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Rotinas de Trabalho
Procedimentos
Definição:
Um procedimento deve ser entendido como uma forma padronizada de
proceder (fazer) ou implantar um processo ou conjunto de tarefas. Traduz o
“passo a passo” do exercício laboral do trabalhador.
O procedimento deve ser documentado, divulgado, conhecido, entendido e
cumprido por todos os trabalhadores e demais pessoas envolvidas.
Trata-se de um documento técnico legal interno, de relevante importância e
responsabilidade, que deve ser organizado e disponibilizado em prontuário
ao trabalhador. Na prática, observa-se nas empresas eventuais dificuldades
no cumprimento de procedimentos.
Na maioria das vezes, o motivo da indisciplina está relacionada por um dos
motivos a seguir: não entendimento do que está escrito, falta de
conhecimento ou falta de divulgação do procedimento.*
Dentre as atividades desenvolvidas no setor elétrico, citamos algumas
apresentadas com destaque pelo Departamento de Segurança e Saúde no
Trabalho/MTE , onde sugere-se a criação de procedimentos documentados:
1. Atividades do grupo de alta tensão;
2. Liberação de redes para serviço;
3. Liberação de redes para reenergização;
4. Bloqueio de religador automático;
5. Serviços de ligação, inspeção e corte de unidades de baixa tensão;
6. Trabalhos em redes desenergizadas nas proximidades de instalações
com tensão;
7. Troca de medidores em baixa tensão;*
A NR-10 estabelece ainda, em seu item 10.11.2, que os "serviços em
instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço
especificas, aprovadas por trabalhador autorizado, contendo, no mínimo, o
tipo, a data, o local e as referências aos procedimentos de trabalho a serem
adotados".
Portanto, além da existência do procedimento, é necessário, previamente a
execução dos serviços em instalações elétricas energizadas ou não, a
emissão de documento de mandado de responsabilidade - conhecido por
Ordem de Serviço (OS), autorizando o trabalhador ou a equipe para a
execução do trabalho.*
Conteúdo Mínimo
O conteúdo dos procedimentos pode divergir por diversos fatores
específicos de cada serviço. Deve ser planejado, programado e realizado,
considerando:
a) Especificidade e padronização, com descrição detalhada de cada
tarefa, incluindo-se as instruções de segurança passo a passo com a
sequência lógica de sua execução;
b) Participação do SESMT, quando houver;
c) Ser assinado por profissional autorizado;
d) Ser escrito no idioma português;
e) Deverá conter, no mínimo, o objetivo a que se propõe, o campo de
aplicação, o embasamento técnico, competências e responsabilidades,
medidas de controle, disposições gerais e orientações finais.*
Treinamento
Por razões óbvias, todo trabalhador deve receber treinamento formal dos
procedimentos inerentes às suas atribuições profissionais. Treinar significa
habilitar, tornar apto, destro, capaz para execução de determinada tarefa ou
atividade. Durante a capacitação e no treinamento de segurança dos
trabalhadores, quer profissionais ou pessoas, deve ser assegurada a
divulgação eficaz (que produz o efeito desejado; que dá bom resultado),
clara e objetiva do conteúdo do procedimento, objetivando o perfeito
entendimento do mesmo. Lembre-se, mais uma vez: normalmente não
cumprimos aquilo que não entendemos ou que não conhecemos. Por isso a
importância do treinamento para a compreensão do procedimento. O
treinamento deve ser ministrado por profissional qualificado, habilitado e
autorizado, com ferramentas didáticas que envolvam a prática, quando
viável, e com metodologia de aferição da assimilação do conteúdo
apresentado para verificação da sua eficácia.
NR-10
A NR-10 estabelece, nos itens 10.6.2 e 10.7.6, a necessidade da
elaboração e aplicação de procedimentos específicos para determinadas
atividades, a saber: 10.6.2 - "Os trabalhos que exigem o ingresso na zona
controlada devem ser realizados mediante procedimentos específicos
respeitando as distâncias previstas no Anexo I".
A NR-10 criou a chamada "zona controlada", estabelecendo um
distanciamento mínimo de segurança, delimitada em função da tensão
existente no ponto de trabalho, criando um volume espacial dentro do qual
existe risco elétrico e, portanto, existe condições restritivas de acesso,
somente permitindo aos trabalhadores "autorizados" e mediante o
estabelecimento de procedimentos específicos para a execução de
qualquer trabalho ou atividade no seu interior.*
Instalações Desenergizadas
Um dos principais procedimentos prescritos pela NR-10, na seção 10.5.1
(Segurança em Instalações Elétricas Desenergizadas), estabelece que
somente serão consideradas desenergizadas (bloqueio elétrico) as
instalações elétricas liberadas para trabalho, mediante os procedimentos
apropriados.*
Observação:
Desligar (abrir) refere-se apenas a ação de seccionar, promovendo a
descontinuidade elétrica total. Desenergizar é um conceito muito mais
amplo e refere-se ao conjunto das ações citadas acima, coordenadas entre
si (entre elas o seccionamento), sequenciadas e controladas, destinadas a
garantir a efetiva ausência de tensão no circuito, trecho ou ponto de
trabalho, durante todo o tempo de intervenção e sob controle dos
trabalhadores envolvidos.*
Seccionamento
Seccionar significa, "promover a descontinuidade elétrica total, com
afastamento adequado de acordo com o nível de tensão em questão, entre
um e outro circuito ou dispositivo, obtida mediante o acionamento de
elemento apropriado (chave seccionadora, interruptor ou disjuntor),
acionado por meios manuais ou automáticos, ou ainda, através de
ferramental apropriado e segundo procedimentos específicos".*
Impedimento de Reenergização
Impedimento de Reenergização (ou BLOQUEIO) é a condição que
garante a não energização do circuito através de recursos e procedimentos
apropriados, sob controle dos trabalhadores envolvidos nos serviços.
Em outras palavras, é o "estabelecimento de condições que impeçam,
garantidamente, a reversão indesejada do seccionamento efetuado,
visando assegurar ao trabalhador o controle sobre aquele seccionamento".*
a) Bloqueio mecânico: consiste em imobilizar o comando do
equipamento por meio de cadeados, fechaduras, dispositivos
auxiliares de travamento, etc.
Importante salientar que estes dispositivos de bloqueio
mecânico devem possibilitar mais de um bloqueio, como, por
exemplo, a inserção de mais de um cadeado para trabalhos
simultâneos de equipes de manutenção.*
b) Bloqueio Elétrico: consiste em impedir o funcionamento do
equipamento por meio da abertura de um circuito de comando e
acionamento elétrico.
Pode ser utilizado também sistemas informatizados com função
equivalente às anteriormente descritas. Quando forem utilizados
equipamentos telecomandados deverão ser adotadas medidas
que impeçam as manobras acidentais à distância.*
Constatação da Ausência de Tensão
Constatar ausência de tensão significa verificar a efetiva ausência
de qualquer tensão nos condutores do circuito a ser inspecionado.
Deve ser feita com medidores específicos para tal finalidade.
Antes do início dos trabalhos em circuitos desenergizados, é
obrigatória a constatação de ausência de tensão por meio desses
equipamentos (pré-teste do detector de tensão), conforme
estabelece a NR-10 em 10.5.1-c.*
Aterramento temporário
Aterramento é a ligação elétrica intencional e de baixa impedância
com a terra, em caráter permanente ou temporário (NBR 5456 e
5460).
Constatada a inexistência de tensão, a instalação elétrica só
poderá ser considerada desenergizada depois de adotado o
procedimento de aterramento elétrico (temporário), a fim de se
evitar acidentes gerados pela energização acidental da rede,
propiciando rápida atuação do sistema automático de
seccionamento ou proteção (em virtude do curto fase-terra).*
Sinalização de Impedimento de Reenergização
A sinalização (também chamada de "tagout") é um procedimento de
segurança simples e eficiente para prevenir acidentes de origem
elétrica, orientando, alertando, avisando e advertindo as pessoas
sobre riscos ou condições de perigo existentes, proibições de
acesso, cuidados a serem tomados, etc. *
Liberação para Serviços
Objetivo
Definir procedimentos básicos para execução de atividades/trabalhos em
sistema e instalações elétricas desenergizadas.
Âmbito de aplicação
Aplica-se às áreas envolvidas direta ou indiretamente no planejamento,
programação, coordenação e execução das atividades, no sistema ou
instalações elétricas desenergizadas.
Conceitos Básicos
Impedimento de equipamento*
Responsável pelo serviço*
PES – Pedido para Execução de Serviço*
AES – Autorização para Execução de Serviço*
Desligamento Programado*
Desligamento de Emergência*
Interrupção Momentânea*
Procedimentos Gerais de Segurança
Todo serviço deve ser planejado antecipadamente e executado por equipes
devidamente treinadas e autorizadas de acordo com a NR-10 da portaria
3214/MTB/78 e com a utilização de equipamentos aprovados pela empresa
e em boas condições de uso.
O responsável pelo serviço, deverá estar devidamente equipado com um
sistema que garanta a comunicação confiável e imediata área funcional
responsável pelo sistema ou instalação durante todo o período de execução
da atividade.
Emissão de PES
O PES deverá ser emitido para cada serviço, quando de impedimentos
distintos. Quando houver dois ou mais serviços que envolvam o mesmo
impedimento, sob a coordenação do mesmo responsável, será emitido
apenas um PES.
Nos casos em que, para um mesmo impedimento, houver dois ou mais
responsáveis, obrigatoriamente será emitido um PES para cada
responsável, mesmo que pertençam a mesma área. *
Procedimentos Gerais para Serviços Programados
O empregado que coordenar a execução das atividades/trabalhos em
sistema e instalações elétricas desenergizadas, terá como
responsabilidades:
 Apresentar os projetos a serem analisados, com os respectivos estudos
de viabilidade, tempo necessário para execução das
atividades/trabalhos;
 Definir os recursos materiais e humanos para cumprimento do planejado;
 Entregar os projetos que envolverem alteração de configuração do
sistema e instalações elétricas a área funcional responsável.
Avaliação dos Desligamentos
A área funcional responsável pelo sistema ou instalação terá como
atribuição avaliar as manobras, de forma a minimizar os
desligamentos necessários com a máxima segurança, analisando o
impacto (produção, indicadores, segurança dos trabalhadores,
custos, etc.) do desligamento.
Execução dos Serviços
A equipe responsável pela execução dos serviços deverá providenciar:
 Os levantamentos de campo necessários à execução do serviço;
 Os estudos de viabilidade de execução dos projetos;
 Todos os materiais, recursos humanos e equipamentos necessários para
execução dos serviços nos prazos estabelecidos;
 Documentação para Solicitação de Impedimento de Equipamento;
 Todo impedimento de equipamento deve ser oficializado junto a área
funcional responsável, através do documento PES, ou similar.
Elaboração da Manobra Programada
Informações que deverão constar na Programação da Manobra:
 Data, horário previsto para inicio e fim do serviço;
 Descrição sucinta da atividade;
 Nome do responsável pelo serviço;
 Dados dos clientes interrompidos, área ou linha de produção;
 Trecho elétrico a ser desligado, identificado por pontos significativos.*
Aprovação do PES
Depois de efetuada a programação e o planejamento da execução da
atividade, a área funcional responsável, deixará o documento PES,
disponível no sistema para consulta e utilização dos órgãos envolvidos.
Ficará a cargo do gestor da área executante, a entrega da via impressa do
PES aprovado, ao responsável pelo serviço, que deverá estar de posse do
documento no local de trabalho.*
Procedimentos Gerais
Caso o responsável pelo serviço não esteja de posse do PES/AES, a área
funcional responsável não autorizará a execução do desligamento.
O impedimento do equipamento/instalação depende da solicitação direta
do responsável pelo serviço à área funcional responsável, devendo este já
se encontrar no local onde serão executados os serviços.*
Procedimentos para Serviços de Emergência
A determinação do regime de emergência para a realização de serviços
corretivos é de responsabilidade do órgão executante. Todo impedimento de
emergência deverá ser solicitado diretamente à área funcional responsável,
informando:
 O motivo do impedimento;
 O nome do solicitante e do responsável pelo serviço;
 Descrição sucinta e localização das atividades a serem executadas;
 Tempo necessário para a execução das atividades;
 Elemento a ser impedido.*
Reenergização
A reenergização (também conhecido por "procedimento de volta") é o
processo de religação de uma fonte de energia elétrica.
O estado de instalação desenergizada deve ser mantido até a autorização
para reenergização, devendo ser reenergizada para restabelecimento da
condição de funcionamento das instalações respeitando a sequencia de
procedimentos*
Uma instalação liberada para serviços é definida como aquela que garanta
as condições de segurança ao trabalhador por meio de procedimentos e
equipamentos adequados desde o início até o final dos trabalhos e
liberação para uso.
As medidas constantes nos procedimentos de desenergização e de
reenergização podem ser alteradas, substituídas, ampliadas ou eliminadas,
em função das peculiaridades de cada situação, por profissional legalmente
habilitado, autorizado e mediante justificativa técnica previamente
formalizada, desde que seja mantido o mesmo nível de segurança
originalmente preconizado (conforme prescrito pela NR-10 em 10.5.3).
Sinalização de Segurança
Um procedimento de grande importância é o que trata da "sinalização de
segurança". Consiste num procedimento padronizado destinado a orientar,
alertar, avisar e advertir as pessoas quanto aos riscos ou condições de
perigo existentes, proibições de ingresso ou acesso e cuidados e
identificação dos circuitos ou parte dele.*
Inspeções de Áreas, Serviços, Ferramental e Equipamento
As inspeções regulares nas áreas de trabalho, nos serviços a serem
executados, no ferramental e nos equipamentos utilizados, consistem em
um dos mecanismos mais importantes de acompanhamento dos padrões
desejados, cujo objetivo é a vigilância e controle das condições de
segurança do meio ambiente laboral, visando à identificação de situações
―perigosas e que ofereçam ―riscos à integridade física dos empregados,
contratados, visitantes e terceiros que adentrem a área de risco, evitando
assim que situações previsíveis possam levar a ocorrência de acidentes.*
As inspeções internas, por sua vez, podem ser divididas em:
 Gerais;*
 Parciais;*
 Periódicas;*
 Através de denúncias;*
 Cíclicas; Rotineiras;*
 Oficiais e especiais. *
Cuidados Antes da Inspeção
Antes do inicio da inspeção deve-se preparar um check-list por
setor, com as principais condições de risco existentes em cada
local e deverá ter um campo em branco para anotar as condições
de riscos não presentes no check-list. *
Documentações das Instalações Elétricas
A NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade) estabelece
alguns itens específicos sobre a documentação das instalações elétricas, a
saber:
10.2.3 - "As empresas estão obrigadas a manter esquemas unifilares
atualizados das instalações elétricas dos seus estabelecimentos com as
especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e
dispositivos de proteção".
10.2.4 - "Os estabelecimentos com carga instalada superior a 75 kW devem
constituir e manter o Prontuário de Instalações Elétricas, contendo, além do
disposto no subitem 10.2.3, no mínimo:
a) conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de
segurança e saúde, implantadas e relacionadas a esta NR e descrição das
medidas de controle existentes;
b) documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra
descargas atmosféricas e aterramentos elétricos;
c) especificação dos equipamentos de proteção coletiva e individual e o
ferramental, aplicáveis conforme determina esta NR;
d) documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação,
autorização dos trabalhadores e dos treinamentos realizados;
e) resultados dos testes de isolação elétrica realizados em equipamentos
de proteção individual e coletiva;
f) certificações dos equipamentos e materiais elétricos em áreas
classificadas; e
g) relatório técnico das inspeções atualizadas com recomendações,
cronogramas de adequações, contemplando as alíneas de “a” a “f”.*
Riscos Adicionais
Segundo os subitens 10.4.1 e 10.4.2 da NR-10: As instalações
elétricas devem ser construídas, montadas, operadas, reformadas,
ampliadas, reparadas e inspecionadas de forma a garantir a
segurança e a saúde dos trabalhadores e dos usuários, e serem
supervisionadas por profissional autorizado.*
Altura
Considerando que trabalho em altura é qualquer atividade que o
trabalhador atue acima do nível do solo.*
Requisitos gerais
As escadas portáteis (de mão) devem ter uso restrito para acesso a local de
nível diferente e para execução de serviços de pequeno porte e que não
exceda a capacidade máxima suportada pela mesma.
Para serviços prolongados recomenda-se a instalação de andaimes.
Serviços que requeiram a utilização simultânea das mãos somente podem
ser feitos com escada de abrir com degrau largo ou utilização de talabarte
envolto em estrutura rígida.*
Cesta Aérea
Confeccionadas em PVC, revestidas
com fibra de vidro, normalmente
utilizadas em equipamentos
elevatórios (Gruas), tanto fixas como
móveis, neste caso em caminhões
com equipamento guindauto,
normalmente acoplada a grua
(guindauto). Pode ser individual em
ambos os casos ou dupla em grua
fixa. *
Uso de Andaime
O andaime, após montado, deve
atender aos seguintes requisitos:
 Dispor de sistema de guarda-
corpo e rodapé de proteção em
todo o seu perímetro.
 Deve ficar perfeitamente na
vertical, sendo necessário para
terrenos irregulares a utilização
de placa de base ajustável
(macaco).*
Ambientes Confinados
Ambientes confinados são áreas não projetadas para ocupação (humana)
continua.
Geralmente oferecem movimentação restrita, têm meios limitados de entrada e
saída e a ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes
perigosos e/ou deficiência/enriquecimento de oxigênio que possam existir ou
se desenvolver.*
Áreas Classificadas
É uma área na qual a probabilidade da presença de uma atmosfera
explosiva é tal que exige precauções para a construção, instalação e
utilização de equipamentos elétricos.*
Atmosfera Explosiva
Misturas de substâncias inflamáveis com o ar na forma de: gás, vapor,
névoa, poeira ou fibras, na qual após a ignição, a combustão se propaga
através da mistura.
A potencialidade dos danos devidos à propagação descontrolada de uma
ignição não desejada exige que nossa atenção se prenda á eliminação dos
fatores determinantes da combustão.*
Classificação das Áreas:*
Zona 0 - em que a mistura explosiva é encontrada permanentemente ou na
maior parte do tempo;
Zona 1 - em que a mistura explosiva é provável durante a operação
normal, mas quando ocorrer, será por tempo limitado;
Zona 2 - em que a mistura explosiva só é provável em caso de falhas do
equipamento ou do processo. O tempo de duração desta situação é curto.
A delimitação das zonas, na classificação de áreas é dependente de vários
fatores em que se destacam, as características dos produtos componentes
da mistura, as quantidades que podem ser liberadas para o ambiente, a
ventilação local e outros. *
Tipos de Proteção:
São várias as técnicas utilizadas para adequar os equipamentos, de forma
que possam exercer as suas funções em uma ou outra área classificada.
Naturalmente que os invólucros devem levar em consideração as funções
de cada dispositivo elétrico, o que ele produz, em condições normais e suas
potencialidades em condições anormais de operação. *
Umidade
Os princípios que fundamentam as medidas de proteção contra choque
elétrico em áreas que apresentam umidade esta relacionada a diversos
fatores que, no conjunto devem ser considerados na concepção e na
execução das instalações elétricas. Cada condição de influência externa
designada compreende sempre um grupo de fatores como: meio ambiente,
utilização e construção das edificações.*
Condições Atmosféricas
Raio é uma descarga elétrica muito intensa, que ocorre em certos tipos de
nuvens e pode atingir o solo, causando prejuízos e ferindo pessoas. *
Outros riscos
Calor: Presente nas atividades desempenhadas em espaços confinados,
como por exemplo: subestações, câmaras subterrâneas, usinas (devido
deficiência de circulação de ar e temperaturas elevadas)
.
Radiação solar: Os trabalhos em instalações elétricas ou serviços com
eletricidade quando realizados em áreas abertas podem também expor os
trabalhadores à radiação solar. Como consequências podem ocorrer
queimaduras, lesões nos olhos e até câncer de pele, provocadas por
radiação infravermelho ou ultravioleta.
Outros riscos
Ruído: Presente nas usinas de geração de energia elétrica, devido ao
movimento de turbinas e geradores. Ocorre também em estações e
subestações de energia, decorrente do funcionamento de conjunto de
transformadores, como também da junção e disjunção de conectores, que
causam forte ruído de impacto.
Ascarel ou bifenis policlorados (PCB): Seu uso como líquido isolante em
equipamento elétrico (ex: capacitores, transformadores, chaves de
manobras e disjuntores) tornou-se bastante difundido porque, além de
apresentar boas qualidades dielétricas e térmicas, é resistente ao fogo.*
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  • 1. Rotinas de Trabalho Procedimentos Definição: Um procedimento deve ser entendido como uma forma padronizada de proceder (fazer) ou implantar um processo ou conjunto de tarefas. Traduz o “passo a passo” do exercício laboral do trabalhador. O procedimento deve ser documentado, divulgado, conhecido, entendido e cumprido por todos os trabalhadores e demais pessoas envolvidas.
  • 2. Trata-se de um documento técnico legal interno, de relevante importância e responsabilidade, que deve ser organizado e disponibilizado em prontuário ao trabalhador. Na prática, observa-se nas empresas eventuais dificuldades no cumprimento de procedimentos. Na maioria das vezes, o motivo da indisciplina está relacionada por um dos motivos a seguir: não entendimento do que está escrito, falta de conhecimento ou falta de divulgação do procedimento.*
  • 3. Dentre as atividades desenvolvidas no setor elétrico, citamos algumas apresentadas com destaque pelo Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho/MTE , onde sugere-se a criação de procedimentos documentados: 1. Atividades do grupo de alta tensão; 2. Liberação de redes para serviço; 3. Liberação de redes para reenergização; 4. Bloqueio de religador automático; 5. Serviços de ligação, inspeção e corte de unidades de baixa tensão; 6. Trabalhos em redes desenergizadas nas proximidades de instalações com tensão; 7. Troca de medidores em baixa tensão;*
  • 4. A NR-10 estabelece ainda, em seu item 10.11.2, que os "serviços em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço especificas, aprovadas por trabalhador autorizado, contendo, no mínimo, o tipo, a data, o local e as referências aos procedimentos de trabalho a serem adotados". Portanto, além da existência do procedimento, é necessário, previamente a execução dos serviços em instalações elétricas energizadas ou não, a emissão de documento de mandado de responsabilidade - conhecido por Ordem de Serviço (OS), autorizando o trabalhador ou a equipe para a execução do trabalho.*
  • 5. Conteúdo Mínimo O conteúdo dos procedimentos pode divergir por diversos fatores específicos de cada serviço. Deve ser planejado, programado e realizado, considerando: a) Especificidade e padronização, com descrição detalhada de cada tarefa, incluindo-se as instruções de segurança passo a passo com a sequência lógica de sua execução; b) Participação do SESMT, quando houver; c) Ser assinado por profissional autorizado; d) Ser escrito no idioma português; e) Deverá conter, no mínimo, o objetivo a que se propõe, o campo de aplicação, o embasamento técnico, competências e responsabilidades, medidas de controle, disposições gerais e orientações finais.*
  • 6. Treinamento Por razões óbvias, todo trabalhador deve receber treinamento formal dos procedimentos inerentes às suas atribuições profissionais. Treinar significa habilitar, tornar apto, destro, capaz para execução de determinada tarefa ou atividade. Durante a capacitação e no treinamento de segurança dos trabalhadores, quer profissionais ou pessoas, deve ser assegurada a divulgação eficaz (que produz o efeito desejado; que dá bom resultado), clara e objetiva do conteúdo do procedimento, objetivando o perfeito entendimento do mesmo. Lembre-se, mais uma vez: normalmente não cumprimos aquilo que não entendemos ou que não conhecemos. Por isso a importância do treinamento para a compreensão do procedimento. O treinamento deve ser ministrado por profissional qualificado, habilitado e autorizado, com ferramentas didáticas que envolvam a prática, quando viável, e com metodologia de aferição da assimilação do conteúdo apresentado para verificação da sua eficácia.
  • 7. NR-10 A NR-10 estabelece, nos itens 10.6.2 e 10.7.6, a necessidade da elaboração e aplicação de procedimentos específicos para determinadas atividades, a saber: 10.6.2 - "Os trabalhos que exigem o ingresso na zona controlada devem ser realizados mediante procedimentos específicos respeitando as distâncias previstas no Anexo I". A NR-10 criou a chamada "zona controlada", estabelecendo um distanciamento mínimo de segurança, delimitada em função da tensão existente no ponto de trabalho, criando um volume espacial dentro do qual existe risco elétrico e, portanto, existe condições restritivas de acesso, somente permitindo aos trabalhadores "autorizados" e mediante o estabelecimento de procedimentos específicos para a execução de qualquer trabalho ou atividade no seu interior.*
  • 8.
  • 9. Instalações Desenergizadas Um dos principais procedimentos prescritos pela NR-10, na seção 10.5.1 (Segurança em Instalações Elétricas Desenergizadas), estabelece que somente serão consideradas desenergizadas (bloqueio elétrico) as instalações elétricas liberadas para trabalho, mediante os procedimentos apropriados.* Observação: Desligar (abrir) refere-se apenas a ação de seccionar, promovendo a descontinuidade elétrica total. Desenergizar é um conceito muito mais amplo e refere-se ao conjunto das ações citadas acima, coordenadas entre si (entre elas o seccionamento), sequenciadas e controladas, destinadas a garantir a efetiva ausência de tensão no circuito, trecho ou ponto de trabalho, durante todo o tempo de intervenção e sob controle dos trabalhadores envolvidos.*
  • 10. Seccionamento Seccionar significa, "promover a descontinuidade elétrica total, com afastamento adequado de acordo com o nível de tensão em questão, entre um e outro circuito ou dispositivo, obtida mediante o acionamento de elemento apropriado (chave seccionadora, interruptor ou disjuntor), acionado por meios manuais ou automáticos, ou ainda, através de ferramental apropriado e segundo procedimentos específicos".*
  • 11. Impedimento de Reenergização Impedimento de Reenergização (ou BLOQUEIO) é a condição que garante a não energização do circuito através de recursos e procedimentos apropriados, sob controle dos trabalhadores envolvidos nos serviços. Em outras palavras, é o "estabelecimento de condições que impeçam, garantidamente, a reversão indesejada do seccionamento efetuado, visando assegurar ao trabalhador o controle sobre aquele seccionamento".*
  • 12. a) Bloqueio mecânico: consiste em imobilizar o comando do equipamento por meio de cadeados, fechaduras, dispositivos auxiliares de travamento, etc. Importante salientar que estes dispositivos de bloqueio mecânico devem possibilitar mais de um bloqueio, como, por exemplo, a inserção de mais de um cadeado para trabalhos simultâneos de equipes de manutenção.*
  • 13. b) Bloqueio Elétrico: consiste em impedir o funcionamento do equipamento por meio da abertura de um circuito de comando e acionamento elétrico. Pode ser utilizado também sistemas informatizados com função equivalente às anteriormente descritas. Quando forem utilizados equipamentos telecomandados deverão ser adotadas medidas que impeçam as manobras acidentais à distância.*
  • 14. Constatação da Ausência de Tensão Constatar ausência de tensão significa verificar a efetiva ausência de qualquer tensão nos condutores do circuito a ser inspecionado. Deve ser feita com medidores específicos para tal finalidade. Antes do início dos trabalhos em circuitos desenergizados, é obrigatória a constatação de ausência de tensão por meio desses equipamentos (pré-teste do detector de tensão), conforme estabelece a NR-10 em 10.5.1-c.*
  • 15. Aterramento temporário Aterramento é a ligação elétrica intencional e de baixa impedância com a terra, em caráter permanente ou temporário (NBR 5456 e 5460). Constatada a inexistência de tensão, a instalação elétrica só poderá ser considerada desenergizada depois de adotado o procedimento de aterramento elétrico (temporário), a fim de se evitar acidentes gerados pela energização acidental da rede, propiciando rápida atuação do sistema automático de seccionamento ou proteção (em virtude do curto fase-terra).*
  • 16. Sinalização de Impedimento de Reenergização A sinalização (também chamada de "tagout") é um procedimento de segurança simples e eficiente para prevenir acidentes de origem elétrica, orientando, alertando, avisando e advertindo as pessoas sobre riscos ou condições de perigo existentes, proibições de acesso, cuidados a serem tomados, etc. *
  • 17. Liberação para Serviços Objetivo Definir procedimentos básicos para execução de atividades/trabalhos em sistema e instalações elétricas desenergizadas. Âmbito de aplicação Aplica-se às áreas envolvidas direta ou indiretamente no planejamento, programação, coordenação e execução das atividades, no sistema ou instalações elétricas desenergizadas.
  • 18. Conceitos Básicos Impedimento de equipamento* Responsável pelo serviço* PES – Pedido para Execução de Serviço* AES – Autorização para Execução de Serviço* Desligamento Programado* Desligamento de Emergência* Interrupção Momentânea*
  • 19. Procedimentos Gerais de Segurança Todo serviço deve ser planejado antecipadamente e executado por equipes devidamente treinadas e autorizadas de acordo com a NR-10 da portaria 3214/MTB/78 e com a utilização de equipamentos aprovados pela empresa e em boas condições de uso. O responsável pelo serviço, deverá estar devidamente equipado com um sistema que garanta a comunicação confiável e imediata área funcional responsável pelo sistema ou instalação durante todo o período de execução da atividade.
  • 20. Emissão de PES O PES deverá ser emitido para cada serviço, quando de impedimentos distintos. Quando houver dois ou mais serviços que envolvam o mesmo impedimento, sob a coordenação do mesmo responsável, será emitido apenas um PES. Nos casos em que, para um mesmo impedimento, houver dois ou mais responsáveis, obrigatoriamente será emitido um PES para cada responsável, mesmo que pertençam a mesma área. *
  • 21. Procedimentos Gerais para Serviços Programados O empregado que coordenar a execução das atividades/trabalhos em sistema e instalações elétricas desenergizadas, terá como responsabilidades:  Apresentar os projetos a serem analisados, com os respectivos estudos de viabilidade, tempo necessário para execução das atividades/trabalhos;  Definir os recursos materiais e humanos para cumprimento do planejado;  Entregar os projetos que envolverem alteração de configuração do sistema e instalações elétricas a área funcional responsável.
  • 22. Avaliação dos Desligamentos A área funcional responsável pelo sistema ou instalação terá como atribuição avaliar as manobras, de forma a minimizar os desligamentos necessários com a máxima segurança, analisando o impacto (produção, indicadores, segurança dos trabalhadores, custos, etc.) do desligamento.
  • 23. Execução dos Serviços A equipe responsável pela execução dos serviços deverá providenciar:  Os levantamentos de campo necessários à execução do serviço;  Os estudos de viabilidade de execução dos projetos;  Todos os materiais, recursos humanos e equipamentos necessários para execução dos serviços nos prazos estabelecidos;  Documentação para Solicitação de Impedimento de Equipamento;  Todo impedimento de equipamento deve ser oficializado junto a área funcional responsável, através do documento PES, ou similar.
  • 24. Elaboração da Manobra Programada Informações que deverão constar na Programação da Manobra:  Data, horário previsto para inicio e fim do serviço;  Descrição sucinta da atividade;  Nome do responsável pelo serviço;  Dados dos clientes interrompidos, área ou linha de produção;  Trecho elétrico a ser desligado, identificado por pontos significativos.*
  • 25. Aprovação do PES Depois de efetuada a programação e o planejamento da execução da atividade, a área funcional responsável, deixará o documento PES, disponível no sistema para consulta e utilização dos órgãos envolvidos. Ficará a cargo do gestor da área executante, a entrega da via impressa do PES aprovado, ao responsável pelo serviço, que deverá estar de posse do documento no local de trabalho.*
  • 26. Procedimentos Gerais Caso o responsável pelo serviço não esteja de posse do PES/AES, a área funcional responsável não autorizará a execução do desligamento. O impedimento do equipamento/instalação depende da solicitação direta do responsável pelo serviço à área funcional responsável, devendo este já se encontrar no local onde serão executados os serviços.*
  • 27. Procedimentos para Serviços de Emergência A determinação do regime de emergência para a realização de serviços corretivos é de responsabilidade do órgão executante. Todo impedimento de emergência deverá ser solicitado diretamente à área funcional responsável, informando:  O motivo do impedimento;  O nome do solicitante e do responsável pelo serviço;  Descrição sucinta e localização das atividades a serem executadas;  Tempo necessário para a execução das atividades;  Elemento a ser impedido.*
  • 28. Reenergização A reenergização (também conhecido por "procedimento de volta") é o processo de religação de uma fonte de energia elétrica. O estado de instalação desenergizada deve ser mantido até a autorização para reenergização, devendo ser reenergizada para restabelecimento da condição de funcionamento das instalações respeitando a sequencia de procedimentos*
  • 29. Uma instalação liberada para serviços é definida como aquela que garanta as condições de segurança ao trabalhador por meio de procedimentos e equipamentos adequados desde o início até o final dos trabalhos e liberação para uso. As medidas constantes nos procedimentos de desenergização e de reenergização podem ser alteradas, substituídas, ampliadas ou eliminadas, em função das peculiaridades de cada situação, por profissional legalmente habilitado, autorizado e mediante justificativa técnica previamente formalizada, desde que seja mantido o mesmo nível de segurança originalmente preconizado (conforme prescrito pela NR-10 em 10.5.3).
  • 30. Sinalização de Segurança Um procedimento de grande importância é o que trata da "sinalização de segurança". Consiste num procedimento padronizado destinado a orientar, alertar, avisar e advertir as pessoas quanto aos riscos ou condições de perigo existentes, proibições de ingresso ou acesso e cuidados e identificação dos circuitos ou parte dele.*
  • 31. Inspeções de Áreas, Serviços, Ferramental e Equipamento As inspeções regulares nas áreas de trabalho, nos serviços a serem executados, no ferramental e nos equipamentos utilizados, consistem em um dos mecanismos mais importantes de acompanhamento dos padrões desejados, cujo objetivo é a vigilância e controle das condições de segurança do meio ambiente laboral, visando à identificação de situações ―perigosas e que ofereçam ―riscos à integridade física dos empregados, contratados, visitantes e terceiros que adentrem a área de risco, evitando assim que situações previsíveis possam levar a ocorrência de acidentes.*
  • 32. As inspeções internas, por sua vez, podem ser divididas em:  Gerais;*  Parciais;*  Periódicas;*  Através de denúncias;*  Cíclicas; Rotineiras;*  Oficiais e especiais. *
  • 33. Cuidados Antes da Inspeção Antes do inicio da inspeção deve-se preparar um check-list por setor, com as principais condições de risco existentes em cada local e deverá ter um campo em branco para anotar as condições de riscos não presentes no check-list. *
  • 34. Documentações das Instalações Elétricas A NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade) estabelece alguns itens específicos sobre a documentação das instalações elétricas, a saber: 10.2.3 - "As empresas estão obrigadas a manter esquemas unifilares atualizados das instalações elétricas dos seus estabelecimentos com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção". 10.2.4 - "Os estabelecimentos com carga instalada superior a 75 kW devem constituir e manter o Prontuário de Instalações Elétricas, contendo, além do disposto no subitem 10.2.3, no mínimo:
  • 35. a) conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde, implantadas e relacionadas a esta NR e descrição das medidas de controle existentes; b) documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas e aterramentos elétricos; c) especificação dos equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental, aplicáveis conforme determina esta NR; d) documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação, autorização dos trabalhadores e dos treinamentos realizados;
  • 36. e) resultados dos testes de isolação elétrica realizados em equipamentos de proteção individual e coletiva; f) certificações dos equipamentos e materiais elétricos em áreas classificadas; e g) relatório técnico das inspeções atualizadas com recomendações, cronogramas de adequações, contemplando as alíneas de “a” a “f”.*
  • 37. Riscos Adicionais Segundo os subitens 10.4.1 e 10.4.2 da NR-10: As instalações elétricas devem ser construídas, montadas, operadas, reformadas, ampliadas, reparadas e inspecionadas de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores e dos usuários, e serem supervisionadas por profissional autorizado.*
  • 38. Altura Considerando que trabalho em altura é qualquer atividade que o trabalhador atue acima do nível do solo.*
  • 39. Requisitos gerais As escadas portáteis (de mão) devem ter uso restrito para acesso a local de nível diferente e para execução de serviços de pequeno porte e que não exceda a capacidade máxima suportada pela mesma. Para serviços prolongados recomenda-se a instalação de andaimes. Serviços que requeiram a utilização simultânea das mãos somente podem ser feitos com escada de abrir com degrau largo ou utilização de talabarte envolto em estrutura rígida.*
  • 40. Cesta Aérea Confeccionadas em PVC, revestidas com fibra de vidro, normalmente utilizadas em equipamentos elevatórios (Gruas), tanto fixas como móveis, neste caso em caminhões com equipamento guindauto, normalmente acoplada a grua (guindauto). Pode ser individual em ambos os casos ou dupla em grua fixa. *
  • 41. Uso de Andaime O andaime, após montado, deve atender aos seguintes requisitos:  Dispor de sistema de guarda- corpo e rodapé de proteção em todo o seu perímetro.  Deve ficar perfeitamente na vertical, sendo necessário para terrenos irregulares a utilização de placa de base ajustável (macaco).*
  • 42. Ambientes Confinados Ambientes confinados são áreas não projetadas para ocupação (humana) continua. Geralmente oferecem movimentação restrita, têm meios limitados de entrada e saída e a ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes perigosos e/ou deficiência/enriquecimento de oxigênio que possam existir ou se desenvolver.*
  • 43. Áreas Classificadas É uma área na qual a probabilidade da presença de uma atmosfera explosiva é tal que exige precauções para a construção, instalação e utilização de equipamentos elétricos.*
  • 44. Atmosfera Explosiva Misturas de substâncias inflamáveis com o ar na forma de: gás, vapor, névoa, poeira ou fibras, na qual após a ignição, a combustão se propaga através da mistura. A potencialidade dos danos devidos à propagação descontrolada de uma ignição não desejada exige que nossa atenção se prenda á eliminação dos fatores determinantes da combustão.*
  • 45. Classificação das Áreas:* Zona 0 - em que a mistura explosiva é encontrada permanentemente ou na maior parte do tempo; Zona 1 - em que a mistura explosiva é provável durante a operação normal, mas quando ocorrer, será por tempo limitado; Zona 2 - em que a mistura explosiva só é provável em caso de falhas do equipamento ou do processo. O tempo de duração desta situação é curto. A delimitação das zonas, na classificação de áreas é dependente de vários fatores em que se destacam, as características dos produtos componentes da mistura, as quantidades que podem ser liberadas para o ambiente, a ventilação local e outros. *
  • 46. Tipos de Proteção: São várias as técnicas utilizadas para adequar os equipamentos, de forma que possam exercer as suas funções em uma ou outra área classificada. Naturalmente que os invólucros devem levar em consideração as funções de cada dispositivo elétrico, o que ele produz, em condições normais e suas potencialidades em condições anormais de operação. * Umidade Os princípios que fundamentam as medidas de proteção contra choque elétrico em áreas que apresentam umidade esta relacionada a diversos fatores que, no conjunto devem ser considerados na concepção e na execução das instalações elétricas. Cada condição de influência externa designada compreende sempre um grupo de fatores como: meio ambiente, utilização e construção das edificações.*
  • 47. Condições Atmosféricas Raio é uma descarga elétrica muito intensa, que ocorre em certos tipos de nuvens e pode atingir o solo, causando prejuízos e ferindo pessoas. *
  • 48. Outros riscos Calor: Presente nas atividades desempenhadas em espaços confinados, como por exemplo: subestações, câmaras subterrâneas, usinas (devido deficiência de circulação de ar e temperaturas elevadas) . Radiação solar: Os trabalhos em instalações elétricas ou serviços com eletricidade quando realizados em áreas abertas podem também expor os trabalhadores à radiação solar. Como consequências podem ocorrer queimaduras, lesões nos olhos e até câncer de pele, provocadas por radiação infravermelho ou ultravioleta.
  • 49. Outros riscos Ruído: Presente nas usinas de geração de energia elétrica, devido ao movimento de turbinas e geradores. Ocorre também em estações e subestações de energia, decorrente do funcionamento de conjunto de transformadores, como também da junção e disjunção de conectores, que causam forte ruído de impacto. Ascarel ou bifenis policlorados (PCB): Seu uso como líquido isolante em equipamento elétrico (ex: capacitores, transformadores, chaves de manobras e disjuntores) tornou-se bastante difundido porque, além de apresentar boas qualidades dielétricas e térmicas, é resistente ao fogo.*