõe, desta vez apenas os editados em 2012, e por ordem de chegada. «NATAL – VERDADE. LEN- ménico de Niceia, no ano de 325, jurídica (“halaká”), seja na ordemDA. MITO”, A. Cunha de Oliveira terão contribuído bastante para a ex- ético/moral (“hagadá”). Assim as(2012), Edição do Instituto Açoria- pansão da Festa do Natal- a celebra- “Narrativas da Infância” dosno de Cultura / Angra do Heroísmo, ção da humanidade do Senhor Jesus evangelistas Mateus e Lucas não sãodigitação e revisão de Antonieta de Nazaré. história, no verdadeiro sentido da pa-Lopes Oliveira, [formato 24x17x3 Dos quatro Evangelhos lavra, nem podem tomar-se ao pé dacom 595 páginas]. canónicos só dois (Mateus 1,18-2,23 letra os acontecimentos que delas Dedicatória, página 15: e Lucas 1,5-2,52) principiam, à ma- constam. Aliás, as divergências en- «À Antonieta, ao Nuno e à tre os dois evangelistas sãoSusana, que despertaram em mais que muitas a respeito domim a magia do Natal. mesmo, convergindo em mui- À Catarina, ao Vasco, ao to pouco.Artur, ao Pedro e ao Diogo, Assim, por exemplo, as in-para que a compreendam. terpretações que se tem dado Na contracapa: à perícopa de Mt.1,18-25, pre- Embora não pareça, o que tendendo salvaguardar à vivahumanamente caracteriza o força a virgindade de Maria, aNatal- esta inefável aspiração Bem-aventurada Mãe do Se-ao renascimento- é anterior e nhor Jesus, não resistem a umaindependente do nascimento análise filológica cuidada dodo Senhor Jesus de Nazaré. texto e do seu género literário,Não foi, pois, o Cristianismo nem às razões da Razão e daque criou a Festa do Natal, Autonomia das Realidades Ter-mas ao contrário: em Roma, a restres. Ademais, a ideia da vir-celebração pagã do “Natalis gindade de Maria não apareceSolis Invicti” a 25 de Dezem- nos escritos dos Padres da Igre-bro de cada ano (quando o Sol ja antes de Sº. Efrem (306-principiava de novo a estar 373). Como se vê, só a partirmais tempo acima do horizon- do século IV, já bastante longete) é que deu origem ao ciclo (portanto) da tradição apostó-festivo do Natal cristão. Tan- lica oral ou escrita. E quanto ato assim que, só à volta do ano documentos do magistério330 da nossa Era, e nunca an- eclesiástico, a expressão “vir-tes, principiou a celebrar-se o gem antes, no e depois do par-nascimento do Senhor Jesus. to” só aparece a 7 de agosto A quase interminável de 1555 na Constituição Apos-quantidade e variedade de contro- neira de prólogo, com “Narrativas da tólica “Cum quorumdum”, do Papavérsias e opiniões que, nos primei- Infância”, que não são género literá- Paulo IV (1553-1559).ros séculos do Cristianismo, o atra- rio história, isto é, narrativas histó-vessaram a respeito das naturezas hu- ricas em que a expressão literária Pedido de aquisição: IAC-mana e divina de Jesus de Nazaré e, corresponda ao objecto ou facto des- www.iac-azores.org / iac@iac-oficial e magisterialmente, só termi- crito, mas “midrash”- género literá- azores.org / Alto das Covas, nº67 /naram com a definição do dogma da rio judaico com que se procura o sen- 9700 Angra do Heroísmo AÇORES;divindade de Jesus no Concílio Ecu- tido de textos bíblicos seja na ordem telefone: 295215825
  3. 3. l espiral 3 À queima-roupa, lançou-me o de- “ LICEU NACIONAL DE CHA-VES – 1903-2003”, Alípio MartinsAfonso (Setembro 2012), Edição do safio: - Alípio, tens de fazer a História Correioautor – 3ª- revista e aumentada,apoios da Câmara Municipal de Cha- do Liceu. Como quem não quer comprome- ter-se, respondi-lhe, evasivamente: dos sóciosves e da Junta de Freguesia de SantaMaria Maior, [formato 24x17x3,2 - Vou tentar. Várias mensagens foram envia-com 511 páginas]. Tentei e cumpri. das para o Secretariado, através Dedicatória, página 5: Aqui chegado senti-me inteira- do endereço de correio eletrónico A minha mulher, Maria Zélia mente desobrigado do compromis- secretariado@fraternitas.pt.Martins Afonso, em compensação so assumido com o saudoso e queri- anscrev ex cert Tr anscre v em-se e x cer t os.das muitas horas que este trabalho do amigo José Augusto, até ser de- Urtélia Silva Urtélia Silvroubou ao comum convívio e lazer safiado por um novo sonho atravésfamiliares e como preito de gratidão da Comissão Promotora das Come- EM JANEIROpela sua análise crítica. morações Centenárias do Liceu. No dia 9 – Bráulio: «Após mais Na contracapa: Voltei a tentar e a cumprir. de um mês de silêncio, estou hoje a Tinha-me despedido, recente- O presente volume ultrapassa, tentar retomar o meu ritmo. No diamente, do ensino. Assinara a carta assim, o sonho primitivo, posto que 3 de dezembro fui operado, no Hos-de alforria e aguardava, a todo o nele se fundamente. É um trabalho pital de Santa Maria, no Porto, a ummomento, o despacho para a melhor a três mãos. Oxalá agrade a todos os nódulo, felizmente benigno, na glân-e última profissão – «Dias e dias à que confiaram e venha a merecer a dula parótida. Foi uma operação que,boa vida». simpatia dos seus leitores. pela sua especificidade, demorou 6 horas. Mais uma vez Deus e a Sua Mãe estiveram ao meu lado. Neste momento sinto que estou a recupe- rar esperando não ficar com seque- las. Desejo-vos um Bom Ano 2013 sobretudo com saúde. Agradeço as vossas orações.» No dia 17 – Armando + Pamela: «Oremos! Nós por todos e todos por nós. Não estou palpavelmente me- lhor depois dos dois episódios de urgência. Estou esfalfado e titubeio ainda mais. A primeira consulta pós- operação nada juntou à recuperação porque o cirurgião faltou. O substi- tuto não respondeu às mais impor- tantes das minhas questões e dizen- do "tenho outro paciente" levantou- se e deixou-me só, com o meu cace- E punha-se-me a pergunta: Pedido de aquisição: Livraria te no gabinete, saindo e dizendo: - Agora, enquanto não sou alista- Antígona - Rua de Santa Maria, 28 / marque consulta com a enfermeirado na Companhia do Além, que vou 5400-376 CHAVES – que demorei a encontrar. Fica parafazer? Tf: 276326239; Tm.: 961922577 4 de Abril! Orações, precisam-se! Como amigo, o José Augusto (…)»Fillol, pensou lá para consigo: Se puderem, - Vou meter o Alípio em traba- levem os vossos livros No dia 18 – D. Manuel da Silvalhos, antes que se deixe cair no torpor e outras obras Martins, bispo: «Gostei sempre muitomaligno do “come e dorme”. E me- para os Encontros Nacionais! do Espiral. Apreciei muito este Es-teu. piral. Felicito o diretor e colabora-
  4. 4. 4 espiralCorreio dos sócios (continuação)............dores. Tenho pena que não se asso- também co-coordenador do respec- mieloma) junta-se uma amiloidoseciem a vós tantos padres dispensa- tivo site www.padrescasados.org): primária. Para manutenção da situa-dos. Oxalá tal venha a acontecer. «Prezados Bispos, Padres da ativa, ção (que é irreversível), já começa-Estou convosco e, neste princípio do Padres casados do Brasil, América ram a mentalização para aano, peço para vós as mais genero- Latina e outros continentes, Irmãs, hemodiálise, numa 1ª fase. O restosas bênçãos de Deus.» Leigos engajados, envio-lhes a nova seja o que Ele quiser e a vida deixar edição do jornal Rumos, do MFPC e nós nos atrevermos a contrariar. No dia 29 – Fernando Neves: do Brasil, n° 229. Esta é a edição Sem grandes alarmes para os irmãos«Tive ontem consulta de nefro e há eletrônica, que será repassada a mais Fraternitas.»um agravamentozito da situa- de quatro mil (4.000) leitores, via e-ção.(…) Decidiu que eu precisava mail. (…) No dia 23 – Agostinha Mendesde ser internado para exames, a ver Ouso convidar que assine o jor- (Tita) – Enviou mensagem a divul-se se consegue estabilizar os rins, nal impresso quem de vocês ainda gar o livro de Alípio Afonso (queque têm vindo a piorar, e que se não não o fez. O procedimento consta apresentamos na página 3 deste bo-se fizer nada depressa chega a na pág. 2, em "EXPEDIENTE". letim).hemodiálise. (…) Admirou-se de os Boa leitura. Explicito que a linha doHUC ainda não terem feito este con- jornal é a profética, de anunciar e No dia 28 – Ramos Mendes: «Étrole. Serei internado amanhã, para denunciar. Solicito suas apreciações este o dia em que o Papa Bento XVIo efeito, na nefro. Sem alarmes!» (Ver e avaliações, através de meu e-mail deixa o ministério petrino. Uma lon-também dia 23 de fevereiro) : gilgon@terra.com.br (…). Agrade- ga reflexão o assunto me proporcio- ço e transmito cordial e fraterno na. Mas não é o momento de o fa- EM FEVEREIRO abraço. (…)» zer. (…) Mas o que agora me leva a No dia 9 – António e Zélia escrever é para, por intermédio doMourinho: «PARABÉNS A TO- No dia 19 – Fernando Félix: nosso secretariado, enviar um abra-DOS OS ANIVERSARIANTES «Neste momento, a Maria José está ço fraterno ao nosso João Simão porDESTE ANO DE 2013.Que Deus a fazer traduções. Tem três livros em este seu aniversário natalício. Que-os ajude a repetir muitos anos com cima da secretária. E neste sentido, ria enviar-lho directamente a ele, maspaz, saúde e Bênção de Deus.» se conheceres alguém que precise de não encontro o contacto (…) é apa- tradutor(a), de espanhol ou italiano, nágio dos músicos. Que Deus con- No dia 14 – Joaquim Soares: de preferência, estamos disponíveis.» ceda ao João Simão ainda muitos«Como devem saber, faleceu o pá- anos de vida e força para escreverroco de Penafiel, Monsenhor Gabri- No dia 19 -António Limas/ como tem feito, com clareza, cora-el. Foi professor e prefeito no Semi- Buenos Aires [A propósito de um gem e firmeza.»nário Maior do Porto. O Dr. Emílio, PowePoint em espanhol, para quemo Dr. Quintas e eu fomos seus alu- admira Bento XVI]: «Me gustó No dia 28 – João Simão: «Venhonos. No funeral fizemo-nos represen- mucho!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Muchas gracias. agradecer os parabéns pelo meu ani-tar pelo Dr. Emílio. Pareceu-nos bem Abrazos para todos.» versário. Fico sempre sensibilizadoque o livro de condolências fosse as- por me terem "visitado" assim nosinado, assinalando a nossa condi- No dia 22 – Manuel Paiva: «Sur- meu buraco aqui em Azurva. Ao Joséção de padres casados. Fizemos sa- giu-me um enfisema pulmonar, que Ramos Mendes quero dizer que te-ber que a nossa associação estava re- é irreversível e que me obriga a estar nho muitas saudades de te ver e depresentada pelo Dr. Emílio.» resguardado, em casa, e com medi- falar contigo. Os tempos que passá- camentos.» mos juntos não esquecem.» No dia 15 – Gilberto /Porto Belo– SC (Coordenador do Conselho No dia 23 – Fernando Neves: Enviem o correio para:Editorial do Jornal RUMOS, publi- «(…) O meu problema tem-se agra- Urtélia Silvacação bimestral da Associação Ru- vado. A biópsia renal deu uma asso- R. Carlos Alberto Pinto de Abreu,mos/ Movimento das Famílias dos ciação um pouco explosiva: ao 33 - 2º Esq.Padres Casados do Brasil/MFPC, MGUS (gamopatia monoclonal ou 3040 - 245 COIMBRA página oficial na Internet: www.fraternitas.pt * e-mail: direccao@fraternitas.pt * blogue: http://fraternitasmovimento.blogsp
  5. 5. l espiral 5 Em memória do Eng.º António Manuel Marques de Sousa No dia 3 de Janeiro passado tive- Vasc asco Fern Isabel e Vasc o Fer n andes encontros que fomos realizando no mos a notícia da partida para a Casa Porto do Pai do nosso amigo António Ma- Depois em Fátima num Encon- nuel Marques de Sousa. tro-Retiro em Abril-Maio de 1998, Foi sempre uma pessoa de gran- Encontro em que participaram tam- de serenidade, preocupado com to- bém, a sua presença e partilha de vida dos e com cada um, ladeado pela “ tornou-se de uma grande riqueza sua Manuela” que sempre o acom- para nós todos. panhou com grande ternura. Nós, o Vasco e eu tivemos a gra- Conheci-o ainda como Padre no ça de os visitar algumas vezes e sem- exercício da Ordem e, como assis- pre nos enterneceram com a sua ati- tente do Movimento de casais de Nª tude de preocupação e interesse em Senhora (equipes de que os meus saberem notícias de todos os que pais faziam parte) de que ele foi as- conheciam. sistente, e que eu admirei pela sua Partilhamos a alegria dos primei- presença de grande tranquilidade e ros netos gémeos que tinham nasci- saber. Depois estive ausente de Por- do e se encontravam no estrangeiro, tugal e nunca mais soube nada dele. a alegria de terem voltado para Por- Quando surgiram os Retiros de tugal e de os poderem “gozar” como Padres casados a convite do P. Fili- Avós. pe Figueiredo, nós - eu e o Vasco - Com os anos, surgiram as várias fomos ao 1º Retiro realizado em Fá- doenças do Eng. Marques de Sousa, tima e orientado pelo Sr. D. Serafim, algumas com bastante gravidade, e logo aí surgiu a ideia de se fazerem sobretudo no coração, as quais ulti- Encontros Regionais nas várias zo- mamente o foram levando a vários na Casa dos Jesuítas do Porto, que internamentos no Hospital de S. João, nas do País, o que se efetivou no Porto em Fevereiro de 1997, onde o nos cederam uma sala. onde o Vasco, como Voluntário, o Foi muito bom ouvir as suas pa- visitou algumas vezes, embora nes- encontrei de novo com a sua Mulher Drª Manuela Frada. lavras de partilha de vida e de incen- te último internamento não o tenha Começámos por um almoço num tivo para que surgisse um Movimen- podido ver, mas encontrava-se lá to que se veio a tornar a Fraternitas. com a Manuela, que lhe dava notíci- restaurante ali perto, em comum, O Casal esteve sempre presente e as pormenorizadas e a quem trans- para de alguma forma nos irmos co- nhecendo, e tivemos esse Encontro colaborante em todas as acções e mitia o conforto possível. Na nossa memória ficará sempre o sorriso constante para com todos, OBRIGADO a solicitude em acompanhar a vida da Fraternitas e dos seus Sócios, e Um Muito Obrigado por Tudo! A Eucaristia foi muito digna e mesmo quando deixou de poder fre- bonita. Para isso também contribuíram, sem dúvida, as presenças (e quentar Encontros e Retiros, o inte- vozes!) de associados e amigos da FRATERNITAS. Sabemos que o resse constante pelo que se ia pas- António Manuel está no Céu, unido a todos nós/vós! sando. Duma extrema paciência para Além da Sara e do David há, de facto, mais um neto, de 6 anos: o com todas as doenças que teve que Tiago Braga da Cruz Frada de Sousa. A mulher do António Manuel sofrer, deixou-nos essa marca de se- (filho), mãe da Sara, do David e do Tiago, chama-se Rita Braga da renidade e Paz que nunca poderemos Cruz. Um grande abraço fraterno e muito grato da, esquecer. Mais um “Santo” que intercede Maria Manuela, António Manuel, Rita, Sara, David e Tia go Rita, Da Tiago por nós junto do Pai, demos Graças a Deus!pot.pt * e-mail: secretariado@fraternitas.pt * página oficial na Internet: www.fraternitas.pt * e-mail: tesouraria@fraternitas.pt
  6. 6. 6 espiral Relembrando António Manuel Marques de Sousa Manuel António conflito interior que o levava a ter nevoeiro das emoções fáceis e das uma relação pouco espontânea, nada palavras vazias. Continuava a ter na O meu último encontro com este dada a euforias de socialização. Adi- contemplação uma pacificação dasirmão foi vivido na véspera do seu vinhava-se nele uma certa identida- contrariedades do intelecto e das in-funeral num grande recolhimento, de fragmentada por solicitações in- tempéries do sentimento. Continua-enquanto um grupo de amigos reza- teriores de sinal contrário, talvez va a demandar os segredos íntimosva o terço juntamente com a sua es- porque o espartilho do enquadra- da vida que não chega a dissolver-seposa, a nossa irmã Manuela Frada. mento institucional eclesiástico não e que resiste a todas as corrupções.Vivia-se aí um genuíno clima de fé e estivesse a corresponder aos seus Agora que o nosso amigo Mar-um ambiente contemplativo, que tra- mais profundos impulsos interiores ques de Sousa entrou no tempo semduziam muito bem o traço mais da fé nem às expectativas que o teri- tempo, retenho o alerta que este per-marcante que eu retive deste amigo, am levado a ordenar-se. curso da sua vida deixa a cada umdurante o tempo em que ele era pre- Passaram-se décadas, até que de nós, sempre condicionados pelafeito no Seminário Maior do Porto e voltei a encontrar este nosso irmão atual sociedade ativista e pragmáti-eu estava aí fazer os meus estudos nas reuniões nacionais do ca, em que tudo é previsto e balizado,de Teologia. Fraternitas. Percebi que nele se ti- sem deixar lugar para um verdadeiro Enquanto António Manuel Mar- nha dado uma grande transfiguração. encontro connosco e com os outros.ques de Sousa exerceu a missão de Descobri nele uma faceta que não Estar vivo, respirar em cada momen-educador no seminário, eu nunca o mostrava, quando era para mim um to, é o milagre de cada instante quetive como prefeito. Por isso, o meu superior hierárquico na comunidade nós acabamos por banalizar de talconvívio com ele foi muito escasso. educativa do Seminário. Fiquei sur- modo que acabamos por o subesti-Dele sabia que se tratava de uma preendido de o ver agora como um mar. E todavia devíamos vivê-lo comvocação que ao tempo se designava irmão afável, carinhoso e próximo, uma alegria irreprimível, que nos fa-por tardia, pois tinha vindo para o que revelava uma impressionante lasse de Deus, mesmo quando nosSeminário após ter concluído o seu espontaneidade para partilhar con- confrontamos com experiências dacurso universitário de Engenharia nosco as narrativas das costuras da sua ausência. Este ritmo iterativoCivil. Este percurso, raro naquele vida. Mas percebi também que as pontuado ao longo da nossa vidatempo, mostrava que a sua decisão mudanças determinadas pela sua vi- pode instilar em nós um silênciopelo sacerdócio ministerial tinha tido agem interior deram novos matizes contemplativo, que seja muito maisuma límpida motivação de serviço à de humanização ao traço de identi- do que não fazer ruído: aquele silên-Igreja, pois naquela altura estaria ao dade que lhe descobrira nos idos da cio que é voz da imensidade e mur-seu alcance uma mais do que previ- década de sessenta. Continuava a ser múrio da eterna presença, que osível carreira profissional de suces- alguém que procurava no silêncio António Manuel Marques de Sousaso, na sociedade civil. Foi seguramen- interior a energia que faz dissipar o estará a contemplar.te para dar resposta a inquietaçõesreligiosas profundas que ele se orde-nara presbítero, como se podia per- FLORILÉGIO FLORILÉGIOceber pelos longos tempos que pas-sava em oração na capela do semi- enviado para secretariado@fraternitas.ptnário. De facto, a imagem que dele Habita, agora, na pátria celeste, 18 de maio de 1969, com Mariame ficou era de uma pessoa com uma este sócio fundador nº 23. Percorra- Manuela Pinto Félix Carneiro deintensa vida contemplativa, que se mos primeiro a sua Ficha Individu- Frada, residentes no Porto. Tiveramrefletia na sua postura de grande re- al. Nasceu em 12 de julho de 1926, um filho. Existem 3 netos: o David ecolhimento. Talvez por causa desse na freguesia de S. Gião, concelho de a Sara, gémeos de 8 anos e o Tiagoperfil modelado por uma exigente Oliveira do Hospital, diocese da de 6 anos. Deixou a condição de “es-vida interior, não tinha uma relação Guarda. Ordenou-se presbítero, em trangeiro e peregrino sobre a terra ”pessoal muito próxima com os semi- 3 de agosto de 1958, na diocese do em 3 de janeiro do corrente ano, dianaristas. Pressentia-se nele um certo Porto. Engenheiro civil casou-se, em do Santíssimo Nome de Jesus.
  7. 7. l espiral 7 queremos lembrar o nosso passado Passag em assagem entregar- e entregar-Te inteiramenteExtraordinariamente consolado e protegido toda a nossa vida.por uma força que, na fidelidade Que a chama que trouxestee no silêncio, me penetra, à nossa escuridãoassim queria eu viver convosco estes dias aqueça e ilumine, em silêncio,e convosco entrar num Novo Ano. este nosso diaSe o que há de velho em nós e, se for possível,nos vier atormentar faz que nos encontremos de novo,e, se, nestes dias difíceis, Tua Luz pois sabemos que a Tua Luz brilhase tornar mais pesado o nosso fardo, em cada noite. Senhor,concede, Senhor, Se o silêncio for mais amploa este nosso coração receoso e mais fundo ao nosso redor, redor, Felicidade Tu preparar.a Felicidade que Tu nos vieste preparar. deixa que nos atinja o toque íntimo transbordar,E já que nos estendes, a transbordar, do mundo que invisivelmente nos cercao cálice amargo do sofrimento, Teus e que todos os Teus filhos possam, assim, temer,tu bem sabes que, sem temer, cantar- louvor. cantar-Te um hino de louvor.Te queremos dar graças Apoiados por esta força escondida Tuapara, da Tua mão bondosa e amiga, vier, esperamos confiadamente tudo o que vier, aceitar.o podermos aceitar. porque Deus está connosco no amanhecerJá que, uma vez mais, e na noite plena,a Alegria nos queres oferecer vivemos mais fundo esta certeza,aqui, neste mundo, em cada novo Dia. sol-a-brilhar,debaixo do seu sol-a-brilhar, (Dietrich Bonhöeffer) Excertos de mensagens recebidas: em vão, não corremos em vão. Janeiro 4, 2013 8:23 am (…) se estiver de acordo, quando Janeiro 5, 2013 5:02 pm «Soubemos que o Engenheiro re- for possível faça chegar esta mensa- «Os nossos sentimentos de per-gressou à casa do Pai. Era um bom gem aos nossos amigos em provação. da e de conforto para a Manuela ehomem, simples, simpático, amigo. Pedimos ao Pai que lhes faculte a luz toda a família.»Homem sério quis sempre transpa- que os ajude a manterem-se de pé. Armando e Pamelarência, verdade. Sempre apreciei o Estamos unidos, a caminho do Pai.seu sentido humano, discreto. Viveu Um abraço amigo.» Janeiro 6, 2013a simplicidade da consciência reta. Joaquim Soares «Não me foi possível ir ao fune-Cumpriu o seu dever, realizou o Rei- ral, mas fui ao velório unindo-me àno. Paz à sua alma, "no seio de Janeiro 4, 2013 11:42 am oração dos presentes e cumprimen-Abraão". À sua família a nossa soli- «Transmite os meus sentimentos tando a sua esposa, estive presentedariedade. e da Maria José. (...) e confiemos em na medida das minhas possibilidades A partida é condição da nossa mais um intercessor no Céu.» e tenho-os presentes nas minhas ora-existência e assim testemunhamos Fernando Félix ções.»Aquele que nos chamou à vida, que Maria Beatriz Silvaé vida e nos garante a vida, embora Janeiro 4, 2013 12:46 pmnos deixe sujeitos a esta desagrega- «Na "Casa do Pai" há muitas mo- «“Quando vier a multidão dosção material, para conseguirmos o radas, Cristo o disse. Ele preparou teus santos, Senhor, como gostariaespiritual de que nos fala São Paulo. certamente para o nosso irmão An- de estar no meio deles!”, segundo umOs valores, os princípios que nos tónio Manuel o lugar merecido. Por célebre cântico espiritual. Que amotivaram continuam reais, válidos. ele e pela Manuela e seus filhos e Comunhão dos Santos reconforte osSó que esses valores são de outra or- netos a nossa prece e a nossa pre- seus entes queridos e seja para to-dem. Hoje precisamos de nos dizer, sença solidária.» dos nós estímulo de VIDA.»uns aos outros, que não acreditamos Ramos Mendes Urtélia Silva
  8. 8. 8 espiral ORGANIZAR A ESPERANÇA T. Pado adov Anthony T. Pado vano Francisco Monteiro tradução e síntese: Francisc o Monteiro Anthony Padovano, padre dis- ultrapassa as limitações à presidên- justifica o apelo com as exigênciaspensado, teólogo, natural dos Esta- cia da Eucaristia que não tenham a da pastoral.dos Unidos, foi presidente da ver com a natureza substancial doCorpus, a associação de padres dis- ministério ordenado. O documento POSIÇÕES DOS CARDEAISpensados norte-americanos, sendo defende que as paróquias não são Na véspera da sua morte, o car-atualmente embaixador da Corpus supostas ser centradas no padre e deal Carlo Martini, de Milão, deujunto de organizações internacionais, que por isso não podem ser vítimas uma entrevista em que discordava decomo o movimento Nós Somos Igre- da ausência de padres. O Vaticano quem punha em questão as uniõesja, a Federação Internacional de As- II reflete-se neste documento: a Igre- civis entre parceiros homossexuais;sociações de padres dispensados e a ja como Povo de Deus; os sacramen- dizia que a Humanae Vitae fora umPlataforma Europeia para a Reno- tos e a Liturgia como património da “erro grave”; via a negação da Co-vação do Ministério Católico, orga- comunidade e o direito dos munhão aos divorciados e recasadosnismo que foi formado a partir da batizados a atuarem segundo o seu como um “abuso de poder” e umaFederação Internacional. batismo, a sua consciência e as suas “injustiça”; afirmou que a Igreja Na sequência da última reunião necessidades pastorais. “está 200 anos atrasada” e que “asdo movimento NSI Internacional, nossas liturgias e vestimentos sãoem Lisboa, escreveu este texto para UM MANDATO TEOLÓGICO pomposos” e pedia que a Igreja dei-o boletim da Corpus. Em abril de 2011, um terço de to- xasse de ser “receosa em vez de co- dos os professores de teologia em uni- rajosa”. O cardeal Schonbrun, dePACTO DAS CATACUMBAS versidades da Alemanha, Áustria e Viena, confirmou a eleição para um Esquecido durante muito tempo, Suíça assinaram um documento a pe- concelho paroquial de um jovem ho-mas reconhecido recentemente, o dir a reforma da Igreja Católica e o di- mossexual casado.“Pacto das Catacumbas” foi elabora- álogo sobre o seu futuro. Às 144 assi- A reforma da Igreja não é umdo nas semanas finais do Concílio Va- naturas iniciais, muitas outras se jun- tema do passado mas do futuro. Osticano II, em 16 de novembro de 1965, taram de teólogos de todo o mundo. temas em questão ecoam a compai-por 40 bispos que se reuniram nas O documento pede diálogo sobre o xão de Cristo.Catacumbas de Santa Domitila em fim do celibato obrigatório, a ordena-Roma e que acordaram testemunhar ção de mulheres e que os leigos sejam A REUNIÃOcontra as vidas pomposas de muitos ouvidos na seleção dos bispos. O Movimento Internacional Nósbispos e afirmar a simplicidade do Em 8 de junho de 2011, mais de Somos Igreja (MINSI) foi fundadoEvangelho das origens da Cristanda- 160 clérigos da arquidiocese de em Roma em novembro de 1996de. O Pacto compromete os bispos a Friburgo, Alemanha, assinaram uma para apoiar a Igreja enquanto comu-viverem da mesma forma que a média declaração a afirmar que adminis- nidade de irmãos e irmãs, em que asdas pessoas das suas dioceses e a es- tram a Comunhão a católicos divor- mulheres participem plenamente emcolherem profissionais para adminis- ciados e recasados, invocando o todos os aspetos da vida da Igreja,trar as finanças de cada diocese. O cânone que afirma que a salvação em que não haja celibato obrigató-Pacto ecoa a opção preferencial pelos das almas é a lei suprema. rio para os padres, em que haja umapobres e o propósito do Vaticano II de avaliação positiva da sexualidade ecriar uma Igreja solidária. APELO À DESOBEDIÊNCIA da consciência e uma mensagem de Em junho de 2011, Helmut alegria e inclusividade.DOCUMENTO DOMINICANO Schuller, antigo Vigário-Geral da O MINSI reuniu em Lisboa de 26 Em 2007, quatro padres, pasto- Arquidiocese de Viena, divulgou, a 28 de outubro de 2012, com 22res e teólogos Dominicanos, da em nome de 400 padres (um décimo delegados da Áustria, Brasil, Dina-Holanda, divulgaram, com aprova- do total), um apelo à desobediência marca, França, Alemanha, Irlanda,ção dos seus superiores, um docu- em que se convidam leigos a pregar, Holanda, Noruega, Portugal, Espa-mento intitulado Igreja e Ministério. se discute a ordenação, se acolhem nha, Suécia e EUA.Nesse documento defendia-se que a católicos divorciados e recasados à Pedro Freitas, Presidentecelebração da Eucaristia é um direi- Comunhão e se apela ao diálogo so- cessante do MINSI dirigiu a reuniãoto batismal das comunidades, o qual bre o celibato obrigatório. Schuller na qual falou a teóloga feminista
  9. 9. l espiral 9 NSI – França está representada no Conselho da Europa, em Estras- ENCONTRO burgo onde regularmente toma po- NACIONAL sições sobre temas da reforma da Igreja. « Que Fraternitas quere- Alemanha: tem desempenhado mos, para que Igreja? um papel fulcral na forma como o Casa Nossa Senhora MINSI se define e na formulação da das Dores (Santuário), em sua agenda. Entre as suas priorida- des: direitos humanos, democracia, Fátima ecologia e pluralismo religioso. Dia 26 de abril (6.ª-feira) Irlanda: em maio, a Associação de 20h00 – Jantar padres católicos juntou 1000 pesso- 21h15 – Informações. Serão Pedro Freitas, que orientará o Encon- as no apelo pela igualdade dos 22h00 – Descansotro Nacional da Fraternitas batizados e pela abertura de todos Dia 27 de abril (sábado) os ministérios às mulheres. 8h30 – Pequeno-almoçoTeresa Toldy sobre “Devemos ficar Itália: ADISTA, a principal agên- 9h00 – Laudesou partir?” Como nova Presidente cia de informação nacional tem dado 10h15 – Encontro/gruposfoi eleita Martha Heizer, da Áustria, apoio ao NSI – Itália nas suas 13h00 – Almoçoque é amiga e colaboradora de atividades, designadamente no Pro- 15h15 – Encontro/gruposSchuller e do cardeal Schonbrun. jeto Conclave em 2005. As relações 19h30 – Vésperas Igreja–Estado são objeto de particu- 20h00 – JantarHISTÓRIA DO MINSI lar preocupação. 21h15 – Tertúlia Ao longo dos anos, o MINSI que Holanda: principais preocupa- Dia 28 de abril (domingo)tem ligações com 41 países, tem fei- ções: comunidades de base, Igreja- 8h30 – Pequeno-almoçoto uma reflexão teológica extensa e Estado, eutanásia, direitos humanos. 9h00 – Laudesprofunda sobre a Igreja, organizan- Noruega: tenta ser afirmativa, 9h45– ASSEMBLEIA GERALdo sínodos sombra, uma conferên- mas não agressiva, objetiva mas não 12h00 – Eucaristiacia paralela ao Conclave de 2005, fa- pessoal no criticismo; no entanto, 13h00 – Almoçozendo milhares de apresentações e insiste no seu direito à liberdade depublicando documentos e tomadas expressão e ao pensamento crítico. Inscrições - Urtélia Silva:de posição, tais como um dossier de Portugal: começou em 1997. Nos secretariado@fraternitas.pt | 914 754 70650 páginas relativo ao Concílio 50, últimos dois anos organizou dez en- Tesouraria - Fernando Nevesuma celebração a ter lugar em Roma contros, habitualmente no Conven- tesouraria@fraternitas.pt | 968 946 913em 2015, 50.º aniversário da conclu- to de S. Domingos (Dominicano),são do Vaticano II. sobre: sacerdócio casado, direitos ASSEMBLEIA GERAL O MINSI está intimamente liga- dos homossexuais e teologia da li-do com a Rede Europeia, a Ordena- bertação. É muito ativo na Rede A realizar no dia 28 de abril deção de Mulheres a nível Mundial e a Europeia. 2013, pelas 9h45, na Casa NossaFederação Internacional para a Re- África do Sul: está empenhado no Senhora das Dores (Santuário), emnovação do Ministério Católico diálogo com os bispos e teve a sua Fátima, com a ordem de trabalhos:(FIRMC). O MINSI tem feito um tra- primeira reunião com a Conferência 1. Apreciação e votação da atabalho considerável para a continua- Episcopal da África do Sul em se- anterior.ção do espírito do Vaticano II nos tembro de 2012. 2. Apreciação e votação do re-seguintes países: Espanha: está muito ativo na latórios de atividades de abril Áustria: 1500 membros. Rede Europeia. Planeia realizar uma 2012a abril 2013 e das contas do Brasil: sobretudo no Nordeste, “Assembleia Universal do Povo Cris- ano de 2012. Leitura do Parecer docom centenas de comunidades de tão” para celebrar o Vaticano II. Conselho Fiscal.base. EUA: está intimamente associa- 3. Apreciação e votação do pla- Dinamarca. do com o consórcio de 20 organiza- no de atividades de abril de 2013 a França: muito influenciada pelo ções nacionais e regionais que tra- abril de 2014, e do orçamento paraBispo Jacques Gaillot. Principais pre- balham em temas de reforma e jus- 2013.ocupações: a Igreja não é um fim em tiça, chamado Organizações Católi- 4. Reflexão: «Que Fraternitassi mesma, mas existe para o mundo; cas para a Renovação (COR). A para que Igreja?»direitos humanos; não violência. O grande maioria dos católicos nos 5 - Outros assuntos.
  10. 10. 10 espiralEUA não concorda com a políticada Igreja relativamente àcontraceção, ordenação de mulhe-res, celibato dos padres, direitos de O RESCRITO DE DISPENSA DO EXERCÍCIO DA ORDEMorientação sexual e participação deleigos. Algumas iniciativas de setedas organizações integradas noCOR: Concelho Católico America- Fernando Nevesno adotou uma “Lei Católica de Di-reitos e Responsabilidades”. “Chamada para a Ação” tem 25 O texto-formulário do chamado os efeitos do celibato obrigatório,000 membros e está comprometida rescrito é um texto-resposta chapa- considerando-o como um entrave àcom a reforma e a justiça social. batida, quase igual para todos os plena acção pastoral e à plena reali- “Católicos pela Escolha” tenta pedidos de dispensa, exceptuando o zação sacerdotal.redefinir a ética sexual; trabalha com nome do requerente, o nome doa ONU. Papa reinante, a data e a assinatura ANÁLISE DO RESCRITO Corpus é uma Comunidade cató- do Cardeal da Sagrada Congregação A expressão redução ao estadolica para a reforma e centra-se num para a Doutrina da Fé. laical “reductionem ad statemsacerdócio inclusivo; começou em Enquanto texto em si mesmo, é laicalem”, aparece duas vezes con-1974 e ajudou a criar o COR em muito ambivalente, podendo classi- tra a expressão “ad statum laicalem1992; é muito ativo na Rede Euro- ficar-se como uma conjugação de redactus” (reconduzido ao estadopeia, MINSI e FIRMC. contrários, sobre o mesmo assunto: laical) , que aparece três vezes. E há Dignidade EUA tem vindo a tra- é, não é; pode, não pode. Como se muita diferença no sentido das duasbalhar há 40 anos para assegurar os os responsáveis da Igreja tivessem a expressões.direitos das lésbicas, gays, bissexuais, prudência de dizer: ‘não sabemos setravestis, transsexuais e transgéneros estamos a fazer o correcto, para o Na introdução(LGBT), procurando desenvolver futuro, e a entravar os caminhos do O documento diz que o requeren-uma espiritualidade viável para os Espírito. Enfim: fecha-se a porta, te pediu a redução ao estado laicalseus membros e apoiando-os legal- mas abrem-se todas as janelas e res- com dispensa de todas as obrigaçõesmente quando são discriminados. piros. O que não será de admirar, se decorrentes da sagrada Ordem (e da Igreja Futura trabalha para man- se tiver em conta os tempos imedia- Profissão religiosa), inclusive doter as paróquias vivas e para expan- tos pós-conciliares, que se viviam. peso de guardar a lei do sagrado ce-dir o conceito de sacerdócio. Recordo, por exemplo, porque libato, sendo o mesmo conteúdo re- Conferência para a Ordenação de possuo gravação áudio, a homília forçado no ponto 1.Mulheres (WOC) foi fundada em feita, em 1969, pelo Bispo Padre Ora, no meu caso pessoal, segun-1975 e é a maior organização nacio- Conciliar Francisco Rendeiro, de sau- do fotocópia que guardo do requeri-nal que procura ordenar mulheres em dosa memória, no dia da minha or- mento original, eu pedi simplesmentetodos os ministérios da Igreja. denação de presbítero, juntamente – e parece que ainda bem, porque com a de um colega subdiácono. “sacerdos in aeternum” – as graçasCONCLUSÃO Dizia ele, embora, pessoalmente, da dispensa do exercício do múnus Muito do impressionante trabalho pendendo mais para a lei do celiba- inerente ao Ministério Sacerdotal edesenvolvido pelos grupos de refor- to: “o celibato não está intimamen- a licença para poder contrair Matri-ma católica contou com o apoio do te ligado com o sacerdócio de uma mónio Católico. E penso que, naMINSI. Todo este trabalho é conse- maneira absoluta, porque até a pró- maioria dos casos, se foi feito o pe-quência e complemento do Vatica- pria Igreja de Cristo diz e ensina que dido de redução ao estado laical, foino II. “Tentámos fazer o nosso tra- pode ordenar sacerdotes casados. mais por uma imposição formuláriabalho respeitando a Igreja e a nossa (…) E hoje fala-se muito nessa pos- do que por convicção e sentir do re-consciência, a nossa vocação e a sibilidade. (…) Apresentam-se até querente.necessidade da comunidade. Encon- vantagens, que talvez houvesse, em Sobre a expressão guardar a lei dotrámos amizade e fé uns com os ou- ordenar homens, sem os constituir sagrado celibato, convenhamos quetros.” Ansiamos pela celebração em em estado de consagração virginal.” nem sempre o sagrado é de origem2015 do “Concílio que, segundo cre- Recordemos também que, em divina. Será, antes, uma criação dosmos, nos convocou para novas defi- 1970, com 42 anos, Ratzinger, o ac- homens do poder, em determinadosnições de nós próprios e mais pro- tual Papa, chegou a assinar um do- contextos históricos, tendo em con-funda dedicação aos outros.” cumento conjunto de reflexão sobre ta alguns dos seus interesses pesso- página oficial na Internet: www.fraternitas.pt * e-mail: direccao@fraternitas.pt * blogue: http://fraternitasmovimento.blogspo
  11. 11. l espiral 11 análise, comentários e considerações... ais ou grupais. casado. Não curou Ele a sogra de sar escândalo. Ora hoje, maior escân- Foi contra este tipo de sagrado Pedro? A conclusão é evidente: en- dalo e incompreensão para a maio- que Jesus reagiu fortemente, pela tão Pedro era casado. Veja-se tam- ria do povo de Deus parece ser o desumanização que provocava. bém 1 Cor.9. padre homem-só, carregando consi- Por exemplo, o Sábado – o sagra- Por sua vez, a primeira comuni- go, tantas vezes, frustrações que o do do mais sagrado que havia – é dade cristã atentou contra outro sa- podem fazer andar por caminhos tão desmistificado por Jesus em Mat. 12 grado do mais sagrado e consagrado ínvios. (em dia de Sábado, com grande es- que havia: a circuncisão. Foi a cau- Se, naqueles tempos, se falava cândalo dos fariseus, os discípulos sa julgada no 1º Concílio de Jerusa- assim, compreende-se que esses es- colhem e comem espigas; David, lém, com a seguinte conclusão: O cândalos não podem, hoje, ser senão com os seus homens, come os pães Espírito Santo e nós próprios resol- dos do tipo farisaico. Alguém da da proposição o que só os sacerdo- vemos não vos impor mais outras Cúria da minha Diocese de tes podiam fazer; na sinagoga, nesse obrigações além destas, que são in- incardinação, há bem pouco tempo mesmo dia de sábado, Jesus cura o dispensáveis: abster-vos de carne me referiu - o que até me espantou, homem da mão ressequida; se um imoladas a ídolos, do sangue, de car- por desconhecê-lo - que, em 1976, animal cair no poço, em dia de sába- nes sufocadas e da impudicícia. quando as comunidades paroquiais do, quem de entre vós não a irá bus- Não fará o celibato obrigatório – a que presidia tomaram conhecimen- car?) e a obrigação de frequentar o note-se obrigatório - exactamente to da minha resolução de contrair templo, na resposta à Samaritana, em parte dessa carne imolada a ídolos, matrimónio, uma delegação de repre- Jo. 4: Vai chegar o tempo em que com prejuízo para o santuário de sentantes veio falar com o Bispo, nem neste monte, nem em Jerusa- tantas consciências? pedindo-lhe que me deixasse conti- lém, adorareis o Pai. (…) Os verda- nuar a exercer o ministério, que a deiros adoradores hão-de adorar o No seu ponto 3 comunidade assumia a responsabili- Pai em espírito de verdade.” O rescrito diz que o sacerdote dade de que nada me faltasse e à E tantos outros sagrados contra dispensado deve ausentar-se dos lu- presumível futura família. Foi tam- os quais Jesus se insurgiu! Além dis- gares onde é conhecido como sacer- bém uma atitude semelhante – e tão so, na escolha dos seus Apóstolos dote. Mas o Ordinário ou Superior bem conhecida porque muito bada- (sacerdotes, bispos), Jesus não olhou pode dispensar desta cláusula, se a lada pela comunicação social -que ao seu estado civil de celibatário ou presença do dito sacerdote não cau- tomou a comunidade paroquial a que O RESCRITO par artir texto Tradução a partir do text o latino tino, Fern latino, por Fer n ando Neves batismo do Papa), por Divina Pro- Se o requerente é religioso, o vidência, (nome do Papa), no dia…., Rescrito contem também a dispensa Sagrada Congregação para a Dou- tendo presente o relatório do caso dos votos. trina da Fé feito pela Sagrada Congregação para Além disso, o Rescrito, quanto Excelentíssimo e Reverendissimo a Doutrina da Fé, dignou-se anuir, seja preciso, leva consigo a absolvi- Pai por graça, segundo as seguintes Nor- ção das censuras contraídas e a O sacerdote da Diocese.... mas: legitimação da prole. nome… pediu a redução ao estado 1. O Rescrito abrange Produz efeito a partir do momen- laical com dispensa de todas as obri- inseparavelmente a redução ao es- to da notificação pelo competente gações decorrentes da sagrada Or- tado laical e a dispensa das obriga- prelado feita ao requerente. dem (e da Profissão religiosa), inclu- ções decorrentes das sagradas or- 2. Se o requerente é sacerdote sive do peso de guardar a lei do sa- dens. Nunca é permitido ao reque- diocesano , residente fora da sua pró- grado celibato. rente separar estes dois elementos, pria diocese, ou religioso, o Ordiná- O Ss.mo Sr. Nosso (nome de ou aceitar este e recusar o primeiro. rio do lugar de incardinação ou oot.pt * e-mail: secretariado@fraternitas.pt * página oficial na Internet: www.fraternitas.pt * e-mail: tesouraria@fraternitas.pt
  12. 12. 12 espiralO RESCRITO DE DISPENSA DO EXERCÍCIO DA ORDEM (continuação)presidia um padre da dita Diocese, ticas, sempre que esses e outros No ponto 4quando se soube que ele tinha uma momentos críticos acontecem no «A celebração do matrimónio sejafilha, de quem assumiu a paternida- clero: o padre tem filhos que não sem pompa nem aparato: só osde e com quem gostaria de convi- assume, o padre vai casar-se ou o nubentes e o sacerdote aprovado,ver, para, juntamente com a mãe, a padre é pedófilo, etc. preferencialmente sem mais nin-formar no seu processo educativo. Face à hoje notória escassez de guém, excepto duas testemunhas, sePor isso, foi afastado e uma boa par- ministros ordenados que presidam às forem exigidas por lei civil. Mas ote da comunidade reagiu tão negati- comunidades, com aquela presença- Ordinário pode permitir, com as de-vamente que só a força de interdi- partilha de vida da Fé, Esperança e vidas cautelas, a presença de famili-ções canónicas fizeram com que os Caridade, que seria a desejada (e não ares, amigos e empregador do sacer-ânimos tivessem mais ou menos de um passar de tempos a tempos para dote dispensado, para obviar a suaserenar. re/abastecer a estação de serviço. boa fama.» E tantos outros casos, entretan- Entre rituais, sacramentos e sacra- Ainda segundo o ponto 4, a actato acontecidos e sempre a aconte- mentais, horas gastas em deslocações da celebração do casamento devecer, bem conhecidos das comunida- e outras que tais, pouco tempo so- ficar no arquivo da Cúria diocesana.des e dos cristãos e da sociedade, em beja ao pobre do padre para o essen- Mas no ponto 5, se forem pedidasgeral, em que será mais o escândalo cial: criar comunidade de Fé e Parti- informações ou documentos a par-farisaico da hierarquia clerical, do lha, a partir do Amor de Deus e da tir dos livros de batizados da paró-que o escândalo propriamente dito Pessoa de Jesus. E as comunidades quia do sacerdote ou da esposa, deve– o autêntico, que Jesus reprovou, sentem que tinham direito a isso, consultar-se o Ordinário.com a dureza da mó do moinho ata- pois, até próprio Direito Canónicoda ao pescoço – por parte do povo. lho confere. E o que faz a hierarquia? O ponto 6Veja-se e ouça-se o sentir das comu- Por questões de ordem disciplinar, É o suprassumo de todo onidades e do povo, em reportagens entrava a acção do Espírito. Rescrito, no campo das proibiçõestelevisas, radiofónicas ou jornalís- não absolutas e taxativas:Superior religioso maior dará conhe- com o Superior maior religioso, de miliares, amigos e empregadores docimento da dispensa pontifícia ao comum acordo, quanto preciso, po- requerente, para que seja respeitadaOrdinario do lugar de residência ha- derá dispensar desta cláusula conti- a boa fama do requerente, pelos di-bitual do requerente e pedir-lhe-á, se da no Rescrito, se se preveja que a reitos económico-sociais decorrentesfor o caso, que comunique o Rescrito presença do requerente dispensado do novo estado de leigo e de casado.ao requerente e que conceda a ne- não ocasione escândalo. 5. Anote-se que deve ser consul-cessária delegação para a celebração 4. No referente À celebração do tado o Ordinário do lugar se e quan-do matrimónio canónico. Se, porém, matrimónio canónico, procure o Or- do forem requeridas informações oucircunstâncias peculiares, aconse- dinário que se abstenha de qualquer documentos dos Livros de baptiza-lhem algo de diferente, o sobredito pompa ou aparato e que se faça na dos da paróquia, quer do requerenteOrdinário recorra à Sagrada presença de um sacerdote aprovado quer da esposa.Congregração. e sem testemunhas ou, se for neces- 6. O Ordinário, a quem compete 3. Espontaneamente, o sacerdo- sário, cum duas testemunhas, sendo comunicar o Rescrito ao requeren-te reconduzido ao estado laical e dis- a acta arquivada no arquivo secreto te, exorte-o veementemente a quepensado de todos os encargos ine- da Cúria. Cabe ao Ordinário do lu- participe, por razão de congruênciarentes ao sacerdócio, e muito mais o gar de residência juntamente com o com a sua nova condição de vida,sacerdote unido pelo matrimónio, Ordinário próprio, diocesano ou re- na vida do Povo de Deus, sejadeve ausentar-se dos lugares onde ligioso, determinar de que modo a edificante e se mostre amantíssimoseja conhecido o seu estado sacer- dispensa - e igualmente a celebração filho da Igreja. Simultaneamente,dotal. O Ordinário do lugar de resi- do matrimónio - deva ser mantida porém, dê-lhe conhecimento de quedência do requerente com o Ordi- em segredo ou se possa comunicar, a todo o sacerdote reconduzido aonário próprio da incardinação ou com as devidas precauções, aos fa- estado laical e dispensado das obri-
  13. 13. l espiral 13 Bem-hajam! a) Não exerça nenhuma função da litúrgica nas celebrações cum populo, A notícia de que D. Ilídio Lean-sagrada ordem, excepto as referidas onde a sua condição for conhecida. dro, bispo de Viseu, quer contar comnos can. 882 e 892 par.2. Isto é, em Então, onde a sua condição não for os padres casados para que interve-perigo de morte de alguém, o sacer- conhecida ou sine populo (bem sa- nham na preparação do sínodo en-dote dispensado, se para isso for so- bemos que não há acção litúrgica che-me de esperança e alegria. Delicitado, mesmo estando presente sem povo, pelo menos espiritualmen- facto os padres casados são deixa-outro/s sacerdote/s ou bispo, tem te presente – como outrora se diria) dos no esquecimento, ignorados, pelaobrigação e jurisdição para adminis- já pode exercer? E a reza do igreja oficial. A igreja é serva e po-trar o sacramento da reconciliação/ Breviário ou das Horas também não? bre, mas pródiga: deixa comunida-penitência/confissão. Como conci- E organista ou director do coro? des sem a sua celebração eucarísti-liar isto, com o dito e redito logo na e) Não exerça a função de pro- ca, mas mantém-se orgulhosamenteintrodução e no ponto 3 do rescrito: fessor de Moral e Religião, em qual- na observância de princípios discu-“…reduzido/reconduzido ao estado quer escola. Todavia, o Ordinário, se tíveis.laical com dispensa de todas as obri- não houver escândalo ou admiração, Também D. Manuel Martins fezgações decorrentes da sagrada or- pode permiti-lo. a ouvir a sua voz de sabedoria. Hádem? O padre dispensado é padre ou Tanto medo com o escândalo ou uma esperança renovada? Há umé leigo? E, desde quando pode um admiração do povo – como atrás fi- rosto novo na igreja? A igreja sem-leigo absolver pecados? Se o leigo cou dito - só podem hoje ser pre viveu entre a fidelidade ao Evan-não pode, então o padre não é redu- farisaicos. gelho e a sua prática pastoral. Àszido a leigo, mas continua, sim, vezes, não coincidem e ganha rele-presbítero, embora dispensado. Ima- Em conclusão vo outros interesses ligados com aginemos, por exemplo, o que não se Não parece linguagem evangéli- segunda.diria de um médico que, proibido ca a contida no texto do Rescrito. Neste tempo, passa diante dospela Ordem de exercer a medicina, Não é linguagem do sim-sim, não- olhos coisas muito significativas: Je-deixasse morrer à sua frente e na sua não. Podemos ser vox clamans in de- sus nasce fora da cidade, é esperadopresença alguém para quem dispu- serto, mas porque foi para a Verda- por muita gente mas recebido ape-nha de recursos para salvar a vida. de (e Ela nos libertará) e para a ver- nas por Maria, José e poucos mais...Mutatis mutandis, é o que se passa dadeira liberdade que o Espírito nos Também estes esposos vivem longecom o Sacerdote dispensado. chamou, não podemos deixar de di- do bulício, dos archotes da cidade. b) Não exerça qualquer função zer o que escrevemos. Aparecem-nos Simeão e Ana que também não obtêm o consenso dos grandes da terra. Não podemos es-gações é proibido: particulares, permitir que o Sacerdo- quecer João Baptista. a) exercer qualquer função da te reconduzido ao estado laical e dis- A Fraternitas e os padres dispen-ordem sagrada, excepto as contidas pensado das obrigações inerentes à sados entram nesta linha: postos denos can 882 e 889 par.2 (do Dir sagrada ordenação, ensine religião lado, mas não significa menor fideli-Canónico 1917); nas escolas públicas, excepcional- dade ao nosso Jesus. Há preocupa- b) fazer qualquer papel litúrgico mente também nas escolas católicas, ção, busca do Reino, no silêncio, nanas celebrações cum populo, onde a conquanto não se tema escândalo ou pacatez da vida quotidiana, mas nasua condição seja conhecida, e nun- admiração. vivência de um amor divino, sempreca homilia; Finalmente o Ordinario impo- mais denso. Que o Senhor Jesus nes- c) exercer qualquer ofício pasto- nha-lhe alguma obra de caridade ou te começo do ano nos abra caminhosral; de piedade. Oportunamente, procu- novos na Fé, nos ajude nesta aven- d) desempenhar cargo de Reitor re com toda a brevidade informar a tura, nos dê coragem e força, para( ou outro cargo directivo), de Di- Sagrada Congregação da execução irmos sempre mais além. É evdenterector espiritual e de Docente nos realizada, e providencie uma expli- que Maria já nos antecede nesta ca-Seminários, Faculdades de Teologia cação prudente se surgir alguma ad- minhada, Ela que "guardava muitase Institutos similares; miração nos fiéis. coisas no seu coração" nos ensine a e) também exercer o cargo de Sem efeito quaisquer coisas con- esperar para compreender, se forDirector de Escola Católica ou de trárias. possível, melhor os mistérios do Rei-professor de religião em quaisquer Da Sede da S. C. para a Doutrina no. Fernando, para ti e tua família,escolas católicas ou seculares. Toda- da Fé, no dia……… para a Fraternitas, órgãos sociais evia, o Ordinário do lugar, segundo sócios, simpatizantes, amigos, fami-seu juízo prudente, pode , em casos Assinatura do Prefeito liares... um santo e bom ano. Joa q uim Soares Joa Soares
  14. 14. 14 espiral Espiral nº 50 (CO)MEMORANDO! Escreveu Frei Betto - escritor e ao vinte e um/vinte e dois (outubro perder o norte, é principalmente ca-assessor de movimentos sociais - em de 2005/março de 2006) – Alberto minhar para um ideal de perfeição.2012, a propósito de umaefeméride, José Macedo Osório de Castro, ao No Povo de Deus a mudança opera-o Dia da Mulher em8 de março: seguinte e atual (1º trimestre de se sempre para melhor. (…) Na Igre-“Antes de celebrar o Dia da Mulher 2013) - Fernando Jorge Félix ja, onde é tradicional o atraso de umaa 8 de março, há que comemorá-lo. Ferreira, percorrendo os artigos de geração no acompanhamento dasOs dois verbos têm diferentes signi- todas e todos que nele colaboraram, mudanças sociais operadas na soci-ficados, embora frequentemente em- como maniFESTAr a gratidão de edade civil, nós estamos em condi-pregados como sinônimos. Celebrar uns pelos outros? ções de sermos um factor de mudan-é promover cerimônia, destacar, tor- E os editoriais dos quatro presi- ça. (…) Nós cristãos sabemos que anar célebre, donde celebridade. Co- dentes convidavam a espiralar o bo- evolução é presidida pelo Espíritomemorar é fazer memória, resgatar letim. Santo, que sopra onda quer, emborao passado, atualizar lembranças. Que excertos do ESPIRAL nesta não pelos tubos que Lhe oferecemos.(….)” efeméride? Por isso devemos ser homens de es- Como tornar PRESENTE todas Segue uma selecção até à retira- perança. (…) Para nós um regressoe todos que direta e indiretamente da do Alberto Osório, dando tributo ao passado não é possível e o futurocontribuíram para que a edição do ao seu caboqueiro. depende da acção de cada um de“espiral” fosse possível ao longo des- nós, quer individualmente, quertes cinquenta números? Ao aconte- Nº 1- dezembro de 1999, edi- como membros da Fraternitas.»cimento número 50 costuma associ- torial de João Simão:ar-se festivamente- celebrando e/ou «(…) Não menos certa, por de- Nº 6- setembro de 2001, “bre-homenageando – as bodas de ouro. correr da condição de ser vivo, é a ves”, pág. 3, por Albero Osório:Começando pelo seu responsável do mudança.(…) Mudar não significa «Este nosso Boletim continua aprimeiro número (dezembro de 1999) ser teu! É certo que também depen- redescobrir o caminho da fé para fa- caminho para conduzir os homens Peregrinos zer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusi- fora do deserto, para lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, asmo do encontro com Cristo" (n02). para Aquele que dá a vida, a vida Celebramos o número 50 do Es- No nosso caso de sacerdotes este em plenitude" (n02). piral, como celebramos as Bodas de encontro com Cristo é muito profun- A fé não é, apenas, uma atitude Prata do Vaticano II. Celebramos a do: além de chamados a participar da inteligência, é um projecto de nossa vida de peregrinos. E servimo- da sua vida nova, "na graça vida, uma exigência de santidade. É nos de uma bela reflexão do cardeal baptismal, Ele associou-nos ao seu esse o longo caminho da nossa pere- José Policarpo: ministério de amor à Igreja. Em cada grinação, por onde se entra pela fé. «Bento XVI proclamou um Ano acto do nosso ministério, há um en- Dessa aventura de vida nova, o pró- da Fé, para comemorar o quinqua- contro de amor, através de nós, Cris- prio Cristo afirmou: "Eu sou a Por- gésimo aniversário da abertura do to ama a Igreja. Ecoa em nós aquela ta" e "Eu sou o Caminho", para uma Concílio Vaticano II. Palavra que lembra aos homens que vida que é Ele próprio: "Eu sou a (…) O Santo Padre apresenta a Deus os ama, que não desistiu de- Vida". Há, assim, uma afinidade ín- fé como uma porta "que introduz na les. No nosso ministério descobrimo- tima entre a fé e Jesus Cristo. A ca- vida de comunhão com Deus e per- nos a caminho, peregrinos da Pátria minhada da fé é feita com Jesus Cris- mite a entrada na sua Igreja". É uma definitiva, não isoladamente, mas to, vivendo como Ele vive e como porta sempre aberta para nós "a atra- com a Igreja, o Povo do Senhor. quer que vivamos. vessar aquela porta implica Ouçamos o Papa Bento XVI: "A Texto completo em: embrenhar-se num caminho que dura Igreja no seu conjunto, e os Pastores http://agencia.ecclesia.pt/ a vida inteira" (n01). "É preciso nela, como Cristo devem pôr-se a cgi-bin/noticia.pl?id=92357
  15. 15. l espiral A Igreja 15de do dinamismo (ou ausência domesmo…) de quem dele está como ciação com fraterna estima e atenta oração.” que eu amoresponsável. Só te pedimos: partilha Carlos Azevedoos teus dons, os teus escritos, as tuas “(…) e a solidarizar-me, na co- «Quem se obriga a amar, obriga-ideias, as tuas críticas, as tuas … munhão de Igreja, com o que o se a padecer», diz o provérbio por-Partilha!» Vasco tão rectamente sublinhou no tuguês. Quando se tem alguém a Editorial. Só com Comunhão e Amor quem se ama muito, ternamente, so- Nº 13/14, outubro de 2003, do Evangelho, e com as pessoas con- fre-se quando, a nosso ver, nos pa-“Nota do Responsável”, pág. 3: cretas do nosso dia-a-dia, é possível rece que algo não está bem com esse «Este é um número especial, (…). dar «razões de Esperança.» É neces- ente a quem queremos tudo de bomTal prende-se directamente com o sário escrever, comprometendo-nos (usa-se agora muito)… como sendoinesperado passamento do nosso com este serviço de Honra! Desejo algo ou alguém de nós, do nosso san-querido Padre Filipe.(…) Julgamos a todos a prossecução feliz duma gue, com quem convivemos, recebe-prestar, assim, uma justa homenagem caminhada-movimento onde a fra- mos e damos algo, mutuamente, eao homem de Deus que ternidade é sinal e fascínio. Não há por quem continuamos a interessar-visionariamente, entre nós, também melhor carta de apresentação!” nos e a acompanhar, de perto ou dese lançou na “recuperação” dos qua- Januário Torgal Ferreira longe, como nos for possível – maslificados mas ostracizados baptiza- . “(…), com votos de que conti- do coração, com o intelecto quedos que, tendo recebido da Igreja, nue a ser um bom instrumento de Deus nos deu e com a alma!Mãe e Mestra, o sacramento da Or- ligação e formação.” Manuel Falcão É o que, desde há muito e cadadem, mas que, por razões diversas, . “(…) que li de fio a pavio como vez mais se passa ao pensar na “mi-tendo constituído família, ou não, sempre. Convenço-me que nada lhe nha” (desculpem, é uma maneira dehaviam optado pelo seu não exercí- vai faltar para continuar no mesmo dizer) Igreja: – ao vê-la passar… aocio directo e efectivo, aí estavam … ritmo. Que o nosso Deus os aben- ver como tantos meus irmãos e ami-na praça e sem contrato (Mt 20, 3), çoe e que o vosso e nosso desejo se gos e Seus filhos passam por Ela –alheios uns dos outros, que não do tornem quanto antes numa atitude “Mãe e Mestra” – ou dela se desvi-mundo nem da Igreja a quem amam. da mãe Igreja.” am, se afastam, como se d’Ela nada Não teremos nem a última, nem Manuel Martins tenham recebido, ou fosse alguéma melhor palavra, pois esta, certa- estranha, ou estrangeira e de outromente, já lha deu o Senhor a Quem Nº 21/22, outubro de 2005/ planeta; de quem nada esperam, comele, como bom servidor (Lc 17, 10), março de 2006, em “Nota do Edi- quem nada querem, por nada lhesdevotada e denodadamente serviu: tor”, pág. 10: dizer na vida.“Entra no gozo do teu Senhor” (Mt «(…)Mas importa repensar os Sinto, como Seu filho grato e25, 21).» moldes do nosso boletim e, princi- amante, de quem continuo a beber palmente, julgo chegado o momen- água do Rochedo e a ser sustentado A. Osório, Nº 20, julho/Setem- to de se proceder à minha substitui- com leite e mel e o maná do Seu Fi-bro de 2005, “ecos do…”, pág. 7: ção. (…) é importante renovar. Va- lho Eucarístico, que esta “minha” se N.E: temos recebido mensagens mos pensar e andar para a frente!» Igreja rejuvenescesse, frutificassede alguns dos senhores bispos que, (ou se santificasse) para continuar aagradecendo, tecem comentários ao Ontem (setembro de 2001, es- dar a Luz das nações e Salvação anosso boletim. Eis as mais recentes.” piral n.º 6, pg. 3), como hoje (1º tri- todo o mundo – ainda que para talDepois de agradecerem a oferta do mestre de 2013), como amanhã (que (e a Ele peço a absolvição e milhõesboletim, acrescentam: futuro?! ...), voltemos ao seu primeiro de perdões…) Sua Santidade se fi- “(…) e felicito-o [Vasco] pela editor, Alberto Osório, não sem an- zesse “renovar”, o Colégioconfiança depositada na sua pessoa tes lhe declararmos , e ao seu su- Cardinalício também; a Igreja se in-pelos membros da Associação, e faço cessor e atual editor, Fernando Félix comodasse mais com a falta de paz,votos para que possa ajudar todos a – a nossa profunda gratidão: «Este de que Jesus tanto falou e que tantoencontrar o seu lugar na Igreja, como nosso Boletim continua a ser teu! É desejou: «A paz esteja sempre con-membros de pleno direito, sempre certo que também depende do dina- vosco!»prontos para o serviço aos irmãos.” mismo (ou ausência do mesmo…) de Que a Igreja seja a nova gruta deAntónio Vitalino quem dele está como responsável. Belém, onde todos lá reentrassem e “ Permite-me contactar com uma Só te pedimos: partilha os teus dons, se reencontrassem.realidade viva da nossa Igreja e os teus escritos, as tuas ideias, asacompanhar os caminhos da Asso- tuas críticas, as tuas … Partilha!» Silv Pinto José Silva Pint o.
  16. 16. A Fé conforonta-se com bloqueios D. Manuel Clemente, bispo do Port o Port | P.Ta Malmequeres, 4 - 3.º Esq | 2745-816 QUELU Z | E-mail: fernfelix@gmail.com A exortação apostólica pós-sinodal Ecclesia in Europa, sentido da missão e da nova evangelização, só poderá terde 2003, mereceria mais atenção da nossa parte. Sempre que como suporte a comunidade cristã nas suas váriasa releio, noto-lhe o eco da Gaudium et Spes, quatro décadas concretizações, a que poderemos chamar o sujeito comunitá-depois. Começa também com uma leitura dos sinais dos tem- rio da evangelização. Como estipulou em 1988 outra exorta-pos, para sugerir de seguida o que a Igreja há de ser e fazer ção apostólica pós-sinodal, também em direta decorrênciano novo contexto. Trata-se de herança conciliar em sentido conciliar: «É urgente, sem dúvida, refazer em toda a parte opleno. Olha para o “velho” continente e não demora em con- tecido cristão da sociedade humana. Mas, a condição é a decluir: «De facto, os nossos dias, com todos os desafios que refazer o tecido cristão das próprias comunidades eclesiais…»nos lançam, apresentam-se como um tempo de crise. Muitos (Christifideles Laici, nº 34).homens e mulheres parecem desorientados, incertos, sem es- A este propósito, a Ecclesia in Europa esclarece e detalha:perança; e não poucos cristãos partilham estes estados de alma. «O Evangelho continua a dar os seus frutos nas comunidades Boletim de Fraternitas Movimento | Trimestral |Numerosos são os sinais preocupantes que inquietam, ao iní- paroquiais, no meio das pessoas consagradas, nas associações QUELUcio do terceiro milénio, o horizonte do continente europeu…» de leigos, nos grupos de oração e de apostolado, nas diversas(Ecclesia in Europa, 7). comunidades juvenis, e também através da presença e difu- “Preocupantes”, são agora os sinais dos tempos. E a exor- são de novos movimentos e realidades eclesiais. De facto, emtação apostólica enumera alguns: a “crise da memória e he- cada um deles o mesmo Espírito consegue suscitar renovadarança cristãs” (ibidem), tão coincidente com a quebra cultural dedicação ao Evangelho, generosa disponibilidade para oacima anotada; o “medo de enfrentar o futuro” (EE, 8), serviço, vida cristã caracterizada por radicalismo evangélico eporque dificilmente se projeta sem base e sem encosto; a “frag- zelo missionário» (EE, 15). Inegavelmente, a paróquia conti-mentação da existência” (ibidem), própria dum ego sem nua a ter um papel central, em termos de vizinhança e ritmoamarração externa e interna; o “enfraquecimento progressi- cristão da vida para o comum dos crentes. Tem a força devo da solidariedade” (ibidem), que a remete para as institui- milénio e meio de progressiva existência e a debilidade de terções específicas; e, mais radical ainda, “uma antropologia sem nascido sobretudo em meio rural, que dificilmente se projetaDeus e sem Cristo” (EE, 9), qual “apostasia silenciosa”, ou tal e qual em meio urbano e, ainda mais, de urbanização mas-“nova cultura”. Muito problemática, esta: «Estamos perante siva. A Ecclesia in Europa crê que, «embora carecida de cons-o aparecimento duma nova cultura, influenciada em larga es- tante renovação», a paróquia «é capaz ainda de proporcionarcala pelos mass-media, com características e conteúdos fre- aos fiéis o espaço para um real exercício da vida cristã e serquentemente contrários ao Evangelho e à dignidade da pes- lugar também de autêntica humanização e sociabilização, quersoa humana. Também faz parte de tal cultura um agnosticismo no contexto dispersivo e anónimo típico das grandes cidadesreligioso cada vez mais generalizado, conexo com um relati- modernas quer em zonas rurais com pouca população» (15).vismo moral e jurídico mais profundo que tem as suas raízes Renovação paroquial que passará pela sua tessitura inter- P.Tana crise da verdade do homem como fundamento dos direi- na, em termos de “comunidades de comunidades” e “famí-tos inalienáveis de cada um» (ibidem). lia de famílias”, para usar expressões típicas do pontificado A estes “sinais preocupantes”, a exortação apostólica não wojtyliano; passará também pela necessária cooperação inter- Redacção: Fernando Félixdeixou de contrapor alguns “sinais de esperança”, conside- paroquial, no esquema de “unidades pastorais” ou outro se-rando-os outras tantas marcas do «influxo do Evangelho de melhante; e contará decerto com a cooperação que podemCristo na vida da sociedade» (EE, 11). E especificou: a liber- oferecer «os novos movimentos e as novas comunidades ecle-dade da Igreja no Leste europeu, a concentração na missão siais» que, sempre segundo a Ecclesia in Europa e as propos-espiritual e na evangelização, a maior consciência dos batizados tas sinodais que lhe subjazem, «ajudam os cristãos a viveremquanto aos seus dons e tarefas e a maior presença da mulher mais radicalmente segundo o Evangelho; são berço de diver-nas estruturas e setores da comunidade cristã (cf. ibidem). sas vocações e geram novas formas de consagração; promo-Não é difícil apurar a coincidência destes pontos com as ve- vem sobretudo a vocação dos leigos e levam-na a exprimir-rificações e expectativas da Gaudium et Spes – especialmente se nos diversos âmbitos da vida; favorecem a santidade donos seus números 40 a 45, dedicados à «missão da Igreja no povo; podem ser anúncio e exortação para muitos que demundo do nosso tempo». Mas a persistência das análises só outro modo não se cruzariam com a Igreja; frequentementepode motivar-nos para uma correspondência eclesial mais apoiam o caminho ecuménico e abrem sendas para o diálo-expedita. Tal correspondência, incidindo na vida interna e ex- go inter-religioso; servem de antídoto contra a difusão das espiralterna da Igreja, ou melhor, redefinindo a sua vida interna no seitas; são de grande ajuda para irradiar vitalidade e alegria na Igreja» (EE, 16). Também nestes pontos se recebe a herança conciliar, assim expressa, por exemplo, no decreto sobre o Há um espaço na blogosfera para a partilha e apostolado dos leigos: «Os cristãos devem exercer o seu reflexão da Fraternitas: apostolado unindo os seus esforços. Sejam apóstolos tanto http://fraternitasmovimento.blogspot.com nas suas famílias como nas suas paróquias e dioceses – co- Visite. Deixe comentário. Mande mensagens para munidades que exprimem a natureza comunitária do fraternitasmovimento@gmail.com apostolado -, e também nas associações e grupos que livre- mente resolverem formar» (Apostolicam Actuositatem, 18).

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