Retorno à vida corporal 1,5h

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estudo sobre o processo da reencarnação, qual é o seu objetivo.

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Retorno à vida corporal 1,5h

  1. 1. RETORNORETORNO À VIDAÀ VIDA CORPORALCORPORAL
  2. 2. “Os Espíritos só entram na vidaOs Espíritos só entram na vida corpórea para se aperfeiçoarem,corpórea para se aperfeiçoarem, para se melhorarem.para se melhorarem.” (KARDEC, LE, q. 385)
  3. 3. O Livro dos EspíritosO Livro dos Espíritos Cap. VII RETORNO À VIDA CORPORAL
  4. 4. Prelúdio da volta
  5. 5. 330. Os Espíritos sabem a época em que re- encarnarão? “Eles a presentem, como o cego sente o fogo de que se aproxima. Sabem que têm de re- tomar um corpo, como sabeis que tendes de morrer um dia, mas ignoram quando isso acontecerá.”
  6. 6. “Uma grande parte dos Espíritos que reen- carnam pressentem o dia da volta, se ainda não o sabem. Para tanto, temos um sentido que nos faz entender o que pode acontecer conosco como o temos de que existe um Ser Superior que comanda todos.” (MIRAMEZ, Filo- sofia Espírita).
  7. 7. Objetivo da reencarnação
  8. 8. 330-a. Então, a reencarnação é uma necessi- dade da vida espiritual, como a morte é uma necessidade da vida corpórea? “Certamente; assim é.”
  9. 9. “A encarnação é necessária ao duplo progres so moral e intelectual do Espírito: ao progres so intelectual pela atividade obrigatória do trabalho; ao progresso moral pela necessida- de recíproca dos homens entre si. A vida so- cial é a pedra de toque das boas ou más qua lidades.” (Revista Espírita 1865 e O Céu e o Inferno, cap. III, item 8).
  10. 10. 331. Todos os Espíritos se preocupam com a sua reencarnação? “Há os que não pensam nela de modo algum, que nem mesmo a compreendem. Depende de sua natureza mais ou menos adiantada. Para alguns, a incerteza em que se acham em relação ao seu futuro é uma punição.”
  11. 11. “Já encontramos muitos que imploraram a volta ao corpo e sentem prazer em tal via- gem, sabendo que é pelas vidas sucessivas que se melhora espiritualmente. As variações são muitas, no quadro das vidas múltiplas. Outros são ainda mais cuidadosos: pedem um preparo alongado, de maneira a não ser- virem de motivo de escândalo no percorrer da vida na Terra.” (MIRAMEZ, Filosofia Espírita)
  12. 12. 333. Se um Espírito se considerasse bastante feliz numa condição mediana entre os Espíri- tos errantes, e não ambicionasse elevar-se, poderia prolongar indefinidamente esse esta- do? “Indefinidamente, não. Cedo ou tarde, o Es- pírito sente a necessidade de progredir. To- dos têm que se elevar; esse é o destino de todos.”
  13. 13. 332. O Espírito pode antecipar ou retardar o momento da sua reencarnação? “Pode antecipá-lo, solicitando-o por um dese-jo ardente. Pode igualmente retardá-lo, recu-ando diante da prova, pois entre os Espíritos também há covardes e indiferentes; mas não o faz impunemente, visto que sofre com isso, como aquele que recusa o remédio salutar que o pode curar.”
  14. 14. Escolha e a ligação com o corpo
  15. 15. 334. A união da alma a este ou àquele corpo é predestinada ou só no último momento é feita a escolha do corpo que ela tomará? “O Espírito é sempre designado previamente. Tendo escolhido a prova que deseja sofrer, ele pede para reencarnar. Ora, Deus, que tu- do sabe e tudo vê, já sabia com antecedên- cia que tal alma se uniria a tal corpo.”
  16. 16. 335. O Espírito pode escolher o corpo em que deve encarnar ou somente o gênero de vida que lhe servirá de prova? “Pode também escolher o corpo, pois as im- perfeições que este apresente representam provas que o auxiliarão a progredir, se ven- cer os obstáculos que delas lhe advenham. O Espírito pode pedir, mas a escolha nem sem- pre depende dele.”
  17. 17. “[…] Os rolos brancos que condu- zem são pequenos mapas de formas orgâni- cas, elaborados por orientadores de nosso plano, especializados em conhecimentos bio- lógicos da existência terrena. Conforme o grau de adiantamento do futuro reencarnan- te e de acordo com o serviço que lhe é desig- nado no corpo carnal, é necessário estabele- cer planos adequados aos fins essenciais.” (XAVIER, Missionários da Luz) O nobre instrutor Alexandre expli ca a André Luiz, o que são os ro- los brancos de substância seme- lhante ao pergaminho terrestre, que vários irmãos empunhavam:
  18. 18. Um pouco mais à frente, Silvério, que se pre- parava para nova encarnação, em diálogo com seu instrutor, disse-lhe: “– Pode informar se o meu modelo está pron to? – Creio que poderá procurá-lo amanhã – tor- nou Manassés, bem disposto –; já fui obser- var o gráfico inicial e dou-lhe parabéns por haver aceitado a sugestão amorosa dos ami- gos bem orientados, sobre o defeito da per- na. Certamente, lutará você com grandes di- ficuldades nos princípios da nova luta, mas a resolução lhe fará grande bem. §]=>
  19. 19. – Sim – disse o outro, algo confortado –, preciso defender-me contra certas tentações de minha natureza inferior e a perna doente me auxiliará, ministrando-me boas preocu- pações. Ser-me-á um antídoto à vaidade, uma sentinela contra a devastação do amor- próprio excessivo. – Muito bem! – respondeu Manassés, franca- mente otimista. – E pode informar-me ainda a média de tem- po conferida à minha forma física futura? – Setenta anos, no mínimo – redarguiu meu novo companheiro, contente.” (XAVIER, Missioná- rios da Luz)
  20. 20. Algo bem interessante vem aparecendo dos estudos da reencarnação, seja pela lembrança espontânea ou da regressão de memória: Carol Bowman (1950- ) Escritora e terapeuta norte-americana, pesquisadora da reencarnação com fo- co em crianças.
  21. 21. “[…] Os estudos de casos sugerem que os atri- butos físicos fazem parte do pacote que o es- pírito seleciona para alcançar o que precisa aprender em sua próxima existência. Escolher um corpo com alguma incapacidade, por exem plo, pode acelerar o desenvolvimento da alma pelo fato de lhe dar a oportunidade de apren- der a vencer obstáculos ou de se concentrar no desenvolvimento intelectual. Já um belo cor po pode trazer lições sobre vaidade e aparên- cia. A escolha envolve o equilíbrio específico, e a necessidade de ter determinadas caracterís- ticas físicas. […].” (CAROL BOWMAN, O amor me trou- xe de volta)
  22. 22. 335-a. Poderia o Espírito no último momen- to, recusar o corpo que havia escolhido? “Se recusasse, sofreria muito mais do que a- quele que não tivesse tentado nenhuma pro- va.”
  23. 23. 337. A união do Espírito a determinado corpo pode ser imposta por Deus? “Pode ser imposta do mesmo modo que as diferentes provas, sobretudo quando o Espí- rito ainda não está apto para escolher com conhecimento de causa. Por expiação, o Es- pírito pode se constrangido a se unir ao cor- po de determinada criança que, pelo seu nas cimento e pela posição que venha a ocupar no mundo, poderá tornar-se para ele um ins- trumento de castigo.”
  24. 24. O processo reencarnatório
  25. 25. 339. O momento da encarnação é acompa- nhado de perturbação semelhante à que o Espírito experimenta ao desencarnar? “Muito maior e, sobretudo, mais longa. Pela morte, o Espírito sai da escravidão; pelo nas- cimento, entra para ela.”
  26. 26. “Os espíritos superiores, através da mediuni- dade, elucidam aos homens o mecanismo da Reencarnação, ou seja, como se opera a uni- ão do espírito com o corpo físico que permite o retorno do espírito à vida material na Ter- ra, para onde, diariamente, são reconduzidos milhares de seres em evolução.” (FLÁVIO BAS- TOS, Programação Reencarnatória).
  27. 27. “[…] Grande percentagem de reencarnações na Crosta se processa em moldes padroniza- dos para todos, no campo de manifestações puramente evolutivas. Mas outra percenta- gem não obedece ao mesmo programa. Ele- vando-se a alma em cultura e conhecimento, e, consequentemente, em responsabilidade, o processo reencarnacionista individual é mais complexo, fugindo à expressão geral, como é lógico. […].” (XAVIER, Missionários da Luz)
  28. 28. FASES DA REENCARNAÇÃO Não existem dois processos de reencarnação absolutamente iguais, mas podemos, dida- ticamente, separar em fases, jamais estan- ques, os momentos sucessivos que acom- panham o mergulho do Espírito na carne. André Luiz, em Missionários da Luz, estuda a reencarnação de Segismundo mostrando-nos como se desenvolve uma encarnação do tipo semivoluntária.
  29. 29. 1ª Fase: Planejamento reencarnatório Esta fase desenvolve-se no plano espiritual, onde o reencarnante ao lado de seus mento- res vai planejar a sua futura reencarnação. Lembra Kardec que são planejados apenas os grandes lances da existência, aqueles que podem realmente influir no destino da cria- tura.
  30. 30. O casamento, os filhos, a profissão, o tempo médio de vida na Terra e as principais doen- ças cármicas são nessa fase bem determi- nados. Mostra-nos também André Luiz que detalhes mais importantes do futuro corpo podem ser determinados nesse período. São os mapas cromossômicos, descritos pelo au- tor, que traduzem a herança genética do pai e da mãe e que irão determinar as caracte- rísticas hereditárias do reencarnante.
  31. 31. 2ª Fase: Contato fluídico com os pais É a fase em que o reencarnante, em conta-to mais íntimo com os futuros pais, vai pre- parando-se para a nova existência. André Luiz diz que é uma fase importante, onde o Espírito mantém-se em processo de ligação fluídica direta com os pais. A medida que se intensifica semelhante aproximação, o reen- carnante vai perdendo os pontos de contato com a esfera espiritual.
  32. 32. 3ª Fase: Ligação do Espírito à matéria a) Redução Perispiritual: através de um processo magnético automático ou dirigido por técnicos espe- cializados, o Espírito passa a sofrer uma redução de corpo espiritual, por uma redução dos espaços inter- moleculares. Perde "maté- ria psi", e atingido uma pe- quena dimensão (no caso de Segismundo, o tama- nho de uma criança recém- nascida) vai ser acoplado ao centro genésico da mãe. ("matéria psi" é a ma- téria de que são cons- tituídas as entidades no plano espiritual, se gundo Hernani G. An- drade).
  33. 33. b) Seleção do Espermatozói- de: Acoplado ao centro gené- sico da futura mãe, o reencar- nante miniaturizado aguarda a relação sexual para desenca- dear a reencarnação propria- mente dita. Após a explosão dos espermatozoides, liberados na relação sexual (300 milhões), um deles será “esco- lhido” e devidamente magnetizado para vencer a corrida e alcançar a trompa de Falópio (apenas cer- ca de 100 a 300 mil chegam lá) onde está o óvulo. Essa magnetização do espermatozoide que deverá vencer a corrida é, muitas vezes, feita por técnicos da espiritualidade que selecionam o gameta que traz a carga genética apropriada, de acordo com os mapas cromossômicos, delineados anteriormente.
  34. 34. Quando o reencarnante, pelo seu passado, não faz jus a uma equipe especializada, o processo se desenvolve segundo os princípios da sintonia magnética. O perispírito do reencarnante, por sintonia, atrai o espermatozoide que melhor se adapte às suas necessidades evolutivas.
  35. 35. c ) Fecundação: o gameta masculino ao alcan- çar o terço superior da Trompa de Falópio vai encontrar o óvulo e fecundá-lo. Nesse exato momento, o Espírito reencarnante que se en- contra ajustado ao aparelho genital, liga-se magneticamente à célula ovo, não podendo mais ser substituído por outro Espírito.
  36. 36. 4ª Fase: Formação do feto Inicia-se com a fecundação e vai até o nascimento. Trata- se do período de múltiplas divisões celulares que vão dar origem ao embrião e lo- go depois ao feto. O reencarnante nesta fase está criando, através de seu perispírito, um campo magnético que vai atuar como molde onde as células físicas irão se ajustando. À semelhança de uma colmeia de abelhas que vai sendo paulatinamente preenchi- da, o corpo espiritual, como vigoroso modelo, atuará como ímã entre limalhas de ferro dando forma consistente ao futuro corpo físico.
  37. 37. O processo reencarna- tório, segundo André Luiz, não se completa com o nascimento, mas apenas aos 7 anos de idade, quando ocorre a plena integração do re- encarnante aos imple- mentos físicos. 5ª Fase: Adaptação à Vida
  38. 38. União da alma e do corpo
  39. 39. 344. Em que momento a alma se une ao cor- po? “A união começa na concepção, mas só se completa no momento do nascimento. Desde o instante da concepção, o Espírito designa- do para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai apertando até o instante em que a criança vê a luz. O grito, que então lhe escapa de seus lábios, anuncia que ele se conta no número dos vivos e dos servos de Deus.”
  40. 40. “Quando um Espírito tem de encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que mais não é do que uma expan- são do seu perispírito, o liga ao germe que o atrai por uma força irresistível, desde o mo- mento da concepção. À medida que o germe se desenvolve, o laço se encurta. Sob a influ- ência do princípio vito-material do germe, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula a molécula, ao cor po que se forma. §]=>
  41. 41. É por isso que se diz que o Espírito, por inter médio do seu perispírito, se enraíza, de certa maneira, nesse germe, como uma planta na terra. Quando o gérmen chega ao seu pleno desenvolvimento, a união é completa e então nasce o ser para a vida exterior. (A Gênese, Cap. XI, item 18)
  42. 42. “[…] A partir do instante da concepção, o Es- pírito começa a ser tomado de perturbação, que o adverte de que chegou o momento de começar nova existência; essa perturbação vai crescendo até o nascimento. Nesse inter- valo, seu estado é mais ou menos o de um Espírito encarnado durante o sono do corpo. […].” (O Livro dos Espíritos, q. 351)
  43. 43. 346. Que acontece ao Espírito se o corpo que ele escolheu morre antes de nascer? “Escolhe outro.” 346-a. Qual pode ser a utilidade dessas mor- tes prematuras? “As imperfeições da matéria são a causa mais frequentes dessas mortes.”
  44. 44. 347. Qual a utilidade de o Espírito encarnar num corpo que morre poucos dias depois de nascido? “O ser não tem consciência plena de sua exis tência. A importância da morte é quase nula. Muitas vezes, como já dissemos, é uma pro- va para os pais.”
  45. 45. 353. Uma vez que a união do Espírito ao cor- po só se completa definitivamente depois do nascimento, pode-se considerar o feto como dotado de alma? “O Espírito que o vai animar existe, de certo modo, fora dele. O feto não tem, a bem di- zer, uma alma, visto que a encarnação está apenas em via de operar-se. Acha-se, no mo mento, ligado à alma que virá a possuir.”
  46. 46. 354. Como se explica a vida intrauterina? “É a da planta que vegeta. A criança vive a vida animal. O homem possui em si a vida animal e a vida vegetal que, pelo seu nasci- mento, se completam com a vida espiritual.”
  47. 47. https://www.youtube.com/watch?v=kFKuzfTA4Kg
  48. 48. 357. Quais são para o Espírito as consequên- cias do aborto? “É uma existência nula e que ele terá de re- começar.”
  49. 49. 358. O aborto provocado é um crime, seja qual for a época da concepção? “Há crime toda vez que transgredis a Lei de Deus. Uma mãe, ou qualquer outra pessoa, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do nascimento, pois está impedindo uma alma de suportar as provas de que serviria de instrumento o corpo que estava se formando.”
  50. 50. 359. No caso em que o nascimento da crian- ça puser em perigo a vida da mãe dela, ha- verá crime em sacrificar a criança para salvar a mãe? “É preferível sacrificar o ser que ainda não existe a sacrificar o que já existe.”
  51. 51. Faculdades morais e intelectuais do homem
  52. 52. 361. Qual a origem das qualidades morais, boas ou más, do homem? São as do Espírito nele encarnado. Quanto mais puro é o Espírito, mais o homem é pro- penso ao bem.”
  53. 53. 361-a. Parece resultar daí que o homem de bem é a encarnação de um Espírito bom, e o homem vicioso a de um Espírito mau? “Sim, mas dizei antes que o homem vicioso é a encarnação de um Espírito imperfeito, pois, do contrário, poder-se-ia crer na existência de Espíritos sempre maus, a que chamais de mônios.”
  54. 54. 362. Qual no caráter dos indivíduos em que encarnam Espíritos travessos e levianos? “São indivíduos estouvados, maliciosos e, al- gumas vezes, maléficos.” 364. É o mesmo Espírito que dá ao homem as qualidades morais e da inteligência? “Certamente, e isso em virtude do grau de adiantamento a que tenha chegado. O ho- mem não tem em si dois Espíritos.”
  55. 55. 365. Por que alguns homens muito inteligen- tes, o que constitui indício de superioridade, são ao mesmo tempo profundamente vicio- sos? “É que os Espíritos encarnados nesses ho- mens ainda não são bastante puros, e por is- so cedem à influência de Espíritos piores do que eles. O Espírito progride numa marcha ascendente insensível, mas o progresso não se efetua simultaneamente em todos os sen tidos. Num período ele pode avançar em ci- ência; noutro, em moralidade.”
  56. 56. Influência do organismo
  57. 57. 367. Ao unir-se ao corpo, o Espírito se identi- fica com a matéria? “A matéria é apenas o envoltório do Espírito, como a roupa é o envoltório do corpo. Ao unir-se ao corpo, o Espírito conserva os atri- butos da natureza espiritual.”
  58. 58. 368. As faculdades do Espírito são exercidas com total liberdade após a sua união com o corpo? “O exercício das faculdades depende dos ór- gãos que lhes servem de instrumento. A gros seria da matéria as enfraquece.” 368-a. De acordo com isso, o envoltório ma- terial seria um obstáculo à livre manifestação das faculdades do Espírito, como um vidro opaco se opõe à livre emissão da luz? “Sim, é muito opaco.”
  59. 59. 369. O livre exercício das faculdades da al- ma está subordinado ao desenvolvimento dos órgãos? “Os órgãos são os instrumentos da mani- festação das faculdades da alma. Essa ma- nifestação se acha subordinada ao desen- volvimento e ao grau de perfeição desses mesmos órgãos, como a excelência de um trabalho está subordinada à qualidade da ferramenta.”
  60. 60. “O perispírito torna-se, portanto, um molde fluídico, elástico, que calca sua forma sobre a matéria. Daí dimanam as condições fisiológi- cas do renascimento. As qualidades ou defei- tos do molde reaparecem no corpo físico, que não é, na maioria dos casos, senão im- perfeita e grosseira cópia do perispírito.” (LÉON DENIS, Depois da Morte) Calcar: reproduzir ou tentar reproduzir fielmente (o que foi feito por outrem ou as características de alguém ou algo); copiar de. (HOUAISS). Dimanar: Brotar; derivar; emanar. (AURÉLIO).
  61. 61. “Precisamos recorrer ao perispírito, pois ele é que contém o desenho prévio, a lei onipo- tente que servirá de regra inflexível ao novo organismo, e que lhe assinará o lugar na es- cala morfológica, segundo o grau de sua evo lução no embrião que se executa essa ação diretiva. […].” (GABRIEL DELANNE, A Evolução Aní- mica)
  62. 62. “Para ser mais exato, é preciso dizer que é o próprio Espírito que modela o seu envoltório e o apropria às suas novas necessidades; aperfeiçoa-o e lhe desenvolve e completa o organismo, à medida que experimenta a ne- cessidade de manifestar novas faculdades; numa palavra, talha-o de acordo com a sua inteligência. Deus lhe fornece os materiais; cabe-lhe a ele empregá-los. […].” (A Gênese, Cap. XI - item 11)
  63. 63. Idiotismo, loucura
  64. 64. 371. Tem fundamento a opinião segundo a qual os cretinos e os idiotas teriam almas de natureza inferior? “Não. Eles têm almas humanas, muitas vezes mais inteligentes do que pensais, mas que sofrem da insuficiência dos meios de que dispõem para se comunicar, da mesma forma que o mudo sofre por não poder falar.”
  65. 65. 372. Qual é o objetivo da Providência ao cri- ar seres infelizes, como o cretino e os idio- tas? “São Espíritos em punição que habitam cor- pos de idiotas. Esses Espíritos sofrem pelo constrangimento que experimentam e pela impossibilidade em que estão de se mani- festarem por meio de órgãos não desenvol- vidos ou defeituosos.”
  66. 66. 372-a. Então não é exato dizer-se que os ór- gãos nada influem sobre as faculdades? “Nunca dissemos que os órgãos não têm in- fluência. Têm, e muito grande, sobre a mani- festação das faculdades, mas não produzem as faculdades: eis a diferença. Um bom mú- sico, com um instrumento ruim, não produzi- rá boa música, o que não o impede de ser bom músico.”
  67. 67. 373. Qual o mérito da existência de seres que, como os cretinos e os idiotas não po- dendo fazer o bem nem o mal, não podem progredir? “É uma expiação imposta pelo abuso que fi- zeram de certas faculdades. É uma pausa temporária.” 373-a. Assim, um corpo de idiota pode con- ter um Espírito que tenha animado um ho- mem de gênio em existência anteiror? “Sim. Às vezes a genialidade se torna um fla- gelo, quando dela o homem abusa.”
  68. 68. 375. Qual é a situação do Espírito na loucu- ra? “Quando em liberdade, o Espírito recebe di- retamente suas impressões e exerce direta- mente sua ação sobre a matéria, mas, quan- do encarnado, encontra-se em condições muito diferentes e na contingência de só o fazer com o auxílio dos órgãos especiais. Se uma parte ou conjunto desses órgãos for al- terado, sua ação ou suas impressões, no que diz respeito a tais órgãos, se interropem. §]=>
  69. 69. Se perde os olhos, fica cego; se o ouvido, torna-se surdo etc. Imagina agora que o ór- gão que preside às manifestações da inteli- gência e da vontada seja afetado ou modifi- cado, parcial ou totalmente, e te será fácil compreender que o Espírito, não tendo mais a seu serviço senão órgãos incompletos ou alterados, deve entrar num estado de pertur- bação do qual por si mesmo e no seu foro íntimo, tem perfeita consciência, mas cujo curso é incapaz de deter.”
  70. 70. 375-a. Então, é sempre o corpo e não o Espí- rito que está desorganizado? Sim, mas convém não perder de vista que, assim como o Espírito atua sobre a matéria, também esta reage sobre ele, dentro de cer- tos limites, e que o Espírito pode encontrar- se momentaneamente impressionado pela alteração dos órgãos pelos quais se manifes- ta e recebe as impressões. Pode acontecer, finalmente, quando a loucura já durou longo tempo, que a repetição dos mesmos atos aca be por exercer sobre o Espírito uma influên- cia de que ele só se libertará depois de se ha ver libertado completamente de toda impres- são material.”
  71. 71. A infância
  72. 72. “Considerando-se que o Espírito da criança já viveu, por que não se mostra, desde o nasci- mento, tal qual é? Tudo é sábio nas obras de Deus. A criança necessita de cuidados deli- cados, que somente a ternura materna lhe pode dispensar, ternura que se acresce da fraqueza e da ingenuidade da criança. Para uma mãe, seu filho é sempre um anjo e as- sim deveria ser, para cativar a sua solicitu- de. Ela não podeira dispensar-lhe o mesmo devotamento se, em vez da graça ingênua, deparasse nele, sob traços infantis, um cará- ter vil e as ideias de um adulto e, ainda me- nos, se viesse a conhecer o seu passado.” (ESE, Cap. VIII, item 4)
  73. 73. “A partir do nascimento, suas ideias reto- mam gradualmente seu impulso, à medida que os órgãos se desenvolvem, podendo-se dizer que, no curso dos primeiros anos, o Es- pírito é verdadeiramente criança, porque ideias que lhe formam o fundo do caráter ainda estão adormecidas. Durante o tempo em que seus instintos se conservam sonolen- tos, ele é mais flexível e, por isso mesmo, mais acessível às impressões que podem modificar a sua natureza e fazê-lo progredir, o que torna fácil a tarefa imposta aos pais.” (ESE, Cap. VIII, item 4)
  74. 74. Simpatia e antipatia terrenas
  75. 75. 386. Dois seres que se conheceram e se esti- maram podem encontrar-se em outra exis- tência corpórea e reconhecer-se? “Reconhecer-se, não; sentir-se atraídos um para o outro, sim. Frequentemente, ligações íntimas baseadas em sincera afeição não têm outra causa. Dois seres se aproximam um do outro devido a circunstâncias aparentemente fortuitas, mas que de fato resultam da atra- ção de dois Espíritos que se buscam por en- tre a multidão.”
  76. 76. 387. A simpatia tem sempre por princípio um conhecimento anterior? “Não. Dois Espíritos que se harmonizam se atraem naturalmente, sem que se tenham conhecido como homens.”
  77. 77. 389. De onde provém a repulsa instintiva que sentimos por algumas pessoas, à primei- ra vista? “Espíritos antipáticos que se adivinham e se reconhecem, sem se falarem.” 390. A antipatia instintiva é sempre sinal de natureza má? “Dois Espíritos não são necessariamente maus por não simpatizarem um com o outro. Essa antipatia pode resultar da diversidade no modo de pensar. Mas, à medida que eles se forem elevando, as diferenças se apagam e a antipatia desaparece.”
  78. 78. Esquecimento do passado
  79. 79. 392. Por que o Espírito encarnado perde a lembrança do seu passado? “O homem não pode nem deve saber tudo. Deus assim o quer em sua sabedoria. Sem o véu que lhe oculta certas coisas, o homem ficaria ofuscado, como quem passa sem tran- sição da obscuridade à luz. Pelo esquecimen- to do passado ele é mais senhor de si.”
  80. 80. “Embora em nossa vida corpórea não nos lembremos com exatidão do que fomos e do que fizemos de bem ou de mal nas existên- cias anteriores, temos a intuição de tudo isso, sendo as nossas tendências instintivas uma reminiscência do passado, tendências contra as quais a nossa consciência, que é o desejo que sentimos de não mais cometer as mesmas faltas, nos adverte para resistir.” (KARDEC, comentário q. 393)
  81. 81. “É em vão se objeta que o esquecimento constitui um obstáculo para que se possa aproveitar da experiência de vidas anterio- res. […] Com efeito, essa lembrança traria gravíssimos inconvenientes. Poderia, em cer- tos casos, humilhar-nos excessivamente, ou, então, exaltar o nosso orgulho, entravando assim o nosso livre-arbítrio. Em todo caso, provocaria inevitável perturbação nas rela- ções sociais.” (ESE, cap. V, item 11)
  82. 82. Referências bibliográficas: BOWMAN, C. O amor me trouxe de volta. Rio de Janeiro: Sextante, 2010. DELANNE, G. A evolução anímica. Rio de Janeiro: FEB, 1989. DENIS, L. Depois da morte. Rio de Janeiro: FEB, 1987a. KARDEC, A. A Gênese. Rio de Janeiro: FEB, 2007e. KARDEC, A. O Céu e o Inferno. Rio de Janeiro: FEB, 2013. KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB, 2013. KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB, 2006. KARDEC, A. Revista Espírita 1865. Araras, SP: IDE, 2000ci. XAVIER, F. C. Missionários da Luz. Rio de Janeiro: FEB, 1986. Sociedade Espírita Fraternidade. Pluralidade das Existências: http://www.mkow.com.br/apostilas/unid20.htm BASTOS, F. Programação Reencarnatória. Disponível em: http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=2983 MIRAMEZ. Filosofia Espírita. In: http://www.olivrodosespiritoscomentado.com/index.html
  83. 83. Imagens: Capa: http://www.infobytes.com/storage/2016/02/babyevol.jpg Evolução humana: http://3.bp.blogspot.com/- pzyCH6MHHN0/UF3fB5N9Y1I/AAAAAAAAABs/Lkm3imOYkfg/s1600/Slide12.JPG Escolha corpo: http://www.sbtvp.com.br/datafiles/artigo/4/chamada.jpg Evolução feto: http://www.bebezinhos.com/jpg/G-Desenvolvimento-de-um-feto-semana-a-semana.jpg Espermatozóides: http://www.jagostinho.com.br/wp- content/uploads/2012/01/ULTRASSOM.jpg Sistema reprodutor: http://www.atradiz.sidinet.com.mx/anatomia/reproductorfemenino.png Fecundação: http://www.brainstrom.org/wp-content/uploads/2013/09/O8thvJy.jpg Zigoto: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/81/Gray3.png/200px- Gray3.png Feto: http://futurasmamas.org/wp-content/uploads/2012/12/embrion-humano-2- meses.jpg Feto 1º mês: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/tvmultimidia/imagens/4biologia/6f eto1.jpg Criança crescendo: http://petragaleria.files.wordpress.com/2007/11/2007_crianca_crescendo_child_growing.j pg?w=625 Jesus: https://pbs.twimg.com/profile_images/1553461504/images-of-jesus-christ-097- 2c_400x400.jpg Carol Bowman: http://www.carolbowman.com/wp- content/uploads/sites/176/2014/01/Carol-smiling.png
  84. 84. Site www.paulosnetos.net E-mail: paulosnetos@gmail.com

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