Apresentação para décimo ano de 2011 2, aula 44

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Apresentação para décimo ano de 2011 2, aula 44

  1. 2. <ul><li>Posição do pronome relativamente ao vocábulo a que se liga </li></ul><ul><li>ênclise </li></ul><ul><li>próclise </li></ul><ul><li>mesóclise </li></ul>
  2. 3. <ul><li>ênclise </li></ul><ul><li>Deu - me a notícia </li></ul><ul><li>próclise </li></ul><ul><li>Não me deu a notícia </li></ul><ul><li>Digo que te levo à escola </li></ul><ul><li>Me diga ... </li></ul><ul><li>mesóclise </li></ul><ul><li>Dar - me - ás a notícia. </li></ul><ul><li>Levá - la - ia à escola. </li></ul>
  3. 4. <ul><li>ênclise </li></ul><ul><li>Deu - me a notícia </li></ul><ul><li>próclise </li></ul><ul><li>Não me deu a notícia NEG. </li></ul><ul><li>Digo que te levo à escola SUBORD. </li></ul><ul><li>Me diga ... BRAS. </li></ul><ul><li>mesóclise </li></ul><ul><li>Dar - me - ás a notícia. FUTURO </li></ul><ul><li>Levá - la - ia à escola. CONDIC. </li></ul>
  4. 5. <ul><li>Futuro (com pronome) Condicional (idem) </li></ul><ul><li>dá-lo-ei dá-lo-ia </li></ul><ul><li>dá-lo-ás dá-lo-ias </li></ul><ul><li>dá-lo-á dá-lo-ia </li></ul><ul><li>dá-lo-emos dá-lo-íamos </li></ul><ul><li>dá-lo-eis dá-lo-íeis </li></ul><ul><li>dá-lo-ão dá-lo-iam </li></ul>
  5. 6. <ul><li>dar-me-ei dar-me-ia </li></ul><ul><li>... ... </li></ul>
  6. 7. <ul><li>darás-me </li></ul><ul><li>dar-me-ás </li></ul><ul><li>darias-me </li></ul><ul><li>dar-me-ias </li></ul>
  7. 9. <ul><li>Índia, Goa (Panjim) </li></ul><ul><li>Rosário / padeiro </li></ul><ul><li>Português ainda sobrevive, mas num contexto em que outras línguas predominam. </li></ul><ul><li>Interferências do inglês («Eu prefer»). </li></ul>
  8. 10. <ul><li>Portugal, Lisboa </li></ul><ul><li>Belarmindo / guardafreio </li></ul><ul><li>Variante europeia do </li></ul><ul><li>português; dialeto de Lisboa </li></ul><ul><li>«tem que» (por «tem de) </li></ul>
  9. 11. <ul><li>Brasil, Rio de Janeiro </li></ul><ul><li>Márcio / vendedor de rua </li></ul><ul><li>Variante brasileira (ou sul-americana) do português, num sociole c to popular , em contexto relativamente formal . </li></ul><ul><li>Sintaxe: próclise (« me chama»); «nessa manhã» (por ‘ esta manhã’); Léxico: «bala» (‘guloseima’). Fonética: palatalização de t: «tris[txi]» («triste»); ditongação em «ma[i]s» («mas»). Tratamento: você + 3.ª pessoa. </li></ul>
  10. 12. <ul><li>Moçambique, Maputo </li></ul><ul><li>Mia [Couto] / escritor </li></ul><ul><li>Variante europeia do português </li></ul><ul><li>Léxico: «normar» (‘regulamentar’). </li></ul>
  11. 13. <ul><li>Índia, Goa (Panjim) </li></ul><ul><li>Rosário </li></ul><ul><li>Rosário, além de português, fala hindi, inglês, «arabic». </li></ul><ul><li>Dificuldades no conjuntivo: «talvez faleceu» (‘talvez falecesse ’) </li></ul>
  12. 14. <ul><li>Portugal, Lisboa </li></ul><ul><li>Zulmira e Paulo / reformados </li></ul><ul><li>Dialeto: do Norte? ; socioleto: origens populares . </li></ul><ul><li>Ligeiras hesitações: «niveles» (‘níveis’); «li[v]erdade» (‘liberdade’). </li></ul>
  13. 15. <ul><li>Moçambique, Maputo </li></ul><ul><li>Izdine / radialista </li></ul><ul><li>Como se trata de programa de rádio, o meio oral é um tanto falso: o discurso está preparado e o registo só aparentemente é informal . </li></ul><ul><li>Fonética: vocalismo menos reduzido: «Beir[á]». </li></ul>
  14. 16. <ul><li>Moçambique, Beira </li></ul><ul><li>Dinho / estudante </li></ul><ul><li>Variante africana (moçambicana) do português, por parte de adolescente que terá outra língua materna (talvez uma língua do grupo bantu). </li></ul><ul><li>Sintaxe: «ele» como complemento directo: «conheço ele» (‘conheço-o’); próclise nas subordinadas: «quando desligou-se energia». Léxico: «já» (por ‘logo’). </li></ul>
  15. 17. <ul><li>Brasil, Rio de Janeiro </li></ul><ul><li>Rejane / vendedora de imobiliário </li></ul><ul><li>O registo não pode ser muito informal , já que se fala com clientes. </li></ul><ul><li>Sintaxe: próclise: « me perdoe» (‘perdoe-me’). </li></ul>
  16. 18. <ul><li>Brasil, Rio de Janeiro </li></ul><ul><li>Rogério [e Márcio] / pregador </li></ul><ul><li>Socioleto: português popular (com infracções várias à norma culta brasileira). </li></ul><ul><li>Sintaxe: marcas do plural simplificadas («essas bala»; «elas pesa»); «mim» como sujeito («para mim organizar»). Léxico: «tem» (‘há’); «açougue» (‘talho’). Fonética: epêntese («corrup[i]ta»); cr por cl («cic[r]one»); -r omitido («ri» por « rir »); vocalismo átono pouco reduzido («porqu[ê]» por «porque»). </li></ul>
  17. 19. <ul><li>Moçambique, Beira </li></ul><ul><li>Dinho [e Deolinda] </li></ul><ul><li>Léxico: «a caminho de mais velha»; «dar uma mão direita». </li></ul>
  18. 20. <ul><li>Moçambique, Inhaca </li></ul><ul><li>Mia Couto </li></ul><ul><li>Tratando-se de escritor inventivo, é difícil distinguir o que é «neologístico» e o que é devido à variante africana . </li></ul><ul><li>Léxico: «normar» (‘regulamentar’); «os mais velhos»; «outras» (‘diferentes’). </li></ul>
  19. 21. <ul><li>Brasil, Rio (Barra da Tijuca) </li></ul><ul><li>Rejane </li></ul><ul><li>Fonética: r final omitido («m[á]» por « mar »); palatalização de t e d («gen[txi]», «ver[dxi]»); ditongações («l[uis]» por « luz ») </li></ul>
  20. 22. <ul><li>Moçambique, Beira </li></ul><ul><li>Dinho </li></ul><ul><li>Sintaxe: possessivo sem artigo (« minhas duas irmãs»). </li></ul>
  21. 23. <ul><li>Portugal, Lisboa </li></ul><ul><li>Uliengue e Sofia / estudantes </li></ul><ul><li>Nascidos em Angola e Moçambique. </li></ul><ul><li>Fonética: vocalismo átono menos reduzido. Sintaxe: ênclise («Todos os vizinhos conhecem-se ») em casos de próclise no português europeu. </li></ul>
  22. 24. <ul><li>Portugal, Lisboa </li></ul><ul><li>José Saramago / escritor </li></ul><ul><li>Variante europeia do português. Dialeto de Lisboa. </li></ul>
  23. 25. <ul><li>Índia, Goa (Loutolim) </li></ul><ul><li>Mário e Emiliano / proprietários </li></ul>
  24. 26. <ul><li>Portugal, Lisboa </li></ul><ul><li>José Saramago </li></ul><ul><li>Registo formal, mas não demasiado «purista». </li></ul><ul><li>«tinha que» (por «tinha de»). </li></ul>
  25. 27. <ul><li>deve-se escrever > jamais se escreve </li></ul><ul><li>diz-se que o julgamento se realizará > o julgamento ... </li></ul><ul><li>comprarás as abelhas > ... </li></ul><ul><li>localizaríamos o meliante > ... </li></ul><ul><li>traremos o avião > ... </li></ul><ul><li>beijarei a sogra > ... </li></ul><ul><li>abriria a garrafa > ... </li></ul><ul><li>direi as mentiras > ... </li></ul><ul><li>venderão ao esquimó o gelado > ... </li></ul>
  26. 28. <ul><li>deve-se escrever > jamais se escreve </li></ul><ul><li>diz-se que o julgamento se realizará > o julgamento realizar-se-á </li></ul><ul><li>comprarás as abelhas > comprá-las-ás </li></ul><ul><li>localizaríamos o meliante > localizá-lo-íamos </li></ul><ul><li>traremos o avião > trá-lo-emos </li></ul><ul><li>beijarei a sogra > beijá-la-ei </li></ul><ul><li>abriria a garrafa > abri-la-ia </li></ul><ul><li>direi as mentiras > di-las-eis </li></ul><ul><li>venderão ao esquimó o gelado > vender-lho-ão </li></ul>
  27. 29. <ul><li>TPC — Prepara leitura em voz alta, tendencialmente expressiva, dos seguintes poemas (em redondilha) de Camões: «Descalça vai para a fonte» (p. 137); «De que me serve fugir»» (p. 157); «Quem ora soubesse» (p. 159). (Citei pelo mote, já que este será lido também.) </li></ul>

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