Dobras e falhas

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Apresentação sobre uso de maquetes nas aulas de Geologia Estrutural

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Dobras e falhas

  1. 1. Universidade Estadual de Campinas – Unicamp Programa de Ensino e História de Ciências da Terra Inovação – Prof. Dr. Ronaldo Barbosa Wagner da Silva Andrade
  2. 2. Por que os alunos tem dificuldades em visualizar em 3D no campo
  3. 3. Trabalhando a Tridimensionalidade com Dobras e Falhas - Introdução ● “As Geociências tem como principal objetivo entender os processos que regem a dinâmica do planeta Terra e suas implicações nos fenômenos observados no ambiente onde vivemos.” (Bourette et al, 2014) ●“...ressaltamos a carência de atividades que permitam o desenvolvimento do conhecimento geocientífico, que precisa ser suprida a partir de iniciativas na forma de atividades práticas voltadas para o ensino e divulgação de Geociências.”(Bourette et al, 2014)
  4. 4. Introdução ● “Elaborar atividades interativas e práticas é, segundo Imbernon et al (2009), uma alternativa apropriada, já que 'pressupõe aulas mais interessantes, dentro de uma metodologia investigativa e colaborativa que possibilite a participação dos alunos no processo de ensinar e aprender'” (Bourette, 2014)
  5. 5. Introdução ● “Os alunos se complicam na visualização dos objetos tridimensionais dados através de representações no plano” (Ritter, 2011) ● “Pesquisas em educação matemática assinalam a existência de dificuldades na aprendizagem de geometria espacial fortemente relacionadas a visualização, compreensão e apropriação de conceitos geométricos” (Salazar et al, 2008)
  6. 6. Justificativas ● Os alunos apresentam dificuldades na visualização 3D (tridimensional) de estruturas no campo ● Os professores encontram dificuldades para aquisição ou compra de réplicas em 3D ● Despertar no professor o sentido da importância de produzir seu próprio material ● Possibilidade do próprio aluno construir seus modelos no concreto com base nos conceitos
  7. 7. Justificativas ● A montagem das maquetes com base em conceitos permite uma melhor compreensão de conceitos básicos de Geologia Estrutural ● Tornar o aluno protagonista da própria aprendizagem ● Seu caráter inovador se dá pela reprodução dos materiais em qualquer situação, tanto para o professor dispor de novas possibilidades de ensino, quanto para o aluno compreender/aprender
  8. 8. Objetivos ● Criação/construção/produção de blocos diagramas com material reciclável para auxiliar a visualização de deformações tectônicas nas aulas de Ciências da Terra ● Desenvolver interesses e habilidades necessárias a produção de recursos didáticos ● Tornar o processo ensino-aprendizagem mais prazeroso
  9. 9. Objetivos ● Dinamizar as aulas de Ciências da Terra ● Produzir material didático contextualizado com a aula ● Participar da construção do conhecimento ● “ Ao construir modelos o aluno passa a ter noções práticas de proporção, orientação, localização e relação dos fenômenos físicos e humanos no espaço, desperta o interesse ao torná-lo protagonista” (Luz e Brisk, 2009)
  10. 10. Objetivos ● Prover o professor com materiais didáticos ● Familiarizar o aluno com conceitos básicos de Geologia Estrutural ● Compreender a importância da Geologia Estrutural para entender ação de fenômenos como ação da pressão, temperatura e do tempo na geração de deformações ● Entender a relação entre as deformações e a formação de montanhas, ocorrência de deslizamentos, localização de recursos minerais,
  11. 11. Geologia Estrutural ● “ A Geologia Estrutural, uma das especialidades das Ciências da Terra, trata dos processos deformacionais da litosfera e das estruturas decorrentes dessas deformações. Investiga, de maneira detalhada, as formas geométricas abrangendo da escala microscópica a macroscópica...” (Teixeira et al, 2010)
  12. 12. Geologia Estrutural ● Fatores: Pressão (Hidrostática/Litostática e Dirigida), Temperatura e Tempo ● Domínios: Rúptil e Dúctil
  13. 13. Geologia Estrutural
  14. 14. Geologia Estrutural - Dobras ● DOBRAS:: caracterizadas por ondulações de dimensões variáveis e podem ser quantificadas individualmente por parâmetros como amplitude e comprimento de onda. Sua formação se deve a existência de uma superfície anterior, que pode ser o acamamento sedimentar ou a foliação metamórfica (Teixeira et al, 2010)
  15. 15. Geologia Estrutural - Dobras ● Elementos de uma dobra: ● Tipos de dobra: Tectônicas e Atectônicas
  16. 16. Geologia Estrutural ● Classificação das dobras (Teixeira et al, 2010): ● Linha de charneira: horizontal, vertical e inclinada ● Superfície axial: normal, inversa e recumbente ● Geometria da superfície dobrada; suave, aberta, fechada, apertada e isoclinal ● Fechamento da superfície dobrada; antiformal e sinformal ● Estratigrafia das camadas: sinclinal e anticlinal
  17. 17. Classificação das Dobras
  18. 18. Geologia Estrutural - Falhas ● FALHAS: deformação rúptil, estrutura expressa por superfícies descontínuas com deslocamento diferencial de poucos centímetros a dezenas e centenas de quilômetros (Teixeira et al, 2010)
  19. 19. Geologia Estrutural - Falhas ● Elementos de uma falha
  20. 20. Geologia Estrutural - Falhas ● Tipos de falha: normal ou gravidade, inversa ou reversa, transcorrente ou desligamento
  21. 21. Geologia Estrutural - Falhas ● Tipos de falha: normal ou gravidade, inversa ou reversa, transcorrente ou desligamento
  22. 22. Proposta de atividade ● Atividade de oficina para professores produzirem material didático ● Atividade prática para alunos nas aulas de Ciências da Terra visualizarem estruturas/deformações de forma tridimensional (3D) ● Uso de materiais simples de fácil obtenção
  23. 23. Materiais e Dinâmica da Atividade proposta ● Materiais necessários: caixas de papelão de diversos tamanhos, tinta guache de cores diversas, pincéis, cola branca, tesoura, lápis, tecido branco (camiseta velha) ● Alunos: numa etapa anterior a atividade em si, serão sorteadas uma estrutura diferente para cada aluno que deverá pesquisar o modelo e reproduzi-lo em 3D na caixa de papelão
  24. 24. Produzindo Estruturas - Materiais
  25. 25. Produzindo Estruturas - Materiais
  26. 26. Produzindo Estruturas ● Em primeiro lugar as caixas de papelão deverão ser encapadas, o tecido branco deverá ser colado com cola branca, para melhor fixação da tinta guache ou outra tinta disponível, as caixas também poderão ser encapadas com papel branco e coloridas com lápis de cor ● A partir do desenho proposto, desenhar com a ajuda do professor, com lápis preto as linhas que definem a estrutura escolhida
  27. 27. Produzindo Estruturas - Colagem
  28. 28. Produzindo Estruturas - Colagem
  29. 29. Produzindo Estruturas – Desenho da estrutura com lápis
  30. 30. Produzindo Estruturas – desenhando o contorno
  31. 31. Produzindo Estruturas ● Iniciar a pintura das camadas com cores diferentes para melhor visualização das deformações ● Para aulas inclusivas de alunos com deficiência visual, podem ser propostas que as estruturas apresentem texturas diferentes, usando cola branca e aplicando areia grossa e areia fina para aumentar a sensação táctil
  32. 32. Produzindo Estruturas – pintando as estruturas
  33. 33. Produzindo Estruturas – pintando as estruturas
  34. 34. Produzindo Estruturas
  35. 35. Discussão ● A facilidade de acesso aos materiais favorece aplicação da atividade ● A atividade permite a visualização das estruturas e deformações de forma tridimensional, favorecendo o processo de ensino-aprendizagem ● A prática de atividades lúdicas atrai o interesse dos alunos ● A atividade torna o aluno protagonista de sua própria aprendizagem
  36. 36. Referências bibliográficas GARCIA, C.B.; IMBERNON, R.A.L., LACERDA, R.A.; Desenvolvimento de recursos didáticos para o ensino de geociências para a banca das ciências e experimentoteca da EACH/USP.Terrae Didática 10- 3: 331 -335, 2014. IMBERNONM R.A.L.; TOLEDO, M.C.M.; HONORIO, K.M.; TUFAILE, A.P.B., VARGAS, R.R.S.; CAMPANA, P.J.; FALCONI, S.; INFANTE-MALAQUIAS, M.E; 2009. Experimentação e Interatividade (Hand's on) no Ensino de Ciências: a prática na práxis pedagógica, Experiências em Ensino de Ciências. LUZ, R. M. D.; BRISK, S. J. Aplicação didática para o ensino de Geografia Física através da construção e utilização de maquetes interativas. Anais..10º Encontro Nacional de Prática de Ensino em Geografia. Porto Alegre, agosto/setembro, 2009. Disponível em: <http://www.agb.org.br/XENPEG/artigos/GT/GT4/tc4%20(27).pdf>. Acesso em: junho de 2013. RITTER. A.M.; A VISUALIZAÇÃO NO ENSINO DE GEOMETRIA ESPACIAL: POSSIBILIDADES COM O SOFTWARE CALQUES 3D. Dissertação de Mestrado elaborada junto ao Programa de Pós - Graduação em Ensino de Matemática, pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino de Matemática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2011. SALAZAR, J.V.F.; VITA, A.C.; ALMEIDA, T.C.S. VISUALIZAÇÃO EM GEOMETRIA ESPACIAL: UMA ABORDAGEM USANDO CABRI 3D Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 2º Simpósio Internacional de pesquisa em Educação Matemática, São Paulo, 2008 TEIXEIRA, W., TOLEDO, M.C.M.; FAIRCHILD, T., TAIOLI, F (Orgs.) 2010. Decifrando a Terra. São Paulo, Oficina de Textos. 568p.

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