Tríplice aspecto da doutrina espírita

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O que é de fato a Doutrina Espírita: uma ciência ou uma religião? A questão filosófica não se discute, pois lhe é intrínseca. versão 3.

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  • José Reis, grato. Veja tb: Espiritismo, princípios, práticas e provas. Muita paz!!
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  • Meu irmão! Esta apresentação elucidativa é o que faltava na Comunidade Espírita Paz e Luz - Timóteo-MG para apresentação aos nossos confrades que ainda não possui conhecimento da Doutrina com maior facilidade. Muito Obrigado! Que Jesus o Abençoe e ilumine para continuar trabalhando em sua Seara de Luz.EH
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Tríplice aspecto da doutrina espírita

  1. 1. Tríplice AspectoTríplice Aspecto dada Doutrina EspíritaDoutrina Espírita
  2. 2. O que é o Espiritismo?
  3. 3. A obra O que é o Espiritismo?, em sua pri- meira edição, foi publicada em 15 de julho de 1859. (Revista Espírita 1859, p. 263).
  4. 4. No “Preâmbulo” (Prefácio) dessa obra, lemos essa explicação de Kardec: “Para responder, desde já e sumariamente, à pergunta formulada no título deste opúsculo, diremos que: O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciên- cia de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas rela- ções que se estabelecem entre nós e os Espí- ritos; como filosofia compreende todas as consequências morais que dimanam dessas mesmas relações. ==>
  5. 5. Podemos defini-lo assim: O Espiritismo é uma ciência que trata da na- tureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corpo- ral.” (KARDEC, O que é o Espiritismo).
  6. 6. “[…] Apliquei a essa nova ciência, como até então o tinha feito, o método da experimen- tação; nunca formulei teorias preconcebidas; observava atentamente, comparava, deduzia as consequências; dos efeitos procurava re- montar às causas pela dedução, pelo enca- deamento lógico dos fatos, não admitindo co mo válida uma explicação, senão quando ela podia resolver todas as dificuldades da ques- tão. Foi assim que sempre procedi em meus trabalhos anteriores, desde a idade de quinze a dezesseis anos.” (KARDEC, O que é o Espiritismo).
  7. 7. “Seu verdadeiro caráter é, pois, o de uma ciência e não de uma religião; e a prova dis- so é que ele conta entre os seus aderentes homens de todas as crenças, que por esse fato não renunciaram às suas convicções […].” (KARDEC, O que é o Espiritismo).
  8. 8. Na Revista Espírita 1860, mês setembro, Kardec discorrendo sobre “O maravilhoso e sobrenatural”, a certa altura, diz: “[…] Ora, o Espiritismo, que toca nas mais graves questões da Filosofia, em todos os se- tores da ordem social, que abrange ao mes- mo tempo o homem físico e o homem moral, é em si mesmo toda uma Ciência, toda uma Filosofia, que não podem ser adquiridas em apenas algumas horas. […].” (KARDEC, O Livro dos Médiuns, cap. II, item 13 – Lake). (Kardec transcreveu esse artigo em o Cap. II, de O Livro dos Médiuns, razão pela qual o coloco como fonte)
  9. 9. “A Doutrina Espírita é ciência, filosofia e religião. Se tirarmos a religião, o que é que fica? [...] fica um corpo sem coração, se tirarmos a ciência fica um corpo sem cabeça e se tirarmos a filosofia fica um corpo sem membros.” (Site Editora Vinha de Luz)
  10. 10. 1) Técnicas de investigação foram usadas pa ra comprovar a veracidade dos fenômenos espíritas (Ciência); O tríplice aspecto no estudo ... 2) Com base na revelação dos resultados (verdades), foram formuladas questões de elevado teor filosófico (Filosofia); 3) Verificou-se que a aplicação daquelas ver- dades podem ser utilizadas na transfor- mação moral do Homem (Religião);
  11. 11. “O Espiritismo apoia-se sobre fatos. Esses fa- tos, de acordo com o raciocínio e uma lógica rigorosa, dão à Doutrina Espírita o caráter de positivismo que convém à nossa época.” (KARDEC, Viagem Espírita em 1862).
  12. 12. “[…] se a religião se mostra impotente para sustar a incredulidade, é que lhe falta algu- ma coisa na luta. […]. O que lhe falta neste século de positivismo, em que se procura compreender antes de crer, é, sem dúvida, a sanção de suas doutri- nas por fatos positivos, assim como a concor dância das mesmas com os dados positivos da Ciência. Dizendo ela ser branco o que os fatos dizem ser negro, é preciso optar entre a evidência e a fé cega.” (KARDEC, O Céu e o Inferno).
  13. 13. Positivismo: fil sistema criado por Auguste Comte 1798-1857 que se propõe a ordenar as ciências experimentais, considerando-as o modelo por excelência do conhecimento hu- mano, em detrimento das especulações me- tafísicas ou teológicas; comtismo.(HOUAISS).
  14. 14. “Princípios positivistas O positivismo defende a ideia de que o co- nhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro. De acordo com os positivistas somente pode-se afirmar que uma teoria é correta se ela foi comprovada através de métodos científicos válidos. Os positivistas não consideram os conheci- mentos ligados as crenças, superstição ou qualquer outro que não possa ser compro- vado cientificamente. Para eles, o progresso da humanidade depende exclusivamente dos avanços científicos.” (Site SUA PESQUISA).
  15. 15. “[…] Tendo-me as circunstâncias posto em relação com outros médiuns, sempre que se apresentava ocasião eu a aproveitava para propor algumas das questões que me pare- ciam mais espinhosas. Foi assim que mais de dez médiuns prestaram concurso a esse tra- balho. Da comparação e da fusão de todas as respostas, coordenadas, classificadas e mui- tas vezes retocadas no silêncio da medita- ção, foi que elaborei a primeira edição de O Livro dos Espíritos, entregue à publicidade em 18 de abril de 1857.” (KARDEC, Obras Póstu- mas).
  16. 16. Allan Kardec, “o bom senso encarnado”, na expressão do astrônomo Camille Flammarion (1842-1925), sempre seguiu essa prudente orientação de Erasto: “Na dúvida, abstém-te, diz um de vossos an tigos provérbios; não admitais, pois, senão o que vos é de uma evidência certa. Desde que uma opinião nova surge, por pouco que ela vos pareça duvidosa, passai-a pelo crivo da razão e da lógica; o que a razão e o bom sen so reprovam, rejeitai-o ousadamente; mais vale repelir dez verdades, do que admitir uma única mentira, uma única teoria falsa. […].” (KARDEC, Revista Espírita 1861).
  17. 17. “[…] Disso resulta que, para tudo o que está fora do ensino exclusivamente moral, as reve lações que alguém possa obter são de cará- ter individual, sem autenticidade, e devem ser consideradas como opiniões pessoais des te ou daquele Espírito, sendo imprudente aceitá-las e propagá-las levianamente como verdades absolutas.” (KARDEC, O Evangelho Segun- do o Espiritismo). “[…] para nós a opinião de um Espírito, qual- quer que seja o nome que traga, não tem se- não o valor de uma opinião individual; nosso critério está na concordância universal, corro borada por uma rigorosa lógica.” (KARDEC, Re- vista Espírita 1866).
  18. 18. “[…] a opinião de um Espírito sobre um prin- cípio qualquer não é considerada pelos Espí- ritos senão como uma opinião individual, que pode ser justa ou falsa, e não tem valor se- não quando é sancionada pelo ensino da maioria, dado sobre os diversos pontos do globo. Foi esse ensino universal que fez o que ele é, e que fará o que será. Diante des- se poderoso critério, caem necessariamente todas as teorias particulares que sejam o produto de ideias sistemáticas, seja de um homem, seja de um Espírito isolado. Uma ideia falsa pode, sem dúvida, agrupar ao seu redor alguns partidários, mas não prevalece- rá jamais contra aquela que é ensinada por toda a parte.” (KARDEC, Revista Espírita 1865).
  19. 19. “Esta universalidade do ensino dos Espíritos faz a força do Espiritismo, e é ao mesmo tem po a causa de sua tão rápida propagação. […] É uma vantagem de que não pôde gozar nenhuma das doutrinas aparecidas até hoje. Se portanto, o Espiritismo é uma verdade, ele não teme nem a má vontade dos ho- mens, nem as revoluções morais, nem as transformações físicas do globo, porque ne- nhuma dessas coisas pode atingir aos Espíri- tos.” (KARDEC, O Evangelho Segundo o Espiritismo).
  20. 20. “A concordância no ensino dos Espíritos é por tanto o seu melhor controle, mas é ainda ne- cessário que ela se verifique em certas con- dições.” (KARDEC, O Evangelho Segundo o Espiritismo). Só se poderá dizer que passou pelo Controle Universal aquilo em que se observou esses três indispensáveis pontos de controle: 1º controle: o da lógica e o da razão; 2º controle: o da unanimidade de opinião da maioria dos Espíritos; 3º controle: concordância das revelações vin das por vários médiuns, estranhos uns aos outros e de várias localidades.
  21. 21. “Esse controle universal é uma garantia para a unidade futura do Espiritismo, e anulará to- das as teorias contraditórias. É nele que, no futuro, se procurará o criterium da verdade.” (KARDEC, O Evangelho Segundo o Espiritismo). “O princípio da concordância é ainda uma ga- rantia contra as alterações que, em proveito próprio, pretendessem introduzir no Espiritis- mo as seitas que dele quisessem apoderar- se, acomodando-o à sua maneira.” (KARDEC, O Evangelho Segundo o Espiritismo).
  22. 22. _______ Metapsíquica - (do gr. meta - além + psikê - alma + suf.). Ciência estabelecida e estruturada por Charles Richet, destinada a estudar os fenômenos que transcendiam à Psicologia e que fugiam ao domínio físico da ciência dita materialista. (http://www.guia.heu.nom.br/metapsiquica.htm) Com Charles Richet, professor da Faculdade de Medicina de Paris, prêmio Nobel de Fisiolo- gia ou Medicina de 1913, a par- te científica é desmembrada, vindo a transformar-se em uma nova ciência: Metapsíquica, que é a atual Parapsicologia. No ano de 1922, Richet publica a obra “Tratado de Metapsíquica”.
  23. 23. Dessa obra do Prof. Richet, transcrevemos o seguinte trecho: “Pode-se pois definir a Me- tapsíquica: uma ciência que tem por objeto a produção de fenômenos, mecânicos ou psicológicos, devidos a forças que parece serem inteligentes ou a poderes desconhecidos, latentes na inteligência humana.” (RICHET, Tratado de Metapsíquica).
  24. 24. Charles Richet dividiu os fenômenos espíritas em quatro períodos distintos: “1º - período mítico, que vai até Mesmer (1778). 2° - período magnético, que vai de Mesmer às irmãs Fox (1847). 3° - período espirítico, que vai das irmãs Fox a William Crookes (1847-1872). 4° - período científico, que começa com William Crookes (1872).” (RICHET, Tratado de Metapsíquica).
  25. 25. “Parapsicologia, vem do grego 'para' [além de], 'psique' [al- ma, espírito, mente, essência] e 'logos' [estudo, ciência, es- sência cósmica] e sugere o sig nificado etimológico de tudo que está 'além da psique', 'além da psicologia' ou mais especificamente, o que está além e, portanto inclui a psi- que e a psicologia. […]. ==>J. B. Rhine: foi parapsicólogo da Uni- versidade de Duke, em Durham, no estado da Carolina do Norte, nos EUA.
  26. 26. Pode ser compreendida, a partir de um pon- to de vista estrito senso, como o estudo de alegações paranormais e associados à expe- riência humana, ou seja, as interações sen- soriais e motoras que aparentemente não são geradas por nenhum mecanismo ou agen te físico conhecido. Esses fenômenos tam- bém são conhecidos como fenômenos para- normais ou fenômenos Psi. O termo 'Parapsi- cologia', criado em 1889 pelo psicólogo Max Dessoir, foi adotado pelo Dr. Joseph Banks Rhine em 1930 como um substituto para os termos Metapsíquica e 'Pesquisa Psíquica'." (WIKIPÉDIA).
  27. 27. Princípios Fundamentais 1 - Deus “Deus é espírito, e os que o adoram, devem adorar em espírito e verdade.” (João 4:24). “Inteligência suprema, causa primária de to- das as coisas.” (LE 1 - Que é Deus?) “Eterno, imutável, imaterial, único, onipoten- te, soberanamente justo e bom.” (LE 13 - sobre os atributos de Deus).
  28. 28. Princípios Fundamentais 2 – Jesus “E eis que uma voz dos céus dizia: Este é Meu filho amado em que Me comprazo.” (Mateus 3:17). “A mulher disse: 'Sei que um Messias deve vir – aquele que é chamado Cristo. Quando vier, ele nos ensinará todas as coisas'. Jesus declarou: 'Eu sou o Cristo, eu que estou fa- lando contigo'.” (João 4:25-26). “Guia e modelo mais perfeito para o ho- mem.” (LE 625 - Qual é o tipo mais perfeito, que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo?).
  29. 29. Princípios Fundamentais 3 - Espírito “O anjo do Senhor dirigiu a Filipe estas palavras: 'Tu irás rumo ao Sul, pela estrada que desce de Jerusa- lém a Gaza. Ela está deserta'. Filipe partiu imediata- mente. Ora, vinha chegando um etíope, eunuco e alto funcio-nário na corte de Candace, rainha da Etiópia […] Ele tinha ido a Jerusalém para adorar a Deus. Agora voltava, lendo o profeta Isaías, sentado em sua carruagem. O espírito disse a Filipe: 'Aproxima-te e acompanha essa carruagem'.” (Atos 8:26-29). “Ser inteligente da criação.” (LE 76 - Que definição se pode dar dos Espíritos?). “Criado simples e ignorante.” (LE 115 - Entre os Espí- ritos, alguns foram criados bons e outros maus?).
  30. 30. Princípios Fundamentais 4 - Perispírito “Semeia-se corpo natural ressuscita corpo espiritual, se há corpo natural, há também corpo espiritual.” (I Coríntios 15:44). “Substância semimaterial que serve de pri- meiro envoltório ao espírito e liga a alma ao corpo.” (item 3º, LE 135 - Existe no homem outra coisa que a alma e o corpo?). “Tem a forma que o espírito queira.” (LE 95 - O envoltório semimaterial do Espírito tem for mas determinadas e pode ser perceptível?).
  31. 31. Princípios Fundamentais 5 - Evolução “Tenho ainda muitas coisas a vos dizer, mas não podeis compreender agora. Quando ele, o Espírito da Verdade, vier, os conduzirá à verdade completa.” (João 16:12-13). “Portanto, sede perfeitos como vosso Pai ce- leste é perfeito.” (Mateus 5:48). “São os próprios Espíritos que se melhoram e, melhorando-se, passam de uma ordem inferior para outra mais elevada.. (LE 114 - Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que se
  32. 32. Princípios Fundamentais 6 - Livre-arbítrio “Convocou então o povo com seus discípulos e lhes disse: 'Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga- me.'” (Mateus 16:24). “O homem tem a liberdade de pensar e de agir. Sem o livre-arbítrio, ele seria máquina.” (LE 843 - O homem tem o livre arbítrio dos seus atos?)
  33. 33. Princípios Fundamentais 7 - Causa e efeito “Mas Jesus lhe disse: 'Embainha de novo tua espa da! Porque todos aqueles que usam da espada, pe- la espada morrerão!'.” (Mateus 26:52). “Não vos enganeis: De Deus não se zomba. Cada um vai colher aquilo mesmo que semeia.” (Gálatas 6:7). “Deus tem suas leis a regerem todas as vossas ações. Se a violais, vossa é a culpa. A punição é o resultado da infração da lei.” (LE 964 - Deus tem necessidade de se ocupar de cada um dos nossos atos para nos recompensar ou nos punir, e a maio- ria desses atos não são insignificantes para ele?).
  34. 34. Princípios Fundamentais 8 - Reencarnação “A isto respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.” (João 3:3). “Consiste em admitir para o espírito muitas existências sucessivas.” (LE 171 - Sobre que está baseado o dogma da reencarnação?). “Para expiação e melhoramento progressivo da humanidade. Sem isto, onde a justiça?” (LE 167 - Qual é o objetivo da reencarna- ção?).
  35. 35. Princípios Fundamentais 9 - Pluralidade dos mundos habitados “Na casa de meu Pai há muitas moradas.” (João 14:2). “São habitados todos os globos que se mo- vem no espaço e o homem terreno está lon- ge de ser, como supõe, o primeiro em inte- ligência, em bondade e em perfeição.” (LE 55 - Todos os globos que circulam no espaço são habitados?).
  36. 36. Princípios Fundamentais 10 - Imortalidade da Alma “E quanto a ressurreição dos mortos, não les tes o que vos foi dito por Deus: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó? Ele é o Deus não dos mortos, mas dos vivos.” (Mateus 22:31-32). “Então Jesus clamou em alta voz: Pai nas tuas mãos entrego e meu espírito.” (Lucas 23:46). “A existência dos espíritos não tem fim: é tu- do o que podemos, por agora, dizer.” (LE 83- Os espíritos têm fim?).
  37. 37. Princípios Fundamentais 11 - Vida Futura “Respondeu Jesus: o meu reino não é desse mundo.” (João 18:36). “O sentimento de uma existência melhor re- side no foro íntimo de todos os homens. A vida futura implica a conservação da nossa individualidade, após a morte.” (LE 959 - De onde vem ao homem o sentimento instintivo da vida futura?).
  38. 38. Princípios Fundamentais 12 - Plano Espiritual “Agora porém aqui, ele está consolado. Tu, em tormentas.” (Lucas 16:25). “No instante da morte, a alma volta a ser es- pírito, isto é, volve ao mundo dos espíritos, donde se apartara momentaneamente.” (LE 149 - Em que se torna a alma no instante da morte?). “Os espíritos estão por toda parte.” (LE 87 - Os espíritos ocupam uma região determinada e circunscrita no Espaço?).
  39. 39. Princípios Fundamentais 13 - Mediunidade “Então Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és Simão, porque não foi a carne e o sangue que to revelou, mas meu Pai que está nos Céus.” (Mateus 16:17). “Faculdade inerente ao homem. Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos espíritos é, por esse fato, médium.” (LM 159 - Cap. XIV – Dos médiuns).
  40. 40. Princípios Fundamentais 14 - Influência dos Espíritos na nossa Vida “Jesus, vendo a multidão que se ajuntava, repre- endeu o espírito impuro, dizendo: ‘Espírito mudo e surdo, eu te ordeno, sai dele e não entres mais!.’” (Marcos 9:25). “Influem muito mais do imaginais. A tal ponto que de ordinário são eles que vos dirigem.” (LE 459 – Os Espíritos influem sobre os nossos pensa mentos e as nossas ações?). “Tendes muitos deles de contínuo ao vosso lado, observando-vos e sobre vós atuando, sem o per- ceberdes.” (LE 87 - Os Espíritos ocupam uma re- gião determinada e circunscrita no Espaço?).
  41. 41. Princípios Fundamentais 15 - Ação dos Espíritos na Natureza “E levantando-Se repreendeu o vento e o mar e fez-se grande bonança.” (Mateus 8:26). “Deus não exerce ação direta sobre a matéria.” (LE 536 - Os grandes fenômenos da Natureza, os que se considera como uma perturbação dos elementos, são devidos a causas fortuitas ou têm um fim provi- dencial?). “Os espíritos são uma das potências da natureza e os instrumentos de que Deus se serve para execu- ção dos seus desígnios providenciais.” (LE 87 - Os Espíritos ocupam uma região determinada e circuns crita no Espaço?). Fonte: Apostila da União Espírita Mineira
  42. 42. Ano 1868 Novas considerações de Kardec
  43. 43. Voltemos no tempo, ao ano de 1863. Pri- meiro em 9 de agosto, cerca de nove meses antes da publicação da obra A Imitação do Evangelho Segundo o Espiritismo, quando Kardec é informado do seu real objetivo: “Aproxima-se a hora em que te será neces- sário apresentar o Espiritismo qual ele é, mostrando a todos onde se encontra a ver- dadeira doutrina ensinada pelo Cristo. Apro- xima-se a hora em que, à face do céu e da Terra, terás de proclamar que o Espiritismo é a única tradição verdadeiramente cristã, a única instituição verdadeiramente divina e humana. […].” (ERASTO [provável], Obras Póstumas).
  44. 44. Na Revista Espírita 1863, mês de dezembro, Kardec fala sobre os períodos pelos quais passou e os que ainda passará o Espiritismo, que resumimos: – o primeiro, caracterizado pelas mesas giran tes, foi o da curiosidade; – o segundo, evidenciado pela publicação de O Livro dos Espíritos, foi o período filosófico; – o terceiro, destacado pelos ataques dos de- tratores, chamou-o de período de luta. A partir daí, transcrevemos as suas próprias palavras:
  45. 45. “A luta determinará uma nova fase do Espiri- tismo e conduzirá ao quarto período, que se- rá o período religioso; depois virá o quinto, período intermediário, consequência natural do precedente, e que receberá mais tarde sua denominação característica. O sexto e último período será o da renovação social, que abrirá a era do século vinte. […].” (KAR- DEC, Revista Espírita 1863).
  46. 46. Vejamos, ainda, esses dois trechos transcri- tos de O Evangelho Segundo o Espiritismo, publicado em abril 1864:  “Muitos pontos dos Evangelhos, da Bíblia e dos autores sacros em geral só são ininteli- gíveis, parecendo alguns até irracionais, por falta da chave que faculte se lhes apreenda o verdadeiro sentido. Essa chave está com- pleta no Espiritismo, como já o puderam re- conhecer os que o têm estudado seriamente e como todos, mais tarde, ainda melhor o reconhecerão. […].” (KARDEC, O Evangelho Segun- do o Espiritismo)
  47. 47.  “[O Espiritismo] Vem cumprir, nos tempos preditos, o que o Cristo anunciou e preparar a realização das coisas futuras. Ele é, pois, obra do Cristo, que preside, conforme igual- mente o anunciou, à regeneração que se opera e prepara o reino de Deus na Terra.” (KARDEC, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. I, item 7).
  48. 48. A 6 de janeiro de 1868, já dentro do ano que queremos destacar, argumentou Kardec: “O Espiritismo realiza, como ficou demonstrado, todas as condições do Consolador que Jesus pro meteu. […] É fruto do ensino coletivo dos Espíri- tos, ensino a que preside o Espírito de Verdade. Nada suprime do Evangelho: antes o completa e elucida. Com o auxílio das novas leis que revela, conjugadas essas leis às que a Ciência já desco- brira, faz se compreenda o que era ininteligível e se admita a possibilidade daquilo que a incre- dulidade considerava inadmissível. Teve precur- sores e profetas, que lhe pressentiram a vinda. Pela sua força moralizadora, ele prepara o rei- nado do bem na Terra.” (KARDEC, A Gênese).
  49. 49. Desse discurso (quase 5 meses antes da mor te de Kardec), extraímos o seguinte trecho: “O laço estabelecido por uma religião, qual- quer que lhe seja o objeto, é, pois, um laço essencialmente moral, que religa os cora- ções, que identifica os pensamentos, as aspi- rações, e não é somente o fato de compro- missos materiais, que se quebram à vontade, ou do cumprimento de fórmulas que falam aos olhos mais do que ao espírito. O efeito desse laço moral é de estabelecer entre aqueles que une, como consequência da co- munhão de objetivos e de sentimentos, a fra ternidade e a solidariedade, a indulgência e a benevolência mútuas. ==>
  50. 50. É nesse sentido que se diz também: a religi- ão da amizade, a religião da família. Se assim é, dir-se-á, o Espiritismo é, pois, uma religião? Pois bem, sim! sem dúvida, Senhores; no sentido filosófico, o Espiritis- mo é uma religião, e disto nos glorificamos, porque é a doutrina que fundamenta os la- ços da fraternidade e da comunhão de pen- samentos, não sobre uma simples conven- ção, mas sobre as bases mais sólidas: as próprias leis da Natureza. ==> ==>
  51. 51. Por que, pois, declaramos que o Espiritismo não é uma religião? Pela razão de que não há senão uma palavra para expressar duas ideias diferentes, e que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da de culto; que ela desperta exclusivamente uma ideia de forma, e que o Espiritismo não a tem. ==> ==>
  52. 52. Se o Espiritismo se dissesse religião, o pú- blico não veria nele senão uma nova edição, uma variante, querendo-se, dos princípios absolutos em matéria de fé; uma casta sa- cerdotal com um cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios; não o separaria das ideias de misticismo, e dos abusos con- tra os quais a opinião frequentemente é le- vantada. ==>
  53. 53. O Espiritismo, não tendo nenhum dos carac- teres de uma religião, na acepção usual da palavra, não se poderia, nem deveria se or- nar de um título sobre o valor do qual, ine- vitavelmente, seria desprezado; eis porque ele se diz simplesmente: doutrina filosófica e moral.” (KARDEC, Revista Espírita 1868).
  54. 54. "Podemos tomar o Espiritismo, simbolizado desse modo, como um triângulo de forças espi rituais. A Ciência e a Filosofia vinculam à Terra essa figura simbólica, porém a Religião é o ângulo divino que a liga ao Céu. No seu aspecto cien- tífico e filosófico a doutrina será sempre um campo nobre de investigações humanas, como outros movimentos coletivos, de natureza inte lectual, que visam o aperfeiçoamento da Huma nidade. No aspecto religioso, todavia, repousa a sua grandeza divina, por constituir a restau- ração do Evangelho de Jesus-Cristo, estabele- cendo a renovação definitiva do homem, para a grandeza do seu imenso futuro espiritual." (EMMANUEL, O Consolador).
  55. 55. Levando-se em conta essas informações, parti- cularmente estaremos, para todos os efeitos, considerando o Espiritismo como sendo uma re- ligião. Podemos ainda justificar nossa posição conside- rando que já se trata de algo institucionalizado, conforme se vê no seguinte gráfico de um órgão da Administração Pública Federal; trata-se do
  56. 56. Institucionalizado
  57. 57. Vejamos alguns pontos do Projeto 1868, pu- blicado em Obras Póstumas: “Estabelecer-se-ia um curso regular de Espi- ritismo, no intuito de desenvolver os princí- pios da ciência e de propagar o gosto pelos estudos sérios. O curso teria a vantagem de fundar a unidade de princípio, de fazer adep- tos esclarecidos, capazes de propagar as ideias espíritas e de desenvolver grande nú- mero de médiuns. Considero esse curso co- mo elemento de influência capital sobre o fu- turo do Espiritismo e sobre suas consequên- cias.” (KARDEC, Obras Póstumas - Lake).
  58. 58. Sobre o estudo, Kardec sempre destacava a necessidade de ser algo sério: “[…] o estudo de uma doutrina, qual a Dou- trina Espírita […], só pode ser feito com uti- lidade por homens sérios, perseverantes, li- vres de prevenções e animados de firme e sincera vontade de chegar a um resultado. […]. O que caracteriza um estudo sério é a conti- nuidade que se lhe dá. […] Quem deseje tor- nar-se versado numa ciência tem que a estu- dar metodicamente, começando pelo princí- pio e acompanhando o encadeamento e o desenvolvimento das ideias. […].” (KARDEC, O Livro dos Espíritos, Introdução VIII).
  59. 59. Publicidade (Projeto 1868) “Uma publicidade em larga escala, feita nos jornais de maior circulação, levaria ao mundo inteiro, até às localidades mais distantes, o conhecimento das ideias espíritas, desperta- ria o desejo de aprofundá-las e, multiplican- do-lhes os adeptos, imporia silêncio aos de- tratores, que logo teriam de ceder, diante do ascendente da opinião geral.” (KARDEC, Obras Póstumas).
  60. 60. Constituição do Espiritismo § IV – Comissão Central “Em lugar de um chefe único, a direção será cometida a uma comissão central perma- nente, cuja organização e atribuições serão determinadas, para nada haver de arbitrário. Essa comissão será composta no máximo de doze membros titulares, que reúnam certas condições, e de igual número de conselhei- ros. […]. A comissão nomeará anualmente o seu presidente. ==>
  61. 61. A autoridade do presidente será puramente administrativa; dirigirá as deliberações da comissão, superintenderá a execução dos trabalhos e a expedição dos negócios; mas fora das atribuições que lhe são conferidas pelos estatutos, nenhuma decisão dará sem o concurso da comissão, […]. A comissão central será portanto o verdadei- ro chefe do Espiritismo, chefe coletivo, que nada poderá sem a aquiescência da maioria. Suficientemente numeroso para se esclarecer pela discussão, não o será para produzir con- fusão.” (KARDEC, Obras Póstumas - Lake).
  62. 62. Algumas atribuições da Comissão Central: 2º Estudar princípios novos, suscetíveis de entrar no corpo doutrinário; 5º Manter, consolidar e estudar os laços de fraternidade entre os adeptos e as sociedades particulares nos diversos países; 7º Examinar e apreciar obras, artigos de jornais e de todos os escritos que interessem à doutrina e refutar os ataques, quando se derem; 8º Publicar obras fundamentais de doutrina, nas condições mais apropriadas para sua vulgariza- ção. […].” (KARDEC, Obras Póstumas - Lake).
  63. 63. Além do repeito à crença alheia, devemos também respeitar os rituais que seus adeptos praticam.
  64. 64. Texto recomendado: “Religião Espírita, é o que, de fato, é o Espiritismo” Disponível em www.paulosnetos.net, Categoria Ebook, pelo link: http://www.paulosnetos.net/index.php/viewcategory/10-ebook
  65. 65. Referências bibliográficas: KARDEC, A. A Gênese. Rio de Janeiro: FEB, 2007. KARDEC, A. Obras Póstumas. Rio de Janeiro: FEB, 2006. KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB, 1982. KARDEC, A. O que é o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB, 2001. KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB, 2007. KARDEC, A. O Livro dos Médiuns. Rio de Janeiro: FEB, 2007. KARDEC, A. O Livro dos Médiuns. São Paulo: Lake, 2006. KARDEC, A. O Céu e o Inferno. Rio de Janeiro: FEB, 2007. KARDEC, A. Viagem Espírita em 1862. Matão, SP: O Clarim, 2000. KARDEC, A. Revista Espírita 1860. Araras, SP: IDE, 2000. KARDEC, A. Revista Espírita 1861. Araras, SP: IDE, 1993f. KARDEC, A. Revista Espírita 1863. Araras, SP: IDE, 2000b. KARDEC, A. Revista Espírita 1865. Araras, SP: IDE, 2000c. KARDEC, A. Revista Espírita 1866. Araras, SP: IDE, 1993i KARDEC, A. Revista Espírita 1868. Araras, SP: IDE, 1993j. RICHET, C. Tratado de Metapsíquica (Tomo I). São Paulo: LAKE, 2008. XAVIER, F. C. O Consolador. Rio de Janeiro: FEB, 1986. União Espírita Mineira. Evangelho e Espiritismo. Belo Horizonte: UEM, 1981. INSTITUTO ESPÍRITA BEZERRA DE MENEZES – Tríplice aspecto, disponível em http://www.iebm.org.br/?pg=triplice Federação Espírita Brasileira – Tríplice aspecto, disponível em http://www.febnet.org.br/ba/file/Esde/Banco%20de%20Aulas/Fundamental %20I%20-%20Modulo%20I%20-%20Roteiro%203%20- %20%5B2008%5DEuzebio.ppt
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  68. 68. Site: www.paulosnetos.net Email: paulosnetos@gmail.com Versão 3

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