Hepatocarcinoma

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Hepatocarcinoma

  1. 1. Hepatocarcinoma<br />Victor Camarão Pôrto<br />Acadêmico do 8º semestre<br />
  2. 2. Epidemiologia<br />90% das neoplasias malignas primárias <br />Incidência entre 500 mil a 1 milhão casos/ano;<br />3-5/1000 habitantes – EUA;<br />100/1000 habitantes – África e Ásia;<br />5º tumor maligno mais frequente entre homens e 9º entre mulheres;<br />70-90% dos CHC estão associados à cirrose (macronodular);<br />20-40% das cirroses evoluem para CHC.<br />
  3. 3. Etiologia<br />Infecção crônica pelos vírus B (50%) e C (25%);<br />Intoxicação por aflatoxinas;<br />Uso abusivo e crônico de etanol;<br />Doenças metabólicas hereditárias (hemocromatose);<br />Cirrose hepática.<br />
  4. 4. Alcoolismo<br />Aumento da produção de absorção de substâncias cancerígenas;<br />Aumento da solubilidade e absorção de toxinas;<br />Indução do sistema P450;<br />Ação direta sobre o DNA;<br />Indutor de imunodepressão;<br />Deficiências nutricionais (retinol, piridoxina e vitamina E);<br />Causador de cirrose.<br />
  5. 5. Aflatoxinas<br />Potentes carcinogênicos;<br />Aguda – necrose hepática aguda;<br />Crônica – tumor;<br />Mais tóxica – B1;<br />Produzida pelo Aspergilusflavus e parasiticus;<br />Induz mutação no gene p53 (supressor);<br />15g/kg de alimento (ratos).<br />Tolerada até o nível de 20 ppb (alimentos) e 0,5 ppb (leite).<br />
  6. 6. Hemocromatose<br />Mais comum doença metabólica/genética;<br />Acúmulo de ferro no organismo;<br />Sobrecarga de ferro, com fibrose, cirrose e HCH;<br />Risco de HCH – 18,5% (hemocromatose + cirrose).<br />
  7. 7. Quadro Clínico<br />Dor abdominal (75%);<br />Emagrecimento (93%)<br />Anorexia, náuseas;<br />Febre baixa, intermitente (15%);<br />Hepatomegalia (90%);<br />Fígado duro e nodular;<br />Esplenomegalia (20-40%);<br />Ascite (35-60%);<br />Icterícia (32%).<br />
  8. 8. Fisiopatologia<br />Lesão surge a partir de um nódulo de regeneração;<br />Evolui com o aparecimento de displasia;<br />Depois as células cancerosas propriamente ditas;<br />Dobra o volume entre 4 e 6 meses (entre 27 e 605 dias).<br />
  9. 9. Exames<br />TGO/TGP, bilirrubinas, GGT, fosfatase alcalina;<br />Alfafetoproteína(70-80%);<br />Desgamacarboxiprotrobina (PIVKA II - 90%);<br />US (Contra: diagnóstico diferencial, metástase e tumor benigno);<br />US com Doppler (avaliar a vascularização);<br />US angiográfica (95% de sensibilidade);<br />TC helicoidal (sensibilidade > 80%);<br />RNM (melhor para detecção de tumores <2cm);<br />Angiografia (pré-operatório);<br />Biópsia (risco de disseminação – 2%).<br />
  10. 10. Tratamento<br />Radical (apenas 30%):<br />Ressecção hepática parcial (apenas 10%);<br />Transplante hepático;<br />Terapias ablativas (ambulatorial):<br />Alcoolização percutânea (necrose e isquemia do tecido tumoral);<br />Radiofrequência (termoablação por ondas eletromagnéticas).<br />
  11. 11.
  12. 12.
  13. 13.
  14. 14. Esteatose Hepática Não-Alcoólica<br />Esteatose hepática à cirrose em pacientes sem história de alcoolismo;<br />Forma severa: esteato-hepatite não-alcoólica (NASH):<br />Doença crônica hepática (aumento);<br />Caracterizada:<br />Aumento do CHC;<br />Inflamações dispersas;<br />Fibrose perissinusoidal;<br />Corpos de Mallory (inclusão eosinofílica)<br />
  15. 15. NASH + CHC<br />Principal causa de cirrose de causa desconhecida no mundo;<br />Fisiopatologia é incerta;<br />Estudos demonstraram maior frequência acima dos 60 anos (média = 63 anos);<br />Em 1 estudo:<br />57% tinham DM insulino-dependente;<br />28,5% tinham dislipidemia.<br />

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