Tumores Benignos Hepáticos

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  • 33 min por grupo; linguagem técnica; artigo de revisão = pegar a literatura existente e escreve um trabalho; levantar questões; REFERÊNCIAS,
  • Tumores Benignos Hepáticos

    1. 1. Instituto Técnico de Barueri Prof.ª. Maria Sylvia Chaluppe Mello Curso de Análises Clínicas Turma: ACL2AM Barueri/SP Agosto - 2015. TUMORES HEPÁTICOS
    2. 2. Instituto Técnico de Barueri Prof.ª. Maria Sylvia Chaluppe Mello Curso de Análises Clínicas Turma: ACL2AM Angela Alves dos Santos Caroline Aparecida Ferreira Diniz Eduardo Daniel de Moura Leite Felipe Santos Fernanda Clara da Silva Gabriela Mafra de Oliveira Alves Samantha Ribeiro Stephany dos Santos Alves de Araújo Thamires Ferreira da Silva TUMORES HEPÁTICOS Prof.º André Santos Disciplina: Patologia N.º 02 N.º 04 N.º 05 N.º 06 N.º 07 N.º 09 N.º 25 N.º 29 N.º 33 Barueri/SP Agosto - 2015.
    3. 3. Instituto Técnico de Barueri Prof.ª. Maria Sylvia Chaluppe Mello TUMORES HEPÁTICOS INDICAÇÃO E TRATAMENTO DOS TUMORES BENIGNOS DO FÍGADO Júlio Cezar Uili COELHO , Christiano M.P CLAUS, Priscilla BALBINOT, Rodrigo NITISCHE, Victor Mamoru HAIDA. ABCD Arquivo Brasileiro de Cirurgia Digestória, 2011. Trabalho realizado na Disciplina de Cirurgia do Aparelho Digestivo do Departamento de Cirurgia do Setor de Ciências da Saúde e Serviço de Transplante Hepático do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil. HEMANGIOMA HEPÁTICO Cecília M.L. da Costa ¹, Karla E.S. Rodrigues ², Heloisa G.A. Campos ³, Nelson Gibelli 4 , Ali Ayoub 4 , Massami Kayabashi 5 , Simone T. Sredni 6 , Beatriz de Camargo 7 . Jornal de Pediatria. Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Pediatria, Hospital do Câncer – São Paulo, Brasil. 1. Pediatra-Oncologista, titular do Depto. de Pediatria, Hospital do Câncer. 2. Residente de Pediatria-Oncologia do Depto. de Pediatria, Hospital do Câncer. 3. Cirurgiã-Pediátrica do Depto. De Cirurgia Reparadora do Hospital do Câncer. 4. Cirurgiões-Pediátricos do Depto. De Pediatria do Hospital do Câncer. 5. Intensivista - Pediátrico, diarista da UTI pediátrica do Depto. De Pediatria, Hospital do Câncer. 6. Patologita do Depto. De Anatomia Patológico do Hospital do Câncer. 7. Pediatria Oncologista, Doutora em Medicina-FMUSP, Chefe do Depto. De Pediatria, Hospital do Câncer.
    4. 4. Sumário TUMORES HEPÁTICOS • Objetivos • Conclusão • Referências Bibliográficas • Hemangioma • Adenoma • Hiperplasia nodular focal • Angiomiolipoma • Discussão • Metodologia • Objetivos • Introdução • Metodologia • Relato de caso • Conclusão Relato de casoTumores benignos hepáticos • Introdução • Adenomatose hepática
    5. 5. ►Tumores benignos hepáticos
    6. 6. Tumores benignos hepáticos - Objetivos • Apresentar os principais aspectos das indicações e tratamento dos tumores hepáticos benignos; • Discussão e conclusão dos conceitos abordados. TUMORES HEPÁTICOS 6
    7. 7. Tumores benignos hepáticos - Introdução • Os tumores hepáticos são divididos em benignos e malignos. • Ocorrem em 9% da população. • A maioria é benigna, assintomática e diagnosticada durante exames de imagem de rotina. • Há um aumento na incidência dos tumores malignos, onde a taxa de cura é elevada quando o diagnóstico é precoce. TUMORES HEPÁTICOS 7
    8. 8. Tumores benignos hepáticos - Introdução • Os tumores hepáticos benignos estão sendo identificados com mais frequência. • A diferenciação entre tumores benignos e malignos é essencial. • A biópsia é raramente necessária para essa diferenciação. TUMORES HEPÁTICOS BENIGNOS MALIGNOS Hemangioma Hepatocarcinoma Adenoma Colangiocarcinoma Hiplerplasia nodular focal TABELA 1 – Tumores hepáticos benignos e malignos mais comuns 8
    9. 9. Tumores benignos hepáticos - Introdução ORIGEM EPITELIAL TUMOR Hepatócito Adenoma hepatocelular Adenomatose múltipla Hiperplasia nodular focal Hiperplasia nodular regenerativa Células Biliares Adenoma ducto biliar Hamartoma biliar (Complexo Von Meyenburg) ORIGEM NÃO EPITELIAL Mesenquimal Hemangioma Angiomiolipoma Lipoma; mielolipoma Outros Pseudotumor inflamatório TABELA 2 – Classificação histológica dos tumores benignos do fígado TUMORES HEPÁTICOS 9
    10. 10. Tumores benignos hepáticos - Metodologia TUMORES HEPÁTICOS • Foi realizada a revisão de literatura baseada em pesquisa no PubMed, Bireme e Scielo cruzando os descritores neoplasia hepática, hemangioma, adenoma e hiperplasia nodular focal. • Foram selecionados estudos de técnicas cirúrgicas e acrescentadas as experiências dos autores. 10
    11. 11. Hemangioma • Tipo mais comum (5 – 7%). • Mulheres, 30 – 50 anos. • Aumenta de tamanho na gravidez e com uso de estrogênios. • Causa relacionada com hormônios sexuais e anticoncepcionais orais. • Único (< 4 cm), múltiplo (até 27 cm) e gigante ( 4 cm). • Geralmente assintomático. • Complicações ocorrem raramente: inflamação, coagulopatia, sangramento e compressão das estruturas vizinhas. • Rotura espontânea: rara, apenas 35 casos até 2009, segundo PubMed. TUMORES HEPÁTICOS 11
    12. 12. Hemangioma • Raramente ocorre a síndrome de Kasabach-Merritt. • Diagnóstico: exames de imagem, tomografia computadorizada e ressonância magnética. • A maioria não necessita tratamento. • Complicações operatórias. • Ressecção em casos raros – enucleação. • Corigliano et al relataram taxa de mortalidade de 36,4% dos pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico. TUMORES HEPÁTICOS 12
    13. 13. Hemangioma TUMORES HEPÁTICOS FIGURA 1: TC com três fases pós-contraste demonstrando o realce globular, periférico e centrípeto, tendendo à homogeneização na fase de equilíbrio. Apresentações incomuns do hemangioma hepático: ensaio iconográfico- Radiol Bras 2006; 39(3): 219–22)ref.(8) FIGURA 2: Pequeno hemangioma hepático (seta) com intenso realce precoce e persistente. Apresentações incomuns do hemangioma hepático: ensaio iconográfico - Radiol Bras 2006; 39(3): 219–225 (8) 13
    14. 14. Hemangioma TUMORES HEPÁTICOS FIGURA 3: (a) Hemangioma com 8,0 cm de diâmetro e área hipovascularizada central nos cortes de retardo (b). As imagens de RM 6 ponderadas em T2 (TE = 140) confirmam o diagnóstico de hemangioma (c). Apresentações incomuns do hemangioma hepático: ensaio iconográfico – Radiol Bras 2006;39(3):219– 225 (8). 14
    15. 15. Adenoma • Tumor benigno incomum do fígado. • 90% dos casos: sexo feminino, 20 – 40 anos. • Propensão a sangramento. • Podem transformar-se em hepatocarcinomas (< 10%). • Vários casos começaram a surgir a partir da introdução de anticoncepcionais hormonais. • Relacionado à ingestão de hormônios, anticoncepcionais. • Associado a condições como diabetes mellitus familiar, doença do acúmulo de glicogênio tipo I e III e galactosemia. • Homens: antes da 3ª década da vida. TUMORES HEPÁTICOS 15
    16. 16. Adenoma • Manifestações clínicas. • Risco de sangramento: gravidez, anticoncepcionais, lesões. • Exames laboratoriais geralmente normais – alfafetoproteína. • Achados similares à hiperplasia nodular focal – diferencia na gordura e na cicatriz focal. • Tratamento e ressecção dos tumores  4 cm. • Sangramento e possibilidade de transformação maligna. • Lesões < 4 cm – suspensão dos hormônios/anticoncepcionais. • Procedimento cirúrgico – varia com cada tumor (ressecção ou enucleação). • Transplante hepático. TUMORES HEPÁTICOS 16
    17. 17. Adenoma FIGURA 4. Adenoma hepático na RM (setas). A: FSE T2 com saturação de gordura, TE 90 MS; B: FSE T2 sem saturação de gordura, TE 180 MS; C: GRE T1 em fase; D: GRE T1 fora de fase; E: GRE T1 pós-contraste fase arterial; F: GRE T1 pós-contraste fase portal. Notar acentuada queda do sinal da lesão na seqüência GRE T1 fora de fase, indicando componente de gordura lesional. Liver neoplasms: imaging characterization Radiol Bras. 2008 Mar/Abr; 41(2): 119–127 TUMORES HEPÁTICOS FIGURA 5. Adenoma hepático no fígado. Dr. Stéfano Gonçalves Jorge, 2005. Disponível em: < http://www.hepcentro.com.br/tumores_benignos.htm>. 17
    18. 18. Adenomatose hepática • Segundo Flegou et al, 10 ou mais adenomas disseminados. • Alguns autores sugerem  4 cm ou  5 cm para diagnóstico. • Mulheres (90% dos casos) – Entre 30 e 40 anos, adolescentes e idosos – > 60. • Anticoncepcionais orais e hormônios : papel desconhecido. • Etiologia obscura, associação com a circulação hepática. • Alguns estudos associam com a diabetes mellitus. • Maioria assintomático, mas com complicações. • Taxa de sangramento. TUMORES HEPÁTICOS 18
    19. 19. Adenomatose hepática • Transformação em carcinoma em até 10%. • Exames de imagem: tomografia, ressonância magnética e exame histológico. • Hemorragia ocorre em 2/3 dos casos e transformação maligna em menos de 10%. • Ressecção pode elevar os riscos de complicações. • Tumores  5 cm – ressecção em duas etapas. • Arteriografia. • Transplante hepático em raros casos – pontuação MELD (Model for End-stage Liver Disease) 20 até 29. TUMORES HEPÁTICOS 19
    20. 20. Hiperplasia nodular focal • Não é neoplasia e sim hiperplasia do fígado. • É o segundo mais comum. • Prevalência em mulheres - idade reprodutiva. • Causa não relacionada com o uso de anticoncepcionais. • Geralmente assintomático. • Presença de cicatriz central e contém células de Küpffer. • Não causa sangramento e não há risco de malignização. • A indicação para ressecção é restrita. TUMORES HEPÁTICOS 20
    21. 21. Hiperplasia nodular focal TUMORES HEPÁTICOS FIGURA 6. Hiperplasia e hipertrofia das célula de Küpffer. UNICAMP, Disponível em: <http://anatpat.unicamp.br/lamfig5.html >. FIGURAS 7 e 8: Células de Küpffer - Hepatopatología para gastroenterólogos y hepatólogos. SCIELO, Junho, 2013. Disponível em: <http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0120- 99572013000200011&lng=en&nrm=iso>. 21
    22. 22. Hiperplasia nodular focal TUMORES HEPÁTICOS FIGURA 9. Hiperplasia nodular focal típica na TC (setas). Fases sem contraste (a), arterial (b), portal (c) e de equilíbrio (d). Notar impregnação precoce na fase arterial e clareamento rápido na fase portal. A cicatriz central permanece hipoatenuante nas fases precoces e se impregna tardiamente na fase de equilíbrio. Neoplasias hepáticas: caracterização por métodos de imagem - Radiol Bras 2008 mar/abr;41(2)119-127 ref (1) FIGURA 10. Hiperplasia nodular focal na RM (setas). A: FSE T2 com saturação de gordura, TE 90 MS; B: GRE T1 com saturação de gordura; C: GRE T1 pós-contraste fase arterial; D: GRE T1 pós-contraste fase de equilíbrio. Notar acentuado realce arterial e clareamento na fase de equilíbrio. A cicatriz central apresenta hipersinal em T2 e realce tardio na fase de equilíbrio. caracterização por métodos de imagem - Radiol Bras 2008 mar/abr; 41(2)119-127 ref (1) 22
    23. 23. Angiomiolipoma hepático • Neoplasia mesenquimal benigna rara. • Componentes: tecido gorduroso, células do músculo liso e de vasos sanguíneos. • Mulheres entre 26 e 86 anos. • Lesões > 5 cm, podem causar sintomas. • A rotura do tumor é rara. • Conduta expectante. • Ressecção em casos específicos. TUMORES HEPÁTICOS 23
    24. 24. Angiomiolipoma hepático FIGURA 11. Patologia do Angiomiolipoma. Vasos capilares de paredes finas estão presentes. Presença de pequenos trombos de fibrina microtrombos são recurso de diagnóstico. Dr Sampurna Roy MD, 2014. Disponível em: <http://www.histopathology- india.net/angiolipoma.htm>. TUMORES HEPÁTICOS 24 FIGURA 12. Ressonância nuclear magnética pré- embolização. A: Angiomiolipoma renal mais volumoso no polo renal inferior esquerdo. B: Cisto renal simples no rim direito. C: Angiomiolipoma renal no rim direito. Tratamento endovascular de angiomiolipoma renal por embolização arterial seletiva – Relato de caso. J. vasc. bras. vol.11 no.4 Porto Alegre Oct./Dec. 2012 Angiomiolipoma
    25. 25. Tumores benignos hepáticos - Conclusão • Os tumores hepáticos benignos mais comuns são, em ordem decrescente de frequência, o hemangioma, a hiperplasia nodular focal e o adenoma. • A diferenciação é feita com base nos dados clínicos e nos exames de imagem. • O hemangioma e a hiperplasia nodular focal geralmente têm conduta expectante, enquanto o adenoma requer ressecção pelo risco de hemorragia e de transformação em carcinoma. TUMORES HEPÁTICOS 25
    26. 26. TUMORES HEPÁTICOS Característica Hemangioma Adenoma Adenomatose hepática Hiperplasia nodular focal Angiomiolipoma hepático Incidência 5 - 7% 0,001 - 0,035% ¹ - 0,3 - 0,6% ¹ 1 - 3 % ² Sexo Feminino Feminino Feminino Feminino Feminino Idade 30 – 50 anos 20 – 40 anos 30 – 40 anos > Adolescentes e 60 anos Idade reprodutiva 26 - 86 anos Associações Hormônios e anticoncepcionais Hormônios, anticoncepcionais, diabetes, acúmulo de glicogênio Circulação hepática, hormônios Não relacionado com anticoncepcionais - Tamanho < 4 cm (único) 27 cm (múltiplo)  4 cm < 4 cm  4 cm ou  5 cm < 5 cm ou > 15 > 5 cm Sintomas Geralmente assintomático Dor abdominal, hipotensão arterial Geralmente assintomático Geralmente assintomático Geralmente assintomático Complicações Possível Possível Possível - - Malignização Não Possível Não Não Não Tratamento Conservador (conduta expectante) Ressecção Ressecção ( 5) Conservador (conduta expectante) Conservador (conduta expectante) Cicatriz central Não Não Não Sim Não ¹ = Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa (AEFML) ² = Laboratório Analys Patologia 26 TABELA 3. Quadro comparativo de tumores benignos hepáticos.
    27. 27. ►Relato de caso – Hemangioma hepático
    28. 28. Relato de caso - Objetivos • Descrever um caso de hemangioma hepático em recém- nascido tratado com cirurgia; • Discussão e conclusão do caso relatado e dos conceitos abordados. TUMORES HEPÁTICOS 28
    29. 29. Relato de caso - Introdução • O hemangioma hepático é comum no primeiro ano de vida sem predominância de raça ou sexo. • Raramente acima dos 3 anos. • Complicações ocorrem por volta das 6 semanas de vida e a morte é consequência de falência cardíaca na maioria dos casos. • A apresentação clínica mais usual é a hepatomegalia, mas muitas vezes está associada a hemangioma cutâneo. • As lesões vasculares são divididas em hemangioma e mal formação vascular. • O tratamento conservador é de escolha para a maioria dos casos. • A intervenção cirúrgica é necessária em alguns casos. TUMORES HEPÁTICOS 29
    30. 30. Relato de caso - Metodologia • Relata-se o caso de um recém-nascido masculino, de 6 dias de vida, com extensa lesão hepática e sua evolução. TUMORES HEPÁTICOS 30
    31. 31. Relato de caso • Recém - nascido, 6 meses, masculino e branco. • Líquido aminiótico meconiado – cesárea. • Apgar 7/7, peso 3.380g, capurro somático de 38 semanas. • Distensão abdominal e tumoração do hipocôndrio direito (massa palpável), eupnéico, ictérico em zona III de Kramer, abdome globuloso com circulação colateral evidente. TUMORES HEPÁTICOS HB Hemoglobina HT (Hematócrito) Leucócitos Plaquetas Bilirrubina total Bilirrubina indireta 11 mg/% 33 mg/% 6.500/ mm³ 36.000/ mm³ 10,29 mg% 8,6 mg% TABELA 4 - Resultados obtidos nos exames 31
    32. 32. Relato de caso • Tomografia computadorizada: grande massa hepática heterogênea. • Cintilografia: negativa para hemangioma. • Queda dos níveis de plaqueta e hemoglobina. • Intervenção cirúrgica pela piora da lesão. • Laparotomia com hepatectomia e exerese da lesão. • Lesão com 7 cm no seu maior eixo. • O marcador mostrou extensa positividade, indicando a alta taxa de proliferação celular. TUMORES HEPÁTICOS 32
    33. 33. Relato de caso • Quadro séptico: antibioticoterapia de amplo espectro, regressão da icterícia e dos sintomas de insuficiência cardíaca. • Alta com 38 dias de vida. • Retorno ambulatorial, aos 3 meses de vida: nódulo hemangiomatoso em parede torácica direita. • Conduta expectante. TUMORES HEPÁTICOS 33
    34. 34. Relato de caso FIGURA 13. Lesão caracterizada por grandes espaços com paredes delgadas e focos de hematopoiese extra-medular. (HE X 400). TUMORES HEPÁTICOS FIGURA 14. A positividade imunohistoquímica para CD34 caracteriza a natureza da lesão, (CD34 X 100). 34
    35. 35. Relato de caso - Discussão TUMORES HEPÁTICOS • São lesões benignas que podem involuir. • O hemangioma hepático pode atingir grandes extensões e apresentar distúrbios hemodinâmicos. • A falência cardíaca ocorre em cerca de 50% dos pacientes. • 70% podem evoluir ao óbito pela complicação de shunt arteriovenoso. • Quanto menor a idade da criança, mais severos os sintomas cardíacos. • Manifestação da Síndrome de Kasabach-Merritt (sequestro de plaquetas pela lesão, hemólise microangioplástica, trombose e coagulopatia consumptiva). 35
    36. 36. Relato de caso - Discussão TUMORES HEPÁTICOS • Icterícia em cerca de 35% dos casos em crianças. • Hemangioma cutâneo está presente em 40% dos pacientes. • Tomografia computadorizada com contraste, ultrassonografia com doppler, arteriografia, estudo de hemácias marcadas. • Tratamento e comprometimento cardíaco. • Esteroides: Tem sido usado como tratamento, com taxa de resposta em torno de 45% dos casos. • Interferon alfa-2: imunomodulador, tratamento para síndrome de Kasabach-Merritt. 36
    37. 37. Relato de caso - Discussão TUMORES HEPÁTICOS • A ressecção cirúrgica é indicada quando os procedimentos conservadores são ineficientes. • A embolização também tem sido realizada. • Nesse relato de caso, a cirurgia foi indicada devido à não confirmação do diagnóstico prévio e evolução clínica desfavorável. • O estudo anatomopatológico deste caso não confirmou tratar- se de hemangioma capilar clássico da infância. 37
    38. 38. Relato de caso - Conclusão • O Hemangioma hepático deve ter tratamento conservado. • A cirurgia está reservada para os casos de insuficiência cardíada intratável e/ou coagulopatia consumptiva refratária. TUMORES HEPÁTICOS 38
    39. 39. Glossário • Alfa feto proteína: Glicoproteína do soro fetal, sintetizada pelo fígado • Carcinoma: Câncer que se origina de um tecido epitelial. • Choque hipovolêmico: perda de grandes quantidades de sangue e líquidos • Coagulopatia: Distúrbio da coagulação sanguínea. • Galactosemia: incapacidade de metabolizar a galactose em glicose. • Hematopoiese: maturação dos elementos figurados do sangue. • Hepatomegalia: Quando o fígado incha para além do tamanho normal. • Icterícia: Presença de uma cor amarelada na pele. • Imunomodulador: Inibe ou estimula as reações imunológicas de um organismo. • Laparotomia: Abertura cirúrgica da cavidade abdominal. • Ressecção: retirada de uma parte do fígado. TUMORES HEPÁTICOS 39
    40. 40. Referências Bibliográficas • COELHO, Júlio Cezar Uili et al . Indicação e tratamento dos tumores benignos do fígado. ABCD, arq. bras. cir. dig., São Paulo , v. 24, n. 4, p. 318-323, Dec. 2011 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102- 67202011000400013&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 28 Ago. 2015. • COSTA, Cecília M. L. et al. Relato de caso: Hemangioma hepático. Sociedade Brasileira de Pediatria, Rio de Janeiro, p. 87-90. 2000. Available from <http://www.jped.com.br/conteudo/00-76-01-87/port.pdf> Acesso em 28 Ago. 2015. • TIFERES, Dario Ariel; D'IPPOLITO, Giuseppe. Neoplasias hepáticas: caracterização por métodos de imagem. Radiol Bras, São Paulo , v. 41, n. 2, p. 119-127, Apr. 2008 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100- 39842008000200012&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 28 Ago. 2015. TUMORES HEPÁTICOS 40
    41. 41. Instituto Técnico de Barueri Prof.ª. Maria Sylvia Chaluppe Mello Curso de Análises Clínicas Turma: ACL2AM N.º 02 N.º 04 N.º 05 N.º 06 N.º 07 N.º 09 N.º 25 N.º 29 N.º 33 Angela Alves dos Santos Caroline Aparecida Ferreira Diniz Eduardo Daniel de Moura Leite Felipe Santos Fernanda Clara da Silva Gabriela Mafra de Oliveira Alves Samantha Ribeiro Stephany dos Santos Alves de Araújo Thamires Ferreira da Silva TUMORES HEPÁTICOS Prof.º André Santos Disciplina: Patologia Barueri/SP Agosto - 2015.

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