ATIVIDADES LÚDICAS AS POSSIBILIDADES NA EDUCAÇÃO Profª Ms Hermínia Marinho Demet/UEPG Maio/2008
DICA ... Todas as crianças aprendem, com a família, com amigos ou pela televisão, jogos ou brincadeiras que envolvem movimentos. Durante as aulas  crie oportunidades para que elas possam compartilhar essas experiências com os colegas.
“ O lúdico integra as atividades, mas não se podem confundir as aulas com brincadeiras sem objetivos”.  - Estimular a sociabilidade, a afetividade das crianças é um dos pontos fundamentais.. É brincadeira? É jogo.... Enfim o que fazer!!!!!?????
Alguns exemplos de Jogos como:- 1. Esconde-esconde  aprimoram as noções de tempo e espaço. - calcular a distância entre ele e o pegador,  o tempo que levará para dar o pique entre as distâncias ... 2. De revezamento ou contestes - Os bastões, bexigas  ou outro material utilizado ajudam nas noções de classificação e seriação.  3. Quebra-cabeças - incentivam a criança a conhecer o próprio corpo; a valorizar a construção e o respeito às regras, aprimoramento da linguagem verbal e não verbal, a resolução  de problemas do cotidiano nas diferentes áreas do conhecimento
Os jogos fazem parte do ato de educar, num compromisso consciente, intencional e modificador da sociedade; educar ludicamente não é jogar lições empacotadas para o educando consumir passivamente; antes disso é um ato consciente e planejado, é tornar o indivíduo consciente, engajado e feliz no mundo  Piaget (apud WAJSKOP, 1995, p. 63)
Segundo Kishimoto (1997), nos dias atuais, ainda existem muitos professores que se tornam reticentes no que diz respeito ao lúdico em sala de aula. Alguns o encaram como um passatempo para preencher os intervalos entre as aulas, como uma atividade de descanso ou de desgaste de energia
Pouco se discute nas escolas sobre a importância e a contribuição dos jogos, brinquedos e brincadeiras para um melhor desenvolvimento das atividades, no que se refere ao ensino-aprendizagem.
Os professores, e até mesmo os pais, não percebem o valor pedagógico dos jogos e brincadeiras. Não conseguindo entender, se omitem em estabelecer o uso dos mesmos para ensinar e os vêem, muitas vezes, como um passatempo, uma atividade de descanso ou, até mesmo, um modo de descarregar energias, não sabendo,  não querendo, melhorar a sua prática no desenvolvimento da criança.
- Durante o ato de brincar, a criança não se preocupa com os resultados. São o prazer e a motivação que a impulsionam para a ação e a exploração livres, contribuindo para a espontaneidade e a flexibilidade do ser que brinca.
- Através do brincar, a criança experimenta, organiza-se, regula-se, constrói normas para si e para o outro.  Cria e recria, a cada nova brincadeira, o mundo que a cerca.  O brincar é uma forma de linguagem que a criança usa para compreender e interagir consigo mesma, com o outro e com o mundo.
O que faz do jogo um jogo e o que o caracteriza como uma brincadeira é a possibilidade que a criança tem de tomar decisões, de combinar regras, de negociar papéis, de agir de maneira transformadora sobre conteúdos significativos para ela, de  ter liberdade e prazer.
O lúdico   possibilita que a criança se torne  cada   ve z mais autônoma e mais  conscien te de suas ações com melhor autoestima e consciência corporal. Pelo jogo, a criança aprende, verbaliza, comunica-se com pessoas que têm mais conhecimentos, internaliza novos comportamentos e, conseqüentemente, se desenvolve. Pode-se dizer que o jogo é a atividade principal da criança.
A existência do jogo, da brincadeira e do brinquedo é inegável na escola. Mesmo não estando oficializados no Projeto Político-Pedagógico, eles aparecem e desaparecem, mesmo em lugares e momentos convencionalmente proibidos, como na sala de aula.
O discurso de que o jogo dispersa as crianças, que muitas vezes ouvimos de pais e professores, deve sofrer uma reinterpretação, baseada no que acontece realmente, pois não há atividade que congregue mais, que interesse mais, que concentre mais as crianças sobre o que estão realizando do que o jogo ou a brincadeira, inclusive na sala de aula.
Cabe ao professor, no cotidiano escolar, criar oportunidades de aprendizado com cooperação e interação através das atividades lúdicas, transformando o brincar em um recurso pedagógico para experimentar, como mediador, o verdadeiro significado de uma aprendizagem com desejo e prazer
* Os jogos lúdicos constituem um caminho para o conhecimento e para o desenvolvimento do raciocínio, tanto na escola quanto na vida cultural e social fora da escola. * Além do espírito inovador, desafia os alunos ao cumprimento de regras, desenvolvendo responsabilidade, decisão, propiciando a interdisciplinaridade e aprendizagem.  * Os jogos são importantes para o desenvolvimento dos educandos
O lúdico é simples e eficaz, basta o professor se desfazer de suas “amarras”, sendo facilitador da construção do conhecimento de seus alunos, partindo para novas práticas.
Jogos e nas brincadeiras na escola, independente da faixa etária, pode-se exercer uma ação construtiva de saberes contextualizados e emergidos da realidade de cada escola, cada turma, cada aluno. Para tanto, é necessário à apropriação de saberes práticos e teóricos sobre o jogo e a brincadeira pelos próprios professores, buscando aprofundamentos que garantam legitimidade ao seu fazer.  
O ser humano brinca e joga e a brincadeira e jogo, na escola da educação básica, é recurso pedagógico da mais alta importância, pois através deles a construção de conhecimentos e saberes pode se dar de modo prazeroso e motivador, elementos essenciais para que a aprendizagem seja, de fato, significativa.
Piaget (1986), em seus estudos demonstrou que a aprendizagem se constrói através de um processo interno do aluno, fruto de suas próprias pesquisas e experimentações. Depois dele diversos autores buscam metodologias para que a atuação do educador seja a de um orientador, um maestro das interações aluno-aluno e aluno-objeto de ensino
O jogo se constitui em um fim para a criança, pois dele ela obtém prazer. Para os adultos que desejam usar o jogo com objetivos educacionais, este é visto como um meio, um veículo capaz de levar até a criança uma mensagem educacional. Para GILLES (1998) a criança tem uma necessidade irresistível de brincar,  todas as vezes que ele se submete a um jogo com objetivos educacionais ela satisfaz essa necessidade e, ao mesmo tempo, aprende. O jogo no ensino infantil e fundamental
KISHIMOTO (1991) dedica-se ao estudo do brincar e declara que a brincadeira tem papel preponderante na perspectiva de uma aprendizagem exploratória, pois coloca o jogador em situações de diversidades que ele precisa lidar, buscando a cooperação e alternativas não usuais, integrando o pensamento intuitivo
o jogo em sala de aula tem sido recomendado por diversos autores e se tornado prática crescente no ensino infantil e fundamental. Para GILLES (1998) a expressão “jogo educativo” e a conciliação entre o respeito à autonomia da criança e o seu desejo de brincar e a necessidade de continuar a disciplinar o processo educativo.
E qual o interesse que o educador tem neste mergulho ao mundo lúdico? É que ele se apresenta como uma oportunidade de pesquisa, experimentação, troca de idéias, atitudes cooperativas, inferições e deduções típicas de um ensino ativo, centrado no próprio aluno, tornando-o capaz de construir o seu próprio conhecimento.
O papel do professor é de preparar este “cenário”, elegendo quais os pontos que devem ser focados e como abordá-los, seguindo como um agente motivador, as vezes, árbitro, mas principalmente, observador a atuação de cada um para poder compreender cada um dentro de suas potencialidades e as dificuldades.   
Dando Pistas   Oportuniza o contato e o manuseio de livros e o despertar da curiosidade e o interesse pela leitura e escrita através de histórias infantis, contos, poesias, histórias em quadrinhos, letras de música, receitas e outros portadores textuais.  Estratégias:  - Exposição; - Contação de histórias; - Construção; - Reconstrução de histórias
E nesta tarefa é importante ter atenção a dois objetivos:  primeiro o jogo tem que ser atraente, do gosto da criança, deve causar verdadeira diversão e segundo; Segundo ter  um conteúdo educacional de boa qualidade, adequado ao plano de ensino e seus objetivos.
Assim, ensinar brincando pode ser muito mais eficiente e produtivo do que os métodos tradicionais e, acima de tantas explicações metodológicas e didáticas, está uma muito simples, ensinamos crianças, e como crianças devemos tratá-las, esta é, talvez, a única forma de sermos totalmente compreendidos por elas...
www.ufv.br/crp/atividades
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Comenius que viveu no século XVII considerado o pai da pedagogia moderna, ensinou em sua Didática Magna, que o ensino é a arte de ensinar tudo a todos convidando os professores  ensinarem de forma alegre, sem que os educando se enfadem, orientando que para orientar crianças são mais úteis os exemplos do que as regras COMENIUS (1997).
No século XVII Jean Jacques Russeau criou o Emílio, personagem fictício, cujos relatos de como foi educado compõem a sua obra pedagógica: Emilio ou Da Educação.  A solução encontrada por Rousseau foi de isolar “o seu aluno” de uma sociedade que ele julgava corrompida para que assim fosse possível, desenvolvê-lo livre da interferência do adulto, fazendo as suas próprias experiências e tirando conclusões, fortalecendo a sua capacidade de realizar com o conseqüente incremento de sua auto-estima.
“ a pior das educações é deixá-la (criança) flutuar entre a própria vontade e a do governante, é brigar incessantemente para saber quem será o senhor, eu preferiria cem vezes que ela o fosse sempre” ROUSSEAU (1979, p 80)
ELIAS (2000) entende que as idéias  Rousseau propõem uma  educação do interesse natural em oposição ao esforço artificial, cujo conhecimento seja fruto do desenvolvimento interno, que a educação seja proporcionada pela ação, em vez de por passividade e imobilismo.
Paulo Freire (1996) aparece com a sua Teoria Libertadora, preconizada no livro A  Pedagogia da Autonomia . Nela educar é construir, é libertar o ser humano das cadeias do determinismo neoliberal, reconhecendo que a História é um tempo de possibilidades.  Segundo Freire (1996), o educador que 'castra' a curiosidade do educando em nome da eficácia da memorização mecânica do ensino dos conteúdos, tolhe a liberdade do educando, a sua capacidade de aventurar-se. Não forma, domestica. A autonomia, a dignidade e a identidade do educando têm de ser respeitada, caso contrário, o ensino tornar-se-á inautêntico, palavreado vazio e inoperante".
Multidimensionalidade e educação Howard Gardner (1995) inseriu na educação uma visão multifacetada da inteligência, que reconhece em cada pessoa uitas fazetas diferentes e separadas da cognição.    Gadner localiza sete inteligências: lingüística (capacidade verbal), lógico - matemática (capacidade matemática), especial (capacidade de formar modelos mentais), musical, corporal - cenestésica (capacidade de resolver problemas usando todas as partes do corpo), interpessoal (capacidade de compreender os outras pessoas) e intrapessoal (capacidade de entender a si mesmo e de operar de acordo com seu entendimento).    A teoria de Gardner produz um tipo de escola muito diferente, centrada no aluno e que considera seriamente esta visão multifacetada da inteligência
O relatório da Unesco da Comissão Internacional sobre educação para o século XXI, conhecido como Jacques Delors, reconhece essa diversidade de talentos e de personalidades, enfatizando que o seu desenvolvimento é importante para  o século XXI, recomendando que sejam oferecidas às crianças e aos jovens todas as ocasiões possíveis de descoberta e de experimentação  - estética, artística, desportiva, científica, cultural e social.   
acresce-se aa idéias de MORIN (2000) que percebe que este século enfrenta realidade cada vez mais multidisciplinares, transversais, multidimensionais, transnacionais, globais e planetários, preocupando-se com o ensino dos saberes desunidos, divididos e compartimentados. Para ele a educação necessita trilhar por caminhos multidimensionais onde o todo prevaleça sobre as partes.
Uma visão antiga do processo de ensino-aprendizagem nos reporta a uma posição passiva do aluno onde o professor figura como mero transmissor de conhecimentos e o aluno como um receptáculo inerte, secundário e, certamente, pouco motivado. Porém, a análise da história da educação coloca este fato como muito mais ligado a postura do professor do que a época, em 1936 no livro Democracia e educação John Dewey já se perguntava: Qual a razão por que, apesar de geralmente condenado, o método de ensino de verter conhecimentos – o mestre – e absorvê-los passivamente – o aluno – ainda persiste tão arraigadamente na prática? DEWEY (1936)

Curso 2 - Alfabetização e Letramento

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    ATIVIDADES LÚDICAS ASPOSSIBILIDADES NA EDUCAÇÃO Profª Ms Hermínia Marinho Demet/UEPG Maio/2008
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    DICA ... Todasas crianças aprendem, com a família, com amigos ou pela televisão, jogos ou brincadeiras que envolvem movimentos. Durante as aulas crie oportunidades para que elas possam compartilhar essas experiências com os colegas.
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    “ O lúdicointegra as atividades, mas não se podem confundir as aulas com brincadeiras sem objetivos”. - Estimular a sociabilidade, a afetividade das crianças é um dos pontos fundamentais.. É brincadeira? É jogo.... Enfim o que fazer!!!!!?????
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    Alguns exemplos deJogos como:- 1. Esconde-esconde aprimoram as noções de tempo e espaço. - calcular a distância entre ele e o pegador, o tempo que levará para dar o pique entre as distâncias ... 2. De revezamento ou contestes - Os bastões, bexigas ou outro material utilizado ajudam nas noções de classificação e seriação. 3. Quebra-cabeças - incentivam a criança a conhecer o próprio corpo; a valorizar a construção e o respeito às regras, aprimoramento da linguagem verbal e não verbal, a resolução de problemas do cotidiano nas diferentes áreas do conhecimento
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    Os jogos fazemparte do ato de educar, num compromisso consciente, intencional e modificador da sociedade; educar ludicamente não é jogar lições empacotadas para o educando consumir passivamente; antes disso é um ato consciente e planejado, é tornar o indivíduo consciente, engajado e feliz no mundo Piaget (apud WAJSKOP, 1995, p. 63)
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    Segundo Kishimoto (1997),nos dias atuais, ainda existem muitos professores que se tornam reticentes no que diz respeito ao lúdico em sala de aula. Alguns o encaram como um passatempo para preencher os intervalos entre as aulas, como uma atividade de descanso ou de desgaste de energia
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    Pouco se discutenas escolas sobre a importância e a contribuição dos jogos, brinquedos e brincadeiras para um melhor desenvolvimento das atividades, no que se refere ao ensino-aprendizagem.
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    Os professores, eaté mesmo os pais, não percebem o valor pedagógico dos jogos e brincadeiras. Não conseguindo entender, se omitem em estabelecer o uso dos mesmos para ensinar e os vêem, muitas vezes, como um passatempo, uma atividade de descanso ou, até mesmo, um modo de descarregar energias, não sabendo, não querendo, melhorar a sua prática no desenvolvimento da criança.
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    - Durante oato de brincar, a criança não se preocupa com os resultados. São o prazer e a motivação que a impulsionam para a ação e a exploração livres, contribuindo para a espontaneidade e a flexibilidade do ser que brinca.
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    - Através dobrincar, a criança experimenta, organiza-se, regula-se, constrói normas para si e para o outro. Cria e recria, a cada nova brincadeira, o mundo que a cerca. O brincar é uma forma de linguagem que a criança usa para compreender e interagir consigo mesma, com o outro e com o mundo.
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    O que fazdo jogo um jogo e o que o caracteriza como uma brincadeira é a possibilidade que a criança tem de tomar decisões, de combinar regras, de negociar papéis, de agir de maneira transformadora sobre conteúdos significativos para ela, de ter liberdade e prazer.
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    O lúdico possibilita que a criança se torne cada ve z mais autônoma e mais conscien te de suas ações com melhor autoestima e consciência corporal. Pelo jogo, a criança aprende, verbaliza, comunica-se com pessoas que têm mais conhecimentos, internaliza novos comportamentos e, conseqüentemente, se desenvolve. Pode-se dizer que o jogo é a atividade principal da criança.
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    A existência dojogo, da brincadeira e do brinquedo é inegável na escola. Mesmo não estando oficializados no Projeto Político-Pedagógico, eles aparecem e desaparecem, mesmo em lugares e momentos convencionalmente proibidos, como na sala de aula.
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    O discurso deque o jogo dispersa as crianças, que muitas vezes ouvimos de pais e professores, deve sofrer uma reinterpretação, baseada no que acontece realmente, pois não há atividade que congregue mais, que interesse mais, que concentre mais as crianças sobre o que estão realizando do que o jogo ou a brincadeira, inclusive na sala de aula.
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    Cabe ao professor,no cotidiano escolar, criar oportunidades de aprendizado com cooperação e interação através das atividades lúdicas, transformando o brincar em um recurso pedagógico para experimentar, como mediador, o verdadeiro significado de uma aprendizagem com desejo e prazer
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    * Os jogoslúdicos constituem um caminho para o conhecimento e para o desenvolvimento do raciocínio, tanto na escola quanto na vida cultural e social fora da escola. * Além do espírito inovador, desafia os alunos ao cumprimento de regras, desenvolvendo responsabilidade, decisão, propiciando a interdisciplinaridade e aprendizagem. * Os jogos são importantes para o desenvolvimento dos educandos
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    O lúdico ésimples e eficaz, basta o professor se desfazer de suas “amarras”, sendo facilitador da construção do conhecimento de seus alunos, partindo para novas práticas.
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    Jogos e nasbrincadeiras na escola, independente da faixa etária, pode-se exercer uma ação construtiva de saberes contextualizados e emergidos da realidade de cada escola, cada turma, cada aluno. Para tanto, é necessário à apropriação de saberes práticos e teóricos sobre o jogo e a brincadeira pelos próprios professores, buscando aprofundamentos que garantam legitimidade ao seu fazer.  
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    O ser humanobrinca e joga e a brincadeira e jogo, na escola da educação básica, é recurso pedagógico da mais alta importância, pois através deles a construção de conhecimentos e saberes pode se dar de modo prazeroso e motivador, elementos essenciais para que a aprendizagem seja, de fato, significativa.
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    Piaget (1986), emseus estudos demonstrou que a aprendizagem se constrói através de um processo interno do aluno, fruto de suas próprias pesquisas e experimentações. Depois dele diversos autores buscam metodologias para que a atuação do educador seja a de um orientador, um maestro das interações aluno-aluno e aluno-objeto de ensino
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    O jogo seconstitui em um fim para a criança, pois dele ela obtém prazer. Para os adultos que desejam usar o jogo com objetivos educacionais, este é visto como um meio, um veículo capaz de levar até a criança uma mensagem educacional. Para GILLES (1998) a criança tem uma necessidade irresistível de brincar, todas as vezes que ele se submete a um jogo com objetivos educacionais ela satisfaz essa necessidade e, ao mesmo tempo, aprende. O jogo no ensino infantil e fundamental
  • 22.
    KISHIMOTO (1991) dedica-seao estudo do brincar e declara que a brincadeira tem papel preponderante na perspectiva de uma aprendizagem exploratória, pois coloca o jogador em situações de diversidades que ele precisa lidar, buscando a cooperação e alternativas não usuais, integrando o pensamento intuitivo
  • 23.
    o jogo emsala de aula tem sido recomendado por diversos autores e se tornado prática crescente no ensino infantil e fundamental. Para GILLES (1998) a expressão “jogo educativo” e a conciliação entre o respeito à autonomia da criança e o seu desejo de brincar e a necessidade de continuar a disciplinar o processo educativo.
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    E qual ointeresse que o educador tem neste mergulho ao mundo lúdico? É que ele se apresenta como uma oportunidade de pesquisa, experimentação, troca de idéias, atitudes cooperativas, inferições e deduções típicas de um ensino ativo, centrado no próprio aluno, tornando-o capaz de construir o seu próprio conhecimento.
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    O papel doprofessor é de preparar este “cenário”, elegendo quais os pontos que devem ser focados e como abordá-los, seguindo como um agente motivador, as vezes, árbitro, mas principalmente, observador a atuação de cada um para poder compreender cada um dentro de suas potencialidades e as dificuldades.  
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    Dando Pistas Oportuniza o contato e o manuseio de livros e o despertar da curiosidade e o interesse pela leitura e escrita através de histórias infantis, contos, poesias, histórias em quadrinhos, letras de música, receitas e outros portadores textuais. Estratégias:  - Exposição; - Contação de histórias; - Construção; - Reconstrução de histórias
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    E nesta tarefaé importante ter atenção a dois objetivos: primeiro o jogo tem que ser atraente, do gosto da criança, deve causar verdadeira diversão e segundo; Segundo ter um conteúdo educacional de boa qualidade, adequado ao plano de ensino e seus objetivos.
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    Assim, ensinar brincandopode ser muito mais eficiente e produtivo do que os métodos tradicionais e, acima de tantas explicações metodológicas e didáticas, está uma muito simples, ensinamos crianças, e como crianças devemos tratá-las, esta é, talvez, a única forma de sermos totalmente compreendidos por elas...
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    Comenius que viveuno século XVII considerado o pai da pedagogia moderna, ensinou em sua Didática Magna, que o ensino é a arte de ensinar tudo a todos convidando os professores ensinarem de forma alegre, sem que os educando se enfadem, orientando que para orientar crianças são mais úteis os exemplos do que as regras COMENIUS (1997).
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    No século XVIIJean Jacques Russeau criou o Emílio, personagem fictício, cujos relatos de como foi educado compõem a sua obra pedagógica: Emilio ou Da Educação. A solução encontrada por Rousseau foi de isolar “o seu aluno” de uma sociedade que ele julgava corrompida para que assim fosse possível, desenvolvê-lo livre da interferência do adulto, fazendo as suas próprias experiências e tirando conclusões, fortalecendo a sua capacidade de realizar com o conseqüente incremento de sua auto-estima.
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    “ a piordas educações é deixá-la (criança) flutuar entre a própria vontade e a do governante, é brigar incessantemente para saber quem será o senhor, eu preferiria cem vezes que ela o fosse sempre” ROUSSEAU (1979, p 80)
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    ELIAS (2000) entendeque as idéias Rousseau propõem uma educação do interesse natural em oposição ao esforço artificial, cujo conhecimento seja fruto do desenvolvimento interno, que a educação seja proporcionada pela ação, em vez de por passividade e imobilismo.
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    Paulo Freire (1996)aparece com a sua Teoria Libertadora, preconizada no livro A Pedagogia da Autonomia . Nela educar é construir, é libertar o ser humano das cadeias do determinismo neoliberal, reconhecendo que a História é um tempo de possibilidades. Segundo Freire (1996), o educador que 'castra' a curiosidade do educando em nome da eficácia da memorização mecânica do ensino dos conteúdos, tolhe a liberdade do educando, a sua capacidade de aventurar-se. Não forma, domestica. A autonomia, a dignidade e a identidade do educando têm de ser respeitada, caso contrário, o ensino tornar-se-á inautêntico, palavreado vazio e inoperante".
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    Multidimensionalidade e educaçãoHoward Gardner (1995) inseriu na educação uma visão multifacetada da inteligência, que reconhece em cada pessoa uitas fazetas diferentes e separadas da cognição.   Gadner localiza sete inteligências: lingüística (capacidade verbal), lógico - matemática (capacidade matemática), especial (capacidade de formar modelos mentais), musical, corporal - cenestésica (capacidade de resolver problemas usando todas as partes do corpo), interpessoal (capacidade de compreender os outras pessoas) e intrapessoal (capacidade de entender a si mesmo e de operar de acordo com seu entendimento).   A teoria de Gardner produz um tipo de escola muito diferente, centrada no aluno e que considera seriamente esta visão multifacetada da inteligência
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    O relatório daUnesco da Comissão Internacional sobre educação para o século XXI, conhecido como Jacques Delors, reconhece essa diversidade de talentos e de personalidades, enfatizando que o seu desenvolvimento é importante para o século XXI, recomendando que sejam oferecidas às crianças e aos jovens todas as ocasiões possíveis de descoberta e de experimentação - estética, artística, desportiva, científica, cultural e social.  
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    acresce-se aa idéiasde MORIN (2000) que percebe que este século enfrenta realidade cada vez mais multidisciplinares, transversais, multidimensionais, transnacionais, globais e planetários, preocupando-se com o ensino dos saberes desunidos, divididos e compartimentados. Para ele a educação necessita trilhar por caminhos multidimensionais onde o todo prevaleça sobre as partes.
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    Uma visão antigado processo de ensino-aprendizagem nos reporta a uma posição passiva do aluno onde o professor figura como mero transmissor de conhecimentos e o aluno como um receptáculo inerte, secundário e, certamente, pouco motivado. Porém, a análise da história da educação coloca este fato como muito mais ligado a postura do professor do que a época, em 1936 no livro Democracia e educação John Dewey já se perguntava: Qual a razão por que, apesar de geralmente condenado, o método de ensino de verter conhecimentos – o mestre – e absorvê-los passivamente – o aluno – ainda persiste tão arraigadamente na prática? DEWEY (1936)