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NEUROFISIOLOGIA
Professor: Cleanto Santos Vieira
Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos
especiais: Olfato
Neurofisiologia
• OLFATO: O olfato humano é pouco
desenvolvido se comparado ao de
outros mamíferos. O epitélio olfativo
humano contém cerca de 20 milhões
de células sensoriais, cada qual com
seis pêlos sensoriais (um cachorro
tem mais de 100 milhões de células
sensoriais, cada qual com pelo
menos 100 pêlos sensoriais). Os
receptores olfativos são neurônios
genuínos, com receptores próprios
que penetram no sistema nervoso
central.
Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos
especiais: Olfato
Neurofisiologia
• A cavidade nasal começa a partir
das janelas do nariz, está situada
em cima da boca e debaixo da caixa
craniana. Contém os órgãos do
sentido do olfato, e é forrada por
um epitélio secretor de muco. Ao
circular pela cavidade nasal, o ar se
purifica, umedece e esquenta. O
órgão olfativo é a mucosa que forra
a parte superior das fossas nasais -
chamada mucosa olfativa ou
amarela, para distingui-la da
vermelha - que cobre a parte
inferior.
Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos
especiais: Olfato
Neurofisiologia
• A mucosa vermelha é dessa
cor por ser muito rica em
vasos sangüíneos, e contém
glândulas que secretam
muco, que mantém úmida a
região. Se os capilares se
dilatam e o muco é
secretado em excesso, o
nariz fica obstruído, sintoma
característico do resfriado.
Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos
especiais: Olfato
Neurofisiologia
• A mucosa amarela é muito rica em
terminações nervosas do nervo
olfativo. Os dendritos das células
olfativas possuem prolongamentos
sensíveis (pêlos olfativos), que ficam
mergulhados na camada de muco que
recobre as cavidades nasais. Os
produtos voláteis ou de gases
perfumados ou ainda de substâncias
lipossolúveis que se desprendem das
diversas substâncias, ao serem
inspirados, entram nas fossas nasais e
se dissolvem no muco que impregna a
mucosa amarela, atingindo os
prolongamentos sensoriais.
Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos
especiais: Olfato
Neurofisiologia
• Dessa forma, geram impulsos nervosos, que
são conduzidos até o corpo celular das
células olfativas, de onde atingem os
axônios, que se comunicam com o bulbo
olfativo.
• Os axônios se agrupam de 10-100 e
penetram no osso etmóide para chegar ao
bulbo olfatório, onde convergem para
formar estruturas sinápticas chamadas
glomérulos.
• Estas se conectam em grupos que
convergem para as células mitrais.
Fisiologicamente essa convergência
aumenta a sensibilidade olfatória que é
enviada ao Sistema Nervoso Central (SNC),
onde o processo de sinalização é
interpretado e decodificado.
Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos
especiais: Olfato
Neurofisiologia
• Aceita-se a hipótese de que existem
alguns tipos básicos de células do olfato,
cada uma com receptores para um tipo
de odor.
• Os milhares de tipos diferentes de
cheiros que uma pessoa consegue
distinguir resultariam da integração de
impulsos gerados por uns cinqüenta
estímulos básicos, no máximo.
• A integração desses estímulos seria feita
numa região localizada em áreas laterais
do córtex cerebral, que constituem o
centro olfativo.
Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos
especiais: Olfato
Neurofisiologia
• A mucosa olfativa é tão sensível que
poucas moléculas são suficientes
para estimula-la, produzindo a
sensação de odor. A sensação será
tanto mais intensa quanto maior for a
quantidade de receptores
estimulados, o que depende da
concentração da substância odorífera
no ar.
Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos
especiais: Olfato
Neurofisiologia
• O olfato tem importante papel na
distinção dos alimentos.
• Enquanto mastigamos, sentimos
simultaneamente o paladar e o
cheiro.
• Do ponto de vista adaptativo, o
olfato tem uma nítida vantagem em
relação ao paladar: não necessita do
contato direto com o objeto
percebido para que haja a excitação,
conferindo maior segurança e menor
exposição a estímulos lesivos.
Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos
especiais: Olfato
Neurofisiologia
• O olfato, como a visão, possui uma
enorme capacidade adaptativa.
• No início da exposição a um odor muito
forte, a sensação olfativa pode ser
bastante forte também, mas, após um
minuto, aproximadamente, o odor será
quase imperceptível.
Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos
especiais: Olfato
Neurofisiologia
• Mas ao contrário da visão, capaz de
perceber um grande número de cores
ao mesmo tempo, o sistema olfativo
detecta a sensação de um único odor
de cada vez.
• Contudo, um odor percebido pode ser a
combinação de vários outros diferentes.
• Se tanto um odor pútrido quanto um
aroma doce estão presentes no ar, o
dominante será aquele que for mais
intenso, ou, se ambos forem da mesma
intensidade, a sensação olfativa será
entre doce e pútrida.
Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos
especiais: Olfato
Neurofisiologia
• O órgão vomeronasal e a atração sexual
• Estudos têm demonstrado que a maior
parte das espécies de vertebrados tem um
órgão situado na cavidade nasal
denominado órgão vomeronasal (OVN).
• A finalidade do OVN parece ser
exclusivamente a de detectar sinais
químicos – os ferormônios - envolvidos no
comportamento sexual e de marcação de
território. Os ferormônios distinguem-se
dos hormônios, porque estes são
liberados internamente e exercem
influência sobre o metabolismo do
indivíduo, enquanto que os ferormônios
são liberados externamente, com
atividade sobre indivíduos da mesma
espécie.
Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos
especiais: Olfato
Neurofisiologia
• Quanto à estrutura química dos
ferormônios sexuais, verifica-se a
existência de composição muito
diversificada, variando a sua natureza
com as diferentes espécies. Já foram
identificados sob as formas de
derivados de ácidos graxos ou terpenos,
álcoois, acetatos, hidrocarbonetos
(freqüentemente insaturados, com uma
ou duas ligações duplas), substâncias
aromáticas com grupos funcionais
diversos, etc. A maioria deles é
constituída por moléculas simples e de
peso molecular relativamente baixo.
Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos
especiais: Olfato
Neurofisiologia
• Tanto os humanos quanto os animais
exalam quantidades sutis de
ferormônio, detectável
(inconscientemente por humanos) pelo
sexo oposto, o qual desencadeia uma
resposta específica em um parceiro
potencial.
• Dessa forma, para alguns, o amor não
começa quando os olhares se
encontram, mas sim um pouco mais
embaixo, no nariz.
• "Há circuitos que vão do olfato até o
cérebro e levam uma mensagem
muito clara: sexo"
Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos
especiais: Olfato
Neurofisiologia
• Nos homens e mulheres, este odor é
liberado através das glândulas
apócrinas, localizadas nas axilas, ao
redor dos mamilos e na virilha (estes
odores não são desagradáveis como
o suor).
• As secreções apócrinas começam na
puberdade com o desenvolvimento
sexual e são diferentes entre os dois
sexos.
Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos
especiais: Olfato
Neurofisiologia
• Um tradicional exemplo do estreito vínculo entre olfato e
desejo é a síndrome de Kalman, um quadro genético de
alteração hormonal que prejudica a puberdade e que está
acompanhado por uma ausência congênita do olfato. Com
a ajuda de tratamento, esses pacientes chegam a ter níveis
normais de hormônios, mas não recuperam o olfato e isso
têm efeitos diretos em sua vida afetiva.
• A anosmia ou a perda do olfato é causada por um defeito
no desenvolvimento dos bulbos olfatórios ou por
substituição do epitélio olfatório por epitélio respiratório.
O modo de transmissão parece ser autossômica
dominante com penetrância incompleta. A anosmia
congênita isolada foi encontrada em pais de indivíduos
com síndrome Kallman e pode ter essa doença associada.
Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos
especiais: Olfato

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  • 1. NEUROFISIOLOGIA Professor: Cleanto Santos Vieira Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos especiais: Olfato
  • 2. Neurofisiologia • OLFATO: O olfato humano é pouco desenvolvido se comparado ao de outros mamíferos. O epitélio olfativo humano contém cerca de 20 milhões de células sensoriais, cada qual com seis pêlos sensoriais (um cachorro tem mais de 100 milhões de células sensoriais, cada qual com pelo menos 100 pêlos sensoriais). Os receptores olfativos são neurônios genuínos, com receptores próprios que penetram no sistema nervoso central. Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos especiais: Olfato
  • 3. Neurofisiologia • A cavidade nasal começa a partir das janelas do nariz, está situada em cima da boca e debaixo da caixa craniana. Contém os órgãos do sentido do olfato, e é forrada por um epitélio secretor de muco. Ao circular pela cavidade nasal, o ar se purifica, umedece e esquenta. O órgão olfativo é a mucosa que forra a parte superior das fossas nasais - chamada mucosa olfativa ou amarela, para distingui-la da vermelha - que cobre a parte inferior. Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos especiais: Olfato
  • 4. Neurofisiologia • A mucosa vermelha é dessa cor por ser muito rica em vasos sangüíneos, e contém glândulas que secretam muco, que mantém úmida a região. Se os capilares se dilatam e o muco é secretado em excesso, o nariz fica obstruído, sintoma característico do resfriado. Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos especiais: Olfato
  • 5. Neurofisiologia • A mucosa amarela é muito rica em terminações nervosas do nervo olfativo. Os dendritos das células olfativas possuem prolongamentos sensíveis (pêlos olfativos), que ficam mergulhados na camada de muco que recobre as cavidades nasais. Os produtos voláteis ou de gases perfumados ou ainda de substâncias lipossolúveis que se desprendem das diversas substâncias, ao serem inspirados, entram nas fossas nasais e se dissolvem no muco que impregna a mucosa amarela, atingindo os prolongamentos sensoriais. Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos especiais: Olfato
  • 6. Neurofisiologia • Dessa forma, geram impulsos nervosos, que são conduzidos até o corpo celular das células olfativas, de onde atingem os axônios, que se comunicam com o bulbo olfativo. • Os axônios se agrupam de 10-100 e penetram no osso etmóide para chegar ao bulbo olfatório, onde convergem para formar estruturas sinápticas chamadas glomérulos. • Estas se conectam em grupos que convergem para as células mitrais. Fisiologicamente essa convergência aumenta a sensibilidade olfatória que é enviada ao Sistema Nervoso Central (SNC), onde o processo de sinalização é interpretado e decodificado. Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos especiais: Olfato
  • 7. Neurofisiologia • Aceita-se a hipótese de que existem alguns tipos básicos de células do olfato, cada uma com receptores para um tipo de odor. • Os milhares de tipos diferentes de cheiros que uma pessoa consegue distinguir resultariam da integração de impulsos gerados por uns cinqüenta estímulos básicos, no máximo. • A integração desses estímulos seria feita numa região localizada em áreas laterais do córtex cerebral, que constituem o centro olfativo. Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos especiais: Olfato
  • 8. Neurofisiologia • A mucosa olfativa é tão sensível que poucas moléculas são suficientes para estimula-la, produzindo a sensação de odor. A sensação será tanto mais intensa quanto maior for a quantidade de receptores estimulados, o que depende da concentração da substância odorífera no ar. Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos especiais: Olfato
  • 9. Neurofisiologia • O olfato tem importante papel na distinção dos alimentos. • Enquanto mastigamos, sentimos simultaneamente o paladar e o cheiro. • Do ponto de vista adaptativo, o olfato tem uma nítida vantagem em relação ao paladar: não necessita do contato direto com o objeto percebido para que haja a excitação, conferindo maior segurança e menor exposição a estímulos lesivos. Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos especiais: Olfato
  • 10. Neurofisiologia • O olfato, como a visão, possui uma enorme capacidade adaptativa. • No início da exposição a um odor muito forte, a sensação olfativa pode ser bastante forte também, mas, após um minuto, aproximadamente, o odor será quase imperceptível. Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos especiais: Olfato
  • 11. Neurofisiologia • Mas ao contrário da visão, capaz de perceber um grande número de cores ao mesmo tempo, o sistema olfativo detecta a sensação de um único odor de cada vez. • Contudo, um odor percebido pode ser a combinação de vários outros diferentes. • Se tanto um odor pútrido quanto um aroma doce estão presentes no ar, o dominante será aquele que for mais intenso, ou, se ambos forem da mesma intensidade, a sensação olfativa será entre doce e pútrida. Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos especiais: Olfato
  • 12. Neurofisiologia • O órgão vomeronasal e a atração sexual • Estudos têm demonstrado que a maior parte das espécies de vertebrados tem um órgão situado na cavidade nasal denominado órgão vomeronasal (OVN). • A finalidade do OVN parece ser exclusivamente a de detectar sinais químicos – os ferormônios - envolvidos no comportamento sexual e de marcação de território. Os ferormônios distinguem-se dos hormônios, porque estes são liberados internamente e exercem influência sobre o metabolismo do indivíduo, enquanto que os ferormônios são liberados externamente, com atividade sobre indivíduos da mesma espécie. Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos especiais: Olfato
  • 13. Neurofisiologia • Quanto à estrutura química dos ferormônios sexuais, verifica-se a existência de composição muito diversificada, variando a sua natureza com as diferentes espécies. Já foram identificados sob as formas de derivados de ácidos graxos ou terpenos, álcoois, acetatos, hidrocarbonetos (freqüentemente insaturados, com uma ou duas ligações duplas), substâncias aromáticas com grupos funcionais diversos, etc. A maioria deles é constituída por moléculas simples e de peso molecular relativamente baixo. Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos especiais: Olfato
  • 14. Neurofisiologia • Tanto os humanos quanto os animais exalam quantidades sutis de ferormônio, detectável (inconscientemente por humanos) pelo sexo oposto, o qual desencadeia uma resposta específica em um parceiro potencial. • Dessa forma, para alguns, o amor não começa quando os olhares se encontram, mas sim um pouco mais embaixo, no nariz. • "Há circuitos que vão do olfato até o cérebro e levam uma mensagem muito clara: sexo" Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos especiais: Olfato
  • 15. Neurofisiologia • Nos homens e mulheres, este odor é liberado através das glândulas apócrinas, localizadas nas axilas, ao redor dos mamilos e na virilha (estes odores não são desagradáveis como o suor). • As secreções apócrinas começam na puberdade com o desenvolvimento sexual e são diferentes entre os dois sexos. Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos especiais: Olfato
  • 16. Neurofisiologia • Um tradicional exemplo do estreito vínculo entre olfato e desejo é a síndrome de Kalman, um quadro genético de alteração hormonal que prejudica a puberdade e que está acompanhado por uma ausência congênita do olfato. Com a ajuda de tratamento, esses pacientes chegam a ter níveis normais de hormônios, mas não recuperam o olfato e isso têm efeitos diretos em sua vida afetiva. • A anosmia ou a perda do olfato é causada por um defeito no desenvolvimento dos bulbos olfatórios ou por substituição do epitélio olfatório por epitélio respiratório. O modo de transmissão parece ser autossômica dominante com penetrância incompleta. A anosmia congênita isolada foi encontrada em pais de indivíduos com síndrome Kallman e pode ter essa doença associada. Aula 7 – Capítulo 5 – Sentidos especiais: Olfato