Espiral 18

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Espiral 18

  1. 1. espiral boletim da associação FRATERNITAS MOVIMENTO Nº 18 - Janeiro / Março de 2005 HOMILIA JUBILAR (2)Apresentamos agora a segunda parte da homilia de são?Hans Küng proferida na missa festiva por ocasião das Certamente. Este serviço não é obrigatoriamente desuas bodas de ouro sacerdotais, na qual ele aborda as primeira profissão. “Tornei-me professor universitá-seguintes questões, que desde cedo o preocuparam: rio e sempre vi aí uma tarefa não só científica, mas também humana, pastoral. Aconteceu que a minha1. Pode-se ser padre só a prazo? missa na igreja matriz de Tübingen, que assegurei fi-Em princípio sim. Este serviço não é necessariamen- elmente todos os domingos durante largos anos, comte vitalício. “Fui com certeza ordenado para toda a boa assistência, foi cancelada por um párocovida e posso em qualquer tempo exercer as minhas fundamentalista que a considerou simplesmente des-plenas competências sacerdotais. Mas só durante ano necessária. Desde então só esporadicamente pudee meio estive à frente duma comunidade, donde saí pregar e só ocasionalmente pude celebrar a eucaris-para a universidade. Mas poderia em qualquer altu- tia com uma comunidade. Todavia, Deus abriu-mera regressar ao trabalho pastoral, pensava eu, caso outras portas para eu poder anunciar o mistério denão me desse bem na universidade”. Cristo em todas as línguas e países possíveis, oral- mente e através da palavra escrita”.2. Pode-se ser padre apenas como segunda profis- (continua na pág. 2) PÁSCOA 2005! Sumário: Razões para gritar ou para cantar?!... 3 Q ue esta Páscoa da Ressurreição do Senhor de 2005 seja para todos Breves... | Fundo de partilha | Novos sócios 4 mais uma oportunidade de Renovação | Novos corpos gerentes 5 crescimento Ao nosso confrade Salomão 6 espiritual e revigoramento na Eucaristia – Sínodo Internacional 7 nossa caminhada In Memoriam... Dr. Abílio A. Pereira 8 em direcção ao Pai e à eternidade.
  2. 2. 2 espiral(continuação da pág. 1) dar duma família e da educação dos filhos. Mas tam-3. Pode-se ser sacerdote também como homem do bém não posso negar que, sem as mulheres que memundo? ajudaram no governo da casa, na ciência, na vida em“Sim, este serviço não tem de criar necessariamente geral, eu não teria conseguido cumprir todas as mi-uma classe social: muitos símbolos e privilégios de nhas diferentes tarefas”. E logo a seguir: “Estou con-classe, uma determinada indumentária, determinados vencido de que, a manter-se a lei do celibato, tam-trejeitos que nos segregaram do povo, já os abando- bém na Alemanha a igreja terá um destino igual aonámos. O padre de hoje gosta de ser cristão entre os da igreja da Irlanda, onde antes havia, por cada pa-cristãos, homem entre os homens. Aliás eu mesmo ti- dre necessário para a pastoral, mais um ou dois pa-nha de me movimentar em meios extremamente dife- dres excedentes, que eram exportados para todo orentes e nunca quis intrometer-me como ‘pároco’, nem mundo de língua inglesa. Em 1990 ainda se regista-mesmo na minha própria família”. ram 193 ordenações, mas, em 2004, apenas oito. Tam- bém na Alemanha o clero celibatário está a desapa-4. Pode-se ser padre sem autorização para ensinar? recer”.“Sim, este serviço não tem necessariamente de seracadémico e, como tal, também não precisa 6. Só o homem é que pode ser padre?impreterivelmente de ser aprovado pela igreja. Natu- Este serviço não tem de ser exclusivamente masculi-ralmente foi para mim muito significativo que o mai- no, uma associação de varões. Sabemos que, tambémor papa do século passado, o inesquecível João XXIII, nesta questão, Roma tem uma opinião diferente. Mas,me tenha nomeado em 1962 como perito do concílio no grupo dos discípulos de Jesus, as discípulas de-– o único reconhecimento do meu trabalho vindo da sempenhavam um papel importante. Segundo o evan-parte da autoridade eclesiástica”. gelho de Lucas, eram elas que tinham a seu cargo aDepois recorda como o papa Paulo VI o protegeu manutenção da pequena comunidade. Não era possí-quando ele criticou a encíclica do celibato, a encíclica vel imaginar as comunidades do apóstolo Paulo semda pílula e, finalmente, a reclamada infalibilidade. Foi mulheres em posições de chefia. Não é por acaso queno tempo do papa polaco que, pela calada da noite, Paulo se lhes refere com grande consideração (Romlhe foi negada a autorização para ensinar – justamen- 16.6). Não há dúvida de que, nos séculos seguintes,te nas bodas de prata da sua ordenação. “Mas conti- as mulheres foram sendo sistematicamente reprimi-nuei a ser padre com plenos poderes e, nos vinte e das. Mas agora, na era da igualdade democrática,cinco anos seguintes, fiz a experiência de que tam- elas já têm conseguido, em muitas igrejas cristãs, abém sem a permissão de conduzir romana se pode admissão a todos os ofícios eclesiásticos. A igrejamuito bem andar pelo mundo”. católica romana, como sempre atrasada, irá ter de seguir também. Pois em Cristo, como diz Paulo aos5. Só o celibatário é que pode ser padre? Gálatas (3,28), “não há servo nem senhor, homem“Não. Nesta questão Jesus dá plena liberdade: ‘quem nem mulher”.puder compreender, compreenda’ (Mt 19,12) e não:também quem não puder compreender, tem de com- E assim, meus caros irmãos e amigos, penso ter ditopreender!”. o suficiente para dar conta de como, nestes cinquen- Recordou então que, com excepção de Paulo, os após- ta anos, entendi e entendo o meu sacerdócio. A todostolos eram e continuaram a ser casados, que este sis- quantos aqui se reuniram rogo de todo o coração quetema perdurou durante mais de mil anos para padres e se associem ao meu agradecimento a Deus por estabispos – com excepção dos monges, que foi só no enorme graça. Vamos todos pedir ao Senhor que seséculo XII que o papa Gregório VII impôs o celibato digne manter-me aberta a porta ainda mais algumcomo lei geral para bispos e padres e aplicou todos os tempo para anunciar o mistério de Cristo. Nunca perdimeios do autoritarismo clerical para fazer cumprir essa a esperança de poder verificar que na nossa Igrejalei. Confessa então: “Como, há cinquenta anos, nin- volta a acontecer uma inflexão para melhor. Tambémguém punha a hipótese duma possível revogação da por essa razão gostaria muito que pudéssemos estarlei do celibato, eu aguentei, tal como milhares dou- juntos mais alguns anos. E mantenhamos a fidelida-tros candidatos à ordenação. Não posso negar que de à nossa Igreja também em tempos difíceis. Amen.eu não poderia ter realizado tanto em livros, viagens [O texto completo pode ler-se em Kirche In, 12/2004, pp. 29-31]e cursos convidados no estrangeiro, se tivesse de cui- João Simão
  3. 3. espiral 3 RAZÕES PARA GRITAR OU PARA CANTAR?!... Creio que sempre assim foi como convite à oração pelas voca- da seara do Senhor, sejam ou nãoatravés da História: Uns gritam de- ções sacerdotais, como se só os sa- sacerdotes. Quando Ele enviou 72sesperados ao verem as nações a cerdotes fossem trabalhadores da discípulos a pregar a sua mensa-desfazerem-se em guerras e a so- seara do Senhor!... É pena que se gem, nenhum era sacerdote! Nemciedade a apodrecer sem moral; tenha visto a questão apenas de um sequer Jesus pertenceu à casta sa-mas outros cantam extasiados com lado, o que torna vesga a conclu- cerdotal do seu tempo! De resto,o brilho das gotas de orvalho, ador- são, porque tem levado as pessoas parece-me que a falta de vocaçõesmecidas na folhagem fresca das ár- a caírem noutro erro, talvez pior sacerdotais, longe de ser uma ca-vores, em manhãs de Primavera!... que o primeiro, isto é, a ideia de lamidade, tem sido uma bênção deDuas situações, ambas verdadeiras que Deus só faz surgir vocações Deus. O Espírito Santo sabe o quee, muitas vezes, paradoxalmente consagradas quando «sacudido» faz. Não te escandalizes, amigo!sucessivas! com pedidos! Repara: A que propósito vem isto? Não pensemos que a oração é A Igreja, a partir de certa épo-Olha, amigo leitor: Impressionou- essencialmente pedir! Pedir é sen- ca da sua história, começou a serme certa passagem em que Jesus tir-se distante e até diminuído. excessivamente clericalizada. Ese queixava: «A seara é grande, Deus não nos quer assim. A ora- isso foi mau porque os cristãos tor-mas os trabalhadores são pou- ção é diálogo-presença com Deus. naram-se apenas assistentes mar-cos...» (Lc 10,2). Já o sabíamos. A oração é convívio de amor com ginalizados e inactivos. Os sacer-Sempre assim foi! A seara para se- Ele! Deus sabe muito bem do que dotes faziam tudo!... A actual faltamear a Palavra de Deus é do tama- os homens precisam. Há necessi- de sacerdotes fez com que os cris-nho do mundo, e o comodismo não dade de falarmos a Deus das nos- tãos fossem novamente chamadosgera trabalhadores!...A semente a sas necessidades para nos abrirmos para o ministério pastoral, missãosemear é a Palavra de Deus, não à sua graça. Paulo Guerra escreveu de que nunca deviam ter sido afas-apenas voz a falar aos homens, mas no seu livro «Celebrar a Festa» que tados. Para se avaliar esta bênçãoa Pessoa de Deus em Cristo-Ho- «a nossa oração não move o cora- de Deus basta comparar as nossasmem, porque a Palavra de Deus é ção de Deus para dar, mas dispõe comunidades de hoje com as de háPessoa em Cristo, como deve ser o nosso para receber». 30 ou 40 anos atrás!...«O EspíritoPessoa nos seus discípulos! Ser Deus é Pessoa em Cristo-Pes- Santo sopra onde quer e quandoPessoa é Viver e dar Vida. E aqui é soa, sempre disposta a dar-se. O quer»! O que é preciso é não Oque falhamos. Nem somos, como nosso diálogo com Deus é de Pes- impedir na sua missão de recriar edevíamos, agricultores da seara do soa a pessoa. E este diálogo é mais dinamizar sempre novas vivênciasSenhor, nem somos semeadores para sentirmos que só seremos tudo cristãs! Ele fará surgir vocaçõescom Ele, apesar de sempre nos ter com Deus que é tudo, como con- sacerdotais quando e quantas fo-querido tornar parceiros na cultu- fessou S. Paulo: «Tudo posso rem necessárias, assim como no-ra do mundo e do seu Reino. n’Aquele que me conforta». vos ministérios!... Mas o que me impressiona é o E daqui é que podem surgir as É ou não é verdade que não te-pedido que Jesus fez logo a seguir: vocações sacerdotais, que precisam mos razões para gritar, mas sim«Rogai ao dono da seara que man- todavia de um ambiente familiar e para cantar em acção de graças?!...de trabalhadores para a sua sea- social que favoreça o seu desenvol-ra» (Lc10,2; Mt 9,37). Este pedi- vimento. Mas eu creio que Jesusdo tem sido interpretado apenas se referia a todos os trabalhadores Manuel Paiva
  4. 4. 4 espiral b r e v e s . . . · · cional; a mãe da Margarida (Rio Tinto), · o Silva Pinto (Fontes - Santa Marta esposa do Osório, em plena “via- EM PROVAÇÃO: sacra”; de Penaguião), cerineu da A doença vai-nos acompanhando. Neste tempo quaresmal, de cami- Maria(zinha), sua esposa, que sofre · o Manuel Sousa Gonçalves (Vila nhada para a Páscoa, faz-nos certa- de Alzheimer; do Conde) continua limitado por mente sentir mais unidos aos que · também o Luís Gouveia problemas cardíacos. sofrem e a Jesus Cristo, que por nós (Ermesinde), que aguarda uma A todos tenhamos presentes nas Se ofereceu em sacrifício ao Pai. intervenção cirúrgica aliviadora nossas preces. Vemos, com verdade, completar-se em nós “o que falta à paixão de Cristo”. Acompanhamos, assim: · o Lúcio Salvador (Cuba) e a · dos seus padecimentos; a Maria José Monteiro (Lisboa), que vai, graças a Deus, melho- rando; · FALECIMENTO: Soubemos, há pouco, do passamento do pai do Fernando Ribeiro das Ne- ves (Palhaça). · esposa, cujos pais estão doentes · o Abílio Rebelo (Lisboa), que se Paz para ele e consolação aos seus. encontra doente, assim como a e muito dependentes do casal; CASAMENTO: Maria de S. José; · o Francisco Santos (Vairão - Vila Aqui ao lado, a carta que recebemos do Conde), cuja visão tem vindo · o Henrique Santos (de Évora), do Vincent e da Cidália (Abrantes), a deteriorar-se, com reflexos operado à vesícula, e em referente ao seu casamento que terá fortes na sua estabilidade emo- recuperação; lugar em breve. Parabéns! Olá amigos,como estais? Esperamos que bem. FUNDO DE PARTILHA A nossa vida avança a um Verificou-se um aumento diversas no ano de 2004. Parece- ritmo lento, mas avança, o substancial da necessidade de -nos urgente garantir um aumento que é muito bom. utilizar o Fundo de Partilha, que calculado do Fundo de Partilha. Escrevemos estas breves linhas só para partilhar passou de 270,00 euros para convosco um facto que 1.730,00 euros, tendo sido in Relatório da Direcção nos dá muita alegria. utilizados 1.500,00• para ajudas (Ano de 2004) Depois de muitas “dores de cabeça”, burocracias infinitas, o processo para Novos Sócios da FATERNITAS o casamento civil está a chegar ao fim e pudemos, Admitidos na Reunião de Direcção de 12 de Março de 2005 ontem à tarde, finalmente Nº 099 -ROGÉRIO MORAIS TEIXEIRA e ALCINA ROSA MOREIRA TEIXEIRA marcar a data. No dia 2 de Abril às 15h casaremos civilmente. Nesse dia o Nº 100 -LUÍS GONZAGA MAGALHÃES BARBOSA e MARIA DA GLÓRIA LEAL DA Samuelito faz 3 anos e SILVA por isso o dia torna-se ainda mais especial. Nº 101 -MANUEL VIANA PEREIRA e MARIA DOLORES VARANDA MACHADO Neste dia em especial VIANA PEREIRA contamos com a vossa oração. Nº 102 -EMÍLIO ARMANDO PEREIRA DA FONSECA Um grande beijinho e um abraço para todos vocês Nº 103 -CRISTÓVÃO MANUEL PEREIRA NEVES e MARGARIDA ISABEL REIS do Vincent, Cidália e COSTA Samuel.
  5. 5. espiral 5 Renovação O que se não renova, morre. manter como presidente da zação, sinal do Amor de Deus aos Dado o nosso natural deixar direcção por mais um mandato homens? Reconheço também que correr o que está bem, é aceitável (veja-se o texto do João Simão não é tarefa fácil formar uma não se nos afigurar que, quem já abaixo). equipa, até porque nem sempre está há bastantes anos na Importa, por isso, que entre os nos conhecemos todos uns aos Direcção da Fraternitas, sinta sócios, haja movimentações, outros muito bem, porque nem necessidade de sair, de dar lugar possam surgir listas de candidatura sempre todos estamos nos a outros, e possa “repousar” um à direcção do nosso Movimento. É encontros gerais. Mas, mesmo pouco. Descansamos em quem que, no meu entender, se torna assim, é necessário fazermos um tem cumprido bem o seu papel. importante poder escolher entre esforço que, certamente, será (E muitas graças temos de dar a projectos e equipas alternativas, e positivo para todos nós. Deus — e ao próprio — pelo não apenas entre uma lista e o Lanço aqui este alerta para que serviço exemplar, dedicado e “nada” ou o vazio (este, natural- não cheguemos a Fátima, à generoso que o João Simão, como mente, impossível). Assembleia Geral do próximo dia presidente da direcção, tem É certo que todos estamos 24 de Abril, e só aí, nos cor- prestado ao longo de diversos muito ocupados, que todos temos redores e na pressa a que o tempo mandatos!). afazeres. Embora uns mais obriga, nos demos conta de que é Mas já não é possível ocupados que outros. Mas, não é preciso fazer algo. Para bem do continuar a pedir ao João Simão nosso o Movimento? Não nos Movimento e A.M.D.G. “ad e, concomitantemente, à Maria revemos nele? Não somos, por ele, majorem Dei gloriam”. Fernanda, o sacrifício de se responsáveis por uma evangeli- Alberto Osório Novos corpos Gerentes Pelas 14.30 horas do dia 24, associação que integram, não só eclesial, podemos dizer que se domingo, reunir-se-á a Assem- elegendo quem se candidata, mas, cumpriu uma etapa carac- bleia Geral para a discussão dos sobretudo, manifestando disponibi- terizadora, eventualmente base assuntos estatutários e também lidade para integrar listas nos para novos desenvolvimentos. É, para proceder à eleição dos lugares para que cada um se sinta pois, a altura certa para passar o titulares dos corpos gerentes da mais apto. testemunho. Tenho a certeza de nossa Associação — Mesa da Após oito anos como presidente que, tal como nas estafetas Assembleia Geral, Direcção e da Direcção, julgo ser meu dever aqueles que recebem o Conselho Fiscal — para um não me voltar a candidatar. testemunho correm mais do que mandato de três anos, uma vez Alcançada a fase em que a os anteriores, também na que os actuais titulares cessam Fraternitas já ganhou rosto, viveu Fraternitas os próximos diri- funções. e meditou sobre si mesma e sobre gentes chegarão bem mais O momento das eleições as realidades envolventes, nós adiante. Com a colaboração de desafia todos os associados a próprios aclarámos ideias relativa- todos, naturalmente. sentirem-se responsáveis pela mente ao nosso enquadramento
  6. 6. 6 espiralDR. ABÍLIO ANTUNES PEREIRA(continuação da pág. 8 - col. 2) AO NOSSO CONFRADE SALOMÃOmotivo de saudade verdadeira e deenorme louvor Àquele que é o Se- “Quão agradável e bom É nós vivermos unidos!”nhor da Vida. Esta vida é mar de escolhos:Do nosso Abílio teremos sempre Escolhos são os perdidos...aquela recordação de quem amoua Igreja de Cristo e a quis servir Meus irmãos, no conviver,com toda a alma e de todo o cora- Nasce e mora e cresce a paz.ção. Particularmente nas Conferên- Oh! Que linda sementeiracias Vicentinas onde foi um profun- Do que se leva e se traz!do entusiasta.S ei que todos os elogios são, nes- ta circunstância, suspeitos mas Em abrindo a minha mão, Ora dou, ora recebo:Deus sabe da justeza destas linhas É sorte bem abonadaque aqui vos ofereço. Não para sua Nas quatro folhas do trevo!glória mas para maior glória dequem nele e por ele se revelou para Obrigado, dizes tu;nós. Obrigado, digo eu!Resta-nos ser dignos do seu teste- Na regra do bem-fazer,munho, honrar-mos a sua memó- Quem algum dia perdeu?ria e, junto de Deus, suplicarmosque o associe ao Reino dos vivos, “Bom provérbio, bom ditado,na sua presença. Lá, certamente, Aquele de Salomão...”continuará a trabalhar por esta co- Boa a lição da humildade,munidade que tanto espera dos seus Verdadeira, sem senão!membros e nunca os considera delaafastados. Quando o cego se sentiu Na sua fé tão ceguinho,Em nome de todos, obrigado “Dou- Na fé de Cristo embarcou,tor Abílio”! Em se metendo ao caminho... Pe. José Luís Borga Nos vales da escuridão, Há sempre um raio d’esp’rança; E na constância da luta, “Quem porfia sempre alcança”!(continuação da pág. 8 - col. 1) António da Eiralicenciatura na Universidade de Aver-o-Mar, 16-XI-2002Lisboa e profissionalizou-se comoprofessor. Tinha desejo sincero deser homem bom. A esposa era uma mesmo desejo entrou na Frater- múltiplas andanças. Espero queboa ajuda. nitas. Nas minhas actividades de Deus nos dê aos dois um cantinhoManteve-se sempre unido aos superior da Sociedade Missionária sossegado do outro lado do mundo.antigos colegas na associação dos cruzei-me com ele muitas vezesantigos seminaristas e membros da mas nunca tive grande tempo para Chililabombwe, Zâmbia, 29/1/2005Sociedade Missionária e com o passar com ele devido às minhas Pe. Manuel Castro Afonso
  7. 7. espiral 7EUCARISTIASínodo Internacional O Movimento Internacional mentos preparatórios para o Sínodo dres, para que todos«Nós Somos Igreja» — Portugal, indica que metade das paróquias os católicos do mundo possam regularmenteprocedeu à recolha de assinaturas não tem hoje um sacerdote para participar na Euca-para entrega aos bispos portugue- celebrar a Eucaristia. O Vaticano ristia, pelo menosses da carta que a seguir se publicamais se tem debruçado sobre o uma vez por semana.na íntegra: cumprimento das minúcias ritua- Que tenha por modelo a listas da celebração, do que sobre Verdadeira Presença de Cristo no Pão e no o sentido da Presença de Cristo Vinho consagrados. «Em Outubro de 2005 realiza- entre a comunidade reunida, se- Que reconheça a Eucaris--se um Sínodo Internacional sobre gundo a palavra do Evangelho. tia como mais impor-a Eucaristia. Até Outubro próximo tante para a Igrejaos Bispos de todas as Dioceses do do que o celibatomundo deverão enviar para a Santa Senhor Bispo, obrigatório. Que reconheça que asSé os seus pareceres preparatórios mulheres são Corpo desobre as questões que poderão vir Católico/a, pela fé que Cristo, assim como osa ser consideradas. Esses contribu- me foi concedida, eu creio homens. no Sagrado Mistério datos serão reunidos num único rela- Eucaristia. Estou preocu- Para assegurar a nossatório, que deverá estar elaborado pado/a porque a Eucaristia vida sacramental, pedimos:em final de 2004. é negada a milhões de Que o celibato deixe católicos, devido à falta de ser obrigatório Um grupo de católicos/as por- de padres no mundo intei- para os padres dio-tugueses, à semelhança de outros, ro. Reflectindo sobre as cesanos.em várias zonas do mundo, consi- questões fundamentais do Que os padres casadosdera que os leigos deverão contri- Sínodo Internacional de sejam aceites de 2005, com todo o respeito, volta à actividadebuir para a reflexão em curso. Por vos pedimos considerem as ministerial.isso foi elaborada esta carta, por respostas às seguintes Que os ministériosnós subscrita e que será enviada aos questões: ordenados sejamBispos portugueses, na pessoa do 1. Quantos padres exis- administrados aosPresidente da Conferência tirão nas nossas milhares de mulhe- dioceses dentro de res qualificadas,Episcopal, o Cardeal Patriarca, dez anos? que actualmenteJosé Policarpo. 2. Quantas paróquias se- estão ao serviço da rão extintas, agrupa- Igreja no mundo. Estamos cientes de que a das ou fundidas, nosmaioria dos católicos no mundo próximos dez anos? Peço a inspiração dointeiro não tem acesso à celebração Espírito Santo para as Peço, através de vós, ao nossas dioceses e para osda Eucaristia de uma forma regular Sínodo Internacional sobre trabalhos do Sínodo.e frequente, sobretudo porque a a Eucaristia:falta de padres é hoje crescente e Que encontre soluções Lisboa, 24 de Setembro de 2004preocupante. Nenhum dos docu- para a falta de pa-
  8. 8. In Memoriam... DR. ABÍLIO ANTUNES PEREIRAF ui colega dele nos 14 anos de Seminário na Sociedade Missionária Portuguesa no Conventode Cristo em Tomar, em Cernache do Bonjardim, e “N ão há duas oportunidades para uma primei- ra impressão”.em Cucujães. Fizemos o último ano de Teologiaprática e Pastoral em Tomar e fomos E sta frase veio-me à memória pela necessidade de vos oferecer umas linhas para o jor- nal a propósito do nosso Abílio (aquiordenados sacerdotes os dois em 31 de na paróquia “Doutor Abílio”!). TudoJulho de 1960, em Cucujães, pelo isto se deve ao facto de ele ter sido,saudoso arcebispo de Cízico, D. provavelmente, a primeira pessoaManuel Ferreira da Silva. O Abílio que me foi apresentada como mem-partiu para Moçambique, diocese de bro activo e empenhado na comuni-Nampula, e eu fiquei a trabalhar nos dade que, com a minha chegada, iriaseminários em Portugal com saúde dar origem à nova paróquia de Nos-precária, o que levou a que me fizessem sa Senhora de Fátima. Nele encon-superior-geral por duas vezes. O Abílio trei logo alguém que manifestou,trabalhou pastoralmente bem emMoçambique durante uns cinco anos. fácil e espontaneamente, além deDesde o início do seminário que se uma enorme alegria pela minha che-revelou com fé pessoal profunda e piedade sincera, e gada, sempre oportuna e portadora de apoio e entusi-muito metódico no trabalho a tender para o asmo para quem chega e procura amparo, uma per-piedosismo e rigorismo com ele próprio. manente esperança em tudo o que de novo Deus nos traz por Sua Graça, nos tempos futuros.V eio de Moçambique com o sistema nervoso deteriorado revelando acentuada carênciaafectiva. Voltou a Moçambique mas regressou em L ogo me foi esclarecido como era a sua situação eclesial e, muito mais importante, o seu lugarbreve a Portugal. Pediu a redução ao estado laical. na comunidade.Foi-lhe concedida sem grande demora. Acompanhei Com o tempo foi-se apurando aquela primeira agra-o processo na direcção da Sociedade Missionária. dável impressão pessoal.Casou numa amizade que vinha de alguns anos. Nessa Um espírito delicado e acolhedor; uma vontade per-altura eu estava no Seminário de Tomar e, no tempo manente de servir e edificar a comunidade; uma pre-disponível, a pedido do pároco de Tomar e do sença que marcava e era significativa para os que bus-Entroncamento, com a equipa nacional do Mundo cavam na sua palavra uma luz e uma voz para o cami-Melhor dirigimos um trabalho de animação espiritual nho a fazer.e pastoral na região. Na primeira reunião noEntroncamento o Abílio esteve presente com a esposae passou a ser um bom colaborador pastoral da C omo seu pároco sempre encontrei alguém atento e com vontade de ser apoio para as minhas tare- fas, um reconhecimento das minhas orientações e, so-paróquia. Não escondia o passado e tinha orgulho do bretudo, uma persistente delicadeza e compreensão.que fizera de bom. Trabalhador metódico, ao mesmo Nunca uma palavra de derrota. Nunca uma críticatempo que leccionava no Entroncamento, fez a menos edificante, tanto para comigo como para qual- (continua na pág. 6) quer outro membro da comunidade. Nunca aquelas desculpas próprias de quem quer sobretudo livrar-se de alguma responsabilidade. boletim da espiral associação fraternitas movimento Por todas estas razões a sua partida é, para toda a nossa comunidade, Responsável: Alberto Osório de Castro e-mail: a-osorio-c@clix.pt Nº 18 - Janº/Marº de 2005 (continua na pág. 6)

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