Viagem Espírita em 1862

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Palestra realizada na FERN, em 22/07/2012, em comemoração ao sesquicentenário da Viagem Espírita de Kardec.

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Viagem Espírita em 1862

  1. 1. Place des Terreaux (século XIX)
  2. 2. DADOS TÉCNICOS• 3ª Viagem de Kardec (3/5)• DURAÇÃO: ~ 07 Semanas• REALIZAÇÃO: Outono/Inverno de 1862• DISTÂNCIA PERCORRIDA: 693 léguas (~4574 km)*• Nº DE REUNIÕES: Mais de 50 (cinquenta)• CUSTOS: Assumidos integralmente por Kardec.
  3. 3. Place des Terreaux (século XIX)
  4. 4. SUMÁRIO • Prefácio • Impressões Gerais• Discursos pronunciados nas reuniões gerais dos espíritas de Lyon e Bordeaux • Discurso I • Discurso II • Discurso III • Instruções particulares dadas aos Grupos, em resposta a algumas das questões propostas • Projeto de Regulamento para o uso de Grupos e pequenas Sociedades Espíritas
  5. 5. Place des Terreaux (século XIX)
  6. 6. 1. Albi LOCAIS VISITADOS2. Angoulème3. Avignon4. Bordeaux5. Cette6. Lyon7. Marcherssur-Garon8. Marennes9. Marmande10. Montpellier11. Orléans12. Provins13. Rochefort14. Royan15. Saint Gemme16. Sens17. St. Jean d´Angély18. St. Pierre d´Oléron19. Toulouse20. Tours21. Troyes
  7. 7. OBJETIVOS"(...) nossa viagem tinha um duplo objetivo: darinstruções onde estas fossem necessárias e, ao mesmotempo, nos instruirmos. Queríamos ver as coisas com osnossos próprios olhos, para julgar do estado real daDoutrina e da maneira pela qual ela é compreendida;estudar as causas locais favoráveis ou desfavoráveis aoseu progresso, sondar as opiniões, apreciar os efeitos daoposição e da crítica e conhecer o julgamento que se fazde certas obras. Estávamos desejosos, sobretudo, deapertar a mão de nossos irmãos espíritas e de lhesexprimir pessoalmente a nossa mui sincera e vivasimpatia, retribuindo as tocantes provas de amizade quenos dão em suas cartas (...)” (KARDEC)
  8. 8. AVALIAÇÃO• Satisfatória e instrutiva pelas observações colhidas;• Há ainda muito o que fazer, mas as dificuldades devem ser vistas como estímulos.“O resultado nos deu grande satisfaçãomoral sob o duplo aspecto dasobservações colhidas e da constataçãodos imensos progressos doEspiritismo.” (Revista Espírita, Nov/1862) “O primeiro resultado que pudemos constatar foi o imenso progresso das crenças espíritas.”
  9. 9. AVALIAÇÃO“Sob vários pontos de vista,nossa viagem foi muitosatisfatória e, sobretudo, muitoinstrutiva pelas observaçõesque recolhemos. Se pudessemrestar algumas dúvidas quantoao caráter irresistível damarcha da Doutrina e àimpotência dos ataques, sobrea sua influência moralizadora,sobre o seu futuro, o quevimos bastaria para dissipá-las."
  10. 10. IMPORTÂNCIA DA OBRA• O contato com o Codificador, suas palavras, impressões;• É como se pudéssemos realizar a mesma viagem com Kardec ao nosso lado, desfrutando de sua presença e dos ensinamentos colhidos na fonte do codificador (Movimento Espírita).• É uma oportunidade renovada de aprender com o exemplo de Kardec. Seu esforço e dedicação ao movimento espírita nascente são convites que permanecem vivos 150 anos depois...
  11. 11. IMPORTÂNCIA DA OBRA“A Viagem Espírita em 1862 é obra em que, desingular maneira, o ‘homem’ Allan Kardec se nosrevela com sua consciência histórica e, em súbitosclarões, permite que o vejamos bem próximo denós, o ser que já realizou o que intentamos, isto é, asubstancial reforma interior que, só ela, possibilitaa mágica interação: a criatura vivendo noEspiritismo, o Espiritismo vivendo na criatura.”(Wallace Leal, prefácio da Edição da Casa Editora O Clarim)“Muitos, no entanto, ignoram as dificuldades que Kardecenfrentou para que a Doutrina Espírita se tornasseconhecida e praticada naqueles tempos tão difíceis doséculo XIX, justamente por não compulsarem outrosescritos que ele deixou, enfocando de maneirasurpreendente suas diretrizes para o Movimento Espírita.”
  12. 12. IMPRESSÕES GERAIS DE KARDEC• Imenso progresso na adesão ao Espiritismo principalmente em Lyon e Bordeaux.• O Espiritismo penetra em localidades onde era desconhecido em parte pela ação dos opositores e em outra pelo desejo de investigação e estudo dos habitantes locais.• A natureza das ocupações dos habitantes e certas peculiaridades locais podem dificultar a penetração do Espiritismo que fica mais no plano individual.
  13. 13. • A difusão espírita parte das classes mais instruídas ou de mediana cultura para as mais populares.• A nobreza se apresenta quase sempre como “simpatizante”, só KARDEC considera que o mais importante é a qualidade e não quantidade e destaca a SERIEDADE, o enfoque filosófico, moral e instrutivo. Em nenhum lugar viu a diversão em torno da teoria e da prática espíritas.• Os grupos espíritas possuem, em sua generalidade, uma boa direção e neles reinam a ordem e o recolhimento.
  14. 14. • Realizou reuniões com mais de 600 (seiscentos) delegados na mais tranqüila ordem.• Não houve restrições por parte das autoridades e, sim, cortesia.• O número de médiuns multiplica e na maioria se tem os MÉDIUNS MORALISTAS. Predominam os psicógrafos e é cada vez menos o número de efeitos físicos.• As deserções identificam-se com os objetivos não atingidos pelos que buscavam apenas a dimensão fenomênica.
  15. 15. • Onde há maior harmonia entre irmãos de um grupo, as manifestações são mais instrutivas.• Declara-se satisfeito com a educação das crianças no seio de famílias espíritas e afirma que a Doutrina tende a desenvolver melhor os sentimentos, base da educação moral.• Registra a coragem de fé, o devotamento, o sacrifício dos confrades, sem qualquer outro objetivo que não a busca da finalidade essencial do Espiritismo : suas conseqüências morais.
  16. 16. • Destaca o caráter progressivo da Doutrina identificado nas próprias mensagens mas chama a atenção para as condições favorecedoras de uma prática mediúnica verdadeira : FÉ VIVA, SENTIMENTOS PUROS E DESINTERESSE MORAL (abnegação, humildade, ausência de pretensões orgulhosas e de personalismo).• Identifica em uma localidade Médiuns interesseiros e profissionais e comenta seus prejuízos.• Recolhe casos de obsessão que mais tarde registraria na Revue Spirite.
  17. 17. ALGUMAS PALAVRAS DE KARDEC“O Espiritismo tem por divisa: Fora da caridadenão há salvação, o que significa dizer: Fora dacaridade não há verdadeiros espíritas. Concito-vosa inscrever, doravante, esta dupla máxima em vossabandeira, porque ela resume ao mesmo tempo afinalidade do Espiritismo e o dever que ele impõe.”
  18. 18. ALGUMAS PALAVRAS DE KARDEC“Tais são, caros irmãos espíritas, os conselhos quetenho a vos dar. A confiança que houvestes por bem meconceder é uma garantia de que eles produzirão bonsfrutos. Os bons Espíritos que vos assistem vos dizemtodos os dias as mesmas coisas, mas julguei um deverapresentá-las em conjunto, para melhor ressaltar assuas consequências. Venho, pois, em nome deles,lembrar-vos a prática da grande lei de amor e defraternidade que em breve deverá reger o mundo e nelefazer reinarem a paz e a concórdia, sob o estandarte dacaridade para com todos, sem acepção de seitas, decastas, nem de cores.”
  19. 19. Em resposta aos críticos, enfatiza : O Espiritismo “é, sobretudo, todo ele, uma questão de princípios. Ele é forte principalmente por suas consequências morais; ele se faz aceito não porque fecha os olhos mas porque toca os corações.”
  20. 20. igor.mateus@oi.com.br frassis_pereira@yahoo.com.br MUITOOBRIGADO eBOA LEITURA!

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