Da Lei de Reprodução

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Das leis morais, constante de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec
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Da Lei de Reprodução

  1. 1. LLivroivro TTerceiroerceiro Das Leis Morais Capítulo IV Da Lei de Reprodução
  2. 2. Definição
  3. 3. Reprodução - dá-se este nome à série de processos pelos quais os seres vivos transmi- tem a vida a novos indivíduos e asseguram a continuação das espécies. A reprodução dos seres vivos se faz através de outro preexis- tente. Pode ser assexuada ou agâmica e se- xuada ou singâmica. ==>
  4. 4. Na reprodução assexuada é uma célula ou um aglomerado celular que se destaca do indivíduo produtor, tornando-se independen- te, para dar início a um novo ser semelhante ao primeiro. ==>
  5. 5. Na reprodução sexuada a célula (esperma tozoide) se destaca de um ser vivo e junta- se a uma outra célula (óvulo). Os óvulos for- mam-se no organismo feminino e os esper- matozoides no organismo masculino. Quando os dois órgãos existem no mesmo indivíduo diz-se que ele é hermafrodita; estando em indivíduos separados a espécie é unissexua- da, como se dá com a espécie humana e os animais superiores. (Enciclopédia Didática de Infor- mação e Pesquisa Educacional, citada por Sérgio Biagi Gre- gório)
  6. 6. a) População do globo
  7. 7. Tendo em vista que a população do globo é sempre crescente, poder-se-ia pensar que, num certo momento no futuro, ela tornar-se- ia excessiva na Terra; porém, como “Deus a isso provê e mantém sempre o equilíbrio” (LE, q. 687) isso não deverá se realizar. Ademais é bom não nos esquecermos de que absolutamente nada escapa ao controle do Criador, uma vez que “todos os cabelos de vossas cabeças estão contados” (Mt 10,30).
  8. 8. O economista britânico Thomas Robert Mal- thus (1766-1834), considerado o pai da de- mografia, desenvolveu sua teoria para o con- trole do aumento populacional, conhecida co- mo malthusianismo. Demografia: ciência que investiga as populações hu- manas (em aspectos como natalidade, produção econô- mica, migração, distribuição étnica etc.) sob uma pers- pectiva quantitativa. (HOUAISS)
  9. 9. Malthus observou que o crescimento popula- cional, entre 1650 e 1850, dobrou decorren- te do aumento da produção de alimentos, das melhorias das condições de vida nas ci- dades, do aperfeiçoamento do combate as doenças, das melhorias no saneamento bási- co, e os benefícios obtidos com a Revolução Industrial, fizeram com que a taxa de morta- lidade declinasse, ampliando assim o cresci- mento natural. Em razão disso concluiu que: alimentos ==> progressão aritmética; população ==> progressão geométrica.
  10. 10. Progressão aritmética: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14,... Progressão geométrica: 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, 256, 512, 1024,...
  11. 11. Preocupado com o crescimento populacional acelerado, Malthus publica em 1798 uma sé- rie de ideias alertando a importância do con- trole da natalidade, afirmando que o bem es- tar populacional estaria intimamente relacio- nado com crescimento demográfico do plane- ta. Malthus alertava que o crescimento desor denado acarretaria na falta de recursos ali- mentícios para a população gerando, como consequência, a fome, que inevitavelmente seria uma realidade caso não houvesse um controle imediato da natalidade.
  12. 12. A solução defendida por Malthus foi: a) a sujeição moral de retardar o casa- mento; b) a prática da castidade antes do casa- mento, e c) ter somente o número de filhos que se pudesse sustentar.
  13. 13. b) Sucessão e aperfeiçoamento das raças
  14. 14. Quando da Codificação Espírita, a Ciência con siderava que a humanidade se constituía de quatro raças: amarela (Ásia), negra (África), branca (Europa) e vermelha (América). (KAR- DEC, A Gênese) Hoje, definiu-se que a raça humana é uma só; porém, constituída de etnias diferentes. Kardec, ao tratar do aperfeiçoamento das ra- ças, mesmo inserido no contexto científico de sua época, jamais advogou qualquer tipo de discriminação racial. Quando ele contava com apenas 24 anos de idade disse: ==>
  15. 15. “Certamente, não está no meu pensamento, nem nos meus princípios, desprezar ninguém, e menos ainda de rebaixar o nascimento de quem quer que seja, pois nenhuma classe tem o privilégio exclusivo de dar à sociedade homens esti- máveis; […].” (INCONTRI e GRZYBOWSK, Kardec Educador – Textos pedagógicos, p. 66)(300 páginas)
  16. 16. Pode-se, também ver que os Espíritos Supe- riores, envolvidos no processo da Codifica- ção Espírita, consideravam que as raças “pertencem todas à grande família humana, qualquer que tenha sido o tronco primitivo de cada uma […].” (KARDEC, LE, q. 690)
  17. 17. Raça: 1. O conjunto dos ascendentes e descendentes duma família, tribo ou povo, com origens comuns; 2. O conjunto de indivíduos cujas características corporais são semelhantes e transmitidas por hereditarie- dade, embora possam variar dum indivíduo para outro; […]. (AURÉLIO) Etnia: Antrop. População ou grupo social que apresenta homogeneidade cultural, comparti-lhando história e origem comuns. (AURÉLIO)
  18. 18. O aperfeiçoamento dos corpos, como conse- quência natural do progresso evolutivo, tanto físico quanto moral, a que os homens estão sujeitos, é algo inevitável. E pela miscigenação dos povos (etnias, ou qualquer nome que se queira dar), acabará, provavelmente, produzindo, ao longo dos tempos, um novo biótipo compatível com o seu estágio evolutivo.
  19. 19. c) Obstáculos à reprodução
  20. 20. Obstáculos à reprodução - os naturais - os provocados pela ação do homem
  21. 21. Sabemos que inúmeros homens e mulheres têm, na infertilidade, um impedimento natu- ral quanto à reprodução; sem generalizar, muitos deles são Espíritos que se comprome- teram sobremaneira perante a justiça divina.
  22. 22. Mas será justo que um casal coloque obstáculo à reprodução ou será que o “crescei e multiplicai-vos” deve ser aplicado ao pé da letra?
  23. 23. “Deus concedeu ao homem, sobre todos os seres vivos, um poder de que ele deve usar para o bem, mas não abusar. Pode, pois, re- gular a reprodução de acordo com as neces- sidades, mas não deve entravá-la desneces- sariamente.” (LE, 693-a)
  24. 24. Pessoalmente, acreditamos que os elevados compromissos, que nós pais temos perante os filhos, não nos permitem, hoje em dia, ter mui tos filhos. Antigamente era comum encontrar- se casal com 10, 12, 15 e até mais filhos. Será que teríamos condições de dar vida digna a uma prole desse tamanho? É em razão disso que, na atualidade, muitos casais elaboram uma programação familiar estabelecendo quan tos filhos irão ter.
  25. 25. O que jamais se deve fazer é… “[…] obstar à reprodução, para satisfação da sensualidade […], isso prova a predominân- cia do corpo sobre a alma e quanto o homem é material.” (KARDEC, LE, q. 694 - miscelânea)
  26. 26. d) Casamento
  27. 27. “A palavra casamento vem do latim medieval (casamentu) e significa ato solene – festejos formalizados por leis e costumes – de união entre duas pessoas de sexos diferentes atra- vés da legitimação religiosa e/ou civil.” (JERRI ALMEIDA e SILVANO MARQUES, Família: frente e verso)
  28. 28. “A união livre dos sexos pertence ao estado de natureza. O casamento constitui um dos primeiros atos de progresso nas sociedades humanas, porque estabelece a solidariedade fraterna e se encontra entre todos os povos, embora em condições diversas. A abolição do casamento seria, pois, regredir à infância da Humanidade e colocaria o homem abaixo mesmo de certos animais que lhe dão o exemplo de uniões constantes.” (KARDEC, LE, q. 696)
  29. 29. “Mas, na união dos sexos, a par da lei divina material, comum a todos os seres vivos, há outra lei divina imutável como todas as leis de Deus, exclusivamente moral: a lei de amor. Quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se lhes transmitisse aos filhos e que fossem dois, e não um somente, a amá- los, a cuidar deles e a fazê-los progredir. […].” (KARDEC, ESE, cap. XXII)
  30. 30. “[…] Casamento é compromisso e compro- misso gera, evidentemente, responsabilida- de. Pelo reencontro de almas, que se endivida- ram entre si, casamento é, sobretudo, en- sejo de reabilitação e progresso. […].” (MARTINS PERALVA, O pensamento de Emmanuel)
  31. 31. “No capítulo das afeições terrenas, o casar ou não casar está fora da vontade dos seres hu- manos? O matrimônio na Terra é sempre uma resultan te de determinadas resoluções tomadas na vi- da do Infinito, antes da reencarnação dos Espí ritos, seja por orientação dos mentores mais elevados […], ou em consequência de compro- missos livremente assumidos pelas almas, an- tes de suas novas experiências no mundo; ra- zão pela qual os consórcios humanos estão pre vistos na existência dos indivíduos, no quadro escuro das provas expiatórias ou no acervo de valores das missões que regeneram e santifi- cam.” (EMMANUEL, O Consolador, q. 179)
  32. 32. As principais funções do casamento são:As principais funções do casamento são: Formação do lar: Através do casamento haverá a formação do grupo familiar, permitindo que novos Espíri- tos mergulhem nos fluidos do planeta, para avançarem em sua fieira evolutiva. A poliga- mia permitiria a reprodução, mas sem estru- tura do lar, indispensável ao crescimento es- piritual da criatura. ==>
  33. 33. As principais funções do casamento são:As principais funções do casamento são: Permuta afetiva: A instituição do casamento vai tornar harmô- nica e sadia a relação entre os casais, permi-tindo a troca de valores energéticos, através da permuta de vibrações simpáticas. ==>
  34. 34. As principais funções do casamento são:As principais funções do casamento são: Aprimoramento sexual: O casamento é um dos elementos mais efe- tivos no burilamento do instinto sexual. Com o passar dos anos, haverá um natural arre-fecimento do interesse sexual entre os côn-juges, e eles estarão aprendendo a se ali-mentarem do afeto do parceiro através de métodos mais espiritualizados. Aprende, igualmente, o casal a conduzir a sua energia erótica para outras atividades, sublimando a sua função hedonista. (IDE, Curso Básico de Espiri-tismo)
  35. 35. “Martins Peralva [Estudando a Mediunidade] apre- senta uma divisão didática dos diferentes tipos de casamento em 5 tipos distintos:
  36. 36. “Martins Peralva [Estudando a Mediunidade] apre- senta uma divisão didática dos diferentes tipos de casamento em 5 tipos distintos: Afins: São aqueles formados por parceiros simpáticos, afins, onde há uma verdadeira afeição da alma. Geralmente, eles sobrevivem à morte do corpo e mantém-se em encarnações diversas. Pouco comuns na Terra.
  37. 37. “Martins Peralva [Estudando a Mediunidade] apre- senta uma divisão didática dos diferentes tipos de casamento em 5 tipos distintos: Afins: São aqueles formados por parceiros simpáticos, afins, onde há uma verdadeira afeição da alma. Geralmente, eles sobrevivem à morte do corpo e mantém-se em encarnações diversas. Pouco comuns na Terra. Transcendentais: São casamentos afins entre almas enobrecidas, que juntas, vão dedicar-se a obras de grande valor para a Humanidade.
  38. 38. Provacionais: São uniões entre almas mutuamen- te comprometidas, que estão juntas para pacifica- rem as consciências ante erros graves perpetrados no passado e simultaneamente desenvolverem os valores da paciência, da tolerância e da resignação. São os mais comuns. Sacrificiais: São aqueles que se caracterizam por uma grande diferença evolutiva entre os cônjuges. Um Espírito de mais alta envergadura que aceita o consórcio com outro menos adiantado para ajudá-lo em seu progresso espiritual. Acidentais: São os casamentos que não foram pro gramados no mundo espiritual. Obedecem apenas à afeição física, sem raízes na afetividade sincera. (Apostila-IDE, Juiz de Fora)
  39. 39. Provacionais: São uniões entre almas mutuamen- te comprometidas, que estão juntas para pacifica- rem as consciências ante erros graves perpetrados no passado e simultaneamente desenvolverem os valores da paciência, da tolerância e da resignação. São os mais comuns. Sacrificiais: São aqueles que se caracterizam por uma grande diferença evolutiva entre os cônjuges. Um Espírito de mais alta envergadura que aceita o consórcio com outro menos adiantado para ajudá-lo em seu progresso espiritual. Acidentais: São os casamentos que não foram pro gramados no mundo espiritual. Obedecem apenas à afeição física, sem raízes na afetividade sincera. (IDE, Curso Básico de Espiritismo)
  40. 40. Provacionais: São uniões entre almas mutuamen- te comprometidas, que estão juntas para pacifica- rem as consciências ante erros graves perpetrados no passado e simultaneamente desenvolverem os valores da paciência, da tolerância e da resignação. São os mais comuns. Sacrificiais: São aqueles que se caracterizam por uma grande diferença evolutiva entre os cônjuges. Um Espírito de mais alta envergadura que aceita o consórcio com outro menos adiantado para ajudá-lo em seu progresso espiritual. Acidentais: São os casamentos que não foram pro gramados no mundo espiritual. Obedecem apenas à afeição física, sem raízes na afetividade sincera. (IDE, Curso Básico de Espiritismo)
  41. 41. e) Divórcio
  42. 42. “[…] Nas condições ordinárias do casamento, a lei de amor é tida em consideração? De mo do nenhum. Não se leva em conta a afeição de dois seres que, por sentimentos recípro- cos, se atraem um para o outro, visto que, as mais das vezes, essa afeição é rompida. O de que se cogita, não é da satisfação do co- ração e sim da do orgulho, da vaidade, da cupidez, numa palavra: de todos os interes- ses materiais. […].” (KARDEC, ESE, cap. XXII)
  43. 43. “Nem a lei civil, porém, nem os compromis- sos que ela faz se contraiam podem suprir a lei de amor, se esta não preside à união, re- sultando, frequentemente, separarem-se por si mesmos os que à força se uniram. […] Daí as uniões infelizes […] que se evitariam se, ao estabelecerem-se as condições do matri- mônio, se não abstraísse da única que o san- ciona aos olhos de Deus: a lei de amor. […].” (KARDEC, ESE, cap. XXII)
  44. 44. “Se a união das pessoas pelos laços do casa- mento é precedida por interesses materiais, pelo furor das paixões ou pelo jogo das con- veniências, é uma realidade destinada ao fra-casso, visto que a lei de amor não foi cogita-da. Tais ligações, com o passar do tempo, após as ilusões dos primeiros momentos, permi- tirão que entre os consortes se estabeleçam antipatias mútuas que, com o desgaste natu- ral, cristalizar-se-ão em relações inamisto- sas.” (FRANCISCO DE MONTE ALVERNE. Florilégios Espiri- tuais)
  45. 45. “A satisfação pura e simples dos instintos, no matrimônio, leva os cônjuges […] a uma sa- turação recíproca e a um isolacionismo, que logo deterioram o relacionamento conjugal, fazendo que o matrimônio decline e degrade. Indispensável construir uma consciência res- ponsável por meio da educação moral, do- méstica e social das criaturas, para que o ma trimônio mereça pelo menos um pouco mais de respeito, antes de se assumir o compro- misso, que logo, por leviandade, se dissolve- rá.” (FRANCISCO DE MONTE ALVERNE, Florilégios Espiri- tuais)
  46. 46. “O divórcio é lei humana que tem por objeto separar legalmente o que já, de fato, está separado. Não é contrário à lei de Deus, pois que apenas reforma o que os homens hão feito e só é aplicável nos casos em que não se levou em conta a lei divina. […].” (KARDEC, ESE, Cap. XXII)
  47. 47. “Partindo do princípio de que não existem uniões conjugais ao acaso, o divórcio, a rigor, não deve ser facilitado entre as criaturas. É aí, nos laços matrimoniais definidos nas leis do mundo, que se operam burilamentos e reconciliações endereçadas a precisa subli- mação da alma.” (EMMANUEL, Vida e Sexo)
  48. 48. “Quanto ao divórcio, somos de parecer que não deva ser facilitado ou estimulado entre os ho- mens, porque não existem na Terra uniões con- jugais, legalizadas ou não, sem vínculos graves no princípio da responsabilidade assumida em comum. Mal saídos do regime poligâmico, os homens e as mulheres sofrem-lhe ainda as sugestões ani- malizantes e, por isso mesmo, nas primeiras di- ficuldades da tarefa a que foram chamados, cos tumam desertar-se dos postos de serviço em que a vida os situa, alegando imaginárias incom patibilidades e supostos embaraços, quase sem- pre atribuíveis ao desregrado narcisismo de que são portadores.” (ANDRÉ LUIZ, Evolução em dois mun- dos)
  49. 49. f) Celibato
  50. 50. “[…] O casamento, isto é, a união permanen- te de dois seres […] é um progresso na mar- ca da Humanidade.” (KARDEC, LE, q. 695) Portanto, levando-se em conta a Natureza, o que se espera é que o indivíduo se case e não que se conserve no celibato. Celibato: O estado de uma pessoa que se mantém solteira. (AURÉLIO)
  51. 51. O celibato voluntário representa um estado de perfeição meritório aos olhos de Deus? “Não, e os que assim vivem, por egoísmo, de sagradam a Deus e enganam o mundo.” (KAR- DEC, LE, q. 698)
  52. 52. “[…] Mas, se o celibato, em si mesmo, não é um estado meritório, outro tanto não se dá quando constitui, pela renúncia às alegrias da família, um sacrifício praticado em prol da Humanidade. Todo sacrifício pessoal, tendo em vista o bem e sem qualquer ideia egoísta, eleva o homem acima de sua condição mate- rial.” (KARDEC, LE, q. 699)
  53. 53. g) Programação familiar
  54. 54. “É preciso se reconheça que o lar não é um estabelecimento destinado a reproduzir seres humanos em série, mas sim um santuário- escola onde os pais devem pontificar como plasmadores de nobres caracteres, incutindo nos filhos, a par do amor a Deus, uma vivên- cia sadia, pautada nos princípios da Moral e da Justiça, de modo que se tornem elemen- tos úteis a si mesmos, à família e à socieda- de.” (RODOLFO CALLIGARIS, As Leis Morais)
  55. 55. “01 - Como deve ser o planejamento da fa- mília? R.: – Planejamento familiar é o núme- ro de filhos de cada um dos grupos familiares que constituem uma comunidade humana, controle feito através de métodos naturais (tabelinha, ovulação e temperatura), méto- dos artificias (preservativo, espermicidas, dia fragma, pílula anticoncepcional, bem como a laqueadura de trompa e a vasectomia). A fa- mília deve ser programada, a fim de que constitua e se multiplique com equilíbrio, vi- vência proveitosa e salutar experiência cole- tiva. […].” (GILMAR ALVES BARBOSA, Planejamento Fa- miliar)
  56. 56. “O homem pode e deve programar a família que deseja e lhe convém ter: número de filhos, período propício para a maternidade, nunca, porém, se eximirá aos imperiosos resgates a que faz jus, tendo em vista o seu próprio passado. Melhor usar o anticonceptivo do que abor- tar...” (JOANNA DE ÂNGELIS, S.O.S. Família)
  57. 57. “Os filhos, porém, não são realizações fortui- tas, decorrentes de circunstâncias secundá- rias, na vida. Procedem de compromissos aceitos antes da reencarnação pelos futuros progenitores, de modo a edificarem a família de que necessitam para a própria evolução. É-lhes lícito adiar a recepção de Espíritos que lhes são vinculados, impossibilitando mesmo que se reencarnem por seu intermédio.” (JOANNA DE ÂNGELIS, S.O.S. Família)
  58. 58. h) Poligamia e Monogamia
  59. 59. Poligamia: 1 união conjugal de uma pessoa com várias outras; 2 soc costume socialmen- te aceito em certas sociedades que permite esse tipo de união. (HOUAISS) Monogamia: 1 regime ou costume em que é imposto ao homem ou à mulher ter apenas um cônjuge, enquanto se mantiver vigente o seu casamento. (HOUAISS)
  60. 60. “Qual das duas, a poligamia ou a monoga- mia, é mais conforme à lei da Natureza? A poligamia é lei humana cuja abolição mar- ca um progresso social. O casamento, segun- do as vistas de Deus, deve fundar-se na afei- ção dos seres que se unem. Na poligamia não há afeição real, há apenas sensualida- de.” (KARDEC, LE, q. 701)
  61. 61. “Se a poligamia fosse conforme à lei da Na- tureza, deveria tornar-se universal, o que seria materialmente impossível, consideran- do-se a igualdade numérica dos sexos. A po- ligamia deve ser considerada como um uso ou legislação particular apropriada a certos costumes, e que o aperfeiçoamento social faz que desapareça pouco a pouco.” (KARDEC, LE, q. 701)
  62. 62. “Apesar de, nos dias atuais, existirem povos que ainda adotam a poligamia, como as popu lações muçulmanas do Norte da África e gran de parte dos asiáticos, a tendência, por força do progresso moral, é a total abolição dessa prática.” (FEB, ESDE – Programa III)
  63. 63. i) O aborto
  64. 64. “Reconhece-se duas formas de aborto: o aborto espontâneo e o provocado. O aborto espontâneo é aquele que se verifica contra a vontade dos pais, dependente de enfermida- des maternas ou fetais. O aborto provocado ou criminoso, como o próprio nome indica, se deve a uma ação física ou primária provoca-da pelos pais, ou por outrem, com o objetivo de destruir o feto intrauterino. Há uma forma de aborto espontâneo que, na realidade, ante a Lei Divina, apresenta-se co- mo criminoso.” (IDE, Curso Básico de Espiritismo)
  65. 65. “Em Missionários da Luz, o diretor Apuleio denomina-o de aborto inconsciente, onde a destruição do feto não se efetivará através de ações físicas ou químicas, mas em conse- quência de descargas mentais deletérias da mãe, ou de situações de extremo conflito no lar, pondo dificuldades magnéticas ao desen- volvimento da gestação.” (IDE, Curso Básico de Es- piritismo)
  66. 66. “[…] Uma mãe, ou qualquer outra pessoa, cometerá crime sempre que tirar a vida de uma criança antes do nascimento, pois está impedindo uma alma de suportar as provas de que serviria de instrumento o corpo que estava se formando.” (KARDEC, LE, q. 358) “O aborto somente não será um crime nos casos em que o nascimento da criança colo- car em perigo a vida da mãe, aí “É preferível sacrificar o ser que ainda não existe a sacrifi- car o que já existe.” (KARDEC, LE, q. 359)
  67. 67. “Admitimos seja suficiente uma breve medi- tação em torno do aborto delituoso, para re- conhecermos nele um dos grandes fornece- dores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões.” (EMMANUEL, Vida e Sexo) Etiologia: estudo das causas das doenças. (HOUAISS) Patologia: qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. (HOUAISS)
  68. 68. Referências bibliográficas: ALMEIDA, J. R. e MARQUES, S. F. Família: frente e verso. Porto Alegre: Francisco Spinelli, 2009. CALLIGARIS, R. As leis morais. Rio de Janeiro: FEB, 1989. FEB. ESDE – Programa III – Leis Morais. Rio de Janeiro: FEB, s/d. FRANCO, D. P. Florilégios Espirituais. Araras-SP: IDE, 1981. FRANCO, D. P. S.O.S. Família. Salvador: LEAL, 2000. INCONTRI, D. e GRZYBOWSKI, P. Kardec Educador - Textos pedagógicos. Bragança Paulista, SP: Comenius, 2005. KARDEC, A. A Gênese. Rio de Janeiro: FEB, 2007e. KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB, 1982. KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB, 2006. XAVIER, F. C. Evolução em dois mundos. Rio de Janeiro: FEB, 1987. XAVIER, F. C. Missionários da Luz. Rio de Janeiro: FEB, 1986 XAVIER, F. C. Nos domínios da mediunidade. Rio de Janeiro: FEB, 1987. XAVIER, F. C. O Consolador. Rio de Janeiro: FEB, 1986. XAVIER, F. C. Vida e Sexo. Rio de Janeiro: FEB, 2010. PERALVA, M. O pensamento de Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 1987. IDE. Apostila Curso Básico de Espiritismo, Juiz de Fora, MG: IDE, 2009.
  69. 69. http://gecasadocaminhosv.blogspot.com.br http://www.espiritismo.net/familia/planejamento/textos/planejamento_f amiliar.html http://cespjoaobatista.com.br http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Malthus http://www.radioboanova.com.br http://www.domthome.com.br http://www.refletireamar.com.br
  70. 70. Imagens População: http://thoth3126.com.br/wp-content/uploads/2015/01/popula %C3%A7ao-mundial-cresce-crescimento.jpg Raças https://heidinnevropa.files.wordpress.com/2016/04/girl-with-neanderthal- representation.jpg?w=670 Raça e etnia: http://www.significados.com.br/raca/ Obstáculos: http://images.slideplayer.com.br/11/3326739/slides/slide_19.jpg Mulher grávida: http://image.shutterstock.com/display_pic_with_logo/625411/104630531/stock- vector-pregnant-naked-woman-silhouette-illustration-104630531.jpg O 3 Franciscos: http://www.igreja-catolica.com/celibato/celibato.jpg, http://3.bp.blogspot.com/- 4K5uQvtjg14/T499HYQFSGI/AAAAAAAACBs/O8KdVriG_lM/s1600/Chico+Xavier.jpg e http://info.abril.com.br/images/materias/2013/09/thumbs/thumb-66048090951- papa-francisco-resized.jpg Casamento: http://www.unidosnafe.com.br/wp- content/uploads/2012/06/Noivinhos.jpg Poligamia: http://4.bp.blogspot.com/- Exg8BfJTy6U/TdsKmfx7_XI/AAAAAAAAAW8/ZE9HAPlm010/s1600/polygamy.gif Monogamia: http://sol.sapo.pt/photos/boogie4/images/1097787/259x335.aspx Planejamento familiar: http://lh3.ggpht.com/- VeeFAMNwHkA/TyMe1MEP2BI/AAAAAAAABh8/NieLy8EX28E/ScreenShot001%25255B 1%25255D.jpg Aborto, não: http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/11/Capa- Droga.jpg Papa Francisco: http://catolicasfrases.com.br/wp-content/uploads/frase-papa- francisco-sobre-aborto.png
  71. 71. Site: www.paulosnetos.net E-mail: paulosnetos@gmail.com Versão 4

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