SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 54
Baixar para ler offline
Curso Prático em Trauma Psicológico:
da Prevenção ao Tratamento
[E-Learning] 4ª Edição [Sala Virtual]
Randdy Ferreira | www.randdyferreira.com
Módulo: Ferramentas Essenciais 1
LINHAS ORIENTADORAS
PARA A INTERVENÇÃO
- CINCO ELEMENTOS ESSENCIAIS
PARA A INTERVENÇÃO,
HOBFOLL ET AL (2007)
Elementos
Essenciais para a
Intervenção
Sensação de
Segurança
(sense of safety)
Acalmar
(calming)
Sentido de
auto-eficácia e
eficácia
comunitária
(sense of self and community efficacy)
Conexão
(connectedness)
Esperança
(hope)
Hobfoll, S. E., Watson, P., Bell, C. C., Bryant, R. A., Brymer, M. J., Friedman, M. J., Friedman, M., Gersons, B. P., de Jong, J. T., Layne, C. M., Maguen, S., Neria, Y., Norwood, A. E., Pynoos, R. S., Reissman, D., Ruzek, J. I., Shalev, A. Y., Solomon, Z.,
Steinberg, A. M., & Ursano, R. J. (2007). Five essential elements of immediate and mid-term mass trauma intervention: empirical evidence. Psychiatry, 70(4), 283–369. https://doi.org/10.1521/psyc.2007.70.4.283
INTERVENÇÃO PRECOCE:
PSYCHOLOGICAL
FIRST AID (PFA)
Psychological First Aid is an evidence-
informed modular approach to help
children, adolescents, adults, and families
in the immediate aftermath (…)
designed to reduce the initial distress
caused by traumatic events and to foster
short- and long-term adaptive
functioning and coping.
Brymer, M., Jacobs, A., Layne, C., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2006). Psychological First Aid: Field Operations Guide (2nd ed.). National Child Traumatic Stress Network and National Center for PTSD.
https://www.ptsd.va.gov/professional/treat/type/PFA/PFA_2ndEditionwithappendices.pdf
PFA OBJETIVOS
• Estabelecer uma relação humana de uma forma não intrusiva e compassiva.
• Aumentar a segurança imediata e contínua, bem como proporcionar conforto físico e emocional.
• Acalmar e orientar sobreviventes emocionalmente sobrecarregados ou desorientados.
• Ajudar os sobreviventes a identificar as suas necessidades e preocupações imediatas, a par de recolher informação
adicional, conforme apropriado.
• Oferecer assistência prática e informação para ajudar os sobreviventes a responder às suas necessidades e
preocupações imediatas.
• Ligar os sobreviventes o mais cedo possível a redes de suporte social, incluindo familiares, amigos, vizinhos, e recursos
de ajuda comunitária.
• Fornecer informação que possa ajudar os sobreviventes a lidar eficazmente com o impacto psicológico do trauma.
• Ser claro quanto à sua disponibilidade, e (quando apropriado) ligar o sobrevivente a outro membro de uma equipa
de resposta a desastres ou a sistemas locais de recuperação, serviços de saúde mental, serviços do sector público
e organizações.
• Apoiar a capacidade de adaptação, reconhecer os esforços e os pontos fortes, e capacitar os sobreviventes;
encorajar adultos, crianças, e famílias a terem um papel activo na sua recuperação.
As estratégias de intervenção dos PFA
estão agrupadas conceptualmente em
8 módulos descritos como ações
centrais. Dentro de cada acção, os
PFA oferecem uma variedade de
recomendações específicas.
Brymer, M., Jacobs, A., Layne, C., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2006). Psychological First Aid: Field Operations Guide (2nd ed.). National Child Traumatic Stress Network and National Center for PTSD.
https://www.ptsd.va.gov/professional/treat/type/PFA/PFA_2ndEditionwithappendices.pdf
Contacto e
Envolvimento
Segurança e
Conforto
Estabilização
(se necessário)
Recolha de
Informação:
Necessidades e
Preocupações
Actuais
Assistência
Prática
Ligação com
Suporte Social
Informação
sobre Coping
Articulação com
outros Serviços
1. CONTACTO E
ENVOLVIMENTO
Responder aos contactos
iniciados pelos
sobreviventes, ou iniciar
contactos de uma forma
não intrusiva,
compassiva e útil.
2. SEGURANÇA E
CONFORTO
Aumentar a segurança
imediata e contínua, bem
como proporcionar
conforto físico e
emocional.
3. ESTABILIZAÇÃO
(SE NECESSÁRIO)
Acalmar e orientar os
sobreviventes
emocionalmente
sobrecarregados ou
desorientados.
4. RECOLHA DE
INFORMAÇÃO:
NECESSIDADES E
PREOCUPAÇÕES
ACTUAIS
Identificar necessidades e
preocupações imediatas,
recolher informação
adicional e adaptar as
intervenções de PFA.
5. ASSISTÊNCIA PRÁTICA
Oferecer ajuda prática
aos sobreviventes na
resposta às necessidades e
preocupações imediatas.
6. LIGAÇÃO AO
SUPORTE SOCIAL
Ajudar a estabelecer
contactos breves ou
contínuos com pessoas de
apoio primário e outras
fontes de apoio, incluindo
familiares, amigos, e
recursos de ajuda
comunitária.
7. INFORMAÇÃO
SOBRE COPING
Fornecer informação
sobre as reacções ao
stress e coping para
reduzir a angústia e
promover o funcionamento
adaptativo.
8. ARTICULAÇÃO COM
OUTROS SERVIÇOS
Ligar os sobreviventes aos
serviços disponíveis
necessários na altura ou
no futuro.
Contacto e
Envolvimento
Segurança e
Conforto
I
Estabilização
(se necessário)
Recolha de
Informação:
Necessidades e
Preocupações
Actuais
II
Assistência
Prática
III
Ligação com o
Suporte Social
Informação sobre
Coping
Articulação com
outros Serviços
3 Exemplos de Módulos/ Ações Centrais PFA
I. Estabilização (se necessário)
• Objectivo: Acalmar e orientar os sobreviventes emocionalmente
sobrecarregados ou desorientados.
• Estabilizar os sobreviventes
emocionalmente sobrecarregados;
• Orientar sobreviventes
emocionalmente sobrecarregados;
• O papel da medicação na
estabilização.
COVID-19:
Transporte de Doente Positivo
II. Assistência prática
• Objectivo: Oferecer ajuda prática aos sobreviventes na resposta às
necessidades e preocupações imediatas.
• Oferecer assistência prática às
crianças e adolescentes;
• Passo 1: Identificar as
necessidades mais imediatas;
• Passo 2: Clarificar a necessidade;
• Passo 3: Discutir um plano de
acção;
• Passo 4: Agir para responder à
necessidade.
Assistência Prática: Passo a Passo
1.
Identificar as
necessidades
mais
imediatas
2.
Clarificar a
necessidade
3.
Discutir um
plano de
ação
4.
Agir para
responder à
necessidade
Resolução de Problemas: Passo a Passo
1. Identificar as
necessidades mais
imediatas
2. Clarificar a
necessidade
3. Discutir um plano de
ação
4. Agir para responder à
necessidade
Se identificadas várias
necessidades/
preocupações, será
necessário concentrar-se
numa de cada vez. Para
algumas, haverá soluções
imediatas (ex., telefonar a
um familiar), para outras
não (ex., regressar às
rotinas anteriores), mas o
sobrevivente poderá ter
de dar passos concretos
para resolver o problema
(ex., preencher
formulários).
Especificar o problema.
Se o problema for
compreendido e
esclarecido, será mais fácil
identificar as medidas
práticas que podem ser
tomadas para o resolver.
Discutir o que pode ser
feito. O sobrevivente
pode dizer o que gostaria
de ser feito, ou pode-se
oferecer uma sugestão.
Conhecer os serviços que
estão disponíveis com
antecedência ajuda (ex.,
obter alimentos, vestuário,
abrigo, cuidados médicos,
serviços de saúde mental
ou de cuidados
espirituais).
Ajudar a fazer as coisas.
Por exemplo, ajudá-lo a
marcar uma reunião com
um serviço necessário ou
ajudá-lo a preencher
papelada.
Homicídio: Funeral
III. Conexão com o Suporte Social
• Objectivo: Ajudar a estabelecer contactos breves ou contínuos com pessoas de
apoio primário e outras fontes de apoio, incluindo membros da família, amigos e
recursos de ajuda comunitária.
• Promover o acesso às pessoas de
apoio primário (família e outras
pessoas significativas);
• Encorajar a utilização de pessoas
de apoio imediatamente
disponíveis;
• Discutir procurar/ dar apoio;
• Considerações especiais para
crianças e adolescentes;
• Modelar o suporte.
Assalto
1. CONTACTO E
ENVOLVIMENTO
Responder aos contactos
iniciados pelos
sobreviventes, ou iniciar
contactos de uma forma
não intrusiva,
compassiva e útil.
2. SEGURANÇA E
CONFORTO
Aumentar a segurança
imediata e contínua, bem
como proporcionar
conforto físico e
emocional.
3. ESTABILIZAÇÃO
(SE NECESSÁRIO)
Acalmar e orientar os
sobreviventes
emocionalmente
sobrecarregados ou
desorientados.
4. RECOLHA DE
INFORMAÇÃO:
NECESSIDADES E
PREOCUPAÇÕES
ACTUAIS
Identificar necessidades e
preocupações imediatas,
recolher informação
adicional e adaptar as
intervenções de PFA.
5. ASSISTÊNCIA PRÁTICA
Oferecer ajuda prática
aos sobreviventes na
resposta às necessidades e
preocupações imediatas.
6. LIGAÇÃO AO
SUPORTE SOCIAL
Ajudar a estabelecer
contactos breves ou
contínuos com pessoas de
apoio primário e outras
fontes de apoio, incluindo
familiares, amigos, e
recursos de ajuda
comunitária.
7. INFORMAÇÃO
SOBRE COPING
Fornecer informação
sobre as reacções ao
stress e coping para
reduzir a angústia e
promover o funcionamento
adaptativo.
8. ARTICULAÇÃO COM
OUTROS SERVIÇOS
Ligar os sobreviventes aos
serviços disponíveis
necessários na altura ou
no futuro.
- VÍDEO:
TREINO PFA
Treino PFA
ADIANTE NO RESCALDO:
SKILLS FOR
PSYCHOLOGICAL
RECOVERY (SPR)
Skills for Psychological Recovery (SPR) is an
evidence-informed modular approach to
help children, adolescents, adults, and
families in the weeks and months
following disaster and trauma, after the
period where PFA has been utilized, or
when more intensive intervention than PFA is
needed.
Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network,
Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
SPR é uma intervenção
baseada no treino de
competências concebida
para acelerar a recuperação
e aumentar a auto-eficácia.
Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network,
Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
SPR OBJECTIVOS
1. Proteger a saúde mental dos sobreviventes de trauma;
2. Aumentar as capacidades dos sobreviventes para responder
às suas necessidades e preocupações;
3. Ensinar competências para promover a recuperação de
crianças, adolescentes, adultos, e famílias;
4. Prevenir comportamentos mal adaptados, identificando e
apoiando comportamentos adaptativos.
Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network,
Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
SPR e PFA: SPR destinam-se a prestar
assistência psicológica aos sobreviventes
após a crise inicial ter diminuido - na fase
de recuperação. Os PFA são usados na
resposta imediata e no período inicial da
fase de recuperação. Além disso, SPR
coloca maior ênfase do que a PFA no
ensino de competências específicas.
Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network,
Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
SPR e Tratamento Psicológico: SPR
não pretende ser um tratamento de
saúde mental, mas antes um modelo
de prevenção secundária. É uma
intervenção intermédia concebida
para (...) potencialmente reduzir a
necessidade de tratamento.
Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network,
Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
Começa-se por explicar o racional de cada
competência. Depois, decide-se em conjunto
quais as competências em que se devem
concentrar. Selecionarão as que satisfazem
as necessidades específicas do
sobrevivente, em vez de ensinar todas as
competências a cada um dos sobrevivente.
Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network,
Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
Recolha de
Informação e
Priorização
Resolução de
Problemas
Atividades
Positivas
Gestão das
Reações
Pensamentos
que Ajudam
Conexões
Sociais
Saudáveis
1. RECOLHA DE
INFORMAÇÃO E
PRIORIZAÇÃO
Recolher informações para
determinar se há necessidade de
encaminhamento imediato, para
compreender as necessidades e
preocupações mais prementes,
para estabelecer prioridades e
planear a intervenção.
2. RESOLUÇÃO DE
PROBLEMAS
Ajudar os sobreviventes a priorizar
e resolver dificuldades ou
problemas.
3. ATIVIDADES POSITIVAS
Ajudar os sobreviventes a planear e
a envolverem-se em actividades
positivas, agradáveis ou
significativas para melhorar o
humor e ajudá-los a recuperar o
sentido de controlo.
4. GESTÃO DAS REAÇÕES
Melhorar a capacidade para lidar
com reacções físicas e emocionais
perturbadoras; aprender novas
estratégias para lidar com reações
a situações stressantes, incluindo
lembretes e colocar em palavras
experiências difíceis para melhor
compreender e gerir a angústia.
5. PENSAMENTOS QUE
AJUDAM
Ajudar os sobreviventes a
identificar o que dizem a si
próprios sobre a experiência que
vivenciaram ou sobre a sua situação
actual e a escolher formas de
pensar menos angustiantes.
6. CONEXÕES SOCIAIS
SAUDÁVEIS
Aumentar as ligações a relações
positivas e apoios comunitários
FLUXOGRAMA DAS SPR
Brymer, M., Jacobs, A., Layne, C., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2006). Psychological First Aid: Field Operations Guide (2nd ed.). National Child Traumatic Stress Network and National Center for PTSD.
https://www.ptsd.va.gov/professional/treat/type/PFA/PFA_2ndEditionwithappendices.pdf
Preocupação Competência SPR
. Ter um problema difícil que precisa de resolver. . Resolução de Problemas
. Ter reações intensas ou repetidamente
perturbadoras a coisas que acontecem.
. Gestão de Reações
. Não saber como se conectar ou voltar a ligar
com amigos e familiares após o trauma. Não ter
pessoas suficientes que se preocupem consigo ou
que possam ajudar.
. Conexões Sociais Saudáveis
. Sentir-se deprimido, triste ou retraído. . Actividades Positivas
. Ter pensamentos perturbadores que fazem
sentir-se mal ou que impedem de ter pensamentos
mais positivos.
. Pensamentos que Ajudam
. Ter um grave problema de saúde física, um
grave problema de saúde mental, um grave
problema de abuso de substâncias e/ou
dificuldades e adversidades actuais significativas.
. Resolução de Problemas
(com enfoque no encaminhamento para os
serviços apropriados)
Recolha de
Informação e
Priorização
I.
Resolução de
Problemas
II.
Atividades
Positivas
Gestão das
Reações
Pensamentos
que Ajudam
III.
Conexões
Sociais
Saudáveis
3 Exemplos de Competências SPR
Se o sobrevivente relatar uma preocupação que
exija atenção imediata, adiar o rastreio e
tratar do assunto de imediato. Isto exigirá
frequentemente encaminhamento. Estes
problemas podem incluir problemas de saúde
física, problemas de saúde mental (ex., abuso
de substâncias, ideação/ameaça suicida ou
homicida) e necessidades imediatas de
segurança.
Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network,
Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
I. Resolução de Problemas
• Objetivo: Ajudar os sobreviventes a priorizar e resolver dificuldades ou
problemas.
• Racional: Ter uma forma sistemática de resolver problemas pode ajudar os
sobreviventes a resolver problemas de forma mais eficaz, recuperar o sentido de
controlo e aumentar a sua auto-eficácia.
• Destinatários: Sobreviventes que identificam preocupações relacionadas com:
• Sentirem-se sobrecarregados ou imobilizados por múltiplos problemas.
• Sentir-se impotente para encontrar soluções que possam resolver os problemas.
• Sentir-se desmoralizado ou sem controlo sobre a sua situação.
• (...)
Um método para definir um problema e
um objectivo, fazer brainstorming de
várias formas para o resolver, avaliar
essas formas e depois experimentar a
solução que parece mais provável de
ajudar.
Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network,
Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
Resolução de Problemas: Passo a Passo
1.
Definir o
problema/
Decidir a
propriedade
do problema
2.
Estabelecer
o objectivo
3.
Brainstorm
4.
Avaliar e
escolher as
melhores
soluções
Resolução de Problemas: Passo a Passo
1. Definir o problema/
Decidir a propriedade do
problema
2. Estabelecer o Objectivo 3. Brainstorm
4. Avaliar e escolher as
melhores soluções
Problema: definir tão
detalhado quanto
possível; se for complexo,
decompô-lo em partes.
Propriedade: está a
acontecer entre o
sobrevivente e outra
pessoa versus está a
acontecer com outra
pessoa ou entre outras
pessoas.
Solicitar que clarifique o
que quer e precisa, bem
como o que teme ou o
está a preocupar.
Iniciar as frases com
declarações com "eu
quero", "eu preciso",
"tenho medo que" e "estou
preocupado que" pode
ser útil.
O sobrevivente apresenta
o maior número possível
de opções para atingir o
objectivo e a resolução do
problema.
O sobrevivente deve
escolher a(s) melhor(s)
solução(ões) com base no
resultado provável.
Tempestade Leslie, Figueira da Foz 2018
II. Promoção de Actividades Positivas
• Objetivo: Ajudar os sobreviventes a planear e a envolverem-se em actividades positivas,
agradáveis ou significativas para melhorar o humor e ajudá-los a recuperar o sentido de controlo.
• Racional: As vivência traumáticas perturbam frequentemente as rotinas e actividades normais. As
atividades positivas podem melhorar o humor e restaurar uma sensação de controlo.
• Destinatários: Sobreviventes que identificam preocupações:
• Sentir-se em baixo ou apático.
• Interrupção contínua das rotinas e actividades normais de vida.
• Baixo envolvimento em actividades agradáveis ou positivas.
• Crianças que deixaram de brincar ou que estão envolvidas em brincadeiras de alto risco e perigosas.
• (...)
Uma forma de melhorar o humor
e o funcionamento através da
identificação e do envolvimento
em actividades positivas e
agradáveis.
Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network,
Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
Atividades Positivas: Passo a passo
1. Identificar e planear uma ou mais actividades 2. Programar as actividades num calendário
Dar exemplos de atividades:
Atividade de interior: ex., ler, ouvir música, ver filmes.
Atividades ao ar livre: ex., passear, correr, jardinagem.
Atividades sociais: ex., telefonar a um amigo, sair com
os amigos, aprender um novo hobbie.
Atividades de reconstrução: ex., ajudar um vizinho,
ajudar reparar um edíficio da comunidade, fazer
voluntariado.
Encorajar o sobrevivente a escrever actividades
adicionais e explorar os tipos de actividades em que
se envolveu antes do trauma.
A fim de aumentar as probabilidades de levar a cabo
as actividades, escrever num calendário.
Ciclone Idai, Moçambique 2019:
Child Friendly Space
III. Conexões Sociais Saudáveis
• Objetivo: Aumentar as ligações a relações positivas e apoios comunitários.
• Racional: O suporte social da família, amigos e membros da comunidade aumenta a recuperação após um trauma,
ajudando os sobreviventes a satisfazer as suas necessidades emocionais e práticas.
• Destinatários: Sobreviventes que expressam preocupações sobre:
• Sentirem-se isolados ou desligados dos amigos ou família.
• Perturbações de redes sociais ou comunitárias.
• Sentir-se só.
• Viver num novo ambiente.
• Sentir-se desvalorizado ou inútil.
• Falta de confiança em si próprios.
• Falta de acesso a apoios ou recursos comunitários.
• Falta de pessoas para falar sobre como se estão a sentir ou o que estão a passar.
• Como podem prestar apoio a outros necessitados.
Uma forma de reconstruir
relações positivas e apoios da
comunidade.
Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network,
Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
Conexões Sociais Saudáveis: Passo a Passo
1.
Desenvolver um
Mapa de
Conexões Sociais
2.
Rever o Mapa de
Conexões Sociais
3.
Fazer um Plano
de Suporte Social
Conexões Sociais Saudáveis: Passo a Passo
1. Desenvolver um
Mapa de Conexões Sociais
2. Rever o
Mapa de Conexões Sociais
3. Fazer um
Plano de Suporte Social
Identificar quem se encontra
atualmente na rede de suporte.
Começar pelas pessoas que são
mais importantes e com as quais é
mais fácil de se conectar neste
momento (ex., pares ou
comunidade) e depois acrescentar
pessoas com as quais se comunica
principalmente por telefone, texto,
ou e-mail. Pode incluir pessoas,
grupos ou organizações.
Uma vez o mapa completo, utilize-o
para ajudar o sobrevivente a
avaliar que apoio está atualmente
disponível e que apoio tem de
procurar.
Identificar uma área que o
sobrevivente precisa de mudar
para melhorar as suas ligações
sociais e formar um plano para
fazer as mudanças necessárias nos
próximos dias ou semanas.
Incêndios florestais, Região Centro 2017
1. RECOLHA DE
INFORMAÇÃO E
PRIORIZAÇÃO
Recolher informações para
determinar se há necessidade de
encaminhamento imediato, para
compreender as necessidades e
preocupações mais prementes,
para estabelecer prioridades e
planear a intervenção.
2. RESOLUÇÃO DE
PROBLEMAS
Ajudar os sobreviventes a priorizar
e resolver dificuldades ou
problemas.
3. ATIVIDADES POSITIVAS
Ajudar os sobreviventes a planear e
a envolverem-se em actividades
positivas, agradáveis ou
significativas para melhorar o
humor e ajudá-los a recuperar o
sentido de controlo.
4. GESTÃO DAS REAÇÕES
Melhorar a capacidade para lidar
com reacções físicas e emocionais
perturbadoras; aprender novas
estratégias para lidar com reações
a situações stressantes, incluindo
lembretes e colocar em palavras
experiências difíceis para melhor
compreender e gerir a angústia.
5. PENSAMENTOS QUE
AJUDAM
Ajudar os sobreviventes a
identificar o que dizem a si
próprios sobre a experiência que
vivenciaram ou sobre a sua situação
actual e a escolher formas de
pensar menos angustiantes.
6. CONEXÕES SOCIAIS
SAUDÁVEIS
Aumentar as ligações a relações
positivas e apoios comunitários
Curso Prático em Trauma Psicológico:
da Prevenção ao Tratamento
[E-Learning] 4ª Edição [Sala Virtual]
Randdy Ferreira | www.randdyferreira.com
Módulo: Ferramentas Essenciais 1

Mais conteúdo relacionado

Semelhante a Ferramentas para Intervenção em Trauma

guia_pratico_matriciamento_saudemental.pdf
guia_pratico_matriciamento_saudemental.pdfguia_pratico_matriciamento_saudemental.pdf
guia_pratico_matriciamento_saudemental.pdfThasMoura21
 
Cartilha-de-Suporte-ao-Luto - estratégias para profissionais
Cartilha-de-Suporte-ao-Luto - estratégias para profissionaisCartilha-de-Suporte-ao-Luto - estratégias para profissionais
Cartilha-de-Suporte-ao-Luto - estratégias para profissionaisLucasSilva385433
 
Relacionamento Terapeutico Prof Paula .pptx
Relacionamento Terapeutico Prof Paula .pptxRelacionamento Terapeutico Prof Paula .pptx
Relacionamento Terapeutico Prof Paula .pptxPaulaFernandaOliveir4
 
FamíLia E Equipe De SaúDe
FamíLia E Equipe De SaúDeFamíLia E Equipe De SaúDe
FamíLia E Equipe De SaúDeLuiza Farias
 
Habilidades de comunicação de más notícias
Habilidades de comunicação de más notíciasHabilidades de comunicação de más notícias
Habilidades de comunicação de más notíciasLuís Fernando Tófoli
 
Educação e saúde (leonardo)
Educação e saúde (leonardo)Educação e saúde (leonardo)
Educação e saúde (leonardo)Leonardo Savassi
 
Especialização em Saúde da Família UNA - SUS
Especialização em Saúde da Família UNA - SUSEspecialização em Saúde da Família UNA - SUS
Especialização em Saúde da Família UNA - SUSSebástian Freire
 
Especialização em Saúde da Família UNA - SUS
Especialização em Saúde da Família UNA - SUSEspecialização em Saúde da Família UNA - SUS
Especialização em Saúde da Família UNA - SUSSebástian Freire
 
2016 1_ebm_base histórica e científica_3
2016 1_ebm_base histórica e científica_32016 1_ebm_base histórica e científica_3
2016 1_ebm_base histórica e científica_3Flora Couto
 
5. GoP e educação e saúde
5. GoP e educação e saúde5. GoP e educação e saúde
5. GoP e educação e saúdeLeonardo Savassi
 
Projetodepesquisasemanexo
ProjetodepesquisasemanexoProjetodepesquisasemanexo
Projetodepesquisasemanexohalinedias
 
Relação médico-paciente - Comunicações Dolorosas
Relação médico-paciente - Comunicações DolorosasRelação médico-paciente - Comunicações Dolorosas
Relação médico-paciente - Comunicações DolorosasLuciana Krebs
 
Trabalhando em Grupos na AB.pptx
Trabalhando em Grupos na AB.pptxTrabalhando em Grupos na AB.pptx
Trabalhando em Grupos na AB.pptxssuser51d27c1
 
Terapias Cognitivas- compoortamentais
Terapias Cognitivas- compoortamentaisTerapias Cognitivas- compoortamentais
Terapias Cognitivas- compoortamentaisRodrigo Abreu
 
saúde mental e CAPS sua epistemologia e funcionamento
saúde mental e CAPS sua epistemologia e funcionamentosaúde mental e CAPS sua epistemologia e funcionamento
saúde mental e CAPS sua epistemologia e funcionamentoannekahpsico00
 

Semelhante a Ferramentas para Intervenção em Trauma (20)

guia_pratico_matriciamento_saudemental.pdf
guia_pratico_matriciamento_saudemental.pdfguia_pratico_matriciamento_saudemental.pdf
guia_pratico_matriciamento_saudemental.pdf
 
Nasf orientações
Nasf orientaçõesNasf orientações
Nasf orientações
 
Cartilha-de-Suporte-ao-Luto - estratégias para profissionais
Cartilha-de-Suporte-ao-Luto - estratégias para profissionaisCartilha-de-Suporte-ao-Luto - estratégias para profissionais
Cartilha-de-Suporte-ao-Luto - estratégias para profissionais
 
Relacionamento Terapeutico Prof Paula .pptx
Relacionamento Terapeutico Prof Paula .pptxRelacionamento Terapeutico Prof Paula .pptx
Relacionamento Terapeutico Prof Paula .pptx
 
Ansiedade estratégias de tratamento em TCC
Ansiedade estratégias de tratamento em TCCAnsiedade estratégias de tratamento em TCC
Ansiedade estratégias de tratamento em TCC
 
FamíLia E Equipe De SaúDe
FamíLia E Equipe De SaúDeFamíLia E Equipe De SaúDe
FamíLia E Equipe De SaúDe
 
Habilidades de comunicação de más notícias
Habilidades de comunicação de más notíciasHabilidades de comunicação de más notícias
Habilidades de comunicação de más notícias
 
Educação e saúde (leonardo)
Educação e saúde (leonardo)Educação e saúde (leonardo)
Educação e saúde (leonardo)
 
Educação e saúde
Educação e saúde Educação e saúde
Educação e saúde
 
Especialização em Saúde da Família UNA - SUS
Especialização em Saúde da Família UNA - SUSEspecialização em Saúde da Família UNA - SUS
Especialização em Saúde da Família UNA - SUS
 
Especialização em Saúde da Família UNA - SUS
Especialização em Saúde da Família UNA - SUSEspecialização em Saúde da Família UNA - SUS
Especialização em Saúde da Família UNA - SUS
 
2016 1_ebm_base histórica e científica_3
2016 1_ebm_base histórica e científica_32016 1_ebm_base histórica e científica_3
2016 1_ebm_base histórica e científica_3
 
5. GoP e educação e saúde
5. GoP e educação e saúde5. GoP e educação e saúde
5. GoP e educação e saúde
 
Acompanhamento Terapêutico
Acompanhamento TerapêuticoAcompanhamento Terapêutico
Acompanhamento Terapêutico
 
Projetodepesquisasemanexo
ProjetodepesquisasemanexoProjetodepesquisasemanexo
Projetodepesquisasemanexo
 
Relação médico-paciente - Comunicações Dolorosas
Relação médico-paciente - Comunicações DolorosasRelação médico-paciente - Comunicações Dolorosas
Relação médico-paciente - Comunicações Dolorosas
 
Trabalhando em Grupos na AB.pptx
Trabalhando em Grupos na AB.pptxTrabalhando em Grupos na AB.pptx
Trabalhando em Grupos na AB.pptx
 
humanização saúde
humanização saúdehumanização saúde
humanização saúde
 
Terapias Cognitivas- compoortamentais
Terapias Cognitivas- compoortamentaisTerapias Cognitivas- compoortamentais
Terapias Cognitivas- compoortamentais
 
saúde mental e CAPS sua epistemologia e funcionamento
saúde mental e CAPS sua epistemologia e funcionamentosaúde mental e CAPS sua epistemologia e funcionamento
saúde mental e CAPS sua epistemologia e funcionamento
 

Mais de CarlosSpencer3

25 Artigos Sobre Vitaminas e Suplementos - Renildo Freire da Silva.pdf
25 Artigos Sobre Vitaminas e Suplementos - Renildo Freire da Silva.pdf25 Artigos Sobre Vitaminas e Suplementos - Renildo Freire da Silva.pdf
25 Artigos Sobre Vitaminas e Suplementos - Renildo Freire da Silva.pdfCarlosSpencer3
 
aula-cuidadospaliativosesegurancadopaciente-.pptx
aula-cuidadospaliativosesegurancadopaciente-.pptxaula-cuidadospaliativosesegurancadopaciente-.pptx
aula-cuidadospaliativosesegurancadopaciente-.pptxCarlosSpencer3
 
Ética e Deontologia.pptx
Ética e Deontologia.pptxÉtica e Deontologia.pptx
Ética e Deontologia.pptxCarlosSpencer3
 
Apresentação Reunião de Pais.pptx
Apresentação Reunião de Pais.pptxApresentação Reunião de Pais.pptx
Apresentação Reunião de Pais.pptxCarlosSpencer3
 
CSPNSC - Acolhimento trabalhadores _Agosto22.ppt
CSPNSC - Acolhimento trabalhadores _Agosto22.pptCSPNSC - Acolhimento trabalhadores _Agosto22.ppt
CSPNSC - Acolhimento trabalhadores _Agosto22.pptCarlosSpencer3
 
Árvore problemas Carlos Spencer.pptx
Árvore problemas Carlos Spencer.pptxÁrvore problemas Carlos Spencer.pptx
Árvore problemas Carlos Spencer.pptxCarlosSpencer3
 
Árvore objetivos.pptx
Árvore objetivos.pptxÁrvore objetivos.pptx
Árvore objetivos.pptxCarlosSpencer3
 
Trabalho em Equipa e Gestão de relações.pptx
Trabalho em Equipa e Gestão de relações.pptxTrabalho em Equipa e Gestão de relações.pptx
Trabalho em Equipa e Gestão de relações.pptxCarlosSpencer3
 
pp_codigo conduta.pptx
pp_codigo conduta.pptxpp_codigo conduta.pptx
pp_codigo conduta.pptxCarlosSpencer3
 
Codigo Conduta 18-11-2022.pptx
Codigo Conduta 18-11-2022.pptxCodigo Conduta 18-11-2022.pptx
Codigo Conduta 18-11-2022.pptxCarlosSpencer3
 

Mais de CarlosSpencer3 (13)

25 Artigos Sobre Vitaminas e Suplementos - Renildo Freire da Silva.pdf
25 Artigos Sobre Vitaminas e Suplementos - Renildo Freire da Silva.pdf25 Artigos Sobre Vitaminas e Suplementos - Renildo Freire da Silva.pdf
25 Artigos Sobre Vitaminas e Suplementos - Renildo Freire da Silva.pdf
 
aula-cuidadospaliativosesegurancadopaciente-.pptx
aula-cuidadospaliativosesegurancadopaciente-.pptxaula-cuidadospaliativosesegurancadopaciente-.pptx
aula-cuidadospaliativosesegurancadopaciente-.pptx
 
F005_ECTGCA_01_1.pptx
F005_ECTGCA_01_1.pptxF005_ECTGCA_01_1.pptx
F005_ECTGCA_01_1.pptx
 
Ética e Deontologia.pptx
Ética e Deontologia.pptxÉtica e Deontologia.pptx
Ética e Deontologia.pptx
 
Caso da Ana.pptx
Caso da Ana.pptxCaso da Ana.pptx
Caso da Ana.pptx
 
Apresentação Reunião de Pais.pptx
Apresentação Reunião de Pais.pptxApresentação Reunião de Pais.pptx
Apresentação Reunião de Pais.pptx
 
CSPNSC - Acolhimento trabalhadores _Agosto22.ppt
CSPNSC - Acolhimento trabalhadores _Agosto22.pptCSPNSC - Acolhimento trabalhadores _Agosto22.ppt
CSPNSC - Acolhimento trabalhadores _Agosto22.ppt
 
Árvore problemas Carlos Spencer.pptx
Árvore problemas Carlos Spencer.pptxÁrvore problemas Carlos Spencer.pptx
Árvore problemas Carlos Spencer.pptx
 
Árvore objetivos.pptx
Árvore objetivos.pptxÁrvore objetivos.pptx
Árvore objetivos.pptx
 
Trabalho em Equipa e Gestão de relações.pptx
Trabalho em Equipa e Gestão de relações.pptxTrabalho em Equipa e Gestão de relações.pptx
Trabalho em Equipa e Gestão de relações.pptx
 
pp_codigo conduta.pptx
pp_codigo conduta.pptxpp_codigo conduta.pptx
pp_codigo conduta.pptx
 
Codigo Conduta 18-11-2022.pptx
Codigo Conduta 18-11-2022.pptxCodigo Conduta 18-11-2022.pptx
Codigo Conduta 18-11-2022.pptx
 
Causas_humanas_8A.ppt
Causas_humanas_8A.pptCausas_humanas_8A.ppt
Causas_humanas_8A.ppt
 

Último

AULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdf
AULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdfAULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdf
AULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdfLviaParanaguNevesdeL
 
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdfAULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdfLviaParanaguNevesdeL
 
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTOPROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTOvilcielepazebem
 
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdfDengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdfEduardoSilva185439
 
Aula 8 - Primeiros Socorros - IAM- INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO.pdf
Aula 8 - Primeiros Socorros - IAM- INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO.pdfAula 8 - Primeiros Socorros - IAM- INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO.pdf
Aula 8 - Primeiros Socorros - IAM- INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO.pdfGiza Carla Nitz
 
ELETIVA ensino médio / corpo e saude....
ELETIVA ensino médio / corpo e saude....ELETIVA ensino médio / corpo e saude....
ELETIVA ensino médio / corpo e saude....TharykBatatinha
 
Controle-da-população-microbiana-antibióticos-e-resistência-ENF.pdf
Controle-da-população-microbiana-antibióticos-e-resistência-ENF.pdfControle-da-população-microbiana-antibióticos-e-resistência-ENF.pdf
Controle-da-população-microbiana-antibióticos-e-resistência-ENF.pdfRodrigoSimonato2
 
GlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdf
GlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdfGlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdf
GlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdfamaroalmeida74
 
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptxAULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptxEnfaVivianeCampos
 
Aula 2 - Sistemas de Informação em Saúde.pdf
Aula 2 - Sistemas de Informação em Saúde.pdfAula 2 - Sistemas de Informação em Saúde.pdf
Aula 2 - Sistemas de Informação em Saúde.pdfmarrudo64
 
Primeiros socorros segurança do trabalho
Primeiros socorros segurança do trabalhoPrimeiros socorros segurança do trabalho
Primeiros socorros segurança do trabalhoDjalmadeAndrade2
 
Aula 7 - Tempos Cirurgicos - A Cirurgia Passo A Passo - PARTE 1.pdf
Aula 7 - Tempos Cirurgicos - A Cirurgia Passo A Passo - PARTE 1.pdfAula 7 - Tempos Cirurgicos - A Cirurgia Passo A Passo - PARTE 1.pdf
Aula 7 - Tempos Cirurgicos - A Cirurgia Passo A Passo - PARTE 1.pdfGiza Carla Nitz
 
Aula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdf
Aula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdfAula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdf
Aula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdfGiza Carla Nitz
 
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdfAULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdfLviaParanaguNevesdeL
 
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptxAula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptxAndersonMoreira538200
 
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdfNutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdfThiagoAlmeida458596
 
Aula 02 -Biologia Celular - Células Procariontes e Eucariontes .pdf
Aula 02 -Biologia Celular -  Células Procariontes e  Eucariontes .pdfAula 02 -Biologia Celular -  Células Procariontes e  Eucariontes .pdf
Aula 02 -Biologia Celular - Células Procariontes e Eucariontes .pdfGiza Carla Nitz
 

Último (17)

AULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdf
AULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdfAULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdf
AULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdf
 
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdfAULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
 
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTOPROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
 
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdfDengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
 
Aula 8 - Primeiros Socorros - IAM- INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO.pdf
Aula 8 - Primeiros Socorros - IAM- INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO.pdfAula 8 - Primeiros Socorros - IAM- INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO.pdf
Aula 8 - Primeiros Socorros - IAM- INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO.pdf
 
ELETIVA ensino médio / corpo e saude....
ELETIVA ensino médio / corpo e saude....ELETIVA ensino médio / corpo e saude....
ELETIVA ensino médio / corpo e saude....
 
Controle-da-população-microbiana-antibióticos-e-resistência-ENF.pdf
Controle-da-população-microbiana-antibióticos-e-resistência-ENF.pdfControle-da-população-microbiana-antibióticos-e-resistência-ENF.pdf
Controle-da-população-microbiana-antibióticos-e-resistência-ENF.pdf
 
GlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdf
GlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdfGlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdf
GlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdf
 
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptxAULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
 
Aula 2 - Sistemas de Informação em Saúde.pdf
Aula 2 - Sistemas de Informação em Saúde.pdfAula 2 - Sistemas de Informação em Saúde.pdf
Aula 2 - Sistemas de Informação em Saúde.pdf
 
Primeiros socorros segurança do trabalho
Primeiros socorros segurança do trabalhoPrimeiros socorros segurança do trabalho
Primeiros socorros segurança do trabalho
 
Aula 7 - Tempos Cirurgicos - A Cirurgia Passo A Passo - PARTE 1.pdf
Aula 7 - Tempos Cirurgicos - A Cirurgia Passo A Passo - PARTE 1.pdfAula 7 - Tempos Cirurgicos - A Cirurgia Passo A Passo - PARTE 1.pdf
Aula 7 - Tempos Cirurgicos - A Cirurgia Passo A Passo - PARTE 1.pdf
 
Aula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdf
Aula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdfAula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdf
Aula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdf
 
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdfAULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
 
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptxAula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
 
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdfNutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
 
Aula 02 -Biologia Celular - Células Procariontes e Eucariontes .pdf
Aula 02 -Biologia Celular -  Células Procariontes e  Eucariontes .pdfAula 02 -Biologia Celular -  Células Procariontes e  Eucariontes .pdf
Aula 02 -Biologia Celular - Células Procariontes e Eucariontes .pdf
 

Ferramentas para Intervenção em Trauma

  • 1. Curso Prático em Trauma Psicológico: da Prevenção ao Tratamento [E-Learning] 4ª Edição [Sala Virtual] Randdy Ferreira | www.randdyferreira.com Módulo: Ferramentas Essenciais 1
  • 3. - CINCO ELEMENTOS ESSENCIAIS PARA A INTERVENÇÃO, HOBFOLL ET AL (2007)
  • 4.
  • 5. Elementos Essenciais para a Intervenção Sensação de Segurança (sense of safety) Acalmar (calming) Sentido de auto-eficácia e eficácia comunitária (sense of self and community efficacy) Conexão (connectedness) Esperança (hope) Hobfoll, S. E., Watson, P., Bell, C. C., Bryant, R. A., Brymer, M. J., Friedman, M. J., Friedman, M., Gersons, B. P., de Jong, J. T., Layne, C. M., Maguen, S., Neria, Y., Norwood, A. E., Pynoos, R. S., Reissman, D., Ruzek, J. I., Shalev, A. Y., Solomon, Z., Steinberg, A. M., & Ursano, R. J. (2007). Five essential elements of immediate and mid-term mass trauma intervention: empirical evidence. Psychiatry, 70(4), 283–369. https://doi.org/10.1521/psyc.2007.70.4.283
  • 7.
  • 8. Psychological First Aid is an evidence- informed modular approach to help children, adolescents, adults, and families in the immediate aftermath (…) designed to reduce the initial distress caused by traumatic events and to foster short- and long-term adaptive functioning and coping. Brymer, M., Jacobs, A., Layne, C., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2006). Psychological First Aid: Field Operations Guide (2nd ed.). National Child Traumatic Stress Network and National Center for PTSD. https://www.ptsd.va.gov/professional/treat/type/PFA/PFA_2ndEditionwithappendices.pdf
  • 9. PFA OBJETIVOS • Estabelecer uma relação humana de uma forma não intrusiva e compassiva. • Aumentar a segurança imediata e contínua, bem como proporcionar conforto físico e emocional. • Acalmar e orientar sobreviventes emocionalmente sobrecarregados ou desorientados. • Ajudar os sobreviventes a identificar as suas necessidades e preocupações imediatas, a par de recolher informação adicional, conforme apropriado. • Oferecer assistência prática e informação para ajudar os sobreviventes a responder às suas necessidades e preocupações imediatas. • Ligar os sobreviventes o mais cedo possível a redes de suporte social, incluindo familiares, amigos, vizinhos, e recursos de ajuda comunitária. • Fornecer informação que possa ajudar os sobreviventes a lidar eficazmente com o impacto psicológico do trauma. • Ser claro quanto à sua disponibilidade, e (quando apropriado) ligar o sobrevivente a outro membro de uma equipa de resposta a desastres ou a sistemas locais de recuperação, serviços de saúde mental, serviços do sector público e organizações. • Apoiar a capacidade de adaptação, reconhecer os esforços e os pontos fortes, e capacitar os sobreviventes; encorajar adultos, crianças, e famílias a terem um papel activo na sua recuperação.
  • 10. As estratégias de intervenção dos PFA estão agrupadas conceptualmente em 8 módulos descritos como ações centrais. Dentro de cada acção, os PFA oferecem uma variedade de recomendações específicas. Brymer, M., Jacobs, A., Layne, C., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2006). Psychological First Aid: Field Operations Guide (2nd ed.). National Child Traumatic Stress Network and National Center for PTSD. https://www.ptsd.va.gov/professional/treat/type/PFA/PFA_2ndEditionwithappendices.pdf
  • 11. Contacto e Envolvimento Segurança e Conforto Estabilização (se necessário) Recolha de Informação: Necessidades e Preocupações Actuais Assistência Prática Ligação com Suporte Social Informação sobre Coping Articulação com outros Serviços
  • 12. 1. CONTACTO E ENVOLVIMENTO Responder aos contactos iniciados pelos sobreviventes, ou iniciar contactos de uma forma não intrusiva, compassiva e útil. 2. SEGURANÇA E CONFORTO Aumentar a segurança imediata e contínua, bem como proporcionar conforto físico e emocional. 3. ESTABILIZAÇÃO (SE NECESSÁRIO) Acalmar e orientar os sobreviventes emocionalmente sobrecarregados ou desorientados. 4. RECOLHA DE INFORMAÇÃO: NECESSIDADES E PREOCUPAÇÕES ACTUAIS Identificar necessidades e preocupações imediatas, recolher informação adicional e adaptar as intervenções de PFA. 5. ASSISTÊNCIA PRÁTICA Oferecer ajuda prática aos sobreviventes na resposta às necessidades e preocupações imediatas. 6. LIGAÇÃO AO SUPORTE SOCIAL Ajudar a estabelecer contactos breves ou contínuos com pessoas de apoio primário e outras fontes de apoio, incluindo familiares, amigos, e recursos de ajuda comunitária. 7. INFORMAÇÃO SOBRE COPING Fornecer informação sobre as reacções ao stress e coping para reduzir a angústia e promover o funcionamento adaptativo. 8. ARTICULAÇÃO COM OUTROS SERVIÇOS Ligar os sobreviventes aos serviços disponíveis necessários na altura ou no futuro.
  • 13. Contacto e Envolvimento Segurança e Conforto I Estabilização (se necessário) Recolha de Informação: Necessidades e Preocupações Actuais II Assistência Prática III Ligação com o Suporte Social Informação sobre Coping Articulação com outros Serviços 3 Exemplos de Módulos/ Ações Centrais PFA
  • 14. I. Estabilização (se necessário) • Objectivo: Acalmar e orientar os sobreviventes emocionalmente sobrecarregados ou desorientados. • Estabilizar os sobreviventes emocionalmente sobrecarregados; • Orientar sobreviventes emocionalmente sobrecarregados; • O papel da medicação na estabilização.
  • 16. II. Assistência prática • Objectivo: Oferecer ajuda prática aos sobreviventes na resposta às necessidades e preocupações imediatas. • Oferecer assistência prática às crianças e adolescentes; • Passo 1: Identificar as necessidades mais imediatas; • Passo 2: Clarificar a necessidade; • Passo 3: Discutir um plano de acção; • Passo 4: Agir para responder à necessidade.
  • 17. Assistência Prática: Passo a Passo 1. Identificar as necessidades mais imediatas 2. Clarificar a necessidade 3. Discutir um plano de ação 4. Agir para responder à necessidade
  • 18. Resolução de Problemas: Passo a Passo 1. Identificar as necessidades mais imediatas 2. Clarificar a necessidade 3. Discutir um plano de ação 4. Agir para responder à necessidade Se identificadas várias necessidades/ preocupações, será necessário concentrar-se numa de cada vez. Para algumas, haverá soluções imediatas (ex., telefonar a um familiar), para outras não (ex., regressar às rotinas anteriores), mas o sobrevivente poderá ter de dar passos concretos para resolver o problema (ex., preencher formulários). Especificar o problema. Se o problema for compreendido e esclarecido, será mais fácil identificar as medidas práticas que podem ser tomadas para o resolver. Discutir o que pode ser feito. O sobrevivente pode dizer o que gostaria de ser feito, ou pode-se oferecer uma sugestão. Conhecer os serviços que estão disponíveis com antecedência ajuda (ex., obter alimentos, vestuário, abrigo, cuidados médicos, serviços de saúde mental ou de cuidados espirituais). Ajudar a fazer as coisas. Por exemplo, ajudá-lo a marcar uma reunião com um serviço necessário ou ajudá-lo a preencher papelada.
  • 20. III. Conexão com o Suporte Social • Objectivo: Ajudar a estabelecer contactos breves ou contínuos com pessoas de apoio primário e outras fontes de apoio, incluindo membros da família, amigos e recursos de ajuda comunitária. • Promover o acesso às pessoas de apoio primário (família e outras pessoas significativas); • Encorajar a utilização de pessoas de apoio imediatamente disponíveis; • Discutir procurar/ dar apoio; • Considerações especiais para crianças e adolescentes; • Modelar o suporte.
  • 22. 1. CONTACTO E ENVOLVIMENTO Responder aos contactos iniciados pelos sobreviventes, ou iniciar contactos de uma forma não intrusiva, compassiva e útil. 2. SEGURANÇA E CONFORTO Aumentar a segurança imediata e contínua, bem como proporcionar conforto físico e emocional. 3. ESTABILIZAÇÃO (SE NECESSÁRIO) Acalmar e orientar os sobreviventes emocionalmente sobrecarregados ou desorientados. 4. RECOLHA DE INFORMAÇÃO: NECESSIDADES E PREOCUPAÇÕES ACTUAIS Identificar necessidades e preocupações imediatas, recolher informação adicional e adaptar as intervenções de PFA. 5. ASSISTÊNCIA PRÁTICA Oferecer ajuda prática aos sobreviventes na resposta às necessidades e preocupações imediatas. 6. LIGAÇÃO AO SUPORTE SOCIAL Ajudar a estabelecer contactos breves ou contínuos com pessoas de apoio primário e outras fontes de apoio, incluindo familiares, amigos, e recursos de ajuda comunitária. 7. INFORMAÇÃO SOBRE COPING Fornecer informação sobre as reacções ao stress e coping para reduzir a angústia e promover o funcionamento adaptativo. 8. ARTICULAÇÃO COM OUTROS SERVIÇOS Ligar os sobreviventes aos serviços disponíveis necessários na altura ou no futuro.
  • 25. ADIANTE NO RESCALDO: SKILLS FOR PSYCHOLOGICAL RECOVERY (SPR)
  • 26.
  • 27. Skills for Psychological Recovery (SPR) is an evidence-informed modular approach to help children, adolescents, adults, and families in the weeks and months following disaster and trauma, after the period where PFA has been utilized, or when more intensive intervention than PFA is needed. Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network, Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
  • 28. SPR é uma intervenção baseada no treino de competências concebida para acelerar a recuperação e aumentar a auto-eficácia. Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network, Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
  • 29. SPR OBJECTIVOS 1. Proteger a saúde mental dos sobreviventes de trauma; 2. Aumentar as capacidades dos sobreviventes para responder às suas necessidades e preocupações; 3. Ensinar competências para promover a recuperação de crianças, adolescentes, adultos, e famílias; 4. Prevenir comportamentos mal adaptados, identificando e apoiando comportamentos adaptativos. Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network, Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
  • 30. SPR e PFA: SPR destinam-se a prestar assistência psicológica aos sobreviventes após a crise inicial ter diminuido - na fase de recuperação. Os PFA são usados na resposta imediata e no período inicial da fase de recuperação. Além disso, SPR coloca maior ênfase do que a PFA no ensino de competências específicas. Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network, Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
  • 31. SPR e Tratamento Psicológico: SPR não pretende ser um tratamento de saúde mental, mas antes um modelo de prevenção secundária. É uma intervenção intermédia concebida para (...) potencialmente reduzir a necessidade de tratamento. Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network, Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
  • 32. Começa-se por explicar o racional de cada competência. Depois, decide-se em conjunto quais as competências em que se devem concentrar. Selecionarão as que satisfazem as necessidades específicas do sobrevivente, em vez de ensinar todas as competências a cada um dos sobrevivente. Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network, Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
  • 33. Recolha de Informação e Priorização Resolução de Problemas Atividades Positivas Gestão das Reações Pensamentos que Ajudam Conexões Sociais Saudáveis
  • 34. 1. RECOLHA DE INFORMAÇÃO E PRIORIZAÇÃO Recolher informações para determinar se há necessidade de encaminhamento imediato, para compreender as necessidades e preocupações mais prementes, para estabelecer prioridades e planear a intervenção. 2. RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS Ajudar os sobreviventes a priorizar e resolver dificuldades ou problemas. 3. ATIVIDADES POSITIVAS Ajudar os sobreviventes a planear e a envolverem-se em actividades positivas, agradáveis ou significativas para melhorar o humor e ajudá-los a recuperar o sentido de controlo. 4. GESTÃO DAS REAÇÕES Melhorar a capacidade para lidar com reacções físicas e emocionais perturbadoras; aprender novas estratégias para lidar com reações a situações stressantes, incluindo lembretes e colocar em palavras experiências difíceis para melhor compreender e gerir a angústia. 5. PENSAMENTOS QUE AJUDAM Ajudar os sobreviventes a identificar o que dizem a si próprios sobre a experiência que vivenciaram ou sobre a sua situação actual e a escolher formas de pensar menos angustiantes. 6. CONEXÕES SOCIAIS SAUDÁVEIS Aumentar as ligações a relações positivas e apoios comunitários
  • 35. FLUXOGRAMA DAS SPR Brymer, M., Jacobs, A., Layne, C., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2006). Psychological First Aid: Field Operations Guide (2nd ed.). National Child Traumatic Stress Network and National Center for PTSD. https://www.ptsd.va.gov/professional/treat/type/PFA/PFA_2ndEditionwithappendices.pdf
  • 36. Preocupação Competência SPR . Ter um problema difícil que precisa de resolver. . Resolução de Problemas . Ter reações intensas ou repetidamente perturbadoras a coisas que acontecem. . Gestão de Reações . Não saber como se conectar ou voltar a ligar com amigos e familiares após o trauma. Não ter pessoas suficientes que se preocupem consigo ou que possam ajudar. . Conexões Sociais Saudáveis . Sentir-se deprimido, triste ou retraído. . Actividades Positivas . Ter pensamentos perturbadores que fazem sentir-se mal ou que impedem de ter pensamentos mais positivos. . Pensamentos que Ajudam . Ter um grave problema de saúde física, um grave problema de saúde mental, um grave problema de abuso de substâncias e/ou dificuldades e adversidades actuais significativas. . Resolução de Problemas (com enfoque no encaminhamento para os serviços apropriados)
  • 37. Recolha de Informação e Priorização I. Resolução de Problemas II. Atividades Positivas Gestão das Reações Pensamentos que Ajudam III. Conexões Sociais Saudáveis 3 Exemplos de Competências SPR
  • 38. Se o sobrevivente relatar uma preocupação que exija atenção imediata, adiar o rastreio e tratar do assunto de imediato. Isto exigirá frequentemente encaminhamento. Estes problemas podem incluir problemas de saúde física, problemas de saúde mental (ex., abuso de substâncias, ideação/ameaça suicida ou homicida) e necessidades imediatas de segurança. Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network, Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
  • 39. I. Resolução de Problemas • Objetivo: Ajudar os sobreviventes a priorizar e resolver dificuldades ou problemas. • Racional: Ter uma forma sistemática de resolver problemas pode ajudar os sobreviventes a resolver problemas de forma mais eficaz, recuperar o sentido de controlo e aumentar a sua auto-eficácia. • Destinatários: Sobreviventes que identificam preocupações relacionadas com: • Sentirem-se sobrecarregados ou imobilizados por múltiplos problemas. • Sentir-se impotente para encontrar soluções que possam resolver os problemas. • Sentir-se desmoralizado ou sem controlo sobre a sua situação. • (...)
  • 40. Um método para definir um problema e um objectivo, fazer brainstorming de várias formas para o resolver, avaliar essas formas e depois experimentar a solução que parece mais provável de ajudar. Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network, Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
  • 41. Resolução de Problemas: Passo a Passo 1. Definir o problema/ Decidir a propriedade do problema 2. Estabelecer o objectivo 3. Brainstorm 4. Avaliar e escolher as melhores soluções
  • 42. Resolução de Problemas: Passo a Passo 1. Definir o problema/ Decidir a propriedade do problema 2. Estabelecer o Objectivo 3. Brainstorm 4. Avaliar e escolher as melhores soluções Problema: definir tão detalhado quanto possível; se for complexo, decompô-lo em partes. Propriedade: está a acontecer entre o sobrevivente e outra pessoa versus está a acontecer com outra pessoa ou entre outras pessoas. Solicitar que clarifique o que quer e precisa, bem como o que teme ou o está a preocupar. Iniciar as frases com declarações com "eu quero", "eu preciso", "tenho medo que" e "estou preocupado que" pode ser útil. O sobrevivente apresenta o maior número possível de opções para atingir o objectivo e a resolução do problema. O sobrevivente deve escolher a(s) melhor(s) solução(ões) com base no resultado provável.
  • 44. II. Promoção de Actividades Positivas • Objetivo: Ajudar os sobreviventes a planear e a envolverem-se em actividades positivas, agradáveis ou significativas para melhorar o humor e ajudá-los a recuperar o sentido de controlo. • Racional: As vivência traumáticas perturbam frequentemente as rotinas e actividades normais. As atividades positivas podem melhorar o humor e restaurar uma sensação de controlo. • Destinatários: Sobreviventes que identificam preocupações: • Sentir-se em baixo ou apático. • Interrupção contínua das rotinas e actividades normais de vida. • Baixo envolvimento em actividades agradáveis ou positivas. • Crianças que deixaram de brincar ou que estão envolvidas em brincadeiras de alto risco e perigosas. • (...)
  • 45. Uma forma de melhorar o humor e o funcionamento através da identificação e do envolvimento em actividades positivas e agradáveis. Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network, Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
  • 46. Atividades Positivas: Passo a passo 1. Identificar e planear uma ou mais actividades 2. Programar as actividades num calendário Dar exemplos de atividades: Atividade de interior: ex., ler, ouvir música, ver filmes. Atividades ao ar livre: ex., passear, correr, jardinagem. Atividades sociais: ex., telefonar a um amigo, sair com os amigos, aprender um novo hobbie. Atividades de reconstrução: ex., ajudar um vizinho, ajudar reparar um edíficio da comunidade, fazer voluntariado. Encorajar o sobrevivente a escrever actividades adicionais e explorar os tipos de actividades em que se envolveu antes do trauma. A fim de aumentar as probabilidades de levar a cabo as actividades, escrever num calendário.
  • 47. Ciclone Idai, Moçambique 2019: Child Friendly Space
  • 48. III. Conexões Sociais Saudáveis • Objetivo: Aumentar as ligações a relações positivas e apoios comunitários. • Racional: O suporte social da família, amigos e membros da comunidade aumenta a recuperação após um trauma, ajudando os sobreviventes a satisfazer as suas necessidades emocionais e práticas. • Destinatários: Sobreviventes que expressam preocupações sobre: • Sentirem-se isolados ou desligados dos amigos ou família. • Perturbações de redes sociais ou comunitárias. • Sentir-se só. • Viver num novo ambiente. • Sentir-se desvalorizado ou inútil. • Falta de confiança em si próprios. • Falta de acesso a apoios ou recursos comunitários. • Falta de pessoas para falar sobre como se estão a sentir ou o que estão a passar. • Como podem prestar apoio a outros necessitados.
  • 49. Uma forma de reconstruir relações positivas e apoios da comunidade. Berkowitz, S., Bryant, R., Brymer, M., Hamblen, J., Jacobs, A., Layne, C., Macy, R., Osofsky, H., Pynoos, R., Ruzek, J., Steinberg, A., Vernberg, E., & Watson, P. (2010). The National Center for PTSD & the National Child Traumatic Stress Network, Skills for Psychological Recovery: Field Operations Guide.
  • 50. Conexões Sociais Saudáveis: Passo a Passo 1. Desenvolver um Mapa de Conexões Sociais 2. Rever o Mapa de Conexões Sociais 3. Fazer um Plano de Suporte Social
  • 51. Conexões Sociais Saudáveis: Passo a Passo 1. Desenvolver um Mapa de Conexões Sociais 2. Rever o Mapa de Conexões Sociais 3. Fazer um Plano de Suporte Social Identificar quem se encontra atualmente na rede de suporte. Começar pelas pessoas que são mais importantes e com as quais é mais fácil de se conectar neste momento (ex., pares ou comunidade) e depois acrescentar pessoas com as quais se comunica principalmente por telefone, texto, ou e-mail. Pode incluir pessoas, grupos ou organizações. Uma vez o mapa completo, utilize-o para ajudar o sobrevivente a avaliar que apoio está atualmente disponível e que apoio tem de procurar. Identificar uma área que o sobrevivente precisa de mudar para melhorar as suas ligações sociais e formar um plano para fazer as mudanças necessárias nos próximos dias ou semanas.
  • 53. 1. RECOLHA DE INFORMAÇÃO E PRIORIZAÇÃO Recolher informações para determinar se há necessidade de encaminhamento imediato, para compreender as necessidades e preocupações mais prementes, para estabelecer prioridades e planear a intervenção. 2. RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS Ajudar os sobreviventes a priorizar e resolver dificuldades ou problemas. 3. ATIVIDADES POSITIVAS Ajudar os sobreviventes a planear e a envolverem-se em actividades positivas, agradáveis ou significativas para melhorar o humor e ajudá-los a recuperar o sentido de controlo. 4. GESTÃO DAS REAÇÕES Melhorar a capacidade para lidar com reacções físicas e emocionais perturbadoras; aprender novas estratégias para lidar com reações a situações stressantes, incluindo lembretes e colocar em palavras experiências difíceis para melhor compreender e gerir a angústia. 5. PENSAMENTOS QUE AJUDAM Ajudar os sobreviventes a identificar o que dizem a si próprios sobre a experiência que vivenciaram ou sobre a sua situação actual e a escolher formas de pensar menos angustiantes. 6. CONEXÕES SOCIAIS SAUDÁVEIS Aumentar as ligações a relações positivas e apoios comunitários
  • 54. Curso Prático em Trauma Psicológico: da Prevenção ao Tratamento [E-Learning] 4ª Edição [Sala Virtual] Randdy Ferreira | www.randdyferreira.com Módulo: Ferramentas Essenciais 1