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Conteúdo Programático:
01. Introdução à segurança com eletricidade;
02. Riscos em instalações e serviços com eletricidade;
03. Técnicas de Análise de Risco;
04. Medidas de Controle do Risco Elétrico;
05. Normas Técnicas Brasileiras;
06. Regulamentações do MTE;
07. Equipamentos de proteção coletiva;
08. Equipamentos de proteção individual;
09. Rotinas de trabalho – Procedimentos;
10. Documentação de instalações elétricas;
11. Riscos adicionais;
12. Proteção e combate a incêndios;
13. Acidentes de origem elétrica;
14. Primeiros socorros;
15. Responsabilidades.
Norma Regulamentadora 10
Introdução
As instalações e os serviços em eletricidade, nos seus mais diversos usos
e aplicações e em quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades,
devem atender aos requisitos da NR 10 - Segurança em Instalações e
Serviços em Eletricidade, desde o início do projeto até a execução,
operação, manutenção, reforma e utilização, com a principal finalidade de
garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou
indiretamente, interajam e/ou supervisionem equipes de profissionais em
instalações elétricas e serviços com eletricidade.
A eletricidade é, sem dúvida, a forma de energia mais utilizada na
sociedade industrializada atual; a facilidade em ser transportada dos locais
de geração para os pontos de consumo e sua transformação normalmente
simples em outros tipos de energia, tais como mecânica, luminosa, térmica,
muito contribui para o desenvolvimento industrial.
Com características adequadas à moderna economia, facilmente
disponibilizada aos consumidores, a eletricidade, sob certas circunstâncias,
pode comprometer a segurança e a saúde das pessoas.
A eletricidade não é vista e nem é
tocável. É, pois, um fenômeno que
escapa aos nossos sentidos, onde
apenas se percebem suas
manifestações exteriores, como a
iluminação, sistemas de calefação,
entre outros. Em consequência
desta “invisibilidade”, a pessoa é,
muitas vezes, exposta a situações
de risco ignoradas ou mesmo
subestimada.
É importante salientar que o treinamento exigido pela NR-10, de conteúdo
multiprofissional, não é dirigido para uma conceituação e formação teórica
em eletricidade e nem se trata de uma capacitação profissional para as
atividades, mas sim da GESTÃO DA SEGURANÇA EM ELETRICIDADE,
através da prevenção de acidentes de natureza elétrica, de análise e
antecipação do risco, apresentando elementos que proporcionem o
conhecimento necessário para se conduzir frente a um sistema de gestão de
segurança em eletricidade, desenvolvendo metodologias seguras, noções de
responsabilidades nas esferas cível e criminal, conhecimento de normas e
regulamentos aplicáveis, bem como técnicas de prevenção e combate a
incêndios e primeiros socorros. Salienta-se, portanto, que a NR-10 não é
uma norma técnica e sim gerencial.
Ela não ensina “como fazer” mas oferece as diretrizes indicando “o que
fazer”.
Introdução à segurança com eletricidade
O acidente sempre esteve presente na história da evolução de todos os
seres vivos. Em sua luta pela sobrevivência, o homem evoluiu desde a
coleta de alimentos, caça e pesca até iniciar a fase de civilização quando
começou a cultivar a terra. Modificando o ambiente em que vivia, alterou o
curso de sua história e provocou a REVOLUÇÃO INDUSTRIAL.
As primeiras iniciativas de editar leis sobre SEGURANÇA do TRABALHO
surgiram ao final de um século de violentas transformações no modo de
produzir bens (1750-1850). Atualmente, vivemos o terceiro ciclo: o da
REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO.
Acidentes, doenças e danos ambientais fazem parte da mesma história que
fala do desenvolvimento das atividades produtivas. Os danos e os custos
que produzem os acidentes e doenças ocupacionais na indústria brasileira
são de tal magnitude que as próprias empresas têm tomado a iniciativa de
preveni-los.
Portanto, as responsabilidades destas ações recaem no trinômio ESTADO x
EMPRESA x TRABALHADOR, já que os efeitos sobre a saúde se
manifestam nesses três componentes.
A legislação estabelece a obrigatoriedade de serviços especializados em
Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho nas Empresas, assim como a
implantação sistêmica de um programa de gestão de segurança, saúde e
melhoria das condições do ambiente de trabalho.
O trabalhador deve cumprir sua parte, lembrando que qualquer acidente
resulta desdobramento para:
 Homem > Risco;
 Risco + não conformidade > perigo;
 Perigo iminente > pré-acidente ou quase acidente;
 Acidente > cria condição desfavorável para: acidentado, família,
colegas, empresa, país.
Vale lembrar que:
 Risco: Capacidade de uma grandeza com potencial para causar
lesões ou danos à saúde das pessoas.
 Perigo: Situação ou condição de risco acentuado com possibilidade
de causar lesão física ou dano à saúde das pessoas por ausência de
medidas de controle.
Conceitos e Grandezas Elétricas Básicas
É extremamente importante estabelecer, logo de início, uma linguagem
comum, de forma que a comunicação de cada termo a ser utilizado seja
bastante clara. Cada nova “quantidade” introduzida deve ser apresentada.
É o que chamamos de unidades de medida.
Para podermos interpretar uma grandeza mensurável, é necessário o
conhecimento tanto de um número quanto uma unidade , como, por
exemplo “5 Volts”.
Eletricidade - Definição
A eletricidade é um fenômeno físico originado por cargas elétricas
estáticas ou em movimento e por sua interação. Quando uma carga se
encontra em repouso, produz forças sobre outras situadas à sua volta. Se a
carga se desloca, produz também forças magnéticas.
Há dois tipos de cargas elétricas, chamadas positivas e negativas. As
cargas de nome igual se repelem e as de nome distinto se atraem. A
partícula mais leve que leva carga elétrica é o elétron, que transporta uma
unidade de carga. Os átomos em circunstâncias normais contêm elétrons, e
frequentemente os que estão mais afastados do núcleo se desprendem
com muita facilidade. Em algumas substâncias, como os metais, proliferam-
se os elétrons livres.
Desta maneira, um corpo fica carregado eletricamente graças à
reordenação dos elétrons. Um átomo normal tem quantidades iguais de
carga elétrica positiva e negativa, portanto é eletricamente neutro. A
quantidade de carga elétrica transportada por todos os elétrons do átomo,
que por convenção são negativas, está equilibrada pela carga positiva
localizada no núcleo.
Se um corpo contém um excesso de elétrons ficará carregado
negativamente. Ao contrário, com a ausência de elétrons, um corpo fica
carregado positivamente, devido ao fato de que há mais cargas elétricas
positivas no núcleo.
Tensão e Corrente Elétrica
Nos materiais condutores, como os fios, existem partículas invisíveis
chamadas elétrons livres, que estão em constante movimento de forma
desordenada. Para que estes elétrons livres passem a se movimentar de
forma ordenada nos fios, é necessário ter uma força que os empurre em
uma mesma direção. A esta força é dado o nome de potencial elétrico ou
tensão elétrica (E) ou (U), e sua unidade de medida é o volt [V]. Na
verdade, o que faz com que os elétrons se movimentem é a diferença de
potencial (tensão) entre as duas extremidades de um condutor, ou seja,
uma diferença entre as concentrações de elétrons (carga elétrica).
Esse movimento ordenado dos elétrons livres, provocado pela ação da
diferença de potencial (tensão), forma uma corrente de elétrons. Essa
corrente ordenada de elétrons livres (ou seja, carga “Q” em movimento) por
unidade de tempo (t) é chamada de corrente elétrica (I), e sua unidade de
medida é o ampère [A], definido como a “corrente elétrica invariável que,
mantida em dois condutores retilíneos, paralelos, de comprimento infinito e
área de seção transversal desprezível e situados no vácuo a 1 metro de
distância do outro, produz entre esses condutores uma força igual a 2 x 107
newtons por metro de comprimento desses condutores”.
Equação 
Onde:
I = Corrente elétrica, em ampère [A];
Q = carga elétrica, em Coulomb [C];
Δt = intervalo de tempo, em segundo [s].
Figura 1 - Fluxo de elétrons através da seção de um condutor.
Para fazermos ideia do comportamento da corrente elétrica, podemos
compará-la com uma instalação hidráulica, interpretando o fornecimento de
energia elétrica a uma carga como sendo realizado por um “bombeamento
de carga elétrica”. A pressão que a água faz depende da altura do
reservatório (analogia com a energia elétrica: tensão). A quantidade de
água que flui pelo cano por unidade de tempo, ou seja, a vazão d’água,
expressa em m3/s (analogia com a energia elétrica: corrente) vai depender
desta pressão e do diâmetro do cano (analogia com a energia elétrica:
resistência).
Outro bom exemplo seria a pilha elétrica, onde existem cargas diferentes
concentradas em polos diferentes, de um lado prótons (carga positiva) de
outro lado os elétrons ( carga negativa), estabelecendo uma tensão elétrica
U entre elas.
Quando ligamos as duas extremidades por intermédio de um condutor, a
tensão faz com que haja uma circulação de elétrons ( pólo negativo) para o
pólo positivo gerando então um fluxo ordenado de elétrons ao qual damos o
nome de corrente elétrica.
O Sistema Elétrico
Energia, como sabemos, é a capacidade de produzir trabalho.
Apresentando-se sob as mais variadas formas (atômica, elétrica,
mecânica, química, térmica, eólica, para citar apenas algumas), ela não
pode ser criada, mas apenas transformada de uma forma para outra,
processo em que paga-se um preço, denominado rendimento , ou seja, a
quantidade de energia obtida na transformação é sempre menor que a
quantidade original.
Energia elétrica é uma forma de energia baseada na geração de
diferenças de potencial elétrico entre dois pontos, que permitem
estabelecer uma corrente elétrica entre ambos.
Existe de maneira aproveitável na Natureza, exemplo mais habitual de sua
presença natural: as tempestades elétricas. Ao mesmo tempo, tampouco
direta para o ser humano, salvo em aplicações muito particulares, como o
uso de correntes em fisioterapia Mediante a transformação adequada é
possível transformar-se em outras modalidades de energia de uso direto
(com custos relativamente baixos) em forma de luz, movimento ou calor,
segundo os elementos de transforma empreguem (lâmpada, motor ou
aquecedor elétrico, por exemplo).
A energia elétrica é tão importante em nossas vidas, que seria
praticamente impossível conviver nos dias de hoje sem sua existência.
Muitas vezes nos damos conta da sua importância, somente no momento
da sua falta. É a forma mais prática de energia, pois pode ser produzida a
partir de outras fontes de energia, além de poder ser transportada com
facilidade por grandes distâncias através dos condutores elétricos (fios ou
cabos), ao contrário das demais formas de energia, que devem ser
utilizadas no local da geração.
A geração de energia elétrica é uma atividade humana básica, já que está
diretamente relacionada com os requerimentos primários do homem. Todas
as formas de utilização das fontes de energia, tanto as convencionais como
as denominadas alternativas ou não convencionais, agridem em maior ou
menor medida o nosso ambiente.
Um sistema elétrico, na sua concepção mais geral, é constituído pelos
equipamentos e materiais necessários para transportar a energia elétrica
desde a "fonte" até os pontos em que ela é utilizada. É o conjunto de todas
a instalações e equipamentos destinados à operação, transmissão e
distribuição de energia elétrica até a medição inclusive.
A energia elétrica, normalmente, não é utilizada no mesmo local onde é
produzida. Como é produzida a grandes distâncias dos centros de
consumo, é necessário que seja transportada e, por motivos estritamente
econômicos, deve ser feito em altas tensões, para reduzir as perdas
elétricas e por questões de isolamento dos equipamentos e componentes
elétricos. A energia elétrica desenvolve-se em quatro etapas básicas:
geração, transmissão, distribuição e utilização.
O Sistema elétrico é constituído das etapas de geração, transmissão,
distribuição e utilização.
Com o objetivo de uniformizar o entendimento, é importante informar que o
SEP (Sistema Elétrico de Potência, definido como o conjunto de todas as
instalações e equipamentos destinados à geração, transmissão e distribuição
de energia elétrica até a medição inclusive.) trabalha com vários níveis de
tensão, classificadas pela ABNT em alta e baixa tensão e normalmente com
corrente elétrica alternada (60 Hz).
Conforme definição dada pela ABNT através das NBRs, considera-se “baixa
tensão”, a tensão superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em
corrente contínua e igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada ou
1500 em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. Da mesma forma
considera-se “alta tensão”, a tensão superior a 1000 volts em corrente
alternada ou 1500 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra.
Fase de Geração
A geração é a etapa desenvolvida nas usinas geradoras que produzem
energia elétrica por transformação, a partir das fontes primárias. As usinas
podem ser classificadas conforme o tipo de energia que utilizam para
movimentação dos eixos das turbinas:
a) Hidroelétricas, que utilizam a energia mecânica das quedas d'água
(a mais utilizada no Brasil);
a) Termoelétricas, que utilizam a energia térmica da queima de
combustíveis (carvão, óleo diesel, gasolina etc);
b) Nucleares, que utilizam a energia térmica produzida pela fissão
nuclear de materiais (como o urânio por exemplo).
Conforme apresentado, a energia elétrica pode ser obtida de diversas
formas. Normalmente as fontes de energia elétrica ditas convencionais são
as usinas hidrelétricas de grande porte (com potência acima de 30 MW) e
as usinas termelétricas movidas a carvão mineral, óleo combustível, gás
natural ou nucleares, consumindo neste último caso o urânio enriquecido.
Como fontes alternativas de energia elétrica, existe uma gama de
possibilidades, incluindo energia solar fotovoltaica, usinas eólicas, usinas
utilizando-se da queima da biomassa (madeira e cana de açúcar, por
exemplo), pequenas centrais hidrelétricas, e outras fontes menos usuais
como as que utilizam a força das marés.
A energia elétrica que alimenta as indústrias, comércio e nossos lares é
gerada principalmente em usinas hidrelétricas, onde a passagem da água
por turbinas geradoras transformam a energia mecânica, originada pela
queda d’água, em energia elétrica. No Brasil a geração de energia elétrica é
80% produzida a partir de hidrelétricas, 11% por termoelétricas e o restante
por outros processos.*
No Brasil, por serem abundantes os recursos hidráulicos disponíveis, o
abastecimento do mercado de energia elétrica tem sido efetuado
preponderantemente através de usinas hidrelétricas. As atividades
características da geração se encerram nos sistemas de medição da
energia usualmente em tensões de 138 a 500 kV, interface com a
transmissão de energia elétrica.
Transmissão
Transmissão de Energia Elétrica é o processo de transportar energia
entre dois pontos.
Após a geração, a energia deve ser transportada até o centro de consumo.
O transporte é realizado por linhas de transmissão de alta potência,
geralmente usando corrente alternada (60 Hz) em tensões elevadas, que de
uma forma mais simples conecta uma usina ao consumidor. Basicamente,
está constituída por linhas de condutores destinados a transportar a energia
elétrica desde a fase de geração até a fase de distribuição, abrangendo
processos de elevação e rebaixamento de tensão elétrica, realizados em
subestações próximas aos centros de consumo.*
As tensões usuais de transmissão adotadas no Brasil, em corrente
alternada (60 Hz), podem variar de 138 kV até 765 kV incluindo neste
intervalo as tensões de 230 kV, 345 kV, 440 kV e 500 kV.
Os sistemas ditos de subtransmissão contam com níveis mais baixos de
tensão, tais como 34,5 kV, 69 kV ou 88 kV e 138 kV e alimentam
subestações de distribuição, cujos alimentadores primários de saída
operam usualmente em níveis de 13,8 kV (faixa entre 3 e 35 kV).
Junto aos pequenos consumidores, existe uma outra redução do nível de
tensão para valores entre 110 V e 440 V, na qual operam os alimentadores
secundários.*
Distribuição
A distribuição é uma etapa desenvolvida, via de regra, nos centros
consumidores. É o segmento do setor elétrico que compreende os
potenciais após a transmissão, indo das subestações de distribuição
entregando energia elétrica aos clientes.
As linhas de transmissão alimentam subestações abaixadoras, geralmente
situadas nos centros urbanos. A energia chega em uma subestação
abaixadora com valores de tensão de transmissão (69 kV, 138 kV, 230 kV
etc) e através de transformadores abaixa-os para os valores de "tensão de
distribuição" (3 a 34,5 kV), usualmente 13,8 kV ou 34,5 kV. Da subestação
abaixadora, visando alimentar os "clientes médios",partem as linhas de
distribuição primária, podendo ser aéreas, com cabos nus (ou, em alguns
casos, cobertos) de alumínio ou cobre, suspensos em postes, ou
subterrâneos, com cabos isolados.*
Atividades características do setor de geração
Manutenção:
São atividades de intervenção realizadas nas unidades geradoras, para
restabelecer ou manter suas condições adequadas de funcionamento.
Essas atividades são realizadas nas salas de máquinas, salas de comando,
junto a painéis elétricos energizados ou não, junto a barramentos elétricos,
instalações de serviço auxiliar, tais como: transformadores de potencial, de
corrente, de aterramento, banco de baterias, retificadores, geradores de
emergência, etc.
Os riscos na fase de geração (turbinas/geradores) de energia elétrica são
similares e comuns a todos os sistemas de produção de energia e estão
presentes em diversas atividades
Atividades características do setor de transmissão
Inspeção de Linhas de Transmissão:
Neste processo são verificados: o estado da estrutura e seus elementos, a
altura dos cabos elétricos, condições da faixa de servidão e a área ao longo
da extensão da linha de domínio. As inspeções são realizadas
periodicamente por terra ou por helicóptero.
Manutenção de Linhas de Transmissão:
 Substituição e manutenção de isoladores (dispositivo constituído de uma
série de “discos”, cujo objetivo é isolar a energia elétrica da estrutura);
 Limpeza de isoladores;
 Substituição de elementos para-raios;
 Substituição e manutenção de elementos das torres e estruturas;
 Manutenção dos elementos sinalizadores dos cabos;
 Desmatamento e limpeza de faixa de servidão, etc.
Construção de Linhas de Transmissão:
 Desenvolvimento em campo de estudos de viabilidade, relatórios de
impacto do meio ambiente e projetos;
 Desmatamentos e desflorestamentos;
 Escavações e fundações civis;
 Montagem das estruturas metálicas.
Atividades características do setor de distribuição
 A distribuição de energia elétrica possui diversas atividades
características de trabalho, conforme descrição abaixo:
 Recebimento e medição de energia elétrica nas subestações;
 Rebaixamento ao potencial de distribuição da energia elétrica;
 Construção de redes de distribuição;
 Construção de estruturas e obras civis;
 Montagens de subestações de distribuição;
 Montagens de transformadores e acessórios em estruturas nas redes de
distribuição;*
Manutenção com a linha desenergizada “linha morta”
Todas as atividades envolvendo manutenção no setor elétrico devem
priorizar os trabalhos com circuitos desenergizados. Apesar de
desenergizadas devem obedecer a procedimentos e medidas de segurança
adequado.
Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas
liberadas para serviços mediante os procedimentos apropriados:
seccionamento, impedimento de reenergização, constatação da ausência
de tensão, instalação de aterramento temporário com equipotencialização
dos condutores dos circuitos, proteção dos elementos energizados
existentes, instalação da sinalização de impedimento de energização.
Manutenção com a linha energizada “linha viva”
Esta atividade deve ser realizada mediante a adoção de procedimentos e
metodologias que garantam a segurança dos trabalhadores. Nesta
condição de trabalho as atividades devem ser realizadas mediante os
métodos abaixo descritos:
1. Método ao contato:
O trabalhador tem contato com a rede energizada, mas não fica no mesmo
potencial da rede elétrica, pois está devidamente isolado desta, utilizando
equipamentos de proteção individual e equipamentos de proteção coletiva
adequada à tensão da rede.
2. Método ao potencial:
É o método onde o trabalhador fica em contato direto com a tensão da rede,
no mesmo potencial. Nesse método é necessário o emprego de medidas de
segurança que garantam o mesmo potencial elétrico no corpo inteiro do
trabalhador, devendo ser utilizado conjunto de vestimenta condutiva
(roupas, capuzes, luvas e botas), ligadas através de cabo condutor elétrico
e cinto à rede objeto da atividade.
3. Método à distância:
É o método onde o trabalhador interage com a parte energizada a uma
distância segura, através do emprego de procedimentos, estruturas,
equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes apropriados.
Utilização
A última etapa de um sistema elétrico é a utilização.
Ela ocorre, via de regra, nas instalações elétricas (conjunto de
componentes elétricos associados e com características coordenadas entre
si, constituídas para uma finalidade determinada), onde a energia gerada
nas usinas e transportada pelas linhas de transmissão e distribuição e
transformada pelos equipamentos destinados à converter energia elétrica
em outra forma de energia, tais como mecânica, térmica e luminosa - para
ser finalmente utilizada pelo consumidor do "produto" energia elétrica.
Riscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
"A eletricidade não admite improvisações, ela não tem cheiro, não tem cor,
não é quente nem fria - ela é fatal."
Pode-se definir perigo como a fonte ou situação com potencial de provocar
danos em termos de ferimentos humanos ou problemas de saúde aos
empregados, no exercício de suas funções, ou na comunidade.
Por sua vez, risco é a combinação da possibilidade de ocorrência e da
consequência de uma determinada situação de perigo. Os riscos à
segurança e saúde dos trabalhadores no setor de energia elétrica são, via
de regra, elevados, podendo levar a lesões de grande gravidade e são
específicos a cada tipo de atividade.
Riscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Contudo, o maior risco a segurança e saúde dos trabalhadores é o de
origem elétrica. Um trabalho de risco é o serviço temporário que oferece
risco potencial grave à saúde e/ou integridade física dos trabalhadores,
podendo impactar também as instalações e o meio ambiente.
Riscos de Origem Elétrica
A eletricidade é vital na vida moderna. É desnecessário ressaltar sua
importância, quer propiciando conforto aos nossos lares, quer atuando
como insumo nos diversos segmentos da economia.
Por outro lado, o uso da eletricidade exige do consumidor a aplicação de
algumas precauções em virtude do risco que a eletricidade representa,
muitos não sabem, desconhecem ou desconsideram este risco.
Os acidentes ocorridos com eletricidade, no lar e no trabalho, são os que
ocorrem com maior frequência e comprovadamente os que trazem as mais
graves consequências.
As normas de segurança estabelecem que pessoas devem ser informadas
sobre os riscos a que se expõem, assim como conhecer os seus efeitos e
as medidas de segurança aplicáveis.
A eletricidade constitui-se em agente de elevado potencial de risco ao
homem. Mesmo em baixas tensões ela representa perigo à integridade
física e saúde do trabalhador. Sua ação mais nociva é a ocorrência do
choque elétrico com consequências diretas e indiretas (quedas, batidas,
queimaduras indiretas e outras).*
 A utilização de energia (kWh) aumentou cerca de 13 vezes desde
1949;
 Cargas e instalações maiores;
 Painéis de média tensão em indústrias e comércio;
 Geração local;
 Treinamento inadequado;
 Impacto financeiro (confiabilidade).

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Apresentação1

  • 2.
  • 3.
  • 4. Conteúdo Programático: 01. Introdução à segurança com eletricidade; 02. Riscos em instalações e serviços com eletricidade; 03. Técnicas de Análise de Risco; 04. Medidas de Controle do Risco Elétrico; 05. Normas Técnicas Brasileiras; 06. Regulamentações do MTE; 07. Equipamentos de proteção coletiva; 08. Equipamentos de proteção individual; 09. Rotinas de trabalho – Procedimentos; 10. Documentação de instalações elétricas; 11. Riscos adicionais; 12. Proteção e combate a incêndios; 13. Acidentes de origem elétrica; 14. Primeiros socorros; 15. Responsabilidades.
  • 6. Introdução As instalações e os serviços em eletricidade, nos seus mais diversos usos e aplicações e em quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades, devem atender aos requisitos da NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, desde o início do projeto até a execução, operação, manutenção, reforma e utilização, com a principal finalidade de garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam e/ou supervisionem equipes de profissionais em instalações elétricas e serviços com eletricidade. A eletricidade é, sem dúvida, a forma de energia mais utilizada na sociedade industrializada atual; a facilidade em ser transportada dos locais de geração para os pontos de consumo e sua transformação normalmente simples em outros tipos de energia, tais como mecânica, luminosa, térmica, muito contribui para o desenvolvimento industrial.
  • 7. Com características adequadas à moderna economia, facilmente disponibilizada aos consumidores, a eletricidade, sob certas circunstâncias, pode comprometer a segurança e a saúde das pessoas. A eletricidade não é vista e nem é tocável. É, pois, um fenômeno que escapa aos nossos sentidos, onde apenas se percebem suas manifestações exteriores, como a iluminação, sistemas de calefação, entre outros. Em consequência desta “invisibilidade”, a pessoa é, muitas vezes, exposta a situações de risco ignoradas ou mesmo subestimada.
  • 8. É importante salientar que o treinamento exigido pela NR-10, de conteúdo multiprofissional, não é dirigido para uma conceituação e formação teórica em eletricidade e nem se trata de uma capacitação profissional para as atividades, mas sim da GESTÃO DA SEGURANÇA EM ELETRICIDADE, através da prevenção de acidentes de natureza elétrica, de análise e antecipação do risco, apresentando elementos que proporcionem o conhecimento necessário para se conduzir frente a um sistema de gestão de segurança em eletricidade, desenvolvendo metodologias seguras, noções de responsabilidades nas esferas cível e criminal, conhecimento de normas e regulamentos aplicáveis, bem como técnicas de prevenção e combate a incêndios e primeiros socorros. Salienta-se, portanto, que a NR-10 não é uma norma técnica e sim gerencial. Ela não ensina “como fazer” mas oferece as diretrizes indicando “o que fazer”.
  • 9. Introdução à segurança com eletricidade O acidente sempre esteve presente na história da evolução de todos os seres vivos. Em sua luta pela sobrevivência, o homem evoluiu desde a coleta de alimentos, caça e pesca até iniciar a fase de civilização quando começou a cultivar a terra. Modificando o ambiente em que vivia, alterou o curso de sua história e provocou a REVOLUÇÃO INDUSTRIAL. As primeiras iniciativas de editar leis sobre SEGURANÇA do TRABALHO surgiram ao final de um século de violentas transformações no modo de produzir bens (1750-1850). Atualmente, vivemos o terceiro ciclo: o da REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO.
  • 10. Acidentes, doenças e danos ambientais fazem parte da mesma história que fala do desenvolvimento das atividades produtivas. Os danos e os custos que produzem os acidentes e doenças ocupacionais na indústria brasileira são de tal magnitude que as próprias empresas têm tomado a iniciativa de preveni-los. Portanto, as responsabilidades destas ações recaem no trinômio ESTADO x EMPRESA x TRABALHADOR, já que os efeitos sobre a saúde se manifestam nesses três componentes.
  • 11.
  • 12. A legislação estabelece a obrigatoriedade de serviços especializados em Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho nas Empresas, assim como a implantação sistêmica de um programa de gestão de segurança, saúde e melhoria das condições do ambiente de trabalho. O trabalhador deve cumprir sua parte, lembrando que qualquer acidente resulta desdobramento para:  Homem > Risco;  Risco + não conformidade > perigo;  Perigo iminente > pré-acidente ou quase acidente;  Acidente > cria condição desfavorável para: acidentado, família, colegas, empresa, país.
  • 13. Vale lembrar que:  Risco: Capacidade de uma grandeza com potencial para causar lesões ou danos à saúde das pessoas.  Perigo: Situação ou condição de risco acentuado com possibilidade de causar lesão física ou dano à saúde das pessoas por ausência de medidas de controle.
  • 14. Conceitos e Grandezas Elétricas Básicas É extremamente importante estabelecer, logo de início, uma linguagem comum, de forma que a comunicação de cada termo a ser utilizado seja bastante clara. Cada nova “quantidade” introduzida deve ser apresentada. É o que chamamos de unidades de medida. Para podermos interpretar uma grandeza mensurável, é necessário o conhecimento tanto de um número quanto uma unidade , como, por exemplo “5 Volts”.
  • 15.
  • 16. Eletricidade - Definição A eletricidade é um fenômeno físico originado por cargas elétricas estáticas ou em movimento e por sua interação. Quando uma carga se encontra em repouso, produz forças sobre outras situadas à sua volta. Se a carga se desloca, produz também forças magnéticas. Há dois tipos de cargas elétricas, chamadas positivas e negativas. As cargas de nome igual se repelem e as de nome distinto se atraem. A partícula mais leve que leva carga elétrica é o elétron, que transporta uma unidade de carga. Os átomos em circunstâncias normais contêm elétrons, e frequentemente os que estão mais afastados do núcleo se desprendem com muita facilidade. Em algumas substâncias, como os metais, proliferam- se os elétrons livres.
  • 17. Desta maneira, um corpo fica carregado eletricamente graças à reordenação dos elétrons. Um átomo normal tem quantidades iguais de carga elétrica positiva e negativa, portanto é eletricamente neutro. A quantidade de carga elétrica transportada por todos os elétrons do átomo, que por convenção são negativas, está equilibrada pela carga positiva localizada no núcleo. Se um corpo contém um excesso de elétrons ficará carregado negativamente. Ao contrário, com a ausência de elétrons, um corpo fica carregado positivamente, devido ao fato de que há mais cargas elétricas positivas no núcleo.
  • 18. Tensão e Corrente Elétrica Nos materiais condutores, como os fios, existem partículas invisíveis chamadas elétrons livres, que estão em constante movimento de forma desordenada. Para que estes elétrons livres passem a se movimentar de forma ordenada nos fios, é necessário ter uma força que os empurre em uma mesma direção. A esta força é dado o nome de potencial elétrico ou tensão elétrica (E) ou (U), e sua unidade de medida é o volt [V]. Na verdade, o que faz com que os elétrons se movimentem é a diferença de potencial (tensão) entre as duas extremidades de um condutor, ou seja, uma diferença entre as concentrações de elétrons (carga elétrica).
  • 19. Esse movimento ordenado dos elétrons livres, provocado pela ação da diferença de potencial (tensão), forma uma corrente de elétrons. Essa corrente ordenada de elétrons livres (ou seja, carga “Q” em movimento) por unidade de tempo (t) é chamada de corrente elétrica (I), e sua unidade de medida é o ampère [A], definido como a “corrente elétrica invariável que, mantida em dois condutores retilíneos, paralelos, de comprimento infinito e área de seção transversal desprezível e situados no vácuo a 1 metro de distância do outro, produz entre esses condutores uma força igual a 2 x 107 newtons por metro de comprimento desses condutores”.
  • 20. Equação  Onde: I = Corrente elétrica, em ampère [A]; Q = carga elétrica, em Coulomb [C]; Δt = intervalo de tempo, em segundo [s]. Figura 1 - Fluxo de elétrons através da seção de um condutor.
  • 21. Para fazermos ideia do comportamento da corrente elétrica, podemos compará-la com uma instalação hidráulica, interpretando o fornecimento de energia elétrica a uma carga como sendo realizado por um “bombeamento de carga elétrica”. A pressão que a água faz depende da altura do reservatório (analogia com a energia elétrica: tensão). A quantidade de água que flui pelo cano por unidade de tempo, ou seja, a vazão d’água, expressa em m3/s (analogia com a energia elétrica: corrente) vai depender desta pressão e do diâmetro do cano (analogia com a energia elétrica: resistência).
  • 22. Outro bom exemplo seria a pilha elétrica, onde existem cargas diferentes concentradas em polos diferentes, de um lado prótons (carga positiva) de outro lado os elétrons ( carga negativa), estabelecendo uma tensão elétrica U entre elas. Quando ligamos as duas extremidades por intermédio de um condutor, a tensão faz com que haja uma circulação de elétrons ( pólo negativo) para o pólo positivo gerando então um fluxo ordenado de elétrons ao qual damos o nome de corrente elétrica.
  • 23. O Sistema Elétrico Energia, como sabemos, é a capacidade de produzir trabalho. Apresentando-se sob as mais variadas formas (atômica, elétrica, mecânica, química, térmica, eólica, para citar apenas algumas), ela não pode ser criada, mas apenas transformada de uma forma para outra, processo em que paga-se um preço, denominado rendimento , ou seja, a quantidade de energia obtida na transformação é sempre menor que a quantidade original. Energia elétrica é uma forma de energia baseada na geração de diferenças de potencial elétrico entre dois pontos, que permitem estabelecer uma corrente elétrica entre ambos.
  • 24. Existe de maneira aproveitável na Natureza, exemplo mais habitual de sua presença natural: as tempestades elétricas. Ao mesmo tempo, tampouco direta para o ser humano, salvo em aplicações muito particulares, como o uso de correntes em fisioterapia Mediante a transformação adequada é possível transformar-se em outras modalidades de energia de uso direto (com custos relativamente baixos) em forma de luz, movimento ou calor, segundo os elementos de transforma empreguem (lâmpada, motor ou aquecedor elétrico, por exemplo).
  • 25. A energia elétrica é tão importante em nossas vidas, que seria praticamente impossível conviver nos dias de hoje sem sua existência. Muitas vezes nos damos conta da sua importância, somente no momento da sua falta. É a forma mais prática de energia, pois pode ser produzida a partir de outras fontes de energia, além de poder ser transportada com facilidade por grandes distâncias através dos condutores elétricos (fios ou cabos), ao contrário das demais formas de energia, que devem ser utilizadas no local da geração. A geração de energia elétrica é uma atividade humana básica, já que está diretamente relacionada com os requerimentos primários do homem. Todas as formas de utilização das fontes de energia, tanto as convencionais como as denominadas alternativas ou não convencionais, agridem em maior ou menor medida o nosso ambiente.
  • 26. Um sistema elétrico, na sua concepção mais geral, é constituído pelos equipamentos e materiais necessários para transportar a energia elétrica desde a "fonte" até os pontos em que ela é utilizada. É o conjunto de todas a instalações e equipamentos destinados à operação, transmissão e distribuição de energia elétrica até a medição inclusive. A energia elétrica, normalmente, não é utilizada no mesmo local onde é produzida. Como é produzida a grandes distâncias dos centros de consumo, é necessário que seja transportada e, por motivos estritamente econômicos, deve ser feito em altas tensões, para reduzir as perdas elétricas e por questões de isolamento dos equipamentos e componentes elétricos. A energia elétrica desenvolve-se em quatro etapas básicas: geração, transmissão, distribuição e utilização.
  • 27.
  • 28. O Sistema elétrico é constituído das etapas de geração, transmissão, distribuição e utilização. Com o objetivo de uniformizar o entendimento, é importante informar que o SEP (Sistema Elétrico de Potência, definido como o conjunto de todas as instalações e equipamentos destinados à geração, transmissão e distribuição de energia elétrica até a medição inclusive.) trabalha com vários níveis de tensão, classificadas pela ABNT em alta e baixa tensão e normalmente com corrente elétrica alternada (60 Hz). Conforme definição dada pela ABNT através das NBRs, considera-se “baixa tensão”, a tensão superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente contínua e igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. Da mesma forma considera-se “alta tensão”, a tensão superior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra.
  • 29. Fase de Geração A geração é a etapa desenvolvida nas usinas geradoras que produzem energia elétrica por transformação, a partir das fontes primárias. As usinas podem ser classificadas conforme o tipo de energia que utilizam para movimentação dos eixos das turbinas: a) Hidroelétricas, que utilizam a energia mecânica das quedas d'água (a mais utilizada no Brasil); a) Termoelétricas, que utilizam a energia térmica da queima de combustíveis (carvão, óleo diesel, gasolina etc); b) Nucleares, que utilizam a energia térmica produzida pela fissão nuclear de materiais (como o urânio por exemplo).
  • 30. Conforme apresentado, a energia elétrica pode ser obtida de diversas formas. Normalmente as fontes de energia elétrica ditas convencionais são as usinas hidrelétricas de grande porte (com potência acima de 30 MW) e as usinas termelétricas movidas a carvão mineral, óleo combustível, gás natural ou nucleares, consumindo neste último caso o urânio enriquecido. Como fontes alternativas de energia elétrica, existe uma gama de possibilidades, incluindo energia solar fotovoltaica, usinas eólicas, usinas utilizando-se da queima da biomassa (madeira e cana de açúcar, por exemplo), pequenas centrais hidrelétricas, e outras fontes menos usuais como as que utilizam a força das marés.
  • 31. A energia elétrica que alimenta as indústrias, comércio e nossos lares é gerada principalmente em usinas hidrelétricas, onde a passagem da água por turbinas geradoras transformam a energia mecânica, originada pela queda d’água, em energia elétrica. No Brasil a geração de energia elétrica é 80% produzida a partir de hidrelétricas, 11% por termoelétricas e o restante por outros processos.* No Brasil, por serem abundantes os recursos hidráulicos disponíveis, o abastecimento do mercado de energia elétrica tem sido efetuado preponderantemente através de usinas hidrelétricas. As atividades características da geração se encerram nos sistemas de medição da energia usualmente em tensões de 138 a 500 kV, interface com a transmissão de energia elétrica.
  • 32. Transmissão Transmissão de Energia Elétrica é o processo de transportar energia entre dois pontos. Após a geração, a energia deve ser transportada até o centro de consumo. O transporte é realizado por linhas de transmissão de alta potência, geralmente usando corrente alternada (60 Hz) em tensões elevadas, que de uma forma mais simples conecta uma usina ao consumidor. Basicamente, está constituída por linhas de condutores destinados a transportar a energia elétrica desde a fase de geração até a fase de distribuição, abrangendo processos de elevação e rebaixamento de tensão elétrica, realizados em subestações próximas aos centros de consumo.*
  • 33. As tensões usuais de transmissão adotadas no Brasil, em corrente alternada (60 Hz), podem variar de 138 kV até 765 kV incluindo neste intervalo as tensões de 230 kV, 345 kV, 440 kV e 500 kV. Os sistemas ditos de subtransmissão contam com níveis mais baixos de tensão, tais como 34,5 kV, 69 kV ou 88 kV e 138 kV e alimentam subestações de distribuição, cujos alimentadores primários de saída operam usualmente em níveis de 13,8 kV (faixa entre 3 e 35 kV). Junto aos pequenos consumidores, existe uma outra redução do nível de tensão para valores entre 110 V e 440 V, na qual operam os alimentadores secundários.*
  • 34. Distribuição A distribuição é uma etapa desenvolvida, via de regra, nos centros consumidores. É o segmento do setor elétrico que compreende os potenciais após a transmissão, indo das subestações de distribuição entregando energia elétrica aos clientes. As linhas de transmissão alimentam subestações abaixadoras, geralmente situadas nos centros urbanos. A energia chega em uma subestação abaixadora com valores de tensão de transmissão (69 kV, 138 kV, 230 kV etc) e através de transformadores abaixa-os para os valores de "tensão de distribuição" (3 a 34,5 kV), usualmente 13,8 kV ou 34,5 kV. Da subestação abaixadora, visando alimentar os "clientes médios",partem as linhas de distribuição primária, podendo ser aéreas, com cabos nus (ou, em alguns casos, cobertos) de alumínio ou cobre, suspensos em postes, ou subterrâneos, com cabos isolados.*
  • 35. Atividades características do setor de geração Manutenção: São atividades de intervenção realizadas nas unidades geradoras, para restabelecer ou manter suas condições adequadas de funcionamento. Essas atividades são realizadas nas salas de máquinas, salas de comando, junto a painéis elétricos energizados ou não, junto a barramentos elétricos, instalações de serviço auxiliar, tais como: transformadores de potencial, de corrente, de aterramento, banco de baterias, retificadores, geradores de emergência, etc. Os riscos na fase de geração (turbinas/geradores) de energia elétrica são similares e comuns a todos os sistemas de produção de energia e estão presentes em diversas atividades
  • 36. Atividades características do setor de transmissão Inspeção de Linhas de Transmissão: Neste processo são verificados: o estado da estrutura e seus elementos, a altura dos cabos elétricos, condições da faixa de servidão e a área ao longo da extensão da linha de domínio. As inspeções são realizadas periodicamente por terra ou por helicóptero.
  • 37. Manutenção de Linhas de Transmissão:  Substituição e manutenção de isoladores (dispositivo constituído de uma série de “discos”, cujo objetivo é isolar a energia elétrica da estrutura);  Limpeza de isoladores;  Substituição de elementos para-raios;  Substituição e manutenção de elementos das torres e estruturas;  Manutenção dos elementos sinalizadores dos cabos;  Desmatamento e limpeza de faixa de servidão, etc.
  • 38. Construção de Linhas de Transmissão:  Desenvolvimento em campo de estudos de viabilidade, relatórios de impacto do meio ambiente e projetos;  Desmatamentos e desflorestamentos;  Escavações e fundações civis;  Montagem das estruturas metálicas.
  • 39. Atividades características do setor de distribuição  A distribuição de energia elétrica possui diversas atividades características de trabalho, conforme descrição abaixo:  Recebimento e medição de energia elétrica nas subestações;  Rebaixamento ao potencial de distribuição da energia elétrica;  Construção de redes de distribuição;  Construção de estruturas e obras civis;  Montagens de subestações de distribuição;  Montagens de transformadores e acessórios em estruturas nas redes de distribuição;*
  • 40. Manutenção com a linha desenergizada “linha morta” Todas as atividades envolvendo manutenção no setor elétrico devem priorizar os trabalhos com circuitos desenergizados. Apesar de desenergizadas devem obedecer a procedimentos e medidas de segurança adequado. Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para serviços mediante os procedimentos apropriados: seccionamento, impedimento de reenergização, constatação da ausência de tensão, instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos, proteção dos elementos energizados existentes, instalação da sinalização de impedimento de energização.
  • 41. Manutenção com a linha energizada “linha viva” Esta atividade deve ser realizada mediante a adoção de procedimentos e metodologias que garantam a segurança dos trabalhadores. Nesta condição de trabalho as atividades devem ser realizadas mediante os métodos abaixo descritos: 1. Método ao contato: O trabalhador tem contato com a rede energizada, mas não fica no mesmo potencial da rede elétrica, pois está devidamente isolado desta, utilizando equipamentos de proteção individual e equipamentos de proteção coletiva adequada à tensão da rede.
  • 42. 2. Método ao potencial: É o método onde o trabalhador fica em contato direto com a tensão da rede, no mesmo potencial. Nesse método é necessário o emprego de medidas de segurança que garantam o mesmo potencial elétrico no corpo inteiro do trabalhador, devendo ser utilizado conjunto de vestimenta condutiva (roupas, capuzes, luvas e botas), ligadas através de cabo condutor elétrico e cinto à rede objeto da atividade. 3. Método à distância: É o método onde o trabalhador interage com a parte energizada a uma distância segura, através do emprego de procedimentos, estruturas, equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes apropriados.
  • 43. Utilização A última etapa de um sistema elétrico é a utilização. Ela ocorre, via de regra, nas instalações elétricas (conjunto de componentes elétricos associados e com características coordenadas entre si, constituídas para uma finalidade determinada), onde a energia gerada nas usinas e transportada pelas linhas de transmissão e distribuição e transformada pelos equipamentos destinados à converter energia elétrica em outra forma de energia, tais como mecânica, térmica e luminosa - para ser finalmente utilizada pelo consumidor do "produto" energia elétrica.
  • 44. Riscos em Instalações e Serviços com Eletricidade "A eletricidade não admite improvisações, ela não tem cheiro, não tem cor, não é quente nem fria - ela é fatal." Pode-se definir perigo como a fonte ou situação com potencial de provocar danos em termos de ferimentos humanos ou problemas de saúde aos empregados, no exercício de suas funções, ou na comunidade. Por sua vez, risco é a combinação da possibilidade de ocorrência e da consequência de uma determinada situação de perigo. Os riscos à segurança e saúde dos trabalhadores no setor de energia elétrica são, via de regra, elevados, podendo levar a lesões de grande gravidade e são específicos a cada tipo de atividade.
  • 45. Riscos em Instalações e Serviços com Eletricidade Contudo, o maior risco a segurança e saúde dos trabalhadores é o de origem elétrica. Um trabalho de risco é o serviço temporário que oferece risco potencial grave à saúde e/ou integridade física dos trabalhadores, podendo impactar também as instalações e o meio ambiente.
  • 46. Riscos de Origem Elétrica A eletricidade é vital na vida moderna. É desnecessário ressaltar sua importância, quer propiciando conforto aos nossos lares, quer atuando como insumo nos diversos segmentos da economia. Por outro lado, o uso da eletricidade exige do consumidor a aplicação de algumas precauções em virtude do risco que a eletricidade representa, muitos não sabem, desconhecem ou desconsideram este risco. Os acidentes ocorridos com eletricidade, no lar e no trabalho, são os que ocorrem com maior frequência e comprovadamente os que trazem as mais graves consequências.
  • 47. As normas de segurança estabelecem que pessoas devem ser informadas sobre os riscos a que se expõem, assim como conhecer os seus efeitos e as medidas de segurança aplicáveis. A eletricidade constitui-se em agente de elevado potencial de risco ao homem. Mesmo em baixas tensões ela representa perigo à integridade física e saúde do trabalhador. Sua ação mais nociva é a ocorrência do choque elétrico com consequências diretas e indiretas (quedas, batidas, queimaduras indiretas e outras).*  A utilização de energia (kWh) aumentou cerca de 13 vezes desde 1949;  Cargas e instalações maiores;  Painéis de média tensão em indústrias e comércio;  Geração local;  Treinamento inadequado;  Impacto financeiro (confiabilidade).