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História A - Módulo 4
A Europa nos séculos XVII e XVIII – sociedade,
poder e dinâmicas coloniais
Unidade 3
Triunfo dos estados e das dinâmicas económicas
nos séculos XVII e XVIII http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
Módulo 4, Unidade 3, 2
3
Durante os séculos XVII e XVIII, um grupo restrito de países
europeus, detinham a quase totalidade das colónias ultramarinas e
dominavam o comércio intercontinental que gerava lucros fabulosos;
Surge a época do capitalismo comercial, criam-se grandes
companhias comerciais, investe-se no comércio e surgem novos
mecanismos financeiros;
Uma definição de capitalismo comercial?
Capitalismo comercial é o sistema económico que vigorou entre os
séculos XVI a XVIII, caracteriza-se pelo papel determinante do
comércio no desenvolvimento económico. Assiste-se ao
desenvolvimento da burguesia comercial e financeira. A procura do
lucro é uma das ideias determinantes deste sistema.
4
Esta dinâmica económica provocou a colonização do continente
americano onde se desenvolvem grandes plantações de açúcar, café,
tabaco e algodão. Propagam-se as explorações onde se cria gado e
surgem grandes minas, sobretudo de ouro e prata;
Todos estes produtos são enviados para os mercados europeus, em
contrapartida recebem produtos industriais e agrícolas e sobretudo
a mão de obra escrava, oriunda de África, necessária para o
desenvolvimento das novas explorações;
5
Existem duas rotas fundamentais no comércio internacional:
A rota do Cabo, que se dirigia para a Ásia;
E a rota atlântica, ou comércio triangular (Europa-África-América-
Europa);
A grande base deste comércio era o tráfico negreiro.
6
Definição de comércio triangular:
Comércio realizado entre a Europa  África (escravos)  América
 (açúcar, tabaco, café, ouro, etc.) Europa;
Este comércio gerava lucros fabulosos e desenvolveu-se ao longo
dos séculos XVII e XVIII, tinha por base as grandes necessidades de
mão de obra das explorações americanas agrícolas e mineiras.
Definição de tráfico negreiro
Comércio de escravos que levou milhões de africanos para a
América, entre 1710 e 1810, foram transportados 6 milhões de
pessoas. Entre os séculos XVI a XVIII foram levados para a América
mais de 10 milhões de africanos.
7
O reforço das economias nacionais: o mercantilismo
Mercantilismo
A riqueza do estado depende dos metais preciosos entesourados
Aumento das exportações
Apoio do Estado
Redução das importações
Criação e desenvolvimento
de manufaturas
Balança comercial favorável
Taxas alfandegárias e
proibição de importações
Contratação de técnicos SANCHES, Mário, História
A, Edições ASA, 2006,
(adaptado)
8
Balança comercial, o que é?
É a relação entre o volume (em dinheiro) das importações e as
exportações.
Se o volume das exportações é maior, a balança é positiva.
Se o volume das importações é maior, a balança é negativa.
9
O que é o Mercantilismo?
É uma teoria económica
enunciada nos séculos XVI a XVIII,
que defende a ideia que a
principal riqueza de um Estado é
a quantidade de metais preciosos
acumulados, isso era conseguido
através de uma balança comercial
favorável, isto é, o valor das
exportações tem de ultrapassar o
valor das importações.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Baptiste_Colbert
10
Para isso o governo deve proteger as manufaturas nacionais,
criando incentivos e dando-lhes o monopólio de determinados
produtos, bem como contratando técnicos estrangeiros para
desenvolver a indústria.
Por outro lado as importações devem ser desincentivadas,
aumentando as taxas alfandegárias ou proibindo determinados
produtos estrangeiros.
Muitos países europeus, nos séculos XVII e XVIII, implementaram
políticas mercantilistas embora com objetivos e medidas
diferentes.
11
12
Protecionismo, o que é?
Política económica que procura impedir a livre iniciativa e a livre
circulação de produtos.
São criados impostos alfandegários sobre os produtos estrangeiros
ou criam-se leis que impedem a sua importação.
Para desenvolver a produção interna o Estado cria leis favoráveis,
subsídios e cria monopólios.
13
Para desenvolver estas políticas mercantilistas, os governos deviam
exercer um apertado controlo sobre todas as atividades
económicas;
Deviam fomentar a produção industrial interna;
Criar companhias monopolistas;
Aumentar as taxas alfandegárias;
Obrigar as suas colónias a um comércio exclusivo com a
metrópole, com o objetivo de criar uma mercado para escoar os
produtos e um local onde conseguir as matérias-primas;
Módulo 4, Unidade 3, Vítor Santos 14
15
O mercantilismo em França
O mercantilismo foi introduzido em França por Colbert (1619-1683),
ministro de Luís XIV;
O colbertismo consistiu numa política fortemente protecionista
das manufaturas francesas;
Colbert introduziu novas indústrias recorrendo à importação de
técnicos estrangeiros;
Desenvolveu a criação de grandes manufaturas, desenvolvendo uma
política de subsídios, monopólios e outros incentivos;
16
Colbert criou as manufaturas reais que se dedicavam sobretudo à
produção de produtos de luxo destinados a fornecer a corte de
Versalhes;
Toda a atividade manufatureira era regulamentada: qualidade,
horas de trabalho, preços, etc.;
Colbert investiu no incremento da marinha mercante para
desenvolver o comércio e da marinha de guerra;
Criou companhias monopolistas para as quais criou o exclusivo de
comércio com determinadas zonas;
17
O colbertismo foi fortemente dirigista e estatal e fracassou na
tentativa de criar uma balança comercial positiva pois:
esqueceu a agricultura;
não criou condições para o desenvolvimento de um mercado
interno;
dificultou em demasia a iniciativa privada;
incrementou os gastos com a corte, a defesa e os apoios à indústria;
Colbert foi objeto de contestação em França, mas as suas ideias
foram o modelo mercantilista mais adotado pelos países
europeus.
18
19
O sistema mercantil em Inglaterra
O mercantilismo inglês foi mais flexível, conseguiu adaptar-se às
novas circunstâncias e por isso mesmo conseguiu um elevado grau
de eficácia;
O mercantilismo inglês procurou, em especial, desenvolver a
marinha e o setor comercial;
O poder comercial holandês motivou a tomada de medidas
protecionistas;
20
Entre 1651 e 1663, foram promulgadas uma séria de leis, os
Atos de Navegação;
O objetivo fundamental destas leis era banir os Holandeses
das áreas do comércio inglês;
Determinavam que todas as mercadorias que entrassem em
Inglaterra seriam obrigatoriamente transportadas em barcos
ingleses ou do país de origem dessas mercadorias;
A Inglaterra ficou com o exclusivo do transporte dos produtos
coloniais;
Estas medidas afetaram os holandeses;
21
A marinha inglesa começou a desenvolver-se fortemente;
Iniciaram uma política de expansão colonial, sobretudo na
América do Norte;
Criaram grandes companhias de comércio, a mais importante foi a
Companhia da Índias Orientais, uma sociedade por ações que
detinha os direitos exclusivos sobre todo o comércio oriental;
http://mestresdahistoria.blogspot.com/2010/10/terceiro-ano-cndl-quarto-
bimestre_16.html
22
Protegeram a indústria das lãs, proibindo a exportação de matéria-
prima inglesa e aumentaram as taxas alfandegárias sobre os
produtos estrangeiros;
Protegeram a agricultura, criando taxas alfandegárias para os
cereais estrangeiros;
Estas políticas criaram as condições para a Inglaterra se tornar a
principal potência marítima na segunda metade do século XVII.
23
O equilíbrio europeu e a disputa das áreas coloniais
Durante o Antigo Regime o equilíbrio entre os diversos estados
europeus foi afetado por diversos conflitos e guerras provocados por
questões religiosas (Guerra dos Trinta anos), sucessões dinásticas
(Guerra da Restauração, entre Portugal e Espanha) ou disputas
territoriais ou económicas, como a guerra entre a Holanda e a
Espanha;
O equilíbrio europeu foi muito frágil e sucederam-se numerosos
conflitos;
A partir da segunda metade do século XVII, os motivos económicos
foram o principal motor desses conflitos;
24
Até à segunda metade do século XVII, os Holandeses dominaram o
comércio internacional;
Especializaram-se no transporte de produtos a baixo custo;
Criaram empresas que funcionavam por ações;
Desenvolveram técnicas comerciais inovadoras como a divulgação
das letras de câmbio, criação do Banco de Amesterdão e da Bolsa de
Valores;
25
O Banco de Amesterdão funcionava como se um banco nacional se
tratasse;
A Bolsa de Valores era o local onde se transacionavam as ações;
Em 1650, Amesterdão era o principal centro de comércio europeu;
26
O comércio, sobretudo o comércio intercontinental, era o grande
motor das economias;
Dominar os mercados foi uma das prioridades dos principais países
europeus;
Em 1648, o Tratado de Vestefália, parecia ter conseguido encontrar
um equilíbrio europeu;
Mas as políticas mercantilistas acirraram, de novo, as rivalidades;
A generalização de medidas protecionistas levou ao aparecimento
de muitos entraves à circulação de mercadorias;
Os países procuram nos mercados coloniais um lugar onde vender
os seus produtos;
27
As colónias tornar-se-ão num motivo de rivalidades entre os
principais estados europeus;
As colónias eram um mercado para a metrópole escoar os seus
excedentes de produção, bem como forneciam matérias-primas;
A maior parte da colónias estava sujeita ao exclusivo colonial;
Estavam obrigados a vender os seus produtos à metrópole que
tabelava os preços, com óbvios lucros para os comerciantes das
metrópoles;
28
A publicação dos Atos de Navegação, pelos ingleses, originou várias
guerras com os holandeses entre 1652 e 1674;
Estas guerras terminaram com a vitória inglesa;
A Holanda teve de ceder à Inglaterra as suas colónias americanas e
parte das colónias asiáticas e marca o fim do domínio holandês;
O próprio Stadhouder, Guilherme de Orange, tornou-se rei da
Inglaterra, abandonando a Holanda;
29
A política mercantilista de Colbert levou à criação do Império
colonial francês que originou os conflitos com Inglaterra;
Entre 1702 e 1763, desencadearam-se dois conflitos que
envolveram os dois países:
A Guerra a Sucessão Espanhola (1702-1713) e a Guerra dos Sete
Anos (1756-1763), como consequência a França teve de ceder à
Inglaterra numerosas colónias, nomeadamente o Canadá e outras
possessões americanas, colónias nas Índias, etc.;
Depois de um século de conflitos, emerge a Inglaterra como a
grande potência marítima e colonial;
A sua hegemonia durará até aos princípios do século XX.
30
A hegemonia económica britânica
O sucesso inglês nas diversas guerras travadas nos séculos XVII e
XVIII que lhe permitiu o domínio dos mares em consonância com as
inovações tecnológicas que se deram na agricultura, comércio e
sobretudo indústria, criou as condições para a hegemonia britânica
no século XVIII e seguintes, até ao início do século XX;
No início do século XVIII, cerca de 80%, da população vivia da
agricultura, que em virtude disso era o setor principal da economia;
O mercantilismo esqueceu-se da agricultura preocupado com o
desenvolvimento da indústria;
31
No século XVIII, surgiu uma nova teoria económica, o Fisiocratismo,
que dava importância à agricultura, era a base económica de uma
país;
Em Inglaterra surge um clima de acalmia política após 1688 e o
regime parlamentar consolida-se;
Um grupo de grandes proprietários agrícolas (landlords), inicia um
processo de transformações agrícolas profundo, dão início a uma
revolução agrícola;
O principal problema a resolver era o do esgotamento dos solos que
obrigava a deixar de pousio cerca de um terço da terra cultivável;
32
Desenvolveu-se um novo sistema de rotações de culturas que
alternava as culturas de cereais com as leguminosas (feijão, nabo) e
as de plantas forrageiras (trevo, luzerna, que eram alimento de gado)
que tornam possível a renovação do solo;
Esta técnica não só melhorava a percentagem de terra cultivada,
como criava uma articulação perfeita entre a agricultura e a criação
de gado;
O aumento da criação de gado permitiu uma melhor adubação das
terras (mais estrume);
33
Aumentam as propriedades vedadas (enclosures) que se opõem à
tradição do campo aberto (open field), este processo é liderado
pelos grandes proprietários que muitas vezes anexaram
propriedades comunais e mesmo de pequenos agricultores;
Entre 1730 e 1820 o parlamento autorizou mais de 5000 processos
de enclosures;
Os pequenos agricultores incapazes de acompanhar este
movimento venderam os seus campos e foram procurar trabalho
na cidade, serão a mão de obra necessária para o desenvolvimento
industrial;
34
As “enclosures” surgem em Inglaterra no século XVII;
A nobreza inglesa passou a cercar as suas terras (enclosures);
.
Para adaptar os métodos de produção ao capitalismo comercial e
tornar a produção mais eficiente, nos moldes do capitalismo
emergente,.
35
A vedação dos campos foi um elemento importante da revolução
agrícola;
Surgem os primeiros projetos de mecanização da agricultura,
selecionam-se sementes, melhoram-se raças de animais, a
atividade agrícola torna-se produtiva e lucrativa;
A Inglaterra torna-se a vanguarda da agricultura europeia;
O aumento de produtividade agrícola permitiu aumentar os
recursos alimentares disponíveis que irá impulsionar um grande
crescimento demográfico;
36
O crescimento demográfico, consequência do desenvolvimento
económico, deriva do aumento de casamentos e números de
nascimento e recuo da mortalidade;
O crescimento da população gera um mercado maior que vai
estimular o aumento da produção;
Crescimento económico e crescimento demográfico estão
interligados e influenciam-se mutuamente;
Nesta época houve uma grande emigração para os centros
urbanos;
37
Entre 1750 e 1850, o número de habitantes das cidades inglesas
triplicou;
Londres torna-se na maior cidade da Europa, no final do século
XVIII atinge o milhão de habitantes, por comparação, Paris, a
segunda maior cidade tem meio milhão de habitantes.
Em Londres vive um décimo da população inglesa e um terço do
poder de compra;
38
O mercado interno inglês continua a expandir-se em todo o século
XVIII;
Existe um número crescente de consumidores e não existem
alfandegas internas que eram comuns em muitos países europeus;
Surge um mercado nacional unificado onde os produtos e a mão de
obra circulam livremente;
39
A Inglaterra iniciou o melhoramento dos transportes criando uma
ampla rede de canais e desenvolveram as estradas;
Este desenvolvimento das vias de comunicação favoreceu a
criação de um mercado nacional bem como proporcionou a ligação
entre o interior e os portos do litoral favorecendo a ligação entre o
mercado nacional e o mercado colonial inglês.
40
Os produtos ingleses, apesar das medidas protecionista, ganhavam
mercado no continente europeu pela qualidade e baixo preço;
Os grandes lucros do comércio inglês residiam no comércio
ultramarino;
Mais de metade da frota britânica negociava com a América,
sobretudo através do comércio triangular;
Os barcos saiam de Inglaterra carregados com armas de fogo, panos
grosseiros, rum e quinquilharia, dirigiam-se a África onde se
abasteciam de escravos que vendiam na América, aí carregavam os
barcos com açúcar, café, algodão, tabaco e outros produtos tropicais
e vendiam-nos nas Europa;
41
No Oriente o comércio inglês era executado pela Companhia das
Índias Orientais (East India Company);
Dominavam o comércio das especiarias, chã, sedas, porcelanas e os
panos de algodão indianos;
42
Os ingleses controlavam a produção de açúcar, especiarias, seda e
algodão na Índia;
Para além de dominarem o comércio entre a Ásia e a Europa,
dominaram o comércio local, sobretudo na Índia;
Comerciaram com a China, dominavam o porto de Cantão que era o
único local aberto pelos chineses aos europeus;
43
A Inglaterra dispunha de um sistema financeiro avançado que
facilitava o desenvolvimento económico;
Londres, tinha desde os finais do século XVI, uma Bolsa de
Comércio;
Criada como instituição privada, foi reconhecida pelo Estado que
lhe reconheceu a condição de Royal Exchange (centro comercial de
Londres);
44
Iria dar origem à Bolsa de Valores;
Em 1691 apareceram os primeiros títulos (ações) de indústrias;
O Banco de Inglaterra (1694)que, para além dos negócios realizados
pelos outros bancos, emitia papel-moeda;
As notas emitidas ultrapassaram a quantidade de ouro disponível
pelo banco, criando as condições para financiar os negócios;
45
A atividade bolsista e financeira permitiu canalizar as poupanças
particulares para o financiamento de empresas, criando condições
para o desenvolvimento agrícola, comercial e industrial da
Inglaterra;
Para além do Banco de Inglaterra surgiram outros mais pequenos,
os country banks, que numa escala mais reduzida realizavam o
mesmo tipo de operações, salvo a emissão de moeda;
A gestão capitalista da agricultura, os lucros comerciais e as
estruturas financeiras, constituíram a base económica da
Revolução Industrial.
46
A hegemonia económica britânica (resumo):
Mercantilismo flexível;
Progressos agrícolas;
Progressos nos transportes;
Crescimento demográfico e urbanização;
Criação de um mercado nacional;
Alargamento do mercado externo;
Desenvolvimento do sistema financeiro.
47
O processo de
industrialização iniciou-se
em Inglaterra, na segunda
metade do século XVIII;
48
A Revolução Industrial foi impulsionada por diversos fatores:
O desenvolvimento agrícola;
O crescimento demográfico;
O desenvolvimento comercial;
O alargamento dos mercados internos e externos;
Os avanços tecnológicos;
A capacidade empreendedora dos ingleses.
49
No século XVIII iniciaram-se uma série de avanços tecnológicos que
vão começar na indústria têxtil que liderou a Revolução Industrial
inglesa;
O aumento da procura, tanto interna com externa, e a abundância
de matérias-primas (colónias), impulsionaram os progressos
tecnológicos no setor algodoeiro;
50
John Kay inventou a lançadeira volante que multiplicava a
produtividade por 10, e fez escassear o fio;
J. Hargreaves inventou uma nova máquina de fiar (Jenny) em
1765, permitia a uma fiadeira trabalhar com 8 fios ao mesmo
tempo, mais tarde passou para 80, o que desequilibrou a
produção e forçou a procura de novas lançadeiras que
tornassem possível o aumento da produção de tecidos;
Estava assim iniciada uma dinâmica de melhoramentos;
51
Foram realizados novos inventos que permitiram um colossal
aumento da produção de tecidos de algodão, de um milhão de
libras em 1689 passou-se para cem milhões em 1820, este aumento
foi muito acentuado nos finais do século XVIII, onde a produção
duplicava a cada dez anos;
Foi o arranque industrial, o chamado “take off”;
Surgiram novas empresas produtoras de panos.
52
O desenvolvimento do setor têxtil foi acompanhado, de perto,
pelo da metalurgia que fornecia as máquinas e outros
equipamentos;
Vários inventos tornaram possível produzir, em grandes
quantidades, ferro de boa qualidade e resistente;
A ponte de ferro de Coalbrookdale foi inaugurada no século
XVIII;
A partir de 1830, a indústria metalúrgica tornou-se no
principal setor industrial;
53
James Watt inventou uma nova força motriz, a máquina a vapor
em 1765, estava criado o primeiro motor artificial da História;
Este invento foi aplicado para mover teares, locomotivas, etc.;
Em meados do século XIX, as máquinas a vapor efetuavam um
volume de trabalho que teria exigido cerca de 40 milhões de
homens;
A maquinofatura substituiu a manufatura;
54
A Revolução Industrial vai provocar profundas transformações na
sociedade e vida das pessoas:
Camponeses migraram para as cidades à procura de trabalho;
As cidades cresceram, surgem bairros operários e fábricas;
Surge a classe operária;
Surge uma classe média;
55
A burguesia industrial domina económica e politicamente, impõe
os seus valores, cultura e forma de viver;
Os transportes aceleram, encurtam distância e tornam possível a
circulação de enormes quantidades de pessoas e mercadorias;
As notícias e ideias viajam rapidamente;
A Inglaterra foi a nação pioneira da Revolução Industrial e iniciou
uma nova época, a do capitalismo industrial.
56
Portugal – dificuldades e crescimento económico
Portugal viveu durante o século XVIII da exportação de produtos
coloniais como o açúcar, o tabaco e as especiarias;
Em meados do século holandeses, ingleses e franceses começaram
a produzir esses produtos e a fazer concorrências aos produtos
coloniais portugueses;
Fruto dessa concorrências, da aplicação das políticas
mercantilistas, desencadeou-se uma grave crise comercial em
Portugal;
57
Entre 1670 e 1692 os produtos portugueses não eram vendidos e
acumulavam-se nos armazéns em Lisboa;
Fruto da concorrência e da diminuição da procura os preços
baixavam constantemente;
A perda de receita vai ocasionar um desequilíbrio na nossa balança
comercial, passamos a importar muito mais do que exportamos;
O país continuava muito dependente das importações de produtos
manufaturados;
58
Duarte Ribeiro de Macedo, embaixador de Portugal em
Paris, publica o livro “Discurso sobre a Introdução das
Artes no Reyno”, onde defende as políticas de Colbert e
a necessidade de as implementar no nosso país;
Os ministros de D. Pedro II, o marquês da Fronteira e,
sobretudo, o conde da Ericeira procuram desenvolver
em Portugal uma política mercantilista e procuraram
equilibrar a balança de pagamentos portuguesa;
59
Principais medidas tomadas pelo Conde de Ericeira:
Contratação de artesãos estrangeiros especializados;
Criação de indústrias (vidro, ferro e têxteis)às quais concedeu
subsídios e outros privilégios;
Promulgou as Leis Pragmáticas que proibiam o uso de
determinados produtos de luxo importados, para proteger a
indústria nacional;
Criação de várias companhias monopolistas: Companhia do Cachéu
(escravos); Companhia do Maranhão (comércio brasileiro) e outras;
Desvalorizou a moeda nacional para tornar os produtos
portugueses mais competitivos internacionalmente.
60
A partir de 1692, a crise comercial parecia estar em vias de ser
solucionada, os produtos coloniais aumentaram as suas vendas
e os preços subiram, as receitas do Estado subiram;
Nessa altura descobre-se ouro no Brasil, fruto da ação dos
bandeirantes;
Os bandeirantes foram expedições realizadas pelo interior do
Brasil quase sempre por iniciativa de particulares;
Descobrem grandes jazidas de ouro em Minas Gerais, Mato
Grosso e Goiás.
61
Esta descoberta vai disponibilizar dinheiro para o país pagar as
importações e abandona as políticas mercantilistas;
Só na primeira metade do século XVIII, entraram em Portugal
mais de 500 toneladas de ouro;
Este ouro vai suportar o esplendor da corte de D. João V;
Ou seja, o ouro é gasto em luxos e para importar produtos
manufaturados;
62
Em 1703, Portugal e a Inglaterra, assinam o Tratado de Methuen;
Estipula que os tecidos ingleses não pagarão impostos
alfandegários, em troca os vinhos portuguese pagariam na entrada
em Inglaterra apenas dois terços dos direitos exigidos aos vinhos
franceses;
Este tratado foi responsabilizado pela destruição da
industrialização portuguesa mas na realidade apenas acelerou um
processo que já estava a decorrer (abrandamento da
industrialização);
A Inglaterra apoiou a causa portuguesa na guerra da Restauração e
os portugueses pagavam à Inglaterra em benefícios económicos;
63
O Tratado de Methuen permitiu o crescimento das exportações do
nosso vinhos;
Levou à subida ao poder de proprietários vinhateiros como o
duque do Cadaval e o marquês de Alegrete;
No entanto as nossas exportações vinícolas ficaram totalmente
dependentes do mercado inglês (94% de todas as exportações
vinícolas);
Representou o fim do esforço de industrialização;
O défice comercial com a Inglaterra não parava de crescer;
Cerca de três quartos do ouro que vinha do Brasil ia parar a
Inglaterra;
64
A política económica e social pombalina
Em meados do século XVIII, as remessas de ouro brasileiro
começaram a diminuir, os produtos coloniais baixam de preço e
Portugal mergulha numa nova crise económica;
No reinado de D. José I, destaca-se a figura de um ministro,
Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal (1699-
1782);
Inicia uma política cujos objetivos fundamentais foram a redução
do défice comercial com o estrangeiro e a nacionalização do
sistema comercial português, nesta altura em mãos inglesas;
65
Inspirados pelas políticas mercantilistas procurou diminuir as
importações e reativar a indústria e comércio;
Em 1755 foi fundada a Junta do Comércio, órgãos ao qual competia
regular grande parte das atividades económicas, era responsável
por controlar as alfândegas, licenciar a abertura de novas lojas e
atividades económicas, vigiar o comércio com o Brasil, etc.;
Criou companhias monopolistas com privilégios e apoios do Estado
para competir com os ingleses;
Fundou a Companhia das Vinhas do Alto Douro;
Revitalizou as indústrias existentes e fundou outras, concedendo
privilégios, isenções e outros apoios do estado;
66
Fomentou o desenvolvimento de manufaturas;
Recorreu a mão de obra estrangeira, criou privilégios e apoios para
a criação de novas manufaturas;
Estabeleceu a livre circulação de produtos em Portugal, na
tentativa de desenvolver um mercado interno unificado;
A implementação de manufaturas reduziu a dependência
económica em relação ao estrangeiro, nomeadamente em relação
à Grã-Bretanha;
67
Pombal fomentou a criação de uma burguesia nacional que, pela
primeira vez, desempenhava um papel social e económico
relevante;
A criação do Colégio dos Nobres (1761) visava colocar a nobreza
portuguesa ao serviço do Estado;
A oposição ao governo de Pombal por parte da alta nobreza
ocasionou uma brutal repressão que levaram à condenação à
morte de vários elementos da alta nobreza portuguesa;
68
Em 1759, em Lisboa, criou a Aula do
Comércio, a primeira escola comercial
da Europa, que se destinava a
preparar os futuros comerciantes;
Em 1770, o grande comércio foi
declarado “profissão nobre,
necessária e proveitosa”, concedendo
à alta burguesia acionistas das
grandes companhias monopolistas o
estatuto de nobre;
Em 1768, terminou com a distinção
entre cristãos-novos (judeus
convertidos ao cristianismo) e
cristãos-velhos;
69
No sentido de reforçar o absolutismo:
Limitou o poder da Inquisição;
Expulsou os jesuítas (Companhia de Jesus) que dominavam o ensino
em Portugal;
Apesar dos seus esforços o comércio externo português continuou a
ser dominado por estrangeiros no entanto conseguiu promover a
burguesia portuguesa.
70
Nos finais do século XVIII, como resultado das políticas pombalinas,
Portugal conheceu uma nova época de prosperidade ajudada pelo
aumento da procura inglesa que tinha perdido as colónias
americanas e por isso os produtos coloniais viram o seu mercado
aumentar;
A indústria portuguesa também viu o seu mercado interno
aumentar e sobretudo subiram as exportações para o Brasil;
Esta prosperidade traduziu-se na reanimação da Rota do Cabo, na
importância do Brasil na economia portuguesa e no
desenvolvimento do comércio de escravos com África;
71
As guerras que a Inglaterra e a França se envolveram também
contribuíram para um desenvolvimento comercial português;
Entre 1796 e 1807, a balança comercial portuguesa foi positiva, no
entanto esta recuperação económica continuou a estar, em grande
parte, dependente da procura estrangeira.
Módulo 4, Unidade 3, Vítor Santos 72
Esquema in “Preparação para
o Exame Nacional, História A,
Porto Editora
73
Esta apresentação foi construída tendo por base a seguinte
bibliografia:
FORTES, Alexandra; Freitas Gomes, Fátima e Fortes, José, Linhas da
História 11, Areal Editores, 2014
COUTO, Célia Pinto, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo
da História 11, Porto Editora, 2011
SANCHES, Mário, História A, Edições ASA, 2006
2018/2019

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4 03 triunfo dos estados e dinamicas economicas nos seculos xvii e xviii

  • 1. História A - Módulo 4 A Europa nos séculos XVII e XVIII – sociedade, poder e dinâmicas coloniais Unidade 3 Triunfo dos estados e das dinâmicas económicas nos séculos XVII e XVIII http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  • 3. 3 Durante os séculos XVII e XVIII, um grupo restrito de países europeus, detinham a quase totalidade das colónias ultramarinas e dominavam o comércio intercontinental que gerava lucros fabulosos; Surge a época do capitalismo comercial, criam-se grandes companhias comerciais, investe-se no comércio e surgem novos mecanismos financeiros; Uma definição de capitalismo comercial? Capitalismo comercial é o sistema económico que vigorou entre os séculos XVI a XVIII, caracteriza-se pelo papel determinante do comércio no desenvolvimento económico. Assiste-se ao desenvolvimento da burguesia comercial e financeira. A procura do lucro é uma das ideias determinantes deste sistema.
  • 4. 4 Esta dinâmica económica provocou a colonização do continente americano onde se desenvolvem grandes plantações de açúcar, café, tabaco e algodão. Propagam-se as explorações onde se cria gado e surgem grandes minas, sobretudo de ouro e prata; Todos estes produtos são enviados para os mercados europeus, em contrapartida recebem produtos industriais e agrícolas e sobretudo a mão de obra escrava, oriunda de África, necessária para o desenvolvimento das novas explorações;
  • 5. 5 Existem duas rotas fundamentais no comércio internacional: A rota do Cabo, que se dirigia para a Ásia; E a rota atlântica, ou comércio triangular (Europa-África-América- Europa); A grande base deste comércio era o tráfico negreiro.
  • 6. 6 Definição de comércio triangular: Comércio realizado entre a Europa  África (escravos)  América  (açúcar, tabaco, café, ouro, etc.) Europa; Este comércio gerava lucros fabulosos e desenvolveu-se ao longo dos séculos XVII e XVIII, tinha por base as grandes necessidades de mão de obra das explorações americanas agrícolas e mineiras. Definição de tráfico negreiro Comércio de escravos que levou milhões de africanos para a América, entre 1710 e 1810, foram transportados 6 milhões de pessoas. Entre os séculos XVI a XVIII foram levados para a América mais de 10 milhões de africanos.
  • 7. 7 O reforço das economias nacionais: o mercantilismo Mercantilismo A riqueza do estado depende dos metais preciosos entesourados Aumento das exportações Apoio do Estado Redução das importações Criação e desenvolvimento de manufaturas Balança comercial favorável Taxas alfandegárias e proibição de importações Contratação de técnicos SANCHES, Mário, História A, Edições ASA, 2006, (adaptado)
  • 8. 8 Balança comercial, o que é? É a relação entre o volume (em dinheiro) das importações e as exportações. Se o volume das exportações é maior, a balança é positiva. Se o volume das importações é maior, a balança é negativa.
  • 9. 9 O que é o Mercantilismo? É uma teoria económica enunciada nos séculos XVI a XVIII, que defende a ideia que a principal riqueza de um Estado é a quantidade de metais preciosos acumulados, isso era conseguido através de uma balança comercial favorável, isto é, o valor das exportações tem de ultrapassar o valor das importações. https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Baptiste_Colbert
  • 10. 10 Para isso o governo deve proteger as manufaturas nacionais, criando incentivos e dando-lhes o monopólio de determinados produtos, bem como contratando técnicos estrangeiros para desenvolver a indústria. Por outro lado as importações devem ser desincentivadas, aumentando as taxas alfandegárias ou proibindo determinados produtos estrangeiros. Muitos países europeus, nos séculos XVII e XVIII, implementaram políticas mercantilistas embora com objetivos e medidas diferentes.
  • 11. 11
  • 12. 12 Protecionismo, o que é? Política económica que procura impedir a livre iniciativa e a livre circulação de produtos. São criados impostos alfandegários sobre os produtos estrangeiros ou criam-se leis que impedem a sua importação. Para desenvolver a produção interna o Estado cria leis favoráveis, subsídios e cria monopólios.
  • 13. 13 Para desenvolver estas políticas mercantilistas, os governos deviam exercer um apertado controlo sobre todas as atividades económicas; Deviam fomentar a produção industrial interna; Criar companhias monopolistas; Aumentar as taxas alfandegárias; Obrigar as suas colónias a um comércio exclusivo com a metrópole, com o objetivo de criar uma mercado para escoar os produtos e um local onde conseguir as matérias-primas;
  • 14. Módulo 4, Unidade 3, Vítor Santos 14
  • 15. 15 O mercantilismo em França O mercantilismo foi introduzido em França por Colbert (1619-1683), ministro de Luís XIV; O colbertismo consistiu numa política fortemente protecionista das manufaturas francesas; Colbert introduziu novas indústrias recorrendo à importação de técnicos estrangeiros; Desenvolveu a criação de grandes manufaturas, desenvolvendo uma política de subsídios, monopólios e outros incentivos;
  • 16. 16 Colbert criou as manufaturas reais que se dedicavam sobretudo à produção de produtos de luxo destinados a fornecer a corte de Versalhes; Toda a atividade manufatureira era regulamentada: qualidade, horas de trabalho, preços, etc.; Colbert investiu no incremento da marinha mercante para desenvolver o comércio e da marinha de guerra; Criou companhias monopolistas para as quais criou o exclusivo de comércio com determinadas zonas;
  • 17. 17 O colbertismo foi fortemente dirigista e estatal e fracassou na tentativa de criar uma balança comercial positiva pois: esqueceu a agricultura; não criou condições para o desenvolvimento de um mercado interno; dificultou em demasia a iniciativa privada; incrementou os gastos com a corte, a defesa e os apoios à indústria; Colbert foi objeto de contestação em França, mas as suas ideias foram o modelo mercantilista mais adotado pelos países europeus.
  • 18. 18
  • 19. 19 O sistema mercantil em Inglaterra O mercantilismo inglês foi mais flexível, conseguiu adaptar-se às novas circunstâncias e por isso mesmo conseguiu um elevado grau de eficácia; O mercantilismo inglês procurou, em especial, desenvolver a marinha e o setor comercial; O poder comercial holandês motivou a tomada de medidas protecionistas;
  • 20. 20 Entre 1651 e 1663, foram promulgadas uma séria de leis, os Atos de Navegação; O objetivo fundamental destas leis era banir os Holandeses das áreas do comércio inglês; Determinavam que todas as mercadorias que entrassem em Inglaterra seriam obrigatoriamente transportadas em barcos ingleses ou do país de origem dessas mercadorias; A Inglaterra ficou com o exclusivo do transporte dos produtos coloniais; Estas medidas afetaram os holandeses;
  • 21. 21 A marinha inglesa começou a desenvolver-se fortemente; Iniciaram uma política de expansão colonial, sobretudo na América do Norte; Criaram grandes companhias de comércio, a mais importante foi a Companhia da Índias Orientais, uma sociedade por ações que detinha os direitos exclusivos sobre todo o comércio oriental; http://mestresdahistoria.blogspot.com/2010/10/terceiro-ano-cndl-quarto- bimestre_16.html
  • 22. 22 Protegeram a indústria das lãs, proibindo a exportação de matéria- prima inglesa e aumentaram as taxas alfandegárias sobre os produtos estrangeiros; Protegeram a agricultura, criando taxas alfandegárias para os cereais estrangeiros; Estas políticas criaram as condições para a Inglaterra se tornar a principal potência marítima na segunda metade do século XVII.
  • 23. 23 O equilíbrio europeu e a disputa das áreas coloniais Durante o Antigo Regime o equilíbrio entre os diversos estados europeus foi afetado por diversos conflitos e guerras provocados por questões religiosas (Guerra dos Trinta anos), sucessões dinásticas (Guerra da Restauração, entre Portugal e Espanha) ou disputas territoriais ou económicas, como a guerra entre a Holanda e a Espanha; O equilíbrio europeu foi muito frágil e sucederam-se numerosos conflitos; A partir da segunda metade do século XVII, os motivos económicos foram o principal motor desses conflitos;
  • 24. 24 Até à segunda metade do século XVII, os Holandeses dominaram o comércio internacional; Especializaram-se no transporte de produtos a baixo custo; Criaram empresas que funcionavam por ações; Desenvolveram técnicas comerciais inovadoras como a divulgação das letras de câmbio, criação do Banco de Amesterdão e da Bolsa de Valores;
  • 25. 25 O Banco de Amesterdão funcionava como se um banco nacional se tratasse; A Bolsa de Valores era o local onde se transacionavam as ações; Em 1650, Amesterdão era o principal centro de comércio europeu;
  • 26. 26 O comércio, sobretudo o comércio intercontinental, era o grande motor das economias; Dominar os mercados foi uma das prioridades dos principais países europeus; Em 1648, o Tratado de Vestefália, parecia ter conseguido encontrar um equilíbrio europeu; Mas as políticas mercantilistas acirraram, de novo, as rivalidades; A generalização de medidas protecionistas levou ao aparecimento de muitos entraves à circulação de mercadorias; Os países procuram nos mercados coloniais um lugar onde vender os seus produtos;
  • 27. 27 As colónias tornar-se-ão num motivo de rivalidades entre os principais estados europeus; As colónias eram um mercado para a metrópole escoar os seus excedentes de produção, bem como forneciam matérias-primas; A maior parte da colónias estava sujeita ao exclusivo colonial; Estavam obrigados a vender os seus produtos à metrópole que tabelava os preços, com óbvios lucros para os comerciantes das metrópoles;
  • 28. 28 A publicação dos Atos de Navegação, pelos ingleses, originou várias guerras com os holandeses entre 1652 e 1674; Estas guerras terminaram com a vitória inglesa; A Holanda teve de ceder à Inglaterra as suas colónias americanas e parte das colónias asiáticas e marca o fim do domínio holandês; O próprio Stadhouder, Guilherme de Orange, tornou-se rei da Inglaterra, abandonando a Holanda;
  • 29. 29 A política mercantilista de Colbert levou à criação do Império colonial francês que originou os conflitos com Inglaterra; Entre 1702 e 1763, desencadearam-se dois conflitos que envolveram os dois países: A Guerra a Sucessão Espanhola (1702-1713) e a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), como consequência a França teve de ceder à Inglaterra numerosas colónias, nomeadamente o Canadá e outras possessões americanas, colónias nas Índias, etc.; Depois de um século de conflitos, emerge a Inglaterra como a grande potência marítima e colonial; A sua hegemonia durará até aos princípios do século XX.
  • 30. 30 A hegemonia económica britânica O sucesso inglês nas diversas guerras travadas nos séculos XVII e XVIII que lhe permitiu o domínio dos mares em consonância com as inovações tecnológicas que se deram na agricultura, comércio e sobretudo indústria, criou as condições para a hegemonia britânica no século XVIII e seguintes, até ao início do século XX; No início do século XVIII, cerca de 80%, da população vivia da agricultura, que em virtude disso era o setor principal da economia; O mercantilismo esqueceu-se da agricultura preocupado com o desenvolvimento da indústria;
  • 31. 31 No século XVIII, surgiu uma nova teoria económica, o Fisiocratismo, que dava importância à agricultura, era a base económica de uma país; Em Inglaterra surge um clima de acalmia política após 1688 e o regime parlamentar consolida-se; Um grupo de grandes proprietários agrícolas (landlords), inicia um processo de transformações agrícolas profundo, dão início a uma revolução agrícola; O principal problema a resolver era o do esgotamento dos solos que obrigava a deixar de pousio cerca de um terço da terra cultivável;
  • 32. 32 Desenvolveu-se um novo sistema de rotações de culturas que alternava as culturas de cereais com as leguminosas (feijão, nabo) e as de plantas forrageiras (trevo, luzerna, que eram alimento de gado) que tornam possível a renovação do solo; Esta técnica não só melhorava a percentagem de terra cultivada, como criava uma articulação perfeita entre a agricultura e a criação de gado; O aumento da criação de gado permitiu uma melhor adubação das terras (mais estrume);
  • 33. 33 Aumentam as propriedades vedadas (enclosures) que se opõem à tradição do campo aberto (open field), este processo é liderado pelos grandes proprietários que muitas vezes anexaram propriedades comunais e mesmo de pequenos agricultores; Entre 1730 e 1820 o parlamento autorizou mais de 5000 processos de enclosures; Os pequenos agricultores incapazes de acompanhar este movimento venderam os seus campos e foram procurar trabalho na cidade, serão a mão de obra necessária para o desenvolvimento industrial;
  • 34. 34 As “enclosures” surgem em Inglaterra no século XVII; A nobreza inglesa passou a cercar as suas terras (enclosures); . Para adaptar os métodos de produção ao capitalismo comercial e tornar a produção mais eficiente, nos moldes do capitalismo emergente,.
  • 35. 35 A vedação dos campos foi um elemento importante da revolução agrícola; Surgem os primeiros projetos de mecanização da agricultura, selecionam-se sementes, melhoram-se raças de animais, a atividade agrícola torna-se produtiva e lucrativa; A Inglaterra torna-se a vanguarda da agricultura europeia; O aumento de produtividade agrícola permitiu aumentar os recursos alimentares disponíveis que irá impulsionar um grande crescimento demográfico;
  • 36. 36 O crescimento demográfico, consequência do desenvolvimento económico, deriva do aumento de casamentos e números de nascimento e recuo da mortalidade; O crescimento da população gera um mercado maior que vai estimular o aumento da produção; Crescimento económico e crescimento demográfico estão interligados e influenciam-se mutuamente; Nesta época houve uma grande emigração para os centros urbanos;
  • 37. 37 Entre 1750 e 1850, o número de habitantes das cidades inglesas triplicou; Londres torna-se na maior cidade da Europa, no final do século XVIII atinge o milhão de habitantes, por comparação, Paris, a segunda maior cidade tem meio milhão de habitantes. Em Londres vive um décimo da população inglesa e um terço do poder de compra;
  • 38. 38 O mercado interno inglês continua a expandir-se em todo o século XVIII; Existe um número crescente de consumidores e não existem alfandegas internas que eram comuns em muitos países europeus; Surge um mercado nacional unificado onde os produtos e a mão de obra circulam livremente;
  • 39. 39 A Inglaterra iniciou o melhoramento dos transportes criando uma ampla rede de canais e desenvolveram as estradas; Este desenvolvimento das vias de comunicação favoreceu a criação de um mercado nacional bem como proporcionou a ligação entre o interior e os portos do litoral favorecendo a ligação entre o mercado nacional e o mercado colonial inglês.
  • 40. 40 Os produtos ingleses, apesar das medidas protecionista, ganhavam mercado no continente europeu pela qualidade e baixo preço; Os grandes lucros do comércio inglês residiam no comércio ultramarino; Mais de metade da frota britânica negociava com a América, sobretudo através do comércio triangular; Os barcos saiam de Inglaterra carregados com armas de fogo, panos grosseiros, rum e quinquilharia, dirigiam-se a África onde se abasteciam de escravos que vendiam na América, aí carregavam os barcos com açúcar, café, algodão, tabaco e outros produtos tropicais e vendiam-nos nas Europa;
  • 41. 41 No Oriente o comércio inglês era executado pela Companhia das Índias Orientais (East India Company); Dominavam o comércio das especiarias, chã, sedas, porcelanas e os panos de algodão indianos;
  • 42. 42 Os ingleses controlavam a produção de açúcar, especiarias, seda e algodão na Índia; Para além de dominarem o comércio entre a Ásia e a Europa, dominaram o comércio local, sobretudo na Índia; Comerciaram com a China, dominavam o porto de Cantão que era o único local aberto pelos chineses aos europeus;
  • 43. 43 A Inglaterra dispunha de um sistema financeiro avançado que facilitava o desenvolvimento económico; Londres, tinha desde os finais do século XVI, uma Bolsa de Comércio; Criada como instituição privada, foi reconhecida pelo Estado que lhe reconheceu a condição de Royal Exchange (centro comercial de Londres);
  • 44. 44 Iria dar origem à Bolsa de Valores; Em 1691 apareceram os primeiros títulos (ações) de indústrias; O Banco de Inglaterra (1694)que, para além dos negócios realizados pelos outros bancos, emitia papel-moeda; As notas emitidas ultrapassaram a quantidade de ouro disponível pelo banco, criando as condições para financiar os negócios;
  • 45. 45 A atividade bolsista e financeira permitiu canalizar as poupanças particulares para o financiamento de empresas, criando condições para o desenvolvimento agrícola, comercial e industrial da Inglaterra; Para além do Banco de Inglaterra surgiram outros mais pequenos, os country banks, que numa escala mais reduzida realizavam o mesmo tipo de operações, salvo a emissão de moeda; A gestão capitalista da agricultura, os lucros comerciais e as estruturas financeiras, constituíram a base económica da Revolução Industrial.
  • 46. 46 A hegemonia económica britânica (resumo): Mercantilismo flexível; Progressos agrícolas; Progressos nos transportes; Crescimento demográfico e urbanização; Criação de um mercado nacional; Alargamento do mercado externo; Desenvolvimento do sistema financeiro.
  • 47. 47 O processo de industrialização iniciou-se em Inglaterra, na segunda metade do século XVIII;
  • 48. 48 A Revolução Industrial foi impulsionada por diversos fatores: O desenvolvimento agrícola; O crescimento demográfico; O desenvolvimento comercial; O alargamento dos mercados internos e externos; Os avanços tecnológicos; A capacidade empreendedora dos ingleses.
  • 49. 49 No século XVIII iniciaram-se uma série de avanços tecnológicos que vão começar na indústria têxtil que liderou a Revolução Industrial inglesa; O aumento da procura, tanto interna com externa, e a abundância de matérias-primas (colónias), impulsionaram os progressos tecnológicos no setor algodoeiro;
  • 50. 50 John Kay inventou a lançadeira volante que multiplicava a produtividade por 10, e fez escassear o fio; J. Hargreaves inventou uma nova máquina de fiar (Jenny) em 1765, permitia a uma fiadeira trabalhar com 8 fios ao mesmo tempo, mais tarde passou para 80, o que desequilibrou a produção e forçou a procura de novas lançadeiras que tornassem possível o aumento da produção de tecidos; Estava assim iniciada uma dinâmica de melhoramentos;
  • 51. 51 Foram realizados novos inventos que permitiram um colossal aumento da produção de tecidos de algodão, de um milhão de libras em 1689 passou-se para cem milhões em 1820, este aumento foi muito acentuado nos finais do século XVIII, onde a produção duplicava a cada dez anos; Foi o arranque industrial, o chamado “take off”; Surgiram novas empresas produtoras de panos.
  • 52. 52 O desenvolvimento do setor têxtil foi acompanhado, de perto, pelo da metalurgia que fornecia as máquinas e outros equipamentos; Vários inventos tornaram possível produzir, em grandes quantidades, ferro de boa qualidade e resistente; A ponte de ferro de Coalbrookdale foi inaugurada no século XVIII; A partir de 1830, a indústria metalúrgica tornou-se no principal setor industrial;
  • 53. 53 James Watt inventou uma nova força motriz, a máquina a vapor em 1765, estava criado o primeiro motor artificial da História; Este invento foi aplicado para mover teares, locomotivas, etc.; Em meados do século XIX, as máquinas a vapor efetuavam um volume de trabalho que teria exigido cerca de 40 milhões de homens; A maquinofatura substituiu a manufatura;
  • 54. 54 A Revolução Industrial vai provocar profundas transformações na sociedade e vida das pessoas: Camponeses migraram para as cidades à procura de trabalho; As cidades cresceram, surgem bairros operários e fábricas; Surge a classe operária; Surge uma classe média;
  • 55. 55 A burguesia industrial domina económica e politicamente, impõe os seus valores, cultura e forma de viver; Os transportes aceleram, encurtam distância e tornam possível a circulação de enormes quantidades de pessoas e mercadorias; As notícias e ideias viajam rapidamente; A Inglaterra foi a nação pioneira da Revolução Industrial e iniciou uma nova época, a do capitalismo industrial.
  • 56. 56 Portugal – dificuldades e crescimento económico Portugal viveu durante o século XVIII da exportação de produtos coloniais como o açúcar, o tabaco e as especiarias; Em meados do século holandeses, ingleses e franceses começaram a produzir esses produtos e a fazer concorrências aos produtos coloniais portugueses; Fruto dessa concorrências, da aplicação das políticas mercantilistas, desencadeou-se uma grave crise comercial em Portugal;
  • 57. 57 Entre 1670 e 1692 os produtos portugueses não eram vendidos e acumulavam-se nos armazéns em Lisboa; Fruto da concorrência e da diminuição da procura os preços baixavam constantemente; A perda de receita vai ocasionar um desequilíbrio na nossa balança comercial, passamos a importar muito mais do que exportamos; O país continuava muito dependente das importações de produtos manufaturados;
  • 58. 58 Duarte Ribeiro de Macedo, embaixador de Portugal em Paris, publica o livro “Discurso sobre a Introdução das Artes no Reyno”, onde defende as políticas de Colbert e a necessidade de as implementar no nosso país; Os ministros de D. Pedro II, o marquês da Fronteira e, sobretudo, o conde da Ericeira procuram desenvolver em Portugal uma política mercantilista e procuraram equilibrar a balança de pagamentos portuguesa;
  • 59. 59 Principais medidas tomadas pelo Conde de Ericeira: Contratação de artesãos estrangeiros especializados; Criação de indústrias (vidro, ferro e têxteis)às quais concedeu subsídios e outros privilégios; Promulgou as Leis Pragmáticas que proibiam o uso de determinados produtos de luxo importados, para proteger a indústria nacional; Criação de várias companhias monopolistas: Companhia do Cachéu (escravos); Companhia do Maranhão (comércio brasileiro) e outras; Desvalorizou a moeda nacional para tornar os produtos portugueses mais competitivos internacionalmente.
  • 60. 60 A partir de 1692, a crise comercial parecia estar em vias de ser solucionada, os produtos coloniais aumentaram as suas vendas e os preços subiram, as receitas do Estado subiram; Nessa altura descobre-se ouro no Brasil, fruto da ação dos bandeirantes; Os bandeirantes foram expedições realizadas pelo interior do Brasil quase sempre por iniciativa de particulares; Descobrem grandes jazidas de ouro em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.
  • 61. 61 Esta descoberta vai disponibilizar dinheiro para o país pagar as importações e abandona as políticas mercantilistas; Só na primeira metade do século XVIII, entraram em Portugal mais de 500 toneladas de ouro; Este ouro vai suportar o esplendor da corte de D. João V; Ou seja, o ouro é gasto em luxos e para importar produtos manufaturados;
  • 62. 62 Em 1703, Portugal e a Inglaterra, assinam o Tratado de Methuen; Estipula que os tecidos ingleses não pagarão impostos alfandegários, em troca os vinhos portuguese pagariam na entrada em Inglaterra apenas dois terços dos direitos exigidos aos vinhos franceses; Este tratado foi responsabilizado pela destruição da industrialização portuguesa mas na realidade apenas acelerou um processo que já estava a decorrer (abrandamento da industrialização); A Inglaterra apoiou a causa portuguesa na guerra da Restauração e os portugueses pagavam à Inglaterra em benefícios económicos;
  • 63. 63 O Tratado de Methuen permitiu o crescimento das exportações do nosso vinhos; Levou à subida ao poder de proprietários vinhateiros como o duque do Cadaval e o marquês de Alegrete; No entanto as nossas exportações vinícolas ficaram totalmente dependentes do mercado inglês (94% de todas as exportações vinícolas); Representou o fim do esforço de industrialização; O défice comercial com a Inglaterra não parava de crescer; Cerca de três quartos do ouro que vinha do Brasil ia parar a Inglaterra;
  • 64. 64 A política económica e social pombalina Em meados do século XVIII, as remessas de ouro brasileiro começaram a diminuir, os produtos coloniais baixam de preço e Portugal mergulha numa nova crise económica; No reinado de D. José I, destaca-se a figura de um ministro, Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal (1699- 1782); Inicia uma política cujos objetivos fundamentais foram a redução do défice comercial com o estrangeiro e a nacionalização do sistema comercial português, nesta altura em mãos inglesas;
  • 65. 65 Inspirados pelas políticas mercantilistas procurou diminuir as importações e reativar a indústria e comércio; Em 1755 foi fundada a Junta do Comércio, órgãos ao qual competia regular grande parte das atividades económicas, era responsável por controlar as alfândegas, licenciar a abertura de novas lojas e atividades económicas, vigiar o comércio com o Brasil, etc.; Criou companhias monopolistas com privilégios e apoios do Estado para competir com os ingleses; Fundou a Companhia das Vinhas do Alto Douro; Revitalizou as indústrias existentes e fundou outras, concedendo privilégios, isenções e outros apoios do estado;
  • 66. 66 Fomentou o desenvolvimento de manufaturas; Recorreu a mão de obra estrangeira, criou privilégios e apoios para a criação de novas manufaturas; Estabeleceu a livre circulação de produtos em Portugal, na tentativa de desenvolver um mercado interno unificado; A implementação de manufaturas reduziu a dependência económica em relação ao estrangeiro, nomeadamente em relação à Grã-Bretanha;
  • 67. 67 Pombal fomentou a criação de uma burguesia nacional que, pela primeira vez, desempenhava um papel social e económico relevante; A criação do Colégio dos Nobres (1761) visava colocar a nobreza portuguesa ao serviço do Estado; A oposição ao governo de Pombal por parte da alta nobreza ocasionou uma brutal repressão que levaram à condenação à morte de vários elementos da alta nobreza portuguesa;
  • 68. 68 Em 1759, em Lisboa, criou a Aula do Comércio, a primeira escola comercial da Europa, que se destinava a preparar os futuros comerciantes; Em 1770, o grande comércio foi declarado “profissão nobre, necessária e proveitosa”, concedendo à alta burguesia acionistas das grandes companhias monopolistas o estatuto de nobre; Em 1768, terminou com a distinção entre cristãos-novos (judeus convertidos ao cristianismo) e cristãos-velhos;
  • 69. 69 No sentido de reforçar o absolutismo: Limitou o poder da Inquisição; Expulsou os jesuítas (Companhia de Jesus) que dominavam o ensino em Portugal; Apesar dos seus esforços o comércio externo português continuou a ser dominado por estrangeiros no entanto conseguiu promover a burguesia portuguesa.
  • 70. 70 Nos finais do século XVIII, como resultado das políticas pombalinas, Portugal conheceu uma nova época de prosperidade ajudada pelo aumento da procura inglesa que tinha perdido as colónias americanas e por isso os produtos coloniais viram o seu mercado aumentar; A indústria portuguesa também viu o seu mercado interno aumentar e sobretudo subiram as exportações para o Brasil; Esta prosperidade traduziu-se na reanimação da Rota do Cabo, na importância do Brasil na economia portuguesa e no desenvolvimento do comércio de escravos com África;
  • 71. 71 As guerras que a Inglaterra e a França se envolveram também contribuíram para um desenvolvimento comercial português; Entre 1796 e 1807, a balança comercial portuguesa foi positiva, no entanto esta recuperação económica continuou a estar, em grande parte, dependente da procura estrangeira.
  • 72. Módulo 4, Unidade 3, Vítor Santos 72 Esquema in “Preparação para o Exame Nacional, História A, Porto Editora
  • 73. 73 Esta apresentação foi construída tendo por base a seguinte bibliografia: FORTES, Alexandra; Freitas Gomes, Fátima e Fortes, José, Linhas da História 11, Areal Editores, 2014 COUTO, Célia Pinto, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo da História 11, Porto Editora, 2011 SANCHES, Mário, História A, Edições ASA, 2006 2018/2019