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Mediação de emoções Prof. Ms. José Aparecido Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix uma contribuição para a humanização da saúde
Objetivos Esta apresentação visa discutir não apenas a necessidade de humanização do trabalho de atenção à saúde em clínicas e hospitais, mas também as condições desgastantes a que são submetidos tais profissionais em contato com situações de estresse emocional, sobrecarga de tarefas e condições inadequadas de trabalho, tendo como alternativa o conceito de mediação de emoções, haja vista que a habilidade empática tem sido cada vez mais exigida desses profissionais.
Cultura de Humanização Cresce nos meios acadêmicos e nas instituições de saúde a importância da cultura de humanização na medida em que esta contribui para a melhoria da atenção ao usuário e também do ambiente de trabalho do profissional da saúde.
Cultura de Humanização É possível e adequado para a humanização se constituir, sobretudo, na presença solidária do profissional, refletida na compreensão e no olhar sensível, aquele olhar de cuidado que desperta no ser humano sentimento de confiança e solidariedade (PESSINI, 2002). A humanização é um conjunto de medidas que objetivam a conciliação entre os cuidados em saúde e as tecnologias, como também um espaço físico favorável à satisfação dos profissionais da equipe e usuários (DESLANDES, 2004).
Vocação humanística Todos os profissionais da saúde se encaixam no grupo de profissões de forte cunho vocacional e humanístico e só conseguem realizar suas tarefas se tiverem em conta a condição de empatia e alteridade que seu trabalho exige.  O ser humano tem uma unidade ao mesmo  tempo física, biológica, psíquica, cultural, social e histórica.
Preparo técnico, despreparo emocional Profissionais de saúde, sobretudo no exercício da medicina, são fortemente preparados para encarar a morte com frieza e instrumentalidade técnica. Recentes reportagens descrevem dificuldades de médicos em lidar com enfermidades familiares. Por outro lado, é recorrente a queixa dos usuários dos serviços de saúde, público ou privado, dos maus tratos e abusos por parte dos atendentes.
O processo do adoecer “ O adoecer é mais que um sintoma somático, é deixar de viver, é sofrer, é um conflito existencial, é um isolamento, é sentir dor, é ter medo, é até morrer”. O adoecer é um processo singular, é uma experiência única que apresenta tantos aspectos objetivos como subjetivos, ambos importantes. Após deparar-se com o diagnóstico, o doente tem sua vida transformada, emergem-se necessidades, sentimentos, emoções. Jornadas desgastantes, falta de recursos materiais e humanos, condições insalubres de trabalho, remuneração precária, aliadas à fragilidade psicológica dos pacientes, exigem dos profissionais de saúde enorme equilíbrio emocional.
Mediação Prática surgida nos Estados Unidos no campo jurídico com o objetivo de dirimir conflitos.  Visa a colaboração das partes na resolução do problema, desbloqueando posições intransigentes e conduzindo a soluções participadas e trabalhadas pelas partes.  O conceito de mediação se institucionalizou em comunidades acadêmicas, e também fora delas, e tem sido cada vez mais utilizado para tratar uma gama variada de conflitos de trabalho, de negócios, de família, de organizações.
Mediador de emoções A saúde se constitui num tecido complexo de relações e o ser humano numa inter-relação  bio-psico-social. Esta lógica desafia-nos à mediação de emoções, na qual o diálogo surge como um ato de co-criação de significados envolvendo uma compreensão ativa, pois quem conversa tem que compreender o outro para seguir conversando. O diálogo compreensivo seria então esta capacidade geradora da mediação.  A preocupação acerca da formação do profissional da saúde como um mediador de emoções se justifica a partir de assertivas de autores comprometidos com a atual discussão sobre o cuidado, em especial sobre o papel das emoções na humanização das ações em saúde
Mediador de emoções Percebe-se o caráter amplo desta prática, que possibilita várias aplicações: mediação social, cultural, educacional, civil, comercial, comunitária, desportiva, familiar, laboral, penal, política, dentre outras.  Dado que a mesma lida com conflitos e, por extensão, admitamos os conflitos que decorrem na esfera emocional, sobretudo nos ambientes organizacionais, consideramos este paradigma vital para o exercício dos profissionais da saúde, um processo de intervenção responsável, cooperativa e paradigmática (ARRUDA, 2010, p. 771).
Mediador de emoções O mediador não é uma pessoa neutra que facilita negociações e busca consenso. Essa ideia simplificou a postura do mediador e ainda hoje dificulta a compreensão sobre a responsabilidade e implicação profissional. Ser socialmente responsável significa investir "mais" no capital humano, no ambiente e nas relações com as pessoas.  A mediação deve ser compreendida como uma atividade humana propositiva e intencional. Cada mediador posiciona-se com relação à mediação como prática incorporada pela singularidade de sujeitos que também se emocionam. (MORIN & MATURANA, 2001).
O mediador é um cooperador Nas organizações é possível desenvolver nos cooperadores práticas de mediação para melhorar o ambiente de trabalho. Por meio das práticas de mediação, os cooperados podem desenvolver ações que auxiliam na solução amigável de conflitos próprios do local de trabalho, fazendo dessas crises oportunidades de desenvolvimento profissional e organizacional.
Os conflitos e a mediação
Três princípios básicos Imparcialidade ou neutralidade  - aquele que media deve ser independente face às partes envolvidas nos conflitos, e não deve impor quaisquer soluções, mas contribuir para que através do diálogo as partes cheguem a um acordo.  Confidencialidade  - assume sua responsabilidade em manter sigilo sobre o que se pretende tratar e fomenta uma cultura de confiança que permita a abertura das partes. Voluntariedade  - uma vez que se pretende que as partes participem por iniciativa própria e livre vontade neste processo.
Fundamentos essenciais Quatro pilares da educação do futuro Aprender a conhecer  – buscar instrumentos de compreensão.  Aprender a ser   –  desenvolver a capacidade de autonomia, de autoconhecimento e responsabilidade pessoal. Aprender a fazer  –  articular qualificação técnica e profissional.  Aprender a viver juntos/a conviver –  aprender a viver com os outros desenvolvendo a compreensão e a percepção das interdependências.
Competências / atributos Bom relacionamento interpessoal Comunicação Visão sistêmica  Visão de contexto social Capacidade de ouvir Disponibilidade Responsabilidade Percepção Empatia Comprometimento com a realidade do outro
Atitudes – Mediador de emoções O profissional da saúde deve ampliar sua compreensão, perceber os elos que unem as pessoas à sua volta, captar seus desejos, vontades e sentimentos. Ouvir com paciência a linguagem verbal e não-verbal dos pacientes/cooperadores.  Observar  todos  os aspectos  ligados  ao  adoecer,  o  respeito  aos  temores, crenças  e  fragilidades  dos  pacientes/cooperadores  e  de  seus familiares.  Percepção da situação de crise - negação  da  realidade, dependência,  impotência, sentimentos que advêm da própria  rotina  de  hospitalização  do  indivíduo.
Relação de ajuda  MEDIADOR DE EMOÇÕES  -  RELAÇÃO DE AJUDA Criar um ambiente positivo de forma a ajudar o paciente a encarar o problema atual de uma forma mais adaptada, que permita o seu crescimento pessoal. Assim, o estabelecimento de uma relação empática, centrada no paciente, permitirá que o paciente mais facilmente verbalize as suas crenças mais negativas e expresse as suas emoções. Desta forma, o profissional da saúde poderá ajudar o paciente na elaboração de crenças alternativas e no desenvolvimento de emoções mais adaptativas. (Rogers & Wallen, 2000).
Relação de ajuda Rogers (1999), considerava que o mais importante era a experiência subjetiva da pessoa e não o acontecimento em si. Ou seja, o mesmo acontecimento pode ser experienciado de formas distintas por pessoas diferentes. O essencial é compreender a forma como a pessoa vivenciou a situação.  Humanizar a saúde passa pela humanização da prática profissional tornando-a um processo de intervenção relacional e cooperativa que compreende o conflito/dificuldade como possibilidade de transformação (ARRUDA, 2008).
Benefícios A humanização no atendimento exige dos profissionais da saúde,  essencialmente,  compartilhar  com  seu  paciente experiências e vivências que resultem na ampliação do foco  de  suas  ações,  via  de  regra  restritas  ao  cuidar como  sinônimo  de  ajuda  às  possibilidades da sobrevivência.  Dessa  forma,  cada  encontro  entre  o profissional  de  atendimento  humanizado  e  o  paciente reveste-se  de  uma  tomada  de  consciência  quanto  aos valores  e  princípios  norteadores  de  suas  ações,  num contexto relacional (PESSINI  &  BERTICHINI, 2004)
Reflexão  Pense em um momento que você vivenciou um papel positivo de convívio transformador na área da saúde O que ocorreu?  Quem mais estava envolvido e de que maneira?  O que o levou àquela decisão?  Quais os sentimentos que emergiram em você?  Quais fatos aconteceram a partir dali?  Quais mudanças você notou?  Quais os benefícios que você experimentou?
Como o bambu que se dobra, mas não quebra tão facilmente, a mediação é poderosa justamente por não usar força, por não usar coação. A força da mediação não vem do exterior, mas do interior do ser humano, onde residem grandes energias curadoras dos males da civilização atual.  O mediador é o “psicoterapeuta dos vínculos conflitivos” (WARAT, 2001)
“ Como ensinar isto? Não mediante lições teóricas, nem por meio de treinamentos, mas sim pelo contato humano, mediante a relação pessoal, a saber, por contágio, por imitação. Aprende-se isto vivendo. (…) porque  provavelmente não existe outro modo de humanizar mais perfeito que este, pela transmissão de humanidade.”  (GRACIA, Diego).
Referências Arruda MP. A prática da mediação, em busca de um mediador de emoções. Pelotas: Seivas, 2004. ARRUDA, Marina e Laura Patrício de. O profissional da saúde como um mediador de emoções. Revista Eletrônica de Enfermagem. Universidade Federal de Goiás. 2010. Disponível em < http://www.revistas.ufg.br/index.php/fen/article/view/12261 > Acesso em 20/10/2010. BACH, Peter. Médico não é preparado para viver no mundo dos doentes. O Tempo on line. 15/03/2011. Tradução de André Luiz Araújo.  Disponível em <http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=165873,OTE> Acesso em 20/03/2011. CORONETTI, Adriana et ali. O estresse da equipe de enfermagem na unidade de terapia intensiva: o enfermeiro como mediador. Arquivos Catarinenses de Medicina Vol. 35, n. 4, 2006. Disponível em < http://www.acm.org.br/revista/pdf/artigos/394.pdf> Acesso em 06/06/2011. FOLHA COTIDIANO. Uma em quatro mulheres relata maus-tratos durante o parto. Folha.com. 24/02/2011. Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/880316-uma-em-quatro-mulheres-relata-maus-tratos-durante-o-parto.shtml> Acesso em 12/04/2011. OLIVEIRA, Ana et all. A mediação Sócio-Cultural: um puzzle em construção. Observatório da Imigração. ACIME, 2005. SCHNITMAN DF. Novos paradigmas em mediação. Tradução Marcos AG Domingues e Jussara Haubert Rodrigues. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999. SOUSA, José Vasconcelos. Mediação. Lisboa: Quimera, 2002.

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humanização saúde

  • 1. Mediação de emoções Prof. Ms. José Aparecido Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix uma contribuição para a humanização da saúde
  • 2. Objetivos Esta apresentação visa discutir não apenas a necessidade de humanização do trabalho de atenção à saúde em clínicas e hospitais, mas também as condições desgastantes a que são submetidos tais profissionais em contato com situações de estresse emocional, sobrecarga de tarefas e condições inadequadas de trabalho, tendo como alternativa o conceito de mediação de emoções, haja vista que a habilidade empática tem sido cada vez mais exigida desses profissionais.
  • 3. Cultura de Humanização Cresce nos meios acadêmicos e nas instituições de saúde a importância da cultura de humanização na medida em que esta contribui para a melhoria da atenção ao usuário e também do ambiente de trabalho do profissional da saúde.
  • 4. Cultura de Humanização É possível e adequado para a humanização se constituir, sobretudo, na presença solidária do profissional, refletida na compreensão e no olhar sensível, aquele olhar de cuidado que desperta no ser humano sentimento de confiança e solidariedade (PESSINI, 2002). A humanização é um conjunto de medidas que objetivam a conciliação entre os cuidados em saúde e as tecnologias, como também um espaço físico favorável à satisfação dos profissionais da equipe e usuários (DESLANDES, 2004).
  • 5. Vocação humanística Todos os profissionais da saúde se encaixam no grupo de profissões de forte cunho vocacional e humanístico e só conseguem realizar suas tarefas se tiverem em conta a condição de empatia e alteridade que seu trabalho exige. O ser humano tem uma unidade ao mesmo tempo física, biológica, psíquica, cultural, social e histórica.
  • 6. Preparo técnico, despreparo emocional Profissionais de saúde, sobretudo no exercício da medicina, são fortemente preparados para encarar a morte com frieza e instrumentalidade técnica. Recentes reportagens descrevem dificuldades de médicos em lidar com enfermidades familiares. Por outro lado, é recorrente a queixa dos usuários dos serviços de saúde, público ou privado, dos maus tratos e abusos por parte dos atendentes.
  • 7. O processo do adoecer “ O adoecer é mais que um sintoma somático, é deixar de viver, é sofrer, é um conflito existencial, é um isolamento, é sentir dor, é ter medo, é até morrer”. O adoecer é um processo singular, é uma experiência única que apresenta tantos aspectos objetivos como subjetivos, ambos importantes. Após deparar-se com o diagnóstico, o doente tem sua vida transformada, emergem-se necessidades, sentimentos, emoções. Jornadas desgastantes, falta de recursos materiais e humanos, condições insalubres de trabalho, remuneração precária, aliadas à fragilidade psicológica dos pacientes, exigem dos profissionais de saúde enorme equilíbrio emocional.
  • 8. Mediação Prática surgida nos Estados Unidos no campo jurídico com o objetivo de dirimir conflitos. Visa a colaboração das partes na resolução do problema, desbloqueando posições intransigentes e conduzindo a soluções participadas e trabalhadas pelas partes. O conceito de mediação se institucionalizou em comunidades acadêmicas, e também fora delas, e tem sido cada vez mais utilizado para tratar uma gama variada de conflitos de trabalho, de negócios, de família, de organizações.
  • 9. Mediador de emoções A saúde se constitui num tecido complexo de relações e o ser humano numa inter-relação bio-psico-social. Esta lógica desafia-nos à mediação de emoções, na qual o diálogo surge como um ato de co-criação de significados envolvendo uma compreensão ativa, pois quem conversa tem que compreender o outro para seguir conversando. O diálogo compreensivo seria então esta capacidade geradora da mediação. A preocupação acerca da formação do profissional da saúde como um mediador de emoções se justifica a partir de assertivas de autores comprometidos com a atual discussão sobre o cuidado, em especial sobre o papel das emoções na humanização das ações em saúde
  • 10. Mediador de emoções Percebe-se o caráter amplo desta prática, que possibilita várias aplicações: mediação social, cultural, educacional, civil, comercial, comunitária, desportiva, familiar, laboral, penal, política, dentre outras. Dado que a mesma lida com conflitos e, por extensão, admitamos os conflitos que decorrem na esfera emocional, sobretudo nos ambientes organizacionais, consideramos este paradigma vital para o exercício dos profissionais da saúde, um processo de intervenção responsável, cooperativa e paradigmática (ARRUDA, 2010, p. 771).
  • 11. Mediador de emoções O mediador não é uma pessoa neutra que facilita negociações e busca consenso. Essa ideia simplificou a postura do mediador e ainda hoje dificulta a compreensão sobre a responsabilidade e implicação profissional. Ser socialmente responsável significa investir &quot;mais&quot; no capital humano, no ambiente e nas relações com as pessoas. A mediação deve ser compreendida como uma atividade humana propositiva e intencional. Cada mediador posiciona-se com relação à mediação como prática incorporada pela singularidade de sujeitos que também se emocionam. (MORIN & MATURANA, 2001).
  • 12. O mediador é um cooperador Nas organizações é possível desenvolver nos cooperadores práticas de mediação para melhorar o ambiente de trabalho. Por meio das práticas de mediação, os cooperados podem desenvolver ações que auxiliam na solução amigável de conflitos próprios do local de trabalho, fazendo dessas crises oportunidades de desenvolvimento profissional e organizacional.
  • 13. Os conflitos e a mediação
  • 14. Três princípios básicos Imparcialidade ou neutralidade - aquele que media deve ser independente face às partes envolvidas nos conflitos, e não deve impor quaisquer soluções, mas contribuir para que através do diálogo as partes cheguem a um acordo. Confidencialidade - assume sua responsabilidade em manter sigilo sobre o que se pretende tratar e fomenta uma cultura de confiança que permita a abertura das partes. Voluntariedade - uma vez que se pretende que as partes participem por iniciativa própria e livre vontade neste processo.
  • 15. Fundamentos essenciais Quatro pilares da educação do futuro Aprender a conhecer – buscar instrumentos de compreensão. Aprender a ser – desenvolver a capacidade de autonomia, de autoconhecimento e responsabilidade pessoal. Aprender a fazer – articular qualificação técnica e profissional. Aprender a viver juntos/a conviver – aprender a viver com os outros desenvolvendo a compreensão e a percepção das interdependências.
  • 16. Competências / atributos Bom relacionamento interpessoal Comunicação Visão sistêmica Visão de contexto social Capacidade de ouvir Disponibilidade Responsabilidade Percepção Empatia Comprometimento com a realidade do outro
  • 17. Atitudes – Mediador de emoções O profissional da saúde deve ampliar sua compreensão, perceber os elos que unem as pessoas à sua volta, captar seus desejos, vontades e sentimentos. Ouvir com paciência a linguagem verbal e não-verbal dos pacientes/cooperadores. Observar todos os aspectos ligados ao adoecer, o respeito aos temores, crenças e fragilidades dos pacientes/cooperadores e de seus familiares. Percepção da situação de crise - negação da realidade, dependência, impotência, sentimentos que advêm da própria rotina de hospitalização do indivíduo.
  • 18. Relação de ajuda MEDIADOR DE EMOÇÕES - RELAÇÃO DE AJUDA Criar um ambiente positivo de forma a ajudar o paciente a encarar o problema atual de uma forma mais adaptada, que permita o seu crescimento pessoal. Assim, o estabelecimento de uma relação empática, centrada no paciente, permitirá que o paciente mais facilmente verbalize as suas crenças mais negativas e expresse as suas emoções. Desta forma, o profissional da saúde poderá ajudar o paciente na elaboração de crenças alternativas e no desenvolvimento de emoções mais adaptativas. (Rogers & Wallen, 2000).
  • 19. Relação de ajuda Rogers (1999), considerava que o mais importante era a experiência subjetiva da pessoa e não o acontecimento em si. Ou seja, o mesmo acontecimento pode ser experienciado de formas distintas por pessoas diferentes. O essencial é compreender a forma como a pessoa vivenciou a situação. Humanizar a saúde passa pela humanização da prática profissional tornando-a um processo de intervenção relacional e cooperativa que compreende o conflito/dificuldade como possibilidade de transformação (ARRUDA, 2008).
  • 20. Benefícios A humanização no atendimento exige dos profissionais da saúde, essencialmente, compartilhar com seu paciente experiências e vivências que resultem na ampliação do foco de suas ações, via de regra restritas ao cuidar como sinônimo de ajuda às possibilidades da sobrevivência. Dessa forma, cada encontro entre o profissional de atendimento humanizado e o paciente reveste-se de uma tomada de consciência quanto aos valores e princípios norteadores de suas ações, num contexto relacional (PESSINI & BERTICHINI, 2004)
  • 21. Reflexão Pense em um momento que você vivenciou um papel positivo de convívio transformador na área da saúde O que ocorreu? Quem mais estava envolvido e de que maneira? O que o levou àquela decisão? Quais os sentimentos que emergiram em você? Quais fatos aconteceram a partir dali? Quais mudanças você notou? Quais os benefícios que você experimentou?
  • 22. Como o bambu que se dobra, mas não quebra tão facilmente, a mediação é poderosa justamente por não usar força, por não usar coação. A força da mediação não vem do exterior, mas do interior do ser humano, onde residem grandes energias curadoras dos males da civilização atual. O mediador é o “psicoterapeuta dos vínculos conflitivos” (WARAT, 2001)
  • 23. “ Como ensinar isto? Não mediante lições teóricas, nem por meio de treinamentos, mas sim pelo contato humano, mediante a relação pessoal, a saber, por contágio, por imitação. Aprende-se isto vivendo. (…) porque provavelmente não existe outro modo de humanizar mais perfeito que este, pela transmissão de humanidade.” (GRACIA, Diego).
  • 24. Referências Arruda MP. A prática da mediação, em busca de um mediador de emoções. Pelotas: Seivas, 2004. ARRUDA, Marina e Laura Patrício de. O profissional da saúde como um mediador de emoções. Revista Eletrônica de Enfermagem. Universidade Federal de Goiás. 2010. Disponível em < http://www.revistas.ufg.br/index.php/fen/article/view/12261 > Acesso em 20/10/2010. BACH, Peter. Médico não é preparado para viver no mundo dos doentes. O Tempo on line. 15/03/2011. Tradução de André Luiz Araújo. Disponível em <http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=165873,OTE> Acesso em 20/03/2011. CORONETTI, Adriana et ali. O estresse da equipe de enfermagem na unidade de terapia intensiva: o enfermeiro como mediador. Arquivos Catarinenses de Medicina Vol. 35, n. 4, 2006. Disponível em < http://www.acm.org.br/revista/pdf/artigos/394.pdf> Acesso em 06/06/2011. FOLHA COTIDIANO. Uma em quatro mulheres relata maus-tratos durante o parto. Folha.com. 24/02/2011. Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/880316-uma-em-quatro-mulheres-relata-maus-tratos-durante-o-parto.shtml> Acesso em 12/04/2011. OLIVEIRA, Ana et all. A mediação Sócio-Cultural: um puzzle em construção. Observatório da Imigração. ACIME, 2005. SCHNITMAN DF. Novos paradigmas em mediação. Tradução Marcos AG Domingues e Jussara Haubert Rodrigues. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999. SOUSA, José Vasconcelos. Mediação. Lisboa: Quimera, 2002.