SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 4
Baixar para ler offline
• A França, durante o período napoleónico, conheceu uma fase de conquista territorial, que se estendeu da Península
Ibérica à Rússia. Não obstante, o sonho expansionista de Napoleão teve o seu fim aquando das derrotas sucessivas dos
seus exércitos, nomeadamente na Campanha da Rússia (1812) e na Batalha de Waterloo (1815).
• Terminado esse período de expansão, os ideais revolucionários permaneceram vivos, sendo estes difundidos através
de livros, panfletos, da imprensa, todavia também as guerras, tiveram um papel preponderante nesta difusão. De facto,
a presença dos exércitos franceses contribuiu para que os povos, por um lado, valorizasse os valores de liberdade,
igualdade e fraternidade; e por outro, se unissem contra o domínio dos franceses, dando lugar a sentimentos
nacionalistas.
• Foi com este objetivo que, em 1814-1815, se reuniu o Congresso de Viena, onde estiveram representadas as nações
vencedoras, e também a França. Portugal também esteve presente nas negociações, sobretudo, para defender os
interesses coloniais na América e, ainda, poder, eventualmente, beneficiar da redefinição das fronteiras das colónias
francesas.
Objetivos do Congresso de Viena: restabelecer as antigas fronteiras, pôr fim às ameaças que a revolução apresentava;
traçar um novo mapa da Europa; engrandecer o poder dos seus Estados; pôr termo aos ideais revolucionários.
• Foi neste contexto que surgiu a Santa Aliança, assinada entre a Rússia, Prússia e Áustria, a que se juntou a Inglaterra,
formando a Quádrupla Aliança, tendo em vista: congregar esforços para impedir o regresso de Napoleão Bonaparte e
vigiar os perigos revolucionários.
• Todavia, apesar dos esforços das monarquias europeias, representadas no Congresso de Viena, os ideais da Revolução
Francesa mantinham-se acesos na Europa. Entre os princípios divulgados destacam-se: a ideia de criar uma república
("uma e indivisível"); os princípios da soberania popular; a vontade de pôr fim às instituições do Antigo Regime; a defesa
da separação dos poderes; valorização dos direitos e liberdades do individuo; a soberania da nação.
• Foi, portanto, com base nestes princípios que se criaram condições políticas e sociais na Europa para que surgissem
ondas revolucionárias: de tipo liberal ou de tipo nacionalista.
A primeira vaga revolucionária compreendeu a década de 1820.
Na Europa, os movimentos revolucionários de cariz liberal tivessem lugar em vários reinos: em Espanha (1820), onde o
rei Fernando VII foi obrigado a adotar a Constituição de 1812 (que havia sido revogada em 1814); em Nápoles (1820); no
Piemonte (1821) e em Portugal (1820), e traduziram-se, essencialmente, na adoção de Constituições. No entanto, estes
movimentos liberais acabaram, posteriormente, por serem reprimidos pelos poderes absolutistas. Na Rússia, em 1825,
assistiu-se a uma tentativa falhada de substituir o regime aristocrático do czar Nicolau I.
Na Grécia, em 1821, surgiu uma revolta de cariz nacionalista: os gregos revoltaram-se contra o domínio otomano e, com
o auxílio da França, da Inglaterra e da Rússia, conseguiram a independência. Na década de 20 do século XIX, assistiu-se
ainda a movimentos independentistas na América Latina, de cariz nacionalista, que visava a libertação dos povos do
domínio colonial português e espanhol. As, colónias aproveitando a instabilidade provocada nos reinos ibéricos, devido
às guerras napoleónicas e à difusão de ideais revolucionários, iniciaram o seu processo de emancipação. Destaca-se a
ação de Simão Bolivar e San Martín na libertação da América Latina. Neste contexto, assistiu-se ao nascimento de novos
países na América Latina e à independência do México (América do Norte).
A segunda vaga revolucionária ocorreu na década de 1830.
Em França, em 1830, assistiu-se a uma insurreição liberal (movimento conhecido por "Três Gloriosos"), que levou ao
trono Luís Filipe de Orleães, que se assumiu como rei constitucional. Subiu ao trono com o título de Luís Filipe I, e acabou
por ser o último rei de França.
Da França a onda revolucionária difundiu-se para a Alemanha (1832) e Itália (1831), cujas revoltas foram completamente
esmagadas pelo regime absolutista austríaco. No caso Italiano, a revolta foi, simultaneamente política e nacional, na
medida em que pretendia não só estabelecer regimes constitucionais nos ducados de Parma e Modena, como também
procurava criar uma república unida e livre. A insurreição italiana teve como figura de destaque Giuseppe Mazzini, o
líder do movimento "Jovem Itália", percursor da unificação italiana.
As revoltas nacionalistas aconteceram igualmente na Bélgica, em 1831, e na Polónia, 1830-1831. Porém, enquanto que
a Bélgica conseguiu a independência face à Holanda, os polacos viram a sua revolta sucumbir quando o exército russo
invadiu a Polónia e pôs fim aos desejos de emancipação.
A terceira, e última, vaga revolucionária, ocorreu em 1848.
Esta vaga revolucionária ficou conhecida por "Primavera dos Povos", e de facto assistiu-se a ondas revolucionárias por
toda a Europa, durante este movimento. Em França, a monarquia constitucional de Luís Filipe I foi abolida. A segunda
república francesa foi instaurada com Luís Napoleão, o qual foi eleito presidente da França, por sufrágio universal
masculino.
Na Itália, ainda que tenha sido proclamada, em 1848, uma república romana, esta insurreição sucumbiu devido à
intervenção austríaca que repôs o absolutismo.
Em Viena, surgiram também revoltas que aclamavam por um governo mais liberal, O imperador Francisco José continuou
a governar de forma autocrática. Os húngaros e os checos, povos submetidos ao domínio do Império austríaco,
reclamavam autonomia. Em 1849, os húngaros proclamaram um república, tendo as tropas do império com o auxilio
russo posto fim à rebelião. Em Praga, após o congresso de Pan-Eslavo, surgiu a exigência de que os povos do império
austríaco tivessem igualdade de direitos, o que resultou, como já referido, na emergência de sentimentos nacionalistas
entre os checos.
Na Alemanha, surgiram também levantamentos que exigiram a obtenção de uma Constituição, tendo em vista uma
unificação dos Estados alemães, no entanto estes movimentos de insurreição foram dominados pela Prússia.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Revolução liberal portuguesa de1820
Revolução liberal portuguesa de1820Revolução liberal portuguesa de1820
Revolução liberal portuguesa de1820Maria Gomes
 
5 03 a geografia dos movimentos revolucionários
5 03 a geografia dos movimentos revolucionários5 03 a geografia dos movimentos revolucionários
5 03 a geografia dos movimentos revolucionáriosVítor Santos
 
6 01 as transformações economicas na europa e no mundo_alunos
6 01 as transformações economicas na europa e no mundo_alunos6 01 as transformações economicas na europa e no mundo_alunos
6 01 as transformações economicas na europa e no mundo_alunosVítor Santos
 
5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf
5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf
5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdfVítor Santos
 
Resumos de História 11º ano
Resumos de História 11º anoResumos de História 11º ano
Resumos de História 11º anoAntonino Miguel
 
6 03 evolucao democratica nacionalismo e imperialismo
6 03 evolucao democratica nacionalismo e imperialismo6 03 evolucao democratica nacionalismo e imperialismo
6 03 evolucao democratica nacionalismo e imperialismoVítor Santos
 
A RevoluçãO Liberal De 1820
A RevoluçãO Liberal De 1820A RevoluçãO Liberal De 1820
A RevoluçãO Liberal De 1820jdlimaaear
 
Da queda da Monarquia à Implantação da República
Da queda da Monarquia à Implantação da RepúblicaDa queda da Monarquia à Implantação da República
Da queda da Monarquia à Implantação da RepúblicaInês e Beatriz
 
Portugal. Da Revolução de 25 de Abril à estabilização da Democracia
Portugal. Da Revolução de 25 de Abril à estabilização da DemocraciaPortugal. Da Revolução de 25 de Abril à estabilização da Democracia
Portugal. Da Revolução de 25 de Abril à estabilização da Democraciahome
 
A primeira república portuguesa
A primeira república portuguesaA primeira república portuguesa
A primeira república portuguesacattonia
 
6 02 a sociedade industrial e urbana
6 02 a sociedade industrial e urbana6 02 a sociedade industrial e urbana
6 02 a sociedade industrial e urbanaVítor Santos
 
As Invasões Francesas
As Invasões FrancesasAs Invasões Francesas
As Invasões Francesasjdlimaaear
 
00 05 revisoes_modulo_5
00 05 revisoes_modulo_500 05 revisoes_modulo_5
00 05 revisoes_modulo_5Vítor Santos
 
A revolução francesa 2
A revolução francesa 2A revolução francesa 2
A revolução francesa 2Susana Simões
 
5 05 a o legado do liberalismo na primeira metade do seculo xix alunos
5 05  a o legado do liberalismo na primeira metade do seculo xix alunos5 05  a o legado do liberalismo na primeira metade do seculo xix alunos
5 05 a o legado do liberalismo na primeira metade do seculo xix alunosVítor Santos
 
Revolução Liberal de 1820
Revolução Liberal de 1820Revolução Liberal de 1820
Revolução Liberal de 1820ricardup
 
6 01 as transformacoes economicas na europa e no mundo
6 01 as transformacoes economicas na europa e no mundo6 01 as transformacoes economicas na europa e no mundo
6 01 as transformacoes economicas na europa e no mundoVítor Santos
 
7 01 as transformações das primeiras décadas do século xx blogue
7 01 as transformações das primeiras décadas do século xx blogue7 01 as transformações das primeiras décadas do século xx blogue
7 01 as transformações das primeiras décadas do século xx blogueVítor Santos
 

Mais procurados (20)

Revolução liberal portuguesa de1820
Revolução liberal portuguesa de1820Revolução liberal portuguesa de1820
Revolução liberal portuguesa de1820
 
5 03 a geografia dos movimentos revolucionários
5 03 a geografia dos movimentos revolucionários5 03 a geografia dos movimentos revolucionários
5 03 a geografia dos movimentos revolucionários
 
6 01 as transformações economicas na europa e no mundo_alunos
6 01 as transformações economicas na europa e no mundo_alunos6 01 as transformações economicas na europa e no mundo_alunos
6 01 as transformações economicas na europa e no mundo_alunos
 
5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf
5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf
5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf
 
Resumos de História 11º ano
Resumos de História 11º anoResumos de História 11º ano
Resumos de História 11º ano
 
Invasões Francesas
Invasões FrancesasInvasões Francesas
Invasões Francesas
 
6 03 evolucao democratica nacionalismo e imperialismo
6 03 evolucao democratica nacionalismo e imperialismo6 03 evolucao democratica nacionalismo e imperialismo
6 03 evolucao democratica nacionalismo e imperialismo
 
A RevoluçãO Liberal De 1820
A RevoluçãO Liberal De 1820A RevoluçãO Liberal De 1820
A RevoluçãO Liberal De 1820
 
Da queda da Monarquia à Implantação da República
Da queda da Monarquia à Implantação da RepúblicaDa queda da Monarquia à Implantação da República
Da queda da Monarquia à Implantação da República
 
Portugal. Da Revolução de 25 de Abril à estabilização da Democracia
Portugal. Da Revolução de 25 de Abril à estabilização da DemocraciaPortugal. Da Revolução de 25 de Abril à estabilização da Democracia
Portugal. Da Revolução de 25 de Abril à estabilização da Democracia
 
A primeira república portuguesa
A primeira república portuguesaA primeira república portuguesa
A primeira república portuguesa
 
6 02 a sociedade industrial e urbana
6 02 a sociedade industrial e urbana6 02 a sociedade industrial e urbana
6 02 a sociedade industrial e urbana
 
As Invasões Francesas
As Invasões FrancesasAs Invasões Francesas
As Invasões Francesas
 
00 05 revisoes_modulo_5
00 05 revisoes_modulo_500 05 revisoes_modulo_5
00 05 revisoes_modulo_5
 
A revolução francesa 2
A revolução francesa 2A revolução francesa 2
A revolução francesa 2
 
5 05 a o legado do liberalismo na primeira metade do seculo xix alunos
5 05  a o legado do liberalismo na primeira metade do seculo xix alunos5 05  a o legado do liberalismo na primeira metade do seculo xix alunos
5 05 a o legado do liberalismo na primeira metade do seculo xix alunos
 
Revolução Liberal de 1820
Revolução Liberal de 1820Revolução Liberal de 1820
Revolução Liberal de 1820
 
As causas da rev 1820
As causas da rev 1820As causas da rev 1820
As causas da rev 1820
 
6 01 as transformacoes economicas na europa e no mundo
6 01 as transformacoes economicas na europa e no mundo6 01 as transformacoes economicas na europa e no mundo
6 01 as transformacoes economicas na europa e no mundo
 
7 01 as transformações das primeiras décadas do século xx blogue
7 01 as transformações das primeiras décadas do século xx blogue7 01 as transformações das primeiras décadas do século xx blogue
7 01 as transformações das primeiras décadas do século xx blogue
 

Semelhante a As três vagas revolucionárias na Europa após o Congresso de Viena

Apostila a era napoleônica
Apostila a era napoleônica Apostila a era napoleônica
Apostila a era napoleônica valdeck1
 
5 03 a geografia dos movimentos revolucionarios
5 03 a geografia dos movimentos revolucionarios5 03 a geografia dos movimentos revolucionarios
5 03 a geografia dos movimentos revolucionariosVítor Santos
 
Europa durante o século XIX
Europa durante o século XIX Europa durante o século XIX
Europa durante o século XIX DealdyPony
 
Os movimentos revolucionários do século xix (1820, 1830 e 1848) na europa
Os movimentos revolucionários do século xix (1820, 1830 e 1848) na europaOs movimentos revolucionários do século xix (1820, 1830 e 1848) na europa
Os movimentos revolucionários do século xix (1820, 1830 e 1848) na europaRafaelyLeite1
 
História 2º ano 3º
História   2º ano 3ºHistória   2º ano 3º
História 2º ano 3ºdinicmax
 
1.1.a europa do século xix
1.1.a europa do século xix1.1.a europa do século xix
1.1.a europa do século xixvaldeck1
 
A revolução francesa e a mudança na sociedade
A revolução francesa e a mudança na sociedadeA revolução francesa e a mudança na sociedade
A revolução francesa e a mudança na sociedadeThiago Nunes
 
Conteúdos de história do 3º bimestre do 2º ensino médio
Conteúdos de história do 3º bimestre do 2º ensino médioConteúdos de história do 3º bimestre do 2º ensino médio
Conteúdos de história do 3º bimestre do 2º ensino médioMariana Marques
 
3ão - Revoluções e Unificações na Europa séc XIX
3ão - Revoluções e Unificações na Europa séc XIX3ão - Revoluções e Unificações na Europa séc XIX
3ão - Revoluções e Unificações na Europa séc XIXDaniel Alves Bronstrup
 
3. a geografia dos movimentos revolucionários
3. a geografia dos movimentos revolucionários3. a geografia dos movimentos revolucionários
3. a geografia dos movimentos revolucionárioscattonia
 
Revolução francesa 8° b
Revolução francesa 8° bRevolução francesa 8° b
Revolução francesa 8° balunoitv
 

Semelhante a As três vagas revolucionárias na Europa após o Congresso de Viena (20)

11 Ha M5 u3
11 Ha M5 u311 Ha M5 u3
11 Ha M5 u3
 
Apostila a era napoleônica
Apostila a era napoleônica Apostila a era napoleônica
Apostila a era napoleônica
 
Europa no século xix
Europa no século xixEuropa no século xix
Europa no século xix
 
5 03 a geografia dos movimentos revolucionarios
5 03 a geografia dos movimentos revolucionarios5 03 a geografia dos movimentos revolucionarios
5 03 a geografia dos movimentos revolucionarios
 
Europa durante o século XIX
Europa durante o século XIX Europa durante o século XIX
Europa durante o século XIX
 
Primavera dos Povos
Primavera dos PovosPrimavera dos Povos
Primavera dos Povos
 
Revoluções liberais de 1830 e 1848
Revoluções liberais de 1830 e 1848Revoluções liberais de 1830 e 1848
Revoluções liberais de 1830 e 1848
 
Os movimentos revolucionários do século xix (1820, 1830 e 1848) na europa
Os movimentos revolucionários do século xix (1820, 1830 e 1848) na europaOs movimentos revolucionários do século xix (1820, 1830 e 1848) na europa
Os movimentos revolucionários do século xix (1820, 1830 e 1848) na europa
 
História 2º ano 3º
História   2º ano 3ºHistória   2º ano 3º
História 2º ano 3º
 
1.1.a europa do século xix
1.1.a europa do século xix1.1.a europa do século xix
1.1.a europa do século xix
 
A onda revolucionária
A onda revolucionáriaA onda revolucionária
A onda revolucionária
 
A revolução francesa e a mudança na sociedade
A revolução francesa e a mudança na sociedadeA revolução francesa e a mudança na sociedade
A revolução francesa e a mudança na sociedade
 
Revoluções liberais xix
Revoluções liberais xixRevoluções liberais xix
Revoluções liberais xix
 
As revoluções burguesas do século XIX
As revoluções burguesas do século XIXAs revoluções burguesas do século XIX
As revoluções burguesas do século XIX
 
Conteúdos de história do 3º bimestre do 2º ensino médio
Conteúdos de história do 3º bimestre do 2º ensino médioConteúdos de história do 3º bimestre do 2º ensino médio
Conteúdos de história do 3º bimestre do 2º ensino médio
 
3ão - Revoluções e Unificações na Europa séc XIX
3ão - Revoluções e Unificações na Europa séc XIX3ão - Revoluções e Unificações na Europa séc XIX
3ão - Revoluções e Unificações na Europa séc XIX
 
As revoluções burguesas
As revoluções burguesasAs revoluções burguesas
As revoluções burguesas
 
3ºano - Revoluções na França
3ºano - Revoluções na França3ºano - Revoluções na França
3ºano - Revoluções na França
 
3. a geografia dos movimentos revolucionários
3. a geografia dos movimentos revolucionários3. a geografia dos movimentos revolucionários
3. a geografia dos movimentos revolucionários
 
Revolução francesa 8° b
Revolução francesa 8° bRevolução francesa 8° b
Revolução francesa 8° b
 

Mais de Catarina Castro

"O Ano da Morte de Ricardo Reis" - Retoma de Conteúdos
"O Ano da Morte de Ricardo Reis" - Retoma de Conteúdos "O Ano da Morte de Ricardo Reis" - Retoma de Conteúdos
"O Ano da Morte de Ricardo Reis" - Retoma de Conteúdos Catarina Castro
 
Síntese Sermão de Santo António aos Peixes
Síntese Sermão de Santo António aos PeixesSíntese Sermão de Santo António aos Peixes
Síntese Sermão de Santo António aos PeixesCatarina Castro
 
Contextualização histórico literária - Sermão
Contextualização histórico literária - SermãoContextualização histórico literária - Sermão
Contextualização histórico literária - SermãoCatarina Castro
 
Contextualização histórico literária - Almeida Garrett
Contextualização histórico literária - Almeida GarrettContextualização histórico literária - Almeida Garrett
Contextualização histórico literária - Almeida GarrettCatarina Castro
 
Linguística textual - Intertextualidade
Linguística textual - IntertextualidadeLinguística textual - Intertextualidade
Linguística textual - IntertextualidadeCatarina Castro
 
Texto narrativo (características)
Texto narrativo (características)Texto narrativo (características)
Texto narrativo (características)Catarina Castro
 
Síntese José Saramago, O ano da morte de ricardo reis
Síntese José Saramago, O ano da morte de ricardo reisSíntese José Saramago, O ano da morte de ricardo reis
Síntese José Saramago, O ano da morte de ricardo reisCatarina Castro
 
Contextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo Reis
Contextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo ReisContextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo Reis
Contextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo ReisCatarina Castro
 
Contextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo Reis
Contextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo ReisContextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo Reis
Contextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo ReisCatarina Castro
 
Contextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo Reis
Contextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo ReisContextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo Reis
Contextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo ReisCatarina Castro
 
A Constituição do Território Nacional e a Posição Geográfica de Portugal
A Constituição do Território Nacional e a Posição Geográfica de PortugalA Constituição do Território Nacional e a Posição Geográfica de Portugal
A Constituição do Território Nacional e a Posição Geográfica de PortugalCatarina Castro
 
Variabilidade da radiação solar i
Variabilidade da radiação solar iVariabilidade da radiação solar i
Variabilidade da radiação solar iCatarina Castro
 
Variabilidade da radiação solar geral
Variabilidade da radiação solar geralVariabilidade da radiação solar geral
Variabilidade da radiação solar geralCatarina Castro
 
Variabilidade da radiaçã solar
Variabilidade da radiaçã solarVariabilidade da radiaçã solar
Variabilidade da radiaçã solarCatarina Castro
 
Valorização da radiação solar
Valorização da radiação solarValorização da radiação solar
Valorização da radiação solarCatarina Castro
 
Potencialidades do Litoral
Potencialidades do LitoralPotencialidades do Litoral
Potencialidades do LitoralCatarina Castro
 
Problemas e Potencialidades dos Recursos do Subsolo
Problemas e Potencialidades dos Recursos do SubsoloProblemas e Potencialidades dos Recursos do Subsolo
Problemas e Potencialidades dos Recursos do SubsoloCatarina Castro
 
Evolução da População Portuguesa
Evolução da População PortuguesaEvolução da População Portuguesa
Evolução da População PortuguesaCatarina Castro
 
Estruturas e Comportamentos Sociodemográficos
Estruturas e Comportamentos SociodemográficosEstruturas e Comportamentos Sociodemográficos
Estruturas e Comportamentos SociodemográficosCatarina Castro
 

Mais de Catarina Castro (20)

"O Ano da Morte de Ricardo Reis" - Retoma de Conteúdos
"O Ano da Morte de Ricardo Reis" - Retoma de Conteúdos "O Ano da Morte de Ricardo Reis" - Retoma de Conteúdos
"O Ano da Morte de Ricardo Reis" - Retoma de Conteúdos
 
Síntese Sermão de Santo António aos Peixes
Síntese Sermão de Santo António aos PeixesSíntese Sermão de Santo António aos Peixes
Síntese Sermão de Santo António aos Peixes
 
Contextualização histórico literária - Sermão
Contextualização histórico literária - SermãoContextualização histórico literária - Sermão
Contextualização histórico literária - Sermão
 
Contextualização histórico literária - Almeida Garrett
Contextualização histórico literária - Almeida GarrettContextualização histórico literária - Almeida Garrett
Contextualização histórico literária - Almeida Garrett
 
Linguística textual - Intertextualidade
Linguística textual - IntertextualidadeLinguística textual - Intertextualidade
Linguística textual - Intertextualidade
 
Texto narrativo (características)
Texto narrativo (características)Texto narrativo (características)
Texto narrativo (características)
 
Síntese José Saramago, O ano da morte de ricardo reis
Síntese José Saramago, O ano da morte de ricardo reisSíntese José Saramago, O ano da morte de ricardo reis
Síntese José Saramago, O ano da morte de ricardo reis
 
Contextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo Reis
Contextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo ReisContextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo Reis
Contextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo Reis
 
Contextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo Reis
Contextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo ReisContextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo Reis
Contextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo Reis
 
Contextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo Reis
Contextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo ReisContextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo Reis
Contextualização histórico literária - O Ano da Morte de Ricardo Reis
 
A Constituição do Território Nacional e a Posição Geográfica de Portugal
A Constituição do Território Nacional e a Posição Geográfica de PortugalA Constituição do Território Nacional e a Posição Geográfica de Portugal
A Constituição do Território Nacional e a Posição Geográfica de Portugal
 
Variabilidade da radiação solar i
Variabilidade da radiação solar iVariabilidade da radiação solar i
Variabilidade da radiação solar i
 
Variabilidade da radiação solar geral
Variabilidade da radiação solar geralVariabilidade da radiação solar geral
Variabilidade da radiação solar geral
 
Variabilidade da radiaçã solar
Variabilidade da radiaçã solarVariabilidade da radiaçã solar
Variabilidade da radiaçã solar
 
Valorização da radiação solar
Valorização da radiação solarValorização da radiação solar
Valorização da radiação solar
 
Potencialidades do Litoral
Potencialidades do LitoralPotencialidades do Litoral
Potencialidades do Litoral
 
Recursos Energéticos
Recursos EnergéticosRecursos Energéticos
Recursos Energéticos
 
Problemas e Potencialidades dos Recursos do Subsolo
Problemas e Potencialidades dos Recursos do SubsoloProblemas e Potencialidades dos Recursos do Subsolo
Problemas e Potencialidades dos Recursos do Subsolo
 
Evolução da População Portuguesa
Evolução da População PortuguesaEvolução da População Portuguesa
Evolução da População Portuguesa
 
Estruturas e Comportamentos Sociodemográficos
Estruturas e Comportamentos SociodemográficosEstruturas e Comportamentos Sociodemográficos
Estruturas e Comportamentos Sociodemográficos
 

Último

cartilha-pdi-plano-de-desenvolvimento-individual-do-estudante.pdf
cartilha-pdi-plano-de-desenvolvimento-individual-do-estudante.pdfcartilha-pdi-plano-de-desenvolvimento-individual-do-estudante.pdf
cartilha-pdi-plano-de-desenvolvimento-individual-do-estudante.pdfIedaGoethe
 
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresSociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresaulasgege
 
Atividade com a letra da música Meu Abrigo
Atividade com a letra da música Meu AbrigoAtividade com a letra da música Meu Abrigo
Atividade com a letra da música Meu AbrigoMary Alvarenga
 
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasPrograma de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasCassio Meira Jr.
 
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024Jeanoliveira597523
 
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdfO guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdfErasmo Portavoz
 
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃOLEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃOColégio Santa Teresinha
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxDeyvidBriel
 
O Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdf
O Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdfO Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdf
O Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdfPastor Robson Colaço
 
Bingo da potenciação e radiciação de números inteiros
Bingo da potenciação e radiciação de números inteirosBingo da potenciação e radiciação de números inteiros
Bingo da potenciação e radiciação de números inteirosAntnyoAllysson
 
Intolerância religiosa. Trata-se de uma apresentação sobre o respeito a diver...
Intolerância religiosa. Trata-se de uma apresentação sobre o respeito a diver...Intolerância religiosa. Trata-se de uma apresentação sobre o respeito a diver...
Intolerância religiosa. Trata-se de uma apresentação sobre o respeito a diver...LizanSantos1
 
Educação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPEducação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPanandatss1
 
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSOVALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSOBiatrizGomes1
 
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxSlides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
trabalho wanda rocha ditadura
trabalho wanda rocha ditaduratrabalho wanda rocha ditadura
trabalho wanda rocha ditaduraAdryan Luiz
 
Doutrina Deus filho e Espírito Santo.pptx
Doutrina Deus filho e Espírito Santo.pptxDoutrina Deus filho e Espírito Santo.pptx
Doutrina Deus filho e Espírito Santo.pptxThye Oliver
 
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024Sandra Pratas
 
A galinha ruiva sequencia didatica 3 ano
A  galinha ruiva sequencia didatica 3 anoA  galinha ruiva sequencia didatica 3 ano
A galinha ruiva sequencia didatica 3 anoandrealeitetorres
 

Último (20)

cartilha-pdi-plano-de-desenvolvimento-individual-do-estudante.pdf
cartilha-pdi-plano-de-desenvolvimento-individual-do-estudante.pdfcartilha-pdi-plano-de-desenvolvimento-individual-do-estudante.pdf
cartilha-pdi-plano-de-desenvolvimento-individual-do-estudante.pdf
 
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresSociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
 
XI OLIMPÍADAS DA LÍNGUA PORTUGUESA -
XI OLIMPÍADAS DA LÍNGUA PORTUGUESA      -XI OLIMPÍADAS DA LÍNGUA PORTUGUESA      -
XI OLIMPÍADAS DA LÍNGUA PORTUGUESA -
 
Atividade com a letra da música Meu Abrigo
Atividade com a letra da música Meu AbrigoAtividade com a letra da música Meu Abrigo
Atividade com a letra da música Meu Abrigo
 
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasPrograma de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
 
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
 
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdfO guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
 
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃOLEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
 
O Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdf
O Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdfO Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdf
O Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdf
 
Bingo da potenciação e radiciação de números inteiros
Bingo da potenciação e radiciação de números inteirosBingo da potenciação e radiciação de números inteiros
Bingo da potenciação e radiciação de números inteiros
 
Intolerância religiosa. Trata-se de uma apresentação sobre o respeito a diver...
Intolerância religiosa. Trata-se de uma apresentação sobre o respeito a diver...Intolerância religiosa. Trata-se de uma apresentação sobre o respeito a diver...
Intolerância religiosa. Trata-se de uma apresentação sobre o respeito a diver...
 
Educação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPEducação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SP
 
Em tempo de Quaresma .
Em tempo de Quaresma                            .Em tempo de Quaresma                            .
Em tempo de Quaresma .
 
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSOVALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
 
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxSlides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
 
trabalho wanda rocha ditadura
trabalho wanda rocha ditaduratrabalho wanda rocha ditadura
trabalho wanda rocha ditadura
 
Doutrina Deus filho e Espírito Santo.pptx
Doutrina Deus filho e Espírito Santo.pptxDoutrina Deus filho e Espírito Santo.pptx
Doutrina Deus filho e Espírito Santo.pptx
 
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
 
A galinha ruiva sequencia didatica 3 ano
A  galinha ruiva sequencia didatica 3 anoA  galinha ruiva sequencia didatica 3 ano
A galinha ruiva sequencia didatica 3 ano
 

As três vagas revolucionárias na Europa após o Congresso de Viena

  • 1. • A França, durante o período napoleónico, conheceu uma fase de conquista territorial, que se estendeu da Península Ibérica à Rússia. Não obstante, o sonho expansionista de Napoleão teve o seu fim aquando das derrotas sucessivas dos seus exércitos, nomeadamente na Campanha da Rússia (1812) e na Batalha de Waterloo (1815). • Terminado esse período de expansão, os ideais revolucionários permaneceram vivos, sendo estes difundidos através de livros, panfletos, da imprensa, todavia também as guerras, tiveram um papel preponderante nesta difusão. De facto, a presença dos exércitos franceses contribuiu para que os povos, por um lado, valorizasse os valores de liberdade, igualdade e fraternidade; e por outro, se unissem contra o domínio dos franceses, dando lugar a sentimentos nacionalistas. • Foi com este objetivo que, em 1814-1815, se reuniu o Congresso de Viena, onde estiveram representadas as nações vencedoras, e também a França. Portugal também esteve presente nas negociações, sobretudo, para defender os interesses coloniais na América e, ainda, poder, eventualmente, beneficiar da redefinição das fronteiras das colónias francesas. Objetivos do Congresso de Viena: restabelecer as antigas fronteiras, pôr fim às ameaças que a revolução apresentava; traçar um novo mapa da Europa; engrandecer o poder dos seus Estados; pôr termo aos ideais revolucionários.
  • 2. • Foi neste contexto que surgiu a Santa Aliança, assinada entre a Rússia, Prússia e Áustria, a que se juntou a Inglaterra, formando a Quádrupla Aliança, tendo em vista: congregar esforços para impedir o regresso de Napoleão Bonaparte e vigiar os perigos revolucionários. • Todavia, apesar dos esforços das monarquias europeias, representadas no Congresso de Viena, os ideais da Revolução Francesa mantinham-se acesos na Europa. Entre os princípios divulgados destacam-se: a ideia de criar uma república ("uma e indivisível"); os princípios da soberania popular; a vontade de pôr fim às instituições do Antigo Regime; a defesa da separação dos poderes; valorização dos direitos e liberdades do individuo; a soberania da nação. • Foi, portanto, com base nestes princípios que se criaram condições políticas e sociais na Europa para que surgissem ondas revolucionárias: de tipo liberal ou de tipo nacionalista.
  • 3. A primeira vaga revolucionária compreendeu a década de 1820. Na Europa, os movimentos revolucionários de cariz liberal tivessem lugar em vários reinos: em Espanha (1820), onde o rei Fernando VII foi obrigado a adotar a Constituição de 1812 (que havia sido revogada em 1814); em Nápoles (1820); no Piemonte (1821) e em Portugal (1820), e traduziram-se, essencialmente, na adoção de Constituições. No entanto, estes movimentos liberais acabaram, posteriormente, por serem reprimidos pelos poderes absolutistas. Na Rússia, em 1825, assistiu-se a uma tentativa falhada de substituir o regime aristocrático do czar Nicolau I. Na Grécia, em 1821, surgiu uma revolta de cariz nacionalista: os gregos revoltaram-se contra o domínio otomano e, com o auxílio da França, da Inglaterra e da Rússia, conseguiram a independência. Na década de 20 do século XIX, assistiu-se ainda a movimentos independentistas na América Latina, de cariz nacionalista, que visava a libertação dos povos do domínio colonial português e espanhol. As, colónias aproveitando a instabilidade provocada nos reinos ibéricos, devido às guerras napoleónicas e à difusão de ideais revolucionários, iniciaram o seu processo de emancipação. Destaca-se a ação de Simão Bolivar e San Martín na libertação da América Latina. Neste contexto, assistiu-se ao nascimento de novos países na América Latina e à independência do México (América do Norte). A segunda vaga revolucionária ocorreu na década de 1830. Em França, em 1830, assistiu-se a uma insurreição liberal (movimento conhecido por "Três Gloriosos"), que levou ao trono Luís Filipe de Orleães, que se assumiu como rei constitucional. Subiu ao trono com o título de Luís Filipe I, e acabou por ser o último rei de França. Da França a onda revolucionária difundiu-se para a Alemanha (1832) e Itália (1831), cujas revoltas foram completamente esmagadas pelo regime absolutista austríaco. No caso Italiano, a revolta foi, simultaneamente política e nacional, na medida em que pretendia não só estabelecer regimes constitucionais nos ducados de Parma e Modena, como também procurava criar uma república unida e livre. A insurreição italiana teve como figura de destaque Giuseppe Mazzini, o líder do movimento "Jovem Itália", percursor da unificação italiana. As revoltas nacionalistas aconteceram igualmente na Bélgica, em 1831, e na Polónia, 1830-1831. Porém, enquanto que a Bélgica conseguiu a independência face à Holanda, os polacos viram a sua revolta sucumbir quando o exército russo invadiu a Polónia e pôs fim aos desejos de emancipação.
  • 4. A terceira, e última, vaga revolucionária, ocorreu em 1848. Esta vaga revolucionária ficou conhecida por "Primavera dos Povos", e de facto assistiu-se a ondas revolucionárias por toda a Europa, durante este movimento. Em França, a monarquia constitucional de Luís Filipe I foi abolida. A segunda república francesa foi instaurada com Luís Napoleão, o qual foi eleito presidente da França, por sufrágio universal masculino. Na Itália, ainda que tenha sido proclamada, em 1848, uma república romana, esta insurreição sucumbiu devido à intervenção austríaca que repôs o absolutismo. Em Viena, surgiram também revoltas que aclamavam por um governo mais liberal, O imperador Francisco José continuou a governar de forma autocrática. Os húngaros e os checos, povos submetidos ao domínio do Império austríaco, reclamavam autonomia. Em 1849, os húngaros proclamaram um república, tendo as tropas do império com o auxilio russo posto fim à rebelião. Em Praga, após o congresso de Pan-Eslavo, surgiu a exigência de que os povos do império austríaco tivessem igualdade de direitos, o que resultou, como já referido, na emergência de sentimentos nacionalistas entre os checos. Na Alemanha, surgiram também levantamentos que exigiram a obtenção de uma Constituição, tendo em vista uma unificação dos Estados alemães, no entanto estes movimentos de insurreição foram dominados pela Prússia.