Lúdico na sla de aula

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Lúdico na sla de aula

  1. 1. O lúdico na sala de aula: projetos e jogos.
  2. 2. Brincar com criança não é perder tempo, é ganhá-lo;se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los, sentados enfileirados, em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem. Drummond
  3. 3. Quando aescola éde vidro Ruth Rocha
  4. 4. Naquele tempo eu até que achava natural que as coisasfossem daquele jeito.Eu nem desconfiava que existissem lugares muitodiferentes...Eu ia pra escola todos os dias de manhã e quandochagava, logo, logo, eu tinha que me meter no vidro.É, no vidro!Cada menino ou menina tinha um vidro e o vidro nãodependia do tamanho de cada um, não!O vidro dependia da classe em que a gente estudava.
  5. 5. Se você estava no primeiro ano ganhava um vidro de umtamanho.Se você fosse do segundo ano seu vidro era um pouquinhomaior.E assim, os vidros iam crescendo á medida em que você iapassando de ano.Se não passasse de ano era um horror.Você tinha que usar o mesmo vidro do ano passado.Coubesse ou não coubesse.Aliás nunca ninguém se preocupou em saber se a gentecabia nos vidros.E pra falar a verdade, ninguém cabia direito.
  6. 6. Uns eram muito gordos, outros eram muito grandes, uns erampequenos e ficavam afundados no vidro, nem assim eraconfortável.Os muitos altos de repente se esticavam e as tampas dos vidrossaltavam longe, ás vezes até batiam no professor.Ele ficava louco da vida e atarraxava a tampa com força, que erapra não sair mais.A gente não escutava direito o que os professores diziam, osprofessores não entendiam o que a gente falava...As meninas ganhavam uns vidros menores que os meninos.Ninguém queria saber se elas estavam crescendo depressa, senão cabia nos vidros, se respiravam direito...
  7. 7. A gente só podia respirar direito na hora do recreio ou na aula deeducação física.Mas aí a gente já estava desesperado, de tanto ficar preso ecomeçava a correr, a gritar, a bater uns nos outros.As meninas, coitadas, nem tiravam os vidros no recreio. e na aulade educação física elas ficavam atrapalhadas, não estavamacostumadas a ficarem livres, não tinha jeito nenhum paraEducação Física.Dizem, nem sei se é verdade, que muitas meninas usavam vidrosaté em casa.E alguns meninos também.Estes eram os mais tristes de todos.Nunca sabiam inventar brincadeiras, não davam risada á toa, umatristeza!
  8. 8. Se agente reclamava?Alguns reclamavam.E então os grandes diziam que sempre tinha sido assim; ia serassim o resto da vida.Uma professora, que eu tinha, dizia que ela sempre tinha usadovidro, até pra dormir, por isso que ela tinha boa postura.Uma vez um colega meu disse pra professora que existemlugares onde as escolas não usam vidro nenhum, e as criançaspodem crescer a vontade.Então a professora respondeu que era mentira, que isso eraconversa de comunistas. Ou até coisa pior...
  9. 9. Para Ferreiro (1989), o problema daalfabetização foi sempre uma decisão tomadasomente pelos professores, semconsiderar, porém, as crianças.Tradicionalmente, asinvestigações sobre as questões dealfabetização giram em torno de uma únicapergunta: “como ensinar a ler e escrever?”.
  10. 10. “O desenhar e brincar deveriam ser estágios preparatórios aodesenvolvimento da linguagem escrita das crianças. Os educadores devemorganizar todas essas ações e todo o complexo processo de transição de umtipo de linguagem escrita para outro. Devem acompanhar esse processoatravés de seus momentos críticos até o ponto da descoberta de que se podedesenhar não somente objetos, mas também a fala. Se quiséssemos resumirtodas essas demandas práticas e expressá-las de uma formaunificada, poderíamos dizer o que se deve fazer é, ensinar às crianças alinguagem escrita e não apenas a escrita de letras” (Vygotsky, 1987, p.134).
  11. 11. Grandes teóricos como ROUSSEAU, FROEBEL, DEWEY e PIAGET confirmam aimportância do lúdico para a educação da criança.  Segundo Rousseau (1968), as crianças têm maneira de ver, sentir e pensar que lhe são próprias e só aprendem através da conquista ativa, ou seja, quando elas participam de um processo que corresponde à sua alegria natural.  Para Froebel , a educação mais eficiente é aquela que proporciona atividades, autoexpressão e participação social às crianças. Ele afirma que a escola deve considerar a criança como atividade criadora e despertar, mediante estímulos, as suas faculdades próprias para a criação produtiva. Sendo assim, o educador deve fazer do lúdico uma arte, um instrumento para promover a facilitar a educação da criança.  Já Dewey (1952), pensador norte-americano, afirma que o jogo faz o ambiente natural da criança, ao passo que as referências abstratas e remotas não correspondem ao interesse da criança. Em suas palavras: somente no ambiente natural da criança é que ela poderá ter um desenvolvimento seguro.
  12. 12.  Para Piaget (1973), os jogos e asatividades lúdicas tornara-sesignificativas à medida que a criançase desenvolve, com a livremanipulação de materiaisvariados, ela passa areconstituir, reinventar as coisas, oque já exige uma adaptação maiscompleta. Essa adaptação só épossível, a partir do momento emque em que ela própria evoluiinternamente, transformando essasatividades lúdicas, que é o concretoda vida dela, em linguagem escritaque é o abstrato. Bittencourt e Ferreira , 2002
  13. 13. 1. Os Benefícios do Lúdico para o Desenvolvimento Infantil: 1.1. Benefício Físico, o lúdico satisfaz as necessidades de crescimento e de competitividade da criança. Os jogos lúdicos devem ser a base fundamental dos exercícios físicos impostos às crianças pelo menos durante o período escolar. 1.2. Benefício Intelectual, o brinquedo contribui para a desinibição, produzindo uma excitação mental e altamente fortificante. Illich (1976), afirma que os jogos podem ser a única maneira de penetrar os sistemas formais. Suas palavras confirmam o que muitas professoras de primeira série comprovam diariamente, ou seja, a criança só se mostra por inteira através das brincadeiras. 1.3. Benefício Social, a criança, através do lúdico representa situações que simbolizam uma realidade que ainda não pode alcançar; através dos jogos simbólicos se explica o real e o eu. Por exemplo, brincar de boneca representa uma situação que ainda vai viver desenvolvendo um instinto natural. 1.4. Benefício Didático, as brincadeiras transformam conteúdos maçantes em atividades interessantes, revelando certas facilidades através da aplicação do lúdico. Outra questão importante é a disciplinar, quando há interesse pelo que está sendo apresentado e faz com que automaticamente a disciplina aconteça. Bittencourt e Ferreira , 2002
  14. 14. Estudar as relações entre as aspectos psicomotores,atividades lúdicas e odesenvolvimento humano éuma tarefa complexa, e para aspectos cognitivosfacilitar o estudo classificou-se o desenvolvimento em aspectos afetivo-sociais.três fases distintas: Bittencourt e Ferreira , 2002
  15. 15. 1. Nos aspectos psicomotores encontramse várias habilidades musculares emotoras, de manipulação de objetos,escrita e aspectos sensoriais.2. Os aspectos cognitivos dependem, comoos demais, de aprendizagem e maturaçãoque podem variar desde simpleslembranças de aprendido até mesmoformular e combinar idéias, proporsoluções e delimitar problemas.3. Já os aspectos afetivo-sociais incluemsentimentos e emoções, atitudes deaceitação e rejeição de aproximação ou deafastamento. O fato é que esses três aspectos interdependem uns do outros, ou seja, a criança necessita dos três para tornar-se um indivíduo completo. Bittencourt e Ferreira , 2002
  16. 16. Ainda com respeito às categorias psicomotoras, cognitivas e afetiva, assim como a seriaçãodos brinquedos, deve-se levar em conta cinco pontos básicos:  integração entre o jogo e o jogador, deixando-o aberto para o mundo para transformá-lo à sua maneira;  o próprio corpo humano é o primeiro jogo das crianças;  nos jogo de imitação, a imagem ou modelo a ser seguido é importante;  os jogos de aquisição começam desde cedo e para cada idade existe alguns mais apropriados;  os jogos de fabricação ajudam na criatividade, no sentimento de segurança e poder sobre o meio. Bittencourt e Ferreira , 2002
  17. 17. 2. A Utilização do Lúdico no Processo do Ensino-Aprendizagem da Leitura e da Escrita.Leitura (Funcional) é o reconhecimento e compreensão das palavras e frases quesão:a. O Código Grafêmico refere-se às correspondências entre os sons e os sinais gráficos, ou seja, entender o que se escreve e o que se fala.b. O Código Sintático trata do problema das ligações entre palavras e frases.c. O Código Semântico relaciona-se à questão do significado, ao conteúdo das mensagens escritas, sendo que este modelo vale para a leitura e para a linguagem como um todo. Segundo Vygotsky (1987), a escrita é muito mais difícil do que parece, embora sua aprendizagem interaja com a da leitura. Bittencourt e Ferreira , 2002
  18. 18. Ao incluir-se a escrita junto com a leitura, vê-se que aprender a ler é uma tarefadificílima para uma criança de 7 anos. Neste momento, as habilidades psicomotoras incluem destreza manual e digital, coordenação mãos-alhos, resistência a fadiga e equilíbrio físico. Fica claro que a escrita é, enquanto conjunto de movimentos coordenados, um exemplo de complexidade para a criança. Foi Gouvêa (1967) quem usou a frase; antes das descobertas das numerosas vitaminas, já haviam encontrado a mais importante para as crianças; a vitamina “R” (recreação); para ela a recreação ou atividade lúdica é tudo quanto diverte e entretém o ser humano e envolva a ativa participação. Bittencourt e Ferreira , 2002
  19. 19. Bontempo (1972) lembra que as crianças que falam mal são também as crianças que pouco brincam, pois há uma estrita relação entre o brinquedo e a linguagem.a escola deve aproveitar as atividades lúdicas para o desenvolvimento físico,emocional, mental e social da criança. Linguagem e brinquedo mostram sua origem comum em vários aspectos. Através do símbolo lúdico corporal e concreto, orienta-se a criança para as palavras. Bittencourt e Ferreira , 2002
  20. 20. 3. Funções do jogo:3.1. Função Lúdica: o jogo propicia a diversão, o prazer e até o desprazer quando escolhido voluntariamente;3.2. Função Educativa: o jogo ensina qualquer coisa que complete o indivíduo em seu saber, seus conhecimentos e sua apreensão do mundo (Campagne,1989,p.112) ( Kishimoto,2003, 19)O equilíbrio entre as duas funções: jogo educativoDesequilíbrio: não há ensino ( somente lúdico); não há lúdico ( apenas ensino)
  21. 21. 4. Critérios para a adequada escolha de brinquedos, de uso escolar, demodo a garantir a essência do jogo :• Valor experimental: permitir a exploração e a manipulação;• Valor da estruturação : dar suporte à construção da personalidade infantil;• Valor de relação: colocar a criança em contato com seus pares e adultos, com objetos e com ambiente em geral para propiciar o estabelecimento de relação;• Valor lúdico: avaliar se os objetos possuem as qualidades que estimulam o aparecimento da ação lúdica. Campagne (1989, p.113)
  22. 22. Proposta de trabalho:Leitura para debate sobre os exemplos de projetos do fascículo 5.1. Almanaque para crianças: o livro que até os professores e as professoras gostariam de ter...2. Mais brincadeira... Lendo e escrevendo3. Cantar também faz rir e brincar...
  23. 23. Outro exemplo: O trabalho com o lúdico em sala de aula pode ser percebido de muitas maneiras. Este é mais um exemplo de como podemos enriquecer nossas aulas com alunos de todos as idades a partir de atividades lúdicas planejadas e que realmente proporcionem o desenvolvimento da língua escrita e falada de nossos alunos. Este projeto foi desenvolvido pela professora Gislene Lössnitz Bida, nas disciplinas de artes do Colégio Sant’Ana, em Ponta Grossa, Paraná. Participaram dele alunos das 7ª séries.
  24. 24. Tem gente contando história: relato de uma feliz experiência. Profª Gislene Lössnitz Bida
  25. 25. JustificativaEste artigo surgiu a partir de uma experiência que foirealizada durante o ano letivo de 2011, no ColégioSant’Ana, em Ponta Grossa Paraná. Enquanto professorada disciplina de Artes – Séries Finais do EnsinoFundamental, realizamos vários projetos durante oreferido ano letivo, entretanto esta experiência foi tãorica e prazerosa que resultou na construção deste relato.
  26. 26. Objetivo refletir sobre aexperiência vivida pelos alunos das 7ª série do Colégio Sant’Ana.
  27. 27. Desenvolvimento1º Bimestre – gregos – teatro “descobrimos que o teatro surgiu a partir de rituais religiosos e festivos e aos poucos foi assumindo formas educativas”.Proposta:escolhermos uma história para representarmos.-Vários fatores impossibilitaram a realização.E, se ao invés de representarmos as histórias, nós ascontássemos? A idéia foi logo aceita e passamos entãoa investigar sobre a prática de contar histórias.
  28. 28. "...os contos são verdadeirasobras de arte. São uma grandearte que pertence aopatrimônio cultural de toda ahumanidade e representam avisão do mundo, as relaçõesentre o homem e a naturezasob as formas estéticas maisacabadas; aquelas queprovocam precisamente omaravilhoso." Jean-Marie Gillig.
  29. 29. 1. O mundo encantado do livro “O livro é aquele brinquedo, por incrível que pareça que, entre um mistério e um segredo põe idéias na cabeça”. Maria DinorahQuando ouvimos histórias:-Desenvolvemos o imaginário;-Despertamos a curiosidade;-Entendemos conflitos, impasses;-Visualizamos as dificuldades “com outros olhos”;-Oferecemos possibilidades para solucionar problemas;-Despertamos emoções.
  30. 30. 2. Por que contar histórias "Livro, uma casa sem você fica sem janelas para o sonho. Somente você tem coragem de descer em nossos porões escuros e acordar a liberdade. Só você para descobrir dentro de nós as portas que nunca tivemos coragem de abrir." (Trecho do livro Eu te amo para sempre, de Jonas Ribeiro)-despertamos o gosto pela leitura;-auxilia na construção da personalidade;-Enriquecimento da oralidade, da escrita e da criatividade;-Desenvolvimento da atenção, imaginação, memória ereflexão;-“Elas nos distraem”.
  31. 31. 2.1. Como contar histórias “Para contar uma história – seja ela qual for – é bom saber como se faz”. ABRAMOVICH, 1997, p. 18 1)história a ser contada e apresentada deve estar bem memorizada. 2) destacar e sublinhar os tópicos mais importantes, interessantes e significativos, para que na apresentação recebam a devida valorização; 3) procurar vivenciar a história. 4) oferecer espaço aos ouvintes que querem interferir na história e participar dela. O importante é que nessa hora não haja pressa, contando ou lendo tudo de uma só vez. É preciso respeitar as pausas, perguntas e comentários naturais que a história possa despertar, tanto em quem lê quanto em quem ouve. É o tempo dos porquês; 5) toda história deve ser apresentada com entusiasmo e paixão. Sempre devem transparecer a alegria e o prazer que elas provocam. Sem esses componentes, os ouvintes não são atingidos e logo perdem o interesse pelo que está sendo apresentado. (PREDEBON)
  32. 32. 3. Recursos que escolhemos para contar as histórias1. Histórias com fantoches;2. História com avental3. Utilização de gravuras;4. Dramatização.
  33. 33. 4. Livros que foram escolhidos- A porquinha do rabinho enroladinho. TEREZINHA CASASSANTA(recursoutilizado foi o avental);- Era uma vez um caracol furado. BIA VILLELO (recurso utilizado foi o avental);- A galinha ruiva. ANDRÉ KOOGAN BREITMAN ( Fantoches)- Kimi, a história do sorvete. PATRICIA ENGEL SECCO ( fantoches)- A verdadeira história dos três porquinhos. JON SCIESZKA (Gravuras)- João e Maria. HÄNSEL UND GRETEL ( Dramatização)- Cachinhos dourados e os três ursos INGRID BIESEMEYER BELLINGHAUSEN (Dramatização)- Com vontade de Voar. CLAUDIA F. PACCE (Fantoches)- Cigarra e a formiga. Adaptado da obra de LA FONTAINE (avental)- Margaridinha Friorenta. FERNANDA LOPES DE ALMEIDA ( Avental)- Os três porquinhos. JOSEPH JACOBS ( fantoches)- Os músicos de Bremen. IRMÃOS GRIMM. ( brinquedos)- Lebre e a tartaruga. Esopo e recontada por JEAN DE LA FONTAINE. ( Gravuras)- Borboleta Ritinha. (dramatização)- Saber perder. YOLANDA REYES ( fantoches)- Do jeito que você é. TELMA GUIMARÃES (dramatização)- O patinho feio. HANS CHRISTIAN ANDERSEN ( fantoches)
  34. 34. 5. Refletindo sobre nossa prática Dos alunos que realizaram a atividade proposta, 95 responderam a quatro questões que contribuíram para as reflexões e avaliações que destacamos a seguir. a. Como foi a experiência de contar histórias? b. Por que escolheram essas história? c. O que mais aprendi com essa experiência? d. O que mais gostei da experiência realizada?
  35. 35. A experiência foi A experiência foi 0% 21% Positiva Negativa 79% Transformou-se em positiva“... eu achei muito legal, pois tivemos que usar a criatividade para inventaras roupas, o cenário”. (F.B.)“No começo, não foi legal, a gente não sabia direito como fazer, masdepois de muito preparo e a ajuda da professora começamos a entender, eaí ficou muito divertido e bem interessante.” (C.R.)
  36. 36. Por que foi positivo“ Foi uma experiência maravilhosa, no começo achei que não iria conseguir, mastive uma grande surpresa, consegui superar toda minha timidez”. (F.V.D.)“Foi bom, tivemos que utilizar mais nossa criatividade, tivemos que ter maisresponsabilidade ao fazer e decidir as coisas”. F.C.
  37. 37. “ Legal, divertido, engraçado, mas também muita coisaséria, muitos alunos se emocionaram, pensaram com ashistórias” . C. F. A.“ Foi muito bom porque pudemos compartilhar nossastristezas e alegrias com os outros”. W. G. A.“Foi muito engraçado, rimos muito, nos vestimos comroupas diferentes, fizemos a maquiagem”. M.C.D.
  38. 38. Por que a história foi escolhida“O tema era sobre meio ambiente, e é um tema que todos nós nospreocupamos e devemos aprender sobre isso a cada dia” F.D.“Achamos legal o nome da história que era ’Do jeito que você é’, pois cadaum tem o seu jeito e todos devem respeitar”. F.B.
  39. 39. O que mais aprendemos com a experiência O que mais aprendemos com a experiência? 11% 31% 23% uma lição com a história uma lição com a atividade trabalhar em equipe 35% como representar “Aprendi que a gente tem ser mais prudente, saber trabalhar em equipe e nunca, nunca deixar as coisas para a última hora”. J.F. “ Que é preciso de muito trabalho, esforço e força de vontade para realizar bem uma atividade, essa é uma lição que vou levar para minha vida inteira”. C.G.N.F. “Aprendi que não pode haver preconceito entre as pessoas, só por serem diferentes”. L.C.M.
  40. 40. O que mais gostou na atividade que realizamos O que mais gostou na atividade que realizamos? 31% 45% Da apresentação 10% da construção do cenário e 14% figurino do trabalho em grupo de ouvir e ver as outras histórias“O que mais gostei dessa atividade foi apresentar a história para as crianças epoder ensinar sobre um tema tão importante que é o meio ambiente”. F.V.D.“Gostei muito de contar as histórias com nossa apresentação, mas o quegostei mesmo foi ouvir as histórias contadas pelos meus colegas”. L.C.M.
  41. 41. 6. Considerações finais A experiência foi realmente positiva, pois foi possível observar claramente o envolvimento, a construção de conhecimento e o amadurecimento em cada um dos alunos.
  42. 42. Enfim... Os objetivos pedagógicos devem nortear o uso de atividades lúdicas no processo de alfabetização: brincar por brincar pode ser divertido, mas não necessariamente contribui para o processo de ensino-aprendizagem; As atividades podem contemplar objetivos diversos; cabe ao professor e à professora focalizar, a cada momento e com estratégias específicas, o que interessa para uma dada turma;
  43. 43. O planejamento é essencial para o sucesso de um projeto: cada atividade deve se articular com outras(anteriores e posteriores), para que a aprendizagem se dê progressivamente, sempre conduzindo ao momento/ produto final;
  44. 44. O mero improviso também não deve conduzir aescolha de jogos para a apropriação do sistema de escrita: realizar determinado jogo como atividade esporádica exige reflexão doprofessor e da professora sobre a contribuição desse jogo no processo de alfabetização dos alunos que dele participarão;
  45. 45. A motivação pelo prazer é o princípio de tudo e deve ser realimentada a cada etapa dos projetos: alunos motivados se envolvem mais facilmente nas atividades e, conseqüentemente, estão mais dispostos a aprender.
  46. 46. Gaiolas ou asas
  47. 47. E é preciso criar asas para que ele possa voar e, assim, ver e pensar a realidade como um todo, com um certo distanciamento, de formaautônoma, única possibilidade de transformá-la.

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